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Trilha do Conhecimento - SUSTENTABILIDADE CORPORATIVA E ESG

UniFatecie - Centro Universitário49:27

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Pessoal, tudo bem? A gente vai iniciar nossa aula aqui. Então, eh, ao longo das nossas aulas, a gente vai falar bastante ali sobre a sustentabilidade corporativa, mas na aula de hoje, em específico, o nosso foco é em entender eh como que a sustentabilidade passou a fazer parte do DNA das empresas modernas, especialmente por meio do ESG. Então, pra gente começar contextualizando, mais do que apresentar um conceito, a minha ideia é mostrar para vocês eh como que o SG ele influencia as decisões, as estratégias das empresas, né, como que as empresas se posicionam no mercado, eh, levando em consideração o SG. E por muito tempo a gente pode eh observar até aí no processo histórico que o desempenho das empresas ele foi eh avaliado eh quase que exclusivamente pelo lucro, né? Então esse cenário ele começou a mudar a medida em que percebe, né, que os impactos ambientais, sociais, os impactos éticos, eh, começaram eh a gerar consequências reais pros negócios. Então, hoje os consumidores, né, e a gente até pode se colocar nesse lugar, eh, os investidores, o próprio governo e assim a sociedade de forma geral, eh, eles cobram das empresas muita transparência, muita coerência na forma de atuar. Então, é nesse contexto que o SG ele acabou ganhando relevância, né? Eh, ele funciona como um conjunto de critérios que ali ajuda a avaliar se uma empresa tá preparada para gerar valor de forma sustentável, principalmente no longo prazo.

Então, agora que eu apresentei o tema para vocês, é importante a gente entender porque que o SG ele importa no contexto eh atual, em que a gente vive hoje. Eh, o ambiente em que as empresas operam, né, operam, ele mudou com o passar dos anos e hoje gerar lucro não é suficiente. Hoje gerar lucro não significa que uma empresa ela vai ter vida longa, né? É necessário eh que ela demonstre responsabilidade, que ela demonstre transparência, que ela seja coerente nas suas operações. E um dos fatores que explicam a importância do ESG que eu trouxe para vocês no no apresentação é a pressão regulatória, né? Então hoje a gente percebe que as leis e as normas elas estão sim mais mais rigorosas e a a tendência é que elas permaneçam ainda mais. Eh, existe um controle de impacto ambiental, de impacto social, de governança muito maior, né? Então, as empresas que elas não se adequam a essas exigências, elas acabam ali passando por alguns eh conflitos, elas podem ter as suas operações suspensas, elas podem ter alguma restrição de mercado, podem enfrentar algum tipo de multa ou sanção. E além disso, os consumidores, eles também estão mais exigentes, né? Eu falo por mim e tenho certeza que vocês também podem falar por vocês, né? Eh, porque cada vez mais as pessoas elas estão avaliando não só o produto que elas estão consumindo, não só o serviço que elas estão consumindo, mas elas também eh olham pros valores da empresa, né? Eh, e aí as práticas irresponsáveis dentro das empresas hoje, elas tendem a gerar uma perda muito grande, não só a perda financeira, mas a perda de reputação, uma perda de mercado. Eh, da mesma forma, os investidores, eles também passaram a utilizar ali os critérios do ESG como eh indicadores de riscos. Então, é importante que os investidores eles avaliem ali a empresa e olhem pro para esse lado. Será que ela tá levando a sério a questão do SG ou não, né? Então, os riscos ambientais, sociais e de governança, eles podem e vão, né, gerar impactos financeiros bastante significativos. Então, o o SG ele tá ligado ali à sustentabilidade do negócio. E as empresas focadas eh no curto prazo, elas até geram um lucro ali imediato, né, rápido, mas elas não vão conseguir eh garantir a sua continuidade, elas não vão conseguir garantir resiliência para enfrentar crises, como foi o caso da pandemia que a gente viveu alguns anos atrás. e elas não vão ter um crescimento sustentável eh no longo prazo.

