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Estudo da Carta aos Efésios - Romeu Bornelli - Parte 03

Palavra Guardada1:11:51

Transcription

Da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele, e em amor nos predestinou para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito da sua vontade. Então aqueles que foram eleitos foram, em amor, predestinados; e predestinados para a adoção de filhos, como nós falamos em outras palavras, predestinados, então, para serem conformes à imagem do seu Filho; isso é adoção de filhos, e nós estávamos lá em Romanos 8:15. Foi aí que paramos. Esse espírito de adoção que nós recebemos é baseado nele que nós podemos clamar: Aba, Pai. A próxima menção que gostaria de citar desse termo, vamos ler desde o verso 20 aí mesmo de Romanos 8, e chegamos lá; é outro capítulo de Paulo que nos deixa sem fôlego, Romanos 8; Romanos 8:20 vai dizer: Pois a criação está sujeita à vaidade, não voluntariamente, mas por causa daquele que a sujeitou; e não daquilo; ise aquele é o homem caído, o Adão caído, sujeitou toda a criação, diante da qual ele era o embaixador de Deus, o representante de Deus; ele sujeitou a toda a vaidade na esperança de que a própria criação será redimida do cativeiro da corrupção para a liberdade da glória dos filhos de Deus. Porque sabemos que toda a criação, significa todo o universo criado, há um só tempo geme e suporta angústias até agora; e não somente ela, mas também nós que temos as primícias do Espírito, igualmente gememos em nosso íntimo. A palavra gememos aqui fala de um estado de tensão, eh, ansiosa, uma tensão penosa; é a ideia do gemer aqui. Gememos em nosso íntimo aguardando, então, a roste; mais uma vez, adoção de filhos; e aqui veja, está bem explicada: Redenção do nosso corpo. Ou seja, é a última etapa da nossa tão grande salvação. Já fomos regenerados em nosso espírito, estamos sendo santificados em nossas almas e seremos glorificados ou transfigurados em nosso corpo; e essa é a redenção do nosso corpo. Então, apenas para que não fique nenhuma lacuna aqui, falávamos disso no intervalo: o processo de santificação atual dos que pertencem ao Senhor é, em última análise, um processo de glorificação, só que ela irá se consumar com a glorificação dos nossos corpos. Então poderíamos dizer assim: Santificação é glorificação das nossas almas, porque as nossas almas vão se tornando de glória em glória a imagem do primogênito entre muitos irmãos; pensamentos, sentimentos, escolhas, caráter, né, que é o fundamento disso tudo. Então esse é o assunto da santificação e o processo de santificação, assim como falamos até mesmo nesse texto que lemos de George Findley com relação à eleição, ele é um processo de mão dupla; sempre é Deus quem começa a ação em direção a nós, senão nada poderia ser iniciado; sempre ele que nos busca, sempre ele que nos fala, sempre ele que vem ao encontro; agora ele aguarda que tipo de resposta nós daremos a essa vinda dele a nós, pelo seu Espírito, pela sua palavra, usando circunstâncias, usando nossos irmãos, usando ímpios até; não é o Senhor? Tem muitas maneiras de vir a nós. Então ele aguarda as nossas respostas, porque as nossas respostas a essa vinda do Senhor determinarão o nosso avanço. Então aí, meus irmãos, fica muito claro porque alguns cristãos avançam com mais realidade nessa vida de semelhança com Cristo e outros são tão lentos. O motivo não é: aquele tem mais disso ou mais daquilo, é filho predileto de Deus, quem sabe? É porque comigo as coisas não funcionam; é porque o meu histórico foi muito complicado; todas essas são evasivas que nós usamos para realmente avançarmos com o Senhor, porque a única coisa que determina a velocidade e a profundidade de nosso avanço são as nossas respostas, aquilo que o Senhor nos tem falado; que isso fique claro para nós, meus irmãos. Porque falávamos ali que hora nós estamos vivendo como igreja, não é? Todas as coisas em geral, eh, que tocam o Senhor e sua palavra têm sido desconsideradas em geral; o evangelho, entre aspas, que não é evangelho algum, que tem sido pregado é uma mensagem psicológica, uma mensagem de coaches que promovem conversões psicológicas e não conversões espirituais; e há muita diferença entre uma conversão psicológica e uma conversão espiritual. A conversão espiritual tem fruto espiritual, fruto de transformação de vida, de mente, de conduta, de caráter; isso é conversão espiritual. E conversão psicológica é aderir-se a uma ideia, a um movimento, a um grupo; conversão social, psicológica, conversão mental, inclusive aderindo a uma ideia, não é verdade? Então, adoção de filhos, voltando aqui no texto, é a redenção do nosso corpo, a última etapa dessa nossa tão grande salvação. Aqui em Gálatas também ele usa essa palavra, vamos examiná-la no texto de Gálatas; Gálatas 4; Gálatas 4:4: Vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou o seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para resgatar os que estavam sob a lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos. Você tá vendo o termo que denota propósito, como nós destacamos duas vezes, já apareceu aqui; está dizendo que Deus enviou o seu Filho, nascido de mulher e nascido sobre a lei; primeiro, número um, para resgatar, redenção, os que estavam debaixo da lei; número dois, a fim de que, ou para que, recebêssemos a adoção de filhos. Que lindo esse verso, irmão, que está mostrando a vinda de Deus, o Filho; Deus enviar o seu Filho com duplo propósito: um propósito é a redenção, o outro propósito é a filiação, a adoção de filhos. E por vós sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito do seu Filho, que clama: Aba, Pai. Interessante, Paulo aqui não colocar assim: ó, o Espírito de Deus, o Espírito Santo, por exemplo, mas ele colocar o Espírito do seu Filho; sabe por que ele colocou isso? Por causa do verso anterior, que nós fomos chamados para adoção de filhos. Então Deus enviou o Espírito do seu Filho, que é aquele que nos transforma e