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RIO EM GUERRA

The Exposed Brasil Cortes Oficial24:37

Transcription

Governos federais que mudam de legenda, sim, para todo mundo isso aqui, mas não de conduta. Nada fazem, nada resolvem, pelo contrário, eles lucram com o crime organizado. Meu Deus, a gente tá no meio de um furacão aqui no Rio de Janeiro e muitas coisas acontecendo.

O desdobramento disso e como a gente tem uma arrogância quando a gente é jovem, né? Mas não é uma arrogância, eu não tô falando no sentido ruim, não. Eh, na verdade são certezas, né? Mas a a expressão é um pouquinho de arrogância, né, da jovem. Eh, como se a gente tá impregnado de discursos eh industrializados, embalados a entregues pra gente eh em alta quantidade o tempo inteiro nas redes sociais. Então, a gente já vai para um para um debate achando que a gente venceu ele.

E o que acontece são os desdobramentos da mega operação no Rio de Janeiro, que aconteceu na terça-feira, dia 28 de outubro, nos complexos da Penha e do Alemão, né, que amanheceram aí sobrado. Foi anunciada a ofensiva policial, né, a maior da história, eh, do Rio de Janeiro contra o Comando Vermelho, que é a facção que predomina aqui. Mas surpresa não houve, porque este país, infelizmente, não é para amadores, né? A operação vazou, sim, vazou, né? Alguém de dentro, simpatizante do crime, traidor da própria farda, decidiu avisar o outro lado e com isso promoveu a fuga do principal alvo da ação, o Doca, um dos líderes da facção. Urso, esse vazamento talvez tenha sido responsável pela morte de policiais que estavam ali por um ideal, a paz, aquela paz que muitos fingem defender, mas poucos realmente querem manter.

E se essa operação não tivesse vazado, será que o Doca estaria preso ou morto? Será que dezenas de policiais teriam sido feridos? Quatro teriam sido mortos? Um delegado teria perdido sua própria perna? Essas perguntas e nos bastidores da corporação e aqui também. E é por causa desses oficiais do diabo, os que vendem informações que o Brasil não encontra paz. Gente que se vende, depois chora, se perguntando por que a violência bateu a a porta da sua própria casa. Por que uma filha ou neta se torna vítima do mesmo mal que ajudaram a alimentar? A vida é cíclica, a conta ela sempre chega e você é responsável pelo que você planta, mas pelo que você colhe, como eu já disse aqui muitas vezes, jamais.

O governo do Rio de Janeiro passou meses planejando essa operação, meses de inteligência, cálculos e cruzamentos de dados para tentar capturar Dorca e outros líderes de facções da da facção, do Comando Vermelho, mas de outras de outros estados que se escondiam nas comunidades dessas comunidades citadas aqui da Penha e do alemão. E era para ser uma ação cirúrgica, precisa, estratégica, mas o vazamento sabotou tudo. E sim, estamos falando de criminosos, de pessoas que fizeram uma escolha dentro de um contexto onde muitas vezes não havia escolha. A gente sabe, a sociedade, gente, ela é desigual, precária, faltam escolas, oportunidades. Esses são os discursos que vê sendo despejados na gente nesses últimos dias. Falta de oportunidade, faltam escolas, faltam políticas públicas que cheguem aí onde o estado nunca chegou. Esses meninos crescem sob domínio de facções, onde a autoridade do crime é mais concreta do que a presença da polícia. E essas mães, mães exaustas, que tentaram tirar seus filhos dali, provavelmente trabalhavam o dia inteiro, muitas vezes sozinhas e voltavam para casa já derrotadas pelo cansaço, né, e pela miséria, sem babá, sem estrutura. Os filhos acabaram aliciados cedo, encantados pela ilusão do poder, da arma, do dinheiro rápido, da validação que o crime oferece a quem nunca teve voz.

Mas colocar tudo isso, gente, apenas na conta da desigualdade hoje é meio raso, raso demais, na verdade, porque sim, a exclusão é o terreno fértil, mas o que floresce ali é cultivado também pela impunidade, pela corrupção e pela hipocrisia política de quem lucra com a manutenção desse ciclo aí. E é nesse ponto que a megaoperação mostra sua face mais incômoda que a gente tá vendo aí, né? Não é apenas uma guerra entre o estado e a facção, é o retrato de um país que falhou e que mesmo quando tenta acertar acaba revelando o quanto ainda está contaminado por dentro. Era do vazio, da falência moral.