Avançando a nossa aula aqui, então, então o SG ele é estruturado a partir de três pilares fundamentais. Quais pilares são esses? Ambiental, social e o pilar de governança. Mais para frente a gente vai aprofundar cada um deles. Eu até trouxe alguns exemplos para vocês conseguirem eh analisar como que eles se encaixam na prática, mas aqui só tô contextualizando para vocês já irem aí eh entendendo. Então, o pilar ambiental ele vai tratar da relação da empresa com o meio ambiente. O social, ele já vai envolver ali a relação da empresa com as pessoas, com a comunidade em que ela eh está inserida, com a comunidade em que ela gera impacto. E o pilar de governança, ele diz respeito à forma como a empresa ela é administrada, eh a forma como ela toma decisão, como que ela faz a sua prestação de contas, né? Então, esses pilares eles funcionam eh juntos de uma forma integrada, né? Por uma empresa, por exemplo, ela pode até ter ali boas práticas ambientais, né? Mas se ela falhar eh em um dos dois outros pilares, né, nos aspectos sociais ou de governança, ela ainda continua exposta a risco, né? Então são os três pilares, eles devem sim andar junto.

Eh, para a gente entender a origem do ESG, é necessário que a gente observe que eh houve ali toda uma história, né, toda uma mudança histórica na forma como que as empresas elas passaram a enxergar o papel dela ali na sociedade, né? como que elas passaram a enxergar a sua operação dentro ali do da sociedade. E como eu comentei com vocês, antigamente as empresas olhavam só para lucro, né? Era dinheiro que interessava, era o resultado ali financeiro que interessava. ela não considerava ali eh os impactos sociais, os impactos ambientais que que eram gerados pelas suas atividades. Isso aí passava batido. Então essa visão ela começou ali a ser questionada a partir do avanço do debate sobre sustentabilidade no ambiente empresarial. E um dos marcos mais importantes desse processo que eu trouxe para vocês é o conceito de triple bottom line, que foi ali proposto na década de 90, né? Então, o que que seria o tribora online? Então, ele é conhecido como tripé da sustentabilidade. Ele propõe, né, que o desempenho das empresas seja avaliado a partir de três dimensões. Quais dimensões são essas? O resultado econômico, o impacto social e o impacto ambiental. Então, como eu trouxe para vocês, ai gente, desculpa, tinha esquecido de avançar os slides, mas como eu trouxe para vocês, eh, essas dimensões, elas são representadas ali pelos termos profit, people e plan. Então, quando a gente ouve ouve falar em triple bor online, a gente tá falando do tripé, da sustentabilidade. E a partir dessa lógica aí proposta por esse autor do do Triple Bor online, eh, uma empresa, ela não pode ser considerada bem sucedida apenas por dinheiro, né, apenas por lucro. ela precisa, ao mesmo tempo que ela, né, gera ali resultados, até porque ela precisa disso para sobrevurever, mas ao mesmo tempo que ela gera resultados financeiros, ela precisa demonstrar responsabilidade, responsabilidade social, responsabilidade ambiental, né? Eh, e esse modelo ele acaba rompendo com a ideia tradicional de que o sucesso empresarial tá ligado a dinheiro, tá ligado a retorno eh financeiro apenas.

A partir dos anos 2000, após ali a a inovação do triplo bar online, né, que é o tripé da sustentabilidade, eh, esse pensamento, né, de de empresas responsáveis, ele acabou ganhando força num cenário global, então no mundo todo. Então, a partir disso, os investidores passaram a considerar ali os ciscos eh para tomar decisão nas empresas. as empresas elas começaram consequentemente também a ser cobradas ali por maior transparência, né? E a sustentabilidade ela ela deixa de ser uma ela deixa de ser falácias, né? Ela passa ali a entrar efetivamente na gestão ali da das empresas. Então, nesse contexto todo que eu trouxe, algumas iniciativas da ONU, inclusive, né, como o Global Comp e os Principles for Responsible Investment, que são os chamados eh princípios de investimento responsável, também conhecidos como PRI. Mais para frente eu vou aprofundar um pouquinho também sobre isso. Então, essas duas iniciativas elas também contribuíram ali para a consolidação do SG como um padrão global de referência. Então, serviram para orientar as práticas empresariais. mais responsáveis.

