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RAIZ DE AMARGURA // Pr. Teófilo Hayashi

Zion Church1:23:36

Transcription

Hoje nós vamos entrar na mensagem. E antes de entrar na mensagem, eu tenho falado um pouquinho sobre esse assunto ao longo dos cultos de hoje. Quantos aqui estão participando do plano de leitura da palavra da Bíblia da Zion? Você tá com a gente nesse plano de leitura bíblica online? Não é em um ano, é que eu faço online, mas você que tá participando com a gente, eu quero te encorajar: você continuar fiel.

E se você tá aqui hoje, você fala assim: “Eu não tô nesse plano”. Você consegue fazer isso. É só você entrar lá no Spotify, procura o podcast “Bíblia em um ano”, e você vai encontrar lá o podcast que te dá toda a leitura diária. É todo dia você acorda, lá tem a leitura do dia em áudio, e você pode acompanhar no link também as referências. Você clica lá também. Você pode abrir a tua Bíblia, é na versão, é nova tradução da linguagem de hoje, NTLH. Então, às vezes você tem uma outra versão, não tem problema, você acompanha na outra versão mesmo, e você vai acompanhando e vai lendo junto.

Agora, uma das coisas que é importante enquanto você tá nesse plano de leitura da palavra, é você entender que nós não apenas lemos a Bíblia. Quando você tiver lendo a bíblia, não apenas leia a Bíblia, permita com que a bíblia venha te ler também. Então isso aqui é uma via de mão dupla: você está lendo a palavra, a palavra está te lendo. E o que significa a palavra te ler? Quando a palavra te lê é quando, talvez você já experimentou isso, você passou por alguns momentos onde você tá lendo uma, um trecho da palavra da Bíblia que você já leu tantas vezes, só que de repente o Espírito Santo começa a falar para você: “Para, estaciona aqui um pouquinho”. Alguém já sentiu o Espírito Santo falar isso para você? Tá aciona lá, e parece que tem algo naquele lugar que o Espírito Santo quer ministrar ao teu coração. E se você tiver aberto para escutar do Espírito Santo, aquele momento que aquilo está ministrando ao teu coração vai começar a gerar vida em você. Você acredita nisso?

Então escreva o que eu vou te falar. Ontem eu estava conversando com a minha turma, a minha classe que eu tô dando aula na, na, no Instituto Bíblico Zao. Quantos aqui estão, tem alguém aqui da minha classe de envenena a Deus? Levanta a mão aqui. A gente tem gente aqui a Deus. É isso aí. A gente tava ontem na nossa classe, entendendo a Deus. Eu falei algo que eu falo muitas vezes, só que eu senti Deus enfatizar, não só na classe, amanhã, no domingo, fatias em todos os cultos. Isso! Então anote isso aqui que eu vou te falar: no mundo espiritual, fé é capital. O que é o poder aquisitivo espiritual? No mundo espiritual é fé. Fé é o capital do mundo espiritual. No mundo espiritual, pouco importa quanto que você tem na tua conta bancária. No mundo espiritual, pouco importa quanto conhecimento você tem ou quanta formação acadêmica você tem. O quanto de diplomas estão na tua parede? No mundo espiritual, não importa quantas pessoas você conhece no teu povo de relacionamento. O que importa no mundo espiritual é fé. Fé é capital.

Agora, você não pode apenas ter fé, não é suficiente, porque a palavra nos ensina até para salvação: que você crê com o coração, mas confessa com a tua boca que Jesus Cristo é o Senhor. Então você é salvo. Fala comigo: confissão. Então você tem crença, você tem fé. Isso é capital. Mas você também tem um gatilho na tua língua. Esse gatilho é o que o Rei Salomão diz lá em Provérbios: “A língua carrega na sua ponta o poder da morte e da vida”. Você com profissão ou confissão de fé, você então põe esse teu capital em ação para ela estabelecer tua realidade.

Então, como é que funciona isso? A palavra de Deus não diz que a fé vem pelo ouvir da… tô pensando nisso. Se a fé é gerada no meu coração, então vamos ter esse raciocínio aqui: eu quero ter mais fé. Se no mundo espiritual fé é capital, eu quero ter mais poder aquisitivo espiritual. Então tem que ter mais fé. Então, se é para eu ter mais fé, a Bíblia me ensina que a maneira de ter isso é escutar mais a palavra de Deus. A fé vem pelo ouvir a palavra de Deus. Então eu tenho que me expor à pregação da palavra. Você pode vir aqui hoje com fé no teu coração, eu posso também vir hoje aqui com fé no meu coração. E se eu ficar quieto e você também ficar quieto, o que nós teremos? Pessoas com fé em seus corações. Mas o momento que a gente entra na pregação da palavra, a palavra proferida começa a gerar mais fé na atmosfera. Faz sentido? E quando você começa a escutar a palavra de Deus, aquilo começa a gerar mais fé dentro de você, porque existe isso que a Bíblia já nos explicou: a fé vem pelo ouvir e ouvir da palavra de Deus. Por isso que quando você fala: “Eu quero ter mais fé”, então você tem que se expor ao proferir da palavra. Sim ou não? Mas como é que vai ter o proferir da palavra se não tem o gatilho da confissão? Alguém vai ter que confessar, e vai ter que proclamar. E alguém vai ter que falar aquilo que você ou essa pessoa já tem de fé ou que a Bíblia já nos ensina. Então isso aqui se torna engrenagem ou o motor espiritual que te leva de glória em glória. Esse motor te leva a uma maturidade espiritual. Qual que é o motor? Quando você tem muita fé, você declara a palavra de Deus, você escuta a palavra de Deus, ela aumenta mais a tua fé. Você já tem mais, então você começa a declarar mais a palavra de Deus. Quando você declara mais a palavra de Deus, ela gera mais fé. Então faz sentido, e você vai indo de glória em glória, você vai crescendo espiritualmente, você vai amadurecendo espiritualmente.

Agora, muito importante: esse princípio é uma lei. É uma lei que funciona no mundo espiritual, e vai funcionar muitas vezes até para quem não é crente. Você acredita? Você conhece crentes, ou melhor, não crentes que acreditam na Bíblia? Às vezes você pensa: “Parece que ele é crente”. Já conheceu alguém desse jeito? Tem gente que acredita naquilo que a Bíblia fala, e às vezes nem sabe o que é que a Bíblia fala, mas está vendo o resultado porque tá depositando fé. Então anota aqui também: tudo que você deposita fé, você pode. Independente se for verdade ou se for mentira, aquilo que você depositar tua fé, teu capital, você vai empoderar. Tem gente que empodera mentira. Alguém falou para você uma mentira: “Você não presta, você não merece a graça de Deus, você nunca vai ser perdoado, você não tem jeito, você é que nem teu pai, é um fracasso, você é farinha do mesmo saco”. É uma mentira. E quando você põe a tua fé em cima daquela mentira, você empodera aquela mentira para gerar uma realidade para você. E daí você começa a ver uma realidade que vai de acordo com aquela mentira. E aquilo é em força a tua fé naquela mentira: “De fato, eu não tenho jeito, eu sou um fracasso, é a mesma coisa que meu pai. Meu pai era… nossa, é um crápula. Olha, eu… eu sou um cara bonito”. Olha, faz sentido? Porque você tá depositando fé numa mentira. Por isso que quando você deposita a tua fé na palavra de Deus, que é a verdade absoluta, a palavra de Deus começa então a ser empoderada na tua vida, ela começa a forjar as suas realidades. Faz sentido? Então, quando a gente começa a entender que a minha fé empodera uma ideia, seja ela verdade ou mentira, independente se você é um evangélico, pentecostal, avivado, carismático, cheio do Espírito Santo, se você põe fé numa verdade bíblica, aquilo vai funcionar, porque tem certas verdades que são leis. E daí você começa a ver pessoas que não são nem crentes que esbarram na Bíblia. Isso mesmo, na Bíblia! Ele começa a descobrir verdade. A mesma Bíblia que você tem lá, não sei quantos volumes de brilho na tua casa, talvez você tenha oito volumes na tua casa, na tua estante, talvez quatro, talvez você tenha, sei lá… tem gente que tem 20, 30… o cara não é nem crente, mas ele esbarra numa verdade bíblica, ele acredita naquilo, ele começa a ver coisas boas e positivas saindo daqui. Querendo ter um chefe, fala: “Vamos, vamos falar positivamente, vamos, vamos pensar positivamente”. É o que o mundo fala. Para a fé empoderando uma ideia, retiraram isso da Bíblia. Os próprios crentes não estão usufruindo de uma verdade que é nossa. Faz sentido, gente? Agora, daí você chega, então um cara que não é nem crente esbarra em Provérbios, ele fala: “Uau, só que é incrível, só que prospera as pessoas”. Isso aqui te leva a um outro patamar. O cara não é nem crente, sabe o que o cara faz? Ele é sagaz, ele faz um curso, um curso online. Ele fala: “Olha só, gente, eu tô fazendo esse curso online”. Daí você sabe o que acontece? Um bando de evangélico sem fé na Bíblia começa a botar fé em um curso. Fala: “Cara, aquele curso é bom, põe em prática esse curso aí, pratica as coisas que ele tá falando lá, dá certo, seu trouxa! É Provérbios, não precisava ficar dando dinheiro para esse cara”. Daí vai o crente que não é nem dizimista nem ofertante, mas paga o curso para o cara que tira da onde você tem acesso de graça. Fala comigo: fé. Fé é o capital espiritual. Sabe, o Senhor quer que você venha depositar a fé na palavra dele. Quem tá pronto para fazer justamente isso agora?

