📱

Get Our Mobile App

Take your business learning on the go!

Download on the App StoreGet it on Google Play

Esse é o Indicador que Decide se Seu Conteúdo Vai Vingar nas Redes | Rafael Kiso - Hotmart FIRE 2025

Hotmart20:29

Transcription

Todo mundo aqui viu um TikTok, viu um Reels, viu um Shorts hoje de manhã. Vocês se lembram daquilo que vocês viram hoje de manhã? E aí que tá o grande problema. Todos vocês estão postando praticamente todos os dias, criando conteúdo, gastando tempo e energia para serem descartados.

Todo mundo com caneta e papel na mão. Anotem aí, hein. Dia 7 de março de 2025, o Instagram fez uma atualização na documentação e soltou mais um indicador que não existia. 80% dos consumidores rejeitam bancos de imagens. Quando a gente faz isso, 43% dos consumidores deixariam de seguir um perfil. Tem um único indicador que se você dominar esse indicador, você vai se dar bem em qualquer plataforma. Sabe qual é?

Eu quero começar essa palestra, essa fala, testando a atenção de vocês. Será que vocês estão atenciosos de verdade? E a pergunta que eu quero fazer é: apareceram três números aí atrás de mim rapidamente, né? A soma desses três números dá qual valor? 16. Geralmente 1% acerta. Tá prestando atenção? Parabéns. Vamos fazer uma segunda rodada e eu vou deixar apenas 2 segundos na tela para vocês. Fechou? Então vamos lá, hein? Começou. 1, 2, 3 e valendo. E agora a soma dá quanto? 15. Você viu que foi mais unânime, né? Todo mundo falou 15. Muito bem. Mas a pergunta que eu queria fazer não era essa, não. Era: "Quantas cartas o homem de chapéu tinha nas mãos?"

Mas por que que essa pergunta ela é tão importante? Porque na prática o cérebro de vocês não estava preparado para essa pergunta. Eu condicionei o foco de vocês para os números e para quem chutou três, tá lá, ó, três cartas na mão. Mas sabe por que que isso acontece, turma? Porque o nosso cérebro tem um negócio chamado hipocampo. Esse hipocampo é como se fosse uma caixa de entrada de e-mail. O tempo todo ele tá escolhendo aquilo que ele vai descartar ou aquilo que ele vai arquivar. E como numa caixa de e-mail, a gente mais recebe spam do que e-mail bom, né? E nas redes sociais não é diferente.

Só para vocês terem uma dimensão, o tempo médio de atenção do ser humano vem diminuindo. Lá em 2000 girava em torno de 12 segundos, o que não é nada bom, né? 12 segundos. Ou seja, estamos conversando aqui, em 12 segundos minha mente vai para lá e volta. Só para ter um parâmetro, um peixe gira em torno de 9 segundos. E agora em 2024, 2025, qual é a capacidade de atenção do ser humano? Alguém chuta aí? 8.2. Dois que não é de se comemorar, né, gente? Não é de se comemorar porque é pior do que um peixe. Mas dá para piorar. Sabe por que que dá para piorar? Porque isso é o tempo médio de atenção da gente aqui conversando, lendo um livro e dentro do Instagram. Alguém chuta aí? Qual o tempo médio no Instagram? 1.7 segundos, gente. Em menos de 2 segundos é próximo, próximo, próximo. E por isso que eu deixei apenas 2 segundos para vocês na tela aqueles números, para vocês verem a dificuldade que é você memorizar alguma coisa em apenas 2 segundos.

Aí eu pergunto para vocês, todo mundo aqui viu um TikTok? Vi um Reels, viu um Shorts hoje de manhã? Certo? Vocês se lembram daquilo que vocês viram hoje de manhã? E aí que tá o grande problema. Todos vocês estão postando praticamente todos os dias, criando conteúdo, gastando tempo, energia para serem descartados. Perceberam isso? As pessoas enxergaram, viram, mas nem se lembram mais daquilo que viram. Então, precisamos melhorar isso definitivamente. E hoje eu vim trazer para vocês a tal da ressonância. Como é que a gente pode fazer com que o nosso conteúdo seja mais memorável do que descartável? Porque a gente tá diante de um problema de que o tempo da atenção das pessoas estão tá caindo e concomitantemente a isso a gente também tem esse problema de memória, né? A gente presta atenção e descarta muita coisa e a gente não consegue memorizar.

