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Se você é da Bolha Tech e você já tá uns anos no mercado, você provavelmente já ouviu falar do conceito do Lean Startup, ou seja, Startupa, que é um livro muito famoso pelo Eric Rise para todo mundo que empreendeu com tecnologia, e ele foi escrito por ele em 2008 e lançado em 2011. Caramba, como eu tô velho.
Mas esse conceito ele foi feito numa época que empreender com software era muito difícil, muito pesado, muito caro. Para você ter uma equipe de desenvolvedores, era era você carregar um elefante, era muito pesado, eram passos largos, porque uma empresa de tecnologia há 10 anos atrás era muito cara de se construir.
Mas os tempos mudaram e 2026 chegou e a IA tá explodindo a internet. Hoje você faz vídeos com um prompt, você tem um assistente de cloud bot no celular, você tem um cloud code. Você, cara, você pode literalmente construir qualquer coisa. Será que o conceito da Startupa, ele ainda faz sentido em 2026?
Nesse vídeo aqui, eu quero explorar com vocês a minha visão da construção dos quatro pilares que são fundamentais para você fazer numa startup ou numa empresa de tecnologia atualmente. Porque no final do dia, mesmo que a barreira do produto esteja drasticamente menor, existe ainda parte de negócios que ela é importante. Você tem que entender sobre isso. E eu quero explorar um pouco sobre esse pilar de construção de startups de empresas de tecnologia. Beleza? Então, partiu pro vídeo de hoje.
Se você caiu aqui no meu canal de paraquedas, deixa eu me apresentar. Eu sou Bruno Camoto e eu prazer enorme de ter aqui comigo. E aqui no meu canal você vai aprender tudo sobre SaaS, Micros, sobre startup, sobre empreendedorismo, porque eu sou um empreendedor há quase 15 anos e eu amo construir negócios. E falando nisso, atualmente eu tenho dois SaaS, que é o My Group MRIX e o Métricas. E em paralelo eu produzo conteúdo. Então, o meu trabalho basicamente é administrar três empresas. E eu faço isso com maior prazer, compartilhando com vocês tudo que eu vou aprendendo junto com a minha comunidade, junto com os meus alunos, junto com todo esse ecossistema que eu trabalho em torno do tema de SaaS.
Bom, então vamos falar sobre o Lean Startup. Então dá uma olhada aqui na minha tela. Cara, esse aqui foi o conceito da Lean Startup. Então basicamente esse conceito era fundamentado em três grandes pilares, né? Build, Measure, ou seja, construa, aprenda, né? Eh, desculpa, construa, meça e aprenda, né? Então, basicamente, você tinha uma ideia e dessa ideia você ia pra parte de construção, onde você já fazia o MVP para testar hipóteses, né? Aí você construí um produto, você tinha eh você media o seu produto através de métricas, né? E a partir disso você gerava dados e com dados você decidia, né? Você aprendia e aí você pivotava ou perseverava, né? Então, basicamente você aprendia por dados. Então, o conceito é ideias, construir, medir, refinar com dados, pivotar ou continuar.
Esse conceito, de certa forma, ainda faz muito sentido, mas hoje em dia, na minha visão, existe outro caminho. Então, quando a gente fala de startup, a gente tá falando daqueles grandes, é, daquelas grandes empresas de tecnologia que são pesadíssimas, sabe? Então, para você construir uma startup lá atrás era muito caro, né? Startup, startup há 10 anos era muito caro, cara. falando 10 anos, né? Me sinto um dinossauro, mas é tipo ontem, entendeu? Então, há 10 anos atrás era muito caro você construir uma startup. Hoje em dia você consegue construir uma startup muito mais rápido, mas o conceito de startup por si só mudou. Hoje é você pode chamar de microSaaS, startup, empresa de tecnologia, SaaS, tanto faz. No final do dia são todos negócios de tecnologia dentro de uma bolha tec. Então não importa o conceito, no final do dia todo mundo quer construir um negócio de tecnologia que seja altamente replicável, ou seja, que seja um negócio que você consiga vender para 100 pessoas usando o mesmo produto, um negócio replicável, porque no final do dia a gente empreende com tecnologia por ser replicável, senão a gente ia vender fruta, eu ia abrir um café, ia virar barista, tanto faz, eu não ia aprender com tecnologia.
