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Olá, pessoal. Muito boa noite a todos. Sejam todos bem-vindos à nossa aula de número três da disciplina da sustentabilidade corporativa ESG. Sou professor Romário, estarei aqui com vocês mediando esta live, OK? Então, é um grande prazer tê-los aqui conosco para nós eh conversarmos um pouco desta disciplina que é tão importante eh no dia de hoje, dada a sua eh potencialidade quando nós pensamos em práticas de sustentabilidade, tá?
Então, eh, eu vou chamar aqui a professora Aline, antes de tudo, né, eh, quero ressaltar que, eh, o áudio está falhando. Deixa só ver aqui o microfone. Eh, melhorou? Nom. Então, antes de tudo, eu vou chamar a professora aqui no palco, mas eh quero destacar que a lista de presença está fixada aqui na descrição do vídeo e também ao longo da aula nós iremos eh colocar aqui no chat, tá bom? Então, colocar aqui a professora. Professora, seja muito bem-vinda eh à nossa live. É o prazer tê-la novamente aqui conosco, tá bom? Eh, sinta-se à vontade para conversar com os nossos alunos e qualquer dúvida estamos à sua disposição.
Agradeço o professor aí pela apresentação, pela por dar a abertura à nossa aula. Boa noite, professor. Boa noite, alunos. Tudo bem com vocês? Sejam bem-vindos novamente à nossa aula. que vocês possam aí absorver o máximo de conhecimento possível e que seja uma aula bem aproveitada. Eh, hoje a gente vai continuar a nossa conversa aí, né, já é a nossa terceira aula sobre o assunto que é sustentabilidade corporativa ISG. Como vocês já perceberam, né, quem acompanhou aí as aulas anteriores, esse é um tema que vem ganhando cada vez mais espaço dentro do mundo corporativo, né, dentro das universidades, dentro do mercado financeiro também. Eh, é um assunto que tá diretamente ligado às decisões estratégicas ali das empresas, né?
E como já é a nossa terceira aula sobre o mesmo tema, eu queria começar retomando rapidamente aquilo que a gente já discutiu nos nossos encontros anteriores. Então, nas aulas passadas, nós falamos sobre eh o SG na prática, né? A gente buscou ali entender como que as empresas começaram a incorporar os critérios de ESG ambiental, social e de governança dentro da gestão organizacional. A gente também discutiu ali como que o SG ele passou a fazer parte do que muitos autores, né, chamam de DNA das empresas, né, DNA das empresas modernas. Além disso, a gente também eh comentamos um pouquinho na aula passada sobre liderança sustentável, né, eh sobre o papel dos gestores dentro desse processo de transformação organizacional. E a gente percebeu, né, nessas aulas aí que a gente teve até o momento, que a sustentabilidade ela não depende apenas das políticas institucionais, né, mas depende também ali das decisões que são tomadas pelos líderes, pelos gestores, pelas pessoas dentro das corporações.
Eh, deixa eu só confirmar com o professor Rodrigues, tá aparecendo os meus slides aí? Eu creio que agora sim. [risadas] Tá certo? Então, eh, então, pessoal, eh, na aula de hoje, a nossa discussão vai avançar um pouquinho mais daquilo que a gente já viu, né? Hoje a gente vai entrar num tema eh bastante interessante, que é a relação entre eh sustentabilidade e economia. Ou seja, a gente vai discutir como que a sustentabilidade começa ali a influenciar também o funcionamento do sistema, do sistema financeiro, do sistema econômico. Então, o foco da nossa aula de hoje vai ser entender dois conceitos principais que eu vou trazer para vocês, que é o conceito de economia verde e negócios de impacto. E a partir desses conceitos que a gente vai trabalhar hoje, a gente vai discutir uma questão bastante importante, que é o futuro das finanças sustentáveis, né? Qual que é a tendência disso?
E antes de começar aí a nossa aula, de fato, eh, eu queria instigar vocês com uma pergunta, né? Queria que vocês refletissem comigo por um instante. Será que é possível eh crescer economicamente sem destruir o meio ambiente? Será que é possível ter um desenvolvimento econômico e eh a preservação ambiental ao mesmo tempo, né, eh juntos de forma simultânea? Será, né? Então essa é uma pergunta que ela parece simples de responder, só que na verdade ela envolve uma discussão gigante, né, dentro da economia. Quando a gente para para pensar, para aprofundar, a gente vê que é bastante complexo, né? E por muitos anos, né, assim, de décadas atrás, a ideia predominante sempre foi para que a economia cresça, é necessário explorar recursos naturais, né? Recursos naturais de forma eh sem controle, né? Só explorar e tudo mais. O raciocínio era basicamente esse, né? Quanto mais produção, quanto mais indústria, quanto mais consumo, maior vai ser o o crescimento econômico. E até aí tudo bem, né? Faz sentido. Só que era só isso, né? E esse modelo ele ele trouxe uma série de consequências que por muito tempo não foram vistas essas consequências, né? Então, eh, com o passar do tempo, observa-se ali vários problemas, né? Eh, e até hoje a gente encara esses problemas, obviamente, né, mudanças climáticas, poluição, eh, o desmatamento, a escassez dos recursos naturais. E aos poucos eh começou a surgir ali um questionamento bem importante dentro da economia. Será que esse modelo que cresce economicamente e só explora, né, é realmente sustentável no longo prazo? Será, né, será que o planeta consegue sustentar esse ritmo de exploração de recursos naturais indefinidamente, né?
