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Olá, sejam todos muito bem-vindos a mais um episódio do Anima Saúde, o podcast mais saudável deste Brasil. Nosso objetivo é trazer para vocês semanalmente informações confiáveis através de profissionais altamente qualificados, porém com valores e propósitos muito bem estabelecidos. Eu sou Dra. Vanessa Vink, seu anfitriã junto com Dr. Jo Vink. Espero vocês todas as quartas às 8 horas no Ânima Saúde.
E você hoje, hein? Eu tô de azul aqui. Homenagem a Bertaldinho que foi aniversário dele semana passada.
Verdade. Mentira, nem fala isso. Ah, é verdade. Num dia anterior.
Você não ligou no dia?
Não.
Lógico que eu liguei.
Vai, vai.
Vai, vai, vai.
E você tá em homenagem também à festaina? Como é que tá?
Não, meu amor, eu estou aqui, ó, em homenagem à nossa musa de hoje, maravilhosa, entendeu? Vim tentar vir. O ânima, saúde zerou.
Não, zerou. Eu ia te falar isso. Zeramos a vida hoje com essa convidada, né? Zeramos a vida.
Tá falando, o pessoal já deve estar reconhecendo.
É, Bu.
É, gente. É, mas antes disso, é, imagina, gente. Isso que eu vou falar para você. A gente zerou a vida, meu amor. Pensa, vocês estão curiosos, né? Mas antes disso, olha só, se inscreva no nosso canal porque você nos assiste aqui todos os dias e não se inscreve no nosso canal. E a sua inscrição é super importante pro algoritmo entender que nós somos relevantes, tá? Então pessoal, clica aqui nesse botãozinho rapidinho e faça a sua inscrição que é muito importante pra gente. Deixa aqui seu comentário também. Já começa a compartilhar esse episódio porque vocês não sabem quem tá aqui. Vocês não vão fazer ideia.
Vocês não têm ideia quem eu trouxe para vocês aqui. Nós vamos falar sobre um assunto super importante, tá? Sobre sexualidade em relação à saúde. O que que tem a relação da sexualidade regrada com a saúde feminina e masculina? Tá? Então nós vamos trazer informações super úteis. Já começa a compartilhar. Você que tem filho adolescente, filho, todo mundo, né, que tem filho na realidade, não necessariamente somente adolescente. Você que é tio, você que é avô, você que é mãe, ou seja, aqueles grupos de WhatsApp já começa a encaminhar porque vai ser um super podcast. Que a nossa convidada de hoje vai ser sexualidade na adolescência.
Adolescência.
Exatamente. Ou seja, na adolescência, né? E namoro na adolescência. Ou seja, nós falaremos de bastante temas mais eh polêmicos, né? Mas que vamos trazer uma visão diferenciada do que talvez a visão do mundo que vocês já tenham, tá? Então eu vou apresentar a nossa super convidada de hoje para vocês. Ela é médica, fundadora da comunidade, aí eu vou falar de uma super comunidade de mãe, Sâmia Marcile, dedicada ao aprendizado sobre maternidade, educação dos filhos e o papel da mulher na família. Casada com Ítalo Marcil, mãe de sete meninos e uma menina. E seja muito bem-vinda ao episódio de hoje, Doutora Sâmia Marcile.
Muito obrigada. Sou eu, sou eu, sou eu. Sou eu aqui. Do jeito que fora, eu já escutava a voz do fundo dela aqui. Sia, Sia. É isso mesmo. Nós trouxemos a Sâia para vocês. Finalmente ela conseguiu me arrancar para cá. Deixamos a branquinha crescida.
Ah, muito obrigada por ter aceitado o nosso convite, viu? Muito bom mesmo ter você aqui com a gente falando de um assunto tão importante e que você de fato assim domina. E eu queria que você passasse um pouquinho esse olhar, né, para todo mundo que vai nos ver e nos ouvir.
Vamos lá. Vamos lá num assunto polêmico.
Mas antes disso.
Você gosta?
Pode falar.
Gosto de falar.
Vamos aos avisos paroquiais.
Avisos paroquiais. Loja somente online. Olha essa imagem São Bento. Olha que lindo. Você tem em casa. Olha.
É lindo mesmo. Gostei.
O Santo Terço para ter sua oração diária. Olha que lindo. Bom, que pedra é essa aí que você chique? Fala das pedras, caras.
Então aí agora eu não vou saber qual é essa pedra não, meu amor. Mas é um terço bem bonito.
Que maravilha.
Mas não é a Esse livro a S deve ter uns 15 deles. Não.
Ter. Sabe o que? Calma aí. Do do Bertaldo da Ken não tem.
Você não tem?
Olha aí, ó. História de Fátima contado pro Bertal e Ken. Isso aqui é lembrança para você.
Eba. Eu você não tenho de verdade.
Humum. Eu tenho vários de Fátima, mas não deles.
Nunca imaginei que você não tivesse. Eu achei que você tem uma coleção deles.
Não, porque você já veio aqui outras vezes.
Mas não ganhei.
E olha aí, ó. Só no ânimo, saúde para que já tem tanto tempo que eu vim aqui.
Minha filha, que olha, tudo bem, muito obrigada.
Acho que vamos, vamos lá. Eh, só pras pessoas terem uma conexão do assunto, né? Por que falar sobre trazer Samia Marcílio num podcast de saúde? Na verdade é todo dia nós chegamos em casa, Vanessa e eu e a gente sempre conversa do dia a dia da nossa consulta, né?
Sim.
Eh, mais ou menos uns dois, três meses atrás também não percam. Nós gravamos um podcast com o João Malheiros sobre virtude que foi bombástico, foi muito bom.
Foi ótimo.
Porque a grande dificuldade nossa hoje na consulta é a gente saber, enfim, tratar, OK? Mas assim, falar sobre virtudes, porque a grande dificuldade hoje dos pacientes é terem virtudes, ordem. Então isso tá impactando diretamente na saúde, tanto do homem quanto da mulher. Então.
Sim.
N vezes eu cheguei para você hoje e falei: "Tive um caso hoje de um casal, um menino de 25 anos que não tem filhos, quer fazer uma vectomia". Então a gente pode falar até isso depois, mas o quanto isso também nós falamos sobre sexualidade. Chegou era um casal, achei que foi sozinho.
Ah, foi sozinho.
Ah, tá bom. Enfim.
O que é mais grave ainda, sei lá, não sei, porque ele não encontrou alguém ainda.
Exatamente. Já tá pensando nisso.
Exatamente. Então, eh, o quão grave é essa questão da sexualidade vai repercutir lá na frente. Meninas que chegam, às vezes mães vão com crianças com 12 anos e querendo dedicar anticoncepcional. Então, a importância desse tema, porque é o que eu falo, vai estourar lá, eu falo e e Vanessa, nós somos ali a ponto do iceberg, tanto na questão da masturbação e pornografia que chega em mim.
Sim.
Casos e casos de homens que não conseguem ter filhos porque não consegue ejacular. porque são em pornografias, meninas com com enfim questão de anticoncepcional, ou seja, pra gente começar a trazer essa base, né, a origem.
E aí, já trazendo esse tema todo muito bem apresentado, eh você tem um livro que eu acho que assim é a maior referência em relação à sexualidade e na juventude, como ensinar os pais a falar sobre os assuntos. O que que.
Sim.
Da onde que você começou a escrever esse livro e por quê?
Sim. Então, quando eu comecei na internet, eu comecei falando sobre educação de filhos em geral, né? Então, sobre tudo, como é que ajudava as crianças a tirar fralda, a alimentação, sono e todas essas coisas, né? Comecei na internet por conta do Ítalo, porque o Ítalo começou na internet, meu marido, e aí eu falei, elesão, as pessoas precisam saber quem é a esposa dele, né? Então, foi por isso que eu comecei. E daí eu comecei a falar sobre o meu dia a dia, que era a educação dos meninos. E na época, quando eu comecei na internet, eu fazia educação domiciliar com eles, então eu tava sempre ali com eles e tal. Então, tipo, de fato, eu comecei a falar sobre esse assunto. E daí quando foi isso, eu comecei em 2018, quando foi em 2019 eu resolvi, o pessoal sempre falava: "Puxa, grava aula sobre todos esses assuntos, tal, porque eu falava coisas eh só respondendo caixinha, né, e tal. E aí o pessoal tava querendo uma coisa mais estruturada. Então eu comecei a dar a primeira aula que foi aula sobre obediência. Então eu falei, dei um aula, era um aulão sobre obediência. Depois o segundo aulão foi sobre as telas, né, que eu levantava, sempre levantei a bandeira de zero telas, diminuir as telas, tal, nã. E daí quando comecei a responder as caixinhas, o pessoal começou a perguntar sobre a questão da sexualidade. Eu falei: "Cara, eu preciso me aprofundar no assunto. Eu tinha os meus filhos muito pequenos ainda, então eu não tinha ainda a vivência deles adolescente, que é o que eu tenho hoje, né, com os meus filhos já adolescentes." Mas eu falei, eu preciso já começar a estudar sobre esse assunto para entender o que é a sexualidade e começar a falar sobre isso. Então eu gravei um curso de sexualidade infantil, né? Eh, então daí lá eu falei sobre tudo, todo esse tema da sexualidade, aonde tava a sexualidade no ser humano e tudo. E aí a partir desse curso, a gente fez o livro sobre sexualidade. Então eu tentei nesse curso e nesse livro responder as perguntas que mais as pessoas tinham. Mas boa parte desse livro, o pessoal às vezes pega o livro achando que eu já vou começar a falar sobre sexualidade do tipo, olha, faz assim, faz assado, fala isso, fala nã e aí eu demoro um tempinho até chegar na sexualidade. Por quê? Porque há muita coisa que precisa ser construída antes que de fato a gente fale sobre sexualidade. Porque as pessoas quando escutam a palavra sexualidade, elas relacionam sexualidade com o sexo, né, com o ato conjugal em si. Então, quando os pais ficam ansiosos em falar sobre a sexualidade com os filhos, o que que eles querem falar? Eles querem saber como que eles vão dizer que o pênis entra na vagina. É isso que eles querem saber, né? Assim, falando português bem claro. E aí você fala: "Cara, calma aí, há tanta coisa que você precisa entender antes de falar sobre essa situação em si, que é preciso bastante a gente gastar bastante saliva aí." E aí foi muito interessante que o pessoal que assistiu o curso, né, esse curso foi assistido por muitas e muitas pessoas, a gente vendeu bastante. Esse curso é vendido até hoje, inclusive eu preciso inclusive regravá-lo porque ele já tá velhinho, né? Digo assim, já tem muito tempo que eu gravei, então eu preciso gravar novamente. Eh, então o pessoal assistiu o curso e falou: "Nossa, a minha sexualidade ficou curada com esse curso". Né? Então, porque às vezes as pessoas não têm noção disso. A gente tem uma vivência da sexualidade muito ruim, a gente tem uma vivência da sexualidade deturpada, sabe? a gente às vezes não percebe mais, sei lá, na nossa geração, por exemplo, a gente foi hipersexualizado, a gente tinha isso, banheira do Gugu, a gente tinha mulheres peladas o tempo todo, a gente tinha às vezes os nossos pais que tinham eh canal no na no na televisão de pornografia e que você não conseguia acessar porque tinha código, por exemplo, e as pess as crianças já sabiam disso. Passavam-se filmes com às vezes cenas explícitas e de de sexo na televisão, às vezes num horário muito muito acessível às crianças. Tinha a questão da Playboy naquela época, né? Então, de fato, a gente tendo uma, o que eu percebi foi que como os pais têm uma vivência da sexualidade muito ruim, eles acabam passando isso pros próprios filhos. Ou seja, eles querem falar da sexualidade desde um ponto de vista que não é um ponto de vista verdadeiro, né? Então daí uma das coisas que eu começo no curso falando é que a sexualidade humana ela é diferente da sexualidade dos animais, né? Então, não é incomum, a gente vê, inclusive por aí especialistas, sexólogos, tal, quando começam a falar de sexualidade para as crianças, fazerem um paralelo entre a para chegar a sexualidade do homem e da mulher, fazer uma uma relação com o cavalo, com o cachorro e a cadela, por exemplo, né? Então eles falam: "Ah, então o cachorro e a cadela não fazem, não tem essa relação?" Então, com uma, o homem e a mulher acontece a mesma coisa. E aí não é verdade, né? Então, a a sexualidade para o ser humano é muito diferente do que a sexualidade eh meramente biológica, né? Então, a visão da sexualidade para muitas pessoas é uma sex é uma visão veterinária, digamos assim, né? Então, falo falo isso no no curso, né? Então, as pessoas acham que a sexualidade é isso, é a relação sexual entre um homem e uma mulher, né? E muitas vezes não nem não só entre homem e mulher, mas entre duas pessoas e ponto final, né? Só que a gente tem muita repercussão disso, né? A o dos anos concepcionais, da festização e tudo. Então assim, o livro e o curso foi para explicar tudo isso assim, né? Qual era o que que a sexualidade humana tem de tão especial em relação à sexualidade dos dos animais, né? o que faz com que eh essa visão das pessoas acharem que o sexo no ser humano e a a o cruzamento entre os animais ser a mesma coisa faz com que muitas vezes eles olhem paraa vida animal e pensem: "Ah, se eles fazem isso, é, então nós também podemos fazer", né? O que é totalmente maluco e deturpado, né? Mas a gente precisa ter uma visão antropológica do homem e por isso eu entro em todos esses temas, né? Eh, então muitas vezes as pessoas falam: "Nossa, eu peguei o livro achando que era só sobre sexualidade e eu eh aprendi que eu tenho que fazer meu filho dormir a noite inteira, que eu tenho que aprender meu filho a comer aquilo que ele não gosta, né? Que eu tenho que ajudar o meu filho a ter fortaleza, né? Então porque isso tudo impacta na vivência da sexualidade depois, né?
