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A VERDADE SOBRE AS 'ATUALIZAÇÕES' DO CASO VITÓRIA DE CAJAMAR | C/ Marcondi Marques

Caixa de Pandora46:06

Transcription

Olá pessoal, sejam bem-vindos de volta ao canal e hoje mais uma vez vamos abrir a caixa de Pandora. Eu sou Giovana Alba e hoje mais um dia, estou aqui para falar com vocês sobre o caso Vitória. Vocês sabem que eu fiz toda a cobertura deste caso desde o início até o final do inquérito. Eu destrinchei o máximo de informações possíveis para trazer aqui para vocês. Fiz entrevistas, trouxe o Marcon de Marques, um excelente jornalista que se aprofundou muito no caso para falar com a gente sobre este assunto. Fiz também diversas entrevistas com o Dr. Fábio Costa, que foi advogado da família da Vitória e eu detalhei o máximo possível de informações que nós tínhamos para vocês.

Agora acontece que este caso está voltando para a mídia. Tem muitas coisas sendo faladas sobre este caso. Tem coisas que procedem, tem coisas que não procedem. Tem muita cortina de fumaça sendo lançada em cima deste caso. Então, pra gente saber exatamente o que é fato, o que é especulação e o que é fake, eu trouxe mais um dia o Marcon de Marques para conversar aqui com a gente. Então, confira nossa conversa foi muito boa, muito esclarecedora. Espero muito que vocês gostem. Se inscrevam no canal dele. Eu vou deixar aqui no primeiro comentário fixado. Também estará aqui ao lado do nome do meu canal, então é só clicar e se inscrever. Ele faz um excelente trabalho. E fiquem conosco até o final do vídeo.

[Música]

Olá, Marconde. Muito obrigada por mais uma vez ter aceitado vir aqui no meu canal. Hoje nós vamos mais uma vez conversar sobre o caso Vitória, né, que foi o caso que fez a gente se conhecer. Agradeço muito aí você ter topado dar mais essa entrevista aqui pra gente.

>> Oi, Geovana, tudo bem? É sempre uma honra estar aqui, né? Tô me sentindo em casa e mais uma vez falando sobre o caso Vitória Regina de Cajamar, que sinceramente não era para ter tanto holofote nesse momento, já que estamos ali na fase posterior à audiência de instrução, aguardando ali a pronúncia do Michael e o desfecho dessa primeira fase judicial. Eu não sei. Eu eu realmente tô tentando entender por tanta fumaça nesse caso agora nessa fase.

>> Sim, eu acho até importante a gente fazer esse vídeo, você falar aqui pra gente o que é fato e o que é uma repercussão midiática, né, que estão se utilizando, porque realmente o caso Vitória, ele é um caso muito forte na mídia ainda. E, infelizmente muitas pessoas se utilizam ainda disso para ficar trazendo o assunto à tona e muitas vezes sem muito fundamento. Então, hoje a gente vai conversar até sobre isso. O que eu vi recentemente foi que um deputado estadual chamado Rafa Zimbaldi solicitou ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas a transferência do inquérito policial da delegacia de Cajamar para o DHPP, devido a denúncias de falta de transparência na conclusão do caso. Então, parece que ele está pedindo para que o caso seja reaberto.

>> Tá? Vamos lá. Caso reaberto pela DHPP, esquece, isso nunca vai acontecer, nunca. Já tá em fase judicial, a denúncia já foi aceita pelo Ministério Público, já tá em fase posterior à audiência de instrução. Isso, essa primeira fase nunca seria reaberta pelo DHPP. O que poderia ser levado, talvez numa hipótese muito, muito rara e até para mim desconexa, seria a segunda fase da investigação que tá correndo ainda sobre a possibilidade de pessoas que ajudaram na ocultação criminosa, mas que eu também não vejo como o DHPP vai fazer um trabalho diferente do que foi apresentado pela delegacia de Cajamar, tá? Eu sei que muita gente vai me criticar, mas a gente tem que falar a verdade, não o que a pessoa quer ouvir. Então não vejo como a segunda fase também ir para o DHPP. Tantas provas que vão se perder, vão, ah, vai reabrir a investigação. Vai reabrir com quê? Com tudo que foi produzido em Cajamar. Porque eles vão revolver novamente. Todas as pessoas, testemunhas já foram contaminadas por memórias trazidas pela própria imprensa. Provas já se perderam. O que que o que seria diferente o DHPP? Ah, porque tem um agente oculto, não tem agente oculto nenhum. Não tem agente oculto nenhum. Só tem falta de provas, falta de materialidade com relação à participação de outras pessoas. Porque para mim, quando nós falamos do caso Vitória, o Maichael, a possibilidade dele ter feito esse caminho sozinho para mim é muito pouca, pequena. Até porque quando a Vitória foi encontrada, naquele local havia ali uma bifurcação em que em um lado da bifurcação tinha a vitória, em outro lado tinha as ferramentas. Então, quem levou o corpo não levou as ferramentas. Isso é um fato. Ele não erraria o o caminho. Quem levou o corpo não erraria o caminho. Então, foram pessoas distintas. Por isso que se tem ali a segunda fase requisitada pelo pelo próprio promotor, Dr. Jandir. E essa segunda fase se encontra parada por ausência de provas, ausência de materialidade com relação a outros. Então, para a polícia, nesse momento, o que eles têm é Maichael agindo sozinho. Já evidências apontam que a possibilidade de outras pessoas participarem na ocultação é grande, mas não se tem prova, não foi traduzido, não se deu materialidade e aí a entrada do DHPP daria essa materialidade? Eu sinceramente não vejo como. Sinceramente, eu sei que muita gente vai falar: "Ah, você tá defendendo, tá trazendo informação". Não, gente, tá falando a verdade, sempre você tá usando a verdade e a ética. Então, não vamos fazer diferente, não vamos fazer uma "largada" como eu tô vendo vários, vários locais aqui na internet, redes sociais e afins, trazendo informações que hoje, hoje essas pessoas vão ter que ser responsabilizadas perante o judiciário e algumas já estão sendo, já estão sendo alcançadas. Então, quem fala o que quer, ouve o que não quer ou recebe as consequências das suas falas.

