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Nós ficamos quase 2 horas parados no carro na rua e ele pediu para eu pedir desculpas. Eu falei: "Eu não vou pedir desculpas". Ele ficou muito bravo. "É inadmissível você não pedir desculpas". Eu falei: "Eu não vou pedir desculpas". Eu me colocava num ar de muita superioridade e eu não aceitava quem falava que eu estava errada.
Você demorou para falar "eu te amo" para o Caio. Ela é a mãe da Bela, do T e da Mia. Ela é formada em administração de empresas, mentora empresarial. Ela é idealizadora da Esmera Alta Joalheria. Ela é host do podcast Café com Joia. Recebam um JJ Podcast, senhores, Fabi Carneiro!
Quem é Fabi Carneiro? "Tô [ __ ] com você, eu vou falar o que eu tiver que falar e que se lasque, entendeu?" O que você chama nos detalhinhos. Você vai ter que aprender a vender, vai ter que aprender a ter gestão, vai ter que aprender um monte de coisa. Mas existe uma outra coisa para você chegar lá: as pessoas não sabem esforço versus resultado.
Ela queria cobrar R$ 10.000 por 5 meses de entrega. Eu acho que você poderia cobrar R$ 15.000 naquele momento. Vem a sensibilidade. A hora que eu falei "15", eu vi que a garganta travou, o corpo foi para trás. Total medo. Aí vem a pergunta: "Quanto você se sente confortável? Você enche a boca para falar: 'Opa, espera aí!'". É, nunca duvide de uma mulher faixa preta, mãe de três.
Pessoal, antes da gente começar esse podcast, um recado muito importante. Só que esse recado é para as mulheres. Olha só, depois de um tempão de pedidos, eu tentava convencer a Lalas, eu falava para Lalas, eu consegui, eu e o time aqui, a gente conseguiu convencer a Lalas a organizar o dia a dia dela. Como que ela dá conta, tanto como mãe, como empresária, como uma excelente esposa, uma excelente filha, e como ela organiza o dia dela do ponto de vista de saúde, família e trabalho.
A Lalas tem um jeito muito único de organizar as nossas finanças desde a época que a gente casou, tá? O jeito que ela cria os meninos, o jeito que ela organiza a casa, o jeito que ela cuida dos nossos negócios, da empresa, porque a Lalas é a CEO aqui da empresa, né? A Lalas é minha sócia em tudo. Ela é minha sócia na vida, nos negócios, na eternidade. E ela tem um jeito muito único de organizar e dar conta das coisas. E às vezes ela até fala assim: "Olha, não dou conta de tudo".
Então, esse é um recado para as mulheres. Se você é homem, é casado, ou tem uma noiva, ou tem uma namorada, ou tem uma filha, também vê se você consegue ajudar essas mulheres maravilhosas da tua vida. A Lalas está criando um planner. Depois de um tempão, a gente conseguiu convencer ela de criar um planner, estruturar um planner com as anotações dela, com a forma como ela organiza os itens de saúde, os itens de família e os itens de trabalho, tanto pessoal quanto no relacionamento, como mãe e como empresária.
E a gente vai lançar esse planner. Esse planner se chama Equalize, porque a gente acredita numa vida equalizada, muito mais do que uma vida equilibrada. Então, a gente está criando uma lista de espera. Vai ser um lançamento lindo, vai ser o primeiro lançamento da história da vida da Lalas. E eu vim aqui falar em nome dela e também por conta de tantas mulheres pedirem isso.
Então, é um planner para mulher. Então, se você é mulher, tá, esse é um planner para você. Se você gosta de escrever, gosta de planejar, e se você quer entender como ela organiza todos esses itens da área que eu, particularmente, admiro muito, ela faz melhor do que eu, inclusive. Eu quero que você entre numa lista de espera. Nessa lista de espera tem lá a descrição: quando que a gente vai abrir esse planner, que talvez provavelmente tenha uma aula ou um minicurso para explicar também como que funciona e como que você pode utilizar.
Entra aqui, tem um QR code na tela e um link na descrição deste podcast. Vocês vão receber também e-mails à medida que a gente está caminhando próximo ao lançamento, falando do que a gente está fazendo, do que está acontecendo. Eu estou por trás desse lançamento, eu estou muito feliz, mas é um produto especificamente da Lalas para todas as mulheres, tá bom? Então, inscreva-se aqui na lista de espera e faça parte da primeira turma do planner Equalize da Lalas. Esse é o recado. Bora começar o nosso podcast, que está demais!
Força de vontade não vale nada se você não tiver ação. A pessoa que eu trouxe aqui é uma pessoa da ação, incrível, uma baita de uma empreendedora, uma baita de uma mulher. Tem meta clara, é rápida. Eu admiro muito a velocidade dela, mas eu também gosto de uma coisa que ela faz com profundidade e que não tem velocidade, que é o quanto ela emerge no conhecimento e no autoconhecimento. Então, mescla rapidez, praticidade, velocidade, alta performance com calma, com parcimônia, com temperança. É incrível isso!
Eu estou trazendo aqui no JJ Podcast uma pessoa que vai trazer boas reflexões. Eu estou com um copo vazio, eu vou aprender mais uma vez e vou fazer aquelas perguntas que você fala, faz assim, ó, você pensa, faz assim: "Joel, pergunta isso para ela". Eu estou pensando: "Faz essa pergunta para ela". Então, vou representar muito vocês aqui também.
Deixa eu dar uma lida aqui no currículo, ó. Eu não vou falar a primeira coisa aqui que apareceu, vou deixar por último. Ela é a mãe da Bela, do T e da Mia. Ela é formada em administração de empresas, mentora, tá? Então, ela tem três programas de mentoria: o "Sobre M", "Inteligência Emocional na Prática", "Programa Lapidação", e tem uma mentoria hoje também no "Mentor League Society", que é "in push". A gente vai falar sobre isso também.
Ela é empresária, tem negócios na área da educação e também tem negócio na área de joias e alto valor agregado. A gente vai falar sobre isso também. Ela é idealizadora da Esmera Alta Joalheria. Ela é host do podcast Café com Joia. Minha amiga, minha sócia, faz parte do meu ciclo de amizade, é da minha família e ainda é casada com Caio Carneiro. E estava em primeiro lugar, eu falei: "Vou deixar por último".
Recebam um JJ Podcast, senhores, Fabi Carneiro! Muito feliz de estar aqui. Eu já cheguei com a maquiagem toda borrada, né, pela recepção, já fiquei ali super emocionada. Todo mundo precisa ter a honra de vir nesse podcast para poder receber esse amor, esse carinho da equipe. Fiquei muito emocionada, de verdade, muito.
Pois é, cara, cara, e você sabe que é a galera que monta isso aí. E veio numa hora que você não tem noção da sincronicidade. Daqui 20 dias eu tenho campeonato, Copa do Mundo na Argentina, menina! Copa do Mundo de Taekwondo. Mas tu está fazendo esgrima? Eu estou, eu comecei no jiu-jítsu agora, entendeu? Eu te vi ontem nos Stories derrubando, hoje de manhã estava fazendo também, de manhã antes de vir para cá. Tu vai para a Copa do Mundo de Taekwondo? Não, esses dias, acho que foi semana passada, você falou: "P, eu treinei três vezes hoje, ontem foi quatro". Você treinou quatro vezes.
Então, vamos lá: casada, empresária, tem um negócio na área da educação, tem um negócio na área, eh, da joalheria, treinou quatro vezes, ajuda o Caio, aham, está na MLS, está no Office, três filhos, tem três filhos, mais casa, periquito, papagaio. Estou brincando. Estuda para caramba, lê, leitora, estuda para caramba, tá?
Então, eu vou começar, porque assim, eu começo do jeito que aparece a coisa, tá? Eu não vou te fazer uma pergunta: "Como é que você dá conta de tudo?". É uma pergunta que eu já aprendi com a Lalas, clichê. Já aprendi com a minha esposa e ela vai falar: "Joel, a gente não dá conta de tudo, né?". Mas como que é o teu dia? Como é que você organiza o seu dia?
Primeira parte da manhã, eu vou, vamos começar do comecinho. Eu tive que readaptar algumas coisas. Então, eu percebi que eu estava perdendo tempo de qualidade com o Caio e eu estava perdendo tempo de qualidade com as crianças, tá bom? Então, a gente mudou completamente a nossa agenda. Então, a primeira coisa da manhã é levar as crianças para a escola. E levamos os dois, as crianças para a escola. Legal.
Então, para eles é o auge, porque a Mia ainda a gente pode deixar na portinha da sala. Então, os dois eu não podia mais. Então, agora, como eu posso entrar para deixar a Mia, eu vou, deixo os dois. Então, os, as, os três, pai e mãe levando crianças na porta da sala. Eles ficam assim, é aquele abraço, é aquele amor, aquela coisa mais especial. O caminho de volta, ainda aquele horário que o circo não está pegando fogo, as pessoas ainda não estão no WhatsApp, as coisas não estão acontecendo. Então, é um tempo de qualidade que eu tenho na volta de casa para a gente conversar, estabelecer o dia, da gente ter o primeiro contato. Antes já começava pegando fogo, eu já nem via as crianças direito, eu já não falava com o Caio, a gente começava a se falar 8 horas da noite. Então, a gente já começa o dia se alinhando, tá bom?
Logo na sequência é meu horário de treino. Eu não marco absolutamente nada. Até quando você falou assim: "Fabi, vamos falar uma horinha mais tarde hoje?", eu falei: "Obrigada, que eu vou conseguir fazer mais um treino hoje". Então, a minha parte da manhã é para treinar. Então, se eu consigo encaixar dois treinos, dois treinos, um treino, um treino. Normalmente eu faço dois treinos na parte da manhã. E aí, da parte do almoço para frente, é trabalhando. E eu estudo depois que as crianças dormem, tá?
Você vai dormir que horas? 9:30. Você acorda que horas? 6:50. Tá. 9:30, 6:50. Você tem quase 8 horas aí de sono, mais ou menos. Você dorme rápido? Hum, uns 20 minutinhos. É rápido. É rápido, rápido. Cai, dorme, cai assim, ó, deitou, deitou, dormiu, né? Dormiu. É, eu sou assim também. É, eu não, eu, tá bom, eu penso muito antes de dormir.
Então, você acorda com a molecada, relação familiar incrível, né? Tempo ali de conversa e tal. Depois vai para o treino e aí depois volta, se alimenta e tal, e aí vai para o trabalho à tarde. Yes. E aí você fica do trabalha à tarde de que horas até que horas? Até umas 6. Começando que horas? 1 da tarde. Tá. Então, horas de produtividade, 5 horas de produtividade. Ou seja, a sua carga horária é menor do que a média das pessoas e você tem um baita de um resultado.
Como é que você divide o teu horário de trabalho? Primeiro, eu tive clareza das coisas que só eu posso fazer. É a regra básica do que é indelegável e o que que não é delegável. E as coisas que realmente mexem um ponteiro. Então, por exemplo, entendi que dentro da mentoria, uma das coisas que mais fazem diferença, um, sou eu estudar, porque as pessoas elas compram o meu conhecimento para economizar tempo. Então, quanto mais eu estudo, eu consigo transformar isso em conhecimento, é algo que me gera renda, e os insights e pequenos ajustes que eu faço com elas, tá bom?
Então, dentro dessa minha agenda, eu consigo encaixar às vezes três, quatro, cinco, seis bate-papos num dia de 20 minutos. E às vezes é um direcionamento que eu falo que eu coloco 50, 100, R$ 10.000 no bolso de cada um. Uhum. Isso me mexe o ponteiro, porque elas me indicam mais, elas confiam mais, elas me dão mais depoimento, elas ficam mais felizes. Então, dentro desse meu processo todo, eu entendi o que de fato faz mais diferença, que só eu posso fazer. O resto eu deleguei tudo. Então, toda a parte operacional eu não faço mais. A parte direta da venda, eu não fico prospectando gente, eu não faço fechamento, certo? Porque eu mexo mais ponteiro diretamente com as, com as mentoradas, entendeu?