Será que o Espírito Santo pode sondar o teu coração hoje? Será que ele pode te mostrar certas coisas e você vai acreditar nele? Sim. Se a Bíblia te mostrar, você vai por fé na palavra. Então hoje a gente vai falar sobre um assunto que talvez não é, não seja um assunto que vai te encher de alegria e fazer você sair daqui saltando e orando em línguas, mas é um assunto muito bom, é muito importante a gente falar sobre isso. A gente vai falar sobre raiz de amargura. Mas é bíblico. A gente precisa falar de raiz de amargura. Quando a gente fala sobre raiz de amargura no contexto do evangélico, existe um certo preconceito. Pessoas pensam que quando a gente fala sobre raiz de amargura nós estamos falando sobre ressentimentos, a gente tá falando sobre falta de perdão, a gente tá falando talvez contra um senso de revolta. E sim, pode envolver exatamente esses sintomas. Mas quando a gente começa a entrar na palavra e quando a Bíblia começa a nos mostrar de fato o que é a raiz de amargura, você vai começar a enxergar que a raiz de amargura na Bíblia é uma raiz que produz outras raízes. E tem certas coisas que você vai começar a perceber que você nunca conectaria esse tipo de fruto com esse tipo de raiz. Mas tem certos frutos que a gente observa até na vida de pessoas que são cristãs, convertidas, nascidas de novo, batizadas nas águas, batizadas no Espírito, se movendo nos dons, passei por cura, passei por libertação, mas mesmo assim eu vejo um fruto aqui que eu não consigo me desvencilhar nesse negócio, e eu não consigo encontrar a sua raiz. É bem provável que tenha de alguma maneira uma raiz de amargura no meio do caminho ou na ponta. E quando a gente começa a entregar na palavra o que a Bíblia diz tanto no Antigo Testamento quanto no Novo Testamento sobre a raiz de amargura, eu creio que às vezes é difícil nós, como cristãos, admitirmos, mas todos nós temos problemas com raízes de amargura em nossos corações, e aquilo gera frutos nocivos.

Conversava com uma pessoa algum tempo atrás sobre um fruto que ela falava: “Eu não consigo entender porque isso aqui tá na minha vida, é uma dificuldade financeira constante”. Você olha, e eu conversava… eu comecei a perceber: a pessoa, ela é esforçada, ela tem ética de trabalho, na verdade ela tem até um bom emprego. Chega a um determinado momento na conversa que eu falei assim: “Se você se sentir confortável, me abre aqui um pouco mais detalhe”. Ele me abre aqui os valores, e ele abriu aqui: “São as minhas entradas aqui, são as minhas saídas”. Eu bati o olho e falava assim: “Realmente, de acordo com os números, não faz sentido você tá numa dificuldade financeira”. Ele falava assim: “Até eu não sei o que fazer mais”. É exatamente o que aconteceu na vida do meu pai. Meu pai tinha um emprego muito bom, só que a gente tinha dificuldade financeira. Meu tio, a mesma situação. Eu vejo eu até os meus primos na mesma situação. Foi… a gente tem que descobrir qual que é a raiz. Algumas pessoas têm certas raízes que elas podem fazer o que for de libertação, mas tem… a não ser que você lide com a raiz de amargura, você não vai ver uma reversão. Certo? Os vícios, certos hábitos destrutivos… falei uma vez com uma pessoa muito tempo atrás que ele falava assim: “Eu não quero casar”. “Porque você não quer casar?” “Porque eu olho na minha linhagem, os casamentos não dão certo. Meus namoros já não dão certo, meu noivado único que eu tive já não deu certo. Eu não vou mais casar, eu não quero casar. O casamento do meu pai foi um desastre, dos meu… do meu avô foi um desastre, dos dois lados na verdade foi o desastre”. Vai ter que descobrir qual que é a raiz. Eu não sei quais são os frutos que você consegue observar na tua vida, talvez sejam explosões de ira. Tem uma pessoa que fala assim: “É um tempo por mim mesmo, porque quando eu começo a entrar num surto de ira, eu sou incontrolável. Parece que minha mente apaga, e de repente quando eu me dou conta eu acordo: eu tive um surto de destruição com tudo ao meu redor”. Eu preciso descobrir aonde que tá essa raiz. E sim, eu acredito em cura, e sim, eu acredito em libertação, e sim, eu acredito na quebra de maldições hereditárias, e sim, Jesus Cristo levou por tudo isso e pagou pelo preço de tudo isso na cruz, e sim, nós temos que nos apropriar disso, mas também existe algo na Bíblia que diz respeito às raízes de amargura. E quando a gente começa a lidar com raiz de amargura, a gente entende que a raiz de amargura se ramifica em outras raízes. E a palavra deixa claro que não é simplesmente uma raiz de ressentimento. Tem algo aí mais profundo.

Então hoje a gente vai abrir em Hebreus, capítulo 12. E Hebreus, capítulo 12, você tem aí o texto chave de hoje. E você que tá assistindo em casa, a gente tem aí mais de 1.200 pessoas ou pontos conectados com a gente. Deus te abençoe você aí nos assistindo em casa. Tem gente aí da Austrália, tem gente que tá aí dos Estados Unidos, do Brasil, tudo quanto é canto do Brasil, de todas as regiões. Que Deus te abençoe, que a mesma atmosfera que está aqui em São Paulo venha estar invadindo a tua casa agora, em nome de Jesus. Hebreus 12, versículo 14. O autor de Hebreus, que a gente não sabe exatamente quem é – uns pensam que é o apóstolo Paulo, outros dizem que é o apóstolo Tiago, tem até uns que dizem que é uma mulher, após uma febre – mas a gente não sabe ao certo. Mas o autor de Hebreus diz: “Esforçam-se para viver em paz com todos e para ser santos”. Sem santidade ninguém verá o Senhor. Fala comigo: santidade. Sabe, aqui no versículo 14 já tá falando sobre santidade. Santidade não é a imperviabilidade, impecabilidade, é a ausência do pecado. Infelizmente, eu e você, enquanto estivermos aqui nesse corpo mortal, até nós sairmos dessa terra, nós vamos batalhar e somos suscetíveis ao pecado. Você pode amar Jesus que nem eu amo Jesus, se dedicar para ele assim como eu também faço, mas nós somos suscetíveis ao pecado. Então, quando ele fala sobre santidade, ele não está falando sobre perfeição ou impecabilidade, ele está falando aqui sobre consagração. É um estado de separação. A pessoa que anda em santidade não quer dizer que a pessoa não peca, quer dizer que quando ela peca o Espírito Santo rapidamente traz a convicção do pecado, ela rapidamente atende a convicção do pecado, ela se arrepende, confessa, pede perdão, se apropria do perdão e restaura a conexão de intimidade com o Espírito Santo. Faz sentido? A pessoa que está em santidade é a pessoa que recusa a normalização de um estado pecaminoso. “Eu recuso, eu reconheço, tá errado, eu fiz, eu sei, mas não quero isso, Espírito Santo de Deus, me ajuda”. Faz sentido? Você pode falar até: “Mas eu quero andar em santidade, mas eu caio, é pecado”. Eu te dizer uma coisa: contanto que você continue lutando e se apropriando do perdão que você já tem através do sangue de Jesus, vendido por você na cruz, você pode continuar andando em santidade. Aqui o autor tá dizendo: “Sem santidade você não vai ver a Deus”. E quando ele diz: “Não verá a Deus”, ele não está dizendo aqui no que… na questão de uma, um enxergar de ótica dos olhos. Não é que nem quando você fala: “Eu vou para lá para ver minha avó”, que você tá querendo… você vai lá para a casa dela, abre a porta, volta aí: “Já vi”. Não, você não tá fazendo isso. Você vai ver tua avó, você vai entrar lá, você vai sentar, vai tomar um café com ela, vai conversar com ela. Faz sentido? É nesse sentido: é estar na presença. Sem santidade você não consegue estar na presença de Deus. Sem santidade você não consegue preservar a comunhão com o Espírito Santo. É isso que ele tá dizendo.

