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[música] [música] Fala, conexos e conexas, sejam todos muito bem-vindos a mais um episódio do nosso Conexão Viagem. Aqui nesse Vcast a gente sempre conecta dois assuntos, pelo menos viagem necessariamente e o segundo, terceiro, quarto, quinto assuntos. Quem determina, quem define é o nosso convidado ou a nossa convidada que eu apresento em instantes. Antes eu cumprimento meu parceiro de jornada, fala Rodrigo Possato.
>> Tudo bem, Sheila?
>> Mais um episódio do Conexão Viagem, nosso podcast que tá nas principais plataformas de podcast do Brasil. Tem YouTube, Instagram, TikTok, tá até na televisão. Entra lá no YouTube, Conexão Viagem, clica no sininho e se inscreve. Toda quinta 18 um episódio novo para você.
>> Esse videocast só existe graças a ótimos parceiros, porque ele quando você tem bom parceiro, você tem tudo na vida, né, gente? Não é? Facilita demais. Entre esses parceiros, a Gol. Gol, inteligência faz a gente voar.
>> Localiza, simplifica e vai.
>> E também simbore. Acesse lá simborstore.com.br e comece a carimbar suas memórias de viagem. Simbora.
Simbora apresentar a nossa convidada de hoje. Eu tava numa expectativa tremenda para que ela viesse aqui, porque hoje a gente vai falar dos lugares mais lindos do planeta.
>> Um dos meus sonhos na mesa hoje, hein?
>> E eu acho que esses lugares sobre os quais a gente vai falar, eles estão no universo aí dos sonhos, estão no campo dos sonhos de todo viajante. Eu quero um dia conhecer a Escandinávia, eu quero um dia ver a Aurora Boreal.
>> Eu também. E acho que é recheado de muitas imagens, né? Acho que a gente tem um carrego uma coisa de imagens, alguns mitos. É verdade. E ela é uma das maiores conhecedoras desse assunto. Eu tô falando da Roberta Perz, que é fundadora da Nordic é Waz, tem escritórios inclusive em São Paulo, em Estocolmo, na Lapônia. E ela mora inclusive em Estocolmo, né, Roberta? Obrigada por estar aqui com a gente, viu?
>> Eu que agradeço o convite, né? Vi de Estocolmo e é um prazer estar aqui com vocês.
>> Que delícia. Eu não menti quando eu falei que a gente tá tratando dos lugares mais lindos do planeta, né?
>> É, eu acho que a gente tá lá no topo, né? Nas estatísticas geralmente e acho que na beleza também.
>> É. E aí reunir gente belezas naturais incomparáveis, muito próprias daquele lugar. Acho que reúne muito de tecnologia de inovação, mas de um estilo de vida que inclusive é muito diferente,
>> né, para nós brasileiros, mas que é ao mesmo tempo muito encantador. Conta um pouquinho em linhas gerais para que depois a gente possa aprofundar, até porque há diferenças entre os países que compõem Escandinávia, mas falar um pouco sobre esse estilo de vida que é muito próprio das características e de como brasileiro, porque você faz esse trabalho de levar o brasileiro para vivenciar experiências que são inéditas, que são singulares. Como é que o brasileiro enxerga? E depois quando você vê que ele chega lá, fala: "Opa, ele imaginava outra coisa de repente e se surpreendeu positivamente." Foi o que aconteceu comigo, por exemplo. Como é que é esse processo para você?
>> É assim, eu acho que é um trabalho. A pessoa, geralmente o turista quando chega a Escandinávia, ele ele já viajou, né? Geralmente não é assim, é, ah, a minha primeira viagem ao exterior, eu vou pra Escandinávia, né? Ai, o meu sonho em primeiro lugar é a Finlândia, a Suécia. Não é assim. Então ele já tem um um uma bagagem de viajante e aí ele resolve, não, eu quero explorar essa região e vem muito desse sonho, dessa beleza do lugar, mas o que ele mais se surpreende na Escandinávia é realmente o modo de vida. Quando ele passa a compreender de que maneira a sociedade ela é estruturada, de que maneira a gente aprende os valores da vida, é aí que a viagem tem um encantamento especial.
É verdade. E a gente vai poder se aprofundar em relação a isso, mas para que as pessoas possam entender de cara, a gente que hoje fala tanto em quite luxury, por exemplo, ih, esses caras, ó, faz tempo que eles estão num luxury quase invisível, na verdade, eles são muito contemplativos, né? Eles têm um estilo de vida, apesar de o PIB desses países ser alto, de ter uma boa distribuição de renda, eles não têm uma super valorização do material. E isso é incrível de ver, né?
>> Eh, isso faz parte desde que você nasce eh, vida, né? Você precisa viver, você precisa estar, você não precisa tanto ter, você tem qualidade para ter a sua vida. Então, momentos preciosos na vida valem mais do que objetos colecionados dentro do armário.
>> Eh, e isso é para todos. E ninguém quer ser se exibir porque tem mais, que a casa é muito maior. Eh, elas são quase todas muito semelhantes. E quando você passa numa rua e fala: "Aqui mora uma pessoa muito famosa". É muito difícil você entender qual que é a casa do famoso, porque as casas são muito parecidas. Eh, então é um modo de vida discreto,
>> eh, é você ter aquilo que é necessário,
>> eh não ter tanto, mas você viver bem.
>> É, é bem isso, né? E aí você num pouco da tua história, você troca o Brasil pela Suécia, né? Você vai embora. O que qual foi o gatilho que te fez perceber que o olhar do brasileiro ia mudar um pouco esse turismo no extremo norte da Europa? Que te fez ir para lá e abrir a Nordic W?
>> É assim, a Nordic W não foi tão planejada assim, não assim, ah, agora eu vou montar, vou empreender. Ela acabou acontecendo no turno da vida lá. Mas eu quando eu cheguei, eu não cheguei na capital, eu cheguei dentro do Ártico. Então eu saí de São Paulo, uma cidade gigantesca e fui para uma cidade super pequena, eh, com um bebê de 4 meses no colo.
>> Eh, e continuei trabalhando com turismo no Brasil. Eu tinha trabalhava com coordenação de eventos, com com grupos de lazer. Eu trabalho no turismo há 37 anos e são 20 de Escandinávia. Então eu continuei com o meu trabalho, mas a mente curiosa, né? Nós quando trabalhamos no turismo, nós estamos sempre observando tudo. A gente nunca mais descansa a mente. Vai no restaurante, você tá observando. Vai num lugar, você tá sempre observando. Então era tanta informação no início, porque era tanta coisa, tão diferente. Eu me lembro a primeira vez que eu vi um churrasquinho na neve, assim, um churrasquinho na neve.
>> É. É assim, e todo mundo agia com tanta naturalidade e eu assim numa Páscoa olhando um churrasquinho na neve e o pessoal fazendo aquela fotossíntese no sol e aquele churrasquinho ali numa coisa dentro do buraco da neve. Falei: "Gente, isso é sensacional. Imagina brasileiro aqui vendo isso." Então eu eu já ia processando as coisas que eu ia vendo pra empresa sair bem mais adiante.
>> Uhum. Teve estranhamento cultural muito grande eh da sua parte quando você chegou. como é que foi esse seu primeiro encontro com a cultura nórdica como um todo, mas que depois você foi compreendendo isso virou uma grande lição, na verdade, que você passa pros seus clientes também.
>> É, é, é assim, não é fácil emigrar, né? Você não é fácil você ser se expatriar aí para outro país, porque você tem que voltar pro jardim da infância em várias coisas, né? Então você já é adulto, já já tem, né, tanta coisa na bagagem e você não sabe falar a língua, você não sabe ler uma placa de trânsito, você não sabe abrir uma conta no banco. Eu me lembro uma vez assim que foi tão difícil que eu fui pra aula de ginástica, eu não acompanhava o esquerdo e direito, eu [risadas] ia ao contrário. E eu chorei, cheguei em casa, eu chorei, eu falei, eu não consigo fazer nem ginástica, porque eu não consigo entender. Então você precisa entender a cultura, a língua e saber onde você tá e achar o ponto que te une a tudo aquilo. Acho que isso é muito importante.
>> Uhum.
>> Você já tem 15 anos de Noric Waz, né?
>> É. E 20 anos de Escandinávia.
>> Qual que é o maior mito que você tem que derrubar hoje quando um cliente brasileiro da mito da Escandinávia que um cliente brasileiro te liga, que você tem que refazer o que ele pensa para convencer ele a ir para lá? Se bem que quando ele te liga, ele tá a fim de ir. Mas o que que você, qual o maior mito que tem dessa escandinávia pro povo brasileiro hoje?