conforma mediante a imagem do seu Filho, para que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. Então o Espírito do seu Filho clama: Aba, Pai; mais uma vez. De sorte que já, já não és escravo, porém filho; e sendo filho, também és herdeiro por Deus. Seguindo o texto de Efésios, onde nós estamos? Qual é a próxima bênção no versículo 6 e 7? Então é dito que essa eleição, essa predestinação em amor, essa adoção de filhos, por enquanto, até aqui essas três, certo, tem um propósito designado nessas palavras para o louvor da glória da sua graça. Acho que você já ouviu também que a epístola aos Efésios é chamada de epístola dos superlativos, porque Paulo não fala só da graça, ele fala da riqueza da graça; e não só da riqueza da graça, mas da suprema riqueza da sua graça; ele não fala só da glória, mas ele fala da riqueza da sua glória. Então é uma epístola onde ele usa superlativos, porque ele tem que buscar o que ele encontrar no vocabulário humano para descrever o que ele está vendo. Então ele usa essas expressões maravilhosas nessa epístola. Então, eleição, predestinação em amor, adoção de filhos, é para o louvor da glória da sua graça; não apenas sua graça é maravilhosa, sua graça é salvadora, mas sua graça é gloriosa; é a glória da sua graça que ele nos concedeu gratuitamente. Amado, que linda expressão essa, meus irmãos! Este é o meu Filho amado, e nele eu tenho todo o meu beneplácito, prazer. Então ele vai dizer que: porque nós fomos escolhidos no Amado, então nós experimentamos, em união com o Amado, o mesmo prazer e delícia do coração de Deus o Pai que ele tem em Deus o Filho. Você acha que é pouco? Precisa de alguma coisa para melhorar tua autoimagem? No qual, verso sete, nesse Amado, mais uma bênção. Então estamos aqui na número quatro: temos a redenção pelo seu sangue; aí na primeira sessão já falamos um pouco do valor disso, né? É sangue de quem mesmo? Do Deus-homem; é o sangue dele que nos apresenta diante da glória, santidade e justiça de Deus. Então temos a redenção pelo seu sangue, lembrando que redenção aí é uma palavra específica para comprar escravos no mercado, certo? Pagar um preço; havia até uma moeda específica chamada litron ou lutron, que era uma moeda do mercado de escravos; e redenção no grego é apolytrōsis, porque faz referência a esse lutron, a moeda de comprar escravo. Então diz que nele nós fomos comprados de um mercado, livre, um mercado de escravos, pelo seu sangue; a remissão dos pecados. Então a redenção incluiu a remissão dos nossos pecados, claro, porque o preço foi pago, né? Segundo a riqueza da sua graça; tá vendo mais um acúmulo de palavras aqui? Não só graça, mas a riqueza da sua graça que Deus derramou abundantemente sobre nós em toda sabedoria e prudência. Meus irmãos, essa obra salvífica de Deus Pai, através de Deus o Filho, foi realizada segundo a sabedoria de Deus e de acordo com a prudência de Deus; ou seja, o seu juízo sábio é a ideia aí de prudência. Então esse juízo sábio de Deus, essa, essa sabedoria de Deus foi que propuseram a redenção por este meio; é a ideia nesse versículo, sabedoria e prudência, desvendando-se da sua vontade, segundo o seu beneplácito, que propusera em Cristo, de fazer convergir nele, na dispensação da plenitude dos tempos, todas as coisas, tanto as do céu como as da terra. Como nós falamos que esse verso, esses versos 9 e 10 são um parêntesezinho, né? Abre no nove e fecha no final do 10; vamos chamá-lo de revelação; mais uma bênção espiritual, porque nós podíamos, na verdade, irmãos, ser eleitos, predestinados em amor, adotados como filhos, né, redimidos pelo seu precioso sangue, mas não termos, assim, revelação desse que é chamado, eh, o propósito eterno de Deus no capítulo 3, verso 11; poderíamos não ter, por que que necessariamente teríamos que ter? Não teríamos, não é? Eleitos, predestinados, redimidos, mas sem revelação de qual é o eterno propósito de Deus; mas graças ao Senhor, mais uma bênção espiritual; ele não fez isso tudo que já citamos, mas ele desvendou-nos qual é o mistério da sua vontade; ele desvendou o fato de que ele vai tornar a congregar em Cristo todas as coisas desconexas e colocá-las debaixo de um, um único cabeça, para que em todas as coisas ele tenha primazia; porque aprouve a Deus que nele residisse toda a plenitude; e é nisso que nós nos gloriamos, irmãos; é que o nosso Cristo, que é desprezado pelo mundo e sempre será, os seus, quanto mais o dia do Senhor se aproximar, mais desprezados serão pelo mundo; e temos que estar dispostos a seguir o Senhor na senda da sua rejeição. Já estudamos os Hebreus na, na, no encontro passado, aliás por dois encontros, né? E nós vimos que aqueles irmãos sofreram até mesmo o espólio dos seus bens, tendo ciência de possuirem um patrimônio superior e durável, que fala exatamente da herança que eles tinham em Cristo; e por causa do nome dele perderam todas as coisas. Então, quanto mais o dia do Senhor se aproximar, mais nós devemos estar claros: nós fomos chamados para seguir o Senhor na senda da sua rejeição para o mundo; ele tem uma certa, certa atratividade na medida que toca os interesses do mundo, certo? Então você vê aí essas figuras, eh, emblemáticas, midiáticas, inclusive com o nome de Jesus para tudo quanto é lado: no pescoço, na testa, no pulso, não é? Enquanto lhes é conveniente, mas à medida que a vinda do Senhor se aproximar e a senda da rejeição pelo nome dele se tornar mais claro, então o valor do nome dele para cada um daqueles que de alguma maneira professa o nome dele será testado. Então é aí que nós estamos. Nele, digo, fechou o parêntesezinho no 10, e ele volta e diz assim no verso 11: vamos para mais uma bênção; nele, digo, no qual fomos também feitos herança; aqui tá uma expressão difícil, então vou tentar ajudar os irmãos; consulte você mesmo fazendo os seus estudos. A ideia envolvida aí é a seguinte: o apóstolo está dizendo assim: em tudo aquilo que um dia, na vinda gloriosa do Senhor, pertencer a Ele, o reino, a