Transcription
Oh. Olá, família. Boa noite a todos. Boa noite a todos presentes.
Hoje seria uma live de comemoração pela vitória, pela justiça, por todos esses anos que eu tenho acompanhado junto ao Luciano, junto a Cátia, essa luta pela memória do Andrei, essa luta pela justiça. Tivemos, tivemos na segunda e na terça um julgamento épico. A imagem tá boa? Voltou.
Tivemos um julgamento épico em que duas pessoas, Kátia e Luciano, foram contra tudo e contra todos, principalmente contra uma delegacia que não queria investigar um caso. Foram eles ao Ministério Público, caíram nas graças da Dra. Lúcia Calegari, que levou esse caso à frente, mesmo com discordância da delegacia que presidiu o inquérito.
Anos se passaram entre o que aconteceu com Andrei e a denúncia contra o seu algoz, seu tio e padrinho. De 2016 a 2020, 4 anos em que se pensava que talvez não pudesse ter justiça. De 2020 a 2025, outros 5 anos. Quase 9 anos se passaram, quase 9 anos se passaram entre o que aconteceu com um garoto de 12 anos, com toda sua vida pela frente, em um julgamento que marcou o Rio Grande do Sul.
Hoje nós estamos com a Kátia e com Luciano. E vocês vão entender por que não vamos comemorar nesse momento. Porque apesar de 24 horas de julgamento, dois dias em que Luciano foi massacrado, a Cátia nem se fala como mãe. Que a defesa do seu parente, não vou chamar de irmão, fez, foi humano. Mas ao final, 46 anos de reclusão para um homem que achava que ficaria livre, que achava que sua defesa conseguiria ser melhor do que a justiça.
Hoje temos Luciano, Cátia, Cátia, Luciano que representam esta criança aqui. Esta criança, o Andrei, Andrei Goular. E que através dos dois nós vamos conhecer o que aconteceu nesses últimos dias. Mas antes, vamos conhecer a história do Andrei um pouquinho. Vocês já conhecem, né? Já acompanham esse caso há muito tempo aqui comigo, lá na Rede Rio, também no Espos. Esse caso que eu tenho, eu posso dizer que eu tenho uma leve participação no cenário nacional, que me que me considero dessa família da Cátia e do Luciano. Um agregado. Um agregado, porque eu tenho um carinho enorme por eles.
Eh, Kátia, Luciano, sejam bem-vindos à sua casa, que é o meu canal.
Marcondes, família Marques, muito obrigada por nos acolher novamente. Eh, quando tu fala que tu pede família um agregado, Marcondes, eh, é um privilégio para nós, porque tu foi a primeira pessoa a nos dar ouvido, a nos deixar falar, divulgar o caso Andrei Goular. E quando na abertura do programa que aparece o Andrei ali, eu sempre me emociono, porque eh, vê o Andrei representando tantas crianças que também foram vítimas, né? E então agradeço a ti, ao teu canal, a oportunidade de todas as vezes de divulgar o caso do Andrei Goular. Tu fez entrevista comigo, com a Dra. Lucielana Calegari, com Luciano e com Dr. Marcos Vinícius Barrios, né? E inclusive com o meu irmão, tu também fez, com que hoje em dia ele é o foragido, né? Então, Marcondes, tu foi bem parcial, né? Abriu o teu canal e na tentando divulgar o caso do Andrei para nós fazer a justiça que aconteceu no dia 28 de outubro agora de 2025. Foi saiu a sentença que o meu irmão se tornou eh, como é que fala? Eh, condenado pelo crime de suicídio e pelo crime de estupro. E como tu falou, né, homicídio, e como tu falou, hoje era para nós estar aqui fazendo uma live comemorando. Na terça-feira, eu até aproveito a oportunidade aqui para te pedir desculpa, Marcondes, que eu não consegui falar contigo, mas aí o Luciano nos representou muito bem aqui, né? Ele tava naquela adrenalina, na emoção da da sentença. Mas infelizmente hoje nós estamos aqui mais tristes, mais com medo, porque meu irmão, ele não se apresentou conforme determinado a ele e hoje ele é um foragido.
Luciano: Marcondes, família Marques, boa noite.
Kátia: Boa noite.
Luciano: Boa noite, Kátia.
Marcondes: Eu posso, eu vou, eu vou cortar. Eu vou cortar um pouquinho antes do Luciano falar. Eu considero o Luciano um verdadeiro amigo, tá? A Cátia eu considero da família, mas o Luciano tem um carinho tão grande por ele, porque ele abraçou, ele abraçou o caso Andrei como filho, como se fosse o filho dele. E isso me deu uma admiração tão grande por esse homem que eu quero externar isso em palavras, tá? Eh, com relação à abertura do meu canal, o Andrei vai estar eternizado aqui. Vocês, para vocês terem, saberem a importância do caso Andrei para mim, ele se encontra todo dia no meu canal. Todo dia. Então, pode ter certeza. Para mim é um caso pesado, para mim é um caso complicado, mas eu tinha que falar isso. Desculpa, Luciano, pode falar agora.
Luciano: Desculpa. Imagina, eu que te cortei. As palavras eram tuas, porque eu não queria perder esse fio da meada. E tu pode ter certeza que com a mesma potência que tu tem o o Andrei, o caso Andrei, eternizado no teu canal, na na tua memória, né, na tua retina, no teu coração, eh, tu, a tua produção, tua Fernanda, Rede Rio, enfim, aonde tu andares, tu pode ter certeza que ao longo da tua jornada nesse plano aqui, tu vai estar, vai estar eternizado nos nossos corações. Foi pedido pela Cátia, eu, essa memória não me trai. Eu estava adrenalizado terça-feira. Eu, eu, eh, foste o primeiro que nos deu visibilidade, vamos dizer assim, né? Teve os meninos aqui no rádio, né, Porto Alegre.
Kátia: Saúde, saúde.
Luciano: Eh, eh, mas tu foi o primeiro que contou eh eh a história e deu o tempo que foi necessário, imagina, deu mais de um episódio eh eh eh pra gente gritar. E eu não quero me tornar repetitivo, porque quando a gente pede ajuda, num caso desses, o que a gente queria era que deixasse, nos deixassem falar para depois tentar avaliar e não pré-julgar como aconteceu de forma recorrente comigo, com a Cátia, né? Pré-julgamentos daqueles que teriam a obrigação legal de de de nos amparar e amparar os fatos, né? Toda a questão legal, né? Nós estávamos diante de um crime. Então, Marcondes, tu, tu tem a certeza, tu estás no nosso coração. Eh, Fernanda, eh, com a mesma potência que o caso Andrei eh eh habita, orbita a tua vida, a tua jornada nas redes sociais, tu e os teus seguidores. Eu acho que a Cátia concorda.
Kátia: Concordo. Cena embaixo.
Marcondes: Eh, Kátia, eu queria, na segunda-feira eu assisti o seu depoimento e o depoimento dos dois, né? Eu queria entender de onde você tirou tanta força para sentar ali.
Kátia: 4:45. Marcondes, eh, como eu falo, né, o mais difícil nessa luta toda é a ausência do Andrei, é vivenciar em o Andrei, acordar todos os dias e saber que eu não tenho Andrei. E o que me move esses quase 9 anos, né, mês que vem completa 9 anos de de assassinato do Andrei, é o amor ao meu filho, o amor a a querer honrar o Andrei, que o Andrei não cometeu suicídio e foi comprovado que foi o assassinato. Então isso é o que me move, Marcondes. E nessa luta eu nunca me senti sozinha. Eu tenho mais meus outros dois filhos, né? O Anderson e a Andressa. Então a imprensa, a família, o Luciano que tá aqui, meu parceirão de de luta aí buscando justiça pelo Andrei. E então tudo isso é o que me move. Ter. Aquele dia quando eu sentei lá, Marcondes, foi o momento mais difícil de todo o meu depoimento, não é contar a história do Andrei, porque eu vivo essa história há quase 9 anos. O momento mais tenso, mais triste para mim foi quando eu vi a arma, né? Quando eu eu enxerguei a arma, porque eu pensei, aquela arma foi que tirou a vida do meu filho. E naquele momento até teve um momento que teve uma pausa, porque eu achei que eu ia desmaiar, Marcondes, eu achei que não ia aguentar. E aí eu saí, né, de ter valinha, tomei uma água com açúcar e eu pensei assim, ó, eu usei a técnica que eu uso nesses anos todos, uma muitas vezes eu tava em casa e o Luciano dizia: "Cátia, vamos, vamos no Ministério Público, vamos no IGP". E às vezes eu tava chorando no meu quarto e eu pensava, nesse momento quem precisa de mim é o Andrei. Eu guardava meu choro, guardava meu luto no estojo e eu saía, nós saímos, né, em busca da justiça. Então, naquele momento, Marcondes, quando eu vi a arma, eu realmente eu senti as pernas tremer e eu achei que eu ia desmaiar. E aí eu pensei, não, esse é o momento que o Andrei mais precisa de mim. Se ele precisou de mim nesses 9 anos, nesse momento que eu tô sentada aqui, é um momento que eu tenho que ser forte. Então eu continuei, pensei no Andrei e segui, Marcondes. Mas foi muito difícil todo o depoimento, todo o processo daqueles dois dias de júri, né? Eh, vê o meu irmão eh falando mentiras, eh acusando outros familiares, acusando o Luciano, eh propriamente me acusando de eu ter mexido no corpo do Andrei. Então, e nós não tínhamos a certeza da sentença, né, do resultado, então isso ficava me deixava mais angustiada, né? Eh, mas conseguimos provar que foi ele o assassino. Então, por várias emoções. Hoje eu tô, tu tá acostumada a me ver rindo, brincando, né, Marcondes? Mas hoje eu tô além de triste, preocupada, com medo, Marcondes, com medo, medo contra a minha vida, a vida dos meus filhos, a vida do Luciano, do filho do Luciano, da família do Luciano, eh, e o restante das pessoas que prestaram ajuda no no júri, né, no julgamento. Então, por talvez eu me atrapalhe um pouco, fique mais nervosa, Marcondes. Então eu peço compreensão teu e do pessoal que tá assistindo o motivo desse nosso nervosismo aqui, né? Tanto da minha parte quanto da parte do Luciano.