Porque é isso que a gente estava falando, né? Sexualidade. Muitas pessoas elas trazem um reducionismo que é somente meramente um ato sexual, né? Tem muita coisa antes. E isso que eu queria que você trouxesse pra gente. A princípio muitas pessoas podem estar perdidos também, né? Porque nós não tivemos essa educação de fato. A gente veio aprendendo, né? estud estudando sobre o assunto ou tendo pessoas lá na frente que começaram a estudar e começaram a falar como você mesmo. Então, às vezes a pessoa lá em casa também tá ouvindo a gente fala assim: "Tudo bem, mas assim, o que que é a sexualidade então se não é somente o ato sexual?" Então, exemplifica assim pra gente, pra gente poder começar a falar e até mesmo chegar no ponto de onde a gente tem que começar para chegar nesse ponto final que é uma verdadeira sexualidade.
Uhum. Então, quando a gente pensa na na sexualidade e vamos partir do princípio do do ato conjugal em si, ou seja, da relação entre homem e uma mulher, a gente pode partir desse princípio para depois a gente ir derivando coisas anteriores. Eh, qual é a coisa assim mais importante? E a partir daí a gente pode também falar com os nossos filhos sobre o tema, né? A gente tá gerando uma vida humana, né? que é algo que tem um valor inestimável, que é tem uma dignidade imensa, maior do que os animais, né? Então daí a gente já começa uma distinção, né? Nós somos e aqui por a gente estar num ambiente católico, a gente consegue falar isso com muita clareza, né? Nós somos feitos de corpo, alma e espírito. Nós somos feitos à imagem e semelhança de Deus. Nós temos uma coisa diferente dos animais. A gente tem inteligência, vontade, né? né? Então a gente tem um um ar um a gente intrinsecamente nós somos completamente diferentes dos animais, né? Então nós não somos apenas corpo, nós não somos apenas impulso, tá? Então já começa daí nós somos diferentes. E além disso que nós somos diferentes, tá? Se nós fôssemos eh só diferentes e a gente tivesse completamente ordenado, a nossa sexualidade também estaria ordenada. O que significa que ao, por exemplo, ver uma pessoa sem roupa, eu seria capaz de ver nela tudo que ela é. Por exemplo, se eu tivesse completamente ordenada, eu olharia Vanessa sem roupa, da cabeça aos pés e seria capaz de olhar pro seu corpo e ver a sua alma. No entanto, a gente não consegue fazer isso, né? A gente tem uma dificuldade em fazer isso. Por isso que existe o pudor, né? Então, o pudor é a gente vestir o nosso corpo para ajudar as pessoas a que entendam que nós temos alma, né, que nós temos algo mais profundo, que nós temos intimidade, que a gente tenha uma vida interior, ou seja, que a gente tenha uma história, que a gente tá nesse mundo por algum motivo, que a gente tem ah uma vocação, que a gente tem um chamado, né, da onde a gente veio, para para onde a gente vai, o que esse mundo quer de mim. A gente tem todas essas inquietações. Os animais não têm essas inquietações. Concorda, né? Então a vaca, ela não fica pensando, ai hoje eu não sei se eu vou comer grama ou se eu vou comer sushi. Ela não pensa isso. Ela acorda todos os dias, ela vai lá, vai pro pai, come grama. Ai, não sei se eu vou amamentar ou não o meu bebê, o meu bezerrinho. Ela simplesmente fica parada lá e o bezerrinho vai lá e mama instintivamente, né? Eu não sei. Ela não fica tipo pastando e e filosofando sobre a vida. O que que ela tem que fazer? se amanhã ela vai fazer a mesma coisa que ela fez hoje, se ela vai brigar com boi, se ela vai conversar com o boi. Não tem isso. Ou seja, ela não tem realmente vida interior. Ela não tem uma alma imortal. Oi.
Não tem um chamado.
Não tem um chamado. Ela não, ela não muda de vida. A vida dela é igual. Nós não somos assim. Nós somos seres livres. Nós temos uma história, né? Então o Italo gosta de falar isso e é muito verdade. A substância da vida humana é a nossa história, ou seja, a gente é feito de história. Então por isso que nós não somos algo as nomes diferentes dessa garrafa, por exemplo, né? Essa garrafa a gente olha pra garrafa e está nela tudo o que ela é, né? Há um recipiente feito para colocar coisa dentro que eu posso abrir a tampa e beber. Enfim, acabou. Eu não tenho, eu não tenho nenhuma filosofia sobre a garrafa, né? Eu até com quanto ser humano posso utilizar a garrafa para outra coisa. Ah, para fazer um foguete, por exemplo. Mas ela não deixa de ser garrafa e ela não tem uma questão filosófica em ser garrafa, né? O ser humano não é assim. Nós temos uma história, nós temos possibilidades na nossa vida. A gente pode escolher fazer uma coisa ou outra. Realmente nós somos pessoas livres. a gente tem uma vontade que é a faculdade humana que está entre o nosso desejo e aquilo que eu faço. Então eu posso desejar milhões de coisas e não conseguir agir, porque eu posso ter uma vontade fraca, né? Então a gente tem essa faculdade humana diferente dos animais. Os animais não, eles estão com fome, o que que eles fazem? Comem, né? Eles estão com sede, eles vão lá e bebem. Se eles tiverem alguma dificuldade para comer, alguma dificuldade para beber, eles vão enfrentar isso para poder alcançar aquele apetite conculsível, né? Então eles vão fazer isso independente, né? Então por isso, sei lá, você às vezes tem um cachorro muito bonzinho, mas se ele tiver com fome, se ele tiver irritado, meio que ele não consegue entender que ali tem uma criança, que ele não poderia fazer aquilo. Eles não têm uma imputabilidade moral, né? Então assim.
É só o instinto e tá tudo bem, né? Então não é um problema isso do cachorro. O cachorro tá tudo bem, a gente não fica com raiva do cachorro. É isso aí, né?
Mas não tá tudo bem o homem viver pelo instantão. Agora a gente nós não somos assim. Claramente nós podemos escolher várias coisas diferentes na nossa vida. Nós temos uma coisa chamada liberdade. Então isso faz muita diferença em relação às nossas paixões. Então, por exemplo, voltando ao exemplo de da sede. Eu tô com sede. Que que eu posso fazer? Eu posso beber ou não? um um cachorro ia lá ia beber aquela aguinha. Eu não posso falar: "Cara, não vou beber agora porque eu tô falando e aí isso vai me atrapalhar falar ou eu não vou beber agora porque tem uma pessoa que tá com sede. Eu quero oferecer esse copo de água para ela." Em relação à fome, a mesma coisa. Eu posso estar com fome e não comer. Eu posso estar com fome e falar: "Puxa, eu não vou comer agora porque tem uma pessoa que que eu preciso atender, que eu preciso, uma pessoa precisa, precisa que eu dê alguns conselhos e eu vou deixar isso para depois, né?" Então, tudo na nossa vida do ser humano é isso. Todas as nossas o tudo que a gente sente a gente não é obrigado a executar. A gente pode, inclusive executar diametramente, oposto aquilo que a gente tá sentindo. A gente pode sentir muita fome e fazer jejum de 12 horas, né? Ou seja, inclusive quando a gente faz jejum de 12 horas e voltamos, estamos num ambiente católico, o jejum nos ajuda a lembrar que nós temos alma, ou seja, que não só de pão viverá o homem, né? Mas de toda a palavra que vem da boca de oferecer alguém, né? Olha que beleza.
Entende? Ou seja, a gente pode oferecer os nossos sofrimentos, a gente pode, né? Enfim, deu para entender, né? Então, nós temos sentimentos, paixões, coisas que vêm e isso não necessariamente a gente tem que fazer alguma coisa com isso, né? Eh, a gente tem, eu acho que tá muito no nosso ambiente a questão, por exemplo, de Freud. Freud dizia que se a gente não agir de acordo com os nossos impulsos, a gente vai ficar doente, a gente vai ficar com problema de ansiedade, depressão, não sei o que, não sei o que lá, né? E e claramente isso não é verdade, né? Então, se a gente só age de acordo com os nossos impulsos, nós não somos propriamente humanos, porque a gente não faz diferente dos animais, a gente não usa a nossa liberdade, né? E a sexualidade tem tudo a ver com isso. Tudo a ver com isso. Ou seja, eu posso sentir coisas, eu posso desejar coisas e não fazer aquelas coisas. Isso significa que as paixões são mais? Não significa. As paixões são boas, né? O corpo é bom. Não é que a gente tá dizendo que a o corpo é ruim, que o sexo é ruim, que eu sentir coisas são ruins, né? No entanto, todas as paixões que me levam a fazer uma coisa má, eu devo evitá-las, de fato, né? Então, o que eu preciso fazer enquanto uma pessoa íntegra e virtuosa é utilizar as minhas paixões e a minha inteligência e a minha vontade para que elas estejam todas voltadas pro mesmo lugar e me façam a ser um ser humano integral, né? Então assim, agir de forma natural, às vezes as pessoas acham que é agir de acordo com a sua impulsividade. Sentir, fiz. Senti, fiz, mas isso não é verdade. Agir de forma natural é você agir de acordo com a natureza humana.
Só que eu ia falar isso e acabei não falando. A questão é o seguinte, a natureza humana ela está decaída. A gente tem uma um problema na natureza humana. a gente não está em completa harmonia, ou seja, nem tudo que o nosso corpo nos manda fazer, a gente a gente deve fazer justamente porque a gente tem um problema de desarmonia. Então, o nosso corpo nos manda fazer muitas coisas que são mais, né? Só que se a gente não tem um determinado treino, a gente acaba achando que aquilo é bom, a gente se confunde e aí tá a confusão muitas vezes das pessoas, né?
Essa desordem do pecado original.
Sim, exatamente. Pecado original. Ou seja, mas a a questão aí você fala: "Ah, isso também não sou católico, você fala: "Tudo bem, basta você olhar para dentro de você". Quantas vezes você deseja fazer uma coisa que é uma coisa que você viu como boa e você não consegue? E quantas vezes você não quer fazer uma coisa má e você vai lá e faz? Ou seja, você não domina você mesmo. Há uma desordem, né? E a gente, o que a gente precisa buscar é esse autodomínio, ou seja, eu conseguir ter a elegância de andar pela vida fazendo aquilo que eu desejo e que é o o bem para mim e para as pessoas. Porque o bem não pode ser só bom para mim, tem que ser bem pros outros também, porque o bem é é algo concreto. Não pode ser bom para mim e ser ruim para você, tem que ser bom para todo mundo.
É porque o bem para mim é um egoísmo também.
É claro, né? Porque o bem o bem para mim não é bem bem. é o egoísmo.
Não é bem bem, é o egoísmo, né? Ou seja, se eu só tô pensando em mim, aquilo não necessariamente é um bem, né? Eh, então, na questão da educação da sexualidade para as crianças, pra gente, isso tudo precisa ficar bem entendido. Ou seja, a gente precisa entender o homem nesse sentido. Nós somos seres com essa desarmonia, ou seja, muitas coisas a gente vai sentir e desejar e vão ser coisas que vão nos levar para um caminho ruim. Por exemplo, comida, né? Vocês trabalham com isso, né? Comida. Ai, sentir fome. Hum. Nossa, que vontade de comer esse McDonald's, cara. Daí vem a sua inteligência e fala: "Mcdonald's, tu sabe que McDonald's é ruim, né? Então não tá legal. Se você só se alimentar de McDonald's, você vai para um lugar muito ruim, né? Então é a questão da gente perceber que a alimentação ela não é uma finalidade, ela é um meio. Se a alimentação passa a ser uma finalidade, ela é uma desordem, né? E aí, isso a gente precisa ensinar pros nossos filhos desde pequenos. Ou seja, o que a gente come, a gente come só o que a gente gosta? Não, a gente come alimenta. Ai, mas ovo é muito ruim, mas carne é muito ruim, mais legume é muito ruim, mais não sei o qu, mais fruta é muito ruim. Entendi. Só que é isso que vai te alimentar. Então você precisa comer. Então daí é a primeira coisa que os pais falam: "Mas por que que os meus filhos precisam comer uma coisa que eles não gostam? Nossa, parece parece um contrassenso por conta da disso que a gente falou do Freud. Ué, mas se é natural, se ele tá dizendo que ele quer, né, por que que ele não pode fazer aquilo, né? E aí é uma coisa tão simples. Fala, cara, se ele só quer comer batata frita, você não pode deixar seu filho comer só batata frita, né? Isso não vai deixá-lo h como é que eu vou dizer, traumatizado, uma coisa assim, né?
Você vê que algo muito básico, um mínimo de uma inteligência que eu tô falando uma coisa muito complicada.
Mas a questão é que as muito mal, né? Tratou mal a criança, né?
Exatamente. Só que é claro, porque as crianças também têm o pecado original, então elas também não querem comer aquilo que não é tão palatável assim. Nem os adultos querem, né? Então, quando você propõe para um adulto que tem tudo a ver com a sexualidade, olha, coma mais daquilo que você não gosta e menos daquilo que você gosta. Hã, por quê? fala, porque você precisa ordenar o as suas paixões. Se você não é capaz de fazer isso, a sua sexualidade é assim, nem tenta, né? Então a gente sabe pela sese que a gula é com ela está relacionada automaticamente à luxúria. Ela está. Então se você não educa o seu filho em relação à gula quando ele é pequenininho, ele vai viver uma vida luxuriosa. Não tem como, né? E daí só que imagina já desde o início as crianças, os pais têm dificuldade de fazer com que as crianças comam de tudo, comam no lugar certo, comam sem televisão, comam, ou seja, eles têm dificuldade de colocar a comida no lugar que ela pertence, né? E aí, não só em relação ao que a criança tá comendo, mas também em relação a quando ela senta na mesa, porque pro ser humano a comida não é só comida, ela é algo social também. Então, quando você senta na mesa em família e você fala: "Meu filho, olha só, você não pode pegar o melhor bife para você. Calma, todo mundo sentou, todo mundo tem que ver se tem bife para todo mundo. E aí você vai ter que ver, você vai botar esse bife, quantos bifes você vai botar, né? Se você vai esperar porque o papai não tá ainda, eu não posso comer mais um porque meu pai precisa, precisa comer, né? Essa atenção de tá todo mundo comendo, então daí eu vou começar a comer, né? Tá todo mundo, alguém tá precisando de água, né? alguém ou na hora que a gente tá conversando, ou seja, a ali a comida ela claramente é um meio, ela não é uma finalidade. Só que imagina você coloca a comida na frente da criança, na frente da televisão e daí ela tá comendo aquilo, tipo assim, ela tá é uma finalidade para ela que ela comer. Ela ela quer comer o que ela quer na hora que ela quer, da forma que ela quer. Ela não tá preocupada com os outros. O pai e a mãe chegam, ela ela não consegue nem olhar e fala: "Oi, tudo bem?" Ela tá totalmente comendo aquilo. Você percebe qual animal é isso?
