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DISTIMIA: o que é, sintomas e como tratar - PSICÓLOGO EXPLICA

Eurekka16:09

Transcription

Se você já ouviu falar sobre distimia, a distimia é muito comumente relacionada à depressão. No entanto, quando a gente pensa em depressão, a gente pensa em uma pessoa cuja vitalidade, a força de vontade de ver seguida, o andamento nas atividades, na sua rotina, acabou ficando muito abalado. No caso da distimia, acaba se tornando um pouco mais difícil esse reconhecimento, isso porque os sintomas em relação à depressão são muito mais leves, porém muito mais duradouros. Isso acaba fazendo com que a distimia seja uma espécie de depressão silenciosa e, por isso mesmo, muito perigosa.

No vídeo de hoje, eu quero te apresentar o que que é distimia, seus principais sintomas, formas de tratar. Então, se o seu interesse aqui hoje é saber mais sobre distimia, fica comigo até E aí? E aí? Olá, seja muito bem-vindo a mais um vídeo do canal Eureka. Eu sou Luiz, sou psicólogo e um dos fundadores da Eureka. O nosso objetivo é levar até você informações seguras e didáticas sobre saúde mental. E no vídeo de hoje, nós vamos falar de um assunto que é pouco divulgado: a distimia.

A distimia, cientificamente falando, é chamada de transtorno depressivo persistente ou então um transtorno distímico. Estão quer dizer que se você chegar até um psiquiatra, um psicólogo, ele não vai entender o que é distimia? Claro que ele vai, mas é bacana você ficar sabendo qual que é o termo super científico correto para a gente ser feliz. A distimia. E a distimia, então, é assim, um transtorno mental e está na categoria dos transtornos do humor. Não é um transtorno depressivo. Isso e a distimia e a depressão são a mesma coisa? Não, não é nada disso.

A distimia tem sim várias conexões com a depressão. A diferença, e aqui está assim, a grande particularidade, a grande é característica da distimia é que os seus sintomas, de uma forma geral, são muito mais leves em relação ao episódio depressivo maior, o termo técnico para a gente ser feliz, referenciar a depressão. Mas eles são muito mais duradouros. Inclusive, a distimia pode acompanhar uma pessoa desde a época da adolescência até mesmo ao final da sua vida. É por isso que a gente não pode aqui brincar com esse transtorno. E muitas vezes a gente comenta de uma outra pessoa ser daquele jeito, até aquelas características, ele é mais um lado, ele reclama demais, isso é quilos mais. Mas tome cuidado, porque nessas falas, muitas vezes a gente pode estar assim, abafando, escondendo um transtorno verdadeiro e, mais do que isso, claro, um sofrimento que aquela pessoa vive e que, por alguma razão, não entende, não compreende e provavelmente não está em tratamento para resolver essa situação.

Então, vamos lá. Distimia não é a mesma coisa que a depressão, ainda que exista assim uma relação bem grande entre as duas. E, afinal de contas, quais são os principais sintomas da distimia? Eu sei que você vai reconhecer vários deles como sendo sintomas da depressão, mas aí que tá, por isso é super importante que você preste atenção aqui. Sintomas da distimia, de uma forma geral, eles são menos intensos e muito mais duradouros. O principal sintoma da distimia é apresentar humor deprimido na maior parte dos dias nos últimos dois anos. É um bocado de tempo, né? Mesmo. Mas agora, vamos lá. O que é mesmo humor deprimido? Humor deprimido é quando a pessoa está com uma baixa vontade, um baixo ânimo, humor dela está para baixo, as coisas são difíceis de fazer, força de vontade lá em baixo, quase zero. São alguns termos que a gente utiliza informalmente para definir humor deprimido. É claro, não costuma ser tão intenso quanto em um episódio depressivo maior, a depressão que a gente costuma dizer. Ainda assim, é um sintoma que acaba durando um bocado de tempo, fazendo muitas vezes a gente o chato é que é aquela característica daquela pessoa.

