Transcription
Pois é, gente. Estamos aqui começando o nosso momento de hoje, né? Nessa nossa bate-papo, estou aqui para te dar pega. Hahaha! Eu dei tanto pega a semana passada, né? Mas é falar com emoção, né? Gente, eu falo com emoção, falo com força, né? Falo as verdades que ninguém te fala. Essas coisas que eu falo, ninguém fala. Ninguém fala. Então, né, pelo menos você tem alguma coisa, né, diferente para você pensar no assunto, né? Que você vai me seguir. Isso não tem esse negócio de seguir. Eu pensava: despertar, olhar, questionar. Questionar é bom, né? Será mesmo? Então, não é bem assim. Será que é assado? Aí você vai observar a vida, né? A vida é tão rica e todos nós temos constantemente mil coisas aqui. A gente não tem cabeça para reparar, ou para perceber, ou para deduzir, ou para prestar atenção de uma maneira especial, né? Eu aprendi isso por causa do meu serviço. Então, eu sempre olho as coisas de uma maneira especial, né? Eu tô sempre olhando a pessoa e também olhando as coisas mais profundas, né? Os certos, certos níveis de realidade.
Quando você se treina muito em qualquer área da vida, né, que você trabalha, você consegue mais fundo na realidade. Que a realidade tem camadas, né? Ninguém é o que tá aparecendo, por exemplo, né? Que a pessoa tá aqui. Ninguém é o que tá aparecendo para você. Não é o que você tá parecendo, né? Porque primeiro, você é multi. Todo mundo é multi. Não tem muitos aspectos, né? Aquele que você tá mostrando agora é só uma pequena parte sua. Que você tem uma opção de outras coisas para você. Você acha que essa é você, mas não é assim, né? É uma ilusão. A gente é muito rico, depende do dia, dependendo do que tá acontecendo, depende de uma série de coisas. A gente tá numa outra e a gente vai vendo. Só que eu não olho só isso. Ela também olha o que tá por trás. Porque você acaba entendendo o processo das pessoas, do mecanismo que sempre atrás. Lá no fim, tem crenças que a gente aprendeu. Não são crenças boas, porque não são crenças que a gente viveu assim uma experiência e a gente chegou àquela conclusão que as coisas são assim ou são assado. Não são crenças que estão na sociedade. São coisas que estão aí no dia a dia, que estavam nossos pais, que estavam nos nossos professores, por aí. E a gente entra nesse rolo todo. Ai, entra, entra mesmo, entendeu? Eu entrei, todo mundo entrou. E foi bem depois da minha vida que eu comecei a questionar, pela busca da compreensão, pela busca de ser um bom profissional, um bom terapeuta. Então, claro, né, a coisa pegou fogo, né? E a gente foi vendo muito por trás, por trás, ou por trás do por trás. E sempre tem. E as pessoas acham, né, claro, que a gente vai se tornar um bicho raro. Eu fiquei um bicho raro mesmo. Então, e por quê? Porque eu vejo, né, um monte de coisa que tá ali, mas é que ninguém tem o hábito de ficar vendo. Fica só naquilo, entendeu? Então, parece uma coisa muito assim, mas não é. Não. Qualquer um pode treinar. Aliás, tem muita gente que já se treinou. Terapeuta comigo, e obviamente, também dá. Sabe? Olha, percebe logicamente a vida assim. Tem um sentido diferente, né? E às vezes é o que eu acho mais de mais. Não é difícil, porque eu acho que eu lido bem com isso. Mas está sempre ali na frente a pessoa, né? Que se apega à visão dela, né? Ela se apega à visão dela. Você, por exemplo, a pessoa pegada da sua visão. Claro que ia pegar, como qualquer pessoa. Você conta a tua história, você tem uma justificativa porque você é psico. Tem porque minha mãe, porque meu pai, porque lá no Nordeste, porque lá no interior, porque ela não sei aonde. Você entendeu? Eu tenho uma história. Você conta uma história sua para justificar, entendeu? Você ser assim. E não é só você que conta. Os outros também contam. Porque quando você tá falando qualquer coisa, às vezes, ah, vai ver que é por causa disso, por causa que todo mundo é analista, né? Todo mundo fez psicanálise. Todo mundo é louco. Então, tá todo mundo inventando, né? Justificativa, justificativa, justificativas. Sempre. Obviamente, você é o centro dessa atenção. Se você é a vítima, e os outros os desgraçados preferidos do Brasileirão. É essa é a verdade. O dado, você é o dado, tadinho, tadinho, né? E tal e coisa. Você não é mimado, manhoso, psico, né? Cheio de fantasia. Não. Sentado. Então, as pessoas montam uma estruturas dramáticas, principalmente dramáticas, né? Nossa senhora, como, né? E tem jogos nesse drama. Que isso aqui é terrível, terrível esse papo, né?