Sim.
É um negócio bizar.
Faz analogia.
Exatamente. É exatamente a vida de um cachorro, de qualquer animal.
Sim.
Que tá ali, pegam a caça, tá comendo e que sobrar os mais fortes vão comer, não vão deixar nada para ninguém. É igualzinho.
Total. Igualzinho. Igualzinho.
Um paralelo. O que você falou sobre a relação da comida com a com a luxúria, né? Eu tenho os pacientes que são viciados em pornografia. A primeira coisa que eu bato é na comida, porque ele não vai sair da pornografia se ele não mexer na gula e na preguiça.
Na preguiça total.
Existe uma relação enorme sobre isso.
Claro. Por que que acontece? A questão é que é o seguinte, a preguiça ela é um vício que ela é o que que a gente precisa fazer. A gente precisa olhar o bem e perseguir o bem. O que que a preguiça é? Eu olho bem e daí eu não consigo. Eu eu falo: "Ah, não, mas suf vai dar me dá um trabalho. Nossa, mas vai ser tão difícil". Isso é preguiça. Ou seja, a pessoa preguiçosa, ela sabe que ela tem que trabalhar, ela sabe que ela precisa levantar e ajudar a esposa ou ajudar o marido ou educar bem os filhos ou levantar de madrugada. Mas ela, ai, mas sabe quê? Se eu não dormir a noite inteira, nossa, vai me fazer tão mal. Bota uma babá. Ai, mas é que assim, eu sei até que eu preciso trabalhar, mas não é verdade que a gente também precisa descansar, não é verdade que a gente também não pode ser alcohólic, né? Ou seja, a gente vai fazendo com vai tendo desculpas que a gente começa a viver de aquilo com aquilo, de acordo com aquilo que a gente pensa. Primeiro a gente começa, porque a gente entende que tá errado, aí daí você começa a viver daquele jeito, de forma preguiçosa. Aí o nosso cérebro não é idiota. ele a gente não seria capaz de pensar uma coisa e viver outra. A gente ficaria extremamente angustiado. Então o que que a gente faz? A gente começa a pensar de acordo com aquilo que a gente vive. E aí você começa a se o justificar, justificar, justificar. E qualquer pessoa que fala isso fala: "Ah, mas é porque também esse pessoal trabalha demais. Mas esse pessoal acha que também maternidade tem que ser muito difícil e não sei o quê". Outro dia eu tava relendo um post que até o pessoal repostou no meus stories. Fala: "Cara, o sarrafa é muito alto". Mas é que a galera tá vivendo num num numa coisa muito basiquinha, por quê? Tão justificando. Ah, não, mas é porque isso é estressante demais, isso é difícil demais, isso é exigente demais, mas não é nada demais. É porque muitas vezes as pessoas estão vivendo num, sabe, num nível muito, muito baixo. E aí, é claro, tudo fica difícil. Você não consegue viver bem uma sexualidade se você não tiver todas essas coisas ordenadas. Então daí isso tem relacionado à gula, relacionado à bebida, né, que você não pode beber de forma exagerada porque você vai fazer mal a você mesmo, que você vai fazer mal aos outros. em relação ao uso de telas. Imagina as crianças o tempo todo dopamina telas e telas e ela fica lá e ela não tem controle inibitório. Então ela não tem controle inibitório para comida, não tem controle inibitório por conta do videogame e telas, não tem controle inibitório por por porque ela não foi ensinada a ter controle inibitório, ou seja, eu não vou fazer aquilo que eu tô vendo. E daí imagina nas telas elas não conseguem porque é o tempo todo. E passa e passa e passa. Ficou chato, passa. Ficou chato, passa. Imagina uma vivência da sexualidade dessa forma, né? Então, a gente precisa ensinar muitas coisas pros nossos filhos antes da vivência da da gente propriamente falar sobre o ato conjugal, propriamente a gente falar sobre namoro, né? Então, a sexualidade, eu eu vou voltar no que eu comecei, a sexualidade ela tá voltada para a geração de uma vida humana, né? Então você, você urologista, né? Então por que que um homem produz espermatozoide? Ele promete espermatozoide para gerar uma vida. Por que que a gente produz óvulo? Para gerar uma vida. Por que que a gente menstrua? A gente menstrua para gerar uma vida todo mês. O nosso organismo está se preparando para receber uma vida. Todo mês, né? E o homem tá lá produzindo seus espermatozóides para poder gerar essa vida. Simples assim, né? Então, a sexualidade ela tem essa finalidade. Isso é innegável, isso é natureza humana. Não tem discussão em relação a isso, não tem, a gente é feito para isso. Então, quando o as os adolescentes entram na puberdade, o que tá acontecendo? A mudança do corpo do homem, a mudança do corpo do menino, a mudança do corpo da menina para prepará-los para a geração de uma vida. Certo?
Sim.
Só que essa geração de uma vida, ela não é só gerar a vida, porque a gente gera uma vida e essa criança precisa ser educada. E essa criança precisa ser educada e ela vai ser educada num ambiente em que esse ambiente é um ambiente formativo, é um ambiente afetivo para que ela consiga ser se desenvolver enquanto ser humano, né? Então, eu gosto de fazer essa comparação, né, eh, de um autor espanhol que, nossa, me ajudou muito a pensar, né? Então, sei lá, imagina quando um bebezinho nasce prematuro, ele nasce prematuro e ele não pode já viver aqui no nosso mundo. Ele precisa de uma incubadora, né? Ele precisa de uma incubadora para ajudar ele a controlar sua temperatura para ver se ele tá respirando bem, se ele não tá respirando bem, né? Então, ele precisa aqui daquele momento de de como é que eu vou dizer? transição, né? As crianças de alguma forma assim, antes os animais eles têm um período de incubadora praticamente zero. Eles nascem e são a um um bebezinho girafa e um uma girafa adulta é praticamente o mesmo ser. Ele já nasce andando e já fazendo as coisas, né? Então passarinho, por exemplo, ele ainda tem um período de de incubador um pouquinho maior, porque ele já não nasce voando. Ele fica ali no ninho abrindo a boquinha, a mamãe pássara vai lá, dá comidinha e ele fica ali. Daqui a pouco ele já começa a voar e já consegue pegar a própria comida. Então a maioria dos animais t período de incubadora muito pequeno. Nós temos um período de incubadora de 25 anos. 25 anos. O que significa que um bebezinho quando acaba de nascer, a diferença de um bebezinho que acaba de nascer, a diferença de um adulto é gigantesca. Gigantesca. Então a gente olha e fala tudo ser humano, no entanto, eles não são capaz, um bebezinho não é capaz de fazer a mesma coisa que um homem adulto, uma mulher adulta, em diversos sentidos, inclusive no sentido da sexualidade. Então é de início ele não consegue se alimentar, ele precisa da ajuda dos pais para poder mamar, para poder dormir, para acordar, para se trocar, n. E daí quando eles estão na na primeira infância, nossa, eles ainda não têm idade da razão, então eles não compreendem as coisas direito, eles não sabem exatamente as coisas que eles querem. E daí vem a fase da birra, porque eles não sabem eh entender isso muito bem. Eles querem um monte de coisa, mas eles não são capazes de fazer ainda. E daí passa a depois da idade da razão até os 12 anos que eles estão desenvolv se desenvolvendo afetivamente. Então eles precisam dos pais para ter se sentirem seguros. Eles não são capazes ainda de viver na rua sozinhos. Eles não sabem, eles não sabem escrever. Nós nós seres humanos sabemos escrever, usar bem o lápis, né? Termos a relação de causa e efeito entre as coisas. Chegou na adolescência, se fala agora tá muito parecido com o que é um adulto, só que não.
Cheio de hormônio, cheio de hormô, porque ele tem o início da puberdade que ele tá o que que o que que vai acontecer na idade adulta quando finaliza a adolescência, ou seja, quando ele chega lá nos seus 25 anos, que é o que a gente vê hoje que aonde o cérebro tá sendo formado até lá a cidade, 25 anos.
Quando chega lá.
O que que ele, o que que ele, o que que ele se tornou? em alguém que é capaz de gerar a vida, em alguém que é capaz de formar essa vida. Então, quando eu olho para um adolescente, eu tenho que entender isso. Eu tenho alguém que tá se desenvolvendo a sua puberdade, ou seja, ele tá desenvolvendo a sua capacidade de gerar biologicamente uma vida, né, seu espermatozoide, eh, o seu corpo viril para proteger aquela prolle, né, a mulher, o seu útero, a sua mama para poder amamentar e pereré pereré peré. Só que ele também se tá está se desenvolvendo afetivamente, psicologicamente, para tornar alguém que deixa de ser alguém que é cuidado para ser alguém que cuidará.
Cuida.
Só que isso é um processo gigante, né? Então, até antes da puberdade, ele é alvo de cuidar o tempo todo. Você fica, meu filho, não pode isso, não pode aquilo, você não deixa ele sair pros lugares, não sei o quê. A medida que ele chega na adolescência, ele começa a ser aquela pessoa que, no final, ele vai se transformar em alguém que será um cuidador, que será alguém que vai formar um outro ser humano, que será alguém que vai estar preocupado com o outro. Então, a maturidade não é a gente saber cuidar da gente mesmo, que é o que a gente faz quando eles são pequenininhos. Eles, olha, você precisa tomar banho sozinho, dormir sozinho, comer sozinho, é o que a gente faz quando eles são pequenininhos. Só que a maturidade real é alguém saber cuidar de outra pessoa. Porque se você não sabe cuidar de outra pessoa.
Você não é uma pessoa madura. Imagina quantas pessoas que exercem a sua sexualidade não são pessoas maduras, que elas olham apenas para elas mesmas.
