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Como Eles Construíram Um Ecossistema De Negócios | Natalia Beauty e Felipe Pacheco - Kiwicast #409

Kiwify1:27:35

Transcription

As pessoas hoje, o que que elas fazem? Elas, elas, eh, colocam uma coisa para rodar e se aquela coisa ela faz sucesso, ela fica só fazendo aquilo, né? Então, o que que acontece? As pessoas e empresas não quebram por fazer a coisa errada. As empresas quebram por fazer a coisa certa tempo demais.

Fala, meus queridos! Sejam todos muito bem-vindos ao Kiwi Cast, podcast da Kiwify. Eu sou Carol Vilas Novas. Eu sou Marcelo Gualberto. Para você que ainda não conhece o Kiwi Cast, é o podcast que traz toda semana pessoas que fazem dinheiro através do marketing digital. E olha só, o nosso podcast de hoje tá especial, né, Marcelo?

Hoje está mais do que especial, Carol. Os nossos convidados de hoje, galera, são um casal gigante no mundo do empreendedorismo. Dois grandes pilares de uma marca que é hoje uma das maiores referências no mercado de beleza e estética mundial. Ela é mãe, esposa, empreendedora, palestrante e fundadora do grupo Natália Beauty. Olha só o peso desse podcast, minha gente! Ele é pai, esposo, advogado, sócio e diretor executivo do grupo Natália Beauty. Especialista em projetos de expansão e desenvolvimento de processos e produtos. Galera, veja se não vai ser um bate-papo daqueles grandiosos. Ainda bem que a gente reforçou a mesa, Carol, porque tá pesando aqui, tá pesando!

Ainda, Carol! E olha só, em 7 anos, eles construíram um ecossistema de negócios com mais de 14 empresas. E hoje, pela primeira vez, eles vão contar pra gente a história por trás dessa construção de sucesso. E vocês vão ser agraciados com esse episódio. Sejam bem-vindos! Quem vamos, vamos chamar? Mais sejam muitos bem-vindos, Natália Beauty e Felipe Pacheco! Uhu!

Que honra! Que honra! Muito feliz em estar aqui. Vai ser um papo maravilhoso. Animada?

E aí, meu amor? Animado?

Eu tô muito animado com esse podcast. Gosto demais da Kiwify, gosto demais da proposta de vocês. E eu quero muito que a gente consiga sair daqui com boas histórias, não é isso?

Com certeza! Histórias inéditas hoje. Preparamos. Sairemos inclusive falando história. Cara, a gente tem acompanhado um barulho surreal, surreal que vocês têm feito no mercado digital. Mas a gente queria entender se vocês sempre tiveram esse viés empreendedor. É algo que já tinha em vocês? Foi desenvolvido com o tempo? Conta aí pra gente um pouco do passado de vocês.

Eu já tive uma vivência muito empreendedora, porque meu pai português veio de lá da Segunda Guerra, de navio, chegou aqui, passou fome com a família e construiu um comércio, um restaurante. Então, imagina, ele começou do zero, né? E eu cresci vendo o meu pai nessa rotina empreendedora. Ele não se formou, não estudou, não teve tanto conhecimento. Hoje, até não deu certo o negócio dele, mas eu vi ali do meu pai aquela luta diária de de manter o restaurante. Então, eu já tinha uma vivência, mas nunca imaginei empreender.

E aí, logo depois, quando eu me mudei de cidade, eu trabalhava como recepcionista numa clínica de estética. Daí, na verdade, ainda não, né? Eu só pensei em empreender, na verdade, quando eu precisei, quando eu não tinha mais opção, lugar para ir. E aí, aí você fala: "O que que eu vou fazer agora? Eu vou ter que vender o meu próprio serviço." E aí caiu a ficha de empreendedora. Resgatei muito do que meu pai fazia, mas, claro, que mudei tudo para hoje continuar crescendo no mercado como empreendedora. Mas os princípios, né, do esforço, de você sempre ser o espelho pro colaborador, de você não, não ficar chorando nos desafios que aparecem, isso eu trouxe muito comigo e levo até hoje.

E você, Felipão?

Muito bom, muito bom. E no meu caso, eu fui criado numa família que, eh, o nosso, a nossa história era de CLT, né? Então, assim, a nossa história era de empregados. Então, eu nunca tive contato com empreendedorismo, nunca na minha vida toda. Então, assim, muitas pessoas devem se identificar com isso agora. Mas para mim, o ápice da vida era passar num concurso público. É o ápice da vida. Vamos lá, você deu certo, tudo deu certo, ganhou, zerou a vida, passou no concurso público, ou teve um cargo de gerente. Era isso. O ápice. Entendeu? Porque nem existia a opção de ser o empregador, né? Quem era o empreendedor? Quem era o dono da empresa? Isso nem era cogitado. Então, eu não fui, eu não fui incentivado durante a minha infância a ter uma empresa ou empreender. Pelo pelo contrário, eu fui incentivado a continuar na rodinha do rato. Ou seja, eu precisava ser a pessoa que eu ia subir de cargo na carreira privada ou que iria passar num concurso público. Então, a minha história foi muito assim, né?

Então, assim, eu só quebrei esse padrão quando eu conheci a Natália. Olha, olha, olha que loucura, né? Então, porque eu sou advogado e eu trabalhei em grandes escritórios, etc. E quando eu já estava assim, eu já era sócio de um escritório. Só que quando, quando você está na advocacia, você se torna sócio, mas na verdade, você é um sócio operacional, né? Você é um sócio operacional de uma área, você toca uma área, você não precisa saber se tem papel higiênico no banheiro, entendeu? Que é o empreendedor raiz. Então, eu tocava time de advogados. Então, quando eu, quando eu conheci a Nati, quando a gente ficou junto, quando eu comecei a ver as dores que ela passava dentro da empresa como empresária, aí tudo mudou. Porque eu, aí que eu percebi que eu era muito coadjuvante. Eu sempre estava na arquibancada. O o advogado, ele ele mapeia risco, mas ele não toma risco, né? Impressionante, né? Ele mapeia risco para todo mundo, mas na hora de tomar o risco, é o empresário que toma. Então, eu aprendi isso com ela. Então, quando a gente se conheceu e quando a gente ficou junto, eu comecei a ver e a enxergar o mundo do empreendedorismo por conta dela. Então, eu sempre falo que quem me ensinou a ser empreendedor foi a Natália. E eu não tenho vergonha nenhuma de falar isso, porque eu não tinha essa alma, eu não tinha esse pensamento. Ela trouxe isso pra minha vida. E aí, a partir daí, depois, ela acho que ela pode contar a história de como ela me levou para esse mundo.

Muito boa. Uma chamada compulsória agora. Ao longo da jornada, né, de vocês, assim, que vocês enxergam, é claro que você veio de uma realidade, a Nate veio de outra. Mas qual que foi a maior mudança de mentalidade que vocês tiveram que até fazer para construírem esse viés empreendedor? Você mesmo que não veio de uma, de uma, de uma família, de um costume empreendedor, eram todo mundo CLT. E você que viu o seu pai ali, mas também não, não foi de primeira vez que você foi fazendo sua primeira empresa. Então, o que que vocês tiveram que mudar em relação à mentalidade para se tornarem os empreendedores que vocês são hoje?

Ah, no meu caso, eu precisei ir bem pro fundo do poço. Então, quando eu fui pro fundo do poço, e ainda não tinha pensado empreender, na verdade, porque eu também era uma colaboradora. Então, também, eh, o empreendedorismo, ele veio meio que com sobrevivência. Mas eu tive que aprender ali no fundo do poço, me tornar uma nova pessoa. E aí, eu tive que abandonar quem eu era. Então, hábitos que eu tinha, eh, decisões que eu já tinha tomado, crenças que eu tinha que me tavam. Então, a ambiência também, a gente tem que ser mais forte que o ambiente quando a gente quer mudar, não é? Tem gente que hoje vive numa ambiência negativa, que só reclama, que as pessoas não ajudam. Mas aí que tá, você tem que ser mais forte do que todo o seu ambiente. Para ser mais forte que um ambiente, você tem que querer muito uma coisa de verdade. Então, eu sabia o que eu queria, que era sair daquele lugar que eu estava, com a minha filha pequenininha de dois anos, na casa dos meus pais, toda falida, endividada. E dali, algo mudou. Essa chave virou de autorresponsabilidade, de que eu tinha que fazer o meu dinheiro. Porque o brasileiro, ele espera ganhar dinheiro. Já é errado, aí, né? A gente não ganha dinheiro, a gente faz dinheiro. Cada um faz o seu. Então, aprendi muito sobre autorresponsabilidade, sobre me perdoar em relação aos meus erros, sobre, eh, mentalidade escassa e abundante, porque eu cresci numa realidade escassa. Então, sempre querer ganhar em cima dos outros, o jeitinho, a mentirinha, sabe? Tudo é que é um, parece que é uma realidade paralela e muita gente vive nessa realidade. Mas foi muito ter essa percepção e mudar. E aí, a mentalidade já fica mais abundante. Você pensa, você não olha uma coisa como "caro", não é para mim nesse momento. Não é que é caro. Então, você para de colocar essas travas na sua mente em relação à quantidade de dinheiro, a quantidade do que é caro, que é barato. Tudo é prioridade. E eu fui aprendendo e fui lendo muito sobre mentalidade, sobre subconsciente, sobre cocriação. E isso me ajudou muito nesse norte para eu sair daquele buraco que eu estava. E aí, eu fui construindo uma nova realidade para minha vida. Claro, com muitos desafios de começo, sem ter certeza de nada. Mas eu peguei ali um "fique meia largada", ali, saí correndo e não olhei mais para trás. Então, não fiquei voltando para ver quem que não queria. Porque a gente passa por uma coisa que quando você começa a crescer e você é o único da família, por exemplo, a fazer isso, e você começa a olhar para trás e ver que a sua família, as pessoas que você ama, não estão dispostas a tomar a mesma decisão que você de sair do lugar que você está. E aí que muita gente se perde, porque a pessoa para de correr, olha para trás e se sente culpada por estar conquistando uma vida maravilhosa. E a galera que está atrás, não. Mas é a opção deles. Então, não olhei mais para trás, né? Hoje, eu tenho um contato, tal. Mas eu falei: "Meu, eu vou construir minha vida. Minha filha não vai passar pelo que eu passei." Isso me fortaleceu muito naquele começo.

