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Agora é hora. Nosso filme já vai começar. Mas antes, é melhor desligar o celular. E em respeito a todos, evite falar durante a sessão. Lembramos que não é permitido fumar. Filmar e fotografar também não.
Se a energia acabar, luzes de emergência acenderão. Em caso de emergência, procure a saída mais próxima e, se precisar, os extintores estão estrategicamente localizados. Tudo pronto? Vai começar a sessão.
Ao final, não esqueça de levar o seu lixo. No Brasil, infelizmente, a arte não é muito valorizada. Então, a gente tem as pessoas de fora que realmente nos veem com outros olhos, principalmente com a parte cultural. Me sinto muito desrespeitada assim, nesse sentido.
[Música] [Música] Eu [Música] sou Odila Lima, eu tenho 65 anos e hoje, né, estou aposentada e me dedico ao ramo de artesanato. Meu nome é Silvia Tafarelo, eu tenho 53 anos e eu faço bonecos de papel machê. Eu sou Ana Lu, tenho 27 anos, sou moradora de Osasco e sou cantora e atriz. Meu nome é Fernanda Brito, tenho 48 anos, sou nascida e criada em Osasco. Meu nome é Solange, eu tenho 59 anos, sou osasquense, mandaleira.
Em 2018, eu tive uma depressão e depois desse período de depressão, eu fui, eh, orientada, né, pelos médicos a a fazer alguma coisa, uma terapia, fazer alguma coisa artesanal. E como eu já sabia um pouquinho de crochê, né, que eu aprendi lá na minha infância, quando eu tinha uns 10 anos mais ou menos, né, na época que eu estudei, a gente tinha na no colégio, ah, no ginásio, né, no lá no na escola, essa modalidade de aprender alguma coisa sobre crochê, sobre tricô e e o crochê era o que eu mais tinha afinidade. Aí eu comecei a procurar algumas coisas para fazer na internet. E aí encontrei as bolsas em crochê e comecei a fazer as as bolsas primeiro como terapia. Aí eu fiz uma que a minha irmã gostou, aí eu fiz outra, uma prima pediu, aí a vizinha também gostou. E aí foi um trabalho que foi, né, se ampliando de uma terapia, começou a surgir quase que assim no início um hobby, terapia, hobby e aí o negócio.
Desde quando eu era criança, eu já gostava de história, né? Eu já lia livros de história, eu gostava muito de desenho. E as mandalas vieram nesse momento que eu precisava realmente desse momento de reclusão, aonde eu aprendesse a conseguir conciliar essa ansiedade de tudo parado, né, com com esse trabalho que foi a melhor coisa que aconteceu, que veio no momento certo da minha vida. Então, conheci a Mandala em 2020 e desde então me apaixonei por ela e isso me fascinava, sempre me fascinou o desenho. Eu tinha uma professora no quarto ano que ela me ensinou a desenhar e a pintar. E isso para mim foi criando isso no meu coração. E eu via que eu tinha uma facilidade com as palavras, né? Poemas. Eu tenho alguns poemas também. E aí com tudo isso que eu já passei, me veio a inspiração do livro.
Sim, na verdade começou. Eh, eu já eu já estava no primeiro ano e eu falei: "Eu preciso, eh, fazer meu meu trabalho de conclusão de curso, que é o TCC. E eu gostaria de trabalhar alguma coisa assim interna e social." Aí eu falei: "O que que eu posso fazer para poder trabalhar esses esses aspectos, né?" Aí eu pensei em algumas outras coisas, em máscaras. Eu sempre gostei muito de arte, de trabalhar com as mãos, né? Eu sempre achei isso fantástico, né? Porque minha mãe quando ela era era viva e nova, ela era muito artista. Então a gente teve esse veio dela, sabe, da arte. E aí eu falei: "Ai, o que que eu poderia fazer?" Aí eu comecei a dar uma pesquisada em tudo. Aí eu comecei a ver os bonecos que muitas pessoas faziam. E é muito detalhado, tem muito, muita história que dá para contar como um boneco. Então, um bonequinho você conta uma história enorme e o bonequinho vem, a inspiração vem de dentro.
