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Vamos lá. Bom dia a todos. Dando continuidade na nossa aula de histologia, qualquer dúvida que vocês tenham, se por favor, podem ou abrir a câmera ou fazer as perguntas, tirar as dúvidas ou colocar no chat, tá? Porque aí a gente, quando eu começar a compartilhar os slides, eu não consigo ver vocês no chat, tá? E aí depois eu vou parando para ver aqui as principais perguntas, mas vocês podem interromper, fiquem à vontade para interromper a hora que for necessário para esclarecer qualquer dúvida, tá bom?
Hoje a gente vai falar sobre, tipo, colocar aqui novamente, sobre a histologia da mucosa oral, né? Então a gente vai abordar isso. Começar um pouco, se der tempo, né? Senão a gente deixa para a próxima aula, a histologia dos malte da Disney, tá bom? O importante é vocês podem interromper, fiquem à vontade.
A histologia da boca, né? Ela é, vamos tratar um pouco sobre essa questão da mucosa, que ela é super importante, pegando também, né, aquilo que a gente já havia conversado na nossa última aula, que era acerca dos tecidos principais, né? Tecidos básicos, né? Tecido conjuntivo, epitelial. E a mucosa tem tudo a ver, principalmente quando se trata desses dois tecidos, né? Então, lembrando, né, muitas coisas que certamente já viram em algum momento da vida, então vamos recordar aí e trabalhar um pouco essa questão. E no final, a gente vai para o atlas, né? Porque eu passei para vocês o atlas de histologia, que é um atlas de histologia que geralmente utilizamos, principalmente nas aulas online.
A mucosa, né, ela serve principalmente como tecido de revestimento, né? Que serve basicamente aí para proteção, né? Então ela reveste diversas regiões, diversas regiões da cavidade oral, exceto a coroa dos dentes. E ela é, basicamente, a mucosa é importante a gente salientar que a gente vê essa mucosa em outros tecidos no corpo humano, como por exemplo, tecido gastrointestinal. E essa mucosa, quando a gente fala de mucosa, da questão da histologia, principalmente, é aquele tecido, né, que nós temos a presença de um tecido epitelial, de um epitélio, né? Por isso que a mucosa geralmente está relacionada ao tecido de revestimento, à proteção. A gente tem o tecido epitelial e uma lâmina própria, que compreende camadas aí do tecido conjuntivo. Tanto o... E aí, lembrando, é que entra um tecido e outro, né? Epitelial e o tecido conjuntivo. Nós temos ali a presença de uma lâmina basal, né? Como nós vimos na última aula. Essa lâmina basal, ela serve justamente para separar, né, o tecido epitelial do tecido conjuntivo, além também de dar um suporte para este epitélio, né? Então essa lâmina basal, ela, ela dá uma sustentação para o tecido epitelial e ao mesmo tempo ela separa esse tecido epitelial do tecido conjuntivo. Lembrando que o tecido epitelial é um tecido avascular, ele não tem vasos, então ele é suprido por processo de difusão pelo tecido conjuntivo. E quem auxilia esse processo de vascularização, de nutrição do tecido epitelial, que auxilia isso, é essa lâmina basal.
Então, essa mucosa, né, que nós vamos vir aqui para frente, ela compreende o tecido epitelial, né? Como a gente vê aqui, as células justapostas, a gente viu todas as características desse material. E a presença de uma lâmina própria. Cuidado, né? Porque é muito comum a gente ver as pessoas confundirem o que é lâmina basal de lâmina própria. Tecido, aquela, aquela lâmina, né, que a gente, nós vimos uma série de proteínas que tem lá constituindo a membrana basal e ela serve de suporte para esse epitélio. A lâmina própria, não, né? A lâmina própria compreende aqui basicamente o tecido conjuntivo propriamente dito, tecido conjuntivo frouxo, tecido conjuntivo denso, como a gente tiver aqui, tá bom?
O epitélio da mucosa, ele vem, ele é originado, né? Ele é derivado da ectoderma. Então, lembrando do desenvolvimento embrionário, a gente tem a mesoderme, ectoderme. É aquela região que fica mais, durante o desenvolvimento embrionário, uma região que fica mais externamente. Por isso que é ectoderme. Na própria, ela se origina, ele que a gente chama de ecto, que é uma região que está logo abaixo, que vai se diferenciando para o desenvolvimento deste tecido, né? Vai sofrer diferenciação para esse tecido.
Bom, na terceira semana da vida uterina, a gente percebe, né? A gente encontra uma cavidade que a gente chama de cavidade oral primitiva, que é justamente porque primitiva, porque ainda a gente não tem todos os tecidos, todas as células já diferenciadas, todo o tecido já basicamente ali produzido ou pronto, diferenciado. Essa cavidade oral, ela ter revertida por epitélio delgado, né? Porque as células, neste momento, estão sofrendo diferenciações, né? Diferenciações celulares para que haja essa diferenciação futuramente na produção da mucosa e da ectoderme, que está embaixo, que são nada mais que células tronco, né? Elas que estão em processo de diferenciação, que vai lá na frente, conforme o desenvolvimento embrionário vai sendo, a gente vê esses tecidos se diferenciar. Tá? Então, lembrando que as células ali são pouco maiores, são delgadas, tem camadas de células, várias camadas de células, um tecido bem estratificado e que está sofrendo um processo de diferenciação celular. Aquele momento que a gente vê a célula dando uma determinada célula, geralmente uma célula tronco, né? Uma célula onipotente que está ali se originando, que vai se originar numa, num tecido especializado.
Já na quarta semana, a gente já vê, né? Essa ectoderme, esse ectoderme, maior número de células indiferenciadas. Então ela vai sofrer nesse processo de diferenciação. A gente vê um aumento no número dessas células.
A sétima semana, a gente já percebe a presença do que chamamos de um sulco vestibular, que vai começando a produzir esse epitélio. A gente já começa a ver esse epitélio, a lâmina própria começando a ser diferenciada. A gente já começa a ver esse tecido, ainda mesmo primitivo, né? Um tecido não totalmente pronto, mas a gente já começa a ver esse processo de diferenciação. Tá bom?
Na nona semana, a gente já observa que há uma formação das papilas fungiformes, aquelas papilas, né? A gente vai encontrar principalmente ali na língua. A gente vai falar um pouco disso.
Na décima primeira semana, das filiformes. A gente vê a formação.
Na quarta, décima quarta semana, desculpa, a gente já percebe, já começa a observar um epitélio oral bastante estratificado, né? Com vários estratos, células ali já bem diferenciadas. A gente já começa a ver, claro que ainda há células em processo de diferenciação, mas a gente observa que ali, naquele momento, já algumas, algumas células já diferenciadas. A gente observa que há a presença desse epitélio com vários estratos, várias camadas de células, né?
Na vigésima semana, a gente já começa a ver áreas, áreas culpas e já para queratinizadas. A gente já vê presença bem sutil de queratina, né?
E posteriormente, né, vocês seis meses, a partir dos seis meses de vida, a mucosa, a gente percebe que ela perde, né, a sua continuidade, formando-se então epitélio, né, juncional na interface entre esmalte e o restante. Já começa a partir de seis meses de vida a formação aí já desse, já vê a aprovação de uma lâmina própria. Ele já começa a observar essa diferenciação. É mesmo pós o nascimento, a gente começa a ver essa, a conclusão de todo esse processo de diferenciação embrionária, tá?
Só para a gente entender como funciona isso. Então, o que que a gente percebe aqui, ó? A gente tem uma mucosa. Olha isso que a gente chama de epitélio oral primitivo. A gente olha as células já são bem nucleadas, ela já está bem. As células são bem maiores. Essas são células que vão dar origem ao epitélio, né? Primitivos. São células, então, células tronco, né? Que vão dar origem ao epitélio. Esse é o ectomoezenkman, né? Observe que a gente também ainda não temos um tecido totalmente diferenciado. A gente olhar que é a diferença, né, de uma mucosa oral já diferenciada de uma mucosa oral primitiva. Então, a gente vê poucas, né, no primeiro momento, poucas camadas de tecido epitelial. E a gente observa que há a presença ali de um ectomese, que vai dar origem à lâmina própria posteriormente, com umas características bem primitivas. A gente vê células bem maiores e diferenciadas. Perceba que a gente não consegue nem identificar a presença de fibroblastos. A gente observa que a, já a produção de uma matriz extracelular ainda assim primitiva, bem avascularizada. Ainda, embora essa região, quando já diferenciada, a presença de uma do tecido de malandra, qual própria, bem vascularizado. Aqui não, né? A gente observa que, pelo menos nesse, nesse ponto focal, a gente não vê a presença de de vasos. Quando encontramos são aqueles vasos que está passando pelo processo evangélico de produção de novos vasos. Então, ainda assim, a gente observa a presença de vasos bem primitivos, tá?
A gente tem aqui e aqui, né? Em comparação à mucosa já diferenciada, a gente observa, né, uma camada bem estratificada. Olha a diferença deste epitélio para isso, né? Que são células tronco que vão dar origem às células epiteliais, né? Aqui a gente já tem células diferenciadas. Já começa a observar a presença de células basais, aquelas células que estão dispostas e ancoradas na lâmina basal, que está passando aqui. Te observe a presença de uma lâmina basal até que espessa, né? A gente observa aqui, ó, é uma lâmina basal bem espessa. Até dá para sutilmente a gente visualizar no hi. Aqui a gente tem, temos village. Não está passando. Tá aqui, às vezes a gente tem problema aqui com, eu acredito que eu vou passar por aqui, porque desde ontem a gente está tendo problema com zoom de não estar passando dos slides. Quando a gente coloca para apresentar, está passando. Alguém pode me dar o feedback? Está? Eu estou conseguindo ver. Está dando para ver sim, doutor. Cabeça está passando para mim. Ó, passou. Agora sim. Tá? Então, vou ter que deixar assim, tá? Por conta aí do dessa nova versão do zoom, ela está, ele está dando problema no próprio zoom aqui. Então, voltando, né? A gente observa aqui, ó. Tá? Então, que vou voltar, tá, gente? Porque isso é importante a gente visualizar bem. Se tiver essa camada, então de tecido, né? Olha só a camada de tecido epitelial, tecido totalmente primitivo. A gente vê o tamanho das células aqui, ó. Células grandes, né? Ainda observa que não há um padrão, né, de celularidade, né? As células, percebam que elas são bem irregulares, né? Isso é uma característica, tá, de células que estão em processo de diferenciação. Elas não têm uma, ainda uma função totalmente estabelecida. Então, elas estão em divisão celular, estão passando pela série de reações bioquímicas dentro da célula para que sofram a diferenciação. Então, a gente observa nessa, esse padrão irregular das células, geralmente é uma característica, aí, de uma, de células primitivas, né? Que são as células, basicamente, as células tronco. Aqui também, a gente observa, né? Padrão bem regular de células, de viver pelo núcleo, tamanho de células, células pequenas, células um pouco maiores. Observamos aqui, ó, toda a matriz extracelular totalmente primitiva. Em comparação a um tecido já diferenciado. Simples dessas células, não há presença de queratina, né? Não temos um tecido queratinizado ainda. E em contrapartida, a gente observa aqui, né, um tecido já totalmente diferenciado, no qual a gente percebe a presença de células basais. Olha o tecido epitelial, a presença de células basais. A gente vê a presença de uma camada, ainda que não totalmente pronta, mas uma camada já presente de queratina. Estrato celular. A gente já começa a ver extrato, né? Que é um extrato, ou seja, camada de células estratificado. Quando a gente vai para a lâmina própria, tecido conjuntivo, a gente vê a presença de vaso. Isso aqui é um vaso. Presença de fibroblastos. A gente já começa a ver a presença aí de um tecido, né? Bem diferenciado, né? A turma matriz, né? Bem característico a matriz extracelular. Que se a gente for fazer uma coloração, a gente vai ver a presença de fibras aqui. Ainda, né? Será que é uma mucosa recente diferenciada? Então, a gente observa que a gente fizer uma marcação para as fibras, a gente vai ver identificar a presença de fibras, mas, né, ainda numa quantidade, nesse, nesse período, nesse momento, uma quantidade de fibras ainda um pouco melhor, tá? É aqui em comparação, a gente quase não vê nada disso, né? A gente não vê a presença de fibra, braço. Olha só essas células, obviamente, vamos ser diferenciar embrabas. Aí, nesse momento, que a gente vê aqui são células diferenciadas. Não temos também, né, a presença de fibras, não temos os fibroblastos. Não teremos aí a presença ainda, nesse momento do desenvolvimento embrionário, a gente não tem a presença, a gente não encontra a presença de fibras. Tá bom?
Então, o epitélio. Qual a característica do epitélio oral, né? A gente encontra o epitélio, né? Basicamente pavimentoso totalmente diferenciado com extratos, com várias camadas, né? Então, estratificado. Então, ele é uma característica bucal é o epitélio estratificado pavimentoso. Ele tem uma característica de proliferação constante, tá? Até porque a gente sabe, obviamente, sabe disso, a gente tem no epitélio bucal, ou até por conta da fisiologia, a gente tem uma característica. O que acontece geralmente, né, em todo o trato gastrointestinal, uma necessidade de células de esfoliativas maiores, né? Até por conta do processo da alimentação, né? Isso faz um processo desde processos químicos até processos físicos. E todo o trato gastrointestinal, a gente vê que há uma necessidade de uma proliferação constante de células, né? Uma renovação celular constante. Isso não fica de fora a cavidade oral, né? A gente tem todas ali uma característica muito marcante do sistema intestinal, que essa necessidade de células de renovação celular. Então, é uma característica que a gente vê nesse término. É por isso que ele até tem essa característica de ser estratificado e pavimentoso, por conta da necessidade de ter essa renovação celular. E a gente tem, então, a gente observa as células, uma característica de tecido mais esfoliativa, tá bom?
As células do epitélio oral, que células que a gente vai ter ali, né? Várias células, basicamente, as células epiteliais. E lá no tecido conjuntivo, os fibroblastos, né? Presença de vasos na região, bem vascularizada. E a presença de queratinócitos, né? Que são, quem são essas queratinócitos? São aquelas células, como o próprio nome já diz, síntese de células e queratina, de queratina. Então, células que produzem a queratinização, queratinócitos. A gente muito comum encontrar essas células presentes. E aí, o que acontece, né? Durante o processo, até falei na aula passada, de esse processo de esfoliativo, tá certo? Epitelial, conforme elas estão descamando, né? Elas começam a produzir, conforme ela sai da região basal, conforme ela sai dessa região basal aqui, então elas basais, nesta situação, né? São células jovens, das células recém-diferenciadas ou recém-diferenciadas delas. Elas são provenientes de uma divisão celular. Então, essas células, elas são célula jovem, né? Então, conforme vai passando a vida, o tempo de vida dessas células, elas vão migrando para a superfície e chegam aqui, elas acabam então sofrendo processo de ouros de esfoliação, que é natural, ou um processo de morte celular programada, de morte celular por apoptose. E essas células, quando elas vão saindo, elas vão ter seu tempo de vida para a região superficial. O que que acontece? Elas vão produzindo o que a gente chama de glândula, que vão se modificando, né? Em filamentos, né? Filamentos intermediários e que vai produzindo esses filamentos e vai liberando esses filamentos que acabam então produzindo um filamentos que a gente chama de queratina. Nada mais são esses esses filamentos intermediários que são chamados que estão no filamentos, como eu coloquei aqui. Então, não filamentos, esses torno, pelo menos, nada mais são do que proteínas. Elas vão se juntando, formando esses filamentos, né? Como se fossem pequenos fios de cabelo e aí bem fininho, né? No microscópio. E aí elas vão se acumulando na região superficial, que essa região aqui, como a gente pode ver, formando então essa camada de queratina. Tá? Então, a gente vê então essas células que sofrem esse processo, né? São chamadas de queratinas. Estão lá na superfície, começam a produzir esses filamentos. Elas produzem, acumulam e liberam esses filamentos e depois, quando elas morrem, também elas acabam liberando esses filamentos. Elas são chamados de queratinócitos, né? Porque esses filamentos vão produzir, são nada mais, nada menos do que filamentos de queratina.
E dois aspectos bem característicos de epitélio bucal: primeiro é proliferação. Então, epitélio que tem uma característica proliferativa muito marcante. São células que vão constantemente produzindo novas células. Então, vão proliferando, vão se dividir. É uma região que a gente tem uma alta divisão celular, atual taxa metabólica por conta da divisão celular. E também uma questão de maturação. Essas células, elas vão se dividindo e vão matar. Elas vão desenvolvendo, se diferenciando e obviamente se desenvolvendo aí as suas funções específicas. Tá? Então, são dois aspectos bem característicos deste tipo de pele da região bucal.
A gente tem, né, adjacente à lâmina própria, o estrato basal, né? Que é aquela região, né, onde a gente vê a célula, a presença das células basais. E que a gente, né, especificamente nesse tipo de histologia, nesse tipo de tecido, a gente tem, a gente chama isso de estrato progenitor, por que isso? Porque aquela região que vai dar a estrutura de todo o eterno. Ela, aquela região basal são essas células aqui, ó, né? Então, se essas células basais, que são células progenitoras do tecido epitelial, porque a partir delas que as células vão se dividindo e vão então subindo, né? Vão encaminhando rumo à superfície, formando os estratos e obviamente formando o tecido. A gente, essas células, que é uma característica do epitélio, são células justapostas, né? Então, a gente vê olhando mais especificamente ou por meio de uma coloração específica ou por conta de, ou por meio de uma microscopia eletrônica, a gente observa a presença de junções intercelulares. Então, são células bem justapostas, né? Até porque está relacionado à fisiologia do próprio tecido, né? É o primeiro contato que a gente tem, por exemplo, alimento, primeiro contato de algo que vai entrar no corpo. Então, eu tenho ali, ó, uma especialização, uma junção celular, ponto forte, até por conta de proteção, né? Para que evitar que qualquer micro-organismo, qualquer antígeno acabe entrando e tendo acesso aí, principalmente ao tecido conjuntivo, onde há uma vascularização. Tem muito comum a gente ver essas junções celulares, né? Vistas, às vezes, com um olhar atento, até numa histologia básica, né? No hi. E aí, a gente tem esses dois tipos de junções intercelulares, né? Muito presente nos queratinócitos, que são os dois tipos de junções intercelulares são chamados e ele tem noção. Tá? É aquilo que a gente viu também na última aula, que eu mostrei para vocês quando discutimos epitélio telhado. São essas duas características, essas duas estruturas que nada mais são que prote, né? Que proteínas de ancoragem que a gente chama, que une uma célula a outra, né? Então, esses desmosomos acabam dando, né, como se fosse, com os alunos na graduação, é como se fossem vistos ao microscópio, né? Com olhar atento, como se fossem grampos ligando umas células a outra, né? Como se essas, se elas estivessem grampeadas, né? Então, eles são fortes, são estruturas bem fortes que impedem a passagem, né? Então, mantêm essas células unidas. E entre inúmeras funções que possuem essas junções celulares, a principal delas é evitar o acesso de antígeno, principalmente no tecido conjuntivo.
Bom, a gente tem lá no estrato basal, então, né? Naquela região das células basais, né? Que aquela região de células que estão mais, estão ancoradas, dispostas na lâmina basal. A gente tem nessas células, é formada por células que sofrem mitose constantemente, sintetizam DNA, né? O que é isso? Quando fala isso, parece essas células produzem DNA. É uma célula ainda que a gente sabe que tem essa capacidade de produzir DNA para algo. O que ela, essa afirmação, ela está relacionada a uma característica de duplicação do DNA. Então, essas células acabam tendo essa capacidade de duplicação de DNA muito mais fácil e muito mais rápido do que outras células, por exemplo, como fibras, outras células, controlastos, enfim, outras células, porque é uma que sofre, como eu falei para vocês, constante processo mitótico. Elas estão em constante divisão celular, né? Então, essas células que estão lá na região basal, elas que vão dar origem a todo o epitélio, né? E trata-se de um epitélio esfoliativo. Então, obviamente, essas células na região basal, ela precisa ter essa característica de estar em constante divisão celular. É muito comum a gente fazer análise histológica e ver lá células de divisão celular, tá? Elas formam uma única camada de células que estão, as células que estão bem dispostas na membrana basal, é formada por zona amazona clara, que a gente chama de lâmina da luz, logo abaixo ali das células epiteliais, e uma zona escura que é uma lâmina dez. Isso, às vezes, a gente consegue ver na histologia básica, tá? Mas tem que ter um olhar bastante atento.
Então, olha só, é isso que a gente observa, né? Quando a gente vai analisar, né, as lâminas das células basais, né? Que a gente vai chamar agora de estrato basal. Aqueles primeiro estrato, olhando para o tecido epitelial, tá? Então, a gente observa aqui, ó, logo abaixo a lâmina própria, tecido conjuntivo passando aqui. Não esqueça, a gente tem a lâmina basal, tá? Então, muito cuidado, muito comum a gente confundir lâmina própria com lâmina basal. Então, as coisas distintas. Aqui a gente observa a presença de queratinócitos. Olha só. Células são essas células? Essa camada de células que a gente vê aqui, tá? Então, percebam, são células bem justapostas, né? A gente analisar também essa é uma célula aqui, outra e entre uma série e outra, a gente vê esse espaço, né? Nesses espaços, o que que a gente vê? Perceba que tem uma coloração bem rosa, bem claro aqui, que trata-se da presença desses desmosomos, né? Essas características que a gente viu que tem essas células de estarem unidas umas às outras, né? Justapostas, umas com as outras. Elas são bem fortemente unidas por conta desses, dessas junções intercelulares, né? Então, a gente tem aqui, na microscopia eletrônica, né? Aonde a gente observa a presença de uma única célula aqui, outra aqui, e outra aqui, tá? Então, é isso daqui aumentado milhares de vezes, e a gente observa a presença, olha só, isso daqui, ó, essas raias que estão aqui ligadas são proteínas, né? Que temos o núcleo das células, que a região nuclear, né? São núcleo aqui, toda a região de citoplasma de uma série. Aqui nós temos a mesma situação, tá? Temos aqui o núcleo, a partir do núcleo celular, né? Que era a cromatina, que é o DNA, e aqui a região, né? Do citoplasma celular. Então, isso é uma célula, e isto é a outra, e isso aqui também é a outra série, que claramente é o núcleo celular, né? Região nuclear, o núcleo e região citoplasmática. Tá? E a gente observa que elas estão unidas. São o que a gente chama de nós somos o homem de desmosomos. Não dá para a gente definir quem é o que é outro, só querer também que a gente tem que fazer uma coloração específica para isso, tá? Porque eles são bem diferentes. Basicamente, olhando a microscopia, são iguais, né? Mas eles possuem estruturas proteicas diferentes umas das outras. Uma das outras, tá? A gente observa que a presença de tonofilamentos, são esses saber aqui nos citoplasma. E o interessante a gente observar aqui, ó, isso trata-se de uma célula jovem. Ela está lá na lâmina basal, ainda é uma célula jovem, né? Vai sofrer, né? Ela acabou de, né, de surgir aí, tá? Tá na região da lâmina basal, estrato basal. Ela vai lá para a superfície, mas a gente já começa a ver a produção de tonofilamentos, né? Aqui, que são os tonofilamentos. Só aqueles filamentos que vão dar posteriormente origem à queratina. Tá? Não dá para a gente ver bem, só corroborando aquela situação que a gente viu, né? Então, eles são células justapostas, estão unidas por ter desmosomos e são, então, por isso que levam esse nome de queratinócitos, porque desde o momento em que elas são jovens, elas já começam a produzir tonofilamentos.
Bom, e aí o que que a gente tem, né? Nessa, principalmente a questão da nomenclatura, né? Então, o estrato, como eu falei para vocês, ele segue do basal em direção à superfície. Na superfície, a gente chama de região das células escamosas, né? Ou região das esfoliativas, são aquelas células que estão sofrendo constante processo de esfoliação. São células, os queratinócitos, né? Eles têm uma característica bem interessante, porque eles são células ou arredondadas, né? Ele teve característica, principalmente quando eles são muito jovens, a gente observa o núcleo bem arredondado, uma célula bem redonda. Quando eles são jovens, mas nem tanto, a gente observa uma característica de células mais poliédricas, né? A gente vê eles são ainda arredondados, mas perde pouco aquela característica, estava bem arredondadas, tá? Então, são jovens, mas não então pronto. Apresenta bastante, como eu falei, essas junções intercelulares, né? Entre uma célula e outra, que são esses desmosomos. E que dá uma característica quando a gente olha, tá vendo isso daqui, ó? É como se fosse, né? Que a gente vê nas células aqui, ó, a gente observa, né? Que são quem são esses espinhos? Que nada mais do que isso, trazendo para microscopia eletrônica, a gente observa com mais clareza, né? Só que o núcleo das células, citoplasma e aqui os desmosomos são essas junções intercelulares, como eu falei. A histologia, ou com um olhar atento, a gente consegue ver, tá vendo como se desespinhos aqui, ó? Uma célula aqui, outra célula, a gente observa esses espinhos em todo, né? O campo aqui do microscópio. Esse, essa região, esse estrato, quando a gente observa isso com mais facilidade, que é um pouco acima da região basal, que a gente vê isso com muito mais clareza, a gente vai chamar de estrato espinhoso. É uma classificação quase que semelhante à classificação da pele, né? Da pele, né? Então, a gente tem lá da epiderme, da derme, quase a mesma característica de classificação, tá? Então, a gente tem que a gente chama de estrato basal, que é aquele primeiro estrato, células basais. Um pouco acima, né? A gente já começa a ter mais clareza a presença desses desmosomos, desses espinhos, né? E aí a gente vai chamar, né, da nomenclatura, dar o nome de estratos. Aí, logo acima do estrato espinhoso, né? Porque o que vai acontecer? Então, a célula observa, né? A gente viu que lá na região basal, as células são arredondadas. Depois, conforme elas vão ficando mais adultas, né? Vão se diferenciando, elas vão perdendo esse padrão. Se elas vão ficar mais poliédricas. A gente já vê a presença de um estrato espinhoso, né? Aquelas características fica muito marcante, muito claro a presença dessa junção celular. E aí, conforme elas vão caminhando lá para a região da superfície, que ela sai do da região basal e o caminho para a superfície, esse é o tempo de vida da célula. Elas vão ficando maiores, tá? Porque aquelas vão ficando mais, porque qual a função dessas células, principalmente, além de proteger? Elas têm uma função que é produzir os tonofilamentos que vão dar origem à queratina. Então, obviamente, quando elas são jovens, elas começam, como nós vimos, já como observamos, a produção, mesmo que sutil, da presença de tonofilamentos. Depois, elas vão ficando mais jovens, aumentando essa produção. E conforme elas vão se aproximando lá da região esfoliativa, lá da superfície, elas vão ficando maiores. E é o que acontece, porque elas têm esse padrão de células básicas? Porque obviamente, quando a gente analisa o citoplasma dela, tem uma grande produção, né, de tonofilamentos. Sabe? Ela vai até criando, né? Ela vai acumulando isso, porque não adianta nada ela liberar esse tonofilamentos ali para a região basal. Isso numa situação histórica normal, né? Se fosse uma situação onde a gente temos, onde há uma patologia, está é outra situação, mas uma situação normal, ela não tem o porquê produzir ou liberar, na verdade, liberar esse tonofilamentos da região basal. Ele vai produzir queratina lá na superfície. Aí, então, o que que acontece? Porque que elas estão maiores? Quando a gente observa, a gente vê a presença, né? Tonofilamentos que já estão mais estruturados, tornando-se tornofibrilas. Tornofilamento, ele vai só, não naquele momento inicial, ela só vai produzir, como eu falei para vocês, tratam-se, nada mais, nada menos do que proteínas. Proteínas um pouco mais complexas, né? De estruturas mais complexas. Quando elas vão ficando mais amadurecidas, mais velhas, próximos lá superfície, elas começam essas, esses tonofilamentos começam a ficar mais estruturados, formando essas tornofibrilas, tá? E aí a gente observa fibrilas como nasceu, principalmente na histologia, formando esses grânulos, né? Que nada mais são que a gente chama de grânulos de, como eu falei para vocês também na aula de epitélio, que são grânulos de querato e hialina. Esses grânulos são aqueles grânulos que dão origem à queratina, tá? Então, a gente vê vários grânulos na região citoplasmática da célula. E aí, por conta da gente ver esses grânulos, a gente vai chamar essa região, dessa mucosa, dessa, desse epitélio de estrato granular. Então, a gente vê, tá bem, não tem algumas imagens aqui, depois eu também mostro no atlas para você, mas dá para ver bem a presença desses triângulos na célula, até no HR, tá? Que nada mais são que a presença desses tonofilamentos, a presença de grânulos de querato e hialina. São já são grânulos, né? Que já estão ali praticamente prontos para serem liberados e serem aí utilizados para formar a queratina. Então, essa região de a gente começa a observar a presença desses grânulos, né? A gente chama isso de estrato, né? O nome de cidade, estrato granular. Logo acima desse estrato granular, a gente já vê, né, a presença de uma célula, né? Já mais achatada, bem pavimentosa, né? Que é uma célula que já está envelhecida, já está ali, na realidade, chegando na terceira idade, já é uma célula que já fez muito, já trabalhou bastante. Então, o que que a gente observa nesse momento? A célula está envelhecida, ela está caminhando para morte, ou seja, da morte física, o processo esfoliativo, que é natural da própria célula, vai descamando até questão da mastigação, da fisiologia do tecido, ou morte celular programada. Ela já tem uma programação, que é um mecanismo totalmente orquestrado, mecanismo molecular incrivelmente orquestrado, que leva a célula à morte sem gerar nenhum problema para o tecido, tá? E aí, então, nessa região, logo acima desse estrato granular, a gente observa a presença desses queratinócitos, mas achatados, né? Ela já começa a liberar esses grânulos, esse estonofilamentos para, porque ela já está bem lá próximo à superfície. Então, ela já começa a liberar esse tonofilamentos, esses grânulos, por isso que a gente não vê a presença mais desses grânulos lá na célula, tá? Mas ainda não tenho, é uma região que não está queratinizada, porque queratina está lá em cima. Tá? Analisando todas as fases, as camadas da célula do epitélio que mexe na tela em cima. E aí essa região, eu vou chamar de estrato córneo. E é basicamente isso que a gente tem, tá? Essa imagem está muito retirei do livro aí indicado para referência de vocês. Eu não gostei, mas depois no atlas a gente já mostra esses extratos, tá? Muito mais facilmente.