Agora que eu tô me tornando uma pessoa madura, né, na idade e também na vivência, chega esse espaço para mim. Ah, naquela época, naquela época. Ai, que aquela época. Nada. Nunca foi bom naquela época. Mas o povo ficou. Agora gosta de inventar que época era melhor para hoje. Parecia que tá tudo pior. Naquela época, se fazia o mesmo. A época anterior era melhor, né? A de hoje, não sei o quê. Tem, tem gente que acha que hoje tá tudo pela morte. Você sabe que ele uma vez uma crônica romana de Roma Antiga, naquela Roma Antiga, entendeu? E tava vendo umas coisas, nem me lembro de eles quero, mas me chegou essa, essa, esse texto. E o texto dizendo que tudo estava pela hora da morte. Tudo estava terrível. Dois mil anos atrás também tava tudo igual hoje. Um dia acabar porque tava muito ruim. Então, né, cadê esse ruim, né? Eu acho até que melhorou tudo, né? Imagina, né? Como tá rico hoje. Tá tudo tão mais fácil, pelo amor de Deus. Se você vê aquele monte que era só guerra, escravidão. Tinha escravidão. Eu sei. Deus me livre. É um mundo horroroso. E hoje tá tão tudo mais, né? Muito melhor. Então, eu acredito que, né, a gente não fica aqui, né? Como a gente fica na fantasia. A gente fica no cenário mental. Você tá aí, tá acreditando que a sua vida é isso. Essa tua vida aí. Você tem esse cenário mental. É isso daí que você vive aí dentro. Ah, porque os compromissos que tá acontecendo isso. Ah, por causa daquele rolo lá. Por causa daquilo. Ah, por causa disso. Ai, eu gostaria como o povo quer, né? Kkkk. Porque ele vive num cenário. A gente vive no cenário dramático. Drama é sempre negativo, né? Sempre doloroso. Você causa sensações ruins, né? Se não fosse a gente, de vez em quando, dar uma fugidinha para para jogar, jogar conversa fora, né? Falar abobrinha, rir, fazer uma brincadeira. Gente, acho que a gente já tava enlouquecido, né? E tem gente que não faz isso. Então, quando não faz, as pessoas ficam completamente pisca, louca de pedra. Porque drama, drama é pesar, né, gente? Pelo menos é peso. Mas a pessoa acredita. Você acredita que a tua vida é tudo isso? Você acredita? Todo mundo acredita. Você também acredita. Conta história. Você fica doido para telefonar para mim para falar esse drama. Porque como eu quero saber se vai dizer que eu queria tanto resolver. Será que tem mesmo alguma coisa para resolver? Será que existe? Ou é só uma coisa na cabeça? Ninguém acredita no que eu tô falando. Eu tenho certeza. Eu tenho certeza. Você não acredita. Você não quer que eu tire o paninho seu. Você gosta de ficar com o paninho. O paninho lá, o lindo que tem o paninho que conta aquelas histórias e vive aquela grande coisa na vida dele. A gente, como a gente faz com a nossa imaginação. Não, imaginação é uma coisa muito boa quando e somente quando você aplica ela para resolver situações reais. Minha imaginação, por exemplo, diga-se como é que eu vou falar esse assunto para o povo de uma maneira legal, mas ela leva uma maneira que toque, uma maneira assim, assim. Aí eu pego a minha imaginação de trabalho para que, para que o meu trabalho fique melhor, mas, mas eficiente. Agora, esse uso da fantasia de inventar coisas e dizer que aquilo é verdade. A gente, o nome disso, você sabe como é que é? Ilusão, né? Mas, na verdade, o nome é ilusão. Técnico. O nome na cozinha é bobeira. Bobeira é babaquice. Bobeira, babaquice mesmo. Que leva o único que leva, né? É você. Porque é negativo. E você tá aí num monstro, numa situação, passando uma porção de se emoções, sentimento, a viver uma profissão que tá acontecendo absolutamente fora de você. É a coisa mais difícil de vocês verem. Não é porque você é apegado. Pega a pepeta, não quer largar. Te juro que é. E depois você, né? E depois isso é muito bem aceito socialmente, né? Cada vez que você faz todo esse seu drama, você, né, ganha atenção das pessoas. Nossa, puxa. E todo mundo quer resolver. Todo mundo fica consolando. Ai, chegando um carinho, atenção. Sua tonta, homem. Deus me livre. Homem, Deus que me perdoe. Viu como vocês são encrenqueiro, complicado? Cadê essa complicação na vida? Cadê? É só na tua cabeça. Ah, não, porque você