Transcription
Amém. Temos olhado para Hebreus, e hoje pela manhã vimos a definição de fé. Hoje nós queremos olhar um primeiro estudo de caso. Porque o autor de Hebreus, primeiro ele, ele diz o que é, como nós vimos eh de maneira resumida, não é? Porque era, era bom que cada aspecto fosse um dia específico, e ele começa um estudo de casos para ele mostrar como você aplica isso na sua vida, como é os homens aplicando essa ver a sua própria vida. Eu não vou usar a ordem que ele, a ordem que, que eh que aparece no texto; eu vou usar a ordem que eu acho eh eh mais fácil nós entendermos a prática disso. Então eu quero, quero meditar em Hebreus 11, verso 7, apenas um verso que diz assim: Noé, pela fé, Noé, quando avisado sobre as coisas que ainda não se viam, movido por um santo temor, construiu uma arca para salvar a sua família por meio da fé. Noé condenou o mundo e se tornou herdeiro da justiça que vem apenas pela fé.
Nós temos eh eh caminhado por Hebreus e sabemos que é uma eh toda a carta, na verdade, é um aconselhamento pastoral para pessoas que estavam debaixo de muito sofrimento, pressão da vida inimaginável. Então esse pastor aqui vai fazer um aconselhamento eh pastoral para todas essas pessoas que moravam em Roma, e é a distância, né? Ele não está lá; ele mandou a carta, e é maravilhoso que isso eh agora esse aconselhamento pastoral mais profundo possível. Você pode comprar qualquer livro de aconselhamento, ou muitos são ruins. Mas mesmo os melhores estão muito aquém do livro de, de Hebreus. É tudo sobre Cristo, de todas as formas. Não há uma doutrina profunda que não esteja nessa carta de maneira profunda. Isso é aconselhamento pastoral para sofrimento e todas as expressões da vida.
Então, quando pensamos em Noé, vem à mente essa imagem de alguém que ouviu uma voz que ninguém mais ouviu; de alguém que ouviu coisas que ninguém à sua volta, ninguém por perto ouviu. E tem um filme chamado Fabuloso Destino de Amélie Poulain, eh dirigido por Jean-Pierre Jeunet, e o narrador escreve o protagonista como uma sensibilidade única. Diz assim: Amélie tem uma estranha sensação de harmonia absoluta; é como se ela ouvisse uma melodia que os outros não escutam, como se visse um mundo que ninguém mais enxerga. Ela percebe o invisível e acredita naquilo que não pode eh ela acredita naquilo que não pode ser provado. Como era as palavras, não é, não é de certa forma era assim? Essa descrição aqui e do narrador do filme é exatamente perfeita para Noé. Ele ouviu Deus. Ele ouviu o aviso de Deus, uma melodia que o mundo ao redor ignorava completamente, e ele agiu de acordo com a harmonia que ninguém mais podia compreender. Ou seja, há uma harmonia; ele está ouvindo a melodia e a harmonia, e ele começou a agir de acordo com a harmonia. Sabe quando, quando alguém está e eh dançando? Então é de acordo com a música, de acordo com a harmonia, de acordo com o que a música pede. Era isso. Mas alguém já disse que se eh você visse pessoas dançando, mas não escutasse a música, você achar que elas são loucas. E não é verdade? Se você visse várias pessoas dançando, mas você não ouvisse música nenhuma, você: as pessoas ficaram malucas. Se tu tivesse ouvindo a música, você entenderia que era uma dança. Como você não ouve a música, você acha que essas pessoas são loucas.
E agora nós já vimos que a fé começa com o pensamento. Hoje não é a fé começa compensar e compreender e raciocinar. A fé não é, num primeiro instante, no primeiro momento, um salto cego contra o pensamento e lógico, ah, e contra o raciocínio e contra o entendimento, de forma alguma. Vimos no versículo 3 essa passagem que os cristãos são pessoas que chegaram a compreender, por evidências, que Deus criou o mundo e que o mundo visível veio do que é invisível, do que é sobrenatural, do que é eterno, não é? Em A Dança dos Dragões, não é, eh que é uma parte das Crônicas do Gelo e Fogo, é um personagem, Tyrion Lannister, que reflete assim: a mente precisa de livros como uma espada precisa de uma pedra de amolar. Se o que vai manter, e se é que você vai manter o fio dessa espada, que é a sua mente, afiado. E é por isso que leio tanto, Jon Snow, para entender o mundo, para ver além do que os meus olhos mostram. Noé, então, ele afiou sua mente, ã, e ele enxergou muito além do óbvio e compreendeu eh realmente o invisível que Deus lhe revelou. Portanto, como a gente viu antes, os cristãos chegaram a enxergar. E é isso que o autor aqui, que o nesse aconselhamento pastoral está dizendo para eles: se você tem a verdadeira fé, vocês começaram a ouvir uma harmonia que as pessoas em Roma não estão ouvindo; vocês estão dançando, estão dançando de acordo com a harmonia, com a música. Ah, e se você descarta as premissas, não é, os cristãos chegaram a enxergar por meio do seu raciocínio que o universo físico não explica a si mesmo, e é totalmente lógico. E toda a coisa pela qual a gente vive, tudo eh eh mesmo desfrutar o prazer, como a gente viu, mesmo ter qualquer eh eh eh julgamento de certo e errado, moral ou imoral, era totalmente lógico sem a existência de Deus. Se você descarta a premissa de que há um Deus Criador, então a nossa racionalidade, nossa humanidade, nosso senso moral e boa parte eh da história e da biologia se tornam totalmente inexplicáveis e sem sentido. A gente não vai recapitular tudo isso porque lamos bastante tempo pela manhã, mas eh veja um dos motivos pelos quais as pessoas têm dificuldade com a fé cristã; um dos motivos pelos quais elas não entram na fé cristã é que a maior parte das pessoas se recusa a pensar. Se você pensar muito, tudo fica muito sombrio. Ah, e essa é a primeira razão pela qual algumas pessoas não entram: há uma preguiça intelectual. Isso há no mundo e há na igreja visível também, uma paciência intelectual. Eu disse hoje manhã que algumas pessoas dizem: se Deus existisse, não existiria tamanha maldade. Mas é uma afirmação sem sentido, porque se Deus não existe, não existe maldade. Você não pode trazer a maldade, que só pode existir se Deus existir, para tentar provar que ele não existe; porque você tem que trazer Deus à existência para dizer que algo é mau, porque senão aquilo não é b, nem bom; esses conceitos não fazem sentido logicamente. Você não pode dizer: porque há muita maldade, então Deus não pode existir. Porque você só sabe, só pode dizer que há maldade se Deus existe, porque senão não existe maldade nenhuma no mundo. É só o que é. E é uma, é uma, uma letra de uma música da, do Região Urbana, né, e Fábrica de 1887, que o Renato Russo canta assim: e ninguém quer saber o que não pode ver, ninguém quer saber o que vai acontecer, só querem o fácil, o pronto, o agora, e esquecem que o tempo não para de girar. Então, naturalmente, o homem se recusa a pensar, em olhar além do imediato. E é isso que bloqueia muitos de dar aquele primeiro passo. Se não houver algo que Deus faça soberanamente, eh essa é uma barreira intransponível.
