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เฮ [música] [música] [música] >> [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] >> เฮ [música] [música] >> [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] >> เฮ [música] [música] [música] >> [música] [música] [música] [música] >> Ô >> [música] >> Em instantes, vem aí [música] o programa 5 a 7, um programa de variedades para deixar seus finais de tarde mais felizes. >> [música] [música] [música] >> Olá, muito boa tarde. Estamos entrando no ar com o nosso 5 a 7 aqui pela Rádio Mais Brasil. Até às 7 horas da noite, um bate-papo mais leve, mais descontraídos. Você que já está acompanhando o programa pelo YouTube, não esqueça de deixar sua curtida por lá, tá? Fica o convite 5 horas em ponto. Dom Laurindo, tradição e excelência em cada safra. Don laurindo.com.br é o site para você eh ter na sua casa onde você quiser receber, né? Ah, os melhores vinhos espumantes aqui da serra do Rio Grande do Sul e, é claro, nas melhores casas do ramo também, inclusive a banca do holandês, paixão por comer e beber bem, o melhor impório gourmet da cidade em quatro endereços esperando você. FMP, Fundação Escola Superior do Ministério Público, somos a Evolução do Direito. E, é claro, também para Universidade Fevali, referências impulsionam referências. 5 horas mais 1 minuto. Meu caro Glauco Fonseca, boa tarde. Boa tarde, Guilherme. Boa tarde, Felipão. Querido. Felipão, não desista. Felipão tá tentando tirar a carteira do mod dele tá Boroccochou hoje, mas tudo vai melhorar. Tu vai ver que vai ser para bem esse negócio. >> É. >> E um beijo forte para o tio Júlio, Júlio Ribeiro, meu querido guru. E um beijo pra dona Sandra também, né? tem 51% das ações da Rádio Mais Brasil. [risadas] >> É verdade, >> né? >> Parece que andou comprando mais algumas, tá? >> Ah, é. Tá. Então tá com tudo e não tá pronto. >> Mas já era majoritária, né? >> Já é. Sempre foi, >> sempre foi. >> Sempre foi. >> Um beijo grande para este casal querido. Eh, um beijo para toda a nossa querida audiência do 5 a 7. Hoje nós vamos falar sobre It's a long way to the top if you W a rock and roll. >> Ah, é, >> né? Dia internacional do rock and roll. Vamos conversar com o nosso convidado que ele não chegou ainda. >> Daqui a pouquinho vai est, >> mas ele vai chegar daqui a pouco. Tá aí o nosso convidado. >> Boa tarde, Guilherme. Boa tarde a todos que nos escutam. Hoje é dia 13 de julho. Já estamos chegando na metade do mês de julho, né? Daqui a pouco nós vamos entrar em agosto. Depois, como dizia a minha avó, setembro, outubro, novembro, dezembro, mês dos bro passam mais rápido ainda. Mas o importante é que a gente continue bem, continue vivo, lépido e saltitante, louco para trabalhar, porque não há outra coisa mais gostosa do que a gente ser útil à nossa, aos nossos queridos irmãos, queridos amigos, ouvintes da Rádio Mais Brasil, aos nossos queridos filhos, amigos. Como é bom ter tudo isso e e saúde ainda é melhor. Eu desejo tudo isso para vocês. O que eu tenho, eu desejo em dobro para os meus amigos e eu tenho muita coisa boa. Um beijo, Guilherme. Seja sejam todos bem-vindos ao 5 a 7 dessa segunda-feira, início de semana. Se Deus quiser, vai ser um início de semana mais seco, uma semana mais seca, mais fria, talvez, mas com uma promessa de um veranico também, né, Guilherme? Mas adiante a temperatura vai dar uma aumentada para aliviar um pouco a pressão e deixar a gente lavar a roupa em paz, né? Porque lava e não seca, né? Então, coisas da vida cotidiana. Vamos falar daqui a pouco sobre rock and roll neste nesta segunda-feira, dia 13. Que coisa. 5 horas mais 3 minutos. Enquanto a gente não fala de rock and roll com o nosso convidado, aquele vídeo que eu mandei aí, tu já tem condições de disparar, Felipão? Mandei ali do nosso grupo interno. Enquanto tu prepara ele, a gente comenta, porque hoje não tem Copa do Mundo, tá? Eh, amanhã é a primeira partida das semifinais, eh, Espanha e França. E acho que nós aqui, eu não sei o Felipão, mas vamos torcer ardorosamente, fervorosamente pela Espanha, >> sem dúvida alguma, >> porque são dois países de esquerda, só que a França é mais à esquerda do que a França. A Espanha é mais a França é mais esquerda que a Espanha. Eu eu não tenho nenhuma simpatia pelo Mbappé, tá? Eu não acho ele inclusive bom jogador. É diferente. Por exemplo, o Zidani foi nosso Carrasco lá em 98 e 2006. A França não ganhou a Copa de 2006, mas eh desclassificou o Brasil. O ganhou, mas enfim, patrolou o Brasil no no meio do caminho. E o Zidane teve papel importante nas nos dois eh episódios, tá? Mas eu reconheço o Zidani era um craque de bola. Eu gostava de ver o o ver o Zidane jogar, era um baita jogador. Esse é Mbappé eu não >> era não. E outro, eu tô torcendo contra a França, mesmo sabendo que a França tem um time muito superior, né, Guilherme? Não, né? Sim. É o grande favorito, né? >> Ela, a França tem o aquele elã do do que cara que vai ganhar, né? Eles entram e é um time que deve que os mais baixinhos, ele deve ter 1,90 m. >> É um time grande, >> tudo uns touros, >> quase nível Noruega assim. Exatamente. O, eu vi que eu não sei qual foi desses times que jogou contra o Japão, que parecia adulto contra criança o jogo, sabe? >> Não sei se não foi, >> acho que foi a Noruega, >> talvez ou Austrália. Bom, não lembro que eu vejo, mas teve um que era assim, né? Não, não foi Holanda, foi Holanda. Holanda. Holanda. Holanda. Foi Holanda. Holanda. Holanda. >> Uhum. >> Muito alta. Bom, eh, e na quarta-feira aí, Argentina e Inglaterra, esse negócio tá pegando tão mal paraa Argentina e paraa FIFA nessa arbitragem que favorece a Argentina sempre que pode. Ã, situações semelhantes, jogadas idênticas e quando é a favor da Argentina é uma decisão. Quando é contra a Argentina, a leitura, interpretação é outra. E aí o pessoal tá pegando no pé, mas pegando no pé assim a milhão. Eh, agora nas ruas, eu não sei se o que a gente vai mostrar agora foi na Europa, nos Estados Unidos, mas eh a turma tá bota na tela aí que é melhor do que eu ficar falando. Eh, vem um jogad um, uma pessoa com com a camiseta da Argentina, ele se atira no chão. Volta, senão não vai dar para ver. Eh, o cara vem caminhando pelo pelo calçadão, ó. Aí ele cai, se atira, aí vem o outro correndo, amarelo, vermelho, tá na rua. Aí isso aí tá no mundo inteiro. Não é assim não, isso é coisa de brasileiro. Brasileiro é que não quer porque tem rivalidade com a Argentina, então tá eh enxergando pelo em ovo e tudo mais. Não, no mundo inteiro tá assim, no mundo inteiro tá esse negócio, porque eh realmente o favorecimento aos argentinos tá demais. Tá demais. >> É que eu quero com a camiseta do Riquel mesmo. >> Ó, ele vai checar o VAR. [risadas] Tá repetido agora. >> É muito bom. Mas é, mas é isso mesmo. Eu já vi compilações de, de, de jogadas comparativas dentro do mesmo do mesma partida, Guilherme. E é absurdo que o que o que os árbitros estão fazendo. É realmente é absurdo. Só falta dizer, só falta o árbitro vestir a camiseta da Argentina >> ah, >> no próximo jogo. >> Mas, eh, e essa partida contra a Inglaterra, gente, vamos lá, ela tem um significado muito especial, viu? >> Tem, >> é muito especial. é a batalha das ilhas Facklands/ Malvinas, né, nessa partida de quarta-feira. >> Exatamente. >> Ela ela vai ser eh vai ter uma mística envolvida nisso. Para quem não sabe, em 1981, 82, teve uma guerra entre a Argentina, >> a petulante da Argentina e o Reino Unido, né? E a e a Argentina tomou uma sova que chegou a dar pena na época, né? E olha que os ingleses nem usaram, não os os britânicos ingleses não usaram 10% da capacidade. Na época eles tinham aqueles jatos Harrier, >> sim, que consegue e >> desciam e subiam reto já em 82 e deram uma sova, uma sova que o o os argentinos que ficaram eh prisioneiros lá nas ilhas Malvinas ou Falklands, eles se entregavam pedindo pelo amor de Deus, eu tô morrendo de sede, morrendo de fome, morrendo de frio, porque não tinha mais, não tinha nenhuma, nenhuma e tudo foi uma uma guerra que foi um arremedo. político de um cara chamado Rafael Videla, que era o presidente militar na época, né, e que criou essa guerra como porque tinha problemas políticos internos muito graves, tava terminando a ditadura argentina e esse cara então inventou essa guerra. E aí houve fundamento de navio, morte de centenas, senão milhares de soldados argentinos. Foi um fiasco daqueles assim triste. Mas os argentinos ainda, porque os ingleses, a maioria que mora lá nas Falcland são os chamados kelpers. >> Kelpers. Exatamente. >> Os kelpers são são ingleses, eles são britânicos. Ponto final. Acabou. Acabou. Mas os argentinos não aceitam essa situação, né? Inclusive na política, na própria eleição, Milei tava dizendo que quer de volta as as malvinas, né? Mas amanhã, então essa, amanhã não, quarta-feira essa batalha pelo arquipélago das das Falcler vai ser histórico, >> vai >> vai ter choro e rangeiro de dentes >> e ele já se encontrar de dois juízes para segurar os ingleses. >> [risadas] >> Pois é, porque a teve alguns episódios já, aliás, a mítica do Maradona, muito delas se deve à Copa de 86, não só porque a Argentina ganhou, mas nas quartas de final é o gol da mão de Deus. Mana de Deus foi contra >> os ingleses numa partida das quartas de final. Então, Guerra das Malvinas em 82, 1986, Copa do Mundo, quartas de final, Inglaterra e Argentina. Argentina passa pela Inglaterra, eh, vamos lá, 4 anos depois da guerra. E então e com o Maradona brilhando, aquela coisa toda. Então, a figura do Maradona como ídolo nacional, ele virou vingador da Argentina, tá? Se nós perdemos a guerra, né, nos canhões, caças, aviões, etc., e navios, dentro de campo, nós somos melhores. E El Pibe, né, Maradona nos salvou, nos honrou, nos vingou. Eh, depois, anos depois, Argentina e Inglaterra se enfrentaram mais algumas vezes >> e aí teve, né, em 86 deu Argentina, em 2005 [roncando] teve uma partida, eu acho até que foi um amistoso, aí foi um jogaço, porque foi assim, Argentina 1 a 0, 1 a 1, Argentina faz 2 a 1, 2 a 2 e aí no finalzinho a Argentina faz a virada e ganha pro 3 a 2. Uhum. >> O camisa 10 da Argentina naquele ano era o Rielm, aquele que depois jogou pelo B. Usou a camiseta ali para se jogar no chão. >> Exatamente. Exatamente. Ã, mas sobre as a guerra, ela durou laco e audiência 2 meses e 12 dias. Só para você ter uma ideia do que foi a tunda, tá? Imagina quanto tempo não levaram as embarcações, né, da Marinha, da aeronáutica, né, das forças inglesas para saírem lá do hemisfério norte da Europa para chegarem ali dois eh meses e e 10 dias, grosso modo, tá? Perdas militares, 649 argentinas, 255 inglesas. >> Até aqui morreu bastante inglês também. Ah, feridos 1657 argentinos, 775 ingleses. E agora vem a grande diferença. Prisioneiros, 11.000 argentinos e 115 ingleses. Não durou. E aí nas perdas aqui, ó. >> E esses 11.000, certo? Estavam todos lá nas Flantes ou no Belgrano. >> É aquele navio que afundou, que eles afundaram. >> É. E aí o os ingleses perderam, os argentinos perderam 25 helicópteros, 35 caças, dois bombardeiros, quatro aviões de carga, 25 aviões de ataque e nove treineiras armadas. Os ingleses perderam 24 helicópteros e 10 caças. Até perderam bastante caça, >> mas 35 versus 10 >> tem uma diferença. Só tem uma situação aí que é a seguinte, tá? E e eu eu fui reler sobre as as Falklands. Eh, aquele negócio é alvo de disputa desde 1600 ou quase 1700, tá? Eu até vou buscar aqui a informação correta. Eh, a, os arquipélagos já foram alvo de disputa entre Reino Unido, França e Espanha, aí depois entre Reino Unido e Argentina, tá? A ocupação britânica se dá em 1833, ou seja, >> pronto, resolveu, >> né? E aí, nesse caso, as ilhas Malvinas é a única, são as únicas, as únicas que tem a população civil nativa permanente, Kelpers, tá? Houve um período, inclusive em que houve uma relação muito amistosa entre Argentina e Reino Unido. Tanto é que uma pista de pouso que foi construída lá, eh chamada de Porto Argentino ou Porto Stanley, foi construída pelos argentinos, pela pelo exército argentino, pela Força Aérea Argentina, tá? Ela é uma pista, inclusive feita em alumínio, tá? Eh, houve uma resolução da ONU, acho que no final dos anos eh 60, tá? Eh, em que a ONU dizia o seguinte: "Ó, ingleses, faz mais sentido deixar esse território aí com a Argentina, tá? >> Só que ela nunca foi atendida, nunca foi cumprida. de resolução da ONU. É [limpando a garganta] para inglês ver. [risadas] >> É para inglês. Ah, são 3.465 habitantes hoje lá nas ilhas. Eh, esse prédio aqui onde nós estamos, mais o prédio ao lado, mais um outro da três prédios aqui do menino Deus. >> É, é a população da ilha. E é grande. Se tu um dia, minha sugestão, eu já fiz isso e é bem legal, tu vai pegar o Google Maps e vai focalizar em cima das das Falen lá, das mal, vou chamar de Malvinas por por amizade. E as Malvinas, elas são é pura rocha, gente. É rocha. É rocha vulcânica. Não tem nada, não tem lugar para plantar, não tem nada. Tem campo de pouso, etc. Tem rodovia, mas deu. Não tem mais nada. Os ventos são horripilantes. 