É claro que tudo isso existe, gente, como o Luciano Hook falou, como tantos outros vêm tentando falar, alguns melhor, outros pior, né? A desigualdade existe, o abandono, a falta de política pública existe, o estado ausente, mas existe também um caráter, sabe? Desculpa, mas existe também o caráter, o caráter que nasce com a gente. Ele é moldado até os 7 anos de idade, dizem os especialistas. Depois disso, o que vem é a escolha. Por que justificar o assassino com o fuzil na mão como mero produto da sociedade é uma meia verdade? É esquecer que há um limite que separa o erro da perversidade. Tirar a vida de alguém por um celular, por um troco, é mais do que um desvio social, é uma ruptura moral. Gente, esses indivíduos são sim vítimas da sociedade, mas são também vítimas de suas próprias escolhas e do seu próprio caráter. Matar, roubar, espancar inocente nas ruas, executar pessoas em tribunais do crime com crueldade calculada e a gente vai ver aqui hoje. E depois, quando são abatidos, vestir esse discurso cansado de vítimas da sociedade, isso já não convence mais. Não convence mais.

A gente tá vendo que não convence mais um governador de um estado, um governador totalmente sem carisma, como eu disse aqui, ganhar aí mais de 1 milhão de seguidores, 15 milhão e meio de seguidores em uma semana, né? Quer dizer muita coisa, muita coisa. E não é gente de extrema direita só não. Não é, tá? Eu posso dizer para vocês que não é. Eu não sou de extremo direito.

Governos federais que mudam de legenda, sim, para todo mundo isso aqui, mas não de conduta. Nada fazem, nada resolvem. Pelo contrário, eles lucram com o crime organizado. O dinheiro do circula livre, está nos postos de combustível, nas casas de câmbio, na Pavuna, na Faria Lima, no Boticário da Esquina. O crime não é mais o morro, é o mercado, gente. E o esclarecimento social que deveria servir para compreender acaba sendo usado para absolver o indefensável. Porque quando você aplica a mesma régua para tudo, você cria um estereótipo, uma caixinha, sabe? E eu não gosto dessas caixinhas. Essas caixinhas, elas não são exatas. Nessa tragédia social, nada é exato. Tudo é feito de camada, de nuance, de contradições que nenhum discurso militante é capaz de resolver.

Como disse o Mano Brau lá no Circo Voador, na época da prisão do Lula, quem lembra? A esquerda perdeu a mão, perdeu o jeito de dialogar com os jovens e ele estava certo e continua certo. Porque inclusão é diferente de transgressão e acolher é muito mais difícil do que romantizar o erro. Quer transformar? Então vai até lá, até o território e diz: "Você quer sair dessa vida? Eu te acolho." Crie projetos sociais que disputem o imaginário desses jovens com a mesma intensidade que o trá, o luxo e as redes sociais disputam hoje. Porque esse jovem aí da favela de 2025 não é o mesmo dos anos 2000. Ele vive a era das betes, dos influencers, do sucesso rápido, da ostentação duvidosa. É o tempo da Bia Miranda, do Carlinhos Maia, do Gato Preto, dos meninos do Trap, que acreditam estar repetindo os Racionais, seria uma continuação, evolução, mas eles mal conseguem conjugar uma frase. Ele era é pensamento, estrutura, letras de 6 minutos sem repetir estrofe, dor transformada em crítica, revolta transformada em poesia. Hoje o que se vê é a área vazia da arte do morro. Ah, mas eles não têm oportunidade de estudar, não conseguem conjugar uma frase mesmo. Eles não têm oportunidade. O Demenos Crime, que é uma banda, é uma banda que é um grupo de rap também paulista, eles não sabiam conjugar uma frase com concordância, mas a a revolta e o discurso deles genuíno tava ali, assim como do Adonan Iran, que também não conseguia lá na época dele no samba, mas ele conseguia, ele era genuíno, tinha ali a realidade dele, o menos crime trazia ali a realidade deles. Trep parece que faz parte desse consumo dopaminérgico instantâneo, sem arcabolso, sem reflexão, sem propósito. A gente vive a era mais rasa da história, onde ninguém entrega nada além da própria imagem. E corro, eu morro também.