Aportam elas cuidarem delas mesmas, dos seus sentidos, daquilo que elas gostam, né? Se eu tô sentindo, eu vou lá e faço, né? E aí a adolescência é justamente essa fase que, no fim, eu preciso conseguir ter um adulto capaz de formar outro, um adulto que eu vou ouvir algo que ele tem a dizer e vou levar em consideração. Os adolescentes ainda estão aprendendo, desenvolvendo o espírito crítico, né? Alguém que, no final, vai ser alguém que vai descobrir uma vocação, que vai ser chamado a algo, que vai ter uma função no mundo, né? Você entende que, tipo assim, ou seja, olha que bizarro período de incubadora. Enorme, enorme, é gigante. Não é bizarro isso? Nossa, me fez refletir muita coisa aqui, né? Porque antes. É uma transição. E eu vou, óbvio, trazer essa a pular a sardinha aqui para a saúde masculina, que eu acho que é complexo, uma mudança de hormônio de testosterona e, ao mesmo tempo, tem que ter muita ferramenta para controlar aquele impulso de testosterona em relação à parte sexual. Não só isso, é o momento que os meninos brigam também, né? Então, aquela coisa mais animal. Se você não dá ferramenta para esse jovem. Exato. Uhum. Exatamente. É o que eu falo para Vanessa, tudo na vida existe uma finalidade, eu acho, né? Então, se você sai dessa finalidade, você vai se perder. Total, total. Então, se esse jovem não tem essa engaguei. Fiquei emocionado, gente. Desculpa. Se esse jovem não tem essa caramba. Ah, não, mas é exatamente isso. Se esse jovem não tem essa essa essa ferramenta aqui, ó. Se esse jovem não tem essa ferramenta, vai fazer besteira. Vai fazer besteira, com certeza. Ou seja, ele precisa ordenar e, ao mesmo tempo, ele ganhou esse hormônio e sabia ordenar todo esse impulso. Totalmente. Totalmente. Só que os pais não estão nem um pouco preparados para isso. Porque isso? A parte biológica tá assim, ó. E a parte psicológica e emotiva tá assim, ó. Entendeu? Três vezes a menos, muito lento. Só que acontece, se a gente tem uma sociedade, eh, se a gente tem um, um, é, um ambiente de fato que os ajude nesse processo, para eles é muito benéfico. O que que às vezes o que que acontece? E aí eu falo, eu vim pensando nisso, falei: "Gente, cara, eu as as mães tendem a me matar, né? Porque quando elas são pequenininhas, eu fico: 'Não deixa as crianças sozinhas, fica com elas o máximo que você puder, né? Não delega. É muito importante sua presença afetivamente para ela formar toda essa afetividade, tudo isso. Como é que uma babá vai ensinar tudo isso? Você precisa ter intencionalidade quando você educa. Você aí o que que ela imagina? Pô, quando chegar na adolescência, tranquilo.' Não. Acho que é, sei lá, pior ainda. Por quê? Né? Porque o que acontece é que quando chega na adolescência, eles não têm mais demanda física. Porque quando eles são pequenos, é, a mãe sente uma certa culpa. A mãe, os, principalmente mãe, não tem jeito, né? Mas os pais sentem uma certa culpa do tipo, putz, não tô com ele porque ele fica, mãe, fica comigo, mãe, brinca comigo, mãe, eu não sei fazer não sei o quê, mãe, aí tira a nota baixa e tã. Então você meio que é obrigada a ficar lá, né? Fica lá. Isso, meu filho. Aí desfrauda, aí não sei o quê, muda de colégio. N n n n nã. E os amigos, você tipo, né, ele precisa de você fisicamente, ele demanda. Quando chega na adolescência, é normal que ele se disque dos pais. Por quê? Porque ele está virando essa pessoa que ele vai cuidar. Então, tipo, essa família ela vai deixar de ser minha. É normal que essa família deixe de ser minha, entende? E aí ele começa: "Não, deixa que eu, deixa que eu sei, deixa que eu faço." Ele quer mostrar a força dele no mundo, ele quer mostrar que ele não precisa mais da ajuda. Só que, no entanto, assim como birra de criança pequenininha que ela quer mostrar que ela sabe fazer as coisas, que ela não precisa dos pais, não sei o quê, e só que ela não tem linguagem, se joga no chão e se irrita, não sei o quê, não sei o quê. O adolescente, ele quer fazer as coisas, mas ele ainda está inseguro porque ele ainda não sabe fazer. Ele ainda, ele parece um adulto, mas ele não é. Ele parece muito mais parecido com o adulto, porque quando é criancinha, é notável que a ainda precisa de ajuda. Quando começa um adolescente, imagina um adolescente de 14, 15 anos, você olha e fala: "É um homem, né, uma mulher?" Só que não. Só que ele ainda precisa muito da sua ajuda. Por quê? Porque agora é que ele vai, tudo que você ensinou de valores até agora é o que ele vai colocar à prova. Só que ele, por quê? Ele precisa transformar esses valores em algo próprio. Esses valores precisam ser algo dele e não mais dos meus pais. Porque até agora você que passava os valores, olha, isso é certo, isso é errado, você deve fazer isso, você deve, não deve, não sei o quê. Então, daí é tão importante a gente fazer isso quando eles são pequenos. Por quê? Porque agora eles precisam ter um termo de comparação. Olha, os meus pais dizem que isso é certo, que isso é errado. O que eu acho sobre isso? É essa pergunta que ele vai fazer. Quem sou eu? E aí aparece o desenvolvimento verdadeiramente da intimidade, de quem eles são. Verdadeiramente eles querem, eles querem dar essa resposta, né? Quem sou eu, né? Até antes, quando eles são pequenininhos, eles não se fazem esse questionamento. Quem são eles? Eles são nossos filhos. Meu pai é maravilhoso, minha mãe é maravilhosa. Eles são incríveis, né? Nossa, nossos filhos pequeninhos. Ai, mãe, que senhora linda. Nossa, que maravilhosa. Nossa, tudo que a gente faz é tudo lindo, maravilhoso, incrível, não sei o quê. É mais fácil você guiar, vamos lá, faz isso, vamos lá, faz aquilo, né? Ainda que tem algum questionamento, né? Se você conversa, se você tá junto, nossa, é muito mais fácil você levar. Quando eles chegam na adolescência, eles começam a questionar por quê, né? E aí os pais sentem isso. Por que que eu tenho que ir pra minha missa? Por que que eu tenho que estudar, né? Mas para que que eu vou usar tudo isso? E um monte de questionamentos e, ao mesmo tempo, a sociedade pede deles uma resposta. É cruel, se entende? É cruel. Com 18 anos, ele tem que decidir o que ele vai fazer de faculdade. Sim. Ele tem que meio que dar tomar uma decisão, né? Imagina se você não tem, não formou esse adolescente para que ele consiga tomar decisões, ele não vai conseguir. E aí ele se sente ansioso, ele se sente triste. Então, aí só que acontece, aí na adolescência os pais, ah, ele sabe. Cara, isso que você tá falando é uma verdade absoluta assim. Aí eles ficam coitados, eles f eles vão porque, como a intimidade está sendo desenvolvida, eles vão ficando cada vez mais para dentro de si, porque teoricamente eles deveriam estar respondendo a essas perguntas da vida interior. Quem eu sou? Da onde eu vim? Por que que eu nasci nessa família? Para onde eu tô indo? O que eu quero fazer da vida? Quais são os meus valores? O que que eu acredito? O que que eu não acredito? Por que que meus pais fazem isso? Por que que n eles deveriam crescerem para dentro? Sabe que respostas eu vou dar? Não, que os meus pais vão dar, que que respostas eu vou dar. Então, a gente deveria dar para eles um ambiente em que eles pudessem responder a essas perguntas. Só que que eles estão fazendo? Rede social, telas, eh, né? E aí que que acontece? Eu tava dizendo, eles saem da vida familiar, né? daquele núcleo seguro para se jogar no mundo, porque eles querem se jogar no mundo. Nesse é preciso se jogar no mundo. E a gente, enquanto pais, precisa ter esse olhar pro adolescente. Olha, eu preciso agora colocar à prova tudo que você aprendeu aqui. Só que se colocar à prova tudo que você aprendeu não significa que você vai largar. Calma. E aí essa conversa com o adolescente precisa ter. Calma aí. Vamos lá. A gente tá aqui. Eu tô aqui junto com você. Eu vou começar a te dar liberdade que você não tinha antes, mas eu preciso saber se você sabe usar. Se você não souber usar, a gente vai ter que dar dois passos atrás, porque eu vou ver que você não tá pronto. Você não tá pronta. Só que essa conversa não tem. Aí quando dá confusão lá na frente, os pais querem segurar tudo. Fala: "Cara, calma aí." Aí ele também não quer mais, entendeu? Mas, por exemplo, porque você precisa conseguir conversar, né? Você precisa conseguir conversar com ele. Aí, só concluir o que acontece. Então eles saem e aí o que que eles querem? Ser aceitos pelo grupo. Eles querem ser aceitos pelo grupo e é necessário que eles sejam aceitos pelo grupo. Isso faz parte do desenvolvimento. Então, daí é importante, importância mais uma vez da gente criar um bom ambiente para eles, para que eles consigam ter um grupo saudável, né? Isso não significa que a gente tá controlando tudo, mas a gente precisa oferecer bons adultos que eles possam conversar, né? Então, quando a gente tava vindo para cá e você falou: "Ah, não, porque o Itinho falou comigo, não sei o quê." Eu falo: "Nossa, como eu fico feliz dele encontrar com você na festa junina e conseguir conversar e conseguir conhecer um adulto que ele possa se espelhar, porque nós não somos mais. A gente, claro, a gente ainda é um espelho, a gente nó, ele ainda nos escuta muito, os adolescentes escutam os pais diferente do que os pais imaginam. A gente pode olhar paraa nossa vida hoje em dia, tudo que os nossos pais nos dizem pesa muito. Pesa muito. Se a sua mãe fala: 'Não, no Vanessa, não faz isso.' Você fala: 'Putz, será que eu não devo?' E olha que você é uma mulher formada de 40 anos, né? Imagina, imagina um adolescente, é claro que pesa, no entanto, eles também querem ter a própria vida. Então, a gente precisa ajudá-los nesse sentido, eh, dar um bom ambiente e aí a gente precisa conseguir escutar o que eles têm a nos dizer, compreender todas as situações que eles estão passando, lembrar que a gente também passou por essas situações. Eu sei como é que é, né? Não, não, ignorar, ah, mas isso vai passar, não se importa com isso, nunca. Ele ele às vezes tá sentindo mesmo, né? Tá sentindo, puxa, os amigos que isso e aquilo, não sei o quê, né? Então, e aí o que que acontece nessa deles quererem se relacionar com o grupo? Muitas, e eles estão fazendo dois movimentos que eu falei, o desenvolvimento da intimidade, descobrir quem eles são e querer eh estar dentro de um grupo. Às vezes essa parte pode atrapalhar a primeira, entende? Pode ser tão forte e essa questão do grupo que isso pode atrapalhar a primeira, né? E aí, por isso que as redes sociais atrapalham tanto nesse processo, principalmente no início da adolescência, porque a questão hormonal tá muito forte e eles querem muito ser aceitos, os meninos fortes, as meninas bonitas, né? E aí essa questão das redes sociais é o tempo todo alguém me vê e tal, só que aí fica só a parte do corpo sendo sendo focada. O mundo lá fora não se importa com a sua vida interior de porque ele não consegue ver. Lembra aquela questão que eu falei do pudor? As pessoas não conseguem ver que existe uma alma ali, né? Mas isso é realmente bastante importante. De alguma maneira, o que que acontece? O mundo ele ele não vê tão tão facilmente, mas ele cobra isso de algum jeito. Que que eu quero dizer? O que eu quero dizer? Quando a gente olha um ser humano que não está agindo de acordo com a sua natureza, a gente sente, por exemplo, se você olha uma mãe que não tá cuidando do seu filho, você olha uma mãe que está desprezando uma mulher que tá desprezando seu marido, se você olha uma mulher que não está trabalhando adequadamente, ou seja, entregando aquilo que ela tem que entregar, trabalhando bem, trabalhando com eficácia, se você olha, eu tô falando uma mulher, um homem, né? O homem que seja capaz de honrar com a sua palavra, de agir com compromisso, né, de respeitar o próximo. Isso são valores. Quando a gente olha pessoas que estão desrespeitando, que mintes, mentem, que roubam, você olha, você fala: "É que que coisa ruim! Dá uma coisa ruim, né? Você fala: "Putz, por que que dá essa coisa ruim?" Porque um ser humano não deveria ser assim, entende? Então a gente olha e fala: "Cara, não era isso que eu esperava, não?" Agora, se por outro lado, você vê uma pessoa comprometida, estudiosa, carinhosa, cuidadosa, uma mãe que cuida dos seus filhos, um pai responsável, que trabalha, não sei o quê, você olha, você fala, dá um, você não olha, dá uma alegria, você fala, cara, que maneiro, você quer tá com essa pessoa por quê? Porque isso é a plenitude humana, entende? Então, de alguma maneira, o mundo quer olhar o corpo, vê se tá bonita, não sei o quê, n, mas na verdade ele cobra de você uma postura interior, uma postura de alguém que tem essa vida interior, que faz boas escolhas, que usa bem a sua liberdade, né? Então é isso que a gente precisa querer que o nosso adolescente chegue nisso. Então, quando a gente tá falando de sexualidade, isso tudo é sexualidade. Por que que isso tudo é sexualidade? Por quê? Porque ele vai formar um novo ser humano que precisa, no futuro, ser assim. Deu para entender? Não, total, completamente. Então é isso. Então não adianta sexualidade não é aonde eu vou introduzir. Não dá, não. Que que isso é ridículo? Você olha e fala: "Cara, pelo amor de Deus, que pessoas é essa?" Ou a gente fala de anticoncepcional, fala: "Cara, calma aí, é tanta coisa que tá com cara falar, não precisa nem chegar ali, porque essa questão da revolução sexual, isso é o estopim." Uhum. Né? Isso é o estopim de uma situação que é algo muito mais profundo para você chegar aqui. E é por isso que a gente quis trazer você exatamente isso, porque para chegar ali no estopim, da gente tem que ter esse entendimento. Se não tem, é aqui que vai chegar. Igual ontem, por exemplo, tinha uma uma pergunta na minha caixinha assim: "Ah, doutora, eu entendo que a senhora é contra os anticoncepcionais. Eh, mas assim, você entende que minha filha tá na adolescência, né? Eu sei, tá tudo bem, né? Você entende?" Aí eu falei: "Entendo, né? Um monte de coisa que tem que vir antes, sabe? Porque assim, você é aqui agora, tá querendo eh eh cuidar de um talvez uma gestação não planejada numa adolescência onde tem tanta coisa por trás que não é que a sexualidade, ela fica reduzida ao ato sexual." Exatamente. É isso. Então, quando se fala de sexualidade nas escolas, vamos dar aula sobre educação sexual. O que que se fala sobre educação sexual? Aonde o pênis introduz na vagina, né? Como é que faz sobre doenças sexualmente transmissíveis, sobre gravidez na adolescência, né? Eh, e sobre anticoncepcionais e e prevenção de tudo isso, né? Então, é sobre isso que se fala. Fala, cara, isso não tem nada a ver com sexualidade, nada a ver. Assim, isso