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Olá, pessoal. Sejam muito bem-vindos, sejam muito bem-vindas. É um prazer estar com vocês aqui, para quem não me conhece. Prazer. E muito bem, vamos então começar o nosso conteúdo de hoje.
Para começar, eu queria saber um pouquinho de vocês, de onde vocês estão falando. Ah, alguém também falou que aqui já é meia-noite. Aqui na Inglaterra também já passa da meia-noite, mas no Brasil são 8:15, né? Muito bem. Tem gente do Rio de Janeiro. Contagem, Minas Gerais. Ceará, tem alguém dos Estados Unidos aqui. Boa noite, seja muito bem-vindo. Salvador, Americana, Mossoró, tem um aluno muito querido de Mossoró, Aracaju, Maranhão, Angola, Piauí. Uau, quanta gente.
Bom, então para quem tá chegando agora, já se inscrevam aqui no meu canal, já deixem um like nesse vídeo. Tô me sentindo youtuber agora. E muito bem, sejam bem-vindos e sejam muito bem-vindas. Vamos então. Ã, e aí eu gostaria de passar alguns recadinhos no final. Primeiramente a gente vai falar sobre os nossos prêmios, né, a premiação. Ã, no finalzinho da live eu quero falar sobre isso, sobre as regras da premiação, os bônus para quem tá concorrendo a a à bolsa, né, e também aos livros e também sobre os certificados, certo? Então, para não tomar muito o nosso início, a gente no finalzinho fala sobre isso. Vou deixar alguns recadinhos aqui super importantes, OK? Então, sejam muito bem-vindos e muito bem-vindas aqui.
E aí, pra gente já começar, né, por que que a gente tá aqui? Por que que eu formulei esse curso? Bom, então, né, há algum tempo eu venho me manifestando, isso é o manifesto dos meus cursos e também enquanto divulgadora científica nas redes sociais, eu falo bastante sobre isso, sobre como nossa prática, nós que somos psicólogos, psicólogas, estudantes de psicologia, né, ah, como nossa prática vem sendo também psiquiatras, mas como nossa prática vem sendo sistematicamente invadida por outras áreas que não são científicas. Então esse é um curso apenas para psicólogos, ã, futuros psicólogos, no caso estudantes de psicologia e também psiquiatras. Então isso é um manifesto, né? E quem tá comigo nisso, quem também concorda com isso, escreva aqui no chat: "Terapeuta não é psicólogo, certo?"
Então, na nossa área, ela vem sendo sistematicamente, né, progressivamente invadida por vários profissionais, né? Contador, advogado, dentista, que vão lá e fazem um curso de terapia, né? e se propõem a tratar ali pacientes com n problemas, desde pacientes profundamente traumatizados, pacientes deprimidos, pacientes comção ah de suicida, né, e tudo mais. E na verdade, né, a gente enquanto psicólogo, enquanto médico, enquanto futuro profissional dessa área, tudo que a gente mais tem tentado fazer, né, quem tá comprometido realmente com a ciência, é de fato se preocupar com isso, olhar para isso, né, ã, e chamar, né, de volta as pessoas para atenção pro fato, tanto pra regulamentação da nossa prática e também pro fato do compromisso com uma prática científica, né? Então esse é o nosso primeiro passo.
Ah, e além disso, nós também estamos aqui porque psicólogos mal qualificados, psicólogos que não estão ou atualizado ou atualizados ou que não dominam de fato todas as habilidades essenciais pra clínica que a gente vai passar em todas as aulas, né, uma uma, eles fazem mal e duas vezes. Primeiramente pro paciente, né, por motivos bem óbvios, se eu não estou de fato ah atualizada, se eu não domino tudo aquilo que é necessário para uma prática clínica de qualidade, é evidente que eu tô gerando mal pro meu paciente, né? Eh, eu tô deixando a paciente ali, né? Talvez sem ter todo o sucesso, todo o resultado, toda a efetividade que seria possível. E também, né, um psicólogo que não tá devidamente qualificado, atualizado, ele faz mal para si na medida em que, poxa, eh, eu me sinto frustrado porque dia após dia eu vou pro consultório, eu me sento ali com o paciente e eu não tenho tanto resultado quanto eu poderia, tanto quanto os meus colegas. Então, eu me sinto inseguro, eu me sinto incapaz, eu me sinto insuficiente. Então eu espero que com esse curso, né, com esse treinamento intensivo que possivelmente pela última vez estará disponível nesse formato gratuito, né, e com certificado, a gente possa superar isso.
E aí, para quem tá comigo nessa, né, eu queria que vocês também entendessem, né, que é um compromisso, né, eh, existe hoje uma métrica muito interessante. Vejam só, atenção, hein? Veja se você se enquadra nisso. Reflexão pra vida, pessoal. Mas existe uma métrica. Ah, eu, né, como diretora de um curso de pós-graduação e formação, bem sei disso, mas essa métrica diz que muitas pessoas quando compram um curso ou quando se inscrevem, matriculam numa pós, numa formação, o simples ato de ir lá e fazer sua inscrição, nossa, né? Tirou um peso das minhas costas. Aquele probleminha que eu tinha ali, que eu comprei, né, que eu que eu tinha na hora que me fez tomar a decisão de me matricular naquele curso. Nossa, agora tá resolvido. E aí que tá, muitas pessoas se inscrevem, né, em vários cursos e essa sensação de ufa, de alívio faz com que elas não vão até o fim. É como se o mera, a mera inscrição, a mera matrícula fizesse com que essas pessoas já se sentissem realizadas, né? Eh, então não, né? Eu realmente quero tá falando nesse treinamento intensivo. É meia meia-noite aqui, são 8 horas no Brasil, tá tarde, né? E eu realmente quero tá aqui com pessoas que estão realmente comprometidas, com psicólogos, com futuros psicólogos que de fato estão dispostos a se comprometer com uma prática clínica de excelência e baseada em evidências. E não somente com alguém que tá aqui buscando certificado grátis, com alguém que, ah, já me inscrevi, então já me sinto tranquilo, já tô atualizado. Não, né? Para você de fato hã vencer qualquer motivo que te trouxe até aqui, seja uma insegurança, seja o desejo de ser melhor em alguma coisa, você precisa estar em todas as aulas. Não adianta você assistir uma eu, tá tudo certo, ou nenhuma, né? Você apenas se inscrever, se matricular, não vai gerar nenhum tipo de mudança, né? E a gente tá aqui justamente para lidar com cada um desses pontos, né?
Ã, eu como psicóloga conheço as dores de vocês, né? Eh, talvez você tenha uma ou outra dessas dores aqui, aquela sensação de que a graduação não preparou a gente suficiente. Eh, eu tô atendendo um paciente e eu ainda tenho muita dúvida, né? Poxa, qual que será a melhor técnica ou melhor tratamento? Ou às vezes a gente se depara com um paciente que não evolui, né? Que que eu faço com essa pessoa? Ou às vezes também a própria sensação de pouco retorno financeiro. Poxa, eu me dedico, eu estudo, por que que não vai pra frente? O que que falta, né? Porque que os pacientes eles até chegam no meu consultório, mas eles não ficam. Eu tenho tenho sempre que estar buscando novos pacientes pro meu consultório ser sustentável ou porque meus pacientes não me geram indicação, né? Eh, e também pra gente conseguir lidar, manejar tudo isso que o psicólogo passa, como eu talvez não saiba o suficiente para clinicar, será que eu tô realmente ajudando essa pessoa? Será que meu conhecimento tá defasado? Então, ah, como eu disse, para vocês é insuficiente apenas se inscrever. Então, para quem tiver até o fim nessa, eh, da primeira até a última aula, eu vou estar aqui com vocês, né? Eu tenho certezas que vocês são pessoas diferenciadas, são profissionais e futuros psicólogos diferenciados, porque estarão do início ao fim, não vieram aqui só para cumprir minha obrigação, me inscrevi, tá bom? Ou: "Ah, vou numa aula, peguei meu certificado." Então, é com vocês que eu vou falar, com vocês que são psicólogos de excelência, que tm compromisso com uma prática de qualidade e com vocês mesmos, certo?
Bom, e ao final desse curso, então, né, como eu disse, não é uma aula, é um curso completo. Cada uma das aulas, elas têm uma sequência, né? É como se fosse um jogo de liga os pontos, né? O ponto um se liga no outro e no outro e no final forma uma única coisa, uma única imagem. Então, para quem passar por todas essas aulas, né, não pular nenhuma, ao final dele, né, ele esse curso foi desenhado, esse treinamento foi projetado para que você saiba de fato qual o melhor tratamento para cada paciente, para cada transtorno mental. Você vai saber como cada TCC, né, como cada tratamento baseado em evidência e ou empiricamente sustentado funciona e como que você vai tratar aquele paciente. Você também vai ter novas ferramentas, novas técnicas para atuar no seu consultório, vai tá atualizado, né, em relação às mais atuais intervenções, um pleonasmo aí, eh, e vai ter sido meu aluno, vai também ter o direito a um certificado, né, gerado no final desse treinamento, desde que você cumpra os requisitos, certo? o que eu vou falar no finalzinho e consequentemente você vai ter mais segurança e mais resultados nos seus atendimentos, certo? E aí eu faço essa pergunta para você hoje, psicólogo, psicóloga, todos os seus casos evoluem como você gostaria? Bom, eu tenho certeza que a partir do momento que você aplicar essas ferramentas que a gente vai ver aula aula após aula, a gente pode talvez ter uma nova resposta para isso, certo?
Bom, e aí então, né, ã, para compartilhar um pouquinho mais com vocês, para quem não me conhece, quem sou eu, né? Então, eu sou Anelisa Vaz ou Dra. Anivaz, né, como muitos me conhecem. Eu fiz meu mestrado e meu doutorado na Universidade de São Paulo, a USP. Também fiz pós-graduação na Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto, a FAMERp. Sou autora desse livro aqui, né, que é o Terapia Cognitivo comportamental na síndrome de Burnout, da editora Sinopses, no qual eu tenho alguns colegas bastante famosos, inclusive o próprio Steven Reis tem um capítulo escrito aqui no meu livro, certo? Ah, também tenho formação em ACT pelos nos Estados Unidos. Hus Harris, para quem não conhece, é uma das maiores referências em ACT no mundo. Também me fiz minha formação, tive treinamento intensivo em terapia comportamental dialética na DBT pelo próprio behavioral tech, né, nos Estados Unidos também, que é o Instituto da Criadora da própria teoria, da própria DBT, a Marshallinen, né? Então eu tive esse privilégio, essa satisfação. E também tenho formação em terapia do esquema. Ã, mais recentemente, tá até desatualizada, né? Ahã. Eu também tive formação treinamento intensivo em neurociências aqui na Inglaterra. Para quem não sabe, eu também moro na Inglaterra e me formei há pouco tempo, né? Tive minha formação, meu diploma em neurociências pela Universidade de Oxford, pela Oxford University daqui e também tive um outro certificado aqui, né, no caso de psicoatologia ou transtornos mentais também pela Universidade aqui de Oxford. Bom, e fora isso, tenho mais de 10 anos de atuação na área clínica como docente. Já fui professora em diversos cursos de pós-graduação, até que eu fundei, né, a primeira pós-graduação do Brasil em psicologia baseada em evidências que realmente formam o aluno em TCC clássica, psicopatologia, DBT, ACT e TE, certo? Ah, e sua autora também de diversos capítulos de livros, diversos artigos e também já trabalhei como revisora de periódico científico, né? No caso, a revista Brasileira de Terapias Cognitivas. Então, já fiz bastante coisa na área, certo? Também sou noiva do Eduardo, tenho essa coisinha fofa aqui, essa cachorrinha que é a Melissa, que de vez em quando aparece nas minhas redes sociais. Eh, sou hoje uma nômade digital, então eu moro na Inglaterra, mas viajo bastante. Às vezes os meus alunos estão comigo, sei lá, nos lugares mais initados aqui da Europa. Estou trabalhando na Estônia, na Finlândia, em Paris, em n possibilidades. Bom, e é um prazer compartilhar um pouquinho de tudo isso que eu carrego, de tudo isso que eu aprendi, né, desde a Universidade de São Paulo até a Universidade de Oxford. Bom, também já formei, tá um pouquinho desatualizado esse card aqui, esse slide. Já formei atualmente quase 3.000 alunos, né? Já passaram pelos meus cursos, tanto a formação quanto a pós. Eh, e ao longo dos próximos dias, não agora, né? A gente não tá aqui para falar de curso agora, desse desse outro curso agora, eu vou contar um pouquinho mais sobre esses outros cursos, sobre os meus cursos para quem quiser se tornar aluno, certo? Mas vamos ao que interessa, vamos ao que importa agora.
