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C’bom. Hoje nós estamos iniciando este curso de Cabala prática. O objetivo não é ficar na teoria, porque existem duas Cabalas: a Cabala teórica, que a maioria dos hebreus tradicionais utilizam, e existe a Cabala prática, que é colocar toda aquela Teoria com uma função dentro do dia a dia e também dentro da própria iniciação pessoal, na linha que cada um segue. Nós vamos não focar na parte teórica da Cabala em si, porque ela não diz muito com o povo brasileiro, com os estrangeiros que não são hebreus e que estão aqui presentes neste curso. Mas a essência da Cabala nós vamos passar; nós vamos dar a estrutura da Cabala, a formação, explicar exatamente o que é, mas sem entrar nos detalhes da Cabala típicos, com todos aqueles livros que eles usam, todos aqueles preceitos, porque são de uma religião específica, que é a religião Hebraica. Nós vamos seguir a parte que é relacionada ao autoconhecimento e a parte que é relacionada à aquisição de conhecimento, de Sabedoria e também da própria magia prática, usando a Cabala. Nós vamos dar apenas uma parte teórica e vamos ficar na estruturação, no conhecimento da Cabala para poder usá-la praticamente.
Vamos fazer uma pequena introdução sobre este workshop, sobre este curso que nós estamos dando. A importância da Cabala é muito maior do que nós pensamos ou do que ela mesmo deixa transparecer. Ela é muito importante porque a Cabala representa a estrutura que nós podemos utilizar que atende a todas as escolas de iniciação, atende a todos os processos de iniciação, atende à Maçonaria, atende à Teosofia, atende à Antroposofia, à Gnose, à tradição Rosa Cruz, todos os conhecimentos possíveis, Logosofia, o que vocês pensarem, a Cabala atende. Ela não é única para o povo hebreu, mas é uma estruturação que permite acoplar os outros conhecimentos. Ou seja, é uma estrutura que nós chamamos de Árvore Sefirot ou Árvore das Ciências, onde nós podemos incluir o Tarot, podemos incluir a Astrologia, a Astronomia, podemos incluir a Numerologia, podemos incluir a Mitologia ou qualquer conhecimento que vocês queiram. É uma estrutura para conhecimento, e nós não temos a parte teórica para dar para vocês, porque existem algumas regras para para nós ensinarmos Cabala, e eu respeito as regras. São as mesmas do Tarot. Eu não posso dar regras para vocês, porque quem sou eu para dar regras? Eu não sou mestre nenhum, eu não sou Deus nenhum, eu não sou um anjo encarnado, como pessoa. Eu não posso dar regras para vocês. Mesma coisa o Tarot; eu não posso dar regras para o Tarot. Mas juntos, pela experiência que a gente tem, nós vamos definir regras para nós usarmos em conjunto esta ferramenta que é a Cabala. Ninguém vai dizer: “Tem que ser assim; se não fizer assim, não funciona”. Ela funciona de qualquer jeito. É como o Tarot; o Tarot funciona de qualquer jeito. Não tem que ter aquela sequência, põe em Cruz porque senão não dá certo, põe em diagonal, joga tantas cartas… Isso tudo é bobagem, porque isso não funciona. São apenas metodologias que cada um tem que fazer, cada um tem que desenvolver. A Cabala é pior ainda; só tem uma coisa que nós usamos é a Árvore Sefirot, tal. O resto, como vamos usar, de que maneira vamos usar, as regras que vamos inserir nós é que vamos estipular. Hoje vou propor para vocês e, havendo essa concordância, a gente vai reto, porque temos que fazer juntos, que ninguém pode dar para ninguém; tudo tem que ser feito em conjunto. Posteriormente, tudo que nós decidirmos – eu já tenho roteiro – nós vamos fazer o que é óbvio dentro de um conceito de quem busca a verdade, de quem busca o conhecimento, não vai ter problema nenhum. Mas ninguém pode dizer: “É assim”, porque não tem regra para usar Cabala prática. Não existem regras, não existem nem documentos da Cabala prática. Ela é totalmente aberta. Os únicos documentos que existem da Cabala prática são as Clavículas de Salomão, e as Clavículas de Salomão ninguém conhece, ninguém sabe; elas estão perdidas em hermetismos muito mais herméticos do que o próprio Hermetismo diz que tem que ser. E ninguém conhece este processo, apenas as Clavículas de Salomão, que são símbolos que ele tem; são 36 símbolos, e através dos símbolos tem uma síntese dos conhecimentos que ajudam ao entendimento da Cabala. A polaridade desses 36 símbolos vai dar, então, os 72 gênios da Cabala. E isso nós vamos preparar para vocês; vai ser um conhecimento inédito, um curso inédito que nunca foi dado em lugar nenhum, que é um complemento da própria Cabala, mas ela só vai ajudar, só vai favorecer tudo isso que nós vamos fazer hoje, apenas vai encaixar como um prolongamento.
A Cabala prática, ela é muito importante porque ela tem as 10 Sefirot, e as 10 Sefirot são 10 Chaves do conhecimento, são 10 pacotes de conhecimento, e esses 10 pacotes do conhecimento inserem dentro de si todo o conhecimento humano, de tudo que existe. É um conhecimento fantástico; são pacotes. Eles estão estruturados como círculos nessa Árvore Sefirot que nós vamos explicar para vocês, e nós vamos tratar delas uma por uma. E seguindo estas Sefirot é que nós saímos do Homem Comum e chegamos a Deus. É como se fosse uma escada de 10 degraus; a gente vai subindo degrau por degrau, do homem até Deus, e nós vamos fazer isso praticamente. Depois estas 10 Sefirot ou pacotes de conhecimento, as anciãs da Sabedoria, elas estão interligadas por 22 caminhos que nós vamos mostrar para vocês, os 22 caminhos, e esses caminhos permitem fazer várias tessituras ou várias conexões entre as chaves do conhecimento que são as 10 Sefirot. Existem 10 pacotes de conhecimento e 22 caminhos que nós podemos seguir ou 22 canais. E a própria Árvore Sefirot tem a estrutura dos canais, e vocês vão perceber, quando nós analisarmos, quando vamos usar esta Árvore praticamente, que existem determinados focos que nós temos que atuar, e estes focos abrem canais, conectam mais resultados e onde a gente tem que concentrar os nossos esforços. Isso vai ser mostrado para vocês, e nós vamos seguir. São os 22 caminhos ou canais para abrir o canal, que são portas fechadas, são lugares que não tem ponte. Como é que a gente faz uma ponte entre as Sefirot? Como é que a gente abre uma porta fechada nesse canal ou nessa estrada ou nesse caminho entre as Sefirot? Por uma carta do Tarot. O Tarot é a porta que une as Sefirot. Vocês têm uma segunda Árvore Sefirot, tal, tendo as lâminas do Tarot entre as Sefirot, que é o quadro que tem as figurinhas do Tarot, que também nós vamos detalhar e explicar como que funciona todo este processo. O conjunto das 10 Sefirot e dos 22 caminhos ou dos 22 canais dá 32. Isso, então, vai dar 32 portais da Sabedoria. Isso corresponde ao Verbo, à palavra de Deus, à vibração primordial. Existe uma conexão dos 32 dentes que nós temos com o encaixe deles com a vibração, porque os dentes ajudam no processo vibratório da palavra, e Cabala é palavra, Cabala é som. Através do som, através da Cabala, os 32 dentes formariam como que uma estrutura dos 32 caminhos do conhecimento. Isto provoca uma vibração das palavras; esta vibração se percute no nosso ser, na nossa vida, através dos chakras que nós temos e através de cada pétala de cada chakra que nós temos, que que são os chakras são canais, portas de abertura para os conhecimentos. À medida que eu vou trabalhando, que eu vou usando a Árvore Sefirot, que eu vou usando a Cabala, o que que eu estou fazendo? Exercitando as pétalas dos meus chakras ou dos meus vórtices energéticos, que são meus sentidos superiores, e que eu vou mostrar para vocês. Cada um dos 32 portais, cada um dos 32 caminhos abre uma pétala que existe em cada um dos chakras que nós temos. No chakra raiz que tem quatro pétalas, temos quatro portas; no chakra esplênico que tem seis portas, temos já 10. Então essas 10 estão ao mundo com vida que as Sefirot abrem; as 10 Sefirot já abrem o chakra raiz, desperta Kundalini e abre o chakra vital e dá todo poder de cura nas pessoas. Depois nós temos o chakra umbilical que tem 10 pétalas, e temos o chakra cardíaco que tem 12. 