Transcription
Vamos então abrir a Bíblia. Atos, capítulo 4, versos 23 a 31. Texto aqui que continua num episódio que a gente já, já a gente conta. Mas enquanto você abre a Bíblia, Atos 4, de 23 a 31, vamos voltar um pouquinho, não muito, mas voltar no texto da semana retrasada, que foi quando Pedro e João foram ameaçados a serem presos diante da cura que havia acontecido, diante da proclamação do nome de Jesus. E eles se negaram a mudar uma vírgula daquilo que eles disseram ou da atitude deles, continuariam proclamando o nome de Jesus. Eles de fato não foram presos, quer dizer, eles foram soltos. E depois qual foi a reação da igreja diante desse primeiro fato da igreja sendo perseguida, da igreja de cristãos sendo presos exclusivamente por causa do nome de Jesus? E assim foi a reação da igreja.
Depois de soltos, foram para os seus companheiros e lhes contaram tudo que os principais sacerdotes e líderes religiosos lhes haviam falado. E ao isso, todos juntos elevaram a voz a Deus, dizendo: "Senhor, tu que fizeste o céu, a terra, o mar e tudo que neles há, que pelo Espírito Santo disseste pela boca de nosso pai Davi, teu servo: 'Por que os gentios se enfureceram e os povos imaginaram coisas vãs? Os reis da terra levantaram-se, as autoridades aliaram-se contra o Senhor e contra o seu ungido.' Pois nessa cidade eles de fato se aliaram contra o teu santo servo Jesus, a quem ungiste, não só Herodes, mas também Pôncio Pilatos com os gentios e os povos de Israel, para fazer tudo que a tua mão e a tua vontade pré-determinaram que se fizesse. Agora, pois, ó Senhor, olha para as ameaças e concede aos teus servos que falem a tua palavra com toda coragem, enquanto estendes a mão para curar e para realizar sinais e feitos extraordinários pelo nome do teu santo servo Jesus." E quando terminaram de orar, o lugar em que estavam reunidos tremeu. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a anunciar com coragem a palavra de Deus.
Gente, há muitas frases e muitas realidades que nos identificam muito como brasileiros. E há uma frase que acho que a gente não se orgulha muito, mas ela está muito corrente no nosso meio. Você já ouviu essa frase? Eu espero que você nunca tenha usado essa frase, mas você já ouviu a clássica: "Você sabe com quem você está falando?". Você sabe com quem você está falando? É uma frase que identifica a gente porque ela coloca algumas pessoas num lugar de muito privilégio. Às vezes acontece isso, talvez no exemplo que venha talvez à sua mente primeiro, é no momento em que algum policial parou alguém para dar uma multa por excesso de velocidade, por ultrapassar o sinal vermelho, ou coisa parecida. E quando ele foi lá aplicar a multa, ele viu quem é que estava ali. E aí foi dita essa famosa frase: "Você sabe com quem está falando?". Naquele momento a pessoa se coloca acima da lei. A lei não é aplicada para todo mundo, para aquele indivíduo não é. Porque afinal ele é alguém importante ou ele também nos identifica muito. Ele é filho de alguém muito importante, de alguém muito poderoso, de alguém a quem a lei não se deve aplicar.
E quando a gente fala com Deus, a gente precisa ressignificar essa frase que é colocada como uma coisa extremamente corrupta, inclusive. Mas ressignificá-la a partir de um referencial, de uma pergunta genuína, verdadeira, poderosa, na hora da nossa oração. Você sabe com quem você está falando? E Deus, diferente dessas supostas autoridades que usam dessa carteirada para se livrar de uma outra situação, quando ele quer que a gente pergunte a ele se nós sabemos com quem ele está falando, não é apenas para que a gente possa tremer na base, ficar cheio de medo, não. É justamente para que a gente tenha, diante dessa revelação de quem ele é, que ele traga, que ele tire de nós admiração, adoração, reverência, respeito e amor. Porque afinal nós estamos falando com um Deus que não se esconde, que não precisa ser parado, que precisa mostrar ali uma carteira ou coisa parecida, que a gente possa identificá-lo ali no meio da multidão. Pelo contrário, o que ele mais deseja para a gente é revelar quem ele é, é mostrar o seu caráter, mostrar os seus atributos, mostrar a sua personalidade, mostrar os seus atos, os seus feitos, para que diante da realidade de quem é Deus, a gente possa se relacionar com ele e ter uma vida completamente diferente, acreditando que ele é aquilo que ele revelou que ele era.