é uma, é, ou seja, é uma visão muito negativa do que a sexualidade, não do corpo, do sexo, de tudo também. As pessoas hoje têm mais medo de ter filho do que ter doença. É, exatamente. Mas, por exemplo, assim, agora e o o público assim, foi o que eu te falei, né? O errado, todo mundo já tem uma ideia de tudo que tá errado e levando a uma uma desordem. Hoje a gente queria trazer aqui para ter esse olhar mais amplificado para a sexualidade. Mas vamos dizer que a as pessoas aqui conseguiram, cara, virou uma chavinha, caramba, é isso. Ou seja, eu tenho que ordenar meu filho desde pequeno, eu tenho que sim, realmente os quatro hábitos certinhos. A gente tem que tentar realmente controlar todas as vontades, as paixões dos meus filhos desde sempre, né? Você realmente ordená-los desde pequenininho, mas eles chegaram na adolescência mesmo já com todo esse olhar e os que não têm também, né? Também tem que colocar ali como de fato chegar para um adolescente, né? Porque eu acho que essa é a pergunta que eu acho que todo mundo gostaria de te fazer, né? Não, tipo, a pergunta, não, chegar para um adolescente e explicar realmente a sexualidade ali como um dom e não como um monte de regras e proibições, entendeu? E trazendo o ato mesmo sexual, porque a gente entendeu aqui num num amplificado, mas quando esse adolescente chega, né, é ali o ato sexual que está crescendo naquele monte de hormônios. Como você explica para ele, né, como a gente ter esse olhar para a gente conseguir realmente fazer com que nossos filhos entendam que a sexualidade é um dom e não um conjunto de regras e proibições que você não pode fazer isso? O que acontece é o seguinte, há uma diferença gigantesca de você conversar com um adolescente saudável. Sim. Doente. Doente não é bem a palavra, né? Uma é mal formado. Sim. Tá. Não, doente não é porque ele não tá doente, não tem uma doença. Mas um adolescente mal formado, tá? Um adolescente bem formado, ele é um adolescente que ele vai chegar na adolescência tendo toda essa bagagem, ou seja, uma bagagem de especialmente isso, vivendo hábitos de dormir desde criancinha, dormir bem, ter uma autonomia de sono, não dormir na cama dos pais, eh conseguir comer adequadamente, colocar o alimento no lugar do seu devido lugar, né? Ou seja, ele come aquilo que ele não gosta. Eh, come também o que ele o que ele gosta, né? Mas assim, ele é capaz de segurar sua a sua barriga nesse sentido. Ele é capaz de dar a sua comida pro irmão, de ele é capaz de pegar o seu brinquedo e ter a generosidade de dar pro irmão. Ele é um uma criança capaz de viver a justiça, ou seja, ele sabe dar a cada um aquilo que ele é devido, inclusive o respeito aos pais, né? Fazer as coisas dentro de casa. Ele entende que a casa dele, a casa não é só dos pais, a casa é dele também. E isso é uma coisa bastante importante pra gente falar com os nossos adolescentes. Entrou na adolescência, ó, meu querido, agora, a partir de agora, você também faz parte do ambiente formativo. Você é sua responsabilidade criar um ambiente formativo nessa casa. Até aqui você era uma criancinha fofinha, tal, que a mamãe tinha que te ajudar. A partir de agora é sua responsabilidade também. Ou seja, fala alto a forma como você tá vestido, eh, a forma como você está sentado, a forma como você fala com as pessoas, com alguém que trabalha na nossa casa, a forma como você fala comigo, a forma como você fala com seus irmãos, a forma como você respeita a liberdade dos seus irmãos, a sua, a nossa, tudo isso, isso é responsabilidade sua. Então, porque as pessoas já não fazem isso desde o início, né? Então, assim, já chega e aí, ah, eu só quero direitos. Porque educaram essas crianças só por direitos. Ah, meu filho tem direito a uma super festa de aniversário, meu filho tem direito a estudar na melhor escola, meu filho tem direito a ter tempo livre, a ter tudo que ele quer, a ter não sei o quê. Você educa alguém que está prontinho para viver em gratidão. Pronto, pronto, pronto, pronto, pronto, pronto, tudo. Então, realmente vai ser muito difícil a sexualidade lá na frente. Vai ser realmente complicado. Então, se você educou o seu filho para tudo isso, para a vivência da justiça, tudo isso aí, quando ele começar o desenvolvimento dos caracteres sexuais secundários, aí você vai começar a falar sobre a questão da sexualidade. Esse é o momento de você falar sobre a sexualidade. Sabe? Eu preciso falar de sexualidade antes. Você vai viver tudo isso para que ele consiga viver a sexualidade. Lembrando que a sexualidade não é sexo, é o ser humano de forma integral. É ser alguém que vai ser capaz de gerar uma vida e formar essa vida. É isso que é a vivência da sexualidade, tá? Um ser humano integral. Antes da adolescência, eles estão passando por uma fase que é chamada fase de latência, fase de inocência. Ou seja, a tudo que eles eles veem as pessoas não a partir da sexualidade. Ou é claro, na cabeça deles, eles não têm que gerar vida nenhuma, eles não têm que formar ninguém, eles estão sendo formados. Então a sexualidade não se coloca como um problema, tá? É em crianças saudáveis, crianças que não têm acesso a telas, que não tem criança acesso à pornografia, criança que tem leitura, eh, boa leitura, um bom ambiente familiar, que tenham boa, que não ficam vendo seus pais tendo relação sexual por aí, né? Ou seja, crianças saudáveis. Isso também é possível, é possível, né? Um ambiente plenamente saudável, tá? Eh, e daí que se vocês tiverem assistindo um filme quando eles são pequenininhos, vem que vocês quando chegar numa numa cena que não é adequada, uma cena de beijo, pula. Mas como assim não é adequada? Não é adequada nem pras crianças, também não é adequada pra gente. A gente vai chegar lá, tá? Porque não é adequado você ver pessoas tendo relações íntimas. É uma íntima, isso não é adequado. Isso é íntimo, né? Não é nem pr as crianças verem, nem pra gente ver. Isso faz mal também pra gente. Isso povoa a nossa imaginação. Isso faz com que a gente pense coisas que não é legal, tá? E você comparar sua relação conjugal com o que você tá vendo lá, o imaginário, enfim, né? Então assim, quando eles percebem esse tipo de cuidado dos pais, eles entendem que isso é algo que a gente precisa cuidar. Então, daí na fase de inocência, qualquer pergunta que eles fazem, façam relacionadas a isso, é uma pergunta que primeiro a gente precisa entender de onde veio essa pergunta, tá? Então, não é uma criança saudável desse ponto de vista da sexualidade afetivamente. Não é esperado que ela queira que você responda que o pênis é está dentro da vagina. Não é isso. Não deveria passar pela cabeça dela. Rapidinho. Essa idade, que idade mais ou menos de latência? Até a puberdade, tá? Até até a puberdade aí varia um pouco, varia um pouco, né? Então é que hoje em dia a puberdade tá cada vez mais precoce, né? Mas teoricamente a menstruação nas meninas, né? Eh, e nos meninos, o início de ficar começar a ficar forte, pelos. Exatamente. Porque a a abundância da voz é até um pouco mais para frente nos meninos, né? Eh, que é que teoricamente a puberdade tem o início da telarca nas meninas e o aumento do testículo nos meninos. Só que isso ainda é o início, né? Então, na verdade, acaba que a mudança mesmo começa a acontecer na menarca e o menino quando começa a ter pelos, a ficar forte, né? Então, assim, até que comece mesmo a puberdade, até que eles mesmo percebam uma mudança, demora um pouco, né? Demora um pouco. É total e que em criança, em adolescentes saudáveis, né? A gente tem visto cada vez mais os adolescentes precocemente, crianças muito cedo menstruando, meninos muito cedo já entrando no cheirão da puberdade, isso mostra que há uma precocidade mesmo nesse nessa nessa área, né? E bate muito nisso aqui, a gente tem falado muito sobre isso, né? Então, claramente é estímulo visual, né? É estímulo visual, auditivo, de tudo, né? Outros endócrinos aí, aí envolve tudo, né? Todo estilo de vida envolve muita coisa. Acho que tudo junto mesmo. Então, daí, então nessa fase de latência, que é antes da puberdade de começar, a gente não precisa responder e os pais ficam um pouco ansiosos, né? Então, no meu curso de sexualidade, eu falo de uma historinha que eu acho uma historinha muito gráfica, né? de que tem até uma propaganda que a mãe e a filha estão cozinhando e estão conversando e aí a mãe tá lá cozinhando e tal, aí bota um azeite tal e aí a menina pergunta: "Mãe, o que que é virgem?" Aí ela: "O azeite do céu". Não. Aí a mãe fala: "Ai, meu Deus". Aí começa, então, aí ela começa a dar uma volta e responder. Aí no fim ela resolve: "Mas minha filha, onde você viu isso?" Ah, mãe, tá escrito aqui. Presente extra virgem. Presente. Fase de latência. É isso. É isso. Entendeu? Então, assim, ela vai ouvir a palavra em algum lugar e ela vai saber o que ela quer, o que é, mas ela ela não quer saber que você diga para ela que o homem e a mulher ficam sem roupa e tá lá. Não, ela não quer saber isso. Ou seja, antes perguntei onde da onde você veio e até porque é importante para você investigar. Poxa, se o meu meu filho antes da da puberdade está tendo esse tipo de pergunta, vamos ver que ambiente é esse, né? Se tá adequado as coisas que ele tá assistindo. Às vezes os pais não sabem, mas às vezes filmes que teoricamente são inocentes têm essa esse tipo de linguajar, né? Têm esse tipo de pergunta. Amigo do prédio, colégio, às vezes livros, né? Infelizmente livros às vezes infantis. Isso também pode acabar tá presente. Eh, e às vezes uma pergunta ou outra, né? E aí, hã, a gente precisa tentar investigar e responder aquilo que a criança quer saber. Uma coisa importante, não deixar de responder, porque às vezes os pais, ai, não sei o que dizer, minha filha, vamos ali, vamos ali ver o passarinho e tal. Então, quando os nossos filhos, você tá, tá educando uma criança, você precisa pensar nas respostas que você vai dar para tudo. O que que vai acontecer quando eu morrer? Mãe, você pode morrer, mãe, não sei o quê. Eles vão perguntar as coisas e a gente precisa saber que respostas dar e essas respostas precisam ser refletidas. É, eu acho, é tipo da coisa que a gente tem que levar oração. A gente tem que pensar, cara, se meu filho perguntar para mim se um dia eu vou morrer, o que eu vou responder? Não sei o que dizer. Ai, me ajuda. Se ele me perguntar o que eu falo, né? Para que seja uma resposta. E aí o que a gente tem que fazer é que essa resposta seja o mais verdadeira possível. O mais verdadeira possível. Tem que estar muito estado de graça. Muito. Sem dúvida. Educar você precisa estar em estado de graça, senão vai dar errado. Exatamente. Vai dar errado. É vida interior, não tem como. Porque você tá se formando um ser humano que é um ser humano íntegro. E se, e se teoricamente não, se você tá educando seu filho pro céu, ele precisa ter uma dimensão espiritual. E aí você não pode responder, até porque se você responder só a parte corporal, a resposta está incompleta. Certo. Está incompleta, né? Assim como, então, por exemplo, aí você fala: "Ai, mas meu filho perguntou como é que o bebezinho vem parar na minha barriga?" Se você responder que é um mistério de Deus, que é que assim só Deus consegue colocar a vida humana, isso é uma verdade. E é na verdade é mais verdade do que o ato conjugal, no sentido de que quantas vezes a gente tem ato conjugal e esse bebezinho não vem, vocês sabem, vocês vivem com infertilidade. É um mistério, é o mistério da vida humana, né? Que há a união entre o homem e a mulher, mas há algo a mais. Esse a mais é o que faz de fato uma vida humana ser gerada. E isso, essa dimensão do mistério da vida, do cuidado da vida, isso precisa ficar muito bem fundamentado nessa fase de latência, né? Então, a criança, a criança precisa entender que ela foi muito desejada, que ela, como foi a gestação dela, como é que foi quando ela estava na barriga da mãe, sabe aquele todo aquele papo que a gente conversa? Ai, quando você estava na minha barriga, foi tão gostoso, a nossa mamãe adorava e você e você mexia e tal e quando a mamãe descobriu que estava grávida e dananã, né? Puxa, foi muito bom. Então, tipo, você chegar, ai, você foi um acidente? Péssima resposta. Péssima resposta. Por quê? Porque isso faz parte da biografia dessa criança, entende? Tipo, se foi um acidente, descobre um jeito bem bonito de você falar isso, sabe? Porque você achar que você não foi desejada nessa família é muito ruim, né? Nossa, quando eu descobri que você estava grávida, como eu fiquei feliz. Puxa, que que surpresa foi essa surpresa? Pode ter sido, né? Mas é tudo tal da camisinha furada. Quantas vezes escutei essa porcaria? Falam pro filho, falam pro filho, é tudo. É a sensibilidade, como você fala. Você não pode esquecer. A gente não pode esquecer que nós somos pais o tempo todo. A gente tá formando uma pessoa humana e essa pessoa, ela precisa ser alguém que ela sabe que ela é amada. Isso é uma das coisas mais importantes na vivência da sexualidade, inclusive. Mas na formação desse ser humano, ele saber que ele é amado, que ele foi cuidado, que ele é querido, isso deixa qualquer ser humano eh sabendo que ele tem uma importância, entendendo a sua dignidade, sabe? E isso tem, imagina se eu sei a o quanto eu valho, se eu sei o quanto eu valho, como eu não vou viver minha sexualidade, meu querido, não é qualquer um que vai entrar nesse santuário aqui, não. Não é qualquer um, porque eu sei o quanto eu valho. Agora, se você acha que você não vale nada, que os seus pais não ligam para você, que os seus pais estão sem lar, que os seus pais não importam mais se com o trabalho do que com você, né? Que você foi um acidente, você fica empobrecido enquanto pessoa e aí você vai de fato dar o seu coração pro primeiro que pedir. E aí a vivência da sexualidade tá muito ruim, muito ruim, né? Então, realmente, a gente tem que essa essa formação, sabe, nesse período de latência é isso. Ah, aí você teve um outro bebê, nossa, quando você era pequenininha era assim, a mamãe cuidava de você porque você não lembra que você era muito pequenininho, mas agora vê, vê como eu faço com o Lucas. Olha, foi assim e tal. A mamãe também adorava. Nossa, quando eu descobri que foi assim, n? A criança vê essa realidade, ela fala: "Putz, cara, que que legal, que lindo, né? Porque ela tem a possibilidade de viver isso." Então, isso é de extrema importância para a vivência da sexualidade, porque você descobre que você é uma pessoa e que você está se relacionando com outra pessoa, né? Então, essa vivência é muito importante. Então, mais importante do que você querer dizer que sobre o ato