Para quem não conhece a Fabi Carneiro, quem é Fabi Carneiro? Cara, Fabi Carneiro é uma colérica lapidada. Que que isso quer dizer? Que por muito tempo eu explodia, passava por cima de todo mundo, por cima de tudo e todos. Eu não sabia diferenciar brutalidade de força. Então, tudo na minha vida era na base da brutalidade. Um, pela minuciosidade que sempre foi muito mais voltada para o meu pai. Então, era a questão da brutalidade. Eu tinha que medir força com todo mundo, tinha que disputar tudo o tempo inteiro, eu tinha que ganhar coisa o tempo inteiro. Então, era muito impulsiva, eu não conseguia ter 3 segundos para pensar e agir. Eu agia.
Quer um exemplo? "Tô [ __ ] com você, eu vou falar o que eu tiver que falar e eu vou e que se lasque, entendeu?" Tem que botar para fora. E se eu tiver que fazer alguma coisa, ah, eu preciso resolver alguma coisa, eu não parava 3 segundos para pensar se a decisão que eu tinha tomado ela era prudente. Eu não passava, eu não parava para analisar duas casas lá na frente. Eu simplesmente, ah, saía fazendo, tá bom?
Não que eu não faça isso hoje. Eu ainda continuo agindo rápido, mas acho que com tanto erro que eu fiz na minha vida, hoje fica muito mais fácil ter discernimento de saber o que que eu estou agindo de forma correta e o que que eu estou atropelando, o que que eu estou fazendo errado. Então, já perdi muita amizade, já dei muito com a cara assim, já, já, já apanhei muito da vida. Tanto é que eu comecei a me apaixonar por inteligência emocional, não porque eu era a pessoa super inteligência emocional, não, porque eu tinha ansiedade, porque eu brigava com tudo e todo mundo, eu estava sempre sem paciência, sempre mal-humorada, sempre irritada. A vida era, era muito ruim a vida. Então, eu sempre estava pronta para reclamar da vida, não sabia enxergar as coisas de uma forma mais leve, eu só sabia batendo nas pessoas. Então, as pessoas chegavam para me ouvir, elas já sabiam que elas iam tomar porrada. Uhum.
Hoje eu continuo batendo, mas as pessoas ficam felizes porque eu aprendi como bater nas pessoas, tá? Entendeu? E essa foi, foi todo o meu processo de lapidação. A sorte que eu posso falar é que eu sempre corrigi rápido. Uhum. Então, se você me dá um feedback, se você me fizer uma crítica e isso ressonar comigo, fizer sentido, eu vou ajustar rápido. Então, toda vez que eu tentava, tentava, tentava e aquele caminho não estava certo, eu voltava. "Espera aí, deixa eu ouvir um pouco mais".
Uma das maiores evoluções que eu tive foi uma vez que eu tinha casado com o Caio já e a gente saiu e eu não lembro o que que aconteceu, mas eu lembro que a gente saiu da, da garagem de casa e eu errei em alguma coisa e ele pediu para eu pedir desculpa. Eu falei: "Eu não vou pedir desculpa". Ele ficou muito bravo. "É inadmissível você não pedir desculpa". Eu falei: "Eu não vou pedir desculpa". Era um negócio que ficava entalado na minha garganta. Já, eu não conseguia falar a palavra "desculpa". "Como é que eu vou assumir que eu errei?" Uhum. "É inadmissível assumir que eu errei. Se eu falar que eu errei, eu sou fraca, eu sou ruim, eu sou um monte de coisa". E dentro da minha criação era: "Você tem que ser a melhor, você tem que ser a mais forte, você não pode perder para ninguém". Então, eu assumi que eu errei era um atestado de incompetência, entendeu?
A gente ficou quase duas horas parado no carro na rua. A gente só saiu do lugar quando eu pedi desculpa aquele dia. É como se eu tivesse tirado, acho que uma tonelada da minha garganta. Fez assim, ó. Você se sentiu bem depois? Muito, muito. Mas para sair era, era uma luta contra o ego, era desesperador. Eu não conseguia. E, e o, a quem conhece sabe o quanto ele é, sim, maleável, quanto ele é fofo. Ele ficava: "Como que uma pessoa não tem a capacidade de pedir desculpa? Ela não consegue". Eu não conseguia, era desesperador. "Como que uma pessoa que errou, que viu que errou, não é capaz de falar: 'Cara, desculpa, eu errei, desculpa'?". Eu não consegui. Era contra.
O que que aconteceu para você pedir desculpa? Eu não lembro, deve ter sido coisa besta, entendeu? Não, assim, o que que aconteceu durante essas duas horas até você falar: "Tá, desculpa"? Você ficou consciente, você baixou a emoção. Duas horas sentado no carro, ele não cedeu. Alguém tinha que ceder. Entendi. Eu falei: "Não tenho opção, eu vou ter que falar". E ele veio com argumentos racionais. "Não faz sentido, você vai se sentir melhor. Fala, você não tem nada a perder. Eu não vou deixar de te amar por conta disso. Eu estou aqui até conseguir tirar". Se naquele dia ele tivesse cedido, talvez eu não estaria aqui hoje. Uau! Quando foi isso? Cara, a Bela estava grávida da Bela, talvez 10 anos atrás.
Você demorou para falar "eu te amo" para o Caio? Não, "eu te amo" foi rápido, foi rápido. "Desculpa" levou um tempo. Levou bastante tempo. Você consegue diferenciar hoje quando você está sendo persistente de cabeça dura? Sim, hoje você consegue. Antes não. Antes não. Mexe com ego, né? Então, você sabe quando você está ali por, por vaidade, porque eu quero estar certo, porque quem quer é o meu ego, não é o, o coletivo, não é algo maior. Não estou sendo racional, estou sendo 100% emocional. Então, quando eu já sei de onde vem isso, já é muito mais fácil ajustar.
Agora está mais, agora está mais óbvio para mim por que você foi para esse, esse ramo, por que você criou o Lapidação, por que você tem um "in push", por que você estuda tanta inteligência emocional. Eu também comecei a estudar inteligência emocional na época que eu não dava. Eu falava: "Cara, não tem como. Tem, tem momentos aqui que eu tenho muito medo, tenho muita insegurança, estou errando num negócio ultra mega simples e básico. Eu preciso estudar isso para mim, eu preciso me proteger dos meus próprios pensamentos". E aí gostei tanto, tanto, eu falei: "Meu Deus, é, né, o mundo precisa saber disso". Aí foi assim contigo? Exato, foi assim.
Eu comecei, eu sempre trabalhei desde os meus 16 anos. Comecei em RH, menor aprendiz, virei estagiária, virei analista. Eu sempre tive chefe carrasca assim, sempre. Por um lado foi muito bom porque me forçava a ser uma pessoa melhor. Não era aquela coisa que, ah, passava a mão na minha cabeça. Então, aquilo me lapidou e me moldou de uma forma muito boa profissionalmente, em questão de responsabilidade, em questão de dar, de dar o meu melhor.
Só que quando eu saí de lá, porque eu queria ter liberdade, eu queria vender, eu queria poder acordar a hora que os olhos abrissem, eu queria poder ter liberdade. "Pô, eu quero fazer mais grana esse mês, eu quero poder comprar alguma coisa". Eu não tinha muito essa, essa facilidade trabalhando no CLT. Eu comecei a liderar pessoas e eu comecei a perceber uma lógica no caos. Então, eu tinha uma certa habilidade de conseguir me observar e de conseguir observar a lógica no caos dos outros, certo?
E nessa época, trabalhando com muita gente, pensa assim, sei lá, passavam 200 pessoas por dia numa reunião, eu falava com muita gente. Eu comecei a entender que todas as pessoas tinham dificuldade na mesma época. Então, ela começou num negócio, sete dias depois ela desmotiva. "Ah, porque vai ser difícil demais, porque a jornada é muito longa, eu não sei se eu vou aguentar a jornada". E aí eu vendo as pessoas, eu comecei a reparar o que eu fazia. Então, o quanto eu também errava nas mesmas coisas, o quanto eu acertava nas mesmas coisas. Eu fiquei 10 anos nisso só no feeling. Eu não estudava, mas eu consegui me lapidar muito nisso, eu consegui ajudar muita gente por observação, certo?
Só depois que eu decidi, falei: "Cara, eu quero começar a ganhar dinheiro ajudando pessoas em relação a isso, eu vou estruturar o negócio". Aí veio o programa Lapidação, certo? Só que eu falei: "Cara, não tem como eu ensinar pessoas só pelo meu feeling. As pessoas vão querer comprar algo mais teórico, elas vão querer saber uns nomes mais, mais científicos das coisas". E aí eu tomei a decisão de começar a estudar. Eu só comecei a estudar para conseguir dar o nome bonito das coisas que eu já tinha aprendido por observação, por observação. Entendi, entendi. Aí eu caí na, na neurociência, fui aprender hipnoterapia.
Nessa tua jornada, eh, de aprofundamento nesse assunto, qual foi a grande descoberta? Qual foi a verdade que apareceu que não dá para negar? Você falar: "Meu Deus, isso é uma verdade mesmo que eu não queira, mesmo que eu não concorde, mesmo que nem goste". Mas qual foi ou qual tem sido a verdade que você está descobrindo ou descobriu?
Acho que a maior verdade é que eu era uma arrogante e que eu achava que eu era dona da verdade, que eu era dona do mundo. E eu colocava, eu media as pessoas na mesma régua que a minha. Então, por exemplo, assim, se eu te pedisse uma coisa e você me desse retrabalho, eu tinha vontade de pegar tua cabeça e enfiar na privada. "Como que você está me dando retrabalho?" Então, eu media todo mundo na minha mesma régua, que todo mundo tinha que ser bruto que nem eu, que todo mundo tinha que ser rápido que nem eu, que todo mundo, "como que você não presta atenção nas coisas?". Eu me colocava num ar de muita superioridade e eu não aceitava quem falava que eu estava errada, porque na minha cabeça eu estava certa, na minha cabeça todo mundo tinha que ser igual a mim. Uhum.
Depois que eu comecei a entender que nós precisamos de pessoas diferentes, porque cada um tem sua zona de talento, cada um tem o seu papel, cada um tem as suas necessidades, que não tem como eu mudar as pessoas, que aquilo é o natural das pessoas. A gente pode ajudar, enfim, mas é sua, é sua essência, você não vai mudar. Eu não vou mudar a essência do Caio, não vou mudar sua essência, você não vai mudar minha essência. A gente pode aprimorar e melhorar o que eu tenho já e usar isso ao meu favor, que eu não usava ao meu favor. Então, acho que o meu maior processo de inteligência emocional foi, eh, humildade, humildade, humildade.
Você falou de zona de talento, você reconhece a tua? Se sim, qual é? Ah, conhecimento intrapessoal, muito. Uau! É conhecimento de pessoas, tanto o meu próprio conhecimento, autoconhecimento, muita metacognição, e também conhecimento dos outros. Uh, na observação. Na observação.
Então, tá bom. Então, vamos fazer um exercício aqui. Eh, pega uma pessoa conhecida do público que é tua amiga e que você pode falar e que hoje você tem relação com essa pessoa, mas a primeira vez que você viu essa pessoa você não tinha relação. E o que você leu na observação casou no dia depois que você conheceu. E como que você faz isso para o cara que está ouvindo, assistindo, que premissa que você usa?
Ah, uma pessoa que eu conhecia e que depois que eu, depois que eu comecei a conviver com ela, deu match, é a leitura. Você falou, sabe quando você lê, você fala: "Óbvio". Total. Eu pensei em falar da Lalas, mas você também é mais ainda, mais fácil de ver, mais fácil ainda. Que sempre vi o Joel super explosivo, rápido, sobre questão de agilidade, tomada de decisão. Eu olhava aquilo, falei assim: "Gente, ele sou eu, homem". E depois quando vem para o contato, é mais ainda. Mas isso tem a ver com agilidade de pensamento, a forma como fala, tá? Isso é, isso que eu quero.