24 horas por dia, ventos de 70 a 100, mais de 100 km/h, normal. >> Aham. >> Porque fica no meio do ali na corrente que vem do ar do da Antártica, né? Então não tem por brigar por aquilo ali. Ah, mas tem petróleo. Não, não tem. Não nasce uma plantinha lá. >> Ah, mas tem estrat é estratégica para navegação. Ali do lado tem as ilhas Sandwich. Isso. >> Pouquinho pertinho dali tem outro arquipélago que é britânico. Uhum. >> São as ilhas Sandwich. Mais para cima tem um outro arquipélago que chamado Tristão da Cunha. Quer dizer, não é por problema de navegação. E, aliás, essa essa presença dessas ilhas no Atlântico é que torna um Atlântico viável para pra navegação aérea, como o Pacífico não é. >> Aham. Porque não tem local para poso. >> Exato. >> E aí, e aí no Atlântico tem essa, acabei de falar aí Tristan, Malvinas e e Sandwich, mas tem mais. >> Tem as ilhas mais perto da África e Santa Helena, onde onde, se eu não me engano, foi preso Napoleão, ficou preso, tinha uma prisão >> Elba, >> tem uma outra Elba. >> Então tem vários locais ali no Atlântico que que são >> assim como Açores, Cabo Verde, >> né, aquelas ilhas ali, Madeira, né? Então, mas não tem por brigar pelas malvinas, não. Não é uma coisa só lúdica mesmo. >> É, é coisa patriótica. De uns tempos para cá surgiram [limpando a garganta] rumores aí, não passa disso por enquanto, de que eh tem petróleo ali naquela região. >> Tem, é o famoso campo de pelotas. >> Pois é. E que os ingleses já saberiam disso há muito tempo e por isso brigaram pelo arquipélago. Tenho minhas dúvidas, tá? Se foi tudo isso, existem outros componentes que na época ajudam a explicar o todo o esforço que foi feito. Eh, se por aqui na Argentina os militares estavam passando por um momento delicado em termos de popularidade e enxergaram numa guerra, né, ali uma um senso de patriotismo que poderia unificar a nação. E o tiro saiu pela culatra. Por outro lado, no mesmo ano de 1982, era ano de eleição no Reino Unido. E aí pesquisas feitas à época perguntaram pros ingleses, escuta, e a questão das malvinas vai ser decisiva pro teu voto, né? A postura britânica ou dos ingleses nesse nesse ponto vai ser um elemento definidor de voto. E quase não chegava a 30, mas era quase 30% dos ingleses disseram sim. >> Hum. Se nós eh tivermos uma postura, né, covarde ou leniente, isso define o meu voto. A primeira ministra era Margaret Tater, a dama de ferro. Ela obviamente levou isso em consideração e aí veio a na época a maior armada do mundo. Em peso para cá. Não era, não é pouca coisa. Vamos pensar o seguinte. >> E pegaram uma Argentina cambalhante, empobrecida. >> Uhum. vítima dos desmandos da ditadura militar violentíssima na Argentina, né? Eh, Viola, Videla e outros terríveis militares argentinos que o número de mortos, para para vocês terem uma ideia, eh o número de mortos no Brasil, mortos desaparecidos, e é até chega a ser engraçado essa pergunta. Qual é, qual foi? Vamos botar aqui qual >> é 43. >> É exatamente o número de mortos e desaparecidos >> da ditadura militar brasileira. >> Ditadura militar brasileira. O número é é impressionantemente baixo. 434 mortos e desaparecidos políticos4, né? Tá. Então minha memória >> mortos desaparecidos políticos, né? >> Só tem o seguinte, tá? Nesse nesse dado aí, tá? Por exemplo, se o sujeito ele consta como desaparecido, eh, aí, ó, ele foi morto pelos militares, pode ser que sim, pode ser que não. Tá, mas para um pouquinho, ele tá na lista desaparecidos, vai fazer o quê? Não, se ele era da guerrilha do Araguaia >> e pegou malária >> e morreu lá e foi deixado, >> ele é desaparecido do período militar. Então, nem todos os 434 aí foram mortos, tá, pela ditadura militar brasileira. Tem tem contestações eh muito sérias em cima desses dados. Mas te interrompi Moura deveria inclusive saber disso. Eu acho que ele sabe, mas faz na Argentina estima-se que 30.000 pessoas tenham sido mortas ou desaparecidas durante a ditadura militar argentina de 1976 até 83. 12 anos a mais do que a nossa e menos. Aliás, a ditadura militar brasileira começou em 64, foi até 83. É 85, né? >> 85. >> 85. >> Assim, a eleição é 84, que é a eleição do que se definiu em 84 colégio eleitoral e aí em 85 a posse do sarnei era para ser do >> a nossa durou 21 porque me consta que durou 21 anos a nossa ditadura. >> 21 anos >> e a deles lá de 76 a 83 que dá 17, não é isso? >> Uhum. >> Então menos tempo, 30.000 pessoas teriam sido mortas ou desaparecidas durante esse período. Mas segundo isso, segundo organizações de direitos humanos. >> Pera aí. De de quando a [limpando a garganta] quando deles? >> De 76 a 83. >> Não, é bem menos. É 7 anos. >> É 7 anos. Exatamente. >> 7 anos. 7 anos. >> É, segundo o número oficial do estado é de 8630 a a 8600 960. Então, entre 8600 a 8900 pessoas oficialmente documentadas. pela Comissão Nacional sobre o Desaparecimento de Pessoas e atualizadas pelo registro de vítimas do terrorismo de estado. Confirmam então 9.000 pessoas, >> 20 vezes mais gente lá do que aqui >> num período é 1/3 terço. [limpando a garganta] >> Aí te lembra que alguns anos atrás a Folha de São Paulo escreveu um editorial e chamou a ditadura brasileira de Dita Branda, porque tava comparando com as outras >> eh ditaduras sul-americanas. Eh, e o mundo desabou para cima da Folha de São Paulo, né? Não, porque não pode, porque é um absurdo e tal. Se a gente pegar os números do Chile, >> tá aqui, >> vamos lá. >> O regime de Augusto Pinoch deixou aproximadamente 3.200 a 4.000 mortos desaparecidos. E eu até achava, eu na minha cabeça achava que o regime do Pinochet teria sido mais sanguinário do que o da Argentina. Não, o da Argentina foi pior. Desse total, cerca de 100 a 1200 pessoas continuam desaparecidas e seguem sendo alvo de buscas e investigações oficiais. Eh, mortos de dois de 2.000 a 3.000 pessoas foram executadas ou morreram como resultado de violência política, segundo dados oficiais do Museu da Memória e dos Direitos Humanos. Então, se comparar essa violência com Argentina, Chile e Brasil, o do Brasil chega a ser poético. >> Uhum. >> Mas sabe qual foi a mais sanguinária delas? Das latino-americanas? >> Eu acho, eu achava que era do Chile, pelo jeito não é. >> Não, das das ditaduras. Tô falando ditaduras. Sim. >> De um lado ou de outro? >> A cubana. >> Cubana, claro. >> A cubana. Essa pergunta era feita pelo Jorge Inácio Chefques, né, em sala de aula, na época que ele tinha o Fleming. Eh, e ele chegava para pros alunos e perguntava: "Ecuta, você sabe qual foi a ditadura eh mais sanguinária da América Latina?" Aí a turma se olhava e tal. Aí daqui a pouco um levantava a mão e dizia: "Ó, Chile". Aí o outro levantava a mão e dizia: "Ó, Argentina". Na verdade não, a cubana cubana eh matou, segundo os registros do projeto arquivo cubano, aí per capta, né, levando em consideração a população total. Eh, oficialmente se tem 11.000 casos, tá, de mortes ou desaparecimentos, eh, que são atribuídos ao estado. Isso desde 1959, mas tem estimativas que apontam para 78.000 pessoas. muito provável, porque eh não vamos esquecer assim, foram os que saíram, os que morreram no mar, né, na nas travessias, né, então é muito pior, sempre muito pior do que a gente imagina, mas eu eu acredito que chegue nos 70.000. Acredito facilmente que chegue no 70.000, porque foi muito violento. Continua sendo, continua a gente tentando fugir, continua. Eh, toda hora tem gente retirada do meio do mar por ehum. >> Corvetas americanas que vão lá, buscam os caras e levam, claro, levam de volta, levam para os Estados Unidos, né? Porque eles não podem levar para Cuba. Imagina uma corveta americana devolvendo Cuba, eles explodem a corveta, [risadas] né? Então ele não tem opção. A corveta americana ela ela captura os foragidos ou os emigrantes cubanos. >> Sim. >> E tem que levar paraos Estados Unidos porque não pode, não pode largar de volta para Cuba, não pode jogar no meio do mar também, no meio do oceano, né? >> Eu não sei qual é a regra vigente hoje no no Brasil, não, nos Estados Unidos. O cubano que conseguia chegar na costa, ele automaticamente tinha >> ele recebe a a como é que chama-se? a o asilo, o asilo, por se tratar de um estado eh não só exatamente hostil, o comunista e hostil. >> Aham. Por isso que os caras se lançam no mar e infestaram de tubarão. >> Pensa assim: "Não, cara, mas qual é a garantia que ele tem?" A garantia que ele tem é essa. Se ele chegar do outro lado, cara, se ele chegar ali na Flórida, >> ele tá a salvo. >> Uhum. >> O difícil é chegar. >> Sim. complicado é isso, >> não? E se jogam com criança, com animais domésticos, com pessoas de idade, eles não eles só não querem ficar. >> Aham. >> Porque muitas dessas pessoas que se jogam, elas já estão com as horas contadas em termos políticos. Elas vão ser >> Sim, >> daqui a pouco batem na casa. >> Não, e e algum momento também, cara, a fome deve cansar, né? A miséria, tudo, né? Então, eh, tu entende o ato de desespero do sujeito. Eh, é mais ou menos como aquela situação do prédio tá pegando fogo e aí lá pelas tantas tu começa a ver as pessoas se lançando. Tá, mas a chance é quase zero de sobreviver a queda. >> Uhum. >> Mas ela não aguenta mais. Ela tá queimando ali, a gente só não enxerga, mas é, o calor é tão grande. Então, para alguém se meter dentro de uma geladeira, transformar uma geladeira em barco e na e e tentar atravessar o o mar para chegar a Flórida remando, repito, >> sim, são 90, são 90 km, >> dependendo da corrente, até pode ser mais fácil. >> Tem gente que chega, >> tem muita gente que chegou, gente, >> chega, tá? Então, >> bom, nosso convidado já está conosco lá. É o Vitorino. >> Vitorino já está conosco. Roqueiro. >> E aí, rapaziada? De deputado. Eles é um roqueiro. Tudo. Cadê a minha imagem? >> Cadê a tua imagem? Cadê o Vitorino? Cadê? >> Cadê a minha imagem? Eu eu tô me vendo aqui. Vocês estão me vendo aí? Não. >> Acho que tu vai ter que eu sair e entrar de novo. >> Eu acho que tu vai ter que reconectar, Vitorino, porque a gente te ouve, >> mas não te vê. É, eu aíando aqui, >> aparentemente tá tudo certinho. Eu vou vou conectar de novo, rapaziada. Vamos tentar. Me dá 30 segundos, >> certo? Vamos lá. >> Oba. Vai ser um prazer. >> Então, daqui a pouquinho >> um [roncando] dos nossos convidados, né? Porque o outro vai chegar um pouquinho mais tarde para nós falar, continuar falando sobre >> rock and roll. >> Rock and roll. >> Olha aqui, ó. Tô mandando fotos para ti enquanto o Vitorino conecta, eh, pra gente colocar na tela no que que os cubanos se lançam ao mar. >> Uhum. >> Para tentar chegar à costa dos Estados Unidos. É isso aí, ó. >> Olha isso, cara. Eu improviso, ou seja, esse resto de caminhão que provavelmente é americano dos anos 50,50 ou 50. É, >> eh, o que as boias deles são aqueles tonéis ali vedados de alguma alguma maneira >> e e esperar que a que alguém venha buscá-los, né? Que ó, a corveta americana que eu falei, ó. >> Aham. >> É isso aí. Não tem. Eles se jogam, digo, ah, daqui a pouco vai aparecer alguém, porque e eles fazem leitura de radar, né? Leitura GPS. >> Aham. >> Exato. Tem um barquinho lá, né? >> Tá. Mas e nesse caso aí manda de volta ou leva pra costa americana? >> Não, tudo vai paraos Estados Unidos. Não, não tem volta, não existe volta, >> senão os caras são mortos, né? >> Sim. Não, a corveta, imagina se a corveta ela ela chega, ela entra dentro de um radar do exército cubano. Imagina se a corveta diz assim: "Ah, vim devolver uns caras". Aham. Primeiro que nós não queremos os cara de volta. [risadas] >> Aham. >> Nós não queremos. Segundo que se tu passar da linha que nós vamos te bombardear, entendeu? Não tem, é, é hostilidade pura. Quem não quem eh tem tem um filme tem um filme chamado eh que fala sobre um prisioneiro que foi muito tempo lá em Guantânamo. Ah, tô tentando me lembrar do nome do filme. Muito bom, viu? Muito bom. É outro aí, ó. Esse aí não sei se tá chegando ou tá saindo. Pelo jeito tá saindo. >> Tá, tá. Não, você não tá chegando na costa. É, provavelmente tá chegando em Kester. É que o Estest é um lugar muito bonito na Flórida >> e muito pouca gente, vamos, >> tem [roncando] muito pouca gente habitando aquela região lá da da Flórida, na nas ilhas Kiss, que são unidas por pontes, né? >> Mas esses aí são os caras que não viraram comida de tubarão, né? >> Eles eles tiveram sorte, né? >> Eles tiveram sorte. Tem mais uma última aí que eu te mandei, Felipão. >> O Mauritânio, me lembrei do nome do filme. >> É >> o Mauritânio é o nome do filme, tá? Um, o filme é muito bom porque fala sobre um sujeito que veio da Mauritânia, né? E ele fica preso em nas ilhas, ó. Esse aí também tá foi resgatado de alguma forma. >> Só que isso aí não é um barco eh o da direita ali, >> esse inflável aí, essa lancha inflável não é. Essa é civil. Essa é civil. Que deve ter apoio também, né, Guilherme? >> Deve ter. Os cubanos daqui a pouco avisa, ó, cara, tem saíram aqui num caminhão velho boiando, eles não sabem até quando vai. Então, chegou um determinado ponto, daqui a pouco encosta lá uma embarcação de cubanos que estão nos Estados Unidos. >> É isso aí. O nome do filme é o Mauritano, >> tá? Eh, a história real de luta de Slari, eh, o nome do ator é Taharha, pela liberdade depois de ter sido detido e preso sem provas concretas pelo governo dos Estados Unidos durante anos. Sozinho com medo, encontra aliados na advogadaá, que é Jord Foster, né? E ele vai preso lá em Guantanamo, na prisão militar de Guantanamo, na ilha de Cuba. E lá é o