autoridade, o governo, tudo que um dia a ele pertencer de modo visível, certo? Porque ele já reina no seu trono e aguarda que os seus inimigos sejam postos aos pés dos seus pés; ele já é Senhor dos Senhores e Rei dos Reis, só que isso não está revelado para toda a criação ainda. Então Paulo tá dizendo assim nesse verso 11: em tudo aquilo que um dia lhe pertencer, nós que cremos nele temos garantida uma participação; é a ideia de: nele fomos feitos herança, certo? Ele é o herdeiro de todas as coisas, como também já citamos. Então em tudo que pertencer a ele, evidentemente de maneira na sua vinda, nós temos garantida uma participação, porque nele nós fomos feitos herança; é o que ele quis dizer. E aí, o que você acha? Predestinados segundo o propósito daquele que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade. Ah, como eu aprecio essa última frase aí! Bem, Paulo reflete a mesma ideia nas palavras de Romanos 11, que cantamos em nossos cânticos: Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus caminhos! Quão inescrutáveis os seus juízos! E aí vêm as perguntas, não é? Quem conheceu a mente do Senhor? É a primeira. A segunda pergunta: quem foi o seu conselheiro? Ah, meus irmãos, que bom! Alguns dizem que o Senhor criou o homem no sexto dia, dia para que ele não tivesse palpite nos anteriores, né? Porque ele faz tudo conforme o conselho da sua vontade; não precisa de conselheiros, não precisa de ideias, não precisa de: eu acho que seria melhor assim, né? Quem foi seu conselheiro? É a pergunta de Paulo. A próxima é: quem primeiro deu a ele para que ele tenha que restituir, pagar de volta? Aí ele vai dizer: porque dele, por meio dele, para ele são todas as coisas; a ele seja a glória eternamente. Amém! Sabe um outro verso que eu gostaria de mostrar pros irmãos? Salmo 115, verso 3. Olha que lindo! Esse verso é um verso que contrasta a glória de Deus com os ídolos, né? Muito conhecido esse Salmo 115, e ele diz assim: olha, verso 2 diz: Por que diriam as nações: Onde está o Deus deles? No céu está o nosso Deus, e tudo faz como lhe agrada. Aí, como nós vimos a frase final desse irmão George Findley: aquilo que apraz a Deus, que agrada a Deus, necessariamente tem que ser justo e reto, porque Deus é justo e reto; e o que apraz a ele devia contentar o nosso coração. Tudo faz como lhe agrada; ou nas palavras de Paulo aqui em Efésios: faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade; são as mesmas palavras do salmista, né? E faz isso, nos deu herança nele, ou nos fez nele herança, né? Em tudo que o pertencer temos a nossa participação; nele, o herdeiro de todas as coisas; para quê? Verso 12 diz: a fim de sermos para o louvor da sua glória; nós os que de antemão esperamos em Cristo. O que Paulo quer dizer com isso? Ele tá falando sobre os judeus que primeiro foram alvo, por causa da aliança com os pais no Velho Testamento, foram alvo da revelação do Messias; veio para o que era seu e os seus, então não receberam; mas ele veio para o que era seu. Então quando ele diz nós, ele tá se referindo a essa identidade nacional aí, o povo de Deus que em primeiro lugar recebeu, eh, foi alvo, né? Na verdade não recebeu, mas foi alvo do envio de Deus, do seu Messias, Cristo. Então ele diz: nós os que de antemão esperamos em Cristo; antem, nos tempos do, da antiga Aliança, do Velho Testamento. Aí ele vai dizer: em quem também vós, vós aqui, quem? Os Efésios, que eram gentios. Então, em quem também vós, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa. Agora já estamos em mais uma bênção espiritual: nas regiões celestiais em Cristo, que é exatamente o selo do Espírito e o penhor do Espírito, que na verdade é a mesma coisa. O selo é o penhor. Nós já vamos explicar. Então ele diz: fostes selados com o Espírito Santo da promessa, o qual é o penhor, certo, da nossa herança até o resgate da sua propriedade, em louvor da sua glória. Vamos parar um pouquinho essa bênção aqui, porque ela também tem implicações que seria muito bom que os irmãos, eh, meditassem diante do Senhor com muita calma o sentido desse selo ou desse penhor do Espírito. Vamos de trás para frente, vamos entender o que que é penhor primeiro: penhor da nossa herança até o resgate da sua propriedade; penhor é o selo, certo? Mas então, se é a mesma coisa, por que que Paulo usa duas palavras? Porque há uma nuance aí para nos ajudar entender um e outro; esse selo que é o penhor, penhor que é o selo; ele usa dois termos porque nós precisamos compreender de dois ângulos. Vamos colocar assim: é o ângulo do selo e o ângulo do penhor, tá certo? Então a ideia do penhor é: primeira prestação da aquisição de algo; você vai comprar uma coisa a crédito, você vê que isso já era comum nesses dias, né, que a palavra foi escrita; você comprar alguma coisa e dar apenas um primeiro pagamento ou um penhor, uma primeira prestação; e a primeira prestação era a garantia, ou deveria ser, né, no caso de relações humanas, de que o total seria pago, porque o bem já foi adquirido, uma primeira prestação já foi dada. Então o credor teria a garantia através da primeira prestação de que ele receberia o valor todo. Agora vamos pensar nessa transação relacionada a Deus para compreender esse penhor aí primeiro, como é precioso, meus irmãos! Nessa, vamos pôr entre aspas, certo? Nessa transação da nossa salvação, o que Deus fez? Ele nos deu um penhor; é como se ele estivesse adquirindo alguma coisa; ele que é o comprador, ele é quem deu o penhor; ou será que fomos nós que demos para ele? Tá muito claro aí: o penhor é o Espírito. Então ele deu o penhor, ele deu a primeira prestação, e ele está garantindo para nós que o restante será dado, o restante será pago; que restante? A plenitude de nossa salvação. Amém! Regeneração do Espírito, transformação da alma e adoção de filhos, redenção do nosso corpo. Agora, meus irmãos, se o Espírito Santo que habita em nós é o penhor, dá para ter algum tipo de dúvida? Será que Deus vai voltar atrás na transação? Ele