>> Sim, com certeza. Eh, teve também uma notícia de um terceiro DNA, né, encontrado ali no carro do Michael. Sobre a investigação da polícia de Cajamar, a gente, em outras entrevistas que eu fiz com você, a gente e também com o Dr. Fábio Costa, que foi o advogado da família da Vitória, isso foi imensamente apontada as falhas que ocorreram, né? Infelizmente ocorreram muitas falhas, muitas falhas de comunicação. Eh, teve uma bagunça ali na investigação. E o que você me falou é que agora o que foi colhido de provas foi na época da investigação. O DHPP neste momento dificilmente conseguiria colher provas novas. É isso, né?

>> Exato. E a entrada, esse pedido foi realizado pelo deputado. Eu até perguntei pro Dr. Jandir, promotor do caso, isso pode interferir alguma coisa? A resposta dele foi curta e simples: "Absolutamente nada, sem relevância nenhuma". Palavra dele: "Sem relevância nenhuma". A fase já não tá mais em investigação, já tá processual, já é um processo. Michael já está ali respondendo e pode ser pronunciado com a decisão do juiz. Então, esse pedido ali me parece muito mais para chamar a atenção da mídia do que qualquer outra coisa. Se fosse em relação à segunda fase do inquérito, até entenderia o pedido, mas com relação a Michael, não. Não faz o menor sentido. Eh, ver uma investigação que foi realizada no caso Vitória ali, só para pronunciar o Michael, ela dá a quem tá de fora um sentimento de que poderia ter sido feito mais, né? Todos, todos nós temos esse sentimento no caso Vitória, poderia ter sido feito mais. Concordo completamente, mas a polícia de Cajamar entendeu que com aquele caderno probatório já era suficiente para pronunciar e dar fim ao dar fim ao caso, colocando o Michael como responsável. Então, se aquelas provas para a polícia foram suficientes e aquilo que está no caderno probatório é aquilo que está no processo e, principalmente, houve ali a parte positiva do Ministério Público, quem somos nós para falar se a polícia aposentou a investigação e teve o aceite do Ministério Público, teve a transformação em processo? Não tem muito o que fazer. As pessoas podem imprimir opiniões. Eu imprimo a minha opinião, você vai imprimir a sua, mas isso não vai alterar o que tá no processo. Se alterar, tem que ser mandado ao Ministério Público.

>> Tem uma prova, ah, chegou uma prova aqui. Chegou uma foto que o Maichael, naquela hora, ele não estava com a Vitória, estava em outro local. Vai alterar o processo? Vai. Ah, chegou uma foto das pessoas que ajudaram o Michael para alterar o processo? Vai. Agora, ah, eu acho que a polícia deve procurar o esse terceiro DNA. Concordo. Mas vai procurar na em Cajamar inteira? Vai procurar o lixo de todo mundo. Digo lixo por quê? Porque o lixo é público, né?

>> Eu não preciso pedir autorização da pessoa para comparar o DNA.

>> Então, se eu quiser comparar o Ah, o Marconde, você vai fornecer o seu DNA? Mas eu vou fornecer porque eu não devo nada. Mas quem deve fornecer não vai e ter o seu DNA acolhido ali, principalmente as pessoas que são ali ligadas à criminalidade, não vão. Então, o terceiro DNA existe, o terceiro material genético existe, existe. Não se sabe de quem é. Vai se descobrir quem é? Talvez não. Talvez não. É, infelizmente. Infelizmente também acredito que vai ser difícil de encontrar se até o momento eles não encontraram. Tá ocorrendo também sob sigilo de justiça, né, tudo, toda essa investigação, essa segunda fase, né, todo o processo, na verdade, tá em sigilo, né, e a gente tem acesso a poucas informações. Mas o que eu fico me questionando é se não teria dados no celular do Michael que a polícia não teve acesso, se essas informações estão sob sigilo, se essas provas estão sob sigilo para uma segunda fase ou se elas simplesmente foram de alguma forma descartadas, porque na primeira fase não teve, né, essa, essa, essas provas de conversas do Michael, pelo menos ali no inquérito final, isso não tinha. Pelo que eu me lembro, que a gente até destrinchou aqui.

>> Conversas do Michael com outras pessoas, porque isso chegou a ser noticiado na época, né? Tinha muita informação saindo de diversos lugares, de um dos lugares da própria delegacia de Cajamar. Então, assim, eu fico na dúvida, essas conversas que o Michael teve na madrugada dos fatos, realmente existiram? Se existiram, onde estão essas provas? Ou será que foi mais uma algo errado que foi divulgado ali pela mídia?