Então, eh, foi justamente nesse contexto que surge uma nova forma de pensar ali o desenvolvimento econômico, uma forma que vai tentar equilibrar o crescimento econômico, eh, a preservação ambiental e também o bem-estar social. E é exatamente isso que a gente chama de economia verde, né? Então, o conceito da economia verde é trazer de forma equilibrada o crescimento econômico, a preservação ambiental e o bem-estar social, né? Fazer com que eles andem juntos.
E pra gente entender melhor aí toda essa mudança, primeiro a gente precisa olhar pro modelo econômico tradicional, como era lá atrás, né? Eh, historicamente falando, o crescimento econômico sempre foi medido, principalmente por um indicador, né, chamado PIB, né, que a gente ouve falar bastante, que é o produto interno bruto. O PIB, basicamente, a gente sabe que ele mede o valor total dos bens e serviços produzidos dentro de um país. Então, quanto maior o PIB, maior é considerado o crescimento econômico. E esse foi, esse era o principal indicador utilizado para avaliar o desenvolvimento do país, né? O PIB, somente o PIB. Só que o PIB ele mede produção e ele mede consumo, só que ele não mede impacto ambiental, impacto social ou qualquer outro, né? Eh, ou seja, se uma empresa ela, por exemplo, polui um rio durante ali algum processo produtivo dela, isso não aparece diretamente no cálculo do PIB, né? muitas vezes não aparece de forma alguma. Então, se uma atividade econômica gera degradação ambiental, isso não entra na conta econômica. Esses impactos eles acabam eh sendo tratados como aquilo que eh os economistas, né, eles chamam de externalidades. E externalidades são basicamente efeitos colaterais da atividade econômica que não são considerados diretamente nos custos de produção. Ou seja, a empresa produz, ela gera lucro, ela gera crescimento econômico, mas parte dos impactos ambientais eh acaba sendo suportada ali pela sociedade, né? Então, foi justamente nessa lógica que começou a ser cada vez mais questionada nas últimas décadas, né? Será que isso é bom? Será que isso vai se sustentar ou não?
Então, pessoal, nas últimas décadas aí começaram a acontecer várias situações que fizeram que esse modelo econômico tradicional, né, passasse a ser ali repensado, né, eh, que que ele fosse reanalisado. E uma dessas dessas questões, né, a eu diria assim que a principal delas são as mudanças climáticas, né? Hoje a gente já sabe que o aumento das emissões do de gases do efeito estufa, por exemplo, tá diretamente relacionado ao aquecimento global. E esse esse fenômeno é algo assim que gera um impacto muito real, que a gente vê, né, que às vezes eh tomara que não, mas todo mundo tá sujeito a viver esses impactos, né? Eh, enchente, a gente tem visto muitos casos de enchentes, secas prolongadas, essas ondas de calor, né? Eh, aqui no estado onde eu moro, né, eh acontece muito, né, eh, aumento da frequência desses eventos climáticos extremos que acontecem no mundo todo. Então esses eventos eles afetam o meio ambiente, obviamente, só que eles também geram impactos econômicos enormes que muitas vezes a gente não percebe, né? A gente, ah, só vê assim o que o que a nossa a nossa aquilo literal que a gente vê. né? A gente não para para pensar que tipo mais de prejuízo que isso gera, né? Por que que esses eventos eles causam impactos econômicos enormes, né? Então, eh podem prejudicar ali a agricultura, podem interromper alguma cadeia produtiva, né? Afeta ali a infraestrutura das cidades. Então, além disso, nós também temos outros problemas importantes, né? além dessas mudanças climáticas, que é a escassez dos recursos naturais, isso é muito sério e é muito real, né? A água potável, por exemplo, é um recurso que tá cada vez mais pressionado em várias regiões do mundo. E quando a gente começa a juntar todos esses fatores, fica cada vez mais claro que o modelo econômico tradicional, que ainda é exercido por muitas empresas, né, não pensem que é um modelo que foi erradicado porque ele não foi, né, a gente a gente percebe, fica cada vez mais claro que esse modelo ele precisa ser ajustado, né? Ou seja, quando começa eh começa a surgir ali a necessidade de pensar em um modelo econômico que seja capaz de crescer, só que ao mesmo tempo preservar ali a natureza, os recursos naturais. E isso, novamente, eu cito para vocês, é o conceito da economia verde.
Então, aproveitando que estamos falando de conceito de economia verde, né? Eh, a gente já entendeu aí um pouco melhor dos os limites do modelo econômico tradicional. Eh, a gente vai falar desse conceito aí que ganhou que ganhou muita muita força, né, muita eh muita visão nas últimas décadas, né? Mas afinal, pessoal, o que que significa economia verde? Eh, eu trouxe aqui para vocês, né, uma definição do Programa das Nações Unidas pro Meio Ambiente, que diz que a economia verde é um modelo de desenvolvimento que busca promover crescimento econômico e ao mesmo tempo garantir bem-estar social e redução dos riscos ambientais, né? Hoje vocês vão sair dessa aula sabendo que a economia é verde. Ou seja, percebam que a ideia eh da economia verde não é impedir o crescimento econômico. Claro que não, pelo contrário, né? Não é parar de produzir, não é parar de consumir, travar o desenvolvimento das empresas, é justamente o contrário. A proposta da economia verde é continuar trazendo, continuar eh trazendo crescimento, continuar inovando, gerando riqueza, só que fazendo isso tudo de uma forma mais equilibrada, mais responsável, mais controlada. Então, em vez de explorar eh os recursos naturais sem nenhum tipo de planejamento, a economia verde ela propõe que as empresas e os governos passem a considerar os limites ambientais do nosso planeta. Por exemplo, que que que exemplo que a gente poderia citar nisso, né? utilizar fontes de energia renovável, reduzir os desperdícios dos recursos naturais, eh investir, buscar investir em tecnologias que são consideradas mais limpas, estimular ali as práticas produtivas sustentáveis, né, entre outras aí eh milhões de práticas que que podem colaborar para isso, né? A economia verde, ela tenta construir ali um modelo onde a economia e meio ambiente não sejam vistos como inimigos, mas como eh elementos que podem caminhar juntos, né, que se complementam.