vai dizer: não estou contente, eu esperava muito mais de você, eu coloquei meu penhor no lugar errado? Não! Porque esse que nos separou, ele nos separou de forma presciente; ele sabia tudo de nós e ainda assim nos escolhe. Então, penhor: primeira prestação de um bem adquirido; que que nós somos? Nosso Deus em Cristo, um bem adquirido. Agora a ideia aqui, olha: até o resgate da sua propriedade, em louvor da sua glória; mas literalmente o texto grego diz assim: até a redenção da possessão adquirida; nós somos a possessão adquirida; e ele nos deu o Espírito Santo como penhor, de que ele redimirá toda a possessão adquirida. Então, digamos: é redenção do espírito, é redenção da alma e a redenção do corpo; plena redenção da possessão adquirida. Esse é o penhor. Agora o selo; o selo, acho que a ideia, embora a do penhor seja maravilhosa, a do selo é ainda mais ampla. Vamos lá: propriedade é um dos elementos, o primeiro elemento do selo; propriedade; o primeiro são três elementos quando é dito que nós somos selados com o Espírito. A primeira ideia é: propriedade; selo de propriedade significa: isto é meu, porque está selado; selo de propriedade é a presença e a habitação do Espírito Santo na vida dos que creem. Segundo elemento do selo: ele é um selo ratificador; é um emblema oficial de que um pronunciamento é um pronunciamento seguro, oficial. Então quando uma, um pronunciamento assim era feito nos dias bíblicos, então aquele documento era selado, autenticado; e sempre era feito com o anel daquele que emitia o documento. Então, então o anel tinha uma determinada impressão que era impressão dessa pessoa, uma impressão única. Então ele derretia aquela cazinha própria, colocava naquele documento; então ele batia o anel no momento oportuno, né? Ele batia o anel sobre aquela cera, e aquele documento tinha naquela cera aquela estampa oficial; que isso significa? Que quando Deus nos redimiu e fez habitar em nós o Espírito Santo, ele colocou em nós uma estampa oficial; ele ratificou que esse documento é dele e de que esse assunto da nossa salvação foi pronunciado por ele; eles são meus. Então é um pronunciamento oficial, uma estampa oficial, selo que ratifica. Agora olha o terceiro sentido do selo: o selo é um selo protetor, protetor. Em que sentido? Você sabe que quando nosso Senhor foi, foi sepultado, foi rolada uma pedra sobre o túmulo, e aquela pedra foi, aquela pedra foi selada com o anel do governante; significa que esse túmulo era inviolável. Esse é o termo ligado aí à proteção que você deve guardar; ninguém poderia abrir aquele túmulo. Aliás, irmãos, a maneira como o Senhor arranjou isso, no caso, como Deus arranjou isso no caso do nosso Senhor foi tão maravilhosa e tão singular, porque os outros túmulos não eram guardados assim; não tinha necessidade; era túmulo de parente, a pessoa tá lá dentro, é morta; o que que os outros vão querer lá dentro? Não é? Agora, no caso de Jesus, não; ele é dito que ele é o Filho de Deus, ele é o impostor, não é? Então nós vamos fazer o seguinte: quando ele estiver morto, a nossa tarefa terminar crucificando, nós vamos colocá-lo dentro do túmulo, vamos rolar a pedra, vamos selar com anel; ou seja, aqui ninguém chega nem perto; é inviolável; e vamos colocar uma escolta de soldados que vão se revesar guardando esse túmulo para que ninguém diga que ele ressuscitou como ele havia dito tão claro, não é? Mas o que aconteceu? O selo foi quebrado, a pedra rolada, o anjo se assenta sobre ela, deixa os soldados assim como se tivessem mumificados, que diz que eles ficaram assombrados, não é? Quando eles viram aquela figura angelical; e esse anjo aguardou as mulheres chegarem ali para dizer assim: por que buscais entre os mortos aquele que vive? Ele não está aqui, ressuscitou como havia dito. Então o selo era garantia de proteção; e assim com relação a nós, meus irmãos, quando o Espírito Santo selou nossas vidas, essa é uma garantia de que nós somos invioláveis. Aleluia! Romanos 8, vamos nos lembrar: nada poderá nos separar do amor de Cristo; inviolável; nem morte, nem vida, nem anjos, nem poderes, nem altura, nem profundidade, nem fome, nem perigo, nem nudez, nem espada, nem qualquer criatura; selo de inviolabilidade; fomos selados com o Espírito Santo; propriedade, ratificação e proteção; tudo isso por causa da habitação do Espírito Santo; selados, então, com o Espírito Santo da promessa; e aí a palavra penhor completa, né, como falamos. Então, além desses três elementos que já citamos, nós também tivemos uma primeira prestação dessa compra, garantindo que o Senhor obterá o todo. Agora, último passo para esse período: estudar um pouco e meditar sobre a primeira oração dessa epístola; vamos extrair alguma coisa dela, pensar algumas notas preciosas aqui. Então vamos lá: do verso 15 podemos dizer até o 23; Paulo ora a primeira vez pelos Efésios, capítulo 3, versos 14 até o 21; na verdade até o 19 seria; o verso 20 e 21 seria uma doxologia, uma adoração, né? Nós vamos incluir o texto todo, 14 a 21 do capítulo 3; ele faz uma segunda oração; primeiro, irmãos, vamos lembrar de algo aqui: não é inusitado alguém que está escrevendo uma carta para alguém, seja se alguém pessoal, seja se alguém coletivo, como é o caso aqui, ele registrar a oração dele; não é muito inusitado; acho que você nunca fez isso, né? Os mais novos aqui nunca nem escreveram carta, né? Não sabem bem o que que é isso; e muito menos telegrama, né? Mas os mais novos aqui, mesmo se escreverem alguma coisa aí num e-mail, uma mensagem para alguém, você vai escrever sua oração dizendo: olha, eu estou orando por você, assim; e aí você põe lá sua oração toda; você não faz isso com ninguém. Por que que essas orações estão registradas aqui? Primeiro, porque elas são parte do registro das cargas do Espírito Santo pela igreja; então não é puramente oração de Paulo; é a carga que o Eliezer tem por preparar Rebeca para Isaque; cargas do Espírito Santo através do vaso chamado Paulo. Então, irmãos, há