seguinte, né? Um soldado tá olhando pro outro, apontando uma arma pro outro 24 horas por dia. Se um piscar tá morto. >> Uhum. >> Tá de volta. >> Tá de volta aí o o Vitorino ou não? >> Vitor, >> então vamos lá. Com agora com >> era a parede de tijolo que tava atrapalhando. >> Pois é. Eu acho que era aquela, eu tava usando um um background aqui artificial e às vezes o negócio crenca, né? Sei lá se foi na câmera aqui. Mas, rapaziada, hoje é dia de rock and roll, né? >> Pois é. >> Hoje é dia de rock and roll, rapaz. E sabe que a história é muito bacana porque a origem do rock and roll, ao contrário do que as pessoas imaginam, não é americana. todo mundo, ah, o rock and roll, coisa e tal, Chuk Berry, Bill Harley, seus cometas, tinha algumas outras bandinhas da época, Valvets, Walters, todas essas bandas da época que fazia todo mundo, ah, é rock and roll, calma, vamos devagar. Primeiro a gente tem que entender como é que nós chegamos no rock and roll. E a história é bem é bem é bem curtinha. No período da escravidão, no sul dos Estados Unidos, aqueles navios levavam escravos capturados da África, nas aldeias para os Estados Unidos, onde eles ficavam nas fazendas, particularmente as cotton fields, né, os campos de algodão. Inclusive tem uma música do Creedence Crew Water Revival por esse nome, Cotton Fields, >> e eles ficavam nos campos de algodão e ficavam ali naquelas casas dos escravos reclusos com guardas acorrentados. E os senhores de de de fazenda, normally espanhóis, franceses, poucos ingleses, mas espanhóis e franceses, alguns holandeses, eles tinham, digamos assim, as suas famílias já crescendo, filhos que estudavam na Europa e que tocavam violão. Particularmente os espanhóis tocavam violão. O violão Flamengo, que tem uma história maravilhosa desde o século XVI, tocava um violão Flamengo com extrema habilidade. [roncando] os europeus, franceses, particularmente, dominavam mais o piano. E essa técnica era dominada já de forma absolutamente eh acadêmica, onde as sete notas e os cinco acidentes representavam a escrita musical na pauta, tal qual conhecemos até hoje. e eles tocavam nas casas, só que lá na casa dos escravos tinham os cânticos de dor e de tristeza, saudade da família, escravos que tinham no sofrimento e nos seus cânticos alguns tribais, mas normally cânticos de alma blue, eh o seu espírito. Aos poucos, os europeus começaram a perceber o que acontecia e acharam interessante aqueles ritmos e, particularmente, a forma como eles tocavam, como eles eh executavam a música, usando de forma quase simplória cinco notas, as pentatônicas, isso perceptível ao ouvido, mas que certamente eles não as conheciam, faziam exclusivamente com a alma, com o coração, com blue. As pessoas acham que blues é só azul, não. Blue é também alma, coração. Bom, o que aconteceu a partir daí foi muito simples. Os senhores de fazenda começaram a chamar os escravos para participar da música e começaram a assimilar alguma coisa dos escravos. E alguns mais mergulhados nessa pesquisa começaram a ir até o alojamento, as cenzalas dos escravos para participar com eles das músicas, especialmente os espanhóis com os violões. Daí nasceu dois dos gêneros mais conhecidos e o embrião da música americana, o jazz e o blues. Muita gente diz: "Ah, o Robert Johnson criou o Blues, a famosa encruzilhada, né, o Cross Roads". Depois eu conto essa história, uma história maravilhosa, mas na verdade aquilo já vinha acontecendo nos nas igrejas gospel. O blues teve início nos bares e nas igrejas gospel da Luisiana. O que que aconteceu? Esses dois gêneros musicais tiveram duas vertentes. A primeira, a visceral, que era focada exclusivamente no sentimento, na dor e na intensidade do blues, seja ele lento ou seja ele com batido a 160 bits. E do outro lado, ah, os pianistas europeus, violonistas europeus, começaram a perceber que naquela fonte da música negra existia uma variação melódica que fugia a música tradicional, a música clássica. E dali nasceu o jazz. >> A dificuldade de execução da música vinculada ao jazz, porque para tocar jazz tem que ser muito bom músico. Essa coisa deana que três acordes não toca jazz mesmo. >> E no [limpando a garganta] Blu, as duas vertentes da música americana que foi evoluindo a partir daí. O Robert Johnson em eh no início do século XX criou alguns blues eh absolutamente viscerais e tem uma história interessante porque a música ela é cercada de lendas. O jazz foi evoluindo, grandes pianistas, o blues foi evoluindo, grandes violonistas, guitarristas, mas lembrem-se, todos negros. Porque a música, a gente costuma dizer, a técnica veio da Europa, da história, do tempo renascentista, mas a música tal qual a conhecemos hoje nasceu na África. E a partir daí teve uma evolução com histórias maravilhosas. Eh, eu acho que o o Guilherme já deve ter ouvido falar do filme Cross Roads. Guilherme Cross Roads conta a história de quem era Robert Johnson, que é conhecido como criador do Blues. O Robert Johnson, eh, ele, eh, casou com uma menina mais jovem e ele tocava, tentava tocar nos bares, mas era um músico muito ruim, cantava mal, tocava mal e normally tocava uma. Na segunda música, os mic os músicos pediam para ele descer do palco. O que aconteceu? O Robert Johnson foi procurando outras cidades no estado de Luisiana e não conseguia porque realmente era um músico muito ruim. A esposa dele, a menina engravidou e morreu no parto. O filho sobreviveu, mas a morreu e ele eh não tinha dinheiro para salvá-la e ficou muito revoltado. E aí diz a lenda que ele foi até uma encruzilhada, daí o nome Cross Roads, que é encruzilhada. >> Ele foi até uma encruzilhada e eh entregou a alma dele ao diabo em troca de talento. O que aconteceu? Pra surpresa de todo mundo, duas, três semanas depois, o Robert Johnson voltou com músicas próprias e tocando como ninguém, exclusivamente numa escala pentatônica de apenas cinco notas e três acordes, tocando aquilo que ninguém mais tocava. As pessoas paravam, ficavam olhando, mas que música é essa? Da onde saiu isso? Essa é a lenda. E diz a lenda que o Robert Johnson aceitou o acordo com o diabo e que entregaria sua vida aos 27 anos. Então eu queria agora lembrar para vocês, aos 27 anos morreu em Wheo morreu Jim Morrison. >> Uhum. >> Morreu Jimmy Hendricks, morreu Robert Johnson e uma série de outros grandes músicos. >> Curtin morreu com 27 anos. Então, esse é apenas um pouco da história da evolução. O rock and roll nasceu do blu tocado acelerado em 150 a 160 bits. Então, em vez de usar aquela batida dupla, eles passaram a usar a batida reta e aí virou rock and roll. Chuk Berry, eh, certamente com Johnny Bigut, foi o cara que eh pudiu o rock and roll eh no no mundo inteiro, mundo inteiro em termos, né? era Estados Unidos, mas a partir daí vem uma série de coisas e o grande divisor de água do rock and roll, o grande divisor de águas que foram os Beatles, né? Esses representaram o divisor de águas trazendo eh eh empréstimos modais, eh uma verdadeira aula de harmonia funcional em algumas músicas. Os Beatles, realmente, quem estuda música enxerga nos Beatles o divisor de água da melodia e da harmonia do rock and roll moderno, tal, o qual conhecemos hoje. >> Exato. Qual foi o teu primeiro contato assim que tu lembra? Primeiro disco de rock que tu pegou, que a primeira música que te impactou no rádio daqui a pouco? Eh, eu tenho algumas lembranças minhas aqui. Não sei se o Vitorino tem isso na na memória em termos de rock and roll, obviamente, né, Vitorino, você sabe que eu ouvi a das primeiras que eu ouvi, eu ouvi eh Josh House Rock do Elvis Presley >> e aquilo, caramba, que break é esse? Esse baterista saiu de onde, coisa tal, aquilo me impactou muito. E aí depois eu comecei a ouvir os rocks mais viser eu não sou apaixonado por Heav metal, mas eu gosto de rock mais visceral. E aí me chamou muito atenção a I saw Stand there dos Beatles, que foi do primeiro disco também, que fez muito sucesso. E no meio disso surgiu Rock Around the Clock com o Bill Rley e seus cometas. Eh, e surgiu e eh aquela >> Great Balls of Fire do Jerry Balls of Fire. Isso. Do do rapazinho que casou com a com a priminha, né? >> Uhum. era era uma figuraça também. Então assim, a gente tem eh histórias maravilhosas do rock and roll, lendas maravilhosas, verdades maravilhosas, mas a verdade é que o rock and roll mudou o a expressão, a palavra que nós entendemos hoje por música. O >> a origem do rock and roll é, segundo aqui eu tô inteligência artificial, o termo rock and roll originou-se de uma expressão náutica do século X7. Tampouco falasse, né? por marinheiros para descrever para prescrever o movendo o navio. >> Isso, >> né? No início do século XX, o termo foi incorporado ao vocabulário afroamericano como um duplo sentido para dança enérgica e relação sexual. Mais tarde, foi popularizado como gênero musical pelo DJ de rádio de Cleveland, Allan Freed, em 1951. A expressão fez sua primeira aparição registrada em disco de 1922 na faixa de blues de Trixy Smith. My man Rocks me with one steady roll. My man rocks me with one steady roll, né? Ao long, >> eu conheço essa, eu conheço essa música, a inteligência artificial deu uma chutada porque ela mesmo diz, né? No blues gravado por, porque tem diferença do blues pro rock and roll. No rock and roll a bateria é reta. No blues, o tempo dois e três, ele tem menos acentuação. Então o blues é tum [limpando a garganta] tum tá tum tum tum tum tum tum táum. O rock and roll é tum tum tum tum tumum tum tum tatum. É mais reto. >> É verdade. É verdade. >> É. Então assim essa essa digamos assim eh esse resgate histórico tem muito a ver com interpretação, né? Ele achou que aquele blues tinha mais cara de rock and roll. Mas a cara do rock and roll mesmo, se a gente parar para pensar, eu acho que muita gente, jovens, principalmente quando assistiu o De Volta para o Futuro, né, e e viu aquela interpretação, aquela brincadeira, né, com Johnny Bigood do do Chuckberry, entendeu que aquilo ali foi realmente o rock and roll, porque até o rock do Bill Harley, é rock around the clock, né? Aí tá mais pra blusa ainda. Ainda tá a blusa. E o E o Chuck Berry é [canto] mais reto, não tinha o dois e o a acentuação não puxava tanto o dois e o três, do um ao quatro era mais linear. Então, me parece que e para mim o rock nasceu realmente, como você disse aí nos anos 50, com versões de bateristas puxando mais o ritmo reto. >> Agora, Vitorino, como o Elvis provocou uma uma confusão deliciosa nessas duas correntes, né? Porque eu tinha horas que eu achava que o Elvis estava tocando blues ou dançando blues também, cantando e era rock. E tinha horas que ele estava cantando o rock e eu achava que era blu, mas aquilo nunca me nunca me magoou. Sempre adorei a figura do Elvis. Exatamente. Porque ele fez essa transição de lá para cá, de cá para lá. Eu tô errado. >> É verdade.
Não. E, e sabe o que acontece, Gloco? A gente teve, eh, de um tempo para cá, também o caminho inverso. Enquanto, eh, eh, num tempo, num período dos anos 50, 60 até os anos 90, eh, existiu uma tendência de separar o rock do blues, exatamente para se criar essas vertentes. Dos anos 90 para cá, ele, eles estão voltando às raízes. Por exemplo, tem músicas do Eric Clapton que você não sabe se é blues ou se é rock.
Uhum. Ex. O Mark, quando saiu do Dark Streets, começou a gravar blues. Ele é um apaixonado pela música americana, que é também uma vertente do blues, né? Eh, eh, ele acabou se se apaixonando e começou a gravar rock, voltando pro caminho do blues. Então, ao longo do tempo, a gente teve uma influência também dos ingleses, particularmente o Elton John. Se você observar o piano do Elton John em algumas músicas, Crocodile Rock, por exemplo, aquele é totalmente blues. E tem outras e Skylark, totalmente blues.
Então, a partir dos anos, final dos anos 80, início dos anos 90, nós começamos a voltar. O blues começou a voltar pros braços do rock, ou o rock começou a voltar pros braços do blues. E hoje a gente não sabe mais o que é o quê. Esses dias eu tava ouvindo rock and roll do do Led Zeppelin, e eu confesso a você que não sei o que o Marco Borra fez naquela música, né? Se ele tocou um blues rápido ou se ele [risadas] tocou, se ele tocou...
>> Agoração. >> Tu, tu, quando falou da da questão da batida e bateria, eh, suscitou aquela pergunta que para todo fã de rock se faz, né? Qual é o teu? Porque uma banda tem a chamada cozinha, né? E a cozinha ali é bateria e baixo. É a turma que dita o ritmo. E aí a turma da da guitarra melódica e do solo, vocalista, eles viajam, mas em cima daquela pista ali, né, Vitorino, se eu falar bobagem, me corrige aqui.
>> É, é o famoso Drum and Bass, né? Drum and Bass, bateria e baixo.
>> É, exatamente. E mas são eles que, digamos assim, garantem que a coisa esteja no tique-taque ali e não saia do ritmo. Bateristas de rock and roll, tu é do time do New Port, do John Bonham, que é do Led Zeppelin. O Newport é do Rush. Eh, são os, são os dois, acho que suscitam mais brigas e discussões aí. Mas tu pode, se quiser, elencar um terceiro aí que seja o teu favorito, vai.
>> Olha, eu vou falar uma coisa para você. Eu, eu, claro, o o Newton era gênio, né?
>> É.
>> Era gênio. O cara era de outro planeta. E essa menina, essa alemã aí, a Arica, a Kira Arica, uma coisa assim dele.
