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CASO VITÓRIA: SUSPEITOS INICIAIS SÃO LEVADOS PARA RECOLHER AMOSTRAS

Canal do Paulo Mathias39:03

Transcription

Eh, curiosidades assim, um tanto quanto interessantes. A gente vai trazer, doutor, esse outro caso que, ó, já estou ouvindo ela entrando. Acho que o caso Vitória vem na frente. Venha, Dra. Badar, corra aqui.

>> Olha ela entrando. Corre, corre. >> Meu Deus. E você vai me perdoar, Carla? >> Tá, tô, tá perdoada. Tá perdoada, Dra. André, aqui a gente já trouxe um caso que foi da Laí, >> dessa mulher que, infelizmente, foi morta >> com o bebezinho no carrinho. >> Ai, que coisa triste, que cena horrorosa, Dra. Badaró.

Mas vamos voltar aqui porque o seguinte, ontem eu não pude estar aqui por questões pessoais. Dra. Badarol me substituiu muito bem, minha parceirona aqui agora, e ela trouxe informações do caso Vitória, né, para que a gente pudesse voltar a pensar o que que aconteceu naquele comecinho das investigações, aonde nós tínhamos ali várias pessoas, né, sendo investigadas, ex-namorado, namorado. E tem aquela questão, ah, não, mas o ex-namorado tem um álibe, eh, cadê o álibe? Tá? numa câmera de segurança. Aí você vai olhar no processo aonde estão essas imagens. Não existem, Dr. André, não é verdade? >> É verdade. >> Alguém falou e é que nem assim, olha, eu tava com o Dr. André, >> mas cadê a prova, >> né? É, então um diz que viu, não sei o que, aficante. Eu adoro essas coisas.

>> Mas vocês sabem o que aconteceu ontem? A Dra. Anda não sabe. >> Eu não sei. Eu tô ansiosa para saber. É, >> ontem eu vou pedir pro Léo colocar o vídeo. >> Opa. >> Vocês vão entender esse da onde é esse vídeo. Prestem atenção, gente. >> Vou até entrar aqui no nosso chat. >> Entra aí no chat porque agora vai começar a pegar fogo. Caso Vitória é o caso, né, do momento aí.

>> Ô, Carla, você sabe que a gente tem vários especialistas no nosso chat. >> É. >> E o pessoal tá ligado na investigação. >> Que bom, que bom, que bom. >> Tá. Tá ligado na investigação? Não, não é esse não. Esse aí é é o da perícia. Puxa o vídeo. Tem um vídeo. Essas são as imagens. Vamos lá. Agora a gente tem o esse ainda. Ela ali. É o vídeo. Esse é o vídeo de ontem, gente. É um vídeo fresquinho. >> Só quem tem. Ah, mas eu te Ah, a a Mai não mandou para você. Bom, peça aí pr pra Mai. Vou falar aqui com o pessoal, >> Léo, para você eh para ela te passar aqui. A gente tem, né, ó, tá vendo o Daniel, que seria o o amigo do Gustavo, do Liro, do ficante, enfim, uma confusão.

Mas o que que eu vou contar para vocês? Ontem em Franco da Rocha, na seccional, não é Cajamar, mas é a delegacia seccional. Depois eles vão explicar o o que, qual a importância dessa delegacia. Ela tem muito mais estrutura. Sabe quem estava nessa delegacia? O secretário de segurança? >> Não, não, não. Ele, ele, ele, esse aí sumiu, né? Deixou de querer aparecer. Mas a gente tá, ó, de olho nele, estava lá o namorado, o ex-namorado, o amigo, o vizinho, todos os quatro, sem advogados >> para serem ouvidos. >> Não somente serem ouvidos, eles estavam ali na colheita de sangue. Eles estavam estavam colhendo o sangue deles, material genético dessas pessoas. >> Hum. Hum. >> Exatamente. Gente, o Léo já vai. >> Tá quase no ponto aqui. Já achei o vídeo. >> Já tá quase no ponto. >> Quase no ponto. >> Muito bem. Então, olha só, deixa enquanto, antes do Léo colocar, eu vou pedir pra Dra. Badaró explicar a importância dessa questão do desse material genético que está sendo coletado.