O jovem aliciado ali perdeu o senso, perdeu o limite, perdeu o escopo da própria violência. Matar, punir, quartejar, como aconteceu com Tim Lopes, um jornalista investigativo. Eles fizeram isso com ele, para quem não sabe, eh, jogaram ele no microondas, o famoso microondas, e vamos lá, incinerar qualquer um por qualquer motivo virou rotina hoje, virou banal. A era da ostentação matou a filosofia do M e o vazio agora fala mais alto do que a esperança. Ah, sim. Coitada das mães dos traficantes mortos, não é mesmo? Elas não têm culpa. Elas não têm culpa. Mas e as mães dos que eles matam? Tem as mães dos que perderam seus filhos por um celular, por um tênis, por uma discussão banal. Essas mulheres merecem continuar chorando sozinhas porque o governo não deu oportunidade a quem apertou o gatilho.

Até quando essa narrativa vai se sustentar? Até quando a sociedade vai continuar fingindo que todo criminoso é uma vítima e que todo inocente é apenas uma estatística inevitável? É claro que alguns desses jovens talvez quisessem sim uma segunda chance, mas vamos ser franco, né, gente? Seria mesmo uma unanimidade? Será que seria? Será que todos diante de uma oportunidade largariam o poder, o dinheiro fácil, a vaidade de mandar um pouquinho ali num cantinho daquele morro e serem chamados de sei lá o quê por ostentarem um fuzil na mão? A verdade é que o problema é mais profundo, mas mais profundo do que a a igualdade social, do que a oportunidade, do que educação e a cultura no ouro, na comunidade, é muito mais profundo hoje do que isso. É mais profundo ainda e vai ficando cada vez mais difícil de a gente conseguir atingir essa profundidade toda, mas nem sequer sequer, né, atingir o discurso de a origem. Ah, porque a gente tem que matar a origem. Não adianta matar esses caras aí. Não adianta punir eles e levar preso. É bonito, né, o discurso de pular a origem, mas de nada adianta matar os soldados se os generais continuarem livres, sentados nos seus tronos invisíveis, controlando político, mercado e até as instituições.

E o objetivo da mega operação era qual então? Era esse de pegar o Doca, os cabeças, os líderes. Era esse o objetivo, gente. Era, mas vazou. Vazou como sempre vaza. E cadê o estado agora para assinar embaixo o discurso da própria segurança pública? Cadê a coragem de liberar os blindados da Marinha? Os únicos capazes de atravessar aquelas barricadas ali do Comando Vermelho. O governo teve ali uma chance rara de transformar a retórica em ação, de provar que aquela guerra, essa guerra declarada contra o crime é real. Mas o que fez? Silêncio, porque no fundo a manutenção das facções interessa, interessa à política, ao poder, aos acordos subterrâneos que mantém o sistema respirando. E podem acreditar, se o governo tivesse a certeza absoluta de que os chefes do Comando Vermelho estariam reunidos em uma única sala, ainda assim o governo não enfrentaria. Sabe por quê? Porque alguém ligaria antes, vazaria tudo e aquela sala ia estar vazia ou cheia de laranjas, esses meninos aí do cabelinho do Oruan, né, pro estado exibir como troféu, o discurso seria preservado, o teatro ia continuar e a guerra seguiria rentável.