>> Eu acho que assim, eh, e isso vem também porque as pessoas, eh, recebem hoje, eh, informação e desinformação e assim, elas são bombardeadas de coisas, né, em imagens, em cores, em o que tem que fazer em três dias, os 10, os 10 que não podem deixar, os restaurantes que não podem,
>> é tanta coisa que quando a pessoa vem com tanta ansiedade, mas aí no final as pessoas acham que o a região é pequena e que em uma semana ela vai ver tudo. Sol da meia-noite, Arora Boreal, todas as lugares. Então assim, ela ela acha que é tão fácil se deslocar em tão pouco tempo para fazer tudo e não dá. Então esse e não precisa também, né? Uma viagem bem feita, ela ela tem que ser tranquila, ela não pode ser, não é o born, né? a gente não tá correndo o tempo inteiro, então às vezes vira uma obrigação e não um passeio.
>> É, então o passeio tem que ser, tem que entender aquilo que o turista realmente o que que liga com aquele turista pra gente desenhar esse roteiro bem feito e que ele saia satisfeito e não precisa ver tudo e não precisa correr.
>> Uhum. Aliás, a gente tá num ponto de virada mesmo. Talvez a gente esteja, né, especialmente com esse turista que já viajou para muitos países, que já é um um turista, digamos, mais qualificado nesse sentido, né, que já tem uma experiência, ele é mais maduro.
>> Eh, e aí talvez a gente esteja nesse ponto de virada mesmo de entender, não tô mais falando aqui só do slow travel, que é fazer essa viagem lenta, não, é de terar um tirar um pouco dessa coisa da performance da viagem que vira uma coisa cansativa. tem acho que quando a gente fala da Escandinávia, a gente tá num lugar muito próprio para fazer isso, né? Pelo menos me parece isso. Eu tava lembrando, eu fiz uma viagem escandinavia inteira em 18 dias. Hoje eu digo o seguinte, eu pegaria 15 só para fazer Noruega.
>> E dá,
>> você tem, tem muitas cidades para fazer isso, sabe? É grande, né?
>> Mas eu acho que é a quantidade de informação que você tem, né? Você quer fazer tudo numa única pacada.
>> Aí entra a curadoria também, né? Mas isso é dificuldade porque é tanta coisa, é tanta informação e o meu amigo fez e eu li isso, eu vi aquilo, é tanta coisa para você ajustar essa linha, né? A gente tem que montar uma história pra sua viagem, ela não pode, que às vezes a pessoa quer ir aqui, daqui a pouco ali, depois volta para casa e aí fica então assim, a região é muito difícil em ser planejada sozinha. Ela pode ser vista sozinha, mas às vezes ela é vista e não é conhecida. Você não volta com o conhecimento da região, você viu, você olhou, OK, mas e você não compreendeu,
>> né? E quando você fala em churrasquinho na neve, a gente tá falando um pouco de tradução cultural, são culturas totalmente diferentes. Eh, o que que um brasileiro que você tem experiência na prática ou qualquer pessoa de outro país, ele ele busca numa viagem de lúgica que para um nórdico é estranho, é difícil de entender ou é algo que não o nórdico, o que que é isso? O que que ele quer, né?
>> Assim, tem algumas coisas que que é difícil assim, a gente a gente no Brasil gosta muito e eu sou brasileira, né? Hoje eu sou brasileira sueca, eu tenho mais de 50 anos como brasileira e 20 anos como sueca. Então, eh alguns serviços que que para nós são muito importantes, pro nórdico não é importante e ele nem gosta de ter. Então a gente às vezes precisa do maleteiro na esteira da mala do aeroporto para levar até ali fora.
>> Eh, e eles às vezes não entendem, eles até tem lugares que é muito difícil achar quem que vai ajudar a carregar. Então [risadas] é a gente mesmo, a gente tem que programar esse maleteiro para tirar essa mala, principalmente nos grupos corporativos. Aeroportos grandes é fácil, aeroporto pequeno não tem o serviço, né? Então eu acho que nós aqui somos e e quando eu venho ao Brasil, a gente vê, a gente tem tantos bons serviços, nós somos servidos, né? Somos sempre muito bem servid até mal acostumado.
>> E a gente lá não é servido, né? Então assim, isso isso dá um choque e a gente tem que ajustar. Você não pode mentir um destino. Destino não pode ser mentido, não pode ser fake, produzido, mas você tem que ajustar as expectativas.
>> Claro. Uhum. E por outro lado, né, do outro lado, o que encanta nos escandinavos em relação à forma como o brasileiro vivencia o turismo lá?
>> O brasileiro hoje é considerado um dos povos eh com mais atraentes como turistas para nós no nos nórdicos. Eu faço parte do boarding do do coletivo nórdico, que a gente senta na mesa conversando, visitan, visit Noruega, assim, todos os países, avião, todo mundo ali. E eu represento a área do do receptivo. E nessas discussões a gente coloca assim os mercados que são os mais atraentes no momento para nós. E o Brasil tá ali. Por quê? Porque o brasileiro ele é ele é maduro em como viajante. O brasileiro ele é acostumado a viajar longas distâncias. Ele não se incomoda. O brasileiro não vai só na América do Sul porque é perto. O brasileiro vai longe, ele não tá. E o brasileiro às vezes nem mora no aeroporto que sai. A viagem ainda é mais complicada ainda. Porque ele até chegar no aeroporto que parte para essa viagem, ele já viajou um dia, muitas vezes 4, 5 horas de voo para [risadas] um pro, né?
>> Então assim, imagina pro Brasil chegar a Finlândia, às vezes chega direto no ártico da Finlândia, ele fez uma jornada enorme. Uma vez nem aí, né? Uma vez eu eu atendi um cliente de Cuiabá, ele falou: "Sai do + 37 pro -37, nem sei quantas horas eu tô viajando." Ele falou [risadas] para mim. Então assim, eh, o brasileiro não se incomoda, isso não é um problema. Uma outra coisa boa do brasileiro, o brasileiro gosta de experimentar o seu destino. O brasileiro gosta, ele gosta de comer bem.
>> E não precisa ser só o brasileiro que gosta do Michelan, ele gosta de restaurantes diferentes, locais. Ele gosta de fazer bons passeios, então ele explora bem assim no no dia a dia da viagem, ele viaja bem, ele é um viajante que consome bastante. Isso é bacana.
>> E você precisa fazer muita adaptação das experiências na escinava pros brasileiros ou não? O brasileiro tem que se adaptar ao que tem lá, tem que fazer algum tipo de customização para ele falar: "Pô, eh, já joga ele como é". Ou não? Vamos, vamos adaptar um pouquinho a experiência para ele não traumatizar. E como é que funciona isso?
>> Eu acho que tem. É assim, a gente tem que tomar um certo cuidado. Eh, principalmente quando a gente fala de frio extremo, né, que o brasileiro não tem. Então, quando a gente tá falando, eh, para nós nos nórdicos, o frio extremo, OK, você tá você tá agasalhado, você tá com roupa,
>> você pode ficar 3 4 horas exposto lá fora, não tem problema. O brasileiro já começa a achar que tá tremendo, que vai morrer, que vai, não consigo sentir meu olho, tá?
>> [risadas]
>> Então você tem que fazer essa experiência um pouco menor, não é para todo mundo, tem muita gente que topa longo,
>> mas aí entre os nórdicos nós temos assim o ser humano normal e os noruegueses, porque os noruegueses são diferentes, eles não são na média, é um povo à parte, porque o norueguês, com tudo que ele vai falar assim, não, vamos lá esquiar que é fácil, não é não é humano, não é só ele consegue descer, não é para um ser humano. Como que um ser humano vai numa estação de esquiê? Normalmente ele senta numa cadeirinha ou numa gôndola, sobe, esquia, vai de novo e de novo e de novo. Como vai o norueguês? Ele sobe a montanha a pé, ele [risadas] não senta na cadeirinha.
>> É verdade.
>> O brasileiro já sobe e congela no meio do caminho.
>> Aí você fala, você para lá na montanha, fala: "Magina, não tem ninguém subindo a pé". Você começa a olhar direito, faz: "Gente, tem três ali, tem dois ali, tem." Eles estão subindo a pé.
>> Para ele é normal, né?
>> Normal. Então você imagina essa pessoa falar para você: "Não, vamos no passeio". É, é fácil. Quando ele fala fácil, deixa eu testar antes. Eu testei uma vez um em Narve que ele falou: "Roberta, é super legal o hiking, é só descer". Falei: "Não é, não é fácil". Eu falei: "Tá bom, eu venho no verão fazer". Eu quase morri. Meu joelho não sentia quando eu cheguei lá embaixo. 6 horas descendo a montanha, o parapeito a minha filha foi, levei minha filha, ela falava assim: "Mamãe, cuidado que nós vamos cair". Eu falei: "Jesus, falasse que isso aqui é fácil". E descia e virava 6 horas,
>> se horas descendo,
>> descendo. Quando eu cheguei perto do hotel, eu já não sabia não, minha perna tremia. Porque descendo, né? Você tem que fazer força na perna.
