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Clube do Livro - DSM-5-TR - Transtornos Depressivos

Anna Polak1:25:36

Transcription

[Música] Boa noite! Olá, sejam bem-vindos a mais um Clube do Livro TCC. Hoje vamos falar sobre o capítulo dos transtornos depressivos do DSM-5-TR. Quero dar boa noite para todos aí que estão entrando. Já tinha gente a meia hora, 40 minutos atrás ali no chat esperando e falando que hoje é o dia que vão ganhar o nosso presente. Hoje quero dar um DSM-5-TR para um de vocês que ficará comigo aí nessa aula de hoje até o final. Então, já adianto que esse é um critério. Na hora que eu fizer a seleção ali, a pessoa precisa estar aqui no chat comigo, certo? Para que eu já possa identificar o ganhador e combinar o envio do prêmio. É justo também, porque eu quero dar de fato para os participantes. Então, o esquema vai ser aquele que nós utilizamos sempre. Quero muito aproveitar, né, essa iniciativa para saber o que vocês estão achando do Clube do Livro, se está sendo útil, senão, né? O que que vocês têm achado das aulas, do conteúdo das aulas? Como vocês sabem, para além da descrição do transtorno, eu procuro sempre comentar um pouco mais sobre o modelo cognitivo do transtorno, sempre que possível, alguma característica direcionada também ao tratamento desse transtorno, principalmente, né, com ênfase nas contribuições da TCC. Então, a intenção é que o conteúdo, de fato, seja útil para a prática clínica de vocês, né? Então, me contem lá no post que eu vou deixar lá no meu Instagram. Tá? É um post que eu vou colocar aqui com a capa da Live de hoje. Deixa eu colocar agora ou fixar aqui, tá? Vou deixar fixado. Então, é o primeiro ali dos transtornos depressivos, ok? Deixa ver se vocês conseguem ver aqui. Então, este post aqui dos transtornos depressivos. Pedir para vocês me contarem. Coloquem ali uma frase bacana, né, bem elaborada sobre o que vocês estão achando do Clube do Livro, dessa iniciativa, se tem sido útil para vocês. É legal também, porque quando as pessoas entram ali no perfil e vão olhar os posts, elas ficam sabendo, né, sobre o que vocês têm achado e também acaba sendo um convite para que elas venham participar com a gente. Vários alunos já me vieram me contar, né, que entraram no meu perfil e ao ler os relatos se interessaram por acompanhar também o Clube do Livro. Então, é muito legal aproveitarmos, né? Além de, é claro, vocês terem a chance aí de ganhar um presente que certamente será muito útil, né? Não só para o Clube do Livro, mas para a prática clínica de vocês. Então, vamos ver quem tá por aqui, quem chegou primeiro aqui no chat. A Cláudia, Sabatina, Carla, a Maeli, boa noite. Léo também tá por aí. Araújo, Lucas, Susi, a Ana Cristina, Letícia, que bom. Andreia Ramos, boa noite. Já tô falando, já tô vendo aqui quem tá decidido a ganhar hoje, né? O pessoal a Andressa, Danilo falou que chegou o ganhador ali. Mônica também tá firme e muita gente não tem o DSM ainda, né? Pediu para vocês levantarem a mãozinha ali no chat. Muita gente ainda não tem DSM e até me perguntam bastante, né? Assim, você acha que vale a pena comprar o DSM? O que que você acha, né? E gente, a minha recomendação é que sim, né? Que você se organizem, claro, financeiramente. É um investimento, a gente sabe, né? Mas para que assim que possível você tenha, né, visando o estudo de fato desse manual. Mas também a gente sabe que é um tipo de livro que nós estamos sempre consultando, né? E apesar da modificação não ter sido estrutural, todos os textos foram revisados. Então, nós temos ali uma descrição própria, né, do DSM-5-TR. É interessante que venhamos a fundamentar já nessa revisão do texto, entendendo ali os termos, os critérios diagnósticos, enfim, de acordo com essa versão revisada, tá? Então, Guilherme tá perguntando como que faz para ganhar. Lá no meu no Instagram, Ana Hpolac, eu deixei o primeiro post ali, que é o post desta Live, então dos transtornos depressivos, tá fixado ali no primeiro quadradinho. Vocês vão deixar um comentário. Deixa um só, tá, gente? Não é por quantidade de comentário, não. Um comentário já basta. Não vai fazer diferença você fazer mais. Então, deixa um comentário ali interessante, uma frase ali bem elaborada sobre o que você acha dessa iniciativa do Clube do Livro, se tem contribuído, sido útil para você, né? Convidando talvez outras pessoas também a participarem, porque várias pessoas que entram no Instagram também vão olhar ali os comentários de vocês. E na sequência aí, um pouquinho mais para frente da aula, eu vou fazer então a divulgação aqui para vocês de quem vai ganhar esse presente, né? O João tá tranquilo hoje, já tá com o DSM dele na mão. Nós sempre fizemos, desde a primeira edição do Clube do Livro, esse envio de presentes para vocês dos livros que nós estamos estudando, né? É uma forma de agradecer a participação de vocês, de incentivar todo mundo a estudar. Fazemos isso voluntariamente, não é nenhuma público, nenhuma parceria paga, né, com a Artmed. Fazemos isso, né, investimos nisso com recursos próprios, né, para que vocês de fato tenham acesso aí, possam curtir com a gente também e seja uma forma de agradecer, tá? O comentário é lá no post, lá no meu Instagram, tá? Então, no primeiro post, o post desta Live, você pode deixar um comentário lá e mais para frente você vai saber aqui quem foi o ganhador de hoje. Combinado? Ficou claro? Tranquilo? Deixa eu mostrar aqui para quem não viu a hora que eu mostrei. Então, é esse post aqui. Deixa eu ver se tá dando para ver. Tá? Aí você vai lá então comenta, deixa a tua. Deixa eu ver aí o pessoal já tá comentando, tá certinho, beleza. Eu já estou a percepção sobre o Clube do Livro, né? E aí depois mais para frente eu vou divulgar aqui para vocês quem ganhou o prêmio de hoje, tá? O presente de hoje é um presente, né? Ok. Vamos lá, gente. Então, falar sobre transtornos depressivos, né? Eu sei que muitas vezes muitos podem pensar assim: "Ah, mas pensando depressivo, eu já sei tudo, já tá, né? Afinal, TCC foi inclusive fundamentada, né, inicialmente para transtorno depressivo. Então, já domino tudo." Ainda assim, ainda que você acredite que tenha, né, uma grande familiaridade com esses transtornos, quero te convidar a prestar atenção no decorrer da aula, aí, porque nós vamos revisar todos os transtornos que compõem este capítulo e, na sequência, vamos falar alguns aspectos importantes também sobre intervenção, tá? Então, quero convidá-los a assistir a aula até o final aí, tá bom? Verdade, gente, deixa like aí quem não deixou. Deixa um joinha para a gente. Deixa um comentário, se quiser compartilhar aí com alguém, né, que tem interesse em psicopatologia, em terapia cognitivo comportamental, pode ser estudante também, pode ser, né? Temos ali acadêmico ou Igor tá falando: "Acadêmico de psico, estagiário, hospital psiquiátrico, esse DSM vai fazer toda a diferença." E faz mesmo, Igor, faz mesmo. Que bom que vocês têm clareza e que você tem a oportunidade de estudar mais profundamente ainda estando na graduação, né? Certamente fará toda a diferença aí na tua formação. Ok. Vamos lá, então, né? Deixa eu compartilhar com vocês aqui a minha tela para a gente conversar um pouquinho sobre os transtornos depressivos. Bom, vocês vão ver então que não é apenas o transtorno depressivo maior que compõe este capítulo. Existem outros transtornos descritos. E a primeira coisa é pensar: o que eles têm em comum? Porque eles estão agrupados neste capítulo? Vocês vão observar que esses transtornos têm características em comum, e principalmente a presença do humor triste, vazio ou irritável, acompanhado de alterações somáticas e cognitivas que afetam significativamente a capacidade de funcionamento do indivíduo. Lembrem que sempre a ideia de transtorno, ela está associada a prejuízo funcional do paciente e/ou sofrimento clinicamente significativo. O que difere entre eles, entre um transtorno e outro, são os aspectos da duração desses sintomas, o momento que eles acontecem e a etiologia presumida. Também a forma que ele se manifestam vão diferenciar um transtorno do outro. Quais são os transtornos que estão neste capítulo? Tá? É importante nós atentarmos para essa lista, gente, porque é o ideal é que nós tenhamos aí, eu vou decorar os critérios de todos os transtornos? Possivelmente não. Mas é muito importante que você tenha clareza, que você tenha aí na tua bagagem que existem esses transtornos, né? Para que quando você estiver frente a uma situação de alteração