E é por isso que eu digo, com toda a justiça que cabe em mim, que há sim muito que elogiar num governo de esquerda, mas essa pauta não é uma delas nesse momento, não é. Ela já tá desgastada, velha, inadequada, obsoleta, por mais boa vontade e romantismo, né, ela tá obsoleta. O governo Cláudio Cáro demonstrou aí, né, uma tentativa de colaboração com o governo federal. Ele mostrou que qualquer tentativa de colaboração morreria antes mesmo de nascer. Porque o crime organizado no Brasil não é um erro do sistema, é o sistema. Foram 20 anos, 16 sobre gestões de esquerda. E o que que mudou? A revolução cultural, educacional nas comunidades mudaram? Mudou, gente. Aconteceu aí, ó, o problema está nas políticas públicas. Aconteceram nesses 16 anos de governo de esquerda? Aconteceu, gente, não me coloque esquerda, nem de direita, mas sempre tive mais simpatia com a esquerda, mas não é o caso aqui. A revolução não aconteceu em quase 20 anos de governo de esquerda. O Lula acabou com a TV educativa. O discurso da inclusão da cultura da educação, que deveria ser o tripé da erradicação da criminalidade, foi esvaziado, virou slogan, virou palanque. No fim, a justiça social que nunca veio, não veio da esquerda, não veio da direita, nem do centrão. Ela simplesmente nunca veio. Enquanto isso, a bala continua com o endereço certo. Cabeça do pobre, a esperança do trabalhador e o coração da mãe de qualquer lado do morro.

A falta de oportunidade social é um fato, mas não será resolvida por um político solo e estatal. A este caberá decretar uma luta incessante contra sua própria vulnerabilidade, que é o governo federal, que não quer, que prefere gastar milhões em postagens para descredibilizar o governador do Rio de Janeiro do que usar essa mesma verba para estrangular a origem do problema que eles falam tanto, pois não lhes interessa. Disse uma vereadora. Ali entre os 130 jovens mortos havia trabalhadores como qualquer outro. É simplista e revela pouco entendimento sobre o problema, cuja função é terapêutica. Qual o uso medicinal da dessa farinha branca ou do craque do MDMA para resolver crises de saúde pública? A confusão entre o medicamento e entorpecentes apen apenas embaralha esse debate. Aí você quer comparar com o álcool, não sei. O canabidiol, por exemplo, já tem aplicação comprovada e é legalizado para usos específicos no Brasil, mas seu acesso é caro. Um tratamento mensal com canabidiol custa R$ 800. R$ 800. Esse é é a tabela, tá? É tabelado. Muitos pacientes recorrem à maconha para controlar ansiedade e crise, justamente porque tratamentos regulamentados e efetivos são inacessíveis. Então, a discussão deveria ser sobre políticas públicas, preço, distribuição, não sobre slogans ideológicos. Não dá para tratar tudo como pauta política rasa. Se queremos responsabilidades reais, precisamos encarar complexidades sociais e médicas e não reduzir tudo a chavões, a estereótipos, a ideologia. A agenda woke ou qualquer agenda ideológica não substitui políticas públicas sérias que atendam quem sofre e evitem a entrada de jovens no crime.

Enquanto isso, a violência nas ruas prossegue. Pessoas são por um celular, um carro, um cordão ou por disputa de território, né? Como foi o caso da Bárbara. Ela tava passando de Uber na Linha Amarela, mas havia uma disputa de território entre o TCP e o CV e ela morreu. Uma menina excepcional, disse a própria sogra. A sogra, imagina. Complicado, né? A bala que atravessa uma cabeça poderia atingir qualquer família, qualquer. A sua, a sua também. Essa é a realidade nua. Vulnerabilidade cotidiana que ideais fáceis não resolvem. A estratégia do governador Castro expôs uma hipocrisia cansativa de oportunistas que politizam a tragédia em vez de propor soluções. E essa crítica não é monopólio da direita. Parte da própria esquerda e do centro esquerda também rejeita oportunismo. Não precisa ser extremista para estar exausto do discurso vazio, não. A violência no Brasil cresceu a olhos vistos e a sensação de insegurança já é parte da vida de milhões. Tudo tem limite, gente. A operação ostensiva mostrou uma exigência social clara. Há quem não queira mais tolerar o estado de coisa atual das coisas atuais. O governo federal, por sua vez, precisou por hora, aceitar o apoio ao Rio para não perder terreno político. Com Lewandowski, vindo aqui falar com o Cláudio Castro. Atenção, alianças circunstanciais não resolvem a questão estrutural, muitas vezes servem apenas à lógica do desgaste político. Para recuperar credibilidade destrói-se do outro. Se queremos avançar, é preciso menos retórica, gente, mais ação concreta, acesso a tratamentos, políticas sociais que ataquem causas profundas e estratégias de segurança que respeitem direitos e protejam vidas. O discurso cansado do dos Luciano Hul é tão cansado como do extremista de direito e não resolve nada.