Ah, outro dia eu tava trocando, a gente agora eh troca canal de YouTube o tempo todo, né, e troca Netflix, nesses streamings. O que você tá vendo, você vê só um pouquinho cada coisa. E também você faz isso com canal de televisão que tem um monte. E eu estava trocando de lá para cá, daqui para lá, e de repente estava num filme. Então não sabia que filme era, não sabia em que parte do filme tava, não estava no início, no fim, no meio, mas havia um professor de filosofia e ele estava dando uma palestra sobre a filosofia de Tomás de Aquino em sua sala, e só tinha quatro alunos na sala. E dois dos alunos, um rapaz e uma moça, est, estão trocando olhares, flertando, paquerando, né, sem interesse lá na, na filosofia de Tomás de Aquino. E o professor percebeu, e, e eh voltou a sua atenção para os dois que não estavam prestando atenção na palestra, estavam eh flertando, e ele faz uma, chama atenção deles. E a, quando ele faz isso, a, a, a moça, a menina, ela diz: bem, eu estou com dificuldade de me concentrar porque o assunto não é relevante. Eu não estou me concentrando porque o assunto não é relevante. O professor disse: não é relevante? Estamos discutindo aqui se certo e errado são meros critérios subjetivos, se nós somos meramente seculares ou se realmente existe certo e errado por existir algo fora de nós que determina o que é certo e errado para todo mundo. Se você pode dizer que o holocausto estava errado ou se é só uma questão de opinião, só uma questão de sentimento; como você se sente mal com aquilo, você eh acha que é errado, mas alguém que não se sinta teria outra coisa sobre isso. Que estamos dizendo: como isso não é relevante? Ela disse: bom, eh eh claro que o certo e errado é subjetivo, não é? Porque isso é, é algo meio corrente, é uma resposta pronta da nossa geração. Ela disse: claro que são subjetivos. E o professor falou assim: ah, é? Nesse caso eu simplesmente vou decidir agora que quem flertar na minha aula vai ganhar zero na próxima prova. E ela disse: bem, isso seria injusto, seria errado. E ele respondeu: ah, mas você acabou de dizer que o certo e o errado não existem, que tudo é subjetivo. Como é que eu te dar zero pode ser injusto? O que você me pede que eu obedeça? Qual é o critério de justiça que você está usando? Você disse que o assunto não era sequer relevante, e o que existe fora de nós dois que decide que é injusto eu te dar zero porque você não estava atenta ao que eu estava falando? Você acabou de dizer que não existe nada fora de nós que decida isso. Eu acho que dar zero é muito correto. E ela começou então a, a, a, a, a querer argumentar. Ele disse: a, tem errada. Então, qual o objetivo daquela cena? O ponto é: aquela menina não queria pensar; ela não queria pensar, ela não queria levar os pensamentos dela até os fins óbvios, conclusivos. Ela só queria dormir com aquele rapaz, mas não queria refletir as implicações disso. Dormir com ele aquela noite seria certo ou errado? Era melhor era que isso não fosse nem certo nem errado, cada um achasse o que acha melhor. E o professor disse: espera aí, você adotou uma visão de vida, de Deus e de mundo que não consegue explicar o seu conhecimento inato de que eu fazer algo que não estava estabelecido está errado, seria algo justo ou injusto. Na verdade, você adotou uma visão de mundo que sustenta nenhuma ordem social, se ela é verdadeira. Mas a menina não queria pensar sobre isso. E eh na série Dark, né, da Netflix, o Jonas Kahnwald, ele confronta a si mesmo assim, porque é uma, é uma série sobre viajar no tempo. Ele diz: nós achamos que podemos fazer o que quisermos, que tudo é relativo, que não tem peso, mas o passado nos puxa de volta, volta, e o futuro nos cobra. Você já parou para pensar no que está jogando fora quando ignora o que importa? Então a moça do filme, como muitos, ignorava o peso eh de que cada escolha realmente é certa ou errada, independente de como nós nos sentimos. Mas ela não quer refletir. Esse é um dos motivos porque muitas pessoas têm dificuldades com as verdades bíblicas. O primeiro passo, então, da fé, Deus sempre nos leva a pensar e pensar profundamente. Mas muitas pessoas reviram os olhos igual aquela menina; eles não rejeitam o cristianismo ou uma doutrina porque pensaram demais a respeito dela. Não, não, ela queria dormir com o namorado e não queria pensar sobre isso. Ela queria fazer o que ela desejava. E se ela pensasse muito, ela poderia não fazer o que ela desejava. Então ela, ela quer pensar pouco. Então, certo, grande parte das pessoas que tem contato com o evangelho, que estão no mundo e algumas que já estão na Igreja, são exatamente assim: elas não pensam muito, elas não pensam muito nas implicações do que elas fazem momento após momento, hã, e ela não quer pensar, e porque o cristianismo e as doutrinas bíblicas, se pensadas, vai atrapalhar o que elas querem fazer. E você sabe que o cristianismo não é muito popular exatamente por isso, e você também quer fazer coisas que você sabe que se pensar muito será mais difícil fazer. Então há essa impaciência intelectual, essa preguiça intelectual, e esse é um dos motivos porque muitas pessoas ouvem um monte de sermões, mas nada acontece; elas não pensam, elas são como aquela menina na sala de aula sobre a filosofia de Tomás de Aquino.
Então nós chegamos nesse assunto de hoje, agora chegamos a um caso específico. Além de ter a definição de fé com aqueles elementos que nós vimos agora, ele coloca o caso de Noé. E a fé cristã é mais do que pensar, porque a fé cristã, o evangelho é muito mais do que uma ideia entre ideias; é um poder. Paulo disse: eu não me envergonho do evangelho, no início de Romanos, porque ele é o poder de Deus para a salvação. Na verdade, o evangelho, a mensagem cristã, é o poder divino em forma de ideias; é o poder divino que sempre está ligado à sua palavra, nunca está desassociado disso, de tal maneira que o próprio filho de Deus é o quê? É o verbo. Ah, e o evangelho não é só pensamento; é algo que nos puxa, que nos transforma, algo que nos atrai; é um poder imenso. Isso significa que de um lado ele tem conteúdo, e conteúdo profundo, e isso deve ser submetido à razão. E é por isso que a fé começa com entendimento; você precisa entendê-lo, você não pode crer nele sem entendê-lo, você não pode crer nele se você tem preguiça intelectual, se você não quer pensar. Nós vimos, enquanto estava cantando, eu estava mencionando Paulo dizendo aos Coríntios que as fortalezas são derrubadas para levar todo pensamento cativo à obediência de Cristo. Isso é fé, mas ele é um poder que forma ideias através da palavra. Paulo diz em Colossenses 1 que o evangelho vem até você e ele produz poderosamente fruto em você. Então é algo vivo, é algo ativo, não é só um mundo de ideias. Então a gente diz que o evangelho vai ser o poder em sua vida; você não pode apenas pensar sobre ele. Muitas pessoas estão debatendo doutrinas, estão só pensando sobre ele sem nunca chegar ao, ao, a, oo poder do Evangelho. Então a vida delas é sempre a mesma. Ele, ele deve entrar; você precisa confiar e precisa saber se você realmente confia. E então você tem sua vida moldada por ele. Em outras palavras, muitas pessoas não eh não pensam, e elas não podem crer de verdade no que não pensaram profundamente. Mas há muitas outras pessoas que se tornam cristãs que não se tornam cristãs verdadeiramente porque só querem pensar, só querem o próximo debate, só querem falar sobre a próxima doutrina que as pessoas vão debater; é só o que elas vão fazer, vão pensar a respeito. O evangelho está vivo, ele vem até você. O evangelho diz: eu não sou apenas ideias, eu sou o poder de Deus em forma de ideias; você não pode só pensar sobre mim, você não pode gastar uma parte do dia pensando sobre mim apenas, você não pode só falar de mim, você não pode só raciocinar ao meu respeito, você precisa que realmente esse poder entre em você, e você precisa realmente confiar em Deus. E eh numa parte da, da, da, das Crônicas de Narnia, né, eh numa, numa das obras que não é tão conhecida assim, O Cavalo e Seu Menino, C.S. Lewis diz a Shasta assim: eu não te chamei para que você apenas me conhecesse de longe, eu te chamei para que você caminhasse comigo, para que sentisse meu rugido em seu peito. O Evangelho é isso aí, não é apenas para ser contemplado; você precisa sentir o, o rugido no peito. E como você faz isso? Como o evangelho deixa de ser apenas uma ideia e se torna um poder na sua vida? O que as pessoas precisavam disso? Elas, elas precisavam do poder em meio à aquelas aflições enormes. Você para apenas de acreditar em Deus, é o que esse aconselhamento pastoral está dizendo, e começa a acreditar eh você não só acredita sobre Deus, você começa a acreditar no próprio Deus. É isso. Você para apenas de pensar e raciocinar sobre ele, e na verdade você começa a, verdade não, não fica no mundo das ideias; ela começa a dominar a sua vida. Você não diz só, e você começa a ter conclusões, você começa a ser como os salmistas eram. Jesus, se Jesus é o rei, você chega à conclusão: então eu não posso continuar no trono da minha vida, eu não posso continuar agindo como se eu fosse o meu próprio rei. Isso é fé; não é só dizer: Jesus é o rei, eu acredito que ele é o rei. Você chega a essas conclusões que invadem você: se ele é o rei, eu não posso viver como se eu fosse o meu próprio rei. Porque o salmista é assim: o Senhor é minha luz e minha salvação. Isso é lindo, mas e daí? Então a quem temerei? De quem me recearei? Se eu vivesse com medo e receoso, na verdade ele não era a minha luz e a minha salvação. É dizer: se ele é o salvador, eu não posso viver como se eu fosse o meu salvador, não posso viver como se minha esposa fosse meu salvador, meu esposo fosse meu salvador, minha saúde fosse meu salvador, não posso viver como se o meu sustento fosse meu salvador, o meu trabalho fosse meu salvador. Eu não posso viver como nada sendo meu salvador, se ele é o meu salvador. Outras palavras: você começa a trabalhar essas verdades nos aspectos da sua vida, você permite que as razões da fé se tornem eh você experimenta, na verdade, que as razões da fé se tornem o poder da fé. Agora, como isso acontece? Como a fé pode deixar de ser apenas ideias e se tornar um poder, que era o que aquelas pessoas precisavam? Como você passa de mero pensamento e de uma espécie de crença intelectual para a verdadeira confiança? É isso que nós queremos ver hoje, e haverá outros casos, porque isso é um assunto enorme na aplicação, e aquelas pessoas, diante de tantos sofrimentos de diferentes matizes, poderiam lidar com todos eles, mas teriam que ver essas nuances. Mas aqui está Noé, e Noé faz três coisas. E se você olhar, e se você fizer as, as mesmas coisas, se você for levado pelo Espírito a essas três coisas, você também terá o poder na sua vida, aquilo que Paulo tá dizendo: o Evangelho é o poder de Deus. Três coisas que e ele faz são o seguinte: primeiro, ele crê em Deus; em