A ressonância é o conjunto de três fatores. O primeiro fator, a atenção. De fato, a atenção ela é importante, mas ela é só o começo dessa jornada. Segundo fator, retenção. Porque apesar da pessoa ter prestado atenção, eu preciso fazer ela continuar naquele meu conteúdo para ela ter um nível de consciência sobre aquela mensagem. Senão não adianta nada. E por fim, a interação. Se eu não tiver interação, eu não tenho sinais sociais que o algoritmo precisa para entender que aquele conteúdo é bom. Então ele passa a não distribuir para mais pessoas. E as principais interações são comentário e compartilhamento. Por quê? Porque o comentário faz a pessoa passar mais tempo na tela, não é verdade? Para ela comentar, ela precisa pensar um pouco mais. Espero eu que as pessoas pensem antes de comentar, porque tem muita gente aí que não tá pensando. Só comenta, né? Só fala besteira. E compartilhar também. Para compartilhar você ter que endossar aquilo que você tá compartilhando. Então você precisa, obviamente, ter prestado mais atenção, ter entendido melhor a mensagem, né? Então essas duas interações são importantíssimas.

Então, turma, hoje eu trouxe para vocês os quatro principais fundamentos pra gente ter mais ressonância nos conteúdos, portanto, ser mais memoráveis. Começando com o gancho, a técnica de gancho, a gente tem que dominar os ganchos. E eu trouxe para vocês dados. Primeiro, quais são os principais ganchos que geram engajamento no Reels? E aqui, veja, primeiro gancho, tipo WOW, criativo. Já vou mostrar o que que é isso para tangibilizar para vocês aí. Depois em curiosidade, cinco coisas que você tem que saber antes de postar seu próximo Reels. E o último vai explodir o seu alcance. Perceba que o cérebro ele já gera uma tensão, ele precisa saber quais são as cinco coisas, ele precisa descobrir. Então eu faço você atravessar os três primeiros segundos, aquela arrebentação dos três primeiros segundos, dada a importância que tem a curiosidade. Aí vem o gancho declaração. Você sempre tomou creatina da forma errada e eu vou te provar por quê. Imagina o nutricionista falando isso. Fala: "Pô, sempre achei que creatina era só pegar, colocar no copo e tomar. Então, sempre tive tomando errado. Como assim? Gerção de novo? O cérebro precisa descobrir o que é que eu estou fazendo de errado." Ou afirmação polêmica, principalmente, né? A melhor coisa que vocês têm que fazer hoje é comprar seguidores. Vem comigo. Você fala: "Meu Deus, se você já me conhece, você vai falar: 'Que que será que o Kis tá falando de comprar seguidores?' Eu te fiz também atravessar os 3 segundos." E é óbvio que depois eu vou fazer o plot twist, né?

Deixa eu mostrar o que que é o gancho tipo. Vamos, vamos tangibilizar isso. Presta atenção nesse vídeo. >> Caixa d'água. F vira GG 339. Venha pra loja. Esse é o gancho tipo. Ele engaja ou não engaja? >> Engaja para caramba, né? Olha só quantos comentários. Kkkk. Ela quase morreu afogada. Olha a risada da mulher do fundo. Alguém perguntou da caixa d'água? Zero. Alguém comprou a caixa d'água? Provavelmente não. Então esse aqui é um risco de entrar na fanfarrice das mídias sociais de engajar por engajar. Só para querer viralizar, só para querer ter engajamento, para querer ter confete, né?