A gente precisa conseguir entrar no debate de hoje, né, dessa questão social com as redes sociais junto e com outras questões, como um essas que eu trouxe aqui hoje e tantas outras. A a inteligência da polícia localizou eh um, como que se chama? Um setor, né, utilizado pelo Comando Vermelho para no Complexo da Penha. Não, não é aquele cemitério, aquele aquele lugar lá que acharam vários ossos e tudo tal. É outro, onde os criminosos do Comando Vermelho chegavam a alimentar jacarés com corpos de rivais. Aqui as imagens, tenho as imagens aqui, tá? Aí, ó. Eh, essas são as imagens reais desse lugar que esses meninos vítimas da sociedade, né? Esse nível de crueldade, de perversidade, a gente adquire assim, né? Porque não teve oportunidade social. A gente se torna tão cruel, mas tão cruel, psicopático. Por conta do roubo de um celular, você dá um tiro na cabeça de alguém e depois a sociedade se chamar de vítima. A sua mãe, por exemplo, a sua mãe que acorda 5 da manhã para ir trabalhar na casa da madame da zona sul, volta sei lá que horas, né, da noite, não pode ficar com você, não tem como colocar uma babá para você, mas a sua mãe é mais forte que você, menos deslumbrada, talvez menos idiota, né, de achar que vai ser isso ou vai ser aquilo, não vai, meu amor. Você é só um soldadinho do Comando Vermelho. Você vai tá ali para morrer para eles. Então, lute, lute um pouco mais por você. É divertido ficar jogando pessoas para na boca de jacaré, raspando cabelo de menina, matar porque a menina não quis ficar com você, não quis ser tua namorada ou sei lá por quê, ficar achando que manda no mor, que você é um governo paralelo, mas a verdade é uma só. Você continua sendo um ninguém. Se o governo quiser, ele acaba com você em segundos.

Essas imagens reveladas aí, repercutidas nessa segunda-feira, mostram então espaços usados para violência e intimidação de desafetos na comunidade, evidenciando aí a brutalidade das práticas adotadas pela organização criminosa, o Comando Vermelho. Segundo as investigações, os locais serviam para consolidar o domínio da facção e desencorajar qualquer tentativa de traição ou avanço de grupos rivais, tá? O material integra o dossiê que embasou a megaoperação realizada nos dias 28 e 29 de outubro nos complexos da Penha e do Alemão, que mobilizou cerca de 2.500 policiais civis e militares. Então não foi uma coisa feita assim. Oi, vamos lá matar os meninos vítimas da sociedade. Não foi assim que aconteceu. Esse discurso tá cansado. Eu cansei desse discurso. Eu já tive ele, mas eu cansei. Ele tá obsoleto, tá? Eh, o romantismo da esquerda já não me encanta mais. A gente, a esquerda é mais romântica, mas tudo tem limite também.

A cúpula de segurança pública do estado do Rio divulgou a identidade de 109 suspeitos mortos na mega operação da polícia. Eu tenho essas imagens também. Será? Estamos completos hoje. >> A cúpula de segurança do estado do Rio de Janeiro divulgou a identidade dos mortos em mega operação. Dos 117 mortos, 109 já foram identificados, sendo que 78 com históricos de graves crimes, né? 78 incluindo acusações de homicídios e tráficos de droga. 43 foram agidos, 54 de outros estados, 26 com antecedentes criminais, três com anotações de infrações de quando era menor de idade, eh, sete não tinham histórico criminal, mas atuação em redes sociais corroboram, né, com envolvimento com tráfico de drogas. >> Então, tá aí, gente. Fica difícil, né? Vai ficando difícil, vai ficando difícil e cansativo. Segundo informações, outros 113 suspeitos foram presos e 1/3 deles são de outros estados do país e muitos líderes foram presos também desses estados que ficavam aqui escondidos no Rio, no Complexo do Alemão e também no Complexo da Penha.