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DESAPARECE GRÁVIDA DE 9 MESES | BEBÊ PODE NASCER A QUALQUER MOMENTO | CASO ALESSANDRA LIMA

MARCONDI MARQUES CORTES E NOTÍCIAS URGENTES 51:57

Transcription

"O quê? Não sei o quê, não sei o quê, eu vou falar pra tua mãe", e tal. Aí ela, aí no início ela ficou muito perturbada, porque assim que ela descobriu que tava grávida, um misto de sentimentos, um misto de muitas coisas. E ela pegava e dizia assim: "Mãe, eu não quero, eu mãe, eu eu não não sei o que o que que eu vou fazer. Eu vou atar do Benê."

Aí ela pegou e disse assim: "Mãe, me arruma R$ 200 porque eu vou vender sanduíche na praia para poder eu começar a fazer o choval do bebê". Eu disse: "Não, não precisa, não precisa você fazer isso. Eu lhe garanto que quando seu filho nascer, o seu filho vai ter da fralda até a chupeta para ele usar. Se preocupe não."

Aí, aí eu só sei que, eu só sei que nisso ele, ela pegou, bloqueou, ele não teve mais contato. Eles também me bloquearam nas redes sociais, não tenho mais contato com eles, né? E eu, mas meu esposo já passamos lá duas vezes, né? Ele nunca ajudou com nada, nada, nada, nada, nada mesmo. Nenhuma uma, como é que se diz? Nenhuma fralda, nenhum exame de sangue, nenhuma ultrassonografia, nada, nada, nada. Se eu disser que o Gabriel chegou lá em casa com tome, toma Alessandra com R$ 100 para comprar uma coisa ou para poder fazer um exame, vitamina, alguma coisa precisa. Nada. Pois é. Pois é. Pois ele nunca, nunca compareceu.

E aí ela pegou, não foi atrás. Ela disse que não ia atrás, ia dar um jeito de criar o filho dela, né? E aquela coisa toda. Foi atrás do benefício, mas mas negaram o benefício porque disseram que ela morava comigo, enfim, né? Aí eu fiquei. Mas assim, em momento algum não fiquei preocupada com ela passar fome ou a criança passar fome ou alguma coisa, não. Ele é muito amado, o filho dela. Posso ter, você pode ter certeza absoluta que ele é muito amado. Ele é um menino amado. Antes dele nascer, ele já é amado, né? Ele é muito esperado por mim, pela minha família, né? E teve gente que disse assim da minha família, né, que se ela não quisesse beber, tem algumas pessoas que até disse: "Não, eu crio como se fosse meu". Eu tenho certeza absoluta que se nós não tivéssemos.

Esse é o problema, dona Antônia. Acho que tem muita gente, parece que tem gente querendo esse bebê, né? Pronto. O problema é esse, sabe? Exatamente. Do mesmo jeito que nós queremos, tem outras pessoas que querem, mas nós sabemos dos nossos, das nossas intenções. Nós não sabemos das das pessoas, né? Então assim, nós estamos correndo contra o tempo porque ela pode ter tido, pode ter tido em casa também. Pode.

Mas eu vou perguntar uma coisa pra senhora. Quando quando a sua filha desapareceu, a senhora não tentou falar com Gabriel? Não. Eu eu assim diretamente, diretamente mesmo, eu não fui na casa dele, mas eu passei assim duas vezes na rua, eu fui tentar ver se ela tava por lá, né? Aí hoje a minha a minha irmã pegou e disse assim: "Por que é que tu não vai lá confrontar ele se ele souber de alguma coisa?" Entendeu? Então assim, exato.

Eu não tô acusando ninguém, mas assim, o que que acontece? Se a pessoa não quer um bebê, qual a finalidade dele? Nenhuma. Exato. A pessoa não quer um bebê. Entendeu? Então assim, eh, a minha filha dizia umas coisas que ela dizia assim: "Mãe, o Gabriel não é aquele, não é quem a senhora pensa que é". Aí eu ficava até com raiva assim: "Marc, como é o Gabriel?" Eu não vou dizer não, porque a senhora não vai entender, entendeu? Então assim, eu não convivi com Gabriel dentro de uma casa, mas ela conviveu.