Lista aí, como é que você observa? Porque perceba que, que eu estou tentando fazer aqui, eu estou tentando tirar, tirar o que tu já tem, sim. Que que você olha assim, balela para mim? Cara, a primeira coisa é postura e o tom de voz, tá? Então, por exemplo, as pessoas que elas são mais acanhadas, que elas são mais, elas jogam mais no jogo do medo e não no jogo da coragem, normalmente são pessoas que elas nunca vão sentar eretas, elas não vão te olhar de olho para olho, ela não tem o queixo erguido. São pessoas que normalmente elas sentam querendo se esconder na cadeira.
E o mais legal é quando você trabalha com pessoas de desenvolvimento de pessoas, você vai vendo essas pessoas ganhando coragem, você vai percebendo que a postura nos próximos encontros vai mudando. Ela começa a ter o ombro um pouco mais projetado, ela levanta mais o queixo, ela te olha numa postura diferente. Então, quando você já vê a pessoa assim, você já sabe que essa pessoa ela, ela joga tudo para ela, vai ser medo. É aquela voz que falha para falar, que não vai ter confiança no fato de falar. Ah, vai falando, estou anotando.
Que mais? Uma das coisas que é muito, muito fácil é que para mim já, já, eu já sei a pessoa que vai dar dor de cabeça. Opa, espera aí. É, eu já sei a pessoa que vai dar dor de cabeça. Dá uma passada ali fora rapidinho. A Malu vai dar dor de cabeça. Já resolve. A Malu nunca deu dor de cabeça, né, Malu? A Malu é só solução, né? O Dino vai dar dor de cabeça. Dino, vou sorrir. O bigodinho dele. Olha o sorrisinho. A Bia vai dar dor de cabeça. A Bia já veio aqui, já serviu cafezinho. Cara, a Bia está com uma roupa hoje, ela está muito. Não fala, fala o que você perguntou do sapato dela. Eu falei: "Se o seu sapato, se o sapato era do Michael Jackson". Vem aqui, vem aqui, vem aqui, vem aqui, Bia. Essa é, mostra aqui, ó, essa é a Bia. Cadê? Ó, oi, Bia. Cara, ela está muito. Bia, levanta, levanta igual um chutezinho assim, mostra, dá um chutezinho, mostra o sapato do Michael Jackson. Mostra o pé do Michael Jackson. Vai, vai, parceiro. Essa aqui, ó. Vai aqui, ó. Essa aqui, ó. Vai ali mais para o lado. Não, mais perto de mim, mais perto de mim. Mostra aqui, cara, olha isso. Maravilhoso, mano. Ela chegou muito para arrasar. Não, depois tem que ter uma dancinha, né? Ela dança. Você dança? Ó, já reparou aí.
Então, quer dizer que tu já sabe se a pessoa vai dar trabalho? Já sei que a pessoa vai dar trabalho. Mas, ó, vamos lá. A cada 10 pessoas que você disse que ia dar trabalho, quantas tu errou? Nenhuma. Ah, Fabi, eu juro a você, sabe disso, você tem vários desenhos. Eu, se tu acerta tudo, cara. Cara, vou, vou ligar, vou te falar. Tem um livro que chama "Como Decifrar Mentes". É um livro de um cara que trabalhava no CSI, enfim, dessas coisas dos Estados Unidos. As 100 primeiras páginas ele fala sobre como funciona a mente humana quando ela está mentindo. Cara, nunca li um livro com. Para agora. Vai falando aí. Funciona assim.
E quando eu comecei a ler esse livro, eu falei assim: "Cara, várias coisas que ele fala eu já tinha observado isso de forma natural". Então, é muito fácil você observar a pessoa que ela é narcisista, a pessoa que, por exemplo, a pessoa que já chega, você, ela vai falar 10 minutos com você, a primeira coisa ela vai arrumar um pontinho para reclamar. Essa pessoa vai te dar dor de cabeça. Calma aí. Percebeu o quanto tempo ela leva? Eu estou falando e estou comprando livro, tá? Galera, estou comprando aqui.
Como, por exemplo, pessoas que são muito dominantes, mas que não exercem humildade. São pessoas que vão dar dor de cabeça, principalmente num ambiente de comunidade, porque ela vai passar por cima de todo mundo para ganhar atenção. Pessoas que são dominantes, por exemplo, a gente está falando disso no carro agora e Dodô. Eu falei assim, ó: "Essa, essa tal pessoa, ela é dominante. Ela pode jogar do nosso jogo, mas para jogar do nosso jogo, ela é uma pessoa que eu vou ter que reconhecer, eu vou ter que acariciar a pessoa, eu vou ter que paparicar, eu vou ter que mimar". Então, só pelo perfil da pessoa, você já meio que entende quais as necessidades dela para fazer com que ela jogue no jogo que você precisa. Entende isso aqui? Aham.
E uma passagem muito final dele, nas últimas 100 páginas, ele fala sobre a importância da autoestima, como a autoestima ela é crucial para você desenvolver tua humildade, para você desenvolver tua confiança. Ela é como se fosse o pilar de qualquer coisa que você faça na sua vida. Pode, ele fala assim, pode perceber que as pessoas que mais são arrogantes, que maltratam as pessoas, que, sabe, passam por cima dos outros, são as pessoas que têm menor autoestima. Aham. É verdade, concordo. Porque ela tem uma autoestima tão baixa que ela, ela ficou orgulhosa, né? "É melhor eu ferir o outro e colocar o outro para baixo do que eu precisar melhorar". Então, tem as pessoas das duas vertentes: ou ela se acanha de um jeito que ela acha que ela é a pior pessoa do mundo, ou ela tem a certeza que ela é a maior pessoa do mundo e aí ela acaba ferindo os outros, né?
Então, tá, chegou uma pessoa, sei lá, um cargo, um amigo, um prospecto, um cliente, um. E aí você começa a observar, porque é uma habilidade que você tem desde menina, que você teve consciência depois de um tempo. E aí você chega: "Galera, Caio, vai dar ruim". Aí me dá três coisas que assim, se aparecer, tu fala: "Cara, confia". Me dá um Pareto aí, 80/20. Uma foi reclamar, reclamar. Um. Segunda coisa: aquela pessoa que é a laranja podre. Então, ela está sempre envolvida em fofoquinha. Ah, essa daí é inevitável. É, pode ter certeza que é a pessoa que vai disseminar coisa ruim, que é aquela coisa que ninguém está vendo nada ruim, é a pessoa que vai contaminar o grupo com negatividade. Então, sempre vai ter.
E as pessoas que têm pequenas mentirinhas. Essas são as piores, que é aquelas que elas acham que a mentirinha que é inofensiva, sabe? Então, você pega uma mentirinha ali, você pega outra mentirinha ali, só que você começa a dar espaço para essa pessoa. Quando você vai ver, ela te deu um nó e você nem percebeu. Entendeu? Cara, eu vou falar aqui uma coisa, eu já vi você corrigindo isso, pequenas mentiras. E não foi uma vez só, não. Mas, mas que cabe nessa mão aqui, tipo assim, "Não foi bem assim, não, não foi essa história". Eu sou ligadão também nisso, sabe? O detalhinhos. 100% falando. Hum. É muita gente, é, né? Mu, então, muita gente está falando, é muita. Ah, não, se for, se for para o gerúndio, para o, para o generalismo, não, ferrou. Então, tudo aquilo que, que para muita gente é: "Pô, mas não precisa ser desse jeito e tal". Mas é um pouquinho com um pouquinho, com um pouquinho, com um pouquinho, com um pouquinho, com um pouquinho.
Uma coisa que eu não permito aqui a galera nas reuniões é falar em gerúndio. Não permito. "Estou chegando, estou fazendo, estou consolidando, estou esperando, estou avaliando, estou consolidando". Falo: "Cara, não, não é". Tem as desculpas também, que é um radarzinho ligado. Aquelas pessoas que dão sempre uma pequena desculpinha para alguma coisa. "Ah, não consegui por conta disso". Ah, sempre dá um probleminha, ela dá uma desculpinha. Essa vai te deixar na mão. Paro aí.
Galera, está pensando nome na cabeça de vocês. Lógica, lógica. Não está aparecendo aqui na, no meu, aqui no meu LED, não está aparecendo os nomes aqui das pessoas, os arrobas do Instagram para vocês seguirem lá e falar: "Ó, Joel está falando de você e tal". Tá, beleza.
Qual foi no último ano a verdade mais, deixa eu melhorar. Qual foi no último ano a opinião que você mudou? Qual foi a opinião que, a opinião que você mudou é o que eu venho mudando. Ela não está 100% mudada. Mas eu sempre acreditei que eu tenho que trabalhar muito duro, muito. Então, eu não posso descansar. Então, eu não posso me dar o direito de sentar a bunda no sofá em algum momento e usufruir da liberdade que eu já conquistei. Eu preciso estar ativa 100% do tempo.
Então, eu sou uma pessoa que, primeiro, eu gosto do que eu faço. Então, para ter um burnoutzinho, eu estou sempre com um pezinho ali, sempre. Então, isso é muito importante: conhecer a nossa, nosso limite para entender até onde eu posso ir, entender o que que me recarrega. Então, as atividades físicas me recarregam, me ajudam a descarregar, porque se eu for descarregar tudo isso em trabalho, eu surto a equipe inteira. Então, eu descarrego no esporte, que ninguém tem nada a ver com isso e está tudo certo.
Mas é uma crença limitante que eu tenho desde sempre. Então, é sempre aquela frase assim: "Ah, Deus ajuda quem cedo madruga". Então, eu sempre vi meus pais trabalhando muito, meus avós trabalhando muito. Então, aquela coisa de acordar 5 da manhã, pegar duas horas de ônibus, trabalhar o dia inteiro, chegar em casa exausto e não ter tempo para mais nada. Então, se eu não estou me sentindo exausta, eu não posso ter mérito daquilo que eu estou fazendo, eu sou folgada. E eu cheguei à conclusão que eu não quero mais isso. Eu quero poder trabalhar de uma forma gostosa, eu quero poder trabalhar de uma forma inteligente. Se tiver que apertar, vou apertar, mas eu quero poder usufruir da liberdade que eu conquistei, porque senão, de que que adianta tudo isso?
É um trabalho, esforço mental de permissão o tempo inteiro. Hoje ainda não está, não, não está natural. Trabalha isso? Eu trabalho isso. Qual é a coisa que você mais se cobra? Cara, esse, esse livro que eu li agora, também estou lendo bastante livro esse, esse ano. Eu li um que chama "Potencial Oculto", Adam Grant, né? É. E esse livro tem um capítulo dele que tomei uma chinelada assim. Ele falou de perfeição e eu nunca me vi como uma perfeccionista, porque dentro da minha cabeça eu sou uma pessoa razoavelmente flexível. Eu mudo a rota rápido. Se eu precisar ajustar, eu ajusto. Então, eu vi que eu sou uma perfeccionista lapidada, tá?
Mas eu me cobro muito de dar certo, de dar certo, de dar certo o tempo inteiro e de dar certo acima da média. Então, por exemplo, daqui 20 dias eu tenho um campeonato, tá? E você fala assim: "Fabi, por que raios, com a vida que você tem, com tudo que você tem, você vai se meter num campeonato?". Eu ainda não sou considerada sênior, então, master. Então, eu luto com as meninas de 18 anos de idade. Eu tenho 35, eu tenho três filhos, eu faço uma cacetada de coisa. Eu vou me meter no meio de um campeonato com gente que só faz isso, só luta. Vou tomar porrada na cara, vou tomar porrada na costela.
E sabe por que eu vou? Porque isso me tira da zona de conforto de um jeito, você não faz noção, não tem noção. Quando vocês colocaram o vídeo aqui na entrada do campeonato, eu falei: "Cara, acho que é, é um reforço positivo de vai lá, vai lá, vale a pena". Ontem, antes de, levei a minha para fazer taekwondo. E aí o meu mestre falou assim: "Ah, Fabi, dá uma olhada aí no Instagram quem são as meninas que vão lutar na tua categoria". E eu comecei a pesquisar. Para quê? Uma da minha categoria, 10 vezes campeã mundial, cinco vezes sul-americana. Eu falei: "Gente, eu estou indo lá fazer o quê?". Certo? Tipo assim, tem um meme que é: "O que que estou, o que estou é acender na vida". Foi o meme da minha vida. Eu falei assim: "Isso me tira tanto da zona de conforto, isso me tira tanto da zona de conforto".