Versículo 15: “Cuidem que ninguém se exclua da graça de Deus, e que nenhuma raiz de amargura brota e causa e perturbação, contaminando muitos. Que não haja nenhum imoral ou profano como Esaú, que por uma única refeição vendeu os seus direitos de primogenitura”. Como vocês sabem, posteriormente, quando ele quis herdar a benção, ele foi rejeitado e não teve como alterar a sua decisão, embora buscar-se a benção com lágrimas. Bom, a primeira coisa que a gente precisa entender sobre a raiz de amargura é que a raiz de amargura engana. Fala comigo: engano. Sabe, a raiz de amargura, ela traz enganos, ela te põe no lugar onde você não consegue discernir ao certo o que é o bom e o que é o mal. Você não consegue discernir ao certo o que é a verdade, o que é a mentira. Você não consegue discernir as coisas de uma maneira clara. Quando você está no engano, você não tem discernimento acurado. Faz sentido? É disso que Paulo tá falando lá no texto de Segunda Coríntios 11. Abre lá comigo, e mantém teu dedo aí em Hebreus 12. Nós vamos estar voltando para fazer referência a esse texto chave diversas vezes ao longo da mensagem. Mas em Segunda Coríntios 11:3, Paulo está preocupado com a igreja dos Coríntios justamente pelo engano. Isso aqui é uma igreja que está na graça, isso aqui é uma igreja que está cheia do Espírito Santo, com os dons fluindo, o sobrenatural acontecendo, e mesmo assim Paulo expressa uma preocupação. Versículo três de Segunda Coríntios 11 diz o seguinte: “O que eu receio, o que eu quero evitar”, Paulo tá dizendo, “é que assim como a serpente enganou Eva com a astúcia, a mente de vocês seja corrompida e se desvia da sua sincera e pura devoção a Cristo”. Olha esse versículo atentamente. Ele diz: “O meu receio, o que eu quero evitar é que assim como a serpente enganou Eva com astúcia, a mente de vocês seja corrompida e se desvia da sua sincera e pura devoção a Cristo”. O que significa que sem engano a tendência natural é que a mente dos cristãos lá em Corinto continuasse, continuaria então sem corrupção, continuaria pura. Sem engano, a mente continuaria sem desvio. Sem engano, eles preservariam a pura devoção. Tá seguindo comigo? Porém, quando o engano vem, ele não tem mais poder de discernimento. Quando o engano entra, você começa a ter essa linha que divide os absolutos: a verdade absoluta, a mentira absoluta, o bem absoluto, o mal absoluto. Essa linha divisória se torna embaçada no engano. O que acontece quando você tem a raiz de amargura? É, ela produz engano. Ele faz referência aqui à maneira como a serpente enganou Eva. Quem lembra dessa história? Gênesis 3. Se eu puder… você pode ler isso em casa, eu não vou ter tempo para ler a fundo. Mas em Gênesis 3, você lembra que a serpente enganou Eva e também enganou Adão? Você lembra disso, né? Essa foi a queda do homem. Agora, como é que a serpente enganou? Ela foi conversando. A serpente, na verdade, é Satanás, e Satanás é o pai da mentira. Se existe alguém especialista na mentira, é o próprio Satanás. Não tem ninguém que consegue mentir como Satanás. Satanás, ele é um especialista naquilo. A arte da mentira, ele é assim o… o grand mestre. Satanás, ele sabe mentir como ninguém. Agora olha só a fala da serpente que foi o engodo, o engano que levou Eva e Adão a caírem. Ela diz: “Você não…” Se você quiser, você pode seguir comigo ou se não, só escuta e leia depois Gênesis 3. Ele depende disso. “Certamente não morrereis, porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se abriram os vossos olhos”. Está falando aqui do fruto proibido. Então sereis como Deus, sabendo o bem e o mal. Essa foi a fala da serpente. Está seguindo aqui comigo? Agora, como é que Satanás escolhe fazer com que suas mentiras levem o povo de Deus ao engano? Da mesma maneira como ele sempre fez lá no Jardim. A gente começa a ver então aí o plano original do engano que vem de Satanás. A mentira descarada nunca é apresentada por Satanás. Satanás não oferece a você uma mentira que ela é uma afronta, uma coisa assim tão grande. Satanás, ele é o anjo vestido de luz, lembra disso? Satanás é o lobo em pele de… Satanás não vem a você, ou raramente virá a você com tridente, com chifre, com uma capa vermelha. Ele vem revestido, ele vem travestido de glória, ele vem de uma maneira camuflada. Portanto, a maneira que ele mente é igual… ele não mente com uma mentira isolada. A maneira como Satanás te leva ao engano é ancorando a mentira a uma verdade. Se você escuta essa fala da serpente, a serpente está pondo uma mentira ao lado de uma verdade, entrelaçado a uma meia verdade, distorcendo uma outra mentira, e de uma maneira extremamente sutil e minuciosa ele traz então um engano. Envolve então Eva, e depois Adão, eles ficam entorpecidos. Eles não conseguem mais enxergar o que é certo, o que é errado. Veja bem, a primeira coisa que ele fala é: “Certamente não morrereis”. Mentira! Vai morrer. Deus falou: “Você come isso aqui, você vai morrer”. Então, de cara você tem uma mentira descarada. Segunda coisa que ele fala é: “Porque Deus sabe”. Verdade. Deus sabe, Deus sabe todas as coisas, Deus é onisciente, ele é dono de todo conhecimento. Então ele põe uma mentira, ele põe do lado da mentira uma verdade. Ele fala: “No dia em que deles comerdes se abriram os vossos olhos”. Verdade parcial. Sim, seus olhos vão ser abertos, mas serão abertos para o pecado, serão abertos para a vergonha. Então você tem aqui uma mentira, uma verdade, você tem uma mentira, uma verdade distorcida. E ele diz assim: “E sereis como Deus”. E esse aqui você tem que ter compaixão, porque eles já eram como Deus, eram feitos à imagem e à semelhança de Deus, só que eles não ainda estavam convictos e consolidados em suas identidades. Satanás vai capitalizar aonde tiver ignorância. Por isso você é ignorante do que você tem na Nova Aliança, por isso se você é ignorante naquilo que você é em Cristo Jesus, ele vai te capitalizar lá. Se você ainda não teve revelação da paternidade de Deus sobre a tua vida, ele vai te questionar: “Será que você não é um órfão?” Mas isso, você pode não ter o estado legal espiritual, ser totalmente adotado como um filho de Deus, só que por conta da ausência da convicção, ele capitaliza na ignorância e começa a questionar: “Você acha que nenhum órfão… olá, pessoa te rejeita. Olha, teu sentimento… ele tá capitalizando na tua ignorância. Você pode estar no teu estado legal espiritual de filho e filha, mas sem a consolidação da revelação da paternidade dele, existe espaço para ele te enganar. Ele fala: “Sabendo o bem e o mal”. Verdade que eles saberiam o bem, mas também é verdade que eles saberiam o mal. Na verdade, ele já sabiam o bem, porque Deus era o bem, eles conheciam Deus. Faz sentido? Então você vê como o Satanás entrelaça sua mentira de uma maneira tão sutil aonde você não consegue bem facilmente decidir: “Isso aqui é mentira, isso aqui é verdade”. Tá tudo emaranhado, e ele vem e oferece. E então Eva, ela é pega nesse engodo. Eva não tinha, assim como Adão também, a consciência que, assim como Segundo Pedro 1:3 já diz: “Através do poder de Deus, você já tem tudo o que diz respeito à vida e piedade”. Eles já tinham tudo, eles não estavam em pecado. Isso aqui é pré-pecado, eles ainda não comeram do fruto, o homem ainda não caiu. Eles estão no estado de perfeição, eles estão no estado de pleno céu na terra, e eles tinham tudo que eles precisavam. Mas como é que começa o engano na raiz de amargura? Como que acontece essa raiz de amargura com o pensamento? Pensamento: “Deus está me privando de…”

Algo é o que eles começaram a pensar. Satanás conseguiu fazer com que eles pensassem isso: Deus está te privando de algo. Se você come a fruta, tem algo além que Deus não quer que você venha acessar, sabe? Esse negócio que ele fala que é bom. Tem uma coisa que além desse bom, se você come a fruta, você vai experimentar esse além desse bom. Você começa a acreditar naquilo; você começa a acreditar que tudo quando Deus diz que é tudo, não é tudo. Você começa a acreditar que a verdade, quando Deus disse isso aqui é verdade, não é a verdade. Satanás vem, começa a conversar com você, e você começa a acreditar que quando ele fala, quando Deus diz que algo é bom, quem sabe não é bom. Tem algo além do bom, e daí você começa a meditar nisso e, sem perceber, você gera algo no teu coração que você fala: Deus está querendo me privar. Deus estava querendo me manter longe de algo além disso; tem algo lá fora, e ele tá querendo que eu não acesse aquilo. E daí brota uma raiz de amargura com Deus. Porque, na verdade, o pecado original — tô falando original, Original — não foi esse de Gênesis 3, foi de Lúcifer. Isaías 14 descreve justamente essa sequência; se você ler Isaías 14, você vai ver que Satanás usurpou ser como Deus.