Então, o que que a gente tem, né? A presença de estrato espinhoso, né? A gente percebe, não dá para ver muito porque a imagem dentro do próprio livro, mas a imagem está bem livre mesmo. Então, mas dá para ver claramente, né? Olha só, é que a gente tem estrato espinhoso, que é onde a gente tem aquelas a presença daqueles espinhos, que são as junções intercelulares, né? Que são os dois desmosomos. O estrato granuloso ou estrato granular. Percebam, né? Elas já são mais achatadas em relação ao estrato espinhoso. É porque que elas são jovens, que ela já está mais adulta, caminhando para uma vida, uma terceira idade, né? Então, aqui a gente observa a presença dos grânulos, né? Então, os produtos de bastante grânulos, né? Durante todo esse processo de maturação que a gente vê, ó, tá vendo esses grãos aqui? E o estrato córneo. Estrato córneo é uma região optar dessa imagem, que dependendo do campo que a gente analisa no microscópio, a gente não vai ver células ali, tá? Por exemplo, como está aqui, ou bem sutil, a quero uma célula, dá para ver. Vocês estão conseguindo enxergar aí? Tá, mas é dá para ver bem roxinho, bem sutil aqui, ó. É microscopia, é isso, a gente tem que ter, a gente brinca, microscopista já precisa olhar muito, muito delicado, muito atento aos mínimos, né? Então, a gente vê aqui, ó, é bem, bem sutilmente, porque porque região, as células estão morrendo. Então, tem campos e depender e óbvio, depende de outros tantos outros fatores, beijo da idade, né? Então, a gente vê, por exemplo, em pessoas mais idosas, a gente vai encontrar um estrato córneo bem queratinizado, né? Porque a pessoa já está mais idosa, ela já tem já diminui todo o processo de mastigação. Então, a gente começa a ver as células, não para, né? Ela está lá fazendo seu papel, independente da idade, né? Mas aqui a gente observa que há, conseguimos observar a presença de células. No indivíduo mais jovem, tem uma vida mais ativa, por exemplo, um adolescente, a gente vai observar esse estrato córneo que quase células nenhuma, né? Porque ele tem uma, uma alta taxa metabólica para esse tipo de pele, devido à necessidade, é um indivíduo que está se alimentando, que tal usando ser assim, esquecido com mais frequência, tá? Mas depois a gente vou colocar uma outra imagem para vocês para a gente ver um pouco melhor isso, tá? Mas basicamente são esses a classificação que são dadas para o tecido epitelial da cavidade oral, tá? Bem similar com a nomenclatura e a histologia do tecido da pele, né? Então, estrato basal, estrato espinhoso, estrato granular e estrato. Aqui dá para ver um pouco melhor, né? Então, os tratos espinhoso, aqui, ó. Esse é uma característica patológica, tá? Aqui, possivelmente, a gente tem por dois motivos, né? A gente pode ter duas situações aí, que é bem interessante, bem comum, principalmente na nossa população, né? A presença, a gente chama isso de acabou de me fugir o nome, mas eu vou lembrar, que é uma característica de presença de vírus, tá? Quando a gente tem citoplasma ou de uma marcação errônea, pode acontecer também, mas quando a gente tem a presença de vírus na mucosa, tá? A gente, uma característica citoplasmática, ele fica, né? Muito, muito claro. Tem o nome isso, mas quando a gente falar de patologia, lá na frente, a gente vai, eu vou trazer, que agora realmente fugiu. A gente tem uma que tem estrato espinhoso, né? Estrato intermediário. Percebam que na histologia, é uma coisa que os alunos ficam bem, bem confusos, né? Porque na histologia, a histologia não muda. É só parentes, um comentário de parentes, aí a histologia, ela não muda. Diferente, por exemplo, eu sou da área molecular, né? Eu trabalho com genético, enfim, trabalho com a vida inteira com patologias e hoje estou trabalhando aí com esteatose hepática, enfim. Então, a gente tem que analisar muita histologia, a patologia, né? Mas minha área, basicamente, a área molecular, trabalho muito com genética molecular, bioquímica, biofísica, essa minha área mais específica associada a alguma patologia. Diferente da área molecular, que muda constantemente, a histologia não muda. A histologia, um novo ser, né? Novo ser humano, ser animal, né? Totalmente diferente, com anatomia diferente, que estou já vai mudar. A histologia não muda. É isso, né? Desde o momento que surgimos aqui, até que a gente se aparecer, pelo menos para a espécie humana, a histologia não. E aí, o que acontece, né? Os histólogos, eles adoram ficar mudando de nome, tá? Então, que eu estou falando isso, porque às vezes vocês vão olhar, fazer alguma consulta com alguma autor, e aí vocês podem encontrar nomenclaturas diferentes daquelas que eu estou falando aqui. É normal, principalmente livros mais antigos, que a única coisa que muda na histologia são as nomenclaturas, tá? Então, olha só, que vocês podem, eu falei estrato espinhoso, estrato granular, aqui já está escrito como estrato intermediário, pode ser, tá? Estrato intermediário, uma nomenclatura um pouco mais antiga, como estrato superficial, que na verdade é estrato córneo. Então, tome só um pouco de cuidado, né? Procurem sempre na histologia, ter, ter seus livros mais com as edições mais recentes, tá? Porque a única coisa que vai mudar, sabe, a questão da nomenclatura. Bom, voltando aqui, a gente diz que epitélio oral, ele é chamado de ortoqueratinizado, que é aquele que eu tenho total queratinização. Tá? Qual a função da queratina? Proteção. A proteção tanto física, né? Por conta da questão da da própria questão da digestiva, que precisa de frontal. Então, quando a gente vai ver o epitélio totalmente queratinizado, no processo, né? Na histologia, é certamente a gente sabe que aquela região sofre muita ações mecânicas ou ações químicas. Tá? E aí, no caso do epitélio oral, a gente vai chamar esse epitélio, né, de ortoqueratinizado. E no epitélio, quando a gente tem uma queratinização incompleta, né? Quantos queratinas? E aí, nesse caso, eles têm, a gente vê a característica de queratinócitos, que eles são bem mais, bem superficiais, né? Tão bem mais próximos ali da superfície e apresento bem achatado. A gente conta, a gente observa isso. É uma região que eu tenho uma queratinização completa. E aí chamada de paracretizar. Por que que eu tenho essa região de queratinização incompleta? Porque pode ser aquela região, e como eu falei para vocês, né? Depende aí do indivíduo, tá? Às vezes, a gente tem o indivíduo mais jovem, tem um epitélio bem queratinizado, porque queratinizado. E aí você tem indivíduo um pouco mais idoso, ou depende da dieta do indivíduo também, a gente observa muito isso na questão da dieta, né? Então, você tem, por exemplo, indivíduos que precisa se alimentar, né? Tem um hábito de alimentos que necessitam de um alto nível de mastigação. Por exemplo, pessoas carnívoras, né? Precisam, né? Você tem que ter ali uma mastigação mais densa do que geralmente pessoas que se alimentam além de vegetais, vegetarianos. Você vai ter um epitélio que tem uma necessidade de, obviamente, uma mastigação maior, um processo físico mecânico muito maior, né? Então, a gente vê essa diferença aí bem sutil. A gente vê mais a questão da propriedade mesmo, tá? E o epitélio não queratinizado, né? Então, eles têm regiões que, obviamente, de toda a região de epitélio oral que não precisa de queratina e não há queratina. E aí, não é queratinizado, né? Epitélio não queratinizado e pronto. É muito importante quando nós classificamos, principalmente na região da cavidade, da tecnologia bucal, na região do epitélio, a gente colocar sempre essa questão se trata-se, quando a gente vai fazer essa nomenclatura, né? Vai fazer essa análise, se trata-se de uma epitélio queratinizado ou não queratinizado, tá? Caso o outro queratinizado, é bem importante a gente fazer essa análise e colocar, né? Fazer ela bem, bem, deixar isso bem claro, né? A gente vê nesse caso de não queratinizado, a gente observa que queratinócitos lá no estrato basal são menores que os espinhosos e apresentam mesmo é muita desmosomos, tá? Uma característica própria, tá? Mas são só que queratinócitos que a gente tem na região de epitélio, não, né? Claro que não.
A gente vai ter aí outras células, né, que não são de nós, que a gente podemos encontrar aí no epitélio oral, tá? Então, quem são eles? Melanócitos, o próprio a gente já, né, sabe que eles produzem, que são as melaninas, as células de Langerhans e as células, e as células essas células, né, queratinócitos. São células fixas, elas estão presentes lá no epitélio e pronto. E a gente tem as células novas que podem estar dentro ou não, né, que são aquelas células de defesa, né, como, por exemplo, neutrófilos, linfócitos, macrófagos, dependendo de uma determinado, dependendo da situação ocorrendo ali. Claro que a gente vai ter histologia, né, mas quando há um processo patológico acontecendo ali na região oral, alguma doença, algum trauma, a gente vai ter muito, um maior aumento de neutrófilos, linfócitos e macrófagos.
Ah, mas aqui ainda não é o preço bom. Os melanócitos, né? Quem são eles? Eles estão presentes lá no epitélio, estão geralmente no estrato basal. Ah, eles podem estar no estrato córneo, tudo pode acontecer. A gente está falando de organismo vivo, não estático. Por mais que a gente olhe na histologia, lá células paradas, a gente está falando de organismos vivos, que células que se movimentam e podem estar de acordo com a necessidade. A mesma coisa, né, os melanócitos da pele. A gente encontra a posição deles geralmente quando a gente analisa a presença dos melanócitos aonde aquele indivíduo está tomando sol, né? Aonde que está vindo a radiação solar, tá? Porque obviamente eles vão se movimentando de acordo que está da onde está chegando aquela radiação solar, porque a função dos melanócitos é a melanina, certo, né? Proteger não somente a célula, o melanócito, mas todo o tecido em volta, tecido adjacente. Mas do epitélio oral é como a gente, né, obviamente observa isso muito na região labial, na região externa, né? Vai da região interna, obviamente, tem uma menor incidência direta de solar, né, direto. A gente tem, a gente observa ele presente mais entre os queratinócitos, tá? Lá na região basal mesmo, tá? Essa mesma, porque que eles têm, porque a gente observa eles presentes ali na região basal? Porque estas melaninas, que são essas melaninas que são produzidas, lembrando, melanina também é uma proteína. Essa melanina que é produzida por pelos melanócitos, elas são transferidas para esses queratinócitos para justamente também protegermos, tá? E às vezes essa melanina, como se trata de uma proteína, auxilia, né, na produção aí. Não vou entrar nessa questão porque é bem, bem bioquímico, mas essas, essas melaninas também podem estimular a produção de tonofilamentos, tá? Desses grânulos. Por isso que a gente vê, né, em algumas situações, a presença desses grânulos de melanócitos em células às vezes chamativas, tá? Porque elas produzem, ficam lá no epitélio, eles produzem, transfere-se para os queratinócitos. No primeiro momento para protegermos e no segundo momento, né, esses melanócitos, desculpa, esses, essa melanina acaba estimulando a produção, né, do tonofilamentos lá nos queratinócitos. Vamos entrar nisso que é bem complexo também para nós aqui, não é interessante nesse momento, tá? Essas células têm um retículo endoplasmático muito desenvolvido e em grande quantidade, presença absurda de mitocôndrias, até porque eles têm uma alta taxa metabólica, tá? Então, tá aqui, ó. São células bem fáceis de serem visualizadas porque elas têm a presença da melanina e a melanina sempre fica marca aí, ou de marrom, marrom mais denso, ou marrom bem mais clarinho, né, dependendo da quantidade de melanina. É isso que a gente vê. Então, a região, né, o estrato basal, leve na própria, dá para ver bem aqui, né? Basal, passando aqui embaixo, separando tecido conjuntivo, presença de fibras, aí a gente vê isso aqui é lâmina própria, tá? E esse epitélio e estrato basal são as lâminas. Essa região e a gente vê entre as células basais as queratinócitos. A gente observa que a presença de melanócitos são células grandes que têm prolongamentos citoplasmáticos. Claro que na histologia não dá para a gente ver isso na microscopia eletrônica, prolongamentos citoplasmáticos, até porque eles são bem fininhos, passam que estão entre, né, passando. Imagina, né, quase um contorcionismo que ele passa nesses prolongamentos, vamos passando entre as células, entre os queratinócitos. Tem noção de ter, imagina como essa célula fica toda esticada, passando entre a célula e outra, tá? Porque ela tem esse prolongamento citoplasmático. Ela vai produzir, olha só, a melanina e ela vai produzir essa melanina e transferindo essa melanina, olha só, para os queratinócitos. Então, é comum a gente encontrar queratinócitos com a presença de melanina. E aí a gente sempre, sorte de vocês que não terão prova prática comigo, porque certamente era uma lâmina que eu queria colocar que eu sempre coloco os alunos da graduação, porque porque é muito fácil de ser confundida, né? Uma melanina, teoricamente, né, porque todo mundo classifica um melanócito pela presença da melanina, só que a característica celular é diferente, né? São os melanócitos maiores do que os queratinócitos. E como eu falei para vocês, eles vão sempre estar com uma quantidade. Se eu tiver como tá nessa ilustração, nessa situação aqui, se eu tivesse a presença dos queratinócitos com melanina dentro, não tem como errar. O melanócito, ele vai estar muito mais evidente, é porque ele tá produzindo muita melanina ao ponto de ter que transferir para as outras, né? Então, ele é bem evidente, tá? Não tem como errar, embora às vezes confunda a gente um pouco, tá? Então, olha só os prolongamentos, né? Então, aqui tem um melanócito, né? Aqui no núcleo, eletrônica dá para a gente ver melhor, tá vendo esses pontinhos aqui? São a melanina que ele está produzindo. Aqui o núcleo, não dá para vocês verem aí, mas dá, né? Tudo até esse ponto aqui, ó, né? A gente observa, tá bem sutil a presença aí. A gente observa o citoplasma fazendo isso daqui, ó, tá vendo? Vocês estão acompanhando aí comigo? Ele vai lá, vem para cá. Isso aqui é um prolongamento citoplasmático. É observa que ele vai, que eu tenho um queratinócito, tá? A presença do núcleo celular, tá precisando. E observa que ele tá fazendo essa transferência, que tem a melanina e já serve esses pontos de melanina dentro dos queratinócitos. E aqui eu tenho uma célula que eu tenho outra. Observa, olha só, estou no filamento aqui, né? Aqui um tonofilamento, pelo menos. E aí o que a gente vê, olha só, esse prolongamento citoplasmático passando por debaixo desse tonofilamento que a gente tá vendo aqui, ó, prolongamentos aqui. Microscopia eletrônica a gente consegue visualizar, tá bom?
Além [Música] nos melanócitos, a gente tem a célula de Langerhans, que são células. Qual a função dessas células, né? Fazer a função basicamente de macrófagos. O macrófago, a gente até pode encontrar presente aí numa situação de doença, de patologia, às vezes muito aumento, dependendo do que tá acontecendo. Porém, o que é muito comum a gente encontrar são essas células de Langerhans, que elas fazem basicamente a mesma função dos macrófagos, né? São células macrófagos também, são células apresentadoras de antígeno. E a principal função dos macrófagos, macrófagos são os lixeiros do corpo, eles são o SAMU do corpo. Então, eles saem limpando todo o corpo, está limpando todo o tecido. Eles estão primeiros a chegar quando tem uma reação inflamatória, um dois, né? Ele da situação. Mas basicamente são os primeiros a chegar quando eu tenho, por exemplo, infarto, qual é qualquer situação ruim, né? A gente brinca na graduação, quem são os macrófagos? O SAMU, né? SAMU, a primeira a chegar, por exemplo, quando tem um acidente, alguma coisa aconteceu, o primeiro a chegar ali, uma coisa que saiu não errado é o SAMU. Então, a prova do SAMU do nosso corpo, os primeiros a chegar nas prof. Eles são células muito grandes, tá? Eles são células grandes. Eles, por justamente por ter essa, eles são células, hoje a gente sabe que são células multifuncionais, né? Antes a gente, no passado, não muito distante, já acho que tu estavas com macrófagos eram só fagócitos. Não, já se sabe que eles têm múltiplas funções, né? Então, por ele ter essas múltiplas funções, eles são células grandes. E às vezes, por conta do epitélio ter uma característica de células justapostas, macrófago encontra uma certa resistência de entrada, né? Tão fácil para ele chegar ali no epitélio, né? Então, o que que eu tenho ali que o corpo pensa? Não dá, a gente precisa de ter alguém ali que proteja esse epitélio, principalmente que tenha essa capacidade de fagocitar bactérias, fungos, qualquer antígeno e que também tenha uma capacidade de apresentadora de antígeno. Que que uma célula apresentadora de antígeno faz? Vamos lembrar aí da imunologia. Apresentadora de antígeno, ela basicamente é isso. Ela pega, são células que pega, que ele identificam aquele antígeno, aquela bactéria, vírus, verme, enfim, identificam aqueles, aqueles células e apresenta essas células, né? Resumidamente, basicamente é isso, apresenta elas ali para o sistema inflamatório, né? Geralmente para um linfócito. E aí sim, cadê toda uma reação de cascata inflamatória, imunológica. Nem sempre, às vezes tem inflamação, a gente tem, né? Então, essas células, embora ela sejam células grandes, também são menores que os em todas as regiões do epitélio oral, exceto epitélio juncional, é que aquela região bem justaposta que a gente tem lá na região espinhosa, tá? Mas a gente encontra. E óbvio, né, isso vai depender de cada situação, tá? Só que bom, as células de Merkel, né, são células que estão no estrato basal, tá? E quem são essas células? São células, vamos, nervosas, né? Na verdade, não posso falar que são células nervosas porque elas possuem algumas terminações nervosas, a mielínica, que possuem lá todo a proteção de mielina, aliás, que não possui bainha de mielina, são amielínicas. Essas células, elas possuem essas terminações nervosas, né, que que auxiliam toda a informação da que sai daquele tecido que caminha ali para o sistema nervoso, né? E ela tem basicamente a função de receptores mecânicos. Ela tem a função de desempenhar essa percepção. Elas possuem, são células que têm inúmeros citoplasma, inúmeros receptores, né, de informações de sinalização celular que vai caminhar principalmente ali para o sistema nervoso, né? O que está acontecendo naquela região, né? Atual criação, eu preciso desenvolver para aquele tecido, tá? Só mais difícil de ser encontradas na histologia, bem difícil a gente identificar essas células de Merkel, tá? Mas faz mesmo com coloração específicas que elas são células que elas têm nessas terminações nervosas, mas como elas são amielínicas, não tem toda aquela proteção mielínica, então elas ficam, né, bem, são bem sutis. Então, na histologia, no hi, é um pouco mais, não que não dê para ver, a gente consegue olhar atento, identificá-las, mas é um pouco mais difícil. É mais fácil a gente usar alguns marcadores. E as células sanguíneas, né, principalmente quando são recrutadas por algum processo patológico, tá? Então, são normal encontrar linfócitos, né, infiltrado linfocitário, principalmente entre queratinócitos, né? Mastócitos e neutrófilos também é bem comum a gente encontrar nessa região, tá? Claro que isso pode aumentar de acordo com a necessidade, né? Você tem uma região inflamatória, um processo inflamatório, isso vai aumentar e tal.
Bom, sai um pouco ali da região do epitélio, vamos para a lâmina própria. Vamos descer, né? Classificamos epitélios, né? Toda, aliás, classificamos todas as camadas do epitélio, vimos quais as células estão presentes ali. Agora a gente vai lá para baixo, né? Vamos para a lâmina própria, que a lâmina própria é o tecido conjuntivo subjacente, aquele tecido conjuntivo está baixo do epitélio, né? A gente pode encontrar, né, falando da própria de duas formas, né? Então, o que que a gente encontra ali? Primeiro, a gente vai ter a primeira camada dessa lâmina própria de tecido, é de tecido conjuntivo frouxo, que a gente vai chamar de tecido papilar. Tá? A segunda camada, mais profunda, profunda, é de tecido conjuntivo denso, e nós vamos chamar de reticular, tá? A difícil nome, não reticular, só lembrar de fibras reticulares, é justamente por este motivo que leva esse nome, tá? A gente tem tecido conjuntivo denso porque tem uma densidade maior de fibras, e entre essas fibras, com uma densidade maior, com uma quantidade maior, a gente tem as fibras reticulares, então por isso que leva este nome também. E a região de cima, que o tecido conjuntivo frouxo, tá? Então, a lâmina própria, muito cuidado, é muito comum, como eu falei, né, a gente confunde isso. É uma coisa, lâmina própria é outra. Compreende a camada de tecido conjuntivo frouxo e a camada de conjuntivo denso, né? A camada papilar e a camada reticular, tá? Eu vou mostrar para vocês também já já isso aí. E as células que a gente vai encontrar, óbvio, né, fibroblastos, né, que todo o tecido conjuntivo que se tem ali em grande quantidade são os fibroblastos. Presença, sim, agora, e maciça, né, de macrófagos, né? Claro que quando eu preciso, né, tiver um trauma, uma lesão, eu vou ter a presença muito maior quantidade desses macrófagos nessa região da lâmina própria. E as células sanguíneas, né, células imunológicas, linfócitos. Então, se eles podem ser encontrados. E qual a função deles, principalmente aí nesse dessa lâmina própria, nesse tecido? Então, primeiro, são as células que produzem fibras, né, fibroblastos, né? Tudo que é blasto é origem, então é origem de fibras. Então, nós temos os fibroblastos que dão origem às fibras, produzem as fibras. E essas fibras nada mais são que proteínas, né? E aí, obviamente, né, a gente diz que são células que têm uma alta taxa metabólica de síntese proteica para exportação. Que que seria isso, né? Ele vai produzir proteínas não para ele próprio, vai produzir essas proteínas para serem exportadas, principalmente para produção ali da matriz extracelular. E aí, com isso, o que que eles possuem? Eles têm retículo endoplasmático rugoso e um complexo de Golgi muito bem desenvolvido. É uma característica desse tecido, dessas células. E secretam, né, as proteínas que são precursoras do colágeno, elastina, além disso, proteoglicanos e glicoproteínas, né, que são que constituem a matriz extracelular. E lembrando que nessa região da histologia bucal, a gente tem uma matriz extracelular bem densa, tá? Então, eu tenho bastante presença desses fibroblastos presentes ali e uma quantidade muito grande de matriz, por isso que eu tenho bastante conteúdo, tá? Então, tá aí, olha só. Então, olha aqui, tá? Deixa eu dar um zoom aqui para a gente entender melhor. Aqui nós temos a seguinte situação. Então, o que que eu tenho aqui? Eu tenho a camada desse epitélio, o epitélio que a gente já viu, né? Nós temos aqui, ó. Aqui eu quero mostrar para vocês. Acabei de ver aqui, ó. Tá vendo isso daqui é um melanócito, tá? Para ver que tem uma marcação aqui. Percebam que aqui, ah, mas tem uma marcação meia castanhada aqui. Aqui são os queratinócitos com a presença dos melanócitos. Dá para ver bem ele aqui, ó, tá aí. Depois a gente vai ver isso lá. Vamos voltar para cá. Então, tem aquela lâmina basal passando aqui, e aí eu tenho, percebam que a lâmina, olha só a diferença deste tecido para cá, para este tecido conjuntivo frouxo com a característica desse tecido. Ele é frouxo, trata disso, tudo bagunçado, tem uma coerência, não tem uma coesão, ele é todo bagunçado. Essa é a a característica que a gente, a gente tem, né? A sensação que a gente tem, gente, olha para esse tecido que era todo bagunçado. E tem esse conjuntinho bagunçado. Tecido conjuntivo denso, a diferença, né? A gente vê já ele mais organizado, mais linear, né? Já vê aí porque que ele é denso, porque é uma, tem uma densidade de fibras, principalmente as fibras colágenas e reticuladas. Aí a gente tem aqui, olha só. Isso compreende, né, a lâmina própria. Então, a camada de tecido conjuntivo frouxo, que é sempre aquela camada que vem logo abaixo do tecido epitelial, tá? Às vezes, por exemplo, em alguns no esôfago, da região do terço medial do esôfago, a gente observa essa camada de tecido epitelial, tipo tecido conjuntivo frouxo que constitui a lâmina própria, bem, bem diminuta, tá? Bem menor, tá? Diferente, por exemplo, aqui bucal, a gente já consegue observar isso com um pouco mais de clareza, tá? Então, olha só. E ele sempre vai estar abaixo do tecido epitelial. Primeira camada que tá baixo ele. Alcança, com raras exceções, a gente tem que ter conjuntivo frouxo, tá? Que ela tem uma característica de tecido, principalmente. E logo abaixo, a gente vai ter um tecido conjuntivo denso. Então, observa, olha a diferença deste tecido para este tecido. Te ver bem a diferença. Tecido aqui bem bagunçado, embora ambos basicamente a mesma característica, presença de fibroblastos, de linfócitos. Aqui fibroblastos, aqui, né? Aqui também fibroblastos, matriz extracelular. O que vai diferenciar, o que diferencia um tecido do outro, né? É basicamente a organização deles. Então, o tecido conjuntivo frouxo, tecido conjuntivo denso, formando o que a gente chama de lâmina própria, tá? E aí, o que que a gente chama camadas nessa região bucal, né? Na histologia bucal, porque que essa, porque que a gente tem uma subclassificação da lâmina própria? Porque é bem característico da gente ver essa característica do tecido, né, formando o que a gente chama de papilas. Tá? Cuidado também para não confundir, que a gente vai falar da língua e lá na língua tem bastante papila, né, de foliformes, piriformes. Aqui não, né? Estamos falando dessas papilas. Ele tem, tá falando de formações papilares. Tá vendo que essa, isso daqui, ó, ele vai até lá em cima, e ó, tecido conjuntivo lá em cima, aí volta para galera. Aí eu tenho, né, aí a invaginação do tecido conjuntivo, depois a invaginação do tecido epitelial, tecido conjuntivo. Então, isso daqui, ó, quando ele vai até lá em cima, né, quando tem necessidade de ter lá em cima, que vai ter tecido conjuntivo frouxo. Por isso que nessa região a gente vai chamar de camadas papilares, que ele vai formando essas papilas, tá? E logo abaixo, a região que a gente chama de camada, né, camada reticular, né? Por que que leva isso, não? Porque tem bastante presença de fibras reticulares aqui, tá? Ele copia das colágenas também. Bom, aqui são os fibroblastos, né, presentes aqui. Então, são, lembrando, né, são células mais achatadas do que mais achatados, prolongamento citoplasmático também, tá? Os macrófagos, né? Qual a função deles na própria? Tiver dúvida, vocês me avisam aí, tá? Falta do chat ou quiser, levante a mão aí, que a gente viu lá para vocês falarem, tirarem dúvidas ou anotem, depois a gente escuta, tá? A lâmina própria. Então, os macrófagos são células fagocíticas que têm, que são originadas pelos monócitos. No nosso, diferenciam nessas células macrófagos quando há uma necessidade, obviamente, né? E como eu falei, qual a função dos macrófagos? Basicamente a mesma função das células, né, que tem ali a função de apresentadora de antígenos e de fagócitos. Os mastócitos, né, são células e menores que os macrófagos, mas são células bem, é difícil a gente falar dos porque geralmente elas têm uma característica bem de células globulosas, mas arredondadas, mas nem sempre, tá? Então, é melhor a gente sempre dar uma olhada, prestar bem atenção nos macrófagos pelas características básicas que eles têm. Primeiro, eles são células granulocíticas, tem grânulos dentro delas e geralmente o seu núcleo é bem irregular, tá? Esses grânulos, eles têm a presença de heparina. [Música] Tem na membrana ali a presença de receptores para IgE, né? Então, eles também têm ali, além de ter essa função de auxiliar na vascularização e na alergia, né, porque tem essas famílias que são antialérgicos, eles também têm a função de estimular a reação imune. Em relação às células sanguíneas, tirando os mastócitos, né, e os linfócitos, quem que nós vamos encontrar, né, ali nessa lâmina própria? Nós temos a presença dos neutrófilos, os eosinófilos estão sempre pairando ali, né, são células inflamatórias também, participam de uma cascata de reação inflamatória. Lembrando, porque que eles estão presentes ali, obviamente, né, por conta da boca, né, dessa região ser o primeiro contato, tá bom?
E aí, com base principalmente nos critérios dos funcionários, a gente tem uma classificação, né, da mucosa oral, que são divididas em três, classificação de três partes. Então, a gente vai ter a mucosa mastigatória, auxilia no processo de mastigação, a mucosa de revestimento ou de reflexão, tá, que vai revestir, que vai proteger essa mucosa, e uma mucosa mais especializada. E aí, óbvio, né, vai depender essa mucosa vai estar presente de acordo ali com a necessidade de cada ordem, tá bom? A mucosa de revestimento, ela é composta basicamente por uma camada de epitélio e lâmina própria, é o que nós vimos, né? Essa camada, a gente também viu principalmente nessa camada de epitélio, a gente vê a presença ou intermediário, o estrato superficial, tá? E essas camadas, né, são nesse epitélio de revestimento, formam o epitélio não queratinizado da mucosa bucal, então aquela região que não tem aquela presença da queratina, tá? Mas segue as mesmas classificações. Então, tem estrato basal, estrato espinhoso, estrato, né, superficial, depende da nomenclatura, pode ser estrato superficial como estrato córneo. Uma coisa que é ruim na histologia, isso, porque por mais que eles mudem as nomenclaturas, geralmente as nomenclaturas antigas não caem em desuso, tá? Então, vocês podem encontrar aí em alguns artigos, em alguns livros, ou estrato superficial ou estrato córneo. Bom, aonde a gente vai encontrar mucosa de revestimento? Por exemplo, nos lábios, tá? Então, revestido por epitélio, superfície úmida, com células estratificadas pavimentosas, não tem a presença de queratina, nada, porque se tivesse, né, a gente teria um enrugamento labial, não teria como também esse lábio ficar, ter essas células com a produção de mucosa úmida, até para que envolva as funções. E aí, a gente tem, né, além dessas células de superfície úmidas que não queratinizadas, também estratificadas pavimentosas, não queratinizadas, a gente vê na lâmina própria, presença de glândulas mucosas, né? Então, a gente vê, por isso que eu tenho essa região, né, constantemente, é uma região de epitélio de superfície, né? Porque eu tenho a presença dessas glândulas ali. A mucosa, ela não, a mucosa não queratinizada da região labial, né? Ela é diferenciada por um bordo vermelho, conhecido por vermelhão dos lábios, aquela região mais vermelha do lábio. O epitélio é delgado, contém que a gente chama de proteína chamada lidina, e os vasos estão muito próximos à superfície capilar. Então, essa é isso que a gente vê aqui. Então, epitélio, né, mesma coisa, né? Conjuntivo, a gente quer lâmina própria, tá? Que a gente células pavimentosas, né, dos estratos todos que nós vimos, estrato basal, estrato intermediário, estrato superficial. Além de não dá para ver as glândulas aqui, deixa ver se tem uma foto que dá para ver, tá? Aí aqui, a presença da lâmina própria, tá bom? Vou ver aqui, depois eu deixei por último as imagens. Bom, quase de revestimento, aí a gente também vai ter essa no código de revestimento no palato mole, nas bochechas. Palato mole é uma região altamente vascularizada, é aquela região que é mais osace, porque, né, a mucosa queratinizada em contrapartida, ele é muito mais vascularizado, bem mais altamente vascularizado. Ele possui, além do tecido conjuntivo, depois da lâmina própria, a gente tem o que a gente chama de submucosa, tá? Que a gente tem algumas estruturas bem específicas naquela região. Submucosa, que também vou mostrar notas para vocês. As bochechas, ela apresenta um epitélio estratificado pavimentoso não queratinizado, tá? Não tem queratina. Isso em humanos, tá? A gente vê, por exemplo, no caso de ratos, né, trabalhar com pesquisa, tudo, por exemplo, churrasco, roedores de modo geral, eles têm uma camada queratinizada na bochecha, permitindo a região mais interna, porque é onde eles guardam alimento. Então, eles têm o hábito de acumular, de guardar esses alimentos ali, né, da região mais posterior da da bochecha. Então, aquela região, ela tem uma camada de queratina, tá? Então, nosso foco, humanos, mas é só lá dentro, né? Porque às vezes vai trabalhar com rato, com camundongo, e aí, de repente, eu vejo lá que era utilizada, não é patologia, é natural. Nos humanos, não. Nós não temos a bochecha queratinizada. Aí eles têm também, até pela questão, né, do fato de serem roedores, apresentam. Então, no nosso caso, não queratinizada. Tem uma lâmina própria e uma submucosa, tá? Abaixo da mucosa. Lembrando que a mucosa constitui epitélio e lâmina própria, e abaixo disso, a gente tem uma região de submucosa. O que que tem nessa submucosa, né? Geralmente, a presença de adipócitos, tá, de células de gordura e presença de glândulas ali, que a gente vê muitas glândulas, geralmente, tá bom? Então, aqui a gente tem, né, o palato mole, né? Então, o que a gente tem aqui está virado, tá? Está como se tivesse de cabeça para baixo. Então, a gente tem pele aqui, não queratinizada. Bota para lá. Eu quero aumentar aqui, ó. A gente tem aqui, ó. Não queratinizada. Isso daqui, tá? Nativa de melhorar o aumento, tá? Tecido epitelial, olha só, né? Leve na própria, tá? Região papilar, região reticular, tá? Então, estuda a lâmina própria aqui. Vou pegar por aqui que a gente vai caminhar. Então, aqui tá a lâmina própria, tudo aqui, a textura densa, e a submucosa, como eu falei para vocês. Ah, difícil, né? Não, mastologia não é difícil, parece, mas não é. É muito mais fácil que a gente imagina. É só a gente se ter, porque, por exemplo, na submucosa, olha só, eu tenho a presença, geralmente, a presença de glândulas, tá? Ou, né, a presença de tecido linfóide, né? Então, aqui, por exemplo, acúmulo de tecido e presença de gordura. E aqui, eu tenho, olha só, isso daqui, acúmulo linfóide, acúmulo de células imunológicas, elas de defesa estão ali propositalmente, né? A gente tem, por exemplo, sistema respiratório, o MALT, no sistema digestório, o GALT. Então, tecido linfático associado a gastrointestinal, que é por exemplo, é que você tem ali fortemente a presença de células prontas, né? Ela só lista de bairro para poder atacar cada um antígeno que adentre ali o tecido, tá? Então, a região de mucosa, geralmente, a região, por que que eu digo geralmente? Porque às vezes, dependendo da situação, a gente pode encontrar glândulas na mucosa, tá? Mas em grande, quase que majoritariamente nos tecidos que possuem submucosa, é ali que a gente vai encontrar as glândulas, tá bom? Aqui, aí a gente continua, né, na região do da mucosa de revestimento, onde a gente vai encontrar na face ventral da língua, que apresenta uma lâmina própria e submucosa também. Sobre mucosa, ao que nesse caso da submucosa desse epitélio da da língua, a gente vai encontrar a presença, por exemplo, de músculo, de fibras musculares, tá? No assoalho da boca, é tem uma membrana não queratinizada que recobre o assoalho, aparece aderida à lâmina própria e na mucosa da língua superficial adjacente, aliás, e nessa mucosa onde eu tenho, né, a língua firmemente aderida, tá? Olha só. Então, aqui novamente, tá? A gente tem aqui, ó, na região de lâmina própria, não queratinizado também. Se logo abaixo, a presença, olha só, a gente vê, não tá muito boa essa imagem, mas a gente observa a presença de músculo, fibras musculares, tá? Então, essa região de submucosa, no caso ainda porção, a gente estava, né?
Vamos começar a falar da mucosa mastigatória. Então, essa mucosa, né, Ela é encontrada nas regiões da boca, né, que são mais expostas, né, diretamente. Essa mucosa que tem contato direto com os alimentos, né, com atrito durante o processo de mastigação. E aí, caracteriza-se por um epitélio queratinizado. E aí, quem a gente vai ver, né, a característica desse epitélio da mucosa mastigatória, como aquela camada, né, já ali acima do tecido epitelial, uma camada de queratina. Compreende a mucosa da gengiva, né? Na mucosa gengival, a gente tem a parte que constitui, constitui a mucosa oral e também participa do periodonto de proteção. A gengiva, né, recobre o processo alveolar, né, em todos os seus lados. A superfície, né, desse epitélio possuem depressões rasas, alteradas, é você algumas elevações que por conta disso, a gente tem uma característica de pontilhamento, né, geralmente na histologia de casca de laranja, tá? Então, a gente tivesse esse epitélio, é um epitélio que tem aí, né, essas depressões e dar essa característica como se fossem ali, né, uma casca de laranja mesmo, por isso que leva esse nome. E aí, aquilo que havia dito anteriormente, esse epitélio, ele possui, dependendo da região, ele pode ser para queratinizado ou ortoqueratinizado, ou seja, totalmente queratinizado, parcialmente queratinizado. Tem os quatro extratos: basal, espinhoso, superficial, queratinizado, estrato córneo, que são todos eles muito bem definidos. Que são os epitélios que estão descritos para, né, o epitélio, esses quatro extratos, desculpem, quatro extratos são os extratos que estão bem definidos para os epitélios queratinizados, tá? Então, a gente tem aqui, né? Então, a gente vai encontrar, né, na região da gengiva marginal, da região da gengiva inserida e da papila interdental. No local que a gente encontra esse tipo de epitélio. Na mucosa do palato duro, né, a gente é a parte da mucosa que recobre principalmente a porção anterior do palato. Sua superfície apresenta algumas rugas palatinas, né? Então, a gente tem que é o epitélio é estratificado, os extratos aqui, uma camada fina de queratina aqui, ó, todas as camadas facilmente identificadas. Região de lâmina própria e a presença, né, a gente tem ali na região do logo abaixo da própria, presença ali de tecido ósseo, de lâminas. Parte delas queratinizada, dependendo também da idade do indivíduo, querendo dizer, não parte delas cartilaginosa e partes ossificadas, tá?