é um gênio, né? Até um gênio mal entendido. Não foi. Olha, olha. Você é um homem de muitas ideias. Você é um homem maravilhoso. Você entende. Você veio para arrasar. Mas sabe é que o mundo, o mundo é uma desgraça. Tá. As pessoas são tudo, né, gente? É tudo igual a você. Tudo igual, né? Mas aí, né, essa tua visão de mundo te dá medo. Morre, morre, morre. Mas se eu ficar sem dinheiro? Imagina ficar sem nada? Imagina se eu fracassar? Isso é pior. Amigo do homem, né? Ele fraca. Até ele já é um fracassado. Quem pensa assim, já é um, né? Já é um banana. Não, já é um fracassado. Porque quem toca para frente, não tá pensando em fracasso. Tá pensando em como vai fazer, né? Vai fazer como, né? Tá usando a sua imaginação em função das situações que vão pintando. Ele tá bem na realidade. Esse vai. Não tem problema. Mas quem tá preso no cenário das dificuldades, né? Por exemplo, tem gente que só se pensa como funcionário. Já é escravo, já é, né? Ele é funcionário. Ele nunca se pensou ter um negócio com ele sendo independente. Então, ele nunca vai alcançar, né? Nunca. O único que vai aposentadoria, aquele dinheiro em pingado, é o único máximo. Então, quer dizer, não tô dizendo só como a parte financeira, mas também a parte da atividade no mundo, né? Porque conforme a gente faz um cenário assim trágico, o mundo é muito difícil. Então, você não se, não chegar à conclusão, você não pode fazer o que você gosta. Você tem que fazer o que tem que fazer para sobreviver. Ai, gente, que pobreza de espírito. Depois, todo mundo tem que te aguentar com essa cara andando pelos corredores da rádio. Deus me livre. Deus me livrando pelo Brasil afora. Não, mas é, mas é o cenário. Todo mundo tem umas. Olha, tem gente que tem cenário há 20, 30, 40 anos. O mesmo cenário. Já fez um monte de terapia. Olha, o seu personagem. Qual é seu personagem? Todo mundo adora esse, né? Tem uma classe de pessoas. Só as pessoas mais desagradáveis, porque elas acham que elas podem ser estúpidas de graça. É porque elas são as revoltadas, traídas, as rejeitadas, porque ninguém aceitou, porque todo mundo fica atrás dela falando as coisas ruins, e ela atacando pedra em todo mundo. E ela jamais parou um segundo, é tão presunçosa que jamais parou um segundo da vida para ver que ela é fraca, ela é vulnerável. E são pessoas que são irritadas, que fazem muito escândalo e querem agredir, que não pode ver ninguém sossegado. Não, não pode. Acha que tá sossegado, acha uma pessoa sossegada assim, entendeu? É falsa, é vagabundo. É qualquer coisa assim, entendeu? É boba. Ai, tem uma vaidade de fechar. Eu vejo muito isso. Um povo ser chato é chique. Eles acham que você é chato é chique. É pessoal. Sabe? Você sabe o que dizer? Pessoas que sabem que vão contestar, só contestam. E ela é chique. É chique. Faz o cara feia. Chique. Ai, meu Deus. Gente, eu fico só olhando pobreza, né? Mas são, são personagens. São coisas que a pessoa monta. A mais prejudicada é a pessoa, porque a gente sai de perto, vai conversar com quem mais, né? Simpático. Mas a pessoa não. Pessoa vive ali. Você vive aí dentro. Tô falando de você. Tô falando dos outros. Tô falando de você. Pode, pode pôr o rabinho na seringa. É você. Você tá vivendo um cenário, porque você não fala. Você, você não vai pensar em você, né? Sempre nos outros. Pensa em você. Você vive um cenário, sabe, de insegurança, de medo, de negatividade. Não tá acontecendo nada, porque a vida, a vida, a vida, vida, vida, não é nada. Eu chego a essa conclusão. A vida mesmo, ela não é nada. Tudo que você fala da vida, os outros falam. A vida é a vida é é mentira, porque não é nada. A vida é absolutamente neutra. Porque, porque eu vejo que cada um tem uma vida segundo aquilo que acredita, né? Segundo o cenário que montou na cabeça. A unção trágica, outros são divertidos, outros são mais simples, ou são mais complicados, outros são, entendeu? Então, tem gente de todo tipo vivendo aqui em São Paulo. Vamos pegar um espaço comum que é o nosso espaço aqui, me vendo que nessa cidade de maneira completamente diferente e tem experiência completamente diferente. Olha, isso vai mostrar porque que não existe nada realmente sólido fora da gente. Cada um tem a sua. Tá vivendo a vida que se dá. Agora, agora, eu peguei. Não, eu senti fundo. Não, eu senti fundo. Você não