Então é, esse conceito pr você construir e medir as coisas, ele era muito importante. O que que era um MVP na época? Um MVP era uma coisa muito cara. Para eu captar é e montar um MVP pra minha startup, eu tive que gastar, sei lá, uns R$ 120.000 em 2014, né? Tudo bem, não foi tanto um MVP, mas foi um MVP. Essa era a minha grande intenção, apesar de não ter experiência na época. Então, no final do dia isso é muito difícil. E aí eu segui todo esse conceito, literalmente eu comi o livro do Eric Rise sobre Lean Startup e eu segui literalmente passo a passo.
Hoje, na minha visão, existe uma forma muito mais factível, dado que a gente precisa construir empresas e ainda fazer as coisas rápidas, porque o mundo tá indo muito rápido, tá tudo muito rápido. Então eu quero falar para vocês desses quatro pilares aqui de uma forma bem pragmática. E eu já falei disso aqui em outros vídeos antes, mas eu reforço porque eu vejo que cada vez mais as pessoas estão lançando mais e mais SaaS, né? Eu mesmo nas férias agora de Natal e ano novo, eu fiz quatro SaaS e eu fiz eles para resolver problemas internos da pr mim da minha operação e assim por diante. Então eu quero falar para vocês qual é a minha metodologia que eu uso e que eu ensino pros meus alunos, porque na minha visão faz muito sentido isso aqui em 2026, tá bom?
Então vamos falar sobre os quatro pilares que eu considero fundamentais. O primeiro, o primeiro pilar é o público alvo, tá? Então por que que é importante o público alvo? O público alvo ele é importante porque você precisa entender para quem você vai vender o seu negócio. Então vamos fazer um rápido exercício aqui. Se você hoje, antes de você construir seu SaaS, se hoje você tem uma ideia, a primeira coisa que você tem que pensar na sua ideia antes de ficar confabulando funcionalidade, o que ela vai fazer, como ela vai fazer, é você pensar, tá? Se hoje tivesse pronto esse meu projeto, quem compraria ele? Quem seria o meu público? Essa é a primeira pergunta que você tem que saber responder.
Se hoje você falar assim: "Ah, meu público são todas as PMEs do Brasil, é o público de MEs, são mães desempregadas, são obras, sei lá, fica muito aberto o público." E quando você tem um público muito aberto, significa que você tem uma concorrência muito ampla, significa que você vai bater com muita gente que está construindo negócios. exemplo, então você tem um SaaS de imobiliária e você vai fazer Google Ads e Meta Ads para você trazer clientes pro seu MVP. Cara, você vai pagar uma fortuna em tráfego porque tem 1 milhão de ERPs, CRMs e grandes SaaS no mercado que já estão mais de uma década no mercado usando essas palavras-chaves, usando esse tráfego para gerar leads para os negócios deles. Então você vai concorrer com muita gente grande.
Então o ideal é você entender quem é o seu público alvo e nesse primeiro momento você nichar. Então quando você pensar num público alvo, você vai pensar assim: "São todas as PMEs do Brasil, tá beleza? né? Mas dentro de todas essas PMEs, quem realmente vê valor? Ah, na verdade são eh agências. Ah, tá. Então a gente tem uma primeira hipótese aqui que são agências. É, mas agências do quê? Ah, agências de marketing, agências de automação. Ah, tá. Então, agências de automação e assim por diante. Então, a gente vai nichando o máximo possível, porque no final do dia é muito mais fácil você expandir de dentro para fora do que de fora para dentro. Então, é muito mais fácil você começar dominando pequenos mercados de cauda longa do que você buscar um grande mercado.