>> É um ponto bem interessante, né? É um ponto bem interessante de se falar. Vamos, vamos voltar um pouquinho. Vamos voltar um pouquinho. Quando começou o caso Vitória, nós tivemos o delegado seccional, Dr. Aldo Rebelo, né? Aldo Rabelo, que ao se dirigir à mídia, ele trouxe informações ali do que ele achava. E esse achismo dele, enquanto delegado, se transformou em verdade. Eu acho que pela idade do Dr. Aldo, ele não entendeu muito bem a relevância da internet nesse caso e as informações passadas por ele, o barulho que fizeram. Então, até hoje tem gente falando: "Ah, o Dr. Aldo foi retirado". Não, ele é seccional, ele tá acima do delegado que exige investigação. As informações que ele trouxe na época foram informações que não se transformaram em verdade, assim como informações do próprio do próprio delegado que não se transformaram em verdade, prisões que não tiveram menor sentido, né? Vamos falar a verdade, prisões que foram, que pedidos de prisão que não tiveram menor sentido.

>> Sim. Depois, simulações ali, simulações do caso que foram feitas escondidas. Então, muitas coisas ali trouxeram uma sombra sobre essa investigação, mas depois do processo mostrado, o caderno probatório se mostrou suficiente com relação ao Michael. Então, por mais que nós façamos aqui, tenhamos críticas, que é nosso direito enquanto sociedade, ah, esse esse esse caderno ali que foi feito pelo Dr. Fábio, ele vai ser a base para a posterior condenação do Michael, né? Onde foi feita a maior quantidade de provas, não só na audiência de instrução. Mas aí se a gente vai hoje falando tanto sobre a confissão do Michael, a confissão do Michael, ela foi ditada pelo delegado, vocês vão ver aquele vídeo, o delegado tá ditando tudo. Acho que a pessoa, o pessoal não sabe que depois de uma conversa entre o delegado e quem tá sendo ali interrogado, existe um ponto que é chamado "reduzir a termo", que é pegar a conversa e colocar no papel. E o que foi filmado ali foi essa redução a termo. Tudo que foi conversado, o delegado foi ditando pro escrivão e foi confirmando com Michael. Então, o que foi mostrado ali foi isso. E as pessoas entendem muitas vezes: "Ah, não, ele estava ditando, estava falando tudo". Não, já tinham conversado antes.

>> Já tinha decidido tudo.

>> E o que o delegado estava fazendo ali era só passar pro papel. E ele, quando tinha dúvida do que foi conversado, ele perguntava ao Maichael, né? Mas eles já fizeram uma cortina, foi tudo ditado pelo delegado. O Michael não falou nada, não. Tô tirando minutos. Outro ponto é o Michael escreveu uma carta, né? Escreveu a carta e a carta fala que ele é inocente, que ele não tem nada a ver, que ele foi coagido. Eu posso escrever uma carta aqui agora falando que eu vi um ET. Fosse uma carta muito complexa aqui agora falando que eu vi um ET. Você pode escrever uma carta agora, Giovana, falando ali que você viu uma sereia. É verdade? Tem alguma coisa ali que prove que aquilo é verdade ou são só palavras? Porque ali tem o direito à ampla defesa, o direito contraditório, mas tem que ser mostrado através de provas. E até agora não se tem nada. O que a defesa do Michael fala é somente sobre esse terceiro DNA que não se pode fechar a investigação, em que o Michael foi coagido, que eles não estavam lá, mas tinha um representante da OAB lá. Então, essa advogada, ela tem que, se ela fez uma coisa errada, ela tem que ser representada. Ela foi representada pelos advogados? Não, não foi. Então, você levanta informações, fala, mas depois aposentar ali o que se espera, para poder comprovar, não é feito. Fala se falar: "Ah, as informações do celular do Michael foram manipuladas". Então pede pra justiça tirar essas provas. Foram retiradas? Não. Por quê? Porque não foram manipuladas. Então, o delegado ali, ah, agora está na corregedoria. Todo mundo pode abrir processo na corregedoria. Sabe qual vai ser o final dessa corregedoria do processo de investigação? Zero. E todos os trâmites foram normais. E aí nós vemos ali as pessoas falando desse caso de uma forma superficial, mas levantando dúvidas, fazendo teorias da conspiração, cortinas de fumaça, simplesmente para não deixar o caso, o caso morrer, porque esse é o caso que tá dando ibope em determinado canal ou rede social. Aí nós vemos alguns alguns influenciadores que falaram demais e hoje estão respondendo à justiça. E eu vou falar o seguinte, tá certo? Tem que responder mesmo. Não pode falar qualquer coisa, não. Não pode acabar com a vida de alguém. A pessoa não pode pura e simplesmente falar: "Ah, a Giovana fez isso, fez aquilo outro, fez aquilo outro", e as pessoas pegarem como verdade, irem em cima da Giovana e depois a Giovana mostrar que nada daquilo é verdade, mas a carreira dela já acabou ou a minha já acabou ou a pessoa que foi atacada. Então, falou, prova. Se não provou, aguenta consequência.