Marcondes: Eh, Kátia, Luciano, hoje eu sei mensurar um pouco o medo que vocês têm, porque eh o seu irmão não tem mais nada a perder. Ele vai passar a vida, o resto da vida dele atrás das grades. E o, e os responsáveis por isso são vocês. São vocês. Vocês que não deixaram o caso Andrei ficar no esquecimento, ser colocado de uma forma errada, eh deixar que uma criança fosse colocada como responsável por tirar a própria vida. Então, foram vocês dois. E eu vou dizer ainda mais, tá? Eu ainda eu ainda me preocupo um pouquinho a mais com o Luciano, porque o Luciano foi o gatilho para começar isso tudo. O gatilho que eu digo o seguinte, foi ele naquela pergunta que ele fez para você, Kátia, eu sei dessa pergunta. Você acha mesmo que o Andrei tirou a vida da sua vida? E aquele momento te deu estalo e você falou: "Não". Foi nessa hora e tudo e isso tá eternizado na internet, porque aqui no meu canal nós falamos disso abertamente. E ele viu isso, ele respondeu, ele teve aqui, o eu entrevistei, fiz algumas perguntas, ele caiu em contradições algumas vezes, ele corrigiu as contradições dele no júri. Eu vi que ele corrigiu algumas coisas, outras nem tanto, por erro meu, porque eu falei das contradições dele depois, então ele prestou atenção, o advogado também ele viu, né? Eu tenho, tive esse desprazer em falar, mas não podia ver, não podia deixar falar, sei lá, por isso, por isso. Mas eu me preocupo demais com a vida de vocês hoje, porque ele é um réu, ele é condenado, ele não tem mais nada a perder. Então, se ele for condenado por mais 30 anos, 40 anos, 50 anos, dá no mesmo. Dá no mesmo. Então eu me preocupo. Vocês estão se cuidando?
Luciano: Estamos bem seguros. Marcondes. Clara. A gente não sabe que uma pessoa que é capaz de matar o Andrei como matou uma criança, afiliado, sobrinho, né, dentro da casa do Andrei, né, é capaz de qualquer coisa. Mas nós estamos tentando o máximo possível eh nos manter protegidos e contamos assim que ele que a gente consiga que a polícia consiga prender ele o mais breve possível, porque ele é um risco pra sociedade, né?
Kátia: Tentando não alterar até para não fragilizar o emocional, né? Tentando ou alterar o mínimo possível, né? A rotina, porque hoje a gente ainda nós nos confidenciávamos com ele. A Cátia disse para mim se aconteceu alguma coisa comigo como é que tu falou. Não precisa falar. Eh, eh,
Luciano: Agora fala, porque é curioso.
Kátia: Não vou falar não, não vou falar. Ah, mas é que assim, uma coisa,
Luciano: Mas ele também disse.
Kátia: Eu Ah, mas o que o que eu quero dizer que a gente a gente se preocupa muito com a prole um do outro. Cátia tem mais dois, tem mais um casal e e eu tenho meu menino de 14 anos, né? Para mim, velho. E eu sei que a Cátia também e a essa altura do campeonato faz pra gente, não faz mais para não faz mais para nada pros nossos, entende? Então eu já providenciei alterações.
Marcondes: Fal isso não. Fal isso não, porque vocês têm filhos, vocês valem muito para eles. Não fala isso não. E é por isso que essa altura do campeonato a gente não vai ia suportar qualquer outro tipo de perda semelhante. Tu entende? Eu não gosto nem de usar o o o a expressão, né? A mas temos o livro acontecer qualquer coisa com com três, com com com as três crianças, entendeu, velho? Aí eu não sei se nós teríamos energia, entende? Então pode parecer piegas, pode parecer clichê, pode parecer dramático demais. E não é, a gente sabe que não é, porque quando tem filho, Marcondes, eu tenho isso gravado na no VHS do parto do meu filho, no DVD do parto do meu filho, que eu olhava e disse: "Agora eu sei que eu mato e que eu morro por alguém". Mas a gente tá tomando todos os cuidados. Eh, eh, estamos em local não sabido. Eh, eh, a rotina das crianças e passou a ser guarnecida, né? Pequenas alterações, mas não querendo, nós não queremos é apavorá-los. A gente não pode, a gente fala das crianças, mas não. Anderson tá com 30 anos.
Kátia: Com 31.
Marcondes: Andressa tem mais de tem 25. Men, meu menino tem 14. Mas para nós são crianças, velho, entende? Então a gente eh nós temos a gente sente a obrigação ainda, porque nós já passamos pela experiência de perder o Andrei, né? Então hoje eu tô muito nervosa.
Kátia: Calma, calma, calma.
Marcondes: Eh, e não vai acontecer, não vai acontecer. A gente tenha, a gente tem Deus do lado, tem Deus no coração, a gente marceriência de perder um filho e como no se notícia, né? Eh, passar pela experiência desse pavor, Marcondes, tá me assustando muito, né? Não tem o que a gente vaza que que mude a cena até ele ser encontrado, né? Então é um, por isso que eu te falei, hoje eu tô muito mais reservada, menos sorridente do que o costume que a gente faz nas nossas conversas, Marcondes, porque eu tô muito assustada e até meu irmão ser encontrado. Eh, eu acho que vai ser difícil esses dias, né? Mas eu continuo acreditando na justiça que ele vai ser localizado, que vai ser preso. Marcondes, eh, nós estamos bem seguros, graças a Deus, né? Mas a gente tem esse medo porque como tu mesmo falou, né, o o bandido é ele, né? Nós podemos circular para qualquer lugar, nós nós somos livres. Nós não não cometemos nenhum crime. Quem cometeu o crime é ele e ele que tá solto e nós acabamos ficando presos, né?
Marcondes: Exato.
Kátia: Nós temos a palavra do Ministério Público e a garantia de de de autoridades policiais, né? A polícia do Rio Grande do Sul do Brasil tá engajada, né? Eh, eh, todas as formas de de mobilidade no Brasil estão, né? Ele tá no rol, eh, consta da sentença, né? Expeça-se alvará de eh, expessa-se o mandado de prisão, a inclusão no rol no rol dos culpados. E essa inclusão no rol dos culpados, aeroportos, rodoviárias, eh, eh, eh, polícia rodoviária federal, eh, polícias estaduais e e as suas respectivas polícias militares, né? Significa dizer que e ele sabe, eu não preciso medir palavras, ele sabe uma abordagem numa barreira policial que tem tiver que se identificar já não sai dali. É, não sabe ele, ele sa ele sabe o que ele fez.
Marcondes: O problema.
Kátia: Sabe a que ele se meteu.
Marcondes: O problema exatamente como o Luciano fala, ele sabe, né? Então ele também sabe as artimanhas para driblar essas coisas, né? Isso que nos assusta, porque se como falou e, né? E eu e o Luciano que lutamos tanto, ele ele usou disso muito na no nossa nas nossas investigações, na nossa luta por justiça pelo Andrei. Ele manipulou muito cenário que talvez a outra pessoa tivesse o conhecimento eh que não tivesse conhecimento dele, não teria feito, né? Mas nós somos persistentes, não desistimos, né? O amor ao Andrei. Então, eh, eu quero dizer com isso que ele tem as artimanhas para driblar essas coisas. Então, mas claro que as as os as polícias também sabem como agir com pessoas como ele, né? Então, eu tenho muita esperança que ele vá ser preso, mas até ele ser momentos assim muito tensos, né? Muito tenso e eu continuo pedindo ajuda para as pessoas para divulgar o rosto dele. Hoje foi o dia que ontem eu fiquei segunda e terça-feira vendo muito o rosto dele lá no no júri no, né, no telão lá do do como é que é do plenário.