Então, como eu comentei com vocês, a partir dos anos 2000, a sustentabilidade deixou ali de ser falácia, né? Ela começou a a integrar todos os processos das empresas. Eh, não que não existisse as eh a questão ali da sustentabilidade do ESG nessa época existia, né? Mas era visto como algo superficial. as empresas não não davam muita bola, elas não não ligavam tanto para esse assunto. Então elas não deixavam que isso eh influenciasse ali nas suas decisões, né, nas suas operações. E aí eh conforme foi passando o tempo, né, o que que o que que aconteceu? Houve o aumento da das da concorrência entre as empresas, houve ali um maior acesso à informação, né? E a partir disso, consequentemente, as empresas elas passaram a ser mais observadas e também mais cobradas. Então, as questões eh ambientais, as questões éticas, por exemplo, elas começam a gerar eh impactos diretos no negócio, né? afeta ali financeiro, afeta a reputação, afeta o valor de mercado, a relação com os investidores. Então, eh, a partir desse período, os investidores eles começam a perceber, como eu comentei com vocês, que eh os ciscos socioambientais, os ciscos sociais, eles geram eh perdas, eles influenciam ali no financeiro das empresas. Então, por exemplo, problemas como desastres ambientais que a gente teve aí, eh, eu digo recentemente, porque aí não faz tanto tempo assim, né? Mas a gente teve dois casos muito eh aparentes, né, muito evidentes no Brasil de desastre ambiental. Eh, mas por exemplo, o problema com desastre ambiental, um escândalo trabalhista que vem a acontecer dentro de uma empresa, algum tipo de falha ali ética ali dentro, eles passam, essas questões, por exemplo, né, elas passam a ser entendidas eh como riscos concretos pro pro negócio, né? não só como uma questão moral, é uma questão moral também, mas além disso é um risco. Então, ao mesmo tempo, eh, as empresas elas passam a ser cobradas por maior transparência, né? os relatórios, indicadores e a prestação de contas, eles também se tornam mais comum e a sustentabilidade começou a ser de fato incorporada ali nos processos de gestão.

Então, com o avan com o avanço ali do do debate sobre a sustentabilidade e a responsabilidade corporativa, surgiu a necessidade de criar as referências eh globais que orientaram todas essas práticas das empresas. Então, eh, nesse contexto, o SG começou a se consolidar como um padrão internacional. E aí, voltando a falar sobre as iniciativas da ONU, que foi o Global Compact. O que que foi o Global Compact, pessoal? foi um evento que a ONU ali ela produziu, né, que serviu ali de incentivo para propor os princípios relacionados aos direitos humanos, às relações desse trabalho, ao meio ambiente, combate à corrupção, entre outros temas aí extremamente relevantes, né, que eh serviram para orientar as práticas responsáveis. e os chamados PRI, que são as os princípios eh de investimento responsável, foram os princípios ali que surgiram para orientar os investidores a incorporar os critérios da SG nas suas decisões de investimento. Então, esses dois esses dois pontos, essas duas iniciativas da ONU, eles desempenharam um papel extremamente importante nesse processo de incorporação do SG. Eh, eles não criaram o USG, né? né? O SG ele já existia antes, mas eles ali contribuíram, eles otimizaram ali a a padronização e a disseminação do do SG na escala global, né? Então isso foi pro mundo todo. Então eh a partir dessas iniciativas da ONU, ele passou a ser reconhecido como uma referência internacional, eh, que foi utilizado pelas empresas, pelos investidores, até mesmo pelas instituições financeiras. Então, cada vez mais os relatórios de SG de transparência se tornaram mais comuns. E o tema eh ele pass ele passou a integrar ali as avaliações de riscos, o acesso ao crédito, né, porque as instituições financeiras elas estavam eh de olho e até as estratégias de investimento.

Então, como eu já comentei com vocês no início, o SG ele se baseia em três pilares, né? é um ambiental social e governança. A gente já contextualizou isso aí. Então, eh, como eu falei para vocês, é sempre importante a gente lembrar que os pilares eles não vão funcionar de forma isolada. Eu preciso que vocês entendam isso. Eles não funcionam de forma isolada, né? Porque uma falha em qualquer um desses pilares, por exemplo, ele pode e ele vai comprometer a sustentabilidade e a continuidade da empresa. Então, a gente vai aprofundar cada um deles agora para que vocês entendam melhor. E eu até trouxe alguns exemplos ali para vocês também, eh, para que essa ideia fique mais clara ali para vocês.

