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Bom, primeiramente, sejam bem-vindos novamente ao Instituto IMHO! Para nós, é uma, é um prazer, uma satisfação tê-los como estudantes, como alunos em nossa instituição e nossa escola. Vocês são, praticamente, a nossa quarta turma de Internacional, onde estamos tendo bastante sucesso, buscando já profissionais a caem Brasil para trabalhar em outros países, seja Chile, Equador, México, Colômbia, entre outros países.
[Música]
Estamos na vigésima segunda turma de harmonização facial AK em Brasil e somos uma instituição mui reconhecida. Cá estamos, temos muita força perante o Conselho Regional a cá em Brasil e também somos parceiros de duas instituições: uma universidade chamada FACOP e parceiros da Universidade NYU, nos Estados Unidos, onde tem um curso [Música] lá.
Eu vou mostrar um pouquinho para vocês, um ratita, para vocês na apresentação. Sejam bem-vindos, aproveitem o curso! Como disse para Victor, Dr. Victor, não deixem de perguntar. Perguntem se tiverem dúvidas, usem o chat. Conversem como professor, conversem com a Natasha e a nossa Apoio Educacional, com a Doutora Patrícia, que está sempre à disposição. Dr. Thiago e eu estamos sempre à disposição de vocês para promover o melhor na parte educacional. Ok, de acordo.
Falando um pouco sobre Imbo, falamos em três línguas: em inglês e castelhano (espanhol). Por quê? Porque temos muitos alunos e na sul-americano e também por termos o curso em nos Estados Unidos, em Nova York. Ok, em parceria com NYU. Para quem não conhece, NYU, a New York University College of, de New York University, concentrada de odontologia nos Estados Unidos, que é muito concorrida para entrar no ambiente. E somos a única instituição de harmonização [Música] e poderão também, se assim que desenharem, a ser esse curso que aceita em New York, donde irão trabalhar com *Flash frontal*, curso de anatomia, como na parte de atendimento aos pacientes que nos procuram para ser atendidos. Os pacientes, precisamos muito pelos pacientes, pelo atendimento dos pacientes em nosso Instituto.
E como resultado final, queremos a satisfação dos estudantes, dos pacientes, dos colaboradores e os fornecedores. Buscamos é a satisfação de todos.
Nossos valores: ensino de qualidade, preservação dos interesses dos pacientes, responsabilidade com a apresentação dos conteúdos, ética acima de tudo. Ética, ética, é comum para vocês entenderem, ética, compromisso social com a sociedade. Como Letícias, é o Instituto Erro, ele foi fundado em parceria com a, com lá faculdade FACOP e temos uma parceria com a faculdade NYU, onde Thiago bendisse, promovemos cursos em *Flash Rosen* para análise da anatomia e para toda o aprimoramento dos nossos alunos.
Nesta é um pouquinho, um pouquinho da estrutura de IMHO, é onde fazemos as clínicas e fazemos toda a parte prática. Os atendimentos em pacientes são são feitas da cá e temos uma outra área também, é uma estrutura própria do IMHO e [Música] temos uma, uma preocupação bastante em mantê-los, é manter essa estrutura adequada para os sedes, ok?
Um pouquinho de fotos para para demonstrar o nosso Instituto: do lado esquerdo, acima, temos a primeira turma de estrangeiros formadas a caem Brasil, alunos de Argentina, de Chile, Equador. O auditório onde onde damos a parte teórica, é parte de atendimentos, a clínica funcionando, todo mundo trabalhando. É a cá temos um nossos fornecedores, normalmente nos visitam, visitam o Instituto para vocês conhecerem um pouco mais a respeito do IMHO, conhecerem outros produtos fornecidos a caem Brasil e terem acesso a esses produtos, ok?
Alguma dúvida até a cá? Aqui alguém quer perguntar alguma coisa? Maurício, que eu tenho na pergunta: e quando eu tomei da iniciativa de seguir harmonização das primeiras oficinas, foi [Música]?
E nós temos uma homologa, o nosso certificado, lá certificado é a FACOP, mas somos Independentes em ensinos. Ensinos, temos a nossa própria conduta, seguindo um cronograma, é um requisito ou requisitos do Conselho Regional de Odontologia a cai em Brasil. Entendes? Nós temos um, uma base que temos que cumprir. Somos, teoricamente, independentes, mas atuamos em parceria na homologação do certificado lá.
Pergunta seria da diferença de carga horária. Mas um pouco diferente, ela carga horária, explicação sobre isso: nós, Dr. Vítor, procuramos a serem um curso mais completo, com mais atividades, mais pacientes em acrílica, a classes com outras professores, que nós professores que ministram o curso de especialização. Sempre procuramos trazer nobres como referências nacionais e internacionais para ministrar sua classes. O que há entre ímã simplificadas, apenas isto. Ela é relacionado duas instituições.
Thiago, aproveita, se apresente parou para os outros. Eu sou a Doutor Thiago Mileu, sou graduado em odontologia e, desde 1998, rasteira barba, por isso não aparece nos cabelos brancos. Graduado em farmacologia, implantes, harmonizações. [Música] 180 lojas Stories em shopping center Brasil de ambiente, fundador da Instituto Face Hoff, né, e professor da Ingro. Ou estar com os teres em viernes no período da tarde, a glândula sobre marketing, vendas, empreender enamorização nanopacial. Ele quer muito importante que os descompreendam que noi só não basta saber a ser nos procedimentos de La Roche, é necessário saber comercializar todos os procedimentos, comercializada era a melhor maneira, como passar, como incrementar. Thiago, continue, por favor. [Música] Dentista conceituada cá em Brasília, harmonização neurofacial, professora tambi [Música] Marques, Estados Unidos, vários cursos e palestras em Portugal, Espanha, em outros países.
Doutora Cláudia, estou vendo você por aqui. Você apresentar o seu marido ou quer que eu falo sobre ele? Buenos dias, começando, eu falo sobre ele. Maurício, pode deixar.
Pessoal, antes, antes de mais nada, acho que a maioria dos alunos aqui eu conversei num primeiro contato. Eu tô vendo Doutor Vitor aqui na fotinho. É, acho que eu conversei com ele. A Doutora Katherine, eu comecei também a falar. Deixa eu ver quem mais tem aqui: Doutor Eduardo, Doutora Ângela, que foram os primeiros. A Doutora Ivan, acho que a maioria daqui. Eu não tô vendo as fotinhos, queria ver vocês, mas sejam bem-vindos.
Eu vou falar um pouquinho sobre o Caio. Caio é meu marido. Também devo falar que ele é um excelente dentista, assim como os demais da equipe. É um Caio especialista em periodontia e endodontia, em harmonização ouro facial. É um dos nossos coordenadores da do IMHO, né, da nossa instituição, um dos professores da do curso internacional de Nova York. E ele faz parte no Brasil do Conselho Regional de Odontologia aqui de São Paulo, como hoje, como secretário-geral, né, da da câmara técnica de harmonização hora facial e agora no Conselho Federal de Odontologia. Então, vocês estão muito bem. Vocês estarão muito bem embasados na parte dos nossos professores, com muito respaldo e respeito dentro da profissão. Aí fora que ele é lindo, ele é um gato, eu tenho que falar! Maurício, Thiago, tem que puxar o saco! E é isso do Caio, é isso.
Tem eu agora. Aí não tem Maurício, vamos ver se tem você. Você terá que você lembrou, lembrou, mas eu voltei. Volta, volta, que isso é importante também.
Então, assim, pessoal, eu também sou cirurgiã dentista. Eu e Caio, a gente tem aproximadamente... Eu tô com 21 de formada, Caio tem, vai fazer 25 já, quase. A minha especialidade é Odonto geriatria e eu fiz especialização em saúde coletiva também. Nós dois temos mestrado em Ciências da Saúde pelo Hospital Heliópolis aqui em São Paulo. E eu sou uma das coordenadoras da parte acadêmica aqui da escola. Então, tanto calendário, as aulas, toda essa parte acadêmica, vocês poderão falar comigo e depois com a Nati, que tá aqui comigo, que depois ela vai se apresentar também, que é um dos braços da escola, né, para para a gente conseguir seguir. E acho que é isso, né, Maurício? Que mais fala de mim? Levei, não esqueci de nada, acho que não, né? Que vocês precisarem, Claudia faz normalmente o link entre a parte educacional e a parte administrativa. E é importante também para vocês terem tranquilidade na hora de ter de estudarem e terem todo o suporte necessário, né? Então, Cláudia faz o link.
E já falando um pouco de mim, eu não sou Doutor, sou administrador. Nós somos seis sócios: quatro dentistas (Thiago, Mariana, Caio, Cláudia) e dos administradores (Maurício e Larissa). E eu sou formado em uma administração, já trabalhei em grandes indústrias a caem Brasil, mas atualmente me dedico ao Ingo e mais uma clínica. Tenho bastante experiência em administração e procuro ajudar vocês na parte financeira, jurídica e propriamente na parte administrativa, ok? Minha esposa e não está cá hoje, mas Larissa, ela trabalha hoje ainda em uma grande indústria cá em Brasil, mas ela é responsável pela administração do erro, pelos cursos internacionais, por toda parte, ajuda na parte de Marketing e Recursos Humanos. Então, somos esses seis sócios que formamos o quadro societário da empresa.
Abarro, temos uma equipe muito qualificada, é onde vocês vão conhecer um pouco mais agora através desse organograma. Temos pessoas na parte administrativa: Raquel e Cris. Provavelmente, Cris (Cristiane) já entrou em contato com os tideres para falar sobre contratos, pagamentos, etc. Mas, normalmente, a parte administrativa fica com essas três pessoas, ok? A partir de marketing, vendas e pouco da parte técnica com Tiago, Manuela, Gabriel e Mari. Mari é responsável pelas atendimentos aos pacientes, por marcar pacientes para para vocês atenderem as clínicas, fazerem a parte prática.
Temos aquela parte acadêmica: Dr. Caio responsável, seguindo pelo Doutor Alan, que é nosso coordenador técnico-científico e acadêmico, ou qual vocês vão ter aula em alguns minutos. É uma pessoa fantástica, ele vai se apresentar, vai falar com vocês, mas aproveitem, é um, uma pessoa que tem muito conhecimento. Temos a Maria e a nossa auxiliar de saúde bucal e cuida da de toda a parte de produtos, de a parte da clínica, é toda assistência na parte de limpeza. E a parte educacional, onde em Mariana e Cláudia controlam com ajuda da Patrícia, que está a cá. Se quiser falar um pouquinho, Patrícia, por favor, se apresente. Em seguida, Natássia.
Sejam bem-vindos ao erro! O, a minha parte, a parte educacional que eu cuido, eu faço a parte de orientação dos TCCs, onde vocês vão fazer os trabalhos para certificação junto a FACOP. Nós vamos procurar, durante o curso de vocês, estarmos falando sobre os temas que vocês podem fazer o trabalho científico, a busca de artigo, como vai ser montado o TCC. Eu faço toda a parte educacional de vocês, então nós estaremos juntos aí para fazer a conclusão do curso. Sejam bem-vindos! Legal, Patrícia, muitas gracias! [Música]
Buenos dias a todos! Sou a Natássia. Eu cuido também da parte educacional junto com a Patrícia, Dra. Alan, Dra. Cláudia. E eu vou fazer o link de vocês com a coordenação do curso, com a diretoria. Tudo que vocês precisarem, dúvidas, algum auxílio, ajuda que vocês precisarem, eu tô aqui para auxiliá-los e dar todo o suporte para que a gente realize o curso da melhor forma possível. Seja muito bem-vindos! Muito obrigado, Natasha.
Seguindo com nossa apresentação, e nós somos um instituto que temos muitos amigos a cá, muitos parceiros, muitos colegas na harmonização facial. É onde temos grandes nomes da HOFF que trabalham juntos com nós, conosco, é para poder proporcionar aos tedes o melhor curso possível a cai em Brasil. Temos muitos nomes conhecidos, referências na profissão e na profissão, é que vão, possivelmente, passar, dar aula para você ou participar de algum evento com os deles, ok?
Como, como já, como dissemos, somos uma, uma instituição, uma escola em parceria com a FACOP e com NYU. Temos aprovação pelo Ministério da Educação do Brasil através da FACOP. Temos... Esses são os principais fornecedores: [Música] Philips, Vitalab. Temos uma empresa de que nos ajuda na parte jurídica e lá na parte contábil para dar todo o suporte. Os professores: Mariana Marques, Dr. Thiago, Dr. a Cláudia, Dr. Caio, Patrícia e Alan. Como Alan, como nós já dissemos, Alan vai se apresentar em breve porque dará aula para os tedes agora em seguida. Mas essa é a estrutura básica que temos dentro do Instituto.
Falando um pouquinho, mostrando um pouquinho do nosso crescimento: desde desde 2018, temos crescendo. Estamos crescendo exponencialmente, é ano após ano. Mesmo durante lá pandemia, crescemos e estamos buscando sempre ou melhor para os nossos alunos. Poderíamos crescer mais, mas precisamos pela qualidade, pela qualidade de serviços e, por isso, decidimos ter mais, ir com mais devagar nesse nesse caminho.
Falando um pouquinho, começamos em agosto de 2018. Setembro 2018, que eu já estamos com a primeira turma com estudantes. E inauguramos, inauguramos a clínica em janeiro de 2019. Em fevereiro de 2019, começamos a atender los pacientes. Em abril de 2019, estávamos em Nova York com International Horse junto com ele, como eles disse, e vou falar mais um pouquinho a respeito. Em novembro de 2019, lançamos nosso primeiro curso online. Dezembro de 2019, tivemos a primeira turma internacional a cá em Brasil. Começamos a primeira turma, ou seja, há mais de, vamos fazer três anos que trabalhamos com estudantes como vocês.
Em julho de 2020, investimos em latecnologia: ultrassom microfocado. Nós temos dos e nós temos o Ultraforme a cá em no grupo e também Focus. Vocês vão ter aula sobre esses aparelhos. Em 2020, tivemos a primeira turma de rock formada. Em 2021, janeiro, expandimos a estrutura das clínicas. Em agosto, investimos em tecnologia novamente, compramos um ultrassom de imagens. Vocês terão aula, aprenderão também sobre isso e poderão utilizar esse equipamento durante as clínicas práticas. Começamos a primeira turma de de cirurgia e traumatologia bucomaxilofacial e em outubro de 2021. E agora já estamos em AK em outubro com a turma 21 e 22, que são os tedes, mas uma turma nova de cirurgia e traumatologia buco-maxilo e começou agora em outubro também. Seja bem-vindos de novo! É um prazer para nós termos os terdes como alunos.
Mostrando um pouco de laclínica, como funciona: temos total aí, mais ou menos, 350 alunos, estudantes cadastrados. Estamos com 2.400 pacientes, mas de 1.500 agendamentos no ano. Média de pacientes por clínica: 46 por clínica. Cada clínica prática, temos uma, uma quantidade assim, muito grande. Total de clínicas no ano, mas de 2021: 48.
Nosso principal negócio, nosso *Business* hoje, é são cursos de longa duração, pós-graduação e harmonização ouro facial e buco-maxilo. Temos mentoria, cursos de curta duração em harmonização facial, ozônio, mentoria. Temos o curso internacional, acaba vocês podem ver, estamos dentro do site da emeu, melhor que o universo. E temos um congresso anual a cá em Brasil, onde trazemos grandes nomes da HOFF, parceiros para ministrar aulas para os tênis. Trazemos fornecedores e trazemos todos os ex-alunos para que tenham a chance de aprender novas técnicas, aprender outras, outras visões de outros profissionais.
Vou mostrar um pouquinho do evento que aconteceu este ano, em julho, a cá em Brasil. Este foi o evento de 2021, é o próximo que já tivemos em 2022 e o próximo acontece em 2023. É um evento onde tentamos transmitir técnicas e conteúdos avançados para os alunos. É presença de, como lhe disses, já lhe disses, presença de mestres e doutores renomados na HOFF, possibilidade de conhecer novos colegas, parceiros, fornecedores e especialistas na HOFF, demonstrações de procedimentos, espaço externo com auditório e programação diferenciada. É esse evento ocorre normalmente em um hotel perto de São Bernardo, onde todos têm possibilidade de de interagir e aprender muito.
Vou mostrar um pouquinho para vocês. Este é o em 2021, é o secretário, secretária-geral do CFO, do Conselho Federal de Odontologia do Brasil, é Cláudio Miaki, prestigiando o nosso evento. E aqui é um pouquinho do evento desse ano. [Música] Aconteceu no Hotel Bristol, mas de 200 pessoas participando, promovido pelo alunos. Mariana Marques, Flaviana Milena Ribeiro, falando sobre pele. Dr. Alan, Alan, nossa referência. Dr. Bruno Bastos, falando sobre *vice simulador* de colágeno. Dr. Trovão, Dr. Cassiano, alunos. Dr. Guilherme Katani, falando sobre direito. Uma palestra motivacional da minha esposa e de uma amiga chamada Fabiana Fabiane. Dr. Haroldo Júnior, falando sobre os sete pontos. Dr. Walter, falando sobre buco-maxilo. Dra. Valéria Dalcool, falando sobre protocolo e pele. Tudo isso em dois dias. Evento totalmente promovido pelo Ingo. Em 2023, vocês terão chance de participar também.
Mostrando um pouco de Nova York, aqui dentro da NYU, com o certificados. Sempre levamos muitos professores renomados. Temos muita prática incadáveres, é muita vivência, é muito o conhecimento anatômico. É uma grande chance de ter uma experiência internacional, troca, muita troca de conhecimento e a chance de conhecer a nova Universidade fantástica. A cá você tem o link e vocês podem acessar o nome do hino dentro do site da NYU. E a cá é o laboratório prático onde nossos alunos praticamáveis e conhecem toda a parte anatômica.
Mostrando um pouquinho em Nova York, apresentando-os um pouquinho desse curso de Nova York que vamos ter agora em novembro. 48 dentista já confirmados. Eduardo Natal estará conosco novamente esse ano lá. Doutora Mariana Marques, nossa sócia e professora, dentro do auditório da no. Aqui dentro do laboratório de cadáveres, fazendo oração antes de entrar no laboratório. Esse curso acontecerá agora em novembro novamente. Estamos com as turmas fechadas. 48 dentistas, quatro, quatro estudantes por mesa de cadáveres, onde é possível praticar todos os procedimentos, conhecer a parte, as camadas, parte anatômica. Doutora Alan também vai falar um pouquinho a respeito. É uma grande possibilidade para vocês conhecerem mais sobre anatomia.
Falando um pouco de mercado a cá em Brasil, eu vou falar bem rápido, mas não deve ser muito diferente de de de dos vossos países, né? A cá nós temos grande parte dos estudantes na região sudeste. É grande parte dos estudantes no, grande parte dos dentistas formados, cirurgiões dentistas formados, metade estão na região sudeste, onde está São Paulo, localizados São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais. E este, este, este é um grande sinal que temos muitos dentistas a cá e precisamos os alunos. Os dentistas precisam ser especializar-se, adquirir conhecimento mais uma vez, mas para poder se diferenciar dos outros, ok?
Falando um pouquinho de harmonização facial aqui a cá em Brasil, é especialistas em harmonização facial, ainda em fevereiro, eram 1% de todos os especialistas cirurgiões dentistas, de acordo com o Conselho Federal de Odontologia. Ou seja, esta é uma especialidade que está a crescer, crescendo muito, muito, é no mercado, no mercado brasileiro. Toxina e preenchedores estão crescendo muito também. É a cá está ficando muito comum procedimentos estéticos e procedimentos onde pacientes buscam melhor qualidade estética de pele, de melhor uma, uma aparência melhor. É um gráfico que mostra o crescimento de preenchedores e toxinas a caem Brasil, é de 2015, vem crescendo até 2022. Esse número está no maior, não paramos. A cá normalmente, a cá em Brasil, está faltando os produtos para podermos trabalhar. Não sei nos seus países, você também vocês têm essa dificuldade, mas normalmente temos essa, essa dificuldade aqui em Brasil.
E falando um pouco sobre número de dentistas por cirurgiões dentistas por 10 mil pessoas: se você ver, se você poder ver aqui no Chile, um ponto... Esse dado de 2016, provavelmente isso vem mudando, mas em 2017/2018, perdão, é 1.3 dentistas por 10 mil pessoas para o Chile. Peru, 2.2. Olha cá em Brasil, 14.7! É muitos dentistas, muita concorrência, tá? Então, é necessário ter muito conhecimento, conhecer sobre o que vocês falam, o que vocês fazem. Mostra um pouco onde é permitido, onde não é harmonização facial. Na Alemanha, ainda é proibido, está se discutindo. Na Espanha, está liberando. Estados Unidos, temos As nors, As Enfermeiras que e podem aplicar, né? Lógico que tem que ter um respaldo técnico de um doutor, mas o mundo está mudando em relação a harmonização facial. Ok?
Esse é um pouquinho do, falei um pouquinho, um ratito, sobre IMHO. Vamos falar um pouquinho sobre as regras do Instituto. Natasha, você quer que eu continue falando ou você quer falar? Maurício, se você puder continuar, eu vou te dando um apoio se você precisar.
Precisamos que vocês se organizem a respeito do avental. Elejam ou nomeiem um representante dela classe. Vamos precisar de um avental como este, comprado a cá em Brasil. Temos, temos algumas empresas que podem fornecer para os tedes, mas é importante que tenha o logo do IMHO e a sua, a sua identificação, seu nome, conforme nosso regimento interno. E vocês vão receber também no site. Ok, no site do IMHO, lá no site, vocês vão ter acesso todo o regimento, vocês vão ter toda, toda essa apresentação, toda o material didático vai estar lá no site do.
Sobre o grupo de WhatsApp, gostaria de de reforçar: e vocês têm um grupo para conversar a respeito do curso, tirar dúvidas, perguntar casos técnicos para os professores. É utilizar de forma, de forma responsável. Não são permitidos assuntos pessoais, políticos, religiosos. Gostaríamos que vocês tomassem bastante cuidado, né, assuntos particulares. Gostaríamos que respeitassem as regras e aproveitassem o grupo de WhatsApp para tirar dúvidas. E pode começar já a tirar dúvidas sobre o curso ou sobre questões, artigos, sobre casos técnicos, o que quiseres a respeito da parte educacional.
As clínicas: o aluno terá acesso a clínica nos dias agendados, conforme cronograma que a notasse sempre disponibiliza nos grupos. Serão necessários o uso de EPIs e jaleco. É, muitas vezes, para fazer uma cirurgia, óculos, tocas, o próprio jaleco, sapatos fechados. Não podem sandálias, é chinelos, etc. Os materiais descartáveis e de biossegurança serão utilizados, que serão utilizados na clínica, serão fornecidos pelo Ingo, ok? Nós forneceremos, forneceremos todo esse material descartado, descartável e de biossegurança. O aluno é responsável levar o seu material e entregar para SB, mas isso a Natacha vai explicando se for necessário, ok? Conforme Regimento Interno das Clínicas, disponíveis no site do IMHO. Lá vocês vão ter mais detalhes a respeito também.
O Maurício, em breve ele estará disponível. O Gabriel já tá viabilizando. E aí eu envio no grupo todas as orientações que eles precisam saber para acessar os materiais. Tudo ficará disponível para eles, tá bom? E ainda esta semana, nos fez hoje e amanhã, ou amanhã, Gabriel, Gabriel, Natasha passará todas as informações para os tedes: como logar dentro do site do IMHO, como fazer o login e como utilizar o site. Lá você, vocês vão ter acesso a todo a documentação, ok?
Bom, critérios, desculpar Maurício, materiais. E é gorro, mascarilha, é o aluno traz. Agora para o pé, é todo o material cirúrgico que precisa, o erro fornece. Mas é delantal e gorro e do aluno, ok? Para a obtenção do certificado, é necessário frequentar 100% das disciplinas obrigatórias. As disciplinas obrigatórias são: ética, legislação e odontologia, metodologia e bioética. A essas são obrigatórias e de no mínimo 75% de carga horária das demais disciplinas e atividades previstas no curso, ok? Obter um mínimo de aproveitamento de 70% nas avaliações teóricas e práticas, bem como sete, notas sete, no trabalho de conclusão do curso (TCC). A cá em Brasil é obrigatório fazer o trabalho de conclusão de curso. Conselho Regional, Conselho Federal de Odontologia obriga-nos a ter esse trabalho, que é coordenado pela Doutora Patrícia. Está claro? Todos devem fazer para ter a aprovação, ok?
Desculpa, fez um trabalho. E desculpa, Vitor, repita. Esse trabalho como monografia? Através mamografia? Exatamente, é um trabalho onde vocês escolheram um tema e farão uma monografia a respeito disso, tá? Notas e de avaliações, como eu disse, devem ser superior a 7. A entrega dos trabalhos devem ser realizadas nos prazos solicitados, nas datas, nas festas, nas festas solicitadas. E a nota e apresentação do TCC deve ser superior a 7, ok?
Bom, nesse caso, a reposição de aula e muito difícil para os tedes, porque vocês fazem um curso de uma semana a cada trimestre e precisamos do comprometimento de vocês. Eles muito difícil de conseguirmos repor essas aulas. Vocês precisam, normalmente, é, vocês precisam participar. Esse caso não consigam, tem que fazer um trabalho a respeito do tema e foi a aula. É isso. Vocês, com o tempo, na taça poderá ir acordando com os teses e conversando a respeito, ok?
Este, este quadro, vocês podem encontrar todo o grupo de suporte do IMHO, todos os principais nomes onde vocês podem tirar dúvida: educacional, administrativa, é geral, alguma solicitação especial. Meu nome, meu nome é está aqui. Atendimento ao paciente: se precisarem, tiverem alguma dúvida, normalmente nós tiramos foto de antes e depois. Ah, se vocês quiserem acompanhar o paciente, temos aqui o contato das pessoas que atendem os pacientes e podem encaminhar uma foto para os Tides e vocês poderem acompanhar a paciente, ok? Mas este é o quadro geral onde vocês podem tirar todas as dúvidas. Está claro? Alguma dúvida até aqui? Tudo bem? Tudo bem por enquanto.