Kátia: Júri.
Marcondes: E e hoje vendo ele nas redes sociais, porque eu preciso compartilhar, eu tenho que guardar a minha dor de ver ele.
Kátia: De novo.
Marcondes: Mais uma vez.
Kátia: Mais uma vez. E e a luta, sabe, Marcondes, que nem nós fazemos esse programa aqui, eu tava tão contente que nós íamos fazer para comemorar uma vitória, né? Porque foi uma vitória. Essa vitória, Marcondes, não a ele tá foragido desvaloriza essa nossa vitória. Nós conseguimos uma vitória.
Luciano: Sem o nosso troféu, como Luciano disse, sem o nosso pódio, sem o nosso Andrei. Pós pós júri, recordando sem o Andrei, mas com essa sensação de eu ter honrado o Andrei quando ele foi condenado. Só que para a nossa surpresa hoje, né, ontem nós já estávamos aguardando, né, e hoje confirmou que ele é um foragido. Então, eh, deu um rebuliço de de emoções de nós. Nós continuamos ainda com a adrenalina do dele ser condenado, porque ele é um condenado. Nós temos hoje essa notícia que ele é um foragido.
Marcondes: Eu quero, eu quero, Marcondes, eu sei que deveria ser um bate-bola, era tua vez, mas eu vou acabar esquecendo e talvez ficasse muito clichê deixar isso pro final.
Luciano: Eu quero mandar um recado. Dá licença.
Marcondes: Acho que me assusta.
Luciano: Eu quero, Marcondes, usar o teu canal, já que foi o teu canal que ele ele pediu direito de resposta e não vai pedir mais, mas eu quero mandar um recado para todas as pessoas, não são muitas, são poucas, que estão dando guarida para ele, sabe? Para quem estiver, porque ele não pode estar sozinho. Ele tem familiares ainda, alguns que estavam presentes, né?
Kátia: É. Em algum lugar ele tá, né, Marcondes? Eu não acredito que ele esteja sozinho, porque ele não consegue ir no mercado buscar uma comida, ele não consegue eh, sei lá, sair para buscar uma medicação, alguma coisa. Então, seja a família, seja quem for, é tão criminoso quanto ele, né, Marcondes? Dizendo isso. E eu.
Marcondes: Tem uma na lei que fala aí, por favor. Aham. Exato. Artigo 348, do Código Penal, né? Contribuir para eh com a pessoa que cometeu crime, né? Dar guarida ou ou facilitar fuga. Então, é tanto quanto eh eh tenebroso o que ele fez, tanto quanto viu, tanto quanto covarde, eu acho que essa é a palavra, eh essa pessoa e ou essas pessoas que estiverem porventura estão sendo tão ou mais covardes do que ele. Porque veja bem, o eh ele ele passou o tempo todo querendo passar uma ideia de pessoa fragilizada, pessoa que não não podia aparecer porque tinha medo da violência. e coisa e tal e e e por vídeo dando a entender que que ia respeitar desse todo qualquer ele preencheu as etapas processuais, né, Marcondes para fazer o quê? Fugir como um rato, que é o que ele é. E quem ajuda um rato, ratazana é Marcondes. Ele ele disse, né, que não veio a que não ia fazer online. Tem um, infelizmente a lei amparou ele que ele pudesse fazer online, porque ele disse que não tinha segurança em estar aqui em Porto Alegre para fazer o júri, né? Mas diferente disso, a esposa dele e a filha dele estavam presente no plenário. Então ele não se fez presente, mas aí ele expôs a família dele. Isso prova, como o Luciano diz, covarde, né, para para se proteger através da da TV do monitor lá da como das.
Kátia: Do plenário.
Marcondes: Do plenário. Ele teve ele foi capaz, mas aí se entregar como foi determinado, ele não foi.
Kátia: Não. No fundo, a gente sabia que o que tava acontecendo ali, né? As pessoas abastecendo ele. Enfim, não.
Marcondes: Eu acho que é tua vez de falar, Marcondes, que a gente começa, se deixar a gente falar, a gente vai ficar nesse bate bola aqui.
Kátia: Tu não vai falar nada, vai, por favor.
Marcondes: Aqui não, eu não, não é, não é, não cabe a minha fala, fala de vocês. Mas eu só queria tirar uma dúvida.
Kátia: Pode falar.
Marcondes: Pode tirar. Essa essa foto essa foto do seu irmão de peruca e óculos escuro. É, não é, é, é absurdo. É tentativa de se esconder.
Kátia: Não, ele não, ele não tá de peruca.
Marcondes: Não é peruca.
Kátia: Não. Ele tem o cabelo assim. Quando eu eu não tinha mais visto ele, né? Né? Eu só vi, eu vi ele no, no, na audiência dele e o meu irmão é uma pessoa muito vaidosa, né? Ele sempre tá com cabelo bem cortado. Então eu acho que analisando, né, agora os fatos, essa aí foi uma estratégia dele tá com esse cabelo comprido, porque o meu irmão sempre foi uma pessoa, foi militar muitos anos, né, da Brigada Militar, da parte da da inteligência da Brigada Militar, como já foi citado várias vezes aqui, quando ele veio o Ministério Público também foi na parte da inteligência. Então ele tem as articulações, como é, como eh manipular, trocar os o o a imagem dele. Então, com certeza não é peruca, é o cabelo dele mesmo que tá grande. Então, faça um corte, um clareamento, uma barba, talvez, e ele pode passar no mercado buscando a água, o leite para ele tomar a erva do chimarrão, como ele mesmo fala, né?
Marcondes: Então, Marcondes, eh, a gente espera que pode falar, né? C. Eu vou vou falar um negócio. 60 anos cabelo preto, com essa com essa eh com esse tingimento, essa grçura.
Kátia: Não, mas o meu pai.
Marcondes: Meu pai.
Kátia: Meu pai faleceu, Marcondes, com 65 anos. Meu pai tinha menos cabelo branco que ele ali que apareceu, meu irmão. A família do nossa genética paterna era assim, era bugre e.
Marcondes: Bugri índio.
Kátia: Bugre e índio assim, né?
Marcondes: Uhum.
Kátia: Índio e com cabelo bem liso e preto. E meu pai também faleceu com 66 anos com pouco cabelo branco. E ele tem a a genética do meu pai, mas ele não tem a honestidade, o caráter, a integridade do meu pai. Nossa, meus pais foram pessoas maravilhosas, nos educaram. O, eu teve dois irmãos meus que estavam no, no plenário, foram lá assistir o júri, um outro não foi porque porque por condições emocionais ele não não disse que não conseguiria assistir. Então, quero dizer com isso que a família tá toda do nosso lado, né, do lado da verdade. Então o cabelo dele realmente Marcondes é o cabelo, o óculos, o óculos escuros, eu acho que faz um sentido Marcondes, que no primeiro dia da audiência dele, no dia que ele foi prestar o depoimento dele, a cena dele era toda escura. A o rosto dele tu não enxergava.
Marcondes: Não tinha luminosidade.
Kátia: Tinha luminosidade, tu não enxergava nem muito a roupa dele, né? Essa foto aí foi no segundo dia. Aí no segundo dia tu enxergava o rosto dele. Aí ele fez questão de aparecer, né? Petrificado, eh, sem um sorriso, sem uma um choro pedindo eh justiça para ele. Não. Ele só acusava o Luciano, a mim, até o o Anderson ele falou da da Andressa.
Marcondes: Você não falou do.
Kátia: As duas testemunhas.
Marcondes: As duas testemunhas.
Kátia: Ele acusou todo mundo.
Marcondes: Eu lembro.
Kátia: Não faltou mentira. Não faltou mentira para cada um.
Marcondes: Muito bem distribuídas.
Kátia: Para mim a rodo.
Marcondes: Para mim a rodo.
Kátia: Mentira. Ele falou muito mais vezes a palavra Luciano do que o próprio Andrei. Teve um momento até no depoimento dele que me chamou atenção, eh, que ele foi se referir o Andrei e ele falou a vítima. Marcondes, eu sempre digo Andrei é a maior vítima, mas eu jamais eu me referi ao Andrei a vítima. Ele é o Andrei, é o meu filho. Então ele não conseguiu se referir a um Andrei como o Andrei, meu afiliado, meu sobrinho falou a vítima.