segundo lugar, ele condena o mundo; em terceiro lugar, ele se esconde na arca. Ele crê, ele condena e ele se esconde. É isso. Se nós podemos ter três palavras apenas para guardarmos o centro do ensinamento, como é o que nós vamos ver. Primeiro: Noé creu em Deus. Você vê o que diz o, o texto diz assim: quando avisado sobre coisas que ainda não se viam, movido por um temor, ele construiu uma arca. Agora a gente começa a ter definições na vida prática, não é? Eu já mencionei, mas temos aqui uma definição de fé para nós hoje; a definição está se tornando mais, mais profunda para a gente ver se a verdadeira fé está em nós. A fé cristã não é apenas crer sobre Deus, é crer em Deus. Como Jeremias falou: é o homem que confia em Deus e faz de Deus a sua confiança. Nós já meditamos sobre isso; é diferente confiar em Deus e fazer de Deus a nossa confiança. Jeremias diz que o, o homem que realmente está num relacionamento verdadeiro com Deus, ele confia em Deus e faz de Deus a sua confiança. Ou seja, você pode confiar em Deus e não fazer dele a sua confiança. É isso. Não, você pode crer que Deus pode te dar uma esposa, um esposo, e aí confiar que o casamento vai te fazer feliz. Ou seja, você confia em Deus, mas Deus não é sua confiança; a sua confiança é o casamento. Você acha que isso te faz feliz, e Deus, você confia nele para te dar o que te faz feliz, mas ele mesmo não é o que te faz feliz. Então você confia em Deus, mas Deus não é sua confiança; sua confiança mesmo é o casamento, é aquilo que você quer, você acha que sem aquilo sua vida é miserável, qualquer coisa que seja. Mas você confia que Deus pode te dar aquilo, e se ele te der aquilo, então você vai ser pleno. Então você confia em Deus, mas Deus não é a sua confiança. Jeremias diz alguém assim: realmente não confia em Deus, não é? Porque ele só acha que Deus pode dar a ele o que o faz pleno, mas que Deus não é a sua plenitude. Tem que ter as duas coisas: você confia no Senhor, e Deus é a sua confiança. Então você percebe o versículo 6 diz que se você quer chegar a Deus, deve crer que ele existe. Outras palavras: você de fato precisa crer em Deus, e obviamente, porque o evangelho é feito de ideias, mas é muito mais do que isso. Então você precisa crer sobre Deus, mas num certo ponto, para a fé ser verdadeira, você precisa crer em Deus. O que isso significa? Significa que você começa a deixar que o que Deus diz sobre a realidade defina a sua realidade. Se o que ele diz sobre a sua, a realidade, você crê. Ah, eu creio nisso, mas aquilo não define a tua própria realidade, então eh você deixa o que define a tua realidade: se o que você sente, o que você vê, porque você sente e vê um monte de coisas. A questão toda é: quem define a realidade para você? O que Deus diz ou o que você sente, o que você vê, ou o que você sente? É isso. Você eh o que Deus diz conta e é a tua definição para as coisas, ou é o que você sente que é definição para as coisas? E até o que você sente começa a definir ou redefinir o que o próprio Deus disse. Você deixa de apenas crer em Deus de modo geral e passa a crer no que ele diz. E esse é o exemplo: Deus chega para Noé e diz: Noé, vem aí uma onda, uma onda, uma onda sombria, uma onda sombria, uma onda inexorável, uma onda mais profunda que o desespero, vem aí uma onda onipotente, e essa onda vai varrer tudo que estiver na frente dela, nada será capaz de deter essa onda, nada poderá ficar de pé diante dela, e eu quero que você se prepare para isso. Então, com base só nisso, Noé, por anos, no meio do nada, construiu uma arca. E eh é uma música chamado eh eh eh de um álbum chamado Cuidados com Bebê, e isso traduzindo, né, do, do, do IU, e é uma música chamada A Mosca nesse, nesse álbum do, do, do IU, que o Bor Fox, né, que é o vocalista, ele diz assim: todo artista é um canibal, todo poeta é um ladrão, todos matam sua inspiração e cantam sobre a dor. Um homem olha para o céu e vê estrelas, outro vê apenas o vazio que o consome. Então Noé olhou para o céu e viu o que Deus disse; ele não viu o vazio que os outros viam; ele realmente ouviu a harmonia, né, como a gente falou no início. Então Noé, enquanto os pássaros cantavam, enquanto o sol estava brilhando, enquanto as pessoas do mundo se divertiam, casavam e se davam em casamento, eh pecando sem pensar nas sequências e rindo, por assim dizer, não é? Não é construir um, um transatlântico no meio do, de um Saara assim, por quê? Sabe? Porquê diz o texto: movido por um santo temor. Um santo temor. Thomas Manton, um maravilhoso puritano, né, 1620, morreu em 1677, ele pregou, eu, eu li ah h uns dois anos atrás uma obra dele que tem mais de 1000 páginas, que é só sobre esse capítulo, capítulo 11 de Hebreus. Na verdade, é uma série de sermões que Thomas Manton eh pregou, que depois virou eh uma obra, um, um livro. E os puritanos eram assim: eles dessecávam as coisas, não é? Então essa série de sermões tem mais de 1000 páginas só sobre esse capítulo da Bíblia, Hebreus 7. E um dos sermões eh que era exatamente sobre onde a gente tá, ele disse que a diferença: que as pessoas do mundo, elas eh não tremeram de medo até que a água chegasse ao telhado. Essa era a diferença entre elas e Noé. Quando Deus disse, ele num santo temor e tremor preparou um barco; já as pessoas, Thomas Manton diz: elas não tremeram até que a água chegou perto do telhado, aí elas tremeram, aí elas se apavoraram, só aí, não antes. Noé tremeu de temor quando Deus apenas falou, apenas quando ouviu. Agora a palavra temor aqui significa e eh não pavor, né, mas ele tinha uma santa reverência por Deus, que quando Deus falou aquilo para ele era a realidade, mas ele continuava vendo o sol nascendo, os pássaros cantando, as pessoas casando. Parecia que a realidade não era aquela. Agora, como a gente viu, o que define a realidade para você? Você vai saber se essa fé, esse pastor maravilhoso que tá nesse aconselhamento pastoral tá falando para aquelas pessoas. O que...
Define a realidade para você? É o que você vê? É o que você vê na sua volta, no mundo? O que Deus diz? Isso define o que você, o que define você. Tudo sobre sexo é o que Deus fala ou o que você sente? O que define tudo sobre o dinheiro para você? É o que você sente ou é o que Deus diz? E a palavra temor aqui não se, e esse respeito significa foco. O que isso nos diz a respeito da fé, queridos? O que o autor de Hebreus, desse aconselhamento pastoral, está falando para aquelas pessoas que estavam sobre sofrimento tão grande?
Noé disse: "Não serei definido pelo que eu vejo. Não serei definido pelo que eu sinto. Essas coisas não vão definir a realidade para mim". O sol está brilhando, mas não vai durar, porque Deus disse. Deus disse que aquela onda está chegando. Os pássaros ainda estão cantando, mas não vai durar. As pessoas estão rindo, mas não vai durar. E eu não vou ser definido pelo sol brilhando, nem pelos pássaros cantando, nem pelas pessoas se casando, nem pelas pessoas rindo. O que define a minha realidade é o que Deus disse. Esse é o santo temor. Por um santo temor, Deus define a minha realidade. As coisas à minha volta, pessoas só nascendo, não definem a realidade para mim; e o que eu sinto dentro de mim também não define. Não creio apenas em Deus de uma maneira geral; eu creio em Deus, ou seja, Ele define a realidade para mim. Isso é fé.
E no filme, virou icônico, né? O Clube da Luta, David Fincher é quem fez o filme. Tem uma parte que o, assim, as coisas que você possui acabam possuindo você. Só depois de perder tudo é que você fica livre para fazer qualquer coisa. A libertação vem quando você para de se agarrar ao que vê e começa a viver pelo que você realmente acredita. Não é? Ele abriu mão completamente de deixar qualquer coisa definir a realidade para ele, para viver pelo que Deus disse. É isso que nós devemos olhar para nós; é isso que aquelas pessoas deviam olhar para dentro de si. O que está definindo a realidade de vocês aí? É o império romano? É a cultura? É o que vocês veem? É o que vocês sentem? Ou é o que Deus diz?
Agora, deixa a gente aplicar isso por um instante antes de seguirmos para a próxima parte. Não é? Então, Deus está falando com todos os cristãos, e nesse aconselhamento pastoral aqui, o autor está falando: "O que define você?". Veja: você está magoado, digamos, muito magoado, está lutando com a raiva. Você está lutando contra o ressentimento. Você tende a não querer chamar isso de mágoa nem de ressentimento; nós não gostamos de nomes feios para o que sentimos; nós gostamos de dar outros nomes. Ah, nomes! E o humanismo secular vai ter um vocabulário inteiro para você, se você quiser usar nomes melhores, nomes que façam você se sentir bem. Você está irado por algo que alguém lhe fez ou que algumas pessoas lhe fizeram, e você se sente ferido. Você quer liberdade. É o que esse pastor está fazendo com aquelas pessoas. Você pode ser movido por coisas não vistas ou pode ser movido pelo que você vê. Uma coisa ou outra vai te mover. Você pode olhar para as suas feridas; você vê, você consegue sentir as suas feridas que as pessoas infligiram a você; ou você pode olhar para as feridas de Cristo morrendo na cruz por sua causa. Você vai olhar para quê? O que vai definir a realidade para você? As feridas que você vê? As feridas que você sente? Ou são as feridas de Cristo? Você vai deixar se deixar levar pelas feridas, eh, invisíveis ou pelas visíveis? O que vai definir sua realidade nesse momento? São as feridas invisíveis ou as feridas visíveis? E as feridas que você consegue sentir. Em outras palavras, se você olha para a cruz e realmente crê, é o que o autor está dizendo, que Cristo morreu por você e que aquelas feridas são por sua causa. Você vai olhar para a cruz e vai ser movido não pelo que você sente, não pelo que você vê, mas por aquelas feridas, e você vai ser levado inexoravelmente a dizer: "Senhor Jesus, eu te feri. Eu te [Música] feri infinitamente, e tu me perdoaste. Isso te custou tudo, te custou o sorriso do Pai". Agora, se eu perdoar essas pessoas, vai me custar algo. Perdão sempre custa algo, queridos, mas o que vai me custar? Eu não feri de volta, eu não fiz nenhuma dessas coisas que pessoas feridas fazem, ficar amargo. E vai me custar, mas o que vai me custar é infinitamente menor do que te custou as feridas que eu fiz a ti. Você vê o que aconteceu? Vem a liberdade. A liberdade vem exatamente se o que define a tua realidade é o que você sente e vê ou o que Deus diz. Por que a liberdade vem? Porque você é movido pelo que você não vê. Se você não é movido, a liberdade não vem; a mágoa vai ser a realidade dominante. Mas isso vai acontecer se você tem um santo temor. A Bíblia diz: "Por causa de um santo temor". O que definiu a realidade para Noé não era o fato de o sol nascer todo dia, os pássaros cantarem, as pessoas rirem. Isso ele conseguia ver, e ele conseguia sentir o calor do sol, mas o calor do sol não ia definir a realidade para ele; o que Deus disse ia definir.