>> Força, né?
>> Aí eu falei: "Minha filha, vamos comer já, porque a hora que eu cair na cama esquece de mim por 24 horas.
>> Bernar, né? Um mês bernar. [risadas]
>> Que delícia! Agora, já que a gente tá falando da Noruega, é o local ideal para quem quiser conhecer os fiordes.
>> Sim. Na nossa região os fiordes só estão lá, assim, outros países que têm fiordes, por exemplo, Nova Zelândia também é um país que tem muito fiorde, mas acho que não em tanta quantidade quanto tem a Noruega, assim, para quem quer ver uma formação de Fiorde, a Noruega acho que é o é o destino número um para isso.
>> Uhum. E faz como? Quer dizer, começa por onde? Porque são alguns fiordes. Eh, dá para você fazer começando por uma cidade e seguindo ali no curso. Explica pra gente, para quem nunca foi, para identificar o que que é possível ser feito ali.
>> Eh, os os fiordes são formações eh que existem depois de ter passado pela era glacial, né? Então, a terra, o gelo rachou a terra em dois. E quando você tá no Fiorge, você olha pros dois lados, você imagina que se voltar no tempo, você juntou, elas vão se juntar, elas têm um equilíbrio de altura, etc.
>> Eh, e toda a costa da Noruega foi, é, são formações de fiordes de formas diversas, então assim, não dá para ver tudo, começa por aí, não dá. Eh, e outra coisa que a Noruega, as estradas cênicas, eh, e os fiordes e as montanhas, tudo demora muito para se chegar de um lado a outro. Então, o que você conta, fala assim, ah, 100 km, você faz um cálculo vezes do 2,5, dependendo da onde você tá. Então, o tempo de viagem, esse bate e volta, é melhor não voltar, é melhor continuar na viagem. Então, por isso você tem que montar rotas na Noruega. É mais, é mais fácil. vocês não dá para ir até lá e voltar tudo de novo, porque esse tempo para ir é demora. Então, sempre é bom montar um itinerário para você fazer a Noruega bem feita.
>> Uhum. É, mas para isso eu acho que é tem que ser a coisa profissional mesmo, porque não dá. Você vai abrir o mapa, falar: "Quero sair daqui para Não, não tem que ter essa curadoria mesmo. É uma, é uma, é um país difícil. Ou senão você vê, né? Ou senão você vai em um lugar, você pega um um aeroporto fácil, você entra naquele lugar, você vê, mas você não explora. Você não conhece, você não aprofunda, você é possível. Os cruzeiros fazem de uma forma pelo mar, de vai passando em alguns pontos. É possível. Na Noruega, como o Fiorde, tem muita gente que mora de forma muito remota, assim, o norueguês também mora em lugar que você não acredita que é possível viver. Aí tem uma casa num lugar que você não entende como ele chega naquela casa. Porque você fala, não tem estrada, é só água, montanha. Como é que ele conseguiu chegar ali? Pronto, ele mora ali.
>> Eh, então assim, tem muita gente que mora de forma merremota e o país tem uma rede de cruzeiro que se chama Hurt Gruten, a rota original e hoje tem um concorrente dele que vai passando em vários lugares. E isso foi feito pensando no norueguês lá no começo do século XX, quando fizeram isso, ninguém tava falando que isso vai virar um boom do turismo, não. As pessoas >> é para chegar as coisas, para transitar. Então tem essa rota pelo mar que você passa em lugares menores. Outra outra coisa que a Noruega tem, como o por terra, o rodoviário, né, é muito complicado e o trem só chega até um determinado ponto no país.
>> Tem muito aeroporto. É um país que tem aeroporto em todo lugar.
>> Assim, tem lugar que você tem acesso a três aeroportos no meio do ártico, você fala: "Dá para ir para esse, para esse ou para esse". Ol,
>> então eles tm muitos aeroportos.
>> Mas eu adorei isso que você falou assim, ó. Uma coisa é você ver, outra coisa você conseguir explorar e se manter presente ali, né? Eu tava lembrando eh na Noruega eu fiquei, eu te contei isso que eu fiquei num hotel, eu não lembro a cidadezinha, mas era de frente para um Fiorde,
>> eh, eu fui buscar agora porque eu tava olhando no celular, o Lesvang, é o nome do hotel, ele fica de frente, ele é belíssimo e aquele foi o meu primeiro contato com o Fiord
>> e aquilo para mim foi tão emocionante, foi de encher os olhos da água, porque é uma natureza muito diferente da nossa. É outra natureza, né? Você nunca viu aquilo. Eu falei: "Meu Deus do céu, isso aqui é um escândalo de lindo". E eu queria só ficar naquele canto só olhando aquilo que tem uma piscina linda e tal. Menino, eu passei uma noite só nesse hotel. Eu preciso voltar passar umas cinco porque ele tem espaço de relaxamento e não sei o quê. Não deu tempo. Então você tem um pouco disso. Assim, eu vi aquele lugar, é claro que eu senti aquele lugar, mas assim, toma café e vamos no dia seguinte, a gente já tem outro fior ali para ver. E aquele fior que você foi, o fiorge de Hardanger, ele é ele é o fiorde das flores e dos frutos. Ele é o fiorde da mitologia do início da história da Noruega. E ali você encontra Haranger, a região eh e pro brasileiro às vezes isso parece ruim, né? É uma região de cidrarias. E a cidraria deer, todas essas pequenas fazendas, elas têm um selo certificado de qualidade, porque a maçã é tão boa nessa região e é tudo muito familiar. Então, quando você é a mesma coisa quando você fala champanhe que vem do champanhe. Então, a cidra do Hardanger tem um selinho ali que é ela é diferente. Você pode visitar também a próxima vez que você
>> Olha só,
>> você vai visitar.
>> Você escolheu esse fior sabendo que era origem da Noruega.
>> [risadas]
>> Não, mas olha, e aí você falou rapidinho, só para eu continuar um pouco mais em Noruega, porque você falou sobre mitologia, né? E eu lembro que quando eu fiz a viagem, assim, eu tinha um guia espetacular que trouxe todo o contexto histórico. E eu acho que isso também faz muita diferença, você mergulhar no contexto histórico, no contexto cultural e entender a mitologia que eu desconhecia completamente no caso da Noruega.
>> Eu acho que o cinema, as séries acabaram contribuindo e muito muito do cinema mais recente, de 20 anos para cá melhorou esse nosso contato com o universo do que é a Escandinávia, né? Porque é muito longe pra gente, muito distante da nossa cultura. Mas ainda assim, mesmo com essas séries e o cinema tem atraído mais até pra gente entender essa mitologia, isso é muito forte lá, não é?
>> É muito forte, é uma identidade cultural, né? Então assim, a mitologia toda vem de de um passado viking, né? Era aquilo que eles acreditavam e eles foram os habitantes de um passado que traz muito orgulho, né? também tem muita, tem precisa desmistificar muito do que foi feito, porque eles conquistaram muitas coisas, eles trouxeram, eles, eles tinham embarcações pro seu tempo que ninguém tinha, ninguém na, no mundo conseguia chegar e sair com uma quila do, do barco tão bem organizada como eles na mesma época. Por isso eles dominavam a região, todo mundo tinha medo deles. E quem escrevia sobre eles era muito mais os padres, a Igreja Católica. E aí escreve, né, como se eles fossem os [risadas]
>> os proprietários, né?
>> É museus ótimos, inclusive, hein, na Escandinávia para conhecer a história da navegação e tal. Tem museus bem legais. Você tem mais pergunta de Fior? Não,
>> não parei. Desculpa. Vamos lá. Vamos a Aurora. Eu sei que você quer vamos tr horas de Aurora Boreal. Não, Aurora Boreal é é o desejo de muita gente meu também, inclusive, de conhecer e tudo mais. Como é que você transforma esse fenômeno natural numa experiência de luxo e de segurança para quem tá indo lá ver?
>> Eh, eu acho assim, pensar em
>> eu queria ver tudo de Aurora Boreal quando [risadas] tem como ver como é.