Justo. Não, realmente, é essa coisa da, da mentalidade é tudo. E eu, e eu acho, acho bacana você, você trazer essa pergunta, porque agora eu vou me colocar na, no, com os sapatos de quem eu era há seis ou sete anos. Eu, eu vou, eu vou falar comigo mesmo, há sete anos, né? Exatamente. Por quê, cara? Porque eu não, não acreditava nesse papo. Então, você, aí, agora que não está acreditando nesse papo, que acha que é papo de coach, acha que todo mundo fala que mentalidade é uma coisa totalmente intangível, que, cara, é uma besteira, todo mundo fala isso, isso aí não traz resultado, tá? Exato. Eu tô falando com você, porque eu já estive aí, tá? Então, assim, é essa mentalidade que a gente fala aqui, não é algo que você, eh, simplesmente calcula, é algo que você vive. Então, eu já vivi a sensação de ser escasso. Eu já vivi a sensação, como eu já mencionei aqui para vocês, eu já vivi a sensação de que você naturalmente tinha que trabalhar para alguém. Eu já vivi a, a sensação, por exemplo, que, eh, você tinha que achar que as pessoas que têm dinheiro fizeram alguma coisa errada, né? Eu, eu, eu já vivi isso. Eu, eu, eu já pensei igual você tá pensando aí. Mas, cara, a hora que você se liberta disso, tudo muda muito na sua cabeça. E por que que eu falo isso, eh, inclusive pro meu eu de sete anos? Porque a hora que você está no outro lado, você vê que a culpa de tudo que acontece de errado na sua vida foi uma decisão que você tomou pela mentalidade errada que você tinha. Então, as pessoas de sucesso não necessariamente são pessoas que fizeram alguma coisa errada. As pessoas que têm dinheiro não necessariamente são pessoas que precisaram dar um jeitinho ou mentir alguma coisa, entendeu? Só que você concorda comigo que quem não tem, é mais fácil esse discurso? Claro, claro. É muito mais fácil. Então, é, você é doutrinado a ter essa mentalidade, porque é muito mais fácil. Se eu justifico, né, que eu não tenho, porque o rico é chato, porque o rico é ladrão, porque o rico é uma pessoa horrorosa, que o rico é explorador, que não tem humildade. Exatamente. Não tem humildade, que é arrogante. Se eu entro nessa pilha, eu prefiro ser pobre e ser feliz. Eu, eu prefiro não cultuar o dinheiro. Não, as pessoas são dinheiristas, etc. Cara, sai dessa, bicho. Sai dessa. Sai dessa. Por quê? Porque a mentalidade me curou. Porque a vida inteira eu ouvi isso. A vida inteira eu ouvi que, e eu tinha uma expressão que, que a minha família, eles usavam, que é aterrorizante, que eles falavam assim: "Que gente rico não. Isso aqui é coisa pra gente rico, filho. Não é pros nossos bicos." Ou seja, já me segmenta. Não, não. Ó, daqui pra cá é da galera rica. Então, não é pra nós. É dos ruins. Daqui pra cá, a gente é pobre, a gente é limpinho. Então, ó, fica tranquilo, fica, fica do lado de cá que você está protegido. Então, eh, exemplificando, né, essa essa questão de mentalidade, isso não é papo de coach. Isso é o que você vive. Então, muito provavelmente, as pessoas, elas estão te passando essa impressão de mentalidade, essa mentalidade do "fica do lado de cá que a gente é pobre, mas a gente é limpinho", porque para justificar a sua mediocridade é muito mais fácil. Então, e eu aprendi a lidar com essa, com essa dualidade de mentalidade. Então, a hora que eu me coloquei do lado de lá, eu fiquei desconfortável. Olha que louco isso. Que a Natália trouxe é brilhante, porque a hora que você começa a ganhar dinheiro, a hora que você começa a ser empreendedor, as pessoas: "Hum, tem uma coisa aí, hein? Tem um ponto. A Fulana mudou. Graças a Deus que eu não é pior que bom. Não é pior que isso." Ó, tem alguma coisa aí. Alguma coisa errada tá fazendo que, que ela tá. Imagina eu? Imagina quando eu comecei a ganhar dinheiro, que eu era solteira, mais nova, que que a galera pensava? Como é que eu estava ganhando meu dinheiro? Exato. Eu já ouvi vários comentários desses. Vários. Isso me dava, sabe o que mais? Força para provar que uma mulher sozinha, ela pode também construir uma empresa, ela pode dar certo. Ela não precisa ter alguém do lado ali para ser a muleta dela. Tem, tem uma história. Essa eu, eu nunca contei em lugar nenhum. Pera aí. Antes só te cortando, só trazendo, porque eu acho importante. Quando eu falo sobre isso, as pessoas falam: "Nossa, é mesmo." Que é a questão de novela, sabe? Por que a gente tem essa mentalidade de achar que o pobre é é bonzinho? Por causa da novela. Se você parar para pensar, todas as novelas, quem que é o vilão? O rico. Uma pessoa. Quem que é a mulher ruim? A mulher arrumada, que é aquela vilã, né? Que passa batom vermelho, tal. E quem que é o bonzinho que se dá bem no final? O pobre. Então, a galera que tem um nível de consciência mais baixo, que eu também já tive esse nível de consciência, a gente cresceu na educação da novela, do filme, onde o pobrezinho se dava bem no final. Então, eu prefiro ser pobre e ser feliz no final do que ser rico e me ferrar lá na frente. Então, isso também, eu acho, já acredito num diferente tipo de manipulação de massa. Então, é muito mais fácil manipular a galera que não tem dinheiro, né? O controle. E eu, e eu tinha uma turma de amigos, né, que isso desde lá da infância, né? Isso eu nunca contei em lugar nenhum. Aliás, eu falei que eu ia contar histórias inéditas aqui hoje. Vamos lá. E eu tinha um grupo de de amigos e que, cara, eu sempre fui motivo de piada por conta do pensamento que eu tinha que eu ia dar muito bem na vida. Então, a piada comigo era, era a seguinte: "Ah, sei lá, passava um helicóptero. Os caras chegaram e falavam: 'Ah, lá o Pacheco chegando, não sei o quê'." Mas para tirar sarro, porque eu, eu falava que isso ia ser a minha realidade. A minha realidade ia ser essa. E tirava muito sarro de mim, muito. E aí, cara, e eu precisei, depois de um tempo, e mudar de ambiente. E eu mudei de ambiente, e aquilo me fez muito bem para minha prosperidade. Por quê? Porque o ambiente onde todo mundo está aqui nivelado e que você se destaca, você é motivo de piada. O seu pensamento é motivo de piada. Você, ó, mesmo que você não seja, eh, próspero do jeito que você gostaria, tá? Mas se o fato de você querer ser próspero é motivo de piada no seu ambiente, você está no ambiente errado. E eu estava. E aí, hoje, a minha realidade é essa. A minha realidade é essa. E aí, eu fico olhando também para quando eu passava por essa situação. Então, na verdade, o problema não era a minha mentalidade na época, era o ambiente que eu estava inserido, que julgava essa mentalidade. Às vezes, não nem por mal. O ambiente deles, já da mentalidade dele mesmo, era assim. Era assim. Então, cara, é essa, essa questão da, da mentalidade, ela é muito forte. Não é papo de coach. E de verdade, sem isso, você não consegue. E nem se manter, porque chegar no sucesso não é difícil. Quando você entende o caminho e se propõe, aí você chega lá. Para você se manter nele, você tem que continuar trabalhando a sua mentalidade, porque aí vem outros tipos de crenças, por exemplo, a crença do merecimento, exato. Aquela coisa do, do impostor. Então, isso vem depois. E aí, para você se manter no game, tipo, crescendo, você tem que trabalhar e quebrar tudo isso que te impede de criar uma realidade que você quer. E aí, no final das contas, é ser mais forte que o próprio ambiente. Exato. Sempre.

E tem um livro que eu e a Carol a gente adora, que a gente já falou aqui algumas vezes, "A Escola dos Deuses", né? E tem uma frase nele que marcou a gente muito forte, que é: "O mundo é como uma goma de mascar. Ele se molda de acordo com o formato dos seus dentes." O que são os dentes? O dente é a sua mentalidade. E o mundo, ele é um reflexo do que tem ali dentro de você. Então, primeiro você se sente rico, depois a sua carteira enche. Não é que a sua carteira está cheia, aí por isso você se sente rico. Porque a mentalidade antecede o resultado. Total. Só que as pessoas têm muita dificuldade de entender isso, né? Porque a gente é ensinado o oposto. Muitas vezes, isso até nas pequenas coisas, né? Por exemplo, eu quero mudar de cargo dentro da empresa que eu estou trabalhando. Ao invés de eu pensar em como que eu vou agregar valor para aquela, aquele cargo que eu estou almejando antes de pensar na grana, eu penso na grana primeiro, para depois pensar em agregar valor. Só que as pessoas não enxergam isso. Você que uma trava e não entende o porquê não está andando, porque o foco está no lugar errado. É servir para receber. Inclusive, lá na empresa, eu tenho um discurso muito bom em relação a isso de promoção de cargo, que é o seguinte. Eh, eu sempre falo para os líderes, para os coordenadores, supervisores, etc. Eu falo o seguinte: "Eu falo, olha, quando a gente precisar só fazer uma formalização da sua promoção, você será promovido." O o que que isso quer dizer? Você já atua como o cargo acima. Você já faz o que o cargo acima faz. Você já tem a mente do cargo acima. Você já entrega o suficiente que o cargo acima precisa. Então, na verdade, quando for só uma formalização, você vai estar lá. Então, assim, eh, eu, eu sempre falo para as pessoas que a gente tem que dar um osso maior do que elas conseguem roer. Então, isso é fazer com que os seus líderes, fazer com que as pessoas que estão dentro da esteira da sua empresa, eles já tenham a a consciência e a mentalidade de que, cara, na verdade, eh, uma promoção, ela significa simplesmente uma validação de uma situação de fato. Ou seja, ela já existe. Exatamente. Entendeu? É, eu, eu só estou formalizando algo que, na prática, já acontece. Senão, não. Senão, não. Porque quando o colaborador vem: "Ah, mas quanto eu vou ganhar?" Não vai, não vai. Ver. Exato. Porque são os motivos errados, né? Quem é, quem é impulsionado pelo crescimento, ele, ele lida com o crescimento financeiro, emocional e de movimento. Ele lida com aquilo como uma consequência natural. Por quê? Porque o trabalho dá tesão para ele. Então, cara, eu chego, eu acordo, eu estou dentro desse time, porque me dá tesão. Quando a primeira questão dele, que nem: "Ah, posso fazer isso aqui?" A primeira pergunta do cara: "Ah, quanto que eu vou ganhar?" Ele nem quer saber como é que vai ser o trabalho, qual é o ess. Ele nem quer saber qual é o desafio. Ele nem quer entender melhor do desafio. Ele quer entender: "Ah, vamos lá, quanto que eu vou ganhar?" Para isso aí, o que acontece? Simplesmente, a gente tem a impressão de que a pessoa, ela não está disposta a entrar no movimento da empresa. Ela está disposta simplesmente a ter um cargo perfeito, a ganhar o salário. Exatamente. É. Cara, hoje a gente está tendo oportunidade de conversar com vocês que estão por trás do sucesso de uma das maiores marcas, né, do universo da beleza, mas que vocês conseguiram furar outras bolhas, como, por exemplo, o universo do marketing. Então, falando sobre o grupo Natália Beauty, a gente queria entender como é que foi a construção do grupo Natália Beauty e como vocês uniram forças para potencializar os resultados e causar esse barulho que a gente está acompanhando hoje em dia.