E isso foi fundamental nesse texto, nesse contexto, nessa história que nós acabamos de ler. A igreja não estava sendo pouco ameaçada ou não estava sendo apenas intimidada, ela estava ali sendo colocada, ela havia sido colocada naquele momento de vida ou de morte. Ou vocês continuam fazendo o que vocês estão fazendo e lidem com as consequências que é a prisão e eventualmente a morte, ou vocês deem seu jeito de fazer as coisas diferentes. E não se engane que por mais fervorosos que nós possamos ser, por mais maturidade que a gente possa ter na nossa vida, na nossa caminhada espiritual, todo mundo treme diante de uma ameaça. Aí não precisa ser perseguido para saber isso na nossa cidade, não é verdade? Quase todos nós aqui já fomos ameaçados por bandidos ou coisa parecida em algum momento. E às vezes rapidamente, mas mesmo assim o nosso coração acelerou diante de uma realidade. "Ou você me dá aí o seu carro, você me dá o seu celular, você me dá isso, ou vou tirar sua vida." Quem ali naquele momento de ameaça não teve o coração batendo mais forte de medo? É assim que a gente lida quando a nossa vida está em jogo, o nosso instinto de sobrevivência.
E o mais interessante é que a primeira reação da igreja diante desse fato, como disse aqui na semana retrasada, a primeira vez que a igreja está sendo perseguida na ausência física, importante dizer isso, na ausência física de Jesus, aquele momento onde ela olha para o lado, ela sabe que ela não está sozinha, mas Jesus não está ali presente fisicamente. O que é que ela faz? O que é que ela fez diante dessa ameaça? Ela olhou para onde? Ela olhou para os céus. A primeira reação não foi inclusive tentar convencer um soberano, um rei, um imperador, um prefeito ou coisa parecida sobre a questão da perseguição. E não que isso não seja válido dentro das leis, isso é importantíssimo. Mas a primeira reação dela foi olhar para um Deus criador dos céus e da terra, o soberano, poderoso, maravilhoso Deus.
Essa igreja aqui inicial, diante das ameaças, ela orava. Essa igreja que via milagres e prodígios, essa igreja que amava o próximo, essa igreja que perseverava na doutrina dos apóstolos, essa igreja também descansava e cria na soberania de Deus e descansava nisso não num momento de calmaria, porque apesar dos bons números, dos acréscimos, das conversões que eles estavam ali vendo, estavam vendo também ali crescendo a temperatura das ameaças. Então, aquele mar tranquilo, aquele barco correndo naquele dia mais interessante, mais belo que você poderia ter, não é o que estava passando aquela igreja, mas ainda assim elas confiavam, eles confiavam na soberania de Deus, o criador dos céus e da terra.
Ao ouvirem tudo isso, elevaram a voz a Deus, tudo que havia acontecido, dizendo: "Senhor, tu que fizeste o céu, a terra, o mar e tudo que neles há", ela sabia ou não sabia com quem ela estava falando? Isso aqui não é apenas uma apresentação formal de quem Deus era. Sabe quando você já foi em uma cerimônia onde você tem que cumprimentar 290 pessoas e chamá-las pelo nosso cargo? "Queria cumprimentar aqui o excelentíssimo, altíssimo, santíssimo senhor presidente, muito digno." Não tem essas coisas que as pessoas vão apresentar, as pessoas têm que dizer todos os cargos, os títulos e todas as coisas numa mera formalidade, porque aquilo faz parte de um protocolo. Não é assim que as pessoas estavam, os cristãos estavam se dirigindo a Deus. "Senhor, excelentíssimo fazedor dos céus, fazedor da terra, do mar, do solo, do oceano, da galáxia, de Órion, de tudo mais. Estadinho da Soraia." E tudo isso não era uma formalidade para apresentar um soberano, era de fato uma realidade. "Senhor, você que fez o céu, a terra, o mar e tudo que neles há", ou seja, o Senhor acima dos senhores, nós cremos que o Senhor é poderoso para fazer infinitamente mais do que nós pedimos ou pensamos e é muito mais soberano do que qualquer outro governo. E por isso nós estamos aqui nesse momento onde nós fomos ameaçados por uma autoridade, pedindo uma audiência a uma outra autoridade muito maior do que essa que governa todas as coisas, que acha que governa todas as coisas. É o Senhor que governa de verdade todas as coisas.
