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E aí, e em 3, 2, 1, o rádio AM. Oi, boa noite a todos. Sejam todos muito bem-vindos à nossa palestra aberta. Dona o termo de Janeiro do lado do Brasil. E hoje, especialmente, esta palestra vai ser mais do que uma palestra normal. É a nossa Aula Magna da nossa Escola de Teologia Vida Cristã do L'Abri Brasil. Eu gostaria de fazer a abertura e receber todos vocês, falando um pouquinho sobre a nossa escola, que já existe há mais ou menos dez anos. Ela sempre foi presencial aqui em Belo Horizonte e, pela primeira vez, a gente vai oferecer totalmente online. A ideia é que ela preserve os fundamentos e valores do L'Abri. Então, nós vamos usar os recursos possíveis para que a gente possa caminhar juntos, mesmo ao longo de quatro meses, aprendendo sobre os fundamentos da fé através das virtudes da fé, amor, esperança. Hoje o Guilherme vai apresentar um pouquinho sobre essas virtudes, é sobre esses fundamentos que estão a base do nosso curso. E eu gostaria, então, que vocês, quem tiver interesse, quiser saber um pouquinho mais, fiquem à vontade para entrar em contato conosco no nosso site. Você pode baixar a ementa e o cronograma completo com todas as disciplinas. Nós temos também livros que são lindos, juntos ao longo do curso, além de vários materiais complementares que são oferecidos para aprofundar cada tema. Nós também estamos fazendo as aulas. As aulas serão transmitidas ao vivo e ficarão gravadas, caso você não possa assistir naquela, naquele dia determinado. Também, enfim, eu gostaria de convidá-los para assistir essa aula hoje e para buscarem mais informações do curso. Podem entrar em contato conosco também pelos nossos canais, pelo e-mail do L'Abri, as redes sociais do L'Abri. A gente tá à disposição para conversar sobre isso também. E hoje, então, eu gostaria de dar as boas-vindas a todos que estão acompanhando com a gente ao vivo, online, e aos alunos que estão aqui conosco no nosso nome, o termo do L'Abri. Sejam todos muito bem-vindos. Vocês podem colocar as perguntas aí no chat ao lado do vídeo do YouTube. E aí, eu vou ler ao final essas perguntas, por Guilherme também respondê-las, ok? Gostaria, então, de convidar o Guilherme e fazer uma oração para a gente começar. Então, essa noite. Pai querido, nós nos colocamos diante do Senhor nessa noite. Pedimos a sua direção e a sua orientação. Conduz Guilherme nesta apresentação, Pai. E também te peço para que o Senhor alcance todos aqueles que já fizeram a inscrição no nosso curso, que já estão dispostos e determinados a nos acompanharem ao longo dessa jornada nesses próximos meses. E a todos aqueles que o Senhor trouxer, Pai, que o Senhor nos conduza nessa jornada ao longo desse curso e continue fortalecendo essas virtudes na vida de cada um de nós. Você, com todos que estão assistindo essa palestra, essa aula nessa noite, e que essas verdades possam alcançar cada um de nós, Pai. Te pedimos também pela transmissão ao vivo, pela qualidade do som, da imagem, que tudo seja feito de maneira adequada e que todos que estão nos acompanhando possam ter uma boa transmissão. Nós te agradecemos por todos que estão aqui nos auxiliando e permitindo que essa palestra possa acontecer. Muito obrigada, Pai. Nós colocamos cada um de nós agora diante do Senhor. Em nome de Jesus, amém. E amém.
Obrigado, Pai. Bom, então, graças a Deus, nós temos de novo uma edição da nossa Escola de Teologia e Vida Cristã. E é, e dessa vez online. E eu espero que alguns de vocês que estão acompanhando possam participar com a gente. O tema da nossa primeira aula é Fé, Esperança e Amor, a Tríade da Vida Cristã. É uma aula importante porque através dela a gente tem o plano do curso e vocês podem ter uma ideia mais clara de, é, de que forma a Escola de Teologia do L'Abri se parece e se diferencia também de outros programas de introdução à teologia, de orientação sobre vida cristã. Gente, esse programa que a gente desenvolveu é, sim, incluir no que é chamado em teologia de teologia espiritual, teologia da vida cristã. E você sabe que teologia tem vários ramos, né, gente? Tem teologia bíblica, nós temos teologia hermenêutica, teologia dogmática, teologia histórica, teologia prática e vários campos de teologia prática e por aí vai. Mas, sim, em alguns anos atrás, desenvolveu-se o que foi chamado de teologia espiritual, que é a reflexão sobre a teologia como um todo, mas do ponto de vista da orientação para a vida cristã e da descrição da vida cristã. Num certo sentido, toda teologia é assim, mas a gente pode ser mais específico sobre como a vida cristã funciona. E a, e a razão por que me preocupei acertar altura e desenvolver um programa a respeito de vida cristã é que, durante a minha adolescência e os primeiros anos da caminhada cristã depois do batismo, eu li muita coisa sobre vida cristã. Bom, e o que me impressionou foi descobrir que líderes diferentes, livros diferentes, davam soluções, por assim dizer, muito diferentes sobre como a vida cristã funciona. Isso, a certa altura, me deixou bastante desorientado, porque alguns diziam que a chave da vida cristã era você se esforçar, outros que era você tomar posse e não fazer nada, outros que você tinha que ter uma experiência poderosa e falar em línguas, outros que você poderia ter essa experiência e não precisaria falar em línguas, outros diriam que a chave era comunhão com os irmãos, outros seria leitura bíblica, outros colocavam todo o peso na oração. E intuitivamente, eu vi que todo mundo tinha alguma verdade, mas o quadro completo não ficava claro. E a certa altura, descobri que existem orientações clássicas sobre como a vida cristã funciona e qual é a sua dinâmica na, na história cristã, e que muitas vezes são ignoradas. E aí, nesse a produção subida que eles, então, a gente concebeu o curso para falar sobre teologia de forma densa, mas pensando na dinâmica da vida cristã. E nós vamos passar aqui por quatro etapas na nossa aula. Vamos falar sobre o tema da Liberdade, a realidade, perdão, que é um tema muito importante para o L'Abri. Vamos falar sobre a relação entre a virtude em geral e a realidade, é uma realidade na vida cristã. Vou dar uma breve introdução a sete virtudes e colocar o foco nas virtudes teológicas. E aí, nós vamos falar um pouquinho da nossa escola. É o ponto chave, gente, sobre essas virtudes foram chamadas teológicas e o teu locais é que elas são aquilo que define a vida cristã e distingue o modo de vida cristão de outras formas de outros modos de vida. As virtudes teológicas: Fé, Esperança e Amor, as marcas do cristão e os sinais da nova criação. E esse é o nosso tema. Então, hoje, vamos começar falando sobre realidade e vida cristã.