Então, começando pelo pilar ambiental, como eu já comentei, ele tá relacionado à forma como a empresa gerencia ali eh os impactos das suas atividades sobre o meio ambiente. Então, o que que isso envolve? Isso envolve o recurso eh de uso, envolve o uso de recursos naturais, né? Envolve a geração de resíduos, as emissões de poluentes, eh até mesmo ali a contribuição das empresas para as mudanças climáticas. Quando esses impactos ambientais eles não são gerenciados da forma correta, a empresa ela acaba assumindo riscos eh extremamente relevantes. Eh, mas, né, quando as empresas elas se atentam a essas práticas ambientais responsáveis, elas acabam ali contribuindo para uma maior eficiência operacional dentro dela, né? eh, consequentemente ela tem redução de custos, né, e uma resiliência muito maior ali do negócio para enfrentar o que vier. Então, agora a gente vai ver alguns exemplos práticos de como que o pilar ambiental ele se aplica no dia a dia das empresas. Então, eh, importante a gente observar esses exemplos, né, que de ações que podem ali ser adotados pelas empresas. Então, essas ações elas demonstram como que o como que o cuidado com o meio ambiente pode ali ser incorporado nas rotinas operacionais das empresas. Um dos exemplos mais comuns que eu trouxe é a redução do consumo de água e energia. Então, as empresas que elas monitoram, que elas se atentam a esses indicadores, elas conseguem identificar ali os desperdícios, por exemplo, né? e em seguida adotam medidas mais eficientes, o que obviamente vai gerar economia financeira para ela e também a redução do impacto ambiental. Outro exemplo que eu trouxe é o uso de fontes renováveis de energia, como por exemplo, a energia solar, a energia eólica, né? A adoção dessas fontes de energia certamente vai contribuir ali pra redução das emissões de gases de efeito estufa, né? vai demonstrar um maior comprometimento da empresa com a transição para uma eh baixo carbono, né? Eh, a gestão adequada de resíduos também é uma prática extremamente fundamental ali no pilar ambiental. Isso envolve a separação correta do lixo, por exemplo, a reciclagem, o reaproveitamento dos materiais, a destinação adequada dos resíduos, resíduos perigosos, do lixo mesmo, de forma geral, né? Isso também acaba contribuindo ali para a redução dos riscos ambientais e até mesmo riscos legais hoje em dia, né? E como eu comentei com vocês lá no início, a pressão regulatória ela existe e ela tá cada vez eh maior. E além disso, o controle das emissões ali atmosféricas eh e a busca por processos produtivos menos poluentes fazem parte das ações ambientais responsáveis das empresas. Então, esses exemplos que eu trouxe mostram ali que o pilar ambiental do SG ele se traduz em práticas concretas que impactam diretamente a operação e a sustentabilidade das empresas.