>> Verdade. Falsas acusações são casos muito sérios, né? Nós temos visto aí uma onda gigante disso acontecer. E quando a gente tá falando de caso criminal, a gente tem que falar com a maior responsabilidade possível. Eh, você citou influenciador, acredito que você tá se referindo ao rapaz que eu nem sei o nome dele, não me recordo, até escutei, mas não me lembro, eh, que ele teve até um pedido de prisão solicitado, né, contra ele, porque

>> É isso que bomba, alguma coisa bomba assim, Eric, bomba, alguma coisa desse tipo. É, é isso mesmo. E aí, eh, o que você chegou a ver o que ele estava postando? Porque eu não cheguei a acompanhar.

>> Olha, pelo que eu vi, ele fez uma série de acusações ao prefeito, tá? Fez uma série de acusações ao prefeito. Eh, isso também me deixou um pouco, um pouco confuso. Eu não entendi muito bem, porque por mais que ele fale, tá, ele faz ali, não é um crime de grave ameaça, mas o que seria colocado ali é calúnia, difamação. Calúnia, difamação. Aí levar isso a busca e apreensão, pedido de prisão, eu não entendi muito bem no que foi baseado esse pedido, mas o que as pessoas estão falando ali, muitos falando e eu já vi alguns canais grandes inclusive falando isso: "Ah, o delegado pediu prisão". Não, o delegado é que está ali à frente da delegacia. Quem quem fez o pedido de investigação nesse caso foi o prefeito, que foi ali bombardeado de informações ali que se ele não aposentar provas, vão ser falsos. Então, quem quem tá em Cajamá, qualquer pessoa que fizer um boletim de ocorrência, vai aparecer o nome do delegado Dr. Fábio, que vai prosseguir a investigação. Mas quem demandou, quem demandou a investigação nesse caso contra o influenciador foi o prefeito. E não é só sobre ele, não é só um, não. Já sei de mais dois, eh, também no TikTok e outra outra rede social que também estão respondendo ao prefeito porque falaram, falaram, acusaram e não mostraram nenhuma prova. É, isso tem sido muito, tudo.

>> Sim, isso tem sido muito falado. E desde a época lá da investigação, eh, a gente até chegou a tocar nesse assunto em uma das entrevistas que eu fiz com você, eh, que uma das teorias era que, eh, a Vitória eh tinha esse suposto envolvimento com o prefeito e que ela poderia estar grávida dele.

>> Só que tudo isso foi negado pela própria necrópsia, né? Sim, o exame mais preciso, exame de necrópsia lá disse: "Olha, ela não tá grávida. Olha, não tem nenhuma informação que mostre o prefeito junto com a Vitória". Mas da onde saiu isso? Invenção, uma cortina de fumaça que foi jogada e uma teoria de conspiração, infelizmente, assim como várias outras, várias outras que foram faladas no caso Vitória. Gravidez, aí depois acusaram a menina de Não vou nem falar, pelo amor de Deus, que eu não acho que é ferir demais a memória dela. Deixa, deixa até acho que até pulo essa parte, entende?

>> Sim, com certeza, com certeza. Porque começa a criar uma eh é você falou perfeito, teorias da conspiração, porque se não tem provas, se a necropsia falou que ela não estava grávida, não tem prova nenhuma de nenhum envolvimento dela com nenhuma pessoa poderosa. De onde partiu essa informação? Sem provas, não tem como. Aí tem pessoas que falam assim: "Ah, mas eh será que essa necropsia também não foi encomendada? Mas será que não foi adulterada?" Aí é a teoria da conspiração. Você começa a achar, né,

>> Fantasiado.

>> que estão todos envolvidos, que estão todos ali. Ah, mas você não sabe se o se o médico legista não tá envolvido. Envolvido em quê? Num crime cometido, desculpa o termo, por uma pessoa que não tem influência nenhuma na cidade, nenhuma, porque mesmo que tivesse, mesmo, vamos lá, mesmo que tivesse o prefeito, prefeito de Cajamá tá envolvido lá, vamos, vamos para o absurdo, vamos para o absurdo. O prefeito de Cajamá está envolvido. Ele teria que ter influência sobre os policiais, todos que participaram da investigação, o delegado, o médico legista e o promotor. Olha que cara influente, poderoso, hein? Poderoso. Isso não faz sentido nenhum. É lógico. Quem não quer pegar a verdade vai sempre falar: "Ah, mas você não sabe, pode ter algum peixe grande". Nossa, aí é é é discutir com terraplanista.

>> É, é exatamente.

>> Discutir com terraplanista.

>> E eu vi algumas pessoas agora até duvidando da culpa do Michael. E assim, a gente tem que se lembrar de todo o inquérito final dessa investigação que a gente trouxe aqui. A gente destrinchou tudo isso. Marcão de Marques fez um canal dele, fez aqui no meu. Eu depois fiz um vídeo sozinha sobre isso, destrinchando todo o inquérito policial que detectou sangue na casa do Michael, que detectou o DNA da Vitória dentro do carro dele, né, no porta-malas do carro dele. Então, assim, nada tira o Michael da cena do crime. A gente pode duvidar da confissão dele. Tem pontos estranhos na confissão dele, sim, ainda mais ali na parte da ocultação do cadáver. Isso significa que provavelmente mais pessoas participaram e não que ele é inocente, né?