E aí, pessoal, para quem tá chegando agora, bom, eu gosto bastante de conversar e vocês vão notar que eu faço pergunta a aula inteira, certo? Infelizmente hoje vocês não estão aqui dentro do Zoom comigo, mas vocês têm no chat aqui no YouTube e vocês podem me mandar a qualquer momento. Então, eu vou estar sempre lendo as respostas de vocês, eu vou estar sempre interagindo com vocês. Minhas perguntas não são retóricas, certo? Eu conto com a participação de vocês, OK? E aí, a primeira pergunta que eu gostaria de fazer para vocês, psicólogos e psicólogas, é como você escolheu ou pretende escolher, caso você seja estudante, a sua abordagem teórica? Comenta aqui no chat, eu gostaria de saber. E aí você pensou em quê? Quando você escolheu sua abordagem na psicologia? Como te orientaram fizer essa escolha? Alguém falou: "Ainda não escolhi, tô estudando." Obrigada. Voz tranquila. Fica feliz. Muito bem. Minha abordagem é mais completa. Sou no sexto período. Me identifiquei com a TCC. TCC. A escolha que me fez mais sentido depende do público. Muito bem.
Então, vejam só, né? Talvez a experiência de vocês tenha ou não sido parecida com a minha. Quando eu tava na graduação, eu escutei o seguinte, né? Ah, você tem que escolher sua abordagem de acordo com aquilo que você se identifica, que você que você se identifica mais, né? Então, de fato, na graduação em psicologia, dizem pra gente escolher a nossa abordagem teórica de acordo com aquilo que a gente gosta mais, aquela abordagem que encaixa direitinho na nossa visão de mundo, na nossa visão filosófica, ou aquela abordagem que a gente acha que tem uma leitura mais bonita da psicologia de homem, certo? Mas aí que tá. Quando a gente recebe esse tipo de conselho, de orientação, a gente perde vista a figura central da terapia, o protagonista do da terapia, que é o paciente. Ou seja, o protagonista da terapia, quando eu escuto que eu preciso escolher de acordo com o que eu gosto mais, protagonista nem sequer é lembrado. Então, se a sua experiência foi parecida com a minha, eu aposto que ninguém na verdade falou para você: "Olha, fulaninho, olha fulaninha, você precisa escolher na verdade um tratamento pro seu paciente, que em primeiro lugar é comprovadamente o melhor para tratar ou aliviar o sofrimento dele e não necessariamente aquele tratamento que, nossa, como ele é bacana. como ele é mais bonito.
Vejam só, vou fazer uma outra pergunta para vocês. Bom, pensem aí, né, ou me contem aqui no chat quem é uma das pessoas ou quem são as pessoas mais importantes da sua vida. A pessoa que você realmente ama, se importa, pensa nela. E se essa pessoa que você ama profundamente com quem você se importa tivesse hoje uma doença grave, como quem você escolheria? Você preferiria um médico, a opção A, o médico que te diz: "Olha, essa pessoa, ela tem pouquíssima chance de cura, ela tem pouca chance de sair dessa, mas a ciência, né, quando estudou vários pacientes como essa pessoa que você ama, falou que olha, esse tratamento aqui, ele é o que tem mais chance de cura, ele é o mais que tem eficácia cientificamente comprovada. Essa seria a sua opção ou a sua opção seria, ah, eu vou naquele médico ali porque olha que bonito, minha, a pessoa que eu amo tem pouca chance de cura, mas ele escolhe, escolhe tão bonito, ele escolheu o tratamento que ele acha mais bonito, ele se identifica mais, mesmo que não tenha uma eficácia comprovada, tá? E se essa pessoa que você ama tivesse um transtorno mental grave, se nem fosse psicólogo, nem fosse estudante de psicologia, você preferiria que essa pessoa que tá sofrendo, que tá deprimida, que talvez nem levanta mais da cama, buscasse um psicólogo que atua com melhor tratamento pro caso dessa pessoa, com eficácia cientificamente comprovada, ou aquele psicólogo que escolheu um método, que não tem respaldo científico tão sólido, mas que é tão bonito aquele método. Aos cuidados de quem que você gostaria que essa pessoa tivesse? Tô vendo pessoas respondendo aqui com respaldo científico. Eu amo meus filhos. Escolheria de fato respaldo científico. A Silvia falou com a primeira opção. A Vivi falou o mais eficaz. Perfeito.
Então, vejam só. Então, por que que quando se trata da psicologia é válido que a gente escolha de acordo com o que a gente prefere? Ainda que a ciência tenha mostrado que olha, para esse transtorno mental, para esse paciente, essa melhor evidência, esse é o tratamento que dentre todos os outros é o mais eficaz. E aí eu volto a fazer a pergunta: "A terapia para quem? É para paciente ou é pra gente? Que que vocês acham?
Então, diante disso, né, a psicologia baseada em evidências, a PEB, ela chama a gente justamente paraa ética e para decência. Ela tira a gente dessa visão infantil, né, eh, pleno ano de 2006. Ainda tem faculdade de psicologia que fala: "Siga seu coração, escolha a abordagem que você mais gosta". Pois é, mas quando a gente tá lidando com o paciente, sendo a psicologia uma ciência, qualquer decisão relacionada ao caso de um ser humano, ao caso de um paciente, deveria ser tomada com base no tratamento, que nesse momento, de acordo com a ciência, é o que se mostra melhor, independentemente da minha opinião, do meu gosto pessoal. Então, deveria ser baseada numa prática baseada em evidências, certo?
E o que que é essa tal prática baseada em evidências? O que que é isso? Afinal de contas, vejam só, a PDE ou a prática baseada em evidências, primeiro mito, ela não é sinônimo de uma abordagem teórica, ela não é sinônimo de TCC. A TCC não é dona dela, ela não é dona da TCC, ela é apenas um método de tomada de decisão com base na ciência, certo? E aí então ela vai ser baseada em três grandes pilares para eu exercê-la. Primeiramente, né, a gente vê esse circulozinho, essa bolinhazinha aqui, melhor evidência. Que que isso significa, né? Que o psicólogo, então, quando ele tiver diante de um paciente, diante de um caso clínico, ele não vai escolher de acordo com o que ele acha mais bonito, certo? Ele precisa escolher de o tratamento de acordo com tal melhor nível de evidência. Isso é aquele tratamento que, dentre todas as abordagens teóricas mostrou que é o melhor para aquele paciente. Aquele tratamento que possui mais eficácia, efetividade, segurança. Aquele tratamento que no menor período de tempo consegue aliviar ou tratar o sofrimento do paciente com menor probabilidade dele ter recaídas, né, depois da alta. Bom, e como que eu sei, Anne, qual que é o melhor nível de evidência? Bom, a gente sabe disso através de estudos específicos, né? Recentemente, eu não sei se vocês viram umas polêmicas por aí, né, mas foi dito que quem trabalha com a PBE, né, com a prática baseada em evidências, ã, fala que estudo, estudo qualitativo não serve para nada, que estudo qualitativo não é ciência e na verdade isso não procede. Estudo qualitativo é ciência. Para que que serve então o estudo qualitativo? Tem muitas abordagens que falam: "Ah, a gente tem muitos estudos, mas eles são qualitativos". E o pessoal da PBE aí eles invalidam a gente falando que isso não é ciência. Não, não é verdade. Estudo qualitativo, ele cumpre uma finalidade objetiva. Quando eu quero medir, por exemplo, a qualidade da relação terapêutica, ã, estudar a dimensão da relação terapêutica e outras variáveis, eu vou fazer isso através de uma análise de conteúdo, através de um estudo qualitativo. Mas um único tipo de estudo de fato é capaz de me responder se aquele tratamento funciona ou não. E aí, para isso a gente tem um estudo quantitativo. É como se eu falasse para vocês assim: "Ã, gente, vocês me ajudam a medir essa sala onde eu tô, certo? A gente tem duas opções. A gente pode fazer uma estimativa baseada numa fita métrica, numa trena, onde a gente vai anotar tudo certinho, somar, multiplicar, encontrar a área. Ou opção dois, a gente pode olhar, eh, usar nossos palmo da palma da nossa mão e falar: "Ah, tem tantos palmos, então eu chuto que seja tanto". Qual o melhor método? Evidentemente eu ter um número e uma fórmula precisa, certo? Então, não que eu não possa usar de outras medidas em outras circunstâncias, mas para eu responder se um estudo científico ele funciona ou não, eu preciso, o único que de fato vai responder é de fato o estudo quantitativo do tipo ensaio clínico randomizado, aleatorizado. Como que isso funciona? Como é que eu vejo essa tal melhor evidência? Antes da gente chegar na melhor evidência, né? Que que a gente faz então? Imaginem só que eu quero saber se a terapia da Anne, que eu acabei de inventar agora, ela é melhor que TCC clássica para ansiedade generalizada. Então, o que que eu posso fazer? Bom, eu vou colocar então os vou submeter os participantes à terapia da Anne para ansiedade e a TCC clássica. Depois que os dois grupos receberem intervenção, eu posso então, né, esses grupos vão, essas pessoas vão ser ela nos grupos. Eu não vou definir quem vai para quem para não gerar um viés também. Então, com base nisso, ao final desse estudo, eu posso comparar e ver se de fato qual gerou mais resultado, o a TCC de ane ou a TCC clássica, certo? Ou eu posso submeter alguns grupos a uma lista de espera, comparar com outras intervenções. E no final de tudo isso, dito de uma forma bem simples, eu posso então fazer um ensaio, eu posso então fazer uma revisão sistemática, uma metaanálise, pegando todos os resultados, né, de outras terapias. Então, por exemplo, eh, eu posso pegar um estudo que avaliou a eficácia da TCC clássica para ansiedade, que avaliou a eficácia da Gestalt, avaliou a eficácia disso, disso, disso. E nessa revisão, né, eu vou estudar todos esses artigos, né, ah, e posso então responder, tá? Qual surtiu então mais efeito nessa amostra na população e tudo mais? Então, para eu constatar de fato qual é a melhor nível de evidência, eu preciso de estudos específicos, pessoal. Contar um segredo para vocês. O papel comporta qualquer coisa. Se eu quiser agora escrever um livro falando que a terapia da Anne que eu acabei de inventar funciona, eu posso escrever. Basta encontrar uma editora que publique. Então, quando eu falo de ciência, não basta que aquilo exista num livro, não basta que meu professor da graduação tenha me ensinado. Eu preciso de fato ter a ferramenta certa, OK? E isso são os ensaios clínicos randomizados, as revisões sistemáticas, a as metanálises, né? E tudo isso vai ser organizado numa pirâmide, ela é permeável, né? Eh, lá embaixo, por exemplo, tem opiniões de especialistas, né? Que é o nível mais fraco de evidência e quanto mais para cima, melhor. Certo? Então, eu preciso saber se de fato, dentre todos os tratamentos, todas as comparações que existem, aquele ali se provou melhor. OK?
Bom, no segundo pilar a gente também tem as preferências do paciente. Ai, esse povo da PBL não consideram o paciente a individualidade, gente do céu, né? É cada coisa que a gente escuta de quem não estudou PBE, tendo uma opinião formada sobre PEB. Quem falou isso, menino, né? Então, na verdade, se no primeiro pilar eu tenho a melhor evidência científica disponível, no segundo para praticar PB, tenho as preferências do paciente, certo? Então, imaginem só, eh, que quando a gente tá atendendo alguém, existem valores daquele indivíduo, existem limitações, seja uma limitação emocional, intelectual, eh existem preferências, existem uma visão de mundo, questões culturais, questões n possibilidades, né? Isso também pesa. Vou dar um exemplo para vocês. Se vocês entrarem na seara política, isso não é subpolítica, eu vou ficar bravo com vocês. Brincadeira, não vou não, mas não é subpolítica, certo? Então, assim, um exemplo, né? Eh, há alguns anos, se eu não estou enganada, o presidente Lula, eu sei que ele teve acho que um câncer, né, aqui nessa região, não sei se foi tireide exatamente onde foi. Ah, e aí, né, foi dito a ele, até onde eu li, né, até onde eu me lembro também, que isso foi antigo, que olha, a melhor evidência, o melhor tratamento disponível pro seu caso é XPTO, né, os médicos disseram, mas, né, como consequência você pode perder, né, a qualidade da sua voz ou a sua voz. E aí que tá, né, quem que é ele? Ele é um político. Os políticos, eles precisam em grande medida da sua fala, né? Como é que seria a qualidade de vida dele, como é que seria a carreira dele, né, se ele perdesse a fala. Tão bastante complicado. Então, até onde eu também me lembro, ã, optou-se, né, nesse contexto por não ir para aquele tratamento mais agressivo, que era mais promissor, justamente porque isso impactaria um impacto muito grande na vida, né, desse paciente depois eventualmente da cirurgia, do tratamento. Então, optou-se talvez por uma evidência um pouco mais, algo que tem uma evidência um pouco mais fraca, né, justamente por isso. Então, percebem aqui na PBE, esse pilar ele é essencial. Quem é que é essa pessoa que tá diante de mim, né? Quais são as limitações, quais são as possibilidades, como que é tudo isso para ela, certo?