tá vivendo a vida que dá. Não é a vida que dá. A vida não dá nada para ninguém. É a vida que você se dá. Pensa nessa frase. É a vida que você se deu até agora, a partir do que você fez com a sua cabeça. O que você montou aí na sua cabeça, hein? As coisas são fáceis, difíceis, problemáticas ou não problemáticas? Que que você pensa do dinheiro? Que é que você pensa do amor? Que é que você pensa do sexo? Quer que você pensa da amizade? Que é que você fez? Que cenários você fez com as pessoas da família? Que que você fez da sua família, hein? Eu sei que é tudo uns demônio. Mas você é igual. Você é igual. O que que você fez com os demônios na sua cabeça? Quer que você fez, hein? Demônio, confessa. Quem é que trabalha? Você fez aí você ficar o resto da vida revoltado, sofrendo, nervoso. Como você fala? Sabe o que que é nervoso? É mimado. É mimado. Nome certo de nervoso é mimado. Só jogar pedra. Mimado. Mas não é como eu quero. Fico nervosinho. Você não percebeu que você é ridículo? Não acredito que você passou nisso. Gente, quem não tá nessa, tá com a cabeça boa. Não tá nem aí. E geralmente essas pessoas. Revelação mais. Nossas são uma vontade assim. Não senti que não é que elas não são responsável. Elas são só mais dóceis. Elas aproveitam melhor a vida. Eu vejo muitas, muitas que não tá nem aí. Não fica chocando. Às vezes até passou coisas. Já passou coisas. Não tá mentindo. Ela passou. Mas ela fez um cenário com aquilo de que ela foi heroína que venceu tudo e acabou. Acabou bobagem. Ah, foi bom para mim aprender ser mais duro, ser mais forte. Ó, olha que bárbaro. Não é vítima. Não é nenê. Porque o mais comum é o cenário do nenê sacaneado. Ah, você é. Não, você é manhoso. Não, não, você é manhoso. Manhoso. Você é. Você vem é tudo faz dodói. Ai, é um negócio ruim, chato. Depois é ridículo, né? Olha, você assim infantil. [Música] Ah, a dama da mãe dolorosa da pessoa que sofre pelo sol. Cruz. Gente, que horror. Isso tá bem que apesar que eu vou tudo na cabeça. Canso de ver isso. Porque isso tem tanto no mundo. E a própria pessoa com a cara tá preocupada. Não tá nem nessa. Ótima. É a pessoa que tá no cenário dela. Às vezes, a pessoa vem, fala, fala, fala mal do marido. Eu conheço uma graça. Uma graça. É tudo na cabeça da desgraçada. A gente não vê isso, gente. Olha como o povo carrega na cabeça. A montagem. Parece que eu tô vendo aquela favela, aquele chapéu enorme em forma de favela. E desgraça. E um brau. E a pessoa carregando marido. Uma graça. Saco com essa mulher que ele teve. Gente, com aquele aguenta. A gente fala, né? A gente que tá fora não sabe bem da relação. Gente, como é que aguenta? Aguenta ou ela, né? Ou a mesma mulher. Parece uma pessoa inversa. Mulher, tem seus interesses, tem um ganho. E carrega aquilo na cabeça. Deus meu. Que se faz nessa hora? Eu fico perguntando. Preciso de muito inspiração divina, porque o empesteado chega como cliente. Porque Gasparetto, porque ai, ui, ai, porque minha vida é assim. A pessoa vai ficando com tesão, conforme ela conta. Ela tá ficando com tesão. Aí tem umas que são mais magnética que as outras. Aí vem tudo. Eu fico só olhando. Cenário. Tudo cenário. Burra, burra, burra. Não percebeu o óbvio. Nada disso existe. É tudo cenário da tua cabeça. E você acreditou, se envolveu, te consome, machuca. Por isso que é legal pegar. Você dá umas quatro caipirinha. Você acabou com o cenário. Quatro caipirinha. Na praia com os amigos. Quatro caipirinha. Você vai fazer tanta farra que é só minha cara lá. Que aconteceu com aquela? Aí você fica mudou, né? Nem precisa quatro. Uma só já chega. Acabou. Se quiser, a gente vê, gente. Porque o álcool, né? Eu brinco com isso, porque o álcool ele sempre, né, destrói. Isso é incrível, né? E eu venho, põe fogo, velho. Põe fogo. Vem outro, põe fogo. Sai para fora que estava lá embaixo desse cenário. É outra pessoa. E ótima, hein? É que minha bomba, né? Fica meio boba, porque tá tonta. Mas é ótimo, porque a gente ri também. Não tem nada a ver com esse trabalhão, com esse tesão. Fala, gente, que pecado. Como uma pessoa entra nisso? Meu casamento, meus filhos, minha empresa, minha família, minha mãe. Tudo é muito cheio de pensar, cheio de drama. Muito meus problemas, meus problemas. Gente, e claro que acaba a sua batizando, né? Você tem fé. É criar