A mucosa, já na mucosa especializada, depois eu vou mostrar no Atlas todo essa essas estruturas, tá? A região da mucosa especializada que recobre o dorso da língua, que está em contato direto com o atrito alimentar, é o epitélio queratinizado, tá? Com uma fina camada de queratina. Vimos a presença da queratina ali e a presença de papilas, né? Agora, papilas mais especializadas, cada uma com as suas funções, né? E justamente por isso, né, que a gente diz que esse epitélio é trata-se nessa região, trata-se de uma mucosa mais especializada. Então, o que a gente encontra aqui na região no dorso da língua, a gente encontra as presenças das papilas. Papilas então: papilas valadas, papilas folheadas, papilas filiformes e papilas fungiformes, tá? Então, é essa localização das papilas que a gente tem. Na primeira língua, na parte mais do ápice da língua, a gente tem as papilas filiformes. Intermediárias, filiformes. Lateralmente, folheadas. Desculpa, e mais na região posterior da língua, a gente tem as papilas valadas, que são maiores, né? Muito fácil de ser identificadas até na macroscopia. Bom, as papilas filiformes são as mais numerosas que a gente encontra, mais em maior quantidade, aí na língua. É o tipo de epitélio ortoqueratinizado e possui uma quantidade grande de melanócitos, de células de Langerhans, justamente principalmente células dinâmicas, auxilia no processo do atrito. O epitélio acompanhado, né, por um cone de tecido conjuntivo. Então, a gente vai ver como que forma esse cone, esse tecido conjuntivo. Possui uma fina sensibilidade tátil, então por isso que a gente, né, tem aquele rápido resposta quando toca na língua. A língua, ela tem bastante sensibilidade tátil. Não possuem botões gustativos, né? Apenas nesse processo, nessa região, a gente tem um papel mais, essas papilas como papel mais mecânico, né, durante no caso das partículas filiformes, especificamente, elas não têm, não são papilas gustativas, desenvolvem apenas uma função mais mecânica, né, que auxilia no processo da mastigação. As papilas fungiformes, leve esse nome. A papila filiformes, elas são, elas formam como se fossem os conezinhos, né? Elas vão formando, são bem formas de file, que seria isso, né? Seria conezinhos. Elas são mais como se fossem formando espinhos, né? Visto numa histologia, na no microscópio, no objetivo de melhorar o aumento, a impressão que a gente tá, que a gente tem quando a gente analisa essas papilas é aquela ação como se fosse espinhosos. Já as papilas fungiformes são menos numerosas, mais esparsas, mais espaços, mais dispersas. Fungiformes, porque leva esse nome, né, de fungi, porque elas têm formas como se fossem fungos, aqueles cogumelos, né? Quando a gente fala na histologia, elas têm forma, parecem alguns fungos, aquele formato daqueles fungos, daqueles cogumelos. Mas comumente conhecidos, são visíveis macroscopicamente. A gente olhar no espelho e analisar a língua, a gente consegue identificar essas papilas muito facilmente. São arredondadas, é recoberta por um epitélio para queratinizado, né? E nelas são encontrados alguns botões gustativos. Ela tem uma função nessas papilas de funções gustativas. No centro da papila, eu tenho a presença de tecido conjuntivo bem vascularizado, então uma região bem vascularizada, né? Logo abaixo do epitélio, então a gente vê nesse tecido conjuntivo uma alta vascularização, logo bem abaixo, logo da gente abrir essa vascularização muito mais, muito bem fácil de ser identificadas. E é justamente essa vascularização forte que a gente vê logo abaixo dessas papilas que dá essa cor avermelhada, tá? Então, olha só, bem as papilas ficam fortes, né? Então, elas vêm, elas vão formando esses que a gente chama de file, né? Forma de file. Então, como se fosse, está no objetivo de aumento, tá? A gente entender o objetivo de melhorar a impressão que dá é justamente essa, como se fosse um espinhos, né? Então, elas vêm aqui, embora não sejam obviamente, mas elas têm essa forma. Ver a camada estrato córneo, camada de queratina aqui, ó. Essas características das papilas filiformes, a gente envia aqui, toda epitelial, tecido conjuntivo, tá? Ou seja, lâmina própria, tecidos de formas, como eu falei, tá vendo? Ela se lembra, vou falar, não lembra, tem que ter uma criatividade para a gente identificar. Então, a gente, elas têm, elas lembram o formato de fungos, de formas de fungos, aquela forma como se fosse aqueles cogumelos. Elas perceberam que elas são estruturalmente maiores, elas, né? O tecido conjuntivo, né, a lâmina própria vai acompanhando o epitélio em cima, essa, essa papila, né? A gente vê isso aqui, ó. É um botão gustativo. Então, a gente vê a presença de botão gustativo no epitélio, presença de lâmina própria, como eu falei para vocês, logo abaixo. Essa aqui é vaso, né? Vaso sanguíneo aqui, aqui, ó. Todas essas regiões mais claras aqui são, né, vaso, né? Cuidado para não confundir com tecido adiposo. Lá, grande diferença, dá para ver aqui, bem epitelial, bem alto, aliás. Se elas lembrando só aquelas células que revestem o vaso, quem tiver a presença de células endoteliais, né? E percebam a quantidade de vasos que nós temos aqui, tá? Uma cara muito característica da célula das papilas fungiformes, né? Na lâmina própria, no tecido conjuntivo, ele é altamente vascularizado.
As papilas valadas, também como cáliceformes ou se convaladas, elas têm essa rodeadas por um sulco circular, um vale, por isso que leva esse nome de valadas. Elas têm tecido como se fosse um sulco circular presente nelas, em volta delas ali. Apresentam o tecido conjuntivo frouxo, bem vascularizado, inervado, né? A gente vê células nervosas, repetido por um epitélio, tá? Então, tem o tecido conjuntivo em cima, tecido epitelial, e nesse tecido conjuntivo, cuidado, tá? Lembrando-se que no tecido epitelial não tem vasos, né? E nem inervações. Então, nesse caso, especificamente, a gente vai ver muita vascularização no tecido conjuntivo, no tecido conjuntivo frouxo, inervações também. Epitélio do lado superior é ortoqueratinizado, não tem, pois não possui botões gustativos, né? E os botões localizam nas regiões mais laterais do epitélio, tá? Então, são essas células aqui, ó, tá vendo? São esses sulcos aqui. Então, elas vão até lá em cima e tem esse sulcos, essa região sulcada. Tudo aquilo que tem sulco, um processo de invaginação, a gente tem esses sulcos aqui. Aí ela vem, faz isso daqui, outros sulcos aqui, forma o que a gente chama de vale, por isso que são apenas, por isso, nada de papilas valadas. Não possuem botões gustativos, como a gente pode ver. No tecido, o tecido conjuntivo, tá? A gente vê aqui, ó, a presença de grande quantidade de presença de vasos, tá? Quando a gente tem aqui, tem uma situação, né, a presença na superfície, a gente não tem botões gustativos. A gente pode encontrar aqui a presença de um outro botões gustativos nas regiões mais laterais, mais uma região inferior, nas regiões laterais. Olha aqui, os sulcos, como eu falei para vocês. A papila abalada, né? No fundo do sulco, eles têm ductos. Qual a função desses ductos? Esses sulcos, eles têm, eles facilitam, né, a liberação de excreção, porque a gente vai ter na região, principalmente ali do tecido conjuntivo, numa região mais próxima à submucosa, a presença de glândulas salivares menores, bem pequenininhas. E aí, obviamente, esse sulco facilita, né, a excreção dessas glândulas salivares, chamada de ductos. Essas glândulas que a gente encontra nos sulcos, no vale, dessas papilas valadas, tá? E aí, na verdade, o que que a gente vai observar aqui, né, é a presença de ductos sempre muito próximo a essa região do sulco do vale, né? Então, aqui o ducto, perceba que ele está numa região, embora ele esteja na mucosa, mas ele perpassa a mucosa e vai até a região de submucosa, tá? Mas e aí tem esses ductos que se abrem, né, para ser esses ductos vão até a região desses sulcos, desses vales, para facilitar a excreção, né, de uma secreção fluida, né, que acaba, né, liberando, né, ela acaba auxiliando a função dessas papilas, acabam limpando essas excluído líquido, acaba limpando, né, esses botões gustativos, esse botão, essa papila, evidentemente os botões gustativos que estão mais na região lateral, para que ele possa desenvolver, tá bom?
Os botões gustativos é fácil, muito fácil de ser identificados, tá? Porque eles têm uma estrutura assim, ó, né? Parece tipo um vaso, né? Então, ele tem aqui, dá para ver bem esse botão gustativo. Então, ele tem, são estão presentes na região epitelial, não é na região da lâmina própria, lâmina própria, submucosa, né? A gente vai ver a presença de glândulas. Os botões gustativos, a gente encontra ali, né? Então, eles têm essa camada, então, constituindo de certo, constituídos de células epiteliais, eles formam como se fosse esses vasos e possuem ductos e poros. Esses poros, às vezes, bem facilmente, como a gente vê aqui, facilmente de ser visíveis à microscopia óptica que a gente tá vendo aqui, tá? A gente vê esses poros, né, por onde sai esses, onde ele acaba tendo contato com as, comunicando com a região externa, tá? Uma região de contato que o tempo conta desses poros, esses pequenos ductos, aí é bem facilmente de ser identificados. Estão presentes superior das papilas fungiformes, terrenos e maior quantidade, tá? E menos quantidade nas papilas valadas, tá? Ou e nas papilas folheadas também, mas em menos quantidade e geralmente nas regiões laterais, tá? Ele vai desde a lâmina basal, a gente pode encontrar ele aqui, desde a região basal até se comunicando lá com a região mais superficial do epitélio, tá? Então, eles podem estar mais dispostos, mais próximo da superfície, mas a gente pode encontrar também esses botões gustativos, mas próximo da região basal. E sempre há, sempre a gente vai conseguir identificar e ver esses poros do corte, foi feito tudo mais, mas ele sempre tem esse pó, às vezes não identificado na microscopia, tá? Então, olha só. Então, a ilustração mostra. Então, aqui tá melhor, né? Aqui os tipos de células que a gente vai encontrar nesses botões gustativos. Então, a célula do tipo 1, que a gente chama de células escuras, que são mais finas, são essas células aqui, ó. Célula do tipo, são células mais finas, geralmente ficam na periferia dos botões gustativos, mais da região, isso analisando o botão gustativo propriamente dito, tá? Mas na lateral, lateralmente, eles são encontradas lateralmente nesses botões gustativos, e ela dá a função de suporte, suporte de proteção e suporte desses botões gustativos. As células claras, que as células do tipo 2, ainda não se sabe ao certo qual a função dessas células, tá? Mas acredita-se que essa células auxiliam, né, no processo de recepção, recepção de sinais externos, tá? Mas ainda assim, há uma grande controvérsia em qual.
Função. O que que essa célula pai? Se ela produz algo? Se ela tem essa função só de auxiliar a célula do tipo 3, né? Ou apenas sustentar a célula do tipo 3? Tá? Então, não se sabe muito certo. Porque você sabe, aquela tem uma função de suporte, tanto dá o suporte para células do tipo três, que são células intermediárias, e também dá um suporte para o próprio botão gustativo como todo, recebendo, né? Captando sinais que estão vindo lá do exterior, lá de fora.
As células do tipo 3, ou as células intermediárias, elas são as que a gente chama de células neuroepiteliais, né? São aquelas células que têm terminações nervosas. São elas justamente que captam, né, todo final e acaba emitindo o sinal justamente para produzir aquela coisa do gosto, do sabor, da acidez, doce, enfim. Ela capta isso, salgada, amarga, ela capta isso. Enfim, essas, essas, ela tem a função de captar essa informação e levar essa lá para produzir, né, justamente o sabor. E aí elas têm, como são células neuroepiteliais, a gente vê junto a essas células terminações nervosas, né? E também fibras nervosas conectadas a esta célula.
Bom, o suplemento vascular e nervoso, né, da cavidade bucal, né, da histologia bucal, ele, a gente tem, a gente observa que há uma grande quantidade de suprimento sanguíneo, tá? Da mucosa oral, ela é extremamente rica, né? A gente tem e esse sangue derivado, né, suprimento sanguíneo é derivado da artéria carótida, né, externa, pelos ramos maxilares, linguais e faciais. Temos vemos a presença de terminações linfáticas, né, que se estão presentes na camada da lâmina própria, formando os focos linfáticos coletores, né, que seguem, que vão fazer todo o trajeto venoso.
A mucosa oral, ela é inervada, então ela tem uma função sensorial. Além das suprimento vascular, a gente vê a presença de inervações celulares que auxiliam no processo sensorial, tá? E há alguns elementos também do sistema nervoso autônomo, tá? Os principais nervos originam-se dos ramos maxilar, mandibular, fibras facial, glossofaríngeo e vago. Então, os nervos são originam desses, desses outros tecidos, tá? Dando todo suprimento nervoso também para toda essa região, desde para que haja movimentos físicos até mesmo movimentos, movimentos químicos, tá bom?
A função é basicamente qual a função da mucosa oral? Então, primeiro, proteger, né? E recobrir os tecidos. Todas as mucosas que a gente encontra, né, possui essa função, né, de proteção e revestimento, tá? Os tecidos mais profundos da cavidade oral, né, eles auxiliam também na apreensão e mastigação dos alimentos. Como nós vimos, toda a estrutura do tecido epitelial de ter células justapostas e hemossomos, toda essa característica do tecido auxilia contra a invasão de microrganismos.
A função sensorial também, né, importante que estão a gente observa, né, a presença lei dos botões gustativos e de células, como a gente vive em todas as, em algumas situações, principalmente na eterna, a presença de, além dos botões, da presença de células inervadas, né, inervações. Então, é além dessas inovações, a gente também tem, né, dessas células especificamente quando a gente olha a membrana celular delas, uma série de receptores que também auxiliam dessa função sensorial, tá? E aí são esses receptores, eles servem para identificar temperatura.
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Os botões gustativos, como a sensação gustativa, né, o gosto, tratar acaba sendo tendo uma função de captar toda a informação que aquele alimento ou qualquer outra situação que esteja acontecendo ali no naquela região da mucosa.
Função secretora, né? A gente tem a presença, né, da produção de saliva pelas glândulas salivares existentes em toda a cavidade bucal, né, que a gente vê lá as glândulas, principalmente na região de submucosa, tá? Que a gente vai ver a presença dessas glândulas salivares que auxilia, né, toda a produção da saliva, principalmente facilita tanta mastigação e todo aí o processo de digestão.
Bom, antes de eu entrar no, na histologia do esmalte, é que a gente vai agora começar a caminhar para ver a histologia do mundo, gente. Eu vou, vamos olhar lá o atlas para a gente identificar essas estruturas aí, tá? Deixa eu parar de compartilhar aqui, abrir lá. Pega alguma dúvida? É bastante coisa, né? Talvez eu estou no gás, né? Como eu mostrei na última aula, é um atlas de histologia bem que eu super recomendo, tá? Para quem tá tem interesse de entender um pouco mais a histologia, importante, tá? Lembrando sempre que eu falo para ela, é muito importante a gente saber identificar a histologia, tá? Porque quando chega na patologia, mas as pessoas falam, não gosta de histologia, tudo bem, pode não gostar, não direito, mas é um dever saber, né? Principalmente quem aí trabalha com isso, porque quando chega lá na patologia, o que que acontece? Nós vamos ter, né?
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Dificuldade de entender os processos patológicos, né? Se a gente não sabe o que é normal, a gente também não vai saber. Tem que ficar o que é normal, tá? Deixa eu pegar aqui, vamos ver aqui na lâmina, todo esses.
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Então, vamos ver a histologia do palato, tá? Então, olha só, então vamos pegar aqui região de mucosa. Então, caso não esteja projetando para vocês, vocês me avisam, tá? Mas acho que já está projetando aqui. Então, olha só, a gente tem aqui a região do palato, tá? A lâmina, tá? Deixa eu ver se dá para pegar de cima.
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Cabeça para baixo, tá? Então, aqui a região, a gente tenta toda a região do epitélio, tá? Então, primeiro, vamos identificar toda a região de da mucosa. Então, a gente vê aqui a todo epitélio, logo abaixo, olha só, tecido conjuntivo frouxo. Dá para ver bem a diferença do tecido conjuntivo frouxo para o tecido conjuntivo denso. Olha a diferença do conjuntinho frouxo aqui, ele tá bem, tem diferente do denso, né? O denso, ele tem uma densidade de tecido colagem de fibras, né? Porque ele é tenso, mas ele é muito mais organizado. Perceba que ele tem uma disposição já ter sido conjuntivo profissional. Então, lembrando, isso daqui é a lâmina própria, né? Então, a gente tem e a ubna própria, né? A gente tem a região papilar e a região reticular. Então, aqui a gente vê bem a região papilar da lâmina própria, é isso aqui que outra região popular que também perceba que ele vai fazer nisso, vai sofrer um processo de invaginação do tecido conjuntivo e a imaginação do tecido epitelial, a mesma coisa aqui. Então, logo abaixo, a gente tem que ter sido conjuntivo frouxo, tecido conjuntivo denso. Então, tudo isso compreende a mucosa, tá? Então, a gente tem a mucosa compreendendo o texto epitelial, tecido conjuntivo frouxo, desse tipo denso, tá? Percebam, né, camadas. Deixa eu ver se eu consigo aumentar mais, não acho que é o máximo que ele vai aqui, não é mais. E olha só, dá para a gente ver bem para pegar aqui o epitélio. Então, a gente observa aqui, ó, tá? Os extratos do tecido epitelial. Dá para ver bem aqui, extrato basal, né? Aqui a gente tem, olha só, presença de melanócitos. Olha só, ele aqui e queratinócitos. Olha só, esse é um queratinócito. Percebam que a teu núcleo celular e aqui o citoplasma celular. Perceba a diferença de um melado, ele é bem escurecido, são menores, né? Aqui no caso, né? E aí eu tenho, olha só, a transferência. Observa que os queratinócitos tem aqui a presença de melanina. Essa é coloração marrom a castanhada aqui, ó. Isso é melanina, tá? Vindo e é o que eu quero tenócito, né? Que recebeu a melanina que possivelmente ou desse, né? Que também tem sobreposta, mas de uma ela mostra, tá? Então, região basal, presencial, a gente tem aqui, ó, a região basal, a região rosa, né? Camada espinhosa. Olha só, dá para ver, olha as raias aqui dos MM de emoções, tá? Então, isso tudo aqui é o Marcelo, um queratinóico, presença aqui de melanina, núcleo da célula, no clube do cleulo, citoplasma e aí, olha só, vejo ele se juntando com essa célula que é adjacente, tanto é essa que tá aqui quanto essa que está aqui pelo presença dos MS de emoções, né? Pelas lições intercelulares. Então, essa região é uma região de camada que nós chamamos de camada espinhosa, tá? Ou extrato, tá? Tanto faz camada quanto extrato, tá bom? Logo depois, a gente tem a presença do extrato granuloso, aonde que tem extrato granuloso, onde o presente a presença de grânio. Deixa eu pegar aqui alguma célula que está bem marcada com esses grânulos. Olha só que a gente vê a presença dos grânulos. Olha só, né? Então, aqui a gente tem claramente, ó, né? A presença da extrato basal, a camada basal, extrato espinhoso, camada espinhosa. E aí eu começo, olha só, a perceber os grânulos, esses grânulos aqui, ó, nas células, tá? Então, são regiões, é como isso é palato, não tem tantos, né? Mas a gente observa a presença desses grânulos aqui. E depois a gente vai ter, né, aqui até hoje, olha só, né, um queratinácio cheio de melanina, tá? A presença de melanina, região de cor, a castanhada, tá? A gente vai ter o extrato córneo aqui, ó, no dia beijo, a presença de células, né, mas achatadas, tá? Aqui que acontece aqui? Então, as células nascem aqui, nessas células, células basais. Elas vão vir até para cá e percebam que elas vão mudando a sua característica, né? Ó, que já são células totalmente pavimentosas e aqui, olha só, elas começam então a morrer. Elas têm aqui a produção. Isso aqui, ó, tá vendo esses pontinhos aqui? É glândula de kerato e aliena, né? Produção de que vai quando essa célula morrer, libera esses grânulos para formar a queratina, tá? Que mais eu tenho aqui? Ali das papilas, a região de suma e mucosa. Vamos ver aqui, ó, tá? Então, eu tenho aqui, ó, então, né, camada epitelial, tecido conjuntivo frouxo, tecido conjuntivo denso. E aqui eu tenho uma camada subir mucosa, tá? Como que eu sei que é uma camada de mucosa, tá? Principalmente, deixa eu ver aqui, eu tenho aqui, não tem. A gente tem presenças, olha só, aqui achei. Que que a gente tem aqui, ó? Temos a presença de glândulas. Aqui é glândulas, né? Da presença de glândulas aqui. Isso aqui é uma glandesa, que são glândulas, né? Vaso sanguíneo, dá para ver bem. Vaso, que bonitinho. E glândulas. Presença de glândulas. E além disso, eu vou ter a presença que eu falei para vocês de células adiposas. Isso aqui são células adiposa, né? De postes, né? Núcleo bem periférico. Aquilo fica branco porque não tem na hora que vai preparar a lâmina, a gordura acumulada, ela sai, fica essa impressão, impregnação negativa, né? Fica só onde estava a gordura. Então, olha só, na região de submucosa, é muito característico de ter glândulas e a presença de dia de posses, tá? Ó, pegar aqui, olha aqui, ó. Então, a gente tem aqui, região então de mucosa até aqui, ó, ainda tem sido conjuntivo, deixei contigo frouxo, tecido conjuntivo denso. Quando eu chego na região de submungosa, olha só, glândulas, uma glândulas salivares. Então, vejo bastante presença de glândulas. Que tecido? Tecido adiposo em grande quantidade. Elas adiposa. Que é o nervo? Uma região sensorial. Nervo aqui com a sensorial. E como a gente pode observar isso, dá suporte na região de submucosa, toda essa região aqui, ó, né? Até aqui, ó, tudo isso aqui, região de submucosa, dando sustentação e suporte para o tecido para rendinha de mucosa e eterno. Bom.
[Música]
A língua. Vamos ver o que que eles têm aqui, né? Depois eu vou pegar outro. A língua. O que que a gente tem? Então, primeiro, tecido epitelial não queratinizado. Observa que não há queratina, né? Mesma coisa, né? Então, tecido epitelial bem bonito aqui, ó. É camada, né? Todas as camadas é que a gente falou, camada basal, espinhosa, tendo lócita e corda. A gente tem, né? Que a camada corda bem pouco, né? Porque como ela não tem queratina, a gente vai ter mais a camada basal, espanhol e granulosa, tá? Mas dá para ver bem aqui essas camadas. Observem aqui, ó. Deixa eu pegar aqui. Isso aqui é o Marcelo. Lembra que eu falei das células basais? É muito comum a gente ter isso. É importante, tá? A vez de quando a gente falar de tumor, isso é uma característica bem importante a gente entender, né? Porque isso traz muita informação quando a gente vai lá para patologia analisar tumor. Então, a gente tem aqui, ó, na região basal, é comum entre células em divisão celular, tá? Entrando em divisão. Essa também aí tem várias outras aqui, né? Aqui, ó. Olha só, ela aqui, ó, entrando em divisão. A gente já percebe o núcleo separando, tá? Bem bonita essa imagem. E a gente vai subindo e a gente começa a perceber, olha, extrato córneo aqui, já dá para ver, né? As células justapostas. E aí observa se elas mares e aqui já tem células pavimentosas. E aí aqui, mesmo que não tenha produção de queratina, a gente tem essas células produzindo tonofilamentos. É a função dos queratinócitos, né? Ela não vai produzir a camada de queratina, até porque não é, né, um epitélio que necessita de queratina, mas não pede que a gente veja, né? Principalmente na aqui nessa região de estrada lúcido, a gente não veja a produção. Olha só, esses tonofilamentos aqui é queratina. Só que ela não vai produzir. Então, o que vai acontecer com essa queratina? Vai ser eliminada, mas na história a gente vê, tá vendo isso aqui? Santono filamentos, né? Que a célula aqui, ó, está no filamento, a gente vê bastante aqui também, aqui, ó, que são células, são estruturas que vão estar ser liberadas, mas que se houvesse uma necessidade de produção de queratina, certamente iria produzir. Diferente, por exemplo, dos roedores, tá? Tem essa carga. Má língua um pouco mais, um pouco queratinizado, ó. Grano de querato e alina. E aqui a gente começa a ver as células esquermativas e as células morrendo. Isso daqui, ó, interessante. Isso daqui são corpúsculos, né? Algumas células que morreu por apoptose, pela forma esses corpúsculos aqui, tá? Se não for, parece, né? Se não for artefato, mas tá com cara de ser corpúsculo, assim, tá? Então, a gente observa nas células, ó, essa célula e morte celular, ou seja, comum, né? A gente ter morte celular aqui nessa região, tá? Olha aqui a camada, mas já há um epitélio, né? Que tem aquele tédio, porque tem regiões que eram utilizadas e não quer utilizar, né? Parcialmente aqui, eu não tenho queratina, mas aqui eu já observa a presença de queratina, mais nessa região, tá bom? Que mais eu tenho aqui? Região de região de mucosa. Olha só, né? Presença aqui, tecido conjuntivo frouxo, tecido conjuntivo denso. Foco linfático, né? Tem um foco linfático aqui, ó, esse daqui, né? Tecido linfático. Olha, são linfócitos que estão aqui, né? Que ficam ali protegido o órgão, né? De possíveis invasões. E a presença de glândulas, né? Lembrando que glândulas a constituição de grande tem sido epitelial e embora ele esteja presente ali em no tecido, olha só a quantidade que a gente tem. Bom, papilas gustativas, né? Isso daqui, obviamente, a gente já viu que se trata de uma papila avalada, que a gente vê esse sulcos aqui, ó, o valo, tá vendo o valo aqui? E lateralmente a presença de papito de botões gustativos. Olha só, dentro do botânico, não dá nem para não ter dúvida que eles são bem característicos, mas nem sempre dá, por exemplo, aqui já não dá para ver. Aqui dá para ver bem recentemente, mas aqui, por exemplo, não dá, porque depende do corte, tá? De repente, fica uma lâmina foi feita. Olha só, aqui também dá para ver bem, né? Os botões gustativos. Células do tipo 1, né? Deixa eu ver se dá para ver se elas aqui. É uma célula do tipo 3, bem bonita aqui, ó. Do tipo 3, é mais difícil a gente identificar, tá? Tô sabendo com muita prática ou com coloração, né? Coloração específica que a gente consegue ficar selas tipo 1, geralmente elas tipo essas que estão em laterais das periferias, mas nas laterais e botões. Deixa eu ver se eu consigo identificar uma bem fácil para vocês aqui.
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Glândulas de novo, tá vendo? Aqui dá, aqui o botão gustativo. Aqui dá até para ver, né? Hora que habita aqui, né? Aí, olha só, essa célula aqui, ó, esse núcleo que a sala do tipo 3, ela vai até lá em cima e volta, tá? Então, possivelmente, tá passando aqui essas suas inervações. Sela do tipo, as células claras, as são essas mais claras, como por mais claras, né? Ela do tipo 2 e a tela do tipo mais perfeita, tá? E como a gente pode observar nas papilas valadas, a gente tem o quê, né? O valo, dá para ver isso, é o valo que a gente chama. E os botões gustativos estão mais na lateral, tá? Então, lá presente no epitélio dos sulcos, tá bom? Glândulas serosas e glândulas mucosas, tá? Qual a diferença? Lembra do tecido lá da histologia básica? Células mucosas, elas parecem uma esponja, elas têm produtoras de muco. E células serosas, né? Elas são mais densas, tá? Ela tem uma coloração mais densa. As células, as glândulas mucosas geralmente é claro, depende de toda a situação, mas geralmente na história, ela fica, elas parece uma esponja, clarinha. Já as células serosas, elas são mais bem pegar aqui outra linha para a gente ver as papilas. Papilas filiformes. Olha só a diferença, né? Como eu falei, se a gente vê na objetiva de melhorar o aumento, parece que são, lembram como se fosse espinhos, porque, né, justamente ela tem essa forma de filho, né? Essa forma mais espinhosa, tá? Epitélio não queratinizado.
[Música]
Tá? Pegar aqui, ó, papilas. Olha só, tá? As papilas aqui, ó. Então, essas papilas filiformes. Região de submucosa, mesma coisa, tá? Então, aqui a gente tem aqui, ó, uma papila filiforme, tecido não queratinizado, tá? Ah, mas que que é isso daqui? Isso aqui é artefato de lâmina, tá? Quando a gente faz a lâmina, às vezes acontece isso, tá? Até 4 km, mas a gente vê aqui, ó, todas as camadas, mesma coisa, tá? Então, a gente observa aqui, ó, né? A camada mais externa, extrato basal. Olha só, tecido conjuntivo frouxo, né? Que bem até aqui em cima, tá? Embaixo temos, tá? Tecido conjuntivo denso. Tudo isso região de mucosa. E olha só, quando chega em região de subo mucosa, e que eu tenho aqui, ó, presentes. Isso aqui é músculo, tá? Tecido muscular, né? Músculo, suporte da língua. E aqui a gente tem glândulas ferozes, que dá para ver bem, tá? Então, região aqui fica bem claro aqui, presentes sobre linfócitos, presença de linfócitos aqui, tá? Essa célula que é mais para ver aqui, é basicamente isso aqui. Pegar as outras papilas. A gente olha só, a papila, tá? Bem, dá para ver bem quando eu falei para vocês que elas parecem, né? Como se olhando na microscopia para esses pequenos espinhos, por isso que leva esse nome, né? Filho, elas estão na região dorsal, na região central. Não tem pilas. Dá para ver as glândulas, ó. É mesmo memorial aumento, dá para a gente já separar região de critério, região de mucosa e região sub mucosa de ter sido muscular. Olha só as papilas. Papilas filiforme. Não tem nem como errada. Então, papilas sucos valadas têm um valus, têm essa estrutura mais. Tá novamente as papeladas para ver os botões direitinho. Se a gente já viu, né? Deixa eu pegar outra. Outra vai dar para ver bem os botões que se encontra os botões gustativos da região mais lateral, na região superficial, não tá?
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Olha só, elas têm a presença, elas formam como se fossem fungos, né? Cogumelo, temos que leva esse nome. E aí eu tenho aqui, olha só, né? Dá para ver bem. Ela faz estruturas diferentes da papila avalada. Botões gustativas na superfície. E a mesma coisa acontece aqui, né? Os botões gustativos. Epitelial, mucosa, região de mucosa. Eu vou estar aqui, arte de mucosa, sub mucosa, tá? E aí, lembra que eu falei, elas têm uma grande quantidade de vascularização, tá? Então, quando eu olho aqui, ó, eu vejo muito vaso. Isso aqui é vaso, tá? Ela é bem vascularizada. Deixa eu ver se eu acho aqui, ó. Isso daqui é uma inovação. Elevações da papila, tá? De bebê bastante vaso aqui, ó. Presença de vaso aqui. Eu tenho presença de vaso aqui. Então, perceba que ela, além de ter bastante vascularização, é muito comum a gente ver as inovações, tá? Para ver até de longe que veio aqui. Bom, aí tem aí o resto, acho que não de boca aqui, acho que é só isso. Intestino. Eu tenho aqui no meu computador aqui.
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Eu faço isso um Atlas que específico que eu baixei. Deixa eu só interromper aqui o atlas de histologia bucal, tá? Pegar esse daqui que tem outro aqui também. Eu passo depois para vocês, tá? É o ato sexual, é bem interessante. Eu uso bastante com os alunos da Odonto, mesmo que vai trazer setas aqui, é gratuito, vocês baixam, tá? Ele é da biblioteca ali, disponível para download. Muitas imagens até pego e ele é bem interessante porque ele vai trazer tudo isso que a gente falou, tá? Da mucosa bucal, que a gente trabalhou, tipo de mucosa que a gente vai trabalhar próximas aulas, né? Histologia dental, odontogênese, então é bem, bem interessante, tá? E como ele é gratuito, a gente tem que aproveitar. Então, olha só, então ele mostra tudo que a gente, tudo que eu falei para vocês hoje, né? E hoje na aula passada, o epitélio, tipos de epitélio, né? As camadas, tá? Ó, camada de extrato espinhoso, traz algumas imagens bem interessantes, tá? Para ficar mais espinhosas aqui dentro do termos extrato granuloso.