Marcondes: Não sei de hoje de pressão, né? O meu sobrinho, sobrinho, meu afiliado. Pouquíssimas vezes eu tenho, não tenho na memória.
Kátia: Ele ele ele pulava e dizia ele. E aí teve um momento que ele falou a vítima. Então ele ele e a parte mais engraçada, Marcondes, se dá se dá para dizer que tem engraçado nessa história, né? Mas ele falando assim, ó, eh, eu não falei para não mexer nele para não alterar a cena do crime, eu falei para ela, não, não mexe nele que que a gente não sabe o que aconteceu. Então, Marcondes, foram mentiras bizarras, assim, grosseiras, né? Chega a ser eh, a se não fosse trágico, né?
Marcondes: Chega a ser agressiva pra capacidade de intelectualidade nossa, né? Que nós vimos a cena e dos jurados que estavam lá, né? Ele quis continuar manipulando tudo como ele sempre fez. Então, eh, agora eu acredito que que a justiça vai ter que achar ele de um jeito ou de outro, porque ele não é o super-herói. Super-herói, segundo ele, é o Luciano, né?
Kátia: É.
Marcondes: Não, o Luciano para ele é para Marcondes. Tu não já chega todo mundo aqui.
Kátia: Amor.
Marcondes: Ah, Marcondes, tu também Marcondes, olha aqui, ó. Sinceramente, eu não sei se é ódio, não sei se é relação.
Kátia: Tá enfraquece a relação.
Marcondes: Nem chega todo mundo aqui em Porto Alegre de contação comigo. Para com isso, Marcondes. Não, não, não.
Kátia: Mas a gente até dá uma assada assim, Marcondes, porque.
Marcondes: A gente precisa aqui um pouco.
Kátia: A gente tá muito tenso, né? É. Nossa, eu eu tô assim, Marcondes, parece que eu levei umas cinco tundas assim, ó. Cor todo dolorido, tenso. Eu acho que não se no. Acho que eu não tenho nem mais lágrima, Marcondes, de tanto que eu chorei nesses últimos dias, sabe? Mas eu não desisto, Marcondes. Eu não tô me lamentando. Eu tô compartilhando com contigo, com o pessoal que tá assistindo a live, que o quanto dolorido é. Mas o mais dolorido dessa história, eu confio, eu afirmo, é viver assim, Andrei.
Marcondes: Emocional e fisicamente. Fala, Marcondes, fala, Marcondes. Marco, tu deixar o.
Kátia: Não, não. Só vou fazer, eu só vou fazer uma pergunta. Para descontinho mais, mas é uma pergunta só para descontar aí mesmo.
Marcondes: Tá? Ô Luciano, me responde sinceramente, tá? Ele não faz o seu tipo não, né?
Luciano: Não, o corpinho dele não vai atrás.
Marcondes: Que cor que cor trás? Não, não, não, não faz o meu tipo. Marcondes, eu tinha que brincar. Não, tenho que brincar porque eu descontei um pouquinho. É bom você ver se gindo. Eu acho.
Kátia: Eh.
Marcondes: Ele xixou aqui que ele gosta de loiras.
Luciano: Ah, tá, entendi. Não, verdade. Isso é perceptível. Isso é perceptível. Eu.
Marcondes: Marc, vamos lá. Vamos tomar o Luciano. O Luciano é que o Luciano é que nem eu prefiro as loiras. Ô Marco, faça isso. Marco.
Luciano: Ô, vamos, vamos, vamos, vamos agora. Mar, eu quero eu quero eu quero deixar uma coisa muito clara aqui.
Marcondes: Palavra no direito, vou usar assim o direito de resposta solicitado por ele e a gente aí quando nós assistimos e aquele festival, aquela verborragia, de vez em quando eu arrumo umas palavrinhas assim, né? Uhum. Mas aquela coisa fétida que caía saía pela boca e e aquele aquela indução, não pode conferir que tá nos autos virou jargão, piada interna tá nos autos. Isso aí, Cátia. Aí quando pediram ele não achou não, mas a gente sabia que lá atrás na tua no dia de resposta tig dizer pode procurar porque tá nos autos. Eu só tô falando o que tá nos autos. A gente sabia que não tava nos rolês e ele tentou fazer a mesma palhaçada, mesma e eh ele jogou com a inteligência de todo mundo, né, Marcondes, ele quis que todo mundo e o Dr. Amurim usou muito bem, ele quer chancelar na testa dos jurados otários.
Kátia: Sim.
Marcondes: Né? Porque ele dizer eh ou então de preguiçosos enquanto disso, Marcondes, procura porque tá nos autos. Ah, eu não vou procurar que folha tá. E aí o Dr. Marcos Vinícius, a Dra. Lúcia, Dra. Amin, começava, qual é o evento? Qual é a página? Pera aí, só um pouquinho que eu já vou ver. E ali passou do 3, 4, 5 minutos. E aí o Mar insistiu, qual é o evento que tem isso que o senhor tá dizendo? Isso se dirigindo à defesa dele, né, Marcondes.
Kátia: Uhum.
Marcondes: Ele disse: "Não, eu tô procurando aqui. Uma que tava borrada". É. Aí aquilo ali foi um absurdo, né? Uma das tais mensagens do Messenger do onde é que tá isso que ele quer foi um momento em que eh de desespero do pai do Andrei, a quem eu tenho certeza a gente precisa fazer essa homenagem. Foi uma pessoa que se mostrou muito madura, mas no justificado descontrole levantou e ergueu mentiroso. E é mentira. E aí teve que ser conduzido para fora.
Kátia: Porque o meu irmão dizer que o Andrei tinha mandado umas mensagens para ele que eram verdades, que era mentira. E o Ronaldinho, o pai do Andrei, gritou: "Não, mentira, mentira!" E aí ele saiu, mas depois ele conseguiu voltar.
Marcondes: Aí nós intercedemos, pedimos pr pra magistrada que entendesse que foi um descontrole do pai, que não ia acontecer de novo, porque ela levou com a rédia muito curta. Ela não tolerava que ninguém pegasse celular ou que houvesse burburinho que tirava eh eh torcida. É. Então, eh, mas eu quero concluir essa parte porque eu acho muito importante, porque ele apostava na preguiça, só pode ser, tá? As pessoas e deu daí 5 minutos, ele já tava em outro assunto e o Amurim disse: "Vem cá, cadê o evento da tal mensagem?" "Cadê a página?" "Não tô achando aqui." Aí a juíza disse: "Não, então nós não vamos avançar com depoimento". A magistrada disse: "O senhor encontra, já era segunda ou terceira vez que dizia: "Tá nos autos, tá nos autos". Ficar onde é que tá nos autos? Não tava nos autos.
Kátia: Não tinha.
Marcondes: Então é aquela coisa, aquilo que a gente chama a ambiguidade, né? E de dizer: "Ó, eu tô te dizendo que existe, mas também se não tiver, não fui eu que tirei, né? Não, a posição que o que do Andrei era assim, se se não tava desse jeito, então alguém mexeu. Não fui eu. Sou até eu de ter mexido. Ah, pode ser que a Cátia tenha a mãe não falou Cátia. A Cátia pode ter mexido nele de abraçar o filho.
Kátia: Deve ter mexido nele no corpo e alterado.
Marcondes: Eu não mexi. O ódio para a defesa. E eu quero entender, né, para uma questão de ética. Dr. Perli tentou ser o mais ético possível eh eh dentro daquilo que que ele podia, né? Mas a verdade é que coitado, ele tava tentando tirar leite de pedra defendendo ali, né, Marcondes? É isso.
Kátia: A verdade não adianta, né, Marcondes? A verdade prevalece. Bem no início, Marcondes, quando eu nós começamos a buscar a justiça pelo Andrei e eu também disse, eu não sei se eu não me atrapalho se, porque eu conto a história do Andrei há 9 anos. Eu vou sempre contar a mesma história. E aí me foi dito assim, Kátia, a verdade é uma só. Tu pode pular uma uma etapa, mas tu não vai trocar a palavra, tu não vai trocar a história. Então, Marcondes, eh, nós sempre falamos a verdade, diferente dele, que em vários momentos ele relatava uma história, daqui um pouco ele mesmo de.
Luciano: E daqui quase 50 anos se perguntarem pra gente, nós vamos continuar.
Marcondes: Sim. Um ponto, deixa eu só explicar pras pessoas para entenderem.
Kátia: Explica.