>> Tá fazendo a turnê agora, né?
>> É, uma baterista espetacular também. Mas o New, gênio. Era gênio. Se você ouvir atentamente três músicas do Rush, se você pegar atentamente e ouvir três músicas do Rush e observar só a bateria, se tiver aquela coisa de tirar todos, deixar só a bateria tocando, você vê que ele era um monstro. Era um monstro. Ele, ele conseguia fazer encaixar andamento ímpar dentro de uma música de andamento par. Ele fazia aquelas as que alteras, né, de uma forma tão acentuada que daqui a pouco tu não sabia se ele tava fazendo 4x4 ou 6x8 ou 4x3. Tu ficava assim: "Que que esse cara tá fazendo na bateria?". Ele era gênio. Macoran para rock era fantástico. Acho que você pegou dois aí também, Guilherme, que não dá pra gente mexer, né?
>> Não dá pra gente mexer nesse time. Mas eu vou falar talvez do mais injustiçado de todos os tempos.
>> Não vai falar que é o Ringo Starr.
>> Sim.
>> [risadas]
>> Diziam, diziam que o Ringo Starr era o mais fraco dos Beatles. Gente, pelo amor de Deus, ouçam algumas músicas dos Beatles com atenção, que eu sempre gosto de fazer aquela coisa, né? Eu gosto sempre quando eu baixo música, eu procuro aquela que tem os canais, aí você baixa os canais, ouve só a bateria. O Ringo Starr criou algumas coisas que muita gente passou a imitar. Muita gente passou a imitar música. Eh, eh, e o, e o Ringo Starr tocava apenas com um tom, que nem o Charlie Watts do do Rolling Stones. Ele não usava dois, ele não gostava de fazer e rolo. O, o Ringo mesmo disse, ele gostava de condução diferenciada. E eu acho que o Ringo foi muito injustiçado. Talvez ele não fosse o mais fraco dos músicos dos Beatles. Eh, vou fazer uma afirmativa aqui que vai dar o que falar. O chat aqui vai ter uma, vou me xingar muito aqui, mas o músico mais fraco dos Beatles era o John Lennon. Ele era um grande compositor, um grande criador, mas como músico ele era o mais fraco. E o mais completo não era o Paul McCartney, era o George Harrison, né?
>> É.
>> E vocalista para ti, Vitor? Vocalista. Eu, para mim, tem um Oroncor que é vocalista.
>> Ah, sim.
>> Porque já vou falar sobre o Robert Plant, né? Como era fantástico. Era fantástico. Mas e aqui entre nós, o Freddie Mercury era um monstro, né? O intervalo do Freddie, o o Freddie Mercury conseguia quatro oitavas na voz.
>> Pois é.
>> Aquilo era ele, ele.
>> Que dura.
>> É, ele, ele, ele fazia quatro oitavas na voz. Aquele é um monstro. E a gente teve um cantor aqui no Brasil que nunca foi reconhecido, porque ele fazia parte de uma turminha meio fechada, que era rejeitada pelo restante do país. Ele fazia parte daquela panelinha do metal ali de São Paulo. Eh, ele foi o primeiro cantor do Angra, que era o André Matos.
>> André Matos.
>> O intervalo de voz do André Matos era uma monstruosidade. O cara era espetacular. Eh, eh, ele, ele, eh, gravou algum tempo com Angra, depois saiu, aí montou uma outra banda, acho que foi, acho que era Shaman, o nome da outra banda, uma coisa assim.
>> Isso, era uma coisa assim. Aham.
>> É, era uma coisa assim. É, ele montou uma outra banda, mas ele tinha um intervalo espetacular, era um cantor fora, fora do do contexto. Mas e olha, eu colocaria entre os melhores do mundo de todos os tempos. Ele era pianista erudito, tinha formação musical, era um cara fantástico. Mas realmente o Robert Plant [risadas].
>> É, esses dois nomes estão bem cotados. Guitarrista para ti, Guilherme.
>> Não, só para o André Matos morreu muito cedo, morreu jovem.
>> Não é?
>> É, ele morreu em 2019. Ele, na época, tinha, acho que ele não tinha 50 anos ainda.
>> E e faleceu e era realmente um cara de uma potência vocal fantástica. Vocalista para mim.
>> Não, não. Vocalista e depois guitarrista para começar outra.
>> Bom. Eh, Robert Plant, eu sempre achei o cara assim mais completo, mas do ponto de vista de de técnica, Ronnie James Dio, né, que foi o vocalista que substituiu o.
>> O Ozzy Osbourne no Black Sabbath.
>> Canta demais, canta demais.
>> Fantástico.
>> É uma voz, é uma voz bem bem característica mesmo. Rock and roll.
>> Era maravilhoso. É, é. Porque tem um cantor que domina uma técnica fora da da curva.
>> E tem um cantor que é atípico. Por exemplo.
>> Eu vou dar um exemplo para você que se você ouvir, não precisa nem conhecer a música, mas se tiver cantando, você sabe que é ele, o Rod Stewart.
>> Ah, também.
>> Ah, sim, também. A Tyler, que morreu agora há pouco, aquela alemã, morreu agora pouco.
>> Você ouvia "Total Eclipse of the Heart", você ouvia "It's a Heart", só ela conseguia cantar aquelas músicas daquele jeito. A mesma coisa.
>> De Open, o Alan, o R. A mesma coisa. Aquela voz anasalada dele é só ele.
>> Não tem, não tem nada, não tem nada parecido.
>> Mas eh eh eles não tinham essa técnica, essa elasticidade vocal absurda que tem esses cantores. O Dio foi uma boa lembrança. Robert Plant tem músicas do do Led Zeppelin que ele mesmo disse: "O Led Zeppelin, eu quando passei dos 45, 50 anos, não conseguia mais cantar essas músicas. Não tinha como, tipo, não tinha onde buscar". Tem o, tem o. E tem o Jon Anderson também do Yes. Muito característica. Se tu colocasse para cantar qualquer coisa, tu não daria nada por eles. Mas eles foram para aquela banda, para aquele local com aquele grupo tocando aquelas músicas. E aí fica uma coisa inesquecível. Quando eu ouço "Roundabout" do Yes, eu paro o que eu tô fazendo sempre que essa música tá tocando. Porque digo: "Meu Deus, é uma obra de arte".
>> É muito bom. Eh, a gente tem cantores maravilhosos ao longo do tempo, mas eu, eu, eu tem uma coisa que é a técnica e outra coisa que você gosta. E eu vou dizer uma coisa para vocês. Eu gosto de eh vozes marcantes, vozes anasaladas. Vocês chegaram a ouvir eh o eh Play for Change, aquele grupo que reuniu músicos do mundo inteiro.
>> Cantando, cantando, cantando música que se consolidaram cantando "Stand by Me". Eh, eram músicos do mundo inteiro que se reuniam e tinha ali um rapaz, um gran papa, gr, uma coisa assim, um senhor mais de 80 anos que cantava com a voz assim, uma voz gutural lá do fundo e levemente rouca. Aquele cidadão, se tivesse gravado com o mínimo de produção, ele faria sucesso porque era uma voz conhecidíssima. Por exemplo, quem é que não lembra de Barry White?
>> Ah, sim. O intervalo, o intervalo técnico do Barry White era pequeno, mas a voz do Barry White era inconfundível.
>> Você ouve hoje as músicas disco do Barry White, aquilo é, né, é, é marcante. Então, eu gosto muito dessas vozes que ficam para a história. Gosto muito de de eh digamos assim, uma coisa mais eh eh personalidade. A gente vai falar de guitarristas agora, Gloco. Você levantou a bola pro Guilherme aí.
>> Isso. Guitarristas. Eu vou falar também de guitarristas porque eu tenho uma queixa muito grande, né? Você já viu, Guilherme, que todos os guitarristas hoje soam igual? Sim, eles são. Eu não lembro quem cunhou essa expressão. Se eu lembrasse, faria, citaria aqui por uma questão de justiça, mas hoje todos me parecem os os especialmente os solistas empilhadores de notas.
>> Entendeu? Ou seja, o cara quer mostrar que que que consegue fazer o solo mais rápido possível, mas assim, tem um sentido, ele sai de um lugar e vai para outro, não, ele só empilha a nota. Pô, cara, mesmo aqueles caras mais virtuosos assim, eh.
>> Mas do passado, sei lá, pega lá um Van Halen, né, o Eddie Van Halen, cara, eh, tu pega o o solo de "Eruption", né? Ele tem ali, ele tá te dizendo uma coisa, o vulcão tá entrando em erupção naquele solo, né? Então [limpando a garganta] hoje em dia não é só "Olha o que eu sei fazer". [risadas]
>> É, é que o timbre, Guilherme, o timbre e tá muito parecido, todo mundo tá muito parecido. E a e os guitarristas hoje todos eles têm origem na escola de Berklee.
>> A escola de Berklee é a seguinte: você usa a área subdominante menor, eh, empréstimo modal e a escala padrão. Acabou. Eles ficam nesse universo. Então, além do som ser muito igual, parece que todos tocam com a mesma guitarra, com o mesmo pedal de distorção e o mesmo amplificador. Além do som ser muito igual, falta essa criatividade. Por exemplo, eh eh você ouve uma música com o som do Dire Straits, você identifica a guitarra do Mark Knopfler.
>> Totalmente.
>> Você ouve aquela Fender do Eric Clapton tocar, você identifica a Fender do Eric Clapton? Você ouve aquela eh sujeira, né, do do guitarrista do do Led Zeppelin? [ __ ] você pera aí. Isso aqui, essa guitarra eu conheço. Aqui no Brasil a gente disso.
>> Lembra as primeiras músicas do Paralamas?
>> Aquela guitarrinha que que Herbertiana. Aquilo tinha personalidade, né?
>> Sim. Ela não soou. Tem umas que tinha até nome, era um pouco com banha, mas tinha personalidade. Você quer? Claro, aquilo foi inspirado nos reggaes jamaicanos, mas tinha personalidade. Então assim, a minha queixa dos guitarristas hoje é essa: é, eles cuidam muito da técnica, esquecem o sentimento. E eu cunhei uma frase uma vez, há muito tempo atrás, eu era eh colunista jornal do Brasil lá no Rio de Janeiro. Eu disse: "Tem certos guitarristas que se tocassem saxofone morreriam sufocados, porque consegue respirar empilhando uma lata atrás da outra". E e e é o famoso eh guitarrista gluglu, né? Calma, tio, calma. Tempo de silêncio também é música. Isso dizia Tom Jobim. Tom Jobim que disse: "Gente, cuidado, tempo de silêncio também é música". Então você ouve, por exemplo, solos do Eric Clapton, ficam.
>> Você ouve solos do Mark Knopfler, ficam.
>> Se solos de vários guitarristas, eles ficam. Aí você ouve a gorizada tocando hoje aí tocando a guitarra metro.
>> Não vai lugar nenhum.
>> Exatamente. Exato. Eh, não. E e isso de tu identificar, né? Vamos pegar as bandas nacionais. O Vitorino lembrou muito bem a guitarra do Herbertiana, marca registrada. Eh, se a gente pegar aqui o Mts do Engenheiros do Havaí, talvez tenha sido daquela geração o cara mais virtuoso, digamos assim. Vamos sair dali e vamos para um cara que inclusive era tido como simplista ao extremo, mas também tinha uma marca registrada lá o Dado Villa-Lobos do Legião Urbana. É Dado Villa-Lobos, né?
>> Isso. Isso.
>> Também é ele usa, o o Dado dos Villa-Lobos, ele sobrecarregava a guitarra dele eh com os pedais chorus. Então existia um certo preconceito. Pô, ele tá escondendo algumas barbelagens aí, é muito efeito e tal.
>> Pedaleira para escolher falta de técnica, né?
>> É, é isso aí. Mas tem uma, tem uma coisa, Guilherme, que eu acho importante. Nós temos também os nossos os nossos guitarristas espetaculares. Por exemplo, um cara, o Celso Blues Boy. Celso Blues Boy era um monstro tocando blues.
>> Celso Blues Boy. O B.B. King.
>> Chamou ele no palco um show no Rio de Janeiro.
>> E ficaram amigos porque o B.B. King disse: "Pô, não dá para imaginar um brasileiro, terra do samba e da bossa nova, tocando blues desse jeito".
>> [roncando]
>> Eh, eh, a gente tem Robertinho do Recife, que é normalmente confundido. Espetacular.
>> Guitarra espetacular. Pepo Gomes. Pepo Gomes, um guitarrista maravilhoso. Armandinho.
>> Veja você, eu tô citando guitarristas nordestinos que se aperfeiçoaram a partir dos trios elétricos que exigem velocidade com técnica. Então assim, nós temos grandes músicos. Tem o o o Luiz Caldas toca muito a guitarra.
>> Quem?
>> O Luiz Caldas lá do Tchan, toca muito guitarra. Vamos descer para São Paulo. São Paulo tem guitarristas maravilhosos também. Esse rapaz que tava eh me fugiu agora, Motorhead, não é no Motorhead, ele tava no outro, no Ah, me fugiu o nome dele. Ah, velho, assim, esquece nome, mas é um grande guitarrista, tava numa banda americana, agora voltou pro Brasil, um cabeludo que era guitarrista do Angra.
>> Guitarrista do Angra.
>> Aham. É o, me fugiu o nome dele agora, um grande guitarrista. O cara com uma técnica espetacular. O cara a ponto de dizer tchau por uma das vezes.
>> Kiko Loureiro.
>> Hã? O Kiko Loureiro. Kiko Loureiro. Guitarrista espetacular. Tem um cara eh também em São Paulo eh que toca muito a guitarra. Bom, eu poderia citar São Paulo, Rio de Janeiro. Victor Biglione, por exemplo, é um animal também tocando guitarra.
>> Biglione lembrado.
>> Isso. E aqui no sul é um é um é um virtuoso, né? De tanto que toca.
>> Sim. Aqui a gente tem o Frank Solari, que é um monstro da guitarra, né?
>> Solari.
>> Frank Solari é um guitarrista espetacular. E a gente tem.
>> A maior universidade de música que eu conheço, que é a noite.
>> Uhum.
>> E tem um guitarrista aqui no Sul que [roncando] ele fica, evidentemente, toca na banda dele na noite. Mas eu já vi esse cara tocando para valer.
>> Se algum de vocês algum dia for no Sergeant Peppers, observem o Ralf Peruco tocando guitarra. É um animal tocando guitarra, cara. Toca muita guitarra. Ralf Peru é um uruguaio que inaugurou o Sergeant Peppers, tá 38 anos no bar, é guitarrista 38 anos no bar.