E por fim, né, a gente também tem o terceiro pilar que é a expertise do profissional. Vejam só, né? Então, se o segundo pilar ele fala pra gente de fato prestar atenção nesse ser humano que tá diante de mim, afinal a gente trabalha com gente. A gente não trabalha com uma plaquinha petre lá no laboratório, certo? Esse outro pilar também me lembra de uma coisa muito importante. Quantos e quantos psicólogos que vão lá e resolvem aplicar uma abordagem teórica completamente nova comprando um livro básico, um livro introdutório. Já vi isso acontecer diversas vezes com a DBT. Olha, DBT é uma abordagem mais complicada, mais complexa. Eu não tenho informação em DBT não, mas eu comprei o livro introdutório e tô indo com o meu paciente. Misericórdia. Tá indo para onde, né? Então, o segundo princípio da PBE, ele lembra a gente que não adianta ter a melhor evidência do mundo. O psicólogo, ele também tem que ter conhecimento, experiência suficiente para executar aquele tratamento. Daí a importância da gente estar sendo atualizado, buscar formação, pós-graduação, da gente entender que o diploma na psicologia não é a linha de chegada, não é tipo quando a gente tá jogando Super Mário, né? Quando a gente jogava o Super Mario, uhu, cheguei na última fase, venceu o browser, acabou, né? Não, diploma não é isso, né? Quando você se forma na psicologia, você tem uma próxima etapa, continuar estudando, se se aprimorar, aprofundar. A graduação não vai te entregar tudo que você precisa para atender. E quando você termina a pós-graduação, a formação, vem mais conhecimento, né? Então, seu diploma é sempre o ponto de chegada para um novo nível de conhecimento. Então, nunca a linha de chegada final, mas o ponto de partida, não é verdade? Então, nesse caso, conta a formação na área, na abordagem, no tratamento, especializações, cursos, supervisão, anos de prática também, certo? Então, na clínica a gente tá lidando com gente, né? E aí, de qualquer forma a PBE ela vai chamar a gente para olhar pro ser humano também, certo?
Como eu disse para vocês, para quem quer terapia, para ajudar o meu paciente, para fazer da vida da vida das pessoas que batem na nossa porta tornar essas vidas melhores, tornar tornar a vida dessas pessoas melhor, ou para atender o meu ego, a minha preferência. Ah, mas eu gosto mais disso, mesmo que não funcione, certo? Então, a PBE ela convida a gente para uma prática mais ética, mais decente, na qual eu me sinto mais segura, porque o que eu sei que tá que eu estou aplicando tem uma grande chance de funcionar. E não é nada ético e nem decente eu fosse o contrário. Eu oferecer pro meu paciente um tratamento com desfecho clínico imprevisível, ruim, um tratamento mais demorado. Por que que eu faria isso? Uma pessoa que tá sofrendo simplesmente porque eu gosto mais dessa abordagem.
Bom, e aí como última provocação, eu gostaria de lembrar isso. No Brasil a gente adora brigar por abordagem teórica. A gente defende elas como se fosse a nossa religião, o nosso time de futebol, como se fosse político, né? Mas na ciência a gente não tem teoria de estimação. A ciência ela muda, né? E que bom que se ela não mudasse a gente não teria descobertas e resultados. A gente estava tratando até hoje tudo com sangue e suga, né, na medicina, por exemplo. E vejam só, até eles mudaram de abordagem. Vocês conhecem eles? Então, Freud, ele começou com interesse da neurologia e ele fundou depois a psicanálise. Víor Frankio, originalmente, ele começou pela psicanálise, foi influenciado fortemente por ela, rompeu com a psicanálise e fundou a logoterapia. O Jung originalmente era muito próximo a Freud, né? Rompeu também com Freud e fundou a psicologia analítica. E o Beck, esse senhorzinho aqui com essa gravatinha borboleta sorrindo pra gente, pai da TCC clássica, né, fundador da ela, ele criou a TCC depois de ser psicanalista por anos e anos. Bom, ele queria provar, na verdade, que a psicanálise era científica, né? Ele confirmar alguns pressupostos dela através da ciência. E aí ele viu que, opa, isso não é possível, mas eu achei uma coisa nova aqui. E aí então surgiu a TCC clássica. Então, mas a gente vai falar sobre isso na nossa próxima aula de TCC clássica. Então, até mesmo os teóricos mudaram de abordagem e a gente tá aí, né, brigando por abordagem teórica como se fosse de fato a solução de todos os problemas, como se a gente não pudesse nunca mais. Casei com ela e é para sempre.
E aí talvez vocês me perguntem, Anne, então qual que é bendita melhor evidência para cada transtorno mental? Tá aqui, fácil, simples e direto. No ano de 2026 é ciência. Então, como é ciência, tudo pode mudar, certo? Pode ser que daqui a 2, 3, 4 anos isso aqui esteja defasado e até ser clássica não seja mais o al do borogodó. Pelo contrário, né? Vão surgir novas teorias, isso vai cair e cabe a gente trocar de teoria. A gente não mora, a gente não casou com uma teoria para sempre, né? A gente está utilizando ela como uma ferramenta até que exista algo melhor. Então, no atual momento, né, ã, a TCC clássica, a TCC Beckiana, que é que a gente vai estudar na nossa próxima aula, ela é um melhor nível de evidência, ela tem evidências, ela é a melhor abordagem para, né, ou é um tratamento empiricamente sustentado quando não puder falar de padrão ouro para transtorno depressivo maior, depressão, transtorno bipolar, fibromialgia enxicaca crônica, fobias, tag, ansiedade generalizada, transtorno de idade social, pratept, transtorno de estress pós-traumático, transtorno de pânico, TDH, toque e também uma excelente opção para pacientes que não ten diagnóstico. Acontece, certo? Por quê? Porque é um tratamento empiricamente sustentado, com começo, meio e fim, e no qual eu vejo progresso e tenho resultados entre 12 a 20 sessões. Então, para que que eu vou fazer colocar essa criaturinha que me procurou colocar ele ali no 4 anos de tratamento, 2 anos, 10, 20, 40 anos de tratamento, se eu tenho uma alternativa mais breve e resolutiva, certo?
Bom, aí tem casos muito específicos, como eu disse, uma única abordagem não dá conta de tudo. O outro caso, então, é a DBT. A DBT, então, ela vai atender aqueles pacientes, né, que tem ou transtorno da personalidade borderline ou casos de paciente, pacientes que não fecham esse diagnóstico, mas que tem comportamento suicida repetitivo, recorrente, pacientes que têm uma desregulação emocional muito intensa, né, pervasiva, aquela desregulação emocional que afeta várias áreas da vida dele, o trabalho, as relações e tudo mais, pacientes mais graves, certo? E eu também vou ter a ACT, a terapia de citação em compromisso, que vai ser uma opção para dor crônica, uma opção modesta, né, para lutro e também uma opção, né, embora a gente não possa falar em melhor nível de evidência padrão ouro para casos aí também sem diagnóstico formal, né, pacientes que se beneficiariam de algum de flexibilidade psicológica, certo? E por fim, né, o que que eu faço então quando eu tenho pacientes com transtornos de personalidade estriônica, narcisista, dependente, esquiva, personalidade obsessiva ou compulsiva? Bom, vejam só, eu não estou mais falando padrão ouro, mas porque esses transtratamentos, esses transtornos mentais, eles não têm um tratamento padrão ouro, certo? Mas a gente tem a terapia do esquema com opção de tratamento empiricamente sustentado para esses casos aqui, certo? Eh, ela ela é um tratamento de longo prazo, inclusive para DBT, né? A gente tem para perdão, para transtorno de personalidade borderline, primeiro lugar, melhor nível de evidência DBT, logo atrás dela, comprovado terapia do esquema. Então, a terapia do esquema, ela é uma terapia desenhada para transtornos de personalidade. E a opção que eu tenho nesse atual momento para esses tratamento, para esses transtornos, paciente narcisista, dependente, esquivo, evitativo, vai se ater, né, até que a gente encontre o tratamento padrão ouro. Então, por também já foi comprovado que se eu insisto com algumas abordagens como TCC clássica no tratamento de pacientes com transtornos de personalidade, eles não vão ter resultado. Eles vão melhorar no começo, parar essa melhora e depois eles simplesmente não vão progredir. Inclusive o Jeffrey Young, que criou a terapia do esquema, que fundou ela, ele teve como proposta justamente isso. Ele foi aluno de BEC, foi estudar diretamente com Beck e tentar lidar com esses pacientes que com TCC clássica, com essa galera aqui, né, que evoluía na TCC clássica e parava. Então, assim nasceu a terapia do esquema, não como uma abordagem diferente. Tem gente que até fala que ela é uma ampliação da psicanálise, gente, pelo amor de Deus, não tem nada a ver, tá? Na verdade, a terapia de esquema, ela é uma ampliação da TCC clássica, porque ela se baseia em algo fundamental, pensamentos, comportamentos e emoções, certo?
Então, pessoal, não existe efetividade, excelência e segurança sem esses seis pilares. Primeiramente, então, para eu saber qual é a melhor evidência, né, qual que é o melhor tratamento para esse ser humaninho, eu preciso então dominar a psicopatologia, saber meu paciente, ele tem ou não tem um diagnóstico, certo? Sem esse conhecimento, como é que eu vou tratar se eu nem sei o que que o paciente tem? Em segundo lugar, eu preciso de conhecimento em PBE, em prática, em psicologia baseada em evidências, porque diante do diagnóstico, ah, é depressão. Eu posso então me perguntar o que que, segundo a ciência, então, é o melhor tratamento para depressão? E por fim, né, eu posso então executar, eu devo executar aquele tratamento que é o padrão ouro empiricamente sustentado, que no caso seria TCC clássica, de acordo com aqueles casos que eu mostrei para vocês, DBT, ACT OTE. Então não existe uma clínica hoje como resultado se você atua somente com uma abordagem teórica. Sinto te dizer. E a gente tem um dilema muito grande porque os nossos pacientes eles não são puros como nos livros, como no DSM. Vejam só, né? Eu vou receber um paciente hoje, talvez com um transtorno depressivo maior, mas que tem características ali, ã, talvez de ansiedade generalizada, como enfim, ataques de pânico e outra possibilidade, alguma outra comorbidade. Então, os pacientes não são puros. Então, ou eu teria que atender somente os pacientes paraos para que a minha abordagem teórica é o melhor nível de evidência, excluindo inclusive pacientes que têm eventualmente ali traços ou características de um outro transtorno ou eu teria que de fato dominar a prática baseada em evidências. E aí, como eu disse para vocês lá atrás, eu tô fechada com vocês. Vocês estão fechadas comigo? Porque é para isso que a gente tá aqui. A gente vai começar por psicopatologia e por PBE, que foi nossa abertura de hoje e amanhã e nas outras aulas por TCCs. Lembrando que é provavelmente a última vez que a gente vai ter esse treinamento, esse curso ao vivo gratuito com certificado. Certo? Mas estamos aqui, aproveitem, contem comigo nesses próximos dias.