importante do humor, você sabe: "Puxa, aqui tá mais parecido com aquele transtorno. Acho que eu vou pesquisar ali." Então, você já sabe onde pesquisar especificamente e, principalmente, começa a reconhecer ali, a partir do relato do teu paciente, quais características mais você pode investigar clinicamente, né? Então, é muito importante. Então, nós vamos revisar hoje o transtorno disruptivo da regulação do humor, o transtorno depressivo maior, o transtorno persistente. E no DSM-5-TR, nessa versão, eles retiraram o parênteses escrito "distimia", que até o DSM-5, primeira versão, vinha trazia, né? Então, eles tiraram. Ficou ali apenas transtorno depressivo persistente. Transtorno disfórico pré-menstrual também está neste capítulo. Transtorno depressivo induzido por substância ou medicamento. Transtorno depressivo devido a outra condição médica. Outro transtorno depressivo especificado. Vocês lembram desse conceito aqui que ele se repete nos transtornos, né? Então, aqui, outro transtorno depressivo especificado é quando o clínico especifica, no laudo, por qual aspecto aquele quadro que o paciente está apresentando não fechou o critério para um dos outros transtornos ali clássicos já descritos. Então, o paciente tem uma alteração importante do seu humor, mas não chega a fechar critérios para os outros transtornos, e ele especifica. Então, não fechou o critério em razão, por exemplo, da duração dos sintomas, é diferente dos outros critérios descritos, né? Então, ele especifica. O transtorno depressivo não especificado modifica nesse sentido, de, apesar do paciente ter um quadro importante ali, uma alteração importante de sintomas depressivos, o clínico, né, o avaliador, não vai especificar por qual motivo não fecha critério para outro transtorno. E mais um transtorno ainda, que é o transtorno do humor não especificado. Este transtorno aqui, ele foi incluído agora nesta versão revisada, foi reincluído na versão revisada do DSM-5. Não trazia, ele havia sido retirado e agora foi novamente alocado aqui. O que ele quer dizer? Veja que aqui, diferente dos outros, das outras descrições, ele não traz transtorno depressivo, ele traz transtorno do humor não especificado. Então, aqui é para aquelas manifestações onde existe uma alteração importante do humor, né, que causa sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo, mas que não satisfaz, naquele momento da avaliação, nem critério para qualquer transtorno bipolar ou qualquer transtorno depressivo, tá? Então, aqui considera também as alterações do humor manifestadas ali nos transtornos bipolares, ok? E os transtornos depressivos. Então, quando existe uma alteração do humor, mas ele não consegue, naquele momento, especificar em qual desses transtornos aquele quadro ali que o paciente está apresentando se enquadraria, ele pode utilizar essa nomenclatura, né? Então, naquela avaliação, por exemplo, ele não consegue diferenciar entre um transtorno bipolar não especificado e um transtorno depressivo não especificado. Como, por exemplo, assim, pensa em um serviço de emergência, ali, um paciente que está apresentando uma agitação aguda. Então, tem um quadro onde, naquele momento da avaliação, o clínico não consegue definir os critérios suficientes, né, para especificar entre transtorno bipolar não especificado ou transtorno depressivo não especificado, ele pode utilizar essa nomenclatura agora novamente, né, do transtorno do humor não especificado. Então, ele não vai mencionar qual é o fator que faz com que o quadro não feche o critério para alguns dos outros transtornos, tá bom? Então, já estamos sabendo aí do transtorno do humor não especificado, que foi colocado aqui novamente, tá? Os outros transtornos, vamos falar deles. O primeiro lá que nós vimos também é o transtorno disruptivo da desregulação do humor. Então, essa daqui é uma psicopatologia da infância, adolescência, né? Quais são as características dos critérios diagnósticos? Basicamente fundamentados em duas grandes características. A primeira delas são as explosões de raiva recorrentes e graves, que podem se manifestar pela linguagem, né? Então, violência verbal e/ou pelo comportamento, agressão física a pessoas, a propriedades, né, o ambiente ali, que são consideravelmente desproporcionais em intensidade ou duração, né? Então, é desproporcional a intensidade e a duração em relação à situação ou a provocação é aquilo que levou o paciente a ter aquela relação, tá? Vejam como sempre se caracterizar dentro de um transtorno, este sintoma precisa ter uma manifestação importante, né? E eu digo isso que eu já atendi mais falar assim: "Ah, certamente é este diagnóstico, porque toda vez que eu ofereço determinado alimento, ele explode de raiva, ele fica com raiva de mim, ele joga o pratinho longe." Especificamente quando se oferece o alimento e ponto acabou. Depois não tem nenhuma alteração percebida, depois não tem nenhuma alteração do humor. Então, muito cuidado, né, ao caracterizar aqui. É recorrente, é grave e é desproporcional a intensidade, duração ou a provocação. Também é importante observar que as explosões de raiva são inconsistentes em relação ao nível de desenvolvimento. Então, por exemplo, mesmo uma criança um pouquinho maior, né, que ali nós vamos daqui a pouquinho a questão da idade, então, por exemplo, lá com oito anos e acaba tendo uma explosão de raiva ali que é inconsistente com aquele nível de desenvolvimento que ele apresenta até então, né? Tem uma questão quantitativa também, que é o critério ser as explosões ocorrem em média 3 ou mais vezes por semana. Por isso que lá em cima falou que elas são recorrentes, né? E o outro aspecto, então, além das explosões de raiva, é esse descrito aqui no critério de que o humor entre as explosões é persistentemente irritável ou zangado. Isso aqui, gente, faz toda a diferença na observação clínica e foi até por este motivo também que este critério foi formulado, porque antes não havia muito diferenciação, né, entre este quadro de explosões de raiva com um humor de base persistentemente irritável. E esse quadro foi descrito justamente para diferenciar, por exemplo, do transtorno bipolar na infância, onde o humor, ele não teria essa característica, né, de ser persistentemente irritável, porque a gente sabe que no transtorno bipolar, as alterações do humor acontecem de forma episódica, né? Então, a compreensão do DSM-5, do DSM-5, porque tem outros autores que classificam ali diferente, é que no transtorno, nesse transtorno, o humor, ele tem essa persistência, né, de forma irritável ou zangado, quando na maior parte do dia, quase todos os dias, e é observado por outras pessoas, ok? Então, esse é um ponto importante aqui. A duração: os critérios de A até o D estão presentes por 12 meses ou mais. Por isso que a gente dá tempo, né, de observar esta persistência da alteração do humor. E durante esse tempo, o indivíduo não teve um período que durou três ou mais meses que ele não tenha tido os sintomas. Então, se a criança passou ali cinco meses, seis meses sem as explosões de raiva, aí já não entra aqui nesse critério, né? Então, por isso que ele é um padrão persistente. Os critérios A e B estão presentes em pelo menos dois de três ambientes, né? Então, por exemplo, na casa, na escola, com outros familiares, enfim. Então, tem que estar pelo menos dois ambientes e ser grave em pelo menos um deles, ok? O diagnóstico não pode ser feito pela primeira vez antes dos seis anos, né? Por aspectos do desenvolvimento. Então, a partir dos seis anos é que se pode considerar este diagnóstico, tá? Então, dos seis anos aos 18. Após os seis anos, não deve ser feito o diagnóstico pela primeira vez, tá? Por relato ou observação. A idade de início dos critérios A e E é antes dos 10 anos, tá? Veja, esse diagnóstico ele não tem como existir, ele não pode coexistir com transtorno ODD, transtorno de oposição desafiante, transtorno explosivo intermitente ou transtorno bipolar, ok? Nesses três casos, eles são excludentes. Embora haja uma série de outras possibilidades de comorbidade com outros transtornos, como, por exemplo, TDAH, transtorno depressivo maior, transtorno de conduta, transtorno por uso de substâncias, nesse caso, sim, ok? Quando a criança, né, o indivíduo satisfaz critério para o transtorno disruptivo da desregulação do humor, é então, tem critério para os dois, deve ser considerado apenas o diagnóstico de transtorno disruptivo da desregulação do humor, tá? Então, quando a criança apresenta