Agora, a questão é: o autor de Hebreus está falando com eles e falando conosco: "Você é como Noé". É por isso que ele está dizendo: "Pela fé, Noé...". É por isso que ele começou a apresentar esses casos. Isso é extremamente sondador. Aqui estão as coisas que são vistas: contas, doenças críticas, morte; e aqui está a palavra de Deus, e a palavra de Deus dizendo assim: "Em Jesus Cristo a grande dívida foi paga. Pelo Espírito Santo habitando em você, a tua grande doença, a morte, realmente não tem mais poder sobre você. Com o amor de Deus vindo em você em Cristo". Isso significa que o único crítico que importa, de quem você devia realmente temer, não é quando a água tivesse no telhado, como Thomas Merton disse, está dizendo que você está nos braços dele. Então você vai olhar para as suas contas, vai olhar para as suas doenças, vai olhar para as críticas e ser movido pelo quê? Pelo que você vê ou pelo que é invisível, por Deus e a sua palavra? Ou pelo que você vê e sente? Isso é prático. É por isso que a fé sai, sai do, do, do conhecimento simplesmente e adentra nesses aspectos para se mostrar verdadeira. Você vai tremer diante de alguma coisa. Você vai tremer diante das palavras maravilhosas: "Eu te amo, não temas". Você vai ver que no Livro de Hebreus tem essa passagem maravilhosa: "Eu nunca, nunca, nunca, nunca, nunca" – cinco vezes no original – "te deixarei". Você vai acreditar nisso. O que te vai te mover? O que vai mover suas afeições? Você quer liberdade? Você quer poder dizer, como Noé, que olhava ao redor e dizia: "Não vou ser controlado pelo sol que está nascendo. Não vou ser controlado pelo sol, que eu estou sentindo o calor dele. Não importa o convincente seja todas as coisas que eu vejo e sinto; ou não importa o quão uma coisa apareça feia e assustadora, eu sou livre". No filme Matrix, Morpheus diz: "Anel, assim, né? Há uma diferença entre conhecer o caminho e trilhar o caminho". Essa é a diferença que está sendo colocada para nós. Ele diz: "Você já esteve preso num mundo que não explica, mas agora pode escolher: tomar a pílula azul e voltar ao conforto ou tomar a pílula vermelha e ver aonde vai o buraco do [Música] coelho, a toca do coelho". Noé tomou a vermelha, não é? E ele viu além e encontrou liberdade. Ele não era controlado pelo sol, que parecia ser tão convincente e passar uma mensagem tão clara de que construir um barco não era uma coisa sensata. O autor está perguntando àquelas pessoas: "Vocês querem ser livres? Vocês estão com medo? Vocês estão apavorados? Estão desanimados? Vocês querem, vocês querem ser livres? Vocês querem ter esse poder?" O Evangelho é o poder de Deus; esse poder está em vocês. Vocês desejam isso? Você deixa de apenas crer sobre Deus e começa a crer em Deus. E isso não é abstrato; ou seja, Deus começa a definir o que é realidade para você, não o mundo e não o que você sente. O que Deus disse a respeito desse assunto aqui? Deus disse isso para mim; isso é a realidade. É isso que ele está falando. Vou colocar de outro jeito: lá, a gente mora no, no Rio de Janeiro, e você é controlado pelo que Deus diz.
Pense nas coisas em que nossa cultura tem, eh, eh, eh, as culturas têm como consenso, não é? Eh, alguma forma de honestidade, alguma forma de, de lealdade. A Bíblia diz que você nunca deve cortar, por exemplo, eh, a relação que existe entre sexo e compromisso total. Sentimentos, financeiros, compromisso total: nunca deve separar essas coisas. Outras palavras, eh, não há nenhuma relação sexual fora da Aliança que é adequada e que realmente produza aquilo que deve produzir em nós. Isso é o quê? É a palavra invisível de Deus. Perto disso tem todas as coisas visíveis da cultura e o que você sente. A pergunta é: o que define a realidade para você? Você realmente acha que há um dilúvio vindo? Ou seja, acha que não há consequências em violar o que Deus está dizendo? Você não acha? Realmente não há um santo temor, porque a palavra de Deus não define a realidade para você sobre esse assunto. A pergunta sempre é: o que move você? Quando você vai começar a, começar a tremer? Ãh, você tem que lidar com isso. Ãh, você pode tremer agora, diz Thomas Merton, ou tremer quando a água estiver chegando no telhado. Você vai tremer. É como alguns médicos dizem: "Ou você vai, ah, não tem tempo para cuidar da saúde. Então você vai ter que ter tempo para cuidar da doença. Você vai ter que ter tempo". Se você não tem tempo para cuidar da saúde, vai ter que ter tempo para cuidar da doença. Não há como escapar. Você vai temer e tremer agora ou vai tremer quando a água chegar no telhado, mas você vai tremer. O que define, o que diferencia alguém em Cristo ou não é que você tem santo temor e tremor. Trema agora, e o que Deus diz define a realidade para você de tal maneira que realidade é isso. Quando, quando uma coisa não é real para nós, a gente pode falar sobre elas, mas elas não causam impacto no nosso ser. Eu já disse isso várias vezes. Para mim, já chegou pessoas cristãs que diziam: "Ah, eu acho que eu não sou eleito, não sou...". Mas ele está falando isso com a naturalidade. Áh, eu pensei: "Essa pessoa não acredita, cara. Ela não acredita no que está falando. Ela não acredita sobre Deus, sobre céu, sobre inferno, sobre Cristo, sobre ela. Ela não acredita". Ela é cristã há anos e anos, por quê? Porque ela não treme, ela não sente nada, porque aquilo não é real. Como eu disse, quando o médico chega para a pessoa e diz assim, ó: "Você está com uma doença grave, e você tem seis meses de vida", ela fica desesperada. A mesma pessoa, porque ela não falou assim: "Ah, o médico disse que eu só tenho seis meses de vida...", porque para ela o que o médico disse é real. E quando ela dizia que não era eleita, que achava que não era, porque ela queria viver uma vida, e ela não, ela não tremia agora do que o médico disse; ela treme agora. Todo o seu ser sente o peso daquilo. Aquilo é realidade para ela. Thomas está dizendo que essa, como a gente viu, a grande diferença: quando Deus falou, mesmo o sol contando outra história, o céu azul, os pássaros cantando, as pessoas rindo e vivendo, casando e dando-se em casamento, mesmo com essas coisas tão claras à sua visão e à sua percepção, aquilo, para ele, a realidade era definida pelo que Deus disse. Como falamos da mágoa, não é? Se as feridas de Cristo não são reais, as tuas feridas vão ser reais e vão, vão fazer você agir. E as de Cristo? Você vai dizer: "Não acredito. Cristo morreu para salvar, na cruz, eh, meus pecados". Mas você não treme, não treme agora. Um dia você vai tremer por causa disso, por causa dessa verdade. Você não treme agora, só quando a água chegar no telhado. É isso. Então, Thomas Merton disse: "Você pode tremer quando Deus apenas falar, ou você vai tremer depois, mas você vai tremer quando a água estiver chegando no telhado". Você pode, quando Deus fala sobre, eh, eh, eh, o sexo agora, você pode não tremer. Para você a realidade é o que você sente ou é o que você vê? É o sol, não é? Para, não é? É os pássaros cantando. Mas se Deus for sua confiança, Ele mesmo ser a sua confiança, então Ele define a realidade para você. Você treme do que Ele diz. Deus disse: "Para quem olharei? Para aquele que treme da minha palavra". Deus só está dizendo, com palavras mais rebuscadas e poéticas, o seguinte: "Eu olho para aquele para o qual eu sou uma realidade". Então, se existe um Deus, não basta crer. Se você crê em Deus, que Ele criou você, e você ouve o Evangelho, então você não treme disso? Isso não é real de verdade. Se você crê de verdade, você crê que Ele sabe como você funciona, Ele sabe como seu coração funciona, Ele sabe como sua sexualidade funciona. Você não sabe isso a partir do que você sente, como você não é um mestre em biologia pelo que você sente, apesar de ter um corpo e, eh, a biologia falar exatamente sobre o que você tem. Você não consegue sentir; você tem que saber realmente. E Ele está dizendo que a pessoa está dizendo que crê que Deus sabe todas essas coisas, mas não há consequências para violar o que Ele diz. Você pode tremer agora ou vai tremer depois. Essa foi a diferença entre Noé e sua geração. Quando Deus falou, ele tremeu, e a outra, e a geração toda tremeu quando a água chegou no telhado. Então, não apenas creia sobre Deus, creia em Deus, e você será livre. Livre. Você não vai ser dominado por nada. O que Ele está dizendo para aquelas pessoas? "Ah, isso que está em volta de vocês, Império Romano, que ele está fazendo, não define a realidade de vocês; vocês estão em Cristo". Ele vai falar da maneira mais profunda como o homem está em Cristo, a diferença entre a velha e a Nova Aliança. Ele está dizendo: "Se vocês, isso é realidade para vocês, vocês vão tremer diante disso e não do Império Romano". O que é a realidade para vocês?
