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Webinar - Tendências Turismo 2026: análises e perspectivas do setor

Embratur Brasil1:49:21

Transcription

Eh, boa tarde a todos. Eh, esse é mais um webinar eh da Bratu e hoje com nossos parceiros, né, Ministério do Turismo e Brastoa. Eh, eu sou Isadora, vou est mediando o webinar de hoje. Vou passar aqui alguns recados, alguns avisos e, eh, vou enviar também ao longo do encontro de hoje vários links, informações no chat para todo mundo que tá aqui.

Eh, primeiro agradecer e dar boas hoje. Eh, dizer que esse encontro de hoje vai est disponível depois eh na íntegra, no YouTube da Imbratu. Então, quem não conseguir assistir eh durante todo eh durante todo o webinar ou quiser compartilhar com parceiros eh e outros profissionais do turismo, vai tá disponível no YouTube da Embratu.

Eh, a certificação, quem tiver interesse de gerar a certificação, vai receber o e-mail, né, quem se inscreveu, eh, quando tiver disponível. Então você só clica no link do e-mail que receber, eh, e consegue gerar essa certificação.

E dá um aviso também, eh, de um lançamento que a gente teve, eh, há poucos dias na Imbratu, que é a plataforma Desbrava junto com Sebrai. Então vai funcionar como uma plataforma de internacionalização, né, de capacitação para internacionalizar e os negócios e quem atua com turismo no Brasil, mas ela funciona também como uma plataforma eh de rede social, né, para quem atua com turismo. Então, é quase um link para quem trabalha com turismo e lá a gente vai tá trazendo conteúdos diariamente. e também eh os próximos webinars vão acontecer dentro dessa plataforma. Então, assim que eu terminar minha fala, eu vou linkar aqui eh no chat para quem quiser. Eh, convidamos todos para se inscreverem, criarem seus perfis ali e estarem interagindo com a gente no Desbraba.

Eh, e por último, eh, avisar para vocês que a interação durante o encontro de hoje, ele acontece pela ferramenta aqui do Meet. Eh, nesses, nessas três bolinhas de mais opções, vocês vão encontrar uma funcionalidade chamada perguntas e respostas. Por lá vocês conseguem mandar pra gente dúvidas, perguntas, enfim, comentários sobre o webinar. a gente já recebeu muitas perguntas no ato da inscrição. Eh, a gente não vai conseguir responder todas, mas muitas delas já estão aqui eh dentro do conteúdo, né, que a gente preparou pro webinar de hoje. Eh, então a gente vai passar por várias dúvidas dessas.

Eh, e agora vou apresentar esse time incrível que tá aqui com a gente pra gente já iniciar o encontro da Embratura. A gente tem aqui Daniele Montenegro, Cristiano, Alexandre e Camila, que são da equipe de dados e inteligência. Então, eh, vão passar várias das informações que estão ali na revista, né, e comentários, enfim, insites com relação ao conteúdo da revista. A gente tá aqui também com a Marina da Brastoa, que vai contribuir pro debate de hoje, e do Ministério do Turismo, a equipe da Fabiana, Rebeca, Bárbara e Grace, que também vão est nessa troca com a gente hoje. Então, já passo a palavra pra Dani para iniciar eh essa troca aí super rica que a gente vai ter hoje.

>> Boa tarde, tudo bom? Prazer a todos. Eh, primeiro dizer que é estou bem feliz, né, de a gente tá aqui hoje, de vocês terem aceitado o nosso convite. Eh, pode passar o slide, Cris.

>> Eh, a revista, todo o conteúdo que a gente vai ver hoje, né, fruto do do da sétima edição, né, da revista. Então, no nosso site dados.com.br, br. Vocês vão ter lá as três versões, né, em português, em inglês e espanhol. Então, lá tudo, né, ela foi publicada agora no final de março. A Isadora já passou, né, no nosso link o o link onde que vocês podem acessar diretamente a revista. Pode passar.

Então assim, a revista ela tem essa a publicação, ela foi pensada, né, dividido em praticamente três capítulos. Então, o primeiro, ela faz uma análise, né, das tendências do turismo em publicações internacionais. O segundo, ela é voltada mais para um panorama do turismo doméstico no Brasil. E o terceiro é mais um expectativas para o turismo internacional, né, no país em 2026. Então, como é que foi ela foi construída, né? Como foi pensada essa metodologia? Acho que o primeiro ponto a gente pensar é justamente essa a diferença, né, entre o conceito de tendência e modismo.

Então o que o que o que o que são justamente as mudanças, né, comportamentais duradoras a longo prazo, que é justamente ao contrário, né, das ondas passageiras e de curto impacto. Então a tendência são esses comportamentos a longo prazo. Então, o que é que que o público busca, né, em termos de de tipos de viagem, de o comportamento dele que vaiar, como é que ele vai viajar a partir dessas tendências. Então, os outros conceitos que a gente também usou foi o conceito de amadurecimento e recorrência, né, que é novos comportamentos, eles usem tempo, né, para aceitação ampla e sua repetição também confirma, né, eh, ano a ano seu estatus de tendência. Por que que a gente tá trazendo isso? Porque 12 das 18 das 18 tendências que a gente mapeou já estavam na edição passada. Então essas 12 agora só só confirma que ela acaba sendo realmente uma tendência, né, geral do turismo no no momento desde o ano passado. Então o importante foi essa difusão, né, no mercado que ela ganhou relevância e viraram referências, né, sendo replicadas por diente prefis, setores e lugares. Então, na hora de selecionar, a gente pegou as tendências que tinham essa difusão. então checou se era apenas uma fonte única ou não, mas se era algo que era que era eh difundido e também mapeamos todas que tinham vantagens e vantagens estratégicas. Então essas eh essas transformações, né, elas permitem mapear e antecipar oportunidades de negócios para o desenvolvimento de setor. Então todas essas essas tendências que são mostradas, ela elas mostram isso.

Assim, eh em termos de método, foram analisadas mais de 80 fontes, né, com e e selecionadas 32 delas. Então o critério utilizado foi a credibilidade, né, o lastro e a originalidade dessas fontes. Então foi foi feito uma extensa uma extensa pesquisa para saber de onde tava sendo feito, como era a tendência, como é que tava essa, como tava essa fabricação. 74 tendências foram identificadas e as 18 foram selecionadas, né, como eu já tinha dito, usando esse critério de recorrência justamente para saber se tava sendo realmente em vários públicos, né, em vários em vários perfis, em em várias fontes diferentes. E o o corte foi tendências mencionado por mais de cinco fontes, porque isso mostrou pra gente uma uma credibilidade dela, né, ó, isso realmente é uma tendência, isso realmente é algo que a gente pode pode dizer como como tendência. Então, nelas optamos por fazer um texto explicativo, né, com base nas abordagens da das contas primárias. Então, no texto vocês vão ver todo o texto explicativo daquela tendência em eh daquela das tendências que foram selecionadas, explicando o que é, como é que ele como é que pode ser utilizada, o que que ela tem de mais forte. E o o ponto principal desse nesse momento foi justamente a análise de aderência, né, que foi com os dados da oar da o olhar da brasto, então a entrada da brastura, nessa edição, ela deu mais força ainda, né, a revista, aos aos dados que a gente conseguiu fazer justamente essa análise. E também pegamos destinos eh citados por veículos internacionais, né? não fizemos uma busca não exaustiva, até mesmo porque não não daria para não fazer, mas os destinos que eles que mais foram citados a gente acabou incluindo. Então, assim, o o a revista, né, o tudo que a gente colocou é fruto da pesquisa que, né, que foi feita agora.

Bom, a partir desse ponto, eu vou entrar aqui para falar um pouquinho, né, da das tendências, né, que ajudam aí a compreender um pouquinho, né, da das vivências dos viajantes. Eh, e também não só o que ele hoje está fazendo nas viagens, né, mas também e principalmente eh como o turista ele vem buscando vivenciar, né, eh incluindo as atividades, sensações, eh eh do que ele busca de fato ao longo dessas experiências, né? Então aqui a gente tá falando eh primeiro, né, de tendências eh que tão eh relacionadas a experiências, às vivências no destino, né? Ou seja, aquelas tendências que tão eh relacionadas a atividades relacionadas à saúde, bem-estar nas viagens, que que ele deseja experimentar, né, as formas como esse ele se conecta a esses espaços, né, a esses lugares que hoje estão sendo visitados, né? Então a gente vê aqui, percebe que o turista e o turismo, né, na realidade ele vem deixando de ser apenas o deslocamento, né, e ele passa a ter um sentido, né, eh, a gente traz um um turismo mais experiencial, né, e com esse foco na também na imersão, né, então, eh, a gente eh traz aí experiências relacionadas ao esporte, à gastronomia, eh experiências que ele o turista ele pode interagir, né, com o local visitado, ele pode experimentar, né, os sabores, as sensações, a ancestralidade, a gastronomia, né, esse contato com a natureza também e ter vivências muito profundas também, né, com esses com essas localidades, com esse com esses territórios, com as pessoas que estão eh envolvidas nesses espaços, né? Então, eh, o turismo, estudo, né, exige do turismo, né, dos gestores públicos, dos gestores privados, uma mudança, né, nesse processo de gerir, né, um destino, eh, de gerir, eh, a, a, a a o a experiência, né? Então, a gente passa aí de uma eh de uma lógica, né, de oferecer apenas atrativos, apenas locais, né, eh pontos turísticos para que a gente possa também estruturar muito além disso, né, mas de fato, eh, experiências que causem, né, que gerem transformação, né, a eh promovam vínculos, né, e também eh promovam memórias, né, junto eh dessas localidades, né? Então, essas tendências refletem muito isso, né? Então, eh, e essas são um pouco das experiências do destino, né? Pode passar, Cris.

Agora, quando a gente olha um pouquinho, né, pro segundo bloco, a gente dividiu em três blocos, né, eh, de tendências. primeiro das experiências, o segundo eh, que são tendências que estão mais relacionadas aos fatores que orientam a escolha, né, do destino. Então, quando a gente olha para esse grupo de tendências, né, a gente também fica claro aí que os turistas eles também a cada vez mais consciente, né, criterioso. Então, a questão eh do do do dos, né, das autênticas, eh também do o turista que busca um pouco fugir do óbvio, né, buscando eh destinos mais alternativos, eh, também, né, ter vem vem tendo um crescimento aí nesse nesse universo de tendências, buscando destinos menos saturados, né, que eh tenham eh um processo né, de conexão é maior com a cultura local, né, e também neste mesmo tempo, né, a gente vê aí que eh motivações também um pouco mais subjetivas, né, como a questão da da das viagens literárias, né, destinos eh inspirados aí por livros, né, também eventos, né, como impulsionador da viagem e o próprio propósito pessoal também, escolhas eh eh que que vem orientando aí e essa essa busca por eh pelo turismo no Brasil, né, e no mundo, né, na realidade. Então, eh e dentro disso tudo também, adicionalmente a gente tem o o custo benefício, né, que vem também eh atraindo mais eh valor, né, nas experiências vividas, né?