Um exemplo de empresas que fizeram isso com excelência, né? Então, vamos imaginar aqui que esse aqui é a grande São Paulo, tá? Tá, esse quadrado aqui é São Paulo. Ai, ai. Porque senão eu ia ficar demorando muito tempo aqui para desenhar, tentar desenhar o mapinha de São Paulo, tá? Então, quando o Rappi veio pro Brasil, o Rappi já tinha muita concorrência, principalmente do iFood. Então, o que que o Rappi fez? De vez do Rappi focar na grande São Paulo, ele falou assim: "Não, vamos focar na na capital de São Paulo". Aí ele falou assim: "Não, mas dev fazer capital de São Paulo, vamos fazer eh em alguns bairros. Vamos pegar alguns bairros." Ele falou, decidiu pegar alguns bairros. El falou: "Não, faz a gente fazer em alguns bairros, vamos fazer só na Vila Olímpia". E aí o que que eles fizeram? Eles pegaram e começaram fazendo de dentro para fora. Então eles pegaram o Vila Olímpia, Pinheiros e os bairros mais nobres ali, mais nobres. E eles começaram a colocar os rapazes de motoboys do Rappi e começaram a colocar a mochila, que é a mochila que todo mundo já viu do Rappi nas costas. E as eles começaram a colocar um monte de motoboy naqueles bairros. E aí as pessoas começavam a olhar aquilo lá e falavam: "Não, pera aí, que que é esse negócio de Rappi aí? Que que é Rappi? Nossa, tá todo mundo usando Rappi, nossa, tô vendo Rappi toda hora aqui." Eles começaram a ver Rappi, Rappi e o Rappi ficou na cabeça deles. E aí eles foram fazendo essa expansão gradativamente de expandir para bairros, depois de expandir pra grande São Paulo, depois de expandir blá blá blá. E aí eles foram expandindo. Essa estratégia ela se chama Beach Head Strategy, tá? Aí depois você pode digitar no Google aí no no seu Cloud ali e entender mais sobre essa estratégia, né? Mas essa é a estratégia do Beach Head Strategy. Então essa estratégia ela funciona muito bem, por isso que eu recomendo ao máximo você nichar público alvo, né? Começar nichando.
E aí quando você entender quem é o seu público alvo, o próximo grande passo é você entender qual é o seu canal de distribuição. Então vamos supor que você já sabe quem é o seu público alvo. Então vamos voltar a um exemplo aqui que eu gosto de usar que são eh você construiu uma ferramenta de agendamento para clínicas de estética. Então assim, como você chega em clínicas de estética? E aí eu tenho vários vídeos aqui no meu canal do YouTube que eu falo de como conseguir os 10 primeiros clientes, de como conseguir 100 clientes e tal. Não vou entrar tanto no passo a passo para você entrar aqui, mas eu vou explicar de uma maneira geral o que você tem que ter de percepção. Então, quando você tem uma ideia ou você vai bicodou seu SaaS, você lançou ele e você pensou quem são meus clientes, a segunda coisa que você tem que pensar é como você atinge eles, como você vende para eles. Então, o exercício que você tem que fazer é pegar e começar a desenhar possíveis canais, né? Então, vamos imaginar que a gente tem aqui nossa, vamos colocar aqui nossa clínica de estética, tá? Então, a gente tem uma clínica de estética. Então, a nosso público alvo são clínicas de estética. Então, como eu vou chegar nas clínicas de estética? Bom, eu imagino que eu possa fazer propaganda de porta em porta, tá? Ah, sim. Mas Bruno, estamos 2026. Propaganda de porta em porta. Aham. Propaganda de porta em porta funciona ainda. A gente também pode pegar aqui, a gente pode fazer então com essa aqui, a gente pode fazer ads, né? Então, ads para SaaS funciona para 90% do SaaS. A gente pode fazer aqui parceria com influenciadores, a gente pode fazer aqui eh sei lá, eh, outbound, que é a gente disparar cold mail para a galera e fazer ali mandando mensagem massa. A gente pode fazer scrapping de CNPJs e filtrar por KINAI e fazer uma automação no WhatsApp de disparo para mensagens com aquele KINAI específico. Eu tô dando alguns exemplos esdrúxulos aqui, mas você tem esse canal de distribuição.