Eh, o grupo, a marca nasceu há 7 anos. Então, quando eu só fazia sobrancelha. Então, de imaginar que tudo que a gente vive hoje nasceu da sobrancelha é quase que impossível. Se alguém naquela época falasse para mim: "Ó, você vai começar a fazer sobrancelha e daqui a 7 anos você vai estar, sei lá, subindo nos maiores palcos do Brasil, do mundo, com uma marca reconhecida, abrindo unidade fora do Brasil, fazendo o que você quer." Eu ia falar: "Para de ser louco." Porque nem eu acredito nisso hoje. Porque quando eu comecei, não tinha essa mentalidade. Sim, eu não sabia que eu ia começar e que eu ia estar aqui. Então, talvez até isso foi bom naquele naquele momento. E aí, a marca começou com sobrancelha. Só que o núcleo da marca sempre foi muito claro do do nosso ecossistema. O Felipe fala uma coisa brilhante. Eu vou anteceder, porque é brilhante o que você fala. Ele, posso falar do núcleo do ecossistema? Putz, porque assim, e eu não entendia isso. Você tangibilizou, você trouxe pro teórico, pra teoria, pra fala uma coisa que eu fazia sem saber, mas que muita gente hoje, talvez, não saiba que é o núcleo do ecossistema de empresas é a sensação que você provoca no seu cliente. Isso é meio abstrato, mas vocês vão entender. Então, desde que eu comecei fazendo sobrancelha, eu sempre entregava mais. Eu sempre dava mais. Eu sempre saía, fazia elas saírem de lá muito felizes, realizadas, confiantes, seguras. Elas saíam de lá outra pessoa, só por uma sobrancelha. Só que eu me apeguei muito nesse branding de marca, que é o que as pessoas enxergam sobre mim, a minha marca. E desde o começo, eu tive um posicionamento muito forte como persona atrás da marca. Isso em 2017 não era tão comum, né? As marcas já nascerem com pessoas falando sobre elas. Então, isso fez também com que que eu crescesse. Aí, eu criei um mecanismo único de sobrancelha, que foi um jeito diferente de fazer o que o mercado todo fazia igual. Então, ali, sem saber, eu já fui criando um movimento de marca, por exemplo, que era a questão da beleza natural. Então, como é que a gente cria um movimento de marca? Identificando erros e frustração do seu setor. Por que que você faz diferente? Por que que você é a solução para isso? Tem prova social? Tem feedback? Tá? E qual o nome do movimento? Então, tinha tudo isso. Eu via que o mercado era super padronizado, que as pessoas eram frustradas, porque todas ficavam quase iguais. Eu sabia como resolver. Aí, dei um nome pro movimento: chamou "Beleza sem Padrão". Naquela época, era diferente. Hoje, se fala muito sobre isso. E eu come comecei a, eu parei de vender sobrancelha. Então, eu comecei a vender a sensação que a sobrancelha causava nas pessoas. E aí, a minha narrativa mudou completamente, porque eu não falava mais de sobrancelha, eu falava de autoestima, dela se sentir bonita sendo ela, de que ela não tem que ser igual a ninguém. Então, parei de vender sobrancelha. Depois, eu comecei a dar curso. E eu vi que as pessoas queriam a minha técnica, mas não era minha técnica. De novo, era a sensação que eu provocava nelas de coragem, de força, de resiliência, de ser uma mulher que estava ali batalhando sozinha. Então, eu atraí as mulheres que nem eram da área. Tanto que vem, vinham muitas bancárias, pessoas do mercado financeiro, advogadas, médicas, que largavam suas áreas para vir aprender fazer sobrancelha. Caramba! Né? Muito doido, né? E aí, depois, veio a ideia do pijama. Então, eu, eu sempre fui pensando em sensação e sentimento. Porque aí, teve um dia que eu resolvi dar o curso de pijama. Quando eu cheguei para dar o curso de pijama e dei o pijama para as alunas usarem, divulguei na rede social, o WhatsApp de curso lotou de mensagem. E a última pergunta, antes de fechar, era: "Eu vou ganhar um pijama?" A partir daquele dia, de novo, eu entendi: eu não vendo mais curso, eu vendo a sensação de vestir o pijama mágico. Então, já virou uma narrativa. O pijama também. Então, sempre fui construindo narrativas em volta do que eu fazia, da sensação que eu causava, porque sobrancelha era muito pequeno. Eu tinha que furar a bolha, ir pro sentimento, pra emoção. E dali, eu fui construindo. Aí, depois, né, quando você constrói uma audiência sólida, um "brain lovers", que são apaixonados pela marca como um todo, você faz o teu ecossistema girar. Porque qualquer empresa que você crie, que tenha sinergia com tudo isso, vai dar certo, porque você acaba cascateando a audiência para quem tem interesse em determinada empresa, o serviço que você oferece. Movimento, criação de narrativa. Você acredita que tenham sido os dois pontos principais na construção e ter solidificado a marca que você é hoje?

Ah, sim. Ali no começo, sim, para furar a primeira bolha. Claro. Depois, eu tive várias estratégias assim, muito disruptivas. A gente atendeu os participantes do Big Brother em 2021, que foi, não tinha contrato com ninguém. A gente, eu via os participantes que iam sair da casa, mandava mensagem no Instagram. Aí, eles respondiam que eram os assessores. A gente ia pro Rio, montava uma mini clínica no quarto de hotel. Então, eles saíam do programa eliminados e iam direto pra minha mão, ali. Então, só nesse meio, a gente ganhou muito seguidor, muita audiência. A mídia descobriu quem era Natália Beauty. Então, depois, eu fiz uma super festa de gala também em 2019. Que eu comecei em 2017, mas 2019, eu gastei tudo que eu tinha. Eu nunca fui uma empreendedora. E isso é muito importante, porque o empreendedor, quando começa a ganhar dinheiro, o que que ele faz? Ele começa a comprar um carro, é, compra um relógio, ele compra um carro. Ele não investe no melhor negócio dele, que é a própria empresa. Principalmente o empreendedor digital. Principalmente, porque, gente, investir na empresa é o combustível que você coloca para ela crescer. Por que que eu cresci rápido? Porque eu investia tudo que eu ganhava na minha empresa. De novo. Então, meu, investi em tudo, tudo, tudo. E aí, em 2019, eu fiz uma festa gigante, que eu devo ter gasto uns 3, 4 milhões no Palácio Tangará, para 300 pessoas, uma coisa assim, chiquérrima, luxuosa, de gala, com tudo, jantar, contratei tipo umas 150 influenciadoras, Paula Oliveira, Caio Castro, fiz uma baita festa. Então, também, aí 2020 veio a pandemia. Eu estava sem caixa. Aí, eu comecei a fazer os produtos digitais de cursos, que também mudou o game, também. Mas foi de passo em passo, mas sempre consolidando e solidificando. E uma coisa importante, sempre relembrar a narrativa da história da marca. Então, mesmo que eu esteja aqui hoje, eu faço questão de, pelo menos uma vez por mês, eu relembrar a minha audiência de onde eu vim, qual foi a minha história e por que que eu estou até aqui, senão as pessoas não se conectam mais, né?

Você sabe que eu acho que isso é uma grande dificuldade, principalmente da pessoa que está começando no digital e que está querendo lançar um produto e criar um um curso, qualquer que seja o infoproduto que seja. Essa pessoa, ela tem muita dificuldade de reconhecer a própria história. E aí, isso dificulta ela criar uma narrativa em torno daquilo. A gente vê isso na mesa, do que as pessoas acham que a sua história não é interessante. Interessante é que talvez você não saiba contar sua história. E para contar sua história e ela ser interessante, tem que ter verdade. Não tem que ter medo de ter errado. Eu não tenho medo de falar sobre os meus erros, sobre os meus, meus desafios, sobre as minhas decisões erradas, sobre os meus fracassos. Por quê? Porque o ser humano sabe que o outro ser humano é imperfeito como ele. Se você quer vender algum tipo de perfeição, primeiro que você não está falando a verdade. Segundo, que ninguém vai se conectar com você. Então, o perfeito até atrai, mas o imperfeito conecta as pessoas. Então, a pessoa que passa por essa barreira e começa a ter coragem de falar sobre a própria história, por que da onde ela veio, porque que ela faz o que ela faz hoje, e qual é a visão dela de futuro de mundo, as pessoas querem saber sobre isso.

Uhum. Agora, me tira uma dúvida. Nati, o mercado de beleza é um mercado bilionário, não é? Daqui do Brasil, é planeta. Tá todo mundo se importando com isso. Bilionário. E vocês conseguiram criar uma uma marca que conseguiu se diferenciar em um mercado que é extremamente saturado, né? E às vezes as pessoas começam no mercado digital e falam: "Ah, mas o mercado está saturado, mas isso está saturado." Então, conta pra gente, para ver se a gente consegue tirar algumas lições e aprender e aplicar no nosso mercado, como é que vocês criaram uma marca tão autêntica e ao mesmo tempo bem-sucedida em um supostamente nicho saturado?

E aí, ah, eu acho assim, para, para quem vê de fora, né? Porque eu, eu tenho uma visão um pouco menos romântica que a Natália, porque a Natália é fundadora, né? Então, então ela, ela é apaixonada pela marca. Não, não que eu não seja, mas nunca ninguém vai ser mais apaixonada pela Natália Beauty do que a Natália Beauty. Concorda? É o fundador sempre é. Exato. Então, eu, eu tenho uma visão disso que eu acho que pode contribuir bastante para quem está assistindo a gente, que é o seguinte: o que que eu observo na Natália, que eu vejo que é um dos motivos do sucesso do grupo ao longo do tempo, da perpetuidade? Eu enxergo alguns, alguns fatores. O primeiro fator é inconformismo. Então, assim, as pessoas hoje, o que que elas fazem? Elas, elas, eh, colocam uma coisa para rodar e se aquela coisa ela faz sucesso, ela fica só fazendo aquilo, né? Então, o que que acontece? As pessoas, eh, empresas não quebram por fazer a coisa errada. As empresas quebram por fazer a coisa certa tempo demais. Nossa, legal. O que que eu acho que, vamos parar aqui com Felipão, já aproveita, deixa o seu like, bate. Calma, mentoria começou cedo aqui. Deus. Porque eu acho o seguinte, é a Natália, ela sempre foi inconformada e sempre teve a consciência de que todo o movimento que ela criava, ele era um movimento que precisava ser retroalimentado por um segundo movimento. Perfeito, né? E isso ajudou muito a marca Natália Beauty, por quê? Porque se você falar: "Ah, o que que a Natália Beauty faz desde lá?" Você imaginou se de 2017 até agora, ela só atendesse sobrancelha? Desculpa, ela estava fora do mercado total. Ela estava fora do mercado. Hoje, o que que mais encanta nas pessoas é o fato da Natália Beauty ser o que é hoje, porque, cara, é uma caixinha de surpresa. A todo momento vai sair um negócio novo, uma ideia de de sagacidade, um business diferente, uma atuação em um mundo diferente. Então, isso faz com que o nosso motor de crescimento, ele, ele seja sempre abastecido, né? E isso é um princípio do, do ecossistema. O ecossistema, ele é abastecido por duas coisas. A primeira delas é a coisa óbvia, que são vários negócios. Mas a segunda não é óbvio, que é a sensação de movimento. Se você não tem sensação de movimento, as pessoas não te acompanham. Porque você só faz uma coisa: "Ah, pessoa X faz Y. Ok. Check. Sem novidades." Agora, pessoa X faz Y, A, B, C, e talvez amanhã vai fazer D. Vamos acompanhar. Então, essa sensação de de movimento fez com que a marca, ela de beleza, seja ela de vidro, seja ela de tecnologia, eh, eh, serve para tudo, para todas, né? Eh, eu acho que isso é um, é um fator importante. Um segundo fator importante que eu vejo dentro do ecossistema Natália Beauty hoje, que faz a coisa decolar muito forte, é que, além de ter essa sensação de movimento, a gente cria a sensação de pertencimento, né? E a sensação de pertencimento é o poder de comunidade. Então, por que que, [ __ ], por que que a gente está gravando esse podcast aqui agora? Porque vocês querem oferecer, vocês que Kiwify, vocês querem oferecer para as pessoas um conhecimento dentro da comunidade, um acompanhamento, um ritual, não é isso? Ou seja, vocês fomentam uma comunidade, e essa comunidade ajuda vocês, porque essa comunidade chega e fala: "Pô, ouvi isso no podcast da KF, Kiwify." Que que, pô, produto digital. Ou seja, você cria uma sensação de pertencimento nas pessoas, que as pessoas elas sentem parte daquilo, as pessoas sentem inseridas naquilo, elas estão dentro dessa comunidade. Se elas estão dentro da comunidade, elas vão te indicar, elas vão sofrer junto com você, elas vão comemorar junto com você, não é isso? Então, é, elas vão ter um mix de sentimentos junto com aquela, aquela vivência que ela está tendo com a marca. Por quê? Porque é uma marca que tem movimento e pertencimento. E o terceiro ponto que eu acho que foi o, o que, enfim, tirou a Natália Beauty do do status quo, foi que a Natália, ela sempre teve uma preocupação genuína com o aspecto social da marca. Caramba. Ou seja, é, então, por exemplo, eh, a Nati, ela tem vários projetos sociais. Acho que vale até ela falar depois sobre cada um deles. Ela, ela sabe melhor que eu, porque ela sempre fez isso, inclusive antes de eu de eu chegar na empresa, ela já fazia isso. Mas a preocupação dela sempre, sempre foi o seguinte: "Se eu tenho uma marca que ela serve a um movimento e a uma comunidade, eu tenho que devolver isso pro mundo de alguma forma." Que legal. Entendeu? E se eu devolver isso pro mundo de alguma forma, a benção vai continuar voltando, não é isso? Então, que que, que eu acho que é, é, é muito relevante aqui: a gente fez, fez uma sensação de movimento, a gente fez uma sensação de pertencimento, e a gente depois colocou na cabeça de cada pessoa que tudo que você é agraciado e toda a benção que você recebe, tem que voltar de alguma forma pro mundo. Pronto. Esses três pilares fizeram com que o grupo tracionasse total, né? Eu acho que isso fez com que, cara, isso aqui, a gente, você perguntou no setor da beleza, mas isso em qualquer setor, né? Em qualquer setor, se você gera movimento, pertencimento e uma preocupação social, você concorda comigo que as pessoas elas vão fazer questão de estar perto de você? Eu acho que isso foi o grande diferencial do grupo Natália Beauty.