>> Então, então vai, vamos começar. Então, ess a aurora boreal ela não liga e desliga, né? ele segue acontecendo. Só que nós temos como ele o polo magnético no Ártico tá numa região que alguns meses nós não temos noite, não tem escuro, então esses meses você não consegue avistar nada. Então se você pensar entre maio, junho, julho, agosto, quando tem muita luz na noite, você não vai ver nada. Pode ter uma explosão solar maravilhosa, mas você não consegue ver nada, tá claro? Então, a partir de final de agosto, setembro, até o fim de abril, assim, ainda comecinho de maio tem a noite é curtíssima e às vezes dá para ver, mas às vezes é um pouco mais iluminado. Essa toda essa época aí do ano você consegue avistar porque você tem escuro para ver
>> todo dia.
>> Eh, todo dia tem noite. Todo dia tem noite. E à noite, por exemplo, é nós temos todas as estações do ano. E no norte a gente fala que nós temos oito estações, não quatro. Então, cada semana tem mais noite. Então, a partir do momento que eu tenho em junho o dia do solstício, a semana mais iluminada, dali ela vai reduzindo a iluminação até chegar na semana antes do Natal, que é quase não tem luz, aí vai aumentando de novo. a gente vai assim, vai assim e aí a gente tem eh todo esse período quando tem noite que é possível avistar. Fazer isso de forma segura, eh você tem que ter veículos que estão preparados. Eh, dentro do seu veículo tem que ter muito material, muita coisa de segurança. Eh, eu não trabalho, jamais trabalharia no Ártico com um veículo elétrico.
>> E nenhuma concessionária eh nos indica sair em veículo elétrico, porque às vezes você tem que ir muito distante e o frio ele descarrega muito mais rápido a bateria dos veículos. E e assim, quando tá muito frio, a gente tem que também acompanhar as recomendações do governo. E as recomendações do governo são feitas no idioma nacional, nos programas, nas páginas do governo, que o a pessoa estrangeira não tá lendo nada disso. Então, esse ano, por exemplo, em janeiro, eu estava com amiga no Ártico e a gente pegou quase 10 dias de -37 a -40.
>> E o governo o que fala? Não é para sair de casa se não for essencialmente necessário, porque se todo mundo sair, todos os carros pararem e todo mundo ficar no meio da estrada, talvez não tenha recurso para acudir todo mundo. Então não saia. Então se você vai ver aora boreal nesses dias que tá tão frio, o que governo já falou que a gente tá com frio extremo, você não vai planejar ir tão longe. Você precisa ter esse cuidado. Você precisa olhar as nuvens, o mapa, entender e você ver até onde você vai. Então, com o turista no carro, você tem que ter essa essa seriedade nesse trato. Quando a gente tá falando de fenômeno natural e clima tão forte, o a pessoa que vai ela assim, não é assim, ah, a gente vai sair amanhã, tal hora assim, não é assim. Tem que esperar ver quando a gente começa a ver que tem a possibilidade, céu tá aberto e o clima é possível. Não precisa esperar tá zero. A gente sai a -20, -25, - 30, é tranquilo. Mas quando a gente barra, bate lá nos menos 40, a gente tem que ter um pouco mais de cuidado.
>> E aí vocês vão até um local indicado, um local ideal para vocês assistirem e vocês param e e quanto tempo vocês ficam ali assistindo?
>> Assim, ela não ela não avisa quando vem, ela não tem hora certa para vi. Eh, ela tem ciclos na noite, então, por isso que eu falo, noites mais longas você às vezes consegue se preparar mais vezes. Céus nublados em quase região toda, é um super desafio achar um buraquinho no céu para você enxergar. Então, é, esse é o grande desafio para entender onde você vai. E isso é bacana de você montar uma rota em regiões muito remotas, porque a iluminação de uma cidade é uma uma iluminação urbana, não precisa ser uma não precisa ser São Paulo, mas uma uma um borgo, vai, uma cidade pequena com iluminação, ela pode atrapalhar a visualização e você tá no meio do nada, vai te ajudar a visualização. Então, montar uma rota que você para em lugares super inóspitos, ele facilita o luxo de você não precisar ficar pegando estrada. Então, às vezes as pessoas vão para três noites no mesmo lugar, numa cidade grande e aí toda noite elas têm que ir super longe e voltar 2 horas meia de estrada para ir ver. Logística não é inteligente, né? Por falta de conhecimento.
>> Então, se você monta uma rota fica muito mais fácil. Eh, então às vezes na quando ela vem muito forte, até numa cidade grande, quando você sobe num prédio, vai num ruft, você ó, dá para ver, tá acontecendo, mas amanhã a gente vai estar num lugar ainda mais remoto e a sequência da semana também. Então você não precisa sentar num carro e pegar 4 horas, mas quem vai com menos dias e só fica em um lugar, aí não tem outro jeito, né?
>> Uhum. Você desenhou uma van exclusiva com teto de vidro.
>> Exatamente. Para essa experiência, como é que é a reação? Bom, de onde veio essa ideia
>> e como é que é a reação das pessoas, né? Porque olham pro estão ali no quentinho do carro, né, gente?
>> Mais conforto que isso não tem, né? E
>> vem aquela explosão de cores, aquela dança de cores no céu, porque acho que é meio isso, quase uma dança de cores no céu, né? É. E ela começa assim, mas é muito legal você sair do carro para ver. É muito legal o carro ele é o primeiro contato e você tá vendo o que tá acontecendo e aí a gente para na hora certa, né? Você não precisa ficar lá fora o tempo inteiro. [risadas] Tempo inteiro, né?
>> Então você para. Mas na verdade a gente queria ter um um ônibus para fazer os nossos grupos de uma forma exclusiva, grupos pequenos, 10 pessoas, 12 pessoas e que fosse um veículo que e não é só paraa Aurora Boreal. A eu falo que a Aurora Boreal ela é você chega lá achando que a Aurora Boreal é o motivo dessa viagem e assim que você vê você vai est realizada. Mas as cores do Ártico e a paisagem do Ártico, mesmo sem aurora boreal, é uma experiência de tirar o fôlego. Tem pô do sol, cor-de-rosa, tem dias que começam lilás, até as noites polares de dezembro que é tudo azul, tudo é azul. Então assim, e não é só Aurora, tudo bem que é um grande sonho das pessoas, mas todo o percurso ele é maravilhoso.
>> Eh, Aurora é um é um plus.
>> Uhum.
>> E que plus.
>> É, não é? [risadas]
>> E aí a gente Vamos vamos para Lapônia.
>> Vamos.
>> Em Quiruna, você faz você tem trabalho em Quiruna também. Vocês trabalham com o povo Sami, Sami, é isso. Fala Sams
>> Sami. O que que representa essa cultura? Como é que é o processo de garantir que o turismo seja uma valorização, uma ferramenta de valorização desse povo?
>> É assim, eles são eles são o povo originário, né? Então eles estão eles estão na região antes que todos os demais. Porque a gente tá falando lá atrás num passado, quando a gente fala que na região existiram os vikings, eles nunca chegaram tão ao norte. Então, os samis já estavam e eram um povo nômade.
>> Eh, e depois, no final dos 1800, começo do século XX, eh, eles foram obrigados a ter uma residência em um dos países, ter uma nacionalidade do que a gente colocou como um país que não era a nacionalidade deles.
>> Eh, falar uma língua que não é a deles ou assim, teve uma ruptura grande na cultura deles. Eh, então é preciso preservar essa história. E se a gente não preservar, essa cultura pode desaparecer. E eles são um povo minoritário, mas não são os únicos. Dos povos minoritários que nós temos, eles são os maiores, tá? Existem outros ainda menores na região. Então todos eles a gente precisa de um cuidado especial e contar para nós, todo turista que vem na região, alguma coisa dessa cultura ou de qualquer cultura originária, é importante que as pessoas conheçam e usufruem e e façam alguma coisa ligada a isso, não deixar o seu legado ali na região. E essa e essa as experiências nessa região da Lapôia, o que que é e são passeios por são paisagens, são restaurantes, o que que tem lá pro brasileiro fazer?
>> Eh, a gente a gente lê, a gente conta história eh em capítulos, né? A gente a gente tem esse tipo de de leitura de uma história.
>> O Sam conta uma história circular. Então, um povo SAM, ele tem que ser escutado.
>> Ele não, ele escreve, tem algumas pessoas até que escrevem romances como a gente escreve, mas quando eles contam a história, elas vão em círculos. E o a experiência mais impactante com o povo Sam é realmente escutar a sua história. Você escuta e você escuta o canto também muitas vezes. Então eles têm um canto que se chama joik. Eh, e são sons. E os Joik são feitos por um propósito importante, para um pai que já se foi, para uma rena que teve, que seguiu o seu próprio caminho. Eles são aqueles que cuidam das renas. legalmente são eles que t esse direito.