E aí agora avançando aqui um pouco, né, para para esse terceiro bloco de tendências que já trabalham mais o comportamento e o planejamento da viagem, né, a gente percebe um turista eh mais ativo, né, e protagonista, né, dessas viagens, né? Então, eh, as redes sociais aqui assumindo um papel muito importante, né, nesse processo de escolha do dos destinos, a questão da das viagens, né, em família e multi eh geracionais, que também eh propên importante, a questão da tecnologia, né, especialmente inteligência artificial passa também ser uma grande aliada eh desse processo. Acho que só fechar o áudio da Dulce. Isso. Obrigada. Eh, também a questão da inteligência artificial, como eu vinha falando, né, que é também uma grande aliada nesse processo, né, do planejamento da viagem já eh de algum tempo, né, que vem eh de fato também ajudando nesse processo de desde a escolha, né, até a personalização também das viagens e também há esse movimento bem grande aí também eh em torno da valorização das viagens em família, né, como eu já havia dito e também eh das diferentes gerações, né? Então, filhos, pais, eh, avós, né? Eh, se reconectando aí, promovendo esse processo de reconexão por meio das viagens, né? Então, eh, pode passar, Cris.

quando a gente vai aí para trabalhar um pouco eh mais nessas tendências e quando a gente traz esse esse número 11 aí nesse nessa bolinha em amarelo, pessoal, é o número de vezes a recorrência dessas dessas tendências eh nas fontes que foram utilizadas no método que foi apresentado aqui anteriormente, tá? Então, eh, quando a gente trabalha aqui a questão da inteligência artificial, né, o papel da inteligência artificial no turismo, a gente vê que ela já não é mais uma tendência, né, futura. Ela é uma realidade que já vem transformando setor, ela já vem sendo eh recorrentemente apontada na revista já desde alguns eh algumas edições anteriores, né? Então, eh, a gente percebe que antes mesmo da viagem, né, na pré-viagem, a inteligência artificial ela, eh, tá presente, né, desde o planejamento, a organização dos roteiros, a comparação dos preços também é uma é uma questão que vem sendo eh trabalhada, né, dentro dessas novas tecnologias. Então, eh, isso tudo eh traz aí no bouso dessa inteligência artificial e e obviamente também durante a viagem, né, que ela vem atuando aí de uma forma eh relevante, né, que dá um suporte aí contínuo para que os viajantes eh possam de fato eh moldar, né, essas experiências eh que são vividas, né? Então, eh, isso obviamente traz uma responsabilidade muito grande do para os destinos, né? Porque estar bem posicionado neste ambiente digital é fundamental, é porque é ali que as decisões são de fato tomadas, né? Então, eh, um insite importante pros gestores aí, tanto público quanto privados, para que o posicionamento digital é fundamental hoje, tanto eh, paraa questão da publicidade, né, do marketing, eh quanto pela questão também das recomendações, né, que as as inteligências o o a inteligência artificial hoje ela possibilita isso também, né, de eh se posicionar aí eh nesse nesse universo, né? Eh, pode passar.

Então, a próxima slide a gente vai falar sobre outras duas blocos de tendências, né, eh, relacionados ao saúde, bem-estar nas viagens e a conexão com a natureza. Então, a gente fez essa eh eh conexão, né, das da saúde, bem-estar com experiências relacionadas ao ao autocuidado, desconexão profunda, cuidados holísticos e bem-estar na natureza, tudo eh nessa grande temática, né? Então essas eh a gente vê aí uma mudança, né, significativa também no papel das viagens, né, elas deixam de assumir somente um eh uma eh um papel de lazer para também assumir um papel muito além disso, né, que é a própria saúde, o bem-estar, né? Então, a gente observou, vem observando, né, desde a pandemia, esse processo, né, eh, das viagens, eh, apenas a lazer e e a incorporação, né, dessa dimensão do cuidado da saúde mental, eh, da saúde física, emocional, eh, nesse processo turístico também. Então, o turista ele quer entrei lá. Oh, que bonita. Vamos fechar aqui o áudio. Isso, Fabi. Só avisar também, pessoal, a gente já tá com quase 500 pessoas participando, então alguns áudios estão vazando. Vou pedir pro pessoal fechar, pra gente conseguir se concentrar aqui nesses dados super ricos que a gente tá trazendo.

>> Obrigada, Isadora. Importante, né, um evento com tantas pessoas aqui, então a gente conta com com a colaboração de vocês nesse sentido, tá? Então, para gente eh eh dar continuidade aqui, então essa questão, né, do turista buscar mais essa desconexão, eh a saúde mental, né, física, emocional, ela vem eh ganhando bastante destaque, né, no turismo. E também, por outro lado, nesse mesmo contexto, a gente tem a questão da conexão com a natureza, né? Então, que a natureza ela ganha essa centralidade, né, esse protagonismo dentro eh do do da das motivações, né, escolhas de viagem. Então, as trilhas, a questão da observação de fauna, o aoturismo, eh experiências mais imersivas com a natureza, ela vem eh trabalhando também nessa nessas tendências do turismo, né? Então esse componente é bem eh forte, né, da reflexão, autodescoberta, o turismo de última chance, eh, e de fato a gente vem percebendo, eh, de fato esses, eh, componentes com a conexão da natureza em alta, né? Então, eh, para concluir aqui, acho que pode passar, Cristiano, que é o outro, eh, vetor aí.

>> Eh, Fabi,

>> oi.

>> Só só sugerir que a gente deu, deu uma paradinha eh, paraa Marina poder falar da eh tanto dessas duas tendências, conexão e saúde bem, quanto da inteligência artificial como ferramenta. Como é que ela enxerga isso eh no mercado? Porque a gente trouxe esse olhar da Brastô exatamente para para dar para trazer essa riqueza, né, essa aderência do trabalho ao mercado nacional. Eh, ou o ou você prefere terminar e depois passa pra Marina?

>> Pode ser, Marina. Vamos dar um

>> Aí você respira também. Exato. Isso. Boa.

>> Então vamos lá. Obrigada aí, Cris. Fabi, primeiro assim agradecer a oportunidade. Tá super feliz de ter entrado nessa edição pela primeira vez. A gente vem acompanhando a revista Tendências já desde a primeira edição e a gente do lado de cá faz o nosso estudo também de mercado que é o Olhebrasoa. E esse ano aí parceria com Imbratur e Emitur foi incrível porque a gente conseguiu, eu acho que agregar isso. A gente vê muita experiência acontecendo, a gente, né, impactado aí o tempo todo por experiências e tendências que vê surgindo. E a gente se pergunta muito, mas será que isso se reflete de fato no mercado? Será que tá na prateleira? Será que tem produto? Então, a Brastova vem muito para para compilar um pouquinho deste olhar eh com relação ali à tela anterior, acho que de a eu acho que a Fabi já trouxe aqui um panorama super completo, mas agregar que para além da experiência do viajante que passa até a ir ajudando em todo o processo, né, pré-durante, pós viagem, fazendo consulta, pesquisa, a IA também passa a integrar a a operação e o trabalho dentro das empresas, as agências, as operadoras, Abi falou um pouquinho da própria gestão do destino. Então, hoje ela é uma ferramenta que já entrou, eh, acho que não tem mais discussão sobre ela. Ela tá absorvida. A gente vê os operadores aqui, que a gente acompanha muito de pré de perto, fazendo todo um processo de renovação, de investimento, cada vez mais consumindo essa o IA como ferramenta de trabalho em várias etapas do processo, seja na gestão dos negócios das empresas, eh seja na produção de conteúdo, de material. Mas é bom destacar que acho que a gente nunca vai perder a questão do humano. Quando a gente fala de turismo, ele é de pessoas, ele é de experiências vividas eh no dia a dia de forma real. Então fica muito claro aqui que quando a gente tá falando de a, ela vem para somar e não para substituir absolutamente nada eh do contato humano. Aliás, eu vi aqui na entrada aqui muitas ferramentas de a entrando aqui hoje nessa nesse web, né? provavelmente vão fazer aí relatórios, vão ser utilizadas aí para ajudar, né, os profissionais do turismo a entender e trazer muito do que a gente vai trazer de conteúdo. Podemos seguir? Meu vídeo fechou aqui. Eu não sei se vocês conseguem abrir por aí, senão acho que vocês estão me ouvindo, mas não sei se estão me vendo mais.

H, de saúde, bem-estar, agora voltei, de saúde e bem-estar nas viagens. Eh, é um movimento que o turismo ele reflete e ele absorve, ele incorpora muito das mudanças do comportamento social da sociedade, né? Então, como a Fabi falou, acho que essa questão de bem-estar a gente vem vendo, ela começa inicialmente nas nossas vidas, né? todo mundo mais preocupado com saúde, com bem-estar, consumindo mais produtos ligados e obviamente a viagem vai refletir isso. E aí o que a gente percebe muito aqui na prateleira é que ela passa de ser um elemento complementar numa viagem e passa a atuar como um elemento central. As pessoas estão viajando para ter autocuidado, estão viajando para ter bem-estar, seja para um estado, um retiro, para um momento de conexão aí, eh, e de cuidado da saúde. Quando a gente fala da saúde, a saúde física, a saúde mental, ela hoje é o grande motivador aqui de viagens e a gente começa a ver produto sendo criado em torno disso. Então, fica aí também um insight importante pros destinos, né, mapearem e entenderem o que que eles podem oferecer dentro dessa gama.

e conexão com a natureza, que o pra gente foi o grande destaque aqui do nosso levantamento, do olhar brastou com os nossos operadores. Este anonelo apareceu aí como a principal tendência. Eh, também já a gente fala de tendência, na verdade conexão com a natureza existe desde que a gente fala em viagem, as pessoas vão para conhecer lugares incríveis, para ver paisagens únicas, para vivenciar, né, momentos especiais com a natureza. Mas ela ganhou uma importância e uma relevância aqui nos últimos anos. Eh, e hoje o que a gente percebe é que são grandes motivadores. Aí as pessoas viajam para destinos, viajam para conhecer e viver lugares e ter esse contato com a natureza. E aqui também a gente abre um pouquinho. A gente tá falando de natureza desde um ecoturismo para aquele que procura alguma coisa mais radical, uma atividade aí mais imersiva e radical com a natureza, mas também quem procura ali eh uma natureza para uma conexão, para um momento mais de relaxamento para vivenciar aí eh lugares únicos que a gente tem aqui, com certeza no Brasil, de norte a sul, que a gente mais tem é natureza belíssima espalhada pelo nosso país, né?

Sem dúvida, Marino, que não nos falta são opções, né, de eh destinos aí relacionados à natureza, né? Isso, de fato, o Brasil tem uma oferta riquíssima, né? Eh, bom, aqui eh, também dando continuidade, né, a essas tendências aqui, a gente também tem outro bloco de, eh, tendências que vem se revelando como um vetor importante aí para impulsionar as viagens, né, que são a questão as questões relacionadas às viagens relacionadas a eventos e também ao esporte, né? Então a gente tem percebido um crescimento muito grande, né, de grandes eventos culturais, eventos musicais, esportivos que vem consolidando passei >> eh o material pro pen drive, quando eu abri eles não estavam >> que vem se consolidando, né, como eh verdadeiros indutores, né, de fluxos turísticos nos destinos eh e nesses territórios, né? Então, eh, esses eventos, né, tanto esportivos quanto culturais, muscais, eles têm essa, eh, possibilidade, né, e eh, fortalecem o turismo, né, eh, e, e de fato atraem mais visitantes, né, também promovem, né, e fortalecem os calendários, né, turísticos dessas localidades. ah, diminui a questão da sazonalidade turística também, né, que é um importante eh ponto a ser considerado nessas estratégias de atração, né, do número de de eventos, sejam eles esportivos ou culturais. E além disso, obviamente, eh, fortalecem, né, essa essa possibilidade, essa carteira, né, de eh repertório cultural eh pros próprios viajantes, né? Então, eh, são tendências aí que de fato reforçam, né, eh, o crescimento do turismo nessas localidades, né, e a gente ainda também, eh, tem essa, eh, integração, né, com outras eh áreas, né, do de de do destinos, né, tanto a área cultural também, quanto especificamente a a área esportiva, né? Então, eh, a integração do turismo, do esporte, da cultura, ela, obviamente ela tem essa possibilidade, né, de ampliar eh de experiências, né, de um destino e fortalece, obviamente, também as políticas públicas locais, né?