E tem um filme chamado, eh, eh, eh, O Nome do Vento, na verdade é uma obra que se transformou em filme, né? De Patrick Rothfuss. E é um personagem que vê, que ele diz assim: "As palavras são pálidas sombras de coisas esquecidas, mas o vento que as carrega é real, e ele sopra aonde quer. Ignore-o, e ele te derrubará; ouça-o, e ele te levantará". Então, Noé ouviu o vento da palavra de Deus, e isso o levou, o levantou, o ergueu, o fez livre. Ele era tão livre que o sol nascendo todo dia não definia a realidade para ele. Ele não começou a duvidar do que Deus disse, porque o que Deus disse era a realidade, porque ele tinha um santo temor e tremor. Ele não tremeu quando a água chegou no telhado, como todos os outros. Em segundo lugar, Noé condenou o mundo. Agora, essa palavra "condenou" pode parecer, à primeira vista, que Noé andava simplesmente para todo quanto é canto, eh, repreendendo todo mundo; ele pregou a, a verdade, mas não é exatamente isso assim. Não é que aqui a gente está vendo, percebe que não se trata apenas de Noé denunciando as pessoas; não se trata de Noé apenas repreendendo. Diz que pela fé, pelo fato de que o que Deus diz era realidade para ele, ele condenou todo mundo para o qual Deus não era a realidade. É isso. Há dois aspectos nessa palavra "condenou": pela fé, pelo que ele fez, pelo que ele creu, ele condenou o mundo. Quando o mundo significa que você precisa ter poder de provar e de se manter firme. Era o que aquelas pessoas deviam fazer em Roma: provar que quem definia a realidade para elas não era o império romano e se manter firme nisso, nessa realidade, viesse o que viesse. Poder de provar e poder de se manter. E há anos atrás, alguém estava, eh, eh, eu estava lendo um artigo de, de uma polêmica sobre uma, uma jornalista, Anna Kendelein, que ela escrevia, uma jornalista importante, e, eh, ela, quando foi convidada a assumir a chefia dos maiores jornais do mundo, eh, ela resolveu abandonar tudo e se tornou escritora de ficção. E ela ia ser, talvez, uma das pessoas mais importantes no jornalismo, eh, mundial, não é? Por aquilo que ela foi chamada para, para dirigir e moldar. E o autor do artigo dizia assim: "Se ela não podia ou não queria dirigir o New York Times, certamente teria recebido um papel crucial para reformular toda a cultura que o produz. Teria sido um desfecho irresistível não apenas dos temas que emergiram em seus textos, mas de seus esforços notavelmente bem-sucedidos de construir uma carreira de sucesso dentro dos limites competitivos, né, mortais do jornal mais prestigiado dos Estados Unidos". E o fato de Kendelein preferir, nessa hora, deixar tudo e só escrever ficção é uma declaração marcante sobre o choque de valores que estava dilacerando ela, porque ela falou anos sobre as mudanças, como as coisas deviam ser, mas quando ela foi colocada diante da realidade dela, realmente fazer aquilo, ela não fez. Ela, eh, fugiu. Ah, ela não pode manter o que dizia durante os anos, na hora da verdade. E ele continua dizendo assim: "Defensora de longa data de reformas para melhorar o moral, ampliar a pauta editorial e tornar a redação, eh, eh, um ambiente mais, eh, acolhedor, é provável que tivesse abraçado a chance, é o que se imaginava, de ajudar a colocar em prática o que ela ficou anos denunciando e falando. Não é? Isso envolve ampliar as definições de cultura e fazer da vida, eh, eh, eh, familiar uma preocupação explícita da política de gestão lá, das coisas, e criar maneiras para que, eh, eh, as pessoas, eh, se, se tratassem naquele ambiente de outra forma". Ele vai dizendo como ela falhou miseravelmente no que ela vinha dizendo há anos, quando a realidade chegou. Não sei, é só um artigo; não conheço nem ela, nem sei se o que o autor está dizendo é exatamente o que a realidade estava, eh, acontecendo; só sei que aquilo realmente estava acontecendo e realmente era um fato, não é? Então, eu não, não vou dizer que alguém é herói ou vilão aqui, não é? Eu não posso saber, para dizer como as coisas deviam realmente ser, mas é um padrão, é um padrão que ensina algo a nós. É impossível você se opor a valores, se opor ao mundo sem fé. E isso porque, eh, há um, há uma, uma fala, né, de Suze Orman, quando o personagem Kendelein Roy diz assim: "Você já tentou mudar algo que todo mundo aceita como normal? É como gritar no meio de um furacão. Você precisa de algo maior que você mesmo para não ser sugado pelo vento do furacão". Noé disse, e, eh, Noé tinha esse algo maior que o furacão. Para aquelas pessoas que estavam recebendo esse aconselhamento pastoral, era o império romano, seu poder. Noé tinha esse algo maior para gritar contra o mundo todo. Realmente, Deus era uma realidade para ele. Primeiro, você precisa ter poder de provar e poder de se manter. Eh, isso que a gente quer dizer com poder de provar: você não pode simplesmente dizer ao mundo aquelas coisas que você, a princípio, acha certo, até ser confrontado com coisas que vão mostrar se aquilo é uma realidade para você ou não é uma realidade. Você não pode dizer ao mundo: "Olha, eh, vamos ser assim, vamos, vamos ser dessa maneira e daquela". Você precisa, com sua vida, provar que o mundo está errado, não é? Não só dizia que aquelas pessoas estavam erradas, ele provou isso; ele construiu um barco. Ele fez algo que provava a realidade do que dominava a sua vida. A pessoa pode dizer: "Por que devo acolher? Porque eu, eu devo aceitar isso, aquilo ou aquilo outro?". E você simplesmente pode dizer para as pessoas: "É porque Deus e tal, e tal". Mas quando você se está diante das, da realidade, a maior realidade não é Deus para você naquela situação, então os seus valores também são relativos. Depende do que está acontecendo. Não vale você dizer: "Ah, você não passou pela noite da alma, você não passou pelo...". Não vale. Muitas pessoas hoje dizem: "Já que tudo é relativo, devemos ser tolerantes uns com os outros". Mas a gente sabe que isso não funciona na prática. Não é isso, não prova nada, por quê? Porque essas pessoas, na hora que interessa, elas não são relativas; elas são incoerentes. Elas vão dizer: "Não, isso está, não pode fazer isso comigo. Isso é injusto, estou com raiva, alguém me passou para trás". Você diz que tudo era relativo? Então ela não pode provar a realidade do que ela diz, porque na hora H ela, ela não age de acordo. E você não pode condenar nada do que eu faço se você disse que tudo era relativo. Com base em que você afirma que o seu liberalismo é moralmente superior ao conservadorismo? Se na hora H você também não age como alguém que acredita que as coisas sejam relativas. Pelo contrário, é o que acontece hoje com a nossa cultura, não é? Você anula o teu fundamento quando você fala que algo é de um jeito, é relativo, mas quando acontece algo com você, então você não acha que é relativo. Você anulou o fundamento, e você então é incapaz de provar o que você dizia. E a questão é: por que eu deveria ser assim, assado e assado, como você diz, se você mesmo, em determinadas situações, vai agir exatamente de maneira oposta? Porque sem fé não há como nós nos opormos ao mundo. Na hora H, o autor está falando para aquelas pessoas: "Vocês vão agir como o mundo age, como o mundo agiria por Deus não ser a realidade para eles. Como vocês começaram a agir? Não há como se opor; vocês vão se opor à realidade aí do Império Romano se a fé de vocês não faz vocês realmente tremerem diante do que Deus diz. Então, vocês, igual ao mundo, vão tremer quando a água chegar no telhado". Você só pode condenar se você pode viver do que você se diz, porque aquilo é real. É o que Noé estava dizendo. E você não pode, não consegue condenar nada, não consegue condenar ninguém por nada. Não pode dizer que a tolerância é melhor do que a intolerância, porque você não age de acordo com essas afirmações na hora que precisa. Se você não crê em Deus, se você não acredita em nenhuma fé, como a gente estava vendo hoje cedo, você não pode condenar ninguém, não é? Noé podia condenar o mundo porque Deus era real para ele. Você não pode se opor, você não pode ficar firme; você vai estar sempre fraco. Você não pode dizer que o mundo inteiro está errado, não é? Podia. Você nem vai saber definir o que é errado e vai ficar mudando as definições conforme as coisas estão indo. Ãh, mesmo que você tenha recursos intelectuais para condenar, você precisa de recursos pessoais. Você pode condenar, querer condenar o mundo porque Deus não é uma realidade para eles, mas é uma realidade para você. Você precisa de poder, e um poder que te mantenha firme; ou você não condena o mundo, você é condenado com ele. Na verdade, você precisa ter algum tipo de, eh, poder interior. A Bíblia diz que você recebe uma infusão do poder quando se torna cristão, do próprio poder de Deus, que, na verdade, o próprio poder da ressurreição te fez uma nova criatura. Ao receber Cristo, você se torna participante da natureza divina, e a lei é escrita em seu coração. Nada é mais real, nem os seus sentimentos, do que o que está escrito em seu coração; o Espírito Santo entra. Você precisa disso, ou você não pode condenar o mundo. E dizemos que não basta crer em Deus. Se você crê em Deus, eh, você não pode ser essas pessoas que creem apenas no perdão de Deus e algumas coisas que você pega, porque é óbvio que você não acha que Ele é real quando você faz esse tipo de coisa. Mas se você crê em Deus, você realmente experimenta o perdão; e se você realmente experimentou o perdão, você pode perdoar, porque as feridas de Cristo... Se você realmente sente que foi perdoado, é porque as feridas de Cristo são mais reais para você do que as suas feridas, porque senão você não está perdoado de verdade, porque só as feridas Dele trazem perdão para você. Só quando você experimenta a glória de Deus, isso te humilha. Você não tem como realmente ser humilhado sem experimentar a glória de Deus. Só experimentar a glória de Deus pode te humilhar e mudar a tua estrutura da sua personalidade, da sua psicologia, senão ela vai ser igual do mundo. Mesmo. A única forma de você ter o poder de se manter, a única forma de realmente se tornar uma pessoa que treme como Noé e que, por isso, porque treme diante de Deus, é...