Agradeço a atenção de vocês, agradeço a confiança por estudarem, por escolherem o IMHO. Nós vamos fazer o nosso melhor para vocês terem o melhor custo de harmonização facial e o melhor curso possível. Estamos comprometidos com isso, ok? Se tiverem, sem precisarem, contem conosco, ontem com esse grupo, é contem com os sócios. Perguntem! Não fiquem com dúvidas, perguntem sempre. Se o professor está falando muito rápido, peça para ir devagar, peça para explicar novamente, por favor. Isso é, é muito importante para nós. Vocês não podem ficar com dúvida, ok? Sejam bem-vindos! Boa aula, meu amigo Alan! Doutor Alan, é uma satisfação, né, ter sempre com a gente aqui como um grande parceiro, uma grande referência. Eu tenho uma grande, uma grande estima pelo Doutor. O Doutor sabe disso. Desejo uma boa aula, um excelente dia para vocês. Aproveitem o Dr. Alan, né? Doutora, se apresente, conduza a aula brilhantemente como tá acostumado. Ok?
Obrigado, Maurício, obrigado pela apresentação. Aí foi nos dias a todos. Me contente de estar aqui com os seres. Meu espanhol não é tão bom quanto aparenta, mas a gente vai de uma certa maneira se entendendo. Vamos conversando aí para que a gente tire o melhor proveito da aula. E antes de eu me apresentar, né, eu gostaria de conhecer um pouquinho de cada um de vocês. Nós temos uma, uma classe menor, que isso favorece muito o aprendizado, favorece muito o compartilhar conhecimento entre nós. Então, eu gostaria de, não precisem, se não quiserem, ligar a câmera, mas se apresentarem rapidamente. Digam a experiência de vocês com a parte da estética, com odontologia, o que que vocês buscam, se vocês já tem algum conhecimento. Não podemos iniciar então com o Dr. Vitor. Dr. Vitor, que já está aí aparecendo.
Buenos dias! Foi de Equador. Tenho muitos anos como dentista. Tenho gol na especialidade em plantas. Por fazer um complemento dentro de dentro da odontologia, estou pensando a ser um pouco mais especialidade.
Doutora Katerina Ortiz, Dra. Katerina, está presente? Buenos dias! Olha aqui se. Buenos dias, Catarina. Um pouco de onde é isso que na odontologia? Antônio.
Dra. Ruana Guilherme, está presente? Doutora Joana, bom dia! Como está? Como está? Ambiente está muito interessante.
Doutor Ivan, Doutor Ivan, está presente? Bom dia! Bom dia, Doutor Ivan, tudo bem? Tudo bom. E tem alguma experiência já com a estética, com harmonização, o primeiro contato?
Olhar Dr. Eduardo Meira, Dr. Eduardo, está presente? Antônio. [Música] Seja muito bem-vinda! Gracias!
Doutora Ângela, Doutora Ângela Henrique. Olá, olá, tudo bem? [Música] E na boa, e eu vou aproximadamente pelo raio racendo harmoniza a senhora e largo ela consegue que me cantar, porque, como assim, me companheiro, tenho que olhar na cor referencial. Ter e foi muito ansioso entre dois anos as variadas técnicas hilos milênios que necessita um pouco mais confiança, necessita uma segure o mínimo. É que isso era Arthur.
É e nós temos Doutora Trindade Barreira. Trindade Barreira, estar presente? E também. Gracias! Graça! Bem Avenida! Bem-vinda!
Pessoal, prazer imenso conhecer todos vocês. Acho que é importante a gente ter essa interação para que todos se conheçam um pouquinho aí, é a experiência um do outro. É iniciar um curso como esse, a gente tem uma carga de conhecimento muito grande, porque são profissionais de países diferentes, né? Nós temos três profissionais do Chile, dois do Equador, um do Peru. Nós temos uma experiência de receber profissionais aqui no Brasil. Nós buscamos nos aperfeiçoar também sempre com profissionais de outros países e essa troca de conhecimento, ela é extremamente rica para que todos nós podemos crescer juntos, né?
Eu, apesar de de estar hoje na área da docência, eu gosto de falar que eu não gosto nem de titular como professor, porque acho que nós somos todos clínicos que tende a ter alguns facilidade para compartilhar conhecimento e eu aprendo muito com vocês, né? Então, eu quero que vocês se sintam, apesar de estar em casa ou estarem nos seus consultórios, mas quando vierem aqui para o IMHO presencialmente, eu quero que você se sintam em casa, né? Se sintam à vontade para compartilhar as experiências, para gente tornar esse curso melhor possível para vocês, né?
Eu gosto sempre de dizer que quem faz a instituição, quem faz o curso, é são os alunos, é a dedicação de vocês, é o comprometimento de vocês nas aulas, né? Todas as aulas aqui que nós teremos durante essa semana, elas serão gravadas, então estarão disponíveis em algum momento para que vocês possam rever de alguma maneira. Mas é muito importante que você expressem atenção, que vocês participem, que vocês questionem, né? O questionamento ele leva a gente a chegar em respostas e as respostas trazem a certeza de um conhecimento. Então, sinta-se à vontade, minha mão, abra um microfone, abram a câmera quando acharem que precisem e a gente tem que aproveitar o máximo é esse período juntos para que todos consigam aprender.
Eu já ajustei agora o meu *mindset* aqui para entender como é que a gente vai conseguir, dentro da experiência de todos vocês, balizar, né? Alguns com experiências de dois anos, três anos, alguns iniciando na harmonização facial. E o mais importante é que a gente vai seguir aí um conteúdo programático durante todo o curso, né? Eu, juntamente com a Doutora Patrícia, Dra. Cláudia, Doutora Caio, Dr. Thiago, a Dra. Mariana, a gente sempre está muito alinhado com o que tem de mais novo no mercado da harmonização, o que a literatura científica em base a gente a poder trabalhar, né? Então, vocês vão ter aí uma curva de aprendizado. E quando eu digo curva de aprendizado e a gente iniciar pelo básico até a gente conseguir chegar na avançar. E para isso, a gente vai começar com uma aula de anatomia topográfica de cabeça e pescoço, né, cabeça e Coelho, né, para que a gente inicie por onde deve ser o caminho que a gente tem que entender mesmo para poder trabalhar com harmonização orofacial de uma maneira Ampla no nosso dia a dia, né? Então, vamos dar início se vocês quiserem deixar aí um bloco de anotações, alguma coisa nesse sentido, né? Eu compartilhei alguns materiais com vocês no grupo do WhatsApp, né? São livros, apostilas, materiais complementares que vão auxiliar vocês durante os estudos mais para frente. Tudo bem?
Me apresentando um pouco: sou cirurgião dentista, sou especialista em prótese reabilitação oral pela Universidade de São Paulo. Sou mestre empresa departamento diagnóstico bucal também da Universidade de São Paulo. Faz parte hoje do depa de Radiologia e magnologia em residência e anatomia e harmonização facial. Atualmente, estou como diretora acadêmico e professor aqui do Instituto Nacional de Reabilitação. Sou consultores científico de algumas marcas, entre elas Ana pegava, que é uma marca de Dermo cosméticos. E como como professor, gosto muito dessa área acadêmica. Tem a participação Socorro de dois livros, né? O livro *Fechou Design Toxina Botulínica* e o livro *Fechou Design Preenchedores*, né, milênios, que trata aí de uma maneira Ampla sobre preenchedores básicos, avançado. E tem aí também algumas participações, colaborações em capítulos de livros de ortodontia com harmonização, de cirurgia com harmonização e também alguns artigos internacionais sobre tratamento de intercorrências e tudo mais, né? Aqui um pouquinho das minhas redes sociais, meu e-mail, caso vocês precisem, queiram tirar alguma dúvida. Eu sempre compartilhe, né, é conteúdos bem valiosos lá: dicas clínicas, passo a passo. Então, sempre que vocês quiserem, sinta-se à vontade, assim como no grupo do WhatsApp, para me perguntar, para tirar dúvidas sobre caso. Eu ou qualquer um dos professores vão estar lá disponíveis para poder atendê-los sempre que possível. Certo?
Bom, como eu falei, harmonização hora facial, ela é uma especialidade recente, né? Mas ela traz para gente é alguns princípios que devem ser muito bem respeitados, né? Ela é baseada em alguns Pilares. Entre esses Pilares, a gente pode citar o primeiro e mais importante deles, que é o conhecimento anatômico. Eu não vou a lugar nenhum na harmonização, desde um simples microagulhamento a uma toxina botulínica, eu preciso ter um conhecimento muito aprofundado de anatomia. Tenho que respeitar uma curva de aprendizado. Vocês vão ter aulas de preenchimento básico, preenchimento avançado, algumas técnicas cirúrgicas vocês vão ter também, né, como bichectomia, por exemplo. E eu preciso respeitar se eu iniciei agora na harmonização, se é o meu primeiro contato com a harmonização, eu preciso ir ganhando experiência, ganhando confiança para que eu consiga dar saltos maiores, né? Preciso entender sobre as características dos produtos, principalmente os milênios, né? Os milênios, características diferentes, características geológicas, físico-químicas. E eu tenho que entender que cada preenchedor, cada Milênio, deve ser utilizado em uma região específica, né? A gente vai entender um pouquinho sobre isso. Preciso saber gerenciar, né, as intercorrências. Preciso, antes de saber injetar, saber tratar as intercorrências que possam surgir. E tenho que ter responsabilidade. Responsabilidade é muito importante para aquele ato que eu estou fazendo, né? Aquele procedimento que eu estou fazendo do meu paciente, ele tem que ser o mais seguro possível, né? Eu tenho que dar todo respaldo para o meu paciente. E eu tenho certeza que todos vocês, né, são profissionais extremamente responsáveis, só pelo fato de estarem buscando é uma pós-graduação para se aperfeiçoar, né, para conseguir evoluir em tudo isso, porque isso é muito, muito importante, tá? Então, é muito importante que vocês estejam aí sempre hábitos a conseguirem [Música] a entenderem essa questão da responsabilidade.
Bom, para a gente começar falando de anatomia, a gente vai ter que voltar alguns anos, né, na história aí. Então, a gente tem aí o Andreas Versallhos, né, que foi o maior anatomista da época renascentista, um dos primeiros a participar de dissecações do corpo humano, onde o objetivo dessas secações era por conseguir corrigir as noções errôneas, né, de Galeno, considerado o pai da anatomia moderna e o autor do *ar pela janetomia*, né, nos primeiros que a gente teve aí que veio lá da Grécia, lá em 1564. Então, um estudo, o fascínio do ser humano pela anatomia, ele se dá muito tempo. E até hoje a gente vai aprendendo, né? Em 2020, a gente teve a descoberta de um novo órgão, né, que era uma glândula presente numa região da cabeça, mas especificamente ali na região da faringe, entre a laringe. A gente teve em 2014 a classificação, né, do SMAS, o sistema muscula paneurótico, que tão importante para a gente na área da estética. Então, o estudo da anatômico, ele é sempre contínuo. Por isso que para nós, estudar anatomia é de extrema importância. A gente sempre tem que estar estudando anatomia. Na universidade, né, quando a gente começa lá, a gente compra o Sobota, unera, né, atlas de anatomia, só que a gente acaba esquecendo. Deixa eles lá em casa, não estuda mais. Mas é importantíssimo criar uma rotina de estudo, principalmente se a gente vai trabalhar com harmonização. A gente sempre tem que estar se aperfeiçoando, a gente sempre tem que estar buscando o conhecimento aprofundado, né? Então, anatomia humana, ela estuda toda a estrutura do corpo humano, desde os sistemas, né, sistema nervoso, sistema gastrointestinal, sistema urinário, até os órgãos, né, cada um dos órgãos que a gente vai ter. A pele, né, por exemplo, que a gente vai atuar diretamente, é o maior órgão em extensão do corpo humano, né? E tem várias estruturas com que compõem a pele que eu preciso entender muito bem. Então, a gente precisa entender um pouquinho mais para saber que esse fascínio, essa ideia de estudo do corpo humano, se dá, né, desde as antigas civilizações. Filósofos, pintores, escultores, músicos sempre tiveram interesse em conhecer anatomia humana. E um deles, que é tudo isso que eu falei, da Leonardo da Vinci, né? Ele não é médico, mas contribuiu muito com seus conhecimentos que revolucionou, né, de certa forma, um entendimento que a gente tem dia anatomia hoje, tá? Tá vários autores, né? Por exemplo, a gente tem padrões faciais, né, padrões étnicos, raça, que são descritos em pinturas desde lá das épocas mais antigas, da época renascentista, com pinturas, né, como a Monalisa ou quadros do próprio da Vinci, onde a gente tem características humanas, né, bem descritas ali. Quando a gente vai entendendo anatomia, vai entendendo fisiologia, a gente vai ter um entendimento geral de tudo isso que a gente tá falando. Então, a gente vai abordar durante essa aula, né, desde o sistema do tecido ósseo, né, a básica que a gente tem, toda parte muscular, toda a parte de inervação, vascularização da face, epiderme, derme, subcutâneo e todos os seus componentes, tá bom?
Como eu falei para vocês, que tudo que nós realizamos aqui no Instituto é baseado em literatura, prática e experiência clínica. Porque, apesar de sermos, atuamos na área, atuamos na área acadêmica, a gente também é clínico, a gente também atende paciente, né? Porque seria muito irresponsabilidade é simplesmente vir aqui e só passar o que a literatura fala. Na prática, algumas coisas são diferentes do que a literatura impõe para a gente, né? Mas a nossa base, ela vem da literatura, ela vem do conhecimento anatômico, de estudo científicos que sejam bem embasados, né? E o Cotofana, Sebastian Cotofana, é um dos maiores anatomistas que a gente tem hoje disponível no mundo. Ele estuda muito essa parte de preenchedores, estuda muito essa parte de estética facial. E ele traz para gente esse artigo, né, que a anatomia do envelhecimento da face é uma revisão de literatura, uma revisão geral que trata de algumas especificações, algumas dissecações para entender o envelhecimento ósseo, o envelhecimento dos compartimentos de, o envelhecimento da musculatura, os ligamentos de retenção. São estruturas importantíssimas, né? Hoje, quando a gente fala em uma estética segura, eu tô falando de pouco produto, né? Eu vou injetar pouco material no meu paciente para ter um resultado natural, né, e duradouro, que isso me traga segurança. Então, fazendo esse estudo que eu tô falando, chegou uma conclusão que é o que a gente pratica no dia a dia: como cada um dos diferentes procedimentos é baseado na anatomia subjacente. Eu tenho que ter uma compreensão, né, tridimensional. Que que é isso, Alan? Que que isso quer dizer? A gente voltar 6, 8 anos atrás na harmonização, né? O conceito era o que o paciente tinha o bigode chinês marcado, né, o suco nas labial profundo. Ele chegava no seu consultório com essa queixa e você fazer o quê? Preenchia com ácido hialurônico simplesmente nessa região até você tirar aquela ruga que tinha presente, né? Você ia lá depositando o preenchedor, várias e várias camadas de preenchedor, até zerar a ruga. Como passar do tempo, a gente foi entendendo que um bigode chinês marcado, que uma região de *jouss*, né, proeminente, essa gordurinha que fica aqui embaixo proeminente, não necessariamente eu preciso agir na região. Muitas vezes, eu vou agir a distância. Eu vou reestruturar uma Lar antes. Por quê? Porque se entende que o osso que está aqui foi reabsorvido, que os compartimentos de gordura, a gente vai entender um pouquinho mais à frente, eles sofreram um processo de envelhecimento, que os músculos envelheceram, que os ligamentos envelheceram. Então, eu não posso simplesmente olhar aquela face de maneira estática. Eu não posso olhar o meu paciente parado numa fotografia ou ele sem fazer nenhuma expressão, imaginar que é simples chegar com um gel e colocar naquela área. Eu tenho que trabalhar o processo de envelhecimento em camadas. Eu tenho que trabalhar em envelhecimento da epiderme, tenho que trabalhar o atrofia dos compartimentos de gordura profundo. Tenho que devolver o colágeno, né, a fibra colagem, né, que foi perdida na derme. Então, isso é muito importante. Quando eu tenho uma visão tridimensional, né, eu entendo o conceito de camadas na face, eu vou ter aplicações seguras, naturais e duradouras. Isso é muito, muito importante. Tudo bem? [Música]
Então, eu vou, a gente vai seguir nessa linha de raciocínio do entendimento em camadas. Outro artigo traz para gente aqui, né, que é o rejuvenescimento do terço médio da face, onde ele fala o seguinte para gente, ó: que o entendimento, né, do pelo profissional, né, que uma análise detalhada em meticulosa da face, ela é imperativa, ou seja, ela é o que comanda para a gente ter um tratamento mais harmonioso. E isso passa por diversos fatores. Então, o profissional tem que ter um entendimento que é esse processo de envelhecimento, ele é multifatorial. E por ele ser multifatorial, nós vamos estudar e aprender sobre todas as camadas da face.
Então, o ramo do conhecimento que ocupa o estudo da forma e a morfologia macro e micro, né? Isso eu tô falando sobre o estudo anatômico, sobre a antropometria de uma maneira geral, tá? Astrologia e embriologia. Bom, anatomia para gente, a gente vai subdividi-la, subdividi-la em alguns, alguns tipos de anatomia, né? Nós temos a anatomia comparada, onde eu comparo uma espécie com a outra, por exemplo, né? Eu posso comparar uma espécie animal com uma espécie humana, entre outras, e vou fazer uma comparação de diferenças, né? De tecido, tecido ósseo, tecido muscular, de comportamento. Eu tenho a anatomia da imagem, onde eu vou usar a imagem para conseguir visualizar diferenças. Anatomia antropológica, que são as características raciais, né? Então eu vejo características raciais como, por exemplo, é uma pessoa negra, paciente negro, tende a ter estruturas ósseas mais fortes, e eu tenho esse paciente com um risco de hiperpigmentação melânica maior. Eu tenho, por exemplo, num paciente asiático, né, onde ele vai ter a estrutura nasal diferente, a cavidade orbital do paciente asiático também vai ser diferente. O paciente Pânico, por exemplo, tem uma característica diferente do caucasiano. Então o entendimento da antropologia me traz características raciais. Anatomia de superfície, onde eu avalio o relevo, os morfológicos, né, encontrados nas áreas do corpo. Então vou avaliar superfícies de contato. E o que a gente vai ver aqui é anatomia topográfica. Anatomia topográfica é o estudo anatômico através de dissecações. Então nós vamos ver aqui imagens, ilustrações, né, que anatomia através da imagem. Mas nós vamos também ver alguns cortes histológicos de dissecações em cadáveres para que a gente consiga entender de uma maneira geral o que eu tenho ali no meu paciente, aquele paciente traz ali para mim no momento do estudo, tá? Então, anatomia da face, a gente vai estudar dessa, dessa maneira.
Bom, variações anatômicas, eu tenho diversas variações anatômicas. Que a gente pegar a literatura e forem entender um pouco mais a fundo, nós vamos ver que alguns fatores como idade, né? Por exemplo, um paciente jovem tende a ter uma quantidade de colágeno, né, na derme muito maior do que um paciente ali no seu 50, 60 anos. E esse paciente jovem também tende a ter uma quantidade de gordura corpórea, isso eu tô falando principalmente na região da face, menor do que um paciente de 50, 60 anos. Porque? Porque dependendo do sexo, aí eu tô falando de homem ou mulher, anatomicamente falando, eu vou ter o paciente feminino, uma mulher tende a ter uma maior, o maior acúmulo de gordura. Com o passar do tempo, conforme a mulher vai envelhecendo, a quantidade de gordura que ela acumula é muito maior. Eu tenho diferenças entre raças, né? Isso também vai interferir, né? Os tipos étnicos também vou interferir no, na característica e nessas variações anatômicas. E eu tenho principalmente os biotipos, né? Então eu tenho, posso classificar um indivíduo em três principais biotipos. O biotipo longilíneo, tá? Então o indivíduo do biotipo longilíneo, ele tende a ser alto, magro, é uma pessoa mais magra, não tende a ter tanta gordura no pescoço, coelho, esse mais longo, comprido, certo? O tórax é mais achatado posteriormente e tem os membros longos em relação à altura do tronco, ou seja, o braço é longo e as pernas são longas. Esses indivíduos longilíneos tendem a ter uma estrutura facial mais alongada, tende a ter um rosto que a gente chama de dolico facial, na grande maioria das vezes. Eu não posso generalizar. Eu tenho indivíduos brevilíneos, né? Brevilíneo, que são indivíduos baixos, com o pescoço curto, do tórax de diâmetro é grande anteroposterior, os membros, braços e pernas são curtos em relação ao tronco, né? Então são membros mais encurtados. E eu tenho pacientes médios, né? Que são indivíduos com características indeterminadas, intermediárias entre os outros dois tipos. A grande maioria da população, isso eu aprendi de uma maneira geral, são pacientes médiolínios, tá? Ou pacientes brevilíneos. A gente tem uma quantidade pequena de pacientes longilíneos em comparado na população geral, tá? Isso também faz diferença na posição geográfica do indivíduo, aonde ele está, né? Aonde ele tá ali presente geograficamente.
Tá bem. Normalidade, anomalia e monstruosidade são características, são classificações que a gente também vai ter que ter no estudo anatômico. A normalidade corresponde ao que ocorre na maior parte dos casos, né? Então ali, a grande maioria das pessoas que não tem nenhum tipo de anomalia, não tem nenhum tipo de variação anatômica, e ao mesmo tempo, a gente considera o melhor para o desempenho da função, né? A função da vida, né? Do indivíduo conseguir se alimentar, do indivíduo conseguir conversar, do indivíduo conseguir fazer suas funções vitais, né? Tanto ele seja ela funcional, seja ela mental, psicológica ou social. Tudo bem. Anomalia é qualquer alteração morfológica que determina prejuízo funcional ao indivíduo. Por exemplo, a ausência de um dedo na mão, né? Esse é uma anomalia. Esse indivíduo pode ter nascido com essa ausência, né? A gente classifica como agenesia. Por exemplo, agenesia dentária, que pode trazer um prejuízo funcional ou até mesmo estético para esse indivíduo, né? E aí tem a necessidade ou não de fazer uma correção protética, assim por diante. Monstruosidade é uma alteração morfológica muito grande a ponto de determinar profundos transtornos na construção corpórea do indivíduo em geral, incompatível com a vida. Exemplo é agenesia do encéfalo, né? Anencefalia. Então eu tenho algumas monstruosidades que acontecem, que na sua grande maioria são incompatíveis com a vida humana. Então são classificações, são conceitos no estudo da anatomia: normalidade, anomalia e monstruosidade. Tudo bem.
Posições anatômicas, né? Isso é muito importante para a gente, porque a gente se comunica, né? Principalmente na odontologia generalista. Nós temos aí alguns colegas que são especialistas em dentística, em implante. Quando a gente vai se comunicar, nós sempre tendemos a usar esses termos: superior e inferior, medial, proximal, distal, né? São termos que nós utilizamos. Então a posição anatômica que eu vou analisar um indivíduo e vão enxergar de uma maneira correta é, primeiro, com o corpo ereto, tá? A posição bípede. Essa pessoa vai estar de pé, com corpo ereto, a face voltada olhando para o horizonte, seja, vai estar olhando para frente. Os membros superiores vão estar estendidos, né? Com as palmas das mãos voltadas para frente, ou seja, a mão vai estar voltada para frente, na direção que os olhos estão olhando para o horizonte. Enquanto os membros inferiores estarão unidos, com as pontas dos pés também voltadas para frente, tá? Nessa posição anatômica, eu consigo classificar o meu indivíduo em planos faciais, né? Eu vou ter aí, pelo menos, o plano frontal, plano transversal e plano sagital, tá? São os principais planos que a gente vai ter no indivíduo. Tudo bem. Então a gente tem, além disso, o plano coronal, né? Eu falei, a gente tem o sagital, mediano, transverso e coronal. E eu vou avaliar o indivíduo em diferentes posições para ter um entendimento anatômico mais completo, tá? Então a gente vê nessa primeira imagem aqui, rosa, o plano sagital, que quando eu divido o corpo na metade, dividida entre direita e esquerda, para avaliar geralmente essas estruturas de uma maneira interna. Se você for olhar a face, a nossa referência, eu pego a linha média do paciente, divido em direita e esquerda. O plano horizontal, eu dividi em superior e inferior, tá? Então eu vou pegar aqui, por exemplo, o centro da pupila do paciente e dividir em terço superior da face e abaixo do centro da pupila, por exemplo, até a comissura labial, eu tenho o terço médio. Da comissura até o mento, eu teria o terço inferior. Isso é divisão de plano anatômico, né? Eu tenho outras divisões, como por exemplo, plano cefalométrico, né? Onde eu divido esses mesmos terços faciais com pontos diferentes. E o terço médio do subnasal ao pogônio, o mento, ou o terço inferior, tá? Tenho também o plano coronal, é quando eu divido o paciente anterior e posterior, né? Então eu pego uma referência aqui na cabeça do paciente e divido ao meio. Tudo que está à frente é anterior, tudo que está atrás é o plano posterior. Nos planos anatômicos que eu tenho, então os principais: sagital, horizontal e coronal, tá? Os três planos que eu tenho aí para fazer uma boa avaliação do meu paciente.