10 + 12 dá 22, aí os 22 arcanos que têm todo o trabalho da nossa alma, do nosso psico-mental, abre o chakra umbilical e abre o chakra cardíaco. A Cabala serve para fatores físicos e vitais; por isso que o povo hebreu é tão rico, por isso que o povo hebreu tem tanta importância na vida em si. Ela é muito importante no processo da vida porque eles usam a Cabala pelas 10 Sefirot, mas a alma deles não é lá essas coisas… Tô desrespeitando o povo, mas eles não trabalham o fator anímico, eles trabalham mais o fator material. Vocês sabem, vocês conhecem a raça… Não vamos entrar em detalhes agora. Tem raças que são totalmente espiritualizadas e não trabalham muito material, o que é errado também, que eles só trabalham o umbigo e trabalham o cardíaco, trabalham os arcanos ou trabalham a alma. É incompleto. O certo é trabalhar o material com as 10 Sefirot e trabalhar o espiritual com os 22 arcanos. Nós temos quatro pétalas no Raiz mais seis pétalas no esplênico, vai dar 10. São as 10 cabalísticas materiais, coisas materiais e vitais, saúde etc; é a vida com saúde e com riqueza. Depois, umbilical que tem 10 pétalas e o cardíaco que tem 12, dão 22. Aqui é a parte que nós chamamos Alma. Se uso o Tarot, eu trabalho a alma; se uso Sefirot, eu trabalho a parte física, do conhecimento físico. Eu sou completo; eu trabalho todos os meus veículos, corpo e alma, e me ligo, portanto, pela Cabala ao Espírito. 4 + 6, 10, mais mais 10, 20, mais 12, 32. Aí são os 32 portais da Sabedoria. Esses 32 portais da Sabedoria estão inseridos no Laríngeo que tem 16 pétalas, compacta 2 a do… os 32 na polaridade formam 16 aqui no Laríngeo, na garganta, que é o maior poder que nós temos, o poder da palavra. A Cabala, que é tradição oral, é vibração, é fala, é ouvir e também é escrita, porque aquilo que eu ouço eu escrevo. É uma tradição que a gente ou ouve e, portanto, ela se repercute no chakra da garganta, que é o chakra da fala, da vibração, e desperta todos os poderes do chakra da garganta, que é o Vibhu, e que eu vou explicar detalhadamente para vocês. Eu estou dando só o mecanismo da Cabala na aplicação e na importância.
Depois nós temos 50 Portas de Binah, que eu vou dar todas as portas para vocês, vou dizer quais são as 50 portas. Se vocês seguirem as 50 portas, vocês têm toda a criação. Quando nasce a criação, como forma os reinos, como forma o homem, e pis o trabalho das hierarquias até chegar no Ain Soph Aur. É o Deus supremo, o Deus que ninguém toca, o Deus que ninguém chega. Nem Moisés conseguiu ver esse Deus, e ele viu deuses; Deus falava com ele, tocava a buzina para ele subir lá em cima do morro, do Monte Sinai, e lá, então, ele conversava com Javé, Jeová, mas ele não viu esse Ain Soph Aur, porque é o Deus muito, muito, muito elevado. E os próprios Salmos, a própria Bíblia diz que existe Deus que tem um nome, até pode dar nome, mas existe o Altíssimo que não tem nome, está acima, acima de tudo e de todos, como Salmo 90: “Tu que habitas à sombra do Altíssimo, tu és Deus que habitas à sombra do Altíssimo”, que é superior a Deus. A Cabala permite o homem chegar até o Ain Soph Aur, que é o objetivo maior da Cabala, o Deus supremo, o Deus do universo, o Supremo Arquiteto do universo, o Deus dos Deuses, Deus único e verdadeiro. E as 50 Portas de Binah são 50 portas que nós temos que abrir; cada porta a gente entra num conhecimento. Eu vou detalhar uma por uma das portas para vocês. São as portas de Binah, e dentro de todo o processo da Cabala existem anjos, existem sete anjos. Eles estão focados em Tiferet. Vocês vão ver pela estrutura que Tiferet ela tem sete caminhos; de Tiferet ele se desdobra em sete anjos ou arcanjos, que são os sete anjos da Teosofia, os sete arcanjos dos dias da semana: que são na segunda-feira, Gabriel; depois vem Samael, na terça; quarta, Rafael; na quinta, Saquiel; na sexta, Anael; no sábado, Cassiel; e no domingo, Micael. São sete arcanjos, e Tiferet a gente tem ligação com sete arcanjos. Nós vamos mostrar, e estes sete arcanjos se desdobram em 10 potências, porque tudo na Cabala é potência. Tem a primeira potência que vai do 1 ao 9; depois do 9 é o 10, aí não tem 11, aí vem 10, 20, 30, 40, 50, 60, 70, 80, 90… Do 990 não tem 91, vai para do 100, aí vem 101, 102, 103 até 140 ligado aos arcanos, e se ultrapassar vai até 190. Quando a gente fala os 72 gênios da Cabala, são 10 potências das 10 Sefirot de cada um dos sete arcanjos; sobram dois porque Deus é Trino e a Trindade Angélica também tem uma que tem valor 70, uma tem valor 1, outra tem valor 1, dá 72. Então são 72 anjos da Cabala ou gênios da Cabala. A própria Árvore Sefirot, através dos Anjos da Cabala, está correlacionada com Salmos. Nós demos o curso de Magia dos Salmos, demos toda a explicação da Magia dos Salmos, dissemos das hierarquias envolvidas com Salmos. Vocês vão ver que estas hierarquias estão nas Portas de Binah, e estas hierarquias elas atuam em cima dos Salmos. Agora os gênios são divisões dos Salmos; eles atuam nos versículos dos Salmos. Todos os sete anjos, sete gênios maiores atuam em cima dos Salmos de Davi. São 150 Salmos, e os gênios são subdivisões dos próprios anjos que atuam nos Salmos; eles atuam em partes dos Salmos que são versículos. Isto precisa ser dado totalmente à parte para vocês, porque ele é muito detalhado: anjo por anjo, o que que ele faz, em que versículo da Bíblia ele atua, tem que referenciar, tem que ajustar isso pela mesma Bíblia que nós demos o curso dos Salmos para ficar tudo num pacote só. Isso a gente vai fazer também para vocês mais para frente, mas no momento gostaria que você só entendesse isso: que atrás da Cabala fala, eu me conecto com sete arcanjos, e na hora que eu me conecto com sete arcanjos, o que que são arcanjos? São inteligências que cuidam de grupos de conhecimento, e eu me conecto com 72 anjos, que são 72 gênios que cuidam de coisas específicas. A gente tem na Cabala 72 gênios que realizam todo o processo da Cabala, e eles são expressões de sete anjos maiores ou sete arcanjos.