>> É, Carla, assim, ontem inclusive nós tivemos um super chat aqui e realmente falando sobre essa questão do material genético, que é algo que nos perturba um pouco no caso Vitória, né? Além de tudo, além de todos os fatos que nos perturbam, a gente ainda tem essa questão do material genético que eh teria sido encontrado algum teria sido encontrado alguns materiais genéticos que foram inconclusivos, mas agora com essa com esse fornecimento aí de dados por parte do dos investigados, a gente pode chegar em outras pessoas na possível cena do crime. >> Ou seja, passado muito tempo, Dr. André, o que deveria ter sido feito na época está sendo feito agora. Léo, achou aí o vídeo? >> Exato. Rapidinho. Tô subindo aí. >> Tá subindo o vídeo. Eh, está sem o áudio, tá, gente? Então, inclusive, em respeito ao sigilo ali das investigações, né? Isso tá super em sigilo lá em Franco da Rocha. É, tá em sigilo absoluto. Todos eles. Ó lá, olha ali, ó. Tá vendo? Aquele ali é o L. Opa, volta aí, Léo. >> Opa, deixa eu ver aqui no chat. >> Tá chegando, tá chegando ali, ó.

>> E por que eh enquanto ele coloca o vídeo ali, Dr. André, explica pras pessoas a importância dessa seccional, né? Ela é uma ela é uma delegacia que ela tem muito mais infraestrutura, correto? >> Exato. Você tem uma delegacia, >> ó lá, antes da Ó lá do Opa, oportinho mesmo. Então deixa no loop. É, >> vou deixar ele no loop para não ter problema. >> Então deixa o Dr. André falando aí. A delegacia seccional, ela tem ali subordinadas a ela diversas unidades. Então, que que nós chamamos de unidades de base territorial, que é o DP, como as pessoas conhecem, é, ah, vamos lá no DP 51, 30, né? Distrital, é distrito, né? Aquela delegacia ali da região sua, ela é subordina, ela está subordinada a uma delegacia seccional. Então, a delegacia seccional tem esse nível hierárquico mais superior.

>> E aí a gente tá ali, ó. Isso aí, gente, aconteceu ontem. Essas imagens são de ontem. E ali está o Lu, que é que seria o ex-namorado, que teria um suposto alibe, que seria uma ficante, >> uma ficante que não apareceu essa ficante, né? Não, esse material também dessa, vamos dizer, dessa comprovação não está no processo. Nunca consegui entender porque ué, tem que tá no processo, não é? Não é isso, doutora? >> Tem que tá no processo. Ô Carla, a questão aqui é a seguinte, como a gente sempre trata, tudo foi esgotado de uma maneira muito breve, né? As confirmações não vieram. E a gente tem quando a gente fala de prova pericial, a gente tem as contraprovas, né, que ficaram ali. E agora com eles fornecendo esses dados, a gente pode ter várias novidades, no >> desdobramentos, porque o que que vai aparecer, né? Porque, enfim, a gente tem o maior problema de tudo, Dr. André, no caso, sabe qual é? é que todo material que foi colhido também não tem cadeia de custódia.

>> É, tem essa questão da GCM ter colhido alguns materiais, né, Carla? >> É, não, e o próprio material, o carro dele, né, enfim, o carro tem, não tem abertura e fechamento, sabe, com assim do lacre. Quem abriu e fechou, infelizmente, ali foi o delegado, sem respeitar a devida cadeia de custódia, a questão da casa que ficou ali também exposta, ou seja, ela não estava preservada. Então, aí é que eu pergunto pra Dra. Badaró, muito bem, eu tenho lá um material e aí a polícia técnico científica fez um ótimo trabalho com o material que foi lhe entregue. >> Uhum. Mas esse material que foi entregue não respeitou aí a cadeia de custódia. Aí eles estão ali fornecendo o material biológico, >> né? A informação que a gente recebeu que eles estão >> eh fornecendo sangue, tá sendo coletado sangue. Como que fica? Como que fica? Vou pedir para ela, né? Ela é do direito para ela tentar explicar a mágica. Na verdade não existe mágica. vai ser uma prova questionável de todas as formas, porque por isso que a gente pensa que a investigação precisa ser bem feita, inclusive hoje em dia que a gente tem esse termo cadeia de custódia, que significa que a polícia não pode fazer as coisas a maneira da maneira que bem entende, porque senão isso vai cair mais paraa frente.