Muito bem, pessoal. Então, né, ã, pra gente começar, né, a entrar de fato em psicopatologia, vocês têm alguma dúvida? Tem algum ponto que vocês gostariam de mandar aqui no chat? Ah, alguém fez uma pergunta. Qual a sua opinião sobre TCC de quarta onda, né? Talvez vocês não queiram saber, eu sou muito sincera, mas vamos lá. Eh, algumas pessoas chamam de quarta onda a terapia baseada em processos. E a minha opinião sobre terapia baseada em processos é que a gente vive um hype, né, eh, muito parecido. Eu digo que a terapia baseado em processos na psicologia é a polilaminina, né, da psicologia. E por quê, né? Bom, se vocês não moram embaixo de uma pedra, de uma caverna, talvez vocês saibam, né, que nos últimos tempos a gente viu que surgiu aí, né, eh, impulsionado pela mídia em grande medida, que precisa vender clique, ã, de fato, uma proposta de tratamento que uma determinada proteína, substância, não me lembro, ela seria capaz de ajudar pessoas que perderam totalmente o movimento dos do corpo, né, eh, ficaram tetraplégicas ou paraplégicas. E aí teve todo um hype, né? Só que quando começou a apurar isso, realmente todo mundo, nossa, polilaminina, não sei o quê, vai ajudar todas essas pessoas. Eh, e foram de fato olhar os dados disso, era muito frágil, né? A gente via que assim, metodologicamente, né? Alguém perguntou quantas horas, gente? No máximo 2 horas de aula, tá bom? Voltando, eh, a gente via que, de fato, esses pacientes eh não foram submetidos a um estudo com todo o rigor necessário, né, pra gente realmente constatar se aquilo funcionava ou não. Teve o caso de um paciente que foi submetido a isso e morreu. Então, a gente não sabia nem determinar pela baixa culidade do estudo, se não foi isso que eventualmente causou a morte dessa pessoa que perdeu os movimentos do corpo, certo? Ahã. Teve um outro ali também, não sei se era o mesmo caso, mas que dizia que olha, uma pessoa melhorou e essa pessoa que tinha melhorado era uma pessoa que tinha morrido. Então, vejam só, né, o que que a gente aprendeu com isso, que de fato a gente viu essa pesquisadora, né, indo na mídia em vários programas, né, acho que foi uma postura não maldosa de forma alguma, mas talvez um tanto quanto ingênua, né, de quem talvez não tenha se tentado, que para eu realmente fazer uma afirmação de que algo funciona, eu tenho muitas etapas para cumprir, né? H, e a gente viu a mídia impulsionando isso, né, porque a mídia realmente quer cliques, né, eh, de um modo absurdo. E no final os estudos eram inconclusivos, né? E vejam só, há alguns anos também a gente teve o mesmo movimento há cerca de 10, 15 anos, se eu não tô enganada. Uma outra pesquisadora aqui na Europa também tinha dito que achou a cura para pacientes tetraplérgicos e paraplégicos, certo? Só que ela, diferentemente da gente, né, no Brasil nesse momento, ela seguiu os passos do estudo científico e viu que de fato, né, quando você tinha uma lesão medular de nível um, ela naturalmente tinha uma grande chance de evoluir pro nível dois. Você teria uma melhora, né? Você recuperaria talvez uma parte dos seus movimentos. Mas essa pesquisadora mais antiga, né, aqui na Europa, ela descobriu que o tratamento dela, ele não somente não gerava efeito, não fazia essas pessoas recuperarem os movimentos, mas pelo contrário, ela, esse estudo, esse esse, na verdade, esse tratamento dela impedia que pessoas que tiveram uma lesão de nível um evoluíssem pro nível dois, então elas ficavam piores, né, ou na mesma situação. Então, vejam só, né? Quando eu falo de ciência, não é porque algo é novo, que é bom. Pelo contrário, como a gente diz lá em Minas, a gente tem que matar a cobra e mostrar o pau. A gente tem que provar que aquilo funciona. E eu tenho uma preocupação
Muito grande, porque a terapia baseada em processos, ela virou um hype, ela virou uma moda que você tem que aprender. Não, a gente não tem que aprender. Você pode estudar, mas a gente não tem nenhuma indicação para ela no momento. A gente não tem nenhuma comprovação que ela funciona.
E aí eu tava no Brasil, né? Eh, e alunos me mandaram coisas assim sobre que no ano passado alguém se manifestou dizendo que quem não aprender terapia baseada em processos são aqueles dinossauros que são contra a mudança, novidade. É gente que Então assim, pera aí, né? Primeiro que esse tipo de argumento me assusta. Isso não é o argumento científico, isso não é uma afirmação científica. É o que a gente chama de ataque ad hominem. Eu não sei argumentar, então eu ataco você. Se você não fizer isso, é defasado. Se você não fizer isso, você é idiota. Se você não fizer isso, você não.
Palavrões, não palavras pejorativas, né? Eh, primeiro que a gente não faz ciência atacando aquele que pratica ou não pratica algo. A gente prova que aquilo funciona e a terapia baseada em processos no atual momento não tem preconização para nada, certo? Então, é muito sensível, né? Eh, a gente sair aplicando a terapia baseada em processos.
A gente fala que a quarta onda, que ru, né? Existe de fato uma agenda, eh, existem os próprios teóricos promovendo ativamente, né? Ah, editoras de livro também querendo vender livros ativamente. Mas como eu disse para vocês, a ciência, independentemente de quem é o autor, de quem é a autoridade, por trás dela, ela tem métodos, ela tem etapas. E a terapia baseada em processos, ela não é ainda o futuro de nada até que ela se prove. E aí tá um exemplo para vocês, né? Recentemente da pesquisadora Dra. Tatiana, né? Eh, que tem muitas etapas, né, até cumprir.
Então, isso faz sentido para vocês? Alguém perguntou o que que seria um paciente sem diagnóstico. A Joice. Sim, senhorita. Falaremos deles. Muito bem. Então, de fato, né, ã, antes da gente entrar no hype e antes da gente acreditar num discurso de compre livro, compre curso, cuidado, né? E não é um ataque ad hominem. Se você não fizer isso, você é um defasado, você é um isso, você é um aquilo, né? Eh, não é assim que a gente faz. Ciência é comprovando dados e não com música, festa e hype post no Instagram, certo? A gente tá até hoje esperando a ACT provar para que que ela veio, né? Além de alguns transtornos mentais, mas, né, às vezes eu me preocupo com o pessoal da PBE porque eles têm um compromisso muito sério com a ciência, mas quando alguma abordagem restou em alguma questão deles, opa, pera aí, talvez aqui a gente possa abrir uma concessão, mas como eu disse para vocês, é ciência e não aquilo que ressoa dentro de mim, com que eu gosto.
Então, pra gente concluir nossa primeira parte, a coisa mais equivocada, mais egoísta que um psicólogo, que uma psicóloga pode dizer é: tem que ter respeito pela abordagem teórica, não. A gente não tem que ter respeito por abordagem. Abordagem é uma teoria, tá morta, tá ali, né? A gente tem que respeitar o paciente. O paciente é a figura central do tratamento, não a minha teoria, não o meu teórico, não a minha visão de mundo. Então, importa aquilo que é melhor pro paciente, o que comprovadamente traz alívio de forma rápida e eficaz para alguém que tá sofrendo. Não a abordagem que eu me identifico mais.
Então, fica para vocês, pessoal da PBE, né? Eh, pessoal que não é da PBE, certo? Perguntas. Zandra falou: "Perfeita, é preciso não prender as abordagens." Exato. A ciência é uma ferramenta e não a minha personalidade. A gente usa uma abordagem até ela funcionar. Não funcionou? Próxima página. Certo? Muito bem. Obrigada, Margarete. Perfeito. Vamos então falar de psicopatologia. Vamos.
Muito bem, então pessoal, então, né, eu tenho uma pergunta para vocês. Todo mundo tem um transtorno mental? Que que vocês acham? Comentem aqui no chat. Obrigada, Maria Clara. Obrigada, Domingos. E aí, gente, vocês já deram like aqui na no vídeo, no joinha? Cliquem aqui, hein? Tô me sentindo muito youtuber hoje. Bom, segunda pergunta. Diagnóstico é rótulo? Algumas pessoas disseram que não. Nem todo mundo é um transtorno perfeito. Terceira pergunta. Vocês já ouviram falar que diagnosticar é patologizar a vida? Meu Deus do céu, quem que inventou essa? Como é que tá? Na psicologia a gente tem algumas frases que a gente repete, que os nossos professores repetiram e repetiram e repetiram e aprenderam com outras pessoas mais que repetiam coisas como essas, né? Diagnosticar é rotular as pessoas, diagnosticar é patologizar a vida. Pai amado, misericórdia, né? Da onde que sai essas coisas? É muita criatividade, né? Mas vejam só.
E aí tem uma matéria que eu sempre gosto de compartilhar com os meus alunos. Ela tá, ela foi de quando lançou o DSM5, mas ela é old gold, né? Ela é antiga, mas preciosa até os dias de hoje. Vamos ler juntos essa matéria. Então, acordei doente mental pesado. A quinta edição da Bíblia da Psiquiatria, o DSM5 transformou uma anormalidade você ser normal. Então, uma matéria, né? Uma notinha da Eliane Brum para a revista Época na na pra revista pro pro enfim, acho que pra Globo ou para a Época na época, não me lembro. E vamos, vejam só o que ela fala. A poderosa APA, Associação Americana de Psiquiatria, ela lançou nesse final de semana a nova edição do que é conhecido como a Bíblia da psiquiatria, o DSM5. E de imediato firei doente mental, além de extremamente pejorativo, né? Então vamos lá. Distúrbio de hording, para quem não sabe, transtorno de acumulação. Os acumuladores tenho. Eu sou assolada por uma enorme dificuldade de botar coisas fora, de bloquinhos de entrevista dos anos 90 a sapatos imprestáveis para o uso, o que resulta no acúmulo de caixas pelo meu apartamento. Remédio para mim. Transtorno disfórico pré-menstrual. Famosa TPM, culpada. Qualquer um que convive comigo até agora tá autorizado a me chamar de louca nas duas semanas anteriores à menstruação. Remédio para mim. Transtorno de compulsão alimentar periódica. Certeza que eu tenho. Bastaria você me ver comendo feijão quando chego a cinco ou seis pratos fundos. Fácil. Mas para não ter dúvida, eu devoro de uma a duas latas de leite condensado por semana em menos de duas horas a décadas, enquanto eu leio um livro igualmente delicioso num ritual que eu chamava de momento de felicidade absoluta, mas que de fato agora eu sei que é uma doença mental. Então, em vez de leite condensado, remédio para mim.
E aí, que que vocês acham disso? Contem para mim aqui no chat, será que eu tô sozinha nessa? Então algumas pessoas falaram que já ouviram. Tem um delay entre o Zoom e o chat aqui, então às vezes eu pergunto para vocês, a resposta vem um tempão depois. Critério para quê? Muito bem, né, Cine. Exatamente. Para que critério? É só você abrir o DSM, remédio para mim. Que mais? A Júlia falando, algumas pessoas gostam mesmo de patologizar. Exato. Perfeito também. Só que a gente não pode como profissional rotular. Camila, também faço mim as suas palavras. Senhor, sem palavras. Não sei o que é pior. O leite condensado é o é o leite condensado que bateu forte. Foi lá no fundo, né, Stephanie? Muito bem.
Então, vejam só, né? Ah, a gente tem aqui uma opinião que muitas vezes até representam em maior ou menor intensidade o que pensam os psicólogos, mas, né, para nós que somos da área, repetir isso não é justificável. Afinal de contas, o que que é um transtorno mental? Então, quando eu falo de um transtorno mental, eu não devo simplesmente abrir eh o DSM, abrir a CID e falar é isso, né? Mas eu preciso simplesmente ir além disso. Não é horóscopo, não é ali que você vai ver seu ascendente, seu sol, sua lua. Não. Quando eu falo de um transtorno mental, eu estou falando de algo que gera um prejuízo muito significativo para uma pessoa. E isso vai afetar os pensamentos dele de uma forma intensa, as emoções dessa pessoa, o que ela sente e os comportamentos. E vai refletir uma disfunção, um problema que tem ordem biológica e psicológica.
Então, não é porque eu me sinto ansiosa num momento da minha vida que isso me oprime, que isso me gera ansiedade, sofrimento, que eu tenho de fato um transtorno mental. E normalmente todos os transtornos mentais, além de refletir uma disfunção muito significativa na minha vida, um prejuízo, ele vai ser associado também com diversos prejuízos. Um transtorno mental, ele não deixa a vida de uma pessoa ilesa. Não é, com leite condensado, comer feijão e vida que segue. Não. Um transtorno mental vai gerar prejuízo social nas minhas relações. Pode ser um prejuízo moral, eu comigo mesmo, eu na sociedade. Pode ser um prejuízo econômico, né, financeiro no meu bolso, ocupacional no meu trabalho. Então esse tipo de o que a gente chama de transtorno mental precisa ser significativo, precisa ser impactante, gerar prejuízo em uma ou mais áreas, né? Ou no caso dos transtornos de personalidade, eles vão gerar impacto em todas as áreas normalmente, né? E também vão envolver comportamentos sociais desviantes, ou seja, talvez para uma determinada cultura, né? Eh, para alguém, para um brasileiro que é mais expansivo, evasivo, tudo mais, algum determinado comportamento seja normal. Mas talvez para alguém, sei lá, asiático, né, eh, ser tão expansivo, alguém de uma cultura um pouco diferente da nossa, menos expansiva, né, mais comedido, eh, isso seja o normal. Então, eu tô falando de um comportamento que também pra cultura onde eu vivo, onde eu tô inserida, pra minha religião, né, isso já é desviante, já foge do normal, né? Então, quando a gente fala de um transtorno mental, eu estou falando de algo sério, de algo significativo e não do checklist, não características do horóscopo, certo?
E por que que eu preciso também atribuir um diagnóstico? Por que que isso é tão importante na psicologia? Vejam só. Então, a partir do momento que eu reconheço que um diagnóstico ele de fato existe, né, eu posso também me comunicar com pessoas de outras áreas, seja com juiz, com pedagogo, com nutricionista, com assistente social, com médico. A partir do momento que eu nego que o diagnóstico existe e o meu paciente tem um diagnóstico, como é que eu vou conversar como nutricionista? Como é que eu vou falar: "Olha, meu paciente, ele tem uma bulimia, tem uma anorexia, tem um TCAP, um transtorno de compulsão alimentar periódico"? Como é que eu vou conversar com o médico? Olha, esse paciente tá parece que tá bem deprimido, né? Eh, vamos pensar, será que é válido uma avaliação para ver porque que a depressão não melhora? Então, ele permite que eu me comunique com outras categorias, com outras classes. E além disso, né, como a gente viu ali agora a pouco, a partir do momento que eu sou capaz de nomear, dar o nome pro sofrimento do meu paciente, eu posso também saber qual que é o melhor tratamento para aquilo, certo?
