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CURTAS TUSCO 6 - Ritual de Umbanda

Templo de Umbanda Sete Caminhos de Ogum9:58

Transcription

Olá queridos irmãos, esse é o nosso sexto vídeo desse bate-papo aqui que a gente tá levando. Vou falar um pouco sobre rituais, né? E a Umbanda é uma religião extremamente ritualizada, né? Nós temos ritual para tudo. Todos os nossos trabalhos nós chamamos de rituais. E isso daí já se estabeleceu lá atrás, quando foi fundada a religião, né? Toda a religião nasce quando nasce um ritual. Então, para nós que entendemos uma data, né, de formação, de Anunciação da religião, embora anteriormente já algumas práticas já já estavam sendo feitas, nós entendemos que naquele dia onde se estabelece o ritual, se se anuncia o ritual, né, através de um espírito missionário que veio para isto.

Então, a partir daquela data, o ritual pra gente é estabelecido. E a partir de então, a gente tem a religião de Umbanda. E as casas de Umbanda têm a liberdade de ter cada uma o seu ritual da sua forma. A gente chama essa essa prática ritualística de linha doutrinária. Então, nós temos uma linha teológica que é espinha dorsal da casa, que é basicamente o entendimento das sete linhas de Umbanda, a teologia, né, que nos nos esclarece a respeito das sete linhas de Umbanda. E nós temos a linha doutrinária, que é a aplicação, né, em forma de rituais do que nós compreendemos sobre as leis de Umbanda.

Então, cada casa vai ter a sua linha doutrinária, a sua linha teológica. E às vezes, as casas podem ter até a mesma linha teológica, mas tem rituais diferentes, tem linhas doutrinárias diferentes. Quem normalmente traz a linha doutrinária é o guia chefe da casa. Então, ele tem a sua ancestralidade. Então, não pode ser igual, né, uma linha, uma linha doutrinária de quem, por exemplo, é regido por um chefe Caboco, por uma chefe caboca, ou por um baiano, ou por um preto velho. Eles têm origens diferentes, formas diferentes de trabalhar. E eles criam os seus rituais, né? Por mais que os médiuns saiam de outras casas, assim, por um sacerdócio que a gente chama de horizontal, né, aprendendo com os iguais, eh, mesmo assim, eles vão ter as suas particularidades. Algumas pessoas, então, têm um sacerdócio vertical, que é aquele sacerdócio que aprende diretamente com os guias, né? Então, aí mesmo que é totalmente diferente. Mas mesmo casas irmãs vão ter as suas diferenças de rituais.

No Tusk, a gente não fica diferente de ninguém. Nós temos todos os nossos rituais estabelecidos. Todas as casas têm. Então, há ritual para formação de uma casa, né? Como quais são os assentamentos que vamos fazer? Quais são as firmezas? Como vamos eh montar o o o nosso congá? Como vai ser feita a segurança da casa? Tudo isso é ritual. E é feito de uma forma que é particular a cada casa, né? Nem os mesmos orixás são assentados nas casas. Cada casa tem os os seus orixás eleitos para serem assentados de acordo com a coroa do dirigente, de acordo com as necessidades da casa. Então, tudo isso faz parte do ritual, né? O importante é que a gente tenha um guia chefe que eleja quais são os rituais que vamos fazer, como vamos fazer, né?

Então, no Tusk, a gente tem muito estudo. Então, antes de uma pessoa entrar até para o desenvolvimento mediúnico, né, eh, ela passa por esse estudo. E mesmo dentro do estudo, ela já vai sendo orientada com algumas coisas que nós fazemos de ritual, firmeza de Anjo da Guarda, né, banhos de erva. E frequenta sessão, toma passe. Algumas pessoas, antes de entrar mesmo pro estudo, estão sendo orientadas a tomar sete banhos, assistir sete sessões e vir aqui assistir a esse bate-papo comigo para conhecer um pouquinho da casa, né? Eh, e aí aguardar formar um grupo que cada semestre a gente vai montando e começando os estudos. E primeiro o estudo é o estudo sobre mediunidade, né? Depois de três módulos de mediunidade, aí nós temos o estudo da introdução ao conhecimento de Umbanda, que normalmente é dado eh antes da pessoa entrar pro desenvolvimento.

Então, os médiuns, quando vão entrar pro desenvolvimento, ele já vem, né, passando por tudo isso aí na casa. E aí, antes de entrar para esse desenvolvimento, vovó ainda faz assim com a turma no período anterior, ela faz descarrego, né? Ela faz a sua chalá para dar aquela aquela proteção, é aquele carinho de vovó, né, nos nossos Orixás, que é maravilhoso. Eh, aí a pessoa está ali no desenvolvimento. Então, ela aprende muita coisa, passa por vários rituais, por outros a macis. E um dia, a vovó resolve que aquela pessoa está apta a então corrente da casa. Aí ela passa por uma imantação, né, e vai ter uma quartinha. E é batizada pela vovó. Todas as pessoas que estão na corrente da casa são batizadas pela vovó. Ela também batiza alguns filhos de médium. Alas pessoas que chegam lá com criança, a gente faz batismo na Umbanda, né? A gente faz na Umbanda. A gente pode fazer batismo porque nós somos sacerdotes. E a Umbanda é uma religião. Então, a gente pode casar pessoas, fazer batismo, né? Tudo isso é uma religião.

Então, depois que a pessoa está na corrente da casa e continua no desenvolvimento, chega um momento que essa pessoa já é vista como uma pessoa apta a fazer uma coroação para o trabalho. Nessa coroação são identificados quatro que é Orixá de frente, a juntor, Orixá da direita, Orixá da esquerda e o guia chefe, né? E o guia de frente, normalmente o guia chefe já foi identificado antes. E é um acordo mesmo, né, entre a vovó, que é a nossa dirigente, e o guia chefe, que já está na hora de fazer essa coroação. O guia chefe, Nore, já concorda com isso. O guia chefe, nesse momento, ele também autoriza os outros guias a trabalharem. Quais são os guias que ele autoriza a trabalhar com aquela pessoa ali, com aquele médium, naquele momento, né? Naquele momento, naquele estágio que o médium se encontra. Os Orixás que se manifestam são falangeiros. Todos os falangeiros riscam ponto. E todos os guias riscam ponto. Então, a magia que a gente faz de pemba nesse nesse momento é o que traz essa identidade. E a vovó conduz isso muito bem.

Depois, a gente faz quartinha, né, que é o nosso assentamento de direita, o assentamento dos Guardiões. E assim o médium vai caminhando. Anualmente, a gente faz uma proteção e uma renovação para cada médium, numa deitada e outros rituais que a gente vai fazendo de acordo com a necessidade de cada um. Até chegar, né, após 7 anos de coroação, algumas pessoas têm a permissão de ser feito uma coroação completa e receber um grau de sacerdote. Mas isso aí é assunto para depois. Vamos ficando por aqui.