realidade. Você investe a fé nisso que você vai criar em volta de você. Me fala, me fala. Você que criou tu ou fizeste? É a vida que você tá se dando. Igualzinho. Aí não me meta Deus nessa conversa, hein? Pode parar. Você adora ser a vítima. Que um fatalismo chegou para você. Eu sinto muito. Enquanto houver errado mundial, você vai ouvir essa voz do Gasparini dizer para você: não é. Não existe. Acorda. Bom, eu vou dar só até um intervalo para você acordar. Para a gente ver esse negócio de solução, né, gente? Que também ficar só falando do problema. É que você não vê hipnotizado aí, que não vem. Então, às vezes, eu preciso ser gritar mesmo. Você não me escuta. E parei para com esse celular. Para, para. Você tá escutando a minha o celular? Que cabeça confusa. Eu já volto. Estamos aqui. Pensa um pouco. Esse celular, pai, pelo amor de Deus. Ele não pode ficar um tempo. Às vezes, vocês escutam internet no celular, que eu sei. Então, tudo bem. Mas ficar tocando. Olha, o negócio é você sacar tudo. Na minha vida é um cenário que eu fiz. Essa maneira de lidar com tudo é muito lucrativa, porque você sai, sai de mim. E tô me vendo. Tô me acompanhando. Tio, eu tô me vendo. Aquele cocozinho, aquele cara cheio de problema na frente. Você tá vendo ele? Como é que é a coisa dele? Aí você começa a se ver. Porque a gente dentro envolvido com essa fantasia, gente, não percebe. A gente vive aquilo como se uma verdade absoluta. E não percebe o truque. O truque é você dar uma olhada. Que sai contigo. Sai, sai. Vai lá para trás. Dá um passo para trás. Psicologicamente falando. Dá um passo. Um passo. Ai, não, não. Para com essas perguntas. Para com essa cabeça. Só dá um passo. Essa cabeça é complicada. Já é isso. Essa cabeça complicada já é isso. Já é. Não, não adianta ficar brigando por telefone, ligando telefone feito louco. Eu não vou atender. Faz exercício que eu tô mandando, que é para você. Você acha que eu não sei o seu problema? Precisa falar? Eu não preciso falar. Eu sou vidente. Vai. Sai aquela que tem um problema que não resolve. Você não percebeu que o problema eterno desde criança? Cultiva um problema que é problema de pobre, né? Então, é problema. É um cenário. Menina, você não tem fim. Isso não acaba. Acaba no dia que você fica um cenário. Ah, este casamento. Gente, eu tô louca. Eu nem casada sou. Ninguém é. Você é só um cenário. Que que é hoje? Assinar um papel é só um cenário mental. Gente, não é nada. Esse contrato mais, né? Porque quem vive junto não faz o contrato. Tem todos os direitos, então, né? Em caso de separação. Então, qual é o problema? Para que serve isso? Nem passar nome legítimo para os filhos. Não serve mais nada, né? Nada. Perdeu, né? Gastar dinheiro com papel. Mas eu vou dizendo assim para você. Não tem tudo nesse horário. Mãe, por exemplo. A coisa mais difícil. Arrancar a cabeça de uma mãe. Um cenário de mãe. Os filhos estão com 30, 20, 40 anos. E a mãe tá com cenário na cabeça. Claro, até que foi uma coisa que existiu. Uma situação que existiu. Então, uma infância. Essas crianças. E ela tava lá, enfim, né? Fez o que pode. Tudo bem, bacana. Tudo certo. Muito bacana. É muito divertido. Mas, né, quando ela foi fazer a mãe, ela já fez uma mãe copiando as mães que ela conhecia. Já fez um papelão lá. Não é papel. É papelão. Se ela não tivesse feito nenhum papel, mas levado a função de mãe de uma maneira muito, ela, muito descolada. Aí teria sido bacana para ele, bacana para os filhos também, né? Claro. Mas o lado ótimo, céu. Mas você já tinha aquela, entendeu? Traumatizada na infância. Porque minha mãe, isso. Porque meu pai, aquilo. Porque não sei o quê. E meus filhos não vão passar isso. Filho, não sabe dizer não. Não bota limite. É tu num bando de mal educado, bicho ruim. Sabe que ela não queria traumatizar? Ai, meu Deus, gente. Completamente preparada. Mas é tudo bem. Mas o problema é que a maioria dessas mães assim, tonta. Toda a vingança é vingança. Vingança contra os pais. Olha o cenário na cabeça. Eu conheço muitas pessoas que estão seguindo carreira, querendo posição, se matando por um monte de coisa, porque é um plano de vingança da infância. Um dia eu vou mostrar quem sou eu para o meu pai que me disse não, para minha mãe que me disse não. Eu vou ser um sucesso e eles vão ter que entender, me valorizar. E