Além disso, né, eh, vejam só, a partir do momento que o Joãozinho me procura no meu consultório e eu constato que o Joãozinho talvez ele tenha depressão, né, eu posso então fazer o quê? Eu posso acessar a literatura científica, tudo que é relacionado à depressão, eu tenho uma base de dados para pesquisar e eu posso saber como que eu trato Joãozinho, certo? Se a Maria ela me procura e ela tem transtorno da personalidade borderline, a mesma coisa, né? Eu posso então buscar na literatura científica todo o conhecimento que já foi produzido sobre aquele tema, sobre aquele conteúdo. Isso me permite ter ferramentas para tratar. Mas, né, eh, se na verdade o paciente ele chega no meu consultório e cada vez que eu me deparar com uma coisa eu não posso nomear, eu fico realmente muito limitada, né? E aí, vejam só, ã, além, então, a partir do momento que eu posso nomear, ele tem esse transtorno, ele tem síndrome de burnout, além de eu poder ir na literatura e acessar todo o conhecimento que já foi produzido, a partir desse movimento, eu aumento a chance do meu paciente ter um bom prognóstico, do tratamento dele ter um bom resultado, já que eu posso tratá-lo como outras pessoas trataram pacientes com aquele diagnóstico. Olha, ã, eu já entendi que para transtorno da personalidade narcisista, o melhor tratamento, o melhor procedimento, as pessoas tiveram mais sucesso fazendo isso, isso, isso. Então, isso aumenta a probabilidade de eu ter um bom desfecho com o meu paciente, já que isso é semelhante a igual o diagnóstico em qualquer outra área da saúde. Se eu vou no médico e eu tenho diabetes, se eu vou no médico e eu tenho uma cardiopatia, ah, ele também pode acessar o conhecimento daquela área e saber qual que é o melhor pro meu caso. E na psicologia não é diferente, certo?
Mas o grande problema é que no Brasil, né, vejam só, o Conselho Federal de Psicologia, que regulamenta a nossa profissão, ele dispõe que é sim uma prerrogativa do psicólogo diagnosticar, certo? Mas ao mesmo tempo na faculdade de psicologia ainda existe muito esse preconceito de, ah, o psicólogo não pode diagnosticar não, né? É, imagina, isso é coisa de médico, a gente não deveria se preocupar com isso. Vamos olhar para outras coisas. E não tá totalmente errado, né? Primeiramente, existe um processo histórico que permeia a psicologia. Eh, no século passado, né, de fato, a psiquiatria ela se apresentava de uma outra forma no Brasil e no mundo. Então, ela era muitas vezes sinônimo, né, de violência, de internações compulsórias, né, de maus tratos. Então, ã, de fato, né, muitas veio a luta antimanicomial, isso foi mudando, eh, várias coisas foram mudando, o conhecimento científico também foi evoluindo, né? Até sempre gosto de indicar, né, como referência de filme O Estranho no Ninho com Jack Nicholson. É um filme mais antigo. E o outro filme, talvez tão antigo quanto um pouco menos, é o Bicho de Sete Cabeças. Ele é brasileiro com Rodrigo Santoro. Então eles trazem bem esse recorte, mas aí que tá. A psicologia mudou. A psiquiatria mudou, né? A gente não pode achar que psicologia em pleno ano de 2026 é necessariamente um instrumento de tortura, de internação de pessoas, né? Eh, então a gente precisa de fato evoluir nesse sentido também, mas existe na nossa área ainda uma repetição ad nauseam. Os professores muitas vezes falam: "Você não tem que se preocupar com diagnóstico, eles têm um discurso antipsiquiatria". Mas por quê, né? Qual que é o problema? O que que tem de tão grave, né? Se, pelo contrário, os benefícios de eu ter um diagnóstico, ele se sobrepõem, como eu disse para vocês, eu tenho acesso a estudos, a tratamentos, eu tenho tudo que foi já sistematizado sobre aquele transtorno, certo?
Mas vejam só, né? Além de tudo isso, além de a gente ter muitas críticas à psiquiatria, além de a gente ter grandes dificuldades nessa área, além do senso comum falar: "Ah, você está patologizando o meu leite condensado, né? É melhor que patologização da vida". Achei mais criativo. A gente também não é treinado para diagnosticar corretamente na psicologia. Normalmente não são dadas as ferramentas para a gente entender os manuais que a gente lê. E isso faz com que o psicólogo continue preso, né, num ciclo de insegurança, não sei como tratar, não sei como diagnosticar. Então, se eu não, meu, meu paciente não tem o diagnóstico, como que eu poderia tratá-lo de fato? Certo? Então, né, isso acaba se refletindo mais em segurança e mais em capacidade. A grande questão é que a a psicopatologia hoje ela é ensinada pra gente da forma errada, né? Que que eles normalmente ensinam pra gente? Você vai se normalmente a gente paga cursos, né, de graduação e de pós-graduação, onde o professor ele fica lendo pra gente o DSM em voz alta, então você perdeu seu tempo, seu dinheiro, porque o professor ele sentou ali e fica repetindo o que tá no DSM. Critério um, critério dois, critério três, A, B, C, né? E aí que tá na hora você acha que você aprendeu tudo, Ro agora sim, eu sou o rei ou a rainha ou a imperatriz da da psicopatologia. Mas quando você se depara com o paciente, você tem dificuldade de diagnosticar ainda justamente por isso, primeiramente pela forma com que a psicopatologia ela é ensinada. A partir de uma leitura em voz alta de critérios. você perde seu tempo, seu dinheiro, você mesmo poder sozinho. E também porque os transtornos mentais eles são complexos, né? Existe uma sobreposição de sinais e sintomas. Então, muitas vezes, quando eu receber um paciente talvez deprimido, né, ele vai ter características ali, talvez ah um traço de um outro transtorno mental, né? Talvez quando eu receber um paciente borderline, ele vai ter uma comorbidade junta, né? Então existe, né? Os pacientes não são puros, como eu falei no começo, eles vão ter ali características, sinais de sintomas que se sobrepõem, né, com outros transtornos mentais. Então isso também dificulta a leitura, né, fazer um diagnóstico. E além disso, uma questão que é muito importante, às vezes é muito difícil diagnosticar corretamente um caso, um paciente, porque alguns casos eles dependem da observação da do curso, da evolução dele, né? Imaginem só que vocês recebem hoje um paciente deprimido, né? E aí ele fechou perfeitamente ali o diagnóstico de depressão. Daqui a um ano você olha para esse paciente e ele entrou na fase da mania, né? Então aquele diagnóstico que inicialmente era depressão, talvez possa ser agora transtorno bipolar. E você não tinha como acertar no começo, justamente porque vocês precisava eh que o curso natural seguisse, né, daquele transtorno mental e observar, né, o que aconteceria ao longo do tempo. E isso pode levar muitas vezes à reformulação.
Além disso, né, eu nunca trabalho meu diagnóstico sozinha e sempre digo pros meus pacientes não fazerem isso, né, meus pacientes, não, meus ã meus alunos, porque boa parte dos transtornos mentais eles são pluridimensionais. Que que é isso, né? Significa que existem questões psicossociais, eh, uma série de outras, uma outra conjuntura também bem complexa a ser incluída. Então, às vezes, né, tá com paciente ali que tá muito tempo deprimido, que não melhora e tudo mais e poxa, já tratei com TCC clássica, já tratei com ativação comportamental, não vai. E talvez seja um paciente tá ali com um problema na tireoide, com uma deficiência de vitamina B12, né? Eh, ou talvez você tenha um paciente ali que tem alguma outra questão, né? Nossa, tô muito ansioso, né? Talvez tem alguma questão metabólica também, uma síndrome de Cushing, alguma coisa assim. Então, é de fato complexo porque existem condições médicas que também vão perpassar o diagnóstico, né? Ã, e uma série de outras questões, né? Eh, existem fatores que desencadeiam aquilo no ambiente, não desencadeia no outro e a gente tem que saber analisar. Mas a grande questão é a forma com que psicopatologia é ensinada na graduação, nos cursos de graduação em psicopatologia, nos cursos de formação em psicopatologia. Essa é a leitura dos critérios do DSM, né? E aí que tá, né? Quando eu tenho então dois pacientes, vejam só, muita atenção, que tem como característica a impulsividade, que que eu faço, né? Será que eu tô falando de um paciente com transtorno bipolar? que tá na fase de mania. Será que eu tô falando de um paciente com TDH, de um paciente borderline? Então, se eu apenas olho para critérios, isso pode simplesmente ser muito vago, pode ser insuficiente. Por isso, né, que eu preciso então saber por onde começar. E é isso que eu treino exaustivamente com os meus alunos da pós e da formação. A gente usa sim o DSM, né? Óbvio que sim, como a gente não usaria, mas assim, eu não somente ensino para eles as funções psíquicas, o exame do estado mental, mas eu não informo, né? Eu hoje em razão do tempo, né? Eu vou informar vocês, mas normalmente nos meus cursos os alunos eles vêm e a gente treina, a gente pega o estudo de caso, função psíquica 1 do 3, como é que tá nesse paciente de forma avaliar? Então, por onde que a gente começa, né? Eh, como eu disse, né? A gente não deve começar pelos critérios. a gente não deve saber quais são os critérios de um transtorno mental, mas se a gente aprende primeiro as funções psíquicas de um caso, aí sim eu consigo saber qual tá alterada. Eh, e de uma forma muito mais fácil eu vou olhar pros critérios do DSM com mais clareza, né? Então, por exemplo, né, quais são as funções psíquicas hoje? Essas são algumas delas, tá? Eu vou passar mais brevemente por elas, porque não daria tempo da gente passar por todas as funções psíquicas, não daria tempo da gente entrar em cada uma delas, mas eu trouxe algumas principais. Então vamos lá, pessoal. Super importante, hein? Anotem aí, se preparem para essa parte. Então, por onde que eu deveria começar a estudar psicopatologia? Bom, primeiramente, eu deveria, então, iniciar por aqui, por essas funções, pelo exame de estado mental, talvez. Ahã.
Imaginem só que amanhã você no seu consultório, um paciente ele entra na sala e já conta e você olha para ele e a aparência dele já conta uma história. Poxa, aquele paciente ele tá com a higiene comprometida, né? A vestimenta dele tá suja, talvez tá poída, a postura dele tá, ele tá bem cabis baixo, ele faz pouco contato visual, ele tá lentificado. Além disso, né, ele tá com dor muito forte, exalando, sendo exalado. Então, imaginem só o que que a gente poderia inferir dessa pessoa. Poxa, odor forte, olhar perdido, movimentos lentos antes de falar. Isso já sende pra gente um alerta para um quadro grave e comprometimento global, talvez um episódio depressivo grave, talvez algum transtorno psicótico, algum quadro psicótico ou demência, né? Então essa função psíquica, ela de fato tá presente no nosso primeiro contato com o paciente. E é importantíssimo que eu avalie isso, certo? Muito antes de correr pro DSM e ler critério.
Bom, no segundo momento, eu também posso avaliar, né, não seja uma sequência linear, a consciência, a orientação dessa pessoa, como é que tá essa pessoinha diante de mim? Ela tá situada no tempo e no espaço como pessoa, né? Você pergunta para ela que dia que é hoje, onde que a gente tá, ela sabe responder. Eu: "Ah, não sei, né?" Então, em quadros confusionais agudos, né? Isso não é só uma distração, isso pode ser a presença de delírio, uso de substância, né? Ou até mesmo alguns quadros neurocognitivos. Além disso, né, a gente também tem atenção e concentração. Ela diz respeito à nossa capacidade de direcionar e manter o nosso foco, né, numa conversa, numa tarefa simples, né, do nosso dia a dia, tanto de uma forma espontânea, né, de alternar minha atenção sem me programar, quanto voluntário. Tipo, não, agora eu preciso prestar atenção nisso. Então, por exemplo, imaginem que vocês estão lá com o paciente e que ele se distrai com qualquer som na sala, que toda hora você precisa repetir de novo a instrução para ele, que não entra na cabeça da criatura, né? Isso pode ser, não, isso é um dado clínico muito relevante, né? Especialmente com pacientes que TDH ou que estão em episódios maníacos ou com episódios ansiosos muito intensos, que aparecem com muita frequência no consultório de psicologia, certo?