H, mais ou menos uns 8 anos. E na verdade eu não morava em Osasco, morava na Freguesia do Ó. Eu trabalhava numa perfumaria e tudo, e conheci uma menina que trabalhava comigo e ela também gostava de cantar e tudo mais. E a gente lá nos intervalos a gente cantava e tudo mais. E começou a rolar, a mãe dela tinha uma casa de show, a gente resolveu sair dessa dessa perfumaria e viver da música.
[Música] do meu coração. Oh. [Música]
Então, antes de eu começar com as bolsas, eu sempre trabalhei em empresas, né, no mundo corporativo. Sou formada em administração de empresas e logo depois, né, eu comecei primeiro como assistente e eu cheguei a trabalhar numa empresa durante 26 anos, só numa empresa onde eu cuidava da área administrativa financeira. E logo que eu me aposentei, então aí que eu, mas durante toda a minha vida eu sempre trabalhei em empresa, sempre em área administrativa.
Olha, dependendo do local que eu estou trabalhando, bares, casamento e tudo mais, cada lugar tem um tipo de pessoa. E normalmente nos bares é bem complicado as p os os homens, né, gente? Já vou falar logo. Os homens eles não respeitam. Eles, na frente do meu esposo, já me mandaram flores, me pediram em casamento na frente do meu esposo. É uma falta de respeito muito grande que que eu venho sentindo assim, sabe? Mas eu acho que infelizmente é o que tá aí para nós, né? Dizer não, a gente cobre uma a outra, sabe? A gente se ajuda, a gente busca as técnicas e divide essas técnicas. Então eu falo que é mandaleiras positivas, né? Então é muito gostoso essa união que a gente tem umas com as outras, né, de de tá pensando realmente na criação, no no propósito do outro e em se ajudar, né? A gente nunca pensa que é uma concorrente, nós somos concorrentes, não. Cada um tem seu trabalho, seu jeito, respeito, é muito bom. Então, o que eu tenho é esses grupos realmente de mandaleira, onde a gente tira dúvidas, onde a gente conversa, onde a gente cria, onde a gente busca outras técnicas. Isso ajuda mutuamente.
Eu fico muito da vida, eu fico muito brava. Mas teve até um momento um dia que no microfone mesmo, eu nunca fiz isso, mas no microfone mesmo, eu falei: "Ó, gente, tem um cara aqui que tá me mandando flores. Meu marido tá aqui do lado." Era Dia dos Namorados e o cara me mandando flores e todo mundo era um cara que frequentava muito aquele bar. Todo mundo sabia que o cara é casado, tem filhos e tudo. Gente, foi um aé. Aí meu esposo foi na mesa daquele rapaz, tira satisfação, foi um caos, mas no fim deu tudo certo. E no dia a dia a gente vê o desrespeito não só da sociedade, mas principalmente o desrespeito que a gente tem hoje nessa parte política, onde a gente tá sendo desrespeitado a todo momento. A cada momento a gente toma uma punhalada, na verdade, né? Esperando uma atitude do governo e ele não traz para a gente aquilo que ele deveria trazer, daquela função que ele foi colocado lá para trazer para nós. Isso não tem ocorrido. Aliás, isso não tem ocorrido em nenhum lugar do mundo, né? É uma aqui no Brasil, infelizmente ou felizmente, é é uma é uma arte considerada, eh, financeiramente cara para as pessoas, né? Então as pessoas julgam isso, né? Ah, quanto é uma mandala? Ah, 120, 180, 200. Tem mandaleiras que cobram mais de R$ 1.000 numa peça, né?
Porque quem mais me apoiou foi meu marido, né? Que meu marido, ele é psicanalista, ele já trabalha nessa área há 40 anos, desde mocinho, né? Ele trabalha nessa área e quando eu conheci, a gente já tá há 20 anos juntos. Então, há 20 anos eu venho acompanhando esse trabalho da psicanálise, né? Que é uma coisa maravilhosa, entende? E quando eu descobri esse curso, que é a teologia junto com a parte terapêutica, que é da da psicanálise, que juntou tanto a parte da da nossa espiritualidade junto com a parte psíquica, nossa, isso para mim foi um desvendar. Todo mundo me deu maior apoio. E aí com esse apoio, né, a gente começa a buscar outras coisas, a conhecer outras pessoas. Na verdade, o artesanato ele vira uma grande rede, uma grande rede de apoio que a gente encontra no artesanato, né?