transtorno disruptivo da desregulação do humor, ela pode ter características, né, do ODD. Agora, o contrário não. Se ela tem os sintomas, características, se ela tem um quadro de ODD e tem o sintoma e apresenta, né, os critérios ali para o transtorno disruptivo do humor, considera-se o diagnóstico de transtorno disruptivo da desregulação do humor, ok? Que eles não podem coexistir. E se o indivíduo já experimentou um episódio maníaco ou hipomaníaco, o diagnóstico de transtorno disruptivo da desregulação do humor não deve ser atribuído, porque aí ele fica caracterizado como transtorno bipolar, né? É considerado transtorno bipolar, porque observa-se essa alteração do humor de forma mais episódica. Transtorno disfórico pré-menstrual. Primeiro observação aqui, e isso vale muito para nossa prática clínica, é diferenciar o transtorno disfórico pré-menstrual de síndrome pré-menstrual, ok? É diferente. A síndrome é um conjunto de sinais e sintomas. A pessoa vai apresentar pelo menos um dos sintomas, né? Então, a manifestação, ela acontece muitas vezes de uma forma mais branda e ela não precisa ter pelo menos os cinco ali critérios que o transtorno disfórico pré-menstrual tem como exigências para fechar, para fechar o quadro, né? E dentro da síndrome pré-menstrual, também pode se apresentar apenas, por exemplo, sintomas somáticos, né? Então, ali, durante os cinco dias, por exemplo, acontece inchaço das extremidades, sensibilidade nos seios, dor de cabeça. Não necessariamente depende da presença de um sintoma afetivo como a depressão. A irritabilidade pode acontecer também, né? Mas não depende para caracterizar um conjunto de sinais e sintomas, tá? Já o transtorno disfórico pré-menstrual vai acontecer na maioria dos ciclos menstruais e pelo menos cinco dos sintomas que nós vamos ver aqui precisam estar presentes. E eles se manifestam ali naquela semana anterior do início da menstruação. Ele começa a melhorar poucos dias ali depois do início da menstruação e ao final da semana, né? E na sequência, na semana após menstrual, ali os sintomas se apresentam de forma mínima ou até mesmo ausentes. E nesse critério, ele dividiu então em dois grupos aqui de sintomas para a gente entender. O primeiro deles fala sobre esses sintomas mais afetivos, né? Então, labilidade afetiva acentuada, então mudança de humor, aí a pessoa se sente repentinamente triste ou chorosa, ou a sensibilidade aumentada a rejeição, né? Então, a labilidade acentuada e irritabilidade ou raiva acentuada, ou o aumento, né, nos conflitos interpessoais que acabam sendo característica aí. O humor deprimido acentuado, sentimentos de desesperança ou pensamentos autodepreciativos, ansiedade acentuada, tensão, sentimentos de estar nervosa ou estar no limite. Então, aqui nós vemos esses sintomas mais afetivos. E no segundo grupo, acaba tendo esses sintomas mais somáticos e de comportamento também, né? Que seria interesse diminuído pelas atividades habituais, sentimento de dificuldade em se concentrar, letargia, fadiga alterada, alteração acentuada do apetite, comer demais, avidez por alguns alimentos específicos, aquele chocolate, né? Quem gosta aí? E hipersonia ou insônia, sentir-se sobrecarregada, fora de controle. E sintomas físicos, mesmo aquele inchaço, né? É uma sensação de ganho de peso, dores articulares. Então, no conjunto, precisa existir pelo menos cinco desses critérios, estando associados a sofrimento clinicamente significativo ou interferência funcional, né? E também deve estar presente na maioria dos ciclos menstruais que aconteceram no ano que precede o diagnóstico, ok? Então, fica a diferença aí que existe uma classificação em termos de intensidade e de manifestação sintomática. Transtorno depressivo induzido por substância ou medicamento. Então, trouxe aqui uma exposição, né, de quais são as substâncias que mais podem predispor a pessoa a quadros depressivos. Então, depressores do sistema nervoso central, medicamentos para o sistema nervoso central, psicoestimulantes também, e medicamentos sistêmicos, né? Que aí entram as estatinas, por exemplo, inalapril, entre outros. O transtorno depressivo devido a outra condição médica. Alguns quadros, então, distúrbios neurológicos, doenças infecciosas, cardiopatias, distúrbios endócrinos e metabólicos, doenças inflamatórias e também neoplasias podem favorecer o aparecimento de sintomas, quadros e transtornos depressivos, tá? Agora, vamos para o transtorno depressivo persistente, na sequência, para o transtorno depressivo maior. Como eu falei, na versão agora revisada, aqui eles tiraram o parênteses que vinha, né, até o DSM-5 trazia, nomeando como distimia, tá? Então, foi retirado. Só vem essa apresentação no título agora, ok? Deixa eu só avisar aí quem chegou depois e quiser participar, né, do nosso presente aí que eu vou dar hoje, que é um DSM-5-TR. Não sei se vai com etiqueta, tá, gente? Não sei porque não sou eu que escolho. Então, vocês não venham aí meter esse negócio da etiqueta. Vai ser um presente de coração, mas não sei se vai ter etiqueta, tá bom? Quem quiser participar, então, vai lá no meu no meu Instagram e no primeiro post, que é o post desta Live de transtornos depressivos, deixa um comentário ali, uma frase dizendo que você acha dessa iniciativa do Clube do Livro, se tem sido útil para você, né? O que as pessoas podem esperar dessas aulas, né? O quanto que pode ajudar. E aí, mais para frente aqui, a gente já vai terminar a parte, vamos conversar, né, sobre transtorno depressivo persistente, transtorno depressivo maior, e a gente já vai aí conhecer quem vai ganhar, tá? Vamos lá. Deixa like, gente. Aí vocês estão numa campanha por like. Isso aí! Muito obrigado pela ajuda. Eu esqueço essas blogueiragens, gente, esse negócio de ficar pedindo like. O Marcelo pega no meu pé. Pede lá e pede para se inscrever, pede para ativar o sininho. Pede. Eu esqueço, mas que bom que vocês me ajudam aí a cumprir esse daí, porque ajuda de verdade ali na divulgação do vídeo, né? Para chamar as outras pessoas. Você sabe que tem esses esquemas aí, né? Barulho de moto. Passou uma moto alta aqui, né? Agora já foi. Tá mais longe. Dando uma voltinha aí. Vamos lá, então, para o transtorno depressivo persistente, né? Transtorno depressivo persistente, que a gente precisa lembrar, né, dessa característica, né, da persistência da manifestação dos sintomas. Então, o humor deprimido na maior parte do dia, na maioria dos dias, tá? Isso é muito importante, gente. E por que que eu reforço sempre para vocês não caírem no desespero? Às vezes, do paciente falar: "Ah, porque tem me sentido triste, eu tenho ficado triste." E aí você já, né, ali é depressão, você está depressão. Precisa avaliar o quanto disso tem se manifestado de fato. E como eu falei na aula da mentoria, né, a fim de você verificar se isso fecha critério diagnóstico para um transtorno ou não. E não é porque a gente quer, né, ser ávido por um diagnóstico para colocar um nome ali, não. É porque, caso o paciente feche critério para um transtorno, nós entendemos que existe, né, uma gravidade maior aí do que se é um quadro, por exemplo, de uma alteração de humor mais esporádica, mais pontual, mais vinculada a algumas situações específicas que o paciente tenha percebido. Ainda que seja, né, um motivo de sofrimento para ele, mas é diferente de uma situação dentro do transtorno. Então, fazer o processo de avaliação diagnóstica, né, ele é bastante criterioso. É necessário essa fundamentação que a gente conheça bem para então poder exercer, né, essa função clínica, justamente para a gente ajudar o paciente nessa avaliação mais ampla do quadro dele, tá? E aqui no transtorno depressivo persistente, esses sintomas vão se manifestar, né, nessa de maior parte dos dias, na maioria dos dias, sendo observável também por outras pessoas, pelo período mínimo de dois anos, tá? Então, depressão, transtorno, esse prazo, né, esse tempo aí na cabeça, na memória de vocês, de período mínimo de dois anos. Em crianças e adolescentes, o humor pode ser irritável, então, não necessariamente deprimido, pode ser irritável, e o tempo aí de duração mínima é de um ano, ok? Então, tem essa diferença. Além disso, precisa apresentar duas ou mais das seguintes características: então, a presença de apetite diminuído ou alimentação em excesso, hipersonia ou insônia, baixa energia ou fadiga, baixa autoestima, concentração pobre ou dificuldade em tomar decisões, e sentimento de desesperança. Então, quando a gente olha esses critérios