Então, assim, eu entendo que tá comprometido porque uma vez que não, mas vamos lembrar, não foi não foi anulado essas provas, >> não foi por enquanto, não. Ninguém decretou a quebra de cadeia de custódia dessas provas. O que a gente vem trazendo são elementos. O judiciário ainda não definiu que houve a quebra de cadeia dessa prova. Então, a defesa mostra isso, né? >> De diversas formas, >> inclusive agora com embargos de declaração. >> Isso aí o que que o juiz meio que falou na na assim, tipo, danice-se, >> excluiu a confissão, que realmente a confissão já era. >> Exclu e disse que aceitou essas provas mesmo sem cadeia de custódia e e disse que isso seria decidido no mérito. Como? Mas é o juiz é que tem que decidir se a prova é válida ou não é válida. Então ele se omite, >> ele não decide, >> ele fala: "Ah, tá, é, pode ser que ela não seja válida, mas vou aceitar." E lá no júri a gente vai definir se é válida ou não é válida. E é é tão absurdo porque eu tento entender, sabe? uma coisa assim, dá uma bugada na cabeça de alguém, porque quem decide se a prova é válida ou não é válida, inclusive >> é o magistrado.

>> É o magistrado, fala: "Opa, opa, opa, até porque a gente tá falando de nulidade de prova, a gente tá falando de um tema processual, a gente não tá falando de um tema de mérito. E a ao meu ver, se se o o esse primeiro juízo de admissibilidade, que é o sumário de culpa, a instrução do processo, a primeira fase do júri, ela justamente serve pro magistrado ali. Ele não tá funcionando como presidente da sessão plenária ali, ele tá funcionando como juiz de direito, juiz togado, juiz técnico, até porque no final ele pode dar uma decisão de desclassificação, por exemplo. E aí é uma decisão dele justificada dizendo: "Olha aqui não foi um doloso contra a vida, foi um homicídio culposo". Então se a gente tem nessa primeira fase do procedimento do júri um juiz que vai realmente eh analisar as provas uma questão de nulidade é uma questão, não é uma questão de mérito, no meu entendimento. E claro, a doutrina processual também tem uma boa parte da da doutrina que me acompanha. uma questão de nulidade de prova é uma questão técnica a ser verificada do juízo. Agora aqui a gente vai criar uma situação bastante importante, porque a gente tem essas provas sendo utilizadas inclusive para fundamentar uma decisão de pronúncia. Já a denúncia já seria um indiciamento já seria algo gravoso. Uma uma denúncia muito mais, uma decisão de pronúncia mais ainda. E agora a gente vai ter esse mesmo contexto de produção probatória, dando abertura a um inquérito apartado. Entendo que isso aqui deve estar em autos, com certeza está em autos apartados, em autos novos, em curso na seccional. Sim. É, é essa informação que a gente tem. E assim, mas o o só para para te dar mais informação, Badaró, eh, a defesa entrou ali com embargos e aí o que o juiz falou? Eu já vi o que eu tinha que ver. >> Uhum. >> Se não gostou, vai reclamar no TJ. Mais ou menos assim, sendo curto e breve.

A gente ontem aqui, Carla, a gente ontem acho que todo mundo que assistiu o episódio saiu com uma aula de processo penal, porque estávamos eu, professor Nabuco e o Ilmar. Mas professor Nabuco aquele lord, professor de processo penal. >> Maravilha. É bom, bom. Os nossos espectadores no chat ficaram perguntando o que que significa embargos de declaração, que que significa e a gente foi explicando. E na verdade assim, eu tenho a impressão do seguinte, o embargo de declaração, a gente tentou passar pro pessoal, isso é um, é como se fosse uma preparação para um recurso. É, então tem que suscitar. Tem questões que a gente precisa falar assim: "Olha, eu discuti lá no embargos para eu deixar uma caminha preparada para um recurso. Era de se esperar essa decisão do juiz, até porque é um embargos de declaração. Se o juiz concede esse embargos, se ele entende eh razão a esses embargos, ele tá entendendo que ele errou. Ele tá fazendo um juízo acerca de uma decisão que ele tomou. Então, no que pese a defesa ter feito, a gente já sabia que não ia prosperar. Acredito que a defesa também já imaginava. Só que o que que acontece? A defesa tá usando essas oportunidades para trazer elementos de discussão que, com toda certeza, vão ser trabalhados lá na frente. Questões processuais, questões de nulidade de prova, questões de eh indeferimento de pedidos que teriam sido feitos.