Então, o exercício que você tem que fazer aqui é pensar num possível canal de distribuição pro seu negócio. E aí aqui você tem que dar uma nota para ele, né? Então, que nota que você dá para cada canal pensando em probabilidade de sucesso, né? Então, vamos escrever aqui. Nota probabilidade de sucesso versus esforço, né? Então você vem aqui e você dá uma nota sobre a sua probabilidade de esforço versus sucesso. Então eu vou dar uma nota aqui para cada um desses carinhas aqui, tá? Então fazer propaganda porta a porta. Qual que é a minha minha probabilidade de sucesso versus esforço? eu acho que a probabilidade de sucesso é baixa, o esforço é alto, então eu vou dar aqui nota quatro. Cara, eu acho que isso aqui não vai dar boa. Ads, cara, a probabilidade de sucesso ela é mais alta, o esforço também é mais ou menos. e tal. Eu vou dar uma nota oito aqui que eu acho que faz sentido o ads aqui. Influenciadores, eu vou dar uma nota seis, vai, porque não é tão simples você fazer de graça. Você provavelmente vai ter que pagar ou os caras vão querer alguma coisa em troca, né? É fazer cold mail, eu vou dar uma nota seis também, né? Então assim, você pode sair montando uma estrutura de cold mail e tal, funciona, né? Ah, fazer spam no WhatsApp aqui, nota sete, probabilidade de sucesso é boa, o esforço é mais ou menos. Então assim, dê algumas notas e começa a pensar quais são os canais que você alcançaria essas pessoas, por onde você iria, o que você iria fazer, tá? Então tudo isso aqui que eu tô sugerindo para você é em paralelo à à construção do seu SaaS, né? Porque a gente tá no momento da história que agora, né, construir um produto é muito mais rápido. Então a gente tá aqui seguindo ainda a estrutura parecida com o do Lean Startup, né? A diferença é que aqui eu começo pensando em público alvo e não pegando a ideia e jogando no mercado para ver quem cola, né?
Segundo, o terceiro ponto aqui que a gente tem que pensar é a parte de proposta de valor. Bruno, não aguento mais ver você falando de proposta de valor. Eu sei, ainda vou falar muito. Então, proposta de valor ela é fundamental. Então, a proposta de valor é uma reflexão que você tem que fazer o seguinte. Se as pessoas que usam o seu SaaS, né? Então, vamos pegar a nossa clínica aqui, né? Então, a gente tem uma ferramenta aqui, a gente tem uma ferramenta de agendamento para clínicas de estética, tá? Então, a gente tem aqui a nossa ferramenta de clínicas de estética. Então, qual que é a proposta de valor de uma ferramenta de agendamento de consultas com IA? Então, você pode chegar aqui e falar assim: "Ah, minha proposta de valor é IA. Ah, minha proposta de valor é a automação. Ah, minha proposta de valor é que ela nunca dorme. Minha proposta de valor é que ela é infinita. Eh, sei lá, né? Você pode pensar, no final do dia nada disso importa. Então, apagando tudo isso aqui, porque isso não importa. Isso não é uma proposta de valor, isso são funcionalidades. Então, quando alguém pede para eu avaliar o SaaS dele e eu entro no site e tá lá bem no hero escrito: "Faça mais com IA na sua área". Cara, caguei. A maioria das pessoas cagou. IA virou uma commodity. Então, ninguém quer saber se tem IA ou não tem IA. Quase tudo tem IA, daqui a pouco seu controle remoto vai ter IA na sua TV. Ele vai adivinhar o que você quer assistir, entendeu?