Depois, a Cabala permite a própria Magia dos Salmos, como eu já disse, porque cada gênio liga-se a versículos de Salmos, e aí tem toda a conexão dos gênios com versículos, dos arcanjos com Salmos. Isto é uma coisa que tem que ser feita à parte. O Tarot Maior e o Tarot Menor liga-se também à Mitologia. O Tarot Maior liga-se diretamente como abertura dos caminhos, e nós temos 56 arcanos menores. Os 56 arcanos menores, eles são continuidade dos arcanos maiores. Os arcanos maiores servem para coisas coletivas, servem para a humanidade, serve para o planeta, e os arcanos menores para o indivíduo em si. Posso usar a Árvore Sefirot tanto para coisas gerais da humanidade, do país, da Terra, do Sistema Solar, do mundo, do universo, como eu posso usar também para coisas individuais, coisas particulares. Eu posso resolver meus problemas pessoais com a Cabala, eu posso resolver meus problemas grupais, familiares, profissionais, do negócio, de grupos, do mundo, de raça também pela Cabala. Depois, ele conecta-se com a Numerologia, que ele vai de 1 a 9. Nós temos nove Sefirot, e a décima é a volta ao primeiro ou a uma potência maior que 10. As Sefirot são iguais à própria Numerologia, porque o zero não vale na Numerologia. A Numerologia tradicional, tanto a Pitagórica como outras, ela parte do 1 e vai até o 9; o zero não tem. A última Sefirot não tem número, mas é o 10 que volta em potência para o primeiro. Depois, ele liga-se com a Mitologia, porque cada lâmina do Tarot tem dentro dele toda uma estrutura da Mitologia, porque o Tarot nada mais é do que o registro da história dos Anjos envolvidos com a humanidade, e nós somos Anjos feitos homens. Cada um de nós tem um Anjo em potencial; nós somos Anjos na realidade, porque com a queda dos Anjos, antes, na época que a gente chama Lemúria, nós éramos humanos e nunca seríamos Anjos; nós só estávamos sendo criados à imagem deles, mas com a queda de Lúcifer na matéria, a queda de… terceiro aspecto de Lúcifer polarizando com Lilith, que é o Lúcifer feminino, animal… Samael é Lúcifer feminino, animal… Com essa polarização, quando nós éramos animais que íamos ser homens, aí permitiram mudar o processo. Hoje nós somos Anjos feitos homens, exatamente como o padrão nosso, que é o Mestre Jesus. Nós atingimos uma capacidade, nós ganhamos um potencial de nos tornarmos Anjos e homens, homens e Anjos. Antes da queda de Lúcifer, nós só seríamos homens e mulheres; depois da queda de Lúcifer, nós poderemos ser Anjos também, e cada um ganhou a individualidade. O que que é individualidade? O que que é ego? É ter um Anjo particular. Nós temos aqui personal training; nós temos um personal training na evolução, que é o nosso Anjo da Guarda, que nós temos que ser iguais a ele, que é o nosso Mestre. Não existem Mestres exteriores; eles são só padrões referenciais. O nosso verdadeiro Mestre está dentro de nós, que é o nosso Anjo da Guarda, que é o Anjo que está me criando em todo o processo evolutivo. Ele sabe tudo sobre a minha pessoa. Quando eu morro, eu sou Anjo; quando eu renasço numa nova personalidade, eu sou homem, e o Anjo que cria os projetos como homem e como mulher, por isso que chama Anjo da Guarda; ele guarda a minha evolução. Tem o Anjo… Esse Anjo é o meu Cristo interno, esse Anjo é o meu Mestre, esse Anjo é minha Mônada, unidade de consciência. Este Anjo, ele é meu corpo causal, que é a causa da minha existência; ele é tudo. Eu sei tudo; cada um de vocês sabe tudo, porque vocês são Deuses como Anjos, são Anjos como inteligências que sabem tudo sobre o homem, sobre a vida, sobre esse sistema aqui, só que nós não estamos conectados com ele. Então, o que que faz a Cabala? Ela conecta nós próprios, cada um de nós com o nosso Anjo, com a nossa consciência, que é o nosso Espírito, com a nossa realidade, com a nossa origem, com todo o conhecimento que a gente tem, porque para ser homens, antes nós tivemos que ser animais; para ser animais, antes tivemos que ser vegetais; para sermos vegetais, antes tivemos que ser minerais. Nós já somos essências evoluídas dos reinos anteriores; estamos trabalhando esse reino. Os animais não conseguiram ainda entrar no reino animal; ainda estão no animal. Isso é passado gradativamente, e os homens ainda não conseguiram entrar, por sua vez, do reino Angélico, apenas alguns conseguiram, mas muito poucos, que são chamados de Adeptos. Adeptos vem de Adeptus, do latim, aquele que conseguiu, aquela que conseguiu virar um Anjo ou se integrar com a essência, se integrar com seu Anjo da Guarda. Ele permite todo o contato com essa história. Aí vem a Mitologia; todos os povos têm mitos iguais, mitos semelhantes, a Mitologia eterna. O nome dos mitos está nas constelações para todo sempre; os mitos são sagrados, são duráveis, são eternos. Aí tem todo esse segredo da Mitologia, e nós temos uma história Angélica; cada um tem uma história Angélica, que é a nossa evolução. Existem Anjos que caíram e que provocaram tudo isso; são os espíritos chamados Lúcifer. Todo o Tarot está ligado aos espíritos luciféricos, tanto é que a carta maior do Tarot é a carta 15, e é o próprio Lúcifer. E Lúcifer é aquele ser que das Trevas, da ignorância, do animal, de um cérebro 0 km que nunca tinha funcionado, foi evoluindo até virar Cristo. Quem é Cristo? É Lúcifer, Trevas transformado em Anjo Luz; é Anjo Trevas transformado em Anjo Luz. Ele tem toda a conexão com a Mitologia, e a Mitologia conta exatamente isso, que a Mitologia trata de homens, heróis e deuses. Deuses são Anjos que não se misturaram com o homem; heróis são misturas de Anjos com homens e mulheres; e homens comuns, aqueles que não tinham mistura.
Depois, ele liga-se também com a Astrologia. Quais são os caminhos que a gente tem para evoluir? São os 12 signos. Sempre que a gente reencarna, nós reencarnamos num signo; nós temos que percorrer as 12 casas do Zodíaco ou temos que percorrer o Zodíaco inteiro, a linha inteira do Zodíaco, todos os signos. Não adianta dizer: “Eu não gosto de Câncer, eu não gosto de Leão, eu sou Sagitário”. Da primeira não… Se é Sagitário, isso sim, porque você vai ter que entrar em todo o ciclo da evolução nos 12 tipos; faz parte. E também nós evoluímos não somente como homens; a nasce homem, morre e volta a mulher, evolui dos dois aspectos da evolução, porque nós somos um ser integral que foi polarizado. Nós éramos andrógenos, se polarizam em homem e mulher. Tem uma parte minha que é mulher tá por aí; tem uma parte minha que tá aqui que sou homem hoje. Hora eu estou aqui na minha parte homem, hora estou ali na minha parte mulher, então fico trocando, e meu andrógeno está evoluindo nesta polaridade. Nós evoluímos dos dois jeitos; nasce de uma vez, eu evoluo como homem, aí eu morro, nasço mulher, evoluo a minha outra metade, e o andrógeno está evoluindo dos dois lados. Agora, se eu nasço mais homem do que mulher, por que que acontece isso? É possível? É, mas no máximo sete vezes seguidas. Mas por que que acontece? Porque eu estou atrasado como homem; homem eu sou…
Ruim, mas como mulher eu sou uma gostosura. Então eu nasço mais vezes mulher do que homem. Como mulher eu sou uma desgraça, mas como homem eu sou competente. Ele liga-se à astrologia e, em falar de astrologia, nós estamos falando da astronomia também. Não precisa nem dizer porque a astronomia é o astro dentro das personalidades, dentro da constituição urbana. Liga-se à astronomia principalmente, e da astronomia vem agora a astrologia, que é derivada e liga-se com a iniciação. Somente com a árvore Sefirot nós poderemos ter uma estrutura melhor que tem para a iniciação. Por exemplo, a Maçonaria é uma instituição de poder. Nós sabemos que atrás do poder humano, do poder mundial, existe a Maçonaria. E a Maçonaria trabalha mais, ela se preocupa mais com o hermetismo e, dentro do hermetismo, da Lú Hermética, ela se preocupa mais com a Cabala.