Eh, também a gente tem aqui, pode passar, Cris, a questão quais são para eh finalizar aqui a questão das viagens em família e multigeracionais, né, que também vem vem ganhando força, né, no mercado, nas tendências, eh, principalmente dentro e desse contexto, né, de eh saturação digital, né, então, eh, promover essa maior conexão, né, das pessoas, né, que hoje os jovens estão muito conectados, né, com o mundo digital. Então, essas viagens, né, multigeracionais com os avós, com os pais, eles vem eh de fato rear, né, esse processo ou eh eh também promover a maior conexão, né, entre os membros de uma família, né? Então, eh compartilhar o tempo, né, eh dessas pessoas por meio das viagens vem ganhando uma força, né? Então, eh, até aqui faz um a fazendo uma paráfrase, né, do novo churrasco de domingo, né? Então, no Brasil, eh, os tradicionais encontros em casa são substituídos por viagens coletivas para destinos rurais ou litorão, tá? justamente priorizar nessa convivência, o tempo compartilhado entre as pessoas, entre os membros de uma família e construir memórias, né, que eu acho que é isso que as viagens elas possibilitam, né, eh, para as pessoas, né? Então, eh, no Brasil isso aparece de uma forma muito simbólica, né, eh, nesse processo de viagens coletivas, né? Então, eh, o turismo, né, sendo esse vetor de fortalecimento de relações, né, e deo integração, né, entre eh e fortalecimento de vínculos, né, entre as pessoas de uma mesma família, né, então é muito positivo, né? E também temos a questão aqui. Podear, Cris.

>> Fabi, vamos fazer mais um break e passar para Brasa e em seguindo a Camila fala.

>> Muito bem.

>> Então vamos lá. Deixa começar aqui na tela que voltamos.

>> Acho que na seguinte. Isso.

>> Essa aí

>> é acho que aqui quando a gente olha pros dois, eles estão muito próximos, né? a gente fala aqui de eventos culturais ou os grandes eventos atividades esportivas. A gente vem vem vendo isso na prateleira aí do mercado, principalmente nos últimos três anos, de forma estruturada. Óbvio que o mercado sempre atende dentro desses grandes eventos que tem, mas muitas vezes logística, né, o o viajante ia lá procurando a passagem aérea, a hospedagem e acabava por fora e por parte vendo a questão dos eventos. Então era meio que um complemento aqui que o mercado atendia de forma mais reativa e a gente percebe principalmente dos três últimos anos para cá isso crescendo muito e esse ano eh de uma forma muito consistente e consolidada, de fato, o turismo absorvendo todos esses eventos esportivos, esses eventos culturaiscras e motivadores de viagem. E aí quando a gente fala de de eventos culturais, acho que é importante a gente trazer aqui também um um parêntese, porque muitas vezes a gente vai pensar nesses grandes eventos que trazem artistas internacionais, que a gente sabe se concentra muito, né, no eixo Rio São Paulo, em algumas capitais e algumas cidades de alguma forma aí eh fora desta tendência, mas é importante quando a gente fala de eventos culturais, desses eventos, não são só esses grandes eventos que obviamente aí trabalham eh trazendo um número grande de viajantes, eh, inclusive viajantes internacionais, mas a gente dos eventos autênticos, aqueles eventos locais e culturais das cidades. Então, aquelas pais, eu vi muita gente de Santa Catarina aqui que tem um monte de festa de outubro aí que acontece com questões culturais. A gente tem no Pará o Sírio de Nazaré, por exemplo, e outros eventos importantes culturais e religiosos que acontecem. Então, quando a gente fala aqui dos grandes eventos, de eventos icônicos do Brasil, mas também de pequenos eventos culturante tá buscando hoje, né? aquela eh aquela experiência única que ele pode viver em algum determinado momento do ano. Aqui englobam as festas juninas que no Nordeste são muito fortes. Então aqui a gente tá falando de um leque muito grande para se integrar aqui o o portfólio, inclusive com grande destaque eh no mercado aqui nas nossas operadoras. E do mesmo lado a gente tem a questão dos esportes. Aqui nos esportes, eu acho que são eh eh dois viés que a gente tem, seja os grandes eventos esportivos, onde as pessoas vão para acompanhar, né, muito como como participantes ali. Então a gente tem aqui Fórmula 1, que já é um ícone aqui no a gente tem ã os campeonatos de futebol, a gente tá aí prestes a iniciar uma Copa do Mundo, a gente já no Brasil, Copa do Mundo, Olimpíada. Então nós estamos falando desses grandes eventos esportivos. mas também eh eventos esportivos, onde as pessoas vão de fato para participar, para serem parte desses dessas aqui. a gente tá falando de muitas maratonas, de corridas, eh, de campeonatos aí de kind surf, eh, e de treking, de tanta coisa que acontece no a gente tá falando, eh, num país onde tem esses eventos acontecendo quase que diariamente em algum lugar e muitas vezes isso não tá sendo comunicado, não tá vindo pro para conhecimento do público. Acho que é importante aqui que a gente também tem muito destino e gestores de destino, entender que esse calendário de eventos precisa estar cada vez mais integrado ao turismo, porque eles são de fato grandes motivadores e o mercado do lado de cáfel operadoras estão olhando para isso, estão tratando isso já como produto turístico de forma super integrada, planejada eh e estruturada. Acho que é isso. Podemos seguir aqui com o próximo aqui é viagem, eh, de família. Acho que a Fabia aqui trouxe já um um panorama grande aqui. Acho que eu vou trazer só um um uma provocação e uma reflexão que fica aqui pra gente que o grande desafio é como que a gente pensa em experiências, em estrutura, eh em roteiros e atividades que vão aí agradar diferentes gerações, né? Nós estamos falando aqui normalmente dessas viagens de três gerações tão distintas, eh, e aí que tem um trabalho do lado deadores de pensar em roteiros que vão agradar aí as três gerações, trazer experiências para que possam, eh, criar esses laços, serem a viagem, ser de fato o momento ali de fortalecer laços, de convívio, mas também com experiências que façam todas as gerações. Eh, e de novo aqui no Brasil a genteão já super preparados, estão olhando para isso e tem recebido aí sendo escolha prioritária dessas famílias. Bora lá, Fabi.

>> Agora é a Camila. Vamos lá, Camila.

>> Camila vai seguir.

>> Boa tarde, gente. Vou dar seguimento aqui com as tendências. E aí, eh, começando com transporte como parte da experiência, eu acho bom, eh, acho interessante a gente falar que quando a gente tava quando a gente faz o trabalho de síntese nessa, dessas tendências, esse essa tendência de transporte, ela aparecia de forma separada, né? Então, o carro, o trem, o cruzeiro. E aí a gente justamente tem que encontrar que que faz essa dinâmica dessa tendência que todas falavam que esses transportes eles estavam começando a a eles são parte da experiência, né? Então, tanto o carro que ele permite essa possibilidade de ter uma experiência mais flexível, né? Então, a pessoa pode mudar de rota, a pessoa pode parar na estrada se ela ver alguma coisa bonita e tirar foto. Tanto o trem que permite essas viagens mais panorâmicas e lentas, quanto os cruzeiros que estão se reinventando e encontrando eh e atraindo, né, diversas gerações. Então, todas as as essas esse trabalho de sintetizar é justamente encontrar esse viés que rege todas essas esses transportes que estão entrando nessa dinâmica de fazer parte da experiência. E é uma mudança de paradigma que eh que provoca a gente, né, que hoje em dia eh é super importante essa questão do modo de chegar, como esse turista vai chegar, mas quais experiências esses meios de transporte eles também estão oferecendo para esses turistas. E viagens mais longas, tanto no sentido de tempo quanto no sentido de distância. Então, ela vem num contexto de esgotamento digital, eu acho que esgotamento profissional, essa palavra é muito comum na revista e é importante, né, esse contexto de esgotamento e de conexão. Então essa é uma das tendências que vem nesse contexto de esgotamento. E aí a pessoa quer justamente ir pro mais longe possível para fugir desse dia a dia, desse cotidiano dela e também ir pro ir para lugares distantes que dá essa que oferecem esses destinos inéditos fora eh com essa fuga do óbvio. E esse essa tendência ela é principalmente uma da dos fatores que orientam a escolha dessas viagens mais longas e que a gente vai ver mais paraa frente é o custo benefício. Então, as pessoas elas elas preferem pagar por um voo mais caro, mas em detenimento de um custo de vida local e de um camo mais baratos. E também a gente vê as viagens corporativas entrando nas músicas justamente evitando aquele bate volta e que é cansativo e fazendo viagens com mais conexão, então com mais reuniões e destinos e mais longas para ficar menos cansativo e evitar esse esse bate-volta. Pode passar, Cris.

E aí, experiências gastronômicas, a gente, eu, o interessante tiver essa tendência é que ela sempre aparece. Eh, inclusive no texto inicial da petência fala, né, que comer bem nunca vai sair de moda e ela sempre vai aparecer. Só que no ano passado eu também participei da elaboração da revista e a gente vê que tava iniciando esse protagonismo do da cultura local e dessas experiências gastronômicas estarem muito ligadas a isso. ano, ela foi totalmente eh protagonista. Então, as experiências gastronômicas, elas estão vindo justamente nesse lugar de se conectar com essa cultura local, tanto eh a partir de visitar eh mercadinhos locais, porque são nesses locais que as pessoas conseguem ver os hábitos e os produtos regionais daquela população, quanto saindo desse lugar de espectador e tendo vivências mais participativas através de oficina de preparo, por exemplo, para aprender técnicas e receitas da região e também o enoturismo e os grandes eventos, o enoturismo com essas experiências sensoriais ligadas ao território e esses eventos também promovendo esses produtos regionais. E é isso, o que se a Marina quiser comentar agora, essas três tendências.

>> Eu tenho algumas perguntinhas também, Marina. Não sei se você quer que eu passe antes para já conduzir também sua fala. Pode ser? Pode, como você preferir.

>> Perfeito. Eh, só reforçar, galera, a gente já tá com quase 500 pessoas aqui, então algumas não eh pegaram os primeiros avisos, mas a forma de a gente se comunicar aqui é pela funcionalidade, perguntas e respostas. Eu já vou trazer aqui duas perguntas que a gente já recebeu. Acho que uma eh Fabiana vai poder contribuir mais e outra Marina e nossa equipe aqui. Mas acho que eh muito do que vocês falaram até agora é de como trazer as as tendências também para criar valor, né, pros negócios e pros serviços que a gente tá propondo no turismo. Então, acho que uma pergunta pra Fabiana aqui que se encaixa muito com o que a gente já discutiu é como as políticas públicas alinham o turismo regenerativo a capacitação de operadores, o resgate eh do turismo cultural de bases comunitárias e paraa Marina muito eh dessa relação do turismo de natureza, mas também essas tendências de tecnologia, né? Como o turismo em 2026 pode crescer de forma sustentável e tecnológica. mas sem perder a autenticidade, né, das experiências, o protagonismo das comunidades. Então, trazer duas perguntas aí para aquecer nosso debate.