>> Sim, ele foi sócio do João Antônio, né? do João Antônio.
>> Não, não, não, não, não. O sócio do João Antônio foi o o Cascalho, não, o outro que era diretor da Ipanema. Eh, me ajudem, foi diretor da Ipanema. Foi o Disco Casil.
>> Júlio First.
>> O Júlio First, Júlio First. O João Antônio e o Júlio First foram sócios do Aberrood.
>> É o Júlio First, na ele, ele trabalhou na Itapema.
>> Itapema. Itapema. Itapema. Eu confundi com Itapema. Não tinha, ele não era sócio do do João na.
>> João Antônio. Não, aqui no Aberrood, na na Plínio.
>> Ah, no Aberrood. Certo, certo, certo, certo.
>> É no Aberrood. É aqui na Plínio. Era o Júlio e o e o João Antônio.
>> Isso mesmo. Tá. Não é que depois lá no Sergeant Peppers o João foi sozinho. Isso. Eles foram eles foram sócios lá. Aquela banda Peppers tá até hoje. E o único original, 38 anos na banda é o Ralf. E o Ralf toca muito a guitarra e é um cara que tá aqui na noite, coisa tal. Então assim, eh eh até ser um super músico, exige, por exemplo, circunstância, oportunidade, tudo isso, tudo isso passa por um, por um processo. Mas eu, eu, eu, eu diria, eu tenho um fã na guitarra, um fã, não, um ídolo, desculpe. Eu tenho um ídolo na guitarra. Eh, não é o melhor guitarrista do mundo. Acho até que exageram quando chamam ele de deusa guitarra, mas para mim ninguém cria tantos riffs e usa tanto a escala pentatônica e os empréstimos modais quanto Eric Clapton. Eu acho ele genial na guitarra. Ele é um cara, sabe? Eh, é como você ter um um automóvel Toyota, não é o melhor do mundo, né? Mas te leva daqui para cá sem problemas. O Eric Clapton para mim é um guitarrista que eu busco no espelho. Claro, nós temos gênios aí na guitarra, mas o Eric Clapton e ele tem uma, o Eric Clapton é um cara que consegue eh fazer, ele tem uma versatilidade tão grande. Sai de uma música, por exemplo, "Cocaine", né, que é um rock mais pesado, do Derek and the Dominos, né, do Derek and the Dominos, ele gravou e imortalizou a música. Mas vamos pegar outra aqui então. Mas e ele vai lá para "Wonderful Tonight"? O "Layla", então. Boa. Obrigado.
>> Eh, e aí sai de "Layla" e vai para "Wonderful Tonight", que é que é.
>> Não, realmente ele é ele é Oroncor. É que nem uma vez quando eu era criança, vi um anúncio, uma revista de decoração, um Rolls-Royce.
>> E o anúncio diz assim, ó: "Não é o carro mais bonito, não é o mais veloz, nem o mais moderno, é apenas o melhor carro do mundo". Então tá nessa categoria aí, não é o melhor, é só o melhor.
>> É, eu eu classificaria assim. Agora nós temos gente que inovou, né, na guitarra. O Mark Knopfler tocando com os dedos e com as unhas eh cortadas, porque tem gente que toca os dedos com as unhas compridas para ter aquele. O Mark Knopfler tocava com o dedo com as unhas cortadas e estalava as cordas da guitarra. Então o som do Mark é diferente do swing, mas você ouve "Lady Rider", "Brothers", você ouve a guitarrinha do MF, pô, esse o som é desse cara.
>> Aham.
>> E olha que usa guitarras diferentes, ele usa. Pensa, ele usa Gibson, ele usa Fender, ele usa guitarras diferentes, mas o o timbre que ele tira, aquele estalinho da corda, é do Mark Knopfler.
>> Verdade.
>> Já que nós, o Power Trio tá liquidado, já falamos. Agora vamos, eu quero incluir uma outra categoria chamado tecladistas, porque eu tenho o meu.
>> Ah, eu também tenho o meu.
>> O Rick para mim é o Rick e não tem outro. O Rick Wakeman para mim não tem o mim.
>> É para mim o o pai deles todos no rock and roll. Olha bem, cuidado, tem tecladista e organista, tá? Então vamos lá. Tecladista de rock para mim eh eh um um um não tem outro. Para mim o Keith Emerson era um monstro. Pianista, pianista, tecladista. Agora organista John Lord do Deep Purple.
>> Ah, do Deep Purple. Eu tava com ele.
>> Ele fez [risadas] porque ele fez um negócio diferente. E ele é maluco. Sabe o que que ele fez? Ele botou um pedal de overdrive num órgão Hammond. Cara, esse cara é maluco. Ele disse: "Não, eu quero ver como é que fica". Se você olhar todos os timbres do John Lord no Deep Purple, o órgão tem distorção. Se você ouvir "Highway Star", por exemplo, aquele aquele solo dele em "Highway Star", se ouve, pô, mas esse órgão podia ser mais limpo, não tá com pedal de distorção, coisa do John Lord. Esse para mim foi o maior organista que eu conheci. Claro, a gente tinha gente maravilhosa, tipo Billy Preston, né? O Billy Preston foi o que gravou. Eh, gravou com Beatles, foi o único tecladista que gravou com os Beatles, foi Billy Preston, que era fantástico também.
>> E o cara, o John Lord do Deep Purple era tão bom e era e ele tinha um protagonismo que às vezes numa banda de rock, esse cara lá dos teclados, né, ele vira uma quase fundo de banda assim, né? Então, é o cara que tu, né, dá um uma cortina e tal, mas se a gente pegar, eu tô lembrando aqui até das menos populares assim, Deep Purple, eh, o Vitorino lembrou aqui de "Highway Star", a gente podia pegar inúmeras outras, mas tem de um disco deles que até não acho que não vendeu tanto assim, a do meio dos anos 80, chamado "The House of the Blue Light", se eu não me engano. E tem uma música chamada "Bad Attitude" e ela começa com o teclado, ela começa com John Lord, ele ele vai criando um clima de suspense na entrada e aí entra depois aí vai tarra no pau assim e tal. Aí é, e mas quem faz a intro é ele.
>> Mas o o Rick Wakeman, ele ele ele era um cara completão, né?
>> Sim. Ele tocava um piano. Tanto que a suíte "As Seis Esposas de Henrique VIII", a maioria dos instrumentos que ele toca é piano. Daí ele incrementa com um Moog, um sintetizador ali, outro aqui, mas ele toca muito piano.
>> "Viagem ao Centro da Terra", uma obra prima, né? "Viagem ao Centro da Terra". Eu fui no show aqui em Porto Alegre em 1975, se eu não me engano. Eu tinha 13 anos de idade. Eu fui assistir o show do Rick Wakeman aqui e depois fui expulso lá do Hotel Plaza São Rafael porque fui tietar depois do show.
>> Te botaram para.
>> Eu e o meu amigo Henrique fomos expulsos, quase apoiamos lá porque eles estavam ali, a banda de inglês, a banda English Rock Ensemble [limpando a garganta] e o e o baita de um Ashley Holt, baita de um vocal. Inclusive teve em Porto Alegre questão de 5 anos atrás, eles tiveram a mesma turma dos velhos dos anos 70, os mesmos espetáculos tocando aqui no teatro do Bourbon Country e eu fui lá tietar também, mas eh eu fui assistir show histórico lá no no Gigantinho dessa. Eu fui assistir a suíte inteira, "Viagem ao Centro da Terra", que a era com orquestra sinfônica brasileira e a OSPA também. E o e o narrador não era o o não era o inglês, claro, era um brasileiro famoso que era narrador e era locutor de notícia da Globo. Daqui a pouco eu lembro do nome dele. Pá, cara, que show. O cara sentado numa cadeira de vim gigantesca, banda tocando. Tem [risadas] "Viagem ao Centro da Terra". Tinha um negócio que lembrava em alguns momentos o o Pink Floyd com uma diferença.
>> Dúvida, sem dúvida.
>> É, né? É, é.
>> E só para ilustrar, para finalizar, foi a primeira e única vez que eu apanhei do meu pai, porque quando nós saímos caminhando lá do Gigantinho, eu morava na Motivo, né? Saí, eu e o Henrique saímos, viemos caminhando do Gigantinho até a João T. Só que claro, pô, já que nós estamos aqui, vamos passar no Plaza, ver se a gente encontra os caras. E eles estavam ali tomando cerveja num barzinho que ficava numa escadaria acima, dava para ver da entrada. E eu e o Henrique na maior cara de pau entramos. Quando a gente chegou assim, ó, a 3 metros dos dos caras da banda, veio a segurança e pá, nos puxou pelas camisas. Aham. Aspulsou e nos jogou lá fora como se fosse saco de lixo. [risadas] É claro que depois de ter chegado 2 horas da manhã em casa, meu pai estava apavorado.
>> E me e me encheu de soco.
>> E aí foi a melhor surra que eu já levei na minha vida.
>> Você você apanhou por um bom motivo, né, Glauco?
>> Mas é o que eu sempre pensei que foi melhor surra porque valeu a pena aquela porrada. Valeu a pena. A gente a gente ao longo do tempo.
>> Eh eh faz da música muitas vezes um caminho da sua história.
>> Eu poderia até poderia não, mas aí vai dar muito trabalho. Poderia mostrar para vocês. Eu tenho 28 guitarras, eu tenho sintetizadores, pianos aqui na minha casa, eu tenho saxofone, eu tenho violino.
>> Fantástico.
>> Porque ao longo da vida eu eu fui tendo formação, eu eu estudei no Instituto Palestrina aqui em Porto Alegre, né? Fiz harmonia funcional no Instituto Palestrina 2 anos. E aí, esses 22 anos que eu morei no Rio de Janeiro, lá eu fiz a Escola Nacional de Música, fiz Harmonia Avançada, que teoricamente é arranjo de regência, né? Aí aí me formei eh maestro, entre aspas, a única vez que eu fui para frente uma orquestra foi da minha formatura, terceiro movimento da "Cavalgada das Valquírias", só depois nunca mais mexi nisso, mas foi só para ter o diploma e o e o canudo mesmo. Então eu sou aficcionado por música, né? Eu e eu gosto, eu tenho os instrumentos aqui muitos que eu tive que aprender para para ter essa formação, mas eu acho muito legal porque a música é uma grande companhia. Aliás, acontece muito aqui. Vou, espero que não tenha nenhum vizinho assistindo esse programa ou ouvindo esse programa. Estão morra uma confusão. Às vezes eu chego aqui em casa meio chateado, o dia foi pesado, meio complicado. Eu vou até minha adega ali, abro uma garrafinha de vinho, vou para a sala, ligo o teclado e fico viajando ali no piano, tocando um vinhozinho para dar uma relaxada. Duas vezes aconteceu isso. Toca a campainha. Eu digo: "Ih, tô fazendo barulho". Porque sabe que a tendência é natural, né? O vinho entra, o vô sabe. E.
>> Eu e eu pensei, eu digo, vou arrumar confusão. Aí fui atender a porta que é o um vizinho, amigo aqui do apartamento em cima, desceu uma garrafa de vinho debaixo do braço. Ele e a esposa. Ô Gustavo, tá rolando um som aí. [risadas] [limpando a garganta] Virou o encontro para mim que aí um tocou pro outro, tocou. Daqui a pouco tinha três, quatro casais na minha sala aqui, eu tocando para eles. Mandar parar, mandavam continuar. Mas mas é muito legal. A música tem esse componente. E nesse Dia Mundial do Rock, gente, eu não podia deixar de vir dar um abraço em vocês. Aliás, quero deixar bem claro aqui. Eu que me ofereci pro programa, viu?
>> Não, eu queria fazer esse registro aí porque foi tô aqui, hein. [risadas] Aí o espíritinho.
>> Mas que isso? Foi, foi. Nota 10.
>> Foi, foi.
>> Claudinho. Claudinho, eu falei para ele: "Claudinho, por favor, o Dia Mundial do Rock, o programa vai falar de música e eu vou ficar de fora". Não, ele disse: "Para aí que eu vou resolver sua vida". Obrigado, gente. Obrigado. Eu queria falar mais contigo sobre rock progressivo, que sempre foi o meu rock preferido lá do tempo da, como falamos, Genesis.
>> E outros, né?
>> E outros. Mas esses são os Pink Floyd.
>> Pink Floyd.
>> Pink Floyd é um rock progressivo maravilhoso. Você mesmo falou, tinha Emerson, Lake and Palmer.
>> Emerson, Lake and Palmer, outro baita tecladista.
>> Isso. Tinha coisa muito, muito, muito boa. O rock progressivo é bonito. Aliás, se você olhar o próprio Rush, ele tem peças de rock progressivo, peças de 8, 10, 12 minutos. "Moving Pictures" é rock. O o Rush voltou agora e voltou em alta voltagem, a rapaziada. Aliás, o o Geddy Lee é um grande baixista, viu? Eu nunca levei ele muito a sério, mas comecei a prestar atenção que ele faz no braço. E olha, power trio não é fácil, amigo.
>> Power trio, você tem que ter mão cheia para a banda soar bem. Por isso que eu era fã do Led, sou fã até hoje do Led Zeppelin, porque power trio para soar bonito é é é complicado. E ele, e eles faziam isso. Soar bonito. Que progressivo tem muitas vertentes, né? Mas tem algumas. Quer ver um cara que as pessoas ouvem pouco, mas eu gosto, eh, Alan Parsons Project. Ele faz.
>> Faz um progressivo lindo demais, bom arranjador, excelente instrumentista. Então, quando a gente fala de música, o universo é tão grande, Glauco. A gente fica pensando assim: "Tá bom, vamos falar da miscigenação". Carlos Santana, ele meteu eh ele meteu eh figuras latinas no rock ou meteu rock nas figuras latinas?
>> Boa discussão. E a gente não vai chegar a uma conclusão, viu?
>> Aí nós vamos falar de Charlie Garcia daqui a pouco aqui. Vamos falar de pais.
>> Grandes. O rock and roll é muito rico. O rico tão rico quanto a história boa da vida, né?
>> É verdade.
>> A história boa da vida é o som do bom e velho rock and roll, né?