Mas o que, Carla? E aqui eu vou jogar uma lenha na fogueira, o que deixa os nossos espectadores muito desconfortáveis, eu sei que você também, é porque algumas questões não foram trabalhadas antes, inclusive em sede de inquérito policial. >> Exatamente. Até porque a gente inclusive tinha figura do assistente acusação, não é isso? Exato. E nós ontem explicamos aqui também o que pode o assistente de acusação, o que pode o advogado de defesa, ainda que o inquérito policial seja um procedimento que não cabe ampla defesa e contraditório em regra, mas a gente sabe que a gente tem um inquérito policial hoje que é jurisdicionalizado e que você pode fazer pedidos diretamente pro promotor de justiça e pro juiz de direito. Então, se você tem, e a gente inclusive tem o provimento da Ordem dos Advogados do Brasil que prevê a investigação defensiva. Então, esse papel do advogado também de poder criar um dossiê, de poder criar uma questão probatória e, inclusive trazer elementos na investigação. Então, a gente percebe que existe um movimento um pouco meio que morno nessa fase de inquérito, ao meu ver. Uma questão, uma análise mais particular minha. E agora pós audiência, não sei se também acompanhando esse movimento de discussão extrajudicial, um grande movimento eh processual, né, trazendo questões que não foram discutidas anteriormente, >> porque eles não imaginavam que nós fôssemos, né, ficar tão na cola. Mal sabem eles a quantidade de jornalistas investigativos, Dr. André que está com esse processo, porque a gente tem falado, tem aparecido mais, mas tem muita gente que agora tá trabalhando, nós estamos trabalhando, não, eu digo, não é a quatro, nem a seis, nem a oito, já mais de 20 mãos, muita gente >> debruçada porque pessoas muito preocupadas porque já não é mais sobre Michael, sobre Vitória, mas é sobre todos nós, porque >> é sobre segurança jurídica, >> é todo, né? Você se coloca numa situação, gente, por que tantos erros, né? tantas esferas e todo mundo errando tanto.

E eu estive, Dr. André, no Rio de Janeiro. Fui lá para conversar com os policiais sobre essa mega operação, eh, enfim, que impactou muito o estado do Rio de Janeiro. Acredite, se quiser, o que que eles queriam falar sobre o caso Vitória e muitos policiais civis, né, muito assim, eh, sabe, desconfortáveis com as cenas que foram mostradas inclusive do próprio delegado, né, naquela condução daquela confissão. E assim, conversei com delegados, ela falou: "Carma, tá certíssima, tem que botar o dedo na ferida sim, porque esse é o tipo de profissional que, infelizmente, sabe, acaba colocando todos nós no mesmo balaio de gato. Então, assim, e e a e eu vou dizer, gente, tem a grande maioria dos policiais é bom assim e e aí a gente isso aqui é um caso ou outro, mas infelizmente isso choca tanto e eles falam: "Não dá, né? Tem que pegar as pessoas e falar assim, ó, vamos tirar daqui que não fez um bom serviço. Não sei o que que o Dr. André pensa sobre isso. Aqui ó, desculpa, 330 pessoas assistindo e 142 likes. Faltando oito likes pr gente bater 150. E essa média tá muito baixa. Acabei de manifestar aqui no chat. Tá baixo isso aí, Dr. Bora chegar em 200. Eu acho que dá, hein? Eu acho que dá. Estamos com 300 pessoas, mais de 300 pessoas. Chega muito bom, hein? O que que o Dr. André pensa sobre isso?

>> Olha, você tem eh diversas dificuldades no meio de uma investigação criminal. você tem conduções e conduções. Eh, como eu disse já em algumas oportunidades, a gente tem que entender eh quais são os resultados que estão sendo entregues em relação a esse caso. E me parece que do ponto de vista processual, formal, as coisas estão acontecendo, mas é óbvio que a gente precisa de uma resposta definitiva. E se nós temos é outros elementos sendo trazidos agora e investigados, a gente espera que isso tenha de fato um desfecho e eh né conclusivo para que a gente consiga entender o que foi que aconteceu e tenha esses resultados. Eu fico numa situação difícil de falar sobre a condução de um caso eh policial, judicial ou de qualquer esfera de outra profissão, se eu não me aprofundei no assunto, no processo correto? E e eu não tive a oportunidade de fazer essa lição de casa que você já tinha me passado. >> Vou mandar de Vamos Dr. André de novo. Não, é muito mais numa questão, né, de assim, é a imagem, né, do mesmo da mesma forma que os advogados não gostam da imagem de um mau advogado, porque parece que todo advogado é ruim, né? >> Nossa, nem ruim. >> Ou um jornalista quando não é bom, parece que todos os jornalistas são iguais, entende? E e não é verdade, gente, tem pessoas incríveis, tem policiais maravilhosos, assim, que fazem um trabalho que e com muito pouco, né? Com muito pouco e dão resultados ali que são fantásticos.