Tanto a palavra "realidade" quanto a palavra "verdade" são polêmicas. Em parte, porque a sociedade moderna ou pós-moderna, por muito tempo, recusou a importância da verdade. Até que emergiu o que foi chamado de "pós-verdade", que é a suspeita generalizada de que nós não teríamos acesso aos fatos sobre nada e que tudo que nós temos são muitas perspectivas. E mais do que isso, que existe, do ponto de vista ético, desprezo pela verdade no discurso público. E isso foi chamado mais recentemente de pós-verdade. Foi muito irônico, né? Depois de décadas de filósofos mais conservadores e também de pessoas religiosas denunciando o relativismo pós-moderno, e muitos na academia rindo desse assunto, quando pós-verdade virou um problema político, o pessoal parou de rir e todo mundo ficou preocupado com a verdade. Você deve se lembrar aí que em 2016, o Dicionário Oxford, elegeu, e sempre elegem, uma palavra, a palavra mais importante do ano. E eles elegeram em 2016 a palavra "pós". Esse termo não é "pós-verdade" como a palavra do ano, a expressão do ano. Deixou de ser um termo periférico para se tornar um assunto central no comentário político. E eles viram isso. E temos estatísticos, meses podem ver ali no gráfico, né? Essa expressão era usada há muitos anos já, desde 92, mas ela, por volta do começo de, no final de 2015 para o começo de 2016, de repente virou uma palavra muito importante. E teve gente que achou que isso era exagero. Mas se mostrou uma realidade, porque a explosão de teorias conspiratórias e fake news e de narrativa e invenções de fatos usando rede social só cresceu de 2016 para cá. Então, dado que isso foi explicado na época aqui, essa palavra foi escolhida, dado que o uso do termo pós-verdade não mostrou nenhum sinal de desaceleração, eu não ficaria surpreso se pós-verdade se tornasse uma das palavras definidoras de nosso tempo. E isso é o que o pessoal disse na época, né, que o dicionário escolheu essa palavra. E é exatamente o que aconteceu. A questão do que é verdade, do que é realidade, está mais quente do que nunca. E ao longo do ano passado, eu fiquei bastante impressionado com isso, até usei em palestras. E no começo do ano, a revista Piauí publicou a respeito disso a questão do negacionismo do poder na política. E tem até uma charge aí, né, vocês podem ver. Muita gente se pergunta, diante de tantas informações complexas e agendas, e será que isso não é tudo uma conspiração? E isso só cresce. A gente tá vendo as implicações agora mais amplas disso. E de repente, não apenas saber o que é verdadeiro do ponto de vista epistemológico, mas também a questão da confiabilidade dos discursos das instituições. Por uma coisa muito importante. E por trás da questão da verdade está a questão da realidade. O que é realidade, afinal de contas? E como que a gente faz essa? Isso é um problema que não é só da política, da relação da ciência com a opinião pública. É um problema para a fé também. Eu acho que eu já contei outra palestra que conversando com um editor, com o dono de um jornal, uma vez ele fez essa observação para mim. Não foi nada ofensivo, é simplesmente um comentário, um gesto. Era o seguinte: "Eu tenho impressão, eu sei que você falou comigo, eu sei que você se ocupa, Guilherme, com a verdade. Eu tenho que o que os evangélicos têm um problema, não têm como com a realidade." E ele falou com toda honestidade, não tinha nada de ofensivo. E eu fui obrigado a concordar. Tem estatísticas recentes que mostram que os evangélicos têm uma disposição um pouquinho maior de acreditar, espalhar a infecção, se espalhar fake news do que pessoas de outras visões. Então, e nós temos um problema com a realidade. E eu acho que nós temos, eu acho que não é por causa da fé evangélica especificamente. Eu acho que é um problema da, de como a nossa sociedade funciona e das classes sociais que são mais representadas na comunidade evangélica. Mas é o homem contemporâneo tem um grave problema com a realidade. E esse problema de narrativas colecionáveis, de dúvidas sobre o que é o real, não é um problema só do WhatsApp, decorrente do WhatsApp. Quem foi para universidade sabe que isso é um problema lá dentro. Que, oi, jovens, entrou em crise quando entrou na universidade, porque de repente são informados de que todo o sistema de crenças e moralidade que ele recebeu de casa ou da religião e tudo mais é parte de uma espécie de comprou, é uma ideologia de classe, há alguma coisa assim. E o sujeito entra numa crise de realidade quando ele está lá. Então, em muitos ambientes hoje, essa pergunta que já era feita se tornou ainda mais aguda. E eu acho que a gente precisa enfrentar isso com muita seriedade. Não é um assunto que possa ser ignorado.
Eu gosto muito de citar Chesterton. Escreveu um livro sobre Tomás de Aquino, que eu gosto muito de citar. É sensacional. E nesse livro, é o seguinte, veja só, citando o Jackson, me irrita. O senhor Marie, tão usou uma admirável metáfora em seu livro "Theonas", quando disse que o fato externo, "Fiat Lux", a ser interna, como abrir e fertilizar a flor. Ou seja, como for sobre esse casamento, ou o nome que se queira dar a isso, todo o sistema de Tomás de Aquino, grande teólogo e filósofo católico, foi fundado. Deus fez o homem tal que ele fosse capaz de ter contato com a realidade. E que nenhum homem separe aquilo que Deus uniu. Sensacional essa expressão de Chesterton. E isso não é só a respeito do sistema de Tomás, que pretende assim uma explicação do cristianismo. O cristianismo diz respeito à realidade. E o cristão não tem a alternativa de tratar Jesus como uma orientação moral e espiritual pessoal ou apenas íntima. Porque no Evangelho de João, nós somos informados que o Jesus, o Logos, que caminhou com os discípulos, né, é aquela pessoa que eles tocaram e apalparam. O Jesus, filho de Maria, judeu, a criança que cresceu em Nazaré e tudo mais. E se Jesus é o Logos pelo qual Deus fez o mundo bom, então o cristão está sob obrigação de compreender que o Jesus que ele crê tem um alcance universal. E de certa forma, tratar Jesus como o meu caminho pessoal de espiritualidade é trair o cristianismo, porque Jesus é verdade sobre a realidade inteira, e não só sobre o seu bem-estar individual ou a sua fé pessoal. Jesus é o Logos, a luz que ilumina todo homem. Então, o cristianismo envolve essa vocação cósmica. Ele diz respeito a tudo. Todas as coisas foram feitas por meio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez. Então, a palavra "cristão" é a palavra que diz algo para mim, devido a mente, mas que diz algo sobre o universo. E o cristão não pode escolher qual dos das pontas ele vai pegar. Se você puxar o Jesus filho de Maria, você vai topar. Eu puxar esse filho, vai topar com o é através do qual tudo foi criado. Então, o homem foi feito para a realidade. Que Jesus veio para nos colocar de volta na realidade.
Agora, muito, você sabe dessa história famosa de que o Schaeffer tem uma crise, né? E a crise de fé do Schaeffer, antes do L'Abri começar, foi uma crise de realidade, né? Esse livro "Verdadeira Espiritualidade" é bastante conhecido. E a gente tá guardando aí que sai uma nova edição, né, em português, se Deus quiser. Vamos orar por isso. Mas esse livro é considerado o livro mais importante que Schaeffer escreveu. E esse livro nasceu de uma, da caminhada do Schaeffer, mais uma crise de fé que ele teve. E esse relato que ele apresenta aqui é famoso. Edith, tem o lado dela também do relato. Ela disse que o Schaeffer ficou alguns dias no sol, tão andando para lá e para cá, e numa crise ali, porque para ele continuar sendo cristão, ele tinha que ter uma solução para esse problema. Esse é o seu João me deu o trabalho para mulher. Mas diz o Schaeffer o seguinte: "Encarei uma crise espiritual e minha própria vida, e gradualmente um problema veio a mim, o problema da realidade. E ele tinha duas partes. Primeiro, parecia-me que entre os muitos que sustentavam a posição ortodoxa, via-se pouca realidade quanto às coisas que a Bíblia tão claramente diz que são resultado do cristianismo. O segundo, cresceu gradualmente em mim, que minha própria realidade era menor do que tinha sido nos anos em que me tornei cristão. Percebi que honestamente precisava voltar e repensar toda a minha posição." Então, Schaeffer fala sobre isso quando ele escreve o livro. E 68, essa crise foi um pouco antes deles começarem a L'Abri, foi 55. E é muito interessante isso aqui, né? Schaeffer tá preocupado com a realidade. Ele não tá preocupado, isso é importante, ainda preocupado só com se sentir bem com Deus. A questão dele era: isso é real ou não? E isso é realidade ou não? E ele tinha essa impressão que, aos poucos, ele foi escrevendo depois nos trabalhos dele, de que, de algum modo, o cristianismo dele continha pouca realidade. Ele tem uma experiência da realidade de Deus muito forte logo que ele se converteu, mas o que acontece é que o mundo parecia muito grande e o cristianismo muito pequeno. E isso é uma crise que muita gente tem. Agora, a origem dessa crise, geralmente, não é clara para essas, para as pessoas que têm essa crise. Vai para o Schaeffer, acabou ficando claro. A questão não era que, de fato, o cristianismo fosse pequeno, mas é que a vivência da realidade de Deus e integração do resto da vida com a realidade de Deus é que era muito pequena. E quando você tem uma experiência de mundo ampla, mais que o cristianismo, o seu cristianismo não dá conta dela. É repetido, parece infantil, subdesenvolvido, minúsculo. E isso é um dos problemas que ele teve. Não foi o único. O maior problema era falta do sentido da realidade de Deus agir na vida dele. Mas tinha duas pontas esse problema.