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As células de lâminas aqui da gengiva, né? A gente já falou, né? A parte papilar, a região, né? Para pilar. Perceba que já mudou o nome, né? Que eles chamam de Coren Popular, tanto faz. E já papilar, ocorre Popular, região reticular, né? Que a gente vê lá. A região particular são células já deixa, elas ficam isoladas, né? Lá no meio epitelial, mas elas não são tão simples. Percebam que tanto desse campo de células aqui, a gente encontrou uma única célula de lá, a presença de melanina, como eu falei, eu preciso melancóticos celular. E aqui a gente tem as melanócitos aqui, ó, e os queratinócitos com a transferência de melanina. Ah, isso a gente vai falar depois que a questão do esmalte, das papilas. Então, essa e aos tipos de mucosa, né? De revestimento, epitélio estratificado. Eu vou mandar para vocês aqui no chat, já e depois encaminho para para representante aqui do, tá? Da turma de vocês aqui, que está comigo, tá bom? Tá bem interessante o teatros aí para vocês também terem como opção de estudo, tá bom? Voltando para lá, deixa eu ver se tem mais alguma coisa, só para eu mostrar para vocês que eu tenho esquecido aqui da lista logarit. É só isso, tá? Tem outro site também que eu achei, eu queria ver se eu coloco para vocês aqui, só um minutinho, que aí ele é bem interessante também, porque ele é pegar aqui também, tá? Meus arquivos que os pessoal da Odonto, né? Para tratar justamente essa parte do da histologia bucal. E ele é interessante que ele vai fazendo algumas marcações de alguns pontos importantes dentro da histologia, tá? E ele é super interativo, tem algumas, tem algumas coisas lá para vocês participarem, tirar dúvidas também, fazer alguns, uma autoavaliação. Ele é bem interessante, tá? Deixa eu só tentar abrir aqui o meu é o site da USP, tá? Então, esse aqui, ó, vou falar para vocês, eu também vou passar aí, tá? O site de sociologia lá da USP, a gente usa bastante histologia interativa, tá? Aonde a gente tem lá para a psicologia, horário, então tem tudo aqui, ó. Posso orar o Dr. Gênio e tal. Então, mucosa oral, a gente clica aqui, ele vai trazer aqui. Então, olha só, então ele traz, né, algumas fotos da histologia, ele vai indicando, né? Então, que o lábio, um na página seguinte, sei lá, ele vai inclusive, além de ele ser um atlas, ele é um atlas informativo, entendeu? Fazendo sobre o epitélio de transição, que cada epitélio faz lá, direita, possibilitando lá, porque o lápis é toda região labial, tá? E tem um aqui e alguns casos ele traz, tá vendo? Quando você passa mal, né? Porque às vezes ela fala, ah, mas é difícil, olha aqui, não sei identificar, né? Então, ele vai indicar, ele passa o mouse, ele vai indicar claramente para você o que é. Então, é o que está de verde, azul, será que aparece aqui? Glândulas piloso, por exemplo, caso aqui a pele, né? E criar glândula sebácea, tá? Tentando fazer justamente que eu mostrei para você diferenciar que é glândulas sebácea. É bem interessante. Tem uma porção do lado, né? Toda a porção da epiderme, as papilas dérmicas, né? A derme, que aquela região papilar, região reticular. Ela é bem, bem legal esse atlas. Estratificado, ele circunda tudo, tá? Então, vou colocar aqui para vocês também, que é tudo isso que a gente conversou para vocês também terem para vocês terem um mais um espaço de interação, tá bom? Bom, a gente tem ainda uns 20 minutos. Eu vou dar continuidade, tá? Tudo bem até aqui? Se tiver em dúvida, vocês podem perguntar, tenha vontade, tá? Eu vou começar hoje a histologia visconde, tá? E aí na próxima aula, a gente já dá, né, segmento a histologia do dente, né? Do esmalte, da dentina, da polpa, dos cimento. Bom, então, o que que a gente tem, né? Astrologia do esmalte. Então, primeira coisa, né? O esmalte, ele é altamente mineralizado. 90%, 96% de esmalte, ele é realizado. Ele é algo, ele é acelular, então a gente não vê a presença de células dele. Tá? Temos o que encontramos uma matriz bem proteica, bem estruturada com muitas proteínas e ausência de colágeno. Embora coloque suas imagens, sabe muito bem reconhecer tudo que o mal de detina, polpa, enfim, mas só para a gente se atirar onde a gente está para estudar a histologia, tá? Então, o que a gente vai encontrar, né? Ali no esmalte, principalmente cristais de hidróxido, né? São grandes cristais, são bem dispostos, bem organizados. E estão esses cristais, eles estão dispostos, é acondicionados ali, guardados dentro de uma estrutura semelhante ao bastão. Quais as características, né? Que a gente tem? Então, são as principais funções, mastigação, né? Proteção da dentina e da polpa. São muito mais rígidos do que a dentina, né? Muito mais rígido. E são e alerta resistência a fratura, né? Justamente por conta do entrelaçamento dos cristais de hidróxidopatita nesses bastões. E aí isso dá uma firmeza no suporte da dentina, né? Então, e esse componente, né, que é orgânico, auxilia no processo de crescimento desse cristal. Então, componente orgânico que tem ali, vai auxiliando, direcionando o crescimento do cristal. Eles têm, né, um baixo conteúdo orgânico para suportar ataques adaptado, né? Especificamente para suportar ataques, ataques ácidos cariogênicos. E aí a gente tem, né, quando na macroscopia marcada, a gente consegue ver ali, né, uma cor azulado, branca e amarelada. Bom, ele é por conta da presença desse hidróxido. A partir dele, é relativamente impermeável. Smart superficial, ainda menos para premiado que profundo, oclusal é mais duro, menos permeável e o cervical. O componente, né, que a gente encontra desse, desse esmalte, componente cristalino, além da hidróxido, a gente vai encontrar carbonato em alguns metais. Então, a gente é a presença aí dessas moléculas, né, constituindo a estrutura da hidróxidopatita. Então, a gente tem a incorporação de elementos às quais o indivíduo foi exposto durante a fase de movimento, é cariostáticos e eucariogênicos, daí a presença de outros elementos associados a essa hidroxiapatita, dando a estrutura histológica. A matriz orgânica de esmalte, ela está, né, um conjunto com a água, né? E a gente vê, obviamente, distribuídos. E aí o papel nessa matriz orgânica, né? Desse esmalte é justamente o nível dos cristais de hidroxilaspatitas ao ou os bastões que ali eles estão, que estão ali justamente para manter a estrutura desse tecido. Temos a presença de algumas proteínas, né? Lipídios também, que acaba sendo liberado pelos ameloblastos. O componente exógeno da estrutura é albumina. Pensando isso na questão da matriz orgânica, já olhando a histologia específica do bastão de esmalte, de que a gente tem, mas comunidade estrutural básica que auxilia esse bastão, representa um caminho que a gente chama de caminho mineralizado, que percorrido pela melaplastos. Ele se cruzam com os outros, né? Eles têm um comprimento proporcional à espessura do esmalte. E além do que, né, a gente tem o que eles chamam de buracos, né, de fechadura ou par de remos, tanto faz. Nome aí já é uma bem específico da Odonto mesmo, que eles chamam de padrões de três, que é um copo a partir de um corte transversário. Então, o que que a gente observa? Exatamente isso, né? A gente tem esse bastão de esmalte na diagrama mostrando a relação de idade, como eles estão organizados, como buracos de fechaduras, né? E essa e esses bastões estão entrelaçados umas às outras, né? Então, a gente tem por isso que eles têm aqui, ó, tá vendo? Padrão de três, que é isso daqui, como se fosse jogos de encaixe. Tá? Essa é na histologia que a gente vê. A gente não vê muita coisa, tá? Porque a gente está falando principalmente de uma de um tecido celular que a gente não tem presença de células, né? Especificamente ali, avascular. Temos uma matriz bem em relação aos outros órgãos de tecido, mas tecidos moles, por exemplo, com tecido conjuntivo, enfim, outros tecidos cartilaginosos são tecidos que tem uma uma matriz orgânica, né? Bem, bem diferenciado, né? Então, não tem células, tem presença ali basicamente de materiais mineralizados. Então, o que a gente tem aqui, ó, quando a gente analisa a histologia da do esmalte, que a gente vai observar, né? Esses padrões, né? Quase que nada, né? Perto da histologia que a gente viu. Tem um monte de células, elevações, é monte de coisa. É que a gente quase não tem nada disso para avaliar, né? Então, o que que a gente tem? É que a gente vê esses padrões formados ou indicados pelas setas pretas, que são os bastões, né? E os interbastões, que são, né? Que estão apontado aí com a seta amarela, são esses interbastões que estão entre os bastões generalizados. Então, basicamente, a histologista esmalte não tem muito que ser dita, né? Não tem muito que ser analisada. É basicamente como não tem célula, você tem uma matriz mineralizada, você tem uma matriz orgânica muito primitiva, primitiva no sentido de não ter quase estrutura nenhuma. Então, não tem muito que analisar, né? Tem muito que ver na histologia. Claro, tem muita coisa para se analisada ali em questão de proteína, né? A gente tem, a gente sabe que é um processo especial, é capacitam as matrizes para que elas se entrelaçam, que essa junção entre os bastões, a gente percebe que existe, óbvio, né? Presença de proteínas, né? Não tanto quanto nos outros tecidos, mas temos ali que justamente a que a gente chama de essas encontra-se o acúmulo dessas proteínas são centros de nucleação que auxilia no processo de mineralização desses elementos e da matriz do esmalte, tá? Então, que aí, então, o que que a gente vê, né? Basicamente isso. A gente tem aqui, ó, os esmalte, né? Esses prismas, muito difícil de ser identificado, porque quase dá para ver muita coisa, né? Aqui a dentina dos gatos dentários e as junções amela, a melody dentária que a gente vê aqui, tá bom? Então, deixa eu ver o que mais temos aqui. A o fuso do esmalte, né? São formados na fase da diferenciação da melogênese. Tem informação da camada inicial do esmalte. São estruturas bubosas encontradas Nas artes da Jussara dentária, as bordas iniciais.
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E cuspedes e são mais profundos, né? Geralmente não são sítios aí de processos tendinários. As linhas incrementais do esmalte, né? Desgastados. E aí a gente vê esse esposo lá, né? Do esmalte, que a junção amela dentária aqui. E esse esposo, né? Que vão dar da própria dentina, que vão invadindo aqui o esmalte, tá? Então, basicamente, deixa eu ver que tem mais aqui. Aqui também, ó, aí a gente tem esses estufos, né? Que aparências de tufos de gramas, né? São originados do da Jade, né? Não sabe ela dentário, formados durante esse movimento, né? Do processo de esmalte, do processo de elaboração inicial de esmalte. A gente vê isso com muita frequência. Eles são bem regulares, elas estão em fileiras, são bem dispostas, bem organizadas, são persistentes a desmineralização, tá? Parte nessa região, a gente não vê muito conteúdo orgânico, a gente vê pouco conteúdo orgânico ali, tá? Mais um conteúdo bem mineralizado mesmo. E igualmente, e podem se ancorar a dentina, e e isso dá forças durante o processo de mastigação. Então, é isso que a gente vê, tá? São esses tufos, né? De esmalte, como se fossem tufos mesmo. A gente vê aqui as setas verdes, uma estrutura da outra. Aqui a gente vê nas setas amarelas os tufos de esmalte e as setas brancas, né? Processo de descarte aqui, tá bom? Eu vou parar aqui, tá? Porque senão eu tenho, depois eu vou falar. Deixa eu saber aqui que eu tenho aula pronto aqui. O que que eu vou falar? Aí depois a gente vai nessa falar um pouco das das estrias, né? Só que aí se eu entrar nisso, eu vou ficar, né? Das bandas e depois entrar na histologia da dentina, que aí sim, a gente encontra mais uma estrutura muito mais complexa do que o esmalte, tá? Então, vou parar aqui hoje, tá? E se a gente der continuidade, eu vou ultrapassar e horário de vocês. Alguma dúvida? Alguém quer fazer alguma pergunta? Botar ela. Deixa, só deixa eu ver aqui no Atlas. A gente tem não é mais específico. Tudo bem. Tem alguma dúvida? Alguém quer falar alguma coisa? Críticas? Sugestões? Natasha tá aí? Eu tô. Doutor, tem alguma indicação, alguma coisa? Porque conteúdo de hoje que era isso, tá ótimo. Tá ótimo, Doutor. Acho que o pessoal não tem dúvidas também. Tudo certo. Eu te mandei, eu mandei aqui no chat para ele. Eu vou te mandar também os dois Atlas que eu utilizei aqui e que um que serve para eles também tirarem algumas dúvidas, né? Em relação a toda essa parte da histologia que a gente está trabalhando. O material, tá? Como o slide é grande, tem que comprimir, porque ele não vai, porque fica muito pesado, principalmente porque tem imagem, mas aí eu te mostro, tá bom? Tranquilo. Obrigado, viu? Obrigada mais uma vez pela sua aula e até a próxima. Tá bom? Eu que agradeço a todos, gente. Qualquer dúvida, tá? Vocês podem encaminhar para Natasha e ela caminha para ou para Sandra, tá bom? Agradeço a todos pela pela presença e depois eu gostaria só de ouvir um feedback de vocês. Já conversei com a Natasha, que ela vai inclusive até perguntar eles. Passaram em feedback justamente para eu saber se está tudo bem, se seu caminho, né? Se está, a gente está não conseguindo atingir aquela a proposta, né? Que é tratar histologia aí com vocês, tá bom? Agradeço a todos, uma ótima semana e até a próxima. Bom, vamos lá então. Vamos tocar isso. Vamos começar a aula. A gente já tem 14 participantes aí. Eu acho que já dá para a gente começar a aula, tá? Foi o que eu estava falando para o Laércio lá de Assis, que a gente é muito, a gente, a gente não é muito conceitual, pelo menos eu não sou muito conceitual. Eu sou mais prático. Então, eu vou tentar passar para vocês nessa aula alguns conceitos, mas eu vou tentar passar para vocês mais a parte prática das infecções, até onde a gente pode ir, até onde a gente pode chegar, até onde a gente consegue chegar. Eu vou tentar implantar implementar alguns limites para a gente não correr o risco, porque o que que mata na nossa especialidade, basicamente, são as infecções, né? A gente tem algumas, algumas outras intercorrências que podem matar, mas o que leva mais a o óbito são as infecções odontogênicas, tá? Que é o grande, é o grande vilão aí da nossa, da nossa, da nossa área. E a partir do momento que a gente começa a tratar de cirurgia, começa a tratar de assepsia, começa a tratar de contaminação, a gente começa a ter, tem que ter um cuidado um pouco especial, porque a gente vai ter intercorrências. Igual a gente faz uma restauração, tem intercorrência, mas não é tão, tão comum. A gente faz um tratamento de canal, a gente pode levar uma intercorrência também, que é uma infecção. Então, talvez o cara que ainda odontista, ele entende um pouquinho de infecção, tá? Então, eu quero partir mais por esse, para esse lado da praticidade, da onde até onde a gente pode.
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E aonde a gente pode trabalhar, a partir do momento que a gente tem que encaminhar esse paciente para algum lugar. Tudo bem? Tá? Então, eu sou Doutor Igor, faço parte do time aí da erro da cirurgia e Traumatologia bucomaxilofacial. Sou formado em Araçatuba, na Unesp, em 2006. Tô ficando velho já, tá? Fiz residência em 2007 até 2009 no Hospital Santa Paula, com a equipe do Dr. Lobo. Trabalhei por 12 anos no Hospital Geral do Pirajussara, lá junto com Walter, com a Sandra, com o Tiago, plantonista lá de segunda e sexta-feira. Trabalhei em alguns hospitais aqui em São Paulo ainda. Tenho uma porta de vários hospitais aqui em São Paulo da Rede D'Or e consultório particular, tá bom? Fechado? Então, vamos começar. A gente, a hora que vocês precisarem, vocês parem que a gente.
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Que a gente vamos ver aqui que deu aqui. Passou muito, né? Bom, vamos lá. A gente vai entrar no ponto. O que que é infecção? Segundo o Ministério da Saúde, tá? É a penetração e o desenvolvimento ou a multiplicação de um agente infeccioso no organismo do homem ou de um outro animal, tá? Quando a infecção gera sinais e sintomas, temos um caso de doença infecciosa. Nem sempre, no entanto, os agentes causadores de infecção, ou seja, os agentes infecciosos, causam doenças infecciosas. Os agentes infecciosos são aqueles organismos responsáveis por desencadear infecções ou doenças infecciosas: vírus, bactérias, protozoários e fungos. Então, qualquer organismo que desencadeie uma reação inflamatória e uma reação infecciosa, leva a uma infecção. Tudo bem? Tá? Então, a gente precisa ter um agente causador, que no caso são as bactérias, os vírus ou os protozoários ou os fungos, certo, gente? Tá bom. Infecção e inflamação é a mesma coisa? Não, né? Então, eles não devem ser usados como sinônimos. Infecção é uma coisa, inflamação é outra. A infecção, como eu falei anteriormente, ela diz respeito à penetração e a multiplicação e o desenvolvimento de um agente infeccioso dentro do organismo. A inflamação, ela diz respeito a uma reação do organismo aos danos causados por agentes químicos, físicos ou biológicos. Então, ela vai ser uma reação, por exemplo, inicial à penetração desse organismo. Então, talvez a inflamação, ela vai ser um estágio inicial de uma futura infecção. Tudo bem? Claro para você, gente, isso? Essa denominação de infecção e inflamação? Então, tá. Vamos lá. Qual que é a diferença entre inflamação e infecção? Então, a gente tem aqueles, aqueles sinais cardinais das inflamações, né? Vermelhidão, inchaço, dor, rubor, calor, né? Vermelhidão, inchaço, dor e aquecimento da área. A infecção, ela já acaba tendo todos esses sinais também, acrescidos de algumas outras coisas como febre. Às vezes, a gente pode ter diarreia, pode ter tosse, pode ter cansaço. Que é importante a gente saber diferenciar isso, tá? A inflamação, na maioria das vezes, a gente resolve ela com analgesia, analgesia e anti-inflamatório. Já infecção não. Já infecção, você vai ver que lá na frente, a gente precisa entrar com alguns remédios que causam a morte daqueles organismos que entraram dentro do do corpo, por exemplo. Tudo bem? Tá? Uma coisa interessante, alveolite. Que que é o que é a alveolite? Quem consegue me ajudar aí? Alguém consegue me ajudar? Participar um pouco da aula para acordar depois do almoço? Vamos, gente, queria que vocês participassem comigo para não ficar uma coisa muito cansativa para vocês. Ninguém vai participar? Ninguém quer?
Participar? Tá todo mundo dormindo. Quem que tá aí?
Tô aqui. Professor. Então vamos. Gabi, que que é o alveolite? A Gabi. Vamos lá, vamos discutir. Abre aí o seu microfone. Oi, professor. Que que é o alveolite? Como que você trata o alveolite? Aí, como que você, como que você faz um diagnóstico de alveolite? Alveolite é uma infecção? É uma inflamação? O que que é alveolite?
É uma inflamação. Quando provavelmente, após extração, acontece bastante, né? Professor. Sim. E você trata o alveolite como? Aí, Gabi. Com antibiótico. Então, você viu que eu falei qual que era a diferença de inflamação e infecção? A necessidade, você acha, professor? Oi. Sim, pode ser. Não sei. Tô querendo saber quem que me chamou aí. Eu acho que, nesse primeiro momento, o processo inflamatório você pode tratar de forma diferente. Talvez a evolução, ela pode evoluir com uma contaminação do alvéolo, né? Primeiro momento, por algum motivo, aquele coágulo ele se desorganizou. E aí expor as terminações e tudo mais. Não consegue o processo reparatório. Ele forma um processo inflamatório que tem aí as escolas clássicas. E o cada um tem o protocolo de atuação, né? Se for seca, tentar estimular o coágulo, irrigação e tudo mais. Se for úmida, também limpar e reorganizar esse quadro. O primeiro momento, uma analgesia, anti-inflamatório daquela região, uma compressa daquele local. Tem outras medicações como a pensão, medicamentos comerciais ou até mesmo medicamentos que você pode manipular no osso tópico local. É o problema que nem a colega tá falando, que muita das vezes quando chegam no nosso consultório, aquele quadro de um processo inflamatório já vem aquela dor aguda, já é evoluindo por uma contaminação do alvéolo, né? Aí sim, eu acho que já existe outros protocolos que aí não sei a sua opinião. Não é basicamente isso mesmo. Eu queria saber. Eu queria perguntar isso. Achei extremamente legal a sua explicação. Basicamente é isso mesmo. É que o que a gente, o que a gente, o que às vezes a gente não entende é que tudo começa como uma inflamação. Tá? Então, essa inflamação do alvéolo, ela acontece por fatores extrínsecos, como, por exemplo, tabaco, mais higiene, que vai vir no próximo, no próximo slide, que eu já vou falar para vocês. Então, é difícil a gente, a gente dividir se ela é infecciosa ou não. A inicial, ela se costuma ser seca, tá? Que ela costuma ser basicamente uma inflamação. A partir do momento que você tem uma área que tá debilitada, ela fica suscetível à agressão desses organismos, que aí ela pode se tornar uma úmida e ser contaminada. Mas a filosofia da alveolite, ela é, ela não deixa de ser uma inflamação. Tudo bem? Então, num primeiro momento, a gente trata o alveolite com anti-inflamatório e analgesia. A gente pode fazer uma curetagem. A gente pode desorganizar esse tecido, lavar essa área com bastante clorexidina a 0,12%. A gente pode fazer isso, tá? O que não é interessante fazer é suturar essa região. Tudo bem? Tá? Então, vamos voltar lá. O alveolite é uma inflamação. Outra coisa importante que eu queria falar, a gente tem que entender que os pacientes que a gente faz cirurgia, eles são pacientes que a gente tem que ter um acompanhamento quase que diário, principalmente os pacientes de infecção, tá? Vamos supor que depois você vai ver que a gente vai ter uma infecção lá de região vestibular, que fez um tratamento, um tratamento que é um tratamento endodôntico. Você não pode deixar esse paciente sete dias, oito dias sem ver. Você tem que ver esse paciente a cada dois dias, porque a evolução da infecção, ela é muito rápida, tá? Tanto para mal quanto para bem. Então, vocês vão entender que eu vou falar isso também, que o paciente tem infecção, não pode deixar ele longe. Às vezes, a gente brinca, né, que fala assim: "Ah, o paciente não ligou, não é porque tá tudo bem". O paciente que tem um quadro de infecção, a gente não pode pensar assim. A gente tem que mudar esse conceito. É diferente, talvez, uma restauração que você faça e o paciente fique com uma dor, com uma sensibilidade, falar: "Espera 10 dias que vai melhorar". O paciente de infecção não existe isso. A gente tem que ter um acompanhamento diário, por quê? A evolução e a disseminação da infecção, ela ocorre de forma muito rápida e o paciente piora de um dia para o outro muito rapidamente, tá?
Então, vamos lá. Alveolite inicial, ela é uma inflamação do alvéolo, tá? Ela surge pós-extração dentária, tá? No pós-operatório, ela comete um a quatro por cento dos casos de exodontia. Então, é bastante gente, se você for pensar, é bastante caso. A cada 10, a cada a cada 100, você faz quatro casos. É bastante, tá? A gente costuma classificar alveolite em seca e úmida, tá? A seca, ela tem uma manobra cirúrgica difícil, como o osso fica exposto, a gente pode ter fratura desse osso alveolar, porque ele perde a vascularização, tá? A gente fica com ausência de ponto cirúrgico. O que que você faz? Você não tem, você não tem, você tem um espaço lá e não tem nada, fica um buraco lá. Ausência de coágulo. E o que que, na maioria das vezes, acontece? É foi aquilo que eu falei, é displicência no pós-operatório do paciente. Então, o paciente, ele relaxa, não tem boa higiene, não faz as orientações de dieta, fuma, tudo bem, tá? Não faz o pós-operatório de absoluto. Por mais que você falar: "Vamos fazer uma extração simples", gente, é uma cirurgia. Às vezes, você tira uma verruguinha da da testa, o médico te dá um dia, dois dias de atestado, tudo bem, tá? A úmida, ela costuma ser posterior à alveolite seca, tá? Presença de coágulo e pode ser que teve uma quebra dessa dessa cadeia asséptica. Asséptica? Então, por exemplo, contaminou algum instrumental, você não autoclavou direito, instrumental, autoclave, tá com algum problema, você não usou o campo estéril, entendeu? Tá? Fatores etiológicos que podem aumentar o quadro da alveolite. Então, por exemplo, o cigarro, que é o grande, o grande vilão dessa história toda. Os contraceptivos, porque diminui a vascularização. Os corticoides também, porque diminui a vascularização. Um trauma cirúrgico muito exagerado, tá? Higiene oral, tá? Uma coisa importantíssima que são os anestésicos locais, porque se você anestesia muito essa região, você faz aquela anestesia infiltrativa na região mesmo, você acaba, principalmente na região do palato, que me ama essa área e se você isquemia, você diminui vascularização, diminui vascularização, risco de alveolite, tá? Problema sistêmico, se o paciente tem algum, suprimido, imuno deprimido, são pacientes que são problemas. E você vai ver lá na frente que esses pacientes, eles, eles também são problemas para infecção, tá? E outro ponto importante é a cadeia asséptica. A gente não pode quebrar essa cadeia. Sempre quando a gente entra na parte de cirurgia, eu falo até para o profe, tá? A gente tem que mudar o conceito. A gente tem que entender que existe a cadeia asséptica e ela não pode ser quebrada. Não pode ser quebrada, tá?