Em algum momento, Satanás falava: Eu quero aquele trono, eu quero esse poder, eu quero essa autoridade, eu quero ser Deus, eu quero estar no lugar de Deus. Horas, uma pessoa que tem um cérebro — metade de um cérebro — já entenderia que isso é insanidade. Como que alguém vai querer ser Deus? Só um louco vai pensar que consegue ser Deus; só alguém que tem algum parafuso solto vai realmente pensar que consegue estar no lugar de Deus; ou só alguém que está no engano. O próprio Lúcifer estava no engano. Como que Luz chega ao engano? Através de uma raiz de amargura: Deus está me privando do trono, Deus está me privando do poder absoluto, Deus está me privando do conhecimento absoluto, Deus está me privando de ser onipresente. Ele gera uma raiz de amargura; aquela raiz de amargura começa a entorpecer ele a tal ponto que ele começa a pensar em insanidades: Eu vou tomar o lugar de Deus. E Deus fala: Se você quiser fazer esse golpe, se você tentar esse golpe, eu vou ter que te lançar fora daqui. E lança. E onde que ele vem? Ele vem para a terra. E quando ele chega na terra, ele perpetua o padrão na mulher, e Eva tá naquele lugar. E agora Eva passa pelo mesmo, pelo mesmo padrão, pela mesma situação. Agora olha só o que o autor de Hebreus diz: É por isso que ele fala no versículo 15: Cuidem para que ninguém se exclua da graça de Deus, que nenhuma raiz de amargura brote e cause perturbação, contaminando muitos.

Agora eu sei que às vezes a gente lê esse trecho de Hebreus 12, do 14 ao 17, e parece que são diversas recomendações, recomendações boas, mas que estão desconexas. Mas, na verdade, elas estão conectadas. Quando ele fala: Cuide para que ninguém se exclua da graça, tem toda vez uma conexão com a raiz de amargura. Como é que uma pessoa se exclui da graça de Deus? Se tiver anotando, anota isso aqui, que isso aqui vai te ajudar. Você se exclui da graça de Deus praticando um ou os dois extremos. Quais extremos? De um lado, você tem libertinagem; do outro lado, você tem o extremo do legalismo. No extremo da liberdade, você tem uma atitude de uma pessoa devassa, uma pessoa que se entrega às concupiscências. O que são as concupiscências? São os desejos carnais desenfreados. A pessoa que fala assim: Eu vou agir de acordo com o meu impulso, de uma maneira inconsequente. Isso aqui é a libertinagem; é você baratir a graça, é você cuspir na graça, é você pisotear o sangue da cruz. Faz sentido? Isso é libertinagem. Ele fala: Cuidem para que você não se exclua da graça, porque a pessoa que pratica libertinagem é uma pessoa que deu espaço para a raiz da amargura e está no engano; e no engano, ela pratica libertinagem. Se você já está em Cristo, se você já conhece a palavra, se você tá andando com Jesus e faz parte do corpo de Cristo, e pratica o pecado de libertinagem — e vou usar o exemplo de uma imoralidade sexual — qual é o pensamento de alguém que está em Jesus e pratica imoralidade sexual? Ele — as pessoas — está pensando: Deus está me privando de um prazer. Ele pôs um padrão aqui, ele deixa claro a conduta que eu devo seguir na palavra, mas existe um prazer do outro lado dessa conduta que ele está me privando de ter acesso; e aquilo começa a gerar uma amargura no teu coração. Por que que você vai querer me privar de prazer? Por que você quer me privar dos meus impulsos? E aquele lugar chega a produzir um engano; e a pessoa que está no engano, ela pratica libertinagem; e a libertinagem te exclui da graça; e se você está fora da graça, você não tem como estar em unidade com o Pai. Faz sentido?

Agora, do outro lado, você tem o legalismo. E a pessoa que pratica o legalismo e é excluída da graça através do legalismo também está por conta de uma raiz de amargura que produz o engano. A pessoa pensa: Mas não é possível que não tem valor nenhum, não é possível que os meus grandes atos de altruísmo, meus grandes atos de caridade não conseguem e não podem adicionar à obra da cruz. Como assim? Então quer dizer que eu não posso melhorar a cruz e herdar e trabalhar e merecer a minha salvação? E a graça de Cristo ficou ofendido. E essa raiz de amargura começa a gerar, então, um engano, onde a pessoa pensa: Mas se eu for uma pessoa que pratica a lei, aí então eu consigo merecer a graça. Ah, mas eu sei que tem dentro de mim, tem disciplina, aí dentro de mim ainda tem aqui uma ética, uma moral, eu consigo pôr isso em prática. A pessoa tá no engano. A pessoa que pensa que através das suas boas obras vai conseguir herdar ou merecer a graça de Cristo é uma pessoa que tá presa num engano. Mas de onde vem esse engano? Tem uma raiz de amargura que não aceita o fato que ela não consegue fazer nada para merecer a graça de Deus. Como é que você vai ser excluída da graça? Ou pelo extremo da libertinagem, ou pelo extremo do legalismo. E por isso que a palavra de Deus é clara em Gálatas, capítulo 3. O apóstolo Paulo tá vendo os gálatas — isso aqui é uma outra igreja, também madura, e tem visto tanta coisa do agir do Espírito Santo — em algum momento eles caíram numa raiz de amargura que produziu ou um engano. E no versículo 1, Paulo diz em Gálatas 3: Ó, gálatas insensatos! Como é que você gostaria de ser chamado dessa maneira por Paulo hoje em dia? No português seria: Seus evangélicos burros! Ó, Brasil, igreja brasileira burra, acorda! Era a igreja lá da Galácia. Ele fala assim: Quem vos enfeitiçou? Paulo disse que quer dizer: Feitiço nada mais é do que engano; é você estar entorpecido. Ó, Eva, vocês estão enganados, vocês estão enfeitiçados; alguém te entorpeceu. Será que antes vocês que sabiam que é só pela graça que vocês são salvos, agora foi pela prática da lei que vocês vão merecer o espírito? Ou é pela fé? Seu enganado! Faz sentido? Desse lado, as pessoas também são enganadas como legalistas. Ele fala: Isso aqui vai te excluir. Só que na raiz você tem o engano produzido pela raiz de amargura. E foi nessa sutilidade do inimigo que a raiz de amargura posicionaram tanto Eva como Adão, como os cristãos do primeiro século, e até hoje nos posicionam para o engano, essas raízes de amargura. E quando nós estamos no engano, corremos o risco de cair fora, sermos excluídos da graça. Então, a raiz de amargura, ela engana. E a raiz de amargura, número dois, contamina. Se tiver anotando: A raiz de amargura contamina. Agora, contaminar nesse sentido do versículo 15 que nós lemos em Hebreus: Ele fala: Cuidem para que ninguém se exclua da graça de Deus, que nenhuma raiz de amargura brote e cause perturbação, contaminando muitos. E normalmente a contaminação não fica em uma só pessoa; ele fala: Muitos; ele se espalha. Essa contaminação, a raiz de amargura é como uma mancha. Não sei se já teve essa experiência você com uma camisa branca comendo uma lasanha. Já teve essa experiência? Aí você pega aquele pedacinho de lasanha levando pra tua boca, você tá conversando e você se distrai; de repente, a lasanha cai bem na poça de molho de tomate. É isso que o autor tá dizendo: Está contaminado. Ou para você que é nipônico: Escorrega e o sushi cai pá no pote. Sabe o que eu tô falando? Contaminado, tem uma mancha. Abre comigo Isaías 1. Isaías 1, profeta Isaías, ele fala sobre o que acontece com as manchas. Isaías 1 já é, na verdade, uma profecia messiânica do que acontecerá quando Jesus chegar e o que ele fará com as nossas manchas. Ele fala no versículo 18: Embora os seus pecados sejam vermelhos como escarlate, eles se tornarão alvos como a neve; embora sejam rubros como púrpura, como a lã, se tornarão… Quando Jesus vier, quando Jesus entra em cena, ele consegue limpar a contaminação, a mancha causada pela raiz de amargura. Agora vamos voltar para o nosso texto chave. Eu li aqui Hebreus 12:15, e no versículo 16, logo depois que ele fala sobre a contaminação — contaminando muitos —, ele fala: Que não haja nenhum imoral ou profano como Esaú. Você lembra de Esaú, irmão de Jacó, que por uma única refeição vendeu seus direitos de primogenitura como filho mais velho?