E uma história também conhecida é que quando Schaeffer conheceu o Hulk Mark, era um filósofo, né, que eles estão holandês, muito preocupado com a relação do cristianismo com os outros temas da vida. Então, os dois entenderam que eles podiam juntar as coisas, né, juntar os trapos, por assim dizer, e eles tiveram essa experiência de um enriquecer a vida do outro. E o Hulk Mark teve a sua vida enriquecida com a consciência da realidade de Deus. E o Schaeffer, dessa vez, amizade com o Rudimar, que teve a suicida sobre como todas as coisas têm a ver com a realidade de Deus. E isso foi o ponto de partida para o L'Abri emergir. Foi assim que surgiu. Uma das L'Abri, e uma expressão que o Schaeffer gostava muito de usar e virou uma marca dele, era essa expressão: "Verdade verdadeira". Futuro. É porque existem as verdades, o verdade, um sentido geral. Então, ele começou a falar de "verdade verdadeira" para se referir à realidade. O Hulk Mark já gostava mais de falar, falar muito de realidade. E tenta uma palestra importante sobre isso que a gente tem uma versão no L'Abri. E aí, o Schaeffer falando sobre a tarefa do cristão no mundo, ele diz o seguinte: "O homem do mundo moderno está perguntando se a personalidade é real." Veja isso aqui, é uma discussão bem da época ali, dos anos do início do L'Abri, quando você tem, por exemplo, de regionalismo negando a realidade da personalidade, outras filosofias negando isso. E o Schaeffer recebia jovens lá no L'Abri que tinham pergunta sincera: "Será que a pessoalidade é só uma ilusão? E o osso só uma máquina biológica?" E tem muita gente ainda a pergunta hoje. "O homem está perguntando se a personalidade é real, se a comunicação é real, se ela tem significado. Nós cristãos podemos falar até ficamos roxos, mas tudo será sem significado, a não ser que possamos exibir a comunicação. A igreja deve representar a raça humana sobrenaturalmente restaurada em realidade. Primeiro, a igreja deve ensinar a verdade. Segundo, a igreja deveria ensinar a prática da existência de Deus e a exibição do caráter e da santidade do amor de Deus." Então, a realidade de Deus, viver a realidade de Deus e descobrir o que o mundo de fato é, à luz da realidade de Deus, era esse tema que o Schaeffer achava que a igreja precisava enfrentar. Lembra muito da questão, nesse sentido, que o próprio Tomás, no século XIII, estava enfrentando de um cristianismo que a perder em questões meramente de jurisprudência, das regras, do que que é a doutrina certa, a doutrina errada, ou então de subjetivo, do subjetivismo, de buscar experiências e esquecer da sua vocação de trazer as pessoas de volta para a realidade. A Bíblia fala sobre isso em Colossenses: "Nós fomos por causa de Jesus transportados do império das trevas para o reino do filho." Gente, o mundo é basicamente um lugar escuro. Está no mundo e fora do reino significa que você está no escuro. E está no reino, e também linguagem de Colossenses e Efésios, está na luz. Ou seja, você retoma o contato com a realidade real, com a verdade verdadeira. Então, gente, isso é a mensagem central que a gente tem que procurar trazer no L'Abri, desde essa tradição do Schaeffer. E isso tem a ver, é um tema da virtude, porque virtude, virtude é nós vivemos de maneira alinhada com a realidade. É isso, em termos bem simplificados. É a vida virtuosa é uma vida que se habituou a lidar com a realidade de Deus e tratar o mundo como ele realmente é, como criação de Deus, dependente de Deus e alienada de Deus por causa do pecado. Virtude tem a ver com realidade e tem a ver com as relações que você estabelece. Com o que você não sabe o que o mundo é, você não vai se relacionar corretamente com ele. Se você, por exemplo, souber que tem uma cobra no buraco, você não vai meter a mão no buraco. É da mesma forma, se você acorda de manhã e a realidade de Deus é clara para você, aquilo muda o seu dia. Então, virtude tem a ver com hábitos que você constrói para se relacionar de forma alinhada, sintonizada com o que a realidade é de fato. E agora, a gente precisa aprender isso. Isso é uma coisa importante. Existe uma realidade. Nós fomos feitos para ela, né? O chefe, eles não fala que a gente foi feito para a realidade, é como se fosse a mente é feita para a realidade, como se fosse no caso do casamento, né, como um efeito para o outro, homem e a mulher. Mas a gente precisa aprender essa relação. E a virtude é o aprendizado da relação genuína com a realidade. Nesse sentido, verdade, minha, só os fatos sobre as coisas. Por isso que fica de dizia que verdade, autenticidade, e não é por querer subjetivista, é porque se você teoricamente sabe os fatos, mas você tem uma relação falsa com eles, você é mentira. Então, isso ainda não é viver a realidade. Por isso, é a verdade não é só uma coisa das ideias que você tem, é também das relações que você estabelece. Está? E não é só saber os fatos sobre Deus, é estar numa relação verdadeira com Deus por causa do conhecimento desses desses fatos. E como a gente precisa aprender isso? E isso é pode ser chamado de uma segunda natureza.
Eu entro, a gente tem um livro também que eu tô querendo divulgar aqui também. Eu creio que agora, porque o caráter cristão é importante. Não, eu não estou fazendo comercial de livros, mas isso aqui é um dos materiais que a gente recomenda no nosso curso, né? E nesse livro, entre White, fala sobre a virtude da vida cristã. Veja o que ele diz: "Em um sentido estrito, virtude, o que acontece quando alguém fez mil pequenas escolhas que exigem esforço e concentração para fazer alguma coisa boa e certa, mas que não vem naturalmente. E na milésima primeira vez, quando aquilo realmente é importante, a pessoa se pega fazendo é necessário automaticamente, como dizemos bom." Então, é uma ilustração que a gente vai se usa, é um caso relativamente famoso, é que aconteceu em 15 de janeiro de 2009, em Nova York, quando o voo 1549 da US Airways decolou de um aeroporto de LaGuardia e estava indo para Carolina do Norte. Mas houve um problema com o avião, um problema sério. E um ganso, possivelmente, entrou na turbina do avião e o avião ia cair. De repente, duas turbinas sofreram danos graves e o avião estava sobrevoando Bronx, ia cair o avião. E o piloto, Chesley Sullenberger, o apelido dele era Sully, fez um pouso épico. E depois ele relatou os detalhes, os centenas de check-ins e detalhes que estiveram a considerar em poucos minutos para conseguir pousar o avião no rio Hudson e salvar um monte de gente. E o que acontece é que foi praticamente um milagre, né, que ele foi chamado, foi chamado de milagre quando aconteceu isso. Você pode procurar na internet, eu encontrar esse relato. Mas o que acontece é que se ele não tivesse muitas horas de voo e não tivesse incorporado uma série de hábitos automáticos de controle de voo, eles não tinham salvado tantas pessoas, se eles não tinham conseguido fazer aquele pouso com sucesso. Então, o Android diz que isso é uma segunda natureza. E a gente, pela educação, adquire essa segunda natureza. Então, nós, por um lado, temos uma natureza criada por Deus, mas por outro lado, ela precisa ser disciplinada. Vamos nos lembrar que o próprio Jesus aprendeu a obediência como pelas coisas que sofreu, é Hebreus. Então, aprendizado é importante. Um homem é semi-pronto. Você já comeu alguma comida semi-pronta, né, que você compra e ela já tá no jeito, mas aí você dá uma completada e ela fica finalizada. O homem, nesse sentido, ele tem as condições para ser aperfeiçoado, para se tornar pleno. Mas, e tem uma coisa pronta, tem uma direção que Deus estabeleceu, mas a gente tem que agir sobre ela. É só lembrar do caso Adão, né? Deus fez o homem à sua imagem, mas Adão ainda precisava resistir à tentação da serpente e dizer sim para a árvore da vida. E se ele dissesse sim àquilo que Deus me deu, se ele não duvidasse e simplesmente agisse naquilo que Deus lhe deu, então aquilo que era semi-pronto ficaria realmente completo com aquela participação do ser humano. Mas a gente sabe qual foi a escolha de Adão. Então, é o agente lá e fala assim sobre uma segunda natureza, que que são alguns hábitos e as virtudes.