Deixa eu abrir, deixa eu abrir, deixa abrir um parênteses aqui na cadeia asséptica, porque eu acho que é importante. Vocês vão ter aula disso, mas eu queria entender aí como que vocês funcionam hoje em dia. Gente, é, não precisa, não precisa mentir para mim. Eu pego muito isso aqui ainda, que às vezes a gente tem o costume. Vocês vão ver quando começar a parte prática de vocês aí, vocês vão ver que eu vou pegar muito no pé de vocês com relação a essa parte da cadeia asséptica, que eu sou chato para caramba com relação a isso, tá? Como a gente trabalha em hospital, o time todo aí da, o trabalho hospitalar, 90%, 90% do tempo de todos, tanto Doutor Luciano, Doutor Walter, Felipe, a Sandra, a gente se preocupa muito com a cadeia asséptica. Então, nós vamos fazer essa cobrança de vocês aí no dia a dia. Eu queria saber de vocês como é o protocolo de extração de dente de vocês aí. Alguém pode falar comigo? Se vocês usam campo estéril para extração simples, se não usam, se vocês sabem aquele papel em cima da bancada, como que funciona aí vocês? Gente, eu sei que implante, provavelmente o Laércio vai falar aí para mim, que implante ele usa, é tudo estéril, né? Mas eu queria saber de uma extração simples, como que vocês lidam aí, como que vocês fazem? Professor, eu não faço extração. Legal. Eu faço bastante lipo de papada. E eu sei. Mas teve um tempo que eu trabalhava numa clínica popular e lá, para extração simples, não usava nada, só o instrumental mesmo. Sério? Então, aí eu falo para você, qual que é a vantagem de você usar um instrumental estéril? É nem pancada, tá toda contaminada, entendeu? É realmente, não, não tinha para usar isso. É uma coisa que quando a gente vai trabalhar em qualquer consultório, a gente tem que entender na vida da gente, que quem faz a diferença somos nós, né? Então, assim, a gente, quando vai trabalhar num lugar que não tem condição, a gente tem que criar condição. É muito barato. É muito pouco. Vou usar luva não estéril, cara. Não pode. Isso não pode, porque a gente, a gente eleva demais o risco para o nosso, tá? E não vale a pena, gente, não vale a pena. Então, a gente tem que pensar nisso. E vocês vão ver que quando a gente tiver aí juntos, você vai ver que eu vou cobrar isso muito de vocês, porque eu acho que isso é muito importante, é muito importante. Vai lá, Laércio. Mas eu tô quietinho aqui, não querendo falar muito. Eu falo demais, cara. Eu gosto disso, cara. Eu gosto da gente ser participativo. A aula, ela é muito conceitual, cara. Eu gosto da gente ter essa participação e eu entender como que vocês, como que vocês trabalham para poder tentar ajudar vocês, entendeu? Que essa é a ideia. Perfeito. A minha, a minha rotina, ela é realmente, eu sou meio sistemática em relação a isso também. Então, a minha rotina, todos os procedimentos que são procedimento cirúrgicos, desde uma simples extração, é todo campo estéril. Como realizar o implante, até mesmo porque hoje em dia, né, praticamente quase todos os dentes que você hoje vai extrair, vai fazer alguma regeneração óssea, alguma coisa desse tipo. E mesmo quando não é, até um diferencial, talvez, pessoa mais nova, é um diferencial, é um valor agregado para o seu paciente. Ele percebe os cuidados que você toma, até mesmo, né, monitoramento. Fala: "Nossa, ninguém nunca fez isso comigo". Né? E realmente, só fazer um atendimento interessante. É o que eu acabei de falar, né, agora há pouco, que eu tô buscando exatamente na região. Uma cidade pequena, então você acaba, né, tendo muitas indicações e as piores infecções que eu já me deparei nesses anos, todas elas vieram com indicação e com a, assim, a grande suspeita que a gente não pode afirmar 100%, mas de procedimentos que foram realizados e que houve uma contaminação cruzada, uma quebra da cadeia asséptica. E essa, na minha experiência, por as piores infecções para serem tratadas, porque o paciente já vinha, penicilina não faz nada. E aí você vai ter que entrar em outras, até mesmo endovenoso, é tudo mais. Então, a minha experiência com isso é uma coisa, é que me preocupo demais, né? A minha realidade é essa. E eu acho, e você pode perceber que a partir do momento que você mudou o seu conceito, você mudou a qualidade de atendimento que você teve. Você pode ver, não tô falando que às vezes a gente não tem intercorrência, porque tudo acontece para dar errado. Se você faz tudo certo, pode dar errado. Agora, imagina você fazendo tudo errado. Então, você pode ver que os seus pós-operatórios devem ter melhorado. Você não deve ter, não deve ter tido mais quadro de infecção, não deve ter tido mais quadro de alveolite. Olha, eu tenho quantos anos que eu não tenho uma alveolite que ele no consultório. E olha que eu faço muita extração, porque eu me preocupo muito com isso. E cara, isso é coisa assim que a secretária faz para você. Você faz assepsia da parte extraoral, você tira, faz um bochechinho, não custa nada. E você diminui muito o risco de contaminação. Muito. E isso é extremamente importante. O que que eu tô te falando isso? Porque você já vai quebrar. Talvez esse paciente dele ter um problema lá na frente. O que eu falo, pode acontecer dele ter um problema, pode. Mas você fala: "Poxa, fiz tudo direitinho. Eu autoclavei, o autoclave tá com selinho certo, tá na garantia, tá na revisão. Pô, autoclavei o campo, autoclavei o material, fiz a antissepsia, fiz assepsia, fiz assepsia intraoral com clorexidina. Mas mesmo assim contaminou. Entrei com antibiótico. Mas poxa, fiz tudo certinho. Tocou a consciência tranquila". Entendeu? Isso é importante. Lá, eu sou legal. Quem mais quer falar? Que tá levantando a mãozinha? Pode falar. É Camila. Então, a meu dia a dia é um pouco diferente, acho que da grande maioria dos meus colegas. É quando eu entrei, acho que muitos já tinham se apresentado, mas eu tô formando agora em odontologia. Eu tenho 20 anos de formado em farmácia, atuei muitos anos na área. E aí depois passei para harmonização há oito anos atrás, que na época nem existia esse nome, era estética avançada. E aí atendo na harmonização desde então, né? Nessa questão toda de estética. E aí, porque são as legislativas, eu fiz a odontologia e tô entrando na especialização em buco. É uma área que eu adoro, me encantei pela parte cirúrgica. Na verdade, para ser muito sincero, a única coisa que eu gostei da odontologia foi a parte cirúrgica. Eu não gosto de dente. E aí o meu professor buco-maxilo, ele me chamou agora para eu, para eu acompanhá-lo. Então, eu vou continuar na buco e quero me aprofundar na parte cirúrgica. Então, assim, essa questão de assepsia, ela é muito, muito forte ali no meu dia a dia, o tempo todo. É tudo cirúrgico, campo cirúrgico, tudo estéril, campo estéril. Então, eu fui treinada para isso, realmente. Eu não vejo uma justificativa de usar instrumentais estéreis e não usar um campo estéril. Para mim, não faz sentido isso. E isso é extremamente importante. E é o que eu falo para vocês, e eu sempre falo isso, eu gosto muito de falar isso na aula, batendo nessa tecla, o dentista, ele tem um problema que ele é muito individualista e muito imediatista. Então, às vezes, ele quer resolver o problema. É legal isso por um lado, mas às vezes, a gente tem que ter um pouquinho de segurança. Então, às vezes, a gente fazer o processo muito rápido, às vezes tirar o dente com o paciente com quadro infeccioso, será que é legal? Será que não é legal? A gente tirar o dente? Pô, o paciente veio, tá com dor, você tira o dente sem ter o material estéril? A gente tem que tomar cuidado, porque às vezes a gente pode causar um problema muito grande. E é o que eu falo e repito para você, gente, o que morre paciente da nossa especialidade, na nossa área, paciente de infecção, tá? E evolui para infecções graves que a gente não consegue tratar. Mas só que a gente consegue quebrar o processo aqui, a gente fazer tudo certinho. Poxa, fiz tudo certo, mas mesmo assim, será que foi porque eu errei? Eu quebrei essa cadeia asséptica? Não, porque talvez o paciente tem algum problema que vocês vão ver lá na frente que eu vou falar disso, tá? Gente, gente, tô gostando da participação de vocês, tá? A aula fica mais dinâmica, fica legal. Vamos continuar assim que tá legal, tá? Laércio, vamos participar aí, ó. O resto da galera também, quero que participa. Eu quero conhecer todo mundo aí, tá? Então, esses são os fatores etiológicos da alveolite, tá? O tratamento foi aquilo que eu falei para vocês, é a curetagem, vai irrigação, a gente pode irrigar com soro fisiológico e clorexidina 0,12%, tá? A gente pode fazer anestesia local, a gente tem que tomar um cuidado com anestesia local de não fazer ela muito próximo para não causar aquela, aquela, aquela necrose na região por tirar vascularização, tá? A gente vai usar analgesia e os anti-inflamatórios, tá? Tem algumas pastinhas que o Laércio falou, que é o oxigênio eugenol, o alvó, o sangue, o alvéolo tem, tá? Que ajudam bastante. Eu, particularmente, eu, eu quando a gente pega uma alveolite mal, alveolite que ela é, que ela é seca, eu gosto muito de fazer a curetagem e lavar bastante, tá? Quando eu pego uma, uma que ela é úmida, eu gosto muito de curetar também e lavar bastante. Eu, particularmente, o seu, eu não gosto muito dos incisais desse tipo de pastinha que põe dentro do alvéolo, tá? Mas ok, é válido também. Eu acho que às vezes você tira o quadro de dor do paciente, que que essas dores elas são extremamente horríveis, né? Tá? Agora, vamos para o intuito da aula, que são as infecções odontogênicas, tá? A galera aí tem, tem experiência com infecção? Não tem experiência? Vocês pegam muito? Tem muitos casos? Chegam muitos casos para vocês aí? Como que funciona aí o caso de vocês, gente? Ao Laércio e a Camila, não quero que participe mais agora, só depois. Eu quero ver a outra galera aí participar um pouquinho, tá? 10 anos. E aí, vamos lá, gente. O Paulo, Mariana, Viviane, Lívia, cadê? Adriano, Fernanda, Beatriz. Quem tá falando? Oi, Fernanda. Oi, Fernanda. E aí, tudo bem? Você é de onde, Fernanda? Sou de Mogi Guaçu. É perto de Campinas? Ah, legal. Bacana. De Mogi Guaçu, bacana. Tá. E aí, que que você tem de experiência de infecção? Tem experiência? Não tem? Você costuma tratar? Você costuma encaminhar? Que que você costuma fazer? Então, professora, atualmente eu tô só na harmonização, graças a Deus. Dentro da harmonização, eu não, não tive nenhum quadro. Mas eu sou no dentista também, então já lidei bastante aí com infecções, mas foi durante pouco tempo, né? Eu me formei, já fui trabalhar com ele, e depois eu me formei na especialização e no final da especialização de Endo, eu já tava quase que 100% dos meus pacientes harmonização. Aí eu fui migrando. Então, foi. E nunca teve. E faz? Você faz lipo de papada? Faço. Faço sim, bastante. Não só a mecânica, só mecânica. E aí, já teve alguma intercorrência de infecção? Eu tive hemorragia, mas infecção não. Infecção, na verdade, eu tive um quadro de uma paciente que de bichectomia, que eu não sei nem dizer se foi mesmo uma infecção que aconteceu, porque ela se mudou para Portugal e meses, meses, meses depois, acho que quase um ano depois que a gente fez a bichectomia, ela me mandou uma foto, um áudio falando que teve um abscesso ali na região da incisão, sabe? Mas eu achei muito esquisito que foi quase um ano depois. Então, nem que até sem conseguir ajudá-la, né? Daí todo respaldo pelo WhatsApp, mas pediu para ela procurar um dentista lá ou vir para cá, porque é meio difícil, né? E aí eu fiquei sem entender até agora. Você entendeu o que pode ter sido? Aqui, mas foi só assim, infecção mais próximo foi isso, graças a Deus. Ah, legal. Bom, bem-vindo ao time aí, tá, Fernanda? Então, vamos continuar. Então, tá. Vamos lá, gente. Então, infecção odontogênica, que é basicamente o carro-chefe da nossa aula aí. Então, o que que é infecção odontogênica? Elas são condições que se originam dos dentes, caracterizadas pela invasão de bactérias no interior da polpa dentária ou ao seu redor, e que podem ser localizadas ou tomar maiores proporções. Então, ela pode ficar concentrada numa determinada região, que a gente chama de abscesso, ou ela tomar antes proporções que a gente chama de fleimão ou celulites, tá? Que abrange espaços maiores. Então, basicamente, é bem aquele conceito do Ministério da Saúde que a gente viu lá no primeiro slide. Então, é invasão de bactérias dentro do organismo, dentro do animal, tá? Então, essa é a definição do Peterson, que todo mundo já deve ter estudado, tá? Um ponto importante é a partir do momento que a gente teve uma evolução do diagnóstico, a utilização de combinações de antibióticos, abordagem cirúrgica mais precisas, tá? E agressivas, nos quais infecções cervicais faciais, aliadas às e prevenções de infecções, proporcionaram uma queda na incidência da complicação mais grave desses quadros. Então, o que que eu quero dizer com isso, gente? A partir do momento que a gente teve o a descoberta de vários antibióticos, a gente faz com que esse paciente não chegue no quadro grave. A partir do momento que a gente tem uma cadeia asséptica mais segura, a gente evita que esse paciente chegue a um quadro mais grave. A partir do momento que a gente trata um paciente que tem uma comorbidade, a gente diminui que a gente tenha uma complicação. Então, vocês entendam que a partir do momento que eu tenho um quadro, uma cadeia, eu aumento o risco de eu ter uma infecção, mesmo eu tendo um antibiótico potente, mesmo com o advento dos antibióticos, ou diminuir esse risco, mas se eu não, se eu não, se eu não mantenho uma cadeia asséptica correta, não vai valer de nada o nosso antibiótico, tudo bem, que às vezes pode ser que a cepa tá bom, gente? Então, tá. Os abcessos são potencialmente fatais e requerem rápido diagnóstico, o tratamento eficaz para complicações como obstrução de vias aéreas, faceíte, trombose, abscesso, mediastinite, pneumonia, são extremamente graves. Então, a gente tem que quebrar esse processo, ele não para essas complicações, porque a partir do momento que a gente pega uma complicação dessa, a gente é extremamente difícil tratar. E aí tem muito caso aí que a gente não consegue tratar, como, por exemplo, mediastinite, pneumonia, faceíte, entendeu? E a faceíte, vocês vão ver lá que eu coloquei uns quadros, ela pode acontecer por uma, por uma lipo de papada. Você tem uma isquemia de toda essa região e fica, e fica feio o quadro. Que eu peguei, que a gente tratou aqui de lipo de papada, deu uma faceíte, ela fez uma infecção e fez uma faceíte. A menina ficou extremamente deformada. Então, tem que tomar cuidado. A gente vai discutir isso aí. A gente não vai discutir esse caso, eu posso até levar ele depois, mas a gente discute ele sem ver, tá bom? Então, diagnóstico imagem, hoje, como advento da tomografia, dos ultrassons, a gente consegue já delimitar se esse processo de infecção, quando chega para a gente no hospital, ele vai ser fácil, vai ser difícil resolver, porque a gente consegue delimitar onde está concentrado esse quadro de infecção, onde está o pus, onde está a loja, e aí a gente começa a ter um limite de tratamento. A gente faz ele ambulatorial ou se a gente faz ele em hospital e como a gente vai ter que fazer, tá? Outra coisa que é importante, quando indicar para o ambiente hospitalar, vocês sabem, gente? O paciente chegou no consultório de vocês, quando que vocês tratam no consultório ou quando vocês encaminham para o hospital ou para o bucomaxilo, ou para vocês mesmo, que logo logo serão todos bucomaxilos? Então, vocês fazem, gente? Qual que é a rotina de vocês aí? Quem que vai participar comigo aí? Oi, professor. Adriano. O Adriano. E aí, tudo bem? Olha só, eu tive um caso até hoje, espero que seja o último, que eu extraí um siso de uma paciente, né? E nos primeiros dias aconteceu um edema, o inchaço normal. E não é de acontecer um edema tardio, uma infecção, e ela evoluir para um abscesso, deu trismo. Aí eu tive que encaminhar para o hospital, por centro cirúrgico. Ela ficou internada nesse tempo. Como eu havia falado agora pouco, eu já fazia o acompanhamento com os colegas bucos, né? Então, a gente conseguiu levar para o hospital e nós mesmos fazer o atendimento lá. A gente fez a drenagem do abscesso, esperou um tempo, aí eu fiz a remoção do do da parte bucal no consultório, depois uma pequena resquício de infecção que ainda persistiu lá. Mas esse foi o caso assim que a gente, que eu tive que encaminhar para o hospital. Os outros? O que que levou você a encaminhar esse paciente para o hospital? Se foi ela já estava com febre, dificuldade de abrir a boca, e os antibióticos que eu havia passado para ela já não estavam fazendo efeito. Então, eu te levou para o hospital para tomar já remédio na veia, né? Para ver se já melhorava um pouquinho esse quadro dela de infecção. Ah, legal. É isso aí. Quando a gente não consegue controlar. Por isso que eu falo que é importante que você ter o controle dia a dia, dois pacientes que tem infecção. Esse paciente que tem infecção, ele é controle dia a dia. Você liga para ele, ele vai no consultório, ele passa para te ver. É importante quando a gente tem intercorrência, que a gente vê a diferença, a diferença de tratamento. A gente tem que dar um tratamento especial para o paciente. Quando vai tudo bem, beleza. Mas quando ele tem que ter correr, esse cara, a gente tem que acolher esse paciente, que é importante. Entendeu? Sim, sim. Tá certo. Boa, Adriano. É isso aí, cara. Então, tá aí. Etiologia são as origens principais. Elas são periapical e periodontal, tá? Então, a periapical, como que funciona? A gente tem uma cárie, sempre começa com uma cárie, tá? Então, é o que eu te falo, fazendo a comparação boba, se a gente quebra isso aqui, se a gente tira essa cárie no início, a gente vai ter problema? Não. Se a gente mantém aquela cadeia asséptica, vocês vão ver que eu vou bater muito nisso da cadeia asséptica, se a gente mantém essa cadeia asséptica, a gente vai levar para uma infecção? Talvez não. Então, isso é importante a gente entender isso. Se a gente já quebra nesse início, se a gente talvez tirar essa cárie, talvez a gente teria o processo final, não? Então, por isso que é importante o início, sempre do início, a gente tentar quebrar esse problema, tá? Então, se a gente faz a cárie, não vai ter o problema, não vai ter a necrose pulpar. Então, tivemos a necrose pulpar, vamos para o ligamento, vamos para o para o osso. Então, a bactéria vai entrar essa região, mesmo porque a boca é um ambiente extremamente contaminado, tá? Tem várias bactérias que a gente vai ver depois também, tá? Então, ela pode ser periapical e periodontal. A periodontal, ela é a bolsa periodontal, então é uma doença periodontal, tá? E a pericoronarite, que aquele capuz que sobrepõe o terceiro molar, que o paciente vem com dor, às vezes ele morde, às vezes entra alimento lá, ele abaixa a imunidade e ele começa a inflamar e depois a infeccionar, tá? Tudo bem, gente? Estamos indo legal? Estão acompanhando aí, tá? Esse é um artigozinho que eu peguei, que é uma, que ele fala da epidemiologia das infecções maxilofaciais tratadas em hospital público aqui de São Paulo. Então, só para vocês entenderem que a gente tem uma grande porcentagem dos casos que chegam que é periapical. Então, é de cárie, é de necrose pulpar, tá? Muito pouco de doença periodontal, tá? Um pouco de pericoronarite e um pouco de pós-exodontia. Então, a gente é bem distribuído. Então, na maioria das vezes, é um problema endodôntico, é um problema que teve uma necrose pulpar e ele causou uma infecção periapical, tá? A gente pode ter também pós-cirurgia, pós-operatório, pós-ferimento infectado, pós um corte, após uma fratura de mandíbula, quando a gente tem comprometimento dentário, tá? Depois eu vou explicar isso para vocês. E a perimite, que é uma tipo uma, uma espinha, vamos se dizer assim, tá? Então, a gente tem aí um grande número de pacientes que vem por cárie dentária, por necrose pulpar, tá? Então, vamos lá. A evolução. Então, a gente entra lá naquele ponto que eu falei para vocês. Então, a gente tem a cárie dental, aí ela atinge a região da polpa, tá? Dessa região, ela vai para a região periapical, do período, tá? A gente acaba tendo um abscesso periapical, que fica aquela área circundada na pontinha do dente, tá? A gente tem o abscesso subperióstico, que ele vai para a região óssea, que ela é menos corticalizada, tá? Ela rompe as barreiras e vai para o abscesso de partes moles. Então, essa é a evolução da infecção, tudo bem, tá? Então, ela se torna uma infecção ativa. Quando ela é ativa, ela se dissemina em todas as direções, tá? E ela vai sempre ao longo das linhas de menor resistência, tudo bem? Isso, essa parte vai ser importante, porque você, dependendo do dente que você tiver, da posição que ele tiver, a raiz de posicionamento, vocês vão ver que a gente vai falar disso já já, é para onde essa infecção vai? Se ela vai para maxila, se ela vai para mandíbula, se ela vai descer para o pescoço, se ela vai subir para, se ela vai subir para o espaço submandibular, ou para onde vai? Ela vai para onde tem menos resistência. Então, é mais fácil ela, ela se disseminar por um osso extremamente corticalizado ou para um osso extremamente poroso? Então, é sempre mais fácil ela ir para uma zona de menor resistência, tudo bem? Então, vamos lá. A cavidade oral, ela é um local favorável para multiplicação de uma grande variedade de bactérias. Por quê, tá? A boca, ela tá cheia de bactérias, ela é um ambiente extremamente contaminado, tá? Além disso, ela tem fungos e protozoários, tá? Mas além disso, a boca é um ambiente que a gente tem, é úmido, tá? Cheio de comida e cheio de bactéria. Então, você tem tudo para ter problema, você entende? Aí você vai lá e vai fazer o quê? Vai tirar um siso. Então, você tá vendo que você já tá mexendo no vespeiro? E a mesma coisa você colocar a mão numa, numa colmeia, você vai tomar uma picada. Se você não tomar cuidado, você vai tomar uma picada, entendeu? Tá? Os componentes da microbiota oral podem estar associados a doenças infecciosas. Então, geralmente de natureza polimicrobiana. Então, por que que eu te falo que os antibióticos são difíceis a gente, a gente achar um antibiótico para esse tipo de infecção? Porque são vários tipos de microrganismos que estão na cavidade oral. Às vezes, tem um antibiótico que não faz efeito para determinado organismo, tá? Então, a, tanto na cavidade oral, cárie e doenças periodontais, como em outro sítio do organismo, entre eles osso, pulmão e cérebro. Por que que eu falo isso? A boca, ela está muito próxima da cabeça, via aérea, coração e pulmão, que são os grandes problemas que são as infecções profundas que a gente vai falar depois também, tá? Além disso, estreptococos podem ser introduzidos na circulação sanguínea e sanguínea durante procedimentos odontológicos. Se isso ocorrer em indivíduos com válvulas cardíacas, e isso é o que a gente chama da endocardite, que pode acontecer. E isso pode acontecer às vezes até de forma espontânea. O paciente tem um problema periodontal com bactérias e o paciente tem algum problema de região cardiológica que pode desenvolver uma endocardite, tá? Vamos dar uma paradinha aqui para a gente entender um pouquinho de endocardite, que a gente não vai falar nessa aula. Qual a experiência de vocês com endocardite? Vocês sabem tratar endocardite? Como que vocês fazem com a endocardite, gente? Que também é uma infecção. Tem que vai me ajudar? Eu não tenho experiência com endocardite. Quem que falou? Adriano. Adriano. Mas se chega um paciente para você no consultório e ele fala para você que ele é usuário de válvula cardíaca, que que você faz? Extração? Antibioticoterapia profilática? Não tem que fazer o procedimento. Tá? Quanto tempo? Como que é essa profilaxia? Olha, normalmente, né, eu sigo o protocolo de duas gramas de amoxicilina, uma hora antes do procedimento, e sigo com mais sete dias de antibiótico. Legal. Alguém faz diferente aí, gente? Não. O Adriano, deixa eu te perguntar uma coisa. Quando você pega um paciente desse, costuma mandar uma carta para o cardiologista ou não? Olha, depende, né? Depende da minha, do histórico dele relacionado a essa doença. Se for um paciente que ele é um paciente que tem uma doença, mas ele é um paciente consciente, que ele vai já com frequência, que ele há um acompanhamento com seu médico frequente, a cada, sei lá, seis meses e tal, e foi uma cirurgia, vamos dizer assim, menos invasiva, eu não peço, só faço antibioticoterapia e faça o procedimento. Se for um paciente que nem sabe a última vez que foi no cardiologista, um paciente que não tem um cuidado maior, aí eu peço um parecer primeiro com cardiologista para depois fazer o procedimento. Entendi. Legal. É, eu, Doutor Igor, eu costumo sempre. Aí o que eu falo, como a gente tem a experiência, a experiência, como a gente trabalha em âmbito hospitalar, eu costumo pedir para todos os meus pacientes. O Adriano, tudo, sem exceção, cara. Todo o paciente que tem qualquer problema. Outro dia, outro dia, vem um paciente aqui que faz uso de medicação anticoagulante. Não, Doutora, eu já sei como que eu faço. Eu paro de tomar três dias antes e a gente faz a extração. Falei: "Ah, beleza, tá bom. Eu preciso de um relatório médico". Ponto. Porque quando, o que que eu falo para vocês? Quando roda tudo bem, OK. Agora, se a gente tem qualquer intercorrência, aí você vai ver a confusão. E não custa nada, cara, você pedir. Por isso que eu falo que às vezes a gente não pode ser imediatista. A gente tem que tomar cuidado. O caso que eu peguei dessa que deu a faceíte necrosante e que deu essa infecção da região da lipo de papada, foi por conta disso. A paciente fazia uso prolongado de corticoide, prolongado de corticoide e era diabética. E a colega não sabia. E ela fez a lipo. Entendeu? Então, nesse caso, se você tem uma avaliação médica, se você tem, ó, paciente faz isso, faz aquilo, você tem essa liberação, OK, você fica mais tranquilo. Se um paciente pega uma endocardite, cara, é extremamente difícil de tratar. E se você tem o respaldo médico, aí foi o que falaram no começo da aula, eu tô precisando do respaldo. Então, você precisa ter essa cartinha. Ó, fiz tudo certinho, tô com a liberação dele, ele falou que eu podia fazer, ele falou que eu podia, tô de acordo. Eu não fiz por mim. Você entende que você consegue judicialmente justificar melhor? Tudo bem? Tá bom, tá? Então, que a gente estava falando. Tudo bem, Adriano? Entendeu? Mas é basicamente isso mesmo, cara. Duas miligramas, uma hora antes da cirurgia. Dependendo do procedimento, até 40 minutos de procedimento, não tem necessidade de você fazer a profilaxia. Mas a partir do momento que passa desse tempo, aí é interessante fazer a profilaxia. Mesmo sendo extração, tá? Se o paciente tem um problema, não tem um problema pré-dental, tem uma saúde oral boa, se você faz uma extração até 40 minutos, não tem necessidade. Se vai passar esse tempo aí, você precisa fazer. Mesma coisa da manipulação endodôntica, você precisa fazer a profilaxia. Tudo bem? Ok. Obrigado. Alguém mais alguma dúvida? Não. Então, beleza. Então, tá. Então, o que a gente estava falando. Então, as bactérias que que estão na cavidade oral, ela, as bactérias das infecções, ela, na maioria das vezes, ela é polimicrobiana. Que foi aquilo que eu falei no slide anterior. Então, ela é sempre, que que é polimicrobiana? Ela é mista. Então, a gente vai ter bactérias aeróbias, bactérias anaeróbias e bactérias aeróbias e anaeróbias. Qual que é a diferença de uma e da outra? Aeróbias é as que se multiplicam na presença de oxigênio. Anaeróbias, ela se multiplicam na ausência de oxigênio. E a mista, ela tá tanto, tanto com oxigênio, sem oxigênio. Então, você entende que 60% dessas bactérias, elas fazem com ou sem oxigênio, tudo bem? Tá? 70% dos abscessos odontogênicos estão relacionados com os estreptococos, tá? E os bacteroides, eles que acometem as infecções cervicais profundas, por exemplo, a mediastinite. Nós vamos falar aqui também, tá bom? Tá? Na maioria das vezes, o que que acontece? A gente começa a ter uma infecção aeróbia, tá? Que a bactéria, ela começa a usar o oxigênio que a gente tem, nesse oxigênio que a gente tem no tecido, tá? A partir do momento que cabe esse oxigênio do tecido, com 5% dessas bactérias, a gente começa a ter a produção e o aumento do número de bactérias anaeróbias, porque acaba o oxigênio nesse tecido. E aí eu começo a ter a manifestação de bactérias anaeróbias. Então, basicamente, a evolução é isso. Começa com aerobiose, diminui o oxigênio no tecido, vai para anaerobiose. Por isso que quando a gente pega uma infecção que é o que a gente chama de uma celulite, a gente faz pontos de drenagem, vários pontos de drenagem. Para quê? Para a gente aumentar a quantidade de oxigênio que entra nessa cavidade, porque aí o que a gente faz? A gente mata uma porcentagem dessas bactérias aqui. Ah, Igor, mas a gente vai aumentar a quantidade de aeróbios. Tudo bem, mas você entende que a porcentagem de anaeróbias é muito maior do que aeróbias? Se a gente consegue matar uma grande gama de bactérias, um antibiótico vai fazer mais efeito nessa região com essas bactérias, tudo bem? Então, tá. As bactérias, os aeróbios, quais são? Estreptococos, estafilococos, nem seria, corinebactérias, influenza, tá? Então, essas são as bactérias aeróbias. Ela se multiplica na presença de oxigênio, tá? Usar anaeróbios, que são 70% das bactérias, são os estreptococos, na maioria das vezes, 70% são estreptococos. A viola, bactéria, lactobacilos, prevotella e o fusobacterium. Então, essas bactérias, elas estão presentes na cavidade oral, tudo bem? Então, vamos lá. Um pouquinho de conceito para vocês, gente. Então, as infecções cervicais faciais de origem odontogênica são geralmente polimicrobianas, mas as bactérias aeróbicas são mais comumente encontradas e as principais são estreptococos do grupo viridans, estreptococos pyogenes, a triplocela e o estafilococos, tá? Já as bactérias anaeróbias mais encontradas são os peptostreptococcus, prevotella, fusobacterium e os bacteroides, tudo bem? Então, tá. Vamos lá, gente. Agora, a gente vai pensar nos princípios da abordagem. O que que seria isso? Quando, como que a gente vai intervir ou não? Então, o que que a gente tem que entender? A gente tem que ver determinar a gravidade, avaliar o estado do mecanismo de defesa, se a gente vai direcionar esse tratamento para um cirurgião-dentista ou por um bucomaxilo, se a gente vai dar o tratamento cirúrgico, se a gente vai dar o suporte médico, qual vai ser a escolha e a prescrição do antibiótico, como a gente vai administrar esse antibiótico e como vai ser o acompanhamento e a reavaliação e avaliação desse paciente, tá? Como que a gente determina a gravidade desse caso? Foi aquilo, foi aquilo que o senhor, não me engano, acho que foi o Adriano que falou. A gente olha para o paciente, viu o paciente, entendeu? Você tá grande, se não tá. A gente acaba vendo isso. A gente tem um aumento de volume, se a gente tem uma área permeada, uma área avermelhada, a gente vê se o paciente tem algum problema de saúde. A gente vai ver isso aqui agora, aqui na frente, que a gente vai basicamente, desses princípios de abordagem, a gente trata ou não trata, a gente encaminha, não caminha, drena, não drena, chama acompanhamento médico ou não, tudo bem, tá? Então, tá. Vamos lá. Gravidade da infecção. História completa. A gente precisa entender. Queixa principal. Por que que o paciente veio para a gente? O que que aconteceu? Aumento de volume, trismo, dor de dente. A gente tem que entender qual que é a queixa principal desse paciente, tá? Na maioria das vezes, ele vem com dor de dente, aumento de volume, trismo, tá? Quanto tempo? Início, duração. Quanto tempo que tá esse desconforto? Como foi a evolução? Foi rápida? Foi devagar? Aí começou a aumentar de pouquinho, um pouquinho, um pouquinho, não. Ontem estava bom, hoje tocou, olho fechado, tocou, ele inchado. Isso é importante a gente saber o tempo de evolução. O que que determina o tempo de evolução? Por exemplo, vocês sabem, gente?
Ou não vamos lá. O que que determina essa velocidade? Que é o que a gente chama de virulência da bactéria. Se a bactéria, ela é muito violenta, se ela é muito potente, vai ser rápido. Se ela não é muito violenta, vai ser devagar. Então, isso, essa velocidade, ela é importante para a gente saber se a gente trata ela aqui ou se a gente encaminha para o hospital. Porque se foi rápido de um dia para o outro, imagina do outro para o outro ainda. Entendeu?
Tá, a gente precisa entender esse paciente, fez uma automedicação ou não. Uma coisa extremamente importante, e a gente tem que orientar os pacientes, é não guardar restos de antibiótico em casa. Porque na maioria das vezes, eles vão usar esses antibióticos por algum motivo e vão usar de forma errada. E isso, ao longo do tempo, vai causar um prejuízo para a população e para todos nós. Porque a automedicação, ela não é, ela faz uma, uma seletivação de bactérias. E isso não, isso não é legal. Tá?
Outro ponto importante, exame físico. A gente vai avaliar esse paciente, vai medir a PA, vai ver o pulso, vai ver se ele tem febre, vai ver a taxa de respiração. O que que a gente consegue ver? Falar: "Igor, mas eu não tenho, eu não tenho nada no consultório que eu consiga ver." Mas você olha para o paciente, você vê se esse paciente está prostrado, tá respirando rápido, se ele tá ofegante. Por quê? Quando você tem uma obstrução de via aérea superior, por exemplo, o paciente tem dificuldade para respirar. Então, ele começa a respirar mais alto, mais rápido. Para quê? Para tentar entrar mais oxigênio. Então, você vê que a frequência respiratória dele é alta. Entendeu? Às vezes, só de você pegar na região do pulso e você ver o pulso dele, você vai ver que ele tá muito acelerado. Você vai colocar a mão na testa dele, mas você não tem o termômetro, você vai falar: "Tem febre, não tá legal." Entendeu?
Tá, exames radiográficos. Então, hoje a gente tem exames, tomografias, tomografias, raio-x. Entendeu? Tá. E a gente saber diferenciar a celulite de abscesso. Vocês sabem a diferença de celulite de abscesso? Tá bom. Tá todo mundo dormindo? Então, vamos lá. Avaliar o mecanismo de defesa. Então, a gente tem que observar que é importante a saúde. Tá? O que que é a saúde? Tá? A gente tem que pesar essa balança, saúde e a doença. Então, defesas locais. Barreiras anatômicas intactas. Microbiota indígena é constituída por organismos que, em condições de equilíbrio, convivem com o hospedeiro sem causar dano. Então, a gente tem várias bactérias, por exemplo, na nossa boca, no nosso estômago, que eles convivem com o hospedeiro sem causar uma interferência. A partir do momento que a gente sofre uma interferência, que a gente tem um problema com isso, é porque essa balança pesou para um lado ou para o outro, e a gente tem que ter o equilíbrio. Tudo bem? Tá? Por exemplo, uma doença que se você pega um paciente que ele é diabético, o paciente que faz uso de corticoide por um longo tempo, que bebe, que tem câncer. Então, esses pacientes são pacientes...
Oi, quem fala é Camila. Fala, Camila. É que eu queria saber a diferença da celulite por abscesso. A celulite é um processo de inflamação e abscesso infeccioso. Inflamação. A inflamação. Tudo bem. A infecção, ela já é dividida em alguns representantes. Mas é porque como ele tem a presença de bactérias, sim, a infecção. Mas é porque como você perguntou, ninguém respondeu, eu fiquei aqui pensando a diferença de um para o outro. Acho que essa mulher, a celulite, talvez você vai ver lá na frente. Ela é um estágio mais, é um estágio inicial da infecção. Tá? O abscesso, ele é um estágio final da infecção. Mas tanto a celulite, infecção. Poderia ser para ficar mais prático, seria no caso a celulite seria quando você ainda não tem aquele ponto de flutuação. Você tem um edema, você tem um calor, todos os sintomas de um processo inflamatório mais infeccioso, mas você não tem ainda aquele ponto de flutuação, aquele ponto onde você poderia estar drenando. Um abscesso seria... Poderia ser didaticamente, sim. Didaticamente, sim. Lá é isso. Clinicamente, não acontece isso, porque você tem um emaranhado de coisas. Tá? Na maioria das vezes, o que acontece é que você tem uma celulite que ela pode se agravar muito rapidamente, não chegar num estágio de abscesso. Por exemplo, você vai ver angina de Ludwig. Ela é extremamente agressiva, só que você não tem a formação de pus. Entendeu? Tá? Didaticamente, a gente pode entrar nesse início que você falou para concurso. Para se a gente pegar o Peterson, lá ele vai dar essa diferença. Eu vou falar isso aqui para vocês também, que tem essa diferença. Você tem um exemplo claro aí e importante, né? Que a gente não pode menosprezar, né? Não, não foi o que eu falei. Entendeu? Tá? Então, isso é uma coisa que a gente tem que observar também. Tá?
Ô, gente, vamos me parando aí para a gente para perguntar. É legal essa discussão de vocês, porque eu vejo até onde eu consigo ir para ajudar vocês também. Tá? A aula de especialização, ela, ela tem que ser, eu queria que vocês participassem mais, porque eu sei que vocês já sabem muita coisa. Então, às vezes, a gente pode evoluindo um pouquinho mais. Tá bom? Tá? Então, isso que eu estava falando é importante vocês identificarem quando o paciente chega com o processo infeccioso para vocês no consultório. Se esse paciente, ele não é imunodeprimido, se ele não é etilista, se ele não é alcoólatra, se ele não tem alguma doença metabólica, porque isso vai ser um diferencial lascado. Todos os pacientes que evoluem para infecções profundas, eles têm algum problema desse tipo. Um paciente hígido que chega no consultório, é difícil acontecer. Pode acontecer, mas é difícil. Tá? Então, na maioria das vezes, esses pacientes, eles têm algum problema metabólico ou algum problema de doença. Tá bom?
Então, tá. Vamos lá. Tratamento vai ser por clínico ou especialista? Tá? Então, critérios para encaminhamento. O que que determina a gente encaminhar esse paciente? Temperatura elevada acima de 38 graus. Prisma. Paciente não consegue abrir a boca. O que que acontece quando o paciente não consegue abrir a boca? Diminui a taxa nutricional. Esse paciente não vai conseguir comer. Entendeu? Aí ele vai começar com aparência tóxica, porque vai ficar desnutrido. Aí você começa a diminuir as defesas dele. A infecção começa a progredir de forma rápida. Você começa a ter dificuldade de respiração, deglutição, e você começa a ter envolvimento dos espaços faciais. Porque a infecção, ela sempre segue a linha mais fácil, nunca vai para linha mais difícil. Entendeu? E os espaços faciais são cheios de cavidades. Tanto a região superior, quanto a região inferior. A inferior, pior ainda, porque a gente tem ação da gravidade. Então, esse pus, ele vai descer. Essa infecção, ela vai descer. Tá? Então, a gente tem que prestar muita atenção. Você olha para o paciente e você vai ver a aparência dele. Tá estranho, não tá legal, não tá abrindo a boca. Tá bom?
Etapas clínicas. Então, foi o que o Laércio comentou lá. Então, a gente começa. O que que é celulite? É a quebra do osso. Tá? Então, aquela região inicial no periópice do dente, onde a gente tem aquele osso mais alveolar, não tão corticalizado, começa nessa região. Então, é a infecção inicial, dolorosa e contida nas corticais ósseas. Tá? Essa fase é quando você tem que, a gente chama também que a gente pode até associar a periodontite, que a gente tem aquela inflamação do periodonto, que o paciente às vezes, ele fala: "Não, tem que estar esquisito. Ele parece que está mais alto." Porque a gente causou uma infecção, uma infecção que causou uma inflamação do periodonto, e você sabe que quando causa uma inflamação do periodonto, ele sai um pouquinho para fora. E qualquer milímetro de alteração que a gente tem, a gente tem uma alteração no encaixe dos dentes. Tá? Então, essa é a infecção inicial.
Depois, a gente parte para o processo de celulite ou flegmão, que é o processo infeccioso inflamatório difuso, que você não consegue localizá-lo. Tá? Generalizado, com dor intensa e com aumento de volume endurecido. É o que a gente chama de um aspecto lenhoso. Isso é importante. Se alguém for prestar concurso, fazer sempre, sempre cai isso. Aspecto lenhoso, que endurecido. Tá? Aí a gente vai para o processo de abscesso, que é a coleção purulenta, amolecida, evoluindo para cronicidade, com edema exotérmica. Então, fica quente só na região. Tá? E o ponto de flutuação evidente. Tá? Pode estar dolorido essa região por conta da quantidade do edema, mas ele fica bem localizado. Tá? Então, foi aquilo que o Laércio falou mesmo. É você, você vê o abscesso, ele fica localizado. Então, essa é a diferença. Mas às vezes, quando você pega clinicamente, é tudo junto. É muito, não é difícil, mas é quando tá tudo junto, é difícil você separar. Você vai ver que tem alguns casos aqui, a gente consegue separar bonitinho, mas são raros.