Com certeza. Você, e você enxerga mais alguns componentes, Felipe, trouxe aí componentes importantíssimos, né, de da criação e solidificação de uma marca forte. Além disso, você enxerga alguns outros componentes que fizeram a sua marca estar onde está hoje?

É, para mim, são quatro muito claros, além desses. Mentalidade, foi o que a gente falou primeiro. Então, eu não estaria aqui, o grupo não estaria aqui, se nós não fizéssemos esse exercício de trabalhar a mentalidade diariamente. Então, diariamente, eu estou lendo algo, algo sobre mentalidade, algum livro novo, a gente está discutindo, a gente está identificando crenças, inclusive nas nossas próprias falas, pensamentos e expressões. Depois, cultura de marca. Então, a gente tem uma cultura de empresa muito forte dentro da empresa. Então, os colaboradores, de fato, vestem o pijama da empresa, que todo mundo trabalha de pijama, e tem toda essa cultura lúdica também, né? E, eh, branding, marketing, que é um pilar muito importante. Então, eu não sou nativa digital, mas a minha empresa, quando eu come comecei a vender os meus serviços, o digital me ajudou muito a trazer cliente física, né? E o quarto, a causa social, que foi o que ele falou. Então, para mim, são quatro pilares assim, fundamentais que todo empreendedor tem que olhar. Então, ele tem que ver a mentalidade dele, ele tem que ver como é que está a cultura da marca dele, da empresa, dos colaboradores. Ele tem que saber como que que está o marketing, o que as pessoas pensam sobre ele, a marca dele. Mesmo que a pessoa seja pequenininha, esteja começando agora, você já gera impressão nas pessoas. Pô, Nati, eu tenho cinco seguidores. Você já gera impressão nos cinco seguidores. Ninguém que é grande começou grande. Todo mundo que é grande começou do zero. E essa é uma preocupação desde o começo. E quarto, a causa social, o que você devolve pro mundo para justificar você continuar recebendo demais. Legal. Demais. Legal. Agora, Felipe, você é especialista em criação de ecossistema empresarial. Para que a gente recebeu várias pessoas que falaram sobre ecossistema aqui, mas a gente sempre gosta de trazer uma perspectiva ampla para a nossa audiência. Então, para quem nunca ouviu falar, o que que é um ecossistema empresarial? Explica pra galera, o que é e por que é tão importante um ecossistema empresarial na construção e criação de um negócio.

Legal, legal. Eh, ecossistema se tornou uma, uma palavra muito bonita, né? Então, todo mundo que está na mesa de negócios e fala a palavra ecossistema, já se destaca, né? Um ecossistema, não tem um ecossistema tal. Então, eh, meio que, eh, se tornou um pouco assim, commodity, né? Mas o que que eu penso de ecossistema? E, e, e isso falando para as pessoas de uma maneira bem categórica: ecossistema é a gente construir um ambiente de negócios, tanto próprios quanto de terceiros, que se retroalimentam. Esse é o conceito. Retroalimentação. Então, o ecossistema, ele favorece muito duas coisas. O que que é a retroalimentação? Só para ter vezes, tem alguém que possa não saber. Alimentação é, é um cliente consumir de um, de um serviço, depois consumir de outro, estar inserido dentro de um, de um comportamento de consumo 360, né? Então, eu ofereço várias soluções para que a pessoa sempre.

Fique naquele ambiente que eu tô sugerindo e a pessoa fique consumindo cada vez mais.

O Grande Desafio hoje. Vamos lá. Eh, várias pessoas já escutaram isso, mas só pra gente fazer a linha de raciocínio ideal aqui, eh, a gente tem um desafio hoje no mundo que é o desafio da atenção, né? O mundo hoje ele oferece isso pra gente. Gente, quem chama mais atenção geralmente consegue performar melhor seus seus indicadores de marketing, consegue performar melhor seus indicadores de venda, porque o mundo hoje tá, tá muito difícil você chamar atenção, porque todo mundo tá fazendo muita coisa, né? Então a atenção virou uma moeda muito valiosa.

Então, tá cada vez mais caro você trazer cliente para dentro de casa. Esse é um ponto. Se você for conversar com empresários, etc., tem uma, tem uma sigla, né, que se chama CAC, que é Custo de Aquisição do Cliente. Quanto custa trazer um cliente para dentro da sua empresa? A gente mede isso muito forte, tá? A todo tempo. Hoje, sim, exatamente.

Então, assim, quanto custa trazer um cliente? Imagina que eu te oferecesse um jeito que você não tivesse custo nenhum para trazer um cliente novo. E, além disso, esse cliente consumisse mais vezes de várias coisas que você tem ou que você tem participação. Aí, meu Deus, não é o ideal. Isso é ecossistema. Isso é ecossistema. Porque se eu tenho um ecossistema, você concorda comigo que a pessoa, ela, ela compra algo, ela consome um serviço, mas naturalmente, por consumir esse serviço e por ter confiança em você, ela vai consumir várias outras coisas que estão ao seu redor. Isso é ecossistema, né? Isso é ecossistema.

E por que que é tão valioso hoje? Justamente por isso, porque tá cada vez mais caro trazer cliente para dentro de casa. Então, se você constrói um ecossistema, você diminui o custo de trazer novos clientes pro seu negócio. E, além disso, você vende mais para a mesma pessoa.

Eu vou dar um, um exemplo que eu, que eu sempre gosto de dar aqui, que eu acho incrível, tá? Que é o da Ferrari. Tá? A Ferrari, cara, é, é um exemplo pra mim de, pô, eu quero vender para poucos. Ponto. É meu, é o meu posicionamento. Tá? Pra Ferrari, trazer um cliente novo para dentro de casa não é tão simples assim, concorda comigo? Porque a Ferrari é um produto ultra prime. Ela não faz propaganda. Ela não faz. Exatamente.

Só que o que que é interessante? Pra Ferrari, não é vender mais produtos para a mesma pessoa. Há um tempo atrás, eh, a, a, o discurso da Ferrari abominava produzir, por exemplo, um tipo de carro que não fosse esportivo. E recentemente, a gente tem a Ferrari produzindo um SUV puro sangue. Por quê? Por quê? Por quê? Porque não é mais fácil ela vender pros mesmos clientes? Se o cara que tem uma Ferrari esportiva vermelha, dificilmente ele vai comprar, vai lá, outra Ferrari igual, mas ele não pode comprar, sei lá, pra esposa, pra filha, ou pra ele próprio, uma SUV. SUV com certeza. É o mesmo público, é o mesmo cliente. Vendendo mais vezes para ele, não é?

Então, é, é isso que a gente tem que entender. Quando eu tenho raciocínio de ecossistema, às vezes não necessariamente eu preciso fazer ecossistema de empresas. Eu posso fazer ecossistema de serviços e produtos. Perfeito. Porque a partir do momento que eu tenho esse contato com as pessoas, vai ficar muito mais fácil que eu atinja o mesmo cliente com várias soluções diferentes. Genial. Exatamente.

E por que isso é muito importante no mercado digital, né? Porque 2017, por exemplo, uma oferta era o suficiente para você se manter. Só que, à medida que o custo de aquisição aumenta, talvez você vai ter de começar a perder na primeira oferta para ganhar ao longo da jornada do cliente. Isso faz muita diferença. Por isso que, por exemplo, o cliente da Apple, ele não tem só o iPhone. Ele vai ter o Apple Watch, ele vai ter o fone, ele vai ter todo o ecossistema da marca.

Posso dar uma opinião polêmica no digital aqui agora? Por favor. A galera que gosta, deixa eu pôr meu óculos. Manda uma opinião polêmica. Uma, uma opinião polêmica. Porque eu convivo com bastante gente do, do digital e eu escuto muito as dores, né, de produtores, etc. Cara, o produtor digital hoje, quando ele começa e ele tá naquela fase da sobrevivência, que nem a Nati trouxe aqui pra gente no começo da nossa conversa, ele simplesmente quer fazer aqueles R$ 100.000 em 7 dias, né? É uma obsessão. Não é isso? É uma obsessão. Eu quero fazer R$ 100.000. É um desejo. É um troféu. O mercado colocou como um troféu. Você concorda? Poderia ser R$ 90.000, né? Mas por que R$ 100.000? Porque o mercado colocou na cabeça das pessoas que aquilo é um troféu. É um, é um ritual de passagem. É um ritual de passagem. Pô, eu fiz os seis dígitos, etc. Beleza. Só que o que que, o que que eu acho que a gente poderia conciliar dentro do mercado digital que faria muita diferença? É quando você constrói audiência para um lançamento de um produto digital, você não constrói audiência apenas para um produto digital. Se as pessoas pensassem em construir audiência para solucionar vários problemas que aquela pessoa tem, seria muito mais fácil ela alcançar resultados mais significativos.

Vou dar um exemplo. Se eu construo audiência para vender um curso sobre churrasco, eu vou precisar vender, sei lá, vamos dar um exemplo aqui, 100, 100 cursos de R$ 1.000 para bater os R$ 100.000, concorda? Uhum. Ok. Beleza. Agora, imagina se durante o percurso da construção desse curso, durante o percurso da construção dessa audiência para vender esses 100 cursos de R$ 1.000, eu começasse a plugar uma parceria com materiais de churrasco e depois com frigorífico, com assinatura de carne, e depois com um concurso de influência de churrasqueiro, com prêmio pro melhor churrasqueiro, depois com uma hamburgueria, depois eu ia fazer alguma coisa voltada para uma rede de açougues, depois eu ia pensar num restaurante. Ou seja, você concorda comigo que no, o digital tem uma força muito grande de trazer pessoas com interesses em tema de temas em comum? Ok. E como a gente sabe, a informação é o novo petróleo. Só que essa informação hoje, o produtor digital, ele usa só pra educação. Verdade. Cara, ele só usa pra educação. Isso. E ele joga no lixo o resto das oportunidades. Total. Por que que eu defendo ecossistema? Porque se a gente colocasse na cabeça dessas pessoas que elas não tão pegando lead para vender curso, e sim elas estão construindo audiência para um ecossistema, ele venderia CCO, se oito vezes mais. Perfeito.