Um outro autor que eu recomendo muito para entender isso é o C.S. Lewis, não só em "Cristianismo Puro e Simples", mas principalmente em "Abolição do Homem", que é um livro sobre educação. Muita gente não sabe disso, mas nesse livro sobre educação, ele fala coisas absolutamente fundamentais sobre o que é natureza humana e o que é você viver e você responder à realidade do que Deus te deu. É inteiro. Diz o seguinte, desse livro: "Santo Agostinho definiu a virtude como 'organon amorum', a disposição ordenada das afeições, na qual cada objeto corresponde ao grau de amor que ele é apropriado." Bom, e uma vez que nossas aprovações e desaprovações são assim, e reconhecimentos, atenção do valor objetivo, respostas a uma ordem objetiva, os estados emocionais podem, portanto, estar em harmonia com a razão ou em desarmonia com ela. Por isso, é um ponto muito importante do século XXI. "Abolição do Homem". Ele disse que existe uma lei da natureza humana. Ah, Deus é quando nos criou, nos deu uma constituição, nós temos uma finalidade, temos um propósito. Mas, obviamente, a gente precisa participar desse propósito de forma consciente, fazer escolhas. E a virtude é o aprendizado a respeito das potências, as possibilidades que Deus colocou em você e do destino que ele estabeleceu para você. Então, é nesse sentido, é virtude quem fica. Você aprende a desejar o que deve ser desejado e recusar o que não deve. É uma educação das emoções para que a gente ame as coisas que são amáveis, para que a gente despreze aquilo que é desprezível. E então, assim, a nossa conexão com as coisas seja de acordo com o seu valor intrínseco. Olha, o que que é isso? Exatamente harmonizar o que você é com a realidade. Mas atenção, é o que eu chamo de realidade, que não é realidade, sei lá, o que a sociedade contemporânea diz que é realidade. Vamos nos lembrar que a realidade é o que Deus criou e o destino que Deus estabeleceu para o mundo. E o que a Bíblia chama de "cosmos", em muitos momentos, a era presente, melhor dizendo, é o sistema que o homem construiu para ignorar o máximo possível a realidade de Deus. Nesse sentido que Jesus fala que João, Fábio, era dizendo, entre João, não ameis o mundo, nem as coisas que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Então, atenção, viver de acordo com a realidade não é você aceitar as narrativas construídas para deixar Deus fora da jogada e para dizer que o ser humano pode ser qualquer coisa que ele quiser ser. Esse é o mundo. A realidade é o mundo como planejado por Deus e os propósitos que Deus estabeleceu. E em conta esses propósitos, o que a gente descobre é que isso cumpre o que nós somos. Com suas no violão que você toca e tem ressonância com a caixa do violão, acorda, tem ressonância. Deu pra gente achar a vontade de Deus. A sensação que a gente tem é que a gente encontrou a realidade. E as suas duas coisas são inseparáveis. Então, gente, virtude é isso. Virtude é você ter uma relação de amor com Deus e com os bens que Deus estabeleceu, que harmoniza você com o que o mundo de fato é bom. E desde que essa arma de ação é ética, não é só intelectual. Repito isso, você não vai encontrar a realidade estudando ciências e lendo livros meramente. Se o coração não tiver, não, não chegar a uma consonância com Deus e com o seu universo, você continua na inautenticidade, no engano. Então, a realidade, de um lado intelectual, gente, mas tem um lado afetivo, tem um lado moral. É tudo isso junto.
Agora, o autor muito influenciado pelos seus estudos é o Peter Kreeft, que é um católico, inclusive, que conseguiu muito diálogo dos evangélicos com os católicos. E eu sou um fã dos seus livros. "Incondicional" e ele diz o seguinte no livro dele sobre virtude: "A virtude surgiu. O corpo humano tem uma estrutura que é inerente, inalterável, socialmente. E as leis da sua saúde são igualmente inerentes, inalteráveis e objetivas. O mesmo é verdadeiro sobre a alma. A virtude é simplesmente a saúde da alma. E a justiça, a virtude sobre todas, é a harmonia da alma. E como a saúde é harmonia do corpo." Ah, então é aqui nós temos aquela ideia que é clássica, né, de que a virtude tem a ver com a proporção. É a proporção em você e a proporção nas relações. Então, é aqui nós somos apresentados à visão antiga de felicidade, né? A visão moderna de felicidade. Tanto C.S. Lewis quanto Peter Kreeft discutem que se o mundo não se ajusta a você, você muda o mundo. Se o seu corpo não se ajusta, você muda o corpo, até o sexo pode mudar. Você usa a tecnologia para forçar a realidade a se dobrar ao que você quer. Mas o caminho antigo, e nesse sentido a Bíblia está de acordo, é de você aprender a harmonizar a sua vida moral e os seus desejos ao que a realidade representa. Então, é outro caminho. É um caminho que, obviamente, que vai te forçar disciplinas, você vai ter que amadurecer. Não vai dar, vai ser narcisista, porque você não pode o mundo à sua imagem. Não dá para fazer isso. Então, é importante para o conceito de virtude funcionar esse entendimento de que existe uma natureza humana. E se você não descobrir o que você é e quais são os seus fins, você continua batendo cabeça. É como se fosse um pássaro querendo viver debaixo d'água ou um peixe infeliz. Você gostaria de voar. O que que o ser humano é, afinal de contas? Então, esse é o ponto chave quando a gente fala de virtude.
Então, isso nos leva a esse tema clássico das sete virtudes, as virtudes cristãs e o tema do natural e do sobrenatural. Então, é isso. É uma pintura famosa que aparece em muitas discussões aí, imagens, né, sobre o tema da virtude, do Francisco Peselli, lindo, de por volta de 1450. Mas aqui nós temos as sete virtudes: a prudência, essa coragem, a temperança, a fé, o amor e a esperança. As quatro virtudes que estão em branco, é, são chamadas de virtudes cardeais. Não são as únicas, mas são as virtudes que ajudam outras virtudes de caráter a se articularem, harmonizar. E eram virtudes reconhecidas pelos antigos. Você tem entre os gregos, entre os romanos, você tem algumas delas, entre os os nórdicos e também na sabedoria antiga, ele do crescente fértil, versões diferentes disso. Mas essas são as chamadas virtudes clássicas. Mas quando vem o cristianismo, ele acrescenta três virtudes escandalosas que, do ponto de vista dos antigos, não tinham nada a ver: Fé, Esperança e Amor. E seus frutos, como por exemplo, a humildade, que para os romanos e para os germânicos e os nossos era incompreensível a virtude da humildade. Humildade existir, é, mas essas outras virtudes eram estranhas. Viu, por exemplo, a esperança? O André Comte-Sponville discute isso num dos livros dele, que na cosmovisão indo, por exemplo, a esperança não faz sentido nenhum, é um vício, porque a esperança te impede de romper de vez com a tentativa de encontrar uma um futuro individual e uma felicidade individual. Então, a esperança não faz nenhum sentido nas visões de mundo orientais. E então, é uma coisa tipicamente cristã: Fé, Esperança e Amor. Mas a visão também cristã é de que a fé, a esperança, o amor transcendem as virtudes naturais que todo mundo conhece, o que já eram conhecidas. Mas ela não nega essas virtudes. O que ela faz é penetrar e transformar essas virtudes. A graça se derramando na criação, a natureza. Essas três virtudes seriam as virtudes principais. É só que, como elas são virtudes que vêm da operação da graça de Deus, não é possível expressar de forma plena essas virtudes sem conhecer Jesus, sem experimentar a graça. Veja, então, que diz Peter Kreeft sobre isso: "As virtudes naturais são as sementeiras, o solo ou fertilizador para a flor da virtude sobrenatural. E tendo dito essas coisas sobre a virtude natural, deve ser adicionado que isso não é suficiente nem para a vida futura, nem mesmo para a vida presente." Considere, por exemplo, a coragem. A coragem é necessária. Você sair de casa, tem coragem e você não vai enfrentar humilhações, desafios na vida, não vai correr riscos. E você não apenas no sentido a sobrevivência, mas também do ponto de vista do caráter. A coragem é necessária para você, por exemplo, defender a coisa certa no momento certo e não ser pusilânime. É, mas ela não é suficiente para fazer o homem representar a imagem de Deus no mundo. Então, alguém que não crê em Deus pode demonstrar nível e surpreendente coragem. Agora, existem essas virtudes espirituais. Elas infundem outro tipo de coragem. E as virtudes teológicas. E eu vou dar um exemplo. Já as quatro virtudes cardeais não são suficientes nem mesmo para essa vida, a não ser que busquemos em primeiro lugar o reino de Deus e a sua justiça, e todas as outras coisas não serão acrescentadas. Na nossa, a não ser que coloquemos as primeiras coisas em primeiro lugar, não teremos as segundas sem as virtudes sobrenaturais. As virtudes naturais falharam. E dá um exemplo disso que o próprio herói discute no livro "Ressurreição do Filho de Deus". E ele fala sobre a disposição dos cristãos, por causa da crença na ressurreição, de