>> Eu só antes de encerrar, queria ler alguns recados aqui para ti, Vitorino, tá? Então a Irene disse aqui, ó: "Aqui em casa amamos o Vitorino. Diz para ele que a Irene é a vovó ou e a vovó Eni, são aquelas que mandaram um abraço aqui de Capão. Pergunta para ele se ele gostou das noves que a gente levou para ele. E se tu fores a Capão, que venha nos visitar". Foi nosso candidato em 22, mandou um abraço para todos aqui e diz que tu tá fazendo falta na bancada lá do programa do Atualidades, não tá lá em função da lei eleitoral, né, Vitorino, para.
>> Eh, a restrição. Hoje, como o assunto aqui é rock and roll, aí não tem problema, a gente tá falando sobre outras coisas. Eh, ah, tinha uma outra mesmo, tinha tem várias aqui, mas o tem uma que ah, não conhecia esse lado roqueiro do Vitorino. Eu tô tentando localizar aqui.
>> Olha o o alguém que tem o nome Coisas Antigas 22 lembrou aqui também um grande tecladista que é o o Ken Hensley do Uriah Heep. Lembra? Ah, é grande também. Mas aqui entre nós, bem baixinho, ninguém vai ouvir, cara. Ele era cópia do John Lord, né? Que aquele.
>> Sim, total, total, total.
>> É puxar o vibrato e meter distorção. Aquilo ali quem fez foi o John Lord. Ele imitou o John Lord. Mas.
>> A vida que segue, né?
>> Vida que segue.
>> Bela surpresa. O Vitorino Roqueiro tem todos os discos de vinil dos Beatles, inclusive primeiro LP e tal, tendo com baterista Pete Best. Minha filha diz que essa é a minha herança, que ele João Grande vai deixar para ela, tá? Então, João Grande que nos acompanha.
>> Lá dos Estados Unidos.
>> Vitorino, muito, muito, muito, muito obrigado pela, pela esse bate-papo gostoso aqui no final de tarde, eh, pelas histórias e pelo aprendizado também. E um forte abraço aí, meu amigo.
>> Ó, muito obrigado. Obrigado, viu, Guilherme? Obrigado mesmo. Obrigado a você e ao Glauco. Obrigado ao Claudinho que me deu essa oportunidade. Porque quando eu vi a de vocês, Dia do Rock, eu digo: "Ah, não, eu quero, deixa eu participar, sabe, criança, eu quero participar desse programa". Foi nota 10.
>> Porque eu sou viciado em música. Eu eu gosto de música. Eu sou viciado em música. Eu digo: "Não, eu quero, Cláudio, pera, pera, a gente, a gente não pode discutir com criança". Aí me deu o privilégio de estar com vocês. Muito obrigado a todos que estão nos ouvindo, nos acompanhando pelo YouTube, nos ouvindo, eh, eh, na transmissão de rádio. Foi uma oportunidade maravilhosa. Um beijo grande a todos vocês e a gente volta, se Deus quiser. Afinal de contas, a Rádio Mais Brasil já é patrimônio da comunicação do Rio Grande do Sul.
>> É verdade, galera. Muito obrigado.
>> Foi um prazer muito grande te receber aqui.
>> É, desculpa. te interrompi e acho que desejar sorte aí na jornada não infringe lei eleitoral, né?
>> Não, não, não infringe, né? Eu eu posso dizer, eu sou pré-candidato a deputado federal, vou tentar ir para Brasília, vamos aguardar a convenção do partido, vocês aprovam o meu nome, enfim, e aí vem todo aquele trâmite. Mas eh mais importante é que hoje o assunto era música e amigo não se mostra picolé para criança. Era o meu caso hoje.
>> Um abraço. Obrigado, pessoal. Valeu, abraço, Vitorino.
>> 6:17 a gente vai fazer o primeiro break desse programa neste momento, tá? Em nome de Dom Laurindo, tradição e excelência em cada safra na Dom Laurindo. Tempo e a terra se unem para eh criar vinhos que expressam a essência do Vale dos Vinhedos. Desde 1887, a família Brandelli dedica-se ao cultivo das uvas e a produção de vinhos que refletem a tradição e a autenticidade de cinco gerações. Identidade única expressada através da leveza em harmonia com a complexidade dos tintos e do frescor e singularidade dos brancos. Dom Laurindo, tradição e excelência em cada safra. O site é o donlaurindo.com.br. Universidade Feevale. Sua rotina mudou e o jeito de estudar também. Conheça a graduação semipresencial da Feevale, a flexibilidade que você precisa para estudar online com as aulas práticas e a convivência que só os nossos campi oferecem. É o melhor dos dois mundos para impulsionar a sua carreira. As matrículas estão abertas. A hora de investir no seu protagonismo é agora. Inscreva-se em graduacao.feevale.br. Nosso break é com Schmecken Biscoitos Caseiros. Tá aí na tela o telefone 519971421 para você tirar a dúvida. Se ainda não tem no seu bairro, no mercado que você frequenta, fica a dica para que vocês sugira pro gerente, pro proprietário do local. Se você tá procurando e ainda não achou, pessoal da Schmecken diz: "Olha, em Porto Alegre tá em tais bairros, em tais eh redes de supermercado, em tais padarias, no interior, diga a cidade onde você mora e o pessoal te socorre lá com todo o prazer, tá? 6:18 e na volta a gente segue falando sobre rock and roll. Sua rotina mudou e o [música] jeito de estudar também. Conheça a graduação semipresencial Feevale, a flexibilidade que você precisa para estudar online com as aulas [música] práticas e a convivência que só os nossos campi oferecem. É o melhor dos dois mundos para impulsionar [música] a sua carreira. As matrículas estão abertas. A hora de investir no seu protagonismo é agora. 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O nosso logotipo é azul [música] com o nome da rádio. Estamos juntos pelo nosso Brasil. [música] Continue assistindo o programa 5 a 7. Biscoitos caseiros. Telefone 519971421. Estamos de volta com o nosso 5 a 7. 6:23 agora. E é claro, o programa para Dom Laurindo. Tradição e excelência em cada safra. Banca do Holandês. Paixão por comer e beber bem. O melhor empório gourmet da cidade. FMP, Fundação Escola Superior do Ministério Público. Somos a Evolução do Direito. E Universidade Feevale, referências impulsionam referências. A gente bateu um papo aqui, uns 30, 40 minutos, acho que o Vitorino, né, para mais.
>> Mais foi hora, foi mais de hora.
>> É isso aí. E agora a gente recebe com muita honra, acho que é a segunda vez aqui conosco, né?
>> É aqui no A segunda vez, né? E hoje é o dia do rock e tá aqui o Thiago Vitola. É isso para dono da escola do rock. É isso.
>> Não é Vitrola, é Vitola, né?
>> Mas muita gente confunde.
>> Podia ser, [risadas] né? Que é música, né?
>> Boa tarde, meu caro. Bem-vindo. Boa tarde ou boa noite, né? Já pode ser boa noite, né?
>> Ob.
>> Então,
>> Good night. É bem-vindo.
>> Obrigado. Obrigado. Um prazer estar aqui com vocês.
>> Bem-vindo ao ro, né? Que os que os deuses do rock and roll vos vos guiem.
>> Vos guiem. É isso aí. Isso aí, né? E eu tô ouvindo ontem teve teve show eh de temporada da escola. Hum.
>> Bom, show longo. Jornada começou a no início da tarde, foi até a meia-noite.
>> Pô, que legal. Mas como é que a gente não fica sabendo disso? é que acaba que o o eh fica muito a gente não tem hoje uma coisa curiosa em.
Porto Alegre, né? A gente tem casas pequenas, médias, né? Que que comportam até 200 pessoas e daí tu sai dessas casas, tu tem casas para 1500, tal, não tem um meio termo. Então hoje a gente não consegue, a maior parte dos nossos shows, eles lotam a casa com o público que a gente, ontem foram duas sessões, as duas super lotadas.
Super lotadas. Pô, que legal. Não consegue receber público externo, a não ser quando a gente faz os eventos, eh, de rua, né? Como a gente fez o no ano passado, a gente fez o Halloween junto com a Prefeitura de Porto Alegre, daí um evento aberto. Bom, daí evento para 3.000 pessoas, né?
Foi bom. Aí foi bom, foi muito legal. Foi muito legal.
Não, porque eu acho que esse é um ótimo caminho para deixar florar talento, né? Bota na rua, né? Põe on the road, não é isso?
Sabe que hoje, claro, que depois que a gente faz um show desses, é, é, é muito legal de ver, porque eles acontecem a cada quatro meses lá na escola. Eh, então a gente vê o mesmo grupo, a gente vê às vezes tem uma gurizada lá que começou a fazer aula na escola com 12, 13, 14 anos e agora eles estão com 18, 20 anos, né? Então, é, e a cada quatro meses eu enxergo um salto de evolução neles.
E, eh, e eu tava falando sobre isso e tava comentando algo que para mim é muito curioso. Eu gostaria de um dia até, eh, escrever sobre isso, que é a questão dos dos nichos onde a música acontece de uma forma às vezes quase inexplicável, né? Em muitos casos inexplicável que a gente vê às vezes vários músicos, eh, que por determinada, enfim, contingências assim, às vezes é porque tem um que aprende a tocar e ensina os outros, às vezes é porque, eh, tem um lugar que agremia pessoas, enfim, tem vários. E daí ali a música começa a acontecer e ali os músicos se proliferam e dali às vezes saem grandes nomes, grandes bandas ali e tal.
Isso aconteceu com o rock britânico na época do British Invasion. Teve a aqui em Porto Alegre com o Rock Gaúcho aconteceu isso, né? Em em lugares diferentes de Porto Alegre. Isso aconteceu em momentos diferentes e em lugares diferentes do mundo, né? E eu brinco que eu tenho a pretensão de que a SC of Rock seja, não é, um lugar desses e de certa forma, claro, sendo muito, eh, enxergando o nosso tamanho aqui, mas, eh, eh, eh, eu a gente consegue começar a a enxergar isso porque lá pessoas que não se conheciam, de idades diferentes, com interesses diferentes, às vezes eles começam a se juntar. E hoje a gente já tem alunos que fazem shows, que cobram cachê, que enfim, enfim, tem algumas, né? E tem alguns que começaram, né, jovens aí, pré-adolescentes que estão saindo e já tão esses tempos eu falava com um aluno nosso que tá gravando um disco autoral por paixão mesmo ali, tal, sei lá no no que que vai dar essas músicas, né?
Mas, eh, a escola de certa forma ela tá servindo como um espaço físico para que esses encontros aconteçam.
Isso é muito bom, né? Mas já já percebeu isso? Uma uma fagulha.
Pois então, é, eu agora começo a perceber, e parecia que ia ser um caminho mais longo, mas eu começo a perceber e eu e eu fomento muito isso, né?
Eh, há um tempo atrás a gente tinha um pouco de dúvida se isso era, olhando pro lado do negócio, né? Se era bom ou ruim pra escola, né? Porque a medida que a gente tem grupos que começam a se profissionalizar e tal, eles tendem se afastar da escola e a gente tá perdendo o aluno, tá perdendo o nosso cliente, né? Eh, e eu sempre enxerguei, sempre olhei assim, disse: "Não, mas se isso acontecer, esse esse cliente que a gente vai perder, ele vai nos multiplicar, vai trazer outros outros clientes, porque outros vão querer seguir essa essa trajetória." Eh, e eu vejo que realmente isso tá acontecendo, mas tá acontecendo de uma forma diferente, é que esses alunos que alguns são adultos, alguns são adultos assim que já tão com a vida ganha, digamos assim, e estão seguindo esse esse caminho, que não é uma questão de faixa etária, é uma questão de, de afinidade, estado de espírito, praticamente, estado espírito, estado de espírito, isso é muito legal, né?
Agora, sabe o que que eu imaginei? Por que que não tem aqui um duelo de bandas que nem no filme escola de rock?
Eu tô tentando, de bandas, tô tentando fazer isso.
Ah, vai ser muito legal, hein? De escolas ou não? Precisa ser, não precisa ser necessariamente, né?
Eu tô tentando fazer. Inclusive, eu tenho um projeto que eu, a ideia era fazer nesse ano, eu não tenho certeza se a gente vai conseguir, porque ele tem uma série de complexidades, mas é é de fazer um festival intercolegial.
Eh, e na verdade, desde que eu abri a escola, existe essa essa ideia. A questão é o é o caminho que a gente vai trilhar e como fazer. E esse ano a gente acabou juntando uma outra ideia que era de fazer um um evento beneficente, né? A gente começou a conversar com o Instituto do Câncer Infantil e a ideia inicialmente era fazer um show beneficente pro Instituto do Câncer Infantil, só que daí resolvi unir as duas coisas de fazer um um festival intercolegial onde o evento final seja o seja o show e que a a bilheteria dele seja totalmente revertida pro Instituto Câncer Infantil. E essa ideia tá se formando a e tal. Agora, o calendário dos colégios e não é uma coisa muito fácil de de lidar, né? A gente tava até agora pouco tempo, eh, tentando firmar uma data e acabamos tendo que desistir da data por causa da da prova do Enem, porque eu não posso fazer não posso competir com a prova do Enem num evento para colégios, né? Depois tem que ser depois da prova, pelo menos o evento principal depois, né?
Prova, é, eu fico impressionado como, agora tem horas que tem que botar para fazer e esquecer também, né? Que o, pois é, o que nem diz o rock has no reason, rock has no rhyme, que nem diz a música do jovem do filme, né? Que tem que pegar e fazer. O rock não tem razão, o rock não tem rima, tem que fazer, né?
E essa ideia do dia, o duelo de bandas, o que é legal é que é um duelo de bandas que tinha um colégio participando ainda aqui clandestinamente no filme Escola do Rock, né? Mas estava disputando com os grandes ali. Quer dizer, não tinha essa questão de ser escola, colégio, não é duelo de banda, entra quem quiser, vai ganhar melhor, né?
E essa é a graça do filme, que era uma banda de meninos, uma escola de alto luxo, né? Que vai lá, se junta com um malucão, que é o Vitola deles lá, Jack Black.
Jack Black.
É, o Jack Black se inspirou em ti, inclusive. Boa. Concordo.
Agora, a minha dúvida, essa gurizada hoje tá chegando lá, eh, as referências de rock deles hoje são as bandas atuais ou tem muita gurizada que chega assim: "Meu pai ouve tal coisa, meu avô não sei o que e tal". Varia muito?