>> Eh, então às vezes um um conhecimento, o encontro com o povo Sam, você escuta um um tipo de canção que não é para você ficar filmando e postando, é para você curtir aquele momento. Ele é ele é muito importante, é um momento que depois você não vai esquecer. E se você for depois em outra família, em outro lugar, vai ser diferente. Não vai ser do mesmo jeito que vai contar a história, porque eles contam a história dessa forma circular.
>> Eles são super receptivos, eles gostam do turismo.
>> Exato. É assim, é,
>> ou eles são obrigados a aceitar o turisto.
>> Não assim, porque às vezes o o turista também tem que respeitar. Assim, a gente fala que a gente sempre instrui os turistas que eh não pergunta quantas renas eles têm, porque a gente não pergunta para você quanto de dinheiro você tem guardado no banco investido. Então não pergunta se tem 100, 200, 50, mesmo que você tá curioso, deixa quieto essa história. Se ele falar, tudo bem, mas às vezes as pessoas perguntam: "Mas quantas renas você?" Não me pergunta isso. A gente, eles não gostam dessa pergunta.
Vamos falar um pouquinho sobre a sua hoje sua cidade sobre Estoco, sobre a Suécia. [roncando] É uma cidade [limpando a garganta] encantadora. É assim, tem aquele prédio, o prédio da prefeitura é onde é a entrega do prêmio Nobel, não o da paz. Festa, é o da Paz, da Paz, né? Os outros Isso.
>> O o da a festa e aquele prédio incrível, onde é o prédio da prefeitura, é belíssimo e tal. Tem uma visita guiada que se faz lá. Eu fiz essa visita e eu fiquei absolutamente encantada. Mas me chamou muito atenção também porque eu fui numa semana de moda, inclusive de alguma semana de moda, eu nem sabia. Eu falei: "Meu Deus, a cidade tá tá mais cara, a cidade tá cheia de turista" e era uma semana de moda importante, mas é uma cidade que respira moda, respira inovação e respira design. Então assim, eu saí de lá fascinada, tem estética minimalista,
>> eh, e que depois foi impregnando o mundo inteiro, né? Eu acho que assim, surgiu lá, né?
>> Eh, [roncando] fala um pouquinho mais sobre esse seu canto. Eu acho que você deve conhecer tudo lá, né?
>> É, eu eu também guio lá, né? Eu tenho a carteira, eu também guio na prefeitura. E a cidade de Estocolmo, ela tem, ela é uma cidade que ela é planejada de um jeito que ela tem tanto uma área, tem águas, porque ela tem tanto um grande lago, terceiro maior lago do país, e a entrada do mar, então ela ela tá rodeada de águas, ela tem ilhas, ela tem parques, ou seja, a zona verde tem por todo lado da cidade e todas as construções, a paleta de cores, ela é muito reduzida, os prédios são muito clássicos no centro da cidade.
>> Eh, você não vê aquela arquitetura arrojada, muito misturada e e não subiu um prédio muito mais alto. Tudo aquilo é muito muito tradicional.
>> E então esse essa elegância de manter o clássico, a história e de manter as áreas livres e o povo circulando. Então, às vezes, as pessoas estão pescando no centro da cidade, as pessoas estão ligadas no design. O design não é ostentação, ele é qualidade, ele é ergonômico, ou seja, coisas que se encaixam, são perfeitas, são fáceis de você tem um porquê de você usar e nem tudo é muito caro. Então você tem coisas caras e tem coisas, você tem a IKEA, que é a Suécia, que tem também peças de design, então de de com preços acessíveis.
>> Eh, então você tem um balanço, é muito bem equilibrada como cidade. O Prêmio Nobel ele é a grande festa e a gente acabou de ter uma festa enorme na cidade que o mundo inteiro falou. O rei Carlos Gustavo completou 80 anos e foi um festival real de tiaras, de rainhas e princesas e e aquela coisa linda. E a rainha Silvia aqui que tem tinha a sua mãe brasileira, usou a tiara de Bragança, assim, usou a coroa brasileira na Então assim, foi algo super impactante que o mundo inteiro replicou assim uma coisa que nos dias de hoje a gente não vê essa coisa tão tradicional
De uma festa de um rei e toda aquela realeza com as tiaras, aquela exposição foi muito bonito de ver.
"Ai que lindo," "que legal, né?" A gente a gente falou muito de turismo até agora, né? Mas tua empresa, ela também tem um braço de lazer, desculpa, muito de lazer. Sua empresa tem um braço muito forte no setor corporativo também, né? Quais são os pilares que se que se você acredita que fazem da Finlândia e da Suécia um destino procurado para missão de inovação, educação executiva? Por que esses destinos para esse tipo de de missão?
É porque primeiro que para nós brasileiros, né, pro mercado brasileiro, a maneira como é feito, como é desenvolvido é muito diferente. Então nós temos aí a academia, né, para você fazer uma missão. As pessoas quando vêm nessa nessa viagem de conhecimento, elas querem buscar algo, academia, né, universidade, educação executiva. Então nós temos universidades na região que que tão no topo, né, que estão entre as 100 maiores.
A questão do design que vocês falaram assim, o design faz parte de tudo. A Finlândia, todo o processo educacional, todo o processo executivo, educacional, ele inclui o design. O design não é uma matéria separada de tudo. O design é parte do processo de toda educação. A gente vai desenvolver aqui um um projeto de uma nova empresa. O especialista do design tá junto naquilo. Tudo que você tá fazendo na Finlândia tem o design incluído.
Eh, e os as dois países tem vários unicórnios, eh, centro de startup. A maneira como os países investem em ideias, você não, assim, você não tem aquela coisa assim, eu tenho que fazer um trabalho à parte, assim, aquela sua ideia acaba sendo um sonho que vai sumindo e você nunca vai conseguir. Eu não tenho financiamento, "um esforço novo para cada ideia," "não." Assim, tem um foco, tem rede, tem maneiras de você conseguir eh frentes de financiamento para você tá ali desenvolvendo a sua ideia. Então, existem núcleos, lugares que você tá ali só para desenvolver coisas novas. Isso é algo muito presente.
Além de tudo isso, o que torna essa essa essa viagem de conteúdo tão especial é essa questão social. É um pessoal que vive sem esse luxo que o mundo inteiro conhece de uma maneira super simples no dia a dia. E o simples é legal também. Riqueza não é que um tem tanto e ninguém o resto não tem nada. Riqueza é saber dividir. Riqueza nacional é uma divisão melhor. E essa e dessa com essa maneira que os nórdicos cresceram e se enriqueceram, aprendendo a dividir melhor, porque há muito um passado bem recente, todos esses países aí que a gente tá falando, eles foram bem pobres.
"Eh, eles foram tão pobres que no começo dos 1900, uma grande parte da população se mudou pros Estados Unidos para buscar uma vida nova." Então, países rurais, a Noruega é um país muito rural, eh, e a fazenda, fazendeiro tem três filhos, não vai ter para três. Então, um ou dois vai buscar, vai buscar o seu rumo. A fazenda fica para um e não tem dinheiro para todo mundo. Por isso os Estados Unidos tem tantos, tantas pessoas que t a raiz nórdica, "eh, que eles são, vem buscar avô, vem buscar a raiz da sua família."
Corporativamente até uma forma de você dar uma parada e repensar um pouco o futuro da própria empresa e dos executivos que estão lá, né? Uma forma diferente de ver, né? "Os executivos do Brasil sempre foram muito ao Vale do Silício, vão muito à China buscar inovação."
E a gente tem também essa parte da inovação, tem grandes empresas. A Suécia tem tanta empresa no Brasil, a Suécia é enorme. Se a gente tá falando aí, não existe uma pessoa no mundo que não tem alguma coisa sueca. Não existe uma pessoa que você não tem, nem que seja uma empresa ou uma inovação em você. Se você quiser testar, eu testo com você agora. "Quero." Vamos lá. "Eh, seu aspirador de pó Electrolux." "Electrolux." "Sueco." [risadas] "A caixinha do leite da geladeira." "Tetrapac." "Sueca." "Você escuta música no telefone com" "fone?" "Não, o aplicativo de música," "Spotify." "Sueca." "Eh, se você tem o seu o seu você usa a conectividade com a rede" "Blue" "Bluetooth" "Bluetooth da Ericsson." "Ericsson sueca." "Eh, e se a gente [risadas] na no Brasil você não tem não tem os móveis, não tem os móveis suecos, mas as calças jeans tem zíper, invenção sueca." "O zíper é invenção sueca." "Invenção sueca." "Cinto de três pontas." "O carro" "sueca." "Scania, Volvo, sabe?" Ih, a gente vai longe aí.