Poder ter escrito esse livro para mim foi assim um sonho realizado, né? Fora que dá todo um trabalho. Ó. Trabalhar com a música não é fácil também, assim como, eh, ser atriz. E o que me motivou, sinceramente falando, a ficar na música, óbvio, foi o meu amor pela música, que eu sempre tive, desde criança mesmo, quando a gente fazia a roda de na festa julina, sabe? Fica o pessoal tocando sertaneja, uma delícia. Mas financeiramente falando, também é muito melhor para mim.
Uma vez meu pai me trouxe um brinquedo que eram vários personagens da Disney e eram marionetes, fantoches do Pato Donald, do Mickey. Então, o que que eu fazia? Eu juntava as crianças da rua e ficavam brincando com os marionetes contando história. Isso eu passava a tarde toda, né? E com a minha formação em magistério, em pedagogia, o gosto pelas histórias aumentou. Então eu percebi que eu tinha uma facilidade com rimas em contar histórias. E aí veio toda essa parte de escrever um livro. Eu tinha um sonho de escrever um livro e com a minha formação e com as histórias que eu conheci pela vida, eu criei o livro "Conta para Mim", que é esse aqui, com o objetivo de auxiliar crianças que passaram qualquer tipo de trauma ou que têm dificuldade de expressar seus sentimentos, auxiliando elas a expressarem seus sentimentos através de desenhos.
Então, o mundo da criança hoje, né, desde sempre, ela se resume a ela não tem habilidade de escrever, mas ela desenha. O rabisco é o desenho, né? A criança começa com o rabisco e nisso você pode interpretar muitas coisas que ela tá sentindo. Então, o livro auxilia elas que às vezes não sabem expressar, porque nós que denominamos para as crianças sentimentos, né, se tá azedo, se ela tá triste, se ela tá feliz, é o adulto que vai nomeando para ela saber que tipo de sentimento que ela tem. E às vezes ela não consegue, a gente que é adulta, às vezes não consegue expressar e através do desenho ela consegue expressar o que ela tá sentindo e fazer com que o adulto olhe para ela. Porque quando a criança chega falando um monte de história, muitas vezes a gente não consegue compreender o que ela tá querendo expressar. E mas quando ela desenha, você consegue identificar quem é mãe, quem é pai, quem são as pessoas que estão próximas dela, se ela tá triste, se ela tá com raiva, se ela tá feliz, o que que é importante para ela que às vezes ela não consegue falar. Então, o livro "Conta para Mim" veio através desse desejo de auxiliar tantas crianças que passam por tantas dificuldades e às vezes não tem um apoio, não tem uma pessoa que possa auxiliar ela nesse sentido.
Ah, para mim é é essa esse esse centro que me traz, né, que a mandala ela vem do centro, né, de uma bolinha ali do centro e ela vai abrindo e ela vai expandindo. E eu falo que nessa vida eu vim resgatar minha paciência e ela me trouxe muito disso, né? Eu quando eu crio, eu tô ali quietinha no meu canto, sabe? É como se realmente fosse uma meditação ativa. É como não é uma meditação ativa onde te tira da ansiedade, tira da da depressão, você entendeu? Então você entra num num inconsciente ali dentro, sabe? E vai resgatando conforme você vai pintando cada bolinha, sabe? Você vai se transformando e essa transformação é minha. Então isso é muito bom, muito bom quando a gente consegue se transformar, porque a gente tem que transformar o nosso interno para a gente poder transformar o nosso externo, né?