Outros sintomas que vale muito a pena a gente falar aqui é mudança de peso, seja para mais, seja para menos, que na maior e os casos está acompanhada de uma mudança no apetite, para mais ou para menos. Ou seja, a pessoa está com mais apetite, comendo mais, ou menos apetite, comendo cada vez menos, em menor quantidade. Preste atenção que é que eu estou falando de mudança, alteração. Existe o mito de que a pessoa depressiva, ela sempre engorda, que ela sempre emagrece. Isso é um mito, gente, não é verdade. Distimia ou depressão, essas alterações podem ser tanto para mais quanto para menos. Não caia nesse mito, isso não é verdade.

Outro ponto que costuma mudar bastante na distinguir é o sono. A gente pode estar falando aqui de hipersonia, ou seja, uma pessoa que está dormindo muito mais horas, muito mais tempo do que ela costumava. Como também perturbações do tipo um sonho, ou seja, a pessoa está dormindo menos, acorda mais, tem dificuldade para dormir e tem muita, com muito cansaço no dia seguinte. Tudo isso está é usado a alterações, mais uma vez, tanto para mais quanto para menos. Tome cuidado com qualquer mito que venha surgir a partir disso.

Não posso deixar de lado, é claro, que além dessas mudanças mais de corpo, físicas, existem também algumas mudanças de cunho mais psicológico. E a baixa autoestima, pensamentos e baixo, baixo autoestima também são uma constante na distimia. Não apenas isso, como um senso de desesperança em relação aos projetos, em relação à vida de uma forma geral. Esses pensamentos que levam a gente lá para baixo, tanto na distimia quanto na depressão, eles acabam sim aparecendo. Às vezes, não é a mesma coisa que o humor deprimido, não. Enquanto no humor deprimido, a gente está falando de um baixo ânimo, de um baixo prazer que a pessoa acaba, além dessas atividades do dia a dia dela, quando a gente está falando aqui de baixo autoestima e esse senso de desesperança, a gente está falando muito mais de pensar menos, com a pessoa interpreta, com a pessoa enxerga a vida e os próximos passos que ela vai dar. Humor deprimido tem a ver com o que ela está sentindo, não necessariamente como interpreta, como está pensando em relação ao que está acontecendo com ela e com as outras pessoas.

Existe também um sentimento de culpa que costuma aparecer. Muitas vezes, a pessoa distímica, ela se culpa pelas coisas que estão acontecendo, às vezes porque sente que não fez tão bem feito assim, seja porque essa culpa parece surgir do nada e traz memórias, essas lembranças que costumam ser desagradáveis para a pessoa. Portanto, não é um transtorno que a gente possa dizer como leve, de jeito nenhum. Ele é assim, mais silencioso em relação à depressão, mas ele não é menos perigoso. Não é preciso tomar muito cuidado, prestar muita atenção aqui.

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Agora que a gente já falou que que é o transtorno distímico, quais são os principais sintomas, algumas relações que tem sim com a depressão, tá na hora de a gente falar um pouquinho sobre como a gente pode tratar esse transtorno. E sim, eu quero trazer uma boa notícia de que a distimia, ela pode ter cura. Muitas vezes, as e fazem que depressão, distimia, aqui transtornos mentais, eles não têm cura. E é claro, eles não costumam ter cura no sentido de que é como se fosse algo para sempre. É claro, gente, quando numa não atendimento terapêutico com um psicólogo, com psiquiatra, você vai identificar provavelmente o que aconteceu, o que levou essa distimia ou, por exemplo, a depressão a ocorrer na sua vida. Com isso, identificado, soluções vão começar a ser boladas a partir disso, é claro. Mas isso não quer dizer que de agora em diante você está sem 100% imune a ou transtorno retornar, caso azul, né? Verdade, a situações que levaram a depressão ou a distimia retornarem a sua rotina. É claro, você vai estar novamente, é o indivíduo vai estar novamente sobre risco de.