aqui, inicialmente, eles parecem um pouco mais brandos, né, do que o transtorno depressivo maior, porque aqui ele não descreve, por exemplo, né, os pensamentos recorrentes de morte, aqui, por exemplo, o sentimento de inutilidade. Então, a gente imagina que tenha essa manifestação um pouco mais branda, persistente, assim. Entretanto, não é por isso que o transtorno depressivo persistente é menos disfuncional, né, que causa menos prejuízo para o paciente. Nem sempre nós temos que avaliar caso a caso, né? Porque justamente por essa característica persistente, veja o quanto de prejuízo esse paciente pode ter em termos de funcionamento, até mesmo em termos de déficit de habilidades que poderiam ser desenvolvidas, né? Mas pela persistência do quadro, persistência das repercussões, das estratégias compensatórias, aí de isolamento, por exemplo, de evitação, nesse paciente pode ter prejuízo no seu funcionamento que pode ser tão ou mais significativos do que transtorno depressivo maior, né? Então, apesar da manifestação sintomática aparentemente ser mais branda em termos de prejuízo, nós temos que avaliar caso a caso a fim de verificar como isso tem acontecido para cada paciente, ok? Durante o período de dois anos, ou de um ano para criança e adolescente, o indivíduo jamais esteve sem os sintomas por mais de dois meses. Então, isso é muito importante nós observarmos, tá? Quando o paciente vem falar de um sintoma depressivo, quem é da mentoria e sabe que eu sempre digo: nunca considere apenas o primeiro nome da queixa dos sintomas. Ah, eu tô triste. Aí, tô com deprimido. Ok, esse é o primeiro nome. E aí, mas você tem que saber o sobrenome, de onde que ele veio, quando que ele começou, né? Então, desde quando você tem percebido isso? Foi depois de algum evento específico ou não? Como é que tem acontecido desde que você percebeu? Aumentou, diminuiu? Tem alguma coisa que tem piorado ou não? Para que a gente entenda se de fato isso está acontecendo, por exemplo, há mais de dois anos de uma forma persistente, né, com intervalos aí que não são maiores do que dois meses, ou se está acontecendo de forma episódica, ou seja, ele tem episódios específicos ali, né, de transtorno depressivo. Isso também modifica a caracterização, os critérios para um transtorno depressivo maior. Podem estar continuamente presente por dois anos também, tá? Então, o transtorno depressivo persistente, o transtorno depressivo maior, eles podem acontecer ali sobrepostos. Inclusive, tem especificador, né, que o paciente, por exemplo, veio um paciente com transtorno depressivo persistente e aí ele tem apresentação de um episódio de transtorno depressivo maior, né? Aí nós podemos colocar como um especificador em relação àquele episódio ali também, se está naquele quadro atual ou não, né? Na remissão, tem um especificador que pode ser inserido também, tá? Outro critério é importante é nunca ter acontecido um episódio maníaco ou hipomaníaco, que aí a gente sabe que a avaliação vai ser direcionada para os transtornos bipolares, tá? A perturbação não é mais bem explicada por outros transtornos, principalmente o esquizoafetivo, transtornos persistentes, esquizofrenia, transtorno delirante e outros sintomas também não se devem a efeitos fisiológicos por uso de substâncias. E os sintomas causam sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento. Isso mesmo. Ouvindo aqui vocês, e deixei por último aqui o transtorno depressivo maior, que já quero destacar a diferença, né, gente? Isso na prática clínica precisa estar muito claro para nós, né? Porque muitas vezes o paciente, ele, ele tem uma intolerância muito grande a desconforto emocional. Então, às vezes, diante de uma tristeza, por vezes situacional, pontual ali, decorrente de algo que aconteceu, que a princípio não tem sido persistente, não tem sido disfuncional, né, mas tem sido desconfortável, muitas vezes o paciente, por essa intolerância, de fato, já percebe aquilo como um sintoma, né? E aí nós temos o risco de tomar aquilo como um critério diagnóstico transtorno depressivo sem avaliar com cautela a manifestação daquela emoção desconfortável, né? Então, vamos pensar aqui em algumas diferenças entre a tristeza, né, a emoção desconfortável que todos apresentam e, de fato, o humor depressivo. Então, a duração: a tristeza, ela é mais pontual, ela pode durar horas, alguns dias ali, né? Ela é mais modulada, ou seja, conforme a situação vai se desenvolvendo, o tempo vai passando, né, o remédio do tempo vai acontecendo ali, ela tende a modular e melhorar também. Na depressão, ela é mais arrastada, a gente sabe ali que ela leva semanas a meses, né, até mesmo pode levar. E como a gente viu aí, quadros persistentes também. Em relação à autoestima, né? Quando você está pontualmente triste com alguma temática, não necessariamente você tem um prejuízo em relação ao seu autoconceito, a percepção que você tem de você mesmo, ou da sua autoimagem, ou da sua autoeficácia, enfim. E na depressão, isso é altamente comprometido. A gente vai ver aqui na sequência que chega a ter um juízo de valor a respeito da percepção distorcida que eu tenho de mim mesmo, né? Então, na depressão, é muito comprometido. A perda afetiva, né? Na tristeza, ela pode estar presente e na depressão, ausente. Na tristeza, o desempenho de tarefas cotidianas geralmente é preservado, pode ter alguma alteração, né, mas geralmente é preservado. E na depressão, a rotina, né, ela, ela pode chegar, claro, em quadros mais graves, um comprometimento maior, mas normalmente o ambiente também é atingido aí pela disfuncionalidade. Sentimento de inutilidade, na tristeza geralmente ausente ou quase, né, o mínimo ali. Na depressão, presente. Ânimo ocasional, na tristeza geralmente acontece, né? Então, assim, tá triste, mas aconteceu alguma coisa, alguém legal te mandou uma mensagem, te fez um convite, você ganhou alguma coisa que você queria, né? Você modula mais, né? E na depressão, isso não acontece. Na tristeza, mínimo em termos de sintomas corporais, reações corporais. Na depressão, isso pode ser bem presente, muitas vezes até grave, né? Um retardo psicomotor, uma lentidão ali, né? Na tristeza, pode ser leve ou ausente, por vezes nem é percebida. E na depressão, geralmente é presente. E a ideia de suicídio, na tristeza, é improvável, né? Aí, a menos que seja combinado também com outras, outras, outros fatores, né? E na depressão, ela pode ser frequente, né, comum, existente aí. No transtorno depressivo maior, gente, nós temos ali que, assim, os dois primeiros critérios, eles têm que estar decorados, assim, porque porque eles são um dos dois tem que existir, né? Então, aqui nós temos os nove critérios, mas ou dois, eles têm que existir. E quais seriam esses dois? O primeiro fala sobre o humor deprimido e o outro fala sobre anedonia, que é uma diminuição do interesse ou prazer em todas ou quase todas as atividades, quando na maior parte do dia, quase todos os dias, né? E o relato pode ser subjetivo, ou seja, da própria pessoa, ela relatando essa perda de interesse, ou também observado pelas outras pessoas, tá? Então, falou em transtorno depressivo maior, lembre desses dois primeiros critérios: o humor deprimido ou a diminuição do prazer, da percepção de prazer ou interesse, aí acontecendo dessa forma significativa, né? Mas para fechar o critério diagnóstico para o transtorno depressivo maior, é preciso estar presente cinco desses sintomas, sendo que um deles, esses dois que eu mencionei para vocês, pelo período de pelo menos duas, durante o mesmo período de duas semanas, né? Então, tem que fechar aí esse prazo com essa manifestação importante dos sintomas para caracterizar um episódio aqui do transtorno depressivo maior, tá? Então, além do humor deprimido e da anedonia, também o paciente pode apresentar perda ou ganho significativo de peso, sem que ele esteja fazendo algo para essa mudança, né, dieta, enfim, ou redução ou aumento do apetite, quase todos os dias, né? Então, às vezes, ele não percebeu ainda a alteração do peso corporal, mas percebeu a redução ou aumento no apetite. O outro ponto: insônia ou hipersonia, quase todos os dias também. Agitação ou retardo psicomotor, tá? Então, uma inquietação ali também ou uma lentificação. Fadiga ou perda de energia, quase todos os dias. Sentimentos de inutilidade ou culpa excessiva ou inapropriada, que podem também ser delirantes, né, quase todos os dias. Capacidade diminuída para pensar ou se concentrar, ou indecisão, em quase todos