Outras regiões anatômicas, e a gente consegue enxergar bem aqui nessa imagem, né? São as regiões onde a gente vai ou não trabalhar na cabeça e pescoço, né? Então, se avaliarmos essa imagem aqui, eu começo aqui pela região frontal, onde eu tenho, além da região frontal, eu tenho lateralmente a região temporal, próxima a essa região mais superior, a orelha, tem a região infratemporal, tá? Que também essa região ali abaixo da região temporal, onde eu tenho próximo ao trago, ali, tem a região parotido massetérica, que essa região que a gente também fala de região de ângulo de mandíbula, mas aonde está o músculo masseter e a glândula parótida, tá? Tem a região bucal, que é essa região aqui, ó, da mandíbula, onde a gente tem o coxim de gordura de Bichat, tudo bem? Tenho a região infraorbitária, se delimita nessa região mais anterior, e a região zigomática. O estudo dessas regiões, ela é importantíssima para a gente, porque muitas das técnicas de preenchimento levam o nome da região. Vou preencher malar e arco zigomático, vou preencher região bucal, vou preencher região mentoniana ou mento, para vocês, né? Região nasal, vou fazer o código de barras, tirar aquelas linhas de expressão da região oral. Então o conhecimento das porções da face, essas divisões faciais, ele é importante. Região orbital, região frontal, região temporal, região nasal, região zigomática e região infraorbital, tá? Eu preciso ter um entendimento geral nessas regiões para conseguir trabalhar. Como eu falei para vocês, não precisam se preocupar de uma maneira geral com anotar cada parte do que eu tô falando, porque ela vai ficar gravada e vocês vão ter esse conteúdo em um e-book, tá? Mas é muito importante vocês terem esse, estudarem essa parte para a gente conseguir se comunicar de uma maneira mais ampla, né? Então, dividindo a face em três terços, tá? Como eu falei, a gente vai dividir em três terços. Aí eu vou ter o terço superior, que vai englobar a região frontal, a região temporal e a região de glabela, que são regiões que a gente vai conseguir ou não trabalhar com procedimentos estéticos, né? Algumas regiões já têm um risco maior do que outras. Essa região de terço superior é uma região mais arriscada. O terço médio da face, que envolve a região periorbital, a região zigomática, a região malar lateral, o arco zigomático, a região nasal e a orelha, que está fora da nossa área de atuação, mas engloba porque é uma referência facial, né? Onde eu vou determinar ali alguns pontos anatômicos para fazer planejamentos. Tem a região do terço inferior da face, que envolve regiões bem legais da gente conseguir trazer um contorno facial, né? Um mento, região mandibular, região submalar, região perioral e a região do gônio, é o ponto aqui que a gente vai enxergar. Eu tenho a região zigomática e tem a região do gônio, região de maior distância quando eu vejo meu paciente de frente, tá? Importante a gente ter falado desses dois pontos para a gente falar um pouquinho de você, né?
Então, os pontos de medição comum sobre o crânio e os tecidos moles em vista lateral. Então a gente sabe que os tecidos duros da face, né, estão, são completamente responsáveis pela disposição, né, do tecido mole. E ter esse entendimento é muito importante, porque muitas vezes aquele paciente que nos procura para fazer um procedimento de harmonização, né, eu não consigo desvincular o meu procedimento da anatomia. Ele tem ali uma deficiência óssea, como os nossos colegas ortodontistas, é muito comum um paciente Classe 2, né, retrognata, mandíbula mais para trás em relação à maxila, onde você vai lá, compensa na hora que você de um dia, você alinha os dentes desse paciente, mas tem uma deficiência de mento. Eu preciso projetar esse mento um pouco mais à frente para conseguir parar com um ponto subnasal, né? Eu preciso ter essa projeção. Ou paciente Classe 3, que tem a mandíbula muito mais projetada do que a maxila, tem uma deficiência nessa região maxilar, e aí eu preciso equilibrar essas duas regiões. Então esse entendimento do tecido ósseo, de cefalometria, é importantíssimo. A gente vai, vai tratar disso na aula de análise facial mais à frente, mas é importantíssimo esse entendimento dos pontos, das estruturas que eu tenho aí ósseas na face do meu paciente em relação ao tecido mole, tá? Esses dois pontos mais superiores aqui com a nomenclatura S.O.N., S.O.R., eu tenho especificamente o forame, né? Na anatomia, anatomicamente falando, eu tenho forame supraorbital, né? Então essa é uma região importante para mim, porque é uma região onde eu vou ali, muitas vezes, promover uma anestesia, promover um conforto para o meu paciente também. Mas são pontos de estruturas ósseas onde eu vou ou não trabalhar e compensar uma deficiência ou, né, uma variação anatômica do meu paciente. Tudo bem. Todas essas imagens, pessoal, vocês encontram num livro que eu encaminhei para vocês, que é o Atlas da Face. Vou postar lá no grupo do WhatsApp. É um livro completíssimo, trata muito sobre anatomia facial e ele dá todas essas noçõeszinhas que a gente está conversando aqui agora. Então é um atlas importante para todos os dias ali estarem estudando novamente.
Bom, vamos falar um pouquinho sobre o sistema nervoso, tá? E a parte do organismo que transmite os sinais entre duas diferentes partes, coordenações voluntárias e involuntárias. Por exemplo, para eu fazer uma contração muscular, eu preciso do sistema nervoso. Para eu comer, eu preciso do sistema nervoso. Para eu dormir, algo involuntário, algo que eu tenho meu sistema nervoso agir, né? As três principais funções, né, básicas do sistema nervoso é: sensitiva, então a sensibilidade, o tato, a dor, né? O calor. Integradora, que recebe, armazena informações para posteriormente era uma resposta. Então, por exemplo, vocês estão fazendo uso de maneira agora, o sistema nervoso de vocês está recebendo informações, vocês estão de uma certa maneira tentando armazenar tudo isso. Até por conta disso, nosso tempo de aula, ele vai ser mais pausado, porque a aula online, ela requer uma atenção maior de vocês, e isso acaba trazendo um estresse, um desgaste um pouco maior. Então, daqui a pouco a gente vai fazer um breakzinho para vocês tomarem água, irem ao banheiro, né? Para que vocês consigam receber o máximo dessa informação, porque é como se fosse um HD de computador, né? Eu tenho uma capacidade ali limitada de ficar armazenando informações. Óbvio que alguns conseguem armazenar mais do que outros, alguns precisam escrever para fazer o armazenamento dessa informação, outros precisam somente escutar, outros precisam repetir isso falando para que consiga fazer esse armazenamento. É o sistema nervoso, ele vai agir de maneiras diferentes, mas a gente tem uma base funcional que é muito parecida em todos. Uma função motora, que é a contração muscular e a secreção de glândulas, né? Seja elas glândulas sebáceas ou glândulas mais específicas, diferenciadas, né? Que a gente vai conseguir ter o sistema nervoso funciona.
Bom, o sistema nervoso, ele é formado basicamente por nervos, né? E os nervos são cordões esbranquiçados formados por fibras nervosas, unidas por tecido conjuntivo, que tem como função levar e trazer para dentro, para fora os impulsos do sistema nervoso central, tá? As fibras nervosas que estimulam, ativam a musculatura, são chamadas de sensitivas, né? Ou motoras, né? Elas recebem só o toque, ou elas têm ação de fazer a contração. Importante: as fibras sensitivas conduzem o estímulo para o sistema nervoso central, são aferentes, saem do sistema nervoso parassimpático para o sistema nervoso central. Já as fibras motoras, elas ativam a musculatura, são eferentes, saem do sistema nervoso central para o sistema nervoso parassimpático. Então eu vou entender um pouquinho mais, né? Um pouquinho mais de como é formado. Eu tenho o cérebro, tem o tronco encefálico, né? Que tem ali uma região vital para o meu, para o meu organismo, tem o cerebelo, que muitas das informações do comando, muitas vezes sai dali, e tem a medula espinhal, OK? Então são quatro partes desse sistema nervoso central principal que eu tenho, que vai ser subdividido, né? Em algumas funções. Tem o sistema nervoso central e o sistema nervoso periférico, que vai ter também sua subdivisões. Então, no sistema nervoso central, eu tenho, tá? O encéfalo, ele é formado por aquelas estruturas que vocês acabaram de ver ali, de certa maneira, que é o cérebro, cerebelo e o tronco encefálico. E esses também são subdivididos. Tudo bem. E eu tenho a medula espinhal, que vai fazer uma outra função no meu organismo. Tem o sistema nervoso periférico, onde eu tenho os gânglios, tenho os nervos e tem as terminações nervosas. E eu tenho uma estrutura que a gente vai ver um pouquinho mais à frente, a gente já vai falar sobre ela, que são os neurônios, né? Os neurônios, eles têm ali uma função muito importante no nosso organismo, como captação, armazenamento de informações, transmissão de sinapses, liberação de neurotransmissores também. Então o sistema nervoso, ele é muito importante o funcionamento no organismo, e ele vai ser importante para a gente também na harmonização, de uma maneira ampla, porque? Porque através do entendimento dos nervos, né? Que eu vou ter sinais cranianos e principalmente os nervos cranianos, eu vou conseguir promover uma anestesia, um conforto, diminuir a sensação dolorosa do meu paciente, tá? Então, tende esse entendimento do posicionamento dos nervos, da função de cada um, se é sensitiva, se ele é motora, eu também vou conseguir entender onde eu estou trabalhando.
Bom, como eu falei para vocês, os neurônios são células, né? Que caracterizam o sistema nervoso central, é a principal exemplo de sistema nervoso, responsáveis por transmitir, desculpa, central não, periférico, responsáveis por transmitir impulsos ao cérebro, com a capacidade de estabelecer conexões entre si ao receber estímulos do ambiente externo ou do próprio organismo. Então, por exemplo, quando eu quero fazer uma contração muscular, isso vocês vão ter lá na aula de toxina botulínica, eu tenho uma sinapse, é um estímulo, né? Que veio lá do sistema nervoso central, que vai lá para o periférico, né? Então esse estímulo vai chegar no neurônio, ele vai captar essa informação e vai liberar até o axônio terminal. Então essa parte que a gente vê que parecem pezinhos, né? Que essa parte da direita na tela de vocês, são esses partes mais pediculadas, é o axônio terminal, é a parte final do neurônio que eu tenho ali. E dentro desse neurônio, né? Dentro dessa célula, ocorre a comunicação, né? Transmissão de informação, a liberação de neurotransmissores, de substâncias, substâncias que provocam reações dependendo do estímulo recebido. Então, quando eu faço a contração do meu dedo, ou eu faço uma expressão de espanto, por exemplo, eu tenho a liberação de um neurotransmissor chamado de acetilcolina. A acetilcolina é um neurotransmissor responsável, né? Principais neurotransmissores, mas é um dos principais responsáveis pela contração muscular, tá? Então, quando eu entendo que eu tenho esses neurônios envolvidos nesse mecanismo todo, na sensibilidade dolorosa, nos receptores táteis ali, tá tudo funcionando em conjunto dentro do meu sistema nervoso.
Então, aqui um esqueminha para vocês gravarem, né? Do sistema nervoso, que ele vai ser dividido, né? O periférico em dois: o sistema nervoso somático e o sistema nervoso autônomo. Tá? E aí eu vou ter algumas funções. O sistema nervoso somático, a principal função dele é regular as ações voluntárias. Então, o fato de eu movimentar minha mão, o fato de eu falar, né? Tudo isso é voluntário. Eu estou tendo no sistema nervoso somático fazendo essas funções, conforme eu vou dando o estímulo para isso. O sistema nervoso autônomo, ele vai ser subdividido, né? A principal função dele é controlar as involuntárias, ou seja, aquilo que eu não controlo. E ele é dividido em sistema nervoso simpático e parassimpático. O sistema nervoso simpático, ele vai ter a função de estimular, né? O funcionamento dos órgãos. Então, eu não controlo, eu não consigo controlar e falar assim: "Coração, você tem que bater mais devagar". Eu não tenho esse controle. Isso não é somático, né? Isso é totalmente autônomo, funciona naturalmente, né? Quem controla isso é o sistema nervoso simpático. Ele é formado por nervos espinhais da região torácica e lombar da medula, tá? Então, a principal função dele é controlar os órgãos de função vital para o meu organismo. E o sistema nervoso parassimpático, que tem como função inibir o funcionamento dos órgãos. Ou seja, quando aquele órgão não precisa funcionar, eu vou fazer uma ação contrária àquilo. É ele quem vai dar, dando uma resposta ali também. Formado por nervos cranianos e espinhais das extremidades da medula. Então, quando a gente fala num paciente que vem no meu consultório, né? Eu tenho reações diferentes. Por exemplo, quando o meu paciente tem uma dilatação da pupila, a pupila dele dilata, né? Quem está fazendo esse comando é o sistema nervoso simpático. Quando ele contrai a pupila, quando a gente vai olhar mais longe, que fica no enxergar alguma coisa ali, quem faz essa contração da pupila é o parassimpático. Um age contra a ação do outro, né? Então, por exemplo, quando eu tenho estímulo ali, quando acelera o meu batimento cardíaco, quem tá controlando isso é o sistema nervoso simpático. E eu tenho o parassimpático agindo, reduzindo os batimentos cardíacos. Por que que isso é importante? Porque eu tenho medicamentos, eu tenho drogas, como por exemplo, os meus anestésicos. O anestésico que eu utilizo, ele age diretamente no sistema nervoso, né? De muitas vezes agindo no sistema nervoso parassimpático, aumentando nessa redução dos batimentos cardíacos. Então, tudo isso é muito importante para eu não ter complicações durante o meu atendimento, né? Um paciente com ansiedade, né? Ansiedade, a gente sabe que é uma situação que pode ser desencadeada por estresse, pode ser desencadeada por dor, por um trauma anterior, tá? Tudo armazenado a informação, tá tudo aqui dentro. E isso tende a aparentar para gente como é situações do paciente clinicamente. Pode ter uma sudorese excessiva, né? Estimulação da secreção das glândulas sudoríparas. Quem faz isso? O sistema nervoso simpático. A pessoa não controla. Um quadro de ansiedade, quem deve controlar esse quadro de ansiedade? Nós, né? Nós como profissionais devemos tentar conduzir o paciente para um quadro de maior relaxamento, para que a gente consiga evitar. Não conseguir de uma maneira natural, vou ter que fazer o uso de uma medicação para fazer esse controle, né? Mas assim como, por exemplo, é ação excessiva ali do sistema nervoso simpático ou parassimpático para o paciente, tende a ter um desmaio, tende a ter uma perda de consciência recente, né? Então, ter o entendimento do sistema nervoso de uma maneira geral, assim, é importantíssimo, né? E essas sinapses vão acontecendo ali o tempo inteiro. Eu tenho meu sistema nervoso trabalhando o tempo inteiro para que eu consiga ter as funções vitais funcionando muito bem, tá? Esses, essa divisão esquemática, né? Que a gente viu aqui, ela facilita um pouquinho a visualização de vocês. Então, eu tenho o sistema nervoso central, tem o periférico. As funções do sistema nervoso central, né? Eu tenho ali o encéfalo e tem aqui também o sistema nervoso periférico, onde eu vou ter as ações autônomas e as ações somáticas, né? Que vão ser distribuídas por aí. OK. Como eu falei para vocês, nas junções, né? Do neurônio ali com a musculatura, onde eu formo uma placa motora ou uma junção neuromuscular, eu vou ter a liberação de vários neurotransmissores. Eu vou ter receptores específicos para esses neurotransmissores, né? Como, por exemplo, na ação da toxina botulínica, eu tenho receptores nicotínicos, né? Que são aberturas do canal de potássio e cálcio na região. Tem os receptores nicotínicos e acetilcolina. Tenho a fenda sináptica, onde eu tenho a liberação dessa acetilcolina, que é um dos principais neurotransmissores, entre outros que nós temos no nosso organismo, né? Por exemplo, adrenalina, que nós utilizamos, né? Adrenalina, nós utilizamos a epinefrina, por exemplo, como um agente ali de vasoconstrição, mas também como uma droga em casos de anafilaxia, onde eu consigo reverter uma ação excessiva em cima do sistema nervoso, né? Numa reação alérgica mais aguda. Eu tenho, por exemplo, a dopamina, né? Que através dos hábitos do meu paciente, podem trazer um efeito. A serotonina, que é um neurotransmissor do humor, do bem-estar, né? A noradrenalina, que é liberada, né? Através do exercício físico para a gente conseguir ter mais concentração e alerta. A acetilcolina, que é também do aprendizado. Olha que legal! Essa acetilcolina, que é também responsável pela contração muscular, também no aprendizado. O GABA, né? Que promove a calma para os pacientes, né? A gente consegue promover calma e tem medicamentos que agem no GABA, né? Tem alguns medicamentos específicos que vocês vão ter aula de farmacologia com o professor Caio, vocês vão entender um pouquinho mais, que age sobre os pacientes, né? São vários neurotransmissores, né? Que a gente consegue aí fazer essa regulação do nosso organismo de uma maneira geral. Tudo bem, pessoal? Antes da gente entrar na parte de inervação da face, eu gostaria de saber se tem alguma dúvida, se eu estou indo muito rápido, tá? O entendimento legal aí?
Bom, turma, então a gente estava falando um pouquinho sobre os neurotransmissores, são substâncias importantíssimas para nós, né? Para o funcionamento da nossa, da nossa rotina no dia a dia. E na face, ele vai ter um papel importante, como eu falei para vocês, como a acetilcolina, que é uma peça fundamental na ação da toxina botulínica. É ela que é liberada para promover a contração muscular, né? E a toxina vai ter uma ação indireta na liberação desse tipo de colina. Então, ter o entendimento dessas estruturas também é importante a gente se aprofundar um pouquinho mais nesse conhecimento da liberação dos neurotransmissores, seus hábitos, né? Eles promovem os efeitos que eles vão promover no nosso corpo.
Bom, vamos falar um pouquinho de inervação da face, né? Toda parte de inervação é importante para eu conseguir, como eu falei lá no começo, promover uma anestesia muito bem efetiva no meu paciente, para eu diminuir a sensibilidade dolorosa, para evitar também, quando, por exemplo, trabalho com fios, machucar as estruturas. Tem que evitar danos às estruturas nervosas, isso é muito importante. Então, saber onde estão localizados os principais nervos, como promover uma anestesia efetiva, também é muito importante. Então, esse conhecimento sobre a inervação, ele é importante isso para a gente, né? Nós temos 12 pares de nervos cranianos, tá? Vamos citar eles aí: o nervo oftálmico, né? Olfativo, o nervo óptico, o nervo oculomotor, o nervo troclear, o nervo trigêmeo, né? É um nervo de extrema importância para a gente. A gente vai falar de dois que são mais importantes: o trigêmeo e o nervo facial, né? Além do facial, a gente tem o nervo abducente, o nervo vestibulococlear, o nervo glossofaríngeo, o nervo vago, acessório e o hipoglosso. Tá? Eles vão inervar a pele, músculo, órgãos da cabeça, alguns músculos e órgãos do pescoço e partes das vísceras torácicas e abdominais, né? Então são os 12 nervos, os 12 pares de nervos cranianos. Além do plexo cervical, onde eu vou ter no plexo cervical ramos motores e sensitivos para inervar a maioria dos músculos, órgãos e a pele do pescoço e parte das vísceras torácicas. O conhecimento do posicionamento, da nomenclatura, da ação de cada nível, muito importante. Pescoço ou colo é uma região que a gente vai trabalhar com bioestimuladores, com fios, com toxina, e muitas vezes é uma região que traz um certo desconforto para o paciente, né? Então, ter o entendimento de um bloqueio anestésico nessa região, principalmente do plexo cervical, é muito importante, né? Então, a gente vai estudar e se aprofundar um pouquinho mais. Como eu falei para vocês, são 12 pares de nervos cranianos. A gente tem essa imagem ao lado que mostra a ação de cada um desses nervos, principalmente em qual região do corpo ele vai estar agindo, né? Esses nervos são divididos em três pares sensitivos, que é o primeiro, segundo e o oitavo par. Cinco pares motores, que é o terceiro, o quarto, o sexto, o décimo primeiro e o décimo segundo par. Quatro pares que são mistos, que tem tanto ação motora quanto ação sensitiva: o quinto par craniano, o sétimo par craniano, o nono e o décimo par. Tá? Os principais para nós, para o trabalho na face, é o quinto e o sétimo par craniano, porque o nervo facial, apesar de ter uma ação mista, ele tem uma parte motora, uma parte sensitiva, e essa parte sensitiva a gente vai falar que está nos dois terços anteriores da língua, mas a principal função do nervo facial, do sétimo par craniano, são a movimentação dos músculos da face, os músculos da mímica facial, né? Então, quando eu faço uma expressão de sorriso, quais músculos têm envolvido? Quem faz essa contração muscular é o facial. O trigêmeo, ele está ali também com duas funções, né? Ele também é um nervo misto de função sensitiva na face, nos seios e nos dentes. Tal trigêmeo, do quinto par craniano, e de função em função motora nos músculos da mastigação, principalmente masseter e músculo temporal. Tudo bem? Então, tem que ter o entendimento que o nervo trigêmeo vai ter uma ação mista sensitiva, que vai ser a principal para a gente, enquanto o nervo facial vai ter uma ação principal sendo motora. OK. E os outros nervos, né? Como nervo olfatório, que é o primeiro par craniano, ele tem uma ação sensitiva no nariz, de captar, né? Conseguir captar essa parte sensitiva de cheiros, né? Que vem através do nariz. Óculo motor é um nervo motor, todos os músculos do olho, exceto os enervados pelo quarto e pelo sexto par, são enervados pelo nervo oculomotor. Tudo bem? Tem o reto, reto lateral, eu tenho inferior. Então são vários músculos envolvidos nessa percepção aí. E o nervo óptico, que é a parte sensitiva do olho, né? Então, se vocês verem nesse esquema, eu tenho lá em cima a legenda, essa linha em vermelho mostra a fibra sensitiva, a linha em azul mostra fibras motoras, tá? O nervo facial, como eu falei para vocês, apesar da principal função dele ser motora, ele tem o nervo intermédio, né? Que tem uma parte motora e uma parte sensitiva, tá? E aí essa parte sensitiva está nas dois terços anteriores da língua e do palato mole.
Bom, vamos aprofundar um pouquinho mais. Essa é a disposição desses 12, né? Pares de nervos cranianos. Pares porque eles são sempre de um lado e do outro, né? O cérebro dividido em dois hemisférios, direito e esquerdo, norte, sul, a gente tem essa subdivisão também anterior, posterior, como são os planos sagitais. E eu tenho os nervos, né? Os pares cranianos alocados nessa parte direita ou parte esquerda do cérebro do meu paciente. Tudo bem. A gente tem aqui, é mais uma tabelinha mostrando, né? Qual que é a principal ação, principal componente, ela é sensitiva, ela é motora, quais são os núcleos envolvidos nesse nervo especificamente. Então, tudo isso é importante para que eu consiga ter esse entendimento de cada par craniano e conseguir saber onde especificamente eu estou trabalhando, tá? Vamos falar um pouquinho do quinto par, né? Começando pelo número mais baixo. O quinto par craniano é o nervo trigêmeo, né? O nervo trigêmeo, ele tem o seu núcleo mesencefálico, tá? A parte de propriocepção, núcleo principal, a sensação tátil, tá? E no núcleo espinhal, ele tem a sensação de dor e temperatura. Então, o trigêmeo, ele consegue fazer essa captação de tátil, de sensação, eu sinto toque na minha face e sinto também a parte de dor. Então, né, quando vou fazer promover uma anestesia, toda parte de propriocepção, de dor e temperatura, está relacionado com o nervo trigêmeo. Ele é subdividido em três ramos: eu tenho o ramo oftálmico, que vem nessa porção superior da face, o ramo maxilar e o ramo mandibular. Tudo bem? E os seus componentes, ele tem uma parte aferente somática geral, que são todos os ramos, e uma parte eferente que é visceral especial, que é o ramo mandibular. Tudo bem? Tem essa subdivisão entre aferente e eferente dentro do quinto par craniano, que é o nervo trigêmeo, tá? Ele é o maior dos nervos cranianos e tanto em extensão e quantidade de ramificações também, tá? As suas duas raízes têm origem aparentemente na face anterolateral da ponte, na região do cérebro, do pão da ponte encefálica, com os pedúnculos cerebelares médios, né? Então, ela está localizada bem aqui, naquela região. Se eu olho aqui do lado, né? Nesse esqueminha, eu vejo ali uma seta onde tem o gânglio, é dali que saem os três ramos, né? E dali que ele se divide. Sua origem é entre a base da ponte e o pedúnculo cerebral médio. A sua raiz sensitiva, ela é mais volumosa e lateral do que a raiz motora. Então, eu também tenho essa parte. Policial, nervo misto, né? A parte motora, principalmente dos músculos da mastigação. As raízes sensitivas se originam das células do gânglio trigeminal, enquanto as fibras da raiz motora têm origem no núcleo do nervo trigêmeo, localizado na ponte. Então, eu tenho origens diferentes na parte sensitiva e na parte motora desse nervo. Ele é responsável pela sensibilidade geral da cabeça: dor, calor, frio, pressão, mas ele não é responsável pela sensibilidade especial, né? Do paladar. Ou seja, predominantemente sensitivo, tá? Então, ele é um nervo de sensibilidade, dor, calor, frio, pressão. Ele não vai ter a parte gustativa de paladar. E ele também tem uma parte de motricidade, que é nos músculos da mastigação.