Mas eu não conheço nenhuma loja, nem na parte filosófica. Perguntas por várias palestras que eu dei em lojas filosóficas, lojas maçônicas masculinas, mistas, femininas. Eles não usam o tarot, e quando eu levo o tarô, eles ficam assustados, né? Que que é isso, né? Eu levo justamente a lâmina dois, que é o templo maçom. Aí eles ficam assim: "Ué, é o templo? É o nosso templo?" Isso aqui tem as duas colunas, Jachim e Boaz; tem o piso quadriculado branco e preto; tem a esfinge que eles têm que transformar do maçom imperfeito no maçom perfeito; tem o trono; tem a lua; tem os símbolos. Que que é isso? Eles ficam assustados, mas ainda não entrou a Maçonaria lá, e a gente está cutucando, fazendo com que o tarot entre dentro da Maçonaria, e a Maçonaria entre dentro do Tarot também. Porque aí eles não vão cuidar só de aspectos materiais.
Porque os Maçons, eles são muito bons no aspecto do relacionamento, no aspecto da riqueza, no aspecto da ajuda mútua, do crescimento, porque é uma Fraternidade que visa melhorar o grupo, a si mesmo e a todos simultaneamente. Registe os rituais maçônicos de vários ritos, de vários procedimentos, mas dentro de uma mesma metodologia. Tem o Kadosh, tem o Escocês Antigo e Aceito, tem esse, tem aquele, mas falta o tarot para mexer mais na alma. Falta a mulher para mexer mais na alma. Enquanto a Maçonaria não tiver, não for 100% mista, porque ela deve ser feminina também, porque é o clube da Luluzinha. Já que tem o Clube do Bolinha, tem que ter o Bolinha e Luluzinha juntos. Tem que ser mista. Muitos maçons já têm essa consciência, porque a mulher, ela conecta ao espiritual, o homem conecta-se ao material, e forma a paridade completa. Os homens ficam com a Cabala, e as mulheres ficam com o tarô. Aí a Maçonaria fica completa, e os 32 caminhos ficam executados. Falta aspecto feminino na Maçonaria. E o que que o maçom quer? Amor. Como é que o homem vai entender de amor? É difícil o homem entender de amor. A mulher não. A mulher tem o amor dentro dela, pela função nobre de ser mãe. Toda mulher, por pior que seja em relação ao homem, ela ganha no amor, e o homem perde no amor, por melhor que seja em relação a qualquer mulher. E aí, então, a árvore Sefirot é a chave de todo o conhecimento, de toda a sabedoria.
Bom, vamos entrar agora na Cabala, falar o que que é, apresentar para vocês os aspectos gerais. Isto não é Cabala teórica. Cabala teórica é outra coisa, aí já são receitas, receitas são orações, são regras de ética, regras disso, daquilo, é um monte de regras. Mas nós temos aqui os 10 mandamentos budista, tem os preceitos de Buda. Nós não seguimos esta parte teórica. Nós temos a nós, nós temos os nossos conhecimentos, e usamos isso. Vamos tentar passar para vocês e explicar o que que é Cabala. Cabala é tradição oral, ou seja, não existe Cabala escrita. Que é tradição oral. A regra é: tem que ser de boca a ouvido, não pode ser escrita. Qualquer livro de Cabala, ele não pode ser aceito como expressão de verdade. Ele é aceito apenas como referência, como guia, como folheto, como auxílio, como ferramenta, qualquer nome que vocês derem, mas não é o conteúdo, porque a tradição tem que ser oral, e ela é oral de duas maneiras. Numa primeira maneira, é um oral onde alguém que é cabalista passa para alguém que não é. Ele tem que falar isso, fazer verbalmente, tem que ser oral, exatamente como nós estamos fazendo agora. Tem que ser oral, não pode chegar: "Leia isso e você virou cabalista". Cabala por correspondência não existe. Cabala por correspondência, se vocês entrarem num curso de Cabala por correspondência, vocês estão entrando numa fria, por não existe. Ele é o oral. A não ser que seja correspondência oral, descrita ou é falada. É falada. Então manda, vamos ver se é boa, se não for, jogando no lixo. Mas se for boa, tem que ser falada, porque é tradição, tem que ser tradição oral.
Por que que tem que ser tradição oral? Porque ela liga-se com as vibrações, e a primeira vibração é o OM. Qual era o primeiro som de Ayn Soph da Cabala? OM. Por isso que nós entoamos o OM. O OM é a vibração que gerou todas as vibrações que existem, e pelas vibrações que existem no mundo diluído, eu chego concentrando na vibração primordial. Cabala é tradição oral e é passada de boca a ouvido. Tem que ser. Se for surdo, aí complica, porque como é que é passada? Mas não complica. Não mesmo. Surdo pode ter Cabala, porque não é uma voz externa humana, mas é uma voz interna que deve falar. A Cabala é passada de fora para dentro, de um cabalista para um discípulo, aceita, neófito, aspirante, aprendiz, o que vocês quiserem chamar, mas é a primeira fase. Ele passa de boca a ouvido, mas ele tem que ouvir dele mesmo a vibração, o som que vem de outras realidades. O que que é a Cabala? É um processo onde a consciência começa a entrar dentro de nós, e o ensinamento fala dentro da nossa cabeça como consciência. Porque os gênios da Cabala, eles falam dentro da nossa cabeça, eles colocam o ensinamento dentro da cabeça. Os hierofantes são seres que têm esta capacidade, ou seja, as inteligências, as consciências falam dentro da cabeça dele, as verdades. É como o tarot. O tarot só vai funcionar quando eu vejo o tarot tridimensional no espaço, senão é achismo. Enquanto eu estou achando, quando eu estou pesquisando, quando eu estou estudando, eu ainda não vi o tarot, mas o tarô existe. Ele se mostra em três dimensões, e da maneira que ele se mostra, ele é dinâmico e nunca é igual à carta que eu estou vendo, mas a carta que eu estou vendo está correlacionada com o que está sendo mostrado, ou é oposto, ou é contrário, ou ela é muito mais rica com vários complementos. Mas normalmente é carta contrária. A gente vê aquela figura do tarot, eu posso ver, mas eu só vou entender o tarot se eu ver. E ao mesmo tempo, aquela vozinha dentro da cabeça, que é a voz da consciência, fica julgando. Conheci... vocês já ouviram a voz da consciência de vocês falando lá dentro? "Ah, não faz, não faz, errou!", já viu? Essa vozinha da consciência, só que ela não fica só pegando no pé, que nem louro, não sou papagaio, mas ela faz o quê? Dá conhecimento, ela dá sabedoria. É essa árvore Sefirot, ela abre a claraudiência, tanto a claraudiência esquerda de Marte ou direita de Saturno. Claraudiência como capacidade paranormal. Porque existe a claraudiência que a gente ouve pelo ouvido. É claraudiência do ouvido, é ouvir claro coisas que não são da nossa realidade. Essa é a claraudiência espiritual, claraudiência concepcional, claraudiência superior que fala dentro do cérebro, e quando ela fala dentro do cérebro, ela está gravando o que ela fala, conhecimento, e o que eu estou percebendo dentro do cérebro, não pelos ouvidos. Eu posso estampar os dois ouvidos, eu continuo sendo claraudiente superior. Cabala desperta a claraudiência superior, por isso que é uma tradição oral. Para eu começar a trabalhar a claraudiência exterior para ela se plasmar, fixar como claraudiência superior. É assim que funciona. Ficar lendo não adianta, é bobagem isso. Enquanto não tiver a vozinha falando lá dentro, a Cabala ainda não trabalhou, ainda não, não aconteceu. A Cabala acontece quando começa a falar. Agora tem gente que ouve voz interior, só que esses tomam remédio, vão pra psiquiatra, aí são doidos. Aqui é uma coisa superior que não traz efeito nenhum, distúrbio mental nenhum, porque eu sei o que é isso. Vocês estão sabendo agora que existe uma consciência que fala lá dentro, e que consciência é essa que fala lá dentro? Pergunto para vocês: quem que é? É o seu anjo que tá lá dentro, é o seu mestre, é o seu corpo causal, é o seu espírito que está falando com você, é ele mesmo.