os dias, né? O paciente: "Ah, não tô com cabeça para isso, não tô conseguindo pensar sobre isso, não quero pensar sobre." É bem frequente eles reclamarem disso, né? E por último, aí, pensamentos recorrentes de morte ou tentativa de suicídio, especificamente, tá? Então, tem que fechar cinco desses, sendo um deles, ou um ou dois, ok? Isso precisa memorizar. Os sintomas têm que causar sofrimento, prejuízo e não se devem a efeito fisiológico, né, de outra substância. E também não é melhor explicada por outros transtornos, aqui esquizoafetivos, esquizofrenia, delirante, ou outro transtorno especificado ou não especificado, né, do espectro esquizofrênico ou outros transtornos psicóticos. E também não pode ter acontecido nenhum episódio de mania ou hipomania, que a gente sabe que aí a investigação parte para os transtornos bipolares, tá? Lá no capítulo também é descrito os especificadores, né? Esses especificadores aqui, esse "com sofrimento ansioso", ele também pode ser um especificador lá do transtorno depressivo persistente, que vai apresentar dois sintomas ou mais relacionados a esse estado ansioso de tensão, de inquietação, de preocupação, de catastrofização, pensando que alguma coisa horrível vai acontecer. Então, a gente coloca ali os especificadores. E na descrição do diagnóstico do código, você já pode inserir ali essa informação, tá? Características mistas, também precisa apresentar três sintomas ou mais, tá? Então, vejam, gente, que usa especificadores também tem critérios para fechar aquele especificador, né? Nesse que eu estou descrevendo aqui, então, é importante observar isso. O humor pode estar elevado, expansivo, autoestima elevada ou grandiosidade, paciente mais falador ou com pressão para continuar falando, fuga de ideias, aumento da energia para uma atividade específica, envolvimento maior ou excessivo em atividades que tem alto potencial para consequências prejudiciais, menor necessidade de dormir, tá? Característica melancólica: anedonia ou humor deprimido não reativo e três sintomas ou mais melancólicos, né? Característica melancólica: o humor deprimido com desânimo profundo, amorosidade, né? O humor vazio, pior dos sintomas pela manhã, uma insônia terminal, né? Então, ali um despertar precoce, né? Ele não consegue terminar, concluir o período de sono que seria habitual, o ideal para ele. Agitação, retardo psicomotor, perda do apetite, né, anorexia, culpa excessiva ou inapropriada. Outro especificador ou de características atípicas. Esse também pode ser do transtorno depressivo persistente. Agora, tivemos foguetes aqui. Tivemos uma outra foguete. Características atípicas: então, ele vai trazer uma reatividade do humor, né? Então, o paciente, ele pode apresentar uma certa reatividade frente a situações, por exemplo, e outros sintomas também associados aqui. Hipersonia, uma sensação de peso, fala de chumbo, então, os braços muito pesados, as pernas, é uma falta de energia ali também. E um padrão ali de sensibilidade a rejeição social também. Características atípicas. Além desses, temos as características psicóticas, né? Quando acontece delírio ou alucinações presentes. E o padrão sazonal também é um especificador, quando existe um padrão de recorrência, né, no transtorno. Então, quando em determinado período do ano, aquele episódio acontece e esse padrão se repete. Então, ali, em pelo menos dois anos, naquele mesmo período, o episódio aconteceu novamente, né? É um padrão de recorrência do transtorno. Depressão maior com início no peri-parto, né? Caracterizado ali pelas alterações e sintomas de humor durante a gravidez, nas primeiras quatro semanas após o parto. Depressão maior com catatonia, né? Então, ali com modificação no padrão de comportamento e movimentação motora, postura também, né? Então, esses são os especificadores. Aqui eu selecionei duas escalas que podem nos ajudar na avaliação. A gente sabe que a BDI-2, né, ele tá comparecer favorável lá no site PSI. As outras também agora estão, né, desde o final do ano passado. Mas aqui para o transtorno depressivo, eu selecionei a BDI-2 e a escala de remissão. O teu também, ela pode ser usada para quantificação dos sintomas. Engravidar. Vamos falar um pouquinho sobre a TCC, né? Quero trazer para vocês uma compreensão rápida aqui, mas muito importante, sobre o funcionamento cognitivo dos transtornos depressivos. A parte fundamental do tratamento é justamente entender o modelo cognitivo da depressão. E não só você entender, né, mas o teu paciente entender isso. Então, a gente já parte para a ideia da psicoeducação, do quanto é importante a psicoeducação sobre o modelo cognitivo sobre a TCC, né? Então, muitas vezes, eu tenho visto alunos que a primeira ideia, né, intervir em com o paciente, principalmente em quadros depressivos, é já dar lá o formulário do RPD para o paciente. E muitos associam, né, que só pode ser feita a psicoeducação do modelo cognitivo pelo formulário da RPD. Gente, nem sempre, tá? Eu sei que para muita gente fazer o que você não vai dar o formulário do RPD para todos os pacientes. Não, gente. O que é fundamental é nós trabalharmos ali, né, a fundamentação, a psicoeducação do modelo cognitivo, modelo cognitivo do transtorno, mas não necessariamente entendem que eu preciso daquela planilha específica para isso, para trabalhar o registro dos pensamentos disfuncionais. Não necessariamente eu preciso daquele formato, tá? Então, se você tem percebido dificuldade do paciente em relação a este instrumento, você pode e deve adaptar ao indivíduo, aquele paciente, conforme as preferências dele, a própria formulação do caso, né? Observar o momento de você inserir essa intervenção. Então, aqui já começa falando para vocês sobre a importância de entendermos o modelo cognitivo para que então possamos fazer a psicoeducação adequada com este paciente, tá? Como é que vocês estão aqui? Deixa eu ver se tem alguém me acompanhando. Tem vocês estão aí? Opa, já aumentou aí o número das curtidas, dos joinhas. Vocês são maravilhosas. Quem ainda não deixou o comentário, deixa lá no meu Instagram que nós só vamos terminar aqui essa parte da TCC e eu já vou divulgar aí quem vai ganhar o presente de hoje, tá? Então, tá ali na no primeiro post, tá? A Jéssica sempre indica a Ana para os PCs. Todo mundo pode se beneficiar de um conteúdo que agrega tanto. Muito obrigada. E só deixa esse comentário lá que aí você vai estar concorrendo. Que legal! Obrigada, Jéssica, obrigada mesmo. Então, aqui revisando, né, o modelo cognitivo da depressão. E eu sei que vocês já viram, eu já sei, né, que é pensamento, emoção, comportamento e tal. Mas aqui o que eu quero chamar atenção de vocês, que muitos pode passar, pode ter passado despercebido até então para muitos, né? Esta representação gráfica, ela corresponde à descrição modal, né, do modelo cognitivo. Ela não é um modelo linear. Qual seria a diferença, né? O modelo linear entende que pensamento causa emoções, que causa, né, comportamento e reações fisiológicas. Não tem uma relação de causalidade, né? E nem necessariamente apenas o pensamento. Apesar de nós entendermos que existe, né, uma primazia, uma importância fundamental ali no modelo cognitivo, mas nós entendemos que esses elementos estão inter-relacionados. É por isso que nós observamos ali as flechinhas com duas pontinhas, uma para cada lado. Elas são ali mais de uma via, né? Ela não é só apenas com fluxo, mas ela acontece ali nas duas direções. E não só do pensamento para os outros elementos, né? Observem que todos os outros elementos para o pensamento também acontece. E essa é a melhor descrição do nosso funcionamento, não é, gente? Então, quando a gente pensa, a gente sente, a gente se comporta. Quando a gente se comporta, o que que acontece? Às vezes, a gente sente também, a gente pensa. E assim o nosso funcionamento vai. Então, o Beck, ele partiu de uma compreensão, né, do modelo linear, mas logo na sequência, ali, ainda lá na década de 70, ele já descreveu o modelo cognitivo modal, né, tendo esta compreensão da inter-relação entre os elementos cognitivos. E que esta manifestação, né, vai fazer com que hajam esquemas, né, que são estruturas ali que podem, por exemplo, organizar as crenças que nós temos. Então, podem ser esquemas cognitivos que estarão inter-relacionados, né, com esquemas emocionais, esquemas motivacionais, enfim. Essa introdução é que é apenas para que vocês tenham essa clareza, né? Porque muitos que criticam a TCC, criticam por falar assim: "Ah, eu".