Impressionante, né, gente? Agora, eh, aliás, uma recomendação de um livro, às vezes quando dá o segredo da Dinamarca, acho que é um livro muito legal. Ele não é fácil exatamente de encontrar, mas tem aí na internet, porque eu acho que é legal para entender um pouco da visão de por são tão felizes e por da valorização do conforto, bem, mais feliz do mundo. Acho que ali dá para entender relação de confiança, de bem-estar, relação estado e pessoa, indivíduo. Acho que é sempre um bom livro para entender um pouco mais. de como de como Escandinávia, nesse caso aqui, os dinamarqueses, eh, enxergam o mundo e dá pra gente aprender um bocado em relação a isso.
Você notou que o perfil do brasileiro, do viajante brasileiro mudou? A gente tá mais preparado para esse luxo eh da essência, o luxo sem a ostentação. A gente mudou esse perfil "e mudou e não só o brasileiro, isso é uma tendência do viajante, né? Os estudos indicam que as entre os trends, não, as tendências de 2026, as pessoas querem coisas mais calmas. O luxo do sono se tornou algo muito importante." "A gente chegou esse tempo, a gente fala de luxo do sono, "é muito sinal dos nossos tempos, né? Isso é você, o viajante que quer uma experiência boa de sono, que quando a gente fala uma cabana na floresta, um iglu, tudo isso se liga muito bem, uma cama de qualidade, um café da manhã bem feito. Então você é uma viagem muito mais tranquila, assim, esse o viajante do sono, ele se encaixa aí eh buscar as viagens tranquilas. Então, se você olhar pros pras tendências do turismo, muita coisa aponta para nós. O brasileiro, eu entendo que o brasileiro ele gosta dessa, ele gosta de misturar, ele não é que eles, ah, agora todos eles querem ir para lá. O brasileiro gosta de viajar e o o brasileiro gosta de coisas diferentes. Ao mesmo tempo que ele quer conhecer essa calma nórdica, ele também quer ir pr pra Índia lotada, pra China, pro Japão. Ele gosta de viajar bem e viajar longe e conhecer culturas. Então eu eu não acho que é só para nós. Eu eu acho que ele ele ele gosta de da diversidade da viagem, desse mundo do viajante, o quanto ele é importante."
"Eu tenho certeza que você é desses, não é? Você é dessas também, não é? Um apaixonado por viagem que quer vivenciar tudo isso que a gente fala?" É o seguinte, avisa o mundo que estamos chegando. Vou ir para Nova York, Paris, Lisboa, Orlando na nova classe Business Insígnia by Go mais conforto enquanto você aprecia a mais alta gastronomia brasileira. Gol! Inteligência faz a gente voar agora pelo mundo.
E você falou que levou, a gente já levou milhares de brasileiros pra região, você já levou bastante gente para lá. Tem alguma história de alguém que se assustou com esse silêncio do ártico que você citou agora, que "chegou lá e foi decepcionante, eu falou: 'Quero ir embora'?" "Não, a minha mãe assim quando ela, minha mãe morava, né? Minha mãe já é falecida, mas a minha mãe no Brasil ela morava no Copan." "No Copan." "Aí a gente duas coisas. A minha filha mais velha quando veio pequeninha na casa da minha mãe, no apartamento, no 27º do Cupan, ela acordou de noite assim: 'Mamãe não consegue dormir, é muito barulho.' [risadas] Tadinha! E a minha mãe na Lapônia, eh, no dia seguinte falou assim: 'Ai, eh, eu não, não dá para dormir bem aqui. Como não dá, mãe? Mas esse silêncio é muito estranho. Assim, a gente parece assim, parece que morreu, não escuta nada, não tem nada. Fala, mas é bom isso' "ai ela ela se assustou porque ela era do Copan." "Que [risadas] barato, né, gente? Não é impressionante."
Agora, se você tivesse que recomendar ou escolher um lugar entre os quatro países em que você opera nos quatro, né? O nos qu "eh, para alguém que quer entender a alma nórdica, tem um especificamente ou não tem jeito, precisa conhecer os quatro, as diferenças entre eles, tem por onde começar?" "Aí eu volto à pergunta para você. Se eu, você pensa num estrangeiro que quer vir ao Brasil, a gente tem no Brasil um lugar que você consegue traduzir como alma brasileira o lugar certo para vir?" "Não dá, não dá. É muito difícil, né? Então assim, a jornada é o bacana, porque a mesma coisa do Brasil, o Brasil, eh, quando você quer explorar, pensa num estrangeiro, ele tem 10 dias, ele pode combinar praia, ele pode combinar floresta, ele pode combinar chapada, ele pode ele pode combinar várias coisas. E a mesma coisa para nós. Ele pode ir para um e conhecer o que significa aquele um, mas quando ele faz uma jornada, ele trilha ali um um itinerário, ele conhece uma, ele entende muito mais as diferenças, a cultura, o que é cada região." "Então é, " "é difícil. Um, " "eu vou eu vou te ajudar a responder essa pergunta que ela te fez. [risadas] "Você precisa conhecer o Brasil, aluga um carro e vai passear o Brasil de carro." Ah, esse foi seu gancho. "Foi meu gancho. [risadas] Só com a Localiza, você aluga um carro pelo celular sem perder tempo e fila. É só reservar, abre pelo app, retira na vaga e pronto. Com festa retirada digital, você resolve tudo em menos de 5 minutinhos. Simplifique e vai, vai conhecer o Brasil pra gente achar a resposta pra Sheira aqui. [risadas] "Que gancho."
Ai, gente, eu tô aqui viajando na nossa viagem. Eh, [roncando] você já falou um pouco dos desafios que tem, né? Porque são áreas extensas e tal. Já teve algum perrengue? Perrengue muito difícil de ser administrado numa viagem assim? "Ai, sempre tem." "Sempre tem, [risadas] né? Não tem jeito." "Sempre tem, sempre tem." "Perrengue é bom, bom para contar." "Vira história depois se diverte. Na hora é difícil, mas depois" "sempre tem sempre tem a pessoa que não vem preparada. Eh, às vezes as pessoas vêm para um lugar e acha que assim acontece, as pessoas estão em Estocolmo e fala: 'Ai, dá pra gente reservar um passeio hoje à noite para ver a Aurora Boreal?' Ah, dá. Você vai pegar o avião, vai lá para cima, vai passar a noite, espera o outro dia e volta. As pessoas não entendem que as distâncias não são assim. Uhum." "Eh, acontece, né, do da da desinformação. Acontece isso. Às vezes acontece pessoas no processo do planejamento achar que a Suécia é a Suíça. Isso acontece também [risadas] e que a Suíça é a Suécia. Então isso acontece. Inclusive a Suécia fez uma campanha muito divertida eh há uns anos atrás falando que assim o eles a gente adora o Toblerone, adoram os Alps, mas aqui é a Suécia. [risadas] Ela volta decepcionada que não tinha chocolate para lá, né? Diferente, né? São coisas muito diferentes, "porque as pessoas às vezes confundem assim. Então tem e eu acho que às vezes o o vem na vem no início, né? As pessoas pelo menos conosco quando estão planejando. Agora acho que o a maior desinformação que a gente teve agora é as pessoas pedindo para viajar num trem de teto de vidro que não existe." "Ai que é IA. E que ele [risadas] vive, ele vi circulou muito, "mas tem agência montando pacote, tem viagens de corporativas que o diretor da empresa pede para 70 pessoas. Então assim, é gera desinformação." "É, é um perigo, né?"
E, já teve algum pedido de luxo, algum pedido exótico que você não conseguiu realizar, seja por causa de legislação de cultura ou não? Ou não aconteceu? Já já assim, por exemplo, em em Estocolmo, nós temos um um galhão de guerra que naufragou e que foi retirado do mar e é uma peça histórica relevante porque ele é único no mundo. E a gente, eu uma vez eu levei um casal e ele falou assim: "Eu pago o que for, eu quero entrar." [risadas] Aí eu falei: "Não tem dinheiro, que vai fazer o senhor conseguir entrar, senhor?" Me desculpa, é muito restrito, mas eu pago. Eh, não, "não, " "então não, não tem." Eh, e às vezes também quando a pessoa chega no vai visitar o palácio onde mora a rainha Silvia, ah, mas a minha tia conhece, ela estudou, [risadas] tal, não tem como chamar para tomar um chá, tal. É, não tem, não tem. Mas a gente vê, a gente vê a família real. Às vezes eu uma vez no aonde ela mora no palácio de Drotlinh tem um um teatro de madeira lindo da UNESCO histórico. E uma vez eu fui ao teatro e falaram que eu a gente só podia entrar com bolsas pequenas naquele dia, né, no teatro. Falei: "Então alguém vai no teatro", né? "Então tinha um segurança só e a gente tava tava sentado no teatro. Aí ele abriu a porta, aí chegou a rainha e ela sentou ali na mesma fileira, [risadas] um segurança, na mesma fileira que eu tava, eu falei: 'Não, eu fui literalmente ao teatro com a rainha'." E [roncando] na hora que ela passou, porque eu tava bem na saída, eu falei para ela: "Boa noite." Aí porque ela fala português, "aí depois quando ela voltou no segundo ato, na saída, ela: 'Boa noite'." [risadas] "Ah, que legal, né? Ol" "um segurança, hein? Segurança."