várias orações de Paulo no cárcere, várias; é um estudo para ser feito à parte; aliás, há um livro de um irmão com esse título: Orações de Paulo no Cárcere; e cada uma delas é mais brilhante do que a outra, porque são orações do Espírito Santo através de Paulo; registram as cargas mais centrais do coração do Espírito Santo. Então a primeira oração, uma oração por revelação, é a que vamos examinar agora; a outra oração, ela tem uma nuance um pouco diferente e complementar; é uma oração por compreensão. Então lá no verso 18 da segunda oração ele diz: a fim de poderdes compreender com todos os santos qual é a altura, o cumprimento, a largura e a profundidade; a altura, qual é a altura e a profundidade, a largura e o comprimento do amor de Cristo; e conhecer o amor de Cristo, não do amor de Cristo; e conhecer o amor de Cristo que excede todo o entendimento; e nós vamos ver que aquelas medidas lá, eh, largura, comprimento, altura e profundidade se referem ao eterno propósito de Deus que ele tinha mencionado; porque ele não diz assim: altura e profundidade, comprimento e largura do amor de Deus ou do amor de Cristo que excede o entendimento; pelo contrário, ele fala sobre essas medidas e fala assim: e conhecer o amor de Cristo que excede todo o entendimento. Então parece claro; nós vamos ver lá que aquelas medidas que ele orava ao Senhor para que eles conhecessem: qual é a altura disso? Qual é a profundidade disso? Qual é a largura disso? Qual é o comprimento disso? Disso o quê? Do eterno propósito que Deus estabeleceu em Cristo Jesus. Então, oração por compreensão no capítulo um; oração por revelação; em que sentido compreensão são diferentes? Você não acha que é uma boa pergunta? Revelação é tirar o véu; é ver algo que, então, a não ser pelo ministério do Espírito Santo, você nunca teria visto. Revelação é a entrada no reino da realidade espiritual promovido pelo Espírito Santo. Revelação é uma abertura no mundo da realidade espiritual promovido pelo Espírito Santo; por isso ele é o Espírito de sabedoria e de revelação. Então, digamos, o mundo espiritual está atrás dessa cortina escura aqui, e nós estamos lá fora; então pela revelação o Espírito Santo faz uma abertura no mundo ou no reino da realidade espiritual contida em Cristo e nos permite vislumbrar lá dentro; ver; só ele pode fazer isso. E compreensão? Qual é a diferença entre as duas coisas? Compreensão é a assimilação daquilo que foi visto; as coisas são tão diferentes e ao mesmo tempo tão complementares que Paulo vai dizer assim no testemunho que já citamos diante do rei Agripa, Atos 26:19: Portanto, ó rei Agripa, eu não fui desobediente à visão celestial. Então sim, havia possibilidade de não responder a ela, de não ser obediente a ela; por que ele diz que não foi desobediente? Que foi fiel, não é? Então, revelação é o ver; é abertura no reino da realidade espiritual promovido pelo Espírito Santo; compreensão é assimilação daquilo que foi visto; é quando aquilo que foi visto lá, digamos assim, esse lá é aonde? Em Cristo; nas riquezas insondáveis de Cristo; passa agora a ser meu; não só porque eu vi, mas porque eu assimilei agora. Então vamos avançar um pouquinho mais aí para nos ajudar na aplicação: o que faz a ponte entre revelação e compreensão? Meditação! Meditação! Aquilo que vemos pela revelação do Espírito Santo, se nós não gastarmos tempo para meditar naquilo que o Espírito Santo tem nos revelado, nós não avançaremos em compreensão; aí é um perigo muito grande; se a mediação, se a med, ela não mediar entre revelação e compreensão; sabe qual é o grande risco? Nós nos tornarmos visionários: eu vi, eu vi, Deus me revelou, Deus me mostrou; mas qual é o efeito em minha vida? Qual é o impacto em meu caráter? Quais são as expressões dos meus relacionamentos? Do contrário, o que eu estou vendo, o que significa? É uma ilusão; é uma, sou um visionário, sou um vidente; compreende? Então vamos guardar essas três coisas: revelação; primeira oração é o foco da primeira oração; compreensão é o foco da segunda oração, Efésios 3; mas no meio, meditação. Escute o que Paulo diz para Timóteo: Medita nessas coisas, e nelas se diligente; porque o Senhor te dará compreensão em todas as coisas. Vamos repetir: Medita nessas coisas; que coisas? O lavrador, o soldado em serviço não se envolve em negócio dessa vida, porque o seu objetivo é satisfazer aquele que o remunera; um atleta não é coroado senão lutar segundo as normas, certo? O lavrador que trabalha deve ser o primeiro a participar dos frutos; a ele diz: Medita nessas coisas, e o Senhor te dará compreensão em todas as coisas. Revelação, meditação, compreensão; por isso, meus irmãos, quero dizer isso enfaticamente: o inimigo de Deus tem buscado destruir a possibilidade e a capacidade de meditação na vida dos santos; sabe como ele faz isso? Enchendo sua mente de coisas; e uma mente cheia de coisas é impermeável à ação do Espírito Santo; ele impermeabiliza nossas mentes. Daniel 7:25, se referindo aos dias finais, referindo ao anticristo especificamente, dias que nós estamos aí certamente já dentro deles, né? Embora esse anticristo ainda não tenha se revelado pessoalmente, é dito lá que ele afligia a mente dos santos; Daniel 7:25; e essa palavra afligir é aramaica no texto original e significa um desgaste mental, uma sobrecarga. Nosso Senhor em Lucas 21 disse assim: cuidado que os vossos corações não fiquem sobrecarregados com as consequências da orgia, da embriaguez; aí você diz: eu não vou em orgia, eu não me embriago; aí ele continua lá: e das preocupações deste século, para que aquele dia não vos apanhe repentinamente como um laço. Então medite nessa sequência, irmão; vá diante do Senhor, feche sua porta e ore sobre isso: Senhor, eu quero receber do Senhor mais revelação; Senhor, eu quero compreender o que significa meditação. Andando pela rua, irmão, você não precisa estar trancado num quarto fechado; isso é bom para iniciantes e necessário até para que você ponha os