Mas sabe qual é o desafio disso aí, Felipe? É porque a gente já conversou também várias vezes sobre isso. Como o digital tem uma barreira de entrada muito baixa, então às vezes o perfil do empreendedor digital é um cara que não tá preparado para esse nível de negócio. Então ele vai começar, às vezes, inicialmente com Chinha de produtos para depois ele começar a pensar em algo mais robusto. Mas já aproveitando. Então esse gap. Você que é um. Se eles têm ecossistema, como é que você hoje, então, gerencia um ecossistema de negócios? Porque eu consigo enxergar a nossa audiência gerenciando uma esteira de produtos, mas ir para um ecossistema é o buraco é mais embaixo, mais complexo. Com certeza.

Cara, no começo de um ecossistema, você não opera com tudo verticalizado. Que que é operar verticalizado? Onde todas as operações são suas. O ecossistema, justamente, é você não ter todas as operações. Se eu tenho, vamos voltar pro exemplo aqui do curso de churrasco, se eu tenho um curso de churrasco, eu não preciso ter uma fábrica de faca, nem uma fábrica de carne, não preciso ter um frigorífico. Mas eu posso ter uma parceria com um. Tem se ele faz a logística da carne, se ele faz a carne, ele já tem o negócio. Talvez ele só não tenha. Talvez ele só não tenha o lead para vender, que você tem, que é o mesmo interesse. Se o cara tem interesse em cur churrasco, ele tem interesse em carne. É lógico, não é? Então, às vezes, é sobre expandir a cons. Uma parceria. Exatamente. Exatamente.

Se eu pego e ligo, cara, eu tenho aqui 80.000 leads que eu captei que gostam de churrasco. Vamos conversar. Olha, você entende? Isso é muito valioso. Entendeu? 40.000 leads que gostam de, sei lá, cara, tecnologia. Eu tenho a moeda do infoprodutor não é só a venda da na educação. O lead é o lead qualificado para um tema e setor específico. Se a gente unir essa galera com as pessoas que vendem outros produtos sinérgicos ao dele, já era. Total.

E é muito, muito real isso que você trouxe. Mesmo as pessoas pensam só no nicho educação. Tanto que existem as colabs, né? Por exemplo, ah, eu vendo um curso de marketing digital, mas eu sou muito boa em criação de produto, só que não sou muito boa em tráfego pago. Então eu vou fazer uma collab com um especialista em tráfego pago, e ele vai dar esse curso dentro do meu curso. Só que ainda assim, é educação apenas. É essa dificuldade de expandir, de fato, é uma, é uma realidade.

Agora, pensando em decisão de produtos, como é que foi o processo de criação de cada produto da, da do ecossistema de vocês? A, a expansão de produtos, ela veio muito ouvindo a audiência, né? Então, a minha audiência cocriava muitas coisas comigo. Então, sempre fui muito ativa no direct, respondendo a galera lá, e elas me trazem muitas ideias. Então, cursos, produtos, eh, trabalho que a gente já fazia bem, que elas falavam: "Por que que você não tem uma linha dessa? Por que que você não faz um curso desse? Por que que você não faz um curso de marketing?". Então, tudo que eu fui criando de produtos, vinha muito da audiência. Claro que depois que você cresce muito e já fica quase impossível acompanhar todas as mensagens, a gente hoje entende de sinergia de mercado. Então, poxa, tem a ver com o nosso mercado, tá crescendo, a gente tem o lead, vamos escorrer essa audiência. Vamos. Então, vamos fazer. Então, vai vindo. E hoje, e hoje, eu acho que a gente começou 5% do que a gente pode ser ainda como força de marca, porque tem uma marca forte é o mais difícil. Uhum. Aí, depois, qual que é a dificuldade? Processos, pessoas, empresas e a comunicação entre elas. Mas eu acho que isso tudo é só uma questão de tempo, né? Sim.

Eh, voltando para essa pergunta sua, como é que a gente define produto? É, é muito simples. A gente observa quais são as dores do mercado que a gente conhece bastante. É. Então, por exemplo, vou, vou dar um exemplo de um último produto que a gente criou. A gente viu o seguinte: a gente mapeava ecossistema, certo? Então, a gente tem mentorias próprias, etc., voltadas para ecossistema. Quando a gente chegava e montava essas, eh, essas experiências de ecossistema, essas sugestões de ecossistema, a gente se deparava com um obstáculo. A gente apresentava soluções, ou seja, "Ó, você pode atuar na educação, você pode atuar na área de produto, você pode atuar na área de clínicas, você pode atuar na área de facilities, você pode, enfim". A gente fazia todo um mapeamento e a gente sentia que as pessoas, por exemplo, pessoas que fazem só tem negócios físicos. "Você pode atuar na área de educação, você faz isso, isso, isso". A pessoa travava. Por quê? Eu acho que aqui já deve ter passado bastante gente que já falou sobre isso. Barreiras de entrada no digital. Barreiras de entrada no setor de educação. Barreiras de entrada. Pô, como é que eu vou criar o meu produto? Como é que eu vou criar a minha mentoria? Não é isso? Sim.

Então, a gente pegou uma pessoa que já estava dentro do, do nosso mastermind e que é especialista em extração de método, e criou um produto para resolver essa dor. Ou seja, o que que a gente vai resolver? A gente vai criar o seu produto, a gente vai, e fazer a sua página de vendas, a gente vai criar como é que vai ser o seu posicionamento, a gente vai criar uma inteligência artificial para você, para falar com você sobre o seu produto, sobre o seu método, a gente vai extrair o seu método que só você tem, por que tá dentro da sua história? Sua história tem um método. A gente vai extrair ela de você. Talvez você não conseguisse fazer sozinho, mas com a nossa ajuda, você vai conseguir. Criamos esse produto e é muito legal. E cara, a gente criou o produto, a gente tá com fila para, para fazer o negócio. Mas é, é porque a gente é muito bom no produto? Não. O produto é maravilhoso. O produto é maravilhoso. Mas não esse, não é o motivo. O motivo principal é porque é uma dor latente do mercado. Então, se você cria produto em cima de dores latentes do mercado, você concorda comigo que vai ser muito mais fácil você vender? Isso com certeza. Com certeza.

E, e cara, às vezes eu vejo gente é criando produto para ele mesmo, é para ele mesmo. Então, ele não mapeia qual a dor do mercado dele, ele não mapeia como é que ele vai vender aquilo, qual que vai ser o discurso de venda. Ele, ele não pensa nada. Ele tá criando um negócio só para satisfazer o ego dele. A hora que ele lança, dá errado, ele fala: "Nossa, meu Deus, por quê?". Óbvio, cara, porque você não mapeou a lacuna do seu mercado, você não foi atrás da dor do cliente, você só estava querendo a sua métrica de vaidade, que é criar um produto bonito para você mesmo, entendeu?

O Flávio Augusto, ele fala um, um negócio que eu acho muito legal. Ele fala: "Cara, vários produtos que eu criei, eu criei primeiro fazendo o discurso de venda dele, antes de fazê-lo". Eu falava, eu, eu pensava na venda e depois eu criava o produto. É porque tem que fazer sentido, né? Claro. Exatamente. Não faz sentido.

Agora, vamos um pouco pra estratégia. Vamos supor que vocês sentaram e identificaram a lacuna e vão criar um novo produto para o grupo Natala Beauty. Vão lançar esse produto digitalmente na Kiwify. Na Kiwify. Claro, claro. Todos os nossos produtos são na Kiwify hoje. Ai, desculpa, eu fiz merchan. Não era pra fazer. A pergunta é: esse ambiente maravilhoso, como lançar um novo produto no mercado e, claro, dentro do possível, garantir o sucesso desse novo produto? Aí tem algumas etapas. Aí, para um produto novo, para mim, a etapa principal de qualquer lançamento é a antecipação. É você já começar a antecipar o seu pagamento, trazendo dor, trazendo benefício, trazendo identificação, trazendo narrativa do produto. Mas a antecipação, para mim, é o mais importante de tudo. Depois, claro, vem o produto em si e o pós, né? Você reforçando o produto. Mas se fosse colocar de uma escala de de zero a 100 de importância, 70% é antecipação para mim. Então, mostrar pra galera sobre o que você. Pra venda. Eu concordo 100%. Eu acho que a antecipação é dar certo, sabe? É um, um fator assim, é essencial. Mas pro produto, tirando produto, tem que ser óbvio.

Produto. Eu penso o seguinte: eu acho que o mais importante do produto é o sucesso do cliente. Então, assim, às vezes você tem um produto mais ou menos, mas dentro do seu produto, todos os clientes dão bem. Então, seu produto já passa a não ser mais ou menos. Mais, ele é bom. E às vezes você tem um produto para você expor na galeria de arte do MoMA lá em Nova York, mas ninguém tem sucesso com seu produto. Seu produto é ruim, meu amigo. Ele pode ser bom, cinematográfico, ele pode ter vídeos maravilhosos, ele pode ter pessoas famosas, etc. Ele tem sucesso? Os seus clientes que fizeram produto têm sucesso? Não. Seu produto é ruim. É. É que todo, pensando na galera que vai começar um produto, a galera ainda não tem condição de ter uma equipe cinematográfica, de ter vídeo e tal. Então, a pessoa ainda não tem a validação. Mas eu já vou afirmar: todo produto nasce ruim. Todo produto nasce ruim. Meu primeiro curso de sobrancelha foi uma bosta. Meu primeiro curso de marketing também não foi bom. Não é que ele não foi bom, ele senão ele não vai ser ótimo, senão você não tem métrica, você não tem evolução, não tem crescimento. Então, todo o produto começa ruim. E aí, o que que é? Você pegar, ajustar já a rota do seu produto, botar ele pra rodar, pegar os desafios, os feedbacks constantes, falar com os alunos, aprofundar, entender onde trava e já aprimorar pro segundo. E não desistir, entende? Porque, por exemplo, eu hoje sou excelente no que eu faço com sobrancelha, mas as minhas, minhas primeiras foram horríveis. E nem por isso eu parei de fazer. Assim como tudo que a gente faz, a primeira vez não é legal. É por isso que eu vou repetir isso: eh, não importa se é cinematográfico, não importa se é o curso mais maravilhoso do mundo. Se alguém gravar umas aulas no celular e fizer as pessoas terem resultado, esse curso vai ser melhor que ele, entendeu? É, é, é isso.

Então, eu, eu acho o seguinte, eu acho que a preocupação hoje dos, dos produtores, ela tem que ser muito voltada ao sucesso do cliente. Total, né? E não, óbvio que depois de um certo tamanho, você vai querer ter uma estrutura mais robusta de tecnologia, de imagem, de som. Cara, apoio 100%. Mas, de verdade, eu, se eu tivesse começando 100% no digital hoje, eu focaria em: o que que o meu produto transforma para um grupo de pessoas? Porque para você vender um produto, você não precisa ser o cara mais absurdo do mundo. Você só precisa saber um pouquinho mais que um grupo de pessoas e você sou. Nem precisa ser tão grande. Não, não. Se você souber mais que um grupo de pessoas, você já pode vender um produto para eles. Todo mundo sabe mais do que alguém que está ainda abaixo dela. A gente sempre tem a escada da vida, né? Eu, eu costumo dizer que a gente vive a escada da vida. Então, nós somos um indivíduo e a gente está sendo segurado por alguém que está acima de nós. Tem alguém pegando na minha mão aqui, me puxando para cima, seja através de visão ou inspiração. E nós, todo indivíduo tem alguém que ele também está puxando. E é exatamente esse símbolo. É um menininho puxando alguém para cima e sendo puxado. E está todo mundo. A gente sempre tem alguém aqui em cima e alguém aqui embaixo. Então, a gente sempre tem alguma coisa para ensinar para alguém que ainda não sabe. E a maioria das pessoas não quer ensinar, ou não quer criar um método, não quer entrar pro digital, que acha que não tem nada para ensinar. Meu, tudo vira educação. Desde crochê até cozinha, até faxina. Tudo, tudo vira um produto. Tudo. Alguém quer saber como faz. Então, as pessoas, elas ficam se comparando com as pessoas que talvez já estão grandes e tal, e ela fica se comparando e fala: "Meu Deus, eu nunca vou começar". Mas ou conseguir, vai conseguir sim, vai conseguir sim, vai conseguir sim, vai conseguir sim. Já conseguiu. É só uma questão de você se apropriar da sua realidade.