Não concordo porque eu não acho que é o pensamento que causa todas as coisas, né? Então, se essa pessoa está afirmando isso, é porque ela não conhece de fato a Terapia Cognitivo Comportamental. E aí, para cada transtorno, nós precisamos entender o modelo cognitivo daquele transtorno, ou seja, como é que o paciente passa a funcionar por esta perspectiva, né?

Aqui na depressão, nós observamos ali que os pensamentos, eles vão estar ali permeados por aqueles conteúdos que o Beck classificou, né, entre desamparo, desamor, desvalia, né? Os pensamentos que estão desadaptativos, né, que acabam sendo a maior parte na maior parte dos dias, como a gente viu. Não é que o paciente nunca mais vai ter outro tipo de pensamento, né? O que ele seja incapaz. Não é que neste momento ali da depressão, estes pensamentos com essa temática são os mais prevalentes.

Os sentimentos acompanham tristeza, desesperança, desalento, vazio. Comportamentos, né, evitação, isolamento, autocuidado inadequado. Reações fisiológicas também são são observáveis, né, são sentidas. Baixa de neurotransmissores e tudo isso, gente. Vejo que ele está ali funcionando, né, numa relação com o ambiente, com o ambiente, né, com fatores estressores. Então, a atuação desta pessoa também em relação ao ambiente deve ser observada e considerada para a intervenção também. Ok?

Vamos ver agora sobre as principais estratégias que nós utilizamos com o paciente. Então, a primeira delas é a psicoeducação. Ana, e o que que o psicoeduco? Como assim? Primeiro, tem a ideia que assim, claro que uma grande ênfase da psicoeducação está na parte inicial, porque é o momento que o paciente ainda não está familiarizado com nada, né, em relação ao processo terapêutico. Entretanto, como diz o princípio lá da TCC, a TCC ela é educativa. Então, a psicoeducação ela vai te acompanhar por todo o processo terapêutico, né? E aí nós vamos psicoeducar o paciente sobre o diagnóstico dele, sobre o modelo cognitivo da depressão do diagnóstico, sobre a TCC, o funcionamento, a estrutura do tratamento, as exceções e o processo terapêutico. Então, tenham sempre essa compreensão da psicoeducação durante o processo também, tá?

Outra estratégia que nós usamos, claro, né, é a reestruturação cognitiva. A partir ali da formulação do caso, né? Claro que muitos, muitas informações a gente também coleta na anamnese, no exame do estado mental, na conceituação cognitiva e para a reestruturação cognitiva. Então, a partir da identificação de pensamentos disfuncionais, né, pensamentos que sejam imprecisos, pensamentos inflexíveis, tá? Então, nem sempre na depressão o pensamento vai ter uma conotação de não ser verdadeiro. Ai, não, então ele tá pensando isso, não é verdade. Não, por vezes o paciente ele tem fundamento para estar pensando daquele jeito. Às vezes a situação tá difícil mesmo, ele está fazendo uma interpretação que tem elementos reais. Entretanto, muitas vezes esse pensamento, por exemplo, está muito inflexível. Então, ao perceber a dificuldade daquele momento, ele, por esta perspectiva, espaço interpretar. Então, que sempre vai ser assim, eu nunca mais vou conseguir, não adianta eu fazer nada, né? Então, a gente tem que observar também esse aspecto da inflexibilidade, mesmo quando o paciente tem ali fundamentos verdadeiros na sua interpretação.

Essa é uma dúvida que parece óbvia, né, assim, mas ela é muito presente na prática clínica. Eu recebo muitos alunos me perguntando isso. Ana, eu fico meio desconfortável de trabalhar a reestruturação cognitiva, porque muitas vezes eu vejo que o paciente tem razão naquilo que Ele tá, na forma que ele está interpretando aquela situação, porque é uma situação difícil mesmo. Aconteceu uma série de coisas aí que acabaram predispôndo o paciente para isso. Então, às vezes, por exemplo, ele tá desempregado, tá brigando pra caramba com a família, tá sangrando, tá sem perspectiva, né? Então, fala caramba, né, deixou de fazer uma série de coisas. Então, uma pessoa, né, que vai entrando num quadro depressivo, às vezes vai complicadores ali ambientais, né? As coisas vão se complicando ao longo do caminho. E aí eu vejo muitos colegas falam assim: "Nossa, eu fico desconfortável de falar assim: 'Ah, que evidência que você tem que é desse jeito?'" Ah, mas tem todas as evidências que o negócio tá pegando ali, né? E aí o terapeuta fica intimidado em relação a isso e acaba recuando na intervenção. Mas se você observa que essa interpretação que o paciente está falando, por exemplo, e é a característica do quadro depressivo, né, está marcado, por exemplo, pela desesperança, né? Então, ok, essa interpretação tá assim. Mas ao olhar, por exemplo, perspectiva futura ou do próprio, ou das próprias alternativas, né, de enfrentamento daquela situação, e nem inflexível, ele não vê saída, não vê alternativa. Aí você considera que essa forma dele se relacionar com esta é que está inflexível, né? E nós podemos trabalhar a reestruturação cognitiva nesse ponto também, tá?