Então, a gente fala que nós não fazemos só o crochê, nós fazemos o crochê, né? Eu tenho que aprender a fazer um pouco da costura. Eu tenho que conhecer material que eu vou usar, né? Sempre procurar produtos de ótimas qualidade, de ótima qualidade, buscar alternativa de fornecedores. Isso comecei com CDs, inclusive, que eu amo reciclagem, né? Eu amo poder transformar, né? Eh, as coisas da que a gente tem em volta, não jogar fora, né? Transformar. E eu comecei a transformar o CD, né? Que o CD ele tem um furinho no meio. Então, a gente coloca a pedrinha e faz a mandala e ele vira um incensário. Eu descobri que ele dá para virar um peão também para criança brincar. Então, eu gosto muito de juntar essas duas coisas, né? O reciclável com o trabalho e fica uma arte linda. Então, eu comecei com incensários feitos de CD, da reciclagem de CD, que foi a minha primeira paixão. E depois eu fui expandindo porque a mandala ela começa pequenininha e vai crescendo, né?
Para que finalmente vivamos a realidade. Então, quer dizer que o qual que é a realidade da vida? É a realidade é tá na arte, tá na beleza, no que é bom, no que é velho e no que é bebê, né? Na ação de fazer, na ação de fazer. Na verdade, eu trabalho como arterapia esses bonecos. Eu comecei a fazer esses bonecos a partir de um curso que eu faço numa faculdade que chama Faculdade de Trilogia Analítica, que é um curso que trata muito a parte espiritual com a parte psíquica, né? Eu faço teologia terapêutica. Que que quer dizer isso, né? É a parte espiritual junto com a parte da sanidade do ser humano, aquilo que ele tem dentro dele. Porque a gente estuda que a gente acredita que Deus nos criou perfeitos, nos criou para estar no bem, no que é bom, no que é belo e no que é verdadeiro.
Porque as bolsas, eu não faço as bolsas só da minha cabeça, né? Eu vou buscar o que tá na moda, o que tá na tendência, o que que o mercado tá trazendo, né? A gente se inspira muito nas nos desfiles internacionais, qual vai ser a tendência do verão, qual vai ser a tendência da primavera, o que vem pro inverno do ano que vem. A gente já tá antenada aí para saber o que que a gente vai fazer de de coisas novas. Eu participo de grupos, né, de apoio de crochê, onde a gente troca toda essa parceria de conhecimentos, que eu acho bastante importante para a gente não perder o foco, né, do mercado, não perder o foco da moda, porque hoje o crochê ele é a moda, ele não não é só a bolsa, ele está na vestimenta, ele tá no na na decoração, ele tá aí no amigurumi, né, que são aqueles bichinhos do crochê. Então, ele tem várias vertentes e o crochê hoje é onde você vai, né? Quem foi à Mega Artesanal esse ano viu o quanto o crochê é forte.
Então, a arte ela foi, eh, sendo revelada para mim nesses momentos mais profundamente, entende? Eu já fazia esse movimento, mas quando eu comecei trabalhar com as pessoas e ter o retorno delas fazendo isso, aí aflorou mais. Aí eu tenho descoberto coisas que eu nem sabia que eu tinha, que habilidade com pintura, com a arte. Eu, de verdade, não gostava muito. Na verdade, eu não sabia que eu gostava. E aí com os encontros aqui, eu tenho percebido que que tudo é possível, né, que a gente, eh, pode fazer muitas coisas que a gente não sabe, né, que a gente não não está esperando para poder transformar de alguma forma alguém que tá perto de mim e a minha experiência e a minha vida, eh, valer de alguma coisa esse período que eu tô passando aqui na terra, entende?
E o pessoal, quanto que tá para contratar ela? ela vem de novo tudo e aí a gente tá aí até agora. Isso faz mais ou menos uns se anos. É, fui justo, foi justamente nessa, na, na, na minha fase de mais dos mais 50, né, que a gente começa a, a querer o propósito da nossa vida, né? O que que eu vim fazer nessa vida, qual é o meu propósito de vida, né? Eh, e trabalhar pro outro sempre foi uma busca para mim, que eu sempre gostei muito de ajudar o outro, né, de estar perto do outro. E essa criação me traz esse propósito, né, de poder chegar mais perto das pessoas com para poder trazer esse justamente esse equilíbrio, né, do do interno, né, do que a gente tem, do que a gente busca, do que a gente quer, né, que é sempre uma luta constante que a gente tem dentro da gente, né? E a Mandala ela traz isso do interno pro externo, muito, muito pessoal.