Você tinha comentado comigo, então, para a gente, para a gente pensar na, na divisão entre celulite e abscesso. É a celulite, ela acaba sendo no estágio inicial, que é o que a gente chama agudo. Tá? O abscesso, ele acaba planificando. Você já entrou com antibiótico, o organismo já começou a fazer as defesas, você vai diminuindo a área de ação dessa infecção, ela vai ficar concentrada. Então, por exemplo, a dor, ela é intensa, generalizada. Às vezes, você não sabe dizer onde é, da onde vem. Não, abscesso, você já sabe. Você já até restringe o dente. Ah, é o pré-molar, porque tá nessa região submandibular, por exemplo. Ai, o terceiro molar, porque o processo já criou. Tá? A celulite, ela é grande. Então, ela abrange um espaço maior, por conta da inflamação também. Tá? O abscesso, ele acaba sendo pequeno. A localização da celulite, por exemplo, ela é difusa. Você não sabe a real aonde é. Tanto que quando você vai fazer a drenagem, por exemplo, de uma celulite, você não, não faz a incisão numa região só. Você faz a região, você faz a incisão em várias regiões. Tudo bem? Tá? A localização, por exemplo, do abscesso, ela é bem definida. Então, ela é localizada, que a gente fala. Tá? Por exemplo, a palpação. Foi aquilo que eu falei. É pastosa, endurecida. É aquele aspecto em uso que eu falei. Se aperta, é duro. É por isso que o paciente não consegue abrir a boca. Tá? Por exemplo, no abscesso, ele é flutuante. Você palpita, ele se sente a onde é mais, tem menos resistência. Tá? A celulite, a título didático, tá? Não tem pus. O abscesso tem pus. Mas tem casos, às vezes, que celulite, a gente vai fazer a drenagem e sai um pouquinho de abscesso, sai um pouquinho de pus. Grau de gravidade. A celulite sempre é maior, por ela ser um estágio inicial e agudo, ela é mais grave do que, por exemplo, um abscesso que a gente já teve uma localização dessa dessa infecção e um comprometi e um e uma... Opa, fugiu o nome. E uma... A gente fala uma concentração desse pus em uma determinada região. Tá? A celulite, a gente tem bactérias mistas. E na maioria das vezes, o abscesso, quando ele já tá planificado, eles são anaeróbios. Porque a gente já teve todo o consumo de oxigênio, todo o consumo de oxigênio. Então, a gente vai ter bactérias somente anaeróbias, porque acabou o oxigênio dessa região. Tá? Tanto que uma coisa é importante. Quando você vai fazer a drenagem, tanto do abscesso quanto da celulite, você abre os espaços faciais. Porque quando você abre, você joga ar para dentro dessa região, e esse ar ajuda a matar as anaeróbias. Por isso que é importante. Tudo bem? Laércio, tudo bem? Essa parte aqui deu para você entender aí a diferença de celulite e abscesso? Tranquilo, meu amigo. Obrigado.
Quando que a gente vai eleger drenar uma celulite? Qual o momento? O que que a gente deve esperar? Criar um abscesso? Virar um abscesso? Tá? Você espera um pouquinho. Eu vou, eu vou falar para você. Se acaba com a aula, pô. Tô brincando, mas eu vou falar isso para você. Beleza? Quem que me chamou?
Então, tratamento de um abscesso com o uso da câmera hiperbárica seria interessante? Sim. Pós drenagem? Sim. A câmera de preparo, que é extremamente interessante. Tem alguns casos de... Eu já peguei. Eu já peguei uns dois, três casos de pacientes que tiveram um KPC e a gente tratou com polimixina e câmera hiperbárica. A câmera hiperbárica é extremamente saudável para pacientes com infecção. Extremamente. É bem legal. É bem legal. O grande problema dela, se você não tem um convênio, é o custo. Tá? Então, se você tem convênio, você pode pedir sessões de câmera hiperbárica. Assim.
Então, tá, gente. A gente diferenciou o abscesso da celulite. Aí a gente vai ver aonde está e quanto a gente tem de comprometimento. Como que a gente faz isso? Os exames complementares. Tá? O que que a gente tem de exame complementar? Raio-x de face, ultrassom, tomografia, ressonância magnética. Esses são os exames imaginológicos. Além disso, a gente tem os hematológicos, que são os exames de sangue, e a cultura e antibiograma. A gente vai fazer o swab e para a gente entender qual antibiótico a gente vai tratar e quando a gente vai tratar e por quanto tempo. Que aí vai dar a sensibilidade ou não. Até a Camila pode, se ela tiver experiência com isso aí, durante o programa, pode falar um pouquinho para a gente também, se ela quiser. Tá? Eu vou falar algumas coisas, mas como ela é farmacêutica de formação, ela tem uma experiência maior que a gente, provavelmente, nessa área. Tô errado, Camila?
Oi, professor. Minha internet está ruim, viu? Tô caindo sem parar. Pois é, realmente, né? A gente fica estudando cinco anos na graduação só medicamento, interação medicamentosa. E ao longo da vida, a gente teve muita diferença mesmo. Eu nunca trabalhei em hospital, então os antibióticos de uso hospitalares, eu não tenho tanta experiência na prática, mas na teoria. Errada aqui, você me corrige. Então, a gente vai, vai lançar mão desses exames imaginológicos, exames hematológicos e, no final, a cultura e o antibiograma. E aí você vai ver que eu vou falar que tem algumas, algumas coisas da cultura e antibiograma que você fala: "Cara, será que vale a pena numa infecção que você trata num curto período de tempo?" Eu vou explicar depois para vocês. Vamos lá. Vou deixar vocês na dúvida aqui, então. Tá?
O imaginológico. Tá? Então, as imagens lá são, por exemplo, ultrassom. Ultrassom, ele... Eu sei que o pessoal da harmonização agora tá muito aí na moda de usar o ultrassom para localizar esses biomateriais que o pessoal tá acostumado a usar antigamente. Quem que faz bastante HOF aí, que poderia falar um pouquinho desse ultrassom aí para a gente discutir um pouquinho? Ou tem alguém tem experiência que usa ultrassom aí do pessoal da HOF? Ou não? Eu solicito, solicitei exames de imagem. Tem uma pessoa que em Belo Horizonte, muito boa. Infelizmente, ainda é um aparelho caro para a gente ter em consultório, mas eu acho que tá caminhando para isso. Quem trabalha com HOF, tá caminhando para comprar o seu ultrassom e fazer até os preenchimentos de forma guiada para amenizar os riscos de obstrução vascular ou compressão vascular. Então, não é só para detecção do produto, né? Durante, durante o procedimento, para minimizar esses riscos. Então, assim, mas eu já tive, já tive pacientes que vieram de outros profissionais e que eu tive que encaminhar para essa profissional para fazer o ultrassom e detectar se era metacrilato, se era algum bioestimulador de colágeno que dura mais naquela área. Então, já tive algumas intercorrências no meu consultório que eu tive que utilizar do ultrassom. Ele é fantástico para HOF, isso, porque ele, ele entra basicamente em tecido mole. A partir do momento que você precisa introduzir ele em estrutura óssea, a gente tem dificuldade. Então, ele é bom para você, talvez, localizar uma região, uma loja em região de tecido mole. Tá? Você consegue ver se você tem massa sólida ou massa cística. Isso é importante você saber. Mas basicamente, só em tecido mole. Talvez, num primeiro momento, é interessante. Mas a partir do momento que você tem um comprometimento dentário, talvez você precise de uma, de uma tomografia. Tanto que ele é bem indicado para, por exemplo, para pacientes que tenham alguns casos de sialografia. Cianorte. Aí você tem obstrução da glândula. Mas você pode também achar uma localização de um abscesso submandibular. Mas eu acho que aí é interessante a gente ter o respaldo da tomografia. Entendeu? Tá?
Então, assim, a tomografia, ela é imprescindível para o tratamento das infecções cervicofaciais. Extremamente. Então, por exemplo, aqui, ó. Você tem a localização. Essa área mais escura é o abscesso. Entendeu? Olha, por exemplo, esse caso aqui. Vocês estão vendo a flechinha ou não? Sim. Perfeito. Tá? Então, você vê esse caso, por exemplo, que é uma coisa extremamente importante que depois eu vou falar. Olha aqui, a traqueia. Onde está? Você está vendo por conta disso aqui? É traqueia. Tá? Por conta desse aumento de volume dessa região submandibular, você deslocou essa traqueia para a esquerda. Isso quando você vai levar esse paciente para o centro cirúrgico, o cara é extremamente importante. Porque, porque na hora do passe do anestesista em tubar, ele vai colocar o laringoscópio aqui, ele não acha a traqueia, ele não acha, porque ela está desviada. Então, às vezes, é importante você falar: "Olha, colega Doutora Anestesista, ele está com abscesso. A gente tem um desvio da traqueia para o lado esquerdo." Então, na hora que você for laringoscopar, tenta olhar um pouquinho para sua esquerda, que isso é importante. Tá?
Outro ponto importante da tomografia, eles delimitam com precisão essas extensões anatômicas. Então, por exemplo, nessa tomo aqui de baixo, você tem uma área de rarefação. Aqui você tem a área de permeio em região sublingual, submandibular, e ó, descendo para região da traqueia, que aí vai levar uma mediastinite. A gente vai ver isso aqui na frente, lá na frente também. Então, a tomografia, ela te dá essa, essa limitação das extensões anatômicas. Você consegue ver, ó, ela está acima do milohioideo, tá vendo? Abaixo da língua. Tá? Então, abscesso de coleções fluidas, drenagens cirurgicamente. Então, você sabe onde você vai entrar com a, com a Kelly, com a pinça, para você poder fazer essa drenagem.
O aumento, o hemograma. Então, por exemplo, você vê que esse paciente, ele está tendo um aumento dos segmentados e dos bastonetes. Ele tem um desvio à esquerda, que é o sinal de infecção. Por mais que ele não tenha um leucócito aumentado, passou dos 11 mil, ele tem uma alteração aqui à esquerda, que são os bastonetes e os segmentados. E isso é sinal de infecção. Tá? Aquilo que a gente falou do teste de cultura e sensibilidade. Então, por exemplo, o tratamento padrão, como a remoção do dente causal, incisão intraoral e drenagem e antibioticoterapia empírica, são efetivas na maioria das vezes. Cultura e teste de sensibilidade bacterianos em infecções orais menores não são justificadas. O swab, quando a gente entra com teste de cultura e antibiograma, foi até brinquei lá na hora que eu estava falando do "será que vale a pena fazer?". Não sei se vale a pena fazer, porque é um teste de cultura e antibiograma, ele demora até um sete dias para ficar pronto. E às vezes, uma infecção oral, você trata ele com cinco dias. Agora, o importante de você fazer em ambos hospitalar, por exemplo, um teste de cultura e antibiograma. O que que é? São essas infecções longas, igual, por exemplo, um KPC, que aquelas, aquelas bactérias multiresistentes. Saber que é um KPC e você tratar de forma correta, não tratar empírico. Na maioria das vezes, no consultório, a gente trata empiricamente. Tá? A gente vê um antibiótico que pega uma cerca, a gente já sabe um antibiótico que vai abranger boca, a gente entra com ele. Tudo bem? Tá?
Então, tá. Teste de cultura e sensibilidade. Então, é importante em casos com acometimento desses espaços anatômicos moderados. Tá? E quando há significativo comprometimento clínico ou do sistema imunológico. Então, por exemplo, é quando essa infecção, ela é muito grave, ela desce para região do mediastino, e você não resolveu ela com cinco, seis dias, e esse paciente está internado no hospital. Não custa nada você colher o swab, porque se não resolver em sete dias, você já sabe após o sétimo dia qual bactéria é. Entendeu? Tá? Esquisito esse slide aqui, ficou tudo junto. Então, ó. Infecções submetidas a múltiplos cursos de terapia antibiótica. Então, por exemplo, o paciente fez muito antibiótico terapia prévia, tá tratando com vários antibióticos, passou por vários hospitais. O interessante é você fazer o teste de sensibilidade. Entendeu? Tá? Porque, porque você vai ver a qual antibiótico essa bactéria vai ser sensível. Tá? Então, portanto, cultura e antibiograma devem ser realizados em infecções atípicas ou com comprometimento clínico ou do sistema imuno desse paciente. Na maioria das vezes, dos casos que a gente tem hospitalização, que esses pacientes vão ficar internados muito tempo. Tudo bem? Tudo bem, gente? Como estamos aí? Vocês querem dar uma paradinha? Vocês querem tocar? Como estamos aí? Por mim, pode tocar. Tá? A gente tem 120 slides. Vamos. Vocês querem ir direto? Vocês querem parar? Que vocês querem fazer? Pode continuar, professor. Tá bom. Quem quer que falou? Gabi. A Gabi da Baixada. Então, tá bom. Vamos tocar o bonde aqui. Ficou alguma dúvida? Eu acho que ficou meio bagunçado essa parte da da cultura e antibiograma. Vocês entenderam ou não? Não. Sim. Ficou claro, professor. Olha, para falar a verdade, hein? Sério. Ficou bem claro. Então, tá beleza. Então, vamos lá.
Disseminação das infecções. Então, isso aqui é extremamente importante, porque ele vai determinar que rumo que vai tomar essa infecção. Ela vai para cima, se ela vai para baixo, se ela vai correr hoje para o cérebro, para a cabeça, se ela vai correr o risco de ir para o pescoço. Tá? Então, uma coisa importante é a posição do ápice radicular. Se o ápice está para vestibular, se o ápice está para lingual, se o ápice está acima ou abaixo da musculatura. Isso é importante a gente saber. Porque que é importante a gente saber? O que a gente vai saber onde drenar, onde não drenar, se passa alguma estrutura importante, se não passa. Tá? Qual dente é? Se a gente vê algo assim, fala: "Estava com dor no siso." Você sabe que ele já está abaixo da linha milohioidea. O risco de ser uma infecção submandibular é maior. Então, isso é importante para você saber onde vai ter essa disseminação. Tudo bem? Então, a gente vê, por exemplo, aqui, ó. No 6, vai para dentro do seio maxilar. O 2, vai para a região acima do músculo bucinador, vai para a região abaixo do bucinador. Se essa raiz, ela está inclinada mais para vestibular, por exemplo, que que eu falei lá no início para vocês? A infecção, ela sempre vai para a região que tem menos resistência. Então, se ela está inclinada para cá, a tendência do pus é sair para essa região. Se ela está inclinada para palato, a tendência dela é ir para o palato. Tá bom? Tá? Mesma coisa da região submandibular. Se a raiz estiver localizada acima do bucinador ou acima do milohioideo, vai ser o espaço submandibular ou sublingual. Se tiver na região mais mentoniana, vai ser o submentoniano. Tá bom?
Tá? Espaços faciais. Aí a gente tem os espaços faciais primários, que a gente tem o espaço maxilar, espaços mandibulares. O secundários, que são os espaços massetérico, que aqui, o espaço pterigomandibular, e aqui, e o espaço temporal, que é basicamente aqui. Tá? Aí é onde começa a ficar perigoso, que são os outros espaços. A partir do momento que a gente passa do espaço, do espaço primário para o secundário, e a gente passa para os outros espaços, a gente começa a ter uma gravidade maior dessa infecção. Porque aí, por exemplo, sem o maxilar, a gente tem comunicação com o cérebro, cavidade nasal, também órbita, contaminação da região periorbitária, seio cavernoso, que é extremamente agressivo. E os espaços faciais profundos, que acaba quando você tem a formação de pus, por exemplo, numa região submandibular, ele vai descer todo o platisma e descer para região do mediastino. Tá? Então, a partir do momento em que atinge os espaços, os outros espaços faciais, não sendo primário e secundário, a gente começa a ter problema.
Espaços maxilares. Então, quais são os espaços maxilares? Então, é o canino, o aumento de volume nessa região aqui, ó. Entendeu? Tá? O bucal e o infratemporal. Então, que basicamente são essas regiões. Os espaços submandibulares, submentoniano, o bucal, o sublingual e o submandibular. Submentoniano, por exemplo, tá vendo? Ele, ele fica alojado abaixo da região do milohioideo, concentrado bem nessa região aqui, ó. Dá para fazer uma lipo de papada aqui. Isso aqui, gente, é um abscesso ou uma celulite? Didaticamente, o que que vocês me responderam? Esse primeiro caso, não tem um abscesso. Tá? Seria um abscesso que eu já tenho formação de pus. Tudo bem? Eu já tenho uma área mais localizada, por mais que é uma região maior. Agora, esse caso aqui, eu já falaria que é um abscesso. Uma celulite. Você tem uma área mais hiperemiada e você não tem ainda o ponto de flutuação. Então, espaço submentual. Infecções dos incisivos e caninos inferiores. Então, ó, ele vai ficar acima do platisma, abaixo do milohioideo. Então, ele fica nessa região, ó. Você vê que essa região também é perigosa, que ela pode vir por esse espaço de tecido adiposo e descer para região da orofaringe. E aí a gente pode ter uma obstrução ou um deslocamento dessa traqueia por aumento de volume. Uma coisa importante também, quando vai fazer a laringoscopia, se eu tenho uma formação de pus nessa região, ali, degoscopia, a intubação do paciente, e ele vem com laringoscópio, que é uma cânula de metal, que é uma pá de metal, que ele coloca, que ele apoia para poder introduzir o tubo. Quando ele faz o apoio nessa região, e eu tenho uma concentração grande de pus aqui, o risco disso romper é gigantesco. Então, tem que se tomar muito cuidado também nesses casos. Então, quando vai fazer a intubação desses casos, ele tem que estar extremamente ligado, porque se faz um rompimento aqui nessa região, vai broncoaspirar o paciente, ele pode morrer nessa hora. Então, tem que estar com aspirador já no jeito. Você já tem que avisar o anestesista, falar assim: "Olha, colega Doutora Anestesista, ela tem uma formação de pus entre o músculo platisma e o músculo milohioideo, que já está chegando na região da orofaringe." E isso você vê como clínico, clinicamente. E pela tomografia, daria para um ultrassom aqui também, mas o ultrassom, ele acaba sendo mais localizado. A tomografia, você consegue ter uma dimensão maior. Então, por exemplo, se a gente voltar aqui, ó. Ó, você acha que na hora que ele fizer a laringoscopia nessa região aqui, será que não corre o risco disso aqui romper e drenar para a orofaringe? Então, já é interessante você chegar para o anestesista e falar assim: "Colega, olha, na hora que você for fazer a endoscopia, cuidado que pode romper." Ai, amor, tô com medo, não vou fazer. Então, tá. Entra com fibroscópio, que é um aparelhinho menor, que você não causa o trauma. Isso é importante. Às vezes, ele vai até sugerir. Você vai: "Não dá para entubar esse paciente. A gente vai ter que fazer com uma leve sedação e a gente faz a drenagem." Já aconteceu isso de não conseguir fazer a intubação por conta do trismo, por conta do fechamento da via aérea. Às vezes, esse paciente tem que tomar para traqueostomia. Tá? Então, tudo bem. O espaço submentual, basicamente, onde entra com a cânula para fazer a lipo, né? Essa gordura que tira, correto? Aí, meninas da HOF, tô falando besteira? Ninguém quer falar comigo, não é isso mesmo? Só a Camila que fala comigo. A Camila vai ganhar dois pontos na primeira aula dela quando tiver aula presencial. Tô brilhando, né? Professor, sempre. Obrigada. Então, tá bom. Então, certo. Esses espaços faciais primários aqui, principalmente a região submentual. Então, isso é extremamente importante a gente saber também, por conta dessa, da lipo de papada também, a gente entender aonde a gente vai entrar com essa cânula. Tá?
Vamos lá. O espaço bucal. Então, ele é, por exemplo, a região acima do bucinador ou abaixo do bucinador. Então, ele sai pela região dos pré-molares, na maioria das vezes, tanto os superiores quanto inferiores. Às vezes, a gente pode ter essa, essa localização da raiz mais para vestibular e causar esse aspecto aqui, ó, do que ou do fofão, que a gente fala, né? Entendeu? Tá? Na maioria das vezes, esses casos, a gente drena por vestibular. Tá? Mas ele fica localizado nessa região do, do bucal. Esse aqui é o sublingual. Então, ele tá acima, acima do músculo milohioideo. Tá? Então, isso é um ponto importante também, quando a gente vai, por exemplo, fazer a intubação desse paciente no centro cirúrgico. Laringoscopia. Todos sabem o que que é a laringoscopia ou não? Eu tô falando grego aqui. Eu sei. Professor. E a maioria e o resto do pessoal aí, que está dormindo ou estão trabalhando? Está todo mundo dormindo. Bom, tá bom. Vamos lá. Vamos tocar o bonde. Tô tri. Vou pegar vocês na primeira clínica, vocês vão ver. Eu vou guardar o nome todo mundo aqui que está dormindo, não está participando. Eu vou dar os dentes mais difíceis para vocês tirarem. Vocês vão ver. Vamos lá.
Então, tá. O espaço sublingual. Então, quando a gente faz a laringoscopia desse caso, a gente tem que tomar muito cuidado por conta do rompimento dessa região e o pus para orofaringe, e o paciente broncoaspirar. Tá? Passou o submandibular. Aí é o que eu falo. Ele vai estar abaixo da região milohioidea. Tá? Nesses casos, são os problemas, porque a gente está muito próximo da região da orofaringe. Esse abscesso, ele dissemina pelas linhas de menor tensão. Então, ele vai rodar o platisma, vai para região da orofaringe, vai para região da traqueia, e vai descer até o mediastino. Tá? Então, é extremamente importante essas infecções a gente ficar bem, bem atento, porque levanta o suor da língua também, e está mais próximo da região da orofaringe. Tá? Então, aí, se caso você viu que tem um aumento de volume, isso aqui é uma celulite, cara. Isso aqui, talvez já seria um abscesso. Você vê que o aspecto desse paciente, ele está com aspecto tóxico, né? Tá com aspecto cansado. Provavelmente estava ofegante, dificuldade respiratória. Esse caso aqui, a gente drenou ele rápido, porque estava com uma evolução muito rápida. Tá vendo aqui? Já está na região, na região do pescoço, descendo para região cervical do colo. A partir do momento que a gente começa a ter um comprometimento dessa região aqui, ó, da supraclavicular, a gente tem que tomar cuidado, porque aí a infecção, ela vai rápido para o mediastino. E aí é quando o paciente morre. Tá? Então, esse aqui seria uma celulite, e esse aqui seria um abscesso. Olha aqui, olha que bonito que está aqui para drenar. Tá até brilhante, né? Esses caras são todos os casos que a gente operou no Hospital Geral de Taboão da Serra, o Pirajussara, que vocês têm estágio lá toda segunda-feira, e é extremamente legal. Tá muito legal o hospital. Tá, gente? Não percam a oportunidade de irem. Tá? Aquilo lá, cara, é uma escola animal.
Espaço mandibular de novo. Espaço lingual. Só para reforçar, porque é o que dá mais intercorrência. Então, infra e supra milohioideo. Então, esse é o espaço submandibular. E o abscesso sublingual é um abscesso submandibular. E o abscesso sublingual. Esse aqui seria um... Olha que abscesso bonito. Tá vendo? Você já tem até uma área de isquemia. Isso aqui vai dar uma necrose aqui, ó, porque você tem uma isquemia dessa região e uma não vascularização. O paciente fica com defeito depois, fica com uma cicatriz, e é ruim isso para o paciente. Então, via de drenagem segundo a inclinação mental de resistência óssea. Então, foi aquilo que eu falei. Se a raiz está mais inclinada para vestibular, ele vai drenar para vestibular. Se ela está mais inclinada para lingual, ela vai drenar pela lingual. Porque o pus, ele sempre vai por onde é mais fácil. Ele nunca quer o caminho mais difícil. Então, ele vai onde tem menor resistência. Tá? E isso é extremamente importante.
Espaço vestibular. É basicamente essa região. Isso aqui dá para a gente fazer no consultório, né? Tá? Faz isso sem antibiótico, com antibiótico? Paciente chegou lá para você agora, Laércio, tá doendo, tô com edema aqui. E aí? Dreno? Não dreno? Passo um antibiótico? Não passo? O que que eu faço? Minha conduta? Já dreno nesse caso? Tem antibioticoterapia? Olha, depende muito da situação do quadro dele sistêmico. Às vezes, não é necessidade. Tá? Você já ouviu falar de um processo chamado choque séptico? Não? Então, esse paciente, ele pode desenvolver, cara, o que a gente chama de um choque séptico. Então, o ideal é você fazer um antibiótico terapia profilática. O choque séptico é quando você faz a incisão, tem uma disseminação de bactérias para todo o corpo, e esse paciente para. Sabia? Não sabia? Não. Então, o ideal é aquilo que eu falo. Pode acontecer? Pode. Pode não acontecer? Pode fazer mil, mais uma que você faz, às vezes pode dar um choque séptico. É a mesma coisa que eu falo. Eu sempre brinco, eu dou uma comparação. Eu não sei se vocês sabem, se vocês não tiveram ainda cirurgia, mas vocês já viram falar em disjunção cirúrgica? Você sabe o que que é disjunção cirúrgica? Quem faz ortodontia aí? A disjunção cirúrgica, ela é um processo que você pode fazer no consultório, mas é muito arriscado. Quando você solta a maxila e palatina, quando você solta a maxila palatina, você tem um plexo no nariz que, que pode causar um sangramento. E às vezes, você vai fazer mil e esse paciente vai ter um sangramento no seu consultório, você não consegue controlar. É a mesma coisa que eu falo disso aqui, que é o choque séptico. Eu entendo que a gente quer ser um pouco imediatista, mas às vezes a gente não pode. Tem que tomar cuidado. Então, por exemplo, esse caso aqui, o que que eu faria? Antibioticoterapia, bochecho, drenagem no dia seguinte. Tá? Ah, Igor, mas eu sei. Entenda que quando faz isso, existe o risco de choque séptico e pode acontecer no seu consultório. Mesma coisa de um siso que está contaminado. Existe o risco de um choque séptico. Certo, Laércio? Perfeito. Professor, obrigado.
Então, vias de drenagem segundo a inserção do músculo bucinador. Oi? Quem chamou? Ninguém. Então, tá. Virgem drenagem segundo ao bucinador. Então, eu tenho infra e supra. Então, tudo vai depender do posicionamento da raiz. Se eu tenho uma raiz mais, mais longa, ela vai ficar acima do bucinador. Então, ele vai para o espaço, pode ir para o espaço infratemporal. Quanto mais posterior os dentes, mais acima ficam. Mais anteriores, mais infra bucinador eles ficam. Tudo bem?
Espaços secundários. Então, a gente tem o massetérico, que é essa região. O pterigomandibular, que é essa região. O temporal, superficial e profundo, que é essa região. Tá? O retrofaríngeo, que basicamente ele está próximo da região da faringe, já. Então, ele já está próximo da região da faringe, da traqueia. Pré-vertebral, que já é aquela região que eu falei, que é acima da clavícula. E o mediastinite. Então, a partir do momento que eu tenho infecções nessas regiões, eu já tenho que tomar cuidado.
O que que é a pericoronarite? Quem que vai me falar um pouquinho da pericoronarite aí de vocês? Eu queria alguém que não participou ainda. Vou procurar alguém aqui. Vamos lá. [Música] A Lívia tá aí? Quem que é a Lívia? Não tá. A Mariana tá aí também? Também não tá. A Thaís tá aí? Tava correndo, né? Tava dormindo, né? Thaís? Não, é porque tá no silencioso e eu não estou na minha cidade, estou no celular. Tá bom. Então, tá. Vamos lá. Peguei você aí, meu. Agora é o seguinte. Aí, você é da onde? Tá? Teresina. Longe. Teve uma menina que formou comigo daí, ela chama Taís também, mas ela mora aqui em Timon, que é do lado do Maranhão mesmo. Ela trabalha em Água Branca aqui, que ela dá, ela dá aula, eu acho que é ela. Ela era da Ilha, mas não estava dando certo. Não entendi. Ah, legal. E vamos lá. Thaís, peguei você aqui agora. O que que é para você a pericoronarite? O que que você faz quando você pega um paciente com pericoronarite aí? Você não tem caso de pericoronarite? Oi, Thaís? E a Thaís já foi? Já foi embora. Quem mais que tá que tá aí? Eu tô aqui. Foi meu microfone. E aí, Thaís? Que que é pericoronarite para você? Você pega aí? Não pega? Internet tá ruim. Bom, então, vai. Vamos tocar aqui.
Bom, pericoronarite é um processo infeccioso agudo, caracterizado por inflamação do tecido gengival que recobre parcialmente um dente retido. Os terceiros molares inferiores são os mais comumente afetados. Tá? Então, a gente vê esse aspecto da bolsa em cima do dente, aonde a gente tem um processo traumático, ou a gente tem uma mordiscada dessa região, ou a gente tem um acúmulo de alimento por uma má higiene dessa região. É todo paciente que chega no consultório com uma pericoronarite, eu peço basicamente a higiene, escovação, tá? E um bochecho sempre com água morna para diminuir esse quadro inflamatório para a gente poder fazer. Tá? Basicamente, inflamação. Não é legal você fazer a extração do dente. Então, você precisa tirar esse quadro de inflamação. Tá bom? Tá? É terceiros molares as pericoronarites. Então, elas evoluem.
Professor? Oi? Quem chama? A Camila. Camila. É interessante fazer algum, é, passar com cotonete naquela região, um pouquinho de água oxigenada ou vocês não fazem uso disso? Então, vamos lá. Boa pergunta. Eu, particularmente, eu não gosto da água oxigenada, tá? Porque assim, como eu trabalhei muitos anos no SUS, eu trabalhei muitos anos lá no Pirajussara, tudo de intercorrência, eu já vi e já peguei, tá? Então, eu já vi um paciente que teve um abscesso gasoso por peróxido de hidrogênio, por água oxigenada. Você entendeu? Então, eu, particularmente, eu não gosto de usar água oxigenada nesses casos, porque às vezes ele entra por espaço profundo, por exemplo, um espaço primário, e vai para região submandibular. Então, eu não gosto. O que que eu gosto de fazer? Lava. Você pode lavar com clorexidina, tá? Você pega uma seringa e ele lava bastante nessa região com força mesmo, tá? E bochecho com água morna. Água oxigenada, eu vi muitos casos. Até quando eu estava montando a aula para vocês, eu acho que assim, o que a gente poderia pensar seria na malvona, no malvatricin. Poderia ajudar, mas eu acho que o ganho é muito pequeno. E eu tenho muito medo do que se coloca em água. Às vezes, pode me colocar vinagre, sal. Eu não vejo tanto, tanto benefício. Então, eu prefiro que faça um bochecho.
Oi, o própolis. Você vê benefício? Eu não. Eu não. Eu vou falar para você que eu não vejo que você tem uma diferença muito grande de você usar ou não usar. Entendeu? A, por exemplo, a mal, a malvona, ela tem um poder de puxar, né, de aumentar vasodilatação dessa região, que ajuda, que é o que acontece, por exemplo, com água morna. Então, na maioria das vezes, eu peço só água morna mesmo. Paciente, nada mais que isso. Quando o paciente tem uma alcôol, usa malvona. Mas a lavagem mesmo com pressão da clorexidina ajuda. Que eu vejo uma ação muito boa. Do própolis, mas são anti-inflamatória, é antimicrobiana e até de regeneração tecidual. E eu vejo que alguns dentistas fazem uso do própolis para situações. O grande problema é você, por exemplo, comprar o própolis, isso usar um pouquinho e jogar fora. Igual, por exemplo, se você compra a...
Clorexidina, você pode usar ele dia a dia e finalizar o frasco, né? O que eu quero dizer é que o ganho que eu vou ter é muito maior com isso. OK, vamos lá então. Como eu tenho uma experiência boa com a água morna e eu sempre trabalhei com paciente de SUS, que às vezes ele não tem condição de comprar, e o resultado sempre foi bom, não tenho porque, entendeu? Então eu prefiro. Mas legal, eu prefiro talvez fazer o bochecho e a pressão com a seringa com a com a clorexidina a 0,12% que eu acho melhor. Tudo bem, cara? Então tá. Então vamos lá. Tudo bem. Fechado. Obrigada. De nada.
Espaço primário, submandibular, submentoniano, sublingual. Então essa pericoronarite, que é um processo simples, ela pode ir para o espaço mastigatório secundário e ir para uma região pré-vertebral, mediastino, que é onde leva o nosso paciente a óbito. Tá? E é aquilo que eu falo, a gente pega isso no início, a gente consegue resolver isso no início. Então não precisa deixar levando, levando isso para esse estágio.
Tratamento cirúrgico. Vamos lá. Remoção da causa. Então eu acho que é extremamente válido quando você faz antibioticoterapia, que foi aquilo que eu falei, a gente faz a drenagem já no primeiro momento. Acho que é interessante a gente pensar nesse choque séptico e a gente fazer antibioticoterapia prévia e depois fazer a drenagem. Aqui mesma coisa, antibioticoterapia prévia, remoção da causa. Exodontia. A endodontia resolve, cara? Você drenar um abscesso por um canal e se tiver um endodontista, eles vão querer me matar, mas eu acho que não é efetivo, gente. Tá? Você pode talvez controlar com medicação, com medicação endodôntica, um processo crônico, mas um processo agudo você não consegue resolver, gente. Tem que ser, tem que ser a drenagem cirúrgica. Tá? Só abrir. A endodontia não resolve, tá? Então aqui eu falo do acesso endodôntico, mas nos casos graves é o acesso cirúrgico, é a drenagem cirúrgica associada à exodontia. Tá? A endodontia nos pacientes imunoprimidos não dá resultado, tá?