Então, percebam, pessoal, a que aqui acontece uma mudança bastante importante de mentalidade, né? Porque, como eu falei para vocês, eh, antigamente acreditava-se que crescimento econômico era automaticamente sinônimo de desenvolvimento. Ou seja, se o país ele cresce economicamente, significa que a sociedade está se desenvolvendo. Era visto dessa forma, né? Só que hoje a gente sabe que essa relação não é tão tão simples assim, né? Porque é possível você ter crescimento econômico e ao mesmo tempo você gerar vários problemas aí sociais, ambientais, né, como eu já citei, eh, desmatamento, né, poluição, escassez de água, desigualdade social, né, o crescimento econômico por si só, ele não garante qualidade de vida paraa população. E é justamente por isso que hoje eh muitos assim pesquisadores, economistas, né, defendem que o desenvolvimento ele precisa ser analisado de uma forma ampla, né, na visão 360º. Não basta só produzir, é preciso também considerar eh como que está sendo produzido, quais impactos esse essa produção, esse crescimento tá gerando para pro meio ambiente, pra sociedade e pro mundo, né? Então, a tentativa da economia verde é justamente equilibrar as dimensões, né, as dimensões do crescimento econômico, da preservação ambiental e do bem-estar social.
E agora a gente entra num ponto bastante interessante, né? Essa mudança de mentalidade, ela não aconteceu assim apenas dentro das empresas ou dentro dos governos, né? ela também começou a impactar o mundo das finanças. As decisões de investimento antes, elas seguiam uma lógica relativamente simples, né? Os investidores eles analisavam eh basicamente duas coisas, o risco financeiro e o retorno financeiro. Então, o foco era o lucro no curto prazo, né? Só que eh conforme o tempo foi passando, né, nos últimos anos, essa lógica toda ela foi mudando e hoje os investidores, os bancos, eh as cooperativas de crédito, fundos de investimento, né, passaram a considerar também outros tipos de risco, risco ambiental, risco climático, risco social e risco reputacional, né? Por quê? Se uma empresa hoje ela tem um histórico de poluição ambiental, por exemplo, né, ou um histórico de desrespeito ali aos direitos trabalhistas, né, eh falta de transparência na gestão, isso tudo é visto como negativo, pode e vai impactar diretamente a decisão do investimento. Então, é o que eu venho citando desde a primeira aula, a sustentabilidade ela não é uma questão, não é só uma questão ética, ela é uma questão ética. Só que dentre isso, ela também é um critério econômico e financeiro, né?
E dentro desse novo cenário surge um conceito que vem sendo bastante ele é bastante discutido hoje, sabe? que é o risco climático como o risco financeiro. Talvez vocês estejam pensando aí, mas como assim, né? O que que significa isso? O que que é isso? Significa que eventos climáticos que são extremos, eles podem, eles geram, né, impactos econômicos enormes. Vamos pensar em alguns exemplos. Por exemplo, uma seca que é muito severa, ela vai prejudicar a produção agrícola, né? ou um o contrário, né, uma enchente ali que aconteça, ela vai interromper o funcionamento das empresas. Um evento climático aí extremo, como esses casos de eh de ventanias, né, muito fortes, etc., né, vai destruir a infraestrutura de de uma cidade, né, vai destruir fábrica, vai destruir estrada, vai destruir até cidades inteiras, né? E isso tudo obviamente gera prejuízos financeiros muito grandes, ou seja, eh aquilo que antes era visto só como um problema ambiental, ele passa também a ser considerado um problema econômico. Por isso, hoje muitos investidores eles eles começam, né, eles se preocupam eh com as empresas que estão expostas a riscos climáticos. as empresas, por exemplo, que dependem muito de recursos naturais, né, elas elas acabam ali enfrentando dificuldades no futuro se esses recursos se se tornarem escassos. Então, percebam como que a sustentabilidade e a economia estão cada vez mais conectadas, né?