Agora, se a gente inverter, em vez de não mostrar os ganchos que geram mais engajamento, mas os que geram mais alcance, o ou está em último lugar. Olha só, em primeiro lugar é o gancho tipo pergunta. E a pergunta ela é poderosíssima, porque se eu faço uma pergunta eu já estimulo também uma interação. Lembra? Na ressonância eu preciso ter tensão, retenção e interação. Então, se eu faço uma pergunta, eu já estimulo a pessoa a querer comentar, a querer responder também na pergunta, porque muita gente já tem uma opinião formada sobre o assunto. Por exemplo, se eu fizer um post falando, existe melhores horários para postar no Instagram, interrogação. Muita gente vai responder já de cara porque já tem uma opinião formada. Sim, tem os melhores horários. Outros vão falar: "Não, não tem melhores horários. Se você postar um conteúdo bom, ele vai dar certo em qualquer momento." Que que eu faço? Eu fixo os dois e deixo o pau comer. Fala: "Briguem aí entre gera engajamento, né?" Mas o fato é, pergunta importante, então experts, como por exemplo a Dra. Lorena, tem feito muito bem isso. E qual que é o o ponto de detalhe da pergunta? Não pode ser qualquer pergunta. Tem que ser de fato uma dúvida existente, algo que a pessoa já esteja procurando no Google, no YouTube, no TikTok. Porque assim, se você responder a essa pergunta, você gera identificação. É muito mais fácil você capturar a atenção da pessoa e manter ela no vídeo se você de fato responde uma pergunta existente, o que significa que você está entrando numa conversa existente, tá? Para as mídias sociais, gente, para dar certo. Ou a gente entra numa conversa ou a gente cria uma conversa. A gente nunca interrompe conversas. E fazer propaganda pura, falar de si é interruptivo, é chato. Agora, quando eu estou respondendo uma pergunta e eu sou a melhor pessoa para responder essa pergunta como especialista, eu estou entrando numa conversa existente porque a pessoa já tinha essa dúvida. Feito. Então eu sempre preciso pensar por que eu sou a melhor pessoa para responder a essa dúvida. Isso tem que estar nas entrelinhas, nos dados, no seu jeito corporal de falar dentro do vídeo. As pessoas têm que entender que você é a melhor pessoa. Vou mostrar o meu caso. Não por acaso todos os meus conteúdos começam com uma pergunta. Já perceberam isso? Porque ele já estimula a interação. Mas também eu tenho o o meu porquê. Por que que eu sou a melhor pessoa para responder a essas dúvidas? Porque eu trago dados, enquanto o resto do mercado traz achismos. Então veja, esse é o meu porquê do meu diferencial do porque eu sou a melhor pessoa para responder aquelas perguntas. Qual é o seu porquê? O que que te faz ser a melhor pessoa para responder as perguntas do seu próprio mercado? Vocês têm que achar isso.