sexual, tudo isso é importante, né? E aí você vai falar eh essa essa questão da da vida humana, de que a vida é um mistério, de que você foi muito desejado, que você participou desse mistério, não sei o quê. Isso que precisa ficar na fase de pré-puberdade, né? Pré-puberdade. Sim. Imagina. Olha que maravilha. Formou a sexualidade assim. E daí, quando chega na puberdade, aí você vai colocar o mistério da vida humana no centro, porque ele é o centro. E também a importância de duas pessoas estarem comprometidas nessa situação, porque eu preciso gerar e eu preciso educar. Então, isso aí é a coisa que essa é a mensagem que precisa ser passada, né? E daí, isso vai eh você precisa chamar esse adolescente para responsabilidade. Você não pode utilizar eh esse seu poder para de qualquer forma, porque esse seu poder está relacionado com duas pessoas, não só com você, mas com uma outra pessoa que você tá se relacionando e com uma possível terceira pessoa que pode ser gerada. Então, assim, você não pode utilizar isso de qualquer jeito, você precisa ter ser responsável por isso, né? Então, isso precisa ser conversado. Então, beleza. Como entrou na puberdade, a maioria das vezes, o que que impulsiona os pais a conversar ou que deveria impulsionar o início da puberdade começou a ver uma mudança de corpo e é essa hora de você falar: "Meu filho, minha filha, senta aqui, vamos conversar o que que tá acontecendo com você. Porque ela vai entender que que que tá acontecendo? Por que por que que meus seios estão crescendo? Por que que eu vou menstruar, né? Por que eu tô ficando forte, né? Isso está acontecendo porque o seu corpo está se preparando para você gerar uma vida. Então, biologicamente é isso que tá acontecendo com você. Por quê? Porque lá no final você vai ser um adulto capaz de gerar uma vida e que você vai ter que formar essa vida, né? Então, é assim que é o melhor jeito de você conseguir conversar. Então, daí para a menina, olha, minha filha, o que acontece é que todo mês o seu útero vai se preparar para você receber um bebezinho, né? Então o seu útero vai, aí você pode sentar, mostrar o ovário, vai mostra lá. Então aí tem um endométrio, você tem o seu ovário produz hormônio, esse hormônio vai agir lá no endométrio. Aí forma como se fosse uma caminha pro bebezinho, né? Quando é pequenininho, você vai no início, né? 12 anos, tal, eles ainda estão ali nessa mudança, né? E aí se ger se chegar uma vida ali, aí essa vida vai fazer com que se desenvolva, vai ter nutriente suficiente para que essa vida se desenvolva. Se não acontecer, você vai ter a menstruação. Como você ainda é pequena, que você ainda não é capaz de você ainda não vai ter uma família, então você vai ter essa menstruação todos os dias, né? E daí os meninos, a gente vai dizer: "Olha, você tá ficando forte, né? você tá ficando forte, que você vai ter a capacidade de proteger uma vida, né? Então é isso, o como que você vai ter que utilizar a sua força para a proteção, para o cuidado, né? E não para que você exatamente, pro serviço e não para que você dê soco nos outros. Então, daí você tem que entender que agora você vai ficar mais forte mesmo. Lá em casa aconteceu uma coisa muito engraçada, quando o Itin era antes da puberdade, a gente brincava direto de de casa que de braço. Aí daí depois que ele ficou forte, eu falei: "Ah, agora não dá mais, tá forte, não dá mais". Eu falo: "Agora nem tento mais". E aí isso se transformou numa numa brincadeira de fato, porque volta me fala: "Vamos lá". E aí eu pá, aí ele: "Poxa mãe, aí agora não consigo mais, né?" Mas é isso. E aí a gente ensiná-los desde que eles que tá desenvolvendo isso, olha, você vai ter força, mas a sua força é para ser utilizada para o serviço e não para você machucar as pessoas, não para você bater nas pessoas, não para você fazer bullying com as pessoas. Você precisa proteger essas as pessoas do seu redor, proteger as pessoas que são menos favorecidas que você. Então, isso na relação dos meninos, entre os meninos, com as meninas, numa menina não se bate nunca. Uma menina a gente protege, né? Você precisa respeitar. E daí você vai conversar tanto com o menino e com a menina que o corpo deles vai começar a chamar chamar mais atenção. E aí a partir daí eles vão precisar tomar cuidado, né, com as roupas que eles vestem, a como que eles estão colocados e postos, né, normal. Assim como a mamãe e o papai, a gente precisa ter mais cuidado mesmo, porque nós já somos adultos, não é? Não é verdade? Pronto. Então, daí a gente conversa assim: "Ah, mãe, mas e como que acontece de fato, né? O que que acontece?" Aí você pode dizer: "Olha, a você pode ir por camadas, né? Porque você não sabe o quanto que ele quer saber. Eh, vai haver a união entre o espermatozóide e o óvulo e vai acontecer essa união. Só que para que haja realmente a geração de uma vida, Deus precisa agir ali. Deus precisa colocar uma alma. Então, quando você coloca o aspecto de que Deus está presente nessa união, isso é algo muito importante. E daí é nesse momento que a gente precisa conversar com eles. Olha, e daí por isso a relação entre um homem e uma mulher é uma relação sagrada, é algo íntimo que acontece entre os dois, que não é para ninguém ver, que não é para ninguém eh presenciar e que é pra gente cuidar a forma como a gente fala. Porque qualquer coisa sagrada que a gente fale de forma eh descuidada, a gente tá cometendo um sacrilégio. Então não é pra gente falar assim. Então, quando você tiver a sua aula lá de sexualidade na escola, os seus amigos podem rir, podem achar graça, pode não sei o quê. E daí você que tem que ter a maturidade de entender sobre o que está sendo falado ali. A gente não tá falando sobre coisa engraçadinha, a gente tá falando sobre a geração de uma vida, né? E Deus está presente ali. Quando uma vida é gerada, Deus está presente ali. Então, o sexo não é uma coisa feia, não é uma coisa eh que a gente deva abominar, é uma coisa muito bonita. Foi assim que você foi gerado, né? E não é uma coisa que a gente deve se envergonhar, mas como qualquer coisa que é íntima, que a gente precisa cuidar, a gente não precisa, não deve mostrar para qualquer um, a gente deve cuidar de fato porque é uma coisa eh que algo tá acontecendo de especial ali, né? Então, essas são coisas que a gente precisa conversar com eles, né? Acho que legal. Eu queria só só para interromper esse tema, porque quando nós falamos muito de sexualidade, atrai muito pra questão da pornografia, da sexualidade regrada. Mas um ponto que eu quero trazer aqui também é ao lado da questão do pudor, da da questão do eh tem muitas meninas, enfim, como eu trabalho com a sexualidade do casal, Uhum. muitas meninas, mulheres casadas, que eu tô querendo dizer, com na na relação sexual, com vaginismo, com dor, porque também tem essa questão de trazer da família a sexualidade como algo sujo, algo ruim, algo ruim. Então é isso que eu queria trazer antes de fazer a brincadeirinha. Mas assim, é importantíssimo também trazer esse olhar de toda a beleza que você tá trazendo, mas também não só o foco ali do desse jovem cair na pornografia, porque a menina também cai de se passar só ao homem, mas também essa questão, muitas mulheres ai tem de olho fechado, de luz. Às vezes, às vezes até pessoas com religião acontece isso. Mais a vez o que acontece? Os pais não querem falar nada, né? Então é isso aí. Não falo nada, não quero falar nada e parece que a sexualidade é uma coisa ruimada. errada. Exatamente. E daí, tipo, trava. Exatamente. Como se
Tivesse fazendo uma coisa ruim. Por isso, São José Maria, o santo que eu gosto muito, ele falava: "Olha, eu abençoo o leito conjugal com as duas mãos. Se eu pudesse, abençoaria com quatro se eu tivesse, né?" Ou seja, não é uma coisa ruim, né?
Agora, o fato de Deus está ali significa que a gente imagina, pode viver o ato conjugal, deve viver o ato conjugal. O ato conjugal envolve prazer, assim como quando a gente se alimenta, a gente sente prazer, né? Então não é, eu falava, ah, não, a gente tem que se alimentar, entender que a alimentação é a, não é finalidade, é meio. Sim. No entanto, a gente Deus colocou também o prazer na alimentação justamente porque senão a gente deixaria de se alimentar, né? Então eu já tomei, por exemplo, uma vez eu tomei um remédio que eu fiquei sem fome e daí você fala: "Cara, eu não sinto, eu não, eu não, não sem fome não, eu fiquei sem vontade de comer. Não, não foi um remédio que eu tomei, eu fiquei doente e aí eu perdi o paladar. Eu não comia porque você não tem nenhum prazer naquilo." Como a alimentação é algo extremamente importante, há o prazer ali.
Acontece a mesma coisa com a relação sexual. O prazer é intrínseco da relação sexual. Então, não é ruim você sentir prazer na relação sexual. É desejável que você sinta eh prazer na relação sexual. Isso isso não faz parte da nossa desarmonia, isso faz parte do da do ato da relação sexual em si. Agora, o esse prazer não é um prazer próprio, um prazer egoístico, é um prazer >> unitivo, >> né? Ou seja, a união entre o homem e a mulher, se não houvesse o ato sexual, seria a amizade. Só que como tem o ato sexual, né? é uma relação de uma só carne. Essa uma só carne é tão verdadeira que dá origem a uma nova vida. Só que esses dois aspectos são extremamente importantes, o unitivo e o procreativo. Por isso, imagina que eu não posso mais procriar, eu preciso parar de de ter ato sexual, não, porque a o unitivo é muito importante no ato conjugal, né? Então a gente não tem ato e conjugal no um casal saudável, né? só quando vai ter filhos, né? Porque a mulher naturalmente ela é cíclica, né? Mas a união do casal é importante e daí a gente entra num vasto, numa vasta conversa em relação às mulheres. Ah, não, eu só porque claro, a gente sente mais desejo quando a gente tá eh no nosso período fértil. No entanto, a gente tem um período aí enorme que a gente não sente esse desejo, né, tão forte quanto quando você tá no período fértil. Agora, por conta do unitivo de estar os dois juntos, é claro, lícito e importante que os dois estejam juntos, mesmo nos momentos fora da fertilidade, né?
Então, realmente é por isso que essa essa importância da da conversa da sexualidade com os adolescentes, porque não é uma coisa ruim e suja. E aí o que eu ia falar uma coisa importante, é que a gente fica querendo falar, mas como que acontece? Mas como que acontece? Eu duvido que um homem e uma mulher se encontrem sem roupa e não saibam o que fazer. Impossível. >> Agora teste drive. >> Impossível. Impossível. É claro que você vai saber o que fazer, né? Agora você tem que est com a cabeça ali, né? Então, e é óbvio, não é uma coisa ruim, né? Você não precisa, é que hoje em dia quando se fala sexualidade, você fala sobre, ih, que posições e não sei o quê. N n n n n fala, cara, isso é completamente descabido, porque você tá entrando numa intimidade que é aquilo que a gente falava, que é descuido, né? Assim, isso não é pra gente conversar >> e trazer só a finalidade do prazer. >> É, exatamente. Exatamente. E aí, se você não tem prazer, você vai achar que você não deve fazer. Isso que eu falava em relação à mulher, né? E aí se você, ah, não, mas é que a gente não combina na cama, hã, que que que você tá falando? Entendeu? Tipo assim, isso não tem sentido nenhum. Por que isso? Porque você tá olhando só para o seu prazer, né? Então, mas se você tá completamente desordenado, completamente egoísta em relação a tudo isso, em relação a como você quer estar com a outra pessoa, é claro que você vai ter uma vença sexualidade ruim.
E daí a gente entra aqui num capítulo em relação aos adolescentes, por no início da puberdade, a gente falava da questão biológica, né? Eles estão se desenvolvendo biologicamente e tal, e eles estão voltados para si mesmos. Eles estão tentando entender quem eles são. Então, eles têm um olhar para si, né? Então é é fácil que eles se fiquem, não é fiquem egoístas, mas é fácil que eles estejam prestando atenção, porque imagina, você tá com bonde andando e você tem que encontrar meio que quem você é, então você precisa de uns momentos aós. E por isso ensinar um adolescente a fazer oração, a conseguir ter um momento de leitura, a conseguir conversar com o outro adulto sobre o que ele pensa, né? a gente mesmo tá sempre disponível para conversar sobre o que ele pensa da vida, o que que ele acha, que que ele não acha, não se impressionar se ele achar uma coisa completamente oposta do que você ensinou e aí você mostrar o outro lado, né? Ou seja, ter maturidade para conversar. Olha, eu entendo que você pense isso, olha, eu penso isso por causa disso, mas eu também compreendo esse lado. E aí, olha quantos adultos não conseguem ter esse conversa. >> As as pessoas não conseguem conversar em relação à política. Eu penso, se tem 50 milhões de pessoas que votam numa pessoa que, sei lá, de esquerda, eu não sou de esquerda, cara, essas pessoas não podem ser 50 milhões de idiotas. É óbvio que tem alguma coisa que as atrai aí. É burrice você não querer saber sobre isso, o que te atrai nisso? Porque imagina, a gente tá falando com pessoas, >> imagina então essa polarização, ah, qualquer qualquer pessoa de direito é um idiota, é um [ __ ] não sei quê, ou então pegar um político e falar: "Não, eu quero que ele morra, que ele se exploda". Que é isso? Entendeu? Você tá, você precisa conseguir entender que que é uma pessoa. Ainda que essa pessoa esteja fazendo coisas que você julga que não são adequadas, você precisa conseguir conversar com essa realidade. Só que as pessoas não conseguem conversar sobre isso, né? Então daí os adolescentes não conseguem se sentir ouvidos, compreendidos, né? O que drogas não, o que não sei o quê não, né? A gente não pode ser pessoas assim, é, a gente não pode ser pessoas assim, né? que só fala mal dos amigos, que e aí só que isso é uma coisa que se traz desde infância, né? Porque, por exemplo, os pais falam mal dos filhos, rotulam os filhos, rotulam os amigos, marido, esposa, o marido esposa, fala mal do marido, da esposa. Ou então isso, se você decide que na sua, na sua casa não terá telas, e o que isso tem a ver com você falar mal das pessoas que usam telas? Nada a ver. Você não precisa falar mal das pessoas. Só que as pessoas não entendem isso. As pessoas falam mal um dos outros. E daí é isso. Vai na festa de família, vira as costas e começa, nossa, sua avó, ai que saco, ai que não sei o quê. E fala: "Cara, é, eu vou falar alguma coisa pra minha mãe, ela vai virar as costas e vai ficar falando mal de tudo que eu tô pensando." >> E acaba que pro ralo abaixo tudo que você tá ensinando