E diante desse novo cenário aí, muitas instituições elas começaram a agir. Eu trouxe para vocês aqui eh um exemplo, né, do Banco Central. Então, no Brasil, por exemplo, esse exemplo, né, do Banco Central, eh, o Banco Central ele passou a exigir que as instituições financeiras, né, seja bancos comerciais, cooperativas de crédito, aí considerem os os chamados riscos socioambientais, né? Então essa é uma exigência do Banco Central, não é porque os bancos ou as cooperativas querem isso, é exigência que vem lá de cima, né? Então o que que significa essa exigência? que os bancos, né, precisam avaliar não só a capacidade financeira das empresas que pedem ali, que solicitam crédito, né, que vão atrás deles, só que eles também precisam analisar outros aspectos, como os impactos ambientais, as atividades dessa empresa, a exposição dessa empresa aos ciscos climáticos, né, eh, como estão as práticas de sustentabilidade dessas empresas. Os bancos eles olham para isso hoje, né, eles têm que seguir essa exigência. A, ou seja, a sustentabilidade, ela começou a entrar também dentro das regras do sistema financeiro. E isso mostra como que esse tema não é uma uma teoria, né? Eh, ele realmente é um tema que influencia diretamente o funcionamento ali da economia real. E isso tudo, gente, gera uma consequência bastante importante. As empresas que apresentam eh alto risco ambiental, por exemplo, elas têm elas podem ter, né, maior dificuldade ali para acessar crédito, né? Os bancos podem considerar que financiar esse tipo de empresa não é vantajoso para eles, né? porque representa um risco muito grande e às vezes o banco não tá apto a correr esse risco. Então isso eh muitas vezes acaba gerando consequências, né, para essa empresa, por exemplo, né, que apresenta risco eh risco ambiental alto, juros mais altos, né, tem a empresa pode ter ali uma maior dificuldade de financiamento, né, ou em outros casos elas podem até ali acabar tendo eh restrições de crédito, só que as empresas, né, do outro lado que adotam as práticas sustentáveis, né, que não são tão expostas ali a aos riscos ambientais, elas têm muito mais facilidade para atrair investimento. Elas podem apresentar ali menor risco ambiental, melhor reputação no mercado, a maior confiança dos investidores que estão olhando para ela. Ou seja, diante disso tudo, a gente vê que a sustentabilidade, além de tudo, ela também se torna, ela pode se tornar, né, uma vantagem competitiva dentro das empresas.
Então, pensando no futuro, eh o cenário aponta para duas possibilidades bastante diferentes, né? De um lado, as empresas que estão se adaptando a essa nova realidade, né? Essas empresas elas buscam investir em inovação, em eficiência energética, em gestão ambiental, né, em práticas sustentáveis. E como resultado disso tudo, elas tendem a construir uma reputação mais sólida, né, a gerar maior confiança no mercado. E do outro lado, né, no outro extremo, existem empresas que resistem a essas mudanças. Então são empresas que continuam operando com modelos produtivos muito poluentes, por exemplo, né? São empresas que são pouco transparentes, né? E essas empresas elas podem e com certeza elas enfrentam vários problemas, né? E elas podem enfrentar vários problemas ainda mais no futuro, né? Então elas acabam perdendo competitividade, eh restrição regulatória, né? elas têm mais dificuldades de acesso aos investimentos, por exemplo.
E quando a gente fala em sustentabilidade corporativa, a gente, como eu já falei para vocês, a gente não fala de uma ação que acontece de forma isolada, né? Tipo, apoiar um projeto social, por exemplo. Isso daí não é a sustentabilidade corporativa, né? O conceito mais atual de sustentabilidade corporativa, ele envolve a ideia de sustentabilidade como parte da cultura organizacional. Quem acompanhou a última aula sabe que eu falei muito nesse ponto, né, sobre a sustentabilidade de fazer parte da cultura organizacional. Isso significa que os valores ligados à responsabilidade ambiental, responsabilidade ética, responsabilidade social, passam a fazer parte do cotidiano das empresas. Eles influenciam a forma como de como as decisões são tomadas, né? Como que os produtos são desenvolvidos, como que a organização, né? Como que a empresa se relaciona com a sociedade. Uma empresa que realmente incorpora sua sustentabilidade ali na sua cultura, né, organizacional, ela não toma decisão pensando no lucro que é rápido, né? Ela também eh considera impactos ambientais, relações de trabalho, responsabilidade, né, transparência na gestão. E outro ponto bastante importante é o engajamento dos colaboradores. Quando a sustentabilidade faz parte da cultura organizacional, consequentemente os funcionários, parece mágica, gente, mas os funcionários eles também passam a se envolver ali com essas práticas, né? seja por meio de programas internos, de treinamentos ou metas corporativas, ou seja, precisa, né, estar presente nas decisões do dia a dia da empresa, né, e como como que isso pode estar presente no dia a dia da empresa. Então isso pode envolver ações bastante simples, né? Eh, desde economia de energia, por exemplo, redução do consumo de água, né? Redução do uso de papel, uso de materiais recicláveis. Tem muitas empresas que hoje eh a gente vê, né? Você vai, por exemplo, no banheiro da empresa, você vê lá um bilhetinho lá incentivando a economia da água, incentivando ali a redução do uso até do papel de secar a mão, né? Pense verde, sempre tem alguma coisa do tipo assim, né? Eh, eu atuo também numa cooperativa de trabalho médico e lá é toda parte, cada esquina de dentro daquele prédio que eu viro tem alguma coisa incentivando pequenas coisas, né, nesse sentido que parece pequeno, mas ali já tá mostrando que a empresa ela toma atitudes, né? É bastante interessante. Se vocês começarem a reparar, vocês vão ver que várias empresas fazem eh dessa forma.