Bora, coragem. Inclusive, até pegando um gancho dessa fala sua de se apropriar da própria realidade, eu vejo que um dos pontos principais em grandes comunidades é lideradas por líderes de movimentos assim como você. Você lidera uma comunidade, você tem um movimento ali dentro. É essa, essa parte da conexão e, principalmente, do quanto essas, essa galera, essa comunidade confia no líder. E eu vejo que isso também é uma dificuldade de quem está no início e é totalmente compreensível. Mas eu vejo que a forma de você se comunicar com essa comunidade, ela precisa ser tão autêntica a ponto de trazer mais pessoas, cada vez mais pessoas se conectarem com você. Então, eu acredito que você não tinha pensado nisso na hora que, enquanto você estava ali crescendo, construindo a sua comunidade, mas isso foi acontecendo à medida que as pessoas foram se conectando e entendendo que era Natália e confiando. Pensando em construção de comunidade, como é que foi o processo disso? Existiam coisas que vocês elencavam naquele início ou as coisas foram acontecendo muito organicamente? As coisas foram acontecendo muito organicamente. Então, as pessoas, elas seguem alguém pelos valores que ela tem, não é pelo, pelo dinheiro que ela tem, né? E a gente confunde isso muito tempo. Sim. Então, eu sempre fiz questão de mostrar na rede social, principalmente, quais são os meus valores como mulher, como mãe, como esposa, como líder, como empreendedora. Então, para inspirar as pessoas, não é falar quanto eu faturo no lançamento. Isso não é inspirar. Isso é causar até uma certa ansiedade nas pessoas que estão te assistindo. É até, é até ilegal isso, assim. É gostoso de fazer quando a gente ganha, é. Mas e a pessoa que está lá em casa, não tem dinheiro para nada? Ela vê isso, ela se sente mal. Pior. Então, não. Eu prefiro trazer os meus valores pessoais, nunca tendo vergonha de falar de onde eu vim, porque tem muita gente que tem vergonha de falar sobre isso. Sim. E isso foi ganhando a confiança das pessoas. Mas o que mais faz as pessoas confiarem em você é a sua capacidade de ser autêntica. Por uma pessoa que é autêntica, ela é corajosa por si só, porque só o fato de se assumir já é um ato de coragem. Totalmente. Então, quando a pessoa identifica uma outra que é autêntica, ela fala: "Pô, essa pessoa é corajosa. Eu vou confiar nela. Ela é verdadeira, não está mentindo". Se ela gosta de si e tem coragem de se expor sendo ela, né? Eu vou segui-la. Então, as pessoas querem muito manter um padrão, fingir se é uma coisa que não é, usar uma roupa só para passar uma impressão, ou sei lá, coisas absurdas que eu já ouvi dizer. E elas estão indo pro lugar errado. Não é o dinheiro que você tem que inspira as pessoas. É o seu trajeto, é o seu percurso, o seu processo que você já passou e levantou para estar onde você está. Não é sobre dinheiro. Cada vez mais a gente vê isso, né? Que essa coisa de se posicionar tem ficado cada vez mais imprescindível para alguém que quer criar, principalmente uma marca totalmente digital. E às vezes, também, o pessoal se apega muito nessa questão do faturamento, porque eles não entendem, por exemplo, de narrativa. Eles não conseguem olhar para a história deles, extrair o melhor daquilo. Aí, o que é que vai chamar atenção? São as cifras que o mercado vende muito isso. Inclusive, vocês são muito, muito bons de narrativa, não é por acaso que a gente tem uma sessão no curso da Kiwify falando só sobre isso com a Dur. Depois que terminar o episódio, agora não. Depois, verdade. Que terminar, você bota aí no YouTube, curso Kiwify, para você aprender um pouco mais sobre narrativa. Mas trazendo aqui pra mesa agora, Nati, explica pra gente qual a importância de uma boa narrativa no marketing e, principalmente, qual é a forma correta de usar o storytelling a seu favor? Meu, é histórias, né? Então, por exemplo, a Disney faz sucesso até hoje porque conta histórias. Então, história conecta, vende, engaja, cria identificação, cria emoção, senso de pertencimento. Tudo gira em torno de uma boa história. E eu tenho até o método Nati, que é de boas histórias e narrativas, que é narrativa com autenticidade, que gera transformação, que tem intencionalidade, que é para que que você está escrevendo essa narrativa? Por que que você está falando sobre ela? Que gera sentimento, sensação e aí encanta. E tem experiência. Por quê? E eu gosto de falar da narrativa da história, sempre tem que ter começo, meio e fim. Então, as pessoas não sabem contar história, às vezes, porque elas começam, mas elas não trazem o meio, já vão de direto pro final. Então, tem que ter. Eu gosto de quatro tipos de histórias: o herói, que é a narrativa que você está lá vivendo a sua vida, acontece algo difícil, e você está superando esse algo difícil e trazendo pessoas com você. Tem a do A Grande Descoberta. Então, são quatro tipos. A Grande Descoberta. Tipo, ah, eu estava andando em tal lugar, na rua, descobri algo muito diferente. Ou tem uma história que eu conto que eu estava andando de ônibus um dia, que eu estava lá no fundo do poço, olhei pela janela e vi um outdoor azul. Só tinha uma frase escrita. Estava escrito: "O mundo, eh, o céu continua azul e você sabe disso". E nesse dia, virou uma chave na minha cabeça de auto-responsabilidade, do tipo: o mundo não vai parar de girar porque eu estou com problema. Então, essa é uma história, uma narrativa de descoberta. Ah, estava aqui, aí vi tal coisa e aconteceu isso, eu tive esse insight. Aí tem o terceiro tipo de história, que é o a resolução de um grande problema. Então, ah, na área, eu identifiquei que todo mundo tinha sobrancelha artificial e eu trouxe um método Flow Brows, tal, tal. É uma narrativa também. Também. E o quarto tipo de narrativa, que eu amo, é o virala-ta. Do tipo, a pessoa que estava totalmente desacreditada e hoje é uma grande potência. Então, toda a minha narrativa de empresa, assim, que eu costumo contar, gira em torno dessas quatro tipos de história: o herói, a grande descoberta, a solução de um problema e o viralata. Então, são formas de contar a história que é muito legal. E todo mundo tem alguma história. Todo mundo, todo mundo tem alguma história que se encaixa dentro dessa aí. Qual que é a minha dica? Meu, abre o story, pega a câmera, põe uma luz para você se sentir mais confortável e grava alguma história da sua vida. E vai vendo o feedback das pessoas. Elas vão comentar, elas vão dar risada, elas vão perguntar mais. E aí você vai e fazendo uma troca com as pessoas. E dessa troca vão surgir novos assuntos que vão te lembrar novas histórias e você vai continuar contando essas histórias. Então, a história, ela, ela ajuda muito. Assim, as marcas que criam conexão emocional com as pessoas, vendem até 80% mais. E as marcas que conseguem se conectar emocionalmente, elas não são substituídas facilmente por outra, porque tem aquela coisa do intangível, do emocional, daquela segunda camada que não é óbvia. Isso não é só preço. Não é só preço. Marketing sensorial. Sensorial dos cinco sentidos. Isso no digital. Então, no digital, a narrativa é a primeira coisa que tem que nascer de um produto. É qual é o manifesto? Qual é a narrativa? Por que esse produto está nascendo? E no físico, por exemplo, a gente tem muito a questão do marketing sensorial dos cinco sentidos. Então, tudo que a pessoa vê é intencional e comunica. Tudo que a pessoa ouve é intencional e comunica. Tudo que ela sente de cheirinho, comunica a marca. Tudo que ela sente de tato, comunica a marca. E tudo que ela toma de comidinha, que tem o cappuccino com Nutella, comunica a marca. Então, a gente consegue também fazer um marketing, porque tudo comunica e despertar os cinco sentidos dentro da experiência, porque aí a gente ativa o sexto sentido, entende? Que é aquele de memória. A gente, igual o Divertidamente, a gente ocupa uma bolinha rosa de memória nela. Eu falo: "Vamos ocupar memória". E você que é encantador, né? Eu acho isso também. Como é que eu vou achar diferente, né, cara? Como que eu vou achar diferente? E todos os produtos, assim, a história tem a marca, porque são várias histórias, né, gente? Tem história do fundador, a história de quem cria um produto, a história da persona, tem a história da marca. Aí tem a história dos clientes, tem a história dos alunos, tem a história dos colaboradores, tem a história dos ícones da marca. Se você pegar, tem uma teia de histórias que nascem de algumas histórias centrais. Que é isso que as pessoas têm que abrir um pouco a mentalidade delas, porque as pessoas gostam de saber a intenção das coisas. Então, eu, eu, por exemplo, quando, se você vir me falar: "Nati, tem um negócio de confeitaria". A primeira pergunta que eu vou te fazer é: "Qual foi a sua intenção em ter criado esse esse negócio? Por quê? Da onde nasceu a vontade?". Porque se a pessoa parar para pensar, por que eu quero fazer isso? Da onde nasceu essa vontade? Olhar lá pro coração dela e encontrar essa resposta, ela encontra resposta para tudo que vier depois. Tudo, tudo. Ela vai lembrar desse porquê. E esse porquê vai virar várias narrativas, entende? Então, sempre a intenção por trás é muito forte. Isso destrincha um monte de história. E como é difícil as pessoas olharem para dentro e buscarem esse porquê. N. Porque todo mundo busca fora o que está dentro. Tanto que as pessoas falam: "Com o que você se inspira?". Eu falo: "Em mim". Hoje, em mim. Naquela Nati lá atrás, que não tinha nada e mesmo assim fez dar certo. Em quem eu vou me tornar? Por quê? Vocês são seus maiores inspirações, gente. Só vocês sabem a luta que vocês travaram para estar aqui. Outras pessoas, a gente assiste, admira, beleza, isso é legal. Mas inspirar mesmo, tem que ser a gente, porque a gente tem uma força muito grande quando a gente acessa e descobre esse canal divino que todo mundo tem. Meu, nada pode te parar.