Corajosa, não vai tremer quando a água chegar no telhado. E é perdoadora porque não é a realidade para você; não é definida pelas suas feridas que você vê e sente, mas pelas feridas de Cristo que você não vê. Isso é o evangelho; ele te dá um poder, ele te enche de poder. Não podia condenar o mundo porque ele podia ficar firme, e é isso que o cristianismo oferece.
Então, antes de passar ao ponto final hoje, né, eu pergunto a você: como está a sua vida? Ela condena o mundo? O mundo faz do dinheiro seu Deus? A tua vida tá condenando o mundo nisso? Olhe para cada aspecto das pessoas com que você trabalha, estuda; a tua vida tá condenando elas? A tua fé, essa realidade para você, condena todo mundo? Ela diz que, pela fé, Noé condenou o seu mundo, porque o que definia a realidade para ele era o que Deus diz, e não talvez os melhores argumentos, o sol nascendo todo dia e os pássaros cantando.
Vamos colocar de outra forma: alguém está zombando de você de alguma forma? Certamente você sabe que, num lugar como o ocidente, não no rio, em qualquer cidade, se você viver de um modo em que Deus realmente é real e o que ele fala faz você tremer, e o que define qualquer assunto – a gente mencionou o sexo – não é o que você sente, mas o que ele diz é a realidade; ou sobre perdão: não é as suas feridas que você sente e vê, mas são as feridas de Cristo que você não vê. O mundo vai rir de você; você vai parecer tão bobo quanto Noé parecia bobo. Esse pastor, nesse aconselhamento, tá dizendo para aquelas pessoas: vocês vão parecer tolos para a cultura Romana, velho tolo construindo um transatlântico no meio do deserto. É óbvio que eles chamam de tolo; ele estava dançando e eles não ouviam a música. Você vai parecer tão idiota quanto isso. Alguém, sobre cada um desses assuntos culturais importantes para o mundo, você realmente ouve a música que o mundo não está ouvindo? O que define a realidade para você: o que o mundo diz, a cultura, o que você sente, o que Deus diz? Se não é por Deus, é porque você se parece com o mundo de tal maneira que o mundo não percebe que não há uma diferença entre o que ele vê como realidade, o que você vê como realidade. Eles conseguiram perceber que Noé estava agindo de uma maneira como se tivesse seguindo outra realidade que eles não conseguiam ver; ou se você condena o mundo e mas não tem nenhum recurso, no final das contas, você acaba agindo como o mundo mesmo, porque você não tem recursos. Aquilo não é realidade suficiente para que, na hora que as coisas realmente corram, você fique firme, porque você tremeu antes; ou seja, você treme quando Deus fala, então você não treme quando o mundo treme. Como o pastor aqui está, nesse aconselhamento, dizendo para aquelas pessoas: vocês não estariam tremendo se tivessem tremido da palavra de Deus, mas vocês estão tremendo; vocês estão tremendo pelo que eles tremiam. A água chegou ao telhado, mas você pode e deve.
Para encerrar, então: Noé se escondeu na arca. Esse é o terceiro, a terceira coisa aqui; nós temos duas imagens. Nós somos informados: Noé, quando avisado sobre as coisas não vistas ou sentidas em santo temor, construiu a arca para salvar a sua família e se tornou herdeiro, herdeiro da Justiça que vem pela fé. Nesse ponto, metaforicamente falando, né, todos deveríamos tirar os nossos sapatos agora, porque nós estamos em, em solo sagrado, em terra santa nesse momento; nós penetramos o CNE do cristianismo, o CNE da Bíblia. Duas imagens é o que nós queremos ver para encerrarmos. A primeira imagem é o de um herdeiro; ele se tornou herdeiro da Justiça que vem pela fé. O que é um herdeiro? É uma ótima imagem, essa é uma ótima metáfora que e foi cunhada aqui. Um herdeiro é alguém que enriqueceu por meio de outra pessoa. Você pode colocar isso de uma outra forma: um herdeiro é alguém que recebe algo que nunca conquistou e nunca trabalhou para ter. Você vê que, sem as doutrinas da Graça, ele não é mais o evangelho, porque a tua salvação é algo que você acaba conquistando, e no final você vai dizer, o vai, vai, vai ser dito que o que você terá foi por algo que você fez, e não por algo que você erdou. Então uma mulher ou um homem enriquece porque quê? Porque é empreendedor extraordinário, porque é esperto ou esperta. Por que ficou tão rico? Por causa do seu desempenho, que era muito maior do que das outras pessoas; suas ideias superiores, sua capacidade de realização; ele ou ela é perspicaz o bastante para enxergar aquele nicho de mercado que ainda não explodiu, mas que é a próxima coisa a explodir, que ninguém mais tá vendo; e ele ou ela é produtivo bastante para suprir aquele nicho, suprir a demanda quando a demanda chegar; está preparado. Ele ou ela é talentoso bastante para executar tudo o que planejou. Por que, então, ela se tornou rica ou ele? Porque eles conquistaram isso, eles ganharam; então eles deixam isso tudo para seus filhos. Por que os seus filhos são tão ricos? Como eles enriqueceram? Não foi por causa das suas habilidades; foi por causa unicamente da sua relação familiar. Agora, todas as religiões, inclusive o evangelho humanista, em que o homem e não a graça Soberana de Deus faz as coisas, está enraizado nisso; que é, que é o CNE do coração humano caído. Ah, é a convicção que, na vida diante de Deus, você deve desenvolver uma Justiça, ter algo aceitável a Deus, um histórico, e então entregar isso a Deus, que te diferencie dos outros homens. Todos acreditam nisso em seus corações por nascimento, não é? E exceto o evangelho da Graça Soberana, se opõe a isso; todas as outras religiões, inclusive H que se veste de Evangelho com esse coração, são iguais. Qual o objetivo? Então é viver essa vida que te diferencie, que faça Deus te aceitar, e viver uma vida e manter uma vida que Deus, no final, tenha que dizer: olha o que ele fez, como ele se manteve; é a razão definitiva pela qual ele está agora aqui. Você tece algo e entrega a Deus; se você fizer isso, quando fizer, Deus te aceita, não é? Você é salvo, e se você continua entregando isso a Deus, você se mantém até o fim. O cristianismo é totalmente diferente. O evangelho diz, primeiro, que você não faz algo, você recebe algo; você é um herdeiro; a sua justiça é o que é dado a você como herança; a sua fé, o seu arrependimento, você herdou essas coisas. Alguém tinha e conquistou toda a sorte de bênçãos, de riquezas espirituais sozinho. Diz que a fé em Cristo faz de você um herdeiro; tudo que você faz depois da fé, crê, tudo é só está usando a herança que outra pessoa ganhou; toda sorte de riquezas espirituais que outra pessoa conquistou, como os filhos do Alam, que recebem o que o pai conquistou, não pelo trabalho deles, mas pelo trabalho de outro. O evangelho diz que a fé que é dada a você, a verdadeira fé que te leva a Cristo, é parte dessa herança. Então você herda tudo; você herda Justiça, arrependimento, perseverança, um coração que se constrange porque a cruz é, é a realidade para você; não é então há uma justiça que não é algo que damos a Deus, não é que nós damos a nossa obediência a Deus e ganhamos algo dele; vem dele. Veja a palavra, vem, ela vem é de Deus, não é nossa; nosso arrependimento não é nosso, é de Deus; nosso crer não é nosso, é de Deus; nossa Justiça não é nossa; nós somos herdeiros, herdeiros. Isso é totalmente diferente de qualquer outra coisa que o ser humano produziu, não é? Vem até nós. Est explicando melhor quando os filhos herdam a riqueza da mãe ou do pai, embora não a tenham conquistado e feito absolutamente nada, eles são tão ricos quanto a mãe, tão ricos quanto o pai, não são menos. Quando você recebe, quando você pelo pai, como ele dis, todo aquele que o pai me deu virar a mimando, você tem essas marcas; ele, ele fez você ter todas as coisas que ele tem; você é um herdeiro. Como disse: o herdeiro de um pai que trabalhou muito, ficou milionário; ele é tão rico quanto seu pai, apesar dele não ter feito absolutamente nada. Vem por completo, vem totalmente, e você se torna, embora não tenha cooperado com nada. E agora Deus tá dizendo: você é tão belo, tão amado, tão honrado, tão glorioso aos olhos de Deus como Jesus é; você não fez nada para isso; você é um herdeiro da Justiça; você, na verdade, é coerdeiro com Cristo de todas as coisas; mas você não pode dizer que nenhuma dessas coisas que você é herdeiro você fez qualquer coisa por elas, porque você é herdeiro; você não é quem enriqueceu-se, só recebe isso porque está ligado a alguém, e não porque fez qualquer coisa sobre isso; você é cordeiro. Então o que significa é uma justiça que vem, não que você entrega; você não entrega a sua obediência a Deus, sua justiça, sua fidelidade, e Deus te dá a fidelidade dele; não, não, não; você herda. No Evangelho não há nada que você ganhe, qualquer coisa que você ganhou ou que você produziu de tal maneira que Deus, então, em resposta à tua produção te dar algo, é falso. Na cor púrpura, né, um filme de 82, um filme que a atriz ganhou o Óscar, né, a, a Goldberg, o personagem principal C diz assim: tudo que eu fiz foi estar vivo, não é? Mas Deus me viu, e ele me deu mais do que jamais poderia pedir; não foi por mim, foi por ele; aquilo que eu me tornei é isso. Você pode perguntar: bem, como, como isso é possível? A resposta está na segunda imagem, né? A Arca; há um dilúvio vindo, e