assim, não gostei desse ou não. Não gostei. Porque você não tá vendo o seu caso. Tem isso lá dentro. Você fez um cenário porque te disseram não. Você mimado que disseram não. Você ficou ressentido. E de ressentido, seja planejou uma vingança. Até que ponto isso tudo não é motivação para você tá fazendo o que você tá fazendo? É para você ver como é que é o cenário, né? Já eram tudo doido lá na sua casa. Aliás, você já reencarnou lá porque tinha afinidade. Aí eles faziam os trabalhão. Aí você se contagiava, né? Acreditava que eles não gostavam de você, que eles me disseram que não sei o quê, não sei o quê, não sei o quê. Não sei se a gente olhar bem, bem de fora, até que eles cuidaram da gente, né? É até que eles também não podia fazer mais. Também. Olha para quem era. Quem era a minha mãe na época, não é hoje. Mas meu pai na época. Quer dizer, se eu olhar para ele, gente, sabe? Tudo normal. Eu nada decepcionar. Nada. Que hoje eu não olhe com clareza e veja que milhões e milhões de famílias passam as mesmas coisas, né? De uma época, coisas que eram de uma época que depois também mudou. Então, isso daí tudo é uma realidade. Que bom que eu posso estar fora do meu drama hoje. Você também, né? Para rever, para rever essa história. Você não vai. Você não me vai contar aquela história de não, de novo. Vai. Você passou lá no Nordeste, que você passou lá não sei aonde. Não, você não vai mais contar. Aqui, pelo menos, conta. Pelo amor de Deus. Você vai parar porque está aí. Não foi verdade. Foi como você fez na sua cabeça. Eu acredito. Eu acredito. Mas não é verdade. Não, não dá. Porque você quer uma solução. Me falar comigo no telefone. Que é uma sedução. Para quê? Não tem o quê solucionar. Eu já estou solicitando largar esse telefone e ficar tentando me telefonar, porque você tá dominada pelo drama. Olha, olha, eu preciso achar uma resposta. Eu preciso falar com. Olha como ele te domina. Ainda quer que eu vá me meter a minha colher no meio? Eu sou. É você. Não existe. Não existe. Ah, mas eu tô doente. Posso atingir o seu físico, né? É aquilo que eu sempre digo. Trama na cabeça. Sou matiza. Você pensa que não tem nada a ver. A gente nunca, né? A gente passa a vida inteira vivendo um trabalhão que não machuca, que machuca. Machuca toda hora. Tanto o ruim do drama negativo é o ponto. Ele nos machuca. Quanto ele nos azeda. Quando ele sacaneia nossa felicidade. Quanto tudo isso que você alimenta, entendeu? Ter acabado com a vida para você. Não acabou com a vida. Machuca. E quanto mais machucar, você vai ficando mais esquisito, né? Mais dolorido, mais amargo. Bora. Isso tudo você acha que não vai pegar metabolismo, o corpo? Claro, claro. Óbvio. Você pode querer separar a mente do corpo, mas não está separado. Tanto que vai continuar acontecendo. Não me interessa que o médico diz. Que o médico não compreende de mente de corpo. Ele só olha o estrago feito e tenta, né? Dar uma ajuda para que eles estragam. Grande coisa. [Música] Não me fala que essa voz não me fala que essa voz já está pensando para menos revolta, menos, menos calma, mas bom humor. Vamos dar um sorriso para o tio que tá aqui conversando com você. Dá um sorriso. Seu tio. Fiz, fiz a ignorância. Mas o tio tá falando. O tio tá falando que tudo na sua vida é drama. Você já saiu desse drama para olhar de fora? Dá até para lembrar vezes que você já fez isso. Porque isso não é a primeira vez que você faz. Sair de tudo, jogar tudo para o alto e cair na farra do carnaval. Não é, né? Não. Então, curtiu uma dessa, né? Cantou, cantou, cansou, bebeu cerveja. Não foi ótimo? Foi. Tá mesmo que depois, aquela no dia seguinte, aquela pessoa séria viesse por culpa, te encher o saco, né? Sem, sem a dramática. Pega no dia seguinte. Mas a cerveja fez a dramática sair. Você brincou, brincou, sescou as meninas, ficou o rapaz que fez tudo que quis, né? Tá? Então, essa é você mesmo, de verdade, né? Sem drama, alegre. Vai na vida. Vai, vai. Muda, muda tudo. Não, porque se eu fosse, eu não for. Vai acontecer. Vai acontecer. Tudo é cenário, né? Futuro. Futuro, gente, é mais cenário ainda, porque o futuro não existe. Não chegou ainda, né? Quem disse que vai? Você vai depender de como você tá. É tão de como a gente aprende a não acreditar na gente. Nós entramos tanto na vítima, parece que tudo a vida é