Bom, aqui a gente viu esse esqueminha um pouquinho maior, né? A gente consegue ver aonde esses ramos eles vão se subdividir. Então, saindo lá do gânglio trigeminal, eu tenho V1. O V1 ele vai ter o ramo ciliares, o ramo naso lacrimal, o ramo do nervo lacrimal, o ramo do nervo frontal. Depois no V2, eu tenho o forame infraorbitário, eu tenho alveolar superior anterior, médio e posterior. Quando a gente faz anestesia, a gente trabalha sobre esses, sobre esses ramos, né? Tenho o nervo óptico ali, um gânglio óptico, tem o nervo bucal, o lingual, alveolar inferior e o milo-hioideo. São todos subdivisões, né? Conforme essa classificação de V1, V2 e V3. Tudo bem? Aqui a gente consegue ver a sua subdivisão, né? O gânglio trigeminal, ali a parte do nervo oftálmico, maxilar e o mandibular, né? E aí as suas áreas de suprimento de cada nervo, onde cada um vai agir. Então, tem alguns nervos específicos, né? Como por exemplo, na região do terço superior da face, eu tenho supratroclear, tenho supraorbital, que está no centro da pupila, tem o zigomático temporal, que está nessa região temporal aqui lateral, tem o zigomático facial, que está um centímetro para trás e um centímetro para baixo. Tem alguns nervos nessa região do nariz aqui, né? Tem infratroclear, tem nasal externo, que é uma ramificação da etmoidal anterior. Então, a gente vai passar um por um para a gente conhecer um pouquinho mais. Nessa vista lateral, a gente consegue ver o oftálmico, com maxilar e o mandibular. O V3, aqui as suas subdivisões, né? Então, eu tenho lá no terço superior, né? Os ramos do V1, que é o ramo oftálmico. Então, eu tenho lá supratroclear, banda medial e banda lateral, supranuclear, supraorbital, infratroclear, nasal externo. Suas subdivisões aqui. No V2, que é o maxilar, né? Infraorbitário, zigomático facial, tá? Ramos labiais superiores, dos zigomáticos. Do V3, tem o bucal, alveolar inferior e tem o mentoniano. Alto, tá? Então são subdivisões totais. Importante que o nervo bucal, eu tenho ele tanto do quinto par craniano quanto do sétimo, tá? A gente vai falar da diferença entre eles. Então, tenho dois nervos bucais presentes aqui. E aqui um esqueminha mostrando para a gente os principais nervos, tá? Que a gente tem aí na face e principal região de inervação que ele vai promover para a gente. O aurículo-temporal, que é importante quando eu trabalho com fios, com hilos de tração, nesta região temporal para fazer tracionamento, eu preciso promover uma anestesia efetiva, tá? E aqui a gente vai ver as subdivisões. Então, o nervo oftálmico, um nervo muito fino, tá? Essencialmente sensitivo. Então, toda parte de sensibilidade dele, está é, portanto, ele é aferente. Ele vai inervar o bulbo do olho, a glândula lacrimal, a conjuntiva bulbar, parte da mucosa nasal, tá? Então, tem parte da mucosa da parte interna do nariz que quem leva é o nervo oftálmico. Pele do couro cabeludo, então, quando a gente faz nessa região superior aqui, ó, quem está fazendo essa parte de sensação no couro cabeludo é o oftálmico. Na região frontal, pálpebra e parte do nariz, tá? Ele emite dois ramos: o nervo supratroclear, que em média está 17mm da linha média facial, ou seja, se eu colocar o meu paciente de frente e contar 17mm ou 2cm para o lado em relação à linha média da face, eu vou achar ali o forame onde vai estar saindo, né? Vai estar aparecendo o nervo supratroclear. Maneira mais fácil de localizar é aqui, ó, na cabeça da sobrancelha. Se eu palpo essa região e apertar, ó, aí incomoda um pouco aqui, dói, porque é o nervo supratroclear que está nessa região. Ele inerva glabela, a pálpebra superior, tá? E a pele do nariz. Tudo bem? E ele penetra no músculo corrugador do supercílio. Então, eu tenho ele inervando toda essa região. O outro ramo que eu tenho desse nervo do nervo oftálmico, que é o nervo supraorbital, em média, ele está 27mm da linha média facial, ou seja, quase 3cm. Ele é maior do que o supratroclear. Ele inerva o osso frontal, periósteo, a mucosa do seio frontal e parte da pálpebra superior. Para eu localizar, né, o supraorbital, eu venho bem no centro da pupila do meu paciente. Lembra no começo da aula que eu mostrei uma imagem que tinha os pontos cefalométricos e tinha um ponto S.O.? Então, bem naquele centro ali, eu vou ter o nervo oftálmico e o supraorbital. Ele se divide em duas partes: ele tem o nervo banda medial e banda lateral. E ele inerva toda essa porção do corrugador do supercílio, tá? Essa porção central também na região frontal. Então, do nervo oftálmico, eu tenho dois ramos. Tudo bem? Vou ter dois ramos ali a partir do nervo frontal. Tá? Eu tenho também o nervo lacrimal lateral, que ele inerva a glândula lacrimal, que é a parte sensitiva, né? Pois a parte secretora motora é enervada pelo gânglio palatino do sétimo par, né? Eu tenho ali funções diferentes, porque quem faz a maior parte da motricidade é o facial. OK. E essa parte sensitiva se comunica com o nervo zigomático, que aí forma para a gente ali o nervo naso-lacrimal medial, que inerva parte da cavidade nasal. Ciliar medial vai fazer a inervação dessa região nasal. Ele emite alguns ramos, entre eles o etmoidal, que inerva o septo, as fossas nasais e a pele do nariz. Então, quando eu quero fazer uma rinomodelação, eu tenho que anestesiar o infratroclear e tem que anestesiar o etmoidal, tá? Então, infratroclear, próximo que a gente vai ver. Ele inerva raiz do nariz e parte da pele dessa região também. Então, eu acho o etmoidal aqui na junção osteo cartilaginosa. Quando eu palpo meu nariz, a ponta e cartilagem, ela mexe, ela é móvel. Quando eu vou para o plano um pouco mais acima, eu sinto osso. Onde eu sinto osso é minha junção osteo cartilaginosa dessa região, onde é a união entre cartilagem e osso, eu tenho saindo ali o nervo etmoidal anterior. Tudo bem? E o infratroclear, tá aqui, ó, na parte mais interna do redor do ósseo, na parte superior, abaixo do supratroclear. Infratroclear, supraorbital. Maravilha. Nervo maxilar V2, ele é um nervo sensitivo também, assim como os outros, né? Ele inerva a região da meninge da face, incluindo bochecha e lábio superior, couro cabeludo, palato, cavidade nasal, seio maxilar e os dentes superiores, né? E aí eu vou ter as subdivisões ali nos dentes. Ele emerge pelo forame redondo, caindo na fossa pterigopalatina, onde começa esse ramificar e penetra na órbita através da fissura orbital inferior, tá? Os ramos do nervo maxilar pode ser dividido em quatro grupos. Então, a gente vai dividir no crânio: o ramo meninge, que é o primeiro ramo antes de entrar para o forame. Então, ele está ali no crânio e na fossa pterigopalatina, após passar pelo forame redondo. E aí.
Eu vou ter o nervo pitérico palatino. Tá. Eu vou ter os principais ramos, né, ganglionares, ali o nervo palatino maior, que sai pelo. Quando eu vou fazer alguma cirurgia onde eu tenho que fazer ali, rebater, né? Tem uma raiz ali palatina, eu tenho que rebater um retalho, tenho que tirar um tecido conjuntivo. Anestesia do palatino maior é super efetiva, né? Ele inerva a parte da mucoperióstio do palato, né, até a região dos caninos. Menor que emerge pela fórula palatino menor e nervo palato mole. Tá. Usamos nasais posteriores superiores e inferiores. Ramos orbitais, o nervo faringe e o nervo naso palatino, que entra no canal incisivo na maxila e inerva o palato duro. Tudo bem? Então, o nervo alveolar superior posterior, tá, uma atenção importante porque ele é ramo do nervo infraorbitário, ok? Ele não é um ramo necessariamente ali do maxilar, mas ele é um ramo do nervo infraorbitário, que faz parte do maxilar também, ok? A gente vai ver um pouquinho mais sobre ele aqui. Nervos zigomático, ele vai surgir na fossa pitérico palatina e penetra na órbita pela fissura orbitária. O nervo zigomático, eu vou ter duas, dois ramos dele. O zigomático temporal. Então, zigomático temporal, se eu quiser localizar, eu vou um centímetro para trás da fenda palpebral lateral, que é o canto do olho. Eu venho 1 cm para trás e 1 cm para cima. Se eu apertar, anestesiar essa porção, eu vou achar o zigomático temporal. E eu tenho também o zigomático facial, que é a mesma marcação. Ele emerge na face pelo forame e inerva a região da aqui, ó, da maxila, né, nessa região entre o ramo, né, a junção aqui, a sutura zigomático maxilar. Tudo bem? Zigomático facial, ele vai estar um centímetro para trás e um centímetro para baixo, região da fenda palpebral lateral em relação ao meu olho, ok? Na face. Ramos cutâneos do nervo infraorbitário, né, o nervo infraorbitário percorre o caminho em nervo e o maxilar também. Inerva pálpebra inferior. Ele tem ramos que são os próprios inferiores, labiais superiores, que inervam essa parte do lábio superior, da mucosa da boca, das glândulas labiais, né, e da pele da parte do lábio superior. Então, o nervo infraorbitário, a gente utiliza muito, né, na prática clínica. Quando a gente faz aquela anestesia seguindo a linha do canino lá em cima, eu uso um nervo infraorbitário. E para face, a gente vai usar ele bastante, porque quando eu vou fazer preenchimento de olheira, vou aplicar fio liso para tratar essa flacidez da olheira, vou preencher o lábio, eu uso anestesia do infraorbitário também. Então, um dos principais, junto com os outros que a gente viu, supraorbital, supra-troclear, infra-troclear, tenho o etmoidal ou nasal externo, zigomático facial, zigomático temporal e infraorbitário. São até agora, de todos que a gente viu, os principais nervos que eu devo ter conhecimento do posicionamento anestésico para fazer anestesia, para promover um conforto para o meu paciente. Alan, todas as vezes a gente vai fazer anestesia extraoral? Não. Para lábio, por exemplo, anestesia oral é muito mais confortável. Mas eu quero que vocês tenham o conhecimento e tenham o entendimento que eu tenho como opção fazer uma anestesia extraoral efetiva para alguns procedimentos. Fios e PRF, que é a fibrina, microagulhamento, bioestimuladores, aqueles pacientes mais sensíveis, eu vou ter como opção a inervação, anestesia desses nervos. Vamos falar um pouquinho sobre o nervo mandibular, né, que é do V3. Ele é um nervo sensitivo e motor, ok? É importante a gente falar sobre isso. Ele supre as meninges, músculos da mastigação, músculo da orelha e do palato, e alguns músculos, assim como a ATM, a articulação temporomandibular, além de língua, boca, dentes inferiores, boca e orelha externa. As fibras que vêm do gânglio são as fibras motoras, né, que passam por trás do gânglio e junto de uma forma de um tronco único, atravessa um forame oval e chegam à fossa infratemporal para conseguir se ramificar. Os principais ramos motores que eu tenho, né, eu tenho nervo bucal, nervo tensor do tímpano, nervo tensor do véu palatino, nervo lingual, alveolar inferior e auricular temporal. Tá. Tem também algumas ramificações com pterigoide medial, massetérico, tá, que são nervos que vão ali inervar outros músculos também envolvidos nessa parte de motricidade. Ramo sensitivos, né? Vamos sensível, a gente tem dois principais aí que eu vou destacar. Na verdade, são três. Mas vamos falar de dois aqui a princípio. É o bucal, né? O bucal, ele desce pelo músculo pterigoide lateral, passa pela borda anterior do músculo temporal e alcança lateral do bucinador. Então, todos esses músculos ali estão envolvidos pelo nervo bucal, assim como o nervo lingual. Então, quando eu dou uma anestesia pterigomandibular, eu tendo, ali, através das duas posições, né, acertar tanto bucal ou lingual e o nervo alveolar inferior. Senão, o mais importante desses três principais que eu citei para vocês, né, desses situados à frente da artéria alveolar inferior em relação ao músculo pterigoide lateral. Então, ele não está muito superficial, ele está um pouco mais profundo e passa pelo ligamento esfeno-mandibular e pelo ramo da mandíbula e entra pelo forame mandibular e vai sair aqui na frente através dos seus ramos no ramo mentual, né? Então, eu tenho aqui o forame mental, que está entre os pré-molares inferiores, ou se eu olhar o paciente por fora, né, se olhar ele de maneira externa na boca, descendo a linha da comissura labial, eu vou ter na base da mandíbula o forame mental, assim como ramos incisivos, ramos dentais e periodontais que inervam também os ligamentos presentes naquela região. Tem o nervo aurículo-temporal, né, que é a divisão posterior e o nervo. Tá. Ele vai principalmente ali, vai passar pela ATM, vai passar pela linha, trazer uma questão de sensibilidade dessa região também, ok? Então, um resumo de tudo que a gente viu agora, né? Isso é algo que a gente tem sempre rever, estudar, rever, estudar para sempre estar se aperfeiçoando. Mas eu preciso ter um conhecimento dos principais nervos, né? Então, eu tenho aqui supraorbital, supra-troclear, zigomático temporal, infra-troclear, zigomático facial e infraorbitário. Se eu sei trabalhar e promover uma anestesia, um bloqueio anestésico sobre esses nervos, eu consigo promover um conforto muito grande para o meu paciente. Além desses, nervo bucal e o nervo mentual. Então, eu consigo promover um bloqueio anestésico de quase toda a face, trabalhando sobre esses principais nervos aí. E tudo de maneira extraoral. É possível fazer nesses dias somente extraoral para trazer conforto ao meu paciente. Tá. Então, vocês vão aprender não só nas técnicas de preenchimento, de bioestimuladores, de fios, mas na prática clínica também fazer anestesia extraoral, que em muitos casos é mais confortável do que a anestesia intradural. Esse aqui é um recorte, né, do livro do professor Altamiro Flávio, que traz para gente, né, essas principais inervações e as regiões, né? Então, tem ali na primeira imagem, lá no cantinho esquerdo superior, o nervo supra-troclear e o nervo infra-troclear e a região que ele inerva, né? Então, para depois vocês fazerem uma colinha, deixar ali no consultório para conseguir saber quais são os principais e o que que cada um desses nervos está inervando na minha face. São todos ramos do nervo trigêmeo, subdivididos em V1, V2 e V3, e que vem do. Uma anestesia, seja ela infiltrativa ou por bloqueio, eu consigo resultados extremamente efetivos para bloquear a face do meu paciente. Então, aqui a gente vê uma dissecação, né? Então, os pontos vermelhos mostram para a gente aonde estão localizados, né? Onde a gente tem aquela linha pontilhada ali, eu tenho o supraorbital, o infraorbitário e tem o mentoniano. E mais de uma maneira mais medial, a face do meu paciente, eu tenho supra-troclear e do lado, nós conseguimos ver uma dissecação mostrando exatamente esses nervos, né? Numa dissecação, rebatimento aí dessa região coronária, a gente consegue enxergar essa mífase, aonde estão localizados. Então, tem ali em cima, supra-troclear, supraorbital e infraorbitário e o mentoniano aqui embaixo. Tá. Esse, esse recorte é do atlas de anatomia. Preenchimento global da face também está no grupo para vocês poderem estudar. Aqui a gente vê o forame infraorbitário e algumas artérias, né, que saem dali, principalmente artéria infraorbitária. Olha o calibre dessa artéria. Só quando a gente começa a estudar anatomia, quando a gente tem a oportunidade de fazer uma dissecação como essa e ver, né, os tecidos, ver o calibre das artérias. E a diferença, a gente acha que aí está com corante, né? Quando a gente faz uma dissecação, é tudo branco, é tudo na mesma cor, né? É o que vai diferenciar são os tecidos, o calibre, posicionamento. Eu preciso entender o que está passando por ali, né? Então, aqui a gente consegue ver o forame infraorbitário, que sai o nervo infraorbitário. Aqui a gente vê o nervo mentoniano. Então, eu vejo uma dissecação onde esse primeiro disco, que é essa primeira seta aqui em cima, eu tenho artéria labial superior. Olha a finura da artéria labial superior, né? Olha como ela está superficial em relação aos tecidos. Eu tenho o nervo, né, o nervo mentoniano e tem uma artéria labial inferior, além do nervo, tem artéria mentoniana também naquela região ali ascendente, que é essa próxima àquela região do forame. Então, essa dissecação dá para gente um posicionamento tridimensional. Se eu olho por dentro da boca, o nervo mentoniano está entre os dentes pré-molares, o primeiro e segundo pré-molar. E de uma maneira externa, está descendo a linha da comissura labial, tá? Próximo à base, né, ou borda, para mandíbula do meu paciente. Aqui a gente vê mais uma dissecação, né? Onde eu consigo ver o nervo mentoniano ali, tem a base do osso, a mandíbula, né? Então, a localização do forame e o nervo saindo daquela região. Ali a gente tem um músculo ali atrás, esse outro, esse outro quadradinho destacado ali. E aqui a gente consegue enxergar de uma maneira geral todos esses nervos, os ramos, né, tanto de V1, V2 e V3, e os músculos, né? O posicionamento. A gente vê, por exemplo, que o nervo infraorbitário, ele está numa posição um pouco mais superior, as suas ramificações, seus ramos estão mais superiores do que, por exemplo, ao músculo orbicular do lábio, o músculo orbicular da boca. Eu tenho a inervação acima desse músculo, que é importante. Tem lá embaixo, mentoniano. Tem o ramo cervical que sai desse ramo do marginal da mandíbula, que é um nervo de função motora, ok? E agora vamos falar um pouco sobre o nervo facial, né, do sétimo par craniano. Então, a gente falou sobre os 12 pares cranianos, a gente fez uma revisão geral aí sobre o nervo trigêmeo, que é do quinto par, e agora a gente vai falar um pouquinho sobre o sétimo par craniano, do que é o nervo facial. Ele é um nervo de função mista, tá? Então, ele tem uma função motora que está relacionada principalmente com os músculos da mímica. Então, todos os músculos de expressões faciais, músculo orbicular, frontal, o músculo zigomático maior, zigomático menor. Eu tenho também envolvido bucinador, tem envolvido risório, levantador do ângulo da boca, levantador do lábio superior. Todos os nervos, todos os músculos das expressões e da mímica facial. Mas eu tenho uma parte do nervo facial que também é sensitiva, tá? Eu vou ter uma parte sensitiva dela que vai dar o paladar dos dois terços anteriores da língua, tá? E eu tenho uma parte dele parassimpático, que vai controlar principalmente as glândulas submandibular, sublingual e a glândula lacrimal. Então, o nervo de extrema importância. Quando eu tenho paralisias permanentes como paralisia de Bell, ou paciente passou por cirurgia ortognática, por exemplo, e teve uma parestesia, né, está relacionado com algum ramo desse nervo, que é o nervo facial, do sétimo par craniano. Ele também tem ramos intracranianos e extracranianos, né? Então, a gente vai falar um pouquinho, dissecar um pouquinho mais sobre eles, tá? Então, suas fibras motoras saem ali, principalmente a glândula lacrimal, a parte da mucosa do palato, faringe, cavidade nasal. Tá? Ele é constituído em média por 70% de fibras motoras e 30% de fibras sensitivas, tá? A gente pode até fazer, ter uma imagem muito legal que a gente faz uns cinco, né? Eu consigo ver todos os ramos, né, do nervo facial subdivididos ali, que é muito importante. E a gente vai ver um pouquinho mais sobre todas essas ramificações do nervo facial propriamente dito, tá? Então, antes de entrar na glândula parótida, né, o nervo facial, ele emerge após suas fibras motoras e antes de entrar na parótida, ele permite três ramos: o ramo digástrico, o ramo estilo-hióideo, principalmente dele, tá? E o nervo auricular posterior. Eu tenho plexo intraparotídeo, que está dentro da parótida, que são os ramos temporais, tá? Que vai inervar o músculo frontal, vem entre anterior, o orbicular do olho, o prócero, corrugador do supercílio. Então, quando eu faço cara de bravo, né, quando eu faço aquela expressão que a gente pede para o paciente fazer para avaliar toxina, quem está inervando esses músculos é o ramo temporal, ok? Do nervo facial. Eu tenho auricular, entre frontal, do orbito-frontal também. E ele emerge a 1.7 cm do trago. Então, aqui próximo a essa região do trago, eu tenho a emergência do nervo facial propriamente dito. São mais anteriores do que os ramos temporais superficiais, que são continuação do nervo aurículo-temporal do quinto par, que são mais posteriores. Ou seja, nessa região, o nervo facial, ele está mais superficial, ele está numa posição superficial, próxima até a artéria têmpora superficial, mas não tão mais anterior, né? Não tão mais para dentro da face, não tão medial comparado a o nervo aurículo-temporal, temporal do quinto par, que é um nervo, é trigêmeo. Ramos zigomáticos, que vão inervar pessoalmente o orbicular do olho, passa dentro da glândula e do arco zigomático. E os ramos bucais, né, que vão fazer ali levantador do lábio superior, zigomático maior, zigomático menor, bucinador, risório, orbicular da boca e levantador do lábio superior e da asa do nariz. Então, quando eu faço aquele cinco que eu falei para vocês: temporal, zigomático, bucal, mandibular e cervical. Tá? Mas esses são cinco ramos do tronco temporo-facial do nervo facial propriamente dito, tá? Então, essa subdivisão entre extra e intracraniana que ele possui. Eu tenho uma outra, uma outra região, como eu falei para vocês, que é a região do pescoço, né? Eu tenho plexo cervical. Então, o plexo cervical é uma região de muito interesse no estudo, principalmente em cirurgia de cabeça e pescoço, porque ela promove a parte sensitiva e algumas, algumas fibras até motoras dessa região. E eu consigo, através de uma técnica chamada de Hermes Point, né, o webpoint é essa região que a gente enxerga aí, ó, na parede anterior. Então, eu pego o músculo esternocleidomastóideo, sai aqui do processo mastoide até o esterno do meu paciente. Na parede anterior, se eu dividir esse músculo no meio, na metade do trajeto, eu vou ter o plexo cervical emergindo. Se eu conseguir anestesiar aqui, colocar de 0,5 a 1 ml de anestésico com vasoconstritor, eu consigo anestesiar toda essa mífase do pescoço do meu paciente. Porque eu tenho nervos superficiais ascendentes, que são divididos em C2 e C3, né, que é o nervo occipital menor, nervo auricular magno e o nervo transverso do pescoço. E tenho também nervos superficiais descendentes, tá, que é o nervo supraclavicular medial, intermediário do supraclavicular, né, e o lateral supraclavicular, que são ramos do C3 e C4, tá? Então, nesse ponto, 16, aqui a gente tem o transverso cervical, tá, que eu consigo com 0,6 ml de anestésico fazer uma anestesia e promover uma perda de sensibilidade de toda essa mífase do pescoço. Lembrem-se, eu tenho que fazer bilateral, porque os nervos são pares, então sempre de um lado e do outro da face do meu paciente. Tudo bem? Então, a gente viu aí os principais pontos de bloqueio anestésico na face, terço superior, médio, inferior. Vimos também as ramificações do nervo, do nervo facial, subdivisões temporal, tem o zigomático, tem o bucal, mandibular e o cervical. E tem os nervos dessa região cervical propriamente dita, que é o plexo cervical, né? E que a gente vai conseguir, através de uma anestesia, bloquear toda essa região. Tudo bem? Aqui a gente consegue ver mais detalhadamente a técnica do webspoint, né? Então, eu acho o músculo esternocleidomastóideo, né, toda essa região ali, ó. Não precisam, essa imagem do meio, tá? Divido na metade o esternocleidomastóideo e vou fazer minha punção para anestesia nessa região. Meio tubete de anestésico, 0,5 é mais do que suficiente. Importante para fazer anestesia do Hermes Point, eu preciso fazer pelo menos de 30 a 40 minutos antes do meu procedimento. Aí eu consigo promover uma anestesia bem efetiva dessa região. Certo, pessoal? Dúvidas até agora? Estão todos aí ainda? Me deem um OK, por favor. Victor, Victor, tudo bem? Mais alguém aí, pessoal? Doutor, eles mandaram no chat, eu acho que está OK. OK. Vamos dar continuidade. Vamos falar um pouquinho sobre pele, né? A pele é o maior órgão do corpo humano, 10% do peso corporal, né, representado pela pele. Então, se a pessoa pesa ali em torno de 80 kg, 8 kg são só representados pela pele, pelo peso da pele. Sua espessura varia de 0,5 a 6 mm, dependendo da camada, né? Epiderme, ela é a menor camada da pele. E eu tenho a hipoderme, geralmente, sem a camada mais volumosa, né? Tenha tecido adiposo subcutâneo, né? O peso varia, né? Eu falei, depende muito do organismo, mas em média 3 kg no organismo, um paciente saudável ali, né, que não tenha muita deposição de que esteja tudo em ordem. E um suprimento sanguíneo de um terço do sangue circulante no corpo, tudo bem? Está presente ali na pele também através de vasos. Então, a subdivisão que nós temos na pele é essa daí. Eu tenho epiderme, que é essa camada mais superficial, é nela que a gente enxerga, né, de certa maneira, as rugas presentes no meu paciente, as rugas estáticas, as rugas dinâmicas. Eu tenho a derme superficial, derme média, derme profunda e tecido subcutâneo. Todos são envolvidos, todos fazem parte da pele do meu paciente. Nós vamos ver alguns componentes e algumas principais ações que eu tenho na pele. Pensar que eu tenho somente essas estruturas que a pele é dividida em epiderme, derme, subcutâneo é muito superficial, é muito pouco. Eu tenho algumas ações específicas na pele, entre elas proteção, termorregulação, sensorial, excretora e a síntese, absorção ou produção de substâncias químicas também que são feitas na nossa pele nas camadas diferentes. Além disso, a gente tem a presença dessas substâncias aí, desses, desses estruturas que são receptores táteis, né? Eu tenho discos de Merkel, que absorvem, né, o tato, a pressão. Eu tenho os bulbos terminais de Krause, que absorvem o frio. Eu tenho os corpúsculos de Ruffini, que através do tato. Então, é importante entender que cada sensação na pele vai ser absorvida de uma maneira. Tudo bem? A pele, além dessas primeiras principais funções que eu falei, a gente pode abranger um pouquinho mais, a gente pode se aprofundar um pouco mais, né? Ela promove para o nosso organismo uma proteção imunológica, né? Então, a