E dentro desse contexto todo, surge um conceito bastante interessante que eu falei lá no começo que a gente vai trabalhar, que é o chamado negócios de impacto. Então, os os negócios de impacto são empresas que buscam combinar dois objetivos ao mesmo tempo. Primeiro objetivo, gerar lucro, né? Mas o segundo objetivo é gerar impacto social ou ambiental positivo. Impacto positivo. Ou seja, são empresas que procuram resolver problemas da sociedade por meio de soluções eh de mercado, né? Por exemplo, empresas que desenvolvem tecnologias para energia limpa, por exemplo, né? empresas que trabalham aí com reciclagem, empresas que trabalham eh que criam soluções aí para inclusão social. Pode parecer algo simples, algo pequeno, né? A gente às vezes busca não dar tanta atenção. Só que quando essas práticas fazem parte da rotina, do dia a dia da organização, elas geram sim impactos bastante significativos. E nos últimos anos tem crescido bastante esse conceito no nosso país, né, no Brasil. Diferentemente das empresas tradicionais que priorizam ali, principalmente o lucro, negócio, né, os negócios de impacto buscam gerar resultado financeiro juntamente, né, eh, ao mesmo tempo em que eles solucionam problemas sociais ou ambientais. Esses negócios eles podem atuar em várias áreas, né, como saúde, educação, eh sustentabilidade ambiental, inclusão financeira, desenvolvimento de comunidades. E um exemplo simples seria uma empresa que eh eu posso trazer para vocês de exemplo, uma empresa que desenvolve tecnologias para reduzir desperdício de água ou energia, por exemplo, né? Nesse caso, é uma empresa que vai gerar receita, mas também vai contribuir ali para resolver um problema ambiental, né, que a gente enfrenta.
Então, no Brasil, esse movimento ele vem se fortalecendo com o apoio dos investidores de Impacto, né, das aceleradoras, que a gente chama, dos fundos especializados que procuram empresas capazes de gerar transformação social, né, ou ambiental junto com o retorno econômico. Esse crescimento mostra uma mudança importante na lógica eh das empresas. Cada vez mais as empresas, os investidores percebem que a sustentabilidade e a rentabilidade elas podem sim andar juntas, né? E que quando elas andam juntas, isso é muito benéfico, né? No nosso país, aqui no Brasil, vários setores eles já estão se destacando nesse modelo novo, né? eh o agronegócio sustentável, setor de energia renovável que está extremamente em alta, a economia circular, a bioeconomia, né? E esses setores, eles têm um potencial gigante, gente, para gerar aí empregos, gerar desenvolvimento econômico sustentável, né, inovação tecnológica.
Então, para tornar esse conceito ainda mais concreto, a gente pode observar alguns exemplos de empresas conhecidas que incorporam práticas de impacto social ou ambiental em seus modelos de negócios. E um dos exemplos mais conhecidos do Brasil, que é uma marca aí que praticamente eh todo mundo já ouviu falar, já conhece, que é a Natura, né? A Natura, que é lá a marca que produz lá os cosméticos e tudo mais, né? A Natura é uma empresa que construiu grande parte da sua estratégia utilizando ingredientes da biodiversidade brasileira. E mais para frente, nas próximas aulas, a gente vai aprofundar sobre essa empresa para vocês entenderem mais do que eu tô falando hoje, né? Então, a empresa ela construiu ali grande parte da da estratégia dela, utilizando os ingredientes da biodiversidade, principalmente da Amazônia, né? Quem aí gosta de consumir esses produtos, né? vocês veem assim que tem uma quantidade gigantesca de produtos, ah, feito com tal ingrediente da Amazônia, né? A gente vê que tem. Só que para isso a Natura ela ela estabelece, né, parcerias com comunidades locais da Amazônia que fazem a coleta das matérias primas. Esse modelo que a Natura utiliza, ele gera renda para essas comunidades, né? incentiva a preservação da floresta, cria produtos com valor agregado no mercado de cosméticos, ou seja, é uma empresa que gera lucro e ao mesmo tempo ela promove conservação ambiental e desenvolvimento social.
Outro exemplo que eu eu estive pensando essa semana para trazer para vocês também é o caso da Ambev, né? Então, a ela tem investido muito fortemente em iniciativas de sustentabilidade. É uma empresa assim que possui projetos para reduzir o consumo de água na produção de bebidas, né? Ampliar o uso de energia renovável, incentivar a reciclagem das embalagens, né, das bebidas que são produzidas, né? E um exemplo é o programa de logística reversa e reciclagem de garrafas da ANBEF, né? é um programa que contribui ali para reduzir os resíduos, né, estimular as cadeias de reciclagem no país. Então esse movimento indica uma mudança importante no mercado. As empresas que conseguem alinhar a rentabilidade com responsabilidade social, com responsabilidade ambiental, tende a ganhar mais espaço e mais credibilidade no longo prazo. Lembrando que eu trouxe dois exemplos. Mas não são as únicas empresas que adotam essas práticas, né? Se vocês jogarem aí no Google, vocês vão ver que tem existem inúmeras empresas. E outra, não precisa ser uma empresa grande, conhecida, né, para adotar essas práticas. Não tem muitas empresas que são menores, que são pequenas, que fazem muito mais do que empresas grandes.