E a senhora viu? Mas a senhora viu as mensagens dele para ela sem respeitar o momento de gravidez dela, querendo já ele já sabe que ela que ela tem que ela teria que tomar remédio, né? Ele sabe disso, que ela tem que ela usa, faz uso de medicamento, né? Então, para que para que isso? Pronto. Quando ele foi morar com ela, eu disse: "Gabriel, tu sabe que a Alessandra ela tem que tomar um remédio, ela tem que fazer um tratamento?" Ele disse: "Não, tia, eu sei. Eu eu tenho quase o mesmo problema com a Alessandra". Eu disse: "Como assim?" "Não, eu tomo medicação para bipolaridade, pro meu humor, que não sei o quê, não sei o quê". Aí eu disse assim: "Então tá explicado". É, então tá explicado.

Aí o que acontece, né? Pronto. Aí o que que acontece? Eh, a o o problema tá aí, né? A questão do humor, questão do humor, a questão do humor da pessoa. Hoje você tá bem, amanhã você não tá. E aí quando você não tá bem, você faz o quê? Faz o quê, né? Exato. Pois é. Eu não estou acusando aqui publicamente o Gabriel, mas eu queria sabe. Ninguém tá. Ninguém tá. Mas eu acho, eu acho que ele deve se envolver na procura da sua filha, porque é o filho dele, né? E ele querendo ou não, ele tem responsabilidade sobre essa criança. Mesmo que ele fala que não quer, mas ele tem responsabilidade. Pois é, ele pode até não querer, mas ele tem responsabilidade sobre a criança. Ele ele tem que tem que entender que o filho, né? Infelizmente nós vivemos num num período que nem todo homem pode ser chamado de pai, né?

Eu concordo completamente. Pois é. Então assim, eu não queria. Até disse assim, minha filha, você, ele não é obrigado a conviver com seu filho, não, mas ele, mas o seu filho tem direitos. Você pode ir na justiça, né? Você pode pedir, eh, você pode pedir, eh, se ele tiver alguma dúvida ou alguma coisa, ele tem. Aí ela pegou e disse assim: "Mas se ele quiser fazer o exame, ele pode fazer. Eu tô super tranquila, eu vou". Se ele quiser, eu ainda peço. Eu peguei e disse assim: "Tu tem, tem certeza?" Ela pegou e disse: "Mãe, a única pessoa que eu me envolvi foi o Gabriel." Ela disse até assim, né? Que eu me envolvi foi o Gabriel, né? Eu gostava dele, né? A gente se dava bem, a gente compartilhava dos mesmos sonhos. Eles eram muito grudados, assim. Eu não entendi porque de repente começou, desmoronou tudo. Aí depois ela me disse: "Não, porque ele queria que eu tirasse o bebê e eu não queria". "Eu não queria tomar nenhum nenhum." "Ele queria me dar para poder eu tomar um chá." Ela disse desse jeito. Eu peguei assim: "Tu não tomou?" "Tomei não." Certo. "Tomei não, porque eu não sou doida." Certo. Entendeu?

Então assim, eu queria uma resposta. Eu, eu depois da sua entrevista, que depois de que eu saí daqui, eu já tinha decidido que eu ia lá, eu ia conversar com Gabriel. E assim, tá muito estranho se sumir da Alessandra, as vésperas de ter o bebê. Talvez ela já tenha tido. Talvez, talvez assim, eu queria uma resposta. Eu só queria saber onde é que a Sanda tá, onde é que o Ravi tá, se eles estão bem, se ela tá viva, se ele tá, entendeu? Então assim, e o que mata a gente é angústia.

Angústia, com certeza. Essa é a incerteza. De tudo, a incerteza de não saber nada, de depocar em todo canto. Quando eu saí hoje do Hospital da Mulher, né, que é aqui em Fortaleza, eu eu fiquei assim: "Para onde é que eu vou agora?"