em relação à virtude, tudo dessa sexualidade que você trouxe do início, não adianta você falar e não agir ali não. E esse trem fala, né? adolescente vai absorver, não vai absorver porque a virtude ela não é algo que você ensina falando, é ensina algo que você vivir, >> né? Então, assim, se você não respeita o seu marido, se você xinga o seu marido, se você fala alto, se você briga com o seu filho, se você grita, que você você não consegue ensinar para ele o respeito em relação ao outro, é assim que ele vai se lidar com as pessoas, entende? Então, é assim que ele vai lidar num relacionamento e daí tá complicado mesmo, né? Então se você educou o seu filho eu falo seu filho toda hora porque é genérico, né? Tipo >> filho filha filho, né? >> Mas agora você tem filha, tá tirando agora branquinha maravilhosa. >> Mas eu acho que eu me perdi em alguma coisa que eu ia falar, né? >> Mas eu deixa então só pontuar enquanto você vai focar aqui. Acho muito interessante para você ver como que é importante a gente falar sobre a sexualidade de fato, né? Porque essa parte que o Diogo trouxe sobre as mulheres também, que a gente ainda tá falando, vai entrar ainda adolescência, ainda vai vir uma outra perguntinha que eu sei que todo mundo quer que eu faça para você, mas assim, eh, a gente pega muito isso, sabe? Como ela não foi educada tanto de uma forma, né, que a gente tem um certo receio desse desvaneio, dessa sexualidade desregrada que tá tudo bem, meu meu corpo, minhas regras. >> Uhum. Por outro lado, também tem essa mulher muitas vezes achando que é pecaminoso, que é errado dentro de casa mesmo, dentro da própria relação sexual com o próprio marido, né? Então isso já de dentro ali de um matrimônio onde tudo já estaria ordenado para funcionar da forma correta. Também existe os dois pontos também, né? Tanto da sexualidade desregrada que as pessoas confundem. E depois eu queria que você também falasse sobre a castidade no casamento. As pessoas acham que a castidade no casamento é não ter sexo. Então elas entendem também de forma desordenada como entende a sexualidade, como dessa parte benéfica mesmo do sexo ser algo realmente puro ali e e desejável dentro de um prazer ordenado, entendendo que o outro não é um objeto, né, viável ali do teu prazer e é que você realmente tem que sair de si. É, >> então acho que essa parte que você falou, ele acho que você brilhou porque é tudo isso de nada, amor. Pode confiar, >> viu? É isso. Pode confiar. Piada interna, galera. Piada interna. Um dia vocês saberão, >> um dia vocês saberão dessa piada. >> Desce, >> sobra o palco. >> Ai, gente, >> voltando aqui, >> conseguiu lembrar que você ia falar com fal. Não, a questão é o seguinte, se você, e aí por isso essa conversa com os adolescentes é importante. Se você pega dizendo que você não pode fazer sexo antes do casamento, que antes do sexo antes do casamento é pecado, que não sei o quê. Isso é também uma forma negativa. Ou cuidado com DST, cuidado com gravidez, cuidado com não sei o quê, cuidado não sei o quê. Isso é uma vivência ruim, né? Tipo assim, a gente tem que trazer pros adolescentes a responsabilidade que eles têm com as pessoas e daí isso vem junto com os relacionamentos de amizade. Porque aqui a gente se já quer falar pro pro adolescente a relação com outro sexo, mas calma aí, antes você tem a relação com os amigos. E aí eu vejo a quantidade de gente que eu recebo um monte de mensagem, ai meu filho tá sofrendo bullying, meu filho tá sofrendo bullying, cara. O tá sofrendo bullying, a culpa não é da escola. Claro, a escola ela pode tomar uma atitude, mas são crianças que estão sendo educadas em casa, que estão fazendo bullying com outras crianças, né? Ou seja, a gente tem que ensinar pros nossos filhos o respeito desde que eles são pequenos. Isso a gente tem que falar com ele o tempo todo e não só com os seus pares, mas com os professores. A gente não pode admitir que eles sejam desrespeitosos com os professores, que façam bagun bagunça em sala de aula, que descuidem a forma de falar, né? Assim, é, essa é o tipo de conversa que tem que se ter em casa o tempo todo. >> Importante da hierarquia, né? >> O tempo todo. Calma aí. Ele tá trabalhando lá. Esse professor, só professor estão trabalhando, eles não tão de brincadeira, eles estão ali para te ensinar um negócio. O mínimo que você tem que ter é respeito de conseguir ouvir. E aí os professores estão num problemão porque eles não conseguem dar aula. Eles não conseguem dar aula porque essas crianças estão chegando nas escolas mal educados. Por quê? Porque não tem nenhum. Essa que essa isso que a gente falava da incubadora, essa incubadora ela não existe. Ela essas crianças estão sendo educadas por telas, educadas por pessoas que não são os pais, né? Que não acabam, ah, não, eu tô só fazendo crescer aqui, né? Mas eu não tô ensinando. E daí isso tudo é, sabe, você tá formando pessoas que não tm a mínima capacidade de se relacionar com outros. E daí quando chega no relacionamento adulto, é relacionamento tóxico, é narcisista, é não sei o quê. Porque eh não não chegou uma pessoa até lá, chegou um algo muito mais parecido com o animal do que com uma pessoa propriamente dita. E daí fica realmente complicado. Então isso a o tempo todo a gente conversar com eles na relação que eles têm que ter entre a amigos e amigas. Nossa, a gente, né, a gente tem que cuidar a a isso. E aí isso se aprende em casa, não falar mal dos outros, saber a forma como fala o irmão irmão, eh, os irmãos entre si. na briga entre os irmãos, como que você vai agir? Calma aí, escuta o lado dele. O que você tem a dizer sobre isso? Escuta você, né? Então, tudo isso precisa ser ensinado em casa, no dia a dia. Só que se não há convívio dos pais e filhos, isso não tem como ser ensinado. Os Isso que eu sempre bato na tecla, a educação precisa ser refletida. Você precisa entender que o tempo todo você tá educando. Então, quando eu falo: "Ah, não é zero telas". Porque imagina quanta coisa que a criança deixa de aprender porque tá nas telas e as telas não vão ensinar. O aprendizado, por mais que no desenhinho fala, tenha que ter respeito com os amigos. Não é assim que a gente aprende respeito com os amigos. É no dia a dia. É você se colocando à prova e você agindo mal e alguém falando: "Calma aí, você passou dos limites, pera aí, você não pode agir assim. Calma, na hora do jogo, agora você perdeu, agora você ganhou. Você não pode sair batendo e e e deixando o jogo para lá, destruindo o jogo. Pera aí. Ã ã ã, né? Então isso tudo você tem que deixar os seus filhos agirem no mundo, porque do contrário não é possível. Então se você o tempo todo tá nas telas, o tempo todo agora vamos no teatro, agora vamos ser aonde? Agora vamos ser aonde? No teatro, no zoológico, no cinema, as crianças não são naturais, elas estão ali sobessão social. Então, natural, eles são em casa e é ali que você vê quem de fato eles são e é isso aí que você vai ensiná-los a educar. Por isso essa questão do livro, sabe? Tudo lá que você até você chegar na sexualidade, por esses dias a eu tava falando nos stories em relação aos adolescentes terem o próprio quarto, né? Foi uma discussão, né? Porque qual é o senso comum? Chegou na adolescência, cada um com seu quarto, né? Esse é o senso comum, porque eles têm que ter a própria intimidade. Que que significa ter a própria intimidade? Masturbação, pornografia, se tocar, trancar a porta, ter o seu próprio não sei o quê, né? Aí eu falei, "Calma aí rapidinho, vamos aqui parar para pensar um negócio. Você tá com um adolescente que está desenvolvendo a sua interioridade, que ele realmente tá descobrindo quem ele é, quais são os valores dele, que ele tá desenvolvendo essa vida interior, né, que deveria pelo menos estar fazendo isso, né? E aí, qual é a tendência dele? Ir para dentro dele mesmo. Normal, tendência natural, que não é má, só que ao mesmo tempo que que ele corre o risco de se transformar numa pessoa individualista, normal. Que que os pais estão fazendo deixando eles reclusos, desenvolvendo a individ a sua, a sua individualidade. Não, individualidade não. Oi, >> indid o individualismo. >> O individualismo, não só individualidade, o individualismo. Ou seja, eles olharem para eles mesmos. Aí, ou seja, eles me deixa no meu canto, nas minhas coisas, com o meu tempo, com o meu celular, com a minha televisão, no meu quarto, nã. E aí não tem aquele aquela aquela forja que se dá no relacionamento humano do tipo, concordo com isso, não concordo com isso, vem o irmão, acende a luz, apaga a luz, não sei o quê, e eu tenho que cuidar porque eu tenho que trocar de roupa no banheiro e eu tenho que nanã. É assim que a gente se desenvolve. O ser humano é um ser individual, mas ele é um ser social. A socialização que tantos pais falam: "Tem que socializar para ir pra escola". A primeira socialização em casa. É em casa que você tem que aprender. Mas para isso você tem que socializar. Você não dá para você ficar no celular, não dá para você, ah, fica aí porque, ah, mas eu não tenho tempo, tenho tanta coisa para fazer, não sei o quê. Entendi. O seu filho, ele não tá deixando de se desenvolver. Se você não está fazendo nada, ele está desenvolvendo vícios o tempo todo. O tempo todo. Porque se nós não somos chamados a exigidos no amor, a gente vai ser levado pela lei do melhor esforço. Claramente não tem como. Eu eu gosto de fazer uma comparação. Eu acho que a gente vive como se fosse uma escada rolante ao contrário, né? É a escada rolante subindo, quer dizer, descendo e a gente precisando subir o tempo todo a escada rolante. Se você não se esforçar para subir, a escada rolante vai te levar para baixo por causa daquela desarmonia que a gente conversava. Então os adolescentes eles precisam ser colocados, como eu falava lá, a prova, aprova o que as as tudo que eu te ensinei agora, bols, rápidos, não sei o quê, é a prova. Ai, mas ele vai brigar e ele vai não sei o quê. É, é aí é essa ginástica que tá acontecendo. É isso que você tá formando, uma pessoa. Então ele vai reclamar, não vai gostar. E aí vai ter que ter horário e vai ter que organizar. Nã nã. Então se você deixa cada um num canto, você tá desenvolvendo um um egoístinha. E aí o que que acontece? Os pais daqui a pouco reclamam: "Nossa, ele vive numa pensão, cara. Você colocou ela ele nessa pensão. Você deu o celular, o quarto, o computador, as coisas dele, você tem que estudar para fazer a sua carreira. Se isso aqui é você, você, você, você, você, você. Como que ele vai se relacionar com uma outra pessoa? Aí, aí chega num casamento, como que esse casamento vai funcionar?
Eu eu recebi uma mensagem de uma de uma seguidora, ela falando, ela falou: "Olha, eh, não sei se era ela ou a irmã, eh, ah, não, acho que foi ela. O meu marido não dorme no mesmo quarto que eu, porque ele não consegue." Caraca, você me falou isso. >> Ele não consegue. Olha que bizarro. Porque a luz incomoda. Porque ele quer o ar frio e ela quer o ar quente. Porque >> Imagina, >> caraca, sinistro, né? Não é bizarro como se vive uma sexualidade assim, >> ou seja, ele tá completamente voltado para ele mesmo. E e aí isso é muito grave, porque como que você coloca uma vida no mundo assim? Isso que a gente a gente até conversei com você, né, que você no podcast que a gente fez lá na comunidade que a Vanessa tava falando e ela bate nessa tecla. Olha, quando você tá gestando uma criança, você tá gestando essa criança e a sua próxima geração. >> Na educação também você tá educando o seu filho e a próxima geração será educada como você educou seu filho. >> Posso fazer um parêntese sobre isso que você tá falando? Porque isso isso isso isso é muito importante. >> Eu falo muito quando é essa questão dos homens que vem para mim que a grande dificuldade é ah, não consegue engravidar, tá estrando abaixo, mas eles estão obesos. Aí eu falo: "Você precisa treinar? Não consigo treinar, não consigo comer bem". Ou seja, a questão das vontades, resumindo, >> claro, claro, vontade fraca, >> fraca, que vem desde essa base toda que você vem falando sobre isso, né? >> Mas essa questão de geração é importante por eh o que que você observa geralmente e o paciente, enfim, tô falando como paciente, mas esse casal que é um paciente, paciente já tá fora do peso com obesidade, aí você olha, o pai tá obeso, o avô também tá, aí não é genético, não, não é genética. Então, uma vez eu falei com um amigo meu sobre isso. Ele sempre falou: "Os pais são desordenados, dormem tarde, comiam mal, estavam obesos". Aí >> a próxima geração, >> a outra geração, aí os dois já eram assim, >> a filha, os filhos já estão assim. É, tem quear educa por memória educativa. É a terceira geração. >> A grande, a grande uma grande parte da educação que a gente dá os nossos filhos é por memória educativa. Como você foi educado. Por que que você acha que tem, por exemplo, memes e res na internet que é a mãe que todo mundo acha graça? Ah, minha mãe gritava, jogava chinelo, eh, tava sempre descabelada, não sei o quê. Porque uma memória educativa, ou seja, ninguém refletiu sobre educação. Eu olho e falo, cara, que triste, porque ninguém refletiu sobre educação. Não estavam educando seres humanos, estavam criando, estavam estavam fazendo sobreviver. Só que aí é claro, e aí o que eu falo que é uma coisa muito importante, o seu filho, ele vai ser alguém, lembra que eu falei da incubadora, ele tava agora sob a nossa tutela. Agora você precisa devolver ele pra sociedade. Então é a sua responsabilidade como a sociedade tá. E aí o pessoal fala: "Nossa, como ter filhos numa sociedade tão complicada?" Fala: "Você tem que colocar no mundo bons, boas pessoas, senão essa sociedade não vai mudar nunca. A gente precisa fazer isso, precisa falar pras pessoas, olha, memória educativa e n n ensinar todas essas coisas, porque senão não tem como mudar. Não tem como mudar. A gente não tá refletindo sobre o que a gente tá fazendo. A gente não tá formando verdadeiras pessoas. E aí, é claro, essas pessoas se relacionam com pessoas e vão formar uma família e e a coisa vai indo e sabe, vai ficando um negócio muito pobre e a gente fica numa sociedade muito complicada. Então, quando eu falo pras mães, olham, ai mas é que eu não tive tempo, ai, mas eu tenho muita coisa para fazer. Ai, mas eu sou muito cansada. Ai, mas é muito difícil. Entendi. Mas é que não é sobre você, é sobre seu filho, é sobre a sociedade, é sobre seu neto. >> Sim. Perfeito. >> Então, assim, é é exigente. Por isso que eu tava falando, é exigente, é uma coisa, mas é é uma responsabilidade que a gente tem fazer esse chamado. É simples. Quer