E aí, deixe-me então sim, existe o tratamento, existe como a gente tratar a definida. Só esse tratamento não se encher de parar um para sempre, ela nunca mais vai retornar. Tome cuidado com isso, tá bem? E uma das terapias psicológicas que mais possuem evidências de funcionamento para a distimia e também para depressão é a ativação comportamental. Essa terapia, ela é bastante prática, bastante mão na massa. A ideia é tentar transformar a rotina do paciente em uma rotina mais prazerosa, mas que também traga mais maestria, o senso de uma maestria é um senso de dever cumprido. E isso pode surgir a partir de a gente desenvolver uma nova habilidade, melhorar naquela habilidade, a gente terminar uma tarefa doméstica, o terminar uma tarefa no trabalho e assim por diante. É aquela sensação de mim, tarefa está cumprida, ou um eu consegui me desenvolver, eu consegui além, aprendi mais sobre inglês, aprendi a tocar uma nova música no violão e assim por diante. Não é só de prazer, de uma vida bem vivida é feita assim, diz a terapia de ativação comportamental. É claro, o indivíduo distímico, ele costuma ter esses índices de prazer e maestria muito mais reduzidos. O terapeuta, então, busca analisar essa rotina, analisar como hoje ela está organizada ou não, também organizado assim, e propor mudanças que aumentem esse prazer que a gente costuma chamar de PM, prazer e uma escrita. Semana após semana, terapeuta e o paciente se encontram numa sessão que pode ser presencial ou online e discutem o que que funcionou, o que que deu certo, o quê a ficar ainda melhor e desenvolvem novos experimentos para serem discutidos na semana seguinte. Dessa forma, toda semana um paciente é acompanhado e o resultado dessa terapia costuma ser visto em torno de três, talvez quatro meses. É claro, todo o ritmo do tratamento varia muito conforme caso a caso. Por favor, não entendo a partir desse vídeo que toda terapia vai de forma serdes forma certera, gerais os benefícios com três a quatro meses, pode ser menos, pode ser mais também.

Resumindo, a terapia comportamental, ela busca reconectar gente através de micro passos a uma rotina mais prazerosa, uma rotina mais produtiva. É claro, algumas estratégias de maio filhas também acabam sendo utilizados, porque às vezes não adianta, por mais que a gente tente fazer coisas que nos querem prazer, em mais estria, é uma nuvem escura na nossa frente que nos cega, nos não nos permite ver o que tem de bom aí acontecendo. E é para isso que estratégias para lidar com pensamentos, com o mar e outras estratégias acabam servindo muito bem e fazem parte das técnicas utilizadas dentro da terapia de ativação comportamental. Bem, mas é claro, não recomendamos que você apenas converse com um psicólogo. Vale a pena sim, você conversar com um psiquiatra, porque ele é o profissional indicado para analisar se há alguma medicação vai fazer bem para você ou não, tá bem? Tome cuidado, busque sempre o profissional da medicina, o psiquiatra para situações medicamentosas, tá bem?

E se você chegou até quintal vez, você tenha cada vez mais curiosidade em saber se você tem ou não tem distimia, se um familiar, alguém próximo, você tem infinito, e é claro, a indica a mais correta, melhor para você é sempre buscar um profissional habilitado, seja o psicólogo, seja o psiquiatra. Mas aqui na Eureka, nós envolvemos um pequeno formulário, é com suas um teste para você aprender um pouquinho mais sobre os principais sintomas. Ele traz um resultado, mas que não vale como diagnóstico. Eu vou deixar ouvir o link aqui na descrição do vídeo, você pode clicar e realizar esse teste de cunho didático, educativo, ele não serve como um diagnóstico, tá bem?

E para finalizar, eu quero deixar aqui mais uma palavra de muito cuidado. Durante o tratamento da distimia, pode aparecer que as coisas estejam fluindo muito, muito bem, resultados rápidos, resultados bons estejam surgindo. E a ótimo, porque é isso que todo terapeuta deseja para o seu paciente. As agora, em alguns momentos, pode ser que ocorram algum tipo a regressão, algum tipo de falta de progresso ou mesmo uma sensação de que as coisas não estão indo para frente. Tome muito cuidado, porque isso faz parte do tratamento. Não podemos deixar de lado, não podemos deixar de perseverar para que a gente possa assim, finalmente, e vencer this time. Você deve sempre manter contato direto com o profissional que está lidando com o seu tratamento. Momento que não tá que você piorou, entre sempre em contato com o seu profissional. Não entenda que esse vídeo aqui corresponde a qualquer tratamento ou diagnóstico. Visite sempre o profissional habilitado que é o psicólogo e o psiquiatra.

E se você gostou desse vídeo, já deixa o seu like e comente aqui que outros vídeos que os conteúdos você gostaria de ver. Eu vou ficando por aqui. Um grande abraço e até a próxima. Tchau, tchau. E aí?