A gente também tem a memória, né? Eh, você observa durante o relato, a terapia com o paciente, como que é isso? Os relatos deles se mantém de uma forma consistente? Eh, como que a memória imediata dessa pessoa, né? Como que ela reteve aquilo que ela acabou de ouvir? Eh, como que é isso? Ah, é um paciente que lembra com detalhes da infância, eh, ou não, é um paciente que talvez detalha com muita precisão que aconteceu na infância, mas esqueceu, né? Não lembra bem de coisas que aconteceram na semana passada. Então, né, dependendo do caso, se existe um comprometimento dessa função psíquica, vale a gente avaliar um quadro neurocognitivo, abuso de substâncias, episódios depressivos mais graves, né, que são relativamente também comuns no consultório.
Bom, seguindo um pouquinho mais, a gente também tem pensamento, né, tanto a forma quanto o conteúdo. Então, a forma é como as ideias elas se entralaçam, elas se organizam. né? E conteúdo é de forma resumida aquilo que o paciente pensa, por exemplo, né? Eh, a forma. Então, imagina que o paciente começa a falar de uma coisa, muda para assunto, muda para outro, vai para a infância, para política, pro futebol, pro trabalho, não sei o quê, n, n, n, e nunca conclui nada, né? E com uma fala super acelerada, é, com aquela fuga de ideias. Então isso também pode ser típico de fase maníaca, no transtorno bipolar, pode aparecer no em quadros de pacientes que estão sob o uso de substâncias estimulantes, né? Né? E também um exemplo de conteúdo seria, por exemplo, um paciente que afirma para você com uma convicção quase que inabalável, que olha os meus vizinhos, eles instalaram câmeras aqui na, então tem câmeras aqui escondidas na minha casa, né, sem nenhuma evidência concreta. Então isso pode sugerir também um quadro psicótico, tanto na esquizofrenia ou até mesmo um transtorno de humor, né, com sintomas psicóticos.
Pessoal, fiquem tranquilos. Eh, eu não, obrigada, Vivi, eu não contei para vocês uma surpresa, mas vocês vão ganhar um e-book também do evento, então vai ter todas as funções psíquicas ali detalhadinha para vocês, tá bom? E o resumo de todas as aulas, então no último dia, né, depois que passar o nosso evento, ah, para quem estiver no grupo somente, quem a gente não vai mandar para uma outra via, né? O grupo é a nossa comunidade desse curso, para quem tá realmente comprometido, vocês vão receber um e-book com esse todo o conteúdo dessas aulas, OK? Fiquem tranquilos. Então não precisa nem anotar, na verdade. Pode deixar que vocês vão ter todo esse resuminho.
Bom, vamos então falar da sensopercepção, né? Aqui nessa função psíquica você investiga como que o paciente percebe o mundo, né? Isso tá de forma alterada, com alucinação, ilusão. Talvez ele tenha episódios de despersonalização, de desrealização. Olha, por exemplo, é um paciente que relata ouvir uma voz xingando ele. É como se alguém tivesse perseguindo ele. Então, isso é um dado muito importante, né? Não é o exagero. E costuma aparecer na esquizofrenia, transtorno bipolar, eh, com sintomas psicóticos, episódios depressivos psicóticos, né? Ah, na verdade eu sinto às vezes como se eu tivesse desconectado da realidade. Isso também pode aparecer no transtorno da personalidade borderline. Então tudo isso, né, são dados muito óbvios que quando eu sou treinada a olhar para eles, eu consigo já ter uma pista de n transtornos, né, de n diagnósticos desse paciente, ok?
E a gente também tem humor e afeto. De forma muito simples para vocês decorarem. Humor, né, é o que o paciente sente por dentro. E afeto seria como o que você vê pelo lado de fora. Por exemplo, né? Olha, eu me sinto vazia e sem vontade de viver o tempo inteiro. Mas quando eu falo isso para você na terapia, eu mantenho uma uma expressão talvez monótona, com pouca variação emocional, né? Eu não falo isso com como quem tá sofrendo, eu falo de uma forma uma forma assim monótona mesmo, né? Então o que que isso pode me sinalizar? Pode de fato ser um padrão comum, né, numa depressão maior, numa depressão mais grave e também, né, pode até me sinalizar, talvez um transtorno de personalidade com tracinhos ali esquizoide, né, ou até um paciente borderline em fase de maior retraimento, certo?
Bom, a gente também tem ali, né, a questão da linguagem. Então, a gente na terapia, a gente trabalha o tempo inteiro. Olha quanto dado clínico que a gente joga fora por não saber avaliar, né? Eh, na linguagem eu vou observar a fluência, a compreensão, como é que é o vocabulário dessa pessoa, ele é bem articulado, ele é coerente, como que é a qualidade dessa fala, né? E também algo super importante, uma outra função psíquica que é a vontade, né? Ou como a gente mais comumente chama, avolição. Aqui você observa a iniciativa, a capacidade do paciente de tomar decisões e sustentar ações ao longo do tempo, né? Por exemplo, um paciente que passa o dia inteiro deitado, que não consegue iniciar tarefas importantes, talvez tomar banho, né, escovar os dentes, responder e-mail, mensagem no celular, apesar dele reconhecer a importância e a necessidade disso, ele não dá conta. né? Ele tem uma diminuição da volição e isso é muito comum em episódios depressivos, em depressão maior também, né? Em alguns quadros de esquizofrenia com retraimento acentuado.
Bom, a gente também tem como função psíquica a inteligência. Então, quando eu tô trabalhando com o exame mental, eu observo de de fato, né, como que a capacidade dessa pessoa de entender relações, de aprender aquilo que a gente tá ensinando na terapia, de, olha, ela aprendeu isso nesse contexto, ela consegue generalizar para outros, né? Consegue fazer abstrações simples? Então, por exemplo, né, talvez você pergunta pro paciente qual a relação entre banana e maçã? E ele te fala, não sei, né? Ah, são coisas diferentes, mas ele não consegue ter uma associação, eh, chegar a ideia de que ambas são frutas, né? Então esse tipo de dificuldade pode aparecer de fato, né, em alguma deficiência intelectual, em esquizofrenia grave, em quadros neurocognitivos, eh, dependendo do caso aqui também, né, eh, a gente tem outros transtornos que podem também confundir, né, nesse sentido aqui.
Bom, a gente também tem o juízo, né, a gente tem o nível de insight. Então, quantas vezes a gente recebe um paciente que fala assim: "Olha, eh, eu tô aqui, mas eu não tenho nada, viu? Minha família exagera." Então, é um paciente de fato que tem um baixo insight, né? Como que seria isso? Seria uma outra questão? Então, imagina um paciente que faz abuso de álcool, né, diariamente, que ele sempre cai na rua, se machuca todo, entra em brigas, falta constantemente de trabalho e sempre fala: "Ah, não, mas isso aí não é nada, não é exagero da minha família, das pessoas, isso aí eu paro de beber o que eu quiser, tá tranquilo, né?" né? Então esse padrão, quando a gente se depara com paciente que tem um julgamento prejudicado, que tem um insight baixo, pobre, isso é muito importante, porque isso diz respeito não só sobre um diagnóstico, mas também é capaz de predizer, né, o que que eu vou fazer com ele no meu tratamento. Olha, o paciente ele não tá nem pronto para mudança. Eu preciso primeiro psicoeducar, motivar, trabalhar com ele para ele entender, né, de que modo está afetando a vida dele. Mas de novo, né? É um dado clínico que normalmente o psicólogo deixa passar, que a gente não é ensinado a olhar, né? Ou que, como eu disse para vocês, normalmente os cursos de formação e pós-graduação em psicopatologia te dão uma lista, né? E não te treinam, né? Eu adoraria treinar, vocês vão pegar vários estudos de caso e treinar, avaliar a função psíquica, mas realmente, né, como a gente tem algumas noites aqui juntas, eh, a gente não teria tempo para fazer isso em tão pouco, em tão pouco tempo, né? Mas é assim que a gente aprende.
Bom, a gente também tem o o controle de impulsos. Então, o que que eu posso observar? Como é que a capacidade dessa pessoa de frear impulsos agressivos, frear impulsos sexuais, ã, autolesivos, né, de se machucar, eh, ou mesmo se abster da substância diante de uma frustração, talvez abusar de álcool ou drogas. Então, imagina um paciente que quando briga com o namorado ou com a namorada fala que perde a cabeça. Essa pessoa quebra objetos na casa, ela se corta toda, ela sai para beber dirigindo freneticamente, bate o carro, eh, e faz questão de beber até apagar, né? Eh, então isso fala pra gente sobre alterações importantes no controle de impulso. Isso vai aparecer com muita frequência nos transtornos de personalidade, né? Pode ser um transtorno de personalidade borderline, antissocial, pode ser um caso também de transtorno pro uso de substâncias em episódios maníacos, né? Eh, e de forma talvez menos acentuada, menos proeminente também, né? Num TDH, né? O TDH também tem um problema de controle de impulsos, mas novamente, né? A forma com que isso vai se manifestar em cada transtorno é diferente, certo?
Tá fazendo sentido para vocês até aqui? Tá OK? Tá claro? Então eu preciso de fato, né, tá preparada para ir muito além do DSM, para ir muito além do que normalmente a gente aprende e tirar agora psicólogo e psicóloga essa culpa das costas. Se você tem dificuldade com diagnóstico, é porque realmente eles ensinam psicopatologia pra gente do jeito errado, justamente por causa desse preconceito de que psicólogo não precisa diagnosticar. Mas eu gostaria de verdade, olhando para vocês, de perguntar o seguinte: como é que você pode diagnosticar? Como é que você pode tratar alguém se você nem sabe o que ela tem? Como é que você pode tratar uma pessoa se você é incapaz de diagnosticar? Como é que você trata uma depressão, né? Se você nem sabe que aquilo é uma depressão, como é que você trata ã um transtorno por transtorno obsessivo compulsivo, um TPOC diferente do TOC, né? Existe o TOC, o transtorno obsessivo compulsivo, existe o transtorno de personalidade obsessivo compulsivo. Como é que se trata um TPOC se você nem sabe que isso existe, se você nem sabe se o seu paciente tem, vai tratar como?
Então existe, né, existem dois tipos diagnósticos. Prestem muita atenção. Eu não fiz slide sobre isso, uma pena. Mas nós temos dois tipos de diagnósticos. Diagnóstico número um, né? O diagnóstico que a gente chama de ateórico. Isso significa que aquele diagnóstico eh que normalmente o do DSM, da CID, né, ele não tem uma teoria, não existe TCC, Gestalt-humanista, psicodinâmica, nada. Ele é apenas um agrupamento estatístico. Então, no diagnóstico ateórico, que não tem uma teoria, eu vou agrupar pessoas que têm sinais e sintomas semelhantes e dar um nome para aquilo. Olha, então os indivíduos que têm A, B, C, D, E, F, G, H, eles têm então transtorno da personalidade borderline e agora eu posso tratá-los assim, assim, assim. Então, não existe uma teoria na psicopatologia no diagnóstico. E eu também tenho enquanto psicóloga um outro tipo de diagnóstico, que é o diagnóstico teórico. Aqui o teórico não tenho teoria, é o DSM. Aqui o teórico eu tenho teoria. Que que seria isso? Eu vou então pegar o diagnóstico ateórico DSM, transtorno de personalidade borderline, narcisista, histriônico, enfim, a depressão. Vou pegar esse aqui que o DSM me falou, o diagnóstico teórico me falou, o não teórico e vou então explicar pela minha teoria, pela minha abordagem, aquela baseada em evidências, que é padrão ouro. Então, por exemplo, se aqui um paciente em depressão, porque ele apresenta o critério A, B, C, D, G, F, G, 1, 2, 3, 4, no diagnóstico teórico da minha abordagem, eu vou pegar esse paciente deprimido e entender como que ele funciona. Por exemplo, né, esse paciente deprimido, que tem esses critérios aqui para depressão, ele também tem uma crença negativa sobre si. Ele se acha incapaz, ele tem tais pensamentos automáticos, tais distorções cognitivas, ele tem tal crença intermediária, certo? Então, para esse paciente que o DSM, que o diagnóstico, que o manual chamou de transtorno da personalidade borderline, a minha teoria baseada em evidências, né, ela me diz que, olha, para um paciente borderline, eu vou conceituar ele assim, assim, assim. Eu vou olhar para as crenças, vou explicar também quais são os dilemas dialéticos desse paciente, como que ele se manifesta nesse caso, olha como que se manifesta ah a vulnerabilidade desse paciente versus a autoinvalidação, como que é a competência aparente versus as crises inexoráveis e tudo mais esse paciente, certo? Eh, enfim, né, para todos os dilemas, respectivamente, no caso. Então, eu vou sempre precisar do diagnóstico ateórico do manual para me dar uma diretriz. Sem ele, eu não sei o que que eu vou tratar, eu vou inventar, eu vou sentar no consultório com o paciente, nem sei que a pessoa que tem TAG, mas eu vou tratar alguma coisa, eu vou, não sei nem como. Então, ele me dá o passo inicial, a diretriz inicial e a partir disso a minha teoria vai me explicar além, né? Como que a teoria vai sustentar aquilo com mais profundidade? São crenças, é talvez a como que é a flexibilidade psicológica desse paciente, como que é a quais são os valores dele? Então a psicologia vai explicar juntamente com isso.