Alguns aspectos cognitivos que eu quis trazer, quero trazer para vocês, justamente que marcam os quadros depressivos e que vão fundamentar a nossa reestruturação cognitiva. Primeiro deles, claro, é a tríade cognitiva primária, né? Quando o paciente fazem interpretações acerca de si mesmo, considerando-se inadequado, indigno, né? Atribui experiências desagradáveis para si mesmo, seja em aspectos físicos, mentais, morais, né? E além disso, considera-se indesejável e indigno por causa dessa característica, desse defeito, enfim, né? A pessoa se coloca ali mais disponível a ser rejeitada, a ser classificada de uma forma mais preterida, né, visão dos outros e do mundo também é mais representativa ali, né? Aspectos derrotistas, de privação, de depreciação. Então, o mundo é terrível, é inseguro, é, né, tá perdido, não tem jeito para nada. E também isso de uma forma inflexível, né? E a visão do futuro, normalmente marcada, né, como uma sentença, como se aquele estado que ele está, que ele se apresenta ali, fosse de fato como desesperançoso, né? Então, o futuro nada mais é do que uma repetição do caos atual. Então, as perspectivas ali são bem limitadas em relação ao futuro.

Além da tríade, também recomendo que vocês observem os aspectos motivacionais do paciente, principalmente relacionado à vontade. As pessoas no quadro depressivo geralmente têm uma paralisia da sua vontade. Aquela pessoa que meio que, que você quer fazer, a meio que tanto faz, não tem vontade de nada, não tem muita perspectiva sobre as coisas, né? Então, você observa isso. Desejos escapistas e diz esquiva. Então, também, mas são não precisar ir melhor, se eu sei que não vai ser, né? Se eu puder não fazer, melhor ainda. Se eu puder deixar de lado, ok, né? Não padrão de evitação ali, por muitas vezes persistente. Desejos suicidas, desejos de dependência também intensificado. Então, por se ver muito vulnerável, muitos pacientes podem ter, né, uma necessidade, um desejo que outros assumam questões que seriam para ele fazer e a pessoa, então, outra pessoa tomaria a frente, ele então ficaria ali num estado mais passivo, né? E a perda dessa motivação, a gente vê que ela é mantida justamente pelo aspecto da desesperança, porque o senhor espero que o futuro, como eu falei, né, está condenado às mesmas características que eu estou apresentando hoje, eu vou permanecer assim. Então, eu tenho desesperança. Então, porque eu teria vontade de mudar, de fazer algo, se a condição já está estabelecida, né? Então, aspecto motivacional aqui é importante.

Outro aspecto, outra característica cognitiva presente na depressão é o juízo de valor e afeto. Ou seja, o paciente observa-se, né, de uma forma mais depreciativa e ele atribui juízo de valor àquilo em relação a aquele afeto. Então, por exemplo, ah, eu tô me sentindo mal comigo mesmo, né? Então, eu tenho uma característica que aconteceu alguma coisa que eu fiz errado, né? Ou falei alguma coisa que eu não devia. Veja, eu estou mencionando algo que é ponto alto, né, uma situação, mas eu tomo aquilo como um juízo, um julgamento de valor. Então, por exemplo, "Nossa, eu não consegui fazer aquilo direito. É como eu sou incompetente, como eu sou burra, como eu sou, né? Eu não faço nada direito." Então, entende que a pessoa interpreta uma ação, um afeto desconfortável, né, uma situação que gerou um desconforto emocional e faz um julgamento, um juízo de valor, né? Ele generaliza essa característica negativa sobre ele mesmo, trazendo uma rejeição global, né, para mais características. Então, ainda que eu tenha errado em um aspecto, o juízo de valor que ele faz é amplo, porque eu não faço nada certo, porque eu nunca, porque eu sou um fracasso, né? Isso é muito característico, tá? E dentro do quadro, né, psicopatológico, o autoconceito negativo deve estar associado a um juízo de valor negativo. Então, uma coisa é você ter uma percepção de si mesmo, do seu autoconceito, que seja negativo, que não seja tão positiva, né? Então, por exemplo, assim, ah, eu gostaria, né, de ter um 75, mas ter um 65 para mim é uma percepção minha de uma característica que eu não gosto. Mas aí, dentro dos quadros depressivos, eu posso fazer, passo a fazer um juízo de valor, né? Então, eu começo a, em razão dessa característica, desse aspecto, eu tenho um valor menor, né? Eu me sinto uma pessoa de menor valor em razão desta característica. Pode ser uma característica física ou, enfim, um comportamento, algo é feito esse juízo de valor, tá? Ao invés de considerar apenas aquele aspecto como sendo um aspecto apenas e ponto acabou, né? Ok.

Então, aqui nós vimos características, né, a respeito do funcionamento cognitivo e que podem ser trabalhados na reestruturação cognitiva. Outra estratégia que também é parte, né, então junto com a TCC, nós temos a ativação comportamental com fortes evidências aí para tratamento da depressão, que tem um objetivo de trabalhar com a retomada do contato da pessoa com reforçadores positivos, né? Nós sabemos que a, o paciente muitas vezes ele tende a se isentar, né, ou pela própria anedonia, porque ele vai perdendo prazer, ele vai, ou então aqui, né, em dois momentos podem acontecer a inativação. Então, os reforçadores podem continuar presentes, mas a pessoa não se interessa mais por eles, ou os reforçadores podem deixar de estar presentes, exatamente pela própria evitação, isolamento que a pessoa faz. Também pode romper esse contato com os reforçadores. Então, sempre observe qual foi o processo que teu paciente passou. Se os reforçadores estão lá, mas eles já não está mais percebendo aquilo como reforçador, ou se de fato ele chegou a se isolar, a evitar ao ponto do ambiente dele já não ter mais esses elementos reforçadores. E que acaba fazendo a manutenção aí, né? E ativação comportamental vai justamente ali, né, programar com o paciente uma série, né, de estratégias para que ele volte a ter contato com esses elementos reforçadores aí.

Ativação comportamental, né, ela tem uma base ali junto com a ACT, na análise do comportamento. Então, são estratégias que dialogam aí com muita integração. E a gente pode trazer a compreensão da ACT também para ativação comportamental, quando nós falarmos da aceitação dos estímulos aversivos privados. Então, na depressão, muitas vezes, por que que o paciente se mantém inativo comportamentalmente? Porque para que ele ative, para que ele execute determinado atividade, ele vai enfrentar um desconforto, né? É desconfortável você sair daquele lugar para então executar determinada atividade, encontrar com a pessoa, fazer alguma coisa que você gostava de fazer antes. É desconfortável. Então, na perspectiva da ACT, associada à ativação, a gente trabalha aceitação, né? Que é justamente essa abertura do paciente a vivenciar este desconforto em razão daquilo que é importante, que ele precisa fazer, né? Que é significativo para ele, tá? Então, essas estratégias aí, elas podem dialogar e ser integradas também, ok?