Marcondes: O julgamento do caso Andrei Goular ocorreu 27 e 28 de outubro. 28 de outubro aqui no Rio de Janeiro, houve uma mega operação eh em que tivemos mais de 120 possíveis supostos, supostos criminosos que perderam suas vidas, quatro policiais, um evento que parou toda a região metropolitana da cidade do Rio de Janeiro. A prisão do acusado, do Jeverson, aconteceria dia 28, mas por conta dessa mega operação se decidiu pro dia 29, até por questões de segurança. No dia 29, ao ser executado o mandado de prisão, o condenado não se encontrava mais no endereço. Aguardou-se até a data de hoje uma possível uma possível eh um evento de entrega dele, o que não ocorreu. Então ele é considerado fugitivo da polícia. Um evento que foi realizado aqui no Rio de Janeiro dia 20 dia 28 culminou ali para que o cidadão acusado, condenado, o Jeverson, ele Jeverson Goular, ele tenha se aproveitado para fugir, evadir. Então não é que foi um erro, um erro da do Ministério Público, não, não foi. Havia acordado entre o Ministério Público do Rio Grande do Sul e o Ministério Público do Rio de Janeiro a prisão dele após o julgamento, que não foi cumprida, infelizmente, por essa mega operação que está em todo o mundo. Essa mega operação que aconteceu no Rio de Janeiro, ela reverberou em noticiário de todo o mundo. Então essa é a esse é o motivo da fuga dele, não que.
Luciano: Temos a garantia de que as Gaetas, desculpa, Marcondes, só para complementar tua informação.
Kátia: Que havia o o até a a já havia sido oficial H agaeco, né, Grupamento de de apoio, Gaeco daqui já está já havia oficiado a Gaeco aí do do Rio de Janeiro para monitorar o final da da audiência no final do dia 28. É, infelizmente isso foi possível.
Marcondes: E aí? E aí tudo isso.
Kátia: Infelizmente.
Marcondes: Então, não foi um erro do Rio Grande do Sul, do Ministério Público, não foi um erro do Ministério Público, não. Foi uma infeliz, uma infeliz data.
Kátia: Coincidência, uma infeliz coincidência.
Marcondes: Essa infeliz, essa coincidência que eh conseguiu favoreceu ele.
Kátia: Dar vantagem, né? Dar vantagem a ele em tempo de fuga, infelizmente. Eh, eh, Luciano, eu tenho que te perguntar.
Marcondes: Pergunta.
Luciano: Não. Agora, eh, eh, você, seu nome foi mais falado pelo condenado, pelo Jeverson, do que o nome da Kátia, do que o nome da dele próprio, da família, do que o nome do próprio Andrei? Seu nome foi o mais falado, foi massacrado, eh, achincalhado, não só pelo condenado, pelo como também pela defesa naquela tentativa de desqualificação que nós conhecemos bem. Você, como é que você conseguiu lidar com isso?
Luciano: Marcondes, como eh 85% do que ele falava eh eh eram mentiras, eh eh eram calúnias, eram injúrias, eram difamações, eram eh eh sandices dele, eh não não e e ligavam nada a lugar nenhum. Ele não conseguia concluir um raciocínio, uma frase sem falar o meu nome. Eh, eh, e restou comprovado o quão o quão desequilibrado, né, apesar de ardiloso e sim inteligente, ele é um verme inteligente. Não pode dizer que não. Não podemos ser idiotas dentro da da maldade dele. Ele é um homem inteligente, que ninguém ocupa os postos que ele ocupou se não dispôs de alguma inteligência. Bom, o que ele faz com a inteligência dele e para que serve são outros 500 da Marcondes.
Marcondes: Marcondes, a primeira noite, Marcondes, eu cheguei em casa e fui, vamos, fui dormir. A última pessoa que eu falei foi com a Cátia e eu passei muito, muito, muito mal, Marcondes. Eu te relatei isso. A sensação de surra, de dor. Eu tive uma gastrointerite violenta e e cheguei a dizer pr pra Cátia pela eh ainda de noite, né? Cátia, eu acho que de repente pro bem do julgamento, eu não vou amanhã. O que que tu acha? Se elas não forem, eu brigo contigo. Não falo nunca mais contigo.
Kátia: Porque da estaria estaria dando razão pro meu irmão, né?
Luciano: Não, pois é. Mas eu querendo, sabe? Tirar o holofote dali. Eu digo, mas eu eu também não posso eh eh fazer com que as mentiras dele acabem se tornando verdade para eu não tá presente.
Kátia: Eu disse: "Não, Luciano, não alimenta a mentira dele." Eu sou de me fragilizar, né, Marcondes? Acho que isso já ficou bem claro.
Luciano: Sim.
Kátia: Né? Eu digo, vou e vou olhar na nos olhos dele, nos olhos eh eh da defesa dele e e como 85% das baboseiras que ele disse eram mentiras, eram calúnias, eram infâmias. Mas dói, dói, Marcondes, dói, porque, como algumas pessoas sabem, eu eu participei de uma inventada aí eh anos depois Eh, e aí ele pegava esse fato, né, eh, eh, eh, eh, de cunho, eh eh pessoal, partidário, vai, enfim, e que não havia não havia correlação nenhuma. E aí inventava que eu desfilava com a camiseta do Andrei, eh, pedido, imagina o.
Luciano: E por uma coincidência também, o pai do Andrei também colocou o seu nome à disposição da população de Porto Alegre nos seus projetos e e ele disse: "Luciano, nem tu, digem tu, cara, a gente nunca viu uma vírgula do nome do Andrei". Então, essas coisas dóem, essas coisas machucam. Eh, e aí a gente tem a perfeita noção do quão baixo uma pessoa pode chegar. Porque o Marcondes desde o início ele sempre tentou, né, de certa forma no desestabilizar, no desacreditar. Quando ele, quando a gente ia na nas delegacias, nós não éramos atendidos, com certeza tinha frequência dele, né? Nó não podemos afirmar 100%, mas ao existir ali um corporativismo. Então, eh, ele foi o momento, quando ele teve no plenário, foi o momento que ele conseguiu agredir verbalmente o Luciano, porque até então ele não podia, né? E a mim também disse quando ele diz que eu mexi no corpo do Andrei, eu também me senti tão agredida quanto o Luciano, porque quando.
Kátia: É, então quando a gente eh a gente sabe da nossa verdade, né? Eu sei da Milano sabe da dele, nós lutamos, nós lutamos juntos por, como eu sempre digo, a luta por justiça pelo Andrei sempre foi uma coisa muito clara, muito limpa, muito eh sincera.
Luciano: E prioridade, né? Nossa prioridade, eu sempre disse, a minha, o meu objetivo é sempre buscar a verdade pelo Andrei, que foi meu irmão que matou o Andrei. Nós não não perdi o foco para lado esquerdo, direito, não, era sempre lá. Então ele, de certa forma, ele tentava fazer com que a gente mudasse o foco. Tanto é que em 2021 ele me processou que por calúnia que ele queria dinheiro e tal. Então ele sempre tentou de certa maneira o professor Luciano também para mudar o foco. Então lá no plenário o foi o momento que ele achou para usar o Luciano para tirar o foco, porque a vítima ali era o Andrei.
Kátia: Ele queria ser mais vítima, ele queria ser mais vítima que.
O Andrei e o mundo dele, né? Então, várias pessoas disseram: Luciano não precisava estar sendo citado. Ele, ele chamou de mentirosa as pessoas que foram depois, as testemunhas que foram vítimas dele no passado. Uma era apaixonada por ele. É, chega a declarar que uma das vítimas era apaixonada por ele, por isso que foi lá mentir. Ele falou que todo mundo mentiu, menos ele. E ele dizia: "Tava nos autos." E quando foi pedido para mostrar nos autos, não achava nos autos. Ou então estava borrado. Mas estava nos autos. Mas estava nos autos.
Então, Marcondes, ele, ele, ele, assim como nós lutamos por justiça pelo Andrei, sempre com a verdade, sempre com respeito, principalmente ao Andrei. Marcondes, eu, eu sempre disse, eu sorria nas fotos do Andrei, porque eu estou sorrindo com o Andrei. Ah, já me disseram uma vez, várias pessoas: "Arcade, tem falta de luta, a gente não sorria." Eu falei: "Eu vou sorrir sim, eu estou sorrindo pro Andrei, é pro meu filho." O Andrei era alegria, o Andrei era felicidade, o Andrei era sinceridade, o Andrei era uma criança íntegra. Então, a minha luta por justiça foi sempre mantendo esse perfil do Andrei. Quem me acompanha nas redes sociais pode ver que isso é verdade. Está nas minhas redes sociais, não está nos autos, mas está nas minhas redes sociais. Eu rindo, eu brincando, eu com Grêmio, eu com meus filhos, eu no meu serviço, eu com amigas, amigos, porque o Andrei era alegria, o Andrei era vida, foi tirada a vida do Andrei. Mas a minha linha de raciocínio para lutar pelo Andrei foi isso. Diferente do meu irmão que traçava um perfil de uma pessoa íntegra, honesta, né? Quando chegando nesse momento, ele foge.