Vamos lá, Isadora. Eu posso responder primeiro, né, a questão da da relação, né, das políticas públicas com turismo regenerativo, turismo de base comunitária, turismo cultural, né, esse resgate cultural eh nos territórios, né? Eu acho que assim, eh, só trazendo um pouquinho aqui pro contexto da própria revista, né, como ela nasceu e qual é o propósito, eh, deste deste material que de fato a gente tenha, né, por meio dessa ferramenta, um um como a gente acompanhar essas mudanças, né, das transformações do mercado, né, do comportamento dos viajantes e, de fato apoiar essa tomada de decisão, né, pro pro pros gestores públicos, pros gestores privados, enfim. os diversos interessados, né, e atores e atrizes aí relacionados ao turismo para com base em evidências, né? Então, a gente tem esse objetivo, claro, né, que é apoiar os gestores eh nessa tomada de decisão, né? Então, a gente vem no meio da revista, a gente antecipa os movimentos de mercado, identifica oportunidades, né, e desafios também pro desenvolvimento do setor, né? Então, eh a partir disso, né, de todo esse, eh, identificação, né, esse apontamento aí de o que que são os modismos, o que que são as tendências, eh o que que tá eh sendo repetido, né, de fato, eh eh né, nessas eh bases de dados, né, consistentes que a gente eh mapeia, né, para eh criação da revista, é que a gente consegue antecipar essas políticas, né, posicionar de fato o turismo de uma forma mais estratégica, né, como eu disse, com base em evidências eh e informações, né? Então, eh, a partir disso, a gente obviamente direciona nossas políticas públicas, né, a partir disso. E também, obviamente, com a participação da Brastoa aqui, né, hoje, eh, nessa edição, né, que foi uma, eh, parceria inédita, inédita, né, da revista. que foi a primeira vez que a gente tem de fato essa esse olhar do mercado, essa proximidade, né, com os operadores, a gente busca capacitá-las, né, Marina? Então a gente vem aqui, né, por meio de uma política pública, que é a elaboração desse documento, né, junto com Ministério Abrastoa e a e a Bratur, eh, direcionar o mercado por meio da Prastoa, que tá aqui representando esse mercado de operadores, para que a gente possa eh capacitá-los, né, em como desenvolver produtos mais alinhados com essas novas tendências, com esses eh eh com esses movimentos eh já eh, do turismo, né, que vem sendo observados no Brasil e no mundo, né? Então, acho que a própria revista é esse mecanismo que a gente tem para direcionar as políticas públicas e é a isso que ela é destinada, né? Então, a gente vê aqui eh tanto dentro do Ministério quanto da Imbratur, segmentos como turismo de observação de aves, as trilhas de longo curso, afroturismo, tudo isso vem justamente dessa eh desse desses estudos que a gente realiza, né, para que a gente possa eh na sequência orientar o mercado.

Vamos lá tentar responder aqui a outra pergunta. Acho que é um dos grandes [limpando a garganta] desafios do momento e um dos pontos mais sensíveis, né, que a gente tem nos dias atuais. Eh, pergunta que você trouxe, que é exatamente como que a gente evolui, como que a gente cresce, eh, mas isso sem descaracterizar, sem perder autenticidade e também com responsabilidade. Eh, então acho que o primeiro ponto que a gente tem que trazer é que quando a gente fala em autenticidade, sustentabilidade e tecnologia, acho que foram esses os três os três pontos que você trouxe na pergunta, é que eles não são opostos. Na verdade, o risco tá em como que a gente vai aplicar isso. Então, tipo, o primeiro ponto é a gente entender que eles junto. Eh, a inteligência artificial, como a gente já falou aqui, a tecnologia inevitável. Então aqui o cuidado, a atenção e acho que o grande compromisso é como que a gente agrega ela no processo sem transformar experiências em algo padronizado, artificial, desconectado com com território, que perca a experiência. Então ela tem que entrar como uma ferramenta, como um componente que vai auxiliar e não absorver de fato o que tá acontecendo, né? A autenticidade acho que ela tem e a sustentabilidade são dois elementos eh que a gente não tem mais como pensar em turismo em 2026 ou daqui para frente, sem ter esses dois elementos muito claros, eh, como propósito, inclusive do, né, de cada um dos atores aí da cadeia. e que a gente não perca nunca a autenticidade e nem a responsabilidade aí com com a sustentabilidade. Então, é como a gente usa essas outras ferramentas aí para potencializar esses elementos. Então, eh tecnologia e e inteligência artificial vindo como ferramenta para gerir, pra gente conseguir inclusive eh mapear, eh, calcular e questões de sustentabilidade. E a sustentabilidade, ela entra como critério orientadora. A Fabi falou um pouquinho da sustentabilidade aí Brasoua como Bratur e como Ministério do Turismo, hoje tem essa pauta eh como prioritária dentro das suas agendas institucionais. a gente tem o prêmio de sustentá que conta sempre com o apoio da Embra e do Ministério do Turismo. Então, acho que sustentabilidade ela tem que partir como um

Critério orientador, seja dos destinos, seja de quem tá realizando as atividades, pra gente não escalar essas experiências sem pensar aí na pressão que isso vai causar nas comunidades, nos recursos naturais ou nos territórios.

Ah, então no fundo, a gente tá falando de fato aí de, eh, de atuar com insensibilidade, né? Tecnologia como meio pra gente preservar e valorizar, eh, e não padronizar ou ou criar apropriação de tudo. E e manter sempre aí a autenticidade, o cuidado e o compromisso com os territórios onde acontecem as experiências e a sustentabilidade como critério inicial pra gente pensar em qualquer coisa, eh, seja no desenvolvimento de um novo destino, na criação de uma experiência. E trazer isso cada vez mais como uma responsabilidade do setor, mas também uma responsabilidade, eh, individual de cada um, incluindo o viajante aí nessa, eh, nessa conta aí que também precisa tá com esses temas, mas de forma muito clara e assumir também o seu papel aí dentro de todo o processo, né? Espero ter respondido aí que a questão era um pouco desafiadora.

Sim, >> perfeito. Então agora a gente, continuando um pouco muito do que a Mariana falou agora, entra em duas tendências que a gente conseguiu captar dentro da revista, que são realmente as escolhas mais conscientes e as viagens com propósitos. Ambas elas têm a motivação do turista, não é, como uma escolha do destino e não mais o destino em si, apenas o destino como como um fator de escolha, mas sim o porquê de eu estar indo para aquele destino, né? Que é justamente a questão da emoção do turista, a emoção do viajante, o porquê dele tá querendo ir para aquele local é muito mais importante do que de fato o destino, porque o o que aquele destino está propor proporcionando. Então, de fato, sustentabilidade hoje é o eixo central de todas as viagens. Eh, não tem mais como fugir disso, mas tá ligado só à natureza, mas sim também à comunidade como um todo, né? Então, a questão da cultura regional, eh, de destinos menos conhecidos, de negócios locais serem, eh, realmente valorizados, né? Então, as escolhas do turista, elas estão mais conscientes em relação a isso. E as empresas do mercado, como a Marina já falou, ela eles têm que se adaptar a esses, eh, a esse a essas opções que o turista está buscando, né, até mesmo com o turismo de base comunitária, turismo de natureza, enfim, os diversos tipos de turismo que nós temos.

Pode passar, por favor, Cris. E aí entra a questão do custo-benefício, que eu acho que é central aqui para todo mundo que está aí. Ou do dinheiro sempre vai ser uma questão, né? Sempre vai ser um ponto, eh, não digo essencial, mas um ponto chave a se colocar, né, dentro de uma viagem, muito pelo valor que o turista está disposto a investir, né? Então, hoje o turista ele busca pesquisar mais sobre o destino, as altas e baixas temporadas, eh, o que ele pode fazer, o que ele pode renunciar, o que ele está disposto, na verdade, a renunciar, né? Porque muitas vezes a gente quer viajar, mas a gente também quer viajar com conforto. A gente também quer ter experiências imersivas, experiências exclusivas, experiências que nos levem a ter uma felicidade, levar o nosso sonho de fato a ser realizado. Então o turista ele tá pesquisando mais. Então, se ele está pesquisando mais, tem que existir uma oferta para que ele possa de fato entender para onde ele quer ir, a flexibilidade que ele quer promar sendo dentro do mercado ou de fato das experiências que ele quer ter naquele destino. Eu acho que a Marina, não sei se quer também complementar algo nesse sentido.

>> Gosto, Rebeca? Acho que aqui só é importante destacar que quando a gente fala nesse foco do custo-benefício, a gente não tá limitando ou trazendo um olhar exclusivo a buscar viagens mais baratas. >> Sim, >> né? É o viajante entender o valor agregado, entender o valor que ele está recebendo daquela experiência, daquela viagem. Então, a gente conversou aqui com os operadores, fez o nosso levantamento, é interessante que apareça essa questão de um custo-benefício. Então, obviamente o consumidor tá mais atento, tá mais preocupado, inclusive se utilizar da tecnologia hoje disponível para entender aquele investimento na viagem, o que que tem, comparar, inclusive olhar reputação de empresa, reputação de destino, reputação, né, do hotel onde ele vai ficar hospedado. Acho que tudo isso entra na conta. A gente não tava falando só aqui de financeiro, né? Na tela anterior estava falando um pouquinho ali de propósito, de sustentabilidade. Então tudo isso entra na análise, na conta do turista, do viajante, quando ele vai escolher o que que ele tá, onde ele tá investindo esse tempo dele, esse dinheiro, este momento que é tão, eh, tão único que a gente tem, que é poder viajar de de conviverem, escolher algum lugar dentre tantos que a gente tem para tá. Então, acho que entra isso, eh, no olhar, só que ao mesmo tempo aqui foi apontado pra gente uma predisposição desse viajante investir mais para uma experiência de maior qualidade, para uma experiência mais autêntica. Então é isso, a gente não tá falando em redução de gasto, trabalhar com turismo de mais baixo custo, mas é entender valor. Então eu preciso, eh, da onde eu tô indo, se se o valor, né, se o preço que tá sendo cobrado condiz com o valor que eu tô entregando dessa experiência, mas ao mesmo tempo eu tô disposta eventualmente a pagar mais para ter uma experiência mais autêntica, para ter uma experiência diferenciada ou mais exclusiva. Então acho que tem esse, parece meio dúbio a gente falar em custo-benefício e investir ou pagar mais. Eh, mas elas conversam muito bem aqui no dia a dia, na prática de mercado, nas decisões aqui, na orientação de escolha do viajante, seja pro destino, seja para que o que ele vai vivenciar ali no, eh, durante a viagem.

>> Perfeito. E aí agora a gente também vê em outros dois pontos que são os destinos inspirados pela mídia e as viagens inspiradas pelas redes sociais. De alguma forma elas estão entrelaçadas porque os destinos inspirados pela mídia estão dentro das redes sociais também sendo divulgados. Mas focando um pouco nos destinos inspirados pela mídia, são aqueles que destinos que tiveram alguma participação em séries, filmes e vídeos específicos, né, que que foram propagados aí pelas mídias e que de fato eles trazem que o turista queira ir para aquele local para ter uma imersão dentro daquele local. Cria-se uma conectividade muito grande, né, entre o turista e o local especificamente, que ocorreu aquela série, que aquele filme foi filmado e que traz esse roteiro diferenciado para os fãs, né, geralmente realmente são fãs dessas séries, desses filmes que vão para esses locais. E aí o mercado, eh, vem vem trazendo já uns roteiros mais temáticos, algo mais específico e que vai de fato levar o turista a estar imerso, né, dentro desse desses destinos.