Agora a menção de Esaú, o irmão de Jacó, nesse texto de Hebreus 12, não é referente ao momento onde Jacó, de uma maneira muito astuta, bem malandro, ele pega, então, peles de animais, ele se cobre todo e finge na presença do seu pai, que está tão velho que está cego, finge ser o irmão mais velho para roubar a primogenitura. Na verdade, a menção de Hebreus 12 sobre Esaú é bem antes; é um episódio que acontece bem antes. Abre comigo em Gênesis 25. Nesse episódio, Esaú está abrindo mão, trocando… Alguns vão dizer que Jacó roubou, mas na verdade foi uma troca da primogenitura. E aqui você enxerga a maneira como Esaú lidou com algo tão precioso que foi a primogenitura. Versículo 29 de Gênesis 25: Certa vez, quando Jacó preparava um ensopado, Esaú chegou faminto, voltando do campo, e ele pediu: "Dê-me um pouco desse ensopado vermelho, aí eu estou faminto". Por isso também ele foi chamado de Edom, e Edom nada mais é do que vermelho. "Dê-me primeiro o seu direito de filho mais velho, de primogenitura", disse Esaú. "Estou quase morrendo; de que me vale esse direito?" Na verdade, ele não estava quase morrendo; na verdade, ele tava bem cansado, mas ele não tava quase morrendo; ele tava tão envolvido no seu cansaço, sabe? Que nem que você participa, você faz um, um treino na academia assim, então puxado que você cai pelas belas, está morrendo. Sabe o que eu tô falando? Você não tava morrendo, mas você pensa que você tá morrendo. É exatamente o que tá acontecendo aqui com Esaú: Você não tá morrendo, só que ele tá tão envolto num… agora ele tá tão envolto na circunstância atual, ele não consegue ter olhos para enxergar além daquilo que está um palmo na sua frente. Ele fala: "Estou quase morrendo; de que me vale esse direito?" Jacó, porém, insistiu — já com a malandragem —, ele fala: "Jura primeiro". Ele fez o juramento, vendendo o seu direito de primogenitura a Jacó. Versículo 34: Então Jacó deu a Esaú pão com ensopado de lentilhas. Esaú comeu e bebeu e levantou-se e se foi. Olha só a leviandade! Ele não tava quase morrendo 30 minutos atrás! "Tô quase morrendo!" Ele come, ele come ensopado, ele levanta, enxuga a boca e se vai, leviano com a bênção da primogenitura. Assim Esaú desprezou o seu direito de filho mais velho. Agora presta atenção no versículo 34 novamente: Olha só: "Então Jacó deu a Esaú pão com ensopado de lentilhas. Esaú comeu e bebeu, levantou-se e se foi." Mais uma vez: "Então Jacó deu a Esaú pão com ensopado de lentilhas. Esaú comeu e bebeu, levantou-se e se foi." Tem algumas pessoas que eu converso, e quando nós falamos sobre esses frutos nocivos, toda vez falamos sobre raiz; você precisa pensar sobre frutos que são diretamente relacionados à raiz. Tem pessoas que falam assim: "Eu tenho que lidar com essa questão, essa coisa da minha vida, esse padrão tóxico que eu estou preso nisso; eu tenho que lidar com isso". Porque você quer lidar com isso? Porque eu não quero os meus filhos passando por isso, eu não quero os meus netos passando por isso. Muito válido, muito justo; eu acho que é muito honroso você pensar dessa maneira. Mas às vezes a nossa tendência é tanto pensar para frente que nós esquecemos de pensar para trás. Porque muitas vezes a gente pensa só que não pode ser perpetuado para frente, mas quando você começa a fazer o exercício de pensar: De onde que isso vem? Lá de trás: Meus pais, meus avós, meus bisavós, meus tataravós… e a linhagem vai, vai, vai, vai, vai, vai, vai… Jacó e Esaú traçariam sua linhagem lá pra trás pro Jardim. Quando eu leio o versículo 34, eu não consigo não enxergar um padrão; o padrão que diz aqui que: Então Jacó deu a Esaú… então Eva toma o fruto e dá a Adão; Esaú toma de Jacó, come e vai no seu caminho; Adão, junto com a esposa, toma o fruto e ambos caem da comunhão plena com Deus. Faz sentido? A Bíblia é um grande poema. Quando você começa a enxergar as estruturas e os ciclos da Bíblia, você começa a entender que os quatro, na verdade, tinham algo em comum; eles estão agindo de uma maneira paralela, mas os quatro tinham algo em comum. No final de tudo, Eva continuava no seu coração pensando: Deus está me privando de algo aqui; do outro lado, tem Adão recebendo o fruto, pensando: Eu vou tomar parte nisso, porque Deus está me privando de algo. Lá mais para frente, 28 capítulos lá para frente, lá em Gênesis, você tem então Jacó; e Jacó, então, está pensando: Deus está me privando de algo; a minha bênção como segundo filho não é suficiente; eu quero a bênção do primogênito, Deus! Porque eu não tenho acesso para o meu irmão; meu irmão me valoriza, ele tá nem aí para saber… como que o Senhor não me dá a bênção e o Senhor dá para essa pessoa? E você permite uma raiz de amargura exagerar no teu coração, porque você pensa: Eu mereço essa oportunidade! Não é ele, não é ela… e desse lado você tem Esaú com a mesma atitude: Deus, que dia quem adianta uma bênção de primogenitura se o Senhor não supre para mim aquilo que o meu irmão tem? Ele tem comida, agora eu que deveria ter essa comida, eu quero ter as minhas necessidades momentâneas supridas agora. No final, você tem uma raiz de amargura que acredita que Deus está te privando de algo. Faz sentido? E esse lugar te leva a um engano; esse lugar te faz não conseguir discernir e põe você nesse padrão. Esse padrão começa a te contaminar de uma maneira que agora ele não consegue nem raciocinar; ele chega no lugar que a contaminação já, já sai de simplesmente uma mancha e como um câncer tomando metástase, como essa afetar até a maneira como ele pensa; ele não consegue nem julgar; ele não consegue nem julgar o valor do que é um prato de sopa de lentilha versus uma primogenitura, que é algo muito mais valioso e muito mais duradouro que vai impactar ele para o resto da vida dele; ele não consegue fazer esse raciocínio; ele está contaminado. Já chegou no lugar de julgamento de consciência dele; ele começa, então, entrar no espiral negativo; ele começa a ficar tão amargo… eu imagino que o próximo momento onde ele bate a fome no estômago de Esaú, ele fica pensando: Que raiva! Meu irmão roubou de mim a minha primogenitura! Ele entra no espiral de amargura, porque a pessoa tá amarga, ela começa a adotar lentes de amargura. Você já percebeu? Ela é propensa a enxergar tudo com a lente amarga. Deixa eu te dar um exemplo: Uma pessoa vem para as áreas, amarga… a pessoa que tem uma raiz de amargura, ela entra, ela vai querer falar oi para uma pessoa do apoio, e a pessoa do apoio passa reto: "Pô, aqui babaca!" Ele vai lá e procura um lugar para sentar; ele faz: "Esse cara aí", ele senta para o culto; e de repente começa o culto, daí chega na hora do culto, momento de oferta, ele começa a pensar: "Bom, vou ou não vou? Faço ou não faço?" Quando ele finalmente chega no lugar que ele se submete à palavra de Deus e vai ofertar ou vai dizimar, chega alguém fala assim: "Ô, irmão! Irmão, vai encher o saco do outro velho! Vai passar lá no negócio lá, vai dar sorrisinho". Ele volta, ele fala: "Pô, agora vamos sentar aí". Chega lá, o líder de louvor: "Irmãos, nós queremos dizer que isso aqui ainda faz parte da adoração; fica de pé!" "Ô, mano, não me enche o saco! Aqui sentado, velho! Nossa igreja fica querendo falar para fazer as coisas, mudando velho! Qual o problema?" Você entendeu? Começou com um cara, um babaca; agora é a igreja, não quer, não parar de mexer, tá entendendo? Aí chega lá a hora da oferta, ou melhor, a hora da palavra; daí chega lá um japonês, vira pra quem tá do teu lado: "Que mané! Virado pra quem tá do meu lado, velho? Não quero virar para ninguém! Eu não vim aqui para virar para ninguém; eu tô vindo aqui para escutar a palavra; eu não quero falar com a pessoa do meu lado, só tá com barro, não né? Não tá!" Ele começa assim: "Venha pular, fica falando para pegar, fazer trio de três, velho! Pô, ele já não aguenta mais!" Agora o problema era o quê? O irmão do ar condicionado. Aí o problema é a igreja; agora o problema é o pastor. De repente termina o culto, ele começa a ver as pessoas andando, andando, tentando sair do estacionamento: "Igreja, esses crentes, sabe de alguma coisa? Não quero mais negócio…" Que tem uma pessoa com lente amarga. Mas a pessoa que não tem lente amarga, ele entra: "Opa, o cara passou reto. Qual que é o problema desse cara aí? Misericórdia, Deus!" Senta. Faz sentido? É o que o pessoal fala: "Ô, vamos lá! Levanta aí a oferta!" "Pô, cara, parece que vai ficar, né? Levanta!" Ele leva, beleza. Mas o cara já tem uma outra atitude, e o cara fala assim: "Os caras mandam se mexer, andar para lá para cá, mas Deus aparece aqui de vez em quando". Daí chega lá o japonês: "Pô, trio de três, fala para o teu lado!" É, às vezes eu gostaria de não ter que ficar fazendo essas coisas, mas cara, Deus fala comigo de vez em quando. Ele fala: "Depois da igreja, aquela muvuca para sair, é aquela fila no banheiro, é estacionamento, eu sei, as pessoas às vezes são mal educadas; de vez em quando você pega um aí que é um pouco… vai te atravessa…" A igreja não é gloriosa ainda, mas um dia vai ser. Continua com mágoa, continua com ruga, mas estamos no processo de glória em glória. Vamos embora, domingo que inventou de volta! Faz sentido? [Música] Uma pessoa que abraça a raiz de amargura, ela entra no espiral, um espiral negativo. Pula três capítulos pra frente. Logo depois que ele vende a primogenitura, Gênesis 28, versículo 6 — 28, versículo 6 —, olha o que acontece: Esaú continua nesse espiral de amargura. Esaú está completamente contaminado; Esaú não está apenas ele contaminado, agora ele vai começar a contaminar as pessoas. Versículo 6: "Esaú viu que Isaque havia abençoado a Jacó e o havia mandado a Padã-Arã para escolher ali uma mulher, e que ao abençoá-lo dera ali a ordem de não se casar com mulher cananéia; também soube que Jacó obedecera a seu pai e a sua mãe e fora para Padã-Arã". Veja bem o que está acontecendo aqui: Esaú, ele tá observando; ele, ele já tem uma amargura com o irmão, ele já tem uma amargura consigo mesmo, porque ele fala assim: "Como é que eu fui cair nessa?" E ele já tá nesse lugar que agora ele, ele tá nesse espiral negativo de amargura, onde tudo que ele enxerga ao redor dele é pelas lentes da amargura. E daí ele olha, ele vê o irmão dele sendo abençoado pelo pai para procurar uma esposa; e daí, pior, no versículo 7, ele vê que o irmão acatou a ordem do pai, e ele sabe: "Princípio, se ele acata a ordem do pai, obedece, ele vai ser abençoado; ele sabe que ele vai achar uma mulher de Deus; ele sabe que ele vai achar uma mulher que vai fazer ele feliz; ele sabe que ele vai encontrar uma mulher que vai dar para eles filhos que vão servir ao Senhor". Ele começa a ficar num lugar de amargura. Versículo 8: Ele olha tudo isso e ele diz: "Percebendo, então, Esaú que seu pai Isaque não aprovava as mulheres cananeias, foi à casa de Ismael, lá em Canaã, e tomou a Malade, irmã de Nebaiote, filha de Ismael, filho de Abraão, além das outras mulheres que já tinha". Presta atenção nessa última frase: "Além das outras mulheres que ele já tinha". Ele não precisa de uma mulher; ele já tinha várias outras mulheres. Tô falando que na época de poligamia, ele não precisava de mais uma esposa; ele já tinha esposas. Só que tinha algo no seu coração de uma amargura tão intensa que ele fala: "De alguma maneira, eu quero espetar, cutucar; eu preciso fazer algo a respeito do meu pai; eu preciso de alguma maneira incomodar e levar tristeza ao meu pai". Eu falei: "Eu vou atrás das cananeias!" Não precisava de mulher. Ele pensa que ao ir atrás de uma mulher cananéia, ele está ferindo o pai dele, quando no fundo, no fundo, a única pessoa ferida é ele. Jacó não vai casar com uma mulher cananéia; Isaque não vai casar com uma mulher cananéia; quem vai casar com uma mulher cananéia — que nesse contexto é uma mulher idólatra, uma mulher ímpia, uma mulher que vai afastar dos caminhos do Senhor, uma mulher que vai trazer divisão para dentro da família dele — quem vai casar com ela é o próprio Esaú. Mas em algum momento a contaminação chega a deturpar o seu próprio raciocínio; ele pensa: "Eu quero me vingar do meu pai; eu vou me ferir, o Senhor começou a falar do meu coração…" Quantas vezes nós, com uma raiz de amargura, pensamos que nós vamos… a gente não fala vingança, porque vingança é uma palavra muito forte de falar; quero justiça, de dar um coice em alguém que te feriu; eles tem um ímpeto de revidar em alguém que te copiou; você fala: "Ah, eu vou fazer alguma coisa que eu vou ferir", quando no fundo, no fundo, você tá só se ferindo. Quando você fala: "Deus, a igreja me feriu; Deus, eu…" Para o mundo! Quem está te ferindo é você; os meus pais… quem vai estar se ferindo é você, fazendo aqui… ele entra no espiral tão negativo que ele não consegue nem discernir que a pessoa que está sendo ferida é ele; ele não consegue nem perceber a amargura dele a tal lugar que ele tá falando: "Eu quero vingança". Ele é contaminado, que ele pode até dizer que é uma justiça, mas na verdade é uma vingança. É possível que a gente se torne tão contaminado, a gente começa a falar: "Olha, a pessoa me feriu; o fulano me prejudicou; o deutarno me injustificou; o ciclano me abusou". Só que se você for ver lá no fundo, no fundo, no fundo… mas se você for muito sincero, muito vulnerável, muito transparente e permitir com que o Espírito Santo venha a sondar o teu coração, você vai encontrar um lugar que fala: "Deus, o Senhor fez isso; o Senhor me feriu; o Senhor me injustiça; o Senhor faz…" Eu sei que é difícil a gente admitir isso, mas muitos de nós passamos por um lugar aonde a gente fala: "Pessoas…" Mas lá no fundo tem uma raiz de amargura que tá falando: "Foi Deus". E você carrega aquilo, e você enxerga no pecado, na imoralidade, na apostasia uma maneira de você, entre aspas, dar um coice e um golpe em Deus, quando no fundo a única pessoa sendo ferida é você. Eu tava nesse lugar; uma outra pessoa que estava nesse lugar se encontra lá em Rute. Abre lá comigo no livro de Rute. Noemi era uma mulher casada com Elimeleque. Esse casal sai da casa do pão, Belém, e na ausência do pão, numa fome, vão para Moabe procurar alimento. Lá em Moabe, seus filhos crescem, seus filhos casam, e mais tarde Elimeleque e Rute se tornam viúvas; mais tarde ainda, seus dois filhos morrem. Rute, então, só tem agora suas noras; suas noras são moabitas; elas não são nem do povo de Deus, o povo de Israel. Ela olha e fala para elas assim: "Ó, volte para o seu povo, volte para sua casa, tenta recomeçar tua vida". Uma fala: "Tá bom, eu vou." Órfã agora. A outra, Rute, fala: "Eu não vou; eu não te largo; para onde a senhora for, eu vou contigo". Então ela fala: "Então vamos voltar para minha terra". E ao voltar para a terra dela, ela tá voltando sem marido, ela tá voltando sem os seus dois filhos, ela tá voltando sem a nova… ela tá voltando sem nenhuma posse; ela tá literalmente, literalmente voltando de mãos abanando. E quando ela chega naquele lugar, ela tá começando a ser reconhecida pelo povo; eles estão falando: "Noemi? É Noemi? Será que não é Noemi?" Olha só o versículo 20 de Rute, capítulo 1: Rute 1:20. Não é me responde.