Agora, nas suas redes sociais, você tem ali mais de 11 milhões de seguidores só no seu Instagram. Pensando em rede social, estratégia de comunicação através das redes sociais, como é que você faz para captar a atenção da galera nesse ambiente que é super competitivo, né? Por atenção e, principalmente, para reter? Tá legal, hein? É muito boa essa pergunta. Porque a gente não entende algumas coisas até passar por elas. Por que que eu estou te falando isso? Quando eu era menor, eu tinha uma audiência maior. Olha que loucura. Quanto mais a gente cresce, menos audiência a gente vai ter. Por quê? Porque as pessoas começam a perder aquele sentimento de proximidade com você. Verdade. Quando alguém olha hoje a minha conta de 11 milhões de seguidores, as pessoas quase não vão me mandar mensagem, porque elas acham que eu não vou ver ou que vai ter uma equipe de moderadores vendo. Então, eu perco um pouco da minha audiência. Por mais que hoje eu tenha um trabalho muito forte de responder duas horas por dia, respondendo direct, é do meu tempo útil. E aí, que que eu fiz pensando nisso? Eu criei. A gente tem os outros Instagrams dos produtos e marcas. Então, eu tenho o meu principal, mas tenho de clínicas, que é bem grande, bem movimentado, que já tem a sua linguagem, seu tom de voz próprio, sua identidade visual. Tem o Instagram de cursos, que é mais segmentado também, que é Universidade da Beleza. Aí tem o, o outro de produtos, aí tem o de afiliados, aí tem do instituto, aí tem das outras clínicas. E tudo vai virando um Instagram anexo, né? Para as pessoas serem distribuídas. A minha audiência principal sempre vai reciclando, traz conteúdo de todos e vai distribuindo a audiência para eles, para ter uma comunicação mais próxima e assertiva ali. Mas, eh, hoje, eu, eu passei por um processo também de me desapegar da métrica da vaidade, que é: "Pô, quanto mais eu, eu cresci, mais, mas parece que a minha audiência diminuiu". Mas porque é natural isso, né? Mas hoje eu vendo muito mais. Então, às vezes, a gente se apega numa métrica de vaidade de viralização, mas não é isso que vai botar o dinheiro no nosso bolso. Legal falar isso, entende? Então, aí, a gente vê a pessoa que está criando conteúdo, aí um vídeo dela dá bom, o outro dela dá muito ruim, aí ela para, ou ela sabe, aí ela se apega nessa métrica da vaidade, né? Então, eu acho que a gente tem, eu desapeguei disso e foi muito bom para mim. Então, hoje eu mantenho a minha audiência das marcas nelas. Então, vou sempre escorrendo as pessoas que têm interesse nos meus produtos. E a minha principal vira como que a minha rede pessoal, praticamente, e meio que um informativo dos principais movimentos que a empresa está fazendo naquele momento. Então, por exemplo, o, o produto de marketing que a gente tem com, com vocês, que é incrível, a gente está no momento dele. Então, a gente agora está só fomentando ele. Então, a minha, o meu Instagram, ele é meio que, ele é, ele é usado de acordo com agenda de lançamentos e produtos e acontecimentos da marca como um todo. É, dá um trabalho administrar tudo isso, viu? Tem que ter um time por trás, senão. Tem que ter um time por trás, sim. Tem que ter um time por trás. Ô, será que hoje sim, né? Mas naquela época, eu comecei sozinha. Tipo, não tem desculpa. Não. Antes, eu era minha, eu era cop, social media e gestora de tráfego. Eu era web designer. Era eu. Presa. Eu, Kipi. Então, assim, não tem pilar para você começar. Legal.

Será que eu posso fazer uma pergunta mais íntima aqui? No. Olha, depois de mais de 400 entrevistas, fica muito claro os padrões do mercado. E um dos padrões que a gente identificou é que os casais prosperam mais no mercado digital. Os maiores resultados vêm de pessoas que trabalham em casal. E a gente queria tirar dúvida com vocês, né? Hoje, vocês que são sócios nos negócios e na vida, como é que vocês fazem para manter uma rotina saudável no relacionamento ao mesmo tempo que ela funciona com alta performance nos negócios? Pode começar a resposta tá nas suas costas. Aquela lá. Responde. Aqueles memes. Responde. Não, tô ouvindo, cara. Eh, eu acho que o principal fator do sucesso nosso hoje como casal, nisso, eu acho que são dois pontos. O primeiro é a gente não separar uma coisa da outra. Ao contrário do que todo mundo fala, todo mundo fala: "Não, tem que separar. Chegou em casa, acabou". Não acho que separar é o pior. Separar, caramba. Isso. Porque se você, porque se você separa o profissional do pessoal, você acaba vivendo duas vidas, né? E aí você parece que em algum momento está sendo fake. Então, por exemplo, pô, você teve uma discussão no trabalho sobre algum ponto específico da empresa. Aí você, você vai chegar em casa, vai abrir um sorrisão, vai desligar aquilo e vai jantar? Não é. É óbvio que vai, vai soar como deboche, vai soar com cinismo. E eu acho que não faz o menor sentido, entendeu? A gente cultivar isso nas pessoas, porque não é verdade. Então, acho que o primeiro ponto é a gente, a gente é, não separa. A gente não separa. É tudo junto e misturado. Pessoal e trabalho funciona na mesma avenida. Então, é lá que a gente resolve tudo. E o segundo ponto que eu acho que é, é muito importante, é reconhecer a zona de talento de cada um. Legal. Porque senão, se eu, se eu chegar e e fizer um jogo de futebol e os 11 jogadores forem ao mesmo tempo atrás da bola, não tem jogo, concorda? Se eu chegar e falar: "Ah, você quer ter o Messi no seu time?". Intuitivamente, você vai falar: "Ah, quero". No gol. Aí você vai falar: "Opa, não. Mas por quê?". Porque a zona de talento dele, ele é, é assim, é inegável. Mas é naquilo. Se eu colocar ele no gol, talvez ele não seja um bom goleiro. Talvez. E tem altura, muito provavelmente ele não, não vai ser um bom goleiro. Mas e continua sendo Messi, né? Então, assim, eh, se a gente explora a zona de talento de cada um, a gente faz com que a gente fique mais equilibrado em relação à alta performance. Se eu tenho os dois correndo atrás da bola para um lugar só, é desperdício de tempo e eficiência. Entendeu? Gera discussão. Então, começa a competir. O casal não pode competir. Aí, a competição é um dos maiores erros e armadilhas de um relacionamento. Sim. E no começo, a gente competia. Competia como? A gente competia. Sempre um queria ter a palavra final, ou mostrar que sabe mais, ou defendia uma ideia até o fim, só porque é ele que deu a ideia. Então, ele vai defender até o fim, por mais que a outra pessoa já mostrou que não vai ser legal. Mas aí tem aquele ego, né, de ter. Então, isso acontece. E não é uma coisa dele ou minha, é dos dois. No início, até que a gente se acertasse, foi uma, uma disputa. A gente disputava, ver quem acertava mais, apontava quem errava mais. Então, não lembro nem quem foi que falou pra gente, mas aquilo foi muito interessante. A gente hoje não, a gente já não faz mais isso de a pessoa errar e eu, e eu falar: "Eu avisei". Falei para não fazer, porque isso é muito ruim. Além de ser ruim pro relacionamento, é ruim pro negócio. Desmotiva a outra pessoa. E aí não é legal. Então, a gente não fala: "Ah, eu avisei". "Você errou". "Não sei o quê". Não. A gente não fala mais isso. Vamos resolver junto. Não importa quem fez. A gente vai resolver. E a gente tem um olhar na mesma missão de vida, nós dois, né, amor? A gente quer, sabe muito o que quer. A nossa visão é muito alinhada do que a gente quer pra nossa vida, pros nossos filhos, pro nosso legado, pro pra nossa família como um todo, pra sociedade. Então, a gente é muito alinhado com a nossa visão. E a gente atua em dois campos diferentes, que foi que você falou, separar habilidade, zona de talento. Foi incrível. Porque, ah, quando eu comecei, eu fazia tudo sozinha. Aí, o que que foi difícil no nosso caso, e que muito casal passa por isso, ou o cara vai pro negócio da esposa, ou a esposa vai pro negócio do cara. E sempre vai passar por uma fase em que a pessoa que fundou o negócio acha que tem o controle de tudo. E conforme vem uma outra pessoa que você precisa dar autoridade para ela, para ela resolver situações e também ser líder naquele setor, você começa a passar por um momento de de perder o mérito pela pela tua própria empresa. Então, tipo, ah, então agora o reconhecimento disso é dele. Mas, pô, fui eu que fiz sozinha. E não sei o quê. E eu sei que passa por isso, porque eu passei por isso. Então, é uma jornada, né, amor? Você de conquistar o seu espaço e mostrar pras pessoas que também é capaz de fazer e que também merece estar tanto quanto eu. E eu de aceitar que eu não sou mais responsável por muitos resultados que a empresa tem, que antes eu era sozinha. Então, a gente entra de novo no no jogo do ego, também. Sim. É. E, e eu acho que essa questão do, do empreender em casal, ela passa muito por um autoconhecimento, sabe? Porque às vezes a gente coloca a culpa no, do problema que a gente está vivendo no casal, etc. Mas geralmente a culpa é sua. Tá. Geralmente a culpa é sua. Até se, e até por permitir alguma coisa, a culpa é sua. Entendeu? Então, eu, eu mudei drasticamente a minha, a minha posição em relação a isso, quando eu entendi 100% a responsabilidade de tudo. Entendeu? Então, assim, cara, deu uma coisa errada com bem, minha. Então, mesmo que no, na primeira camada de análise ali, não seja, eh, a culpa minha, mas se eu permiti que aquilo acontecesse, ou sem a minha supervisão, ou.

Com a minha anuência ou com a minha negligência, a culpa é minha. Culpa é minha, a culpa é sempre sua, amor. Você aprendeu direitinho. Verdade é assim, né? Quando dá certo, a culpa é dela. Quando dá errado, é culpa é minha.

Mas é legal também que a gente tem uma... a gente estava até conversando no almoço agora sobre isso. A gente tem uma filosofia dentro da empresa que é uma filosofia muito voltada ao papel principal de cada um. Não que os dois não tenham esses dois papéis, mas um predominante. Cada um tem um papel predominante. Então, o papel predominante da Ana hoje, dentro do grupo, é fomentar a nossa área de marketing, fomentar nossa área de conteúdo, fomentar nossa área de ideias de mídia. Essa é a locomotiva, né? Então, a gente tem que deixar a locomotiva. Quanto menos problemas a gente levar para a locomotiva, mais inovação a gente vai ter.

E eu, por outro lado, eu tenho que fazer com que as ideias elas sejam implementadas. E aí tem um ponto muito importante em relação a esse tema das ideias que é o seguinte: o pior lugar das ideias é na sua cabeça. É o pior. Por quê? Porque uma ideia ela tem dois destinos, não três. Ou ela vai ser descontinuada, ou ela vai ser implementada. Um dos dois. O pior lugar para ela ficar é na sua cabeça, porque ali é um limbo. E se ela tá na sua cabeça, ela não tem eficiência nenhuma.

Então, o que que a gente tem que fazer? Qual que é o nosso papel como integrador? O nosso papel como integrador é ou descontinuar uma ideia, falar: "Cara, sua ideia é ruim, não vamos implementar". Ou seja, ela não tá mais na sua cabeça, ela foi descontinuada. Ou implementar: "Ó, a ideia está sendo implementada". O pior lugar para ela estar é na sua cabeça, porque na sua cabeça ela não foi nem descontinuada e nem implementada.

Então, o papel do integrador, que é o meu papel dentro da companhia hoje, é como que eu faço para passar uma visão para a Ana, que é a visionária, de que a ideia ela vai ser descontinuada ou ela vai ser implementada. Porque se eu deixar no limbo, se eu deixar "Ah, tá ocupando, ocupa espaço, até ela tá rodando aqui, tal, tal". Cara, esse lugar é o lugar que ela não pode estar. Às vezes, ela pode ficar até chateada, mas cara, se a gente provar por A mais B que aquilo não é uma boa ideia para aquele momento, cara, OK. Eu vou entender. Mas até alguém não me provar, pode acontecer de deixar ela voando. Ah, tá aqui voando, voando, voando, voando. Entendeu?