O que que é a Cabala? É o processo de conexão da minha personalidade com a minha individualidade, com o meu espírito, com o meu mestre, com a minha realidade, com a minha essência, com a minha mônada, com o meu corpo causal. Tudo isso passa de boca a ouvido, mas existe uma Cabala também que ela é passada para pessoas para que eles passem para os outros. Essas pessoas são chamadas de oráculos. O que que é um oráculo? Oráculo oral é aquele que recebe o conhecimento. Na época dos gregos eram sacerdotisas que faziam isso. Elas dormiam com cobras amarelas, cheias de cobras amarelas, que despertavam esta capacidade, e vivendo no meio daquelas cobras, tomando o chá disso, o chá daquilo, virgens, não podiam ter contato sexual nenhum, eram dedicadas, consagradas às entidades. E aí elas sentavam naquela trípode de bronze com pele de cabra, dormindo com cobras amarelas, usavam vapores e libames, e no templo de Delfos, dedicado a Delfine, que é uma grande cobra feminina alada, é um dragão alado, tinha rachaduras no próprio templo, de onde emanavam vapores que vinham de dentro da terra, e esses vapores inebriavam a sacerdotisa. Não era ela que respondia, a voz interior, que é o oráculo, falava dentro da cabeça dela, e ela repetia o que ele falava. Oráculo é isso. Ele recebe o conhecimento dentro dele, e ele passa para fora da mesma maneira. Existe no Egito os hierofantes, a mesma coisa, as hierofantes, mas eram mais homens, porque o Egito é masculino, tinham mais homens que faziam isso. Hierofantes, eles recebiam a voz e, como oráculos, também respondiam às perguntas, aos questionamentos. Vocês estão entendendo o que é tradição oral? É aquilo que fala dentro de nós. Quem é que fala? Vocês não podem fugir disso. Não é uma entidade, não é um espírito, vocês mesmos, é o próprio espírito de vocês, é o próprio anjo da guarda de vocês, a causa da existência de vocês, é aquele que projetou vocês. Se vocês são feios, reclame com ele. Se vocês não são espertos, reclame com ele. Se vocês têm qualquer problema, reclame com ele. E o que que ele vai falar? Depende de você. Capriche aí que na próxima eu resolvo melhor, mas você tem que caprichar aí, faz a tua que depois eu faço a minha. Ou seja, quem sou eu? Eu sou dupla personalidade, eu sou personalidade e individualidade, eu sou criatura e sou criador. Eu sou Deus, só que eu não tenho consciência de que sou Deus, eu tenho consciência que eu sou criação, que eu sou criatura. A Cabala faz esta dupla conexão, ela permite com que o homem seja homem, a mulher seja mulher e, simultaneamente, seja Deus, se integre com seu anjo, com a sua origem, com o seu espírito, com a sua essência. E como é que eu sei que eu estou chegando nele, que eu tenho o meu mestre, que eu fiz a conexão? Como? Quando eu começo a ouvir a voz interior. Aí vocês vão entender o que a Teosofia fala da Voz do Silêncio de Helena Petrovna Blavatsky. Ela tem um livro lindo chamado Voz do Silêncio. Eu vou resumir esse livro numa frase: é ouvir a voz interior do seu mestre, só isso. E ela escreveu tudo aquilo. A hora que vocês conseguirem ouvir a voz da consciência, que a consciência se manifesta dentro de vocês, a Cabala está funcionando. E quando vocês ouvirem, primeira vez que ouvirem, e ela não fala às vezes, na hora que você está com a Cabala, estudando a Cabala, às vezes ela fala quando você está no processo de distração. Ou seja, eu entro em distração, não penso em nada, fico lá assim: "Bóbom, bobona", de repente, "TUF", cai a ficha, ele começa a falar lá dentro. Às vezes acontece quando eu tô tomando banho, porque banho é relaxante, gente fica lá, ainda mais o fleumático que vai numa banheira, leva Coca-Cola litro, leva Os Miseráveis de Victor Hugo para ler e fica lá, dorme lá. A gente, quando está no estado de letargia, pega mais. Qual é a outra prática que vocês aqui estão fazendo a maioria? Meditação. A meditação permite ouvir essa voz do silêncio, por isso que eu sempre pergunto: "Ouviram alguma coisa?" O que a gente quer que vocês falem? "Caramba, tem uma voz falando dentro da minha cabeça!" E aí vai soltar o Caramuru, três tiros por... chegou no ponto.