ter uma vida casta e, ao mesmo tempo, de enfrentar a morte e o martírio. Veja, você precisa de esperança para fazer isso, para morrer pela fé e morrer por amor. Se eu preciso de esperança. E para fazer uma coisa que foi muito importante no mundo antigo, é, por exemplo, o caso de senhores cristãos que, por causa da ética que a igreja cristã começou a impor, e começou a reduzir a prática deles abusarem de escravos e alterou a relação de homens com mulheres. Mesmo não resolvendo todos os problemas, porque, enfim, a gente sabe que só quando Jesus voltar que o pecado vai ser eliminado da vida humana. Mas a presença da esperança cristã alterou padrões éticos em várias direções. E uma das direções foi essa. Isso e o padrão de abuso sexual que existe no mundo greco-romano profundamente. E aí você não tem, até que o Tim Keller discuta, é a respeito dessa mudança aqui. Uma ética da vergonha e uma passou para ética do pecado. E a ética do pecado alterou a peça a relação das pessoas, ponto de vista da sexualidade, as relações de poder, e especialmente relações de poder. Então, o que nós chamamos hoje de, com toda clareza, ainda que esse pecado não vai sumir do mundo tão facilmente, mas o abuso sexual e****** que são coisas que os modernos estão muito conscientes. E isso começa a se tornar realmente com problema na consciência ocidental por causa do cristianismo. E agora, porque as pessoas se sujeitavam a essa nova lógica? Dois são pontos que o antes vai discutir. Os cristãos logo no princípio se entregavam a esses esses valores por causa da esperança da ressurreição, porque se você crê que você vai ressuscitar dos mortos, então você não tem que viver em desespero. E o significa que você pode entregar sua vida ao serviço do Senhor, que você pode manter sua fé até o fim, mesmo que você seja lançado na arena. Então, virtudes espirituais tornam possível comportamentos intencionais quando você não tem a fé, a esperança e o amor. E aí, a França e Schaeffer diz o seguinte sobre essa dimensão sobrenatural: "A Bíblia insiste que nós vivemos em realidade no universo sobrenatural. Mas se a realidade objetiva de universo sobrenatural em qualquer área for perdida, essa grande realidade de Cristo como noivo que produz frutos por meio de nós cá imediatamente por terra e tudo o que o cristianismo é a essa altura é um auxílio psicológico e sociológico, a mera uma mera ferramenta." Então, gente, vejam que importante. Schaeffer falava que você tem duas cadeiras de pode sentar na cadeira do naturalista, na cadeira sobrenaturalista. Se você senta na cadeira sobrenaturalista, então o que você enxerga é um universo e que existe na presença de Deus. E esse esse universo existe na presença de Deus, e Deus é a realidade maior dentro da qual está o tempo e o espaço. Então, virtudes pensadas para organizar a vida temporal não são suficientes. Você precisa de virtudes que te habilitem a conviver habitualmente e harmonicamente com essa realidade maior, gigantesca. Então, é essa é a questão. Quais são as virtudes que nos fazem ter ressonância e harmonia com a realidade inteira? Então, a gente precisa de virtudes que nos possibilitem essa relação com Deus. E esse é o ponto dessas virtudes teológicas. Que a gente pode pensar assim, que a graça ela transcende a natureza, mas ela não nega a natureza. O que a graça faz? Pensa no que aconteceu com Jesus. O Verbo se encarnou em Jesus, foi obediente até à morte, a Cruz. E Jesus ressuscita dos mortos. E na ressurreição, o corpo físico de Jesus então passa a participar da vida eterna e ganha novas possibilidades. Então, pensa da mesma forma. Existe o caráter do ser humano, mas quando a graça de Deus é derramada, a fé e a esperança e o amor atuam através das coisas ordinárias da vida do cristão. E ter vai continuar comprando, vendendo, cuidando da sua família, é trabalhando, tomando decisões sobre os seus recursos e assim por diante. O cristão vai continuar fazendo o que os outros estão fazendo, mas ele tem alguma coisa a mais que se que pode se derramar na sua atividade. E essa coisa, essa coisa mais é a obra do Espírito Santo, fazendo com que fé, esperança e amor orientem as suas decisões.
Então, vamos para um texto bíblico para vocês entenderem isso melhor. Nós vamos lá, primeiro Tessalonicenses, capítulo 1, versículo 2 em diante. E aqui a gente tem um texto que nós sempre usamos na abertura da escola do L'Abri. E é um dos textos que sintetiza a vida cristã. E sempre agradecemos a Deus por todos vós, mencionando em nossas orações diante de nosso Deus e Pai, lembrando-nos constantemente da vossa fé atuante, do vosso amor prestativo e da vossa esperança bem firmada em nosso Senhor Jesus Cristo. Os irmãos amados de Deus, sabemos que fostes escolhidos por ele, porque o nosso Evangelho não chegou a vós somente.
Com palavras é, mas também com poder, com o Espírito Santo e com absoluta convicção. Sabemos muito bem como procedemos em vosso favor quando estávamos convosco, e vos tornastes nossos imitadores e do Senhor, recebendo a palavra com alegria que vem do Espírito Santo, mesmo em meio a muita tribulação.
Dessa forma, tendes se tornando o modelo para todos os crentes da Macedônia e da Acaia. Carta que Paulo escreveu, então, para os crentes de Tessalônica, depois que ele recebeu notícias excelentes dos seus cooperadores de que a igreja estava indo muito bem. Agora, atenção para algumas coisas. Olha o que ele diz no verso 3 em diante: "De Deus nosso Pai, ele tá sempre ali, né, dando graças, lembrando constantemente do que? Atenção: a vossa fé atuante, o vosso amor prestativo e a vossa esperança bem firmada em nosso Senhor Jesus Cristo."
Gente, fiquei muito importante, então, aqui as três virtudes que aparecem em vários lugares em Paulo. Às vezes aparecem só duas em passagens diferentes. Aparece fé, esperança; aparece amor, esperança; aparece fé e amor. Às vezes aparece as três. Às vezes as três aparecem sem o nome, aparece em discussões, mas elas estão sempre presentes. E onde elas ficam mais claras é aqui, é em Gálatas e em primeiro Coríntios 13. Nós vamos estar já, mas veja como o Paulo qualifica isso. Fé atuante é uma fé que trabalha, né? É o perosa a expressão aqui. O amor prestativo, abnegado em outras versões, e sem o que é realmente está voltado para o outro. E aí ele qualifica a esperança como aquilo que é bem firme, sólido. Então, esperança tem a ver com constância e firmeza na vida cristã. E Paulo tá dando graças a Deus, se lembrando de que eles têm essas três virtudes. E, claro, recebendo o testemunho que chegou dos seus cooperadores.
O que é que isso implica? Com a conclusão que Paulo tira quando ele constata que os seus alunos, eles têm fé, esperança e amor. Então, dia seguinte: "Irmãos amados de Deus, sabemos que fostes escolhidos por ele." Ou diz outra versão: "Reconhecendo a vossa eleição." Oi, e aí me segue, porque o nosso evangelho não chegou a vós somente com palavras, mas com poder, com o Espírito Santo e com absoluta convicção. Sabemos muito bem como procedemos em vosso favor quando estávamos convosco."
São Paulo fala que o evangelho não chegou lá, não era só teórico, porque ele foi demonstrado. E a demonstração do Espírito Santo envolve a convicção e exemplos práticos. E o que aconteceu quando os que são essenciais viram a graça de Deus? E viram a graça de Deus não apenas falada, mas demonstrada, é que eles incorporaram isso. De dois versos seis: "Vós vos tornastes os nossos imitadores e do Senhor, recebendo a palavra com alegria que vem do Espírito Santo, mesmo em meio a tribulação." E assim, você se tornaram, diversos, sede exemplos, modelo para todos os crentes na Macedônia e na Acaia.
Só falta dizendo que o fato de a vós cristão de Tessalônica, fé, esperança e amor, demonstrava a obra do Espírito Santo naquela igreja. Isso é muito importante. Muitas vezes, a gente às vezes confunde, confunde isso com a obra do Espírito Santo na comunicação do evangelho, dos dons espirituais, na pregação poderosa e tudo mais. Mas não é disso que falta falando. Tá falando de algo mais holístico. Não é só que o evangelho chegou com sinais, mas que ele chegou como uma demonstração. E a demonstração da realidade de Deus fez com que os Tessalonicenses se tornassem eles mesmos sinais da realidade de Deus onde ele estava.
Bom, então isso é o poder do evangelho. Onde ele chega, ele produz uma demonstração. E de uma demonstração do que é que é ser cristão? Demonstração de fé, uma demonstração de esperança, uma demonstração de amor. E quando está presente, que o que que Paulo infere? Deus está presente. Então, gente, isso é absolutamente crucial. A igreja existe no mundo hoje para demonstrar a realidade de Deus. E ela demonstra a realidade de Deus quando vive diante dessa realidade, na frente dos outros. O incrédulo tá por aí, vivendo como se Deus não existisse. Mas se passa diante do incrédulo, pessoas que se relacionam com essa realidade, a certa altura, o incrédulo vai começar a pensar que ele está fora da realidade.