O livro "Conta para Mim", né? Ele ele tem uma carinha muito parecida com não sei quem, né? Parece um pouco comigo. E ele começa a contar a história de uma menina chamada Ana. E a Ana, ela descobre que ela tem um segredo, que ela precisa falar desse segredo com alguém, que às vezes é difícil, né, quando a gente tem alguns segredos, falar e encontrar pessoas que auxiliem a e ouçam o que tá acontecendo com essa criança, né? E ele já foi usado com crianças também que passaram algumas dificuldades com abuso, depressão e através do desenho foi identificado a dificuldade dessa criança e conseguimos auxiliar ela com os especialistas necessários.
E toco por aí casamento, barzinho, faço bastante chá revelação, bastante mesmo. Já fiz mais uns 30. As pessoas me contratam de outros estados para poder fazer e isso é muito gratificante. Me chamaram até fazer velório já. Eu só não fui porque eu tinha evento no dia.
Na verdade, não é fácil conseguir apoio, né? Hoje em dia para escrever livro é muito caro, o custo é muito caro, né? As editoras, tem editoras que não publicam livro infantil, mas porque precisa de ilustração, eh, usa muitas cores, então o custo do livro infantil é muito alto hoje. Mas esse aqui foi totalmente, eu não tive apoio de ninguém, né? Tive apoio assim, hoje, depois que o livro tá pronto, apoio na divulgação, né? Que hoje você dá um clique, compartilha, você já tá ajudando a gente a falar sobre questões tão importantes hoje, que é o cuidado e o olhar para a criança, né? Então, não tive um apoio específico de ninguém, foi tudo através dos meus próprios esforços, buscando assim pessoas que me direcionassem, porque com o meu trabalho, outras pessoas também já saíram daquele mundinho do comodismo. Então, tenho amigas que falaram que se inspiraram em mim e foram buscar alguma coisa para fazer. Então, achei, acho muito interessante isso, que, né, não existe idade, né, que mesmo aos 65 anos eu tenho o sonho de aprender, de fazer coisas diferentes, de estar envolvida, né, no no na nesse mercado. E hoje assim a gente consegue, eh, fazer toda uma rede.
É, foi realmente, eh, eh, um soltar, né, porque eu tinha 21 anos de empresa, né, e realmente soltar, né, soltar do do CLT para você, né, alçar voos numa numa técnica, como eu te falei, de pontilismo, que tem várias mandaleiras e num num país, como eu te falei, que não valoriza muito a arte, né, realmente foi complicado. Mas o que me ajudou muito a chegar nisso e eu e eu falo sempre que eu que eu tenho possibilidade para as pessoas, foi ter entrado também na minha vida em 2020, 19, 2020, finanças pessoais. Foi muito importante eu ter finanças pessoais, né? Porque daí eu pude realmente, eh, fazer um planejamento da minha vida para sair do CLT e poder fazer o que eu realmente amo, que é realmente o que a gente fala que é a liberdade, né? De tempo, de espaço, de lugar, né? E essa liberdade financeira faz isso. E aí foi quando em 2022 eu pude pedir para ser mandado embora da empresa que eu tava para me dedicar ao meu trabalho. Então, isso foi libertador. Libertador não tem outro nome.
Ainda tá em desenvolvimento. O nosso o o a nossa capacidade de decisão que tá no nosso córtex frontal, ele só fica desenvolvido aos 25 anos. Por isso que os adolescentes, os jovens são tão assim, né? Não têm o poder de decisão, porque ele só tá formado com 25 anos. E agora imagina para uma criança que o cérebro dela ainda tá em formação, que ela precisa de alguém para ajudar ela na tomada de decisão, no que que ela tá sentindo. E a gente vê que isso não acontece hoje, né? Eh, eu lembro que na minha criação, quando eu ficava triste, alguma coisa, eu não podia falar muitas vezes do que eu tava sentindo pros meus pais.