A Cabala é isso, é fazer essa conexão dentro de nós, mas existe a conexão para coletividade, oráculos ou entidades espirituais. Quem são os oráculos? Existe dois oráculos. Quem é o meu oráculo? Oráculo do Ademar, a meu anjo da guarda, a minha essência, o meu espírito, o meu mestre, a minha mônada. Quem é o Oráculo de vocês? O anjo de vocês, a mesma coisa. Mas eu posso receber um oráculo que não é meu anjo da guarda, é uma inteligência. E a inteligência, eu posso receber várias. Pode vir um anjo, que é muita coisa pra minha cabeça; pode vir um Arcanjo, que é muito mais coisa pra minha cabeça; pode vir um Aru, que é muito mais; pode vir um Exusiai, que é muito mais; pode vir um Dynamis, que é muito mais; pode vir um Quirot, que é muito mais; pode vir o Trono, pelo amor de Deus, eu não aguento; pode vir o quê? Um Querubim. Nossa Senhora, tá louco. Pode vir um Serafim. Cheguei em Deus. Quer dizer, não tenho só meu mestre, meu mestre é anjo, mas pode vir um anjo de fora para falar comigo. Porque o anjo que está falando comigo, que anjo que é? Chama-se Giva, e é um anjo que é especialista em construir o homem. Mas pode vir um anjo que não é Giva, um anjo chamado de Agnis Vata ou espírito do fogo. Esse anjo vai falar comigo sobre vegetal, coisas do vegetal. Pode vir um anjo chamado Baradiel, anjo de saias, feminino, ele vai falar sobre animal. E pode ver uma aura através do meu oráculo, como oráculo, falar do mineral. Embora eu tenha tudo dentro de mim, que eu saiba tudo sobre todos os reinos, se o meu Giva me der, se o meu anjo da guarda me der, eu sei tudo. Mas se ele não me der, ele tá fazendo cera, tá ensebando, está demorando, eu não estou preparado. Pode vir um outro anjo, vem um aí que conhece tudo do vegetal, que é um Agnis Vata; tudo que conhece do animal, que é um Baradiel; ou um outro que conhece tudo sobre o mineral, que é um Aura, e fala lá dentro do mesmo jeito. Pode vir também: "Eu quero saber o movimento da terra, a dinâmica celeste". Aí tem que vir o quê? O Dynamis, que cuida da dinâmica celeste. Eu quero saber coisas do tempo, do passado, do futuro. Tem que vir um Archai para me ensinar coisas do passado e do futuro. Eu quero saber das formas, as proporções de Fibonacci, a estrutura das formas, eu sou arquiteto, eu quero estudar formas, etc., etc., etc. Tem que vir o quê? Um Exusiai ou uma virtude, que são as inteligências das formas. Eu quero saber a vontade universal, aí tem que vir um Trono. Eu quero saber tudo que está acontecendo no universo, tem que vir alguém que tem não um olho só, mas que tem centenas, até dezenas de centenas de olhos, que são os Querubins. Quero saber tudo sobre o amor profundo de Deus, mas não o amor humano, amor sagrado, amor divino, amor como impulso maior. Tem que ver o quê? Um Serafim. A Cabala é fantástica. O objetivo dela é colocar cada um de nós em contato com nosso nosso mestre, em contato com o nosso oráculo, que é o nosso anjo da guarda, mas ela permite portas para que outros entrem, outros anjos, outras inteligências, outras consciências se manifestem também através de nós. Não é fantástico? Vocês vão ver isso nas 50 Portas de Bina, quando eu detalhá-las para vocês.
No meu caso, eu tenho minha evolução individual, porque a iniciação é individual. Não existe iniciação coletiva, ela é individual. Tenho que fazer a minha, "faça por ti que eu te ajudarei". E cada um de vocês tem que fazer a de vocês. A iniciação não pode ser comprada, não pode ser dada, não pode ser herdada, não pode ser emprestada, não pode ser negociada, não pode ser feita nada com ela, tem que ser conquistada por cada um, pelos seus próprios esforços. Mas determinadas pessoas, no meu caso, como eu sou compromissado com a humanidade, eu sou juramentado com a evolução humana, não com a minha. Eu sou juramentado com a minha, a minha não, a minha obrigação. Eu tenho que fazer a minha, queira ou não queira, como obrigação para vocês. Você tem que evoluir, queira ou não queira. Mas eu sou juramentado, juramentado mesmo, não comigo, com os outros. Tenho que ajudar os outros. Por isso que quando eu morro, eu venho 2, 3 anos depois, já tô aqui de novo. Não paro. Sou muito velho na Terra, tá sempre assim, que eu sou juramentado, e não é de agora. Perdi no tempo quando eu fiz isso para mim, foi excelente. Mas o que acontece? Eu posso receber um oráculo, e esse oráculo entra na minha cabeça para dar instrução coletiva. Aí são pessoas comprometidas que têm essa facilidade. Por isso que é importante para vocês não ser egoístas. "Ah, Cabala é só para mim", não. Ofereça para os outros também. Porque quanto mais vocês conseguirem fazer os outros crescerem, mais vocês crescem. O grande segredo da Cabala é o mesmo do Hermetismo, é o mesmo da iniciação, é o mesmo de todas as escolas iniciáticas. O que que diz? "Pro melhor que eu, o melhor", quanto que eu cresço? Muito pouco. Mas se eu conseguir influenciar na melhoria de 10, de 20, de 100, de 200, de mil, de dezenas de milhares, como a gente faz pela rádio? Por que que eu tenho programa de rádio? Porque eu tenho voz bonita? Porque eu gosto de fazer programa? Porque eu sou garoto de programa? Porque eu gosto disso, gosto daquilo? Não é isso, não é. Porque quanto mais você conseguir influir pessoalmente nas pessoas, quanto mais você jogar consciência para quem tiver apto a pegar. Por isso que a gente nivela por cima. Você vai: "Caramba, por que você fala tão difícil?" Uma dona de casa não vai te entender, uma pessoa simples não vai te entender. Não interessa, você tem que jogar a verdade, tá lá com ela, mais cedo ou mais tarde ela vai entender. E a cultura não quer dizer nada. O fato de ser dona de casa, o fato de não ter instrução, o fato de ser peão de fábrica não quer dizer que não tem espírito dentro dele e não tem condições. Tem gente muito mais evoluído como peão de fábrica do que como dono de indústrias e inhos etc. por aí. É lógico que tem o que tem de gente digna, o que tem de gente fantástica, de gente digna morando em favelas, é fantástico. Quantos funcionários eu tive na minha vida profissional, que eu trabalhava com produção, que morava em favela, mesmo me convidavam para comer feijoada, ia comer assim, no chão de barro, feijoada com eles, e era a melhor feijoada que a minha sogra nunca fez, nem a minha mulher nunca. Comi feijoada tão legal, tomando cachaça, brincando com eles ali, na maior pobreza, comi costela de porco, era comidaria. E qual que é o problema? De agora, quando você vai lá e você vive com eles, conversa com eles naquela simplicidade, até ignorante, vamos dizer, você vê tanta beleza, tanta pureza, tanta consciência que eu fico até com vergonha das pessoas que têm preconceitos com pessoas simples, humildes. Muito importante para nós, a gente aprende muito com eles, com a humildade. Por isso que a gente tem que ser humilde. Se vocês trabalharem para os outros, vocês vão fazer com que os outros cresçam muito. Quanto que você sobe na evolução? Se eu melhorei 100, o máximo que eu faço tentando evoluir egoisticamente sozinho, vai ser pouco, eu vou evoluir pouquinho. Mas se eu conseguir influenciar em 100, o pacote que eu joguei no 100 vai se repercutir em mim. Se eu melhorei em 1000, vai vir para mim. Se eu melhorei em 10.000, vai vir para mim. Aí eu ganho mais consciência, eu ganho mais pela Cabala, eu ganho mais pelo tarot, eu ganho mais pela iniciação. Por isso que a regra é o seguinte: quem entra na iniciação primeiro, quem está estudando tarot segundo, quem está estudando Cabala tem que estar voltado à humanidade, voltado ao geral, voltado à consciência global. O máximo que você puder passar para os outros, tem que passar. E quem guarda segredo é punido. E o meu problema nas escolas de iniciação é esse, que eu solto e eles não querem soltar, que eles querem um grupo seleto, para levar o pessoal para o garta, clubinho fechado. Eu sou da corte de Aibel? Eu sou da corte de Arabel? Eu sou da corte de... da corte Bulufa? Nenhuma. Porque enquanto você não trabalha para a humanidade, você não é de corte nenhuma. Você tem que ser da corte da humanidade. Aí sim, você é da corte das hierarquias. É esse que é o problema. Tem gente que não quer que a gente fala, tem gente que proíbe. E os...