barulhos para fora; celular fica no silencioso e em outro cômodo, porque senão ele treme, né? Perigoso! Então você coloca em outro lugar, desliga todos os sons desagradáveis e fica só aos pés do Senhor para começar a aprender o que significa meditação. Mas sabe no que isso se transforma pela bondade de Deus na medida em que vamos praticando? Porque nada na vida cristã é obtido sem prática; a nossa geração detesta disciplina; disciplina é uma palavra que arde no ouvido dessa geração; cada um faz o que quer, do jeito que quer, a hora que quer, como quer, né? E infelizmente esse espírito tem penetrado na igreja e por isso as vidas são tão insípidas, tão sem capacidade de influência, não é? Então o que acontece de maravilhoso na medida em que vamos aprendendo a arte da meditação é que quando nós saímos do nosso quarto fechado nós carregamos ele conosco; andando pela rua, conversando com os outros; ontem falávamos aqui na mesa do jantar; nós nos posicionamos de tal forma que nós não permitiremos que nenhuma pessoa, nenhuma coisa, nenhuma circunstância se interponha entre a face do Senhor e a nossa face; nenhuma pessoa, nenhuma coisa, nenhuma circunstância, e muito menos, então, algum pecado; nenhum pecado se interponha entre nós e o Senhor. Então nós carregamos o quarto secreto conosco; que bênção essa! Não é? Porque é no Velho Testamento que o sumo sacerdote tinha que entrar lá no quarto para encontrar com Deus no Santo dos Santos; no Novo Testamento nós temos ousadia e intrepidez para entrar no Santo dos Santos pelo sangue de Jesus e por um novo e vivo caminho que ele nos consagrou pelo véu que é sua carne; e podemos morar no Santíssimo; não abramos mão disso nem por nada, nem por ninguém. Então, meus queridos irmãos, meditação, voltando, é o que nos trará assimilação ou compreensão das coisas que o Senhor tem nos revelado. Senhor, nos ajude a pensar sobre isso e orar ao Senhor sobre esses assuntos; reserve tempo, irmão; reserve tempo para a meditação; reserve tempo para a leitura de um livro espiritual realmente que te ajude; reserve tempo, especialmente para a leitura da Palavra; medite nela: Quão amo a tua lei! Salmo 119 é a minha meditação todo dia. Meditação é uma arte perdida e precisa ser recuperada; a não ser que a igreja queira ser um bando, um bando de crianças, como disse Tozer no século passado; ele disse assim: imaginem se ele vivesse hoje, Tozer, um profeta de Deus; ele disse assim: essa geração do cristianismo se parece a um monte, um bando de crianças apressadas que passam pelos corredores do reino sem saber o real valor de nada, não é assim? Então vamos lá, um pouquinho para essa oração nos minutos finais que nós temos. Por isso também eu, tendo ouvido falar da fé que há entre vós no Senhor Jesus e o amor para com todos os santos; já uma paradinha aqui: a carta aos Efésios foi escrita no ano, entre os anos 62 e 63; a carta de Paulo a Timóteo foi escrita entre os anos 67 e 68, quando Paulo foi então martirizado; a carta de João aos Efésios, Apocalipse, capítulo 2, foi escrita em torno dos anos 95 a 98, mais ou menos 30 anos, então, eh, depois da primeira carta de Paulo, dessa carta de Paulo aos Efésios. Então se juntarmos esse período todo, nós temos aí aproximadamente entre 30 e 35 anos, né? Não dá para ser totalmente exato aqui; vamos por 30 a 35 anos; uma igreja que primeiro foi louvada por, por ele nessa carta aí porque tinha fé no Senhor Jesus Cristo e amor para com todos os santos; 30 ou 35 anos depois João tem que escrever e dizer: Tenho porém contra ti que abandonaste o

Exerceu-o ele em Cristo, ressuscitando dentre os mortos e fazendo-o sentar à sua direita nos lugares celestiais. Então, as palavras que Paulo acumulou aqui, nesses versos anteriores, ele está aplicando todas à ressurreição de Cristo, dizendo que Deus usou tudo que nós citamos aqui: o poder, a energia, a força. No verso 20, ele exerceu em Cristo, na sua ressurreição, ressuscitando-o dentre os mortos e fazendo-o sentar à sua direita nos lugares celestiais. Meus irmãos, por que é importante destacarmos isso aqui? Hebreus 11 diz assim: “Pela fé, entendemos que o universo foi formado pela palavra de Deus”. Ora, uma tremenda ação que os físicos até conseguem enxergar, não é? E não vão passar disso, é outro mistério decifrável que só vamos conhecer quando o Senhor vier. Eles chamam isso de Big Bang, você sabe muito bem, não é? Essa explosão de energia aí que gerou tudo. Aliás, uma coisa muito inexplicável, não é? Porque o nada não explode, não é? Então, essa explosão aconteceu quando não havia nada. Então, tem que ter alguém que causou essa explosão, não é? Então, eh, essa força, esse poder de Deus que gerou essa criação tão harmônica, tão maravilhosa! Aliás, é tão ridícula essa, essa coisa deles tentarem explicar isso! Alguém disse assim: se você pegar uma enciclopédia britânica antiga – os mais antigos aqui conhecem, né? Ela é desse tamanho, a enciclopédia britânica, volumes e mais volumes. Olha o que esse físico diz: você então recorta cada letra dessa enciclopédia, uma por uma, vai dar uns milhões de letras, né? Cada letrinha dessa enciclopédia, desse tamanho. Você recorta letra por letra, vai dar um, um monte assim de letra, talvez, né? Aí você sobe no prédio, joga, e aí tem que cair montado lá embaixo, enciclopédia britânica. Essa é a possibilidade que existe desse universo ser como é e ter sido proveniente do nada, de uma explosão. É uma coisa ridícula! Então, mesmo entre os físicos e não cristãos, existe um, existe um número imenso de cientistas criacionistas. Eles não creem em Jesus Cristo, eles não são salvos, mas eles sabem – não são malucos como outros são – de que toda essa harmonia do macrocosmo e do microcosmo… nós temos médicos aqui, temos irmãos na área aqui… esse microcosmo, essa microbiologia, ela é tão maravilhosa quanto o macrocosmo, não é? E quanto a isso tudo, há por trás uma força impessoal que gerou isso tudo? Como uma força impessoal criando pessoas? Que estranho!