ninguém pode sobreviver a esse [Música] dilúvio; ninguém, bebis, sobreviveram ao dilúvio; todos vamos afundar; é o dilúvio do juízo de Deus. Deus é um juiz totalmente justo; quando você lê o que a Bíblia diz sobre o juízo de Deus, você vai ver que nunca houve uma ideia de julgamento mais justa. Deus não vai condenar alguém que nunca ouviu sobre Cristo porque não creu em Cristo; mas Paulo diz que quem sem lei pecou sem lei perecerá. Outro dia mesmo alguém tava esendo um comentário lá de uma semana que eu falei: ah, você mencionou os índios, as pessoas que viviam na América antes do Evangelho chegar aqui com os europeus; você acredita que eles estão, estão perdidos? Quem sem lei pecou, sem lei perecerá. Ninguém é inocente diante de Deus, porque Deus é um justo. É nos dito que Deus nos julgará pelo que ele, pelo testemunho que ele colocou em nós mesmos. A gente pode dizer que ele vai nos julgar pela regra de ouro. A regra de ouro diz que você deve fazer a todo mundo o que você queria que as pessoas fizessem a você. Significa que Deus vai pegar todas as pessoas que nunca ouviram nada sobre ele, sobre o evangelho ou sobre a sua revelação na velha aliança, e dirá: ah, eh, o seguinte, eu já até usei essa imagem, não é? Você costuma dizer coisas sobre as outras pessoas; você diz assim: ninguém se interessa por mim. Então, quando você diz isso, você está dizendo, está condenando todo mundo moralmente, porque deviam ter interesse em você como elas têm por elas mesmas. Mas a questão é: você tem o interesse nos outros como tem por você mesmo? Ninguém faz isso; ninguém é o próximo como a si mesmo. Mesmo que ele não tenha uma revelação do verdadeiro Deus, ele jamais amaria a Deus sobre si mesmo; ele não consegue amar nem um próximo sobre si mesmo; ninguém faz isso. Então, em Romanos 2, é nos dito ainda que Deus simplesmente julgará de acordo com isso todas as pessoas. Então um índio, ele dizia: não, aquela tribo invadia a nossa tribo e matasse as pessoas; errado. Então, então ele vai ser julgado. Ele viveu de acordo com o que ele sabia ser certo e errado, e ele impu as outras pessoas todos os julgamentos morais que ele fez sobre o outro, ele praticava, sabe? Fazer julgamentos morais sempre é muito grave; por isso você diz assim: na ninguém ter amor. Então você tem, então a gente já usou essa imagem num outro sermão, que você tem no pescoço aí, ninguém sabe, mas tem um, um gravador que sempre liga na hora que você faz um julgamento moral. Ninguém aqui ama ninguém; o gravador grava naquele dia. Deus vai ligar: olha, você sabia que todo mundo tinha que amar? Us você amava, você fazia isso. Outras palavras, é como se você tivesse isso, esse dispositivo sem perceber, e ele só é ativado e grava quando você faz um julgamento moral sobre as pessoas. Aquela pessoa é fofoqueira, então, então você sabe, você já, já fez isso, já fez isso em algum momento da sua vida. Aquela pessoa não é generosa; você era totalmente generoso. Aquela pessoa mentiu para mim; então você mente. Aquela uma pessoa destrutiva porque ela é ciumenta; então você, como você é, é isso. É nos dito que, no último dia, Deus vai pegar esse dispositivo e de reproduzir a fita e vai dizer: você, o juiz mais justo, vou julgar você apenas com base, unicamente com base naquilo que você declarou que o seu outros deviam fazer ou declarou ser errado. E todas as pessoas, em todos os lugares, fazem julgamentos morais o tempo todo sobre outros ou sobre outros povos e cobram: ah, aquela pessoa lá tá sendo hipócrita. Então você já foi hipócrita? Nunca foi. Aquela pessoa está sendo injusta; você já foi injusto? Nunca foi. Você sabia que injustiça era errado? Sabia, não é? E você foi injusto; os outros deviam não ser, ser justos, não ser hipócritas, não fazer isso, não fazer aquilo, não fazer aquilo outro, n aquilo outro; então não deviam ter ressentimento, deviam ser amáveis, deviam perdoar, deviam ser humildes. Toda hora você diz: aquela pessoa ali é narcisista. Então você é, você se coloca na frente das outras pessoas. O que a Bíblia diz é que, para aqueles que foram julgados sem lei, não conheciam a lei de Deus, a própria palavra deles os condenarão; o que Deus colocou em suas consciências e que eles sabiam o tempo todo que estava errado. Você percebe? Há um dilúvio chegando, e ninguém vai subsistir; nem o índio, nem aquela pessoa que viveu sozinha numa montanha; ninguém vai sobreviver. O dilúvio do juízo de Deus, ele é justo. Quem, nesse mundo, poderá flutuar? Ali, outras palavras, a gente pode colocar assim: se não houver juiz, não há esperança para o mundo, não é? Muitas pessoas, elas dizem assim, elas, elas ao mesmo tempo tentam passar a ideia de que e não acredita em Deus como juiz; não acreditem em Deus, mas que há uma esperança para o mundo. Como assim? Ou há um juiz, ou não há esperança. Porque nós não podemos definir o mal. Se você tá dizendo que haverá uma esperança para o mundo, é que o mal será julgado; e só pode o mal ser julgado se houver um juiz, e uma definição de mal se tiver alguém acima de nós definindo isso. Se não há juiz, se não há Deus, não conseguimos nem definir o mal; então não podemos ter esperança contra aquilo que nós achamos ser mal. Então, se não há juiz, não há esperança para o mundo. Mas que esperança há para o mundo se há um juiz? Porque o juiz vai condenar todo mundo; esse mundo não tem esperança; todos vamos afundar; quem vai poder sobreviver? O juízo de Deus é um dilúvio, e o peso dos nossos pecados, do nosso histórico, nos arrasta; nós pesamos como chumbo, como toneladas de chumbo; nós afundamos. Sabe o que acontece quando você afunda vários quilômetros no mar? Então é o juízo de Deus; quem pode sobreviver e flutuar no dilúvio do juízo de Deus? A resposta é: apenas um pode flutuar sobre o dilúvio; apenas Cristo Jesus pode, na verdade, andar sobre as águas do dilúvio. Ele viveu uma vida perfeita e morreu uma morte perfeita para pagar pelos nossos pecados. Como resultado, a Bíblia nos diz que o caminho da salvação não é imitar Cristo, mas se esconder nele. Cristo é a arca, como a vimos hoje pela manhã falando de Abraão; Cristo é a rocha; não há alicerces e mais nada, nada é um alicerce no mundo; então esconda-se na arca, e você vai estar livre da tempestade de fogo. A gente pode dizer assim: esconda-se na rocha, esconda-se na arca, e você está livre do dilúvio. Há um hino que diz: ele, a rocha eterna, fundida para mim, deixa-me ocultar em ti. Como a gente faz isso de verdade? Você vê como é elevado o aconselhamento pastoral desse pastor para aquelas pessoas? Quando você admite que vai afundar no dilúvio da Ira de Deus, você sabe que todos os julgamentos morais que você faz sobre os outros te condena também. Paulo disse: você se condena naquilo que aprova. Você vai, eh, entender que um Deus justo não é a tua flutuabilidade; vai ter que depender inteiramente do que outro fez. Pare de toda hora achar que seus julgamentos morais estão te excluindo; cada julgamento moral que você faz sobre os outros te condena; você se condena naquilo que aprova ao fazer esses julgamentos, porque você não, não passa em cima dele. Perceba que Jesus ser a arca significa que ele carregou o juízo. Você já, a gente nunca enfrentou um furacão de verdade, né? Pelo menos eu acho que não; talvez alguém possa ter enfrentado, ou já ficou no meio de um tornado ou vivenciou um, um tsunami; essas coisas batem sobre você com poder mortal. Não há como você ficar realmente firme no furacão ou tsunami; ela bate com poder mortal. Que significa dizer que Jesus é a nossa arca significa, significa que o juízo de Deus bate nele com poder mortal, mas você está seguro, você está seco, pois essa fora só atinge ele, não atinge você; ele é o nosso refúgio, ele é nosso escudo; tudo recai sobre ele. O mais incrível é que, assim como a mesma água – essa é uma das coisas mais incríveis do que Cristo fez na cruz – a mesma água que destruiu o mundo de Moisés, de, de Noé, essa água elevou a arca mais para cima enquanto todo mundo afundava. A arca, não importava quanto juízo caísse, a arca subia mais; ela ia para mais perto do céu enquanto todo o resto afundava; eram as mesmas águas, a mesma água. E há uma, uma, uma obra chamada Vidas ao Vento, né, de 2012, né, é uma, uma animação para criança japonesa, né? E Giro Horic, eu acho que é o personagem; ele sonha com aviões, e ele reflete dizendo assim: o vento nos carrega, mas também nos desafia; quem voa com ele sobe mais alto, mas quem o ignora cai; é o mesmo vento, só muda como você está diante dele; interessante, né? Já que é uma animação, é uma coisa meio, e, eh, um, um, um, uma reflexão tão, tão penetrante. Então Jesus transforma o vento do juízo em elevação; é isso. A Bíblia nos diz isso; é a coisa mais espantosa que a cruz, o que ocorreu na cruz foi que Jesus pagou a nossa dívida. Isso significa que a justiça de Deus agora impulsiona a Deus a nos amar; porque se ele não nos amasse, e, eh, e não nos visse a beleza do seu filho em nós, isso não seria justo; seria injusto. Então sua justiça, que traz o seu juízo, impulsiona Deus em relação a nós no sentido contrário. Então você entende o que a cruz significa: que Deus não nos ama apesar da sua justiça; ele é fiel e injusto em nos perdoar. A mesma Justiça que condena o mundo todo o impulsiona a fazer