Não me chame Noemi, melhor que me chame de Mara, pois o Todo-Poderoso tornou minha vida muito amarga. Sabe o que eu tô dizendo? Olha o meu estado. Deus fez isso comigo; eu sou amarga. Deus fez isso comigo. Eu sei que é difícil a gente chegar nesse lugar, mas, infelizmente, muitos de nós temos a mesma atitude. A gente olha para as circunstâncias: as mortes, os fracassos, as tragédias. Se a gente for bem sincero, lá no fundo existe uma raizinha que fala: “Talvez Deus fez isso comigo”.

Eu conversava com um jovem hoje – ele não é tão jovem, mas essa conversa foi lá atrás – ele começou a contar um pouco da história dele, uma história muito triste. É uma história de abuso, uma história de abandono, de rejeição, uma história de injustiça, de muitos traumas. Ele tá abrindo a vida dele, conversando comigo; e quando eu falo o que eu vou falar, de maneira alguma, de maneira alguma eu quero soar insensível, uma pessoa sem empatia ou sem compaixão. Mas naquele momento, como o aconselhador e ele uma pessoa recebendo conselho meu, eu era boca de Deus, eu tinha que falar a verdade. E na conversa, ele expressa: “Tô ressentido com Deus”. Mas por quê está ressentido com Deus? “Porque Deus fez isso”. Falei: “Isso é uma mentira”. Eu me compadeço com teu sentimento, mas isso é uma mentira. Ele chorava. Fala: “Deus fez isso comigo”. Só que ama Jesus, usado por Deus. Parece que quando você chega naquele lugar profundo, algumas coisas começam a sair, sabe? Ele chorava até: “Deus fez isso comigo”. “Foi Deus? Não fez isso com você. Isso é uma mentira do diabo. Essa mentira tá te mantendo preso”. “Fosse Deus, não fez isso comigo”. Então, Deus poderia ter impedido deles me tocarem; Deus poderia ter impedido deles me espancarem; Deus poderia ter impedido da tragédia ter chegado na minha casa; Deus poderia ter impedido… E ele começar a citar aquilo que Deus poderia ter feito. Já que Deus não fez o que é que Deus deixou de fazer? Ele falou assim: “Até o Deus não é soberano”. E na hora que ele falou assim, “Isso é uma mentira”, porque muitas vezes nós pensamos que ser soberano, o que Deus é, é alguém que vai sobrepujar o teu livre-arbítrio. E Deus, claro, ele não vai contra sua natureza. Quando ele fala: “Eu dou a terra aos homens”, a jurisdição da terra são os homens. Eu falei: “Deus é soberano, ele é o juiz supremo do mundo, ele é o juiz supremo de todo o universo, mas ele não vai contra sua própria natureza quando ele entrega algo. Os dons dele são revogáveis. Quando ele diz algo, a palavra dele não volta vazia. Ele nos deu autoridade sobre essa terra, ele nos deu o livre-arbítrio”. E eu falava assim para ele: “Nós bagunçamos tudo; nós, com o nosso livre-arbítrio, tomamos as decisões erradas. Isso aqui, esse mundo falido, nós causamos isso; esse ecossistema tóxico, nós escolhemos isso”. Mas ele tá aqui, ele pode transformar essa amargura em algo bom; ele não desperdiça nada. Ele chorava, ele chorava. Foi um processo de cura.