Então, na verdade, a proposta de valor é o valor que a pessoa recebe após usar o seu produto. Então, vamos pensar aqui na nossa clínica de estética. Qual é o valor que as pessoas recebem ao usar o nosso produto? Então, vamos pensar aqui juntos com a nossa clínica de estética. O primeiro valor é que a a gente tem eh vamos pensar assim, nós temos um comercial que é um comercial que é ilimitado, né? Então ele tá todo dia respondendo, toda hora: faça chuva, faça sol, blá blá blá. Mas o que que significa de de fato um comercial ilimitado? O que que é isso? Significa que a gente tem uma pessoa que vai estar agendando consulta 24/7, ou seja, a gente tem um aumento de agendamentos, né? Porque a gente vai ter uma pessoa agendando mais rápido. Então no final do dia a gente vai ter mais agendamento, né? Eu segundo ponto é que a gente consegue reduzir custos. Então no médio prazo, eu não vou precisar de cinco secretárias na minha clínica de estética. Eu vou precisar de uma secretária cuidando das minhas IA. cuidando das minhas das minhas ferramentas, porque as ferramentas a IA às vezes vai falar alguma coisa, vai alucinar, vai deixar passar algo. Então eu vou ter uma pessoa, eu vou ter uma redução de custo fixo na minha empresa. Então vamos supor que num ano eu economize aqui, sei lá, R$ 50.000 por ano, né? Que você gastaria ali com duas secretárias pagando R$ 2.500 por mês. Então aqui você tem um aumento de agendamento, né? Que no final do dia é mais receita, né? Então você tem uma uma ferramenta que gera mais receita e você tem uma ferramenta que ao mesmo tempo te economiza dinheiro. Então cara, olha que proposta de valor violenta. Ganhe mais, gaste menos e não tenha problemas trabalhistas, não tenha problemas, cara matador assim, né? Então, novos tempos. Então, a gente tem essa redução de custo fixo. Outro ponto aqui é que a gente tem uma ferramenta que agenda atendimentos mais rápido, né? Então pensa, eu, cara, eu sou da época de ligar ainda. Eu ligo para as pessoas, eu sei, eu sou um tiozão, eu gosto de falar no telefone. E aí você tem uma IA que você manda um áudio no WhatsApp, você manda uma mensagem, ela agenda para você. Então você também, de novo, você tem um aumento, um aumento de agendamentos e aí de novo você tem mais receita, né? Então no final do dia, a proposta de valor ela tá muito atrelada à percepção dos benefícios. Então o que você tem que pensar é o que que as pessoas ao usar o meu SaaS se beneficiam. Elas ganham mais tempo, elas economizam dinheiro, elas ganham mais dinheiro. E é isso a coisa mais importante que você tem que vender, porque no final do dia as empresas, as pessoas, elas compram a transformação, elas não compram funcionalidade. Óbvio que funcionalidade é importante, óbvio que é, mas elas compram a transformação, a promessa, né? É por isso que vendedor de curso vende tanto, porque ele tem uma promessa forte. Então isso aqui no final do dia é fundamental.
E o nosso quarto e último ponto é o modelo de negócio. E aqui é onde a grande maioria dos empreendedores de SaaS eles falham miseravelmente. Porque quando uma pessoa tem uma ideia de SaaS, né? Então, ela tem uma ideia de SaaS. A primeira coisa que ela faz é ficar pensando nas funcionalidades, funcionalidades, quanto custa, eh, para ela já pensar no preço, eh, como ela vai fazer, lançar, eh, quais são as funcionalidades e, ah, já falei isso, né? É, como que ela vai lançar, quanto vai custar, se vai ser freemium, se vai ser free trial, blá blá blá blá blá. Mas gente, nada disso importa enquanto você não tem clareza desses pontos aqui. Então você não sabe para quem é a sua ferramenta. Então se você vai lançar para uma clínica de estética ou para um salão de beleza, cara, são duas propostas de valores diferentes com duas percepções diferentes, dois públicos diferentes. Então se você tem uma ferramenta que ela funciona para qualquer lugar e de estética do Brasil, aí fodeu, porque, cara, tem diversos segmentos e verticais. Então, no final do dia, você tem que escolher uma vertical específica e pensar sobre isso. Por isso que o segredo no final do dia é o nicho. Por isso que isso aqui te ajuda bastante, porque isso facilita até o processo de construção de raciocínio, né?
Então, o modelo de negócio, ele vem depois que você tem clareza dessa proposta de valor, que é quando você decide como você vai cobrar, né? É o que você decide quanto você vai cobrar. quanto vai cobrar, é o que você decide o que você vai cobrar. E aí você vai ter várias variáveis aqui, né? Então você vai ter aqui, por exemplo, eh, você vai ter aqui, ah, freemium, ah, você vai ter o free trial, você tem reverse trial, você tem vários modelos. Bruno, o que que é reverse trial? Então, só abrindo um parênteses aqui. Reverse trial é quando você dá pra pessoa aqui, né? Você dá o acesso completo por X dias e no final você joga ela no plano grátis. Então você dá pra pessoa o gostinho completo e depois você joga no gratuito. Diferente do free trial, que é diferente do freemium, por exemplo, que a pessoa ela usa a versão gratuita e assina se quiser mais features, né? né? Então assim, tem vários modelos de negócio, aí você pode cobrar por crédito, cobrar por assinatura e tudo mais, mas no final do dia só vai fazer sentido se você souber para quem você tá vendendo, o qual valor que você vai gerar pra pessoa, porque a construção do modelo de negócio ele é baseado em cima da percepção de valor, né?