Se é ele que governa, e é uma coisa que nós precisamos dizer isso ao nosso coração todos os dias, por que é que nós nos preocupamos tanto com as coisas? A gente costuma dizer que a ansiedade é o mal do século, mas a grande verdade é que ela sempre acompanhou. Ela só tem figuras e contornos diferentes na medida em que a sociedade vai tendo a sua transformação. Mas Jesus já tratava desse problema com os seus discípulos. Quando vai falar sobre a ansiedade, ele aponta para quê, gente? Para a soberania de Deus. "Não vos preocupeis com o que haveis de comer e o que de beber, porque são os gentios que se preocupam com todas essas coisas." E não é apenas o "não vos preocupeis". "Não se preocupe, tira sua preocupação, muda a mentalidade de preocupação para a mentalidade disso, daquilo." Não, é "olha para Deus". Ele cuida dos pássaros e os pássaros, por isso os pássaros comem todos os dias. Ele cuida das plantas e por isso que as plantas se vestem da maneira mais bela todos os dias. E ainda diz: "De todas essas coisas ele é o criador, mas de vocês ele é o pai." Por isso, não se preocupem com o que haveis de comer ou de beber. Jesus já estava ali apontando para o fato de que Deus governava todas as coisas. Por que eles deviam se preocupar com isso?
A igreja também, diante daquela ameaça. Se é o Senhor que governa e que criou os céus, a terra, o mar e tudo que neles há, governa a vida da igreja, governa os governos, por que naquele momento a igreja deveria se preocupar tanto? Mas o que ela faz diante desse Deus todo-poderoso, soberano, criador de todas as coisas, ela não apenas descansa, como quem diz, "eu não vou me preocupar", mas ela faz a melhor coisa que pode nos fazer descansar, que é descansar orando.
Que sei aqui da nossa, o Dilon falou aqui, da nossa identidade como presbiterianos, onde a gente reafirma bastante e está certo porque está na palavra de Deus, a soberania de Deus, mas muitas vezes é uma reafirmação sobre a soberania de Deus que faz a gente orar menos, que é uma coisa que a gente tem que olhar para o nosso coração e falar assim: "Isso, essa matemática espiritual não faz sentido, porque ele é soberano." Muitas vezes a gente pensa, a gente nem precisa se preocupar com nada, deixa que Deus toma conta. Não é esse tipo de soberania. Nós sabemos com quem nós estamos falando, que o nosso Deus, criador dos céus e da terra, pede para que a gente tenha uma relação com ele. Não é "porque ele cuida de todas as coisas, nem precisa orar porque ele está cuidando de todas as coisas", não. É porque ele cuida de todas as coisas. Porque ele cuida de todas as coisas que nós devemos dobrar os nossos joelhos, porque afinal eu sei com quem eu estou falando. Eu sei com quem eu posso pedir uma audiência a qualquer dia, a qualquer momento, em qualquer lugar, em qualquer situação e ser imediatamente atendido. Nós somos atendidos. Nem sempre os nossos pedidos serão atendidos de acordo com a nossa vontade, mas nós temos a certeza de que nós somos atendidos por Deus.