um monstro que vai nos devorar. E não é verdade. Porque se você passar para a realidade, você vai ver que você já passou várias coisas, mas você não superou. Você não tá aqui hoje. E cada coisa, hein? Ó, isso aqui hoje não é. E não tá tão ruim assim. E não foi tão ruim assim quando você imaginou. Foi? Não, não foi bacana. Mas também não foi tão ruim assim. Doença. Ah, é tudo drama. Futuro, drama também. Olha a vida que você tá se dando. Esse é o tema. Esse é o tema. Cenário. Mas se a gente vive e vive com fé, com emoção, esse cenário contagia a realidade. Que a realidade não tem forma. A realidade é uma massa plástica que cada um tá moldando de acordo com que faz dentro de si. Por isso que a gente tem gente com vidas tão diferentes. Às vezes, o nosso lado, porque ela faz diferente de você, para pior, para melhor, não sei. Não interessa, mas faz diferente. Acorda, porque se única pessoa com isso. Eu tô ajudando todo mundo que está me escutando com isso. Eu tenho certeza que eu tô ajudando todos vocês, porque eu tô mostrando uma coisa que você não vê. E tô mostrando para você que quando você olhar para isso como um drama, como um cenário, como uma criação, seja feita com elemento seu, seja que fica com elementos que você pegou na sua família, em volta de você, nos amigos, tudo mais, você vai parar e conseguir. Espera lá. Deixa eu botar o pé no chão. Não é nada disso. Tá acontecendo nada. Não vai acontecer nada. Para. E você vai afastando essa nuvem de pesar. Ao mesmo tempo, eu quero que você tenha consciência. Quando estiver fazendo isso, que você está resolvendo a questão. Você está mudando a sua energia, mudando a energia da sua vida, da sua vida. Se é que você preza ela, a sua vida, que a única coisa que você tem. E que a vida vai ser completamente diferente, porque você está noutra. E só quando você tiver outra, que ela vai se transformar no sentido do positivo, no sentido da melhor que você tanto quer. Não adianta mais brincar de ser criança, gente. Você não é. Você drena tudo. Drama. E vive no médico, está cheio de sintoma. Drama. Você é doente há 20 anos, 30 anos. Vai no médico. Ah, gente, que é isso? Para com isso. Isso não é real. Você vive uma coisa, sofre essa coisa e procura médico para ver se resolve. Mas não é médico que vai resolver. Ele pode dar um amparo, remédio, uma coisa, mas isso é amparo. Isso não é solução. Solução é: eu vou sair desse drama. Olha aí, com drama, lá andando na rua. Olha eu lá. Olha eu lá em casa andando feito uma alma tonta. Olha eu naquele relacionamento papel. Eu tô fazendo. Não. Olha de fora, porque na vida você consegue ver que a vida dos outros é interessante, né? Porque na vida dos outros, a gente vê melhor, porque a gente tá fora do drama. Ai, que pessoa boba, a gente fala, né? Ai, coitada, não percebe. Entendeu? Agora, quando você não. Então, o truque, o truque. Aí sai, sai. Deixa, deixa o paninho. Deixa de fazer a nenenzona. Deixa a chupeta. Não fica mais. Vai estragar seus dentes. Deixa solta trabalhar. Que cor é você? Você que fez a ferida. Você que está mantendo a causa. Você que para de manter essa causa, que a ferida fecha. Ai, não foi mesmo. Não foi. As coisas não foram como você quis. Algumas não. Outras foram até melhor do que você pensou. Que eu também não é só isso. Não é coisa ruim. Só na tua vida. Não tem muita coisa boa. Tem muita coisa que foi melhor do que você pensou. Não foi. Aí você não conta, né? Chega para o tio aqui, já quer contar logo o pior, né? Descarregar todo o saco de merda. Ah, não, não, não. Para aí. Parando com fé. Respira fundo. Meu espírito. Não é isso. Isso tudo são criações que eu peguei do mundo, que eu alimentei, que eu fiz aqui na minha cabeça. Eu tô saindo que eu quero enxergar a verdade. Porque quando eu saio, eu vou encontrar a saída. Eu vou encontrar o caminho de transformação. Vou encontrar o caminho de soluções, caminhos de percepções, caminhos de coisas que eu não estou enxergando agora, que estão aí. Não tem muita coisa que eu não tô enxergando agora, mas eu quero ver. Não, eu quero ver. É o caminho espiritual. O caminho da verdade. A verdade que liberta a pessoa. Então, o que que é essa iludido? Não dá, né? A gente tem que sair daqui para poder começar a enxergar. Então, não tem nada. Eu nego. Eu nego. Não sou nada disso. E