>> Exato. Exato. Concordo plenamente. Foi brilhante agora, Giovana. É isso. Foi brilhante. Exatamente isso é que eu penso. Concordo. Concordo completamente nisso. Ele errou ali na confissão porque tá ali a prova. Ferramentas de um lado, o corpo do outro, uma numa bifurcação que levou o corpo, não levou ferramenta. Então ele não sabia realmente. Ele achou que tinha enterrado, mas não enterrado, mas não tinha enterrado a moça, infelizmente, a menina, a adolescente. É isso.

>> Exato. Exato. Agora, quanto ao uso do celular que o Michael fez na cadeia, na prisão ali na delegacia, na verdade, que ele não poderia ter feito, esse caso acabou indo pra corregedoria, né? Só que não teve resposta. Como que ficou?

>> Não teve resposta até agora. Não teve resposta agora. Até agora. E vou ser sincero, acho que não vai ter resposta. Primeiro, interessa para a acusação? Não, não interessa para a acusação. Essa é a verdade. Interessa para a defesa também não. Não interessa para ninguém. Só interessa ali em tentar macular uma parte da investigação, mas ninguém quer realmente que isso vá pro processo, nem acusação, porque vão falar ali porque exatamente isso. O Maichael não poderia ter o telefone ali, nem a defesa, porque vai mostrar que o Michael realmente não estava sendo coagido para confessar. Não interessa para ninguém. Então, vamos deixar isso dali muito quieto. Vamos daqui a cinco, daqui uns 5 anos vamos falar assim: "Olha, vimos e não tem nada demais". Isso é isso que vai acontecer. Ah, e esse é um bom ponto. Ah, pô, agora está na corregedoria. A corregedoria vai falar o quê? Que está contra o que foi produzido pelo delegado e Ministério Público. Pensem bem, será que a corregedoria vai vir uma coisa tão destoante do que o promotor não viu sentido?

>> Então, é, não tem. Então, toda essa história aí de que agora toda a investigação está sob suspeita, que será reaberto, você acha que é tudo, você acredita?

>> Eu também acredito. É tudo cortina de fumaça, né?

>> Olha, eu já vi alguns casos, tá? Alguns casos que eu fiz e teve um caso que eu fiz, o caso da menina Ana Sofia, no final do final do ano, eu falei assim: "Olha, o caso acabou assim". E as pessoas me desceram a lenha. Não, porque você tá errado, porque você tá criando, você tá, você tá passando pano pra polícia, me desceram a lenha e falaram um monte de teoria da conspiração, um monte de coisa. Depois, ao final de um ano, que eu não falei mais do caso, sabe o que que alterou nesse caso?

>> Hum.

>> Nada. Absolutamente nada. Muitas pessoas hoje até vêm me pedir desculpas, até hoje vão me pedir desculpas com relação a isso. Assim, tá vendo? Trabalhar com a verdade é tão fácil, porque você não fica temendo.

>> Sim.

>> Você não fica temendo. Então, ah, mas eu posso errar? Posso. Mas baseado no Ministério Público e na na polícia. Se a gente não acreditar no Ministério Público e na polícia, desculpa, vamos viver num ambiente de anarquia, de cada um por si, Deus por todos. Sim, essa é a verdade. Eu falo uma coisa, Giovana, eu nunca, você nunca vai me ver falando mal da polícia. Você vai me ver falando mal de alguns policiais. Você nunca vai me ver falando mal da política. Você vai me ver falando mal de alguns políticos. Porque eu não posso pegar a corporação, a legislação, o geral para falar do indivíduo. E o que nós vemos, tivemos falhas de indivíduos. Quando nós falamos do caso da Vitória, nós vemos falhas ali dos indivíduos de Cajamá. Precisava dar aquela entrevista do Toraldo no início falando ali que a menina tinha passado por coiso? Não, não precisava. Atropelou as coisas ali antes das provas. Passou uma passou uma impressão que depois não teve mais como tirar porque tá registrado.

>> Sim.

>> Dr. Fábio precisava falar algumas coisas que ele falou nas coletivas? Não, porque depois se mostrou que não eram daquela forma. Mas duvidar da materialidade de que tá aposentada no no processo das provas técnicas, eu não posso. Eu posso falar que poderia ter sido feito mais até por prisão das pessoas que a gente acha que participaram, mas não do que foi feito. Aí.

>> Sim. É porque quando a gente tá lidando aqui com casos criminais, a gente também tem que trabalhar com o que temos em mãos, né? Quem tá reportando casos criminais, a mesma coisa. Se a gente for com base em achismo, nossa, aí dá para criar 1 milhão de teorias com base no achismo. Mas é isso que você falou, é a cortina de fumaça. Muitas pessoas não têm interesse que esse caso morra porque às vezes acha que esse é o caso da salvação da carreira da pessoa. Enfim, e aí você vê um monte de informação desconexa. E quando você vai destrinchar, porque é isso que a gente faz aqui por de trás das câmeras. Antes de trazer qualquer coisa aqui, a gente tenta destrinchar o máximo possível aquele assunto para entender se tem fundamento, se não tem. Eu até conversei, claro, né, converso com o Marconde Marques aqui em off e falei com ele, falei: "O que que está acontecendo, né, no caso Vitória? Porque ele mais do que eu se aprofundou neste caso, né? Que que está acontecendo?" Ele falou: "Olha, Giovana, não tá, não tem nada, é tudo cortina de fumaça." Falei: "Bom, então vamos fazer uma entrevista até pra gente esclarecer isso para o público, né? Como é importante a informação verdadeira." E ô, ô, Marconde, você tem contato ainda com a família da Vitória? Você acha o que que eles, você sabe o que eles têm?