E aí nesse livro ele fala, ele falou, ele falou uma passagem muito interessante. Fala: "O perfeccionista, se você pega um lutador de boxe, ele quer fazer uma luta ilesa, como se ele não pudesse nem, nem tomar um golpe". E aquilo virou minha chave que eu falei assim: "Essa sou eu. Eu quero fazer uma luta tão perfeita que eu não aceito tomar um golpe. Se eu tomei um golpe, eu me sinto humilhada, eu me sinto perdedora". Então, eu estava me, me, me não me permitindo me divertir, porque isso é minha diversão, concorda? Não vivo disso, com certeza. Porque eu queria exigir algo perfeito.
Eu não estava inscrita na luta. Eu vou, comprei quatro modalidades. A luta não estava inscrita porque eu falei assim, estava me consumindo tanto de um jeito. Modalidade dentro do taekwondo tem várias modalidades. Então, tem como se fosse um kata. Ah, sim, as apresentações. Eu vou fazer um que é um chute por altura. Eu tenho que chutar 2,35 m de altura. Tem que pular 2,35 m, chutar. Ok. E aí tem as lutas: luta individual e luta por equipe. Eu falei: "Eu não vou lutar porque eu estava me consumindo. E se eu perder? E se eu tomar um ponto? Se alguém chutar minha cabeça, eu vou ser humilhada se alguém chutar minha cabeça". Por ironia do perfeccionismo, eu li esse capítulo, mandei mensagem: "Pode me inscrever na luta, meu professor". "Que que aconteceu?". Falei: "Não, por favor, me inscreve aí, me inscreve, porque eu preciso vencer esse desafio". Entendeu?
Eu me cobro muito do perfeccionismo. Cara, eu já entendi que vários, vários pilares da minha vida, ele já está mais lapidado, mas eu já, mas eu entendi que em alguns outros não. Então, eu vou me jogar porque eu preciso vencer isso, entendeu? Não, mas assim, olha só, tem uma coisa genial no que você está fazendo aí. Você usa o esporte como o teu desenvolvimento humano. Uhum. Superação, medo, angústia, orgulho, eh, perfeccionismo, chute na cabeça, eh, desafio, incômodo. "Menina, foi 10 vezes campeã".
Que que te incomoda hoje? Que que te tira da zona de conforto? Ah, o que me tira da zona de conforto é o trabalho não estar de acordo com o que eu quero. É uma competição comigo. Mas isso te deixa numa sensação pré-prova de 50 metros, aquela. O que que você faz hoje que te dá aquela sensação da sua prova de natação? Você fala: "Cara, isso me tira da zona de". É a coisa mais próxima. Nada substituiu, né? A coisa mais próxima é o palco.
E quando eu subo no palco, Fabi, eu estou nos 50 livre. Eu não subo no palco. Isso é legal. Caraca, só você para me fazer essa pergunta. Quem sobe no palco não está vendo um palestrante, não está vendo um empresário, não está vendo nem o marido da Lalas, nem o pai dos meninos. Eu subo no palco como um atleta, um, um gladiador. Eu quero arrebentar tudo. E a minha regra é: "Eu vou sair do palco, eu vou ser o melhor palestrante em qualquer palco que eu for". Fim.
E quando eu desço do palco, Malu já viu isso diversas vezes, diversas vezes. "Não foi bom, mas foi". Não, não foi. "Por quê? Porque eu errei ali naquela fala, porque não ficou legal o contexto que eu queria. Vou mudar aqui uma coisa no que eu estou falando". E pô, sair ovacionado, salva de palmas. E quando eu vou bem, eu falo: "Fui bem". Então, hoje, eu arregacei. Eu arregacei. Então, hoje meu cérebro está livre, meu cérebro está borboleteando até o palco. Mas eu não, eu entro assim, cara, eu, meus, todos os meus sentidos, todos estão abertos. Eu me ligo em tudo. "A mulher levantou". Falei: "Levanta a luz". Isso aqui. "Estou falando, não sei o que". Isso aqui. "Que que foi?". "Tá, a mulher fala uma coisa". "Eu, quê?". Eu desço. "Ah, no teu evento lá no". "Que que foi?"
Desci, eu estava ali assim, cara, estou me livrando dos 50 metros da minha, da minha, da minha vida assim, da minha, do meu corpo. E aí eu só compito comigo mesma. E, cara, eu treino, meu, esse negócio, eu treino, treino, treino. Não treino todo dia, treino todo instante. Então, hoje, a única coisa que me faz lembrar um 50 metros é isso, é a luta.
Hoje, o campeonato de luta, de trocar porrada, é a única coisa que eu faço hoje de absolutamente tudo que eu faço, tudo, tudo, tudo, tudo. Você me colocar num palco, qualquer coisa, a luta é a única coisa que hoje me dá frio na barriga, que me deixa desesperada, que mexe com a minha sombra, que mexe com a minha sabotagem, que mexe com todas as coisas que eu deixo adormecido em todas as outras coisas que eu faço.
Aí você fala: "Por que você vai?" Justamente por isso, porque eu não tenho mais nada de tudo que eu faço, aham, que me tira tanto da zona de conforto. Você precisa desse frio na barriga, né? Ninguém gosta, mas é necessário. Exato. Eu sei que o pré é péssimo e eu sei que o pós é ótimo. Eu sei que a hora que terminar eu vou ficar bem, eu vou ficar feliz, independente do resultado.
Por quê? Porque se eu perder, eu vou sair de lá louca da vida para treinar mais. Isso vai me motivar e eu vou sair de lá, eu vou, eu sei que eu vou evoluir do tanto que eu vou treinar, do tanto que eu vou me dedicar. Eu sou crítica nesse ponto. Então, eu sei que eu já sei o que vai acontecer. Eu vou assistir todas as minhas lutas, eu vou assistir todos os vídeos 50, 50 vezes. Eu vou ver tudo que eu acertei, eu vou ver tudo que eu errei. Eu vou mandar para o meu sócio num relatório, porque eu sou dessas.
A gente vai treinar isso aí. Ele fala que assim, eu sou a paciente que vai no médico: "Eu estou com dor nisso, nisso, nisso e eu quero que você me passe, entendeu? Tipo, quero esse remédio e tal". E eu vou chegar no treino e eu vou arrebentar naquilo que eu sei que eu falei, entendeu? Então, eu sei que eu vou ser uma pessoa melhor se eu perder, mas eu sei que também vou ser uma pessoa melhor se eu ganhar.
O ruim é o pré. A maioria das pessoas não chegam até lá no pós porque param no pré com esse sentimento. Cara, eu vou mudar aqui meu arquétipo agora, tá? Eu vou virar treinador. Estou lembrando de época que eu fui treinador e atleta. Você encontrou um treinador que tira isso de você? Encontrei. Bom, como é que ele faz isso? Ele faz duas coisas assim, ó: "Você, você é uma força da natureza, tá? Eu estou vendo aqui, você é uma força da natureza. Você é um cavalo selvagem, você é uma cachoeira, você é uma represa".
Encontrar uma pessoa que retira isso de você, provavelmente essa pessoa é mais calma, mais serena, é perguntadora, faz uma pergunta. Ele não é perguntador, ele é observador. Observador. Então, ele sabe a hora de afrouxar e ele sabe a hora de apertar. Uhum. Então, tem dias que a gente vai lutar e ele vai leve, e tem dias que a gente vai lutar e ele vai me arrebentar sem dó. Uhum.
Então, ele é um cara que ele sabe a hora que ele vai ter que me apertar, mas ele sabe a hora que eu estou mais sensível. Ele tem que trabalhar uma dessensibilização comigo. Eu acho que isso é o nosso papel quando a gente treina pessoas, a gente ensina pessoas. É a mesma coisa, sabe? Saber a hora que eu posso apertar uma pessoa, mas saber a hora que eu tenho que dar uma, senão o cara vai espanar, entendeu?
Então, eu que vim, por exemplo, eu adorava... Olha só como uma coisa é muito louca: a gente tem que prestar atenção na nossa mente o tempo inteiro. Eu amava, eu me sentia aquela menina de 15 anos que brincava na rua o tempo inteiro e saía trocando porrada com todo mundo. Eu engravidei da Mia. Voltei a treinar. Eu apanhei tanto de um menino de 15 anos que você não bota fé. Eu estava lenta, pesada, voltando do parto, o moleque com a perna rápida. Eu apanhei tanto que eu não consegui enxergar de onde vinha a perna.
Sabe o que eu falei para mim? "Hum, estou velha, não é mais para mim". E eu acreditei nisso. Dois, três meses depois, vem um faixa preta da Bahia, me apertou tanto, tanto, tanto que acho que no último golpe eu cedi e eu tomei um chute na orelha, no meu outro ouvido. Então, para quem não sabe, eu tenho 70% a menos de audição no meu ouvido esquerdo porque viajei de avião com sinusite. Arrebentei o ouvido. Caraca, estourou, estourou. Eu tinha um tímpano, nunca mais reconstruí, tive que operar, enfim. Perdi um monte de coisa.
Ele deu no meu ouvido bom. Na hora eu senti um líquido escorrendo, falei: "Ferrou!" Fui no Einstein, "Ah, não, está tudo certo com seu ouvido", mas eu tinha alguma coisa errada. Aí eu fui no meu otorrino que tinha uma câmera que ele enfiou no meu ouvido. Ele falou: "Meu tímpano não está arrebentado". Cheguei em casa, o Caio e falou assim: "Você nunca mais vai lutar. Você quer o quê? Nunca mais ouvir a voz dos seus filhos?"
E eu fiquei com aquilo na cabeça. Então, eu fiquei com duas coisas na minha cabeça que falavam assim: "Isso não é mais para você. Por que você vai fazer isso? Você não queria só eu colocar um capacete?" Eu não estava de capacete. Eu não estava de capacete. Por que você não estava de capacete? Porque a gente não faz sparring de capacete. Eu sou a única da academia que faz sparring de capacete. Agora eu falo para todo mundo: "Você vai arrebentar o ouvido, bota um capacete!"
Achei que você estava de capacete. Não estava de capacete. Se estivesse de capacete, isso não teria acontecido. A Mia tem 3 anos e você tem chute sem capacete no ouvido de um homem faixa preta. Cara, um homem faixa preta! São dois anos já lutando com a minha cabeça por conta de duas frases: uma eu ouvi e a outra eu falei para mim mesma, que "eu estou velha, não é mais para mim" e "você não vai mais ouvir a voz".
Agora imagina quem tem uma vida inteira que está ouvindo a mesma frase o tempo inteiro. Só que eu tenho consciência disso e eu luto contra isso. Exato. Quantas pessoas não têm? Eu vou com frio na barriga toda vez que ele fala para mim: "Coloca o material completo". Já baixa um desespero no meu corpo porque eu sei que é a hora do pau. Tem dias que são bons, tem dias que são ruins, mas todo dia eu saio de lá melhor, entendeu?
Eu nunca fiz nenhum esporte de luta, né? Como que é, por exemplo, assim, eu vou fazer uma pergunta bem de leigo, tá? Você me pergunta como é que é nadando, né? Eu vou te responder, né? O frio na barriga, a prova, onde que dói, o que você pensa nadando, você pensa tal. Mas você está lutando, você toma um chute no ouvido, tá? Qual que é a questão física? O que você sente na hora? Na hora, nada. Nada. É um impacto. Você vai tomar mais, você vai sentir mais se for no abdômen. Você toma, parece que você perde o ar assim. Costela dói mais. Entendi. Tá.
Aí você, o rosto, você vai sentir amanhã quando você for morder, mastigar. Aí você está: "É sério?" Beleza. Então, fisicamente você sente só, sei lá, pressão. E o que pensa naquela hora? Ou não pensa? Depende. Tem as pessoas que carregam e vão lutar com medo a luta inteira, e tem pessoas que baixam a lona e viram doidas e saem batendo no outro de volta. Eu sou dessas que baixa a lona. Por um lado, isso é bom para mim, tá? Então, eu, por isso que eu vou evoluindo, porque eu sei que se eu tomar uma, de alguma forma eu ativo, eu cresço, entendeu?