Um exemplo bastante interessante que eu trouxe para vocês nessa aula, né, eh, falando de inovação sustentável, no Brasil eu trouxe o chamado projeto Puma 2. Esse projeto ele é desenvolvido pela empresa Clabin. Eu não sei quantos de vocês já ouviram falar ou conhecem essa empresa, ela é gigantesca, né? Ela fica com a a o maior ponto de produção dela é aqui no interior do Paraná, né? E a Calabin, ela é uma das maiores produtoras e exportadoras de papéis para embalagens do país, né? Se alguém ainda não conhece, não ouviu falar, vale dar uma pesquisada, né, para entender bem. Mas esse projeto chamado projeto Puma 2, ele foi implantado em meados ali de 2019 no município de Ortigueira, que é interior do estado onde eu onde eu moro, né? Aí se tem outras pessoas aí que moram aqui no Paraná também já vão saber. Então em Ortigueira é onde a empresa já possuía ali um uma grande unidade industrial, né? O que que foi esse projeto Puma 2 que foi ali implantado pela Clabim? O principal objetivo desse projeto foi ampliar a produção dos de papéis para embalagens, utilizando tecnologias mais modernas, mais sustentáveis, né, alinhadas a práticas DSG, ou seja, considerando aspectos ambientais, sociais e de governança, gente, com o crescimento do comércio eletrônico e a acrescente ali preocupação ambiental, muitas empresas passaram a substituir as embalagens plásticas por embalagens feitas de papel, que são recicláveis e consideradas muito mais sustentáveis, né? E percebendo toda essa tendência aí que vinha acontecendo, a Clabinha investiu na ampliação da sua capacidade produtiva por meio do projeto Puma 2, que envolveu ali a construção de novas máquinas, né, a adoção de tecnologias industriais mais modernas. Esse foi um investimento bastante significativo, né, e buscou eh não só aumentar a capacidade produtiva da empresa, só que também tornar o processo industrial mais eficiente e com menor impacto ambiental.
Então, dentro do contexto do ESG, eu quero trazer para vocês exemplos que esse projeto trouxe, né? Então, por exemplo, dentro do contexto ambiental, né, o projeto trouxe avanços bastante importantes. Por exemplo, uso mais eficiente dos recursos naturais, a maior geração de energia renovável a partir de biomassa, a redução das emissões de carbono no processo produtivo, dentre outros, né? Eu ficaria horas falando para vocês, mas eu trouxe três assim que dá que são bem evidentes, né? Já no aspecto social do ESG, o projeto também ele teve impactos bastante relevantes, né? a geração de milhares de empregos diretos e indiretos, eh, durante ali a construção e a operação da planta, o desenvolvimento econômico ali da região, os investimentos em iniciativas sociais, né, a capacitação profissional e na dimensão de governança do ESG, eh, o projeto ele mostra assim que ele reforça o compromisso da empresa com a gestão responsável, com transparência, com inovação tecnológica, né? né? São fatores assim cada vez mais valorizados por investidores e pela sociedade. Então o projeto Puma do Clabim, ele nos evidencia como que grandes investimentos industriais podem conciliar crescimento econômico com sustentabilidade, sendo um exemplo bastante prático da aplicação dos princípios do ESG no setor produtivo. Hoje, olhando pro contexto eh de 2026, né, o projeto Puma da Clabim, ele é frequentemente citado como um exemplo de como que as grandes empresas elas podem realizar ali expansões industriais alinhadas aos princípios ESG, eh combinando inovação tecnológica, combinando sustentabilidade, né, e também competitividade, obviamente, né?
Então, a sustentabilidade é já é parte da estratégia competitiva para as empresas, né? Isso porque o mercado mudou, né? Tá mudando cada vez mais rápido, né? Consumidores, parceiros, investidores, né, estão mais exigentes, estão mais atentos à forma como que as empresas produzem, como que elas utilizam os recursos, né, naturais, como que elas se relaxonam. Então, as empresas que demonstram compromisso real com práticas ambientais e sociais tendem a fortalecer a reputação, né, delas mesmas, eh, aumentar a confiança do público, né, e diferenciar, se destacar no mercado.
Ã, e pra gente caminhar pro final da nossa aula, eu queria deixar uma reflexão para vocês. Quando a gente fala DSG e sustentabilidade, na verdade estamos falando sobre que tipo de empresas queremos construir no futuro. Será que a gente quer empresas que apenas utilizam recursos naturais pensando no lucro de curto prazo, ali no lucro imediato? Ou será que nós queremos empresas que conseguem gerar resultados econômicos e ao mesmo tempo eh em contribui pra sociedade e pro meio ambiente, né? Eu eu gosto de trazer essa reflexão para vocês, porque vocês, né, são aí profissionais que vão ocupar esses espaços no futuro. Muitos de vocês, né, se é que já não atuam, né, se é que já não trabalham, vão trabalhar em empresas, vão abrir os negócios de vocês, vão participar de processos de decisão, né, vão até liderar aí grandes organizações, né, ou médias organizações, pequenas. E nessas posições todas, né, vocês vão precisar escolher que tipo de impacto que vocês querem gerar, né? Então, quando a gente pensa em SG, a gente não tá falando aí de algo tendencioso que tá na moda em 2026, né? Eu não tô aqui falando de algo que é passageiro, a gente fala de responsabilidade, a gente fala de visão de longo prazo, a gente fala de construção de um modelo de desenvolvimento mais equilibrado. Por isso que é importante, gente, que vocês comecem a refletir sobre isso desde agora. Qual que é o papel de vocês nesse processo? Que tipo de futuro que vocês querem ajudar a construir, né? Às vezes até dentro de casa a gente consegue começar a construir algo.