>> Total.

>> Então, você sabe o que eles estão achando dessa nova repercussão do caso? Eles falaram alguma coisa em relação a isso?

>> Tristeza.

>> É, né?

>> Tristeza. Tristeza. São duas tristezas, tá? Que eles têm. Primeiro de não terem sido alcançadas as pessoas que eles acham que participaram, que eu também tenho minhas dúvidas, mas como eu digo, são dúvidas, não são certezas. Então, a finalização, a finalização dessa investigação, porque eu vou, eu vou ser muito sincero, eu escutei isso de uma autoridade que usou essas palavras. Você, vou falar "hiperbólicamente". A segunda fase tá numa gaveta. Nossa, a segunda fase numa gaveta. Tem coisas mais importantes para serem investigadas lá. E eu até entendo. Sabe por que que eu entendo? Porque o crime que eles estão tentando ver de ocultação, de instrução de pessoa não viva, é um crime de menos de 4 anos. Sabe o que vai acontecer com essas pessoas? No máximo a transação penal. Trocar a culpa por cesta básica. Você

>> Acha que eles vão perder tempo vendo isso? Não vão, mas a família da Vitória quer essa culpa.

>> Claro.

>> Quer essa certeza. Então, você tem essa, você tem essa esse embate de pensamentos. Olha, eu tenho a polícia é assim, eu tenho pouco recurso, eu tenho pouco recurso, eu tenho 10 crimes, eu vou colocar em ordem de urgência, tenho esse, esse, esse, esse, esse. O de menor urgência vai ficando para depois, vai ficando para depois, vai ficando para depois. E infelizmente essa segunda fase para a polícia de Cajamá é de menor urgência, porque o máximo vai virar um crime de transação penal. Isso, infelizmente, tem que ser muito claro para as pessoas.

>> Tem que ser muito claro. Um aparelhamento hoje no Brasil de na polícia civil é em todos os estados. Você tem, você tem uma falta de policiais para investigação. Se você pegar dados estatísticos, a gente vê um caso que tá na mídia e todos os outros milhares que não tão, todos os outros homicídios que não tão, os roubos, sequestros e afins que não estão na mídia, a polícia trabalhando neles também. Trabalha, a polícia não trabalha só no caso que tá na mídia. É lógico que tem uma pressão pro caso mediático, com certeza, mas não trabalha só. Então, vamos lá, vamos ser sinceros. Eu gostaria muito que a segunda fase fosse para frente, mas a polícia, ao invés de ver uma ocultação, tá vendo um homicídio e aquele caso vai ficando para trás, ficando para trás, ficando para trás, daqui a pouco não tem prova nenhuma. E é isso que acontece, infelizmente. Então, tem essa parte e tem a segunda parte que é dos ataques que fazem contra a família, das mentiras que falam sobre eles, dessa desses levantamentos de esperança, esperança falsa sobre uma justiça que não vai vir, porque a justiça é essa do Michael sendo pronunciado, condenado. E talvez, talvez, se Deus permitir e quiser, uma ou duas pessoas que vão ser responsabilizadas ali pela ocultação da teoria. Ajudaram o Michael a ocultar. Só isso.

>> Sim. Eh, e sabe, você estava me falando agora isso, você estava falando, eu lembrei quando eu entrevistei o perito do caso da Elise Matsunaga, porque da Elise tinha essa dúvida também, ela agiu sozinha ou alguém ajudou na ocultação? Até no desmembramento ali do corpo, e existia essa dúvida. Eu falei: "Mas por que que não foram mais a fundo nisso?"

>> É exato. Eu eu fiquei perguntando, tem até disponível no canal, foi com o perito Ricardo Salada. Eu falei, eu fiquei perguntando para ele por que que não foram mais a fundo nisso? Ele falou assim: "Porque a pessoa vai pegar o quê? Até 4 anos de prisão". O foco era prender Elise, que foi quem realmente foi provado que cometeu crime ali com a frieza e tal. É, então assim, é parecido, né?

>> É isso. Ele falou: "É verdade. Eu vou ficar perdendo, desculpa a expressão, mas é a verdade. É a verdade do que passa na cabeça de um policial, de um delegado. Eu vou ficar perdendo tempo num crime de 2 anos ou eu vou tentar solucionar um homicídio de 20 anos? Eu vou tentar ver uma pessoa que ajudou a levar uma pessoa sem vida de um lado pro outro. Eu vou investigar a morte de alguém que tá suspeita. Eu só tenho um policial para fazer esse trabalho. Eu posso fazer ou para esse caso ou para esse". Uma escolha lógica, é óbvia para mim. Infelizmente não é, não é um problema da polícia de Cajamá, é um problema geral de todo o efetivo policial do Brasil, de todos os estados. Não tem um estado hoje que tem a quantidade de policiais que é necessária. Não tem.