Então, meus irmãos, esse poder maravilhoso! Agora, Paulo está dizendo que quando Deus exerce o seu poder ressuscitando Cristo dos mortos, esse poder foi maior do que o poder que ele usou para criar todas as coisas. E não é difícil compreender, graças a Deus, não é difícil! É porque quando ele criou, não havia nenhum obstáculo, não havia pecado, não havia nenhum problema. Ele simplesmente criou. “Pela fé, entendemos que o universo foi formado pela palavra de Deus”, Hebreus 11. De maneira que o visível veio a existir de… Deus, que não… não é tão bonito, né? Então, esse foi um primeiro ato maravilhoso de poder. Agora, quando ele vai ressuscitar Jesus, então ali está um corpo que foi entregue voluntariamente à morte. O último inimigo a ser destruído é a morte. É aquilo que se opõe diretamente à glória de Deus, à santidade de Deus, ao governo de Deus, ao mundo de Deus, ao propósito de Deus. Então, quando Deus, o Pai, ele canaliza toda essa energia, todo esse kratos, toda essa força, todo esse dynamis para ressuscitar Cristo, é porque toda essa oposição, todo esse obstáculo estava ali, que nós podemos dar um nomezinho simples para ele: morte. Morte nunca fez parte do propósito eterno de Deus. O intruso! Mas o intruso tão poderoso, não é? Porque ele é fruto de desobediência, ele é fruto de rebelião. Deus não criou um universo rebelde, seres rebeldes, seres desobedientes. Ele criou seres com livre-arbítrio para decidirem. Então, quando ele vence a morte, que denota a degradação do propósito, a degeneração do propósito original de Deus para com o universo, então ele tem que dispender, e dispendeu, uma energia muito superior para poder arrancar o corpo de Jesus dentre os mortos. Então, Pedro vai dizer assim: “Os grilhões da morte não podiam segurá-lo”. Paulo vai dizer em Romanos que ele foi ressuscitado dos mortos, Romanos 6: “Ressuscitado dos mortos pela glória do Pai, e assim andemos nós em novidade de vida”. Você não vai encontrar versículos dizendo que o Senhor Jesus se ressuscitou, embora ele tivesse poder para isso. Você vai encontrar todos os versos dizendo que Deus o ressuscitou. Então é o que Paulo está dizendo aqui: “Ele exerceu em Cristo, ressuscitando dentre os mortos e fazendo-o sentar”. São dois passos, mas o segundo é uma consequência do primeiro. O poder foi exercido para tirar Cristo dos mortos, e a ascensão foi uma consequência. Porque se esse homem, varão aprovado por Deus, ressuscitou, a próxima pergunta seria: “E agora, o que Deus vai fazer com ele?” E o que Deus fez com ele? Ele o colocou no lugar mais elevado desse universo, como que a Bíblia o chama? À destra do trono da majestade nas alturas. Como que Paulo usa a expressão no final desse capítulo 1, onde nós já estamos aí concluindo? Diz que depois de ressuscitado e depois de assentado – duas expressões do verso 20 acima – “de todo principado, potestade, poder, domínio”, ele vai acrescentar: “e de todo nome que se possa referir, não só no presente século, mas também no vindouro, e pôs todas as coisas debaixo dos seus pés”. E agora aqui quero ter a liberdade de colocar para os irmãos mais exatamente o que Paulo quis dizer com essa expressão que está aí na Revista Atualizada, mas não é a melhor, quando diz assim: “para ser o cabeça sobre todas as coisas, o deu à igreja”. Do jeito que está aí, que que parece essa expressão? O que está dizendo, né? Que para que o Senhor Jesus fosse o cabeça sobre tudo, ele teria que ser dado à igreja. Para ser o cabeça sobre todas as coisas, Deus o deu à igreja. O sentido exato não é esse sentido exato. É assim: “Ele pôs todas as coisas debaixo dos seus pés, e sendo o cabeça sobre todas as coisas”, ou “como cabeça sobre todas as coisas, Deus o deu à igreja”. Viu a diferença? Então, quem foi dado à igreja por Deus, o Pai? Aquele que já é, foi feito cabeça sobre todas as coisas por causa da sua obediência até a morte, e morte de cruz; e porque Deus o exaltou soberanamente, lhe deu um nome que está acima de todo nome. Então, Deus, o Pai, toma esse Filho, esse varão aprovado, esse Filho exaltado, e o dá à igreja como cabeça. Mudou o sentido? Não, mas é esse o sentido. Não é que ele depende da igreja para ser o cabeça, compreendeu? Aí está a diferença, e não podemos fazer confusão aí de jeito nenhum. Então, ele é dado à igreja como sendo cabeça sobre todas as coisas, inclusive da igreja, porque é dito no verso 23 que a igreja é o seu corpo. E corpo sem cabeça é um cadáver, né? Então, o cabeça sobre todas as coisas foi dado à igreja, e esse cabeça sobre todas as coisas também é cabeça da igreja, e por isso a igreja é seu corpo. Ele não é corpo de toda a criação, né? Não é corpo dos entes, cabeça, perdão. Ele não é cabeça de toda a criação no sentido de união orgânica. Ele é cabeça de toda a criação no sentido de senhorio. Ele é cabeça de todo principado e potestade. Está muito claro o que Paulo escreve aos Efésios, aos Colossenses, né? No sentido de senhorio também, certo? Certamente, mas não no sentido de que principados e potestades são seu corpo, de jeito nenhum. A única ente – usemos esse termo – a única entidade que está unida com ele vitalmente é a igreja. Nenhum anjo, por mais elevado que seja, está unido a ele vitalmente, organicamente seria a palavra melhor ainda, como cabeça e corpo. Só a igreja. Então ele vai dizer: “A igreja é o seu corpo”. E é por causa disso que pela igreja a multiforme sabedoria de Deus se torne conhecida agora de principados e potestades nos lugares celestiais. Se principados e potestades fossem o seu corpo, então eles não precisavam de ninguém para revelar a eles quem é o cabeça, porque eles estariam unidos a ele como cabeça, mas não estão. Só a igreja está unida a ele organicamente, corpo e cabeça. Então, a qual igreja é o seu corpo? E sendo o seu corpo, o que ela é? Ela é a plenitude, tem a ideia também de complemento nesse sentido. Porque, como falamos, corpo sem cabeça não é uma entidade completa, né? Jesus Cristo é completo, ele não precisa de nada e nem de ninguém, mas, mas no propósito eterno de Deus, ele determinou que o seu Filho autossuficiente, glorioso, perfeito, seria cabeça de um corpo, e nesta relação e nessa unidade orgânica, cabeça e corpo, a glória de Deus e a multiforme sabedoria de Deus seriam reveladas a todas as hostes inteligentes. Então, ela é o seu corpo, e é a plenitude daquele que tudo enche em todas as coisas. Meus irmãos, finalizando. Isso é o que podemos chamar, usando as palavras de Paulo, de o novo homem, da nova criação, segundo II Coríntios 5. Paulo vai dizer assim: “Se alguém está em Cristo, é uma nova criação”. Melhor palavra do que criatura, porque ele não está se referindo à nossa experiência de conversão pessoal. Eu