olha, é fácil. Fácil. Você já se lembra de situações melhores suas? Não lembra? Essas que você foi privilegiado, que aconteceu mil coisas bacanas, você sabe muito feliz? Não lembra? Então, isso daí é outra coisa. Se você ainda tem fora do cenário, você também alimenta algumas outras coisas. Um outros tipos de cenário. Às vezes, eles são mais positivo, né? [Música] Criativo, ousado, que deve ser mais a sua natureza mesmo, né? Mas o cenário atrapalha muito, né? Medo, insegurança, é cenário. Saco cheio, raiva, insatisfação, deprê. Isso tudo é cenário. Ai, problema, dificuldade, preocupação. Babaquice, babaquice. Drama. E com essa tramalhão. Mas fora do drama, tudo é muito melhor, porque leve, porque a gente vê com clareza. E ver que a vida é uma porção de oportunidades. Tudo está rolando. Tudo tá dizendo que de vez em quando aparece isso, aparece aquilo na vida. Mas só o próprio modo de ver. Ah, a gente dá um jeito. Dá um jeito. Olha, uma das experiências mais chocantes é as pessoas lá onde eu trabalho. É uma coisa para mim. Ah, tá conseguindo isso, tá acontecendo aqui, tá acontecendo aquilo. E na hora, eu paro assim, quando vem aquelas notícias ruins. E vou lá para dentro, né? Para sentir meu espírito. Eu não vou entrar. Vou trabalhar. Não quero. Então, eu sinto assim, uma coisa lá dentro, fala assim: ah, não liga. Tudo bobagem, né? A cabeça poderia agora. Não, mas no começo a cabeça fala: não, você tem que fazer alguma coisa. Sua responsabilidade, meu bebê. Hoje, não. Hoje, eu nem tenho mais esse pensamento. Eu sinto aquele negócio, já sei. Tá bom, tá bom. Eu vou resolver. Vamos ver, né? Vamos ver. Fala qualquer bobagem, né? Passa muito bem. Passa um dia. Talvez nem um dia. Às vezes, no mesmo dia, no dia seguinte. Olha, tá tudo solucionado. Viu, gastaria? Porque assim, assim. Ah, tá, tá bom. Gente, né, gente? A gente com drama. Gente com drama. [Música] E gosta de jogar, contar para todo mundo, interpretar no palco. Se a gente entra mesmo como líder, você tá perdido. Não, não, porque precisa resolver. Porque isso, porque aquilo. Eu sei que isso aqui tudo é seu. Você precisa de ser. Você precisa fazer. É você. Tá aí um esquema de quem eu devo ser e que eu devo fazer. Eu fico pensando na minha cabeça, né? Tadinha. Mas vai ficar. Tá bom. Nós vamos estudar o assunto. Gente, eu vou falar o quê? Na hora, a pessoa dentro do drama dela, ela não escuta muitas coisas. Quando voltar, já resolveu. Então, vem cá. Era drama, né? Era. Tá. Então, não faça mais isso. Me enche o saco. Aí leva o delana. Leva você. Paga para resolver. E não fazer drama. Tá aqui comigo há 500 anos. Ainda está fazendo isso? É coisa de criança. Faço, faço, faço, faço. Claro, né? Entendeu? Depende do assunto para a pessoa fazer drama, porque ela já é um. Aquilo já é na cabeça dela. Dramático. Isso é relacionamento íntimo. Então, e for mulher? Deus me livre. Deus me livre. Deus me livre. Entendeu? Então, tem coisa, né, que a gente já sabe que é esquemão difícil para aquela pessoa. Não. O resto, ela não faz. Então, a gente também setoriza o drama. Ah, tem profissional ótima, mas chega no emocional. Olha, vive um trabalhão. Tá cheio disso, né? Mas é tudo drama, gente. Olha, você na coisa. Quando você olhar, você fora, você vai enxergar tudo. Você tem toda a solução dentro de você. Tem sim. Bom, a gente tá chegando no final aqui do programa, né? E eu não sei se vocês conseguiu sair totalmente do drama. Menina, como é que é? Saiu? Viu? Você lá ridículo? Então, fala: sai, solta isso. Não é verdade. Eu não vou mais nutrir isso. Tem outras formas de eu ver a vida. Eu vou escolher coisa melhor para ver. Eu vou escolher jeito melhor para mim. É minha responsabilidade. Eu quero a transformação. Então, eu vou escolher jeito melhor. Não vou cair mais nas velhas armadilhas. Não vou. Não vou. Vou sair. Vou sair. Olha, não vou ser mais aquela que resolve o problema de todo mundo. Quiser aqueles papelão que você faz. Tô saindo. Tô saindo. Tô saindo. Vai lento, gostoso. Relaxa. Dá um dia. Mas sim, descolado. Vai. Sem drama hoje. Vai só hoje. Vai. Meu monte de feriado. Amanhã, depois. Dá uma descolada. Vai. Escola, escola um pouquinho da ceia. Só vai te fazer bem. Tá bom? Eu vou parar pura aqui, que afinal de contas, né? Você é teu. E você que tem que dar conta do recado. Tchau.