>> Sim, pela falta de recursos, né? A gente gostaria muito que todos, claro, todos os envolvidos fossem presos, condenados, expostos pra gente saber quem é, saber todos os detalhes. A gente quer saber, né, e quer ver a justiça ser feita, mas a falta de recursos é uma realidade que tem que ser dita de frente, né? É melhor do que ficar criando 1000 teorias ali, por detrás disso tudo, até colocando de repente o Michael até como inocente, né, como eu vi alguns comentários absurdos aí sendo feitos na internet.

>> Eu vi muito, eu vi muitos, vou colocando em cheque ali a investigação, mas eu não, uma coisa que eu aprendi, Jovana, eu nunca falo de canal nenhum, nunca. Nunca. Eu, você não vai me ver falando de canal A, canal B, canal C, não. Só falo meus canais parceiros, meus canais amigos. Aí falou: "Ó, assisto a Giovana do Caixa de Pandora, assistam a Fernanda um Desped, assistam o Nordeste Vida". Tô sentando aqui, aproveitando a sua mídia para fazer propaganda para eles.

>> Com certeza.

>> Mas é isso. Agora, falar mal, ah, porque canal de fulano fez isso, canal ciclano isso, eu não vou fazer, eu não vou falar mal de ninguém, eu não vou.

>> Apesar de falarem muito de mim. Mas tudo bem.

>> É, a gente aguenta, né, a pancada e fica quieto, né?

>> É, exatamente.

>> É, eu acho que o foco tem que ser o próprio trabalho mesmo e trazer a verdade para o público, sem atacar nenhum lado. A gente tem nossas opiniões, a gente vê tudo, eu vejo tudo acontecer, tenho minhas opiniões, mas o meu foco é o caso Vitória mesmo. E eu sinto muito pela família da Vitória, por tudo que eles estão passando e vendo também essas teorias de prefeito envolvido. Isso tudo deve ser ainda pior, né? Porque mancha a honra de uma pessoa que não está mais aqui, né? É, é tudo muito triste. Tudo muito triste nesse caso.

>> Com certeza. E outra, Geovana, vamos lá, vamos pensar aqui. Ah, eu vi o, não vou nem falar o nome dele, do deputado, do deputado estadual que pediu esse processo por transparência, tá? Qual foi a falta de transparência? Qual foi o sentido? O que que ele escreveu? Vamos lembrar uma coisa, vamos lembrar um ponto, tá, Giovana? Estamos às vésperas de eleição. Quem não é visto não é lembrado. Um caso desse midiático que aparece ali alguém como salvador da pátria, alguém querendo justiça, eu já conheço esse filme. Eu já conheço alguém querendo botar capa de herói, tá? Eu já conheço, então eu não vou nem citar, nem cito o nome dele, tá? Não é por falta, não é por crítica ou falta de respeito, não. É porque eu não vou citar, eu não vou dar ibope a um ponto que não merece ibope, que não vai alterar um processo, que não vai alterar absolutamente nada de uma condenação que já é praticamente prevista, que é do Michael, e de uma justiça que, embora falha, que é embora incompleta, é o que melhor representa para a família da Vitória.

>> Sim, é o que temos, né? Infelizmente é o que temos.

>> É o que. Bom, eu acho que é isso. Tem mais algum ponto que eu não citei aqui?

>> Eu acho que a gente pode falar só um pequeno ponto. Eh, quando quando as pessoas falam da Vitória, Vitória Regina, vamos lembrar que ela tem pai, mãe, irmãos, vamos lembrar que cada vírgula falada aqui na internet vai ficar para sempre. Que essas pessoas vão ver isso para sempre, que os sobrinhos, filhos dos irmãos, muitas vezes que ainda nem estão aqui na terra, que vão vir, vão ter essa informação. Então, pensem com carinho, pensem com amor, não difamem, não inventem. Querem imprimir sua opinião? Falem, mas falem: "É minha opinião", não como se fosse verdade. Ah, eu conversei com uma pessoa, uma testemunha, tá no processo? É testemunha? Ah, não. É um vizinho que não quer se identificar, tá no processo, não tá? Então é só conversa de bar, é só isso. Altera o processo, a informação, manda pro promotor, não altera. É só um "diz me disse". Infelizmente eu sei que muita gente vai descer a lenha aqui, mas não tem problema não. Daqui a um ano vai me pedir desculpas.

>> Sim. O importante é trazer a verdade, né? Não importa. Doa a quem doer. É excelente. Perfeito. Concordo com tudo que você falou. Concordo com tudo que você falou, ainda mais sabendo que é um caso próximo de nós, aconteceu aqui no Brasil e que os familiares dela têm acesso a tudo isso, né? Então, assim, máximo respeito a eles, à memória da Vitória e se eles virem esse vídeo, meus sinceros sentimentos a tudo que vocês passaram e estão passando, porque realmente é uma situação horrível, horrível, terrível. Que agora a justiça seja feita, né, no limite ali da lei.

>> Exato. Concordo. É isso. É isso.

>> Então, acho que é isso. Acho que a gente conseguiu passar por todos os pontos que estavam sendo levantados, né? Ah, eu vi também falando sobre o PCC, ter envolvimento no caso, porque o PCC também está na cidade de Cajamar. Eu queria saber em qual cidade que o PCC não está, né? Grande novidade também, não sei se você chegou a ver. Isso.