Exato. Condenado. Condenado. Hoje em dia, ele é condenado, infangido do assassino. Marcondes. E é o momento. Eu escuto essa fala da Cátia sobre o sorriso, não sorriso, coisa e tal. E o FC tem essa posição, e eu concordo, e desde sempre, de sorrir, né? Ao melhor estilo de uma outra grande guerreira que é a viúva do Rubens Paiva, né? Então, e as pessoas, as revistas de época, queriam fotografar lá. Ela dizia para o editor: "Ah, mas o editor disse para não sorrir na foto que ia na capa da revista." Então, a minha homenagem à família Rubens Paiva também passou horrores na pessoa da Cátia, que rigorosamente teve a mesma, sem nem saber o filme, nem existia, a mesma posição, a mesma visceralidade, a mesma firmeza, a mesma determinação. Concordo. Concordo completamente. Não tem gênero.
Hoje, hoje, hoje eu tenho, eu posso dizer que me dá gosto falar: "Condenado, condenado." Tá. Enche a boca que nem a Cátia gritou para ele. Marcondes, lá teve um momento, não saiu nos áudios, né? Mas tá nos áudios. Tá nos áudios. Eh, Marcondes, eh, quando saiu a sentença dele, o tempo, né, que queria ficar preso, os 46 anos de cadeia dele, eu gritei. Ele estava no telão assim, no monitor, e eu gritei: "Assassino, assassino, covarde, tu matou meu filho!" Não, não falei com essa calma que eu estou te falando agora, né? Mas eu disse, era um grito. O Anderson me abraça assim, ele falou: "Mãe, eu achei que tu ia pular lá." E eu disse: "Aquele grito estava guardado 9 anos aqui dentro, Marcondes." E eu consegui gritar. E agora o próximo grito é: "Cadeia, ele vai ser preso, Marc." Porque antes desse julgamento, eu tinha sempre o que falar, o suposto, o réu, o suposto, o tinha que ficar me segurando. E agora ele é o quê, Marco? Agora ele é condenado. Condenado. Foi o que eu disse, Marc. Eu disse assim, ó: "Eu vou, eu vou gritar uma coisa que eu não podia, porque senão ia ser processada de novo. Eu falei: 'Tu é assassino, agora eu posso chamar de assassino'." Sim, exatamente. Assassino condenado, porque não trouxe de volta esse meu grito, mas é um grito de liberdade. E acho que esse meu grito também, Marcondes, representa os 9 anos da nossa luta. Eu digo: "Nossa, porque essa luta, eu sou a mãe do Andrei, sou a pessoa que mais lutou, que mais quis que esse momento acontecesse, mas eu nunca lutei sozinha." Marcondes, tem uma lista de pessoas aqui, mas eu acho que aquele meu grito, e eu não pensei, não foi uma coisa que eu programei e tal, representou muitas mães também que têm vontade de poder chamar o assassino do seu filho de assassino e são caladas por autoridades, por serem desacreditadas, porque nós somos mães inabaláveis que não aceitamos a morte do filho. Então, eu acho que aquele grito foi muito mais claro que foi meu, meu, né? Eu sou a mãe do Andrei, mas dá para interpretar que foi um grito para outras mães. Como eu disse numa das últimas conversas que eu tive com Andrei na noite, na manhã que aconteceu a tragédia da Chapecoense, eu disse: "Filho, quando uma mãe sofre, todas as mães sofrem. Quando mamãe chora, perde um filho, todas as mães choram também." E ele disse: "Que triste, né, mãe? Para essas mães perderem os filhos desse jeito." Então, quando nós tivemos a comemoração lá, foi gritaria, euforia, estava não sei quantas pessoas lá, tinha muita gente lá, fora as pessoas que entraram e saíram, né, e as que estavam acompanhando online. Então, aquela comemoração. Aí eu pensei depois, refletindo um pouco dentro dessa minha adrenalina que eu estava, dessa emoção, quando uma mãe comemora a prisão de um condenado pelo que de um assassino, pera aí, quando uma mãe comemora a condenação do assassino do seu filho, todas as mães comemoram. E nem todas as mães, né, passam pela minha dor. Mas mães que não, tem pessoas que nem são mães, não são pais, mas como eles me disseram: "Cátia, eu tenho uma mãe, eu tenho um pai." Então, aquele, aquela nossa comemoração representa isso, que quando uma mãe comemora a prisão de um assassino do seu filho, todas as mães comemoram juntas. E a estas mães e a estes pais, o nosso carinho, o nosso abraço, o nosso muito obrigado por nunca ter largado a mão da Cátia, por nunca ter desistido da causa do Andrei. E aí tu está em tu está naquela prateleira, tu, Fernanda, naquela prateleira lá de cima, né? Oi. Tá, tá me escutando? Tu me derrubou? Não, não, não. Tô, tô, tô escutando. Ah, e aí tu estás, naquela prateleira de cima de um seleto grupo. Por quê? Eu tinha que eu tinha que chamar a Fernanda para participar aqui com a gente também, porque ela também conversa fundamental disso. Oi, gente, tudo bem com vocês? Ah, chegou. Oi, Fernanda. Impossível. Eu não escuto eles. Pera aí, pera aí, pera aí. Vamos resolver que ela não está escutando. Pera aí, esqueci disso. Pera aí. Ah, tá. Obrigado. A gente ponto a gente ficar dando sinal para ver se ela escuta. Como é que vocês estão, gente? Que loucura. Que saga. Ouvindo Fernanda. Tô ouvindo agora. Como é que vocês estão? Que saga, hein? Ah, nós estamos numa uma mistura de emoções, né, Fernanda? Como conversei com Marcondes agora a pouco, nós estávamos eh eufóricos, né, com a condenação dele. Na eh dois dias muito pesados, né, na segunda e na terça. Aí final da terça-feira saiu a decisão que ele foi condenado. Nós tivemos algumas horas de comemoração, né, dentro uma comemoração dentro do possível, possível, né? E hoje acordamos com a notícia que eu, meu irmão, está foragido. Então, eh, para mim, sou muito ruim, muito triste. Fernanda, eh, não estou me sentindo derrotada, não. Nós não, não vamos desistir. Nós vamos continuar lutando pelo Andrei. Mas foi mais um não. Nós levamos tanto não nessa nossa luta, e esse vai ser mais um não. Nós vamos conseguir sim que ele seja preso, que ele vá para a cadeia e fique preso. E ele pegou 46 anos, aí dando uma redução, dá parece que 18, 20 anos, sei lá. Não importa quanto tempo ele vai ficar na cadeia. Se ele ficar 20, 18, 19, 30, 46, que é o ano, o tempo, pode passar todo esse tempo, Fernanda e Marcondes. Eu nunca mais vou ter. Então, o meu luto vai seguir. Então, nós vencemos a luta da justiça, mas o meu luto vai continuar. Claro que eh uma coisa mais leve, mais confortante para mim, para a família, né, para os dois irmãos do Andrei, para os meus outros dois filhos, né, para o Anderson e para a Andressa, com ele preso dá mais um conforto para o nosso coração. Então, nós estamos em busca disso de novo, né? Mais uma etapa da nossa luta que a gente achou que tinha sido concluída na na terça-feira. Não, terça-feira foi só um uma acalmada para nós seguir. Não sabemos até quando. Esperamos que o mais breve possível ele esteja preso, né? Ele estava em Copacabana, então. A princípio sim, a princípio ele deu endereço lá no fórum, né? No fórum, no júri foi intimado. Como é que é? No no plenário lá, ele citou o endereço que ele estava acabando, que ele vinha sendo intimado. É porque ele pediu para a promotora Dra. Luelena Calegari, pediu para que fosse feito um fórum do Rio de Janeiro, né? Mas aí teríamos que mudar data do aqui. Então a gente achou, ela, ela achou melhor que fosse lá mesmo, que fosse nessa situação de dele fazer na casa dele.