o oposto conosco; não é outra coisa, não é que a justiça dele condena o mundo simplesmente e a sua graça nos salva. Agora Jesus já fez o que ele fez; a justiça dele nos eleva; a mesma que condena o mundo; as mesmas águas que faziam todo mundo afundar no dilúvio de Noé elevava Noé; as mesmas, a mesma; ele fez o justo; o amor dele, a justiça dele já não estão mais em conflito; ele não nos ama apesar de ser justo, apesar de ser santo; agora ele nos faz tudo em Cristo porque ele é justo, porque ele é fiel. É a mesma razão pela qual ele condena. Jesus morreu por nós. Deus não pode receber dois pagamentos pelos nossos pecados sem o evangelho da Graça; isso aqui é impossível; por isso que as pessoas sem o evangelho da Graça soberano diz que alguém pode estar salvo, perdido, salvo e perdido, como se Jesus não tivesse morrido por pessoas específicas. E então Jesus pagou pecados que as outras pessoas ainda vão pagar, e isso faz de Deus injusto, porque ele teria cobrado o pecado do mundo inteiro de Cristo, e depois vai cobrar de novo o mesmo pecado das pessoas; e isso é impossível; cobrar a dívida duas vezes é injusto; ser injusto. Deus aceitar o pagamento de Cristo por nós e ainda nos expulsar ao cobrar de nós as mesmas, os mesmos pecados que Jesus tomou no cálice; ou ele toma, ou nós tomamos; e é óbvio, então, que ele não, ele morreu pelo mundo inteiro, porque senão não há cálice para ninguém; porque ou o cálice foi tomado por ele, ou é tomado por mim; não pode ser tomado pelos dois. Então agora a justiça de Deus que traz o juízo é a mesma coisa que me eleva; você cavalga sobre, além das estrelas até o coração dele, onde ele te recebe. Você entende o que o arco-íris, então, eh, significa, não é? Ele aparece, e aí Deus diz: não, não vou mais julgar a terra assim. O que ele está dizendo? Ah, nunca mais. Para muitas pessoas, o arco-íris é o que Deus diz a Noé; é Deus dizendo assim: olha, nunca mais vou fazer isso; eu perdi a paciência, e eu, eu fiz isso, mas nunca mais eu vou fazer isso; nunca mais vou fazer tal coisa. Você não percebe que é óbvio que ele não está dizendo isso, na verdade, se você ler Gênesis 8; ele diz: nunca mais destruirei a terra. Apesar de o coração de cada ser humano ser mal desde a infância, não; ele sabe o que ele está dizendo; ele sabe quanto custou; ele sabe fazer e como fazer aquela promessa; sabe quanto custou aquele arco-íris. Ele está dizendo: não haverá mais nenhum julgamento contra vocês que estão em meu filho, que eu coloquei em meu filho; porque o meu filho fui julgado. Você não percebe? Ele diz: não haverá mais. O arco-íris é para vocês; é uma coisa herdada, mas ela, ele custou algo infinito ao meu filho. Se você está na arca, a justiça de Deus te eleva; se você não está, a justiça de Deus te põe pro [Música] fundo; a mesma justiça; agora não é que Deus, apesar da sua justiça nos salva, mas por causa dela ele nos salva; estamos seguros.
Então vamos concluir dessa forma, porque temos que concluir, não é? E vamos continuar depois. Se você fizer essas três coisas que Noé fez, e aquelas pessoas lá, vocês não vão tremer quando a água chegar no telhado, porque vocês tremem da palavra de Deus; o que Deus diz para vocês é a realidade; ele define a realidade para vocês. Como eu disse, não é a ferida que você sente e vê, não é; no é vendo o sol nascer todo dia; o que definia a realidade que fez ele agir era o que Deus disse. Se você crer em Deus, condenar o mundo e se esconder em Cristo, você será capaz de fazer o que Noé fez; é isso. Ele tá dizendo para aquelas pessoas: se a verdadeira fé, definida assim, está em vocês, vocês vão ser tão capazes quanto Noé de estarem firmes no Império Romano; vocês vão sorrir diante do dilúvio porque vocês tremeram da palavra de Deus; talvez vocês tenham que ser fiéis até o sangue, ele diz para eles, mas vocês não vão tremer, porque ele temeu com temor, santo temor da palavra de Deus, e ela se tornou a realidade para ele; ele não tremeu quando o dilúvio chegou, quando a água chegou no telhado. Você vai sorrir diante da tempestade. Sabe o que Noé está dizendo quando olha lá fora através da arca? Ele diz: eu não tenho medo de você, dilúvio; vem a chuva, vem a água, pode destruir o meu mundo, mas você não me destrói, não me destrói. Quanto mais fundo você for, mais elevado eu vou ser. Esse pastor, nesse aconselhamento, maravil, tá dizendo para aquelas pessoas: se essa é a realidade de vocês, então quanto mais fundo for a aflição, mais ela vai te elevar, mais vocês vão estar firmes, mais próximos de Deus. Esse dilúvio, porque vocês tremeram antes, não faz você tremer; eles elevam você, como elevaram Noé; como a justiça de Deus que condena o mundo é a mesma que te salva, porque ele seria injusto de cobrar o que já cobrou do seu filho; a mesma Justiça, as mesmas águas estão matando, afundando aquelas pessoas, estão levando Noé na arca, em Cristo. Então agora Noé pode olhar pela janela da arca, n e dizer pro dilúvio: venha, venha água, venha; você pode destruir tudo, mas não pode me destruir. Ou se você colocasse Abraão de repente nessa história, já que ele tá usando várias dessas histórias; Abraão pode dizer: tudo pode desmoronar, não tem importância; não é o meu alicerce; não sofre. Então, se vocês fizeram essas três coisas que Noé fez, estarão na mesma situação; por quê? Primeiro: você pode olhar em paz para as tempestades do pecado que te condenariam para sempre; você sabe qual é o seu histórico; todos enfrentam as tempestades da vida com base no seu histórico, queridos; é a única maneira. Já notou que, quando surgem seus problemas, quando as pessoas te criticam, quando tudo está…
Dando errado, você diz, mas eu sou uma boa pessoa. Por que está acontecendo isso comigo? Esse é um drama. Ainda quando um cristão diz isso, ele parece que não conhece seu histórico. Por que Deus tá permitindo? Ele sabe que eu tenho orado, eu tenho obedecido. Você está levando o seu, o seu histórico. Esse é, é uma tragédia. Sua arca é o seu histórico, e no teu histórico é buraco de para você ficar em cima da água. Se você for como Noé, poderá dizer: “Agora não há nenhuma condenação para os que estão em Cristo Jesus”. Eu não trago meu histórico. Não trago nada. Eu não tenho o meu histórico. Era, era minha condenação.
Agora, queridos, o autor, esse pastor nesse aconselhamento aqui, está falando para eles, aqueles cristãos: Se vocês vierem, se vierem sofrimentos, problemas, vocês entendem agora finalmente o que Pedro disse, o que Tiago disse: “Considerem motivo de grande alegria quando sobrevierem as provações”. Quando chegarem as tempestades, porque a fé de vocês vai se mostrar mais valiosa que o ouro. Ou seja, as águas do dilúvio levam você para cima. Ou, Pedro, você vai ser refinado para que redunde em louvor, glória e honra na revelação de Cristo. Outras palavras: Se você entrar na arca, se você está em Cristo, se você realmente, ele, você confia nele, a sua confiança, não importa quão forte a tempestade atinja ou quão dura a vida fique aí em Roma, isso vai transformar e elevar você, essa tempestade. O dilúvio só pode te erguer, só pode te levar para cima. Vai torná-lo mais compassivo, vai torná-lo mais humilde, vai torná-lo realmente participante da natureza divina da santidade, como ele disse em Hebreus, a gente viu na semana passada. A mesma tempestade que está destruindo os outros, o mesmo dilúvio que tá afogando todo mundo, vai te levar. As mesmas coisas que destroem as pessoas, que deixam elas amargas, duras, vão tornar você santo, amoroso, compassivo, confiante.
John Nilton, um dos seus muitos hinos, ele diz assim na prece: “Lutarei. Ele há de realizar. Com Cristo no barco, eu vou sorrir diante da tempestade”. E ele disse: “Que venham as tempestades”. A gente viu como foi isso quando várias tempestades chegaram a John Newton. Então eu fico de pé lá no meio da tempestade. Noé não estava tremendo naquele dia; ele podia olhar para as águas do juízo. Ele não estava, o mundo inteiro estava se afogando, aquilo estava elevando ele, levando ele. A mesma justiça de Deus agora que condena o mundo, ela não é mais, ele não, não me ama e não me conduz apesar da sua justiça, mas por causa dela. A mesma coisa que está matando o mundo está me salvando. Nosso mundo morrendo, e o que faz eles morrerem, o mundo morrer, é a mesma coisa que me faz viver. Vamos ficar de pé, que a minha vida seja um altar onde teu fogo sempre arde sem parar, que cada passo revele o teu ser. Cristo em mim, meu viver como um rio que flui sem cessar. Teu amor vem me transformar em cada escolha, em cada olhar. Tua verdade vem me [Música] guiar. Seja em mim, Senhor, a luz a brilhar, minha razão, meu caminho, meu lugar. Seja em mim o louvor, a eterna canção. Tua vontade em meu coração. Que os meus dias sejam para ti e os meus sonhos reflitam o teu agir. Que o meu ser em completa união seja um espelho do teu perdão. Mesmo nas lutas, eu sei que estás és meu refúgio, minha paz. Meu anseio é te, eu quero Cristo em mim vem [Música] resplandecer. Seja em mim, Senhor, a luz a brilhar, minha razão, meu caminho, meu lugar. Seja em mim o louvor, eterna canção [Música]. Vontade em meu [Música] coração. Nas tempestades quero confiar que o teu amor vem me sustentar. Na tua graça encontro o valor de ser um servo pra tua glória. Ov [Música]