>> Sim. E isso acaba preocupando porque como foi é um caso que hoje ele não está mais restrito a São Paulo, lógico que São Paulo tem um peso muito forte porque ele é daqui, mas ele é um caso que foi furando a bolha e quando a gente, né, eu nem podia imaginar, já tava lá em Amazonas, né, pessoas do Amazonas perguntando pra gente e o caso Vitória, hein? >> E assim, o que não falta é crime em todos os outros estados, né? A gente tem uma quantidade grande, mas é algo que preocupou. E eu vou deixar aqui uma pulga na orelha, vou depois passar pra Dra. Badaró. Gente, a delegacia de Franco da Rocha, não sei se tem ligação ou não, mas preciso trazer esta informação. Está fazendo uma investigação junto com o Gaeco sobre Cajamar, de um desvio milionário. Nós estamos falando de R$ 870 milhões de reais. >> Eita! Esse processo tá em sigilo >> envolvendo o que? O poder público. >> Envolvendo o poder público. >> Hum. >> Grilagem de terra. >> Uhum. >> Complicadíssimo. Então assim, Cajamar é algo a ser estudado. Porque quando a gente começou com o caso Vitória, aí eu digo que você puxa uma pena, vem uma galinha, daqui a pouco vem vem um galinheiro, a gente já tá no nível de granja, granja internacionalizada. É um holofote, né, Carla? Gente, 870 milhões de corrupção, isso é muito dinheiro. É muito dinheiro, principalmente para uma população que é carente de tudo, aquela área e a gente sabe muito bem disso, como as coisas são. Então, gente, quem tiver mais informação pode mandando, porque agora a gente abriu a porteira mesmo. Os outros jornalistas investigativos querem mais informação e assim, muita coisa vai sair porque assim, Cajamar é um um lugar para ser estudado. Doutora Badarol, >> nossa. Léo, bota o e-mail aí da Carla da denúncia na tela. >> Gente, a coisa é feia lá naquela região, né? >> Imagino, né? E quando você >> é vergonhoso >> quando você envolve agentes públicos, no caso, talvez você esteja se referindo à prefeitura. Não sei, >> a prefeitura. >> Eh, crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, você tá em outro patamar também de investigação, eh, de complexidade. E, eu, eu costumo dizer que o poder de destruição desse tipo de crime é igual a um crime violento de homicídio, né? Porque a gente vê que recursos que deveriam ser destinados a a serviços paraa população de saúde num hospital, num posto de saúde local, a educação para que as crianças não tenham uma perspectiva de ingressar pelo crime, enfim, e deixar a sociedade como ela está hoje. E, eh, enfim, você vê que esses crimes prejudicam a sociedade de uma maneira gigantesca e um valor como esse aí nos chama atenção e a gente espera também que >> avancem, >> né, e avancem e tragam resultados.