É por isso que uma realidade tem que ser demonstrada, né? Se os cristãos estão aí vivendo conscientes de Deus, e isso se expressa em fé, esperança e amor, então eles se tornam sinais de uma realidade que está presente, mesmo sendo invisível para quem não crê. Só Deus pode estar invisível para ele. Jesus pode estar invisível para ele. Mas o cristão, demonstrando diante deles fé, esperança e amor, é visível. Então, nesse sentido, a igreja deve ser um sinal do reino e uma demonstração da realidade de Deus.
Que a gente pode pensar assim, veja tabelinha. O que que são essas três virtudes? Eu vou dar um super resumo. E a fé é como a porta. É a porta de Abraão, né? Abraão creu e seguiu o chamado de Deus e se tornou assim o pai da fé. Romanos 4 fala sobre isso. A porta da peregrinação, a abertura para a realidade de Deus. E a esperança oferece para nós o horizonte da peregrinação. É para onde a gente tá indo. E quando a gente está com o coração firme no propósito, então a gente tem paciência. Bom, então, instalar em Filipenses 3, por exemplo, quando Paulo fala sobre prosseguir para o alvo, até esperança é ter um alvo e você ter certeza que vale a pena e que aquele é o seu destino. Então, isso é a esperança. E o amor é o caminho da peregrinação. É abertura para o caráter de Deus, o desejo de imitar o caráter de Deus. Eu acho de primeiro Coríntios, capítulo 12, 31 até o 14, um que a gente poderia falar assim, né? Alguns de ouvir essa expressão: a porta, o alvo e o caminho. A fé, a porta, o fundamento. O horizonte é fornecido pela esperança. E o amor é o caminho e a musculatura que você ganha nesse caminho.
Vamos nos lembrar de Coríntios, capítulo 13, para a gente entender melhor essas virtudes. "O amor jamais é vencido. Mas, havendo profecias, serão extintos; havendo línguas, silenciarão; havendo conhecimento, desaparecerá. Porque parcialmente conhecemos e parcialmente profetizamos. Mas quando vier o que é completo, então o que é parcial será extinto. Quando eu era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança. Mas assim que cheguei à idade adulta, acabei com as coisas de criança. É porque agora vemos como por um espelho, de modo obscuro, mas depois veremos face a face. Agora conheço em parte, mas depois conhecerei plenamente, assim como também sou plenamente conhecido. E o nosso veste crucial. Portanto, agora permanecem esses três: a fé, a esperança e o amor. Mas o maior deles é o amor."
Terão, ter super famoso, mas vamos pensar no que significa. Paulo está dizendo que tem várias coisas na nossa caminhada cristã que são importantes, mas são temporárias. Sim, elas existem. Eu gosto de usar essa expressão como andaimes. Elas existem por um período para atingir objetivos imediatos, mas não são as coisas finais. O andaime é necessário para construir o prédio, mas depois que você tem o prédio, você descarta os andaimes. Então, Paulo está dizendo que o conhecimento, a profecia, as línguas, e a gente pode dizer que tem um monte de coisa das nossas vidas na ordem contemporânea que hoje são importantes, mas depois serão descartados. E o que é que vai durar depois? Fé, esperança e amor.
Gente, isso tem duas, duas implicações muito importantes. A primeira é o seguinte: é que fé, esperança e amor são mais importantes na nossa vida do que as outras coisas. Então, vida profissional, o casamento, filhos, dons espirituais, ler livros, viagens, ministérios que você pode desenvolver, atividade profissional, pesquisa científica, obras de arte. Tudo isso tem valor temporário, valores variados, né? É temporário. Mas na nossa vida, o mais importante deve ser a imitação de Jesus. E imitar Jesus em termos concretos é a nossa vida apresentar fé, esperança e amor. Não se trata disso da gente ter essas virtudes agora.
Tem um outro lado muito importante, eu queria chamar sua atenção para isso. E se como o Paulo está dizendo, quando vier o que é perfeito, o que é perfeito vai permanecer. A fé, esperança e o amor. Então, fé, esperança e amor são as coisas imortais em nós. E isso é muito importante. Tem muitas coisas que a gente tem hoje que são muito legais, mas são mortais. Por exemplo, eu sou pai. Essa é uma condição sensacional, mas ela é temporária. Eu vou morrer, minhas filhas vão morrer. Não é permanente. Eu sou obreiro do l'abri. Isso é muito sensacional, é, mas é temporário. Isso não pode ser o que eu sou.
O que o Paulo está dizendo é que existem coisas mortais e coisas imortais. As coisas mortais não são, mas elas só são mortais. Mas existem coisas eternas. E quando você mostra na sua vida fé, esperança e amor hoje, o que você está representando do mundo são os poderes do mundo vindouro. Isso é a própria presença da ressurreição dos mortos e das coisas eternas diante dos homens. E é isso que Jesus demonstrou. A fé, a esperança, o amor de Jesus foram razão porque ele foi ressuscitado. Porque eram coisas que para Deus têm que viver para sempre. E aquilo que Deus ama nunca morre. É o que Lutero dizia.
Tem um desenho aqui que eu fiz para tentar explicar isso melhor. Isso é até um ponto para quem gosta de teologia. Disse que a teologia do Novo Testamento, nós vivemos nessa concepção que achar, tá, teologia inaugurada, da teologia bíblica, em que a era presente, os antigos esperavam que a era presente conclui a certa altura, e aí a era vindoura começaria. Jesus fala sobre a era vindoura, a ressurreição dos mortos. E todo mundo esperava aquele grande dia que ainda tem um colapso e a era vindoura iniciaria. Fazer o que aconteceu? Jesus vem, faz sinais, anuncia o reino de Deus. Todo mundo esperando o reino chegar. Ele morre. E aí, pessoal, fala assim: "Então não é agora." Mas aí ele ressuscita dos mortos. Se Jesus ressuscita dos mortos e vence a morte, então a era vindoura já começou. Só que os outros pessoas não ressuscitaram, só algumas. E ainda tem morte, confusão e desobediência no mundo. O que que é isso? Então, aos poucos, os cristãos entenderam que Deus fez a era vindoura iniciar antes da era presente acabar. E é isso que a gente representou aqui na imagem.
E veja, like, a era presente está ainda de caindo. Ela não acabou de desaparecer. Ela está caminhando para o fim, como o Paulo fala em primeiro Coríntios. Mas a era vindoura já foi inaugurada. E a estrela da manhã já nasceu. Daqui a pouco, o Sol da Justiça vai subir. Então, nós estamos aonde nós estamos, nesse lugar em que o reino de Deus foi inaugurado, mas o império das trevas ainda não afundou. Eu gosto, eu gosto de usar a ilustração. Eu não sei quem já viu sobre a história do Titanic, ouvir o filme. Quando o Titanic trombou com o iceberg, o iceberg rasgou o casco dele de fora a fora, né? Todos os tanques de ar ficaram comprometidos. Mas como a feira é muito grande, ele só tremeu na hora, mas ele estava condenado. Então, uma forma de entender isso. Quando e ressuscita, o diz o apóstolo João, que o mundo foi julgado e o príncipe deste mundo foi expulso. Mas na hora só deu uma tremidinha. Mas se você sabe a verdade, você estava ali no convés e viu tudo, você sabe que o navio vai afundar. O navio obsoleto, ele já era. Ele está em Goiânia, ainda vai afundar. Então, a gente sabe que com a ressurreição de Jesus, tem uma coisa nova que foi introduzida. E nós temos um futuro. Mas o nosso futuro não é mais do que está aqui.
Então, quando a gente toma essa consciência, que que a gente passa a investir nas virtudes espirituais? Que as virtudes espirituais, as virtudes teológicas são as graças necessárias para habitar a nova criação, para você viver na presença de Deus. É quando o Sol da Justiça nascer. Então, você começa a viver de acordo com essa realidade. Então, se você começa a viver de acordo com a nova realidade antes da era vindoura, da era presente acabar, você se torna o quê? Um sinal da era vindoura. A era presente. Esse é o ponto. Você sinaliza. Você se torna uma profecia ambulante das coisas que Deus vai fazer. É isso que é fé, esperança, amor. Um sinais de coisas eternas.