Outros falam, fala, fala, fala lá dentro. Fala, fala, fala lá, lá fora. Não, não, aqui fala que cidane lá fora, aqui dentro que manda. Fala e fala agora. Às vezes a gente vai falar um negócio aí, puxa a orelha. Tu fala: “Opa, não é para falar aí. Aguarda um pouquinho, né? Tenta de novo”. Puxa a orelha aí, tenta de novo. Não puxou, solta, não tem problema. A gente tem o próprio controle do que falar e do que não falar. Mas quero dizer que o importante é isso, por isso que existem esses oráculos escolhidos. Agora, quem que me escolheu? Ninguém. Eu que escolhi isso. A gente leva vantagem, ensinamentos direto a Mestres e discípulos. Existem mestre, existem, mas nós não temos que seguir mestre algum. São apenas modelos. Tenho que seguir o meu mestre, que é o meu anjo, que é o meu espírito, que é o meu Cristo interno. Mas existem Mestres lá que falam: “Pera aí, eu vou dar um empurrãozinho nesse cara aí, ou nessa menina aí, ou nessa moça, ou nessa coroa”. O que que eles fazem? Eles exercem influência de fora. Se eu tenho uma ferramenta como a Cabala, eles vão influenciando na tradição, no conhecimento e eu cresço junto. Ele me auxilia, ele não tá sendo meu mestre, ele está fazendo com que eu chegue mais rápido ao meu mestre, a fazer essa conexão.
Então, conclusão: qualquer mestre externo vocês nunca devem seguir, nunca deve ajoelhar, nunca deve beijar o pé dele. Não existe Mestres externos. Se existir alguém lá fora, fica frio, deixa ele ajudar, mas não é ele o caminho de vocês. O caminho de vocês é o mestre interno. E todo mestre externo só serve para uma coisa: para fazer com que o discípulo encontre com o seu mestre dentro dele, no templo dele, que é o seu próprio corpo, a sua realidade. Nunca sigam mestre nenhum, siga o mestre de vocês. E a Cabala é a ferramenta. Mas se tiver algum mestre ajudando vocês, vão dizer que não. Sujeito chega para você, fala o seguinte: “Menina, vem aqui, ó, eu vou te dar um cheque de 1 milhão, não precisa pagar e faça o que você quiser”. Você vai falar: “Não, não quero”. Você vai falar: “Pera aí, o que que eu tenho que dar em troca?” Nada, nada mesmo, nada. Então, manda a gente. Se ele fala não, aí você vai ficar amarrada comigo, cai fora, que você vai gastar 2 milhões com ele. Bom, aí então nascem esses aprendizes a setas, neófitos avulsos. Tem muita gente sendo iniciada pela Cabala sem saber nada de Cabala. Mas pelo mecanismo da Cabala. Não sabe nada de Cabala, mas o mecanismo da Cabala está acontecendo na vida dele. Ou seja, tem um oráculo falando com ele, ele recebe uma consciência dentro dele. Essa consciência até às vezes é psicografada, às vezes ela é gravada, às vezes ela é entoada, sei lá, eu como. Cada um tem o seu caminho. Os aspectos da tradição oral. A tradição oral é exatamente esta: eu tenho que me conectar com uma consciência que vai falar dentro de mim. Essa consciência que vai falar dentro de mim tem que ser meu mestre. Mas se não for, o que vier, lucro. São os externos aí, pode ser anjo, pode ser qualquer tipo de energia. Ela não pode ser escrita. Por que que ela não pode ser escrita? Porque, por tradição, ela é oral. Se é oral, não é para ser escrita, ela não é escrita. Não existe Cabala escrita. Os livros de Cabala são duvidosos, são apenas referenciais, como eu já disse para vocês. Ela tem que ser passada de boca a ouvido. E o motivo é porque ela funciona pela vibração, como eu já expliquei para vocês, pela palavra. Palavra desperta um poder que é o poder da palavra. Vocês conhecem algum boca santa, homem ou mulher? Quando ele fala um negócio, a coisa acontece. É o poder da palavra. Isto chama-se mantric chac, a magia dos sons. A Cabala desperta o poder da palavra. Que a pessoa fala, acontece. Por isso que nós devemos aprender a falar apenas o que é útil, necessário, justo, verdadeiro, o que agrega valor para nós e para os outros. Nada ruim, nada Praga, nada de mandinga, nada de maldição, nada de aná, nada disso. Só coisas boas. Só falar uma palavra de estudo, precisa dizer mais nada. Ela é a base do próprio hermetismo, dos sete princípios herméticos. Todo o conhecimento de Hermés Trismegisto, de Tote, dos egípcios e todo o conhecimento de Mercúrio, dos Romanos, está dentro da Cabala. Hermetismo é uma linguagem hermética. O que que é uma linguagem hermética? Nada entra, nada sai. O que que é um pote hermético? Não entra ar e não sai o conteúdo. Ela é preservada. É o conhecimento preservado. Para entrar dentro do preservado, eu tenho que entrar dentro do pote. Não posso dizer aquilo que acontece para os outros que não estão com o pote aberto. Eu tenho que abrir o meu, entrar lá dentro e tampar, para poder entrar dentro da Cabala. Mas ao mesmo tempo eu vou ter que ter consciência para tirar, extrair o que tem de dentro da Cabala e jogar para os que estão fora da Cabala. É esse eu entro dentro de mim, dentro da minha realidade. Por que chama hermetismo? Ele é fechado, acontece dentro de mim, não é fora, acontece dentro da minha realidade, do meu tempo, da minha cabeça, das minhas propriedades, das minhas capacidades. Esse é o hermetismo. Hermetismo é uma introspecção, é um autoconhecimento, é uma busca interior dos conhecimentos maiores. A Cabala tem uma conexão direta com o Kábalion, até parecido o nome. E Kábalion significa iniciação, Cabala significa tradição oral.
Conclusão: o que que é a Cabala? É o Kábalion passado oralmente. Tem os princípios herméticos, tem o Kábalion, só que ele é falado dentro da cabeça. E os sete princípios herméticos são: o princípio do mentalismo, que diz que Deus é a consciência que comanda tudo, a mente Universal que pensa tudo, cria tudo, mantém tudo existindo. E quando ela deixa de pensar, desaparece com tudo. É o primeiro princípio. Vocês vão pegar Deus, por que que vocês vão pegar Deus? O primeiro princípio é o Ein Sof. Se vocês olharem na Cabala, é onde está lá em cima, o Ein Sof, que tem um sinal de infinito, que é Deus. As águas do segundo Trono leva ao mentalismo. O mentalismo é a parte do hermetismo que me leva ao Ein Sof, que é Deus. Depois nós temos o princípio da correspondência: o que está dentro de mim é igual o que está fora de mim. Ou seja, o que eu tenho dentro de mim, os quatro reinos. O que que está fora de mim? Os quatro reinos. O que que eu sou? O microcosmo. O que que tem lá fora? O macrocosmo. Eu sou microcosmo, lá fora é o macrocosmo. Eu sou o universo pequeno, reflexo do universo grande. Eu sou reflexo de Deus feito homem. Isso chama-se correspondência. E a correspondência está na Cabala. Que a Cabala mostra fatores positivos, as 10 Sefirot. Mas nós vivemos no mundo polar. Então você tem que achar correspondência, que é o oposto dela. As 10 Sefirot são 10 Chaves do conhecimento, mas existem as 10 chaves da burrice, da ignorância, que é o oposto. Aí vem a correspondência. A Cabala, ela é dividida em duas partes, esquerda e direita. Tem a positiva e a negativa, como vocês vão ver aí. Ela é dividida em duas partes. As 10 Sefirot estão divididas cinco a cinco e dá o qu. Então a correspondência da esquerda com a direita, do bem com o mal, dos dois hemisférios do cérebro, do homem e da mulher. Tem a Cabala, o homem deve estudar a Cabala, a mulher deve estudar a Cabala. Muitos acham que não, aqueles egoístas, mas deve, e ela aprende muito mais rápido que o homem. É o princípio da vibração. Onde está o princípio da vibração da Cabala? É oral. Oral é vibração. E a maior vibração é o Ein Sof, é o topo da Cabala. E eu estou aqui tentando pela vibração, pela vibração que eu capto pelo ouvido, pela vibração falando de boca a ouvido, de fora para dentro, até que a vibração dentro de mim comece a falar pela vibração da consciência dentro de mim. E essa vibração vai crescendo, atravessando as 10 Sefirot até chegar lá na 10ª, na Sefirot maior, quando cheguei na décima, o Ein Sof, Deus. Princípio da vibração tá lá. Da polaridade, é tudo polar, como eu já acabei de falar. Também a polaridade é uma expressão da própria correspondência, é o ritmo. Nós temos os caminhos, nós temos os ritmos dentro da própria Cabala. A gente entra pra esquerda, vai pela direita, escolhe dois caminhos. Às vezes você tem vários caminhos para escolher, você tem que decidir: “Vou para cá, vou para lá”. Imagina o que 22 caminhos cruzando pode levar vocês, há infinitas possibilidades. Você tem o ritmo lá, a vibração é o ritmo também. Vibração, você compacta ou você distende, você tem os ritmos da vibração. Vocês já viram uma folha de serrote, de lâmina de aço vibrando? Aumentando o ritmo, aumenta a vibração, muda a frequência da vibração. Ritmo está ligado à vibração. É o princípio de causa e efeito. O que que eu sou? Efeito. Que eu quero buscar a causa. Então sou efeito, sou homem, eu quero saber de onde eu vim, quero saber de Deus, quero saber o espiritual. É causa e efeito. Ela tem. E o princípio do gênero, que é o masculino e feminino. E a Cabala tem os dois gêneros, masculino e feminino, positivo e negativo. Os princípios herméticos estão dentro da Cabala. Também quem fez o curso de hermetismo é só pegar tudo que eu dei do hermetismo e jogar dentro da Cabala, já tem um agregado maior. É tudo conectado. Quando a gente dá cursos aqui, por exemplo, fala de Tarô, fala de hermetismo, fala de iniciação de Melquisedec, qualquer coisa que seja, eles estão correlacionados, todos estão dentro de uma mesma estrutura. Um não é para cá, pra esquerda, o outro vai pro norte, outro vai pro sul, não, todos levam pro mesmo caminho.