>> Com a gente, né, Dra. Badar, a gente não larga não. E se ele soubesse a quantidade de jornalista que tá com esse material assim, porque é assustador. >> É, o caso Vitória trouxe um grande holofote para essa cidade, né? Uhum. Eh, a investigação tem muitas falhas, doutor. A gente já analisou ela aqui e os nossos companheiros aí que nos assistem também sabem de muitas coisas. E agora a gente abre margem para uma outra situação que a Carla nos traz, que é realmente romper essa bolha da criminalidade clássica. >> Uhum. e ir para essa criminalidade de colarinho branco. >> Uhum. >> Como o doutor disse, a gente provavelmente tem o Gaeco, que é o órgão do Ministério Público, fazendo esse papel de investigar. >> Entende? Dout. Badaró, o Gaeko investiga o quê? lavagem, colarinho branco, organização criminosa. Organização criminosa. E quando a gente fala de organização criminosa, gente, não é só facção criminosa. >> Sim. >> É pessoas que se reúnem para cometer crimes, >> para cometer crimes graves, né? a gente tem uma definição de uma lei de organização criminosa e essa lei de organização criminosa, ela vai prever procedimentos específicos para investigação de organização criminosa. E a organização criminosa, como a como eu tô dizendo aqui, não é a facção, lógico, a facção é uma organização criminosa. É por muitas vezes é uma mas não é um sinônimo. essa facção é que a gente vê aí o pessoal falando dessa facção que tem três letras aqui no no São Paulo, enfim, é, ela é diferente dessa estrutura de organização criminosa também que a gente pode ter num cometimento de crime dentro de uma prefeitura com lavagem de capitais, que é uma organização totalmente estruturada, com divisão de tarefas, estabilidade, permanência, definição de quem é quem, lavagem de capital de crime antecedente. Então, se a gente tem uma corrupção e a gente tem uma lavagem desse desse dinheiro depois, laranjas envolvidos, quando a gente vê uma investigação do Gaeco de organização criminosa, a gente vê uma super estrutura, uma árvorezinha mesmo, o organograma ali, mostrando quem é quem, quem é líder, quem faz o qu, quem tem poder de chefia, quem tem, quem é apenas um funcionário, quem é uma peça ali. Então agora eu acho que muita bomba vai explodir aí na cidade de Cajamar, como a Carla tá nos trazendo aqui. Criou-se um holofote muito grande na região. É uma região palpérrima mesmo assim. Falta muita coisa e a gente tá falando de números muito altos, né, Carla?

>> É muito. E eu digo só uma coisa, quem matou essa menina não deveria ter matado essa menina, que fique claro. Muito, né? Enfim, as pessoas estão perguntando aqui, Dra. Badaró, os nomes das pessoas que foram ali, os ambos os Gustavos, né? Eles têm o mesmo nome, o ex-namorado e o namorado, o Daniel, que é o amigo, e o Cícero. São essas as pessoas que estiveram em Franco da Rocha ontem. Vamos aguardar, Dr. André, mas preste atenção porque isso daqui vai virar que nem espero que não vire a Sou Pó americana, né? Porque refere 20 anos, né? Pode ser um pouquinho menor, né? Vamos para uma série, uma novela, né?

>> Tomara, né, Carla? E outra também, se a gente for pensar no caso Vitória, eh, nessa repercussão nacional que tem tido o caso, não é aceitável que em tempos que a gente fala tanto de cadeia de custódia, que a gente fala de uma sociedade tão presente buscando evitar erros da polícia, evitar erros judiciários, por isso essa cobrança tão grande, eu acho que não cabe mais a gente se calar em relação a pontos abertos Não só no caso Vitória, mas como em qualquer outro caso que a gente entenda que precisa, precisa de atenção, né? Hoje a polícia tem mais aparato tecnológico para investigar, tem bons departamentos de investigação, o próprio Ministério Público também. E a gente não tá cobrando nada além do que isso, né? Não é mais nem por Myall, nem por Vitória, nem por nada, >> por todos nós, né? É uma análise técnica que a gente faz em relação, tem um super chat aqui. >> A gente o o o Leozinho pode ler aí. Diga, Léo, >> vamos lá. O super chat da Isabela Lopes tá falando aqui, ó. Um dos envolvidos tem uma peça de tambor que gira, sabe? Ele sempre fala com desgosto dela. Dr. Aldo, tava indo certo. Eu sei. Opa, já mandaram outro embaixo aqui também. Pera aí. Eu sei. E tem os CVs. Ele gosta da relação amorosa, além de mulheres. >> Tambor de revólver, será que ela nos fala?