Dando continuidade aqui os pilares do ESG, chegamos agora ao pilar social. Então, como eu já comentei com vocês, o pilar social ele ele tá eh relacionado à relação das empresas com as pessoas. eh com a comunidade, com a sociedade em geral. Então, esse pilar ele envolve quais pessoas? Ele envolve ali colaboradores, clientes, fornecedores, eh a sociedade em que ela tá inserida, né? E esse pilar ele ganha ali destaque à medida que fica claro que o desempenho das empresas está eh diretamente ligado, relacionado à forma como elas tratam as pessoas, né? Então, empresas que possuem ali práticas sociais inadequadas, elas vão gerar impactos negativos, né? Como, por exemplo, conflitos trabalhistas, a perda de reputação e a dificuldade para atrair e reter talentos, né? Hoje em dia a gente sabe a importância disso, principalmente nas grandes empresas, nas multinacionais, nas binacionais. Porém, eh, quando as empresas eh elas são socialmente responsáveis, elas também ali tendem a apresentar o maior engajamento dos colaboradores, um melhor clima organizacional, uma maior produtividade e uma coisa é consequência da outra, né? Então, agora que a gente ali contextualizou o pilar social, eu trouxe também para vocês alguns exemplos práticos, né, de como que ele se aplica no dia a dia. Um dos principais exemplos do pilar social são as ações voltadas à saúde e segurança do trabalho. Então, hoje para as empresas garantir um ambiente de trabalho seguro não é só uma obrigação legal, né? porque vai muito além disso. Eh, isso daí também é uma prática eh que serve para proteger os colaboradores, né, para reduzir riscos de acidentes, né, acidentes trabalhistas, consequentemente reduzir afastamentos, né, e também os processos trabalhistas. E o outro exemplo que eu também trouxe para vocês é a promoção da diversidade e da inclusão. Esse tema ele tem sido cada vez mais, tem ficado cada vez mais explícito pra gente, né? Só um minutinho que travou aqui, gente. Aí, então, voltando a falar ali da ã dos exemplos, né, do pilar social, que eu tava falando da promoção da diversidade da inclusão. Hoje em dia a gente sabe da importância disso, né? Então, as empresas que elas adotam, as políticas inclusivas, eh, obviamente elas estão buscando ali garantir a igualdade de oportunidades, combater a discriminação, né, valorizar os perfis diferentes que existem, as culturas, as experiências e isso contribuir para para um ambiente mais inovador, mais representativo da sociedade dentro da das empresas. Além disso, a capacitação e o desenvolvimento profissional dos colaboradores também faz parte ali do pilar social. Então, uma empresa que investe em treinamento, que investe em qualificação e no crescimento interno dos seus colaboradores, ela demonstra que ela valoriza as pessoas, que ela enxerga os seus colaboradores como parte estratégica do negócio, né? que de fato ela enxerga os seus colaboradores como o maior ativo delas, né? que a gente ouve falar hoje em dia, assim, muitos, eu mesma já tive chefes falando: "Ah, vocês são o nosso maior ativo, mas na prática é diferente, né? não demonstra ser o maior ativo. Então, tem que haver essa coerência ali entre discurso e prática. Além disso, pular social também ele vai envolver ali a relação da empresa com a comunidade local, então com a comunidade que que ela está inserida. Então, as ações que geram impacto social positivo, por exemplo, como eh apoio a projetos educacionais, projetos culturais ou até mesmo os projetos sociais, eles acabam fortalecendo a imagem da instituição, né, e ajudam ali a construir relações de confiança com a sociedade em que ela está inserida.

E agora sobre o pilar da governança, como eu já citei anteriormente, ele diz respeito à forma como a empresa ela é administrada, né? Como que as decisões dentro delas são tomadas, como que a essa empresa ela presta conta, né? Então, ã, a governança ela envolve ali estruturas, ela envolve políticas internas, né? envolve os processos internos, eh, que garantem ética, que garantem transparência, que demonstram responsabilidade, né? Então, uma governança que é sólida dentro de uma empresa, certamente ela vai contribuir para a credibilidade da empresa, né? ela vai reduzir riscos, riscos legais, riscos reputacionais, todos os tipos de riscos ali que possam envolver essa empresa. Eh, porém as empresas que elas não elas não levam a sério essa questão da governança, que elas cometem falhas no sentido de governança, né, elas podem acabar ali sofrendo algumas consequências, né, elas podem resultar em conflito de interesse, por exemplo, em fraude, em decisões que acabam comprometendo ali ao negócio, né? Então, vamos ver também no próximo slide eh os exemplos práticos ali da do pilar de governos. Então, um dos principais exemplos é a adoção de um código de ética. Isso é quase que é praticamente obrigatório dentro das empresas hoje em dia, né? Então, um código de ética é um documento que ele vai estabelecer os princípios da empresa, os valores, os padrões, né, a forma como ela se comporta, né, a forma como eh os padrões de conduta esperados dos gestores, por exemplo, de toda a comunidade interna da empresa, dos colaboradores, dos parceiros, né, orientando ali também eh o comportamento dentro da organização. Então, o código de ética ele é praticamente obrigatório hoje em dia. E outro exemplo relevante é a criação dos canais de denúncia. Eh, hoje isso tem sido cada vez mais implantado, mas a gente sabe aí que existem muitas empresas que resistem a esses casos, né? Eh, esses canais de denúncia que algumas empresas elas implantam, eles permitem que as irregularidades sejam reportadas de forma segura. né? E muitas das vezes anônima, o que é bastante importante, isso acaba contribuindo ali para a prevenção de fraude, para a prevenção de assédio, seja ele qual tipo for, né, e outras condutas inadequadas que possam estar ocorrendo. E a divulgação transparente de informações também faz parte da do pilar de governança. Então, as empresas responsáveis, elas comunicam de forma clara os seus resultados, os seus riscos, as suas práticas, né, permitindo que os investidores e a sociedade avaliem a sua atuação. Então, como eu falei, hoje em dia, eh, os relatórios de transparência, os indicadores, eles são muito cobrados, né? Isso faz parte ali de uma de uma governança sustentável. Além disso tudo, as políticas de compliance e a gestão de riscos também ajudam a garantir o cumprimento das leis, né, das normas aplicáveis. Isso reduz a exposição da empresa a sanções legais, a prejuízos que ela possa vir, que elas possam vir a ter.