estava fora de Cristo, agora eu estou em Cristo, então eu sou uma nova criatura. Sim, isso aí também está implícito, mas Paulo está com um escopo muito maior. Ele está dizendo que em Adão, por causa da queda de Adão, então toda a criação caiu com ele, Romanos 8: “Está sujeita à vaidade, não voluntariamente, mas por causa daquele que a sujeitou”. Ele é o cabeça federal de toda a criação caída. O que Deus fez? Foi reformar a criação caída, não, ele vai começar de novo. Então, Deus enviou o seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, e como ele viveu, como viveu, foi aprovado, como foi aprovado, obediente até a morte, e morte de cruz. Deus o ressuscitou, Deus o exaltou, Deus o colocou no seu trono, agora como cabeça de uma entidade espiritual chamada de novo homem, da nova criação. Então, o que é o novo homem, da nova criação? É assunto do capítulo 2 para hoje à noite, acho que conseguiremos chegar lá. Novo homem, da nova criação, é uma entidade espiritual. Pense comigo, que tem Jesus Cristo como cabeça e um corpo de muitos membros, a sua igreja. Então, o novo homem, da nova criação, não é Jesus Cristo apenas. E também o novo homem, da nova criação, não é a igreja apenas. O novo homem, da nova criação, é um homem coletivo: Jesus Cristo, cabeça; igreja, seu corpo. E é neste novo homem coletivo que toda a glória, sabedoria, majestade de Deus será revelada, meus irmãos. Esse é o nosso lugar. Amém! Para isso Deus nos chamou. Então, a igreja é seu corpo, é plenitude daquele que tudo enche em todas as coisas. Os irmãos podem imaginar a cena como ela será? Não dá para imaginar, né? Nem nos melhores sonhos. Todas as hostes de seres inteligentes, repetindo naquele dia, estarão olhando para a glória de Cristo na igreja. Permite terminar com um versículo? Você quer abrir, por favor? II Tessalonicenses 1. Olha o que Paulo fala aqui, II Tessalonicenses, capítulo 1, verso 10. O contexto vai falar sobre o juízo de Deus, certo? Dizendo que esses que não receberam, eles sofrerão penalidade. Vamos ler o 10 ao 12 para você só ter a ideia do que está lá: “sofrerão uma penalidade”. Olha qual é a penalidade: “de eterna ruína”. Cuidado com a palavra destruição aí, viu? Se esver na sua Bíblia, porque não é aniquilação. A palavra aí é ruína. Penalidade de eterna ruína, banidos. Por que eterna ruína? Porque estarão banidos, irmãos. Essa é a expressão mais triste da palavra de Deus, por um lado, e por outro lado é claro, a mais linda, porque no que concerne a nós, nós nunca, nunca seremos banidos da face do Senhor, não é? Porque nós somos dele, nós já o vemos hoje. Mas no que concerne àqueles que não creram, eles serão banidos da… o termo é prosopon no original. Sabe do que fala esse prosopon? Semblante, pessoa. Quando chega uma pessoa na tua casa, você não fala assim: “O rosto dele chegou”, não é? E quando você diz assim: “Eu vi o rosto dele”, o que você está dizendo? “Eu vi a pessoa dele”. Então, esse termo prosopon fala de semblante, porque fala de pessoa. Então está dizendo: “Serão banidos da face do Senhor”. E nós, hoje está acontecendo conosco: “Contemplando ainda que por espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na sua própria imagem”. O que acontecerá conosco no dia final? Haveremos de vê-lo como ele é. Banidos da face do Senhor e da… do seu poder. Que tristeza, meus irmãos! Esse banimento é banimento de tudo, não é? Agora olha o 10: “Quando ele vier – para ocia sua segunda vinda – vier para quê? Para ser glorificado nos seus santos”. Só duas vezes Paulo usa essa palavrinha aqui nas suas cartas, e as duas estão aqui, nesse mesmo contexto. Ele não usa mais em lugar nenhum. O termo literal é adornar com glória. Então vamos lê-lo assim: “Quando ele vier, Jesus vier, para ser adornado com glória nos seus santos”. Qual será o adorno do nosso Senhor Jesus? Se o adorno de glória, quando ele voltar, quem são? Os santos. “E ser admirado em todos que creram naquele dia. Admirado porque foi crido entre vós o nosso testemunho. Por isso também não cessamos de orar por vós”. Ah, como esse Paulo sofria, irmãos! Você não quer sofrer, não? Ore, ore sobre tudo, ore sobre todos, mas não ore por visão espiritual, porque visão espiritual mergulha o vaso em dores. Daniel 9, Daniel 10, perdão. “Por causa da visão me sobrevieram dores, e não restou força em mim”. Então, eles expressam esse sofrimento deles para que os Tessalonicenses fossem aperfeiçoados, avançassem com o Senhor. “Assim não cessamos de orar por vós, para que o nosso Deus vos torne dignos, compatíveis, idôneos, torne vocês uma contraparte daquilo que ele tem desejado no seu coração, dignos da sua vocação”. É o assunto lá de Efésios 4, vocação e cumpra com poder todo o propósito. Olha a palavrinha aí que apareceu já em Efésios, temos destacado ela: cumpra esse propósito. Aqui é chamado de propósito de bondade. Que bonito, não é? Propósito de Deus, meus irmãos, é o propósito de bondade, é o propósito da bondade do seu coração. “E obra de fé”. Finalmente, o 12, ele vai repetir a palavrinha que eu disse que só ocorre duas vezes, ela está aqui de novo: olha, adornar com glória. “Ele põe a fim de que o nome do nosso Senhor Jesus Cristo seja adornado com glória em vós, glorificado em vós, e vós nele, segundo a graça do nosso Deus e do Senhor Jesus Cristo”. Então, esse é o foco da primeira oração: é oração por olhos abertos, oração por revelação. Vamos então terminar aqui, vamos orar juntos. Senhor, mais uma vez te pedimos que os olhos do nosso coração sejam iluminados para que possamos ver qual é essa esperança do seu chamamento, essa riqueza da glória da sua herança nos santos, e também essa suprema grandeza do seu poder que foi exercido em Cristo, ressuscitando e exaltando. Senhor, nos concede experiência maior dessas coisas em nosso viver, para que realmente sejamos desarraigados deste mundo perverso e sejamos adornados até aquele dia em que seremos adornados com glória na parusia do Senhor. Senhor, te pedimos que o Senhor também nos ensine a praticarmos a arte da meditação e assim nos guarde, Senhor, em devoção e não nos permita viver em distração. Também, Senhor, pedimos assim que o Senhor aumente a nossa assimilação e compreensão das verdades espirituais, que elas sejam realidade viva, pulsante e governante nos nossos corações, amém, em toda a nossa vida e relacionamentos, no pensar, no falar, no comprar, no vender. E assim te pedimos, Senhor, que até que o Senhor venha, nós sejamos conservados íntegros e irrepreensíveis. Amém! Ajuda-nos, Senhor, fica conosco, Senhor, é tarde, o dia já declina, guarda-nos debaixo de tuas asas, continua a falar insistentemente, docemente ao nosso coração. Amém! Assim te pedimos no teu precioso nome, amém.