Cara, eu estou aqui analisando, se eu tomasse uma, eu ia ser o cara que quer ficar louco, velho, que vai para cima. "Vamos fazer uma, uma vez lá, não vai?" O que você, vocês não acham que é maluquice? Sim. O que ela quer lá? Filmar eu tomando chute na cabeça da... Você não quer fazer uma pergunta? Não, você não faz comigo, você não... Tudo bem, mas é assim, se você pergunta, Joel, para mim, se eu fosse... como é que é aquela pergunta? Se, se você fosse eu... Ah, é, "Se você fosse eu, sabendo o que você sabe, o que você falaria para mim?" Que você tinha que fazer uma arte marcial, rapaz, velho, por várias razões.
Não, mas eu tenho, eu tenho várias lembranças aqui de pessoas que mexeram comigo e eu virei uma coisa diferente assim do que eu estou acostumado. Tenho várias. Sabe por quê? Eu vou te contar algumas coisas que a luta me ajudou a me lapidar. Primeira coisa: quando baixa a lona e você sai querendo bater que nem um doido, você apanha mais. Você tem que saber absorver o golpe. Essa é boa. Refletir. Essa é boa. E achar o espaço para encaixar de novo.
Então, lembra que eu falei que antes eu saía arregaçando todo mundo? Essa é boa. Você apanha mais. Quem me ensinou a ponderar melhor foi a luta. São sete anos já fazendo isso. Então, eu comecei parecendo uma gazela louca solta no tatame. Você me batia, eu ia sair que nem uma doida para cima de você. Hoje eu aprendi a absorver e achar a hora certa de encaixar de novo, porque eu não estou ali, não é um ponto, é quem pontua mais.
Então, se eu me expor muito, eu vou... você fica vulnerável porque você não está vendo o que está acontecendo. Na vida, eu aprendi a levar isso de uma outra forma, entendeu? De entender que eu vou tomar, absorve, faz de conta que não sentiu e não afrouxa. Porque a maioria das pessoas sentem, só que elas têm medo de atacar de novo. Então ela fala assim: "Não vou, vou entrar de novo na guarda da pessoa, não vou entrar de novo na distância da pessoa porque eu não vou atacar de novo".
Mas a inteligência é: continua e acha forma de atacar, de ganhar teu espaço de novo, de pontuar de novo, de avançar de novo sem se expor, sem se machucar mais. Isso numa fração de segundo. Numa fração de segundo. Cara, quantos fundamentos para a vida, hein? Caiu, levanta. Tomou, espera. Não baixa a guarda. Acha o espaço vazio. E o baixar a lona é bom e ruim ao mesmo tempo. Tem que saber o que ativa o melhor de você, o teu modo, sei lá, beast de ser.
E sabe o que mais me ajudou também? Lembra que eu falei que eu era muito bruta? Sim. Eu parei de ser bruta. Aí você fala: "Como?" Fazendo luta. Porque quanto mais você é rígido, a brutalidade, mais lento você é, sim. Fica pesado. Então, para eu ter explosão, eu tenho que relaxar. Uhum. Então, é, se eu faço um soco assim, é uma coisa. Agora, se eu faço ele relaxando, eu vou ter muito mais explosão, vou ter muito mais velocidade. E a mesma coisa na vida.
Então, é: aprendeu a relaxar, explodir, relaxar, explodir. Essa, esse é o meu momento. Tanto é que na esgrima é muito suave. Então, eu estou afinando ainda mais essa suavidade e eu levo isso para a minha vida, entendeu? Então, eu sei que não é um momento, por exemplo, é diferente do tênis. Você tem que abrir o braço e arrebentar. E você tem que se colocar. Não é fino, é ajuste de punho, é dedinho. Então é mais delicado, é mais suave, só que ao mesmo tempo você explode. Aham.
Então, isso está ajudando a refinar aquela minha maior dificuldade, que é saber explodir e descansar, explodir e descansar, que eu levo isso para a vida, entendeu? Mas assim, você foi para a luta por quê? Vai lá para o primórdio. Comecei com 29 anos de idade porque eu queria voltar à forma depois do parto do Teo. Tá. Esse foi o motivo. Foi o motivo. Aí você escolheu qual esporte? Ah, eu fui para o Taekwondo. Por que? Porque meu professor trabalhava na venda direto comigo.
Falei para um amigo: "Eu sempre gostei de coisa dinâmica". É, ah, sempre gostei de coisa dinâmica. Nunca gostei da academia, da musculação. Isso é boring, entendeu? Esporte, eu gosto da quadra, gosto da bola. Sempre foi isso. E aí o, aí um amigo falou assim: "Ah, eu não dou aula, fala com o Preto". Aí a gente estava no Parque Ibirapuera fazendo exercício com um monte de gente. Ele: "Ah, dá uns socos aí". Ele: "É, você leva jeito". Pronto, pronto, era tudo que eu precisava. "Como é, menino, você leva jeito, então compra, tá, não sei o quê, tá, não sei o quê". Caio, o que foi? Já entrei aqui, já me inscrevi.
E aí fiquei um ano treinando Fitness Fight, tá bom? Não fazia arte marcial. E chegou uma hora que eu senti falta de evoluir. Sabe, tenho uma meta. Eu sou muito voltada a meta. Então, você fala alguma coisa, já penso numa meta, num objetivo. Eu já diluo essa meta. Eu já penso em tudo e eu estava sem. Então, aquela coisa que eu estava indo todo dia e eu falei: "Tá, qual que é o próximo? Qual que é o... vamos ficar aqui fazendo isso até quando?" Sim. E eu falei: "Acho que eu quero jogar o jogo da faixa".
Aí você amarrar a faixa branca é muito legal. Uhum. Então, quando você entra num tatame lá, a gente chama de dojang. Cara, é ordem de faixa, né? Então são os brancas, as amarelas, aí vêm os verdes, os azuis, os vermelhos e os pretas lá na ponta, lá do outro lado. Uhum. Então, cara, você vê, você, você vê o teu caminho inteirinho assim. E o mais legal é assim: você anda mais um pouquinho, aí você avança uma linha, aí você avança outra linha e quando você vê, passou.
Comecei a amarrar a faixa branca agora de novo, né? No jiu-jítsu. A gente fez um combinado. Você foi para o jiu-jítsu? Fui! Escuta, gente, eu não sou louca, eu sou meio louca. E levou o Caio, não foi? O oposto. Olha que coisa legal, olha que coisa legal! A gente sentou todas as crianças no sofá, a gente gravou esse vídeo e daqui 10 anos a gente vai mostrar esse vídeo. A gente fez um pacto na nossa família que todo mundo vai ter uma faixa preta.
Então, a Bela e a Mia vão para o Taekwondo. A Bela já faz, a Bela já é quase faixa verde. A Mia começou faz duas semanas. O Teo já estava no jiu-jítsu. O Caio ama jiu-jítsu. Uhum. Só que eu já sou faixa preta. Aí o Caio falou: "Não, você não pode ficar de fora dessa jornada. Você vai ter que começar uma faixa branca de novo". Beleza, vamos para o jiu-jítsu, entendeu? Ah, vamos aí!
E sabe o que é mais louco? A hora que eu fui lá, eu acho que eu tenho um instinto muito... A hora que o meu professor falou: "Vem cá, dá um mata-leão". Eu dei um mata-leão. Falei: "Gente, eu amo isso aqui!" Aí tu está no faixa branca. Na hora que eu amarrei a faixa branca, o Teo olhou para minha cara. O Teo é mais graduado que eu. Ele começou a me aloprar: "Faixa branca de novo! P*ta que pariu! Começar tudo de novo, né?"
Aí eu olhei o quadro assim, na hora eu peguei meu celular: "Quanto tempo vai levar para pegar a faixa preta do jiu-jítsu?" Você tem 30 aulas, não sei quantos graus assim. Fiz a conta: 10 anos. Aí eu falei: "Meu, 10 anos, que preguiça! Eu já tenho minha faixa preta, eu estou indo para o meu segundo dan". E sabe de uma coisa que eu pensei? É uma coisa que às vezes a gente se autossabota nisso, né? Eu não pretendo morrer daqui 10 anos, certo?
Esse tempo vai passar de qualquer jeito. Vamos, vou fazer que ele seja... Eu posso passar trabalhando duas vezes por semana para daqui 10 anos eu ser faixa preta, ou eu posso passar não trabalhando duas vezes por semana porque vão demorar 10 anos para você ser faixa preta, entendeu? Eu não pretendo morrer daqui 10 anos. Quantas coisas a gente deixa de fazer porque: "Ah, vai demorar 10 anos". Mas você não vai morrer daqui 10 anos, então faz agora, entendeu?
Muito bom isso. Você falou, pegou aqui a gente que é rápido e é velocista e gosta de fazer as coisas rápidas. Às vezes a gente se pega nessa questão do tempo. Às vezes pode ser um projeto de um ano, de 5 anos, de 10 anos. Você pensa: "Ah, é muito longe". E a gente desiste mais rápido por causa do tempo. Cara, muito bom. Aí então, espera aí, tênis, esgrima, Taekwondo, jiu-jítsu. Faço yoga. Yoga. E eu faço um funcionalzinho também.
Quando você fala: "Eu treinei quatro vezes no dia", o que que é? Ontem fiz tênis, saí do tênis, fui para o jiu-jítsu, saí do jiu-jítsu, fui para o Taekwondo. E aí à noite eu fiz esgrima. Essa conta não está fechando. Mas ontem foi um dia típico. É uma hora só de treino para cada um. Uma hora só? Não, uma hora é uma hora de treino. Você fez 4 horas de treino. 4 horas de treino. Quanto tempo você levou para fazer? Aí tem ir, voltar, não sei o quê. Quanto tempo você reserva? Sei lá, 6 horas? Não é porque é no mesmo lugar.
As coisas são em casa, é só descer. Tá bom. Uma fica a 6 minutos de casa e a outra fica a 10 minutos de casa. Então, para ganhar tempo, você tem que começar a colocar, principalmente quem mora em São Paulo, você tem que fazer do teu bairro a tua cidade. Então, coisas que você faz na redondeza. Mas eu sou uma pessoa que, olha só a diferença, isso é muito legal para a gente entender sobre personalidade.
Por exemplo, o Caio, se ele tem uma agenda dinâmica que nem a minha, igual a de ontem, ele surta. Por quê? Porque ele precisa de 40 minutos entre uma atividade e outra. Para quê? Para ele sentar no sofá e fazer nada. Ele falou que ele precisa de bastante tempo sozinho, né? Se ele marcar uma coisa atrás da outra, ele surta. A minha agenda já é assim, ó: hoje eu acordei, crianças na escola. Hum. 7:30 da manhã, estava um acupunturista em casa para soltar minha lombar.
Não adianta só se lascar, tem que se arrumar, tá? Ele terminou 8:30. 8:35 eu já estava lá embaixo fazendo esgrima. Terminei 8:40, subi, tomei banho, me maquiei. 8:35, 9:40... 9:40, é, 9:45 já estava no banho, tomando banho, me arrumando, me maquiando. 10 horas estava na cozinha fazendo um shake para eu vir para cá. 10:05 eu estava no carro. Cheguei aqui, vou sair. Tenho o almoço. 2 horas eu tenho minha dermatologista. Tenho. E assim, entendeu? Uma coisinha atrás da outra.
Mas eu funciono bem assim. Você vai bem assim? Eu vou bem assim. Eu não vou, não. Eu, eu preciso de, preciso de break. Eu, eu preciso de tempo para... Embora minha agenda não é igual a tua, mas está um pouco parecida com a tua. Tem dia que, né, diz aí, tudo bem. Preciso, faço uma semana, duas semanas. Mas tem hora que eu falo: "Gente, estou perdendo tempo, estou perdendo tempo". Eu gosto de parar e sentar e pensar, ler, pá. Eu adoro escrever. Não é mais que adorar, eu preciso escrever, tá bom? Papel, você viu aqui, né? Sim.