Aliás, há coisas impressionantes, né? Eu lembro de eh ao visitar agora não vou lembrar qual dos qual parlamento e tal, mas você vê inclusive os integrantes do parlamento em países nórdicos chegando pro trabalho. Há lugares em que esse é um trabalho voluntário, inclusive, né? Então assim, eles são profissionais liberais, eles têm a sua atuação e vão lá porque como um eles não dependem da vida de para ser ele não é um político como profissão, ele tem a sua profissão e ele também atua como político para ajudar a comunidade. Há uma visão política muito diferente. Eu lembro de ter visto a chegada desse. Quem são essas pessoas? Não, eles são parlamentares, eles estão chegando, mas eles saíram do consultório e tal. Isso para mim foi assim uma virada chave, porque a gente tem um olhar de Brasília que é completamente diferente do que acontece com a política. "Rainha tinha um segurança, um cara em Brasília chega com dois carros, né?" "É, [risadas] então isso é muito chocante quando a gente vê e faz parte também de vivenciar e mergulhar eh na cultura local."
Vamos falar do Ice Hotel pelo seguinte, eh, ele é um ícone. É, "e eu já conversei com pessoas que confundem completamente o que é essa experiência no I Hotel por causa do tal do bar do tem bar de gelo qualquer lugar no mundo. Tem nada a ver. A gente tá falando de uma coisa "que é tem uma presença autêntica ali, né? Tem a ver com aquele espaço. Conta um pouquinho sobre como é." É assim, o Ice Hotel da de Yuaserve que tá no na região de Quiruna, ele tá na sua edição, então próximo inverno ele é o Ice Hotel 37. Então são 37 anos fazendo, construindo com neve e gelo um hotel. Eh, agora então o que ele faz? Entre o mês de fevereiro, eles tiram os blocos de gelo do rio, tiram. Esse ano esquentou rápido [risadas] o processo. Corre, guarda o gelo, porque esses blocos de gelo entre fevereiro e março é que vão fazer a próxima temporada, né? Então teve que correr com o gelo. Eh, e aí tem um concurso de escultores no gelo que eles mandam a ideia da do que eles pensaram em fazer uma suíte e é feita, já foi feita do próximo. Quem são os ganhadores que vão fazer a próxima versão? o 37, que é o próximo que vem. E às vezes são 25 suítes assinadas, às vezes são 30, então depende do desenho que eles planejaram o hotel. E tem umas suítes que não são assinadas, são só camas, são feitas pelo pessoal que trabalha lá e essas são um pouco mais baratas do que as que são assinadas por algum artista. Ah, e o qual é o bacana de talvez ir continuamente, você escolhe as suítes que você quer e ela vai derreter, ela não vai existir, nunca vai ser igual. Então, a gente já teve suítes que foi cinema, eh, a gente dorme nos braços do urso, as pessoas teve a a vovó que tricota e toda a parte da renda na cama de gelo e a biblioteca que você dormiu, tudo de livro no gelo e na neve. Eh, e tudo isso não vai existir o segundo, né? Mesmo que exista, ele não vai ser exatamente igual. Eh, e o bacana é legal dormir, é cool. É, é assim, é uma experiência única, porque por mais que a temperatura ali dentro é -6, é muito fresco, o ar é muito fresco e eu costumo fazer, eu acho muito legal. E pro turista que é muito viajado e chega a dormir no Ice Hotel, ele tem um lounge e depois no lounge que ninguém fica a noite inteira ali. Então, o pessoal sai, vai tomar um café, vai dar uma volta, vai conversar. Essa conversa entre as pessoas, você encontra pessoas muito legais, porque essas pessoas que têm essa mente aberta para dormir numa experiência gelada são pessoas interessantes para você conhecer. Então, não é só o quarto que é bacana, é também essa essa microssociedade que ela que ele forma cada noite dessas pessoas que dormem. Então você pode dormir e conhecer essas pessoas e passar a noite ou você pode visitar durante o dia. Então você o check-in checkout tem um horário meio diferente porque ele tá aberto durante o dia pra visitação.
"Uhum." "Ai que legal, né? Muito diferente." "Diente." E você faz você organiza também algumas coisas que foge um pouco do tradicional, né? Por exemplo, você organiza sessões de cinema e tour e museu com curadoria em português, né? Que isso é bem bacana. Como é que essa escolha ela é uma uma diplomacia ou ela é realmente é algo diferente para atrair o turista brasileiro? "A gente a gente teve agora uma dobradinha de filmes muito importantes, né? Por que que isso saiu, né? O filme das Fernandas e agora depois o agente secreto." "Eh, e assim, nós somos uma empresa, eu sou brasileira também, né? Eu não não me transformei em sueca e deixei para trás quem eu sou. eu sou eu sou duas nacionalidades aí na mesa. E então assim, nós trazemos o turista brasileiro e outras nacionalidades para a Escandinávia. E aí eu acabo trazendo pros meus parceiros locais, hoteleiros, restaurantes. Então eu convido a minha rede de parceiros e aí eu eu faço eu mostro para eles um pouquinho da nossa cultura. Legal." "Então, a primeira sessão que eu fiz foi o filme das Fernandas e a gente fez um cinema com 65 pessoas, lotado a sala e o filme filme é maravilhoso, né? Eu achei o filme pacto enorme. Depois a nossa embaixada quis montar o agente secreto. A gente tem uma relação muito próxima da embaixada por causa das missões, das viagens de conteúdo. E a gente fez fez pra embaixada. Então, eram eram várias fileiras de vários embaixadores no cinema. Aí teve a comunidade, teve o cientista, o pessoal da tecnologia. Então foi muito legal organizar, a gente que organizou e essa sessão com 200 pessoas, então uma sessão exclusiva. Dá um orgulho para nós mostrar eh para para eles assim o quanto o cinema brasileiro evoluiu, né? evoluiu assim, é, é, é, é um orgulho. Eu já fiz a Marisa Monte quando veio, levei 30 pessoas para escutar, Bebé Gilberto. Então, eu fico de olho quando vem alguma coisa na cultura brasileira assim que tem um impacto legal, aí eu convido os parceiros." "A gente chama Noites Culturais. Muito legal."
O que que você acha, na sua visão assim que ainda falta o Brasil para descobrir efetivamente essa região norte da Europa? "Eu acho que o brasileiro quando vem, ele vem muito com a ou ele assim, eu eu quero ver a Aurora Boreal, eu quero ver ver, eu sempre tenho tem isso. E às vezes ele ele fala que vai no verão explorar as capitais, então ele ele ainda é muito guiado por aquilo que ele acompanha nas redes sociais, o que os amigos falam. É muito difícil você a ruptura e você trazer um destino novo. Então existem, nós temos alguns parceiros operadores no Brasil que conseguem fazer essa ruptura porque ele chega que ele acha que o destino A é a capital da Aurora Boreal. Mas quem quem falou isso, né? Eh, tem um cinturão de região, tem não tem um lugar, né? não é um planetário. Então, eh, é difícil romper porque ele ele segue muito a risca o que tá sendo despejado nas redes sociais e nem todo esse conteúdo é conteúdo autêntico, às vezes é conteúdo pago. Então, eh, eu acho que esse é o nosso grande desafio de você tentar sair um pouco do básico, "mas por outro lado, a pessoa vem com um tempo limitado de 10 dias, 15 dias e ela não quer deixar de fazer o básico. Você não você não tira ele de fazer Estocolmo para fazer uma cidade pequena, menor ali e não ir a Estocolmo. Você não consegue fazer isso, mas talvez montando uma rota você consegue incluir algumas experiências em alguns lugares diferentes."
Muito bom. Olha, vamos seguir viajando, mas agora com aquele minutinho rápido de dicas, sempre muito preciosas do Rogério Enave nessa parceria do Conexão Viagem com o Rogério, que você já conhece aí, ó, tá um tempão, né, produzindo conteúdo no canal dele no YouTube, no Loucos por Viagem. Aqui a gente abre espaço pra dica em 60 segundinhos no minuto do louco. Falando de onde hoje, Rogério? Olá, conexos e conexos. Vocês sabiam que o templo de Carnaque tem 134 colunas que foram colocadas simetricamente, uma ao lado da outra, tornando esse templo um dos mais bonitos que você vai conhecer na sua vida. E eu estou falando da cidade de Luxor aqui no sul do Egito. [música] Se te impressiona o que você tá olhando, veja só o peso de cada coluna. São 150 toneladas e cada uma delas é feita numa pedra só. O templo de Carnaque é daqueles lugares que desafiam a lógica e deixam a nossa mente viajando no tempo. E eu espero que você tenha gostado de mais um minuto do louco. Te vejo no próximo Conexão Viagem, porque afinal de contas dentro de nós sempre vai existir um louco por viagens. [música] Valeu, Rogério. É sempre assim, gente. Em todo episódio aqui do Conexão Viagem tem esse minutinho com dicas do Rogério na Cheve de alguma parte do mundo.