Tem de tudo, mas é mais comum que sejam coisas a referência mais dos mais dos pais. E tem bastante coisa antiga. Às vezes fico fico bem surpreso assim de que algumas coisas, sabe, tipo Led Zeppelin aconteceu lá nos anos 70, como é que ainda é tão vivo, né? E como é que ainda chama tanta atenção do mesmo a banda não estando em atividade, né? Porque uma coisa é os Rolling Stones que estão em atividade até hoje, né? Mas o Led Zeppelin é uma banda que não tá em atividade já há muito tempo, embora exista ainda o o, alguns integrantes, pelo menos, né? O Plant, o Jimmy Page, né?
Mas, eh, eles eles, isso, eles trazem isso ainda muito vivo. E o em geral assim, quando a criança já tem, eu só tô falando dos pequenos, né? Adolescentes a conversa já é um pouco diferente. Mas quando a criança já tem vontade, que não é uma vontade dos pais, às vezes é às vezes a criança tá lá para uma projeção dos pais.
Tem, né? Mas às vezes a criança manifesta, né? Gosta, dança, rock, imita o pessoal tocando ali e tal. Via de regra, isso começou em casa pelo interesse dos pais, por ter a música presente em casa, por assistir vídeos de shows ali e tal. E interessante que essa criança entra na escola muito pronta, porque a criança não tem muito freio inibitório, ela não tem vergonha, ela não, né? E a criança vê aquele maluco na televisão sacudindo a cabeça e segurando um violão na guitarra e ela imita, como ela imita um desenho animado, como qualquer outra coisa. E essa imitação é o primeiro passo para ela executar, porque aquele gesto que ele tá imitando é um gesto já construído, né?
Então, é, é o primeiro passo pra criança começar a se desenvolver. Essas crianças que entram assim, se desenvolvem muito rápido, porque o acho que isso até certo ponto é natural, eu acho que tem um momento que dá um desgarra, digamos assim, né? Eu lembro que os primeiros, eh, de rock que eu comecei a ouvir, eu não vou lembrar da primeira música, mas meu pai tinha lá os discos de vinil do Led Zeppelin, Deep Purple, que que mais meu pai ouvia? Uriah Heep, Beatles, meu pai tinha os discos, mas não era tão fã assim. Eh, Rolling Stones, discos, mas também não ouvia tanto. Que mais que ele tinha lá? E ouvia bastante. Então, e isso foi, digamos, o Black Sabbath, muita coisa do Black Sabbath. E, mas chegou um momento que, digamos assim, eu e aí a minha banda é o Exis, né? Ou seja, quando eu cheguei ali com 13, 14 anos, esse fenômeno segue acontecendo, digamos assim, hoje essa gurizada chega lá porque o pai ouve, o vô ouve Led Zeppelin e tal, mas a minha banda é, né? Achei o do universo hoje os caras que eu gosto.
Com certeza.
E que que que que a turma ouve hoje?
Olha, hoje hoje é muito variado porque a a forma como se consome música hoje é muito diferente, né? Não existe mais aquela coisa de esperar sair o CD, saiu antes do CD, sai do LP, né, da banda. Hoje as bandas lançam uma música, né, e tem um número gigantesco, muito maior de lançamentos do que havia um tempo atrás, porque hoje isso não depende mais das das gravadoras, né? Então tem coisas muito diferentes, tem coisas que não estão circulando em rádio que às vezes eles consomem. Mas uma coisa que tem me chamado muita atenção, ainda hoje eu tava falando isso com uma com uma mãe lá na escola, é que as crianças estão aparecendo, principalmente meninas adolescentes, estão aparecendo com referências, eh, que às vezes não fazem muito sentido, antigas, de nomes assim, quase que praticamente desapareceram no mainstream e que eles voltam por exemplo, por causa do,
A, eu tenho duas filhas, tenho uma de 14 e uma de 18 anos, né? Comecei e a gente sempre teve o árbitro desde elas pequenininhos assim de entrar no carro, cada um escolhe uma música e tal. Minha filha mais velha começou a pedir para eu botar música do Billy Joel, que eu acho maravilhoso, mas não tá na mídia, não tem, né?
Vem do TikTok.
Do TikTok. É impressionante como TikTok trouxe à tona de volta alguns nomes que estavam apagados assim por causa dos dos trends, né? Alguém pega e monta um vídeo e usa, coloca aquela música tri sonora e ela funciona aquele vídeo e o pessoal começa a repetir a música e ela viraliza e as coisas vão acontecendo e agora tem coisas novas que estão acontecendo que seguem esse essa trajetória também. Mas o caminho, exatamente como fazer isso para mim, eu eu a minha geração ainda tá defasada nisso, eu não consigo entender.
Seja pego de surpresa, elas vêm e te apresentam, né?
Exatamente. Exatamente. Não consegue entender do caminho, mas acontece. Acontece.
Acontece, mas como e eu noto, porque eu tenho dois filhos homens, né, e eu acompanhei as festinhas deles. Né? E era um mix de ano 70, 80 e continua sendo um mix de ano 70 e 80. O gosto musical continua muito ligado a Led Zeppelin, a a Deep Purple, a Black Sabbath. Os caras continuam ouvindo isso, sabe?
E cantando isso, quer dizer, as referências culturais do rock and roll clássico continuam presentes, assim como as referências da música clássica continuam presentes até hoje, né? Tu ouve, por exemplo, uma um disco do John Williams com os Boston Pops, que é um é um cara que é o autor de todas as trilhas sonoras mais famosas, né? Desde o Tubarão até Contatos Imediatos, eh, esse do ET e outros, né? Passando por outras 700 obras. Eh, esse cara é um clássico e ele ele é tão clássico quanto um Beethoven, um Schubert, um Brahms, um Mozart, entendeu? Então, sempre tem assim, nós falamos agora a pouco sobre a a força que teve o rock progressivo. Rock progressivo nada mais foi do que uma fusão do rock and roll com a música clássica. Tanto é que o nós falamos aqui sobre o show do Rick Wakeman aqui em Porto Alegre de 75 ou 76, eu não tô bem lembrado, reuniu uma orquestra inteira, era banda de rock, o English Rock Ensemble, o Rick Wakeman nos teclados e uma orquestra gigantesca inteira. Se isso aí não é uma fusão de música clássica com rocão, não sei mais o que que é, né?
Então, eh, eh, tem muito disso, continua vivo os essa gurizada hoje não tem muito rock and roll de raiz para ouvir, senão esse rock dos anos 60, 70, 80, 90.
Mas tu até faz uma ponte interessante que eu volto em meia, vejo o pessoal falar assim: "Ah, mas, eh, como é que não dá para continuar ouvindo essas mesmas coisas, né? Por que é sempre os Beatles? Por que que é sempre os Rolling Stones? Por que que é sempre o Led Zeppelin? Porque, é bom, é muito bom. Sempre o Beethoven, por que que sempre o Mozart? Eles continuam aí há muito mais tempo do que eles, vão continuar."
É uma música mais simples, ela é mais Sim, mas e talvez até por isso tenha se tornado tão popular, né? Ela é mais fácil de fácil situação.
Mas isso é, mas engraçado como hoje a gente não percebe essa esse mainstream. No meu tempo, quando era jovem, agora é rock progressivo, daqui a pouco é música New Age, eletrônica New Age, B-52, Devo, né? Daí a pouco não era mais nada disso, já é outra coisa. Mas tu sempre tem uma um mainstream, né?
Uhum. Vai uma palavra mais para cá e tal, né? Assim como tu teve aqui axé, depois tu teve lambada, depois tu teve o rock, o sertanejo universitário, sertanejo raiz, assim, sempre tem, hoje tu não tem mais isso, né?
É, hoje tá difícil de definir.
Tá tudo misturado e não tem mais nada se destacando, botando a cabeça para fora, né?
Mas eu acho que isso tem muito a ver com essa revolução que houve no consumo, na maneira de consumir a música, né? Hoje realmente tem para todos os gostos e instantaneamente.
Qualquer. Exatamente. Exatamente. É, é a geração Spotify, né? Eu outro dia eu tava e o Spotify é é impressionante, né? Eu eu uso mais o o da Apple, Apple Music, né?
E eu uso o YouTube. E o YouTube.
Ah, YouTube também. YouTube talvez até mais vasto que o. Só que o o Spotify tem uma coisa desde do de quando era mais simples, né? Né? Então o o navegador ele ele acaba te sugerindo ele a inteligência que ele tem em cima do que tu procura, ele ele é um pouco mais avançado que os outros sempre foi, né?
E outro dia eu tava em função dos Beatles, que eu sou um amante dos Beatles, né? Ontem eu tava tocando Beatles no no final do do nosso show ali e tal. Então falamos: "Tem vídeos disso? Tem tem aí. Esse de ontem ainda não saiu, mas mas tem no nosso canal do do YouTube lá. Vocês vocês encontram bastante coisa lá, é School of Rock, Benjamin, por a gente encontra, mas, eh, mas em função de uma música dos Beatles, eu fui que é o N64, eu fui, eh, tentar entender por que eles buscaram aquela referência que é tão diferente, né?
Eu sou 64 hoje.
Ah, hoje. Sim. Eu tenho 64. Não, mas Ah, não, achei que estava fazendo o aniversário hoje no dia. Não, não, não, não.
Eu já fui o 64, porque eu continuo o 64 até eu fazer 65, né?
Eita, e o Paul McCartney hoje com 83, né? Antes ele falava quando anos atrás mal sabia ele, eu imaginava que ia tá ativo com 8. Robert com 77. O não fez 80 anos o Mick Jagger. Sim, passou dos 80, passou dos 80 anos.
Mas o grande mistério tá vivo ainda o Keith Richards, né? Esse cara depois de tudo que fez,
É verdade.
Do que dizem que ele fez, né? Eu vi uma entrevista com Mick Jagger, um pedaço, na verdade, eu quero ainda ver ela inteira ali, com o, eu acho que foi alguma coisa do New York Times, se não me engano, mas ele falando, eu achei, eu nunca tinha ouvido ele falando sobre isso, eh, do que que era ser ele, Mick Jagger, né? Dentro de uma, né, ele com a idade dele, né, eh, e, e como é que ele se via, né? Aquela aquela persona que sobe no palco, né? E ele se descreve como uma personalidade distópica.
Aham.
E é mesmo, né? Não tem como, né? Mas, eh, mas é interessante que ele fala assim, de certa forma, eu aqui eu não gosto muito daquele cara que sobe no palco. Eu acho que ele é meio demais.
Aham.
Né?
Mas, mas criou um personagem.
Mas e ele é aquilo. E ele é aquilo.
Exato. Tem um dos tantos memes que criaram com eles, que eu acho dos mais fantásticos. Tem uma foto dele é do que seriam as duas filhas, uma de cada lado, nem sei se ele tem filhas ou uma filha, sei lá eu. E aí embaixo fizeram a frase assim, escreveram: "Este é Mick Jagger e suas duas filhas. O dia que elas morrerem, ele herdará tudo, porque ele não morre, né?"
Nossa.
Olha aqui, ó. Esse cara tem nove filhos.
É, nove filhos.
Lucas, que é filho?
Não, mas agora tá falando do,
Mick Jagger.
Eu tava querendo falar do Keith Richards.
Ah, tá, tá. É, não, Keith Richards é uma é um milagre.
Deixa eu ver aqui, ó, se eu acho a foto. Não, ele tem ele tem três filhas, a Theodora, Alexandra e a Angela Richards. São três filhas.
E o Mick Jagger tem nove. Eu não sabia que ele tinha nove filhos.
É, se duvidar tem mais até porque 82 anos.
Olha aqui, ele tem um que é o Dever Octavian Basil Jagger, que é o mais moço, tá? Ele sai para fazer show, depois faz filho, cara. Por aí, né? E o Dev Roll, esse cara é bem pequeno. Ele tem 9 anos de idade. Quer dizer que com 73 esse desgraçado tava funcionando ainda.
Sim, sim. Eu acho que até hoje 89.
Eu acho que até hoje.
Tá com 82.
Hã, eu vou. Ah, não é essa foto que eu mandei para ti, Felipe. É a que eu tô mandando agora, tá? Porque era era com as três filhas. Essa que eu mandei agora, só não tem a frase embaixo, mas essa que eu mencionei, se quiser colocar do Keith Richards, é do Keith Richards. Eu falei Mick Jagger, eu falei errado, peço desculpas aqui, mas quando consegui colocar e e subir pra tela, eh, virou meme. É o queers ali são bonitas as mulheres. Ele é feio, né?
Os filhos, ele é feio, que é um demônio, cara.
E aí embaixo os queridos.
Não é que ele é feio agora que ele tá velho, ele sempre foi muito feio.
Que tu José, não é verdade? E aí a legenda embaixo era assim: "Estas são, eh, que esses Keith Richards e suas filhas. Quando elas morrerem, ele herdará tempo."
Ai ai que eu a biografia do Keith Richards é é sensacional assim, né? Eu sempre fui muito fã dos dos Stones também e eu e eu li a biografia e para mim ele tem um papel interessante assim, né? Eu eu quando era casado, eu sempre dizia que eu ia ter uma filha só, filha ou filho, né? E era ia ser só um e deu, né? Eu vendo um, eu sou eu sou o mais velho de quatro irmãos, uma família grande, eu sei a dificuldade que meu pai teve, né?
Sim. E então eu defendia isso com eu tinha derrubava qualquer argumento assim, não, mas até eu ler o livro do Keith Richards, porque ele ele fala, ele descreve a infância, ele foi filho único.
Uhum. E ele descreve a infância nele porque ele cresceu na época da da recessão.
Uhum. Os pais pós-guerra, os pais se se divorciaram, ele ficou morando com o pai, teve uma série de problemas lá. E tu vê que um cara que fez tudo que o Keith Richards fez, o cara que pôde experimentar tudo que a vida pode oferecer, o sucesso, o dinheiro, tudo ali e tal. E a gente vê a forma como ele descreve assim um uma coisa pesada assim da infância de um filho único, né?
E daí aquilo bateu tão forte em mim que eu disse: "Não, eu vou ter mais um filho, não quero carregar essa". Se o que não conseguiu trabalhar isso depois da vida que ele teve, eu não não vou.