Aliás, eu já tomei, eu já tomei seis decisões, tá? Fala uma que você já tomou. Eu sei uma que você tomou. Sabe, né? Né? Sim. Não falo, não vou falar duas. Primeira decisão que eu tomei: bom, já vou estudar aqui como desfragmentar. Já comprei, está chegando em casa. Eh, a decisão número cinco é refletir sobre uma nova coisa que me dá frio na barriga para me graduar. Gosto. Essa era a minha missão hoje. Ah, pá, juro por Deus. Esse foi o jiu-jítsu. Pô. Ah, eu juro por Deus. Eu vim aqui para vender, entendeu?
Ah, está começando a ficar, pô, não pode mais. Vou ligar para o Caio. Cara, deixa eu ligar para... pensando como eu vou achar uma brecha para enfiar o Joel numa arte marcial junto com a gente. Não, não. Vamos ver se ela atende. Não, não, não, não, não, não. Ele vai gostar de ter um amiguinho com ele. Vai. Pega isso aqui, Bia. Aparece. Se ele atender, você pega. "Ô, cara, cadê o vídeo?" Não, o vídeo está tomando banho. Ele está com cara, está de chuveirinho. Não estava assim, ó. Lá, lá, vamos ver. Ah, está mostrando. "Ô, cara, estamos ao vivo aqui. Estou te ligando, amor. Eu arrumei uma confusão para ele."
Ele olhou. "Quando eu menos esperei, ela me pegou no contrapé aqui." Cara, a gente está, é, a gente está ao vivo. "Não, como é que está em nada?" Ela tem 51 minutos de podcast. Aí eu falei uma coisa aqui que eu tomei uma decisão. "Eu vim com uma meta." Aí ela falou: "Eu vim com essa meta". Você foi entrevistar, não é? Eu, eu, eu achei que eu era o dono do time de futebol. Percebi que ela é que isso, dona do clube. Ela veio: "Vim com essa meta aqui para conquistar".
"Não, amor, agora faz direitinho. Pergunta qual que é a meta. Você vai ficar feliz, vai. Qual que é a meta?" Não. Aí eu tomei uma decisão que eu estou precisando de alguma nova coisa para me graduar que me dá frio na barriga. Ah, a carinha dele, a carinha dele. Aí ela falou assim: "Você precisa de um amigo". "Eu estou fechado, nem sei o que que é, mas conta comigo". A última, a última vez que eu assumi uma dessas de 4 anos para acabar. Não, agora vai demorar mais 10 aninhos para acabar. Ela falou que tem uma que vai demorar 10 anos.
Caio, bora, vamos embora. Na boa, sem pressa, sem pausa. Pegando, né, dando a barrinha de cereal, carregando a aguinha. É, eu te espero. Se está difícil para mim, imagina para o Joel, amor. Agora pensa assim, imagina uns 100 kg do Joel. É muito potencial desperdiçado, gente. Que isso? O que? 100 kg é o que? É o, é o... Você deita em cima assim, ó, do... Não é uma posição no jiu-jítsu que você fica em cima da pessoa assim, ó, chama 100 kg. Mas é uma pessoa de 100 kg em cima de mim? Não, é a posição que chama. Mas aí no caso é para você fazer nos outros, entendeu?
Cara, imagina o Caio 100 kg em cima de mim, pegando minha orelha, raspando, raspando no tatame. Caraca, minhas tranças tudo descabelado. Aí falta a gente ligar para o Flávio agora. Aí as tranças caem na cabeça, na cara assim, não vejo nada, não enxergo. Eu te prometo duas coisas, eu te prometo duas coisas: parceria e risadas. Você está onde, cara? Fala para ele que eu mereço uma bolsa. Vai, um presentinho. Mereço uma bola. Eu estou merecendo, vai. Eu estou alta performance, vai. Pô, Joel está em kit. Sabia que ia sobrar. É, né? P*ta que pariu, Joel. P*ta que pariu, Joel. Caraca, como é que tu me liga? A próxima você não atende, né? A próxima você não atende, né?
Você gritava muito nas competições quando você era treinador? Muito. Parecia um doido, boné para trás, gritando, subia nos alambrados tudo. Ah, parecia, sei lá, torcida, torcida organizada. Seu pai gritava com você? Muito. Animal. Eu só olhava para ele: "É isso aí, mano". Beijo, love. Beijo, meu amor também. Beijo. Isso é uma coisa que a gente assustou também. Almoço junto. Ele está comentando mais em casa. Ah, ah, cara, baita decisão para ele, né? Sim. Muito. Baita decisão para ele. Baita decisão para ele.
Então, quer dizer que você veio aqui para retirar de mim uma decisão de graduação, é isso? Exato. Não, a decisão seis é uma confusãozinha, né? A decisão seis é: qual será a minha nova graduação? Ah, você vai gostar, você vai gostar. É importante para a gente que ensina muito sentar com mais frequência na cadeira do aprendiz. Amarrar a faixa branca com mais frequência. Entendeu? Tem, tem que estar, está. Que é legal do esporte, porque a gente se diverte. Tem que estar, tem que estar.
Que horas você encontra tempo para ficar? Deixa eu melhorar minha pergunta. Quando você está treinando, você considera que é o teu tempo para estar com você? Total. Sem celular. Esquece celular. Então, você está contigo nesse tempo. Então, está bom. Aí quando você chega em casa, você lá, trabalho 6 horas. Já sabe, se você mandar mensagem até às 11 da manhã, eu não vou ver, não vou responder, nem adianta. A equipe já sabe, manda mensagem só depois do meio-dia que aí eu vou começar a responder. Não vou olhar celular na hora do treino, é o meu momento, entendeu? É a minha terapia. Certo.
E que horas você fica com o Caio? A gente tem a ida na escola, o almoço que a gente conseguiu ajustar e começou a chegar mais cedo em casa. Então, a gente começou a ajustar toda a nossa dinâmica porque estava, estava acontecendo antes. Eu ia muito para o escritório. Hoje eu já não estou indo mais tanto para o escritório. Ele começou a sentir a falta da minha presença o tempo todo ao lado. Só que eu falei: "Eu não consigo ir. Eu estou sendo muito mais produtiva de casa".
Então, ele começou a testar trabalhar de casa para se sentir mais produtivo e ele percebeu que ele consegue ser mais produtivo fazendo algumas coisas de casa. Então, ele vai para o escritório, está ficando um pouco menos no escritório e está voltando. Então, 5 horas ele já está em casa. Boa. Então, a gente está com tempo para as crianças. Ele começou a levar o Teo no jiu-jítsu. Boa. Aí a gente coloca as crianças na cama, a gente janta junto, a gente vê um filme junto. Só que a gente vê filme em parcelas, né?
Então, tipo assim, que nem eu, eu estou desde domingo para tentar finalizar um filme e não consegui ainda. A gente vai vendo 20 minutos por dia, dorme. Mas está tudo certo, entendeu? Estão ali. E uma das coisas que mais mudou na nossa rotina foi parar de marcar coisa no final de semana. Hum. Eu marcava coisa o final de semana inteiro, uma coisa atrás da outra. Igual eu pegava a minha agenda da semana e colocava no final de semana. Então, a gente vai no shopping, a gente vai fazer não sei o quê, a gente vai...
Cara, a gente não tinha tempo para descansar. Então, a gente parou de marcar coisa no final de semana. Então, só tipo um casamento, um aniversário, que isso não tem o que fazer porque é um compromisso. O resto da agenda está livre. Você falou assim: "Fabi, 3 da tarde, chega aí, vamos comer um churrasco aqui em casa". Beleza, a gente vai. Então, isso fez com que a gente ficasse com mais tempo de qualidade sem ficar correndo o tempo inteiro. Eu estou sempre atrasada por alguma coisa, eu estou sempre fazendo alguma coisa, sabe?
Então, fez com que nosso final de semana a gente conseguisse relaxar e ter mais tempo junto do que só marcando coisa. Por exemplo, semana passada a gente: "Ah, vamos no cinema". Olha aí o que que tem de sessão. Aí a gente foi ver um filme muito bom, chama "Robô Selvagem". Já viu? Não é para as crianças. A gente levou as... Foi muito despretensiosa. Eu chorei o filme inteiro. "Robô Selvagem", "Robô Selvagem". Gente, assistam esse filme, é a coisa mais linda.
Aí a hora que saiu do cinema, o Caio olhou para mim, ele: "Nossa, eu fiquei muito emocionado". Para o Caio ficar emocionado! "Você chorou?" Ele: "Não, mas eu fiquei muito emocionado". É um filme muito legal, muito legal mesmo e super dinâmico para as crianças porque a Mia ficou sentadinha o filme todinho assistindo. Robô de dois aninhos, entende? Uhum, uhum. E o que nessa nova agenda, nesse ajuste de agenda, melhorou na vida de vocês? Se ela... dois, três pontos.
Ele falou uma frase para mim que foi muito forte faz uns 20 dias. Ele falou: "A gente não está se tratando na mesma proporção que a gente se ama". Caramba, forte! Por quê? Porque a gente está dando prioridade para muitas outras coisas que não a nossa prioridade, a nossa como casal. É óbvio que a gente tem compromissos, a gente tinha, a gente tem que fazer. Então, por exemplo, ontem a gente queria terminar de ver o filme, mas tinha a live. Uhum.
Então, ele foi fazer a live. Ele não vai: "Ah, não vou fazer a live hoje". Tem que, tem que ser responsável, tem que cumprir com os compromissos. Mas, eh, essa nova agenda, ela conseguiu com que a gente possa viver aquilo que a gente acredita. Que não seja algo que está no meu sentimento, que está na minha emoção, mas eu não estou vivendo de acordo com tudo aquilo que eu sinto. Eu não estou deixando mais tudo atropelar. Eu não estou deixando só que só uma outra coisa seja prioridade, mas uma forma que eu consiga dar qualidade de vida para o que mais importa.
E o que mais importa? Deus. Então, a gente está estudando juntos. Uhum. Ele está amando estudar Bíblia. Então, ele, o prazer da vida dele é estudar e me, e sentar comigo e explicar as coisas que ele aprendeu. Então, estou sendo aluna dele. Está sendo muito legal. Ah, até nossos encontros aos domingos e depois nossa família e depois vem nosso trabalho. É isso aí. Está certo, está certo.
Cara, tenho certeza que esse trecho aqui já ajudou muitos casais a pensarem e a repensarem. E você faz isso muito bem, né? Você olha, repensa, analisa, pergunta, escuta. Já vi você mostrando vulnerabilidades. Por exemplo, a gente estava num, ah, uns 20 dias atrás, a gente estava lá no evento do Family Circle, numa conversa na mesa. Eu, Caio, Flávio, você, Lalas e a Lu. E a Lu. E aí você falou: "Putz, acabei de perceber que, pô, tem uma coisa que eu tenho que ajustar, tal, no meu comportamento, no meu pensamento, no meu sentimento". Cara, muito legal.
Vou dar um cavalo de pau agora para ir para o mundo dos negócios. Você como mentora, mentora, sei lá, oficial, profissional, focada. O que mais você aprendeu ao mentorar profissionalmente alguém ou um grupo de pessoas? São duas coisas. A primeira coisa é que as pessoas não chegam. Elas querem, primeiro, porque elas não têm a visão refinada. E a segunda coisa é que elas não têm a permissão necessária para ter essa visão.
Então, a permissão delas é uma, uma, é uma permissão baixa no sentido de que eu posso receber até um, até aqui, ó. Então, eu vejo que a maioria delas tem dificuldade com high ticket. Uhum. Cobrar mais. "Mas ninguém me pagaria isso". Mas como ninguém te pagaria isso se existe alguém que cobra isso? Existe alguém que paga isso. Tem esse dinheiro disponível no mercado. Tem estrutura para isso. É uma questão de aprimorar esse negócio.
Então, o que eu mais venho fazendo com as mulheres, que é uma mentoria exclusiva para mulheres, é ampliar a visão, enxergar mais longe, de entender que, cara, por exemplo, a maioria delas lá são autônomas. Então, é dentista, é médica, é um monte de profissão que elas não se enxergam como empresárias, tá? Então, fica com uma visão mais limitada da própria função, da atividade. Tu não consegue pensar num modelo um pouco mais arrojado de como que você vai fazer para expandir sua equipe, como é que você vai parar de vender a tua hora, como é que você vai começar a cobrar mais, como é que você vai começar a alavancar mais o teu negócio.