Então eu gostaria de encerrar a nossa aula deixando uma última pergunta para vocês refletirem, né? Eh, até se alguém quiser fazer algum comentário sobre essa reflexão também podem, fiquem à vontade, tá? Mas se vocês tiverem a oportunidade de liderar uma empresa no futuro, que tipo de impacto que vocês gostariam que essa empresa deixasse no mundo? Porque no final das contas, como eu já disse no início, a sustentabilidade ela não depende só das políticas, né, das estratégias empresariais, estratégias institucionais. Ela depende principalmente das escolhas que as pessoas fazem quando estão em posição de decisão. Então fica aí a reflexão eh para vocês, né? Eh, ai, acho que travou o meu mouse, pessoal. Fica a reflexão para vocês.
Eu trouxe aqui no material as referências, né, dos autores que me ajudaram a construir todo esse material que eu apresentei para vocês. Era isso que eu tinha para compartilhar com vocês na aula de hoje. Eu espero que o conteúdo tenha ajudado eh a entender melhor como que o SG vem ganhando ali espaço dentro das organizações, como que ele se conecta, como que ele afeta o sistema econômico, o sistema financeiro, né? Se surgir alguma dúvida, vocês também, né, após a aula, vocês podem me procurar pelas redes sociais, LinkedIn, Instagram. Eu não sou muito ativa, mas vez ou outra eu olho, né? eh ou também até pelo ambiente da disciplina aí que é disponibilizado para vocês. Eu agradeço bastante a participação de vocês hoje na live, né, pela presença, pela atenção. Desejo uma ótima semana para todo mundo, que eh vocês façam aí bons estudos, né? A gente se vê na próxima aula da semana que vem. Para quem quiser, podem ficando à vontade aí para sair da sala, né? E é isso, até mais, pessoal.
Eh, professora, só um pouquinho. Eh, nós tivemos algumas dúvidas aqui atente ao conteúdo. Aí eu vou trazer aqui para a professora. Mas antes de colocar, eu gostaria de fazer uma uma ponderação, porque esse tema ele é tão importante. Eu vi que a professora colocou até o o a bioeconomia em um dos slides. Esse tema bioeconomia, eu já escrevi sobre ele, eh já foi publicado até na revista da eh, é um tema que eu gosto tanto, que eu vi até um aluno falando durante a live que fazer essa transição eh para uma economia verde é muito mais cara. Então é é barato manter do jeito que está. Veja, eh, se nós pegarmos o PIB da bioeconomia, ele vai substituir o PIB tradicional? Ele não vai substituir o PIB tradicional. Primeiro porque justamente essa construção eh da da dos sistemas econômicos se culminou eh em toda essa eh retórica que nós viemos construindo ao longo das. Então veja, eu não posso chegar em um sistema econômico muito bem constituído, bater na porta deles e dizer: "OK, sua economia ela não presta, então vamos substituir pela eh pelo PIB daconomia". Ufa! Então para lá, eh como que vai se dar essa transformação? Então o estado perde recurso, transpamo, né? Mas essa transformação eh do eh do PIB tradicional eh pro PIB da biconomia, ela vai acontecer de forma rápida? Não, ela vai acontecer de forma gradativa. Por enquanto, eh, cada país está construindo o seu conceito de eh PIB da bioeconomia. Por quê? Porque cada país tem a sua particularidade. Então, veja, a qual é o capital verde do do Brasil? É o meu Amazonas. É, né? Então veja, a a matas, a a massa do do Brasil, ela é rica, ela é densa. Então isso entra no cálculo da bioeconomia. Então quanto vale a minha floresta amazônica? Então essa é uma pergunta. Então entre outras perguntas que surge dentro dessa perspectiva do problema da bconomia. Eu acho que a professora colocou esse ponto eh no slide, eu acho que foi crucial. Então veja, a economia tradicional ela não vai acabar, mas o que vai transformar, né, eh esse essa mentalidade de preservar, né, para melhorar e salvar aquilo que podemos salvar no futuro, correto, professora?
Eh, professora, gostaria de pontuar. Acho que eu vou >> exatamente isso, professor. Obrigada aí pela explicação, né, até de forma mais detalhada, mas é exatamente isso, né? E é entender também assim que o que que é a bioeconomia, né? Às vezes, não sei se todo mundo tá consciente aí da do conceito, né? Mas eh a bioeconomia ela é um modelo econômico que ela usa recursos biológicos que são renováveis, né? Eh, e é uma essa transição paraa economia verde, ela é mais cara? A gente pode dizer que no curto prazo, sim, né? Porque ela vai exigir ali investimentos iniciais, né? Em tecnologia, adaptação, infraestrutura. Só que a ideia é que as empresas elas tenham a visão no longo prazo, né? Porque quando a gente tem falar de sustentabilidade, a gente tá sempre falando a longo prazo, né? Você pode perceber que eu falo muito isso durante as aulas, né? E ela reduz custos, né? Isso aí tem muitos pesquisadores que trazem essa mudança, né? Que trazem essa essa evidência de que ela reduz custos, que ela gera ali eh novos mercados, empregos, né? Que ela diminui o impacto ambiental. Mas a sua fala foi bastante válida, professor. Até agradeço aí por deixar ainda mais claro aí essa questão.
>> Exato. Exato. E é bem legal quando nós estudamos a a bioeconomia, porque nós podemos perceber as nuances, eh os detalhes que eh cada país ele considera dentro do seu PIB da bioeconomia. Então não é algo que vai eh desestabilizar o estado, não. É algo que vem para agregar. OK?
Eh, para a primeira pergunta, eh, é da Raíça Rodrigues. Professora, podemos identificar se uma empresa é realmente sustentável ou se ela está fazendo apenas eh propaganda. Existe um termo, acredito que seja green wash.