Então agora a gente chega a um ponto central pra gente entender o SG na prática, que é a transição. O SG na prática, né, ele ele é a transição da filantropia para a estratégia empresarial. Então, eh, antes olhava-se, eh, dinheiro financeiro, né, resultado. E por muito tempo, quando se falava em responsabilidade social, que já era falado, mas que era visto de forma superficial, que que as empresas entendiam? Bom, elas se limitavam ali a ações filantrópicas, como doações, os patrocínios, alguma campanha pontual, né? E essas ações, embora elas sejam positivas até hoje, né, elas não tinham e não têm relação direta com o modelo de negócio da empresa. Elas acontecem de forma isolada, elas não influenciam os processos internos, por exemplo, elas não influenciam as decisões eh ou a forma como essa empresa ela gera resultado. E aí, conforme o tempo foi passando, essa lógica, ela começa a ser questionada, né? a sociedade ela passa a exigir mais coerência entre a prática e entre o discurso da empresa. Então, não fazia mais sentido, por exemplo, uma empresa eh apoiar ali alguma causa social, né, enquanto eh mantinha práticas internas que geravam impactos negativos, né? Aí não teria essa coerência. Eh, e aí além disso, os consumidores, eh, os órgãos reguladores, eles passaram a observar o comportamento das empresas de forma mais ampla. Então, as questões ambientais, questões sociais e de governança, elas começaram a influenciar toda ali a operação da empresa, né? Começaram a influenciar diretamente reputação, competitividade, o acesso a mercados, né, e também os investimentos. Então, a partir disso, sustentabilidade ela deixou de ser vista apenas como uma obrigação, né? Ela passou ali a integrar toda a estratégia da empresa. Ou seja, o SG ele começa a orientar as decisões operacionais, financeiras, as decisões estratégicas, né, deixando de ser eh alguma coisa opcional, né? E diferente da da filantropia tradicional, o SG ele tá incorporado ao planejamento de longo prazo. É importante que a gente entenda que a longo prazo, né? Ele é importante, mas principalmente para a continuidade da empresa. Então ele acaba contribuindo ali para uma eh uma melhor gestão de riscos, né? Uma melhor resiliência das empresas para elas conseguirem passar por crises, né? por momentos eh difíceis de economia e também acaba gerando ali um valor sustentável.

Então, pra gente entender ainda mais como que o SG funciona na prática, eh, eu trouxe pra gente, né, trabalhar aqui na aula, eh, exemplos reais de empresas que integram esses critérios ali, eh, no seu modelo de gestão. Então, eu trouxe para vocês a Itaí PUB nacional, né, uma empresa ali do contexto brasileiro que, ao meu ver ela é um exemplo muito relevante disso. Por quê? A Itaipu, ela desenvolve programas contínuos de investimento situação ambiental voltadas à preservação dos recursos naturais, voltadas à educação, educação ambiental, né, e ao desenvolvimento comunitário. Então, essas ações elas estão diretamente relacionadas à sustentabilidade da sua atividade principal, que é o quê? A geração de energia. Então, além do pilar eh ambiental e do pilar social, a Itaipu, ela também acaba se destacando ali pela sua estrutura de governança. Por se tratar de uma empresa que é binacional, ela opera sobre elevados padrões de transparência, de prestação de contas, né, e de controle institucional. Então essa estrutura reduz riscos institucionais e acaba ali fortalecendo a confiança dos governos, da sociedade e até mesmo dos organismos internacionais. Então, o caso da Itaipu mostra que o SG não é algo separado do negócio, mas ele tá integrado ali à estratégia e a operação.