Então, fica muito naquele jogo da formação. Então, a pessoa, ela, sei lá, tem 15 anos de profissão e ela tem um formato de negócio, de estrutura de negócio de quando ela se formou. É aquela coisa: consulta, consulta, consulta, consulta, consulta. Então, é trabalhar essa visão de que existe um mundo além. Este mundo além, você precisa parar de se enxergar na tua profissão, começar a mudar o teu shiftzinho da cabeça, começar a se enxergar como empresário. Ok.
E aí é uma questão emocional de permissão. E aí a gente criou um negócio que a gente chama de penhasco. Então, cada uma, obrigatoriamente, tem que ter um penhasco. Você vai ter um penhasco, você vai ter que pular. Então, todas elas têm uma decisão que elas precisam. Adorei. E as que mais progridem mais rápido é a que tomam coragem de pular do penhasco mais rápido, entendeu? Adorei, adorei essa teoria do penhasco. Penhasco. Aí eu...
Muito legal. A gente comprou no último entrega presencial. Peguei três penhascos numa pedra bem bonita. Uma mentorada minha achou numa loja lá no sul, colocou uma menininha sentada em cima e a gente deu o troféu penhasco para as três, para os três maiores penhascos do trimestre. Tá. Mas vamos lá. Eh, o que você chama no detalhinhos, quem tirou, quem ofereceu, como é que é isso?
Primeira coisa é ter clareza de que existe um lugar que você pode estar e você não está. Um, por falta de capacidade. Então, você vai ter que desenvolver competências, você vai ter que aprender a vender, vai ter que aprender a ter gestão, vai ter que aprender um monte de coisa, tá? Mas existe uma outra coisa para você chegar lá que é o 95% das pessoas não chegam. Não é porque elas não têm técnica, mas é porque elas não têm a coragem de executar a técnica que foi aprendida.
Eu vejo isso muito em vendas. Então, tem muita gente que sabe vender, tem medo de chamar o cara para fazer um follow-up, tem medo para fazer um contorno de objeção, tem medo de ser chato. Então, a pessoa deixa de ganhar dinheiro não porque não tem a técnica, mas é porque não tem o comportamento, porque não tem a mentalidade. Então, eu posso ali ficar ensinando a elas o tempo inteiro, dar um monte de conteúdo, conteúdo, conteúdo, mas se elas não destravar de que eu posso, eu quero e eu consigo, eu posso passar um ano abarrotando elas de conteúdo e não vai sair do lugar.
E essa permissão, ah, limitada ou não cedida, a que você atribui? História, família, crença, ambiente. História, família, crença. Normalmente, "ninguém me pagaria isso", "o mercado não cobra isso", porque talvez elas nunca pensaram que elas poderiam receber isso. Vou dar um exemplo. Chegou uma, uma mãe na mentoria que o marido dela é expatriado, então está sempre viajando o mundo e ela sempre acompanhando.
E ela falou assim: "Fabi, eu quero me reinventar. Eu vou entrar na mentoria, não tenho um produto para vender, eu não tenho um serviço para vender, mas eu sei que eu vou construir alguma coisa, eu vou conseguir vender". Resumo: caiu uma venda no colo dela. Uma amiga falou assim: "Eu não tenho dinheiro para ingressar nem push hoje, mas eu preciso de ajuda". E eu falei: "Vamos sentar junto, vamos estruturar esse produto".
Aí ela estruturou e foi muito legal porque ela falou assim: "Ai, eu, eu vou fazer de um jeito porque ela é minha amiga". Eu falei: "Ela não pode enxergar a amiga, ela tem que enxergar a consultora que ela está pagando". "Então, vamos mudar todo esse, todo, toda a estruturação do teu produto". Aí eu falei assim: "Por quanto você venderia isso?" Aí ela chutou lá embaixo. E sabe qual o problema? As pessoas não sabem esforço versus resultado. Ok.
Na hora eu fiz uma matriz com ela. Ela queria cobrar R$ 10.000 por 5 meses de entrega. Alguém, se eu falo R$ 1.000 hoje, você vai falar assim: "Pô, eu quero R$ 10.000 hoje". Mas você quer R$ 1.000 hoje, só que você não está pensando R$ 10.000 diluído em 5 meses de trabalho. Eu fiz uma conta rápida com ela da quantidade de entregas que ela queria dar em 10 meses. Sabe quanto ela ganharia por dia de entrega? É R$ 66 por hora. Eu falei assim: "Só a hora vai valer R$ 66?"
Na hora ela falou assim: "Então eu não quero vender isso". Eu falei assim: "Ou você vai ajustar o preço ou você vai ajustar a entrega". "Então eu vou ajustar a entrega". E nessa hora foi muito legal porque eu falei assim: "Se eu fosse você, eu não cobraria 10, eu cobraria mais. Eu acho que você poderia cobrar 15". Naquele momento vem a sensibilidade. A hora que eu falei 15, eu vi que a garganta travou, o corpo foi para trás. Total medo. Certo.
Naquele momento, se eu forçasse ela para 15, ela ia, não ia vender nem os 10. Certo. Aí vem a pergunta: "Quanto você se sente confortável que você encha a boca para falar 10?" "Você sustenta 10?" "Eu sustento". "Então, vende 10". Vendeu 10. Vendeu 10k. Está lá fazendo a consultoria. Começou a estruturar o produto dela. Agora já está com outras mães, outras mulheres para conseguir vender. Foi num jogo no Allianz Parque. Nem tem Instagram aberto assim desse jeito. Abriu agora.
Uma mulher sentou do lado dela, falou assim: "Ah, você não está nem...". E ela: "Fabi, eu não acredito! As pessoas me reconheceram". Sei lá, tem Instagram com 2, 3.000 seguidores. Uhum. Então, aquilo colocou na cabeça dela: "Cara, isso é para mim. Eu posso, eu consigo". E agora vai vender mais. Mas por quê? Porque eu trabalhei na estruturação do produto para se sentir confiante que existe método naquilo que ela está entregando e fazer uma conta básica que às vezes a gente não faz.
Você só pensa assim no valor total, mas você não pensa no esforço do valor total que você está cobrando. Então, quando você pensa assim: "Ai, R$ 2.000, pô, R$ 20.000". Às vezes muda a vida de pessoas. Mas R$ 2.000 numa entrega de 12 meses, será que faz sentido? Sim. Então, é aquela assim: tem gente que quer fazer de graça as coisas. "Ah, eu vou, vou vender de graça". Primeiro que a gente não vende nada de graça, mas quer dar as coisas de graça porque, porque tem medo de cobrar.
Então, é muito fazer com que elas encontrem o valor delas e pegue esse valor e consiga mostrar para as pessoas qual que é o valor delas. O que que eu estou te entregando em valor, entendeu? Visão e permissão. Adorei, adorei. Quantas? Quantas mentoradas você está hoje? Estou com 60. 60. Rápido, hein? Meu. Quatro meses. Quatro meses de negócio. Não. Junho, julho, agosto, setembro. Quatro meses. 60 mentoradas empresárias.
Eu conheci algumas lá no Family Circle. Um beijo para vocês que eu sei que vocês estão assistindo e ouvindo, queridas. Chegou assim, tipo uma tropa assim. E aí, Joel, beleza? Beleza. Vamos lá. Todo mundo com uma camisetinha assim, né? Foi muito massa. Segundo elas, elas são as mais animadas. E aí foi muito, muito, muito legal. Qual que é o teu hoje, teu grande, cabeludo e audacioso objetivo? Teu BHAG. Qual que é o teu grande profissional, tá? Teu objetivo, aquele que te dá o mesmo frio na barriga da luta, aquele que te dá vertigem, aquele que você fala: "Caraca, vou ter que colocar tudo aqui no jogo, no game, na mesa".
Aí, em dois anos, ela vai ser categoria ouro na Mentor League Society. Então, talvez para quem não entenda, a gente tem categorias que diferenciam os títulos. Hoje a gente está numa categoria bronze. Isso é diferenciado pelo valor que custa o título de ingressar. Então, a gente vai... Estamos crescendo em questão de estrutura, de capacidade, de metodologia, enfim, de time. Quanto mais escasso fica a quantidade de pessoas também, o valor vai subindo. Então, a projeção para daqui a dois anos é que a gente esteja...
Numa categoria, eu acredito que vai, Anes, porque a meta era prata até junho. Eu acho que a gente puxa em março, março, março. Prata, prata. Então, tá. Você tá falando dois anos a partir de agora que a gente tá gravando aqui, outubro. Para junho, de junho a junho, então a gente tá com quatro meses de operação. Então, seria de junho a junho, prata. Junho, junho, 25 a 26, ouro 24. É, tá, tá factível, tá? A meta era uns 60 no ano, então a gente já bateu a meta do ano. Fraca a tua meta, mas olha que coisa interessante, eu não tinha noção. Tu consegue mais, consegue mais. A gente já reajustou, já reajustei, já reajustei. Já vou aqui, tu já me deu uma chute na cabeça, vou te dar também, cara. Tu me dá uma meta, dá um desafio, tá? Não é cabeludo esse. Então, vai, dois anos, ouro. Não, cabeludo, cabeludo. Dois anos, 500 mulheres. Esse é cabeludo, esse tu chega à independência. Ouro, prata e bronze. Não liga pro Caio, corta essa parte, não pode ficar sabendo, pode. É ouro TZ em um ano. P, 500, 500 mulheres não são 500 pessoas, entendeu? 500 mulheres são 10.000 pessoas. Cada mulher serve por 10, 20, 30, 40 pessoas. 500 mulheres, imagina aqui, faz tua mentoria, mulheres. Eles falam, daí tu chega, a mulherada olha para você e tal, tem 500 mentoras. Tu assim, 500 mulheres. Aí você fala: uau, cara, você tem um, você tem um exército espartano feminino. Isso eu vejo, isso é, isso é grande, isso é grande. Uso em dois anos. Você vai fazer, como é que tu sente? Eu já tô, você me conhece, né? Eu já tô, eu já tô assim, ó, eu sou capricorniano vingativo. Olha só a minha cabeça por fora. Dentro da mentoria, a gente tem uma estrutura que eu faço uma entrega individual com elas porque eu sei que isso mexe ponteiro, isso ajuda. É diferente de um class que as pessoas chegam no nível mais maduro. Ok? Então, eu já tô assim, como é que eu vou me duplicar com 500 mulheres? Eu já tô pensando na estrutura, no que que eu vou fazer. A minha cabeça já foi longe, entendeu?
Então, vamos fazer o seguinte aqui, publicamente, oficialmente: se você bater 500 mulheres em até dois anos, você pode pedir o que você quiser para mim. Combinado? Fechou. Não sei como é que funciona. Ih, cara, nunca duvido de uma mulher faixa preta, mãe de três. Ai, e esse tá aqui. E esse, caraca, meu, nunca duvidou. Dois anos já deu, né, cara? Vamos trabalhar. Eu já tô um pouco desesperado. 500 mulheres em dois anos. Ó, a minha coordenadora estrategista tá aqui, você pode pedir o que você... Presta atenção, Domica, já vamos pensar no que a gente vai pedir. Eu já vou me preocupar com isso. Não pode pedir, não pode pedir. Eu tenho dois anos para conseguir o que você... Não sei o que que é, mas tu funciona assim, Fabi, tu funciona assim. Eu, você sabe que eu só, eu sempre caço o desafio, uhum, sempre. Porque senão eu não saio do lugar. Até por, quando eu tô fazendo funcional, eu olho alguém lá com um shape bem diferente do meu e eu encasqueto com aquela pessoa. É sério, sabe por quê? Eu preciso de desafio, eu preciso. Eu me conheço, entendeu? Senão, não, eu não, eu não tenho motivação.