O que que é Cabala? É ocultismo tradicional e simbólico. Nós temos o ocultismo tradicional porque ele é muito antiga. Cabala, ela começou com Abraão, para vocês terem uma ideia. E Abraão foi o grande Patriarca do povo hebreu, né? A Cabala é atribuída na origem ao próprio Abraão. Abraão foi o primeiro cabalista, mais tradicional. Abraão foi o primeiro Avatar, depois de Vais Vavat. Só que Vais Vavat não era da raça ariana. O grande Manu, Vais Vavat foi Manu Atlântico. E ele pegou as essências da Atlântida, levou pra meseta do Pamir, que hoje fica em cima da extremidade oriental do Afeganistão. Lá é o Kadakistão, lá é a meseta do Pamir. Na Atlântida, que ficava aqui na beira dos Estados Unidos e na Costa Norte do Brasil, onde a gente tinha a ilha de Poseidonis, que em 9564 antes de Cristo afundou, matou 64 milhões dos últimos remanescentes atlânticos. Já que migrações anteriores começaram a 850.000 anos atrás para a Índia, essa região da meseta do Pamir, levando essências para depois virarem arianos como nós. Era atlântico, e depois há cerca de 400.000 anos atrás levaram para o Egito. De onde veio a civilização egípcia. Depois também levaram estas essências especiais, essências arianas da quinta subraç semita. Toda a humanidade é semita. E lá no dedo do Afeganistão tem o Monte Ararate, lá que é a Arca de Noé pousou, ou aportou, melhor dizendo. E lá no dedo do Afeganistão sai Noé, que anagramaticamente, de trás para frente é Eon, que significa Deus. Aí chega Noé com três filhos que ele conseguiu só convencer, três filhos e as mulheres dele, porque se não vinham ficavam lá, né? Também não convenceu as noras, convenceu só os filhos: Sem, Jafé e Cam, que deu origem à raça ariana. Sem são semitas, as sementes semitas da quinta subraça atlântica da meseta do Pamir geraram toda a raça ariana atual. Aí nasce a quinta raça mãe, ariana, que somos todos nós, toda a humanidade que aí está. É um ocultismo que vem desde aquela época e ele é simbólico. Por que que é simbólico? É o maior símbolo que tem do hermetismo. Vocês perguntarem: “Qual é o maior símbolo que tem do hermetismo?”, qual que vocês vão responder? A Cabala, a Árvore Sefirot inteira é o maior símbolo do hermetismo. É simbólica. Por quê? Eu tenho que entrar dentro do símbolo. Só que é um símbolo muito rico, cheio de detalhes. Tem 22 caminhos, tem um monte de possibilidades, agrupa uma série de coisas, está conectado com outra série de coisas. É o símbolo mais completo que tem, é a Cabala. Por isso que é um ocultismo tradicional desde Abraão, primeiro Patriarca, que depois de Vais Vavat, o primeiro Patriarca foi Abraão. E depois vem o simbolismo. Cabala também é o alfabeto das 22 potências. Cada letra do alfabeto hebraico é uma potência, é um poder. Aí vem o poder dos sons. Para avaliar o poder, a gente dá um número para cada letra. Cada palavra formada das letras hebraicas, cada letra tem um número. Se eu somar os números, eu tenho uma quantidade numérica que é o poder daquele som. Se você pegar, por exemplo, os nomes de papas, pessoas importantes, eles vão dar sempre o número 666. Isso é muito comum. Existem pessoas que fazem esses estudos, ficam brincando, brincando no bom sentido, número das palavras, quanto que dá. A maioria das pessoas importantes que decidem pela humanidade tem o número 666, que é o número da besta e também é o número do Cristo. As 22 letras têm número, cada uma tem um número, vai de um até nove. Depois vira 10, de 10 vai até 100, segunda potência. Depois de 100 vai para até 1000, terceira potência. E aí tem a potência, o poder das letras. Por isso que fala que é o alfabeto das 22 potências, porque cada letra tem um número, tem o poder, valor numérico. O alfabeto dos arcanos. Arcanos significa mistério, significa compactação de conhecimento desconhecido. É o alfabeto dos mistérios, da linguagem Sagrada e escrita, reflexo da oral. Toda verdadeira linguagem escrita tem que ser reflexo da linguagem oral. Primeiro recebe oral para depois escrever. Se eu vou escrever algo sagrado, eu não posso escrever da minha cabeça. Tudo que tem livro de anjo que tem aí em prateleiras de livrarias, esse que vocês estão lendo agora, do Leonardo da Vinci, código da Vinci, tudo isso são coisas humanas, não são sagradas, são coisas que ele pega retalhos de conhecimentos, coloca numa estruturação, agrada, desperta curiosidade, vende para burro, mas não é linguagem Sagrada. A linguagem Sagrada eu vou dizer para vocês, é a Bíblia. É o sagrado, que a Bíblia é recebida por esse meio da Cabala. Se você pegar os livros de Apocalipse, Isaías, Ezequiel, eles são livros cabalísticos que foram recebidos lá dentro da cabeça e foram escritos. O livro cabalístico tem que ser recebido oralmente e depois escrito. É linguagem sagrada. Se eu vou emitir uma linguagem Sagrada, eu tenho que receber via Cabala, oralmente ou visualmente. Se eu vou escrever algo de Tarô, tenho que ver o Tarô. Se eu vou escrever algo sagrado, eu tenho que ouvir dentro de mim, através de oráculo. Ch.