Já as viagens inspiradas pelas mídias, elas já estão aí há muito tempo dentro das tendências, mas um diferencial nessa edição que a gente conseguiu constatar foi a questão do rede social orgânica, né? Algo mais orgânico e não tão editado, vamos dizer assim, dentro das redes sociais. Vídeos menos editados, experiências mais reais, influenciadores até mesmo menores, que não tenham milhões e milhões de de seguidores, de fato mostrem para aqueles que o seguem o que realmente acontecem naqueles destinos, né? Então, muitas vezes, até mesmo com lives ou ao vivo, né, em algumas plataformas que fazem esse tipo de de interação com o público em que não há cortes, então a não tem a possibilidade de edição daquele destino ou de edição, eh, de que, ah, isso é bonito, isso eu vou mostrar ou isso tá um pouquinho destoante. As lives elas mostram o destino como ele é. Então, há esse também esse essa busca pela autenticidade do destino, o que ele de fato pode proporcionar essa realidade, né, que o turista ele não vai ver na rede social e encontrar algo diferente quando ele for para aquele local.

O Rebeca, >> olá. Se eu puder só complementar aí essa essa parte que você trouxe aí da das inspirações de mídia, que é importante a gente contar que isso sempre aconteceu. Antigamente era muito impulsionado por novelas, né? As tiveram aí um uma interação muito forte aí quando apareceu algum destino em novela ao mercado, viajante, eh, reagir, querer visitar e conhecer esse lugar. O que acontece hoje é que a gente tá numa escala muito maior, numa intensidade muito maior, porque é isso, ganhou mídias sociais de de plataformas, de streamings, de séries que são gravadas, tá mais limitado ali a uma ou duas mídias. Eh, e isso acontece no dia a dia, então é mais intensivo, mais rápido e até mais democrático, fica naquela dependência. E aí eu acho que vale aqui uma provocação e um insight pros destinos se utilizarem muito disso, mas também com planejamento de sabedoria. A gente tem um case incrível aqui que eu só queria trazer porque foi muito bacana que foi do Pantanal ali, o pessoal do fez um trabalho incrível quando aconteceu a novela, inclusive de planejamento prévio, sabendo que ia ter a novela, assim como a gente sabe eventualmente que vai ter uma série, alguma atividade acontecendo. Eles fizeram um grande trabalho antecipado com o mercado de desenvolver produtos, de capacitar os agentes de viagens e o mercado e tiveram um resultado fenomenal. Foi incrível o resultado ali de busca de Pantanal. O lugar é incrível e essas imagens invadindo a casa dia a dia das pessoas e eu acho que a BRATU tem trabalhado muito forte nessa agenda, acho que junto com o ministério, de colocar o Brasil em radar, né, de receber séries e filmes, porque de fato é uma plataforma que impulsiona destinos, eh, seja apresentar destinos que a gente não mesmo destinos já super famosos, às vezes sobre uma ótica e um olhar diferente que vai estimular aquele viajante a querer vivenciar, a experimentar essa sendo vistas ali principalmente pelo cotidiano e autenticidade, eh, da forma como aparecem nessas nessas séries, né, pessoal? Só avisar que já estamos no nosso horário certinho do roteiro, então não vou fazer perguntas mais nesse bloco pra gente conseguir chegar e alcançar a a as próximas temáticas e nesse segundo momento eu trago mais perguntas do pessoal, tá bom?

Então, eh, finalizando aí com as últimas tendências do capítulo um, a gente tem, na verdade, pode voltar a um slide, Cris, que são os destinos alternativos. Essa tendência, ela já foi mapeada anteriormente, né? Eh, a gente vê uma crescente do overtourism, né, do turismo de massa, onde os lugares mais famosos, lugares de grandes nomes recebem muitas pessoas e tendem a ficar muito lotados e a depredar aqueles locais. E as pessoas, na verdade, estão ficando cada vez mais conscientes e querendo fugir disso, querendo fugir não só das multidões, como também, eh, gerar impulsos mais positivos, apoiar comunidades locais, eh, mostrar que eles não são apoiadores desse turismo massificado, né, que tem se intensificado, especialmente em, eh, destinos europeus, entre outros. Então, esses destinos alternativos entram justamente como uma alternativa, como um destino secundário, onde você também consegue ter acesso a diferentes experiências, eh, eh, imersão em comunidades e você foge desses lugares muito lotados onde as pessoas estão querendo se afastar mesmo cada vez mais dessas multidões. E entretanto, esses destinos alternativos, eles contam com um fator de acessibilidade. Se o destino for muito difícil de ser alcançado, muito onde as pessoas não conseguem ter acesso, mesmo procurando informações sobre hospedagem, acesso, essas coisas, eles tendem a ficar realmente escondidos. Então assim, são destinos alternativos, mas que conseguem se posicionar ali, ser acessíveis e de acesso.

Pode pular, por favor. E aí nós temos aqui duas tendências que se alinham em algum ponto. A primeira delas é o de volta ao passado, onde a gente vê turistas que estão querendo fugir dessa hiperconectividade, desse mundo digital, buscando experiências, eh, que conectam com o passado. Pode ser um passado não vivido, como, eh, fatos históricos, museus que contam sobre uma história que a gente não viveu pessoalmente, como um turismo mais nostálgico também, um turismo afetivo, eu voltar na cidade que eu nasci, eu ir atrás de destinos que estão conectados com as minhas raízes, com a minha genealogia. E isso envolve esse resgate, né, das memórias, eh, do que eu vivi naquele local. E isso independe do local. O local não precisa ser histórico, né? Eu posso fazer esse turismo nostálgico na cidade do interior dos meus pais, dos meus avós. E isso também, eh, foi detectado uma tendência de consumo, que é essa estética vintage. Existe também a busca por esses destinos de estética vintage de anos 60, 50 até 70, restaurantes, hotéis temáticos e tudo isso de alguma forma essa essa conexão com o passado que a gente tá buscando ter, justamente porque ultimamente a gente anda tão conectado, tão cheio de informações todos os lugares que a gente quer fugir um pouco disso e ir atrás desse passado que a gente ou viveu há muito tempo, tempo ou não viveu.

E isso se atrela às vivências autênticas, porque fazem parte dessas vivências autênticas que são, é, experiências diferentes, orgânicas, espontâneas, que não são planejadas, entre aspas, que fogem um pouco justamente dessas redes sociais, de dessa pancada de informações que a gente recebe, apesar de essas vivências e experiências autênticas serem muito procuradas nas próprias redes sociais. Então, nas próprias redes sociais, eh, as pessoas estão procurando por experiências que são diferentes, que são vividas, que são vividas fora daquilo ali. É meio que uma metalinguagem assim, mas isso acontece. E a gente encontra também essa questão da conexão com o local. Então você tá buscando essas vivências autênticas e orgânicas porque você quer se conectar com o local, com aquelas pessoas, com aquela comunidade, com aquela população. E a partir daí você vive uma experiência diferente de tudo que aquilo que a gente já conhece ou busca ou pessoas, eh, falam, né?

E pode prosseguir para a nossa última tendência, que são as viagens literárias. Muito parecida com os destinos inspirados pela mídia. As viagens literárias são justamente, eh, destinos que são encontrados em livros. Então, as pessoas estão buscando se conectar com as histórias que ela leu, sejam histórias de fantasia, sejam histórias que se passam em destinos diferentes do que a gente costuma conviver. E aí isso meio que complementa a imersão que você tem através do livro. E para além disso tem também a questão dos refúgios antidigitais, que são locais mais tranquilos onde você pode ler também. Então, a busca por cafés, eh, parques, locais mais tranquilos, onde você pode realmente se desconectar e ter a experiência completa da leitura. Além disso, eh, existem também a a busca por bibliotecas e por locais onde você pode ter acesso a esses livros de de interesses diversos. Então assim, a busca por esses locais de acesso a livros também tem aumentado bastante.

E aí pode ir para a nossa síntese, Cris, por favor. Em resumo, eh, de todas essas tendências, a gente tem aqui a síntese, onde a gente vê que existem dinâmicas contrastantes, ideias opostas, mas que se complementam, como isso de você buscar a experiência imersiva e se desconectar das redes sociais, mas você procura essa experiência imersiva na própria rede social. Então, as tecnologias digitais elas avançam e elas vêm transformando o modo como os viajantes pesquisam, eh, fazem os seus roteiros, eh, entendem o que eles estão buscando dentro desses destinos. Cresce também essa busca por por conexão, por conhecimento, por, eh, experiências e vivências únicas que você só consegue viver fora desse mundo digital que a gente tá tão, eh, presente o tempo inteiro, ou seja, no próprio trabalho, no próprio lazer, na nossa rotina, né? E isso a gente busca através da cultura local e do contato genuíno com esses destinos. E junto com tudo isso tem também essa questão do custo-benefício, que é o que a Marina trouxe anteriormente, que é, eu tô muito consciente, o turista tá muito consciente do que ele quer gastar, onde ele quer gastar e o valor agregado naquilo. Ele não está simplesmente consumindo por consumir, viajando por viajar. Isso mantém as experiências, eh, ou desculpa, isso mantém o desejo de ampliar e qualificar essas experiências vividas. Então, eh, o trade aí precisa se qualificar dentro dessa questão de que o turista não tá aceitando qualquer coisa, ele está buscando, está consciente do que está buscando. E tudo isso mostra justamente esse último tópico, né, que o turista tá cada vez mais informado, ele tá atrás, ele tá entendendo, ele tá consciente do que ele tá procurando, seja no destino, seja na própria experiência, seja no roteiro, ou mesmo no próprio transporte que ele tá buscando para se chegar naquele destino. Então, o turista tá 100%, eh, consciente de tudo que ele tá procurando e buscando. E é isso que a gente entendeu de todas essas tendências. E a gente agora para a a visão da Marina com a visão do mercado em relação a essas tendências que eu citei por último.

Então vamos lá. Eu vou tentar ser rápido aqui porque a gente já passou o nosso tempo aqui de falar das experiências. Eu sei que tem um monte de coisa que acho que o Cris vai trazer aqui na sequência. Aliás, o material ficou super completo. Quem não conseguiu ver, acho que vale depois baixar. A gente passou super rápido aqui pelas tendências, mas lá tem um texto super, né, eh, detalhado aqui, com uma análise mais profunda. Cada um deles tem esse bloquinho de olhar de mercado, onde a gente traduz um pouquinho. Eh, acho que de maneira geral o que a gente quis aqui como brastoa agregar que feito aí por Imbratura e Mitur é exatamente como que se a gente conecta todas essas tendências na realidade do mercado. Acho que, eh, o que a gente percebe é que praticamente todas elas já estão super refletidas nas prateleiras, né, com produtos estruturados e de fato com viajante buscando essas experiências. Então aqui no final você falou de autenticidade. Acho que só é importante a gente falar que ela é transversal, ela tá aqui como uma das tendências, mas quando a gente fala, eh, de autenticidade, a gente não pode perder de vista, principalmente quando a gente olha para o Brasil, né, um país tão rico aqui do que a gente tem culturalmente, eh, onde cada cantinho, em, cada lugar do Brasil tem uma autenticidade muito própria. E a gente tem que tá tá com isso muito em mente, porque quando a gente fala do turismo de hoje, o turismo do futuro, a gente tá falando em viver experiências autênticas, elas têm que ser verdadeiras e elas têm que trazer essa essência que cada lugar tem. Ninguém viaja para um lugar para ter uma experiência que pareça com outro lugar, né? Então, como que a gente traz esses elementos?