Tem uma história minha muito engraçada que é 2000 e... Ai, no dia que eu competi, eu te contei a história, no dia que eu competi com um cara no voo. Não, nunca te contei essa história. Eu tava voltando, não sei onde que eu tava, tava com a Larissa. Acho que eu tava na Tailândia ou na China. Não, eu estava... Larissa que sabe mais dessa história. Acho que eu tava saindo da Tailândia para ir pra China e dava seis horas de voo ou sete horas de voo. E aí, chegamos no voo, eu sou o cavalo da leitura, né? Aí eu tô aqui, pá, eu falei: daqui a pouco todas as luzes apagam e eu vou ler. E aí, todas as luzes apagaram, eu acendi a minha, pá. Comecei a ler. Na minha frente, umas quatro cadeiras pra frente, na minha direita, tinha um cara com a luz acesa assim, pá. Lembra até hoje, gelzinho, tinha um gelzinho, topetinho. E aí, eu comecei a ler e vi o cara, ele tava lendo. Eu falei: tá lendo também. Aí comecei, pá, pá, uma hora, duas horas de leitura, tipo assim, de madrugada, duas da manhã. Já, meio que minha confusão. Deu três horas, eu falei: cara, tô há três horas lendo. Olhei pro cara, comecei a competir com o cara. Ele lendo também, ele lendo também. E aí, eu e ele nem sabia que ele tava competindo, ele nem sabia que ele tava comigo no campeonato mundial de leitura. E aí, eu tava lendo com ele. Quando deu umas quatro horas assim, ó, cara, o cara lendo. Eu falei: mas ele não vai ganhar, Dino. Mas você chegou lá, ele tava com o olho fechado assim. Aí eu falei: vou dar uma dormidinha de meia hora, vou acordar e vou ler mais uma hora e pouquinho. Quero dormir, tô comendo despertadores. Quando eu acordei, ele tava lendo. Fabi, falei: eu não tô acreditando que esse cara ganhou de mim. Bom, primeiro, não era uma competição, eu competi. Segundo, nem sei se ele tava dormindo, eu não sabia de nada. Eu sei que eu olhei para aquilo ali, eu falei: eu achei um cara mais cavalo que eu lendo. Então, eu te entendo quando você olha o shape da pessoa e usa aquilo como referência. Eh, a gente funciona desse jeito. A comparação pra gente não é uma coisa ruim, exato. É uma referência. Você, quando você falou do objetivo, eu falei: não, não tá fácil, não tá. Não, não, dois anos é muito tempo. Se você falasse seis meses, eu ia falar: boa. Mas tu já tá convencida, tu já falou assim: ah, já. Mas eu sei que vai ser menos tempo. Falei: deixa eu aqui, então, aqui um espartano aqui, ó. Tudo que vai, volta, vocês estão vendo, né? Não é comigo. É, qual que é o... Você é rancoroso? Você é rancoroso? Não. Mas qual que eu sou? Meu temperamento. Qual é o meu temperamento? É colérico.
Explica aí os quatro temperamentos rapidinho pra galera, porque eu sei que você estuda isso. É, não é só pensar como se fosse os elementos da, do, do, do universo, né? Do universo. Então, colérico é igual o fogo. Então, ele pega fogo, ele explode, tudo queima tudo e depois ele vai ver o que que acontece onde ele passou fogo nas coisas. Então, aquela pessoa que explode, que fala rápido, que age rápido, que gosta de competição, sim, é muito dinâmico. Então, assim, se você chegar com um cara e manda uma mensagem: oi, tudo bem? Você manda uma mensagem para mim: oi, tudo bem? Não manda mais nada. Já, você tá sacanagem. Como assim, oi, tudo bem? Bom dia, bom dia. Oi, Fabi, bom dia. Pô, já fala tudo que você quer falar, entendeu? Bom... É, entendi. Isso é importante a gente saber com quem que você tá lidando, porque você sabe que cada pessoa ela reage de uma forma diferente. Então, não é sobre como você quer falar, mas é sobre como o outro quer te escutar, certo?
O fleumático, ele é igual a água. Então, ele corre no ritmo dele. Ele precisa, ele precisa... A água, pensa, ela tá sempre em algum, algum lugar, ou ela tá num copo, ou ela tá num, numa margem de rio. Então, tem sempre alguma coisa para colocar ela e ela, ela acomodar. Uhum. Então, ele, ele, ele flui, mas ele precisa de tempo, ele precisa de acomodação. Uhum. Contorna absolutamente tudo, tudo. Não vai bater de frente com ninguém. Você vai querer brigar, ele vai te contornar. Este é meu marido. Não tem como brigar com ele. Nunca na sua vida. Não, com ele não dá. Eu querendo e ele tá tudo bem. Ele vai me contornar e vai fazer o... Rir, esquece, não dá pra... Por que que a gente dá certo? Porque ele me faz pensar, porque ele vai num ritmo diferente e eu faço ele acelerar. Você bota uns penhasquinho. Eu boto uns penhasquinho. Eu dou uma aceleradinha nele. Então, isso faz com que ele faça coisas mais rápido do que ele faria normalmente e faz com que eu pense um pouco melhor antes de queimar largado.
Você tem um sanguíneo, que é como se fosse o ar. O ar é diferente da água. A água tá sempre num lugarzinho. O, o sanguíneo, que é o ar, o ar tá em todo lugar. Então, aquela pessoa muito extrovertida que chega e fala com todo mundo e conversa com todo mundo, mas ao mesmo tempo tem muita dificuldade com a organização porque a cabeça tá sempre assim. Tem dificuldade de sentar e aterrar pensamento em executar. Sim, tem muita dificuldade de, de execução, de sentar e aterrar. Então, aquela pessoa que ela tá sempre pensando, ela tá sempre com muito pensamento, mas pouca execução, certo?
E você tem o melancólico, que as pessoas acham que é uma pessoa triste, não tem nada a ver. O melancólico, ele é como se fosse a terra. Então, são pessoas que demoram mais para tomar uma decisão. É como se fosse a terra. Então, primeiro cresce as raízes para baixo, você não tá vendo o resultado. Aquela pessoa que tá trabalhando, trabalhando, trabalhando, aprofundando, estrutura, muita segurança. Então, é aquela pessoa que só vai tomar decisão quando ela tiver muito segura que é a melhor decisão. Só que a hora que estoura a árvore é uma coisa maravilhosa, sim. Então, uma pessoa que joga muito mais pela segurança. Por exemplo, o colérico, ele não joga pela segurança, uhum. Ele joga pela ação, pela rapidez, pela reação. O fleumático, ele vai devagar. O, o sanguíneo, ele toma milhões de decisões, ele pensa um monte de, mas tá sempre aqui, ó, nunca sai do lugar. E o melancólico, ele é aquela pessoa mais metódica que trabalha de uma forma mais estruturada, mais organizada. A pessoa que o colérico tem mais dificuldade é o melancólico, exatamente. Por quê? Você quer que a pessoa execute agora e o cara não, veja bem, peraí que eu preciso estruturar. Aí ele vai estruturar o negócio inteiro, ele vai demorar três, seis meses para estruturar o negócio, exato. E aí ele vai te entregar o negócio, aí você vai ficar louco querendo matar o cara e não é, é o, é o jeito dele. Então, isso é importante pra gente entender quais pessoas precisam entrar em quais posições, senão a gente colérico quer explodir todo mundo.
Que que você acha que eu sou? Não, você é colérico. Que que você acha que a Lalas é? A Lalas, a Lalas, ela é melancólica. Concordo. Você, você, você é colérica, mas tem uma segunda camada, etapa. É colérica 100%. Veja bem, são escolas. Tem escolas que falam que você tem sempre um e dois, ok? E tem uns que explica mais sobre a questão de aporte. Então, você pode ser um aporte mais úmido, você pode ser um aporte mais seco. Então, pensa assim, é como se fosse uma, uma pizza. Então, o colérico que tá muito lá em cima, ele, ele, ele tá pegando fogo, certo? Tá no limite do colérico, limite. Só que aí tem um colérico que ele tá mais embaixo, então ele tá com um aporte mais seco. Então, talvez ele, ele tem um pouco mais de habilidades um pouco diferenciadas. Então, muito mais sobre o range que você tá do colérico do que você ter um outro aporte de uma outra coisa. Quem quiser fazer um teste disso, faz. Ah, na internet tem Chat GPT, coloca no chat: qual é o meu tipo de temperamento? Ele vai te fazer umas perguntas e com certeza você vai te responder. Boa. Então, senhores, você faça o teste do seu temperamento, tá? Dos quatro temperamentos. Eu anotei aqui, ó, vou refazer o meu teste aqui porque muito provavelmente você vai adequando à medida que você vai, né? Eh, se desenvolvendo, aprendendo. Mas eu definitivamente sou um colérico.
É, eu acho que o auge da, da maturidade emocional assim, é quando você, você consegue utilizar os elementos de todos, todos os elementos. Então, aquela coisa assim, pô, às vezes você pensa assim, pô, eu não sou a pessoa extrovertida e eu preciso falar, eu preciso ir palestrar e as pessoas se prendem porque eu não sou isso. Mas o que, o que eu levo na minha cabeça é: eu não preciso ser essa pessoa 24 horas do meu dia. Eu posso ir ali por 30 minutos ser essa pessoa e depois eu volto pro meu, pro meu casulo, exato. Então, você usa daquela habilidade que não é sua, você pega emprestado, faz o que tem que fazer e volta pro teu natural.
Muito bom, cara, foi bom papo, hein? 500, tá bom. Uma hora e meia falando. Foi meu papo, né? 500, tá bom. Produção de tela, 500. Vou ver aquele filme lá, o Esparta, é o 300. Aí você vai colocar, você vai colocar... Vou ver aqui, você vê o um e o dois, dá 600 aí, entendeu? Pega a média, pega a média, cara. 500, 500, faixinha, coxinha. Ah, você leva os moleques junto, entendeu? Vai ser bom você ter que, você ter que comprar um Chin chenko. Já vi esse carro, já vi. É 500, 500. Então, vou te mandar pequenininho. Vai, meu penhasco, meu penhasco vai ser um penhasco com um, um, um, um, umen tinen. É assim que fala, né? Hã? 5, 500, italiano. It. É boa, eu ver como... Percebi, né? Ô, Fabian, antes de te fazer a última pergunta, dá aqui o teus, tuas redes sociais pra galera, quem quiser te encontrar, te achar e falar com você. Como é que te encontra? Tudo, Fabi Saia. S-A-W-A-Y-A. Eu sei que as pessoas falam: por que não Carneiro? Porque a moça não queria me vender o carneiro, ela quer me cobrar uma fortuna. Então, vai ficar Saai mesmo, entendeu? Mas Saai é massa. É massa, tá ótimo. Quantas Fabi Saai existem no mundo? Saai, nome de marca, tem cara de marca. Sa P. Sou dona da Saa. Whatever. Saa Joia. Saa ISO. N. E no Spotify, Café com Joia, toda terça e quinta, 7:30 da manhã. Show.
Fabi, última pergunta é o seguinte: você pode dar uma mensagem para todo mundo no mundo, 8 bilhões de pessoas. Essa mensagem vai chegar, o algoritmo da, da vida vai entregar. Que mensagem seria essa? A minha frase da vida é que nada supera o básico bem feito todos os dias. Às vezes a gente acha que a gente tem que ser a pessoa mais extraordinária do mundo para conseguir coisas extraordinárias. E a verdade é que o extraordinário são pessoas comuns fazendo coisas básicas de uma forma extraordinária todos os dias. Uau, muito bom.
Senhoras e senhores, esse foi o JJ Podcast com a Fabi Saai. Saia, Saai, Carneiro, ISO, tá? Se você gostou, marca a Fabi, manda mensagem para ela, você responde no, no direct, é mesmo? Vixe Maria, a galera manda mensagem para ela lá no Direct. Segue lá no Instagram, entende lá o programa dela. Se você é uma mulher também quer fazer mentoria, deixa a gente saber. Se você não tá inscrito no canal, deixa a gente saber. Se você gostou, compartilha, se inscreve, marca a gente porque mais pessoas ficarão sabendo de conteúdo como esse que foi incrível. Fabi, obrigado, tá? Muito obrigada pelo convite também. Amei, obrigado. Foi maravilhoso. Senhoras e senhores, esse é o JJ Podcast. Se você gostou, deixa a gente saber. Um grande abraço, a gente se vê no próximo. Valeu, tchau.