Quando eu olho para Êxodo 15, eu vejo algo que o Senhor, desde o Antigo Testamento, já apontava: a seca, o remédio, a vacina, a raiz de amargura. Êxodo 15: o que acontece é que o povo de Israel, eles atravessam o Mar Vermelho. Agora imagina Moisés com 3 milhões de pessoas, uma massa gigante atravessando o Mar Vermelho. Eles entram no deserto de Sur, ficam três dias sem água. O povo tá morrendo de sede, tá despencando, desmaiando, desidratado; eles mal e mal conseguem andar. Eles avistam uma fonte. A Bíblia fala no versículo 22 de Êxodo 15 que era a fonte de Mara. Eu não me chamo Mara lá, é porque as águas eram amargas. E o povo sai correndo para beber, e correndo começa a beber. É uma água amarga! Eles começam a reclamar: “Moisés, nem água a gente consegue? Essa água aqui não presta! Aqui é algo amargo!” E daí eles estão queixando-se com Moisés. Moisés olha para Deus e fala: “Deus, o que que o Senhor quer que eu faça?” E Deus fala para Moisés em Êxodo 15: “Olha para aquela árvore”. Você lembra desse texto? Fala: “Pega aquela árvore e joga na água”. Tem uma outra versão que diz: “Madeira; pega madeira e joga na água”. Independente de qual for a tua versão, ele joga aquela árvore na água; imediatamente aquela água que era amarga começa a se tornar doce, e o povo começa a beber daquela água doce. Eu creio que desde então o Senhor já está apontando lá no Antigo Testamento para o remédio, para o agente de transformação da tua amargura: é a árvore da vida, que se chama Jesus. E se você tem na tua versão o madeiro, foi no madeiro que ele leva sobre si os seus pecados, os meus pecados; o sangue é vertido. E quando a cruz do Calvário entra na tua água amarga, quando a Árvore da Vida entra na tua água amarga, ele transforma a tua amargura em água doce. Eu falava: “É a única maneira de você enxergar isso”. [Aplausos] [Música] E finalmente, a raiz de amargura. Ela deprime; a amargura é uma das principais razões para depressão.