Vejam só, nós não somos inimigos, não é o Super Mario e o Bowser que a gente não venceu na psicologia. Aqui, na verdade, a gente precisa das duas coisas, senão eu não sei o que que vocês tratam, gente. Se o paciente de vocês não tem nem diagnóstico, sei lá, vocês sentam toca um violão, não faço ideia, né? Então é relevante. Eu preciso do diagnóstico para tratar. Sem isso eu não tenho para onde ir, né? Se eu não tenho base para saber qual que é o tratamento padrão ouro, a melhor evidência para aquele caso. Deixa eu voltar meus slides aqui. Pronto. Eu sempre brinco com esses slides. Meu Deus, algum dia eu venço. Certo?
Então, sem o diagnóstico, como é que eu trato, certo? Para que lado que eu vou, para que rumo que eu vou tomar? E claro que às vezes os nossos pacientes, a gente vai olhar, a gente vai avaliar e falar: "Ele não tem um diagnóstico". E aí eu também vou ter tratamentos, casos de de pacientes que eu vou tratar então com tratamento estruturado, empiricamente sustentado, breve, eficaz. Por exemplo, vamos supor que eu tenho um paciente que, olha, eu tô aqui me tratando com você, não e eu não tenho diagnóstico. Você constatou que de fato não tem, mas na verdade eu tenho um problema específico nos meus relacionamentos. Eu tenho sou deficitário. Não que o paciente chega tão assim, né? Eu sou deficitário de algumas habilidades sociais. Eu preciso de um treino de habilidades sociais. Eu não sei como iniciar conversas, como manter conversas. OK? Então, a gente tem demanda, mas tratamento, talvez se é um transtorno sem que ele tenha um transtorno mental, certo? Olha, o meu problema é resolver uma questão X do meu trabalho. Eu não sei como lidar com os estressores dali e talvez ele nem tenha um diagnóstico. Então, a gente também vai olhar para aquilo. Mas às vezes eu me deparo com algum caso sem diagnóstico, né? E aí eu falo assim: "Mas eu gosto tanto da terapia do esquema, tá? Mas a terapia do esquema, pro seu paciente que não tem um diagnóstico, é um tratamento longo. São 2 anos, 4 anos de tratamento. Por que que você faria isso? Ai, esse pacientinho aqui também não fechou nenhum diagnóstico. É só um caso de um manejo de um problema X da vida dele. Mas eu acho a DBT tão legal, tá? Mas a DBT também é um tratamento de longa duração. Por que que você faria isso? E aonde a gente vai ter escolhas inteligentes e pensadas no paciente. Vou tratar com arte, vou tratar com TCC clássica, certo? Então, sem o diagnóstico, eu não tenho uma linha de base. E mais que isso, imaginem só, pessoal, para quem fala que diagnóstico é rótulo, para quem fala que diagnosticar é feio, presta muita atenção. O que eu vou falar para vocês é para vocês sempre responderem isso a partir de agora, quando vocês escutarem esse tipo de coisa. Ah, diagnóstico é rótulo. Ah, diagnóstico é feio. Ai, diagnóstico é patologizar a vida. Meu Deus, que coisa brega. Ou ah, diagnosticar é limitar uma pessoa. Imaginem só, talvez você que tá me ouvindo tenha um transtorno mental. Tá tudo bem, muitas pessoas têm. Ou talvez você conheça alguém que tem um transtorno mental. Ou talvez você já atenda, tenha pacientes com transtorno mental. Vejam só, eu nomear uma coisa não significa que eu vou limitar essa pessoa. Se eu sou uma pessoa ou tenho um paciente com transtorno da personalidade borderline, essa pessoa já tá no inferno, né, sem um diagnóstico. Ela já tá vivendo todas as dores, né, de ter uma desregulação emocional grave, de ter relacionamentos perdidos, de ter comprometimento nas suas metas, nos seus objetivos, de ter a tristeza muito intensa, de ter a
Ansiedade muito intensa. Vocês acham mesmo que o nomear o que essa pessoa tem é o que vai limitar a vida dela? Eu tenho um paciente, tô deprimido. Essa pessoa já me procurou porque ela tá muito mal, porque ela pensa em se autoexterminar. Vocês acham mesmo que o problema dessa pessoa ter um nome?
Pelo contrário, quando eu dou o diagnóstico, eu dou esperança, eu dou, eu falo para ela que aí, tá tudo bem, você tem um problema, vários problemas, tem vários sintomas, que ruim, né? Mas eu tô com você nessa. E olha, isso tudo que você passou durante tua vida, isso, isso, isso, tal emoção, tal comportamento, tem nome. É tal transtorno e tal transtorno tem tal tratamento. Gente, então eu tô dando esperança para essa pessoa. Eu posso falar dos dados de melhora, de tal abordagem para aquilo. Eu tô contando para ela que, olha, você não é doido como as pessoas te xingaram durante a vida inteira, não. Você tem tal transtorno mental. E para esse transtorno mental existe um tratamento. Tantas pessoas no mundo também passam por isso. Percebem? Então eu dou do dou esperança.
Esse discurso antipsiquiatria é um discurso burro. Porque que eu nomear uma coisa é tão grave? A pessoa já tá sofrendo, ela está vivendo com todas as consequências de quem tem um transtorno. Então, quando eu nomeio, eu dou esperança. Não é nomear que vai fazer ela sofrer mais ou menos, pelo contrário, talvez bem menos. Percebem? Vocês concordam comigo? Alguém falou, a Nat falou: "Meu diagnóstico de CDH foi uma libertação. Hoje eu vivo muito melhor, eu posso tratar." Exato, né?
Então, quantas coisas uma pessoa com TDH que não teve acesso ao diagnóstico, ela pensa sobre si, né? O jogo viu, ah, você não dá conta de aprender, ah, você é irresponsável no trabalho, você perde horário, você perde meta, você não aprende, você é burro, se é isso, é aquilo, né? Eh, então assim, quando eu dou um diagnóstico, olha, não, você não é burro, você não é irresponsável, você tem um transtorno mental, se chama transtorno de déficit de atenção, hiperatividade. Tantas pessoas têm isso, é um transtorno, você não tem culpa, você não escolheu, é uma condição neurobiológica que foi ativada pelo ambiente também. Percebem? Eu dou esperança.
Então, não sejam ingênuos de achar que uma pessoa que tá sofrendo, que sente tudo aquilo embaixo da pele dela que um transtorno causa, vai se nomear, que vai gerar um problema. E mais uma coisa, porque é tão importante dar um nome para um transtorno mental? Vejam só, atenção, hein, isso é importantíssimo. Imaginem só que amanhã bate no consultório de vocês um paciente e aí vocês constatam que ele tem os seguintes problemas. Olha, tem como meta ser menos preguiçoso, porque eu fico o dia inteiro deitado no sofá sem energia, só rolando feedk. Eu tenho como meta eh responder minhas mensagens do trabalho que eu fico abandonando, procrastinando. Eu tenho como meta: "Olha, eu nem transo mais com a minha esposa, não tenho libido, eu não tenho tesão, eu quero melhorar isso, eh, eu tô comendo muito, eu tô dormindo mal, sabe? A minha vida tá terrível, né?" né?
Então assim, será que essa pessoa é a pessoa mais azarada do mundo, que tem 10 metas de terapia, 10 problemas, ou tudo isso poderia ter um único nome, transtorno depressivo maior? Então, quando eu nomeio, quando eu encontro um diagnóstico também, quando existe, claro, não vou inventar esse paciente não tem, né? enfim, não posso quando eu não meio, né, eu olho para vários problemas, coloco eles dentro de um pacote e falou depressão. Você não é a pessoa mais azarada do mundo, você não é a pessoa com a vida mais prejudicada, isso é um transtorno e um transtorno tem tratamento. Então eu trato a depressão e essas coisas vão melhorando, esses 10 problemas, né? Alguns com algumas técnicas juntas, outras não, né? Mas vejam, eu dou mais esperança do que pensar que é uma pessoa muito azarada, com vários problemas aleatórios. Então o diagnóstico ele é fundamental, né, na nossa área. E é muita ingenuidade a gente achar que em pleno 2026 não, né, psicólogo não precisa saber diagnosticar, então tudo bem. Então você continua tratando de uma forma incompleta somente com a teoria, pensando que isso vai ser suficiente e deixando seu paciente se sentindo o cocô do cavalo do bandido, porque poxa, eu tenho isso, isso, isso, tem alguma coisa de errado, tudo bem, mas eu não posso te dizer o nome, né?
Bom, então é crucial a gente aprender a diagnosticar. Isso permite com que a gente reconheça, né, eh, em outros transtornos, em outras, né, a gente acessa a literatura que tá disponível pra gente estudar sobre aquilo, a gente gera esperança pro nosso paciente, a gente replica o que já foi feito com aquele e os tratamentos que já foram testados para aquele transtorno e a gente tem maior chance de ter sucesso. Então, a prática baseada em evidência também ela depende disso, né, no atual momento até que isso mude, né, que a gente saiba também, né, qual é o diagnóstico para que eu saiba qual é o tratamento. mais claro, né?
É importante também, né? Eu ensino sobre isso, eu, mas eu também critico bastante o DSM, então, né? Ele não é um ele é um manual que organiza todo o conhecimento produzido sobre os transtornos mentais, né? Do ponto de vista estatístico, claro, não te e através dele a gente também pode ter boas respostas, mas claro que ele tem várias limitações, vários problemas, né? A gente não acha também que ele é uma resposta para todos os problemas que a gente tem, mas é o melhor que nós temos no momento atual pra gente ter uma linha de base, para uma intervenção eficaz com o paciente, para me sentir segura tratando aquela pessoa, porque eu já sei o que foi testado para aquele transtorno.
Então, respondendo a nossa colega Eliane, né, não, nem todo mundo tem um transtorno mental. Às vezes uma pessoa com ansiedade não tem ansiedade generalizada, um transtorno de, né? Uma pessoa com timidez nem sempre tem uma transicidade social. Uma pessoa desatenta, desorganizada, nem sempre temdh. Pessoas que mudam o humor, tá super na moda. Nossa, mudou de ideia, transforme bipolar, mudou de humor, transforme bipolar. Obrigada, TikTok por mais essa, né? Transformos de TikTok, enfim. Não, né? Mudanças de humor também não são sempre esse transtorno bipolar. E uma exigência excessiva com limpeza também não é toque. Como que eu sei disso? Porque eu tive uma boa formação, né? A parte de uma boa formação em psicopatologia, análise das funções psíquicas, fui treinado, analisar, avaliar e também olhar pro DSM, eu posso então responder, né, se o paciente tem de fato ou não um transtorno mental. Faz sentido para vocês?
E aí, como é que foi a aula de hoje para vocês até aqui? E aí, só recapitulando, né, amanhã, então, né, já que hoje a gente deu um primeiro passo, a gente pegou o primeiro pontinho, como eu disse para vocês, é, são cinco aulas, né? Quatro aulas, quatro >> são quatro aulas, então a gente vai ligar o ponto entre todas elas. Então, hoje foi apenas o primeiro passo, né? Eh, falar sobre psicopatologia, depois a gente fala sobre TCC clássica, DBT, ACT e eu vou liberar uma aula bônus de T para vocês numa gravação, tá bom? Então, a aula de hoje trouxe esse primeiro esclarecimento, certo? E como é que foi para vocês até aqui? Fez sentido? Preparados paraas próximas? Eu conto para vocês no final do curso com a minha abordagem favorita, tá? Só em defesa de quem tem uma abordagem favorita, eu tenho. Culpada. Na última aula eu conto para vocês, se vocês não descobrirem antes, que eu acho que vocês vão descobrir, né? Mas eu conto para vocês com a minha abordagem favorita. Mas claro, eu sempre trabalho com a maior evidência, apesar da visão filosófica dessa abordagem ser muito legal, certo?
Então, quem tá fechado, eu serei excelente. Vocês estão comprometidos com a prática de excelência baseada em evidências? Eu aguardo vocês amanhã. Quem não tá comprometido, tá tudo certo, né? Talvez nossos caminhos só não tenham se encontrado nesse momento. Certo? Deixa eu dar um recadinho então para vocês antes de ir embora, pessoal. Então, vamos lá. Dúvidas e dúvidas. Primeiramente, vamos falar dos bônus das premiações. Então, a gente tá tendo aí, não é um sorteio, certo? Bom, primeiramente, né? Ah, obrigada, obrigada, pessoal. Muito obrigada. Sempre chega depois mensagens do chat para mim ter um delay. Muito obrigada. Fico feliz que vocês tenham gostado. Eu que agradeço a presença de vocês e até amanhã. Para quem tá comprometido com a prática de excelência baseada em evidências, como eu disse, vocês fazem parte de um seleto grupo, tenho certeza. Vocês não vão ficar para trás pelo caminho, como alguns que talvez vão desistindo, né? Muito bem, então, obrigada pelas palavras e vou passar os recadinhos.