E aqui quando a gente fala de volta pro passado, acho que traz mais um elemento que a gente já viu aqui em algumas outras tendências, que é a viagem como de fato uma conexão emocional, né, e afetiva. Quando a gente tá falando de viajar, a gente não tá falando só, eh, de visitar lugares, de conhecer culturas novas, mas também de conhecer as histórias e muitas vezes as histórias que fazem parte de cada um, como que a gente se reconecta com essas histórias. Então, quando a gente fala em viagem e pensa no que motiva hoje um viajante, são muitos elementos, são muitas experiências. E eu acho que aqui só como um último ponto central é que quando a gente tá falando de experiência de viagem, a gente não tá falando muitas vezes em uma viagem para uma experiência X ou para uma experiência Y, né? Ele quer ter várias dessas experiências na mesma viagem. Então ele viaja buscando o contato com a natureza, eh, o bem-estar, a conexão com histórias e culturas. Ele quer uma gastronomia, ele quer autenticidade, ou seja, ele quer várias experiências numa mesma viagem. A gente não tá falando de uma viagem que aconteça só focada para a gastronomia ou só focada para bem-estar. É tudo junto e misturado, né? A gente fala ali de tá c 9 dias em algum lugar e a gente quer ter ali, eh, um cada uma dessas experiências e são grandes motivadores e a gente sabe que quando a gente fala de Brasil tem um cardápio, um leque absurdo para cada uma delas e que a gente sabe traduzir super bem aqui, já vendendo peixe dos nossos operadores, né? Eles conseguem traduzir todos esses desejos e motivadores de experiências em produtos e roteiros incríveis.

Maravilha, Marina. Obrigado. A gente, eh, a gente agora vai passar, nós terminamos a parte das tendências, gente. Eh, eu vivo dizendo que a riqueza dessa revista é exatamente a curadoria, né, que ela traz. É a curadoria que é feita pra gente chegar nessas 18. Só que além dessas 18, a gente tem outras também que apareceram, como a Dani já falou no primeiro. Mas outra parte dessa revista é a que nós vamos passar agora que é o Panorama do Turismo doméstico e depois a gente vem, eh, para um panorama do turismo internacional. Então essa parte já é mais curta, eh, a gente vai tentar ficar no tempo aí, temos mais 20 minutos aí. Babi, tá, tá com você.

>> Obrigada, Cris. Bom, eh, vou começar a falar um pouquinho do turismo doméstico pegando o gancho do que a Marine e a Graace falaram com relação a tecnologias, a inovação, tá? E essa diferença entre, eh, as tendências ou os turistas, eh, voltados para a tecnologia versus os turistas voltados pro tradicional. Eh, uma coisa que é muito importante deixar claro aqui, porque as pessoas confundem muito, é que a gente quando fala de inovação, a inovação ela não é somente tecnológica. Existem inovações em processos, existem inovações em produtos, incluindo aí produtos e experiências turísticas, né? Então, quando a gente tá falando de inovar, a gente tá falando de fazer diferente, fazer de uma outra forma, trazendo alguma, eh, alguma qualidade ou alguma vantagem. Esse é o o mote principal da inovação, certo? E aí a gente nota dentro das tendências grandes inovações, né, e e grandes desejos de turistas. Então, quando a gente tá falando de desejo, a gente tá falando da busca por informações. Isso falando do lado do turista. Mas claro, os destinos, as empresas, para elas conhecerem essa, esse querer do turista, elas também precisam buscar informações. Por isso é tão importante a gente ir atrás de dados, a gente ir atrás de informações, de pesquisas que vão comprovar pra gente se aquilo que a gente tá disponibilizando é de fato o que está agradando o consumidor, se é de fato o que os turistas querem. Então, quando a gente tá falando de análise do perfil do turista, do comportamento do turista brasileiro ou do turista internacional em viagens ao Brasil, a gente tá falando principalmente, né, da de que maneira eles buscam essa informação, o que que eles gostam de fazer, o que que eles estão buscando, não só de que maneira, mas o que eles querem. Então, a gente teve uma uma pesquisa chamada Tendências e Percepções do Turismo no Brasil, realizada aqui no Ministério do Turismo no ano passado pela foi um acordo junto com a Neexos, tá? Que faz, eh, pesquisas, eh, trazem dados estatísticos e a gente notou que a principal fonte de informação hoje são as redes sociais. A gente tá falando aí não somente, eh, do turismo de mídia, como foi apresentado, né, como uma tendência, mas como uma forma de buscar informação. Eh, muitas vezes destinos estão preocupados em se apresentar bem e isso é fundamental, tá? Se apresentar bem em feiras e eventos. Eh, mas é muito importante investir nas redes sociais hoje. Metade, 50%, 49, né? 50% dos turistas buscam informações dessa forma. E outra forma que ainda é muito importante é o tradicional boca a boca. Então, eh, a gente nota aí mais uma vez essa separação do que é o tecnológico para o que é o tradicional. Então, quando a gente tá falando de, eh, da importância de investir no seu destino, na importância de investir nos seus equipamentos turísticos, né, no seu hotel, no seu parque, no seu museu, é por conta disso, porque o boca a boca ainda é muito importante. Então, eh, trabalhar a gestão turística de qualidade, trabalhar a acessibilidade, focar na sustentabilidade, pois como a gente já viu aí, continua sendo uma tendência e que veio para ficar, a gente precisa pensar nisso, que não só o que vem nas redes sociais, mas o próprio boca a boca é fundamental. E a existe, né, aquele ditado de que uma boa, uma bo um bom produto, uma boa venda, um bom, eh, no caso aqui destino turístico, eh, é passado para cinco. Agora, aquele mau negócio é passado para 15 a 20. Então, a gente tem que ter cuidado com isso, tá? E primar pela qualidade do que a gente tá ofertando.

E aí fatores decisivos, eh, preço, promoções, porque a gente viu também que, apesar de o turista tá procurando uma coisa de qualidade, ele tem muito mais informações, então ele vai buscar a melhor qualidade ou o melhor custo-benefício, que é a boa qualidade, com o preço mais em conta, com aquilo que ele pode pagar sem se endividar. Belezas naturais, isso nunca sai, né, de cena e a segurança também. Eh, principais destinos preferidos pelos turistas segundo a pesquisa, São Paulo e Rio de Janeiro continuam sendo, né, os destinos preferidos, seguidos de Bahia, Ceará e Santa Catarina. Eh, só que se a gente foca em região, região Nordeste, ela tem quase que metade da preferência dos turistas. Cidades com maior interesse não significa que são as cidades mais visitadas, mas sim as mais buscadas. São Fernando de Noronha, Porto de Galinhas, Lençóis Maranhenses, Salvador e Gramado. A gente nota aí uma grande preferência pela modalidade de sol e praia. Desses destinos, o único que não é só e praia é o destino de Gramado, né, que já é preferido pela sua gastronomia, pelo inverno, eh, que é um produto turístico, eh, bastante importante na região sul, principalmente, e também pelo famoso Natal Luz da cidade. Eles têm outros eventos importantes, como a Páscoa, o Festival de Cinema. Eles inclusive conseguiram desenvolver muito, eh, atrativos e produtos turísticos fora de alta temporada para atrair mais turistas. Então eles não têm mais um calendário de eventos só de alta e baixa. Eles têm uma alta temporada ao longo de todo o ano. Além do sol e praia, as outras modalidades que buscam, que trazem bastante interesse do turista é o cultural ou histórico. E isso daí tá muito focado nas tendências que a gente viu, de buscar a sua história, buscar suas raízes, as suas origens. Eh, a questão do religioso espiritual tem crescido cada vez mais, mas o que é bastante legal é ver que o turismo esportivo tem despontado 10% dos turistas tem o esporte, o turismo esportivo, seja para assistir, seja para participar. Então, isso tem aumentado muito, eh, como interesse dos turistas. E o bem-estar muitas vezes ele tá ligado ao religioso, outras vezes não. É só o bem-estar, como, eh, o dormir melhor, eh, ir para destinos que você pode buscar, eh, pais de espírito ou melhorias no seu corpo, eh, na sua mente. Então, esses são os principais, eh, interesses dos turistas e o que eles buscam quando vão viajar.

Por favor, Cris. E aí a gente tem dentro do tráfego digital as principais buscas, né, dentro de destinos. Então, eh, a gente tem o Cristo Redentor como a principal busca em tanto em 2024 como 2025, embora tenha tido um decréscimo nas buscas, né, para 2025. Eh, se vocês notarem, a maior parte aí das buscas elas tiveram decréscimo, não significa que estejam buscando menos ponto. Eh, talvez as pessoas estejam buscando coisas diferentes ou, eh, aumentando a quantidade de buscas, tá? Depois de Cristo Redentor, a gente tem Caldas Novas, eh, as as as águas termais, né, os, eh, e parques temáticos também dentro da região, eles são grande interesse de buscas pelo Brasil. A Chapada Diamantina, o Museu do Ipiranga em São Paulo. Eh, ele inclusive foi um dos poucos que teve um acréscimo, foi o Museu de Ipiranga e o Maracanã no Rio de Janeiro. Foram os dois que tiveram acréscimo. Tivemos também Parque do Ibirapuera, Cataratas do Iguaçu, Pão de Açúcar, Parque Lage e Avenida Paulista. Vocês vão olhar aqui nessa lista, tirando, eh, três, três buscas, a maioria está nas cidades do Rio de Janeiro ou em São Paulo, certo? Que também o que tá coincidindo com o que a gente viu lá de destinos mais procurados.

Já quanto a estados mais buscados, a gente tem em primeiro lugar o estado de São Paulo, seguido de Rio, Bahia, Pernambuco, Paraná, Distrito Federal, Minas Gerais, Santa Catarina, Ceará e Rio Grande do Sul. Nesse caso, a gente vê aí a importância do estado de São Paulo, que é muito conhecido pelo turismo cultural, mas também pelo turismo de negócios e eventos e o turismo mais. Mas a gente vê, eh, como principais, né, dos cinco primeiros, eh, a gente tem pelo menos três em que tem como principal fator, principal mote o turismo de sol e praia, tá? Então, a busca pelo litoral ainda continua sendo o principal, eh, motivo de viagem dos brasileiros e também de muitos estrangeiros aqui no Brasil. Eh, e aí o principal disso tudo é a gente notar que a conexão com a natureza tem sido um destaque muito grande na maioria das buscas, sejam por atrativos ou atrações, seja por destinos, né? Mas a, o turismo esportivo ele tem crescido muito, a busca pelo pelo esporte, essa paixão nacional, não só, eh, pelo futebol. E aí a gente tem o Maracanã como representação física, né, dessa paixão. Mas outros esportes também têm despontado nas últimas buscas e nas últimas tendências que a gente tem notado, eh, seja corrida, seja questão de danças também, eh, vários tipos de de eventos esportivos de esportes em grupo também. Isso tem sido bastante verificado, tá, nas pesquisas e eu acho que é algo muito importante para que se invista nesse momento. E por fim, saúde e bem-estar. A gente teve esse crescimento de Caldas Novas, como eu falei, é um destino termal, né? Muitas vezes ele era buscado por famílias, mas agora a gente nota um aumento na busca de Caldas Novas como um destino para pessoas que viajam sozinhas ou viagens também, eh, em casais ou, eh, em grupos pequenos que desejam buscar, né, o bem-estar, que desejam essa esse autocuidado ou relaxamento. Bom, de minha parte, acho que fui rápida, não passei do tempo, né, Cris? Passo para você.