Cátia, Luciano, vocês são dois guerreiros, viu? Vocês são incríveis. Mas nossa, se não fossem vocês, não teria como esse cidadão estar na posição que ele está hoje. Hoje a gente pode falar, olhar para ele e falar: "Assassino, pedófilo." A gente pode falar: "Criminoso", sem problema nenhum. Hoje ele tem a vergonha de ser um dessas duas coisas. Então, onde ele estiver, ele é isso e mais. Ele é um foragido da justiça por crime disso. E qualquer mão que ele cair errada, ele tem que tomar muito cuidado agora, porque a prisão dele vai ser eterna. Por falar em mão, vocês conhecem bem Copacabana? Sim. Sim. Aí Edmundo Lins é mão dupla ou mão única? Eu acho que é mão única. Obrigado, obrigado, obrigado. Edmundo Lins é mão única, né? É mão única. Tá bem. Obrigado. É mão única assim. Todas as vias quase são mão únicas. Ah, ótimo. Então tá. Numeração baixa da Edmundo Lins ali é mão única. Tá bem. Obrigado. Sim. Então, Cátia e Luciano, onde ele estiver agora, o a vida dele inteira vai ser medo, medo, medo e medo até o fim dos dias dele. Então, a justiça foi feita. Foi feita. Claro que a gente tem que colocar ele na cadeia e vamos lutar para colocá-lo na cadeia, mas que é o lugar dele. Mas assim, pode ter certeza que desde o dia da veredito, desde o dia que começou o júri, ele já a sentença dele já foi dada. Então, a vida dele é medo, pânico, angústia, né? É isso que ele vai viver.
Fernanda, nem o pior, nem o pior traficante ladrão, eles não suportam os chamados duque. Os duque, né? Ninguém. Ninguém. O duque. Eh, tanto que eles têm que ficar no seguro. E eu sou um legalista, né? Não, Brasil não tem. Mas eu, se tu me perguntar, Luciano, que que tu? Ah, eu não desejo. Eu, meu íntimo, a minha boca vai falar uma coisa, mas o meu íntimo, porque ele foi muito, não tem palavra, não tem palavras, não. Ele foi muito FDP mesmo, muito, muito, muito. Foi verme, sabe? Então, na inquirição dele em plenário ali, ele abriu a tampa do esgoto que ele tinha dentro de si e fez uma pororoca de chorume, né, Cátia? Foi uma coisa horrenda mesmo. Fernanda, comentando, comentando o teu comentário assim, chama, agradecemos, né, o teu comentário, dizer que eu e o Luciano somos heróis. Pai dela é gaúcho. Aham. Eu ouvi ela falando. Só que ele é colorado, né? Só que ele é colorado. Não precisava, não, mas a gente não precisa de colorado para fazer o churrasco. Brasil, vem para cá. Aí, Fernanda, completando ali o teu comentário, né, que agradecemos, né? Eu agradeço e estamos também de sermos os heróis, guerreiros determinados nessa luta, mas o herói maior é o Andrei. O Andrei. É o Andrei. Eu digo para várias pessoas, eu digo para as pessoas: o não existe um super-herói numa história onde uma criança é a vítima maior e essa criança é o meu filho. Então, não existe super-herói, existe pessoas que lutam com a gente, né? Eu, como mãe do Andrei, eu sei que eu sou a pessoa que eu mais lutei e eu digo: eu não queria ter ser a guerreira, ser heroína, eu queria ser a pessoa mais ralé, mais zero. E tem desconhecida. Não é um título. Não é um título bom, né? Eu não quero estrelismo, eu não quero like, eu não quero dinheiro, eu não quero nada. Eu queria ter o meu filho aqui. Só que para eu fazer a justiça pelo meu filho, eu me usei. Eu me usei. Eu fui a representação do Andrei aqui. Eu me vesti de Andrei, botei camiseta do Andrei. Nos últimos tempos aqui, ó, eu saía panfleteando, panflete na rua, um grupo de amigos, de amigas, pessoas me acolheram, lutaram comigo, pessoas que não me conheceram, fizeram a camisa do Andrei para assistir o júri em outros estados. Então, para te ver o quanto eu fui acolhida, o quanto o Andrei foi acolhido. Então, teve um momento que eu vou contar bem rapidinho aqui que eu achei interessante, assim, eu estava no ônibus, eu estava com a camisa do Andrei, né, Justiça Andrei Goulart. O rapaz ficou olhando para a camiseta e eu estava com uns panfletos na mochila porque eu estava indo panfletear e eu pensei: é um momento, vou panfletear. Panfletei dentro do ônibus, sabe? Porque eu pensava assim, ó: eu tenho que tornar público o caso do Andrei e eu não tive vergonha nenhuma. Eu não, eu sou uma pessoa determinada. A minha luta é pelo Andrei, eu estava fazendo tudo honestamente. Então, Fernanda, o herói dessa história é o Andrei. Foi tudo, tudo, tudo, tudo que nós fizemos. As noites que eu e o Luciano passamos em claro, né, lá no início, quando a gente tentava conversar, com medo, tão medo quanto estamos hoje. Eu te confesso que hoje mais. O Andrei, o Andrei é o herói dessa história. Então, eu tenho muito orgulho. As pessoas falam: "Cátia, o Andrei está muito orgulhoso de ti." Não, eu que tenho muito orgulho de ser a mãe do Andrei, de ser o de ter convivido com Andrei apenas 12 anos e a eternidade no meu coração, né? Então, toda essa luta, Fernanda, foi sempre pelo amor ao Andrei. O herói dessa história é o Andrei. E que o Andrei sirva também para motivar outras crianças que são abusadas, que muitas vezes são caladas e que eles, o Andrei não conseguiu me contar, mas eu conhecendo o Andrei, o comportamento do Andrei, o Andrei morreu porque ele não conseguiu me contar. Então, se alguma criança é vítima, conta para a sua mãe, conta para o seu coleguinha, conta para o seu pai, seu padrinho, alguém de sua confiança. Conte. E a e nós, como mães, nós temos o dever de ouvir e respeitar a fala da criança. A criança tem que ser ouvida, porque muitas vezes as crianças não são ouvidas. E o Andrei sabia que eu ia acreditar nele e o meu irmão também sabia que o Andrei ia me contar e eu ia acreditar no Andrei. Então, o Andrei foi o herói. Ele morreu por ele ser. Ele, mas ele estava sendo ameaçado com a arma, provavelmente, né? Então, não tinha como naquele momento falar. Então, ele foi encurralado mesmo, né? Ele não teve Sim, sim. Ele morreu porque meu irmão estava com arma, né? Exatamente. Não tinha força física, né? Uma criança de 12 anos. É, mas fica, fica aquele dito, né? Se quando se entre um homem e uma mulher, não é não. A mulher disse não é não. E para as crianças, adolescentes, que porventura acabem assistindo o canal, não existe segredinho entre um adolescente, entre uma criança e um adulto. Não existe segredinho. Não existe. Isso fica só entre nós. Vai e conta. Vai a primeira oportunidade, pede guarida, foge, corre, vai e conta. A gente sempre diz isso, disse isso aqui e mesmo assim, eh, tem criança que não conta, sabe? Mesmo ouvindo da mãe, isso é muito difícil, a gente entende o medo dele, né? Ô Fernanda, eh, nessa nossa luta aí, eu conheci muitas pessoas, muitas, e muitas pessoas vieram a mim dizer que foram abusadas quando crianças e não tinham coragem de falar por medo, por vergonha, medo de não ser acreditada, medo da sociedade discriminar. Medo da represália também, do abusador, né? A vergonha, o medo. Então, então assim, ó, eh, é difícil, não dá para julgar, não dá para julgar. Nós adultos, nós temos é que acolher, não dá, não podemos criticar uma criança, loucura da criança, que a invenção da criança, que a criança não contou porque estava com medo, né? Ela pode levar 30 anos para contar, como foi acontecer o fato dessas duas testemunhas. Elas levaram anos para contar e uma delas assim: "Cátia, eu me libertei de uma coisa." Então, às vezes, eh, quando a gente se coloca na no lugar da criança, porque pensa, Fernanda, o meu irmão, o poder que ele conseguiu manipular tudo, e olha a legião de pessoas nesse nosso batalhão. Nós não, e a dificuldade que nós tivemos, imagina uma criança, um ser menorzinho tentando provar que foi ele, que ele foi abusado. Uma pessoa do naipe, né, do quê? Então, é difícil, Fernanda, é muito difícil. Mas eu acho que as coisas têm que tomar um outro rumo, né? Com certeza, com certeza. E o Andrei deu um basta nesse sujeito aí, sem dúvida, porque depois disso ele não, ele não ia dar vacilar, né, na vida dele. Então, o Andrei, sem dúvida, foi o basta que ele precisava. Enfim, a gente não sabe os Foi a bala de prata nele. O Andrei foi a bala de prata nele. Exatamente. E ele nunca, nunca mais acabou para ele. Acabou. Cátia, fica tranquila. Claro, luta por justiça, mas onde ele estiver, saiba que o inferno da vida dele começou na