>> Tem muita assim. Dr. Aldo Galiano é um delegado muito experiente, gente. E para dar um um calorzinho no coração de vocês, ele está nessa investigação grande aí junto com Gaeco. Só que essa investigação, para que as pessoas entendam, a gente não sabe se tem ligação com a vitória. Vamos deixar isso muito claro, mas é uma investigação muito grande, o que o que mostra pra gente que nós temos problemas muito sérios em Cajamar. E e ela acontece depois, né? Ela veio depois da história da vitória. Doutoralo, ele começa a história da ele, a investigação da vitória, ele fica pouquíssimo tempo, 4 dias, depois o delegado, né, ali da região de Cajamária que vai assumir e ele vai dizer: "Não, é a Franco da Rocha nunca fez nada". Não é verdade, né? Ele estava à frente, sim. Depois ele ele sai, né? Ninguém explicou isso ainda pra gente, o porquê era uma delegacia, olha o que o Dr. André aqui explicou, com muito mais recursos, né? Uma delegacia maior, com mais gente, com mais efetivo. Eh, e é inclusive ele, né, com muita experiência, ele é um delegado muito experiente, muito bom. Enfim, e a gente tem esse novo processo que me chamou muito atenção. Eh, tem muitas pessoas, e aí eu vou te dizer, muitas pessoas grandes, né, no sentido de grande, eh, tem grandes conhecimentos em de cajamar que estão dispostos e estão trazendo muitas informações importantes, muitas informações relevantes. Aí a gente precisa aguardar para entender. Temos que nos debruçar em cima desse processo. Dividirei com Dra. Abadaró, com Dr. André, se ele quiser, também para que a gente possa entender se existe relação, se não existe nenhuma relação, mas que Cajamar tá com problema, a gente tá, eu posso garantir isso para vocês.

>> E olha, >> e a monta de dinheiro é muito alta. >> E eu acredito que não é só Cajamá, a gente vê a evolução do crime organizado aqui no no Brasil. E a Dra. Badaró falou muito bem aqui, né, das estruturas de organizações criminosas, que você pode ter aquela organização criminosa eh num num aspecto deletério pra população, mas no aspecto ali de uma estrutura menor, de uma estrutura média, de uma estrutura extremamente complexa, como o PCC aqui em São Paulo, comando vermelho lá no Rio, enfim. Então, dentro dessas estruturas de prefeitura, você pode ter uma organização criminosa doméstica que foi criada ali naquele local e que não tem vinculação com essas organizações maiores, mas você pode ter também as organizações maiores infiltradas dentro dessas prefeituras. Então, a gente tá falando aqui de de aspectos muito complexos e que é de difícil eh eh resolução no cenário que a gente tem hoje no país de das pessoas que são os tomadores de decisão, os responsáveis por resolver batendo cabeça aí no aspecto legislativo, no aspecto de executar e investigações, de denunciar, do próprio poder judiciário julgar, né, tudo isso. Isso. Então, eh eh isso tem que ficar claro, não é uma coisa só de Cajamá. A gente tem diversos fatos aí ocorrendo em diversas prefeituras, prefeituras grandes, prefeituras pequenas. Aqui em São Paulo nós tivemos o caso da Transwolf e tantas outros casos, enfim, >> né, de que é, né, para deixar claro, aquela estrutura que o PCC montou para realizar o transporte aqui no município de São Paulo, né, e que houve investigação por parte do Gaeco, principalmente da Polícia Civil antes do Gaeco até mesmo. Então, eh, a gente tem essas estruturas, não é algo só de cajamar, né, pra gente deixar isso claro também, né, >> Carlinha, rapidinho, desculpa é aquel super chat, super chat para tudo, né, doutor? Rapidão, >> tudo, >> para tudo. >> Prioridade, super chat aqui do Aid. O Aid mandou aqui, ó. >> Oi, Aid, um beijo para você. >> Orio, o criminoso mora em um chiqueiro, mas quando ele for revelado vai ser investigado o que as autoridades de Cajamar querem esconder. Essa é a mensagem do Aid.