Boa tarde, pessoal. >> Posso seguir, GR, >> por favor? >> Boa tarde, pessoal. Assim como a Bárbara acabou de fazer aí um panorama pro turismo nacional, eu vou fazer agora pro turismo internacional aqui no Brasil. Pode passar, por favor, Cris. Eh, aqui a gente tá a gente tá vendo duas tabelas onde a gente apresenta, eh, as buscas por hotéis realizadas no exterior utilizando o Google Travel Analytics, tá? Então aqui nessa tabela da esquerda, a gente vê as buscas por destino. E aí eu gostaria de de destacar uma coisa que eu achei muito interessante, que metade desses destinos são capitais e a outra metade não são cidades que são capitais, né? E das cidades que não são capitais, quatro delas são cidades litorâneas, apenas Foz do Iguaçu, que não é uma cidade litorânea. Isso mostra pra gente que há um interesse, né, por cidades, eh, sem ser apenas capitais, assim, quer dizer que o Brasil consegue ter uma capilaridade muito interessante nessa busca para quem vem de fora. Eh, e dessas dessa pesquisa que a gente tá fazendo para ambas as tabelas, eh, segue um padrão do de quanto a gente recebe de pessoas. Então, argentinos, norte-americanos e chilenos são responsáveis por 50% dessas buscas, tá? Então aqui aqui da mesma forma que a gente vê cinco capitais, cinco cidades que não são capitais, a gente vê também uma distribuição muito interessante em relação às regiões do Brasil. Então a gente tem, eh, [roncando] quatro destinos do Nordeste, três do Sudeste e três do Sul, né? O que mostra também que tem um interesse bem bem diversificado. Apesar de reforçando o que a Bárbara falou em relação ao turismo brasileiro, existe uma predominância na busca pelo turismo de sol e praia.

Passando pro gráfico ao lado, eh, quando a gente não pode voltar, por favor, só olhando a tabela ao lado aqui, quando a gente vê a busca por unidade da federação, a gente vê o mesmo padrão. São três estados, eh, do Sul, três do Sudeste e quatro do Nordeste. E isso também tem um motivo, né? Eh, a maior parte das entradas do Brasil, das entradas aéreas se dão em Rio, em São Paulo. Por isso são as dois, eh, os dois estados que lideram aí a nossa tabela. A maior parte das entradas terrestres acontece pelo Sul, por uma grande influência também da entrada de argentinos. E a gente tem quatro estados nordestinos. Aqui a gente tem o Ceará, a gente tem Alagoas, temos Pernambuco e temos a Bahia. O que mostra assim um potencial enorme, né, da da do Nordeste, especialmente no turismo de sol e praia, mas não apenas no turismo de sol e praia, como nós vamos ver na próxima no próximo slide que o Cris vai botar aí para mim. Muito obrigado.

E aqui a gente tá vendo aqui as 15 principais atrativos brasileiros que foram buscados na internet no exterior em 2025. Aqui também, eh, a gente pode ver uma diversificação um pouco maior, né, em relação ao que a gente viu lá nos destinos, que acabava sendo muito sol e praia, além das capitais e de Foz. Aqui a gente consegue ver Cataratas, Chapada Diamantina, Maracanã, Avenida Paulista, Parque Lage, Pedra do Sal, Pelourinho, nada disso são praias, né? E então isso mostra que o Brasil tem um potencial enorme para além do para além de sol e praia. Eh, e eu fiz uma correlação também, eh, em relação às tendências que a gente apresentou anteriormente. Então, quando a gente fala, por exemplo, de vivências autênticas, a gente pode colocar um lugar como Alter do Chão, Lençóis, Chapada Diamantina. Quando a gente fala de experiências gastronômicas, claro que qualquer cidade do do do Nordeste, especialmente na Bahia, você pode comer maravilhosamente bem com um frutos do mar ali. Mas eu gostaria de destacar aqui a Avenida Paulista, na verdade São Paulo como um todo, que é uma capital gastronômica mundial. Eh, quando a gente fala em destinos inspirados pelas redes, então, praticamente qualquer um desses destinos, eh, podem facilmente ser influenciados pelas redes, porque para você tirar uma foto e e viralizar algum desses lugares ou então um vídeo samba na Pedra do Sal, eh, eh, basta um clique, né? Então acho que nós temos esse potencial de tanto de viralização quanto de entrar na onda dessas tendências. Eh, e também uma capacidade de variedade muito grande em relação ao que o Brasil pode oferecer, tanto em relação às regiões quanto em relação aos segmentos que nós oferecemos. Eh, vou assim, a gente pode ver também que os maiores crescimentos aqui também foram a Catedral de Brasília, que cresceu em 95% as buscas, e a Avenida Paulista, que cresceu em 88% as buscas. Esses crescimentos são a partir de pesquisas, tá? Não quer dizer que eles necessariamente tiveram esse crescimento na chegada de de pessoas. É importante ressaltar isso. Eh, e às vezes realmente isso se dá por uma viralização, né? Quando a gente fala de, eh, destinos inspirados pelas redes e pelas mídias, às vezes é um filme, às vezes é um influenciador digital que faz um vídeo ou uma foto específica que fica famoso em algum desses lugares.

>> Eh, então é basicamente isso que eu tinha para falar em relação a tentando respeitar o tempo aí que nós temos. Vou passar a palavra pro Cris e seguimos.

>> Beleza, gente? Nós estamos chegando ao finalmente estamos nos últimos slides. Eu vou pedir um pouquinho de paciência, a gente vai estourar o tempo, alguns minutinhos, mas é pra gente, eh, conseguir fechar esse panorama. Eh, uma pergunta que veio para nós foi em relação, eh, ao cenário mundial, né? Como é que fica o turismo, as expectativas do do turismo internacional neste ano? Tendo vista a guerra no Oriente, nós estamos num momento muito difícil de prever qualquer coisa, tá? Eh, de qualquer forma, as consultorias e os organismos internacionais estão prevendo uma redução no crescimento do turismo mundial nesse ano. Vocês vão ver que, por exemplo, a Oxford Economics estava prevendo, eh, 8% de crescimento e ela já reduziu isso em janeiro e agora ela já reduziu essa previsão para 6% em âmbito global, né? Eh, e o mesmo ocorre com outras, eh, entidades, outras instituições. Apesar disso, eh, o setor de viagens ainda continua com uma demanda global, eh, resiliente, apesar da de de da de guerra, cenário geopolítico e de inflação e taxas de juros que estão elevadas no mundo inteiro, né? Eh, como tendência, eh, todas as as consultorias estão apontando mais viagens de curta distância, menos viagem de longa distância, né, e um foco no custo-benefício, ou seja, aquele aquela coisa que a gente já mapeou nas tendências, né, isso aparece também, eh, como um reflexo deste momento de, eh, de cenário geopolítico que nós temos. Eh, nossa vantagem é que a América do Sul ainda sofre efeitos, eh, desse conflito indiretos, né? Né? A gente tem, por exemplo, regiões como, eh, a Ásia ou o Oriente Médio mesmo, que são diretamente envolvidos ou tão sendo impactados pelo fluxo aéreo, eh, que passou a sofrer com com esses a sofrer reflexos a partir dessas desse cenário de, de guerra, né? Eh, especificamente para nós, o que impacta mais é o gasto dos argentinos, tá? Com viagens internacionais. A tendência que esses gastos diminuam muito neste ano, eh, dada a desvalorização contínua do peso e o cenário macroeconômico adverso que que enfrenta, eh, nosso nosso vizinho. Então, nossos vizinhos, então, a tendência é que eles viajem menos este ano pro exterior. Se aí se a gente pega, eh, projeções para 2026, eh, lembrando novamente que a volatilidade do momento ela dificulta e, eh, previsões, né? Vocês vão ver a a diferença aqui nas previsões pro Brasil, por exemplo, mas a gente tem que no mundo, então, a ONOTIS prevendo de 3 a 4% de crescimento no ano, a Tourismo Economics, aí aquele 6% que eu tinha dito para vocês, né, 5,9%. Eh, para a América do Sul, o crescimento previsto pelo Turismo Econômicos é de 3,6. E para o Brasil a gente tem essa divergência aqui mais clara, né? Global Data prevendo 6% de crescimento para este ano na chegada de turistas estrangeiros ao Brasil e a Turism Economics, prevendo uma queda de 7,8. Só um adendo aqui que no início do ano a previsão deles já era de 9,4. Então eles se tornaram mais otimistas com o passar do tempo, apesar da guerra. Eh, essa previsão de chegadas, eh, ao Brasil. Bom, isso é previsão. E o que que a gente tem de resultado concreto? A gente tem, eh, o maior trimestre da história, né, que a gente teve agora, de janeiro a março, a gente teve a maior chegada de turistas da história, que 3.742.374. Foi muito parelho com o ano passado, né, né, foi empatado praticamente com o ano passado. Eh, destacando aqui, gente, a via aérea, que tem 19% de crescimento, eh, o ponto negativo é a via terrestre, que tem 21% de queda, ou seja, apesar da queda, eh, por chegadas de turistas internacionais por via aérea e essa queda é de argentinos, a gente teve crescimento nesse nesse trimestre. Os maiores crescimentos aqui deste primeiro trimestre é com Portugal, Colômbia e Espanha, né, destacando Portugal com quase 50% de crescimento aqui no no trimestre em relação ao ano passado. E as maiores reduções, Argentina com -15, eh, Estados Unidos com -11 e Bolívia com -4, eh, por isso, o retrato do trimestre. E também é importante a gente destacar aqui, eh, que a gente tem o melhor primeiro trimestre da história em 12 mercados dos 23 estratégicos estratégicos trabalhados pela Embratur, né? Então tem Portugal, Colômbia, México, Uruguai, China, Peru, Paraguai, Reino Unido, Chile, Canadá, França e Austrália, nunca tiveram um primeiro trimestre tão bom em entrada de estrangeiros.

Eh, no, no país. É, e é o segundo também melhor primeiro, e é o segundo melhor primeiro trimestre da história. Ou seja, apesar da questão da Argentina, a Argentina recebeu, eh, o nós tivemos o segundo melhor primeiro trimestre da história de Argentina, Estados Unidos e Japão, apesar da queda, né? Quando a gente compara o ano passado, foi maior esse país específico, Argentina e Estados Unidos, porém, eh, esse ano ainda é um resultado muito, muito bom em relação aos anos anteriores que a gente teve. E março foi o melhor mês da história, comparado com todo e qualquer mês para Portugal, China e Uruguai. A maior chegada de Portugal, China e Uruguai, eh, no Brasil ocorreu agora.

Eh, uma coisa que a revista traz para nós, eh, e vocês podem observar lá, é um retrato, é uma previsão da Global Data feita, eh, por nossa encomenda. Aliás, eu quero aproveitar a oportunidade para agradecer tanto a Global Data quanto a Amadeus e a Similar Web, parceria, né? Eles forneceram diversos dos dados que serviram de insumo, eh, para para análise, eh, desse dessa revista, né, pra gente fazer a análise da revista. E uma das coisas que eles fizeram pra gente foi um panorama, eh, sobre cada mercado, cada mercado estratégico que a gente tem. O Plano Brasisco, que é o plano, eh, de promoção do Brasil no exterior, do turismo brasileiro no exterior, ele traz uma divisão entre mercados consolidados, eh, mercados essenciais, mercados de crescimento e mercados de oportunidade. Oportunidade são aqueles que, eh, têm uma dificuldade de de logística, ou seja, mercados geralmente mais distantes ou que tem, eh, ou que tem alguma outra questão econômica relacionada que impede a chegada em massa de visitantes ao Brasil. Mas são exatamente esses mercados de oportunidade que vocês vão ver aqui que, pela previsão da Global Data, são os que mais vão ter crescimento em 2026. E aí eu destaco aqui o crescimento de África do Sul, 40% a previsão da Global Data. Ah, Japão com 23%, Austrália com 11%, eh, é previsão de crescimento para 2026. Aí na revista vocês vão encontrar isso detalhadamente. Vocês podem olhar lá a previsão de cada mercado.