Talvez o que diz Scheila sobre isso, o tio Scheffer, "Verdadeira espiritualidade em nossos pensamentos e vidas. Agora devemos viver como já tendo morrido, visitar do céu e retornado novamente ressuscitado." Gente, o que está lá em Romanos, capítulo 6 até o capítulo 8, né? É um tema do que o Scheffer destaca muito. Eu vejo, então, que as virtudes espirituais, elas convivem com atividades e virtudes comuns, mas elas trazem algo divino para dentro dessas coisas, quando o amor, a fé, esperança podem se mostrar nelas. Eu gosto dessa linguagem que usada. É citado um autor, nem citado pelo uma vida do Baque, que vão grande teólogo católico. "As quatro virtudes cardeais, ela é vão todos os poderes humanos de seu intelecto, sua vontade, sua vida afetiva, equilibrando os mutuamente, adaptando o homem a si mesmo e aos outros, aquele ponto da harmonia que a gente já falou. Mas um paradoxo é que no meio dessa ordem comedida, desse harmonioso equilíbrio, o cristianismo introduziu um tipo de exagero. Ah, e não sentido um elemento de desordem, uma inesperada falta de equilíbrio, uma tolice superior que desloca e renova todas as coisas. Essa tolice ou superior, esse maravilhoso chamado ao exagero, nós chamamos de fé, esperança e amor."
Nós não podemos duvidar disso. As virtudes teológicas são alimentados por um fogo terrível, o fogo do próprio Deus vivo. E esse fogo queima nossas almas com uma queimadura mortal, a queimadura do infinito. "Sede perfeitos como é perfeito o vosso Pai." Vendo tudo imiscível. Então, o cristianismo faz exigências fantásticas, absurdas. O cristianismo propõe que você, como Jesus fez, entregue toda a sua vida para Deus e para os outros. Gente, isso não é natural. Você precisa de uma graça para fazer isso. Mas que graça é essa? É a visão de que o reino e a ressurreição dos mortos estão aqui, diante de você, a um palmo de distância. Deu essa visão, e que vai habilitar que traços divinos sejam constituídos em você. E isso começou a organizar a sua vida do mundo. Oi, de novo, se tu Shape.
E aí nós vamos falar um pouquinho da escola. De acordo com a Bíblia, devemos viver uma vida sobrenatural agora, na existência presente, de um modo que jamais seremos capazes de fazer novamente por toda a eternidade. Somos chamados a viver vidas sobrenaturais agora pela fé. A eternidade será maravilhosa, mas só uma coisa que não há no céu: o chamado, a possibilidade e o privilégio de viver uma vida sobrenatural aqui e agora pela fé, antes de vermos Jesus face a face. Oi, gente, essa é a vocação da vida cristã. E por isso fé, esperança e amor é tão importante.
Então, a nullable assistem. Essa é a fase e esse é o programa da nossa escola. Daí tem, tem uma essa fundamentação de um tempo de teologia da vida cristã. Então, a gente divulgou esses dias e a gente vai começar em fevereiro, né? As matrículas estão abertas aí para nossa escola em março, perdão. Nós vamos começar em março. A nossa escola é gente. Qual o propósito, então, da nossa escola? Que os estudantes alcancem uma compreensão teológica e espiritual e prática da dinâmica da vida cristã, de sua própria jornada espiritual e da sua missão na igreja e no mundo.
Então, o ponto do nosso programa é que, que influem lugar, entender a dinâmica da vida cristã. Qual que é a lógica dela? E aí a gente deu, deu uma pista na nossa aula de hoje, mas obviamente assunto da escola toda. Mas a ideia não é só você compreender conceitualmente e mesmo espiritualmente o que é a vida cristã, como fé, esperança e amor, mas você se localizar. Daí essa ideia da jornada espiritual, aonde você está na caminhada, para identificar na sua vida essas virtudes, a presença ou a falta delas. Repente, vai descobrir que a plantinha tá lá, mas precisando cuidar. Então, como você se localiza na jornada? Então, isso é um propósito da escola. E, claro, no fim, a gente quer que você seja uma bênção na igreja que você tá, na família que você tá e no mundo.
E então, a gente tem um programa em três módulos. O primeiro módulo, o assunto é fé. São vários temas, tá, gente? Aqui eu fiz uma síntese dos temas, não, não título das aulas, mas temas que a gente trata. Por exemplo, no módulo da fé: a espiritualidade integral, as questões sobre incerteza e dúvida, fundamentos da fé bíblica. E aí a gente passa por, por exemplo, a mensagem do Credo Apostólico e a doutrina da Trindade e a autoridade das Escrituras e temas assim. Cosmovisão Cristã, que é como a fé cristã ilumina a realidade como um todo. Fé e práticas devocionais. Cinismo e sentimentalismo. Da interesse. Problema de que algumas pessoas têm são extremamente crédulas e guiadas pelos sentimentos, mas também tem gente que ficou suspeitosa e não acredita em nada. E tudo isso distorce a fé. É a questão da racionalidade da fé também. Relação entre fé e razão e a questão da vida intelectual do cristão. Todo disso a gente trata no tema fé. Questão de oração também.
E aí nós temos o tema das da esperança. Bom, então, aí a questão é o alvo, né? O horizonte. Qual a relação da esperança cristã com utopias seculares? E tem várias utopias seculares que o cristão confunde com o reino de Deus, que a gente tem que distinguir as coisas. A busca da felicidade, que hoje é um objetivo pessoal que muitos têm. E muita gente não percebe que a busca da felicidade a partir de padrões seculares pode substituir a esperança cristã. Tem um tema que a gente trabalha bastante: o lugar da espera na vida cristã. É um tema que a Vanessa desenvolveu muito no Labre. Relação da esperança com gratidão, com identidade, com vocação, profissão, esperança, história. Tudo isso registrado no segundo módulo.
E no terceiro módulo, o amor numa cultura narcisista e aos outros. Entrada os quatro amores, é que é um tema do CS Lewis. Economia da graça, economia da dádiva, né? Como a descoberta da graça de Deus muda os padrões das nossas. Oi. E aí a gente vai aplicando isso. Então, a gente vai discutir a relação disso com a vida familiar, casamento, sexualidade, Eros, questões de identidade contemporânea, como gênero, por exemplo, direitos humanos, amizade também. A questão ética. Próxima tratam sobre a questão do amor na vida da igreja, no testemunho da igreja, pecado e santificação. E, claro, discutimos também o que cada virtude significa. A gente gasta um tempo com isso.