E eu acho que isso é um erro muito grande que as pessoas têm hoje. Dentro, sentar, amor, tipo, a ideia e falar: "Para onde vai? Qual o próximo passo?". Às vezes, a conclusão é que a gente não vai implementar. Beleza. Às vezes, a ideia é brilhante, mas agora não vai. Aí você fala: "Pô, beleza, então próxima". Beleza. Mas pelo menos ela foi tangibilizada. Ou seja, eu fiz algo com aquela ideia. Entendeu? Não ficou só no campo das ideias. Porque a maioria das pessoas deixa voando. Quantas pessoas que eu já vi não? "Eu tenho umas 10 ideias na minha cabeça". O que que você fez com elas? "Não, nada, tá na minha cabeça ainda". Ou seja, o pior lugar que... ou seja, não fez nada. O cemitério está cheio de ideias. Isso porque quando eu falo isso para as pessoas, elas chocam, porque eu falo que o pior lugar da ideia está na sua cabeça. E é contraintuitivo, né? Pessoa: "Pô, mas a ideia tá na minha cabeça, o melhor lugar não é?". Não, o pior. Ela nasceu. Há quanto tempo ela está aí? Ela está aí. Ela nasceu na sua cabeça, mas se ela está aí, está errada, né? Exato.

Não, ela tem que nascer e ter um destino. Se ela não tiver um destino, porque vamos lá, ou ela é descontinuada, ou a gente deixa ela em hold, mas dentro do perfil da implementação. Ou seja, ou implemento, ou não implemento. E não implemento por... ou vou implementar daqui a um ano. Beleza. Mas eu dei destino para ela. Eu não deixei ela vagando, final das contas, né? É, vai ou não vai. Exato.

Que legal, cara. Agora, pensando, olhando para trás assim, casal, quais foram as lições mais surpreendentes que vocês aprenderam ao longo dessa jornada juntos como empreendedores e também como casal que empreende junto?

Eu acho que a principal é que não importa o problema que venha, nós vamos resolver juntos. Sim. Essa é a principal. Porque assim, nada é um problema se um problema ele tiver a capacidade de separar a nossa unidade. É a gente. A gente tem um problema de fato maior que o problema que chegou, entendeu? Esse que é o ponto. Então, assim, nenhum problema hoje tem a força de separar a nossa unidade, por maior que ele seja. Ele pode ser um problema assim, cara, catastrófico, catastrófico. Mas a gente sabe, a gente tem a consciência de que nós vamos enfrentá-los, enfrentá-lo juntos. E isso é muito poderoso. Quando você tem, por quê? Porque naturalmente, por mais catastrófico que seja, ele já fica um pouco menor do que não estar juntos. Ele já fica um pouco menor do que separado. Isso foi uma grande lição que a gente aprendeu.

Uma outra lição que eu, pelo menos eu aprendi muito forte, foi lidar com a diferença do outro na tomada de decisão. Por quê? Porque naturalmente a gente acha que nossas decisões são melhores que a do outro. E isso faz com que você tenha uma visão muito unilateral do mundo, né? Muito pequena, muito míope de tudo que se apresenta na sua frente. Então, eu aprendi com a Carol e com o nosso casamento e com o nosso jeito de empreender que a gente precisa ouvir, né? Ouvir a opinião do outro antes de tomar a decisão que pode ser contrária ao que o outro pensa. Mas se você ouvir, você vai ter mais repertório de decisão, né? Então, isso foi um ensinamento grande que eu tive também. De repertório de decisão. Quando você só tem suas próprias convicções, seu repertório é pequeno, né? Porque são só as suas convicções. Quando você tem um repertório compartilhado, é muito mais fácil você tomar boas decisões.

Isso não quer dizer que você tem que ouvir todo mundo. Isso não quer dizer que você tem que ouvir pitaco de todo mundo. Não, não é isso. Mas assim, nós temos que ouvir um ao outro, porque nós somos sócios na vida e nos negócios. Então, se um dia ela deixar de me ouvir, ou eu deixar de ouvi-la, a gente vai ter um problema muito grande. Muito. E vai ser uma, enfim, vai ser muito disruptivo para o lado negativo, né? Então, a gente aprendeu a ouvir um ao outro, não importa o que aconteça. Então, a gente sempre compartilha com o outro. Acho que essas foram as duas lições mais importantes assim, que a gente, que pelo menos do meu lado, eu aprendi.

E eu acho que uma coisa que você falou importante sobre ouvir as pessoas, sobre ouvir... a gente estava falando de casal, mas um grande aprendizado que eu tive na minha vida, principalmente empreendedora, foi de não ficar ouvindo o pitaco de quem não sabe das coisas. Ou sabe por quê? Gente, por um princípio básico, a pessoa pode ter alcançado muito sucesso na vida dela, mas a perspectiva que ela tem de vida é muito diferente da sua. A gente está olhando o mesmo copo aqui, mas eu estou tendo uma percepção, você está tendo outra, você está tendo outra. E você também. Agora, se eu tenho uma ideia com esse copo e pergunto a tua visão, você vai me trazer a tua ideia para isso. Então, nem sempre as pessoas vão concordar com o seu sonho. E aí que está o erro, porque não significa que alguém falou que não vai dar certo que realmente não vai dar certo. E muita gente se deixa levar pelo que ouve dos outros, e principalmente pessoas frustradas na vida.

Então, pô, você vai pedir um conselho de relacionamento para alguém que nem tem um relacionamento ou que tem um relacionamento frustrado? Você espera que ele vai te ajudar? Não, ele vai te enfiar mais no buraco por causa da perspectiva dele. Aí se vê um colaborador que é infeliz numa empresa, aí vem alguém perguntar alguma coisa, essa pessoa não vai falar coisas boas da empresa. Se você vê qualquer coisa, um mentor que... ou sei lá, alguém da sua família que é frustrado nos negócios e tal, ele vai te trazer uma visão negativa do mundo dos negócios.

Então, primeiro, eu não ouviria ninguém quando eu comecei. Sabe por quê? Eu cresci muito rápido no começo porque eu não ouvia ninguém. E assim, quando é só você e uma empresa pequena, eu tinha 10, 15 colaboradores ali, você sabe para onde você está indo. Hoje eu ouço, claro. Nós somos uma unidade em casal, tem outros líderes. Mas para eu pegar tração no começo, gente, eu coloquei um cabresto aqui, que fala, e só fui para frente. Eu sabia o que eu queria, nada me distraía, e eu fui e fiz. Então, acho que vai muito da pessoa confiar muito na intuição do empreendedor como empreendedor, né?

E por zonas de autoridade também, sabe? Então, por exemplo, se eu... se eu falar um engenheiro da NASA é um bom conselheiro? Depende, né? Para um estudo de alguma coisa de um foguete, pode ser maravilhoso. Mas para fazer um churrasco, talvez não seja o melhor conselheiro. Entendeu? Então, assim, e essas zonas de autoridade elas são muito importantes. E hoje as pessoas trabalham errado isso, né? Porque falam: "Pô, se essa pessoa aqui, ela tem um sucesso danado na política, ela vai ser um bom gestor de uma empresa?". Não necessariamente. Concorda? São mundos completamente diferentes.

Então, assim, qual que é a zona de talento dessa pessoa para ela te dar um conselho? Isso, isso eu vejo muito isso, sabe? Eu vejo muito às vezes eu... alguma pessoa está me aconselhando ou está falando alguma coisa, eu fico pensando: "Cara, qual que é o background de autoridade que essa pessoa tem para dar esse conselho nesse campo específico? Será que ali tem um repertório de experiências ou de estudo para aquele ponto específico, ou é uma coisa da cabeça dela?". E é igual eu dar pitaco sobre sobrancelha. Entendeu? É isso. Então, acho que isso é muito importante a gente verificar qual que é a zona de talento da pessoa que está te aconselhando. Total. Perfeito. Que legal.

Ô Carol, quanto aprendizado a gente teve aqui hoje, hein? Nossa. Que vocês estavam falando aqui, eu tive que me trazer. Não, gente, tem que fazer pergunta. Sabe quando você...

Gostos. Vamos continuar. Inclusive, a gente está chegando a reta final do nosso episódio. A gente costuma finalizar ele com uma pergunta reflexiva. Vocês topam responder?

Bora.

Então, a pergunta é: aí vocês podem responder individualmente, qual mensagem vocês gostariam de ter ouvido quando vocês iniciaram no mercado digital, que vocês podem transmitir hoje para quem está acompanhando a gente do outro lado da telinha?

Não compare o seu plantio com a colheita do outro, porque muitas vezes você vai estar plantando e a outra pessoa já vai estar colhendo o que ela plantou. Então, não compara. Planta o seu e olha a sua colheita.

Muito bom. Botou o peso para você agora, hein? É isso.

Cara, eu acho que se eu tivesse começando hoje, eu focaria em execução mais do que planejamento. Por que que eu falo isso? Porque quando você está começando, muitas pessoas elas ficam muito presas ao planejamento. Elas querem estar 100% prontas, elas querem estar 100% decididas, elas querem estar 100% seguras. E eu acho que todo começo ele começa com a execução antes do planejamento. Total. Óbvio que você sempre vai precisar de um planejamento mínimo, não tem como você executar algo completamente inusitado que veio na sua cabeça. Mas assim, não se preocupe tanto com o planejamento, se preocupe mais com ação. Eu acho que se eu pudesse falar comigo há alguns anos, eu falaria para mim: "Cara, vai pra frente, vai pra cima, entra pra rachar, executa, que no caminho você vai aprender muito, muito mais do que se você ficar estudando como dar o primeiro passo". Eu falaria isso demais.

Que legal, hein? E não terminamos, né? Terminamos. Nós temos presentes, mimos, mimos que gente, como assim? Temos miminhos. Meu Deus do céu. Lá vem eles. Lá vem eles com o jeito que ser. Vocês já estão familiarizados. Já estão. Gente, cada semana é uma surpresa, é alguma coisa. Olha só, vocês estão me deixando mal acostumada, mal acostumados, né, amor? Verdade.

Ai, que legal, gente. Olha só, meu Deus. Temos uns miminhos para vocês. Umas gemas. Olha só. Au, au. Olha só. Eu amei. Várias coisas bonitas aqui, hein? Esse esse brinde, pessoal. Esse presente é para agradecer vocês terem vindo bater esse papo com a gente.

Eu que agradeço demais. Ó, obrigado pelo carinho e por vocês terem compartilhado tanto conteúdo transformador com a audiência. Eu sei que isso faz muita diferença. Inclusive, Pedro, será que consegue puxar aqui? Obrigado. E muito obrigado por terem vindo aqui compartilhar tanto conteúdo transformador para a nossa audiência. Isso faz muita diferença. Aprendeu do mercado. Eu tenho certeza que vai ter muita gente que vai querer continuar acompanhando vocês. Então, deixa aí suas redes sociais, vai aparecendo na telinha para a galera, tá bom?

Eu vou deixar a minha então é @felipe. Vocês vão achar. Agora, Marcelão. Para quem ficou até o final desse episódio incrível, precisa fazer o quê?

Ó, para quem ficou até o final com a gente, que sorte! Que conteúdo que recebeu. Parabéns por ter ficado até o final. Parabéns. E se você ainda não deixou o like, já deixa o like. Se inscreve no canal, se não está inscrito. Ativa o sininho para receber a notificação sempre que sair mais um KC incrível como esse. E aproveita, deixa aqui nos comentários o que é que você tirou de insight mais valioso com esse casal. Nota casal 20. Nota 20. Duas pessoas nota 10. Muito bom.

E Carol, onde é que a gente encontra essa galera bonita no próximo KC?

É um compromisso. E é por isso que, ó, nós nos vemos lá. Tchau, tchau. Até mais, gente.