secreção sebácea, o sebo que a pele produz, né, quando a pele fica mais oleosa, né, tem a presença de sebo, ajuda a evitar a perda de água, além de ter propriedades antimicrobianas e conter substâncias que são precursoras da vitamina D, né? Então, por isso que é tão importante a gente tomar sol, óbvio com protetor solar, mas porque através da presença da exposição solar na nossa pele, tem substâncias que vão ser precursoras à produção de vitamina D. Eu tenho a parte de termorregulação. Então, graças à sudorese, a pele consegue controlar a temperatura do organismo. Então, quando a gente tem febre, né, está febril, a gente tende a ter um aumento da temperatura do corpo, seja por uma infecção, seja por alguma coisa que o organismo está tentando controlar, né? E o suor, sudorese, tende a acontecer para baixar a temperatura do corpo. Tem algumas partes da pele como o tecido adiposo que promove termorregulação, ele consegue também segurar a temperatura corpórea porque também não tenha uma diminuição, né? Tem uma hipotermia, no caso, né? Secreção, então, devido à presença de células imunológicas ativas, eu tenho ali a secreção de substâncias que vão promover uma regulação, muitas vezes de pH. E esses fatores também, eu tenho como hidratação, tem fatores externos, tem a percepção. Então, graças às terminações nervosas, a gente tem a captação de sinais como pressão, calor, frio, dor. Todos são funções que a pele consegue ver para o nosso corpo. E além, claro, da função protetora de uma maneira geral contra agressões do meio externo, bactérias e outros microrganismos. Então, a primeira função da pele que a gente falou aqui, ó, é proteção. Depois, ela vem fazendo termorregulação, ela me dá uma sensação sensorial de tato, função excretora e a síntese de substâncias que está envolvida também na proteção e imunológica. Tudo bem? Então, a gente fez uma revisão aí sobre as principais ações na pele que ela vai promover. Indo um pouco além, quando a gente fala dessas funções da pele, na proteção, a gente tem a barreira de proteção de origem melânica, a famosa. A gente tem aí a melanina, que é depositada pelo melanócito. E a gente tem o melasma, que é a doença do excesso de produção, quando o melanócito ele é ativado, ele promove uma defesa, uma barreira. Essa deposição de melanina é uma barreira para que os raios ultravioletas não penetrem mais a fundo na pele, podendo causar um câncer de pele, por exemplo, um anaplásia. Então, qual que é o principal fator de ativação do melanócito? É o calor, né? O calor ou radiação. Então, por isso que pessoas que, por exemplo, que cozinham, fazem comida, estão o dia inteiro ali no fogão, ou se expõem muita solar sem o protetor solar, devido tendem a ter mais manchas melânicas. Termorregulação, né? A gente tem uma ação de vasodilatação e vasoconstrição pela pele. Eu tenho as glândulas sudoríparas, que são glândulas que vão excretar o suor ali do corpo. E o tecido adiposo, como eu falei para vocês, nós temos o tecido subcutâneo, que é rico em adipócitos, formando o tecido adiposo, que vai promover o controle, homeostase da temperatura do organismo, vai regular toda a temperatura corporal. Além da ação sensorial, receptor sensitivo de calor, frio, dor, receber informações do meio ambiente. Quando a gente tem um calafrio, por exemplo, é um sinal, né? Quando a gente treme, eu cheguei no ambiente que está frio, não está a uma temperatura que meu corpo receba bem, eu tende a ter essas informações. E ele, além disso, ela tem como parte importante passar informações para o sistema nervoso central. Na parte da excreção, a gente tem as glândulas sudoríparas, tem uma função termorreguladora. Tem as glândulas sebáceas, a manutenção do equilíbrio tissular, preserva a camada córnea, a gente vai falar um pouquinho sobre ela. E a síntese de substâncias, substâncias essas secreção sebácea, que é a manutenção do manto hidrolipídico. Se eu não fizer essa secreção sebácea, não consigo manter esse manto hidrolipídico hidratado, funcionando. Quando vocês tiverem aula de peeling, né, provavelmente a professora Tatiana Bergamini, que dará essa aula para vocês, vocês vão ter um conhecimento mais aprofundado sobre ação dos ácidos dos peelings sobre esse manto, sobre essas estruturas. Eu tenho a melanina, como eu falei para vocês, que é proteção dos raios ultravioletas. Eu tenho a vitamina D, que é produzida na pele sobre ação dos raios solares. E eu tenho a excreção de hormônio simples, de hormônio do tecido subcutâneo, da hipoderme. Também eu tenho capacidade na produção de hormônios nessa região. Bom, a gente fez uma revisão sobre as principais funções da pele no meu organismo. É o nosso alvo, pessoal, é na pele que nós usamos trabalhar. Não dá para desassociar a harmonização da pele. Quando vocês entenderem que hoje um tratamento facial, onde eu vou reestruturar uma face envelhecida, ele começa através do entendimento do gerenciamento de pele, do controle do processo de envelhecimento da pele, eu preciso dar muita atenção, muita atenção para o meu paciente. Quando eu falo de pele, eu preciso muitas vezes, antes de preencher aquela face, é preciso microagulhar, eu preciso fazer um peeling para promover uma renovação celular. Então, isso é o que a gente conversou desde o início da aula sobre o entendimento em camadas, sobre o entendimento de etapas de tratamento, né? Então, a gente está começando a ganhar, lembra da curva de aprendizado? Estamos subindo mais, estamos entendendo um pouco mais como esse entendimento sobre as camadas da face vai nos trazer resultados melhores. Bom, vamos falar sobre epiderme. Epiderme é a camada mais superficial da pele. Sua principal função é produzir queratina, é uma proteína fibrosa, maleável, responsável pela impermeabilidade cutânea. Quando a sua pele está descamando, né, quando você toma sol excessiva, que tem aquela descamação da pele, é muitas vezes restos de queratina que estão ali sendo excretados, pele velha, pele antiga que está sendo excretada. E ela tem essa ação principal que é impermeabilidade cutânea. A porção mais profunda é constituída de células epiteliais que se proliferam e continuam para que seja mantido seu número. Ou seja, a renovação da epiderme, ela se dá na camada mais profunda, que é a camada basal. Então, tem as células sendo formadas na camada basal, ela vai envelhecendo e começa a ser substituída por uma célula nova, e ela sobe para a camada, depois na camada granulosa, e aí ela fica na camada córnea. A camada córnea, pessoal, essa camada mais superficial, que é cheia de células mortas, e ela é totalmente avascular. A epiderme é totalmente avascular, eu não tenho presença de sangue na epiderme, ok? Então, as células se formam na camada basal e conforme ela vai envelhecendo, ela vai ficando mais superficial. E por que que ela vem subindo? Porque eu tenho a formação de uma célula nova. Então, nesse esquema que a gente vê aqui embaixo, ó, vocês conseguem enxergar o cursor do meu mouse? Consegue ver a ponta do meu mouse? Eu tenho aqui, ó, nessa imagem, uma célula sendo formada, enquanto a célula que está acima vai sendo empurrada. E aí ela vai envelhecendo, vai perdendo estrutura, vai perdendo estrutura, e na camada córnea, eu tenho somente a célula velha, envelhecida, que está nessa região. Eu tenho também a presença de outras células na epiderme, tá? Eu tenho célula de Merkel, eu tenho queratinócito e eu tenho também o melanócito, tá? O melanócito, ele está lá na camada basal, tá? Ele está bem lá embaixo, na junção epidermo-dérmica, tá? E os queratinócitos estão um pouquinho mais assim. Tudo bem? A pele leva em média 28 a 32 dias para se renovar, se regenerar. Ou seja, olha só como a fisiologia mostra para a gente. O que a gente pergunta no dia a dia, é uma pergunta muito comum. Paciente chega no seu consultório, ele fez algum outro procedimento com um profissional, fez um peeling, por exemplo, ele pergunta: "Doutor, quantos dias depois do peeling eu posso fazer um preenchimento?". Qual que vai ser minha resposta? Cerca de 30 dias após. Porque é o tempo natural, tempo médio para essa pele se renovar. Tudo bem? Então, após qualquer procedimento que eu tenha bioestimulo de colágeno, ou eu estou querendo promover uma reparação celular tecidual na pele, eu tenho que aguardar no mínimo 30 dias, com exceção da toxina, porque a toxina estou agindo no músculo. E ajo, eu preconizo sempre que a gente faça a aplicação com pelo menos a cada 21 dias de ácido hialurônico. E os bioestimuladores de colágeno, Radiesse, Sculptra e Lancer, qual é o intervalo de aplicação? 30 dias, porque é o tempo em média que a pele leva para se renovar. Tudo bem? A renovação completa e natural das células epidérmicas leva de 52 a 75 dias, mas eu sei que com 30 eu já tive uma renovação inicial. pH da pele. Isso é importante. O pH da pele é entre 5.6, 6.2. Esse é o ideal, tá? Que é um pH mais neutro. Quanto menor o pH, mais ácido é. E eu quero manter. Alguns fatores interferem para eu ter esse pH da pele maior ou menor. Isso está relacionado com a hidratação, com a alimentação, tá relacionado com hábitos que o meu paciente tenha ou não no seu dia a dia. Eu tenho hábitos, né, que são favoráveis e hábitos que são desfavoráveis para uma melhora da qualidade da minha pele. O único meio pelo qual as células da epiderme podem obter alimento é através da difusão dos leitos capilares da derme. Ou seja, a derme, que é a camada que está mais abaixo da epiderme, ela tem leitos, né, capilares e invaginações que vão lá na epiderme, vão mais superficial. E através disso que a derme consegue captar alimento, consegue captar substâncias essenciais para sua manutenção. E a medida que elas se dividem, são empurradas para a superfície, elas ficam longe do alimento. E por isso que as células da epiderme começam a morrer. Então, quanto mais próxima da camada epidérmica, mais nova essa célula. Conforme eu vou ter na renovação e elas vão se dividindo, essa célula indo para a superfície, na superfície ela perde fonte de alimentação e vira uma célula morta. E aí a gente consegue ver nessa imagem aqui do lado, extrato córneo, onde eu tenho células preenchidas com queratina e descamando. Então, a descamação nada mais é do que naquela região. Tudo bem? Eu tenho, né, diversas camadas de células achatadas que mais próximas à superfície são substituídas por queratina. Então, conforme vai chegando superficialmente, aquela célula que tinha uma função, tinha um núcleo celular, ela só é uma célula, é um queratina. A secreção rica em lipídios libera grânulos lamelares das células granulosas, e estas presentes entre as células do extrato lúcido e córneo funcionam como uma barreira impermeável. Então, seja naqueles extratos mais superficiais ali, o extrato lúcido e no extrato córneo, eu tenho a presença de uma barreira de proteção para evitar a contaminação do meu organismo de modo geral. Para uma ação cosmética sobre a pele, aí eu tô falando de dermocosméticos, estou falando sobre peelings, por exemplo, eu vou ter três tipos de ação: uma esfoliação física. Então, por exemplo, tem uma receita, por exemplo, aqui no Brasil, o pessoal passa às vezes açúcar com óleo, óleo de cozinha e açúcar e óleo sobre a pele para promover uma esfoliação física, né? Eu removo as partículas presentes nessa camada especial através da ação do esfoliante, removo célula morta. Tem uma ação de esfoliação química enzimática, né, através da presença de um astro, pode ser um astro plástico, que vai conseguir promover uma remoção dessa camada, diminuir a espessura. E através também da hidratação, que é a emoliência e oclusão, que pode ser um tônico, um tônico que eu posso passar na pele para nos ver uma emoliência. Então, eu tenho uma ação também sobre essas camadas epidérmicas. Se vocês vão se aprofundar um pouco mais quando falarem sobre peelings, quando falarem de microagulhamento, quando a gente falar um pouquinho sobre intradermoterapia, a gente vai conseguir enxergar um pouco mais dessas funções. As células presentes na camada da epiderme, a gente já falou um pouquinho sobre elas, mas é sempre bom aprofundar. Os melanócitos, pessoal, gravem bem, estudem bastante sobre melanócito. É uma célula importantíssima. 5% do total de células da epiderme são melanócitos, ou seja, ela representa uma boa parcela, né, essa região. E são responsáveis pela produção da melanina, o que dá cor à nossa pele, a melanina, né? E eu sei que o excesso de melanina em uma única região forma uma doença chamada de melasma, né? Então, eu tenho que tomar muito cuidado naquela região, porque é uma questão pigmentar que esteticamente incomoda alguns pacientes e podem até evoluir por questões mais graves, doenças mais graves, né? Então, a principal pigmento da nossa pele é a melanina, que é produzida pelo melanócito, que está presente na camada mais profunda da epiderme. Lembrando que o melasma, eu tenho ele em duas classificações: eu tenho melasma epidérmico e melasma dérmico. Melasma dérmico é extremamente difícil de tratar. Melasma na epiderme, dependendo do ácido que eu decidi utilizar, do home care, da conduta que eu escolhi para o meu paciente, eu consigo resultados bem satisfatórios. As células de Langerhans estão entre 2 e 3% do total das células dessa camada. Estão presentes em toda a epiderme, principalmente no estrato espinhoso, tá? Então, ela está mais superficial, relacionando, por exemplo, a gente comparando com melanócito. É principalmente no estrato espinhoso. Fazem parte do sistema imunológico como células apresentadoras de antígenos aos linfócitos. Então, ela é uma célula de defesa, faz parte do sistema imunológico, e ela vai ser muitas vezes que vai liberar um antígeno para os linfócitos diferenciarem e agirem. Então, por que que ela está mais superficial? Porque ela está fazendo uma ação de proteção. A camada superficial, extra lá em cima, aquela barreira de queratina impede a entrada de microrganismos. Rompi, cortei a minha pele, cortei, cheguei lá na derme, teve um rompimento. Quem vai liberar células antigênicas para o reconhecimento dos linfócitos são as células de Langerhans. Ok? Tenho também as células de Merkel, menos do que 1% do total de células da epiderme, e presentes principalmente na planta do pé e na palma da mão. Ou seja, elas representam muito pouco da composição da epiderme e são células bem específicas, então presentes na palma da mão do meu paciente, no pé, na planta do pé do meu paciente, tá? E principalmente no estrato germinativo, tá? E juntamente com o disco tático de alguns neurônios sensitivos, está relacionado ao contato, mecano receptor, esses receptores de tato. Então, a principal função da célula de Merkel é a captação de parte sensitiva, por isso que é tão importante para a gente sentir os objetos. Vamos falar um pouquinho sobre derme, tá? A gente já está indo para encerrar essa parte da manhã para vocês poderem almoçar, poderem comer um pouquinho, e a gente volta um pouco mais descansado. Então, a derme, ela vai ter de 15 a 40 vezes a espessura maior do que a epiderme. É formar, é formada por fibras elásticas, fibras colágenas e meio substância fundamental. Portanto, ela é responsável pela firmeza, flexibilidade e elasticidade da pele. É uma camada de extrema importância para nós, porque assim que ela vai sofrer num processo de envelhecimento, é nela que nós vamos colocar o bioestimulador, é nela que nós vamos agir com os fios lisos, é nela, nessa camada da derme, que nós vamos fazer o microagulhamento. A derme pode ser classificada em três partes: derme papilar, derme reticular e derme perianexial, ok? Então, nós vamos entender um pouquinho mais sobre essas divisões. A camada papilar da derme, altamente vascularizada, tá, cheio de vasinhos, de presença de vasos sanguíneos, arteríolas, né? A origem das papilas, né? Fibras colágenas do tipo 3 e fibras elásticas. Então, essa camada mais superficial é ela que dá, desculpem, ela que dá essa invaginação na epiderme, né? Promove essa difusão de hidratação para a epiderme, chamada de camada papilar. E eu tenho a camada reticular, que é a maior parte da espessura da derme, presença de fibroblastos, que são os principais responsáveis pela produção de fibras colágenas, colágeno tipo 1, que para a nossa face é o principal colágeno existente. Colágeno permite a elasticidade, a firmeza da face do meu paciente, é o colágeno tipo 1, fibras elásticas e substâncias amorfas, que são substâncias que promovem preenchimento, a matriz extracelular. Entre elas, a gente tem a presença principalmente ali, que também de ácido hialurônico, tem ácido úrico presente, que preenche essa matriz extracelular, tá? Capacidade de distensão do tecido está relacionada à camada reticular da derme, que é a camada mais inferior. E assim como a epiderme, as células começam a ser formadas de baixo para cima. Então, eu tenho a maior presença de fibras colágenas na camada mais profunda da derme. Bom, vamos falar um pouquinho sobre hipoderme. Então, eu tenho epiderme, derme e hipoderme, ou tecido subcutâneo, tá? Conhecido como tecido conjuntivo, formado por adipócitos, tá? Delimitados por septos de tecido conectivo, vascularizados e inervados, tá? Funciona como isolante térmico, mecânico e depois de calorias, e ainda favorece a mobilidade da pele sobre os músculos. Sua estrutura e sua principal função é proteção de órgãos de traumas físicos e nela também ocorre a retenção hídrica do organismo, ali o manto hidrolipídico, que é tão importante para a gente, que ocorre lá na hipoderme, no subcutâneo, formado por tecido conjuntivo frouxo, camada responsável pelo deslizar da pele sobre as estruturas nas quais se apoia. Então, se a gente consegue fazer expressões, os músculos se movimentarem, é por conta dessa ação da musculatura sobre o tecido subcutâneo, sobre a hipoderme, né? Então, eu tenho como ação principal dela ali é um armazenamento de gordura, função de reserva energética, proteção contra choques mecânicos, isolante térmico e regulação hormonal. Por exemplo, nós temos compartimentos de gordura na face. A gente vai ver um pouquinho mais sobre eles um pouco à frente na aula. Eu tenho eles superficiais e tenho eles profundos. E eu tenho algumas estruturas anexas como a bola de Bichat, cirurgia que nós chamamos de bichectomia, nós removemos o corpo adiposo da bochecha, que tem três porções: porção bucal, porção pterigoide e porção temporal. Quando eu removo a porção bucal, eu não vou interferir em nada, porque a principal ação da bola de Bichat, não vou interferir nada no processo de envelhecimento, porque a principal ação da bola de Bichat é na primeira infância. Ela tem duas ações: uma é ajudar na sucção, então o bebê durante a amamentação, ele consegue fazer o movimento de sugar, movimento de sucção do leite materno através do volume da bola de Bichat, contrai o músculo bucinador, musculocinocinador contrai, ela ajuda nesse movimento. E também de uma ação mecânica, evita caso o meu, né, a criança, o bebê, ele venha ter um trauma, ele venha cair, o que bate primeiro a bochecha, porque ela é mais volumosa. Então, o tecido aí, poder, ela tem uma ação muito interessante para a gente. Toda vez que a gente relaciona na estética, tecido gorduroso e poder, a primeira coisa que vem na cabeça do paciente é: "Vamos remover gordura? Eu não quero, quero tirar isso do meu corpo, fazer ele pó". Eles vão fazer lipo, vamos fazer bichectomia. Mas o tecido da hipoderme, o tecido subcutâneo, ele é de extrema importância para o meu organismo. Tenho que respeitar muito essa camada, porque é uma camada de proteção, ou uma camada de isolamento térmico, de regulação hormonal. Então, tem que respeitar muito bem essa ação do tecido da hipoderme. Certo, pessoal? Antes da gente entrar especificamente no tecido ósseo, nós vamos fazer uma pausa para o almoço. Agora são 11:58, né, meio-dia já. Nós vamos ter aí uma hora e meia, tá, para que vocês possam almoçar e a gente retorna na parte da tarde para a gente fazer uma revisão aí sobre tecido ósseo. Vamos falar um pouquinho sobre tecido muscular, vamos falar sobre os ligamentos de retenção, sobre a parte dos compartimentos de gordura e principalmente, né, sobre vascular da face, né? É um dos pontos citados por vocês aí na nossa conversa no início da aula foi a questão da segurança, né? E para a gente ter segurança para trabalhar com preenchedores, eu preciso saber em que camada estou trabalhando, quais são os principais vasos presentes ali para a gente conseguir ter sucesso. Tudo bem? Então, Ângela, voltamos às 13:30. Combinado e bom almoço a todos. Muito bom essa manhã com vocês. A gente volta tarde. Tudo bem, pessoal? Se tiverem dúvidas, perguntem, tá? Que a gente vai, vai respondendo todas aí. Tudo bem? Até breve. Oi, Nati, eu vou fechar o link e aí eu volto abrir. Equipe, pessoal, então 1:15 o link vai voltar e está disponível. A gente vai fechar e depois ele retorna, ok? Obrigada, doutor. Vamos lá, então. Obrigado, Nati. Pessoal, todos bem? Vamos iniciar nossa parte da tarde. A gente vai ter essas pausas, né, para o conteúdo ficar mais fácil de ser assimilado para vocês, aproveitarem mais a aula online. Ainda existe da gente uma atenção maior, senão facilmente a gente perde a atenção. Então, a gente vai hoje por volta até das 16, 16.
E 30, e amanhã a gente finaliza o conteúdo de anatomia, tá? Vocês têm alguma dúvida? Algum ponto que vocês queiram revisar do que a gente conversou da parte de tecido nervoso, sistema nervoso, sobre inervação, sobre pele? Ou a gente pode dar sequência, certo?
"Ah, mim não é aquilo, claro, sobre plexo cervical, não sei se poderia repetir."
Claro, com certeza. Deixa eu voltar aqui. Acho importantíssimo a gente falar sobre o plexo cervical, porque é uma região interessante de eu conseguir promover um bloqueio anestésico, né, nessa região. A gente trabalha com os bioestimuladores, a gente trabalha com os fios, e eu tenho aqui nessa região alguns nervos, né? Então, o plexo cervical, ele é muito utilizado, por exemplo, em cirurgias de traumatologia e bucomaxilofacial, né? Tem às vezes, para quem faz terceiro molar, faz cirurgia, sabe que às vezes, durante uma extração de terceiro molar incluso, impactado, o paciente sente um leve incômodo, uma dor lá embaixo que parece não cessar, porque por conta exatamente desses ramos, né, que a gente tem nessa variação aí. C2, C3 e C4, né, são ramos dessa região cervical que são sensitivos, né? E ele se comunicam muitas vezes com o alveolar inferior, que é um ramo do V3, né, do trigêmeo, que também é sensitivo. Então, quando eu quero promover uma anestesia por bloqueio anestésico nessa região do pescoço, seja na harmonização facial, seja durante um procedimento cirúrgico, eu posso inicialmente localizar o músculo esternocleidomastóideo, tá, que sai lá do processo mastoide até a região do esterno. Eu divido esse músculo em duas porções, né, porção superior e porção inferior. Lembra dos planos que a gente tem devido à face em direita e esquerda, né? Superior e inferior, anterior e posterior. Então, tô falando que é superior e inferior nessa porção superior até a porção inferior. Qual que é a metade desse trajeto? Na metade desse trajeto, eu localizo o plexo cervical, que é o surgimento desses nervos, né? Por trás dessa parede anterior do esternocleidomastóideo, onde eu consigo aplicar o anestésico e promover uma sensação de anestesia de toda essa face da parede anterior do esternocleidomastóideo até a linha média. Seria minha média aqui da região cervical. Então, se eu deposito anestésico do lado direito, aqui, ó, onde eu tô colocando a mão, em mim, eu vou bloquear toda essa região. Se eu deposito do lado esquerdo, eu também toda essa região. Então, o plexo cervical é uma opção interessante, não somente para quem for trabalhar com harmonização do pescoço, seja para um bioestimulador, seja para uma lipoaspirativa. A gente pode utilizar também essa técnica para lipoaspirativa. Deixa até ver se eu tenho uma imagem aqui numa outra aula para mostrar para vocês, porque a gente pode também utilizar essa técnica quando vai fazer uma lipoaspiração submandibular. E aí, a gente promove uma anestesia por bloqueio dessa região.
O nome que a gente dá a esse complexo de nervos, né, que tem vários nervos envolvidos aí, que são ramos do C2, C3 e C4, é plexo cervical. O nome da manobra anestésica que a gente faz para bloquear essa inervação chama "herbs point". Essa técnica de herbs point pode ser descrita pela primeira vez em 1980, tá? O Herbs, que foi o autor que estudou, né, foi quem conseguiu localizar essa região e deu o seu nome a esse tipo de técnica de bloqueio anestésico da região cervical, tá? E também cirurgias realizadas na região do pescoço, região pré e pós-auricular.
Deixa eu pegar aqui, ó. Aqui vai ficar mais fácil de vocês enxergar essa dissecação que linda. Então, aqui eu consigo enxergar exatamente onde está o plexo cervical. Ele tem os nervos, eles estão vindo lá da região posterior, C4, né, supraclavicular, né, o nervo ali. Eu tenho também o transverso cervical, né? Todos eles vão vindo, emergem lá na parede anterior, eles passam por baixo do músculo, passam por trás da parede posterior e emergem na parede anterior do esternocleidomastóideo. Então, se eu quero fazer a anestesia nessa região, e se vocês olharem bem, ao nervo são esses trajetinhos, né? Essas fibras branquinhas que a gente enxerga aí, mais claras. Elas vão lá em direção à base da mandíbula e se comunicam muitas vezes com essa região do nervo alveolar inferior, tá? Então, esse é o plexo cervical. É uma zona um pouco fora da nossa área de trabalho, né, como cirurgião dentista, mas eu tenho que saber que ela também tá relacionada com muitas vezes quando eu vou trabalhar com uma cirurgia, uma extração de terceiro molar, e também posso promover a anestesia do plexo cervical. Tudo bem, Victor? Ficou claro? Alguma dúvida? Nada? Então, vamos lá. Vamos dar sequência. Vamos falar um pouquinho de tecido ósseo, né?