Você viu o salmo que a gente leu aqui que diz que eu clamei ao Senhor e ele se inclinou para mim? A gente sempre tem que voltar, a gente fala isso o tempo inteiro, para a mentalidade daquele momento. A gente fala muito da questão de voltar para uma mentalidade agrária, mas lembra e também voltar para uma mentalidade onde os governantes eram reis que eram a lei. E você imagina o que significava naquele momento onde o salmo foi escrito, acho que até hoje, mas com menos intensidade, o que significa um rei se inclinar na direção de um súdito. Se hoje na Inglaterra isso seria uma coisa estranhíssima, você imagina naquele momento qual é a atitude? A gente nunca foi, pelo menos eu nunca tive contato com um rei dessa realeza contemporânea aqui, mas a gente sabe o protocolo, a gente se inclina em reverência, seja qual for a atitude de respeito em relação àquele rei. Agora, sairia em qualquer manchete de qualquer jornal, de qualquer portal, se um rei se reverenciasse diante de um súdito, aquilo seria um escândalo. E é isso que Deus faz para a gente, não com a atitude de "você agora é o meu rei" no Rei dos Reis falando, mas com a atitude de quem cuida e escuta cada uma das nossas orações.
Hebreus, ele nos diz o seguinte: "Irmãos, tenha pois intrepidez para entrar no Santo dos Santos pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou pelo véu, isto é, pela sua carne." O texto de Hebreus aqui está falando exatamente desse assunto. Acesso. Tenha intrepidez de acessar a presença de Deus porque você já foi perdoado. É pelo sangue de Jesus, esse novo e vivo caminho que ele nos consagrou pela sua carne, que Cristo Jesus abriu para a gente. Acesso a gente tem a um Deus todo-poderoso, mas às vezes nos falta orarmos, nos falta crer nessa soberania do Senhor que criou os céus e da terra, que é um estímulo justamente para a gente não desistir. Porque a igreja poderia olhar para aquele momento e falar assim: "Olha, mandaram a gente parar de falar. Deus é soberano, ele controla toda a situação. Mandaram a gente parar de falar, vamos ficar sem falar até as leis mudarem. Amém ou não? Amém." E não foi isso. A atitude dela não foi simplesmente olhar para a situação, olhar para um Deus que é todo-poderoso, soberano e falar assim: "Olha, se ele permitiu que as leis fossem criadas, se as pessoas não permitirem, não quiserem, querem que a gente não fale mais em nome de Jesus e ele é soberano sobre todas as coisas, a gente vai fazer exatamente o que nos pediram?" Não, porque eles tinham aquele tipo de acesso a esse Deus poderoso que tem o controle sobre todas as coisas é que eles puderam falar lá e, ao invés de desistir, seguir em frente, porque aquele que estava escutando as suas orações controlava os ventos, as autoridades e controlava todas as coisas, os corações, as leis. E por isso eles seguiam em frente. A oração era o estímulo para que eles perseverassem naquilo que Deus os chamou para fazerem, porque eles sabiam com quem estavam falando.
E a oração é muito bonita, porque na verdade eles nem pedem tanto. Se você parar para ver que a perseguição cessasse. Verso 29, eles buscam a Deus dizendo: "Agora, pois, ó Senhor, olha para as suas ameaças e concede aos teus servos que falem a tua palavra com toda coragem." Eles olham para as ameaças dos soberanos, não o Soberano, dos reis da época, das autoridades. E ao invés de pedir para que aquelas ameaças cessassem, eles pediram que seus servos falassem a palavra de Deus com coragem. E essa é uma oração também muito corajosa. Ao invés de pedir que a situação fosse mudada para que a situação fosse transformada, o que é que eles pediram? Intrepidez, coragem para enfrentá-la, coragem para que a palavra de Deus continuasse sendo proclamada para aqueles corações, não para que outras pessoas fossem levantadas, mas para que os corações deles diante das ameaças fossem fortalecidos para que eles perseverassem com Deus. Isso é maravilhoso, porque ao mesmo tempo reafirma a nossa fraqueza. De fato, diante da ameaça, a nossa primeira reação e talvez a nossa imediata reação como ser humano é que a gente fraqueje, é para que a gente se sinta acuado, é para que a gente se sinta ali sem tanta vontade de fazer aquelas coisas. E é um reconhecimento desse fato e não tipo assim, "não pode deixar que eu vou ter essa coragem interna", mas ao mesmo tempo um reconhecimento da nossa fraqueza, mas de um Deus que pode encher a gente de força para fazer aquilo que a gente não consegue fazer no momento onde a gente é ameaçado. "Senhor, nos conceda a coragem para que a gente fale a palavra."