Vamos pro nosso segundo fundamento da ressonância, que é ter um conteúdo bom e autêntico. Parece óbvio, né? É a premissa pra gente ter mais ressonância, mas vamos tangibilizar o que que é um conteúdo bom, que às vezes não fica fácil da gente entender, né? Meio subjetivo. Eu venho pesquisando isso com profundidade. E o que faz um conteúdo bom de um lado é ser pessoal. Ou seja, eu vou ao encontro de uma dor, de um desejo, aquelas perguntas, quem responde é uma pessoa, essa pessoa é uma autoridade. Então isso significa que é pessoal, tem autenticidade. Portanto, autenticidade no Instagram é cada vez mais relevante. Tem que aparecer, tem que ter pessoas. Não dá para usar banco de imagens, gente. 80% dos consumidores rejeitam bancos de imagens. Então fiquem espertos com isso, tá? E aí do outro lado é o conteúdo, ele é relevante. Relevância significa que o conteúdo é útil. O conteúdo é tão útil que ajuda a pessoa a economizar tempo, economizar dinheiro. E obviamente que utilidade dentro das redes sociais significa também entreter. Por quê? Porque muita gente entra nas redes sociais para passar um tempo para se entreter. Então, se você gera também entretenimento, você está correspondendo ao comportamento do ser humano. Então você está sendo relevante para ele e, obviamente, para algoritmo. Então, relevante também tem isso, ensina. Mas lembra que eu falei para vocês que eu quero tangibilizar isso, né? Não adianta só falar e aqui em Bullet Points, tangibilizando isso para vocês, trazendo uma pesquisa da Boston Consult Group, que fez aquela fame gerada na matriz BCG. Eles fizeram o estudo dos conteúdos que engajam e vendem mais. Ou seja, não é engajamento por engajamento, é a ideia da gente conseguir ser intencional no conteúdo. Em primeiro lugar, o atributo número um tem narrativa, conta uma história, é educacional, ensina alguma coisa? Segundo, é vídeo first. A gente passa mais tempo hoje assistindo as mídias sociais do que assistindo TV. Então, as pessoas estão passando tempo, a gente precisa fazer mais conteúdo, obviamente em vídeo. Terceiro, é autêntico, aparece alguém e eu vou pular o quarto aqui, vou pro último, vende uma recomendação confiável, ou seja, vende um expert ou vem do seu próprio aluno, vem do seu próprio cliente, que também é uma recomendação confiável. Mas eu vou falar agora do quarto, não força a tomada de decisão. Esse ponto é super importante. Sabe por quê? Porque quando a gente é muito vendedor, quando a gente só faz post de propaganda, oferta, falando do meu produto, falando de si, a gente acaba fazendo panfletagem digital. E quando a gente faz isso, 43% dos consumidores deixariam de seguir um perfil por excesso de autopromoção. Olha só, todos vocês provavelmente perdem seguidores, eu sei disso, mas provavelmente vocês não sabem as razões pelo qual vocês perdem seguidores. E essa é uma das principais razões. A pessoa te seguiu em algum momento, mas depois em vez de ela receber conteúdo, ela recebe propaganda, propaganda, propaganda, propaganda. Então a pessoa deixa ou deixa de ver ou deixa de seguir. Em algum momento ela vai deixar de seguir se ela deixou de ver. Então o fato é esse, né? Então, a gente precisa entender cada vez mais que é sobre ser autêntico, é sobre ser relevante, mas tem um indicador chave universal para todas essas plataformas, pra gente não precisar entrar nas entranhas do algoritmo aqui, né, e tentar desvendar os mitos e verdades. Tem um único indicador que se você dominar esse indicador, você vai se dar bem em qualquer plataforma. Sabe qual é? Retenção. Se eu conseguir dominar a retenção, se eu fizer a pessoa passar mais tempo dentro do meu conteúdo, eu estou jogando o jogo de fato das mídias sociais. Por quê? Porque retenção, ele vai trazer dois benefícios. O primeiro, se você conseguiu fazer a pessoa ficar mais tempo dentro do Instagram, você está jogando o jogo do modelo de negócios do Instagram. Como é que o Instagram ganha dinheiro, turma? Com anunciantes, né? E para ele ter mais anunciantes, ele precisa reter as pessoas por mais tempo. Assim ele consegue encaixar mais anúncios. Então você tá jogando o jogo do Instagram. E o segundo é que se você está retendo a pessoa por mais tempo, você de fato é mais relevante. A pessoa se interessou mais pelo seu conteúdo, o que significa que mais pessoas vão se interessar pelo seu conteúdo, não só aquela, tá? Mas eu vou trazer dados para vocês e principalmente o porquê que quando eu mostrei para vocês retenção lá no começo tem 15 segundos embaixo. Por quê, gente? Porque segundo a própria documentação do Instagram, se a gente conseguir reter uma pessoa por pelo menos 15 segundos dentro de um vídeo, é o sinal que ele entende de que aquele conteúdo é bom para mais pessoas, para mais não seguidores. Tá? E o print para vocês verem, né? Lá em cima. E aí eu trouxe dois dados de Reels que tiveram uma retenção maior do que 15 segundos. Um 21 segundos, outro 16 segundos. Como vocês podem ver lá no canto superior, 21 e 16. Ambos conseguiram ter uma taxa de visualização acima da média. Então a curva azul é de fato o número de visualizações do Reels que eu estou vendo. As linhas cinzas são a média, a média superior e a média inferior daquele perfil. Então percebe que acima de 15 eu consigo ter uma visualização superior à média. E do contrário, do contrário também é verdadeiro. Abaixo de 15, eu tenho uma curva de visualização abaixo da média, na maior na maior parte das vezes, ou dentro da média, quanto mais próximo eu tiver de 15. Veja que nada é por acaso, tá? Então, retenção é um dos principais fatores.