Eu acho importantíssimo a gente abordar essa parte do envelhecimento ósseo, porque na harmonização, a gente vai trabalhar sobre isso. Nós, como cirurgiões dentistas, né, temos colegas aqui que são implantodontistas também. Nós sabemos que a preservação do tecido ósseo é algo muito importante, né, para a gente conseguir ter trabalhos mais longevos, manter mais anatomia facial, a oclusão, os dentes, principalmente. E a gente também sabe que conforme o osso, a gente tem a perda dentária, o osso vai sendo absorvido de uma maneira mais forte. Eu tenho uma reabsorção óssea muito mais acentuada quando eu tenho a perda dentária, né? Então, a gente tem que entender o seguinte: que apesar da perda dentária, o meu paciente está envelhecendo dia após dia, né? Ele tá tendo reabsorção óssea em várias regiões da face, de uma maneira muito abrangente. Então, por exemplo, a cavidade orbital vai sendo reabsorvida, cavidade piriforme, né? O ângulo de mandíbula. Eu vou perdendo dimensão vertical dos dentes, eu vou perdendo dimensão de mordida. Com isso, a mandíbula vai sendo projetada para uma região mais anterior, né? E todo esse processo de envelhecimento, que também ocorre dia após dia, vai trazendo referência sobre os tecidos moles da face, né? Então, se eu tenho a cavidade orbital, que é uma região importante que sustenta musculatura, que sustenta compartimento de gordura, que tem ligamentos de retenção, eu tenho essa região sendo absorvida, eu vou criando uma linha de marcação na região orbital muito maior. A olheira fica mais evidente. Começa o bigode chinês ficar mais aparente, porque absorve o osso da maxila, né? Aqui, essa região do corpo da mandíbula vai ficando mais fina. O ângulo de mandíbula do paciente, em vez de ter lá uma definição bonitinha mais quadrada, entre 90 a 130 graus, ele começa a ficar um ângulo mais aberto, de 150, 180 graus, um ângulo muito mais aberto. Então, esse processo de envelhecimento ósseo, ele também é acentuado conforme o paciente vai envelhecendo. Tudo bem? Então, tanto na região de maxila, na região de arcos zigomáticos, mandíbula, região de pré-maxilas, região mais anterior, cavidade orbital e cavidade piriforme, tudo envelhece. Eu vou tendo anualmente uma quantidade de osso que vai sofrer nesse processo de envelhecimento. E como é que eu retardo esse processo de envelhecimento ósseo? Eu não consigo diretamente impedir que isso seja absorvido. Óbvio que com hábitos saudáveis, com uma alimentação adequada, a gente vai repondo aqueles minerais, tudo aquilo que o organismo precisa para se manter estável. Porém, eu posso com os instrumentos que eu tenho na mão, né, como por exemplo, preenchedores, eu posso substituir, né? Ou o termo que a gente utiliza muito é mimetizar, é o copiar esse tecido que foi absorvido por um tecido, por um material similar. Então, por exemplo, na região de ângulo de mandíbula, existem materiais preenchedores. Vocês já devem ter contato ou já tiveram contato com alguns materiais preenchedores que têm densidades diferentes. Então, eu tenho um material preenchedor que ele imita o osso, ele tem uma característica, uma densidade similar a do osso. Eu tenho materiais preenchedores que tendem a imitar tecido subcutâneo, que imitam mucosa, que tem mais flexibilidade. Então, eu tenho dentro da harmonização ferramentas para trabalhar nos principais níveis do processo de envelhecimento. Então, eu preciso ter conhecimento para saber onde eu vou colocar o produto e por que que eu estou colocando aquele produto específico naquela região, porque aquele produto muitas vezes é o que vai me dar a sustentação que os tecidos que estão acima precisam, tá? Então, quando eu entendo que o meu ambiente tá com osso envelhecendo e com tudo que está acima dele também envelhece, eu consigo trabalhar de uma maneira mais natural e mais efetiva.
Então, essa imagem aqui do artigo do Gerloff, né, um artigo de 2012, é um artigo que ele fala sobre o processo de envelhecimento do terço médio da face, dos compartimentos de gordura, e ele mostra para a gente exatamente isso: um paciente com 35 anos, a diferença dele com 45. A gente começa a perceber uma ptose maior da face, o bigode chinês mais marcado, a gordurinha do jowl mais evidente, o lábio começa a ficar mais fino, né? E vocês reparam, reparem na imagem ao lado, como o tecido ósseo também vai afinando. Então, se eu não tenho suporte ósseo para manter as estruturas, o meu processo de envelhecimento vai ser mais acentuado. Então, a primeira região, além, claro, da pele, que eu já tive o primeiro contato, que eu vou reestruturar, que essa é uma palavra muito importante, porque a harmonização, nós temos três conceitos, né? Uma pirâmide: hábitos, prevenção e reestruturação ou reabilitação. Eu vou reabilitar o tecido ósseo desse paciente com o preenchedor à base de ácido hialurônico ou com bioestimulador de colágeno, tá? Então, a gente vai entender isso um pouco mais à frente, mas eu preciso ter essa ideia que o compartimento, os compartimentos de gordura, o tecido ósseo, a musculatura, a pele, tá tudo envelhecendo em conjunto. Tudo bem?
Compartimentos da cabeça, né? Então, a gente vai estudar um pouquinho mais sobre os ossos que nós temos na região da cabeça, a divisão que nós temos no crânio, tá? Então, eu tenho aqui a cavidade craniana, tenho órbitas ósseas, tenho orelhas, tenho cavidades nasais, cavidade oral, fossa temporal, fossa infratemporal e fossa pterigopalatina são os principais compartimentos que eu tenho na cabeça, tá? Dentro dessas três fossas, que são subdivididas aqui, eu tenho os planos profundos da face, né? São as regiões que são mais afundadas. Então, na fossa temporal, fossa infratemporal e fossa pterigopalatina, é uma região mais afundada. Na região palatina, que está abaixo aqui da região do arco zigomático, bem profundo.
Partes do crânio, eu tenho duas divisões: eu tenho o neurocrânio, que é a caixa craniana em si, e tem o viscerocrânio, que é o esqueleto facial, que é constituído por todos os ossos presentes. Neurocrânio, eu tenho dentro dele o osso frontal, dessa região anterior, o osso etmoide, o esfenóide, o osso parietal, os ossos temporais e occipital. Tudo bem? Viscerocrânio, eu já vou ter os ossos nasais, os zigomáticos, maxila, os ossos lacrimais, os ossos palatinos, as conchas ou cornetos nasais inferiores e o vômer. E tem os ossos que são classificados como ossos extracranianos: o principal deles é a mandíbula, lembrando que a mandíbula, ela não é fixa, né, ao crânio, ela é ligada ao crânio pelos músculos, principalmente os músculos da mastigação e pela articulação temporomandibular. Além disso, tem o osso hioide, que divide e também limita a nossa área de atuação na região do pescoço, e os ossículos do martelo, bigorna e estribo, tá, que não são ossos fixos, são ossos extracranianos. E a principal função, né, de todos esses compartimentos, essas estruturas, é a proteção do encéfalo, que a gente viu lá, é inicialmente. Ok?
Então, a gente vai entender um pouquinho mais nessa divisão. Eu tenho que seria o neurocrânio, tá? Tem uma baixa elasticidade, uma alta resistência. Tudo bem? Então, apesar de eles serem mais firmes, eles não são tão elásticos, não se desprendem tanto. E o viscerocrânio são orifícios naturais que permitem, também possuem também camadas e câmaras de ar, né? A gente para a gente entender um pouco que o crânio, quando uma criança, um bebê, ela possui essas suturas que conforme vai passando o processo do tempo, elas vão se unindo, né? E eu tenho ali ligamentos que conectam essas. Quando a criança, e por isso eu consigo ter até uma expansão um pouco maior durante o desenvolvimento. Nós temos 22 ossos no crânio, tá? A gente vai ver a grande maioria deles, porque algumas regiões de preenchimento, eu vou usar essas estruturas como referência. Como, por exemplo, alguns pacientes com um processo de envelhecimento, a região temporal começa a ficar mais afundada, porque reabsorveu o osso nessa região. Os compartimentos de gordura daqui sofreram processo de envelhecimento. Eu preciso devolver o suporte. Preciso preencher malar e arco zigomático, porque é uma região extremamente importante para sustentação do terço médio da face. Preciso devolver o contorno mandibular, né? Preencher o ângulo de mandíbula, projetar o mento, corrigir alguma angulação no nariz. Todas essas regiões, quando eu faço um preenchimento, eu estou substituindo o tecido ósseo, eu estou mimetizando tecido ósseo que sofreu o processo de envelhecimento. Tudo bem?
Eu tenho as suturas, né? Tenho principalmente a sutura coronal, sutura sagital, né? Que conforme, que nem eu falei, passado do tempo, a gente vai ter nessa essa união entre essas suturas. As principais que a gente tem. E aqui a gente consegue ver os principais forames, né? Tem um forame magno, temos ali as cavidades, tem o seio maxilar, cavidade nasal, forame palatino maior, menor, né? As cavidades ali para para passagem do nervo óptico, de todos os outros nervos que nós temos aí presentes nessa região. Além de inervação, sempre lembrar, eu tenho um conjunto de estruturas, eu tenho nervo, eu tenho vasos, eu tenho artérias, né? Presentes sempre em regiões que eu tenho forames passando por ali. Bom, o neurocrânio, como eu falei para vocês, nós vamos ter os ossos: o osso frontal, parietais, occipital, os nossos temporais. Toda vez que a gente vê no plural é porque eu tenho um conjunto deles: temporais, parietais, tem o occipital, tem frontal, tem o etmoide. E no viscerocrânio, tem os ossos nasais, zigomáticos (são dois), dois maxilares, a mandíbula que está no extracrânio, vômer, palatinos e as conchas nasais inferiores. Tudo bem? Eu vou passar para vocês, na verdade, já está lá no grupo, um atlas colorido, né? Um atlas interativo que vocês vão ter algumas questõezinhas. Estão, por exemplo, tem lá a cor roxa, né? Uma cor amarela, por exemplo. Quais são os ossos presentes naquela região, né? Então, vocês vão conseguir ali responder essas questões para treinarem tudo isso, tá?
As articulações do crânio, né? As articulações sinartroses e diartroses, né? Que são as estruturas serra-denteada, escamosa e plana, nos diferentes tipos de estruturas que nós temos na face, né? Por exemplo, aqui nós temos na região malar, né? Na região da maxila com o zigoma, com o zigomático, nós temos uma. Na região do zigomático da região temporal, nós temos outra sutura. Então, são as conexões que vão dando essa essa nomenclatura também de cada superfície, ok? Que nós vamos enxergar um pouquinho mais das cinco ambrosia e fenocipital, tá? Que essa conexão que nós temos aí nessa região occipital, numa vista inferior do crânio. Ok? Eu vejo também o palato, vejo o vômer, vejo esse esfenoide ali, tá? São todos os ossos importantes que compõem essa região craniana. Tá? Aqui nós vemos também a maxila, né? O processo frontal da maxila, que essa região, essa sutura entre a maxila e a região nasal, tá? Né? Que a gente também vai chamar, à frente, desse osso nasal, a cavidade piriforme. Então, onde eu tenho a cartilagem, onde a cartilagem do meu nariz, ela se encaixa no osso nasal, ela se conecta ao osso nasal, é onde eu tenho a cavidade piriforme, tá? Tem um forame infraorbitário, tem o osso temporal, no processo mastoide, tem a maxila, tem o ramo da mandíbula. Então, nós temos divisões. A gente vai ver a mandíbula especificamente, mas eu tenho o ramo, tenho o ângulo e tenho o corpo da mandíbula também, tá? Tem o forame mentoniano, que está seguindo a linha da comissura labial aqui embaixo. O vômer, aquele occipital lá dentro, perto da lâmina perpendicular do osso etmoide, tá? Sutura intermaxilar, que liga os dois lados da maxila. Forame supraorbitário, forame supratroclear, tá? São todas as estruturas que nós conseguimos ver, por exemplo, nessa imagem aqui, numa vista lateral, né? A gente vê aquele osso amarelo ali, é asa maior do esfenoide. Eu tenho dois, eu tenho um de cada lado. Tudo bem? Ele se, ele tem duas porções dessas maiores. Tem uma linha temporal ali do osso parietal também, tá? Tem um meato acústico, tem a fossa temporal, que essa região em vermelho, arco zigomático, que vai se conectar lá em cima com a região parietal, tem o processo condilar, né, ou côndilo, essa região que se liga nessa cavidade, onde eu tenho aqui articulação temporomandibular, e tem os ligamentos que conectam esse osso a essa região do zigoma. Processo coronóide, tudo bem? Que também tem uma função importantíssima aqui. Ramo, ângulo, corpo ou base da mandíbula, tá? São todas estruturas que nós enxergamos nessas imagens.
Aqui mais um pouquinho das principais estruturas, né? Eu tenho a protuberância frontal, é o nome dada essa região mais anterior aqui do osso frontal. E é importante a gente lembrar quando a gente volta lá nas características que o homem tende, né, tem uma tendência a ter a protuberância frontal mais evidente, mas mais visível do que a mulher, né? Então, a protuberância frontal no homem, ela tem a ser mais perceptível. O homem tende a ter o osso nessa região frontal mais avantajado. Já a mulher tem de ter essa região um pouco mais sutil, porém outras regiões da mulher tende a ser mais visíveis, como, por exemplo, a parte superior da órbita, né? Esse contorno lateral da órbita superior tende a ser mais projetado na mulher do que no homem. O homem ia ter essa protuberância frontal, mas evidente. Tudo bem? A gente tem a protuberância parietal, que essa porção aqui em cima, essa região mais alta que a gente tem do osso parietal. Aqui a sutura lambdoidea, que a gente tem na conexão entre os parietais e o osso occipital, tá? Nós temos dois forames, o forame parietal, e nós temos a sutura sagital, que conecta os dois ossos parietais aí, que nós temos de um lado direito, do lado esquerdo, ao osso frontal e ao osso occipital.
Vamos falar um pouquinho sobre mais uma subdivisão, né? Nós temos o esqueleto axial. Então, a gente vai estudar o esqueleto que forma o eixo do corpo, iniciando o estudo da cabeça óssea, que se divide em crânio e face. Então, ossos do crânio, a gente tem o frontal, né, que forma essencialmente a fronte, a testa, o teto da cavidade nasal e as órbitas. Então, a gente vai identificar como borda supraorbitária, que é um acidente anatômico que nós temos aqui, essa borda supraorbitária, uma borda definida acima da cavidade orbitária, e o arco superciliar, o arco ciliar, essa região um pouquinho mais acima, onde a gente vai se conectar também com a protuberância frontal. Parietais são dois ossos, né, direito e esquerdo, que formam o lado e o teto do crânio e se articulam na linha mediana formando a fossa sagital. A gente acabou de ver nessa imagem aqui, ó, os dois ossos parietais e a fossa sagital, tá? Então, nós temos aí essa parte axial. Temos o osso temporal, direito e esquerdo, constituem as paredes laterais do crânio. Tô falando de neurocrânio por enquanto, ou crânio axial. São formados por uma porção escamosa, que se articula com o parietal na sutura escamosa, e uma porção mastoide, aqui é o processo mastoide, que nós temos aqui atrás, ó, processo mastoide da região temporal, tá? Na porção timpânica e porção petrosa também são acidentes ósseos. O processo estiloide e o processo zigomático da região temporal, que essa região mais posterior do que a gente chama de arco zigomático. Então, eu tenho processo zigomático aqui. É uma região de interesse, porque porque a gente preenche muitas vezes essa região, tá? Muitas vezes, preenchimento de malar e arco zigomático é o que a gente faz no dia a dia para se, para quem chega com um processo de envelhecimento, eu preciso reestruturar. E aí, começar o tratamento por malar e arco zigomático, muitas vezes é a melhor opção para a gente ter como trabalhar. Vocês já devem ter ouvido, ou se não ouviram, vão ouvir falar na técnica de MD Codes, é uma técnica criada por um dermatologista brasileiro chamado Maurício de Maio, que utiliza de pontos específicos da face para conseguir promover um processo de rejuvenescimento facial, né? Utilizando anatomia e a base, muitas vezes, desses pontos são referências anatômicas. Então, como, por exemplo, frontal, da região frontal, nós temos o processo zigomático, esfenoide, né? Identifica os seguintes acidentes: processo clinoide anterior e posterior, fossa hipofisária, forame redondo, forame oval, espinhoso e o canal óptico. Canal óptico é aquela estrutura que a gente enxerga aqui, ó. Deixa eu voltar um pouquinho. A gente vai conseguir ver um pouco melhor. Se a gente olhar o crânio por dentro, a gente consegue enxergar o canal óptico nessa imagem aqui. Então, a gente vai ver aqui. Então, a gente vê o canal óptico nessa porção, onde vai passar ali o nervo óptico, a artéria oftálmica também, que vai estar nessa região. Para complementar essa região do esfenoide, etmoide possui uma lâmina horizontal. Então, etimologia é um livro que a gente, um osso que a gente tem abaixo aqui dessa região nasal, abaixo da maxila, tá? Que é atravessada pelo filete do nervo olfatório, que tá lá em cima. Para gente, 91, uma lâmina perpendicular que, juntamente com o vômer, constitui o septo nasal. Então, septo nasal, ele é formado pela junção da lâmina crivosa do etmoide, juntamente com o vômer, que formam aquela estrutura que a gente chama de septo nasal, que é recoberta também por cartilagem. Posterior, a gente, com um processo de desenvolvimento, quando a gente fala de embriologia, com processo de desenvolvimento do corpo humano, então, a gente identifica também ainda as conchas nasais superiores e médias, que são duas massas laterais que se projetam-se para o interior da cavidade nasal. Além disso, a gente tem o osso occipital, que forma a parte posterior, a parte da base do crânio, e articula-se anteriormente com os ossos parietais, formando a sutura lambdoidea, tá? Então, a gente tem ossos septal, que a gente enxerga nessa imagem aqui do centro, tá? Então, esse osso pintado em verde no centro é o occipital. Nós temos o parietal, que se comunica de um lado ao outro, e nós temos o osso frontal. Ambos, todos esses daí formam principalmente o que a gente chama de neurocrânio, tá? Que faz principalmente a proteção do encéfalo. Vamos começar a falar um pouquinho mais sobre eles, aprofundar um pouco mais. Eu sei que é pesado, já já a gente vai fazer um break, respiradinha.
E o osso, o osso frontal, tá? Ele possui uma ação pneumática, ele possui seios, né, que são seios frontais. Ele tem partes dividida em escamosa, né, que a área da testa, contém os seios frontais, borda superior da órbita. Então, são pontos de referência importantes para a gente. Então, quando a gente for se comunicar, a gente vai usar essas estruturas anatômicas: borda superior da órbita, onde a gente tem incisura supraorbitária, não é forame, é incisura supraorbitária. Tenho a incisura também supratroclear. Tem glabela e processos zigomáticos, e tem a parte orbitária, é que forma o teto da cavidade nasal e também é o teto da cavidade orbital. Então, quando um paciente sofre um trauma, né, um acidente de carro, alguma queda, e tem fratura nessas regiões, quem faz geralmente esse tipo de cirurgia por uma reconstrução é um bucomaxilo, né, que consegue fazer uma reconstrução devida dessas regiões utilizando placas, utilizando ferramentas para conseguir devolver. Nós temos ali atrás, nessa primeira imagem, o esfenoide. Esse osso que tá lá na porção posterior, ele vai formar a parte posterior da cavidade orbital, tudo bem? Tem o osso temporal. O osso temporal, como a gente tinha conversado, nós vamos ter o processo mastoide, processo estiloide. Temos ali também o processo zigomático do temporal, né? E o etmoide, que junto com o vômer, formam essa parte aqui abaixo da maxila, por dentro, que quando eu digo abaixo, numa vista frontal, abaixo do osso nasal, e essa porção lateral da órbita, né? Onde eu tenho algum também alguns ossos lacrimais dessa região. Tudo bem? Então, esse é o etmoide, esfenoide, temporal, frontal, parietal e occipital.
A maxila, né, faz parte do conjunto de ossos que compõem o viscerocrânio, tá? Antigamente, nós tínhamos uma divisão nessa nomenclatura, literatura falava em maxila, duas maxilas, né? Maxila superior e inferior, maxilares, né? Hoje, a gente entende que a divisão é maxila e mandíbula, porque a mandíbula é um osso extracraniano, ele está ligado, ele tem uma função junto com a maxila, mas ele é extracraniano. E no crânio, a gente tem a maxila, que faz parte desse conjunto. Em pontos de referência importantes na maxila é que ela faz parte do rebordo da órbita, tá? E ela também possui o forame infraorbitário, né? Sai os principais vasos, o nervo infraorbitário, artéria infraorbitária, saem dessa região desse forame. Como eu localizo? Fora isso, é muito legal. Se eu olhar no centro da pupila do meu paciente, palpar o rebordo do osso inferior e descer de 7 a 10 mm, eu vou achar o forame infraorbitário. Se eu palpar essa região de frente aqui e eu localizo o forame infraorbitário. Tudo bem? Nós temos aqui também, um pouco mais lateral, o processo zigomático da maxila, né? Que essa comunicação. E aqui a gente consegue enxergar numa vista lateral, essa unificação do osso zigomático, do processo zigomático do osso temporal e do processo zigomático da maxila, que se juntam e se conectam nessa região. Então, uma região importantíssima. Maxila, muitos casos de pacientes classe 3 com deficiência óssea na maxila, a gente vai compensar. Quando o paciente é classe 3, geralmente a mandíbula é mais projetada do que a maxila, e eu tenho afundamento, achatamento dessa região maxilar, e eu preciso compensar essa deficiência óssea que tem com o material preenchedor de ácido hialurônico, com bioestimulador. Qual foi a minha opção de trabalho aqui? Tudo bem? Que nós conseguimos enxergar também os processos alveolares, né? O processo alveolar é onde a gente tem ali a protuberância por conta da raiz dos dentes, ok? Eu tenho na maxila também o seio maxilar, né? São duas cavidades que nós temos aqui. O seio maxilar está presente nessa região, responsável por filtrar o ar, né, que é respirado pelo paciente, e também fazer o controle de umidade. Que a gente consegue enxergar um pouco mais as estruturas: protuberância frontal, arco supraciliar, glabela, a gente tem o osso nasal, a gente tem esse processo frontal do zigomático, o processo zigomático da maxila, o processo frontal da maxila, forame infraorbitário, margem infraorbitária, né? Então, estudar a parte óssea é muito importante, que a gente vai trabalhar em todas essas estruturas. E como eu falei para vocês, esses ossos que formam essa cavidade nasal, dependendo da característica étnica do meu paciente, eu vou ter essas estruturas diferentes. Olha essa imagem que bacana: um paciente europeu, né, uma pessoa de característica étnica europeia, caucasiano, tende a ter o vômer, né, etmoide com características diferentes de um australiano, de um africano e até mesmo de um asiático, né? O tamanho, a porção óssea em cada etnia, ela é diferente, né? Então, isso a gente tem que levar em consideração, porque isso vai interferir na disposição do sistema muscular, isso vai interferir na disposição dos tecidos moles da face do meu paciente.
Aqui nós conseguimos ver o que eu tinha citado para vocês as diferenças, né, de um esqueleto de um homem e de uma mulher. Como nós temos na mulher essa região da cavidade orbital, né, da porção superior da órbita, mais proeminente, mais visível do que no homem. E no homem, a protuberância central ou protuberância frontal é mais evidente do que na mulher. Além do alongamento, né, a fronte feminina, ela tende a ser mais curta, enquanto do homem tende a ser mais longa. Óbvio que existem variações anatômicas, né? Mas na grande maioria, eu tenho essas diferenças nessa região. Então, essa tabela aqui embaixo, a gente vê que o esqueleto masculino tem que ser mais largo, mas mais duro, né? O esqueleto feminino tem que ser menor, mas poroso. A largura do zigomático no homem é maior do que na mulher. O processo mastoide, homem é mais largo do que na mulher. Então, são características que são utilizadas até pela pela odontologia forense, né? Quando tem, por exemplo, um assassinato, é achado marcada, uma ossada, e aí a análise daquela ossada é feita com esses pontos anatômicos, porque anatomicamente o homem e a mulher têm características anatômicas diferentes também no tecido ósseo, tá? Na composição do sistema.
Aqui a gente consegue ver, né, alguns pontos de interesse que também seguem a cefalometria. Então, eu tenho o Trígon, que é aquela linha que tá lá no osso frontal. Eu tenho aquela glabela, que é essa região aqui de glabela mesmo do osso frontal, nesse região do processo aqui com o osso nasal. Tem um Násio, em tecido mole, ponto mais profundo da cavidade, da concavidade dessa região nasal. Esse ângulo que se forma aqui, ó, nasofrontal. Tem o ápice nasal, que é formado por cartilagem. A columela ou ponto subnasal, que é essa base aqui da região da espinha nasal anterior. E tem o pogônio, que é o tecido mole no mento. E tem um aumento também nessa região mais inferior. Além da região cervical, tem o trágus. Trágus, essa estrutura que nós temos aqui na orelha, estrutura cartilaginosa que nós temos aqui, que é um ponto de referência para mim, tá? Então, o trágus, que a gente fala aqui, ó, que na orelha, trágus, ele vai ser um ponto na hora de localizar o arco zigomático, porque se eu traçar uma linha que sai do trágus até a asa do nariz do paciente, vou desenhar aqui para vocês conseguirem enxergar. Se eu traço uma linha que sai do trágus até a asa do nariz, e outra linha que vai da comissura labial até a fenda palpebral lateral, na onde eu tiver a intersecção dessas linhas aqui, ó, onde essas linhas se conectam, é o ponto de eminência malar, é o ponto de maior projeção da maxila do meu paciente. E se nessas linhas que se juntam aqui, e eu traçar uma terceira linha que vai da intersecção dessas duas até a parte mais superior da orelha, eu vou estar coincidindo com o arco zigomático do meu paciente. Se eu transferir essa mesma marcação para um esqueleto aqui, por exemplo.