E quando eles terminaram de orar, o lugar em que eles estavam reunidos tremeu. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a anunciar com coragem a palavra de Deus. Toda aquela situação não foi suficiente para parar o ímpeto da igreja, porque eles oraram, clamaram ao Deus todo-soberano. Aquele Deus todo-soberano fez aquele lugar tremer, enchê-los do Espírito Santo. E naquele momento aquela coragem que não era deles começou a acontecer no coração daqueles discípulos. E é nesse contexto que a gente pode inclusive dizer o que Filipenses 4:13 diz para a gente: "Eu tudo posso naquele que me fortalece." "Tudo posso naquele que me fortalece" não é um versículo para você usar em qualquer situação, apesar do "tudo posso naquele que me fortalece". Não é para se você está ali com um problema, seja qual for, de emprego, de dinheiro, coisa parecida. É justamente nessas situações que Paulo está falando, onde ele se viu às vezes com a dificuldade de lidar com a vida, seja com muito ou seja com pouco, na abundância ou na escassez. Como é que eu vou lidar e como é que eu vou continuar sendo um cristão fiel, ousado diante de Deus nessa circunstância mais diversa? Eu sei. Eu vou procurar força em Deus e ele vai me fazer passar por todas as situações e me deixar firme. E é isso que ele diz. Eu sei passar por essa ou por aquela situação, porque eu posso todas as coisas quando Deus me fortalece. Eu posso passar pelo vale, eu posso passar pela perseguição, eu posso passar pela fraqueza, porque eu sei que no meio disso tudo eu vou ter de Deus o recurso desse Deus todo-soberano que é a coragem para poder continuar perseverando no caminho dele para a glória do nome dele.
Que esse Deus é um Deus poderosamente soberano para me dar aquilo que eu não tenho. Por isso, meu querido e minha querida, creia, creia, creia nessa soberania desse Deus que criou todas as coisas. Não creia num Deus pela metade. Não creia num Deus que talvez já tenha se revelado a você de maneira integral, mas às vezes nós o tratamos como se fosse alguém um pouquinho menor. Ele é o soberano sobre todas as coisas, sobre a nossa casa, sobre a nossa família, sobre as nossas finanças, sobre nossa saúde, sobre a conversão das pessoas, sobre o nosso futuro, sobre tantas coisas instáveis que às vezes nós passamos que são instáveis aos nossos olhos. Mas a nossa instabilidade é sim uma oportunidade para que a gente possa continuar crendo nesse Deus e orando para que ele se manifeste ao nosso coração. Ele é soberano para que você dobre os seus joelhos. Ele é soberano, mostrando para você que ele é uma fonte para você buscá-lo. Bem-aventurados são aqueles que nele se refugiam. Bem-aventurados, felizes são aqueles que encontram em Deus uma fonte eterna do seu poder e que encontram nessa soberania maravilhosa de Deus uma fonte, porque eu sei com quem eu estou falando, para que a minha vida de oração seja cada vez mais profunda. Não apenas uma repetição sem sentido, como se eu estivesse fazendo um ritual antes de dormir, antes das refeições ou aos domingos, mas quem estivesse tendo acesso a quem controla todas as coisas.
E porque ele é soberano, siga, siga, siga, siga em frente. Olhe esses discípulos como exemplo, não tinham coragem de enfrentar a perseguição. E glória a Deus por isso. E porque não tinham coragem, dobraram seus joelhos, se reuniram como igreja para que a tivessem e fossem ali, foram ali naquele momento fortalecidos, encorajados por um Deus maravilhoso para que pudessem seguir com a sua caminhada de proclamação da palavra com ousadia e com coragem e cheios do Espírito Santo. E seja assim a vida da nossa igreja, confiante, confiante num Deus soberano, com joelhos dobrados diante de um Deus soberano e com a caminhada em frente para fazer aquilo que ele quis, porque nós sabemos quem vai na frente da gente, abrindo os caminhos, encorajando o nosso coração para que a gente possa fazer a vontade dele. Deus te abençoe. Ore cada vez mais. Você sabe com quem você está falando?