E eu trouxe aqui para vocês, para finalizar, uma outra estratégia, né, de intervenção que junto com a TCC, junto com a ativação comportamental, também tem apresentado boas evidências no tratamento para depressão, que é a Terapia Cognitiva Baseada em Mindfulness. E eu trouxe para vocês aqui a descrição bem breve do programa de treinamento em mindfulness, que é organizado pela Terapia Cognitiva Baseada em Mindfulness. Vejam que os elementos que são trabalhados, claro que no programa, dentro de cada um desses elementos, tem as suas estratégias, né? Mas eu quis trazer para que vocês possam conhecer.

Primeiro é deixar de viver no piloto automático e passar a viver com a percepção e escolhas conscientes. Aqui a gente está falando da atenção, né? Aumentar a atenção para que a pessoa veja, pensa em isso, né, num contexto da depressão, o quanto a pessoa por vezes acaba ficando tão limitada ali, né, na ausência de estímulos e interações sociais, que acaba de fato passando a viver desconectado, né, dos momentos presentes. Então, deixar de viver. E aí tem uma série de estratégias educativas de ativação, né, que o programa propõe. Mas a primeira parte é essa.

O segundo elemento é deixar de se relacionar com a experiência por meio do pensamento. Então, você quer, vamos conversar com Fulano? Vamos lá se encontrar com Fulano? Ah, não, vai ser desconfortável, eu não vou gostar. Então, ele deixa a proposta aqui é que ele deixe de se basear neste pensamento, que no quadro depressivo tende a ser disfuncional, e começar a se relacionar por meio da experiência. Então, espera aí, ao invés de eu achar que vai ser ruim, que não vai ser bom, que eu não vou gostar, que vai dar tudo errado, por que que eu não vou experimentar? E aí eu então concluo cerca disso, né? Então, favorece a experiência.

O terceiro ponto: deixar de viver no passado e no futuro e passar a viver plenamente o momento presente, né? Bem característico aí das estratégias de mindfulness. E como é recorrente nos quadros depressivos, o paciente ali ter o pensamento conectado, né, como elementos do seu passado ou do que ele deixou de fazer, ou do que ele tinha que fazer, ele não fez, né? Desse julgamentos.

O quarto ponto: deixar de tentar evitar, escapar ou se livrar da experiência desagradável e passar a lidar com ela com interesse. Que tá falando sobre a aceitação, não é? Porque é desconfortável que você tem que evitar. Porque o que interessa é onde isso vai te levar, qual é a função deste, desta ação, né? Não apenas se ela é desconfortável ou não, mas qual é o significado disso que você vai fazer? Porque, porque o desconforto, nós podemos aprender a ser tolerantes, se essa decisão, essa ação estiver me levando a algo significativo, ok, né? Que que haja desconforto no meio do caminho, porque eu posso me tornar resiliente a isso.

E o quinto e último ponto é deixar de precisar que as coisas estejam diferentes e passar a permitir que elas estejam do jeito que elas são. Isso aqui tem uma pegada bem histórica também, que assim, ah, quando eu estiver bem, quando eu tiver feito tal coisa, então eu vou ser feliz, então vai dar tudo certo, né? Então, você fica querendo que o sofrimento passe a não existir mais, né? Você quer se isentar daquele sofrimento para que então você possa viver ou fazer. Pera aí, a medida que você espera uma vida sem sofrimento, sem desconforto, né, você fica paralisado, porque desconforto e o sofrimento são inerentes, né? Nós estamos sujeitos a isso o tempo todo. Então, a gente não precisa esperar, né, que a vida se apresente, que aquele momento se apresente isento de dor, isento de sofrimento, para que então a gente viva, né? Mas a gente pode vivenciar ali, de acordo com o que a realidade se apresenta, né? Então, esse programa de treinamento em mindfulness, aí delineado pela Terapia Cognitiva Baseada em Mindfulness, também tem boas evidências para o tratamento da depressão, ok?

Então, vimos aqui os transtornos depressivos que estão descritos neste capítulo e vimos aqui as principais estratégias de intervenção, que seria então a Terapia Cognitivo Comportamental, a Ativação Comportamental e a Terapia Cognitiva Baseada em Mindfulness também, ok? Gente, deixa eu voltar aqui para vê-los. Fizemos um apanhadão de coisas aí, né? Ótimo. E aí você sabe, né, dentro de cada estratégia, tem técnicas específicas que você pode usar a tua criatividade, o teu conhecimento para adaptar ao indivíduo, gente. Tá? Pensa em dessa forma, de uma forma individualizada, de acordo com a formulação do caso do teu paciente, de cada caso, certo?

Última chance, então, para quem ainda não deixou o comentário lá, que agora eu vou fazer a minha escolha aleatória. A gente não pode mais falar sorteio, né? Vocês estão sabendo. Então, é uma escolha que do presente que nós vamos dar para vocês, né? Então, lá no aqui, ó, nesse post, deixa um comentáriozinho que eu já vou encerrar aqui, e que eu quero dar de presente para onde vocês um DSM 5 TR. Não sei se vai com etiqueta, tá, gente? Vocês, isso aí depende lá da editora, tá? Eu não tenho nada com esse negócio das etiquetas, que eu sei que vocês estão tudo doido atrás dessas etiquetas aí, mas não depende de mim, ok? Conteúdo sem miséria. É isso aí. Josué, Marcelo, legal, gostaram, gente? Que bom, legal. Ótimo.

Vamos lá, então, encerrado. Então, os comentários. Vou colocar aqui. Não vou poder transmitir a tela para vocês, né? Mas eu vou agora [Música]. Aqui com a produção, com os nossos critérios super estabelecidos, vamos já vou divulgar, então, aqui quem que vai ser presente. Vamos ver aqui. Pera aí, só um minuto que vai carregar aqui, gente. Vamos lá. Rodando, rodando. E aí, quem que tá por aí? Deixa eu ver, gente. Quem da mentoria entre segunda e sábado? Essa semana foi puxado. E amanhã, às 10 horas, tem o nosso plantão de dúvidas, hein, pessoal da mentoria. Da mentoria acabou. Ainda vocês acham que essa semana exprimir vocês da mentoria? Acho que agora vai. Atenção, quem que vai querer? Ó, Jéssica já falou que vai ganhar. Lilian também. Edivânia. Aí, acho que agora vai. Que rufem os tambores. Foi carregando. E quem ganhou foi o próprio Igor. Próprio Igor. O próprio Igor. O conteúdo gratuito da Ana é melhor do que muito conteúdo vendido por alguns milhares nos reconstruídos da internet. Acho que o comentário dele é grandão aqui, daí na tela não apareceu, mas depois eu leio lá no perfil certinho. Então, o próprio Igor. Tá por aí? Vamos ver se tá por aí, senão daí vai outro. Vamos lá ver se tá por aí. Atenção, tem que estar no chat, gente, senão não vale. Vamos ver aí. Igor Rodrigues, é você? Você é o próprio Igor? Ok, Igor, me chama lá no Direct, então. Me manda teu endereço, tá? Que a gente combina aí o envio do teu presente, tá? Parabéns. Muito obrigada, muito obrigada por ter participado, por ter ficado aí até o final. Parabéns. Tá muito feliz. Ai, que já tinha DSM. Não, que legal, gente, que bom. Fico feliz em poder dar um presente aí para vocês. E que é uma forma de agradecimento aí, né? Todos terem participado, estarem sempre com a gente aqui no clube do livro e em tudo que a gente faz. Você sempre marcam presença, é muito legal, tá bom? Quero agradecer, então, a presença de todos em mais este Clube do Livro. Seguimos firmes e fortes aí estudando o DSM de capa a capa, né? E mais, porque a gente conversa aqui sobre modelo cognitivo, sempre que possível, sobre intervenção, e vamos além, porque a ideia é ajudá-los na prática clínica efetivamente, tá bom? Então, obrigada a todos. Bom final de semana e a gente se vê aí na próxima aula. Até mais. Tchau, tchau.