Gente, a nossa escola então dividida nesses três módulos. A gente trabalha com leituras, tem debates online, né? Por enquanto, a gente não pode se encontrar, mas vamos ter também retiros. Tem alguns retiros, se Deus permitir e a gente tiver índices menores em meses no futuro, a gente pode receber também vocês em eventos aqui no Labre. E temos leituras da obrigatórias, né? Alguns livros de. E é no programa que está disponível no site, você pode ver uma lista mais completa dos livros que a gente recomenda. Gente, então isso é um panorama do que é o plano, propósito, estrutura da escola de teologia, vida cristã e da nossa compreensão sobre a tríade da vida cristã e sua importância para o testemunho cristão contemporâneo. Vanessa, é muito bom. Pessoal, eu acho que deu para dar um gostinho e a foto dela experimentar um pouquinho de isso na prática. E esse é o nosso convite para você que está nos ouvindo hoje. E vários alunos que já se inscreveram nessa fila e onde presente e os como é porque aceitaram os nossos convites de crescer e se aprofundar. É claro que isso é um processo que vai dar vida inteira, mas a proposta do lado e desde o início é a. Bom, então nós queremos convidar. E o rapaz falou que o telefone não tá funcionando. Não, oi, oi, olá, pessoal que você tá me ouvindo. E aí o pessoal falou que meu áudio não aconteceu. Não é, oi, oi, melhorou. O pessoal tá, tá dando para ouvir. E é bom, eu estava falando que várias das pessoas que estão aqui presentes no chá de que deram um alô para a gente, já se inscreveram no curso, aceitando esse convite para caminhar com a gente no desenvolvimento dessas virtudes, que algo que vai durar a vida inteira, mas é como propósito do Scheffer, desde o início do Lab, é um convite para vocês caminharem com a gente e crescerem nesse desenvolvimento. Tô vendo aqui no chat. Você tem alguma pergunta para eu colocar? E o Ricardo que a vão tá perguntando sobre a carga de horas de estudos, se as aulas vão ficar gravadas para serem assistidas em dias alternativos. Sim, Ricardo, é a gente, as aulas vão ser transmitidas ao vivo. Nós vamos usar vários recursos que vão permitir que haja uma interação e uma relação entre os alunos e entre os professores. Então, é muito importante que vocês participem ao vivo dessas aulas, mas se você eventualmente não puder assistir ao vivo, as aulas vão ficar gravadas e você vai ter acesso a isso depois. Sim, quanto à carga horária de leituras de estudos, não é apenas assistir às aulas, né? Para quem conhece o Lab, já veio as nossas atividades, o objetivo é que a gente caminhem juntos ao longo desse processo. Então, as leituras também são muito importantes, a interação, a participação nos debates. Nós temos vários jornadas de ao longo do curso também, e prática de exercícios espirituais que são estimuladas ao longo do curso. Então, a lenda do tempo que você vai separar na sua rotina para assistir às aulas é importante, você também separar tempo de leitura, de aprofundamento, de meditação e de exercícios. Você quer acrescentar alguma coisa aqui? Não. É uma pergunta da Heloísa. Essa tríade teria relação direta com a ortodoxia, ortopatia e ortopraxia cristã? E essa é uma boa pergunta. E eu, eu já, eu já me sinto também essa pergunta. Se a gente poderia fazer alguma conexão, mas eu, eu creio que o ideal é a gente, é claro, é porque são são tríades, daí a gente tem alguns alguns temas assim, né, na Bíblia, atração, mas nesse caso não tem uma relação direta, porque ortodoxia, osteopatia, tem mais a ver com diferentes dimensões da personalidade sendo envolvidos na experiência cristã, né? E então, outro do XXI, a vida da mente, tem a ver com a vida da mente, com o que nós queremos. Ortodoxia tem a ver com o que nós fazemos. E o patia é com os nossos desejos, né? E enfim, na tradição cristã, isso foi associado com os símbolos básicos de fé. O alto do que ia com a crença correta e o Credo Apostólico. Outro praxia com a lei dos Senhores, Dez Mandamentos. E a osteopatia com o que nós devemos desejar, que está relacionado com a oração do Senhor, né? É o que pedir quando a gente busca a Deus, que a gente quer de Deus. Então, é diferente. Isso tem a ver com as dimensões da personalidade. E fé, esperança e amor, cada uma delas envolve tudo. Que a gente pode dizer, por exemplo, que afeta em uma dimensão cognitiva, ela tem a dimensão de agir, e ela tem também é uma dimensão afetiva, que na os reformadores presente água de fidúcia, é a confiança, segurança da fé, né? É uma dimensão. Amor é a mesma coisa, né? O amor tem uma dimensão cognitiva, que é o reconhecimento do que é bom. Tem uma dimensão ética, que é a dimensão o prática, né? O gesto. Ah, e tem, obviamente, o dimensão afetiva, que é a apreciação da outra pessoa, né? O desejo de se unir com a outra pessoa, adicione pelo bem da pessoa. Então, assim, é melhor a gente distinguir suas coisas, né? Outro Deus ia, outra parte, autotrax ia, é a verdade cristã, considerando as dimensões da personalidade. E fé, esperança e amor é um negócio mais amplo.
Outra pergunta aqui da Bruna: se a leitura dos livros obrigatórios será acompanhada pelas aulas ao longo do curso ou cada aluno faz isso livremente? Não, a gente tem um cronograma de leituras, até porque as leituras estão relacionadas com os três módulos. Então, por exemplo, durante o módulo fé, nós vamos ler "Cristianismo Puro e Simples" do CS Lewis. E aí, à medida que a gente vai lendo, nós vamos tendo as aulas relacionadas com esse módulo fé. E nós temos um debate com dia e hora marcada a respeito desse livro também. Então, se você já leu os livros, fica o convite para você fazer uma nova leitura com essa visão que vai ser trazida pelas aulas. Mas tem um cronograma de leituras também. Então, não é para você ler livremente, não é. E por isso que é importante você ter um planejamento para organizar o seu tempo para acompanhar o curso dentro deste cronograma.
Esse é o José, tá perguntando qual o valor. Você pode entrar no nosso site www.abrale.org.br. Lá tem as opções de valores. O valor cheio do curso R$ 2.500, e ele pode ser parcelado em 10 vezes de R$ 250. E tem um valor promocional especial para a comunidade Lá Abrir, que são pessoas que já participaram dos nossos eventos, já participaram de conferências, retiros na nó termos. Então, tem um desconto especial é para essa comunidade de amigos também. Aí lá no site tem mais detalhes, vocês podem ver lá com calma. E o Moacir colocou aqui que foi um primo como privilegiada, morador de BH, fiz o curso em 2018 e gente, é um marco de vida, antes e depois. Obrigada aí pelo testemunho, Moacir.
O Sebastião tá perguntando se os livros estão inclusos na mensalidade. Não estão, porque nós não vendemos esses livros, nós não temos esses livros conosco e não temos parcerias, né, com as editoras ou livrarias. Então, a ideia é que vocês mesmos adquiram esses livros, caso ainda não tenham. Mais uma pergunta aqui da Cláudia: se haverá avaliação e haverá certificação. Sim, para os dois, Cláudia. A gente tem avaliações ao final de cada módulo. Durante os módulos, nós temos os exercícios e práticas devocionais, como eu falei antes, que não, não são notas de avaliação, mas são e de aprofundamento para contribuir para o aprendizado e são muito importantes de serem realizados também. Nós temos avaliações ao final de cada módulo e temos avaliação, avaliações também relacionadas com as leituras dos livros obrigatórios. Se você entregar todas essas avaliações e assistir todas as aulas, você recebe o certificado ao final do curso.
Fala é o Pablo tá perguntando até quando aproximadamente será possível realizar a matrícula. Até o final de fevereiro, Pablo, porque o nosso curso começa na primeira terça-feira de março. Então, você tem aí até o final de fevereiro para você fazer a sua matrícula e decidir e participar com a gente. Oi, a Clara tá perguntando se acabar a pandemia, aula será presencial. Não, nós vamos começar online, vamos seguir online até o final, até porque nós temos pessoas inscritas de outros países, inclusive pessoas de vários estados. Então, essa turma 2021 será que totalmente online e somente online. Em 2022, né, a gente espera que as coisas permitam que a gente tenha também a turma presencial. E é possível que a gente continue com uma turma online em 22, mas aí são planos, né? Mas para frente a gente vai conseguir opinar sobre isso. Tá bom.
Até agora foram essas perguntas. E se você tiver qualquer outra dúvida, você pode entrar em contato conosco pelos nossos canais do Lab Brasil e a gente continua a conversa por lá, né? Podemos nos despedir? Quero agradecer, então, a participação de vocês que nos acompanharam online e a todos que estão aqui presencialmente também. Muito obrigado àqueles que já aceitaram esse convite, já fizeram a sua inscrição. É o nosso site tem a ficha de inscrição, tem alimento e o cronograma completo. Lá para você baixar e analisar com calma. Ore por isso, pense sobre isso. E se você decidir fazer a sua inscrição, é só preencher essa ficha que está no nosso site. A gente está fazendo tudo com muito carinho mesmo, com muita dedicação para que, mesmo online, a gente possa caminhar juntos e aprofundar mesmo, né, as virtudes. Esse é o Ricardo tá perguntando se essa matrícula referente aos três módulos. Sim, essa matrícula por curso completo são quatro meses de aula, é com aulas semanais. E nós, esse valor refere-se ao curso completo, aos três modos. Então, você não vai se matricular em um módulo apenas, né? Você está fazendo a inscrição no curso completo. E é isso.
Então, eu me despeço aqui. Então, pessoal, muito obrigada. Boa noite a todos. Fazer uma oração, né? A gente terminar. E vamos orar. Agentes, damos graças pelo tempo que o Senhor nos deu de reflexão e meditação. E eu peço que isso seja útil para cada pessoa que participou e que o vi depois, que haja um ganho na compreensão de quem o Senhor é e de como caminhar a vida cristã. A tua nós pedimos pelo teu Espírito Santo na vida de cada um, produzindo fé, esperança e amor, e a sabedoria de Deus para acertar o caminho na direção do Senhor. E peço que o Senhor abençoe os irmãos que têm expectativa, se planejar para fazer o curso, que se essa foto a vontade de Deus, que eles consigam levar isso até o final. E é, nós sabemos que o Senhor dirige todas as coisas e o Senhor que traz pessoas para o abrir para a gente servir. E pedimos que o Senhor tenha nós também a graça para servir os irmãos que precisarem e buscarem esse esse auxílio. É em nome de Jesus, pedimos que o seu guarde a todos nessa noite e guarde a todos nessa semana. Esperamos a tua graça, Senhor. Amém. Amém. Boa noite, gente. E aí.