segunda-feira já e nunca mais vai ter fim. Nunca mais. Acho que vai ser quando a gente tiver na cadeia, Fernanda, por enquanto ele está livre, leve, solto, né? Ele pode estar medo encontrar ele com vida. Se você encontrar ele, com vida. Isso é complicado. Abusa. Gente, tem que cuidar o que a gente fala nós aqui na nossa família, porque daqui a pouco nós podemos ser acusados de outro de algum outro crime, né? Falando, eu que estou falando, já estava falando durante o julgamento, transmissão também, então fica bem tranquila, você não está falando nada. E eu queria mandar um beijo também para a Dra. Lúcia e para o Dr. Eugênio, porque o Ministério Público foi gigante nesse caso. Se não fosse também o Ministério Público, foi uma junção de coisas, né? Polícia não denunciou, mas a Dra. Lúcia, nossa senhora, ela foi excepcional. Então assim, parabéns a vocês por fazerem com o coração, com a alma, com a verdade, com a justiça, né? Isso é muito legal de ver em membros do Ministério Público hoje. E eu me despeço de vocês, mas a gente está junto, depois a gente vai conversando mais, tá? Luciano? Parabéns por direcionar a Cátia, por não soltar a mão dela, por abrir os olhos dela para que a justiça pudesse ser feita, viu? Parabéns aí, Cátia. Força, força, força. Você é gigante também. Você é gigante. O Andrei está lá, ó. Minha mãe, meu Deus do céu, né? Com certeza. Só orgulho. Que mãe, que mãe é essa? Então, fiquem com Deus. Sejam abraçados pelo Pai, tá? Ele está com vocês, ele sabe o que faz. Cada coisa não sai do olhar dele, ele sabe o que faz. E o Andrei está satisfeito, ele também sabe o que vai acontecer. Então, fica bem tranquila, descansa no Pai, luta, mas descansa no Pai, porque não cai uma folha de uma árvore que não seja da vontade dele, tá? Fica tranquila, pode ficar tranquila, respirar tranquila e aliviada que você fez o que o que você tudo, além mais do que você deveria fazer, né? Nem a polícia fez. Você foi uma leoa. É, vocês foram incríveis, incríveis mesmo. Então, descansa e, claro, vamos procurar esse cidadão aí, mas Deus sabe tudo. Vamos procurar esse condenado. Exatamente. Foragido aí, pedófilo. Desculpa. Nós vamos encontrar ele, se Deus quiser. O Andrei dizia uma frase assim: "Mãe, Deus é bom e Deus é bom." Deus é bom e está com ele e eles já sabem de tudo. A gente que não sabe de nada. Beijo, gente. Então, fiquem com Deus. Obrigada aí, galera da live do Marcondes, tá? Eu vou correr ali para a minha live que eu estou atrasada já, tá bom? Então, tá. Obrigada, Fernanda, pelo teu carinho, pela oportunidade de da gente divulgar o caso Andrei Goulart. Imagina, a oportunidade foi nossa de ajudar. Beijo, beijo. A psicóloga da Ana, então fala para Cátia, se algum momento você achar que precisa de uma psicóloga, tem uma amiga minha que é amiga nossa, que pode ajudar vocês, tá? Que eu acho que vai ser importante para vocês. Eu estou, eu estou fazendo, Marc, onde eu faço terapia. Nos últimos tempos, eu estava fazendo duas vezes por semana, tá? Mas agradecemos a história. Agradecemos. Porque sozinho não dá para conseguir, né, Marcondes? A gente precisa ter médico para o coração e a gente precisa de médico para a cabeça, né? Exato. As pessoas entenderem um pouquinho, até para hoje eu posso falar: "Condenado". Hoje eu posso. Ele passou pelo tribunal, passou pelo crivo do Tribunal do Júri, ele teve todo o seu direito à ampla defesa, o contraditório. Então, muitas vezes eu falava "réu suposto", porque não passou por isso. Até quando eu falei agora há pouco que eu falei das pessoas que perderam a vida aqui no Rio de Janeiro, "supostos criminosos", é porque eu não posso falar criminosos, porque eles não passaram pelo crivo, né, de uma audiência, de um juiz. Então, eu tenho que sempre segurar a palavra correta. Aqui no Rio de Janeiro, 120 e poucos que perderam a vida, "supostos criminosos", porque ainda não foram, não passaram por um julgamento. Então, tem que falar dessa forma. Mas todo mundo sabe ali, a grande maioria dessas pessoas que perderam a vida o que fazia, né? Só para deixar claro, se o que aconteceu aqui no Rio de Janeiro foi correto ou não, cabe a cada um pensar. Eu tenho um pensamento. Acredito que a Cátia e o Luciano vão ter o mesmo pensamento que eu, mas não posso falar aqui no canal porque não me é permitido, né? Eh, Luciano, Cátia, eu quero muito que vocês, pelo menos uma vez por semana, cada 15 dias, mandem um oi para mim, porque eu vou perguntar para saber se está tudo bem. Não quero saber se está realmente tudo bem, porque me preocupa. Você que está assistindo essa live, se ver este cidadão em qualquer local do Brasil, contacte a Polícia Militar, avise para que ele seja levado ao local que lhe é ali resguardado, que é uma célula de prisão. Só por curiosidade, eu tenho uma dúvida. Ele vai cumprir pena no Rio ou no Rio Grande do Sul? No Rio de Janeiro, no Rio Grande do Sul. Como é que funciona, Marcondes? Eh, pela lei da execução penal, o o apenado, né, ele tem o direito de escolher de acordo com a a melhor, eh, a maior proximidade do seu domicílio, dos seus familiares que interessam visitá-lo, né? Significa quer dizer que ele pode escolher. Pode, ele pode ser preso aí no Rio de Janeiro e ficar um, dois, três meses até o familiar fazer a famosa carteirinha para fazer a primeira visita e tal. Então, mas assim como ele pode ser preso no Rio de Janeiro e as polícias do Rio de Janeiro sabem que o mandado de prisão é daqui, ó, velho, a gente já tem problema demais aqui, ó. Bota no avião com dois policiais algemados, leva ele e já despacha lá essa mala, entende? O cumprimento da e pode ser que ele esteja despachado, venha para cá, seja direcionado para a penitenciária competente e ele no da um mês, dois, três meses decida: "Olha, minha família ficou no Rio de Janeiro, eu quero cumprir pena no Rio de Janeiro." Bom, aí a lei na execução, a a LEP, né, a lei de execuções penais ampara, lhe faculta isso, né, Marcondes? Perfeito.
Então, meus amigos, eh, hoje, por hoje, eu acredito por hoje, nós ficamos aqui. Eu acredito que semana que vem, na outra semana, eu gostaria de trazê-los mais uma vez aqui para continuar essa conversa. E para sempre, uma vez enquanto ele não for preso, vou botar a foto dele. Eh, Cátia, fale o nome do seu irmão completo para a pessoa saber. A idade. É Jeverson, com Jeverson ou Miro Lopes Goulart. Ele tem 60 anos, mas ele é, a aparência dele é bem mais jovem do que 60 anos. Até que o cabelo dele é preto aí, né? Tem poucos cabelos brancos. Eh, não sei como ele vai estar nesse momento, né, Marcondes, mas ele é assim, a pele mais índio, assim, mais cor de índio. Posso dar uma dica? Posso? Pode. Se alguém, se alguém vê-lo, né, em caso vê, pai, parecido com aquele cara, o assassino do Andreizinho, passa por perto da pessoa e grita: "Ô, Perna!" Se ele olhar, se, né, é o apelido que ele é tratado desde sempre. Daqui a pouco se olhar, Perna é o apelido dele. É ele. Chama a Polícia Militar, chama o 190 que é que é o verme. Perna é a alcunha do indivíduo. Perfeito. Então, ele tem, ele tem 1,70 m. Ele não é muito alto, o Marcondes. Que que é Marcondes? Ele é baixo. Então, respeitar os baixinhos. Que que é Marcondes? Tu ia falar? Não, eu ia falar o seguinte, a gente vai continuar falando até ele ser preso, uma vez por pelo menos se não for uma vez por semana, cada 15 dias, eu quero vocês aqui para a gente falar. Mas antes disso, eu acredito que ele vai ser preso e nós vamos fazer uma nova live com ele preso, Marcondes. Perfeito. É o que eu mais quero. Amém. Amém. Então, Cátia, Luciano, por hoje nos despedimos aqui, tá? Ah, o Andrei aqui também agradece a oportunidade de da gente divulgar o caso Andrei Goulart. O Andrei está todo dia aqui no canal. O Andrei está todo dia porque toda vez que eu abro a minha live, eu sempre me emociono. É, gente, então ficamos por aqui. Fiquem com Deus e até a próxima, se Deus quiser. Obrigado, família. Fiquem com Deus, tá? Agora, aproveitando, tem live lá no Esposo do Brasil no canal da Fernanda. Eu já atrasei a live dela muito, então daqui a pouco estejam lá, por favor. Obrigado, gente. Fiquem com Deus. Não param de falar, né? Vocês estão em casa. Tchau, gente. Tchau, queridos.