A comunicação com surdo eu conheci em 2006, eh, através do de uma igreja no Alto da Lapa e fiz um curso lá pequeno de 3 meses e e ela sempre teve na minha vida. Eu não sei até que ponto eu preciso, né, me dedicar mais para chegar mais fundo no Libras, né, que eu quero chegar a ser intérprete de Libras, mas hoje eu tô me dedicando mais entrando, porque o Libras é uma é uma língua, né, uma língua que você tem que estar constantemente, eh, junto dela para você não esquecer, para você aprender, né? E aí eu tô buscando mais isso desde desse ano que eu conheci aqui em Osasco, né, o Libras para Todos, né, me inscrevi na escola e tô assim fazendo o mesmo curso um atrás do outro para não perder esse contato. Entrei no coral de Libras também em Osasco para não perder esse contato. Tô dando aula, né, para para crianças carentes em ONGs para não perder esse contato, porque quanto mais contato você tem, né, eh, é mais fácil de você lidar com com isso e aprender, né, a conversar com tudo, que eu acho tão importante.
Eu lembro que eu tinha pesadelos e eu tinha muito medo. Eu tinha um pesadelo recorrente e eu não conseguia falar pra minha mãe o que tava e eu chorava muito, eu tinha muito medo e eu não conseguia falar pra minha mãe o que tava acontecendo, né? Então o desenho faz dá essa possibilidade da criança expressar o que ela tá sentindo.
Vendo os produtos nas feiras dos condomínios que tem sempre aberto as portas para receber vários vários artesãos e produtos, né, confeccionados por artesãos. Eu acho que isso é, é um movimento que que tem de que é muito bacana porque é trazer a economia de fora para dentro do de um espaço, né? Que as pessoas não têm que sair do condomínio, não têm que sair em busca de um produto, o produto vai estar ali ao lado dela. E isso tem trazido, eh, vários clientes, né, a gente tem conseguido, eh, trazer e hoje a consciência do artesanal, ela é mais valorizada, né? Então, quando um produto é artesanal, as pessoas olham com um olhar diferente. Eu acredito muito no artesanal, né? É, é muito bacana porque você comercializa, mas não com interesse do retorno só financeiro, entende? Você comercializa porque a pessoa ela quer ter aquilo para para fazer um bem para ela.
Com o livro eu desenvolvi o baralho, que são, eh, 33 perguntas baseadas na inteligência emocional e na educação parental. O baralho, ele tem o objetivo do quê? De fazer interação com as pessoas. Então, tem algumas perguntas, tipo assim, ó: "Existe alguma situação que faz você se sentir muito, se sentir muito feliz e por quê?" E aí não são perguntas que a gente geralmente faz para as crianças. E atrás tem uma sugestão de resposta, porque as crianças fazem perguntas às vezes que você fala: "Meu Deus, que que eu vou falar para essa criança, para esse adolescente?" E às vezes até pro adulto.
A viver da arte é um é uma satisfação, porque você tá fazendo aquilo que você gosta e tá dando a sua impressão no mundo. A arte, você põe a sua impressão, aquilo que tá dentro de você. Cada artista tem uma forma, uma impressão, né? E viver da arte é você tá colocando você no mundo, dentro da casa das pessoas, uma história lá dentro, porque qualquer boneco ou qualquer coisa que você constrói, você põe a sua impressão ali. Então, viver da arte é uma satisfação, né? Viver da arte fácil. As pessoas pensam que é simplesmente subir num palco, trocar o o figurino e tá tudo certo. Mas não, gente, tem que decorar texto, você tem que aguentar muitos tipos de pessoas, você tem que ensaiar para caramba. É um monte de detalhes que, na verdade, faz todo o acontecer que ninguém vê, o por trás dos bastidores que ninguém vê.
Então, você tem a possibilidade e a oportunidade de conversar sobre assuntos que normalmente você não conversaria. Essa aqui que eu gosto. Qual a importância do perdão para você? Que é uma questão muito importante pra vida da gente, é saber perdoar as pessoas. E para a criança, o que que é perdoar? A criança tá com briga ali, já tão a criança tem uma facilidade maior de perdoar. Nós adultos que temos mais dificuldades, mas é importante a criança saber que o o perdão é importante.