Muito bom. Hoje é o seguinte, temos mais dois breaks, né? Então vamos fazer mais um deles agora e na volta e curiosidade, o instrumento favorito, não responde agora da gurizada continua sendo a guitarra, daqui a pouco a gente fala sobre isso, que chega lá para aprender música. Eh, antes, recado da banca do holandês, paixão por comer e beber bem. O melhor empório gourmet da cidade é a banca do holandês. O que os outros querem ser a banca do holandês é são 107 anos de história, mais de 3.000 rótulos de vinhos espumantes de 17 países. Não tem a adega comercial maior e mais completa do que a banca do holandês. Além, é claro, de queijos, duas centenas mais, você não ouviu errado, mais de 200 tipos de queijo, presuntos, frios, salames e por aí vai. O melhor bacalhau do mundo. Eh, produtos nacionais importados, castanha de caju, castanha do Pará, nozes, nozes chilenas, nozes pecã. Que mais tem lá, cara? Tudo, tudo, tudo. Pastinhas, azeites, vinagre balsâmico, tudo isso muito mais em quatro endereços, obviamente. Banca do holandês, se apaixone por comer e beber bem. FMP que evoluiu ao longo de mais de 40 anos e construiu uma trajetória marcada por rigor acadêmico, reconhecimento e presença no meio jurídico. Instituição conectada ao exercício real do direito e que forma com método, consistência e atuação conjunta com profissionais do campo jurídico. É assim que a ambição vira prestígio. Guiados pela tradição e movidos pela inovação. O site é o fmp.edu.br. edu.br. E eu vou mandar aqui pro Gabriel, pro Gabriel, pro Felipe. Tô eu batendo pino já aqui. Uma mensagem que foi enviada pela, eh, nossa ouvinte, a Irene, que se conseguir colocar na tela, eu te agradeço, Felipão. Eh, ela fez a seguinte foto: renovado. Vocês vão ver aí na sequência. Guilherme, fui no supermercado Andreasa em Capão. Não encontrei em outro super ainda, mas esse fica longe da minha casa. Então eu passei no Super Max Ideal que fica pertinho. Mostrei pro gerente, eu disse: "Olha, eu fui comprar longe, eh, se tu tiver por aqui, eu compro aqui." Aí ele tirou foto e disse que vai entrar em contato com o pessoal da Schmecken, tá? Então é isso aí. Obrigado, Irene, não só por prestigiar, mas também por ajudar a espalhar Schmecken, né? Brasil afora, Rio Grande do Sul, Vale Real para o mundo. Breve pausa e já voltamos. Sua rotina mudou e o jeito de estudar também. Conheça a graduação semipresencial FE Valale, a flexibilidade que você precisa para estudar online com as aulas práticas e a convivência que só os nossos campos oferecem. É o melhor dos dois mundos para impulsionar a sua carreira. As matrículas estão abertas. A hora de investir no seu protagonismo é agora. Inscreva-se em graduacao.br. Sabe aquele cheirinho de biscoito saindo do forno que lembra a casa da avó e os bons momentos em família? Assim são os biscoitos Dashen. 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A gente tá no ar no oferecimento Dom Laurindo: "Tradição e excelência em cada safra". Banca do holandês, Paixão por comer e beber bem. FMP Fundação Escola Superior do Ministério Público e Universidade Fevale. Referências impulsionam referências. Hoje dia mundial do rock. E o nosso convidado é o Thiago Vitola da escola do Rock School of Rock. Pergunta que eu fiz antes, qual o instrumento ainda favorito da gurizada? Eu tenho minha suspeita, mas quero ver de ti. Moçada que chega lá, não sei se com 10, 11, 12 anos para aprender música, o número um da lista ainda é guitarra, não?
Eu diria que hoje é quase um empate técnico. Sério? Guitarra e bateria.
Bateria.
É, é a guitarra. Isso é é interessante, sabe? A guitarra ela nunca sai. Talvez a guitarra seja o, se a gente fosse eleger um instrumento como símbolo do rock, eu acho certamente seria guitarra, né? Eh, no no no logotipo da escola tem uma guitarra estilizada ali, mas a a bateria é uma coisa que vem que vem aumentando muito. E é eu eu comecei a tocar quando eu era adolescente, pré-adolescente ali e eu lembro que era difícil a gente conseguir um baterista porque é um instrumento que e o acesso dele é um pouco mais difícil, é um instrumento mais caro,
Precisa ter mais espaço também, né?
Ter espaço, condições, né, de acústica para para ter, porque senão perturba muito os vizinhos.
A guitarra, tu pluga um fone de ouvido hoje em dia e aí tu pode tocar, nenhum vizinho vai reclamar.
Hoje em dia já tem guitarra que tu pluga diretamente na guitarra, já tem tudo, tem até feito na guitarra ali e tal. É, é. E e hoje existe bateria eletrônica também, só que eu tava explicando aqui antes que a, existem até algumas que são de valor mais ou menos equivalente a uma bateria acústica de entrada ali, só que elas não ela é um instrumento que ela sai o som parecido com da bateria, né, eletrônico ali, mas sai o som parecido da bateria acústica, só que a praxia, né, para se desenvolver, para tocar, ele acaba não entregando a mesma coisa. E esses instrumentos eletrônicos que já replicam a mesma condição de tocabilidade, ele já o valor já é bem mais alto. Mas hoje o pessoal se interessa muito pela bateria e eu acho que isso tem muito a ver com, eh, quando a gente começa a ouvir uma música, eu acho que as duas coisas que, eh, por exemplo, contrabaixo é a última coisa que a pessoa identifica na música, né? A primeira coisa, guitarra e vocal.
Uhum. Mas o ritmo é isso é intrínseco, né? Todo mundo tem ritmo. Então a eu acho que a bateria vem logo ali junto e as pessoas tendem a pensar que é mais fácil tocar bateria do que outros instrumentos.
E não é bem assim.
Não é bem assim. Não, eu acho que deve ser bem difícil de tocar bateria porque tem uma sinergia precisa do corpo muito para tocar bateria, né? Tu tem que ter uma vitalidade, uma mobilidade.
Sabe que o o desconfiança era justamente em função disso? Que a turma disse assim: "Cara, eu vou juntar duas coisas numa só. Eu vou fazer exercício e vou fazer música."
E é isso.
Lugar de para academia, eu vou pra escola de música, né?
Lugar de comprar uma esteira para colocar em casa uma bicicleta ergométrica, eu vou comprar uma batera.
Vamos disseminar essa ideia.
Eu não sei. Sei lá. Essa gurizada hoje é tão, né? Daqui a pouco não tô.
Talvez eu entendo menos sinal que eu tô ficando velho e eles estão cada vez mais certos.
Pois é. Mas interessante isso. Eu achei que fosse ainda uma coisa disparada guitarra, né, e tal, por toda a simbologia, né, os guitar heroes que a gente ainda é um pouco maior, mas me surpreendeu isso desde que nós abrimos a escola lá, o interesse pela bateria sempre foi alto e tá aumentando. O tanto é que hoje tá quase um quase um empate técnico, o contrabaixo contra baixo.
Contrabaixo, né? Eu sou contrabaixista, né? É uma pena. Mas e é interessante porque assim, é o contrabaixo, como eu como eu falei, é o contra, baixo é o que a gente chama de baixo, né?
É, exatamente. Mas o nome completo, correto seria o contrabaixo.
Seria o contrabaixo. Base guitar.
É, é.
Então, ele a a pessoa precisa entender um pouco mais para para reconhecer o a voz do baixo dentro da, até agora há pouco tempo foi o dia, o dia do baixista, né? Ninguém. E, a gente fez uma publicação e e eu eu escrevi lá, brinquei no nosso Instagram que, eh, muitas pessoas não percebem, não entendem o que que o baixo faz numa banda, mas tira o baixo que tu vai saber que tá faltando alguma coisa, né? Que é o que faz todo o corpo ali. E eu brinco também que o contrabaixo ele de certa forma ele manda na banda porque o, coisa um pouco mais técnica, mas a nota mais grave, ela às vezes ela muda a intenção de um acorde que a guitarra tá tocando. Então se o baixista quiser uma coisa, mesmo que o guitarrista não quiser, o baixista vai acabar puxando.
Ele vai ter que puxar. Vocêja o chefe. O chefe. Então, tanto é baixo e bateria são os, eh, os responsáveis pela cadência ali, né? Os outros têm uma certa liberdade, mas assim, ó, o cercadinho é esse aqui, tá?
É, pode até dar uma escapadinha para lá, dar uma brincada aqui, mas, eh, daqui tu não pode sair porque senão desafina tudo, né?
Sabe que tem uma a estrutura da música, ela ela acaba fica, né? Vamos falar de rock aqui, né? de de música popular pop ali e tal, ela acaba tando muito estruturada em cima da bateria e do baixo, né? Então, essa história de de ter um pouco mais de liberdade para fazer e essa praia tá muito mais na guitarra, e na voz, porque eu eu até brinco com com os guitarristas até em função de ter bastante, né, que o guitarrista ele pode dar uma uma encebada ali, ele pode errar, ele pode fazer uma coisa se o baixo e a bateria tiver segurando direitinho, não vão estranhar muito, mas agora se a bateria errar, estraga tudo, né? Porque estraga tudo.
Aham. É verdade. Tá, sai todo mundo, né?
Todo mundo se equilibrando e dá uma chacoalhada.
E talvez até por isso que a que a guitarra apareça mais, né? Porque o guitarrista ele tem mais, tando com uma banda estruturada, ele tem mais liberdade para se expressar mais, para pular no palco, para fazer mais barulho com a guitarra ali e tal, né? Ele acaba aparecendo mais.
É, mas tem bandas que permitiam aos seus baixistas dar uma ter o seu momento de luz assim, né? Algumas por razões óbvias, o Rush, o Geddy Lee, que é o vocalista, é o baixista. Então, acho que ele dava um jeito de puxar o baixo para para um protagonismo, digamos assim, né? Pelo menos sempre enxerguei dessa forma. Eh, mas algumas outras, o Led Zeppelin lá com o John Paul Jones, também, tu via que o Jimmy Page não, eh, monopolizava, digamos assim, o holofote, né? Ali no, até era um exemplo clássico disso, baixo fazia o que precisava ser feito e daí o Page podia, né? Mas, mas realmente um dos um dos dos grandes responsáveis pelo Led Zeppelin ter estrutura, ao meu ver, é o John Paul Jones, mais do que o Jimmy Page até, só que do Jimmy Page é onde vem toda a inventividade, né? Coisas e tal, né?
Sim, exatamente. O Led Zeppelin é um capítulo à parte na história do rock and roll, né?
É, é um livro, né? Porque ali tem um, a gente tem na escola a gente trabalha com temporadas temáticas, a gente considera que cada música oferece conteúdo musical. A gente trabalha em cima da música, né, ensinando em cima da música para todos os instrumentos ali, né? E a gente tem temporadas temáticas, eh, que é onde a gente constrói esses shows que a gente faz a cada quatro meses ali e tal, os shows de temporada da escola. E a gente tem temporada Led, tem temporada Beatles, temporada Rolling Stones e e tem algumas temporadas que é por décadas, né, anos 80, anos 90, e tal, né?
Legal. Hard rock anos 70, mas tem algumas temporadas que elas a gente tem que de tempos em tempos e colocar elas, né? Que as a gente chama de heavy rotation os as que entram várias vezes ali e o Led é uma delas porque é extremamente educacional, tem muito conteúdo que a gente pode tirar das músicas do Led Zeppelin, assim como é Beatles, assim como, enfim, tem várias ali, né? Mas o Led Zeppelin é uma que oferece bastante conteúdo porque é uma banda que dá para dizer que foi uma banda experimental, né? Eles eles partiram do blues e fizeram muita coisa.
Era, sim. Era um, como é o nome? Tinha um nome antes de ser Led Zeppelin, ele tinha um outro nome, a banda. Mas aí,
É verdade, mas eu não me lembro.
Eu não lembro. Eu não lembro. É, eu vou lembrar aqui. E se não me engano eles eles botaram o nome de Led Zeppelin porque fizeram uma foi meio que uma brincadeira assim e daí o pessoal do do blues inglês tirou uma,
The New Yardbirds.
Exatamente. Porque tinha acabado o o Jimmy Page tocava nos nos Yardbirds. Daí eles acabaram no meio de uma turnê acabou e eles continuaram a turnê com esse nome New York, nome New Yardbirds. E daí depois inventaram o nome de Led Zeppelin e tomaram uma chacota com o nome, que a banda nunca ia ser uma banda famosa com esse nome. Daí por isso mesmo eles insistiram no nome Led Zeppelin e realmente acho que deu certo, né?
Acho, acho que deu, acho que deu certo. Aliás, se me perguntasse hoje assim, ó, tu tem a chance de escolher das bandas que não estão mais ativas, né? Uma para assistir um show. A gente ressuscita morto. Mortos inclusive. E tu teria que escolher uma banda. Eu não escolheria Beatles. Escolheria Led Zeppelin.
Eu também. Eu não escolheria Beatles e escolheria. Ou
Foi um que teve um que morreu eletrocutado no palco. Teve uma banda que teve um,
Eletrocutado?
Pois é, tô tentando lembrar.
Eletrocutado não. O John Bonham foi droga, né? Não foi o que se afogou no próprio, se não me engano foi. No horário tem gente jantando, digamos que ele regurgitou aquilo ali, entendeu a respiração, né? Foi isso. O John Bonham, né? O baterista.
Isso. Então, mas enfim, pá, explodiam 5 minutos, mas podia explodir mais. E tem mais um break. A gente vai encerrar hoje excepcionalmente com o break. Thiago, obrigado pela presença. Eh, venha mais vezes aqui. Sucesso lá na Escola do Rock.
Eu que agradeço. Muito obrigado. Me convidem mais que é um prazer aparecer por aqui.
Sempre, sempre um prazer nosso aqui. Senhor Fonseca, até amanhã 7.
Não temos mais break.
Vamos encerrar com break.
Ah, não. Vamos encerrar com break, então tá bom. Abraço a todos com Schmecken ou sem Schmecken.
Não, de preferencialmente com Schmecken.
Com. Amanhã.
Então tá bom, Felipão. Valeu. Obrigado a Dom Laurindo: Tradição e excelência em cada safra. Donlaurindo.com.br. BR, Banca do Holandês, paixão por comer e beber bem, melhor empório gourmet da cidade. FMP, Fundação Escola Superior do Ministério Público, Somos a Evolução do Direito. E Universidade Fevale, referências impulsionam referências. Os nossos intervalos aqui com Schmecken, o verdadeiro sabor caseiro. Biscoitos Schmecken lá no Instagram e o telefone WhatsApp tá aí na tela 9971421. Boa noite a todos. Amanhã, terça, a gente tá de volta às 7 e amanhã o nosso convidado Ricardo Felício, será o nosso convidado do Agora Brasil. Tchau, gente. Ciao.