Então, Ed, a gente tá aqui, tá todo, olha, eu posso eu posso garantir para vocês que é assim, uma das minhas especialidades é buscar ajuda. Eu busco mesmo com os meus companheiros jornalistas, meus amigos advogados, meus amigos policiais, meus amigos promotores, eu vou buscando peritos e eu tenho feito isso, né, para que a gente possa entender o que que tá acontecendo ali, porque é muito preocupante. Muitas pessoas falam e de novo tem um sumidouro de meninas, assim, a gente tá recebendo essas informações, mas para que vocês eh tenham eh para que vocês entendam uma coisa que é importante, não basta uma pessoa dizer, a gente precisa ter comprovações, entende? S. Então, quem tem comprovação precisa enviar >> e essas comprovações precisam ser sérias, porque n assim, ah, eu ouvi que alguém me contou que me diz que não sei. Aí isso não ajuda. A gente tem um delegado de polícia aqui. É assim, o que que é? Precisa de uma prova. Prova é prova. Olha, não tem uma pessoa que tá disposta a ir lá a testemunhar, a contar o que viu. Não tem aqui a materialidade, eu tenho, né, enfim, comprovações. Isso tem valor. Agora eu acho, eu e porque assim, a justiça e aí eu vou concordar com a justiça, não pode trabalhar em cima de achismo, >> não. Nunca. E a dúvida sempre beneficia o réu. Então, a gente precisa ter uma solidez de contexto probatório para poder chegar no resultado de condenação. Lembrando aqui também que a Polícia Civil do Estado de São Paulo e o Ministério Público de São Paulo tem canais na internet, nas nos seus sites, tanto a Polícia Civil quanto o Ministério Público de denúncia anônima. Então, né, talvez isso que vocês ficam manifestando no chat, que a gente adora, né? A gente adora ver o que vocês colocam no chat, a Carla recebe os e-mails também, mas também tem esses canais oficiais para que vocês mandem. O doutor tá aqui, vai nos dizer muito bem que qualquer questão que faça um pouco de sentido em denúncia anônima, abre um VPI, né, doutor? Primeiro uma verificação preliminar, né? Sim. Abre-se primeiro uma verificação preliminar em relação àquela questão e se faz sentido a autoridade policial pode até instaurar inquérito, enfim, eh eh dependendo do que os investigadores encontram. Então, assim, nada fica parado. Às vezes, eh, várias notícias em relação a algo pode criar uma proporção. Mas o que a Carla vem falando e que a gente também vem tratando é que muitas coisas estranhas estão acontecendo, né, depois desse caso da da vitória. E a gente espera realmente que a polícia civil investigue, o Ministério Público investigue até o que o doutor nos trouxe é bastante relevante em relação a um possível envolvimento de talvez facção com organização criminosa. a gente analisa as notícias, sabe que tem financiamento de campanhas, eh, licitações, então o crime organizado já tá dentro de todas as esferas aí do poder público, né? Algumas algumas comprovadamente, outras nem tanto.

>> Sim, sim. eh é o aspecto da capilaridade, né, do crime organizado. E é por isso que é chamado de organizado, porque ele entra nas esferas lícitas, né, de atividades lícitas. Neste caso, pode ser também eh no aspecto político, né? Então, essa introdução da organização criminosa em ambientes políticos, isso pode ocorrer eh nessa situação aí também.

>> Pra galera que quer o e-mail da Carla, tá na tela, tá, Carlinha? Coloquei na tela e tá faltando sete likes pra gente bater 200 pessoal. Vamos embora aí nos likes aí. Ó, o Aid aqui mandou mais um. Carla, entra em contato com a irmã do Michael, ela vai te passar as informações. É, não, desculpa, não precisa ler ao vivo. Agora já acabei lendo, meu querido. Mas olha só, eh, eu tô eu tô em contato com todo mundo, viu? Fica tranquilo. A gente tá conversando com todo mundo, todo mundo que tem informação, a gente tá colhendo. Estamos muitas pessoas que a gente tá, vocês vêm a gente aqui no programa, mas você não, vocês não imaginam a quantidade de gente é debruçada, a gente conversa em outros horários, olha o que você viu. E assim, e muito me alegra até gostaria de dizer aqui também, fazer justiça, tem muitos promotores de outros estados que estão com esse processo, estão ajudando também, até pra gente não ficar envieszado, sabe? fala: "Ah, não tá, né?" Então, Carlos, olha isso aqui, vamos ver aqui. Então, e de novo, eh, é pelo correto, inclusive também pelo correto com os bons policiais, sabe, que fazem um bom trabalho e que não querem eh uma investigação mal feita. O policial foi lá, ele escolheu essa carreira. Tava até conversando com os meus amigos lá do Rio de Janeiro e eu não, não é esse nosso trabalho. Nosso trabalho é fazer um bom trabalho.

>> É assim, é quando quando um crime dessa natureza acontece, >> só resta a gente e a gente precisa fazer um bom trabalho. E eu concordo com eles. Nós vamos aguardar que teremos mais informações. Mas vamos rapidinho pro último caso, sabe? >> Quente, quente, quente, >> porque essa eu vou puxar a orelha da Dra. Badaró, que demorou, né? Então é demorou. Você sabe justificativa?