Moro em Osasco, né? Eu sou moradora de Osasco há 50 anos. que eu vim para Osasco, eu tinha 15 anos, então eu tenho muito tempo de Osasco. Eu falo que eu sou mais osasquense que oliense, porque eu nasci numa cidade chamada Olhe, lá no interior de São Paulo, bem pequenininha. Eh, que tudo na vida vale a pena. Eu acho que aprender não tem não tem tempo pra gente aprender. A gente tem que estar aberto a aprender sempre. Agora o contra é isso que eu falei, é você poder fazer isso tudo e não ter o reconhecimento, entende? Não ter o reconhecimento do da do grupo social que você vive, da comunidade que você vive. E a e normalmente a comunidade precisa muito disso, né?
E aí ela incentiva a criança a ter arte, que é desenhar. Então, tem uma parte que o personagem fala assim: "Olha, vamos fazer um desenho". Então, começa desenhando algo que é muito importante, algo que você gosta. Então, ela faz com que a criança tenha uma forma de arte e desenhe através através do desenho expressar o que ela tá sentindo, algo que é que ela deixar ela brava ou chateada e algo que ela deseja, um sonho dela. Então, querendo ou não, ela é uma forma de arte e que faz com que outras pessoas também façam arte.
É, é o que eu sempre almejei, tá? Eh, trabalhar só com as coisas que eu amo, né? E hoje eu tô podendo, sabe, ter essa oportunidade de trabalhar com o que eu amo, que é estar junto da ser humano, que eu acho que é a coisa mais linda que Deus fez, né, que é o ser humano, e poder emanar através da mandala a possibilidade de toda a cura que vem através desse círculo sagrado, né, para as pessoas terem em casa uma obra aonde te proporciona realmente uma meditação ativa. Isso é muito gratificante poder ajudar o outro, sabe? O outro no seu interno mesmo, porque as nossas, eh, as nossas culpas, os nossos medos, os nossos receios, tá tudo no nosso inconsciente, tá tudo no nosso interno. E a gente poder trazer isso à tona através de uma mandala, não tem não tem não tem dinheiro, pai, não tem preço. Você entendeu?
[Música] Ele adora, ele adora. A gente começou com 10 horas. [Música] [Música] você faz menor. [Música]
Bem, a, eh, o meu sentimento é agora que mais pessoas possam ser alcançadas, mais crianças possam ter a possibilidade de ter contato com esse material, né, que eu acredito que vai auxiliar muitas famílias. Eu acho que todas as pessoas deveriam ter esse uma oportunidade de ter esse envolvimento com a arte, né? E o que mais assim eu espero e anseio é que seja mais valorizado isso dentro da sociedade. Então assim, eu acho que que é sempre tempo. Eu acho que o tempo é agora, é hoje. Então, o meu foco é hoje, é poder ajudar o outro, poder estar perto do outro, sentir o outro, ajudar o outro.
Na vida. A gente tá aqui para esse propósito. Deus criou a gente para esse propósito, entende? O propósito de levar ajuda, levar a mão, um conforto para uma pessoa quando você sai do seu mundinho, do seu eu sozinha e você busca apoio. E eu acho que isso que eu tenho encontrado, o apoio nessa rede enorme de pessoas que vão cruzando o meu caminho todos os dias, que vão me deixando mais rica todos os dias, não rica de dinheiro e que nem tudo é dinheiro, né? Nem tudo é dinheiro, mas rica de amizade, rica de de conhecimento. Então, eu acredito muito nesse contato com as pessoas. E se a gente pudesse nos reunir mais vezes para poder dividir esse tipo de de coisa, porque a sociedade tá muito mecânica e é disso que eu gosto, né? Sou uma geminiana que gosta de falar, de estar junto, de de aconchego. E é disso que eu que eu pretendo viver todos os anos que Deus me permitir.
Eu continuo escrevendo bastante. Tem algumas outras histórias que a gente também gostaria de publicar logo logo. E eu tenho uma rede social, né, que é Odila Lima Bolsas no Instagram e é onde as pessoas podem me encontrar ou nas feiras, né, que eu estou por aí fazendo e participando. Vou estar lá na na Bienal do Livro agora em setembro, né? Meu livro vai estar lá na Bienal do Livro, na editora Casa.
[Música] [Música] [Música]