Então o tratamento das infecções. Então drenagem cirúrgica, antibioticoterapia adequada. Então, antibioticoterapia adequada, o que que é? A gente vai entrar com antibiótico empírico porque a gente não fez cultura, né, antibiograma, a gente não colheu swab, porque é um tratamento que a gente precisa entrar rápido. Tá? E aí o que que a gente vai fazer? Remoção da causa e ainda a promoção de cuidados suplementares, como por exemplo, compressas e bochechos aquecidos que evitem a recidiva e a manutenção do foco infeccioso. Em casos mais graves, o paciente deve ser hospitalizado. Então essa drenagem cirúrgica aqui, ela tem que ser acompanhada da antibioticoterapia. Antibioticoterapia, drenagem cirúrgica e remoção da causa. Tudo bem? Tá.
[Música]
Que eu tinha falado para você da compressa, então a compressa morna e o bochecho com água morna é extremamente saudável porque ele aumenta a vascularização. E quando eu aumento a vascularização, eu aumento a quantidade de antibiótico na região, eu aumento a quantidade de via de drenagem dessa região. Então, assim, tem uma melhora e um ganho muito importante. Então é válido, é válido.
Via de drenagem intrabucal. Então vamos lá. Ponto de maior flutuação. Então você vai apalpar essa região. Outro ponto importante, você não vai fazer uma via de drenagem aqui em cima, você vai fazer uma via de drenagem aqui embaixo. Por que que você vai? Ó, tá vendo esse acidente? Foi tratado do canal? Não resolve, gente. São raros os casos que resolvem. E provavelmente esse paciente já está com antibiótico. Então chegou no seu consultório, tá com antibiótico. Anestesia distante, porque você não vai conseguir anestesiar aqui. Então você dá uma, uma região infraorbitária e uma região alveolar posterior. Faz uma incisão mais baixa possível. Tá? De função, funciona essa região com uma queda até tocar no osso. Tá? Nesses casos aqui, você pode até fazer uma punção. Vim com uma agulha de grosso calibre e puncionar. Mas eu particularmente gosto de de fazer incisão porque fica mais tempo aberto do que uma punção. Tá? Aspiração da secreção purulenta. Então você vem com a agulha, você puxa. Tá? Quando você faz isso, você pode mandar para cultura, antibiograma. Mas vale a pena você mandar um caso desse para a cultura de programa? Não sei se vale. Principalmente no consultório. Se tá no hospital, até válido. Mas no consultório, custo alto. Você vai resolver isso aqui em três, quatro dias. Tá? Colocação de dreno de Penrose. Manutenção do dreno. 42, 48, a 72 horas. Eu particularmente, região hidrolândia, não gosto de colocar dreno porque incomoda demais o paciente. Tá? E se você faz uma incisão grande aqui, de um dia para o outro, ela mantém a drenagem. Tá? E aqui ele fala para estabilizar o dreno. Consultora? Eu também não gosto de estabilizar o dreno. E já vou explicar para vocês o porquê, na hora que a gente for começar a falar de drenagem astronauta. Tá?
Via de drenagem astronauta. Então vamos lá. Então a gente vê o ponto de maior flutuação, incisão o mais inferior possível. Por quê? Porque se eu tenho uma região submandibular aqui próximo ao pescoço, por que que eu vou fazer uma incisão em cima? Se eu tenho a gravidade, o pus vai ficar alojado embaixo. Então eu tenho que fazer essa incisão mais baixo possível. Tá? Outro ponto importante, às vezes a gente não pode ser econômico nas nossas incisões. A gente tem que fazer incisões, várias incisões, principalmente nas celulites de grandes proporções, principalmente submandibulares. Tá? Anestesia local superficial. Cara, você é bem sincero, para o dia que você drenar isso aqui com anestesia local, não é efetiva. A anestesia nunca, ela não é efetiva. Dói, incomoda, porque aí você tem que fazer a divulsão em várias direções e chegar até na região do osso. E quando você faz isso, o paciente sofre. Na maioria das vezes, quando você faz a incisão e drena, ele tem um alívio, porque a expansão do tecido, ela causa dor e causa desconforto. A mesma coisa, o que dói na anestesia é expansão do tecido. Aí depois ele vai começando a tirar as sinapses e tira a sensibilidade. Mas o que dói na anestesia é a expansão do tecido. Por isso que você tem que anestesiar devagar. Se você anestesia é muito forte, o paciente sente muita dor por conta dessa expansão. Quando você tem um aumento do pus desse desse abscesso ou dessa celulite, que a gente causa essa expansão, a gente tem uma dor. E quando a gente faz a drenagem, a gente diminui esse quadro de dor. Mas o você divulcionar essa região, sentar anestesiada, sentar com anestesia geral, é horrível. Paciente sofre demais. Tá? Então a divulsão. A outra coisa importante também, não adianta você fazer, por exemplo, uma incisão transversa aqui. Você tem que seguir as linhas de expressão. Então se você tem as linhas de expressões nesse sentido, você faz uma incisão nesse sentido. Tá? A divulsão em várias direções. Então você tem que tentar pegar todas as lojas. Isso é um problema que a gente tem de não de funcionar todas as lojas e você ter recidiva dois, três dias depois. Você faz a drenagem, mas só que fica uma loja lá com pus, você não resolveu nada. Tá? Uma coisa que é extremamente importante, por isso que eu falei lá para você, quando a gente vai, quando a gente vai lavar a região da pele coronarite, a gente lava bastante, porque a lavagem da cavidade é extremamente importante, porque você tira as bactérias com lavagem. Então quando a gente faz a drenagem dessa dessa celulite ou desse abscesso, é extremamente importante você lavar bastante. Por isso que eu falo que é importante lavar também a região que pede pelo analítico. Tá? Colocação do dreno de Penrose, que vocês vão ver a gente colocar. Eu vou mostrar um caso aqui que eu vou explicar direitinho para vocês, tem até um videozinho. Tá? Deixa eu ver como que eu tô aqui. Então tá bom.
Drenagem cirúrgica. Tá? Então, por exemplo, a esse caso aqui foi um paciente que ele chegou para gente já no estágio avançado também. Eu não sei se o caso dele eu pus na aula. Ele tá até esse paciente foi a óbito. Esse senhor aqui, ele chegou lá para a gente no Pirajussara com uma angina de Ludwig. Eu vi que um paciente diabético, imuno deprimido. Ele fez, a gente fez a drenagem dele dessa dessa celulite, né, que é uma angina de Ludwig, mas ele não resistiu. Mas ele tinha um monte de problema, tinha comorbidade, era diabético, tabagista, etilista. Ele não resistiu. Tá? Então a drenagem cirúrgica, incisão e drenagem precoce impede a disseminação das infecções para espaços mais profundos e críticos, mesmo ainda no estágio celulite. Então esse paciente a gente abordou já no mesmo dia que ele chegou. Tá? Chegou no estágio avançado, evolução rápida. Então a virulência da bactéria muito, muito, muito alta. E a gente não conseguiu, por mais que a gente fez vários furos aqui nele, não resolvemos. Ele 15 dias depois foi a óbito por uma sepse.
Drenagem cirúrgica. Então vamos lá. Anestesia local infiltrativa, sempre lateralmente ao abscesso, porque a gente não consegue infiltrar na região aonde tem o pus. Como é uma região que ela tem uma, ela é muito ácida, um anestésico não faz efeito. Ele age no mesmo receptor do anestésico e ele perde o efeito. Por isso que a gente faz ele mais longe possível do abscesso. Tá? A incisão, ela deve ser sempre em tecido sadio e áreas esteticamente aceitáveis. Na maioria das vezes, você tem até mesmo ponto de drenagem nessa região. Tá? Mas é importante, às vezes, você fazer um acesso mais inferior possível. Tá? Por conta da gravidade mesmo. Tudo bem? Tá?
Drenagem cirúrgica. Vamos lá. Disse que são rombas. Preservar as estruturas nobres. Pense hemostática. Nunca deve ser fechada dentro da ferida cirúrgica, porque ela sempre deve ser aberta. Então o movimento é: entra com ela fechada, eu acredito que vocês tiveram isso em técnica cirúrgica. Você entra com ela fechada e abre. Você não fecha, porque às vezes você pode pinçar algum nervo ou alguma artéria e na hora que você puxa, você rompe. E aí você pode causar um prejuízo. Uma artéria, por exemplo, um sangramento. E um vaso, uma paralisia, dependendo do nervo, uma paralisia ou uma parestesia. Tá? Sem exposição direta do espaço anatômico. Outra coisa que é importante, dissecar o caminho para drenagem desde a superfície até a loja com pus. Então, por exemplo, se você tem um dente na mandíbula ou na maxila, interessante você ir com essa Kelly até você tocar no osso. Outro ponto importante, se você tem a região da mandíbula, ela tem tanto a região vestibular quanto a região lingual. Se você tem, por exemplo, um molar que tem uma região, ela pode ter um abscesso, uma loja, tanto pela vestibular quanto pela lingual. Então o importante é você entrar com essa Kelly e vir na região vestibular, toca o osso, desce a região basal e vai até a região da língua. Entendeu? Tá? É extremamente importante. Pão caseiro aqui, ó, para vocês verem, ó. De drenagem, ó. Incisão mais inferior possível, ó. Já drenou, ó. Esse é o swab que eu estava falando para vocês, que a gente vai coletar. Tá? Vamos fazer a drenagem. Pronto. Tocou no osso. Tocou no osso. Faz a drenagem da secreção purulenta. Tá? A coleta do swab. A gente costuma ter a rotina e o hábito de fazer isso no hospital, porque isso aí pode evoluir mal. Na maioria das vezes, esses pacientes chegam para a gente já com grau muito alto de pior. Então, às vezes, esse paciente vai ficar internado muito tempo e pode ser que não regrida. Então, a gente faz o swab para a gente, se não melhorar, a gente depois de sete dias entrar com antibiótico específico, o antibiótico sensível a esse tipo de bactéria. Tá? Isso acontece muito. Tá bom?
Drenagem cirúrgica. Então foi aquilo que eu falei para vocês. Irrigação abundante da ferida. Então a gente vai entrar depois que a gente fez a, a gente fez a incisão, fez a divulsão, achamos todas as lojas. Tá? A gente vai fazer uma irrigação abundante com soro fisiológico, porque lavar ajuda a tirar. Vai resolver o problema? Lavagem não, mas a gente vai diminuir a quantidade viral e às vezes a gente melhora o aporte do antibiótico nessa região. Tá? Instalação do dreno. Então a gente tá vendo que a gente faz ranhuras no dreno. Para que que a gente faz essas ranhuras? Para ajudar na drenagem desse desse pus, para ajudar a tirar esse pus da loja. Outra coisa que é importante, toda vez que a gente vai, que a gente coloca o dreno, a gente tem que ver isso. Às vezes duas vezes ao dia, ou às vezes até duas vezes ao dia por três dias, a gente vai puxando esse dreno. Para quê? Para ele não colabar. Se ele colaba, o que que acontece? Ele para de drenar. Então a gente faz essa movimentação do dreno para ele poder manter essa via de drenagem. Tá? Uma coisa importante que eu já vi algumas vezes acontecer, quando você faz essa picote, que a gente fala, esses cortes, tem que ser cortes grandes e ao mesmo tempo dá sustentação para o dreno, porque às vezes pode romper isso aqui dentro da ferida, aí dá problema. Tá? Então devem ser consistentes e não se romperem no interior do tecido. Há aqui tem dreno de Penrose ou rígido. Qual que é o grande problema do risco? Que incomoda o paciente, mas o rígido ele mantém o permeio, então sempre vai ficar drenando. Esse esse dreno, ele sempre vai estar, não vai colar. As estruturas picotadas, maior retenção e drenam pelas perfurações, então ajuda a drenar. Tá? Estruturados à margem da ferida. Eu particularmente não gosto da estrutura, que foi o que eu falei para vocês. Por que que você tem que ficar manipulando esse dreno? Quando você sutura esse dreno, você acaba tendo que ir arrumar uma tesoura estéril, arrumar uma lâmina. Então eu prefiro deixar introduzir ele bastante dentro da loja e puxando devagarzinho. Então por isso que hoje em dia eu não faço mais mais suturas no dreno. Tá? Se você precisar fazer um dreno oral, por exemplo, que eu também não gosto, que incomoda muito paciente, aí é interessante estruturar, porque como é uma área de movimentação, o dreno pode soltar, o paciente engolir. Tá? Esses drenos, eles são mantidos enquanto a gente tiver uma drenagem ativa. O que que seria uma drenagem ativa? Saindo, saindo, enquanto tiver saindo pus, a gente mantém o dreno. Tem casos que às vezes você fica com paciente internado, igual, por exemplo, aquele paciente lá da celulite facial, ele ficou internado 15 dias, ele ficou pelo menos uns 7 dias com dreno, porque tinha uma drenagem muito efetiva, muito efetiva, e a gente não conseguiu tirar o dreno. Tá? Tanto que a gente abordou esse cara duas vezes, a gente levou para o centro cirúrgico. Tá bom? Tá? Eu gosto de deixar o dreno sempre o mínimo possível, porque por mais que ele é uma região de drenagem, ele também se torna um foco de infecção. Então a gente tem que pesar isso também, se a gente mantém o dreno ou se a gente não mantém. Eu, quando eu vejo que o paciente tá bom, mesmo tendo uma drenagem ativa pequena, deu 48 horas, eu já saco o dreno, eu removo. Tá? Esse aqui foi uma drenagem que a gente fez também. Não liguem para a gente fala umas besteiras lá no centro cirúrgico. Vamos lá. Deixa eu colocar aqui para vocês. Incisão o mais inferior possível. Esse caso a gente escolheu swab. Ah, não, já fica a divulsão e não colheu swab. O leite condensado.
[Música]
Ó, tá vendo? Você viu que saiu mais? É que a gente achou uma loja. Tocou no osso. Ai, que fedor! Que eu falei, porque do fedor? Pois eu vou perguntar isso para vocês. Eu já vou responder. Ó, lá, chama uma loja. Tá vendo? Ó, batendo no osso. Então a divulsão, a gente vai até a área, é a área do osso. Igual, presente, era um dente. Aí, ó, foi, a gente foi até a área do dente. Eu particularmente não gosto de fazer esse tipo de comunicação. Tá? Porque a gente contamina um ambiente contaminado com um ambiente extremamente populoso de bactérias. Então eu particularmente não gosto. Tá? Ô, gente, deixa eu perguntar para você, se vocês entenderam aquele na hora que eu falei daquele cheiro, o porquê do cheiro? Vocês sabem ou não? Vocês conseguem me ajudar aí? Não. Professor, explica, por favor. Alguém sabe? Não. Não. Tá legal. Bacana. Na maioria das vezes, as bactérias que são anaeróbias, que elas funcionam sem a presença de oxigênio, elas liberam um odor mais forte, que é o enxofre. Por isso desse cheiro ruim. Tá? Eu tinha um, tinha um infectologista que era amigo nosso lá, até ele virou diretor, acho que se eu não me engano, ele virou diretor clínico do Hospital Pirajussara. Ele pegava a gaze que ficava na região do dreno e cheirava. É sério. Eu falava: "Bravo, não, mas vamos ver se ela tá com aspecto ainda de anaeróbio, porque se ela tem um aspecto de anaeróbio, você precisa associar uma medicação para anaeróbio." Entendeu? Tá? Então, por isso do cheiro. E meu, eu vou falar para vocês, cara, às vezes a gente drenava isso aí de manhã, a gente colocava duas luvas, você ficava com cheiro na mão na hora do almoço. Era terrível, terrível, terrível, terrível. Tá? Então, essa aqui é a divulsão. Ó, você nunca fecha a pinça no interior do tecido. Tá? Eu particularmente, foi aquilo que eu falei, eu não gosto de fazer isso aqui, porque a gente contamina a cavidade oral com o ambiente já contaminado, e a cavidade oral já é contaminada. Então é contaminação daqui, contaminação dali. Eu tento preservar isso. Tá? Mas às vezes não tem como. Então, aqui a colocação do dreno. A gente coloca o dreno em todas as direções. Então, a gente tenta levar o dreno até a região do osso, mesmo, então, do foco causador. Então, vamos lá. Vamos ver como que tá esse videozinho. Ó. Então, você toca aqui, por exemplo, nessa região. Eu já não suturo. Eu não mostrei. Lavanda. A gente lavou isso aqui bastante com soro fisiológico. Tá? Então, por exemplo, eu não suturo, porque eu vou mobilizar. Você viu que eu, com a própria pinça, eu loquei esse esse esse dreno em todas as direções? Joguei mais anterior, joguei no osso, joguei para baixo da mandíbula, joguei para região posterior, porque para ajudar essa via de drenagem. Você vai ver que no final do dia, eu vou voltar para ver esse paciente no leito, vou puxar esse dreno um pouquinho e trocar o curativo, ver o quanto coletou. Se é o doutor Bráulio, que é o infectologista, ele vai cheirar para ver se ainda tá com anaeróbio. Tá? Porque ele vai sentir esse odor fétido, que é característica das bactérias anaeróbias. Então, tudo que tiver cheiro ruim, esse cheiro de enxofre, é por conta dessas bactérias anaeróbias. Tá? Então, a colocação do dreno. Ó, o dreno fica para fora. Essa lavagem que você falou com soro, poderia ser feito junto com uma solução antibiótica, com antibiótico? Poderia. O que que o que que você acha que esse antibiótico vai mudar? Acho que o fato de ter a função antibiótico, né, já vai fazer também um ataque na bactéria. Então, isso. O Vicente é Vicente, né? Isso. Isso, hein? Tá ruim, tá ruim para o Vicente. Imagina para nós aqui. Tá calor aí ou não tá? Tá quente hoje. É dia de praia, mas é quarta-feira. Que não é que pariu. Você vai para praia hoje? Que qualidade de vida. Isso aí, Vicente, vai, pô. Vai para praia, aproveita. Qualidade de vida. Aqui, aqui é difícil para praia. Mas tá bom. Bom, vamos lá, Vicente. A gente entra num ponto, cara, que é mais para consciência, tá? Quando a gente faz a lavagem, o importante é a gente fazer a lavagem. Tá? A gente tem trabalhos que falam que lavar com antibiótico e não antibiótico, resultado final é o mesmo. Tá? Nem ajuda e nem piora. Então, pode lavar. Qual que é o grande problema disso? Por exemplo, que você fazendo um SUS, você vai pegar lá 10 ampolas de, por exemplo, que o pessoal costuma usar gentamicina. A gente aumenta o custo, onera muito o SUS. Será que vale a pena? Então, eu prefiro lavar com soro fisiológico. Se ela vai no consultório, você vai, talvez onerar isso para o paciente. Então, eu não sei se o custo-benefício é bom. Eu entendi sua pergunta. Tá? Mas não muda o resultado final em nada. Tá bom? Beleza. Obrigado. O importante é você lavar com quantidade, não com qualidade. Então, você pode lavar aí com um litro, dois litros, três litros. Por que que o pessoal da cirurgia geral, quando tem alguma perfuração de intestino, alguma coisa, eles lavam abundantemente? Porque só assim que eles tiram as bactérias que caíram nessa cavidade peritoneal, por exemplo. Então, a função de você, por exemplo, lavar é a melhor coisa e lavar em abundância. Quanto mais, melhor. Tá bom? Tá?
Então, a diferença clínica entre o abscesso e celulite não é relevante no que diz respeito à conduta. Ambos devem ser aerados. Então, aquilo que eu te falei, como você tem a 60% das celulites das infecções odontogênicas, elas são polimicrobianas, anaeróbias e aeróbias, eu tenho que fazer essa drenagem. Para quê? Para melhorar a quantidade de oxigênio e ajudar a diminuir a proliferação dessas bactérias que não gostam de oxigênio. Vai resolver o problema? Não, mas só que vai ajudar. Tudo bem? Tá? Então, a gente tem a formação do abscesso. Aí é o que eu falo, a gente tem o agudo, que a gente tem a fase inicial, a fase de evolução e a fase evoluída. E a gente parte para o abscesso crônico, que a gente já tem uma uma concentração numa determinada região com um halo de proteção do organismo. Então, o organismo já ajudou a diminuir esse quadro agudo. Tudo bem? Tá? Então, aqui, ó, a gente já vê esse esse quadro do desse paciente em fase de evolução. Tá? Ele já saiu de uma fase inicial e ele já tá numa fase de evolução para uma fase evoluída. Mas só que ele não chegou no estágio crônico. Ele ficou nesse nessa fase aguda. A gente não conseguiu controlar, porque aí aquela balança que eu falei do hospedeiro e da doença, ele era um paciente imuno comprometido. E o paciente que é imuno comprometido, ele, a gente tem mais dificuldade de tratar, mesmo fazendo tudo. Então, mesmo fazendo tudo certinho, se tem alguma coisa errada, vai dar errado. Então, esses são os casos de abscesso agudo. Tá vendo? Então, você vê a área avermelhada, a área avermelhada, um aumento de volume. Provavelmente, se você colocar a mão aqui, vai estar quente. Mesma coisa aqui. Tá? Todos os casos para drenagem. Tá? Fase inicial. Então, pele, sementite infecciosa. Você vai sentir aquele dente para fora do alvéolo. Tá? Você vai sentir que ele tá diferente. Então, o dente vai estar saltado. O paciente vai morder falando: "Ele tá pegando primeiro." Então, essa é a sementite, que é aquela primeira osteomielite periapical inicial, que causa inflamação da região do periodonto, dor, sensação de dente crescido, edema do ligamento periodontal. Foi aquilo que eu te falei. Mucosa hiperemiada. Então, você vai ver que a área do dente está toda avermelhada. Aumento de volume, intra e extrabucal. Fase de evolução. A gente já tem uma mobilidade dental. Por quê? Que a gente tem uma mobilidade? A gente começa a ter a osteomielite óssea. Então, a gente começa a perder esse osso que dá sustentação no dente. Não identifica com mobilidade. Aumenta esse espaço periodontal. Também a gente aumenta essa hiperemia. O volume aumenta e ele fica endurecido. O aspecto lenhoso, que é característica da celulite. E isso na prova entra como como pergunta. Aspecto lenhoso se diz a celulite ou abscesso. Tá? Dor aguda, aquela dor forte, febre. E por conta do endurecimento da região, desse aspecto lenhoso, a gente acaba tendo uma limitação da abertura de boca. Tudo bem? Fase evoluída. Então, a gente já começa a sair daquela celulite clássica e ir para um abscesso. Ó, você vê que tá começando a querer localizar. A gente já tem uma exteriorização de coleção com ponto de drenagem, uma área de flutuação. Então, a gente já tá indo para um processo crônico, mas mantemos ainda o trismo. Olha aqui, a vontade que dá de apertar isso aqui. Não dá vontade. Aí, a gente vai para o abscesso crônico, que ele é encapsulado. Então, você vê que ele é bem localizado também. Aspecto do paciente, não tem aquele aspecto tóxico, né, cansado, respiratório. Tá? A gente tem a fistulização, que é intrabucal. Igual, por exemplo, isso aqui, ó, é uma fístula. A gente cricou tanto esse processo que ele só ficou com o fio. E aqui, provavelmente, fica drenando o pus nessa região. Tá? Tão clarificado que ele fica aqui, saindo o pus. Já é um processo que eu não tenho dor. A gente tem uma diminuição volumétrica e a coleção purulenta caminha ao longo das linhas de menor resistência. Então, é o que eu falei, o abscesso, ele é preguiçoso, ele vai para onde tem menos resistência. Tá?
Avaliação clínica. Foi o que eu falei para vocês. Então, estado geral, revisando de novo aquilo que a gente já falou. História pregressa, evolução, possíveis tratamentos executados, que seriam endodontia, antibiótico terapia. Entenda, ah, o paciente já entrou com antibiótico, fez endodontia, aí depois fez Clavulin, aí depois fez e não resolveu. Observar, observa sinais, observa sintomas. Vejo o que fazer com esse paciente. Cuidado, infecção é grave. Sinais e sintomas. Então, que é importante a gente ver. Trismo, tumefação, aumento de volume. O trismo, o fechamento, a tumefação, aumento de volume. Fístula. Você não tem fístula? Você não tem fístula oral na maioria das vezes. A fístula fica com defeito feio, como uma cicatriz pós-feia, e que é extremamente difícil corrigir. Tá? Área de coleção purulenta, que são os comprometimento de vias aéreas, que é principalmente na região da orofaringe. Tá? Então, essa região aqui, a gente tem que prestar atenção. Dispneia, que é a dificuldade de você respirar, de você engolir, de comer. Critério de alerta. Isso é extremamente importante, porque porque isso vai determinar se você encaminha ou não esse paciente para o cirurgião bucomaxilo ou para o hospital. Tá? Isso é extremamente importante. Celulite de progressão rápida, porque quanto mais rápida a infecção, mais violenta, virulenta é a bactéria. Tá? E essa virulência da bactéria, às vezes, a gente não consegue tratar com antibioticoterapia via oral. Então, isso a gente tem que prestar atenção. Tá? Dispneia, disfagia, disseminação para espaços faciais cervicais. Então, você viu que a região do pescoço, tal, aumentada, já se preocupa. Tá? Febre acima dos 38 graus. Tá? Trismo intenso. Pacientes não colaborativos. Envolvimento severo das condições sistêmicas. Aí é o que eu falo, que é um paciente com diabetes, é um paciente que é imuno comprometido, HIV, alcoólatra, desnutrido. O paciente que se faz uso de corticoide, paciente com tratamento de câncer. Esses pacientes têm que tomar cuidado, porque eles vão evoluir mal. Eles vão evoluir rápido para mal. Então, viu que o paciente é descompensado, tanto em qualquer aspecto, porque que morria muita gente de COVID, que era descompensada também. Então, os pacientes descompensados na COVID, ele sofreu mais. O paciente com asma, o paciente com hipertensão, o paciente com diabetes, ele sofreu mais. Então, a diferença clínica entre abscesso e celulite não é relevante e no que diz respeito a um paciente que que tomou a longo período aí, deixou e o período de segurança para que eu pudesse fazer uma intervenção, né? O Vicente cortou aqui o que você falou, paciente que que toma corticoide a longo período, quando ele deixa de tomar, você, quanto tempo que eu aguardo para poder fazer uma intervenção nele? O tempo seguro? Então, depende, né? Porque na maioria das vezes, entendi. Na maioria das vezes, esses pacientes que são imuno comprometidos por corticoide, eles vão tomar para o resto da vida, por uma doença autoimune, por algum, alguma doença desse tipo. O paciente que faz o uso contínuo de anti-inflamatório, do AINE, do, desculpa, do corticoide, assim que ele para de tomar, com 15, 20 dias, já tá tudo resolvido. Entendeu? Agora, o paciente, na maioria das vezes, pacientes são imuno deprimidos por corticoide, eles não param de tomar o corticoide. Eles tomam constantemente. Tudo bem? Beleza. Beleza. Entendi. Obrigado. De nada.
Então, vamos lá. Onde a gente está aqui? Complicações das infecções odontogênicas. Aí aqui, cara, começa a complicar, porque angina de Ludwig, mediastinite e trombose do seio cavernoso, que aí entra em uma meningite. Complicações das infecções odontogênicas. Então, pode ter o comprometimento sistêmico. Então, foi aquilo que eu falei, repito de novo isso aqui, que é extremamente importante. Então, pacientes que têm AIDS, etilista, diabetes, anemia, pacientes em tratamento de neoplasias malignas orofaciais, que fazem uso de corticoide por alguma doença autoimune, são pacientes com problema. Então, a gente tem que tomar cuidado. As complicações. Obstruções das vias aéreas. Então, o desvio de traqueia, pneumonia, o abscesso foi para região pulmonar, abscesso pulmonar, pericardite, que é o que é, pericárdio, inflamação do tecido que recobre o coração por conta de uma infecção, porque essa infecção desceu. Eu já vou falar já logo para você. Trombose da veia jugular interna. O que que acontece? Como fica alojado o pus nessa região, ela diminui essa dilatação, essa contração de jogar o sangue para cima ou para baixo e corre de formar um trombo. Tá? Cianose. A cianose é a dificuldade de respirar. Então, você vai ficar respirando forte. Então, você fica com esse aspecto mais azulado, que é a cianose, que a gente fala. Tudo bem? Pneumonia aspirativa. Um paciente pode sair uma, uma quantidade de pus e ele bronco aspirar. Tá? Por conta dessa inflamação do pericárdio, a gente tem um infarto agudo do miocárdio. Tá? Acidose. Uma acidose diabética. A gente diminui a acidose do sangue e causa uma, uma lipotimia. Esse paciente não conseguir se alimentar também. Tá? E essa infecção se tornar generalizada e apagar todos os órgãos, que a gente chama de uma septicemia. A septicemia, a gente já viu alguns casos de acontecer. É muito parecida com o choque séptico que eu falei lá no início. Por conta da drenagem, é difícil acontecer. É difícil acontecer. Foi a mesma comparação que eu fiz, por exemplo, quando você faz uma, uma disjunção em consultório, pode ter o sangramento do plexo. Pode. É raro, mas se acontece. Uma vez dançou.
Angina de Ludwig. Alguém já viu uma angina de Ludwig ou não? Bom, vamos lá. A angina de Ludwig, ela pode ser definida como uma celulite difusa de rápida progressão, de consistência firme, lenhosa, que foi aquilo que eu falei, eu bati muito na tecla do lenhoso, em soalho de boca e região cervical alta. Então, você acaba não pegando ainda a região da subclávia, é mais superior. Tá? É um processo infeccioso do espaço submandibular e acima do osso hioide, inclui os espaços sublingual, submandibular, acima e abaixo do músculo milo-hioide. Então, o que a gente sempre fala é que essa, a angina de Ludwig, ela passa a linha média. Então, ela vem da região submandibular, submentoniana, sublingual, bilateral. Então, essa é a característica da angina de Ludwig. Ela é dos dois lados. Se fosse só, seria um abscesso normal. Quando ela passa a linha média, ela é dita como angina. Tá? Mais de 90% dos casos são de origem odontogênica. Tá? É a maioria das vezes é de terceiro molar, que começa no terceiro molar, até mesmo por uma pericoronarite mal tratada, ou no paciente que a gente tem uma descompensação sistêmica, que a gente tem que observar isso bem. Tá? É 10% são traumas não tratadas corretamente, a infecção óssea ou osteomielite. A infecção, ela sempre começa numa osteomielite. Tá?
Complicações. Complicações clínicas. Então, a dor é extremamente exagerada. Por quê? Você tem um aumento de volume muito rápido. Então, o aumento de volume nessa região, ele acontece de um dia para o outro. E foi aquilo que eu falei, o que dói é a expansão. Então, é essa expansão. Tá? Então, o aumento de volume na região perimandibular, cervical e bilateral. Disfagia. Então, como a gente tá na região do hioide, né? Essa região do hioide, que tem comprometimento com a traqueia, você fica com dificuldade de respirar e de engolir. Entendeu? Tá? Outro ponto, como você pega a região do masseter, você trava essa mandíbula. Outro ponto, o trismo, ele acontece tanto por travamento quanto por dor. Porque se o paciente abre, ele diminui, então você faz mais compressão. Então, na maioria das vezes, o trismo, ele é não mecânico e sim doloroso. Tanto que se você vai entubar esse paciente, ele abre a boca. O grande problema de você fazer a manipulação de abertura é o que? Na hora que você abrir muito, por conta de estar muito comprimido, isso drenar, teoricamente, a celulite não é para ter pus, né? Mas a gente não consegue diferenciar celulite de abscesso. Então, pode ser que nessa fase, a gente já tenha uma quantidade de pus. E se a gente faz essa movimentação de abertura, isso rompa na região meteororó e o paciente bronco aspire. Então, isso é uma coisa que tem que tomar cuidado. Tá? Outra coisa importante, para fazer a intubação, se ele tá com edema muito grande, a gente pode ter um desvio de traqueia ou pode ter alguma coleção nessa região. Fez endoscopia, pode romper, pode drenar pus para dentro da boca. Então, é uma coisa que a gente sempre tem que avisar o anestesista. Tá? Outros homens, igual. Então, a língua vai para frente ou vai para trás. Tá? A gente tem febre associada, calafrios, sialorreia. O que que é sialorreia? É uma quantidade exagerada de saliva. Então, esse paciente, ele fabrica mais saliva, ele fica babando. Tá? E às vezes, a gente entra já em estado de confusão mental por uma dor exacerbada e por um quadro de septicemia. Tá? A gente entra em confusão mental também. Tá? Ó, a gente entra. A doença se caracteriza pelo edema endurecido na região submandibular e bilateralmente. Então, ele tem que passar a linha média com elevação da língua e do soalho bucal. Então, tá vendo que tá tudo próximo aqui? Então, qualquer coisa que você aumente de volume, você obstrua essa região posterior. Então, isso é importante a gente entender. Tá? Ainda pode ocorrer a dispneia, disfagia, decorrente do deslocamento para posterior e para lateral das estruturas bucais. Então, você joga essa base da língua para região posterior. Tá? Para posterior e para lateral das estruturas bucais também, pela imobilidade dessas. Então, ela fica com dificuldade de movimentação. Então, ela fica mais para região posterior. Tenta jogar para frente, mas você não consegue. Tá? É outros sinais e sintomas são decorrentes do processo infeccioso, febre, queda do estado geral, hipotermia. Então, assim, essa, porque você acaba se alimentando menos, porque dói, você não se trata direito, então vai caindo a sua imunidade e isso é ruim. Tá?