>> Ah, eu vi, gente. Olha só. Vamos lá. Eu, prefeito, falar: "Ah, nós não temos". E aí o ponto aí, aí é aquele chamado de "floreamento", né? Floreamento. Ah, a gente não tem conhecimento do PCC. Eu não tenho conhecimento do PCC em Cajamar. Vamos lá. Uma facção criminosa que hoje abrange um cenário internacional, não tem ali uma célula em Cajamar. Aí, prefeito, desculpa. Ali você tentou florear demais, né? Desculpe. Aí você tentou florear demais. Não precisava. Não precisava. Eh, mas que envolvimento PCC ali não, porque Michael não é faccionado. As pessoas ali que nós achamos que participaram também não são. Então não tem PCC nenhum. É só mais uma teoria da conspiração.

>> Sim, exatamente. Eh, a fala do prefeito foi bem feliz, porque se ele não tá sabendo, era para ele saber. Ele tá bem mal informado, né? Porque igual você falou, o PCC tá em todos os cantos, tá? Desde da Faria Lima até da comunidade mais afastada aqui do centro de São Paulo. Então, ela não vai em Cajamar não vai ter um núcleo do PCC. Pode ser que tenha. Eu acredito que realmente tenha e talvez ou ele não saiba e deveria saber ou realmente ele tentou dar uma, né, uma passadinha de pano ali pra cidade, mas que ele cuida, né, mas eh envolvimento diretamente com o caso Vitória não tem qualquer evidência, é mais uma teoria infundada.

>> Exato. Não, eu acho que ele passou, tentou dar uma passada de pano ali, sabe que tem, mas tentou dar uma passada de pano, até porque o delegado Dr. Aldo falou: "Ah, pode ter envolvimento ali da facção criminosa que nós prendemos há meses antes aqui". Não, eu sabia. Ele só tentou mostrar: "Minha cidade é a melhor do mundo". Vocês vão fazer isso, né? É, foi isso que aconteceu. Falando em PCC, só para concluir rapidinho, esse esse negócio do PCC foi complicado agora com esse negócio das bebidas, né?

>> Meu Deus do céu. Também teve eh foi falado que teria envolvimento. No final a gente nem sabe direito, né?

>> Tem e não tem. Só para falar rapidinho pro pessoal entender o que que aconteceu. Foi feita uma uma operação, uma mega operação ali contra o PCC e foram descobertos os combustíveis, né? Postos de combustíveis com combustível adulterado, bombas adulteradas e afins. Isso era um problema do PCC, crimes do PCC. Aí o PCC teve ali, fez uma importação, uma mega importação ali de metanol, botou nos nos combustíveis, botando os combustíveis dos postos ali. Aí adulterou o combustível. Ponto crime ali. Aí veio uma fábrica clandestina que foi no posto comprar etanol. Ela não achou que estava comprando combustível adulterado, estava achando que estava comprando etanol, o álcool do posto. Só que quando ela comprou, essa fábrica, comprou para colocar nas bebidas falsas, ela comprou combustível adulterado e fez com que as bebidas ficassem com metanol na composição ali da fabricação. Não era para ter o metanol, mas é tanta gente falsificando tanto que o falsificador pegou produto falsificado.

>> Meu Deus.

>> E aí aconteceu todo esse problema aqui que estão que a gente tá falando em São Paulo. Foi exato. Foi isso.

>> Meu Deus. É, esse detalhe eu não sabia. O que eu ouvi dizer era que o PCC tinha trazido muito metanol, né, do exterior, tinha importado e aí com aquela mega operação ficou tudo parado e aí eles tentaram se desfazer daquilo, mas e aí acabou esse, esses fabricantes que adulteram compraram e adulteraram, mas essa explicação tem mais sentido, né? Porque que você me deu que eles acharam que eles estavam comprando etanol, aí colocaram aquela quantia absurda que era metanol e matou um monte de gente, deixou várias com sequelas.

>> Gente do céu, olha.

>> É, é o falsificador pegando produto falsificado.

>> É bizarro. Brasil tá bizarro. Meu Deus do céu. Aí vem comentando aqui nos meus vídeos. Eu não consigo mais comer porque eu tenho medo de comida envenenada, que também tá tendo essa febre aí, né, de comidas envenenadas. Não consigo mais beber porque tenho medo do metanol. Falei para eles: "Bebe água". Não, por enquanto não tem tanto risco. E a Coca-Cola, toma uma Coca Zero, tá ótimo.

>> É muito triste, né? Nossa, espero que eles consigam identificar o máximo possível e reverter essa situação, né? Bom, então acho que é isso. Eu quero agradecer muito mais uma vez sua disponibilidade de vir aqui no Caixa de Pandora e já falar pro público, se inscreva no canal do Marconde Marques, estará aqui ao lado do meu nome, ao lado do nome do meu canal, Caixa de Pandora. Eu vou deixar também aqui no primeiro comentário fixado. Arcondde, pode se despedir do público.

>> Muito obrigado. Muito obrigado, Giovana, pela participação aqui, né, por me deixar participar. E a todos, quem não me conhece, eu sou Marconde Marques. Se puderem, se inscrevam lá no meu canal, tá bom? Muito obrigado a todos. Fiquem com Deus.

>> Tchau. Até a próxima. M.