Agora você começa a imaginar o que tá acontecendo com esse homem, Esaú. Olha só o que diz se a gente termina o nosso texto chave com isso, versículo 16, Hebreus 12: “Que não haja nenhum imoral, profano, como Esaú, que por uma única refeição vendeu os seus direitos de herança como filho mais velho”. E como vocês sabem, posteriormente, quando ele quis herdar a benção, ele foi rejeitado e não teve como alterar a sua decisão, embora buscasse a benção com lágrimas. Eu pessoalmente creio que se ele tivesse tido um arrependimento genuíno, Deus poderia restaurar a benção para ele; só que eu acho que também tem algo no coração de Esaú que você enxerga que pessoas com raiz de amargura têm dificuldade de se perdoar. Imagina que o resto da vida exaltando como é que eu fui abrir mão da minha primogenitura! A dificuldade dele conseguir se perdoar! Ele chorava lágrimas. Existe uma diferença entre você chorar lágrimas de arrependimento e você chorar lágrimas de sentimento. Um pastor uma vez me contou uma história que eu não sei se é uma história verídica ou só uma história, mas é uma história. Ele me contou sobre um homem que ganhou um presente: ele ganhou um presente de um ingresso de volta ao mundo. Você ouviu falar desse tipo de ingresso? Você paga um preço, normalmente uns 15 a 20 mil dólares, você tem um ingresso de volta ao mundo e você tem um ano para você usufruir desse ingresso. Você escolhe seus destinos de acordo com a ironia na qual você compra, e você consegue fazer essa volta ao mundo. Então esse homem, ele ganhou não só o bilhete aéreo para ele fazer a volta ao mundo, mas ele ganhou todos os hotéis pagos, ele ganhou também todas as refeições. Então, quem gostaria de receber um presente desse? Glória a Deus! Esse homem, um fiel dizimista, recebeu; Deus honrou esse cara! Tá tão feliz da vida! Ele tá tipo… Ele contou para a família inteira; todo mundo sabia disso. Ele foi para o trabalho dele, pediu férias: “Eu preciso aqui de algumas semanas, eu vou fazer essa viagem”. Ele se preparou, ele fez a pesquisa, ele leu, ele escolheu os destinos. Ele sabe, o cara tá empolgadão para a viagem que nem aconteceu! Tá antecipando aquela viagem que você tanto sonhou fazer; você sabe todos os detalhes aonde você quer ir. Ele sabia exatamente: “Quando eu pousar isso aí, desembarcar, eu vou ver isso, vem aqui!”. Ele tá pronto para essa viagem de volta ao mundo. Chega o dia da viagem, ele vai para o aeroporto, faz o check-in, passa pelo raio-x, vai lá pro portão de embarque. Quando ele chega lá, tem a gente da aerolinha e fala assim, ó: “O seguinte, o teu voo atrasou; atrasou 2 horas”. Então, como assim atrasou 2 horas? Você espera que você vai ter que esperar umas 2 horas sem conseguir entrar no voo dele. Olha, ela falou assim, ó: “Sabe esse povo todo aqui? Tá sentado, todo mundo tá no mesmo voo. Então senta aí, espera que daqui a pouco a gente vai chamar vocês”. Mas umas 2 horas aí… Ah, mas ele tá tão feliz, ele tá nem aí! Ele senta lá, tá feliz, tá esperando; daqui a pouco 2 horas vai passar, ele vai entrar naquele avião para a viagem dos sonhos dele. Ele tá lá, e depois de uma hora a barriga dele começa a roncar; ele tá com fome. Ele olha lá no aeroporto, lá embaixo, naquele corredor, tem um restaurante que ele reconhece como o restaurante preferido dele; os caras têm um restaurante aqui. Ele olha e fala assim: “Daqui uma hora acho que dá tempo”. Ele levanta e sai correndo, vai para o restaurante. Ele sabe exatamente o que ele quer: tem um filé que é o prato preferido dele naquele restaurante. Ele senta, pede o cardápio, confirma: “É isso mesmo que eu quero”. Faz o pedido para o garçom; o garçom fala: “Já tô trazendo para você”. Ele senta, ele tá empolgado porque ele vai hoje comer a refeição preferida dele e entrar na viagem dos sonhos dele. E ele tá antecipando essa combinação; é incrível! É o céu na terra! E ele tá lá, e de repente o garçom vem: “E a cena… e o meu prato?”. Ah, não, deu uma atrasada na cozinha, mas daqui a pouco tá chegando. Mas tá chegando, tá atrasado um pouquinho, mas tudo bem. Ele tá esperando, e atrasou um pouco, mas finalmente chegou o prato. Ele começa a degustar da comida, comentar: “Uma delícia! É incrível!”. Ele tava todo envolvido na refeição dele; ele já pede a conta; a conta vem, ele paga a conta, ele pega a mochila dele, tá saindo, e aí quando ele pisa para fora do restaurante, ele olha o portão: ninguém lá! Se você já experimentou isso, você sabe que eu tô falando: é como se teu estômago descesse aqui uns 3, 4 cm. Ele sai correndo: “Cadê?”. Ele não tinha escutado, em meio à refeição deliciosa dele, a última chamada; o avião foi embora. Essa é a história de Esaú. Esaú é aquele que abriu mão de algo tão valioso e duradouro por um prazer momentâneo; a história do homem que se contenta com o bife que ele mais gosta de comer e abrir mão de uma viagem dos sonhos dele. A pessoa que passa por isso tem uma dificuldade em se perdoar. Esaú tinha uma dificuldade em se perdoar; tinha algo que foi a raiz de amargura com ele mesmo que leva ele para um lugar deprimente, um lugar de depressão. Esaú tá nesse lugar. Abre comigo em Deuteronômio 29; eu termino com isso aqui enquanto você abre aí para eu ter o nome. 29: você vai perceber que Deuteronômio 28 é o capítulo das bençãos e das maldições. Você lembra desse capítulo? Se você fizer isso, fizer aquilo, você será abençoado na cidade, você é abençoado no campo; agora se você não fizer isso, não fizer aquilo, você vai ser amaldiçoado na cidade, você é amaldiçoado no campo. Bendita você na tua entrada, bendito é você na tua saída, se você fizer isso… Você lembra desse texto? E vai, e vai na lista, e vai, Alice, vai, Alice, vai na lista. Então deu um contraste: as bençãos que são as recompensas da obediência, e você tem as maldições que são as consequências das desobediências. Então Deus está trazendo isso para o povo de Israel, porque o povo de Israel está prestes a entrar na Terra Prometida, e Deus está tentando lembrar Israel: “Ó, deixa eu lembrar vocês aqui, isso aqui é como nós vamos funcionar. Tá bom? Então você faz isso, eu te abençoo; você não fizer isso, eu vou ter que trazer consequência. Você faz isso, eu te abençoo; se você fizer isso, te trago consequência”. E daí ele chega no 29, tem algumas últimas recomendações antes de você entrar na tua promessa. Quantos de vocês creem que Deus tem uma promessa para se cumprir na tua vida? O Senhor tá falando antes de você entrar na tua promessa, o Senhor tá falando antes da profecia se cumprir, antes da minha palavra se concretizar na tua vida; algumas recomendações de Israel. Ele diz no versículo 18 de Deuteronômio 29: “Cuidem que não haja entre vocês nenhum homem ou mulher, clã ou tribo, cujo coração se afaste do Senhor, o nosso Deus, para adorar os deuses daquelas nações”. Fala comigo: idolatria! Fala: “Não afasta o teu coração de mim! Não dê o teu coração para ídolos!”. E cuide, versículo 18, finalzinho: “Para que não haja no meio de vocês nenhuma raiz que produz esse veneno amargo”. Ele fala: “Cuida para que você não tenha uma raiz de amargura”. Quantos aqui têm na tua versão desse versículo 18, em vez de veneno amargo, absinto? Levanta a mão. Você tem absinto? Tá… Algumas versões dizem absinto. É uma composição química que te leva à morte. Cuida para que a raiz de amargura não te leve para um lugar de morte. Você vai… você tá prestes a entrar na tua promessa. Então… “Mas eu já sou convertido, eu sou batizado, eu sou bazar no Espírito Santo, orelhinho, jejum, me move nos dons, já fiz cura, já fez libertação, vocês querem de maldição? Cuida para que não haja uma raiz de amargura que te leva à morte hoje!”. Como o Zion, nós temos ministrado essa palavra ao longo dos cinco… Eu creio que como igreja o Senhor está nos levando a um lugar aonde ele quer nos empurrar para dentro de certas promessas. Você acredita nisso? Mas antes dele nos pôr para dentro de certas promessas, ele tá falando: “Vamos lidar com essa raiz de amargura”. E raiz de amargura mais do que só ressentimento, é mais do que só falta de perdão. Você tá falando assim: “Olha essa raiz de amargura aqui…” Se você fizer oração como o salmista fez: “Sonda-me, conhece-me e veja se há em mim algum caminho mal, e guia-me pelas tuas veredas; mostra-me os teus caminhos, os teus caminhos de justiça, de verdade; mostra-me”. Se você puder se posicionar na mesa de cirurgia do doutor Espírito Santo e permitir com que ele venha com o bisturi dele, camada pós camada, camada pós camada, chega lá no fundo: “Fala, Deus, me perdoa a raiz de amargura que me levou ao engano, contaminou o meu julgamento, que me leva a uma depressão, há uma falta de perdão comigo mesmo”. Eu creio que o Senhor está arrancando raízes de amargura da nossa igreja. Amém. Os testemunhos estão chegando ao longo do dia; incrível ver o que o Espírito Santo está fazendo! E deixa eu te falar porque isso é algo que a gente pode falar no último culto. Ao longo dos outros quatro cultos, muitas pessoas receberam um liberar da raiz de amargura instantaneamente. Pessoas falam: “Foi arrancado de mim!”. Outros começaram a falar: “Até eu nunca pensei que eu tinha uma raiz de amargura, e agora tô debaixo de uma convicção do Espírito Santo”. Eu tenho falado: alguns vão passar por um processo; é um processo aonde o Espírito Santo vai estar ao teu lado durante esses momentos. Talvez são dias adiante, talvez são semanas adiante; eu não sei quanto tempo, mas eu quero te encorajar: você encarar o processo. Eu quero te encorajar: você permitir com que o Espírito Santo venha para o lugar profundo para começar tudo que tem de amargura, de absinto, dentro dos nossos corações; porque o Senhor quer que você entre na Terra Prometida, pronto para viver a plenitude daquilo que Ele te chamou para viver. Faz sentido? E às vezes é um momento que você vai estar sozinho em casa; Espírito Santo vem a convicção, e você vai permitir com que ele venha; você vai ficar lá chorando, mas ele tá tratando algo dentro de você. É uma cirurgia que o Espírito Santo está fazendo no teu coração; permita! Seja hoje no instante, seja hoje o início de um processo; permita o Espírito Santo. É por isso que nós oramos, a maneira como nós oramos no início da mensagem, dando permissão e liberdade ao Espírito Santo agir. Então fica de pé onde você tá; eu quero orar por você hoje. [Música] Feche seus olhos, abra sua mão como se tivesse recebendo do Senhor. E você que está nos assistindo mesmo aí na tua casa, você pode fazer isso; a mesma atmosfera, mesmo a unção que quebra o jogo que tá aqui está aí aonde você tá aí do outro lado da tela. [Música] Eu vou orar por você; você só receba e deixa o Espírito Santo… Senhor Deus Pai, nosso, te agradecemos pelo teu amor, nós te agradecemos pela tua bondade, Pai. Eu te agradeço pela tua fidelidade. A tua palavra diz que as tuas misericórdias se renovam por nós a cada manhã. Nós precisamos, Pai, diariamente da tua misericórdia, da tua graça. Hoje nós não nos apoiamos em nós mesmos, nós nos apoiamos em Ti; nós dependemos de Ti. E eu peço agora, Espírito Santo de Deus, que o Senhor traga a tua convicção, abra os nossos olhos, o Espírito Santo de Deus, fala ao nosso coração, Pai. Se existem raízes de amargura que têm gerado engano, hoje nós queremos nos livrar disso. Vai, se existem raízes de amargura que têm nos contaminado, hoje, Pai, nós queremos ser purificados. Pai, se existem raízes de amargura que têm nos posto no lugar onde nós não conseguimos nem nos perdoar, num lugar de depressão que não consegue mais enxergar a esperança, hoje, Pai, nós queremos nos livrar de toda desesperança. [Música] Nós reconhecemos que o Senhor pode transformar tudo; nós reconhecemos que o Senhor nunca desperdiça nada. Hoje, por favor, arranca de nós toda raiz de amargura; permita com que o Senhor comece a trabalhar no teu coração agora. [Música] Vou pedir para a equipe de ministração já vir aqui à frente, aonde você tiver, erga suas mãos. Eu quero orar uma benção sobre o Zion, Pai. Eu quero agradecer pelas… Hoje eu agradeço por toda a família representada aqui hoje. Senhor Deus, eu agradeço por cada casamento, cada família representada nesse lugar, e eu peço agora a tua benção. Eu sei que nós estamos entrando nesse processo como igreja, e eu peço agora, Pai, que como igreja o Senhor venha hoje nos levar para mais perto de Ti. Hoje, arranca de nós, Pai, toda raiz de amargura. Eu declaro a tua graça, o teu favor, o teu rosto resplandecendo sobre a igreja. A tua palavra diz que os teus anjos acampam ao redor daqueles que o temem, Pai. Nós somos um povo temente a Ti; acampa teus anjos ao redor de nós, nos cubra hoje, Senhor Deus, com teu sangue, da cabeça aos pés. Cerca-nos hoje, e nossas propriedades, e nossos entes queridos, e nossos familiares agora com muro de fogo; nos proteja, nos leva essa semana. Eu peço, proporciona para nós momentos de intimidade na tua presença, proporciona para nós momentos em que o teu abraço é palpável, o teu consolo, o teu conforto é mais do que real. Eu oro e peço isso nessa semana que antecede o Domingo de Páscoa, que, Pai, nós venhamos estar nesse foco, nesse espírito, com os olhos fitos em Ti. É isso que eu oro agora, em nome de Jesus, amém. Se você tá aqui hoje, você fala assim: “Até eu preciso confessar algo, eu preciso falar, eu preciso orar”. Talvez o Espírito Santo tenha começado um processo desse liberar de raiz de amargura com você. Agora eu vou pedir para você vir para frente, acha alguém aqui da equipe; eles vão orar por você. E se você fala: “Eu já recebi tudo que tinha que receber”, que Deus te abençoe! Medite no Senhor essa semana; uma semana importante para nós, discípulos de Cristo, antecede a Páscoa, e nos vemos no Domingo de Páscoa. Deus te abençoe.