[Música]
Não são as mesmas proporções, mas eu vou localizar as mesmas estruturas anatômicas. Então, aqui do trágus até a asa do nariz, canto do olho ao que seria o canto da boca, é aqui próximo ao canino, e aqui eu vou conseguir coincidir com o arco zigomático do meu paciente. Um crânio masculino e um crânio feminino vão ter variações na disposição também do arco zigomático. O homem tende a ter o arco zigomático mais retilíneo, mais uniforme nessa região, enquanto a mulher tem o arco zigomático mais fino e ele vem vindo para a região mais superior, tá? Então, eu tenho essas diferenças na hora de também fazer um planejamento, que são diferenças que seguem a anatomia do meu paciente. Então, a gente está falando aqui de arcos e de pontos de tecido mole que vão ser coincidentes com pontos de tecido duro na face do meu paciente. Nessa vista, quando a gente faz esse corte sagital, lembra das dos planos? Eu faço um corte sagital e vou enxergar por baixo: palatino, né? Tem o vômer, tenho o forame occipital, temporal, esfenoide, maxilar, malar, tem o etmoide e o esfenoide ali na outra região, tá? Então, são todos ossos que estão presentes aí nessa região, quando eu faço essa, essa vista, essa dissecação para enxergar num plano sagital. Tenho também uma estrutura importante aqui, que é a protuberância occipital. Se todos vocês a palpam essa região da nuca, onde termina que é o osso até virar o pescoço, né? Então, tem essa junção óssea e depois eu tenho a continuação da espinha, né? Então, aqui eu tenho a protuberância occipital externa, tem um forames, tem um incisuras, né? São todos os pontos de referência para mim. E a gente vê a disposição, né, a formação do arco zigomático, que é uma estrutura chave. Eu gosto, vou rebater, vou falar mais uma vez, é uma estrutura chave. Nós temos ali também um disco, né, que mostra para a gente, ó. Se a gente olhar do lado esquerdo da imagem, eu tenho asa maior do esfenoide, tem a fossa escafoide, que essa fossa formada aqui embaixo, fossa escafoide. Deixa eu retornar. Tem uma fossa mandibular, que é onde encaixa o processo coronóide. Tem o meato acústico externo, que é onde nós temos ali a entrada do som, né, para captação do som. Forame jugular e o forame condilar, né? Que são forames que permitem aqui para mim também a entrada de artérias, veias, vasos mais calibrosos, né? E também de alguns nervos que saem dessa região, que saem do crânio para fazer a sua função e chegar a regiões que precisam. Como eu falei para vocês, como o passar do tempo, nós vamos tendo um processo de ampliação do ângulo de mandíbula, além de ter uma diferença no ângulo de mandíbula de homem e de mulher, né? O homem varia um ângulo entre 90 e 115 graus, a mulher de 115 a 130 graus. O ângulo de mandíbula, né? O aparelho que faz a medição dessa, dessa angulação é o goniômetro. Eu tenho aqui, daqui a pouco eu mostro para vocês. A gente consegue medir, né, quanto esse ângulo de mandíbula está formado. E com o passar do tempo, com um processo de envelhecimento ósseo, com a perda de dimensão vertical, é esse ângulo vai aumentando, né? O ângulo goniômetro vai aumentando de tamanho, e a gente vai tendo um achatamento dessa região também. E isso interfere de uma maneira geral na disposição dos tecidos moles da face. Tudo bem?
Vamos falar sobre vascularização. Aqui, eu acho que é uma das partes mais importantes que vocês vão ver da aula. Enervação, importantíssima a gente saber onde vou anestesiar, quais são os principais nervos, né? Vamos falar sobre compartimento de gordura, mas é muitos de vocês citaram, né, como uma das principais preocupações que vocês têm em relação à harmonização e a questão da segurança, né? Poxa, eu quero ser mais segura, eu quero fazer um procedimento mais seguro. E vocês sabem muito bem que uma das principais intercorrências que nós temos com os preenchedores dérmicos faciais são as complicações vasculares, seja ela uma compressão vascular. Compressão vascular é quando uma quantidade grande de material preenchedor está comprimindo um vaso sanguíneo, diminuindo o seu fluxo, né? E com isso causando uma diminuição onde chegada de suprimentos aos tecidos, podendo causar ou não uma necrose tecidual, algo, né, que pode ou não ter sequelas permanentes. Ou a gente pode ter uma embolia, né? Embolia, quando eu injeto o produto dentro do vaso sanguíneo, e por conta dessa injeção dentro do vaso sanguíneo, nós vamos ter também uma obstrução da passagem sanguínea e, consequentemente, o risco de uma necrose tecidual. Bom, para isso, nós precisamos entender que existem três componentes principais da vascularização: são elas as artérias, as veias e os capilares ou arteríolas, né? Que são os capilares que se comunicam ali. O que precisa ficar claro para a gente em relação à artéria, em relação à veia, enquanto as veias são mais finas e levam o sangue do corpo para o coração, ou seja, as veias são finas e levam o sangue do corpo para o coração, então possuindo em direção ao coração, dos tecidos para o coração. As artérias são mais espessas e saem do coração levando sangue para o corpo, né? Então, o sangue arterial, ele sai lá do coração e vai irrigar outras regiões. Tá? Os capilares, por sua vez, ligam as artérias às veias, realizando trocas gasosas entre o sangue e o tecido, porque eu tenho um sangue que é rico em oxigênio e outro que é rico em gás carbônico, que eu tenho essa troca de gases ali, essa troca gasosa para conseguir funcionar. Tudo bem? Tá? As veias, elas apresentam válvulas, tá? São camadas bem mais finas, né? Mais desenvolvidas e paredes mais espessas do que os outros componentes, enquanto as veias são mais finas, né? Vão levando esse sangue para as artérias são mais espessas, saindo do coração, tá? E eu tenho essa comunicação. Quem faz essa comunicação entre veia e artéria são esses capilares, são essas arteríolas, esses componentes menores.
Como é que funciona na prática o sistema vascular? Eu preciso entender o seguinte: eu sou formado por camadas, né? Os vasos sanguíneos, de uma certa maneira, são formados por camadas, túnicas. Então, eu tenho túnica íntima, que são mais internas, túnicas médias, que são mais intermediárias, e túnicas adventícias, que são mais externas. Em relação às artérias, o sangue sai do coração e ele leva o sangue para o tecido, sangue com uma alta pressão, né? Por isso eu tenho túnica média, porque são mais espessas, paredes elásticas e fortes. Enquanto as veias resultam da convergência de vasos sanguíneos, levam o sangue do corpo de volta para o coração, né? Tem uma pressão sanguínea mais baixa e possuem válvulas que garantem o fluxo sanguíneo acontecendo na região. Já a artéria não. Então, o risco que a gente tem na grande maioria dos casos, quando eu falo de compressão vascular, é com as artérias, porque o sangue tá vindo, ele tá subindo, e muitas vezes essa artéria, ela vai irrigar alguma região dentro do neurocrânio, que é aquela região onde eu tenho risco maior, né? Eu tenho o encéfalo. Então, se eu vou, tô jogando um material preenchedor que pode obstruir um vaso sanguíneo lá dentro do crânio, é muito arriscado. Existem relatos na literatura, vocês vão ter aula de intercorrências, não tem aula de ultrassonografia, vocês vão ver mais sobre esse assunto, mas existem relatos na literatura de acidente vascular cerebral isquêmico, ou seja, um material preenchedor comprimia um vaso nessa região cefálica, e o paciente, né, depois de um período de tempo, acabou vindo a óbito por conta disso. E a gente vai aprender como evitar essas situações. Tudo bem? Em relação aos capilares, são vasos mais delgados, sem túnica média e adventícia, ideal para trocas gasosas. É eles que permitem essas trocas entre artéria e entre veia. Tudo bem?
Aqui a gente consegue ver uma dissecação, é muito rica, e a gente consegue perceber a diferença. Olha como a veia, ela é mais translúcida, né? Porque ela não tem uma túnica tão espessa que permite, né, você visualizar um canudo. Já a artéria não, é como se fosse um cano grosso, né? Artéria, eu tenho uma pressão grande, eu tenho uma uma capacidade de impermeabilização muito forte também. Ela já é mais fina, mais fácil de ser rompida. E toda vez que eu tenho uma veia, que eu tenho uma artéria, eu tenho um nervo junto, né? Região. Então, por exemplo, quando a gente falar artéria infraorbitária, eu tenho nervo infraorbitário e tem a veia infraorbitária. Eu tenho artéria, né, facial, tem a veia facial na região. Então, eu sempre tenho um conjunto, né? Ele sempre em pares aí.
Um pouquinho mais sobre as artérias para a gente falar um pouco mais. Ela sai do coração, se tornam cada vez mais finas à medida que se ramificam. Então, conforme eu vou tendo ramificações, vão sendo formadas arteríolas. E esses vasos apresentam como função principal levar o sangue e, consequentemente, nutrientes, né, e oxigênio do coração para os tecidos. As artérias transportam sangue sobre alta pressão, sendo necessário, portanto, paredes elásticas e fortes. Como dito anteriormente, os vasos sanguíneos de uma maneira geral apresentam três túnicas, né, que a gente viu lá, são túnicas íntima, média e adventícia, bem mais espessas e ricas em fibras elásticas quando comparadas aos outros vasos. Já os capilares são vasos sanguíneos muito delgados, sem túnica média e adventícia, é que formam uma rede complexa de vasos. Por possuírem paredes finas com apenas poucas camadas de células, se tornam o local ideal para que ocorram trocas gasosas, né? Então, algum tempo, o termo sangue venoso e arterial era utilizado para indicar o sangue que corria nas veias e nas artérias, respectivamente.
Entretanto, o sangue venoso, que é rico em gás carbônico, circula também em artérias, mas precisamente nas artérias pulmonares. Apesar de a gente entender e parecer ficar uma coisa meio engessada que sangue arterial é mais rico em oxigênio e o sangue venoso é mais rico em gás carbônico, na verdade, dentro de ambos eu tenho essa troca. Eu tenho sangue venoso, eu tenho sangue arterial, sangue rico em oxigênio. Dentro de artérias, eu tenho sangue também dentro de veias nessa composição. E a gente vai entender um pouco mais sobre esse fluxo, que ele é, ele acontece em dois sentidos dentro de um mesmo vaso.
Quando vocês tiverem aula de ultrassonografia com o uso do Doppler, né? O Doppler é uma ferramenta que a gente consegue fazer uma varredura através do fluxo sanguíneo e a gente consegue ver se aquele fluxo ainda em direção ou a distância, né, do transdutor, que é o aparelho que a gente faz a medição. E a gente muitas vezes consegue ver uma artéria onde eu tenho o fluxo dos dois lados. Então eu sei, eu tenho um fluxo saindo do coração e indo para os tecidos. Mas eu também tenho um sangue voltando. E isso ocorre por conta desses capilares, dessas trocas gasosas.
Então, se eu entendo que eu tenho comunicação entre os vasos sanguíneos e que esses vasos sanguíneos se espalham em diversas porções, diversas regiões da face do meu paciente, eu tenho que tomar muito cuidado de onde eu estou trabalhando, né? Porque além dessas comunicações, eu possuo um outra, uma outra situação que a gente chama de anastomoses, tá? As anastomoses é uma rede de canais que se bifurcam e recombinam em vários pontos, tais quais como os vasos sanguíneos com os nervos, com outros, outros vasos, né? E um termo utilizado em medicina, odontologia, biologia, geologia e antropologia. Então, anastomose nada mais é do que a comunicação entre vasos diferentes.
Então, por exemplo, a gente vai ver um pouco mais à frente que nós temos algumas artérias que são os principais, né, que passam na face. E eu tenho duas, né, que é a carótida externa e a carótida interna, que são ramificações da artéria carótida comum, que em determinados pontos ela se comunicam. Só que a carótida interna, ela irriga toda a parte de dentro do crânio, vai irrigar o nervo óptico, as artérias ciliares, né? E eu tenho a carótida externa que irriga essa parte externa da face, os músculos, vasos, tecido. E ela se comunicam através dessas anastomoses.
Quando é feito uma cirurgia grande, por exemplo, cirurgias intestinais, cirurgias cardíacas, é também feito uma comunicação, né, uma ampliação de artérias e aí depois é feito uma anastomose, que é uma conexão de artérias diferentes em determinada região para que esse fluxo sanguíneo ele continue, né? Então a gente vê uma imagem de uma cirurgia endoscópica, né, com o uso de pinças e câmeras, onde a gente consegue ver essas anastomoses, essas comunicações, essas redes que acontecem. E eu tenho algumas anastomoses que são as principais que na face, a gente vai ver um pouquinho mais à frente, tá?
Então eu tenho aqui os capilares que comunicam e levam sangue arterial, sangue venoso e fazem essa troca gasosa, né? E eu tenho as anastomoses. E quando eu tenho a comunicação entre veias e artéria, artéria e artéria, veia e veia, tá? Isso ocorre em muitos casos, tá? E eu tenho que ter muita atenção porque eu tenho as anastomoses que são extremamente importantes da gente evitar uma complicação vascular próximo ou dentro de cada uma delas.
Nessa imagem, a gente vê uma vista lateral da face, onde eu consigo ver, né, as estruturas do tecido muscular e vejo os vasos sanguíneos, as artérias, as veias que estão sobre eles, né? Eu vejo aqui também a glândula parótida, vejo a orelha. E essa artéria bem calibrosa que passa à frente do tragus, lembram do tragus que a gente falou um pouquinho atrás? É artéria temporal superficial. E ela vai possuir várias ramificações. Eu tenho ramo frontal, tenho o ramo parietal, tenho a artéria transversa da face, artéria maxilar. A gente vai ver uma por uma.
Então, como eu disse para vocês, nós temos regiões de risco para trabalhar com materiais preenchedores. Vocês fazem muitos, de vocês já fazem algum tempo. E nós sabemos que nariz é uma região extremamente complicada, tanto que vocês vão ter aula de nariz somente específica sobre isso, manter uma aula de preenchimento avançado que vai tratar somente de nariz, né? Vocês sabem que região de glabela é proibido preencher com ácido hialurônico. Então, nós vamos ter opções que não causem vasoconstrição nessa região, que não cause comprometimento vascular, como os fios, como a toxina botulínica, tá? Região de têmpora é uma região de risco porque eu tenho artéria temporal superficial, tenho artéria temporal profunda. Região do jowl, aqui, né? Eu tenho artéria facial, artéria mãe da face, artéria mais importante. Então, onde nós vemos a cor vermelha são as áreas de maior risco que eu tenho na face: glabela, nariz, região de jowl e região de têmpora. Eu Alan incluiria até a região labial como uma região de risco, tá? Isso é o que a literatura preconiza para a gente. E eu diria até que a região labial hoje está entre as principais regiões, né, para que se tenha um comprometimento vascular. Isso está relacionado com a quantidade de produto colocado e está relacionado com o uso ou não de agulha na região.
A esse outro fator que interfere bastante também nas regiões em verdes são regiões que a gente tem maior segurança, áreas de menor risco. E as regiões em amarelo, onde a gente tem que ter uma atenção maior: região frontal, a gente vai aprender lá na frente utilizar preenchedores, mas existem outras alternativas. Região periorbital, região do sulco nasolabial e fossa piriforme e região bucal. Aqui a gente consegue ver uma imagem que mostra exatamente a quantidade de vasos, artérias, tudo que está presente nessa região. E nesse vídeo do lado ali, que a gente vê o coração e a gente vê a artéria carótida comum e a ramificação dela, que é a carótida interna, tá? Interna, como principal função que ela tem ali, ela vai irrigar toda a parte do crânio, né? Lá no neurocrânio, ela vai estar irrigando toda aquela porção, principalmente o nervo óptico, né? Ela vai irrigar também a artéria oftálmica, porque eu preciso que chegue sangue, preciso que chegue oxigênio nesses tecidos, né? O principal função das artérias é levar oxigênio lá do coração para essa região. E eu vou ter anastomoses, né, que vão se comunicar com essa artéria carótida interna e as suas ramificações na parte mais superior da face.
Outra artéria importante que nós temos aqui é, vamos falar primeiro da carótida comum, tá? Artéria carótida comum tem como origem, né, no tronco braquiocefálico. Então ela tá lá no tronco cefálico, tá no nível da segunda a quarta vértebra, né, torácica. A carótida comum esquerda tem a origem no arco da aorta a nível vertebral, enquanto a carótida comum direita vai estar nessa posição que eu falei para vocês, ok? Então eu tenho duas, uma de cada lado, presentes aí, que vão se subdividir em principalmente carótida interna e carótida externa. Eu tenho o gomo e o seio carotídeo, tá? A gente faz uma dissecação. Eu tenho aqui na parede anterior do esternocleidomastóideo, nessa região, eu tenho o gomo e o seio carotídeo, onde está posicionada a carótida ali, tá? Então é uma estrutura ovalada, localizada extremamente externamente à bifurcação do íntimo ao seio carotídeo, e tem como função, né, monitorar o nível de oxigênio e possui inervação dos nervos cranianos cervicais, desculpem, do quarto e do quinto par, tá? O seio carotídeo é uma dilatação da artéria carótida interna, íntimo ao seio carotídeo, né? Uma função um barorreceptor, né, vai receber ali as funções, informações importantes para aumentar ou diminuir o fluxo sanguíneo, principalmente também o aumento da pressão arterial.
Como eu falei para vocês, nós temos a carótida interna, tá? Interna, ela tem uma parte cervical, uma parte petrosa e uma parte intracraniana, tá? É responsável principalmente pela vascularização dos seios cavernosos, da hipófise, do gânglio trigeminal, do encéfalo, do olho. Olha a importância da carótida interna. Então, quando eu disse para vocês que teve um paciente que teve uma complicação mais grave que foi decorrente de um preenchedor, está por conta dessa comunicação. Então, se a gente enxergar aqui, ó, nessa imagem ao lado, deixa até baixar a tela aqui para vocês conseguirem ver. Reparem no meu cursor aqui, eu tenho a carótida comum, tudo bem? Carótida comum, ela vem subindo e ela vai se ramificar. E aí eu tenho carótida interna, que é essa que continua aqui, ó. Ela vem, vem, vem, vem. E a primeira ramificação que ela possui é a artéria oftálmica. A primeira ramificação da carótida interna. E aí eu tenho aqui essa outra ramificação, que é a carótida externa, que ela vai ter a artéria tireóidea, essa artéria aqui, que vai ser uma artéria que a gente vai ter nessa região próxima à cartilagem tireóidea, tudo bem? Nós temos artéria mental ascendente, que vai por baixo do músculo platisma, e nós temos a artéria facial. Então, a carótida interna é essa ramificação da carótida comum, tá, que vai lá para cima e vai se ramificar em artéria oftálmica. Importante vocês verem aqui, ó, que nós temos como principal, né, área de vascularização da carótida interna os seios cavernosos, a hipófise, o gânglio trigeminal, o encéfalo e o olho. Gravem isso, porque isso é questão de prova mais à frente para vocês, certo? Isso vai cair na prova lá na frente.
Então, a gente consegue ver destacado em verde aqui, ó, artéria carótida interna. Ela vai se ramificar, dar origem lá à artéria oftálmica. E aí a artéria oftálmica começa a ter suas ramificações que vão sair na parte externa da face, vão criar as anastomoses com as artérias que são ramificação da carótida externa. Artéria tireóidea superior é a primeira ramificação da artéria carótida externa, tá? Ela possui mais dois ramos que é o ramo tireóideo e o ramo laríngeo superior, tá? Ela vai estar localizada ali, a primeira ramificação que tem da carótida externa. Depois disso, a gente tem a faringe ascendente, tá, que ela corta ali a cartilagem tireóidea, tá? Ela tem três ramos: os ramos faríngeos, meninges e tonsilar. A gente consegue ver nessa imagem aqui, ó, essa artéria que corta, né, a cartilagem tireóidea aqui nessa região, abaixo dos músculos e do osso hioide.
Aqui a artéria facial, artéria mãe da face, é da artéria facial que se ramificam as principais artérias que passam na face: labial superior, labial inferior, artéria angular, tá? Então, artéria facial, ela vem num trajeto ascendente, ela passa na incisura da mandíbula. Então, se vocês colocarem, ó, testem em vocês agora, põem o dedo na mandíbula aqui e sintam um "U", tem uma depressão na mandíbula de vocês, a gente chama de incisura da mandíbula, tá? Que é essa curvatura que tem aqui próxima à região do ângulo. Então, aqui eu tenho em mim, ó, vocês olharem aí o ângulo da mandíbula, vem vindo um pouco à frente, eu sinto aqui essa incisura da mandíbula. A artéria facial passa aqui em relação à comissura labial, ela passa a distância de dois centímetros, a distância de um dedo polegar aqui, ó. Você coloca o meu polegar, facial está passando atrás do meu dedo. E aí ela começa a se ramificar: labial superior, labial inferior. Ela continua subindo e nessa porção aqui, ó, ao lado da região da asa do nariz, ela vira a artéria angular. E aí ela muda os planos. A gente olha uma imagem, um desenho anatômico, a gente tem a noção que é uma superfície plana, mas as artérias possuem, né, curvaturas, elas mudam o plano conforme todo o seu trajeto. Aqui na região da incisura da mandíbula, ela está colada no osso, ela está justa óssea. Já nessa região próxima à asa do nariz, ela está muito superficial, tá?
Então, mais uma vez, principais ramos da artéria facial: artéria angular, artérias submentonianas. Pessoal, muito cuidado com as artérias submentonianas, ela está aqui, ó, é um ramo da facial, tá? Artéria submentoniana está aqui. Já eu já vi, não, não li isso em literatura, eu já vi um caso de uma paciente que foi feito uma aplicação de ácido hialurônico com agulha nessa região e obstruiu essa artéria e a paciente teve necrose de assoalho de língua, tá? Assoalho da boca, por conta da obstrução dessa artéria submentoniana. É uma ramificação da artéria facial. Como eu disse para vocês, a principal artéria que nós temos na face é a artéria facial, artéria mãe da face. Ela que vai, dela que sai os principais ramos, principais vasos. E aí, como território, ela tem a região submandibular, região de gástrico, né, os músculos, o lábio, os músculos ao redor do lábio, e principalmente os músculos da região nasal e supranasal, tudo bem? Então, essa é a principal função da artéria facial, que mais uma vez, repito, é artéria mãe da face.
E eu tenho uma anastomose, que é a comunicação da artéria facial, depois que ela virou angular, ela se comunica com a artéria dorsal do nariz. E a artéria dorsal é uma ramificação da infratroclear, que é uma ramificação da artéria oftálmica, que é da carótida interna. Então, a principal ou uma das principais anastomoses que nós temos é essa anastomose que comunica a angular com artéria dorsal. Então, essa pergunta de prova, anotem aí: artéria angular com a artéria dorsal é a principal anastomose que eu tenho na minha face. Por isso que preencher glabela é proibido e preencher nariz é tão arriscado.
O que que a gente quer passar para vocês durante a pós-graduação, durante o pós-graduado, é que vocês tenham segurança suficiente para saber onde vocês estão trabalhando. Optem por utilizar o material mais seguro, né? E façam isso de uma maneira mais natural possível. Se vocês saírem com essa mentalidade hoje daqui, eu já vou ficar extremamente feliz, muito, muito feliz. Vocês entenderem que toda anatomia ela está associada aos procedimentos que nós vamos fazer. É você assimilar anatomia à prática. É tudo, tudo interligado. Eu preciso ter esse entendimento de uma maneira geral, tudo bem?
Então, aqui mais algumas ramificações: artéria palatina ascendente e artéria tonsilar, e ela vai estar ali na região orofaríngea e na região palatina. Tem palatina também, tudo bem? São ramificações também da artéria facial. Pessoal, nós vamos fazer um mini break agora para vocês darem uma respirada. Alguma dúvida nessa parte de vascularização? Estão conseguindo entender bem? Estou indo rápido demais? Por favor, me deem um feedback aí, porque a gente fica sem se ver e eu fico sem saber como é que vocês estão assimilando tudo aí.
Então, como nós estávamos falando, né, os principais ramificações, né, da artéria carótida externa, nós vimos a artéria facial, a artéria faringe ascendente, artéria tireóidea superior, né? E agora nós vamos falar um pouquinho da artéria lingual, que também é uma ramificação da artéria facial. Então, a artéria lingual, ela possui alguns ramos, né, entre eles o ramo da artéria profunda da língua. Então, para nós, de certa maneira, a artéria lingual, ela não vai ser uma região, uma artéria de tanta preocupação por conta da sua posição, né, da sua, da sua posição anatômica, né? Nós temos artérias dorsais da língua e artéria sublingual, tá? Além, claro, da artéria submentual, que a gente já conversou um pouquinho mais atrás. Então, a principal função da artéria lingual é irrigação da língua, do terço posterior da língua, do assoalho da boca e da glândula sublingual, tá? Que está presente nessa região do assoalho aqui. Para nós, por conta da sua posição anatômica, né, artéria lingual que vem nessa região aqui, ó, ela não tem uma importância muito grande anatomicamente falando, quando a gente fala de preenchimento, tá? Diferente da facial e de todas as suas ramificações aí.
Auricular posterior, como eu falei para vocês, ela tá atrás, né, do meato acústico externo. Então, ela tá posteriormente, numa região mais profunda, tá? Comparado, por exemplo, com a artéria temporal superficial. E ela possui em dois ramos: o ramo aurículo-externo, auricular externo, e os ramos parotídeos, tudo bem? E ela vai vascularizar toda essa região aí da orelha. Essa é uma matéria importantíssima. A artéria temporal superficial, ela é uma continuação, né, da carótida externa e ela está extremamente, como seu nome diz, superficial em relação aos planos da face. Eu tenho também artéria temporal profunda, tá? E eu tenho alguns ramos que saem da artéria temporal superficial que são importantíssimos, que é o ramo da artéria facial transversa. Essa artéria facial transversa, ela passa sobre o arco zigomático. A temporal superficial, tá aqui, ó. Tá? Ela tá bem nessa região aqui. Então, eu tenho carótida comum, carótida externa, tenho a facial aqui, ó. Ela vem subindo, subindo, subindo, ramifica labial inferior, labial superior. Aqui ela vira a artéria angular, porque ela faz essa curvatura próxima à asa do nariz. Se eu sigo para cá, eu vou ter auricular posterior nessa região. Eu tenho a bucal passando por baixo até aqui, numa série lá por dentro e subindo aqui até a temporal superficial, onde ela vai mandar esse ramo que é a facial transversa. Tenho também ramos zigomático-orbitário, que é essa região aqui, ó. Esse é um ramo da artéria temporal superficial. Zigomático-orbital, ramo frontal da artéria temporal superficial e ramo parietal, tá? Os ramos auriculares anteriores, que são esses ramos que saem aqui, tudo bem? Então, essa é uma matéria de extrema importância para a gente, porque existem relatos na literatura é de preenchedores ou bioestimuladores injetados dentro dessa artéria. Ela não possui anastomoses tão importantes, né? Eu vou ter, apesar disso, forame parietal lá em cima. Eu tenho que tomar um pouquinho de cuidado por conta de algumas artérias que adentram nele e vão se comunicar com artérias da parte interna do crânio, mas a artéria temporal superficial não é uma dessas. Mas eu tenho que tomar muito cuidado por conta principalmente da artéria transversa e da artéria zigomático-orbital, porque a zigomático-orbital, ela se comunica, né, com a artéria zigomática, que é uma ramificação da parte interna da carótida externa, da carótida interna, que está nessa porção lateral da hora. Tudo bem? Ela vai irrigar principalmente a glândula parótida e o ducto da parótida. Então, a gente consegue ver aqui, ó, essa, essa estrutura, essa estrutura que está aqui, olha a glândula parótida, que às vezes possui uma glândula acessória mais anterior. E essa estrutura amarelada aqui, ó, que a gente consegue enxergar, é o ducto da parótida, tá? A gente tem aqui nessa porção, região temporal e frontal, tá? Então, ela faz toda a vascularização dessa região, os músculos, tecidos dessa região, região temporal e parietal, região orbital lateral e região auricular anterior. Se eu coloco um dedo aqui do tragus, eu fujo da temporal superficial. Lembram-se sempre? Toda vez que eu tenho artéria, eu tenho uma veia. Então, tem artéria temporal superficial e veia temporal superficial, que também está nessa porção.