Então, primeiramente, tá tendo uma premiação, não é sorteio, não é aleatório. Como que funciona? Quando vocês se cadastram no evento, aparece um linkzinho. Olha, esse linkzinho aqui é só do Manuel, tá? U só o seu, no caso, não precisa do Manuel. Então, quando você pega esse link e indica para colegas que são psicólogos, para cada pessoa que se inscrever com seu link, você ganha 10 pontos. E para cada pessoa que se inscrever com o link do seu colega, assim sucessivamente, certo? Ã, então quanto mais pontos você fizer, mais pessoas você trouxer pro evento, maior a sua pontuação, certo? Mas tem uma regra, essa regra é muito séria. Algumas pessoas já foram desclassificadas e perderam nos outros anos por isso. Depois chama a gente, a gente explica: "Olha, a gente viu que aconteceu isso, isso, isso". Então, qual que é a primeira regra? Primeiramente, simplesmente compartilhe psicólogos, estudantes de psicologia e psiquiatras, certo? Que são as pessoas para quem a gente, para quem eu desenvolvi esse curso. Eh, mas qual é a regra? Você não pode se inscrever mais de uma vez, né? Tem pessoas que vão lá, fraldam, a gente descobre a plataforma, ela tem todo o rastreamento e aí a pessoa é desclassificada. Tem pessoas que soltam o link em um lugar qualquer e traz pessoas que não são psicólogos. Então os participantes que você convidar eles serão conferidos por amostragem, né? As meninas da equipe elas vão lá, vão pegar um grupo de pessoas que vieram das suas que veio das suas indicações e vão ver, é psicólogo, é estudante de psicologia, nã. Ah, não. A maioria das pessoas era da família, eram pessoas aleatórias, né? Tá? Então você vai ser desclassificado. Então indique, né, o concurso sem medo, a premiação sem medo. Use o seu link, coloque nos stories, coloque em grupos de psicologia, coloque no feed, né, do seu Instagram, em grupos e tudo mais, grupos do Telegram, grupos de livro, grupos de psicólogos, né? Então divulgue sem medo, mas se você tentar, tipo, cometer algum tipo de fraude, você vai ser desclassificado, certo? Isso é muito sério. Todas as regrinhas estão ali. Ã, segundo, terceira regra muito importante, né? É importante que vocês estejam ao vivo. Já aconteceu um ano de eu chamar a pessoa a gente vai comunicar quem é o vencedor na última aula, na aula de quinta-feira, né? Quem ganhou, quem ganhou a premiação, quem são os três vencedores. Se eu chamar a pessoa e ela não estiver presente, ela é automaticamente desclassificada. Então, garanta a tua presença pelo menos na última aula ao vivo, certo? Se você não estiver aqui ao vivo e eu te chamar, você pede também o direito ao bônus e a gente chama a próxima pessoa. OK? Claro? Beleza.
Última regrinha super importante, né? O que que eu vou ganhar? Então essa é a parte mais gostosa. Primeiramente você vai ganhar uma bolsa de 100% e você pode escolher um dos meus cursos, seja pós-graduação, seja formação completa, seja você psicólogo, estudante de psicologia ou psiquiatra. Sim, também é para estudante. Sim, também para psiquiatra. Então você pode escolher um desses prêmios, a bolsa de 100% para pós formação. O outro prêmio é o meu livro, né, Terapia Cognitivo comportamental na síndrome de Burnout e também o da SM5 TR, a última versão dele. Eh, e como que vai funcionar? O primeiro lugar vai escolher um dos três, o segundo lugar escolhe os dois remanescentes e o terceiro lugar vai ficar com aquele último prêmio ali, certo? Então é um de cada e escolhe por ordem. Gente, não esqueçam, estejam ao vivo. Quando eu falar o nome do vencedor, vocês vão ter alguns minutos para me responder no chat: "Oi, Anne, eu sou o fulano, eu tô aqui." E aí, quando você responder isso, eu vou te falar que que você tem que fazer, então, para você direito ao seu prêmio, ok? Ã, que mais? Deixa eu ver. Se vocês tiverem dúvidas, né? Ai, quero ver de novo aquela página, a gente mandou por e-mail de vocês, tá? Ah, mais algumas regras importantes. A gente também vai verificar se vocês cumpriram todas as regras. Uma delas é estar seguindo os meus três perfis, tá? Ã, e além disso também você ter feito o chequeinas aulas. Eu já vou falar do checkin, tá?
Vamos falar então também do certificado do treinamento. Então, sim, pessoal, teremos certificados 100% gratuito apenas para psicólogos, estudantes de psicologia e psiquiatra. Lembrando que terapeuta não é psicólogo. Vocês concordam? Se sim, escrevam aqui no chat. Eu tô sozinha nessa ideia. Quem concorda escreve aí. Terapeuta não é psicólogo, hein? Certo? Então, eh, vamos lá. Até o dia 30 de abril, não antes que isso, vocês vão receber no e-mail de vocês, provavelmente no dia 30, um formulário. Nesse formulário, você vai colocar os seus dados, você vai colocar um comprovante que a gente vai pedir, né? seja de sua carteirinha do CRP, seja seu qualquer coisa que comprove que você é psicólogo, seja um documento de inscrição na faculdade ativa, né? Então você precisa provar de fato, eh vai ter tudo ali, né? Para você submeter, nome, seus documentos. E além disso, né? Ã, no final de cada aula, como hoje, alguns minutinhos depois, esse aqui é de outro ano, tá? Mas eu vou fazer o que eu sempre faço. Eu vou soltar um post lá no meu feed do Instagram. Então você vai lá nesse post, ler a legenda dele e fazer o seu comentário embaixo. Então o que que isso quer dizer, né? Você foi lá, você basicamente vai entrar no, enfim, você vai lá nesse post deixar um comentário específico respondendo o que eu te perguntar na legenda. Você vai tirar imediatamente um print, tá bom? E salvar. No dia 30, que não é 17/04, né? No dia 30 de abril, você também vai subir esse comentário, esse print lá no formulário. Já vai ser um formulário com seu nome para você colocar o seu comprovante, se você é psicólogo ou estudante e também o post de cada chequin. Para cada aula, eu vou soltar um post no meu Instagram. Não comentem tudo no mesmo, certo? Cada um vai ter um objetivo diferente. Então, aula um, meu comentário um, printa. Aula dois, meu comentário dois, printa. Aula três, meu comentário três, aula quatro, OK? printa e deixa guardadinho. E aí no dia 30, não vai ser antes, vocês vão receber o formulário.
Pessoal, agora uma regra muito importante, isso já aconteceu em outro ano, né? Ã, de algumas pessoas irem lá. Então, vamos lá, vocês vão receber isso por e-mail. Em um outro ano, uma, algumas pessoas foram lá e clicaram: "Não quero mais receber esse e-mail". Spam. Que que aconteceu? Que que vocês acham? Chegou o dia do envio no formulário, a pessoa tinha descadastrado no recebimento de e-mail, não recebeu. Todo mundo recebeu, menos ela. Passaram alguns dias, né? A gente dá 21 dias, a gente pede 5 dias para vocês preencherem. Então, no dia 30 vocês vão receber o e-mail com formulário e até ali, mais ou menos o dia 5, 6 de maio, vocês vão ter de prazo para preencher o formulário. Passou esse prazo, fechou. A gente já vai fechar porque são mais de 15.000 inscritos no curso, né? Então não dá pra gente toda hora ficar bem no formulário, então vou ter prazos específicos, mas a gente mandar tudo por e-mail, fiquem tranquilos, tá bom? Tudo isso que eu tô falando agora. Ã, e aí depois a pessoa: "Ah, mas eu não recebi, ah, mas eu não vi". E tava lá, a pessoa clicou: "Não desejo mais receber e-mails de vocês". Gente, não tem como. Se vocês se descadastraram, não vai ser possível o recebimento e a gente não vai enviar por nenhuma outra via, né? Eh, são pessoas terceirizadas que fazem certificados. Então não tem como, a gente vai lá, envia tudo paraa empresa, tudo pra pessoa, pra equipe que vai fazer, eles emitem o formulário, eles puxam tudo, geram: "Ah, mas eu me descadastrei, ah, mas eu não vi o prazo." Então, todos os prazos estão sendo comunicados aqui. E a gente também vai enviar todas essas instruções no dia 30. Não se preocupem, vocês vão receber um e-mail com todos esses detalhes dia 30, tá bom? E depois de 21 dias vocês vão receber os certificados, desde que vocês tenham os comprovantes e o checkin em cada aula.
Além disso, última regrinha pro certificado. Por que que a gente tem tanta regra pro certificado, né? Primeiro que, como eu disse para vocês, não somos nós que fazemos eles, né? É uma apuração externa, então a gente também tem prazos para cumprir. A gente contratou um grupo para fazer isso. E além disso, eu não quero dar certificado simplesmente para eh caçadores de certificados. Eu quero ter certeza que estava aqui. Então, por isso que tem a questão do checking da aula, né, que é comprovante da presença. E a gente também tem a senha de cada aula. Então, a senha de cada aula você também vai anotar. A de hoje é #euserei excelente, certo? Lá no formulariozinho também vai ter um campo para você anotar essa senha. Senha da aula um, senha da aula dois, senha da aula três, senha da aula quatro. Problemas que tivemos em outros anos. Olha, eu tô fazendo contato porque a Anne não falou a senha hoje. Como não? Ou você não viu a aula toda? Ou às vezes eu falo rápido mesmo, às vezes passa, né, batido. Mas se você assistir, gente, não tem segredo. Parece complicado, mas é muito fácil, né? Eh, são mais de 10.000, 15.000 certificados que a gente emite todos os anos quando a gente fez esse evento gratuito. Esse provavelmente é o último ano. Basicamente anota a senha que eu falo no meio da aula e no dia você submete os seus documentos, o formulário e comenta no post após a aula, certo? Então assim, a gente não passa a senha. Vou pedir para vocês não comentarem a senha aqui no YouTube e nem lá no meu Instagram. Tem gente que vai lá e posta a senha, mas não, né? A gente realmente, como eu disse para vocês, não é simplesmente um evento para ser, mas eu tô fechada com quem tá realmente comprometido com evoluir na prática clínica, né? Esse evento é para isso e não só para entregar certificado. Então, a comprovação mínima que a gente tem de que vocês participaram é verificar os chequins das aulas, verificar se vocês pegaram as senhas, né? E é isso. É muito simples, na verdade. Então, eu tenho certeza, né? A gente tá num grupo bem bacana aqui. A gente tá falando de quase 20.000 inscritos nesse evento, né? Ã, e basicamente eu tenho certeza que vocês vão pegar tudo certinho, certo?
Bom, então daqui a pouquinho já vai est no meu Instagram o post para vocês fazerem o chequin na aula de hoje. Não comentem a senha lá, tá bom? Ã, já comentem, já tirem o print e no dia 30 vai tá disponível para vocês o formulário. Beleza, pessoal? Como muitas pessoas fizeram contato conosco, Anne, eu trabalho à noite, eu estudo à noite, o que que eu faço? Não consigo ver, tô no trufanã. a gente vai deixar alguns replays disponíveis para vocês. Estejam sempre ao vivo porque é mais gostoso, né? Eu vou conhecendo vocês, eu vou chamando vocês pelos nomes, eu vou reconhecendo. Eh, depois vocês me chamam no Instagram, ah, essa pessoa que tava na live e a gente tem uma aula de verdade, né? Então, estejam aqui ao vivo porque faz muita diferença, certo? Muito bem. Então, então foi um prazer estar com vocês aqui hoje para quem tá comprometido. Então eu aguardo vocês amanhã às 8:15, horário de Brasília ou me 15 para quem tá no meu fuso horário aqui na Inglaterra, certo? Foi um prazer. Até a próxima. Então não esqueçam de dar um joinha nesse vídeo, tá bom? Então é um prazer, então e até amanhã também, certo? Mais alguma dúvida, mais alguma pergunta? O post já vou soltar agorinha, agorinha de hoje é aula um. Que bom, fico feliz que vocês tenham gostado. Muito bem, pessoal. E no nosso e não saiam dos grupos também de WhatsApp. Recado super importante. Como eu disse para vocês, após o evento, a equipe tá trabalhando na montagem de um e-book junto comigo, né? Ã, assim que tiver pronto, provavelmente na semana que vem nos grupos de WhatsApp vocês vão receber ebooks, tá bom? Ai, saí do grupo, pode mandar para outro lugar. Não, criatura, por que que você saiu do grupo, né? Então é um grupo do evento. Beleza, pessoal? Foi um prazer estar com vocês aqui hoje e eu aguardo vocês amanhã, então, ao vivo às 20:15. Estarei aqui aguardando vocês, tá bom? Até mais, uma boa noite e até amanhã.