Agora, em março de 2025, dia 7 de março de 2025, o Instagram fez uma atualização na documentação e soltou mais um indicador que não existia. A taxa de rejeição de um Reels, quantos por cento atravessam os 3 segundos de um vídeo. E na verdade agora eles soltaram a notícia semana passada que eles vão inverter, eles vão mostrar quantos por cento atravessam os três primeiros segundos e aí vai ficar mais difícil o jogo. Por isso que tem que dominar os ganchos. Os três primeiros segundos são importantíssimos. Se a gente não conseguir fazer as pessoas atravessarem, eles já vão ter o sinal de cara. Eles não vão nem olhar a retenção dos 15, né? E tá lá a documentação de novo, mais uma vez em cima. Agora, concomitantemente a retenção, tem mais dois indicadores que eles estão levando muito em consideração para entender se aquele conteúdo é bom ou não. O primeiro é a taxa de likes, a taxa de curtidas e o segundo é a taxa de compartilhamentos. A taxa de likes, todo mundo com caneta e papel na mão, anotem aí, hein? A taxa de likes, o sinal que ele precisa ter, a taxa de likes tem que ser igual ou superior a 6%. E a taxa de compartilhamentos tem que ser igual ou superior a 3%. Esse dado vocês não vão encontrar por aí, porque na verdade são dados que eu tenho acesso porque eu tenho a LAABS. Só para vocês terem uma dimensão, turma, pela são postados mais de 3 milhões de posts no Instagram por mês. São mais de 700 milhões de posts postados pela já só no Instagram. Então a gente tem dados de todos os segmentos, perfis, etc. Para entender o que tá funcionando ou não. Então aqui, veja, 6%, 3%. Então se você tiver uma retenção acima de 15, nesse caso foi 18, taxa de likes acima de seis e taxa de compartilhamento acima de três, grita bingo que você já ganhou o jogo, né? Aí você vai ver a taxa subindo para caramba.

Vamos para nosso terceiro então que é produção e edição. Então o primeiro gancho ajuda a gente a atravessar os três primeiros segundos. Depois ter um conteúdo bom, obviamente ajuda na retenção. Produção e edição ajuda na retenção também. E aí eu quero trazer para vocês os dois principais formatos que tem hoje, HiFi e Lowfi. HighFi é aquele conteúdo polido, cinematográfico, né? Bem editado, bem profissional. O Lowfi é tipo, "Tirei o celular aqui, vou filmar agora. Edição curta, tem que ter uma boa iluminação, beleza? Áudio, mas não precisa ser nada polido." Vamos ver o que os dados dizem. De fato, o Lowfi é unânime, gente. Ganha em todos os quesitos, em engajamento, em visualizações, em alcance, em efetividade. Mas por quê? Qual é a lógica disso? Porque parece uma conversa, é mais próximo, é mais autêntico, é mais nativo, é um conteúdo. O HiFi parece mais artificial, mais propaganda, mais algo distante, porque o nosso cérebro foi condicionado, inclusive a ver algo super cinematográfico e polido no comercial de televisão. Então a gente já quer meio que pular, né? A gente não quer prestar muita atenção. E pode perceber que um dos conteúdos que tem mais dado certo, inclusive no TikTok, é quando a pessoa começa o vídeo colocando o celular na mesa. Já perceberam? Isso é um detalhezinho, né? O vídeo começa assim, ó. Ela colocando na mesa porque parece que ela acabou de entrar ali para falar com você e ela tá trocando uma ideia. Esses são os conteúdos mais low fi. Então, a gente precisa prestar atenção nisso.

E o tal do som em alta, será que ele ajuda na retenção? Será que ele ajuda de de fato, né, a gente a alcançar mais pessoas? Muita gente me pergunta isso. Vamos ver o que os dados dizem. Bom, com música ou sem música, o alcance não é tão diferente, o que é bom para caramba, porque isso significa que não tem hackzinho, né? Só usar o som em alta, vou alcançar um monte de gente. De fato, não é isso. O conteúdo tem que ser bom. Mas a música tem um efeito sim dentro da memória. Lembra que a gente tá aqui diante de um desafio que é fazer as pessoas memorizarem mais a nossa mensagem, lembrarem mais da gente. E quanto mais sentidos a gente usar, melhor. Técnicas de memória, né? Quanto mais sentidos eu uso, mais memória eu consigo. Quanto mais sinapses eu tenho, mais memória eu tenho. Então, quando eu faço um vídeo, eu estou usando o estímulo visual. Quando eu uso uma música, também o auditivo. Dois sentidos. Então a gente sim precisa prestar atenção na música. Se eu for usar uma música, melhor que seja uma música em alta do que não em alta. Por quê? Porque as pessoas geram mais identificação. Elas gostam já daquela música que você tá usando. Então isso tende a gerar mais identificação. Isso é bom. Só que o fato é edição sincronizada com a música está em destaque. E aí eu quero chamar atenção para isso. Por quê? Porque não foi só colocar uma música porque ela tava em alta ou porque eu quero estimular um segundo sentido. Mas tem um quarto fundamento aqui que gera também muita emoção e que gera muita memória, que é storytelling.