A senhora foi em todos os locais. Não tem mais onde procurar. Não tem mais. Não. Agora, agora é com a polícia e com é com a polícia. É com aqui com o pessoal daqui. Compartilhando, por favor. Tô passando as fotos da Alessandra. O caso é de Fortaleza, mas ela pode estar aí em qualquer local do Brasil. Como como a mãe disse, ela pode ter vendido o celular, ter comprado uma passagem para qualquer local, porque uma mente instável faz esse tipo de coisa. Então, eh, não adianta falar Fortaleza, provavelmente esteja, mas também tem uma possibilidade menor de ter comprado uma passagem, ter ido para outro local. Pode acontecer isso, gente. Então, peço a todos que compartilhem ao máximo e se caso vejam, tenham visto ela em qualquer local, avisem, avisem a polícia. Se não quiserem avisar a polícia, passam aqui, passem aqui o e-mail, passem informação aqui nas redes sociais, eh, passem chegar informação pra gente poder dar paz para essa família e saber se o Ravi está bem, se Alessandra está bem, porque o Ravi ainda nem nasceu, mas ele tá para nascer. Quer dizer, eu nem sei se ele já não nasceu, né? Porque tá tá em cima. Tá em cima. E sete dias desaparecida para uma grávida. Não, não é fácil. Até porque ela não tem amigos próximos ali. Ela não tem amigos próximos, ela só tem a família. O namorado tá brigado. Então a situação tá tá meio que dramática, gente. Tá bem dramático. Vou dizer a verdade. As pessoas olham a dona Antônia aqui com com a eloquência dela falando, porque ela tá tentando explicar tudo para que as pessoas conheçam e possam ajudar. Mas eu falo que tanto a dona Maria do Socorro quanto a dona Antônia, Maria do Socorro, avó da Alessandra, dona Antônia, a mãe, estão aqui fora das câmeras em desespero. A dona, a dona Antônia um pouco mais cedo não conseguia falar com ela porque ela tava andando para lá e para cá querendo saber onde tá a filha dela. A polícia ainda não deu retorno. A polícia vai procurar, vai conversar com todo mundo que pode, mas é também nossa nossa responsabilidade fazer chegar a informação em quem pode ajudar. Então, se a gente compartilhar e se a gente ver, se nós virmos ela em algum local, é só avisar. Não vai ter problema nenhum pra gente, pelo contrário, vai ser um bem que nós iremos fazer.

Dona Antônia, tem mais alguma coisa que a gente não falou que a senhora lembra? Não, eu falei tudo que eu tinha que falar. Eu só queria assim que alguém visse ela em algum canto, né? Que se visse que ela tá sofrendo em algum canto, se que ela tá cansada, porque oito meses não é fácil, ela tá com mais de oito meses, né? Se por acaso alguém vê ela ou se por acaso alguém souber, viu ela entrar numa casa, né? Ouviu alguém pegar ela em alguma parada de ônibus, em algum canto e e avisar pra gente, né? Avisar aqui no canal de vocês, né? Avisa aqui, é fazer barulho, porque assim, a gente, a gente como sociedade, a gente também tem responsabilidade sobre os outros, do jeito que a que que você tá fazendo aqui comigo, você pode fazer com outras mães.

E assim, o que como eu disse, né? O que o que eu passou mil coisas na minha cabeça e não para de passar. Por quê? Porque enquanto não tiver uma resposta, saber onde é que a Alessandra tá, onde é que o Ravi tá, se ele já nasceu, eu quando eu fui para o hospital da mulher, eu fiquei na esperança. Meu coração batia tão forte, eu ficava pensando assim: "Não, será que o meu neto já nasceu? Será que eu vou conhecer meu neto? Será onde é que ela tá com esse menino? Será que ela já teve o neném? Será que ela teve em casa? Alguém fez parte dela em casa, não quis levar pra maternidade?" Tem a questão de muitas questões, questões higiênicas, eh, muita coisa em casa. Pode ter uma hemorragia, pode ter uma coisa que deu errado. Pois é. Vários pontos é que a gente se preocupa. Exatamente. Pois é. O que me preocupa, eu só queria uma resposta, sabe? Eu sei que a polícia tá atrás, eles agiram muito rápido. Eu até agradeço a Polícia Civil daqui do Ceará. E mas assim, mas é muito, é muito angustiante você ficar passando coisas na sua cabeça, você sempre pensar assim: "Não, agora se esgotou as minhas possibilidades, o que é que eu posso fazer agora?" Mais nada. Mais nada. Só esperar. Exatamente.

Dona Antônia, eu vou acompanhar o caso com a senhora, tá? Nós vamos continuar falando do caso da Alessandra até encontrarmos ela, até termos uma resposta. Meu compromisso com a senhora é esse. Então vai, todos aqui vão, todos aqui vão ter o compromisso de compartilhar. E assim, olha, tem informações de Alessandra, manda aqui pro canal. Sigilo absoluto. Ninguém vai saber que você que enviou a informação para mim. Como vocês sabem, já fizemos isso várias vezes. Não quer falar com a polícia, fala aqui com a gente. A informação vai chegar a quem de direito e a Alessandra será encontrada e seu nome não irá aparecer em local nenhum. Tantas vezes fizemos isso, então contamos com vocês.