E aí, eh, do contrário, pra gente já finalizar essa parte, eu trouxe também uma situação de ausente de ausência de práticas da SG, né? Então, é importante a gente entender que a ausência de práticas consistentes do SG também geram consequências significativas. Quando as empresas negligenciam questões ambientais de governança, os riscos eles aumentam, né? Então, os desastres eh que aconteceram aqui no Brasil também de Mariana e Brumadinho, que é o caso da Samarco e da Vale, né, eles evidenciam como que as como que falhas, né, nos pilares ali ambiental e de governança podem resultar em prejuízos, né, prejuízos ambientais, prejuízos humanos, financeiros, né, e reputacionais. E foram prejuízos assim de gigantesca proporção, né? Porque mesmo anos depois dos acontecimentos, os impactos ali reputacionais dessas empresas, eles ainda permanecem e vão permanecer por muito tempo, né? A confiança ela não foi totalmente recuperada. Os custos financeiros nem se fala, né? Eh, então tudo isso continua sendo sentido, né? E esses casos eles mostram que os danos causados pela ausência do SG eles não se encerram ali no momento da crise, no momento que acontece, eles se estendem por anos, né? Já faz quanto tempo aí que aconteceu, né? E tudo isso que tem que tá sendo sentido ainda vai continuar por muito tempo, né? Porque esses eventos geraram ali perdas bilionárias, né? Geraram ali processos judiciais, muitos por sinal, né? sanções legais, né, e sem contar ali o forte desgaste de de imagem para essas empresas, né, e os impactos sociais e ambientais, eles afetaram comunidades inteiras, né? Então, esses casos eh mostram que o SG ele não deve ser tratado como um diferencial, por exemplo, né, como uma estratégia de marketing, né? Ele é sim um elemento estrutural do modelo de negócio. Ele é essencial para gestão de riscos, né, que empresas que têm eh que levam a sério a questão do SG, elas são de um jeito e as empresas que não levam a sério, elas são de um jeito muito pior.

Portanto, gente, eh o SG ele ele se consolida como um fator fundamental para a criação do valor sustentável no longo caso, né, e para a própria sobrevivência das empresas no mercado atual. Então é importante que vocês entendam que não não é só falácias, né? A gente viu ali a diferença na prática do que realmente aconteceu e acontece, né? Quando se leva a sério e quando não se leva a sério ou pelo menos finge, né, que leva a sério. Então aqui eu trouxe também as referências desse material que eu acabei de apresentar para vocês, né? E é isso, gente. A ideia da aula foi trazer uma visão prática do SG para vocês, né? conectar ali o conceito do ESG com a realidade das empresas. Eu agradeço a presença de vocês, né? Quem tiver aí alguma dúvida, quiser pontuar alguma coisa, fique à vontade, mas da minha parte vocês já estão liberados.

Eh, pessoal, boa noite. Eh, professora, muito obrigado pela sua aula. Sua aula foi espetacular. os alunos gostaram bastante aqui. Eh, alguns alunos colocaram um ponto eh interessante, eh talvez eh que o ESG está se tornando complexo. O que você pensa a respeito dessa perspectiva? essa complexidade mesmo ou pelo tema ser novo, talvez as pessoas agora estão começando a tentar compreender essa dinâmica.

Eu vejo assim que faz sentido sim, né, ele ser tratado como um tema complexo, porque as as exigências elas estão mudando muito, né, eh hoje em dia, principalmente aí com a circulação da informação, as redes sociais, com com tudo tudo, toda essa tecnologia que confesso que nem eu me adaptei, eu acho que faz sentido sim ser tratado como complexo, mas as empresas elas precisam entender que se elas quiserem eh seguir, se elas quiserem ter continuidade, elas precisam acompanhar essa complexidade, né? Então, na minha opinião, eu vejo assim que é complexo, porque a gente não para por aqui, né? Ah, é a aula que eu apresentei hoje é o SG e vai ser sempre assim, não, isso aqui daqui um ano vai tá diferente, né? daqui menos, daqui seis meses vai est diferente. E a cada acontecimento que, né, acontece aí, principalmente quando ele ele é negativo, como são os exemplos que eu trouxe ali de Brumadin Mariana, o negócio fica ainda mais complexo. Então, eu acho que faz sentido, sim. é essa complexidade, eh, eu penso que ela se dá a partir do momento que essa estrutura mais globalizada, essa troca eh de especialmente de legislação de um país para o outro, n o Brasil ainda está tentando se enquadrar nessa perspectiva internacional de melhorar, principalmente a gestão, né, empresarial focado, né, nessas perspectivas de tentar eh não haver perdas ambientais e tudo mais, nós ainda estamos caminhando, né, a passes lentos, eh, em razão, talvez que nós não olhássemos tanto para essa questão de que agora eu preciso focar eh no padrão de sustentabilidade, correto? Então essa complexidade ela segue uma pauta internacional que olha eh para essas questões com muito mais zelo e com muita eh com muito mais cuidado, né? Então, eh talvez essa complexidade seja no sentido de tentar acompanhar a tecnologia. Ela é o fator, mas eh não é o único ponto, né? também há questões políticas empresariais que também culminam eh na forma como isso vai acontecer, né? Eh, então, de fato, é complexo por diversos fatores, correto? Alguém tem mais alguma dúvida aqui? Nossos alunos?