Antes aí pro bate-volta, eu recebi uma pergunta do nosso público aqui. O Papai Noel mora na Lapônia? "Ah, meu Deus." "Mora." "Tem gente que diz que não, mas ele mora." "Olha aí." "Mora. [risadas] "Tem gente que fala que mora no Alasca, na Groenlândia, mas ele mora na [risadas]"
Vamos de bate-volta. "Bate-volta." Vamos. Falta perguntas rápidas para respostas rápidas. É um desafio, mas a gente encara e tenta. Aurora boreal no inverno ou sol da meia-noite no verão? "Eu tenho um lugar do sol da meia-noite, mas aurora boreal." "Hum." Na mala, camadas inteligentes ou casacão pesado? "Camadas inteligentes." "Sempre, né, gente?" Hotel de design ou cabana de vidro isolada? "Hotel de design isolado. [risadas] Amor." "Boa. Ficou bom." Adoro botas térmicas de neve ou tênis urbano confortável? "Botas térmicas de neve." "Ai gente, aliás, cada bota lá viu, mulherada. Fui para uma cidade onde não parava de chover um único dia, Bergen, na Noruega. E é cada bota, meu amigo, é galocha, na verdade, porque lá chove muito, na verdade, não é nem eu fui no verão, então chovia todos os dias, [risadas] mas é cadaocha, mulherada capricha ali. E é curioso, né? Porque toda vestimenta vão ficar todo dia saindo de guarda-chuva. Então assim, as capas de chuva já são luxo. Falei: 'Gente, eu quero uma capa dessa com essa galocha chiquérimas maravilhosas. Adorei, achei o máximo.' Eh, sou um parênteses, tá vendo? É jantar estrelado Michelin ou churrasco em volta da fogueira? "Não, o churrasco em volta da fogueira." "É bom, hein? [risadas] "Como o chefe Michelin." "Ah, pronto, fechou." Deslocamento de helicóptero ou trem de alta velocidade? "Nenhum dos dois." "Uhum." Não, né? "Também não." Frio seco da Lapônia ou vento úmido dos fiordes? "A gente pode ir de um pro outro." "Pode. [risadas] Muitas cidades em uma viagem ou uma imersão total em uma só? "Um roteiro bem planejado." "Melhor, né?" Desconexão total da natureza ou um Wi-Fi 5G em todo lugar? "O sonho da desconexão da natureza, mas o Wi-Fi de vez em quando vai ser importante. [risadas] "Total." Um drink no ice bar ou um café quente durante o Fika? "O Fika." "O FICA é a instituição." "Vamos explicar o que que é o FICA para quem não conhece." "O FICA é a pausa do café, é o momento para você parar de fazer o que você tá fazendo, de falar de alguma outra coisa, de desconectar. O FICA para nós na Suécia, o FICA é lei. É lei trabalhista. Você tem que colocar o FICA o os 15 é lei trabalhista." "Todos os contratos tem os 15 minutos do FICA. Pelo menos 15 minutos as empresas dão geralmente 15 de manhã, 15 à tarde, meia hora. O FICA para nós é sagrado." Minimalismo escandinavo ou aconchego rústico do SAM? "Aconchego rústico e a minha artista favorita é uma artista Sami, que ela tá super em voga. Então, Sam." "Ah, sauna tradicional a vapor ou jacuzzi externa sobre a neve?" "Ai, a jacuzzi externa sobre a neve. [roncando]" "Eu não tive coragem de nada disso, gente. Acho tudo muito [risadas] frio." Item indispensável na bagagem de quem vai conhecer países nórdicos. "Mente aberta, viagem bem planejada." "Show. É bem isso mesmo. Coração aberto para receber, né, tanta informação diferente, uma cultura diferente." Eh, uma trilha sonora para quem tá na região, tem alguma coisa que te ocorra assim de música local ou de também ajudar no entendimento do que é essa cultura? "Eu adoro música, eu adoro isso. É uma, é algo que para mim, no início, leitura e música foi a maneira como eu me encontrei. Uma região que respira a música. Te deixo aí uma artista maravilhosa com uma trilha sonora de percurso, Aurora." "Aurora." "O nome dela é Aurora." "Ai, que lindo. Viajar por países nórdicos e conhecer a Aurora Boreal. É, [suspirando] ela pode ser, se você não se planejar e for só para Aurora Boreal, pode ser um sonho no seu cheque ou se você se planejar bem para essa viagem, ela pode ser uma viagem transformadora." "Ai, que linda."
Poderíamos ficar mais uma hora aqui? Pode, Pablo? Tá tranquilo. Não pode, né? Nosso tempo tá esgotado. [risadas] Roberto, uma delícia conversar com você, te conhecer. a gente poderia ficar muito mais aqui explorando o seu conhecimento, esse contato com as duas culturas e fazendo a tradução cultural, que eu acho que é fundamental para que a gente faça da viagem uma experiência de fato transformadora e que possa ser inspiradora para as pessoas também. Parabéns pelo seu trabalho, porque a tradução cultural é entender mundos diferentes e fazer com que eles se conectem e que eles se encontrem, né? E os dois lados têm muito a ganhar com isso. Então, parabéns e obrigada pela presença aqui. "Eu que agradeço. Obrigada."
Tem presente, tem presentinhos, por favor. Olha só nosso presente para você nosa "de nossa parte, nossa parceira Simbora Store, que produzu uma marca brasileira "super bacana e que é apaixonada por viagens e que produz, por favor, e que produz "tags de bagagem e os cases de passaporte que são num couro ótimo com os pins de viagem que podem eh colecionando, "pode ir colecionando, pode colocar destino, hobbies e dá para colocar o passaporte dentro e também cartão de crédito e tal, "sisteminha de segurança de aproximação. Então, olha, "isso é, tem uma tecnologia toda própria que protege também os cartões." "É isso aí." "Eu tenho presente também." "Queremos. Que delícia." "Eu trouxe a nossa mascotinha. Amo. O nome dela é Ema. E ela tá, a Ema tá espalhada pelo mundo todo. Ela tem, a gente tem uma Ema lá em Kilpiservve, no norte da Finlândia. Tem EMA em Helsing, em Estocolmo, em Lúlio, em Quiruna. E agora tem aqui no te amo já, ema. [risadas] "E vem um convite também, "não é linda, Ema? Um convite." "Vamos ver Aurora Boreal." "Ah, [risadas] "tô indo. Tchau. Eu volto, "eu tô pronta. Ah, eu acho que é é sonho, né? É universo de sonho." "Ah, e a gente vai mostrar tudo aqui com certeza de como é essa vivência." "Paulo se vira que eu não gravo mais agora. [risadas] F." "Agora ele vai ser insuportável. Obrigada." "Vai pro nosso cenário aí, ó." "Vai, porque o nosso cenário ele tem isso, né? Presidados tão queridos e que vem aqui que trazem um pouquinho das suas histórias, das suas viagens, das suas experiências também, né? Seja trabalhando com turismo, mas acho que trabalhar com turismo tem disso, é viver o turismo, é viver a história de cada um dos viajantes também, né? E fazer essa história ser ainda melhor, né? É, vira tudo, vira memória. É isso, minha gente. Obrigada, hein, "obrigado, Sheila. Obrigado Roberta pela presença. Agradecer o cross host, o estúdio que nos recebe aqui na Vila Mariana São Paulo e lembrando você toda quinta 18 no YouTube Conexão Viagem, clica lá, se inscreve. A gente tá no Instagram, tá no TikTok, tá na televisão, tá no stream, tá em tudo que é lugar." "É verdade, minha gente. Aí a gente quer tá onde você tiver. Se tiver em qualquer lugar, a gente vai atrás. Minha gente, agradecer também a Marcela Coimbra, que é a diretora desse podcast, e ao Pablo Fernandes, que é o produtor, roteirista, jornalista, faz tudo, porque aqui a gente faz questão de ter equipe completa, equipe profissional para entregar um bom produto para vocês. É isso. Obrigada demais pela companhia, pela audiência e até o próximo. Conexão Viagem. [música] [música]"