Mediastinite. Então, a gente já chegou naquele quadro de angina, já tá na região supra-hioide, a gente não conseguiu tratar, não fez a intervenção. Ela desceu para região torácica. Então, ela vai descer seguindo o platisma, então a região submandibular, subclavicular. Tá? Essa complicação tem um alto índice de comorbidade. Então, assim, o paciente morre mesmo. Tá? A demora do diagnóstico desse quadro e a drenagem e a drenagem própria, elas assim, elas causam um alto índice de mortalidade. Então, se você drenar errado, indicar errado, nesse caso, não sou chegou já tá empenado em região em região supra-hioide, tá com dificuldade respiratória, tá com essa região toda endurecida, chama a cirurgia torácica que Adriana, não somos nós, ou a cirurgia cardíaca ou a cirurgia torácica. Tudo bem? Tá? Importante, quando a gente vê a radiografia pulmonar, a gente vê que ele tá apagado, a gente tem uma opacidade pulmonar, porque tá cheia de pus lá embaixo. Tá? Outro ponto importante, sintomas respiratórios, dor torácica, dispneia, angústia respiratória. Então, angústia respiratória, ele tenta respirar e não consegue, porque a gente perde os movimentos peristálticos dessa região pulmonar por conta do acúmulo de pus na região da base do pulmão. Tá? Tudo bem? Então, o trajeto anatômico, foi aquilo que eu falei, ele entra pelo espaço faringe lateral, ele, ele acaba, às vezes, tem casos, às vezes, que ele até necrosa a região da traqueia, faz perfurações na região da traqueia. Tá? E desce para região do peritônio. Tudo bem? O tratamento nesses casos é a toracotomia. Tá? Então, é drenagem do pulmão. Sintomas, pode não fazer, que a dificuldade de reprodução, edema, edema na região e parte superior da região torácica, distensão jugular. Então, você vai ver aqui, você tem dificuldade para passar esse sangue por conta da compressão do pus. Então, você vai ver que a artéria, ela tenta aumentar de tamanho para poder jogar sangue para o cérebro. Dispneia e hipóxia. Complicações de novo, batendo nessa tecla das intercorrências. Obstruções aéreas, pneumonia, abscesso pulmonar, pericardite, trombose da veia jugular interna, erosão da artéria carótida. A gente pode ter até mesmo erosão da traqueia. Tá? Pneumonia aspirativa, quando eu tenho erosão da traqueia, cai pus para dentro do pulmão. Pneumonia, infarto do miocárdio, acidose, ruptura e septicemia. Trombose de seio cavernoso também, que é outra intercorrência grave, mas é da parte agora superior. Tudo bem, gente? Tudo bem? Tô dando uma, tô dando uma aceleradinha aqui, tá? Para a gente terminar no horário. Tranquilo. Professor, que que vocês querem perguntar aí? Deixa eu voltar. Beleza. Vai tocar. Então, tá beleza.
Então, a trombose do seio cavernoso. Então, ela, esse caso aqui, quem teve que ficou famoso é na mídia, foi aquela, aquela modelo que era casada com, como que ela chamava? Renata Banhara. Ela teve um caso de trombose cavernosa, ela quase morreu. Ela só não morreu porque ela foi para o Einstein aqui em São Paulo e tinha uma condição de saúde boa, mas ela teve uma trombose por um tratamento endodôntico. Tá? Então, sinais e sintomas: dor ocular. Então, você vai ver que esse olho, ele vai para frente, é o que a gente chama de exoftalmia. Tá? Você tem dor na hora que você aperta esse globo ocular, porque como a gente tem um aumento de volume da região posterior, na hora que você aperta, você tem essa compressão, causa dor. Tá? Febre, calafrio, taquicardia, diaforese, edema palpebral, ptose, lacrimejamento, queimação e hemorragias retinianas. Então, você vê aqui, por exemplo, esse quadro, tá vendo dessa hemorragia na região ocular? Tá? Oftalmoplegia. O que que é? O paciente, ele perde o poder de movimentação do globo ocular, porque essa região tá toda edemaciada com pus, que ela dificulta a movimentação dos músculos. Tá? Por conta disso, a gente perde o reflexo de midrias e miase, de abrir e fechar o olho. Tudo bem? Também esse aqui, aí já entra com o neuro, né? O neuro que tem que intervir junto. Tá? Só a bucomaxilo não consegue resolver, mas ela consegue diagnosticar. Então, você vê que o olho tá para fora, tá vendo? Ó. Isso aqui foi um caso que a gente pegou lá no Pirajussara de trombose de seio cavernoso. Paciente quase foi a óbito, mas não foi. Faço aí te necrosante. Serve isso aqui? É um problema. Tá? E foi o que aconteceu com a nossa colega lá do. Professor, fala, já teve algum caso que foi a óbito? Esse caso aqui foi, ó. Esse, ele morreu 15 dias depois. Esse, gente boa, esse cara, mas ele é diabético. A gente fez de tudo para ele, mas não deu certo. Ele foi a óbito. Esse paciente, caramba, tem uns 4 anos já que a gente operou esse caso lá no Pirajussara. Ele chegou conversando com a gente, mas a evolução extremamente rápida. Evoluiu para mediastinite, ele ficou 15 dias na UTI, mas aí ele teve uma pneumonia e não resistiu. O paciente imuno comprometido é difícil acontecer, mas mas acontece. Por isso que eu falo, às vezes você atende mil pacientes, isso acontece um. Pelo menos a gente fez tudo certinho, a gente sabe indicar, sabe, sabe como conduzir. Tá?
A faceíte é uma complicação também que dá dessas infecções por conta dessa compressão dos tecidos pelo pulso. A gente tem uma diminuição da vascularização e a gente tem uma isquemia. Tá? Então, a gente tem uma necrose tanto de músculo quanto de subcutânea de pele.
Então, esse é o grande problema quando a gente faz, por exemplo, a lipo de papada, da gente deixar pouca quantidade de pele na região, a gente acessar a nossa área errada e deixar uma quantidade pequena de pele sem vascularização. Então, tem que tomar cuidado, tá?
Então, ela é de disseminação rápida. Costuma pegar na maioria das vezes quando ela vem nessa região da angina, principalmente a região do platisma, pescoço e parede torácica. Causa necrose do músculo subcutâneo e pele, tá? Aí é o que eu falo que eu já repeti: são pacientes que são imunodeprimidos, imunocomprometidos, diabetes, alcoolismo, tá? Então, são pacientes que têm algum problema sistêmico. Isso não acontece com qualquer pessoa. Para acontecer com uma paciente nutrida é difícil, mas é aquilo que eu falo: se a gente faz tudo certinho, dá errado, a gente tem que entender e saber que pode acontecer, tá?
É mortalidade aumentada, atraso na indicação cirúrgica e mediastinite quando você demora muito para indicar. Às vezes, você fica "cozinhando o galo", que nem dizia minha avó. Não adianta, tem que resolver o problema, tá? E fica com defeito feio, tá? Que às vezes você não consegue resolver, tem que rodar retalho, tirar retalho de alguma região e colocar em outra. Então, fica com uma, fica com uma cicatriz feia, tá?
Então, lá, o que é importante? O diagnóstico precoce de vital importância para um bom prognóstico no tratamento. Indicação para antibioticoterapia. Então, o aumento de volume de rápida, aumento de volume de evolução rápida, trismo, face difusa, comprometimento das defesas do hospedeiro, envolvimento dos espaços faciais profundos e distantes. Então, assim, pensando bem, todo abscesso, toda celulite, antibiótico é mais seguro, tudo bem? Tá? Uma pele coronarite, você pode até tratar ela de forma conservadora, tá? Mas aí, o que eu falei lá desde o início: acompanhe o paciente dia a dia. Piorou? Não piorou? Você pode entrar com anti-inflamatório, mas se você já viu que tem uma indicação e tem uma formação de um abscesso, entra com antibiótico.
Quando não usar? Que aí é muito relativo, né? E é o nosso que tá na reta, a gente fica com medo, né? Paciente saudável e sem comorbidade, abscesso reduzido e bem localizado, a gente pode até pensar em não usar. E pele coronarite branda, mas que pode se tornar uma, uma pericoronarite brava. Então, o que é importante é acompanhar esse paciente dia a dia, tá? Paciente com comorbidade, paciente que tem diabetes, imuno suprimido, não corra o risco, gente. Terapia e acompanhamento diário, tá?
Antibiótico apropriado. Então, terapia empírica, não tem o que a gente fazer, porque a gente não vai ter o teste de sensibilidade, né? A cultura, antibiograma. Então, a gente vai para o convencional, tá? O antibiótico de espectro apropriado. Então, não adianta você colocar um antibiótico que é para infecção urinária para pegar a boca, que não adianta. Às vezes, se você tem uma região que tem muito osso, é interessante você pensar no antibiótico que tem penetração óssea, tá? Ou que a gente tem que pensar um antibiótico com baixa toxicidade e baixo efeito colateral, bactericida preferencialmente, e que tem um custo baixo. Que a gente tem as bacteriostáticos e os bactericidas. Os bacteriostáticos, eles diminuem a quantidade de bactérias, mas não matam bactérias. Ele mata bactéria. Tudo bem, tá?
Então, tá, vamos lá. O que que vocês costumam usar de antibiótico aí? Paciente chegou no consultório com aumento de volume em região submandibular, uma pericoronarite moderada, saindo um pouquinho de pus. Que que vocês costumam usar aí, gente? Amoxicilina clavulanato? O professor não tem essa casuística em consultório. Você faz sua harmonização, né? Isa? Quem que tem consultório aí? Que que tem essa casuística? Oi, Isa. Vamos lá. Vou colocar um caso para você. Oi. Paciente fez uma bichectomia com sete dias, tranquila. Fica sossegada. A gente tá aqui para discutir. A gente é tudo colega, ninguém quer ferrar ninguém. É só para tirar um pouquinho essa tensão da aula. Paciente chegou com sete dias pós a bichectomia, aumento de volume, área hiperemiada, dor, trismo. O que que você faz? Normalmente, a medicação que eu passo, né, de primeira eleição, amoxicilina. Faço um diprospan injetável e dipirona para dor. Só passo isso. Aí, no caso, eu entraria com um clavulanato para dar um reforço. Não sei se eu entraria com mais um diprospan. Tá? Sem entrar com quantos diprospan? Você entra com dois diprospan? É porque no caso seria uma dose de ataque. Não sei. Você sabe que o diprospan, ele tem um alto poder tóxico, 30 dias de cobertura, ele tem uma sobrecarga muito grande da função renal e hepática e ele tem uma grande retenção de líquido. Tem que tomar muito cuidado com diprospan, não usar em quantidade exagerada, tudo bem? Toda vez que você passar para o paciente, aumenta a quantidade de líquido que esse paciente toma. Fechado? Tá? Ok. Seu tratamento é isso aí. Dreno? Não drena? Ah, depende da evolução, né? Você vai entrar com antibiótico, a paciente volta no dia seguinte, melhorou? Você não mexe. É piorou? Tá inchado ainda? Aí, com certeza, ia levar para o hospital para drenar, tá bom? Legal. Isso aí. E se for obstrução do ducto da glândula da parótida? Você se superou? Não, aí soltar, né? [Risadas] Já aconteceu isso? Nunca mais. Já duas vezes colocaram no grupo de amigos aqui. Aí eu orientei soltar. Disse que isso é um aguaceiro danado. Já aconteceu isso de colegas, futura, e chegar para mim no hospital e ter que só soltar o ponto, já resolve o problema. É uma, é uma bobeira, mas que gera um desconforto absurdo para o paciente, né? Não, sim, sim, bastante. Mas já aconteceu. Já vi dois casos de amigos. Já aconteceu. Já acontece. Acontece com quem faz, né? Que eu já tive foi um paciente que teve hemorragia pós-bichectomia porque fez uso de anabolizante na véspera da cirurgia e não me falou. Acontece fragilidade capilar. Acontece. E foi duas horas depois da cirurgia, ele começou a ter uma hemorragia muito forte. Eu passei Transamin para ele. E aí controlou. Fiz uma dose de ataque, aí controlou. Mas sangrou muito. Ele mandou foto para mim como se tivesse morrendo, né? Com a roupa toda ensanguentada, toalha assim. Mas controlou. Bastante dinheiro imprimindo a região. Aí depois ele ficou com coágulo, né? Enorme ali, duro. Aí a gente fez bastante drenagem a laser, né? Fisioterapeuta direitinho para ir ajudando a dissolver. Legal. É isso aí. Alguém mais aí do antibiótico? Olha, se essa questão aí do anabolizante, agora eu fiquei preocupado. Que eu acho que, pelo menos meus pacientes aqui, 90% usam. É complicado, viu? É por isso que é bom fazer uma boa anamnese e entender. Se tem dúvida, pede, pede, pede exame de função renal, pede um TGO, pede um TGP, pede um hemograma, pede um tempo de coagulação, pede o, pede uma contagem de plaquetas. Eu acho que às vezes é importante. A gente tem que tomar muito cuidado com o nosso imediatismo, gente. A gente, a gente como dentista, a gente é muito individualista e muito imediatista. Então, a gente tem que tomar cuidado. Que foi aquilo que eu te falei uma vez: que acontece, às vezes acaba com a nossa vida. Então, a gente tem que estar seguro. E repito de novo: a gente faz tudo certinho e mesmo assim dá errado. Então, mantém o certinho, porque você faz tudo errado, a probabilidade de dar errado é gigantesca, entendeu? Tá bom. Então, vamos lá, gente. Eu gosto muito da cefalosporina de terceira geração, tá? Mas na maioria das vezes, o que tá indicado para infecção odontogênica quando o paciente chega no hospital para a gente é a penicilina, tá? Eu gosto muito do Metronidazol. Aí você fala: "Pô, Igor, você fala que você gosta". Eu quero saber. Sabe? Teoricamente, gente, o que a gente tem que entender é que a nossa experiência clínica também conta muito. E quando eu trabalhava, quando como eu trabalhei muitos anos no SUS, e a gente conversava muito com o pessoal da infectologia, a penicilina com Metronidazol é excelente, excelente. Eu controlo todos os meus casos de infecção com penicilina e metronidazol. Paciente chegou no consultório, tá com problema, cefalexina ou amoxicilina, acompanhamento diário. O paciente volta no segundo dia, melhorou? Melhorou. Não melhorou? Associo o Metronidazol. Metronidazol pega anaeróbios. Melhorou na maioria das vezes, melhora sem problema nenhum. No hospital, mesma coisa: entra com penicilina e já Metronidazol. Tá? O paciente alérgico, clindamicina. E hoje em dia, a gente já sabe que Azitromicina serve também para os pacientes alérgicos, tá? Quando a gente não tem o controle da infecção, encaminha para o hospital. A clindamicina é um ponto importante aí também. A experiência clínica do Doutor Igor do quadro que a gente tinha no hospital, na maioria das vezes, quando eu medicava os pacientes com clindamicina e eles compravam genérico, eles voltavam com abscesso. Então, a clindamicina, eu não sei por quê. Eu até preciso pesquisar isso. Quando for passar aqui na medicina, sempre dava assim, quer não, o genérico. O genérico não é legal. Da clindamicina, hoje eu já vejo que a Azitromicina genérica, ela tem mais efeito do que a clindamicina genérica. Então, eu opto, talvez, o paciente tomar Ásia ao invés da clindamicina. Apesar que a clindamicina, ela tem um poder de penetração óssea muito melhor do que os outros. Então, se eu tenho uma infecção óssea, osteíte, a clinda é melhor ainda, tudo bem? Certo, gente? Então, administrar os antibióticos corretos. Então, critérios para troca de antibiótico. Quando eu vou trocar ou não de antibiótico, tá? Eu introduzi, um paciente fez uma alergia, é critério para você trocar. É uma reação tóxica ou intolerância, então você troca. Quando você fez uma cultura, o teste de antibiograma e deu que aquela, aquela bactéria não é sensível àquele time de antibiótico, não tenho porque você ficar passando ele, tá? Falha na melhora clínica, o paciente não respondeu. Eu, particularmente, não gosto de trocar antibiótico. Por isso que eu entro primeiro com a Amoxicilina, cefalexina, 48 horas, não melhorou, associo o Metronidazol. Eu não gosto muito de entrar com Amoxicilina e Clavulanato. Aí entra com a Clinda. Aí vem quase. Aí eu vou para Clinda. Entendeu? Outro ponto importante: sempre importante tirar a remoção, remover o fator causal. Então, tirar o dente, tirar o foco de infecção, tá? Fazer a drenagem também, que é importante, tá? E observar 48 horas a mesma terapia antibiótica. Então, não adianta o paciente voltar e piorou do dia para o outro e já que ele trocar. Você não vai resolver, pelo contrário, você vai só piorar, porque você vai, ele ativa as bactérias. Então, os antibióticos mais usados são a penicilina, Amoxicilina, Clindamicina, Metronidazol e Azitromicina. Azitromicina, gente, que eu falei, vou repetir, ela também é usada hoje para pacientes que são diagnosticados com alergias penicilinas, tá? Tanto a Clinda quanto a Ásia. É um Clavulin que a Isa gosta, aí ó. O Flagyl e o Dalacin. Então, reiterando aqui que eu gosto da Dalacin, tá? Não que eu gosto, quando os pacientes que voltaram para mim que fizeram uso de Clindamicina genérica, o resultado não foi legal. Prescrição medicamentosa. Isso aqui é o que a gente costuma usar no hospital. Então, como que funciona lá no hospital? A gente usa penicilina, a Clindamicina, que é o Dalacin, associado ao Metronidazol. A Clinda, por exemplo, ela tem um alto poder de penetração no tecido ósseo. Então, ela ajuda nos pacientes com osteomielite. E o Metronidazol, ele tem uma ação nas bactérias anaeróbias. A Clindamicina também, mas o Metronidazol, ele é mais efetivo nas bactérias anaeróbias. Cefalotina também, que é a terceira geração, com Metronidazol. Ceftriaxona também, que é um excelente, que é o Rocefin, que é um excelente, ele tem um excelente poder de penetração no tecido ósseo. Esse e essa medicação, ela é de escolha para quando eu tenho uma infecção óssea que todos os outros remédios não fizeram efeito. Então, a gente sempre entra com Rocefin, tá? Que é a Cefalexina. O certo é Prima, que já é um, uma bactéria, um antibiótico que já são para bactérias que a gente fez um teste de sensibilidade, fez cultura, que já é uma bactéria, um antibiótico mais específico, tá? Vancomicina, Vancomicina, Piperacilina e o Tazobactama. Esses são usados para infecções aquelas multibacterianas, multirresistentes. Então, são antibióticos específicos de hospital, tá? Os anti-inflamatórios que eu costumo usar: Tenoxicam, Piroxicam e o Cetoprofeno. E os corticoides: a Dexametasona, tá? Analgésico, costuma usar o Dipirona ou Tylenol, tá? E Omeprazol uma vez por dia para não sobrecarregar o estômago, tá? Então, aquilo que eu falei, a evolução, avaliar o paciente com frequência. Oi, pode falar. Laerciona, no fim, eu vi lá que você aplica de 12 em 12. Aí ele é intramuscular? Certo? É. Isso. Intravenoso. Mas ele tem intramuscular, né? Tem, tem também. Mas daí faria como? Tá no hospital, faria intravenoso. Mas se fosse utilizar alguém intramuscular, teria que ser um ao dia ou de 12 em 12? Quantos em 12? De 12 em 12. Você pode fazer dois gramas uma vez ao dia também. Mas o mais indicado é você fazer uma grama de 12 em 12. E você, vamos supor que é intramuscular, não houve necessidade de internação, você faria de 12 em 12? Quantos dias? Sete dias. Sete dias. E associaria Clindamicina? Pode ser que sim, pode ser que não. Aí é o que eu falo, depende da evolução. Por isso que eu falo, você faz a evolução diária. Nesse caso, você entra aí, vê. E de 12 em 12 e sete dias. Você chegou no hospital para você, quando que você entra, por exemplo, com a Ceftriaxona, que é o Rocefin? O paciente passou, ele foi num pronto atendimento, entraram com penicilina, ele não resolveu o problema, entraram com Metronidazol, não resolveu o problema. Ele chega para você com quadro agudo ainda de infecção. Para você no hospital, é a primeira? Aí já é uma, vamos se dizer, que é um tiro de canhão numa formiguinha, mais ou menos. Tudo bem? [Música] Aí no caso seria de 12 em 12? Associado a Amoxicilina durante sete dias? Pode ser. Mas eu sempre faria ele primeiro, ver como o paciente está. Evoluiu bem, só mantém a Ceftriaxona. Se não evoluiu bem, associo a Clindamicina. Agora, o paciente chegou igual, por exemplo, aquele caso que eu te mostrei desse tiozinho aqui, ó. Esse, esse caso, o que que aconteceu? A gente já entrou com Ceftriaxona e Clindamicina já na hora que ele chegou. Entendeu? Porque já estava grave, paciente imunodeprimido. Entendi. Mas se chega um paciente desse com grau de comorbidade baixo, eu entro só com Ceftriaxona. Tudo bem? Perfeito. Obrigado. Então, tá. Avaliar o paciente. Então, o paciente de infecção, gente, ele é diferente dos outros pacientes, tudo bem? Tá? Então, infecções ambulatoriais, segundo dia após drenagem. Então, quando diminuiu, então, a melhora dos sinais e sintomas. Drenagem nativa. Remove o dreno. Eu, particularmente, foi aquilo que eu falei para vocês: 48 horas, remova o dreno, porque o dreno é o foco de infecção também. Então, ele tem o tempo, o período dele de ação. 48 horas, cara, ele não vai fazer mais efeito, a não ser que eu tenha uma atividade muito grande de pus ainda. Mas aí eu já começo a pensar de uma forma diferente. Em 48 horas, a atitude que você tomou, ela tem que tomar, ela tem que ter surtido efeito. Se ela não tomar, você tem que tomar alguma outra atitude, tá? Ou ficou uma loja, você precisa drenar de novo, você tem que intervir. Esses pacientes com infecção, você não pode ganhar, você não pode empurrar com a barriga, tudo bem? Eliminar os focos infecciosos, que é importante, tá? Sem melhora, mais drenagem ativa, irrigação, manutenção do dreno, reavaliar a necessidade de cultura, antibiograma. Por isso que é importante que o paciente chega para você no hospital, você vai fazer uma drenagem já no primeiro dia, seja a Drena e qual cultura e antibiograma, porque se esse paciente piorasse, já sabe qual antibiótico ele vai ser sensível lá na frente, que a profilaxia antibiótica que você tá fazendo não tá sendo efetiva, tudo bem? E a criança é um ponto importante, cara. A criança evolui tanto bem rápido para bem, quanto evoluir rápido para mal. Avaliar o paciente com frequência. Então, foram submetidos a drenagem de espaços profundos, segundo, terceiro dia de pós-operatório. Espera-se redução do edema, melhora do quadro geral, com possibilidade de suturação. Se não a melhora, investigar possíveis falhas no tratamento. Então, aí você vai ver: será que ficou uma loja? Porque às vezes uma infecção, ela cria várias lojas, igual uma melo-blasto, toma multilocular. Você não tem várias lojas, você tem que acessar todas essas lojas. Por isso que eu falei: vai com a Kelly, bate no osso, passa pela região inflamada, mandibular, vai para a região lingual, vai procurando. Procedimento cirúrgico inadequado, defesa do paciente deprimida, corpo estranho. Às vezes, pode ter o dente. Vamos arrancar o dente. Dosagem de antibiótico diferente. Às vezes, eu tô fazendo um grama de Rocefin por dia, eu posso fazer dois. Às vezes, eu tô fazendo 1.600 mg de Clindamicina, eu posso fazer duas miligramas por dia. Entendeu? Outro ponto: medicação não atinge o local de drenagem. Por quê? Porque eu não tenho vascularização. Aí o que que eu faço? Por isso que eu faço com os pacientes sempre com compressa morna, para quê? Para melhorar a vascularização, tá? Diagnóstico bacteriano errado e manutenção do foco. Você tem que tirar o dente. Às vezes, não adianta você manter o dente lá. Mas para você tirar o dente, antibiótico terapia não tira o dente. Não faça drenagem sem antibiótico. Casos clínicos, tudo bem, gente? E aí, vamos discutir algumas coisas que que ficou pendente aí? O que que vocês ficaram com dúvida? O que que não ficaram? Quero saber. Pode abrir a câmera de todo mundo aí agora. Quero ver quem que estava aí. Nós vamos fazer a chamada agora. Todo mundo abriu rápido agora a câmera. Falou que ia fazer a chamada. O louco aí, já tá em ordem. Como é que entrou isso? A Lívia? Lívia estava com cara de sono. Estava dormindo ainda. O nosso amigo de Fortaleza lá. Você é louco. Você tá ruim para nós, imagina para ele, hein? Solzão na de frente para a praia. Eita, nós, hein? Que vontade que queria estar aí. Vicente, Fernando também estava dormindo, né? Fernanda de casa hoje. E aí, gente? Vamos lá. Vamos discutir um pouquinho aí. A gente tem uns 15, 20 minutinhos aí. A gente tocou direto. Que que pega aí para vocês nessa parte de infecção? O que que vocês acham que que agregou? Que não agregou? O que que vocês querem perguntar aí? Vamos aproveitar um pouquinho esse tempo. Vocês acham que dá para fazer isso no consultório? Não dá? Como que é? Professor, já fiz uma drenagem no consultório. Já. Mas hoje em dia, eu não faria novamente. Não. Agora você só coloca as coisas no rosto. Tá bem. Não. Mas é mesmo pelo. Eu acho que às vezes a imaturidade faz com que a gente às vezes faça coisas que depois a gente vê: "Rapaz, era melhor ter ido para o hospital". Tem caminhado, né? Então, às vezes, a gente quer resolver o problema do paciente, pode arrumar um maior. Então, eu fiz uma drenagem de abscesso no consultório, graças a Deus, deu tudo certo. Mas não é válido. Acho que não vale a pena. Melhor fazer mesmo é, às vezes, o que a gente pode fazer, se a gente tem segurança, pelo menos fazer a indicação correta. A gente indica. É a melhor coisa. Eu acho que quando a gente tem, a gente tem um pouquinho de segurança. Mas eu acho que a gente está partindo, a gente está entrando numa área, cara, de bucomaxilo, que eu acho que é importante a gente saber fazer isso e ter alguma segurança com relação a isso, tá? Porque talvez vai ser uma frequência aí. Quando a gente começa a partir para procedimentos cirúrgicos de grande porte, ele tem que saber tratar as complicações. É muito fácil você fazer, mas não saber tratar as complicações. Então, eu acho também um ponto bom desse convívio de hospital, entender que tem complicação, porque a complicação nunca volta para gente, ela sempre volta para o hospital. Hoje, como eu trabalho no hospital, chega muita complicação, muita, muita complicação, tanto de roque quanto de de terceiros molares, de infecção. Mas só que a gente tem que entender e a gente tem que saber. Mas isso para todas as áreas, né? Professora, a partir do momento que você faz alguma coisa, você tem que estar capacitado a resolver intercorrências. Sim, com certeza. Com certeza. Sim, sim. E isso é extremamente importante, porque quando esse paciente chega lá no hospital, o que que acontece? Se ele não é bem orientado e tá bem instruído, ah, mas foi o dentista que fez. O médico vai falar: "Você entendeu?". Eu tive um caso, é o que eu falo, que tudo que vocês imaginaram de intercorrência, eu já tive. Eu tive um caso que eu fiz, uma paciente, eu fiz anestesia, ela teve uma convulsão. Convulsionou no consultório. Você sabe o que é isso? Convulsionar? Ela ficou dois minutos e 40 segundos convulsionando na cadeira, consultório odontológico. Aqui, o que que você faz? Difícil. Aí, você sabe, você tem todas as técnicas, você faz aspiração aqui no consultório, você não tem nada. Você não tem nada para fazer. Sem caminha para o hospital. Faz um relatório. O que que a primeira coisa que o médico falou é: "Foi o anestésico do dentista". Você entendeu? Então, assim, a gente fazendo tudo certo, a gente corre o risco. Dá errado. É preciso o paciente vem a óbito em consultório. Então, foi o que eu fiz. Você faz um relatório, explique o que aconteceu. Pai, a gente foi descobrir que ela tinha um problema neurológico, que ela passou por um período de stress e convulsionou. E a médica do pronto-socorro fez um relatório para ela falando que foi anestesia. Só que eu não, tranquilo. Eu falei: "Cara, não é possível. Não é possível. Usei, eu uso três tubetes anestésicos para tirar o siso. Não pode ser interação medicamentosa". Conversei com amigos, aí descobrimos que ela tinha um pequeno problema que hoje ela toma o Tegretol, você entendeu? Mas eu não fiquei tranquilo até descobrir, porque eu falei: "Cara, não é possível". Então, você tem que estar bem instruído, saber o que você tá fazendo. Foi aquilo que o, acho que não sei se foi o Vicente ou se foi o Adriano, que me perguntou do paciente, cara, faz um relatório, pede um relatório para o cardiologista, sempre. Você deixa isso documentado. O cardiopata, o Doutor Adriano pediu lá o relatório, porque ele faz o uso da medicação anticoagulante. Mesma coisa. Ainda vai fazer uma lista de papada nesses pacientes, não tem nenhum problema hematológico, entendeu? Não custa nada pedir um exame de sangue. Você pode tirar uma pinta da testa, a gente pede, entendeu? Aí dá uma intercorrência. Ah, mas não tinha exame de sangue, não tinha não sei o quê, não tinha não sei o quê lá, não sei o quê lá. Dá uma infecção. Não, mas ele tinha, estava tudo normal. Ó, tá aqui, entendeu? Fala lá. Uma intercorrência. É uma vez, um indicado para mim, uma paciente, um paciente, na verdade, uma paciente pós-cheque-tomia. E aí, exatamente, após dois a três dias, já faz um tempo, três ou três dias, começou a ter edema significativo, só de um lado. E aí não tinha características de infecção. Eu falei: "Olha, promete alguma coisa". E não deu outra. Na hora que eu que eu fui verificar, já saiu aquela quantidade. Relata quando ele começa a mastigar, né? Que tem a estimulação da saliva, aquilo piora, enche a cavidade. E aí, na altura, eu não sabia como eu ia resolver, né? Pensei em indicar para viver ali no momento. Vou colocar um dreno aqui. Por sorte, eu acho, não sei, aquele dreno acabou fazer um novo conduto, né? Um novo caminho, um novo ducto. E aí se tornou o ducto da paciente e foi resolvido o problema. Mas qual seria a sua conduta aí nesse caso do rompimento do parotídeo aí do paciente? Abrir? Deixa aberto? Melhor coisa que você tem que fazer ali. Um dreno ou não? Então, eu, particularmente, não muda muito o efeito, porque se ele faz o caminho da saliva, pode acontecer duas coisas aí: obstruir, fechar, tá? É fechar e obstruir. Acabou. Ou ele formar o novo ducto e abrir. Se ele fechar, obstruir, tem uma técnica que você entra com uma cânulazinha bem pequena pela, pela carúncula e vai até a parótida e deixa lá pelo menos 10 dias essa cânula. E aí você vai puxando ela devagarzinho para formar um novo ducto. Na maioria das vezes, desses casos de bichectomia, o que acontece é prender mesmo por conta da sutura. Então, você tirou a sutura, acabou o problema. Ele vai drenar e você deixa aberto, entendeu? Basicamente, isso que eu costumo fazer. Os casos que eu peguei foram isso que aconteceram, sem quadro de infecção nenhuma, certo? Gente, e aí? Vamos perguntar alguma coisa de infecção? Já dá para fazer no consultório? Não dá? Já vou começar a furar todo mundo? Ou a Fernanda, eu tô com inveja dela. Não, ela tá deitada de cobertor ainda. Gostoso. Hoje eu aproveitei mesmo, viu? Pijama o dia inteiro, deitadona aqui no sofá, vendo a aula. Deve ter dormido umas três horas. Aí já voltou da Califórnia. Tá onde agora? Isa? A Isa já estava na Califórnia agora há pouco e chegou no Brasil. Gente, espero ter ajudado vocês um pouquinho aí. A partir do ano que vem, a gente talvez se vê mais. Essa aula EAD é ruim pra caramba. Eu gosto de fazer umas aulas mais participativas, de contar com vocês. Achei que foi bem produtivo. Espero ter ajudado vocês aí. Você vai ver que o time lá da galera é muito prática. A gente vai tentar passar muita praticidade para vocês, que eu acho que é o mais importante. Eu acho que teoria, a gente todo mundo é bem informado e eu acho que a gente precisa mais é de prática mesmo. E o time lá que a gente tá é muito, muito competente na parte prática. Então, foi o que o Laércio falou: "Que burro, raiz". Cara, você tá no lugar certo. Tem o Felipão, tem o Luciano, Walter, a Sandra, o Thiago. Tudo galera buco aí de hospital. Só tenho a agradecer vocês aí pela confiança. Estamos aí. Tem o número lá nosso no WhatsApp, se precisar de alguma coisa, ficamos à disposição, né? Eu também, se Deus quiser, o ano que vem a gente vai ter um contato mais, mais pele a pele aí, a gente vai ficar junto aí para conversar mais e discutir mais casos. E eu fico à disposição. Você e sincero, perguntar alguma coisa, estou aqui ainda. Perguntar não, mas queria agradecer pela aula. Foi muito boa, viu, professor? Ajudou bastante. Fechado. Então, gente, obrigado. Eu que agradeço, gente. Amanhã vocês têm aula ainda? Legal. Beleza. Fechado, gente. Bom descanso para vocês. Tudo de bom. Igualmente. Viu? Nada.