Eh, professora, eu acredito que seja isso mesmo. A galera está gostando muito da sua aula, estão elogiando aqui, né? Eh, foi um prazer enorme tê-la aqui conosco e mais prazeroso ainda teros os nossos alunos aqui, né? Eu vi que alguns alunos colocaram eh sou de pedagogia, tá? Eu vou vou só te repassar isso. Como que isso se enquadra dentro da perspectiva da pedagogia, professora? Você consegue eh colocar para os nossos alunos? Porque quando nós olhamos para a sustentabilidade corporativa ESG, normalmente tem aquela visão eh focado no ADM, né, no curso de administração, cursos voltados para a área da gestão, OK? Para uma pedagogia, como que nós podemos incorporar esse esse tema para eh que os nossos alunos consigam compreender a aplicação no seu dia a dia?

É, de fato, é a primeira ideia, né, quando se fala de SG, já vem ali na cabeça que é algo voltado para quem trabalha em grandes empresas, quem tá ali trabalhando na parte gerencial, administrativa, mas eh a gente tem que entender que o SG ele pode ser aplicado ali em qualquer área, né? Por exemplo, no caso da pedagogia, como foi perguntado, eh como que ele pode ser aplicado, né? ele pode ser aplicado no momento da formação ali crítica, né, dos alunos, né, da da escola, por exemplo, né, da educação. Então, o profissional pedagogo, ele trabalha com educação, né, e muitas das boas práticas elas começam ali, eh, na infância, né, quando o ser, o ser humano, ele está sendo formado socialmente, né? Então, como que isso pode acontecer? pode acontecer através de desenvolvimento de consciência social, consciência ambiental, né? Eh, estimular ali pensamentos éticos, né? Levar ideias, levar ideias pro pros alunos, levar ideias pro próprio ambiente ali em que se trabalha, né? E preparar esse aluno aí para que ele eh que ele tenha uma visão sustentável. Então, na pedagogia ele também pode ser aplicado, né? Eu trouxe muitos exemplos de empresas, né, que é onde a gente pensa inicialmente, mas a gente pode aplicar ele em outras áreas também.

Exato. Eh, pensando nisso, veja, a importância eh de aprendermos isso dentro do ambiente universitário de forma que possamos implicar no nosso dia a dia, não é algo eh que seja confortável. Eu acho que pensar em ESG sustentabilidade dentro de outros campos envolve um desafio e desafio envolve desconforto, né? E o ESG ele traz muito essa perspectiva, principalmente para quem é da galera eh do do ADM e sabe muito bem que eu tô falando. Eh, a as empresas elas precisam se adequar, né, e se modificar o tempo inteiro dentro de dinâmicas eh específicas. Então, eh, foi muito boa a sua fala, professora. Então, mais uma vez eu agradeço a sua participação, tá, pessoal? Essa aula vai ficar gravada aqui no YouTube e qualquer dúvida entre em contato conosco pela mensageria. Então, desejo a todos uma boa noite, um forte abraço. Professora, boa noite, um forte abraço.

Obrigada aí pela pela escuta, pela troca, né? E lembrando que a sustentabilidade ela se constrói juntos.

Exatamente. Então que possamos pensar nesse tema com eh bastante responsabilidade, OK? Então, desejo a todos uma boa noite e um forte abraço. Até mais.

Obrigada. Até.

Até.