E eles fizeram também uma previsão de um, eh, um prazo um pouco mais longo de 2026 a 2029. E aí eles prevêm que Paraguai vai ser o país que mais vai crescer, eh, uma média de 7,6% ao ano, daqui, eh, de 2026 até 2029, seguido por Austrália com sete e Canadá por volta dos 7% também. Então, eh, era isso que a gente, eh, ia trazer aqui para vocês. A gente vai abrir agora para umas poucas, eh, questões de pergunta pra gente poder finalizar, mas eu quero deixar aqui desde já meu agradecimento. Eh, já agradeci Similar Web, Global Data, Amadeus, mas eu quero agradecer a Brastô e o Ministério do Turismo pela parceria, né? Eh, destaco aí o esforço da Marina, da Graace, da Rebeca, da Camila, especialmente, que que, eh, puseram a mão na massa mesmo para essa revista sair. Agradeço também Babi e Bárbara e e Fabiana, obviamente, e aos meus, eh, companheiros aqui de de Bratu, né, com destaque aí pro pro Alexandre, que fez nossa nossa revisão, eh, nossa tradução do do, eh, para o inglês e o Wner, que fez a nossa tradução pro espanhol. Então, a gente tem também agora, eh, a revista nesses dois idiomas. Queria passar agora aí para paraa Isadora para ela conduzir aí. Isadora, define o tempo aí que você acha que que é que é justo e a gente responde as perguntas na medida do.

Obrigada, Cris. Bom, encaminhando aqui pro final já, acho que um ponto também que eu notei, eh, que se conecta em muito que vocês falaram hoje, Cris, é de como, para além das tendências, a centralidade dos serviços e das soluções produtos tem que estar muito voltada pro consumidor, né, pro turista, pro usuário. Então, acho que esse ponto perpassa assim tudo que vocês falaram hoje. Eh, eu vou trazer, na verdade, só uma pergunta e aí acho que essa pergunta todas as organizações aqui que participaram no material, né, em Bratur, Brastoa e e Emitur podem contribuir e já fazerem os agradecimentos finais pra gente encerrar. Essa pergunta é, eh, como as organizações estão utilizando inteligência de dados para antecipar tendências e não apenas reagir ao mercado? Então, como a gente está utilizando todos esses dados, percepções, eh, provocações que a gente trouxe hoje para trazer um turismo, eh, mais proativo, né, mais personalizado, digamos assim, e menos reativo ao mercado. Enquanto vocês pensam, vou só, eh, reforçar alguns combinados aqui que a gente trouxe no início. Eh, todos os materiais, então a gravação, o PDF, a apresentação vão estar disponíveis, eh, no YouTube da Embratu daqui alguns dias. O PDF, na verdade, a revista em si, eu já aqui no chat, então todo mundo já consegue acessar. Eh, e quem tiver interesse na certificação também, todos os inscritos vão receber para gerar, eh, o certificado. Então, agora vou devolver para vocês já essa pergunta com relação ao uso de dados paraa proatividade, né, e e enfim, e reação ao mercado, digamos assim, e agradecer já a participação de todos. Acho que a gente pode ir Brastôa, Ministério do Turismo em Bratu para finalizar. Pode ser.

Vamos lá. Primeiro, aproveitar aqui então já para agradecer antes que eu me esqueça, mas especialmente aí a Embratoria meurou o convite da gente poder participar dessa edição tão especial da revista Tendências. pra gente assim, foi uma honra, eh, poder fazer parte aí desse estudo tão relevante pro turismo brasileiro, eh, e agregar de alguma forma aí o olhar de mercado, que eu acho que é fundamental quando a gente fala, eh, em dados e em tendências, a gente poder trazer isso para próximo, trazer para perto, trazer para a realidade do mercado, principalmente a realidade do mercado brasileiro. A gente costuma brincar aqui na Brasil é diferente de tantos outros lugares do mundo. a gente espera, eh, sinceramente, que a gente possa ter contribuído aí com esse trabalho que vem sendo conduzido brilhantemente pela Embratour, eh, e o MTUR, e que a gente possa estar junto aí já na edição do ano que vem. Já deixamos aqui o nosso registro aqui da alegria que foi participar dessa condição e duas equipes maravilhosas que fizeram um trabalho incrível. E com relação aí a que você trouxe, eh, de forma rápida, que hoje na Brastoa, tanto quando a gente fala em dados e inteligência artificial, a gente não olha para esses dois mecanismos como, eh, um fince, eh, mas como uma ferramenta para a gente tomar decisões melhores e gerar mais valor pro setor, obviamente pros nossos associados, muitas vezes de forma exclusiva diferenciada, mas muito dessas informações, inclusive compartilhada do mercado, com o mercado, como a gente fez aqui, né? Brastoa já há 16 anos trabalha com ANU Brastoa, que é uma grande referência de dados do turismo de lazer no Brasil. um material incrível que, aliás, estamos aqui com ele no que terminando de fazer aqui os ajustes e análise e logo agora em maio a gente traz pro mercado. É um material super completo, com contexto enorme aí de cenário. Eh, e o olhar Brastoa que fez parte aqui agora da revista, integrou de alguma forma que a revista Tendências que a gente tem feito aí vai pro quarto ano que a gente também lança. Eh, logo mais na semana que vem a gente está lançando esse material. Então, a gente já trabalha com dados aqui na Brastu há muito tempo. A gente, obviamente, agora recentemente tem olhado com com muito cuidado, atenção e prioridade paraa inteligência artificial. Então, sem me estender muito aqui, mas a gente tem várias ações internas, inclusive preparando os nossos operadores workshop, trazendo esse tema para reflexão, para discussões, eh, em momentos únicos com os associados da nossa convenção. Ou seja, sempre quando a gente tem um momento com associado, essa temática hoje está aqui dentro e a gente está tiando ela para fora também. a gente participou do Turistec Hub e de outros tantos, eh, momentos e circuitos onde a gente pode tratar essas questões em troca, acho que entre as três entidades aqui, né? Não só revista tendências, que eu acho que é o material que está pro mercado, mas a gente tem tentado aqui sempre com os o que a gente produz de dados, utilizando os dados que são produzidos aí e incrivelmente pela Embratura e Premitur, como que a gente troca esses dados e cruza eles e traz essas informações como inteligência de negócio e estratégia pros nossos associados e como a gente compartilha o que a gente gera aqui de dados do conhecimento um do operador que está no dia a dia, que é quem produz os roteiros, que é quem cria, que é quem desenvolve, como a gente coloca isso à disposição aí dos nossos parceiros e do mercado. Acho que é isso e agradecer também aqui a audiência, pessoal que ficou aqui nos acompanhando, né? Obrigada, gente.

Bom, vou então agora por parte do Ministério do Turismo. Primeiro agradecer também, eu acho que essa participação de quase 500 pessoas foi incrível e a gente ainda tem aí perto de 350. Eh, vou tentar não demorar, mas a questão da da principalmente do IA e do uso de dados, eh, a gente tem notado, né, embora muita gente ainda não esteja, eh, sabendo usar bem, então é um problema que ainda acontece, mas que as pessoas estão buscando formas de de de melhorar, mas quem já está usando, principalmente iniciativa privada, mas alguns destinos também, eles estão trabalhando principalmente na questão da hiperpersonalização. Acho que a Marina já tinha falado isso anteriormente quando a gente estava falando das tendências, né? E tentar buscar sempre o atendimento personalizado. Eu vejo, por exemplo, de chinos que tem, eh, a IA para servirem como se fosse um guia seu da cidade, uma pessoa para dar informações num centro de atendimento ao turista. Então eles estão notando que aquele atendizado de antes não serve mais. As pessoas têm odiado isso. Então esse essa humanização do atendimento é uma forma que estão usando, né, a tecnologia e principalmente a inteligência artificial. Eh, eh, em alguns destinos a gente consegue esse trabalho com gêmeo digital e tanto na iniciativa privada como no público, essa gestão de recursos, tá? Eh, receitas no caso da iniciativa privada, mas o recurso público também, né, com com análise preditiva também sempre que possível. Mas aí é só quando você já junta, eh, e há com pessoa com pessoas, eh, especializadas em estatísticas, em economia, mas isso tem sido muito usado também, tá? Agora, no serviço público, o que a gente mais tem notado é realmente essa experiência do gênio digital, é essa questão de colocar na na nuvem e na rede disponível para todos, né, esse irmão gêmeo da sua cidade, passando o máximo de informações possíveis. Então, é justamente essa quantidade de conteúdo que você consegue disponibilizar, eh, para ajudar na gestão do destino e na escolha dos turistas também. Eh, Fabi, quer complementar com alguma coisa ou só fazer o agradecimento, eh, por parte da emitor?

É isso. Só complementando aqui os agradecimentos, eh, obrigada aí a participação de todos e todas. Eu acho que, eh, como foi dito aqui, essa audiência reflete a importância na, né, da revista de fato como orientadora aí, eh, do mercado, né, dos gestores. Tenho certeza que a que que o público aqui foi bastante qualificado e a gente fica feliz aí de que realmente ela esteja, eh, atingindo o público que a gente, eh, pretende, né, que são de fato os gestores do turismo desse Brasil. Então, obrigada aí pela participação de todos e é isso. Obrigado aí também aos parceiros, o Emtur, eh, Embratour Gastoa por, eh, estarem conosco aí nesse projeto.

Eu vou passar para Dani aqui pela Imbratur, que é a nossa coordenadora, mas eu eu só esqueci, eh, de agradecer a equipe da comunicação, tanto Isadora aí, que nos ajudou bastante nesse seminário, nesse webinário hoje. Mas também a equipe da Natália, que fez a a bonita diagramação da revista, né, das três versões da da revista, português, inglês e espanhol. Então, quero deixar esse agradecimento, Dani. Vai, vai que é sua. Obrigado, gente, ter ficado aqui até agora. Obrigada a todos pela participação. Eu quero parabenizar a todos, né, pelo trabalho, especialmente ao CR, né, por ter por ter conduzido, né, toda o processo do curadoria da da revista. Eh, agradecer, né, a Braa, por ter aceitado o nosso convite e também o Emu, né, a Babi e a Fabi, que que toparam esse desafio junto conosco. Eh, eu colaboro com a fala de vocês em relação a IA. a gente está cada dia mais, eh, usando e mapeando como é que a gente pode usar e nos nas nossas análises, né? A gente se coloca à disposição, né, Marina, por paraa gente fazer essa troca de como é que a gente pode melhorar, eh, essa essa análise usando algumas ferramentas. Então, a gente já usa algumas internamente. E parabéns mais uma vez a todos, né? Parabéns a toda a equipe e o trabalho ficou maravilhoso. É isso, pessoal. Muito obrigada pela participação de todos e a gente encerra aqui agora esse webinar. Até a próxima. Ja.