Então eu vou dar um exemplo do meu SaaS aqui, tá? Do My Group Matrix. Então você entra aqui nesse site que modesta parte ficou lindo e eu fiz ele com dois prompts. Então fica a dica aí, né? Eh, mas olha aqui. Então a que que é, né? Um, a minha ferramenta é uma ferramenta de métricas para grupos de WhatsApp, né? Então, a gente faz da analytics de grupos de WhatsApp, né? Para empresas que usam WhatsApp na operação e tal. Então, até 2.000 membros aqui, a pessoa pode vir aqui e contratar sozinho agora, mas ela tem mais de 2.000 membros, o meu botãozinho muda e vira agendar demo. Então, ó, contratar agora agendar demo, porque no final do dia eu quero criar essa experiência personalizada para as pessoas. Então pensa, se a minha ferramenta ela é uma ferramenta de analytics, o meu custo é por tokens, porque eu uso IA, então eu fico lendo mensagens o dia inteiro das pessoas e eu processo tudo isso com IA para gerar meus outputs, minhas métricas e tudo mais, mas o meu custo é por token e no final do dia eu cobro por quantidade de membros. E aí você fala para mim: "Mas Bruno, como que você chegou a essa conclusão?" Porque pensa comigo, cara, quanto maior a comunidade, mais essa empresa, mais essa operação ela é complexa e mais ela demanda de robustez. Então, uma empresa pequena que tem 1000 membros aqui, ela é uma operação pequena. Se eu fosse cobrar por quantidade de mensagens, as pessoas não iam nem saber como, quanto que elas iam pagar. Pensa, chega uma empresa e fala: "Cara, mas tem dias que eu tenho 1000 mensagens, tem dias que eu tenho cinco, como que você vai me cobrar por isso? E como que eu vou cobrar uma pessoa por token, por mensagem?" Então eu cobro aonde tá o valor. Quanto maior a comunidade, mais barato é. Quanto maior a comunidade dela, mas eu vou cobrar naturalmente. Então eu cobro em cima da minha proposta de valor. Quanto maior comunidade, mais valor eu gero, mais eu vou cobrar. Então é por isso que é importante, antes de você pensar em modelo de negócio, você ter clareza do que você tá fazendo, sobre como você vai chegar nessas pessoas e sobre quem são essas pessoas.
Então no final do dia, recapitulando aqui, a gente tem quatro grandes modelos que a gente tem que pensar que na minha visão esse modelo do Lean Startup aqui não faz mais tanto sentido, tá? Então o modelo é público alvo. Então começa nichado, vai medindo, vai testando as coisas, vai fazendo. Segundo é canal de distribuição. Então comece por canal de distribuição. Terceiro, proposta de valor. Pense na proposta de valor do seu negócio. Desenha, rabisca, pega papel e caneta, conversa com o Cloud, conversa com o Chat GPT, desenha proposta de valor e por fim modelo de negócio, tá?
Se você chegou até aqui, eu quero fazer um rápido jabá. Eu ensino tudo isso passo a passo no meu curso. Eu tenho um curso chamado MicroSaaS Pro junto com uma comunidade. Então, além de eu ter tudo isso em conteúdo gravado, ensinando passo a passo com checklists e tudo, eu também tenho quatro agentes que eu ensino todas as etapas de validação, de ideação, de ideação, de validação, de go to market, de até agente de criação de prompts para ferramentas no-code. Eu tenho. Além disso, a gente faz, tem uma comunidade com mais de 1300 membros, 500 donos de SaaS, a gente faz encontros quase todas as semanas, encontros presenciais, encontros remotos, a gente tem pitch para investidores todo mês chamado de pitch night. Então é um ambiente para donos de SaaS. Então, se você tá construindo SaaS, você tem SaaS e faz sentido para você estar nesse ambiente empreendedor com donos de SaaS ou aprender numa forma mais concreta a construir seu SaaS, venha pra minha comunidade. O link tá aqui na descrição do vídeo. E se você chegou até aqui, gratidão. Deixa seu like se esse vídeo foi útil para você e eu te vejo no próximo vídeo, beleza? Estamos junto.