Nessa região, nós temos aqui a artéria occipital, tá, que é também ramo da carótida. Eu tenho ali também artéria, os ramos mastoide e os ramos musculares de gástrico, estilo e hioide, do esterno cleidomastóideo, frontal. São todas ramificações dessa artéria que está nessa região posterior ali. E eu tenho também artéria maxilar, né? Por último, mas não menos importante, artéria maxilar. Ela vai lá por dentro, né? Ela passa por dentro da maxila. É responsável por ter ramos que são a artéria bucal, a artéria alveolar superior, artéria infraorbital, tá? São ramos da artéria maxilar, tudo bem? E aqui a gente consegue ver a sua disposição e a sua, sua vascularização em toda a cavidade nasal, na cavidade orbital e as ramificações ali também da carótida interna e da carótida externa, tá? Então, a gente vê aqui subindo a ramificação da artéria maxilar e a sua subdivisões em todas essas porções aqui.
Então, muito, muito importante eu conhecer as principais anastomoses que eu tenho na face, né? Que nem eu falei para vocês, uma das principais anastomoses que nós temos é essa daqui da artéria angular com a artéria dorsal, onde eu comunico ali a infratroclear com a artéria facial, que são os dois ramos principais, tá? E eu tenho também uma comunicação do ramo frontal da artéria temporal superficial com a artéria, com a banda lateral da artéria supraorbital. Então, quando eu vejo aqui nesse desenho, nesse esquema, o que está pintado em vermelho é ramo da artéria carótida externa. Eu tenho facial, carótida externa, facial, labial inferior, labial superior, angular, e ela se comunica com a infratroclear. O que está em preto é comunicação da carótida interna, é ramificação da carótida interna. Então, eu tenho infratroclear, supratroclear e supraorbital. Essas ramificações, elas se anastomosam em várias regiões. Por isso que a gente fala que a zona T, que é glabela e testa e nariz, é a zona da morte ou zona de risco, porque é uma região extremamente arriscada para se trabalhar com preenchedores, extremamente difícil, porque eu tenho riscos muito grandes em relação à compressão e ao comprometimento vascular nessa região.
Então, as principais artérias que nós temos aí, né, como mais uma vez a gente vai destacar: a supratroclear, supratroclear, olhem aqui para mim, está na cabeça do supercílio do paciente. Supraorbital, que se divide em banda medial e banda lateral. Temporal superficial, que a gente viu as ramificações dela, né? O ramo frontal, o ramo parietal, zigomático-temporal ou zigomático-orbital, tá? É uma artéria que a gente tem aí também. Artéria angular, que está lá na lateralzinha aqui, ó, na asa do nariz. Artérias zigomático-facial, que está aqui, ó, um centímetro para trás, um centímetro para baixo, na região do arco zigomático, quase na sutura zigomático e a maxilar, nas aulas lateral. Maxilar, essa maxilar que a gente enxerga aqui, ó, maxilar, mim, como uma ramificação da carótida externa e da temporal superficial. Maxilar, tá aqui, ela vai lá por dentro da maxila, tudo bem? E a infraorbital, tá aqui também. Labial superior e labial inferior.
Quando nós formos estudar, né, os preenchedores, como nós formos estudar preenchimento labial, preenchimento nas aulas, revisar todas essas estruturas, porque esse entendimento ele tem que ser dinâmico. Nós temos sempre que estar revendo, sempre que estar entendendo onde nós estamos trabalhando, né? Eu preciso saber onde eu estou pisando, né? Que nem um campo minado, eu tenho que saber onde eu tô trabalhando para trabalhar com mais segurança naquela região.
Então, aqui nós temos mais uma vista frontal, onde nós vemos aí os principais ramos de artérias, veias e nervos, tá, que acometem essa região da face, que engloba um pouco o lábio também. Então, nós temos lá na porção mais inferior, artéria labial superior, ela vem tangenciando, né, essa região do contorno do lábio. Aveia labial superior, que está um pouco mais à frente. A artéria facial, que ela vem subindo lá da incisura da mandíbula. Aveia facial. Artéria e veia infraorbitária. Artéria e veia angular, que está nessa porção lateral do nariz. E artéria dorsal do nariz, também está presente aqui, além da artéria e veia supra-trocleares e artéria supra-orbitais. Elas estão bem superficiais em relação à derme, tá, pessoal? Elas estão bem superficiais mesmo, se a gente for comparar, por exemplo, com a facial quando ela está emergindo lá no ângulo da mandíbula. Então, aqui nessa região de glabela, na região extremamente arriscada para a gente poder trabalhar, por conta da superficialização, além do sangramento ser mais evidente, e além de que os nervos também nessa região estão mais superficiais, juntamente com os vasos.
Nessa outra imagem, essa dissecação lateral, eu acho lindo, né? Esse livro é um livro fantástico. Vocês vão ter acesso a ele na sala de fios, "A Arte e a Ciência do Lifting Facial com Fios", né? E ele mostra para a gente essa dissecação em planos, né? Esse desenho ele mostra os planos faciais, desde o tecido ósseo, passando pela musculatura, pelas artérias, veias e os nervos aí presentes, né? Os gânglios. A gente tem aqui o ducto da parótida e a disposição de cada uma das artérias, tá? E aqui a gente tem um esqueminha onde nós temos as principais artérias que nós temos da face: mentual, facial, carótida externa, a temporal superficial, transversa da face, ramo frontal, ramo parietal, das ramificações da temporal superficial, supratroclear, infratroclear, supraorbital, artéria oftálmica, que é ramo da carótida interna, artéria dorsal, que é um ramo da infratroclear e por si é um ramo da artéria oftálmica, artéria central da retina. Essa é a grande responsável por nutrir, né, o nervo óptico. Então, o nervo óptico, ele recebe nutrientes, ele recebe oxigênio, recebe e mantém o seu funcionamento por conta das artérias. Artéria central da retina é ela quem leva lá até as artérias ciliares, que são as artérias menorzinhas, é toda essa vascularização, essa oxigenação. E quando ocorre alguma obstrução, né, essas anastomoses aí, essa artéria que vai ser de uma certa maneira atingida por conta de um processo de compressão vascular.
Matéria que não foi comentada aqui, mas que é muito importante: a artéria. Nesse esquema aqui, a gente consegue ver bem, muito bem ela, né? A facial. E acho que esse desenho aqui, ele é muito, muito rico. Isso aí, com a facial, ela vem justa óssea, depois ela superficializa, ela vem subindo. Ela mandou ramos que é labial inferior, ela tem artéria mental ascendente. A labial superior vem e quando ela se encontra com a labial superior do outro lado, ela dá origem a três artérias, três a quatro artérias, que são as artérias centrais do pilar do filtro. E essas artérias sobem e formam a artéria colunar. Artéria colunar, artéria elástica, artéria que está aqui, ó, na base da columela. Então, essa estrutura nasal que a gente tem aqui é chamada de columela, ok? Então, nessa região tem artéria colunar, que se comunica com a artéria dorsal nasal, artéria dorsal do nariz, que é uma ramificação da infratroclear, que está nessa porção aqui. Além disso, a gente tem essa anastomose, né, que ocorre entre nasal externa, entre a dorsal e angular, além de algumas comunicações com a infraorbital. Então, olha a importância de eu conhecer a anatomia, de conhecer o posicionamento, né? Essas artérias e onde elas estão e para onde elas vão levar, né, esse fluxo sanguíneo. Esses que são mais importantes da gente conseguir visualizar nesses planos anatômicos que nós temos aí.
Então, aqui nós temos, né, mais uma ilustração mostrando um caso de preenchimento em regiões de risco. Foi preenchido têmpora, foi preenchido o contorno de mandíbula, foi preenchido malar e arco zigomático. E a gente entende através dessa legenda que tem aqui do lado por onde a artéria passa e por onde o nervo passa, né? Onde a gente tem presença de nervos e artérias em todas essas regiões da face do meu paciente.
Aqui nós temos uma ilustração que mostra, tá, essas, essas ramificações que a gente acabou de ver, que a gente acabou de conversar. Amanhã nós teremos uma atividade que eu vou trazer, iremos fazer em conjunto, né? Vocês vão mandar depois para mim lá no grupo para que a gente possa depois guardar isso como uma atividade de vocês e para que a gente possa também treinar essa parte de do entendimento da vascularização. Vocês vão nomear cada uma dessas artérias que estão aí presentes. Amanhã eu vou passar direitinho essa atividade, mas só para vocês irem se acostumando onde a gente vai ter aí a essa opção de desenho com cada uma das 18 artérias que a gente conversou agora, enumeradas, tá? E muito, muito importante que vocês tenham isso bem fresco na cabeça, esse entendimento bem aprofundado para que vocês consigam trabalhar.
A gente falou um pouquinho mais cedo, né, da artéria colunar. Aqui está um esquema que mostra essa anatomia do nariz: artéria subnasal, artéria nasolateral, a labial superior, a artéria alar, parte alar, artéria dorsal. Então, são artérias que muitas vezes, quando nós temos comprometimento vascular, elas são afetadas de uma maneira muito grande, porque comparadas com a artéria facial, elas são extremamente finas, tá? Então, interromper o fluxo sanguíneo dessa região pode acarretar num processo necrótico muito mais acentuado do que em outras áreas da face. Então, a gente tem que tomar muito, muito cuidado.
Quando a gente vê uma dissecação mais próxima, olha que linda essa imagem. Eu sou suspeito para falar de anatomia. O que eu acho isso fantástico, né? Não gosto de falar de religião, mas o criador, qual for, né? Cada um tem a sua, a sua religião, mas quem quem fez isso, fez com muita perfeição, né? Quem criou o ser humano pensou em cada detalhe, né? Eu acho que tinha um pouco de engenheiro, de artista, né? Porque o entendimento de como tudo isso funciona de uma maneira muito ampla é fantástico, né? Quanto mais a gente estuda anatomia, a gente percebe que menos a gente sabe, que mais a gente precisa se atualizar, que mais a gente precisa fazer cursos, que mais a gente precisa sempre se manter atualizado, né?
Então, nessa imagem, a gente vê claramente a artéria dorsal. Olha que linda, que artéria dorsal. Ela é uma ramificação da infratroclear. Deixem expandir a imagem aqui para vocês enxergarem melhor. Então, ela é uma ramificação da infratroclear. Ela possui arteríolas que é nasal externa ou lateral nasal, tem a porção alar dessas arteríolas. Olha essas comunicações entre essas artérias, né? A delicadeza entre os vasos, né? É muito rico esse conteúdo. Artéria subnasal, artéria colunar. Artéria colunar é de extrema importância, porque o preenchimento da columela, ele também é uma região importantíssima, tá? A gente faz sustentação de columela com fios. E eu tenho que preservar essa região. Artéria marginal da parte alar, aqui, ela margina essa região das asas do nariz, tá? E aqui a gente tem a labial superior. Então, são artérias importantíssimas dessa região de risco, que é a região nasal, como vocês podem ver aqui nesses esquemas um pouco mais coloridos, né? Sem tanta riqueza de detalhes como o outro, mas a gente consegue ver o calibre, por exemplo, da artéria infraorbital, como ela é volumosa comparada com as outras artérias, né? A gente vê o forame troclear aqui, ó. Esse disco mostra para a gente o forame supra-troclear e o infra-troclear um pouco mais abaixo. A gente vê nessa imagem aqui também, olha só que legal. Esse paciente tem uma variação anatômica. Olha onde passa a artéria facial dele, muito lateralmente à asa do nariz, enquanto o outro aqui, olha, a gente passa angular e facial bem próxima à asa do nariz, tá? A gente vai angular aqui, ó, subindo. E muitas vezes angular, ela se forma como essa artéria aqui desse paciente, que forma artéria central da face ou paracentral da face, tá? Artéria paracentral da face é essa continuação. Nem todos possuem, tá, essa continuação da artéria angular que vem e forma aquela. Já viram aquelas pessoas que quando fazem esforço físico, tendem a ter um vaso que fica mais calibroso no centro da testa? Nada mais é do que artéria paracentral, artéria central da face, que se enche ali numa região de aumento da pressão arterial do paciente, né? Então, a gente consegue perceber melhor. A gente vê a artéria dorsal aqui. Então, é muito interessante porque a gente consegue ver essas ramificações, essas diferenças entre essas principais artérias, né? Então, eu tenho que ter um entendimento que, apesar de conhecer anatomia, saber estudar anatomia, eu posso ter variações anatômicas e muitas vezes aquela artéria não está na posição que ela deveria estar naquela região específica. Tudo bem? Então, eu posso ter essas variações.
Falando no terço superior da face, isso aqui é um estudo muito bacana, né? Um artigo científico do Sebastião Cotovano, que ele utilizou de métodos de ressonância magnética e de tomografia computadorizada da face para fazer uma avaliação, né, das artérias, né, da face e como a gente pode seguir com procedimentos minimamente invasivos. E a gente consegue ver a veia facial, a artéria facial, né? Aqui nesse esquema, a gente consegue ver principalmente esse gânglio. Quando eu digo para vocês que eu tenho a deposição da artéria oftálmica lá dentro, essa ramificação da carótida interna, eu tenho ali as artérias ciliares, né? São todas ramificações que vão lá para dentro do crânio, né? Então, eu tenho que tomar muito, muito cuidado para não obstruir nenhuma dessas artérias, principalmente nesse conjunto aí: supratroclear, supraorbital e a infratroclear ou a artéria dorsal nasal, tá? Porque conforme mostra aqui esse, essa outra imagem que a gente vê do artigo, olha a quantidade de ramificações. E eu tenho uma infinidade de anastomoses, de comunicações, de capilares que se formam aí. E se esse preenchedor, esse material que eu uso para fazer uma correção nessa região, for lá para dentro, eu posso causar o que a gente chama de fluxo retrógrado, né? O fluxo retrógrado nada mais é do que uma injeção que cai ali nessa região de uma anastomose e vai obstruir de alguma maneira essa artéria central da retina, né? E muitas vezes a artéria oftálmica que está ali.
Então, nesse esquema aqui, vocês conseguem enxergar a artéria carótida interna e a sua primeira ramificação, que é a artéria oftálmica. E na artéria oftálmica, a gente tem, ó, artéria central da retina, certo? E eu vou ter aqui as artérias ciliares, que são essas artérias que vêm para cá. E eu tenho as ramificações. Então, saindo lá da artéria oftálmica, eu tenho a supraorbital, tenho a supratroclear e a dorsal nasal. Se o meu preenchedor cair aqui nessa anastomose que eu tenho da carótida externa com a carótida interna, ele vai vir para aqui dentro. Se ele vier parar aqui dentro, nessa região tão fina, tão pequena, tão delicada, eu vou obstruir o fluxo sanguíneo. Então, aqui a gente tem, nesse esquema, uma aplicação em glabela simulada, uma injeção de risco. O preenchedor vai e ocorre uma oclusão retrógrada, né, nessa região posterior, impedindo o fluxo sanguíneo.
Não é muita gente pergunta: Alan, qual que é a quantidade necessária para causar essa obstrução vascular? É preciso muito produto? É preciso pouco produto? Então, a literatura se dispôs a estudar, né, a aplicação retrobulbar com hialuronidase. Vocês vão aprender, né? Já vou adiantar uma coisa importante que vocês vão ter de conhecimento: é proibido fazer preenchedor. E essa proibição vem de mim. E aí vocês podem me cobrar isso no futuro. É proibido fazer preenchedor se não tiver hialuronidase. Não pode, né? Se eu sei que eu tenho um material que pode me causar um problema e eu sei que ele possui um antídoto, eu sempre vou ter sentido tuas mãos. Eu sempre é preciso ter pelo menos duas caixas de hialuronidase. E a hialuronidase nada mais é do que uma enzima, tá, de origem animal ou de origem recombinada humana. Nós produzimos ela, ela faz parte do nosso organismo, mas a gente consegue extraí-la de alguns animais ou de uma recombinação genética para que ela consiga promover um efeito de degradação do ácido hialurônico. Então, eu consigo degradar um material preenchedor com o uso de hialuronidase. E esse estudo, ele queria ver a efetividade de uma aplicação retrobulbar de hialuronidase. Foram utilizados cobaias, coelhos, né? Rabbit, em inglês, né? A cobaia foi utilizada para determinar qual era o volume necessário e se a gente tinha efetividade para reverter um caso de possível cegueira. Ou seja, se o meu globo ocular não receber suprimento sanguíneo adequadamente, eu corro o risco desse paciente ter uma complicação mais grave, ele ter uma amaurose. Amaurose é quando a visão começa a ficar turva, embaçada, né? E aí isso pode evoluir para um caso de uma cegueira. O paciente perde totalmente a visão por conta da ausência de oxigenação no globo ocular, de nutrientes, de funcionamento, de sangue chegando naquela região. E aí eles queriam estudar qual era a quantidade necessária para causar essa obstrução, né, dessa artéria e se era possível a gente ter a reversão total nessa artéria. E o estudo foi muito legal, porque ele mostrou para a gente que com uma quantidade muito, muito pequena, né, você consegue sim causar uma obstrução nessa região.
Esse outro estudo aqui, ó, deixa eu abrir aqui para vocês. Então, ele queria estudar a diferença, né, e a força necessária para penetrar um vaso sanguíneo como esse, uma artéria, uma veia, principalmente as artérias, utilizando uma cânula e uma agulha. Qual era a força necessária para fazer isso? Então, eles utilizaram um equipamento que mede a força e o gauge dessa desses componentes. Gauge, para quem não sabe, é a espessura do meu material. Então, eu tenho cânulas 22g, que elas são grossas, e eu tenho cânulas 27g, que elas são mais finas. Ou seja, quanto maior o gauge, um gauge 30 é fino, de 18 é grosso. Então, para cânulas, quanto menor o gauge, melhor. Qual que é a melhor? Qual que é que a gente mais vai utilizar no nosso dia a dia? Cânulas 22g, tá? A gente tem uma segurança maior, não muito risco de penetrar um vaso com uma cânula 22g. E aí eles queriam entender se eu uso uma cânula 22 + 27, eu tenho o mesmo perfil de segurança. E a literatura mostrou que não. A segurança só é definida com a capacidade, né, a capacidade de penetrar na artéria da face. Então, pode-se afirmar que as cânulas são mais seguras do que as agulhas, desde que utilize no máximo até 25g. Se utilizar cânulas 27g em diante, ou seja, uma cânula 27g, o risco que o penetrar um vaso ele é muito maior. Ou seja, se eu for optar por uma cânula, seja 21, 22 ou 25g, tudo bem? Então, a parede do vaso, ela é resistente, tá? Mas apesar disso, é possível.
Então, nesse outro estudo que vocês estão vendo aqui, nesse outro artigo científico, eles queriam medir o calibre externo e interno das paredes das artérias, né? E eles avaliaram 72 artérias, né, de 41 espécies diferentes. E aí eles conseguiram chegar em números estatísticos, né, de diferenças de gauges em determinada região. Então, uma mesma artéria pode ter uma variação anatômica muito grande na espessura do gauge, né? E isso traz para gente informações importantíssimas para saber onde eu posso trabalhar ou não com segurança. E aí um terceiro estudo, variado desses outros dois, fala para a gente sobre o lado negro da cama, que dependendo do meu plano de inserção, tudo bem, da cânula. Se eu tô com a cânula, deixa eu só pegar uma caneta aqui para demonstrar. Se eu tô com a minha cânula deitada 10 graus, eu tenho maior perfil de segurança. Agora, se eu faço uma inclinação de 90 graus da minha cânula, eu tenho um menor perfil de segurança. Então, mesmo que eu esteja trabalhando com cânula, que seja menor, o risco, mesmo assim, o risco ele ainda existe de ocorrer um acidente, um comprometimento vascular, por conta.
Dessa desse procedimento. Então, quando eu trabalho com a cânula inclinada a 90 graus, alto risco de perfuração arterial, tá? Perpendicular. E quando trabalho 10 graus, uma aplicação mais paralela, eu tenho uma aplicação mais segura, ou menor risco de conseguir trabalhar, certo? Então, então, isso é muito importante para a gente entender que essas jornadas que a gente tem na face, que dependendo da região que eu tô trabalhando, eu vou apresentar um grau de segurança. Não para quem não sabe, para quem nunca trabalhou, a cânula ela tem a ponta arredondada, ela não perfura, né? Ela tende a achar e ocupar um espaço entre os vasos sanguíneos. Mas se ela for muito fina, ela pode sim penetrar um vaso e acabar causando aí, para gente, né, involuntariamente, uma deposição de material preenchedor dentro de uma artéria ou de um vaso mais importante, mais calibroso, o que a gente não deseja de maneira nenhuma. Tudo bem? Isso é importantíssimo que tenha, você já tenha esse entendimento. Agora, mesmo para quem não trabalha com harmonização ainda, tá? Para que eu saiba ter um perfil desse, para que eu tenha um perfil de segurança maior.
E aqui a gente vê uma distância. Igual eu falei para vocês, né? Se eu quero ter uma referência da artéria facial antes dela começar a mandar seus ramos da labial superior e inferior, ela tá a distância de um polegar, tá? Da região da comissura labial e depois ela começa as suas ramificações por toda essa porção. Certo, turma? Alguma dúvida para hoje aqui?
Katherine: Artéria dorsal nasal é a mesma que artéria infratroclear? Não. Artéria dorsal nasal, ela é uma ramificação da infratroclear. Deixa eu ver se eu pego uma imagem para conseguir mostrar para vocês aqui, ó. Só um minuto. Dorsal é essa daqui que a gente vê. Ela sai, a dorsal, ela sai de dentro da infratroclear. Então, imagina que a infratroclear, ela sai de dentro do crânio, tá? Nessa imagem a gente consegue ver bem. Então, eu tenho artéria oftálmica, vem seguindo esse caminho aqui, ó, me seguindo esse caminho. E aí eu vou ter aqui para baixo, ó, supertroclear, vou ter a infratroclear e você, a dorsal nasal, que é essa comunicação que eu tenho entre artéria e infratroclear e essa ramificação que sai dela, que é a dorsal nasal. Tudo bem? Ela sai dessa porção infratroplar e vira dorsal nasal. E aí ela vai se ramificar com a infraorbitária, com a nasal lateral e com a angular. Então, essa região aqui é uma região extremamente delicada, que tem que tomar muito cuidado. Tudo bem? Você vai achar em alguns livros, em alguns artigos, até como a mesma, tá? Assim como a gente entende, alguns autores entendem que não existe artéria central da retina, só existe artéria oftálmica. Mas eu tenho algumas arteríolas menores. E tem literaturas que comprovam que eu tenho uma artéria secundária, artéria oftálmica, que é a central da retina. E depois dessa artéria central da retina, tem as divisões das artérias ciliares, das artérias do plexo pial, tem artérias longa e posterior do cílio, né? Então, tem algumas arteríolas que estão localizadas nessas regiões que são de extrema importância para nós, tá? Mais alguma dúvida, turma?
O que nós tínhamos programado para hoje, nós encerramos. Acho que deu para a gente conseguir fazer uma boa revisão e quero que vocês estudem bastante, né? Continuem se se aperfeiçoando nesse, nessa, nesse quesito de anatomia. Sempre esse foi um start que nós demos no entendimento. E amanhã nós iremos abordar os compartimentos de gordura da face, os ligamentos de retenção, que são estruturas extremamente importantes, sistema músculo aponeurótico e, principalmente, a musculatura, tá? A gente percebe que mesmo com, com a bagagem do profissional na parte prática, falta muitas vezes o entendimento da dinâmica muscular, origem, inserção, qual é o vetor muscular, né? Os músculos da face, diferente dos músculos da mastigação, né? Quando eu digo da face, os músculos da mímica, eles estão inseridos na derme, né? Dos músculos da mastigação, tem origem, inserção em osso para fazer movimentação, mesmo, né, de ter sido óssea. Então, eu tenho que ter esse entendimento que isso vai me trazer consequências e eu preciso ter esse entendimento das consequências e como preveni-las. Tudo bem?
Agradeço muito a presença e atenção de todos vocês. Foi um prazer ter esse primeiro contato com todos. Espero que todos tenham aproveitado, tenham gostado da aula. Amanhã nós estaremos juntos a partir das 9 horas. Então, 9 horas da manhã, a gente vai estar aqui. Lá no grupo, vocês vão ter acesso ao link, tudo bem? Para que a gente possa conversar um pouco mais de anatomia. Se vocês tiverem alguma dúvida, algum, algum pontualmente, alguma pontuação, alguma coisa que vocês queiram dizer, levem lá no grupo para a gente poder discutir juntos. Combinado, então? Muchas a todos, bom descanso, bons estudos, tá? E nos vemos amanhã.
Nati: Muito obrigado, viu?
Doutor: Muito obrigada. E aí, já tô com o link criado, eu já vou mandar lá no grupo para a aula de amanhã, tá bom?
Nati: Maravilha. Obrigado, Nati. Até amanhã. Tchau.