>> Joia. Eh, assim, pra gente eh tentar identificar se essa empresa ela tá realmente fazendo essas práticas no dia a dia ou se ela só tá ali se vendendo, eh, momentaneamente, a gente tem que prestar atenção naquilo que a empresa ela divulga, né? os relatórios, os indicadores estão aí para nos mostrar isso. Então, uma empresa, por exemplo, que ela é realmente sustentável, ela ela ela vai divulgar ali as quais são as suas metas, por exemplo, eh, de consumo de água, de consumo de energia, redução de carbono, né? Eh, quais são os resultados medidos ao longo do tempo, né? Então ela publica os relatórios detalhados, né, relatórios de SG ou de sustentabilidade. Vocês podem perceber eh que a maioria dessas empresas grandes, né, como essas que eu citei, Andev, Natura ali durante a aula, elas têm esses relatórios detalhados publicados, né? Elas não fazem só a frasezinha bonita delas, né? Eh, certificação também é bastante importante, né? Eh, é uma pena que eu não tenha tempo hábil para falar sobre tudo isso, mas a ISO tá aí, né, de certificação. ISO 14001 eh é um sinal de que é uma empresa séria, né, de que ela não tá só fazendo propaganda. E aquilo que eu falei desde a primeira aula, né, é observar a coerência entre o discurso e entre a prática. Exato. Exatamente.
A segunda pergunta é do Márcio Fujivara, colocar aqui. Possivel acreditar que as empresas adotem o ESG sem que haja todos os bônus ou exigências de políticas nacionais ou internacionais?
>> Olha, é até um pouco difícil de responder essa pergunta, né? Porque eu respondo baseado naquilo, no meu ponto
De vista, né? Não tem como eu dar uma certeza. Mas assim, eh, eu vejo que algumas empresas elas adotariam SG mesmo ali sem nenhum tipo de bônus, né? Eh, só que assim, a gente teria uma queda gigantesca, né, na quantidade de empresas que adotariam essas práticas, infelizmente, né, mas de qualquer forma funciona.
As empresas, algumas empresas elas adotamas práticas só por conta dos benefícios, né, que dos bônus ali, como ele disse, né, mas ainda há motivos para que as empresas adotem mesmo sem esse incentivo, né, porque assim, eh, a reputação da marca, ela tá sendo ali diretamente relacionada a isso, né, a redução de risco ambiental, pressão dos consumidores, né, eh, só que na prática a gente sabe aí que incentivos, bônus, incentivos financeiros pressão investidores, ajuda bastante a acelerar a essa adoção do ESG.
Exatamente. Até porque eh isso não é pauta inventada do dia paraa noite, é uma construção internacional. E quando eu falo de construção internacional, como eu sou professor de ciência política no curso de direito aqui da FAT, eh, eu eu sempre trato de pontuar isso. Veja, a as coisas elas não são inventadas, os países eles se comunicam. Então, há fóruns de discussões, né? Lógico que esses fóruns, eh, os países falam abertamente eh sobre as suas preocupações, outros refutam, isso é natural, tá dentro de eh de um processo de relações internacionais. Isso não é uma novidade nenhuma de países refutarem eh as práticas de sustentabilidade baseados nos seus estudos eh econômicos.
Ora, tudo certo. Veja, cada país ele vai ter, né? Mas veja, sem que houvesse bônus, olha, eu acho difícil num primeiro momento, porque talvez isso seja uma forma de chamar a atenção. Olha, há um problema, nós precisamos resolver. Como sabemos que o imediatismo vai dizer, né, o imediat vai dizer, não, isso não é disso, isso é balela. Então vamos trazer um incentivo. O incentivo ele é necessário inicialmente até que uma grande mudança de pensamento vá transformando eh socialmente e tornando essas práticas eh não obrigatórias, mas algo orgânico, algo natural.
É por isso que eh a economia verde, a broeconomia, a economia circular, eh são conceitos já eh muito bem trabalhados de 20, né? E que foi ganhando notoriedade e estar ganhando cada vez mais fácil haja vista necessidade. Então, eh, vai haver necessidade de bônus e exigência eh política interna e internacional futuro? Talvez não essa mentalidade do consumidor que olha para a sustentabilidade corporativa ISG, nós temos visto cada vez mais uma crescente. Há uma exigência do mercado consumidor. Então, não é eh uma exigência eh das sociedades internacionais eh cobrando issos de um eh de grupos de mercadológico, não é algo que o consumidor também está agregando a seu padrão de consumo e que tende a se tornar uma prática orgânica e definitiva no futuro.
Então, olhar paraa prática sustentável GSG não é eh conversa para boi dormir, é papo sério para empresas que querem amadurecer e querem se adaptar a um mercado que exige, né? Eh, e traz isso como algo sério. Tá bom? Muito obrigado, Márcio. Professora, eh, agradeço de coração a sua aula, ela foi maravilhosa, os alunos elogiaram bastante aqui no chat. Eu espero profundamente que vocês tenham tido uma excelente eh aula, né, um excelente aproveitamento e que possamos nos ver aí no futuro, né, na nas próximas aulas. Professora, muito obrigado. Desejo a você uma boa noite e um forte abraço. E para vocês que obrigado, professor. Obrigado, alunos. >> Nos vemos semana que vem, então. >> Nos vemos. E para você que nos assiste ao vivo e gravado posteriormente, eh, o meu forte abraço, uma boa noite e um bom descanso. Até mais.
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