dizer, o simples que existe um chamado ali. >> É isso. >> Tem que seguir, óbvio. E aí existe, não é o fácil de seguir isso, mas existe várias estrutura por estruturas por trás pra gente aprender. >> Então, mas quando as pessoas falam assim, ah, não, mas é porque a maternidade, a paternidade é uma vocação. fala, cara, de alguma maneira é uma vocação, porque se você casou, a sua vocação é essa, né? Agora, todos nós, todo ser humano é chamado a ser pai, ser mãe. >> Sim. Vai ser espiritual, >> mesmo se você casou, não. >> Sim. Ou seja, todo ser humano deveria ser formado para formar outros, porque nós somos uma sociedade. Então, a forma como eu ajo, ela impacta nos meus filhos, mas ela também impacta nas minhas amigas, ela impacta nos meus amigos, ela impacta em tudo. Então, assim, não é, foi mal, não deu. Eu preciso conseguir formar bem, porque e isso é, né, isso tem uma consequência na vida de um monte de gente. Não é assim, ah, não deu, é que eu tô aqui. Porque muita gente fala: "Ah, mas é o meu jeitinho". Cara, esse seu jeitinho pode atrapalhar bastante uma sociedade inteira. >> Sim, óbvio, >> né? >> Agora, falou em vocação, eu queria falar um pouco sobre isso, porque fal falam-se pouco sobre vocação, né? Então, >> vejo muita gente olhando Sam e Ítalo e querem ter filhos, filhos, filhos e o sonho das pessoas era terem filhos com vários filhos. >> Uhum. >> Mas e aí, >> qual é a vocação >> desse jovem? E que momento na verdade falar sobre vocação? Mas deixa te deixa eu fazer uma pergunta antes de entrar nesse ponto, porque na realidade a pergunta já vai ser conectada que é outra pergunta. Anota aí. Não, porque vai entrar aqui porque eu tenho certeza. Caramba, eu pensei nisso também. Eu pensei nisso também. >> Jogadores da copa >> a tô tô ferrada com as duas coléricas. Tá >> outra piada. Tá difícil hoje aqui. Coitado meu irmão. É que arrumar um sanguíneo aqui pras duas. Precis. O é bom também na nas piadinhas. É bom mel. >> Só que ele é assim, ó. Deu para avalia sua vez. >> Ai desculpa da Tijuca Isabel. Vocês vão se ver com a gente. >> Exatamente. Aqui o que que eu queria, por exemplo, você explicou toda essa parte. Eu acho que tecnicamente as pessoas estão entendendo e tão faz tá fazendo sentido. Mas ok. A gente chegou, explicou toda na parte pré-púber, chegou na parte, né, da puberdade, explicou. >> Ah, é porque eu não respondi no fim, né? Eu botei aqui, ó, uma bola, não, eu falei uma bola menino que é bem educado e menino não educado. Daí eu não falei, >> você falou do que quero chegar curiosidade, não vou, vamos que vamos. E aí, por exemplo, a gente conseguiu passar toda essa educação, essa essa essa formação, porém chegou ali o namoro, >> entende? Qual que é essa parte do namoro na adolescência? Porque que eu quis trazer o namoro da adolescência? Exatamente porque tem tudo a ver com a vocação, entendeu? Então, >> beleza, você explicou, ele entendeu essa parte. Nossos filhos, vamos, né? A gente tá falando até dos formados, a gente não falou dos não formados ali, a gente falou dos, beleza, a gente explicou, nanã, mas chegou na adolescência e >> Uhum. >> tem o namoro. >> Então essa é a grande questão, todo mundo quer saber, né? >> É isso. Pergunta de milhões. >> É, então o seguinte, primeiro importante a gente falar isso. A nossa vivência da sexualidade é uma vivência da sexualidade diferente dos nossos filhos que foram formados dessa forma, tá? Então é natural que eles cheguem, mesmo se eles chegarem a putz, eu acho que eu tô gostando de uma menina ou acho que eu tô gostando de um menino. A forma como eles vão se relacionar vai ser uma uma relacionamento diferente do nosso. Por quê? Porque a nossa vivência da sexualidade era muito voltada para coisas sensíveis, pro prazer. Então, o que que a gente estava pensando? A gente estava pensando em colocar para fora todos os nossos aquilo que a gente estava sentindo, né? Daí eu lembrei até o que que o que eu o que que eu ia falar, né? Quando os nossos filhos entram na puberdade, começa a questão biológica se desenvolver e eles estão se desenvolvendo a questão da interioridade, né? Então isso que eu isso que eu falava, eles estão crescendo para dentro. A gente tem que cuidar da questão do egoísmo para eles não ficarem super egoístas, olhando só para si. Então a gente tem que o tempo todo tá puxando-os para fora, né? Olha, você precisa cuidar dos outros. Lembra que você vai, você precisa formar, você que precisa cuidar, não. Isso é bom, né? Esse esse movimento eh de individualidade e sociabilidade é bastante importante que aconteça, tá? Mas se a gente permite o relacionamento, se eles desenvolvem o relacionamento com uma pessoa, quando essa essa essa questão biológica está muito aflorada e a maturidade emocional e e psicológica ainda não tá muito boa, é muito comum que a os relacionamentos desses adolescentes seja sejam relacionamentos fugazes e sejam e por isso existe a questão do ficar, ou seja, porque ele tá querendo encontrar quem ele é mesmo. quem quem ele é, o que que ele gosta. Então, ele usa as pessoas não por maldade, mas porque ele quer saber o que aquela pessoa tem a oferecer a ele, né? Então isso é algo que realmente acontece com os adolescentes, principalmente os adolescentes que não foram ensinados nisso tudo. Se você ensinou o seu filho todo esse tudo isso que a gente tá conversando até agora, é mais fácil que ele se transforme num adolescente que esteja mais atento aos outros, que esteja realmente preocupado com os outros, porque você educou ele para para ser assim. E aí, claro que imagina um menino que seja um menino estudioso, respeitoso, educado, >> que não faça bullying, eh, educado, que saiba falar, né, que saiba se importar com as pessoas. Muito fácil que as meninas se apaixonem, né? Muito a menina, a mesma coisa. Você é uma menina cuidadosa e eh estudiosa, né, que se se preocupa com as amigas, que tende a ser generosa, que você olha para ela, fala: "Você quer alguma coisa? Tá tudo bem, não sei o quê", né? Né? Óbvio que o menino fala: "Putz, caramba, que legal", né? Mas o que acontece? Eles chegam na adolescência e eles estão desenvolvendo essa interioridade. Antes deles se relacionarem com uma outra pessoa, eh, sexualmente, não sexualmente no sentido do acto sexual, mas sexualmente no sentido da complementariedade para formar uma família, ele precisa saber quem ele é primeiro. Isso que a gente conversava. Lembra, ó, quando chegar no casamento, eu preciso chegar uma pessoa madura para eu me relacionar com essa outra pessoa e a gente possa gerar uma vida e formar essa vida. Então, eu preciso ensinar aos meus filhos esse processo de relacionamento eh com as pessoas. E aí o que acontece? Há uma abertura na adolescência para o sexo oposto. Ou seja, até antes desse momento eles se relacionavam com os os pares, né? Ou seja, ele gostava de estar com o menino e tal e jogar bola e a menina gostava de estar com as meninas e tal. Agora na puberdade quase que liga uma chavinha, cara, existe o sexo oposto e ele não é odioso porque até então ele era uma coisa que elas não eles não queriam muito, né, saber. >> Por eles começam: "Nossa, existe uma pessoa que é uma pessoa diferente do meu amigo, que é diferente da minha amiga e que vê o mundo de uma forma diferente e que se relaciona com o mundo de uma forma diferente e que de alguma maneira tem uma complementaridade mesmo, né? aquela coisa, olha, é ossos dos meus ossos, carnos da minha carne. Fala, eu reconheço isso como alguém que eu quero seguir a vida, né? Então, e aí a gente entra na questão da vocação, porque o esperado para todo ser humano é que ele caminhe junto com alguém durante toda a vida, né? Então a gente, nós voltando, nós somos seres sociais, então o mais comum é que a gente precise de pessoas pra gente caminhar. E o adolescente ele gosta dessa companhia, né? O adolescente ele precisa ser acompanhado, ele precisa ser ouvido, ele precisa ser cuidado. Então é comum que ele eh eh esperado que ele se relacione com uma outra pessoa para meio que caminhar junto, né? Mas ele ainda também não sabe muito bem como é que como fazer isso. E ele e ele tem uma responsabilidade como a outra pessoa, uma responsabilidade em relação aos afetos. Ou seja, eh, sei lá, se ele, o meu, o meu filho se relaciona com o amigo, o amigo ele vai, vai pegar, vai abraçar, vai jogar pro lado, vai chutar e não sei o quê. O amigo vai achar nada, né? Imagina se ele faz a mesma coisa com uma menina, não vai dar certo, né? Então ele precisa saber como se relacionar com essa mulher. Ele precisa conseguir entender que as coisas que ele faz vão ter um impacto nela diferente do que o impacto que tem no amigo. E a menina, a mesma coisa. Olha, a forma como eu dou um abraço, a forma como eu olho, a forma como eu falo pode ter um impacto nesse menino diferente do que eu imagino. Então a gente tem que contar isso pros nossos adolescentes. Olha, cuidado a forma como você se veste, a como você se fala, o que tipo de intimidade vocês vão eh trocar, né? Porque você precisa ter responsabilidade, o que isso tem de impacto no outro? Então isso tudo precisa ser desenvolvido, que é o grande eh campo da amizade, né? Então as meninas se confundem muito a amizade com o namoro, porque as meninas são apaixonadas, né? As meninas querem, estão à busca do príncipe encantado, os meninos não tanto, né? Então os meninos eles são capazes de ser só amiga das meninas e não querer namorar com elas, né? Só que paraas meninas não. Então a gente tem que ensinar. Olha, cuidado a forma como você fala, como você se porta, não sei o quê, porque isso ela pode imaginar uma coisa e a menina também em relação aos meninos. Então a gente tem que ensinar os nossos filhos a se relacionar, né? Então imagina, eh, acho que nunca ninguém fez isso com a gente. Como que você aprende? Aí você aprende com a vida, né? E aí você namora pessoas que não tm nada a ver com você, pessoas que te fazem mal, pessoas que têm eh toda todo esse campo de eh como é que chama hoje em dia? Eh ah que afetivamente são são ruins, né? Como é que tem? Hoje em dia tem um termo, né? Eh, enfim, que afetivamente te fazem mal, pessoas que que não conseguem se relacionar bem com você e que porque às vezes a gente não foi ensinado, a gente não foi ensinado antes, né? Então, a gente precisa ajudar os nossos adolescentes a compreender essa realidade. Olha, você não precisa namorar. E daí a gente encontra o grande campo da vocação. Ou seja, na adolescência, lembra quando eu falei, quando chega lá com 18 anos, ele vai ter que decidir qual é mais ou menos a profissão que ele vai vai exercer, porque ele vai fazer vestibular, né? assim, digo, vai fazer alguma coisa, ou vai fazer vestibular ou vai trabalhar, então ele começa a pensar em alguma coisa na função dele nesse sentido. Só que a gente também tem que entender o que que a vida espera de nós. E aí existem vários caminhos pra gente pra gente tomar na vida. A gente pode casar, a gente pode ser cerário, um menino uma menina, um menino pode ser padre, né? É, enfim, a gente tem ser religioso, né? você tem algumas vocações possíveis. Então, se você tá educando seus filhos para essa generosidade, para essa grandeza de coração, né, para que eles sejam capazes de dar a vida por algo grande, é natural que eles precisem pensar o que Deus quer deles. E daí, como que eles vão pensar o que Deus quer deles se com 14 anos eles estão namorando? Porque teoricamente o namoro já é um passo para uma decisão. Nenhum menino vai eh já decide alguma coisa tão tão formal assim em relação a ser sacerdote ou ao celibato. Há um discernimento em relação ao matrimônio também deveria ter esse discernimento. Se pensar: "Puxa, o que que Deus espera de mim? Então eu não posso tomar nenhuma decisão. Calma, né? Tem muita coisa acontecendo na vista na vida desse adolescente. Tem muitas coisas aí que ele precisa compreender. Ele precisa desenvolver sua vida interior, descobrir quem ele é como pessoa para que ele consiga dar um passo para alguma coisa.
Então, se você já tá decidiu que você vai namorar, porque a primeira menina que você encontrou, você falou: "Nossa, que legal, caramba, que legal". Você namorou, você fala: "Cara, calma aí, rapidinho. Você não sabe nem se você deveria namorar com ela. Aí por isso aí termina e quer ficar com outra e fica não sei o quê, porque ele tá ainda conhecendo pessoas, né? Então a gente precisa ajudar os nossos adolescentes a compreender toda essa realidade, sabe? Assim como também acontece de, por exemplo, quando eles estão no início da puberdade, começar a pensar: "Ah, eu acho que eu sou bi, acho que eu sou homossexual, acho que calma, você não não tem que achar nada, calma, você não não é para você decidir nada agora, né? Os adolescentes eles não têm muita noção de que coisas que eles fazem hoje vai ter um impacto na vida deles para sempre. E a verdade é que na nossa adolescência a gente carrega na nossa vida lembranças da nossa adolescência e a gente fala: "Putz, eu não devia ter feito isso, né? Isso não foi legal", né? Então, sei lá, um adolescente, ele é capaz de pegar o carro rápido, ou seja, ele sabe na cabeça dele que ele não deveria fazer isso, porque ele sabe que ele pode que pode ter um acidente, ele pode matar uma pessoa e que não deveria fazer isso, mas mesmo assim ele faz, porque ele tem uma certa impulsividade, né? Então é próprio do adolescente ser impulsivo. Então se você já falar, vamos namorar, aí já começa um segundo passo, como que eu vou namorar? Qual é o limite disso? Calma aí. Entendeu? A chance dele ser impulsivo e de achar que de fato ele e ela que eles se gostam e que gostam para sempre e que vão casar. Porque isso é próprio da adolescência. É próprio da adolescência um um desejo de entrega de coração, porque isso é próprio da sexualidade. É próprio da sexualidade você querer doar-se completamente pro outro. E os adolescentes estão vivendo isso, só que eles não conseguem ainda ter maturidade para talvez essa não seja a pessoa. Talvez essa não seja pessoa. Você tá falando adolescente que tem aquela que acha que a mulher da vida dele ou homem da gente falou já é um adolescente melhorzinho. Aham. >> Exatamente. Exatamente. Mas você pensa, >> a gente falou da outra parte, a gente só falou dos bem formados. É, mas você pensa assim, mas eh você você entende todo o cenário que tipo, cara, como é que você vai decidir porque é muito comum você falar: "Não, não, eu tenho uma uma pessoa próxima que o filho falou: "Não, é que eu quero casar com ela e vou ficar pra vida inteira. Tem 14 anos". Entendi. Existem pessoas que namoram desde os 14 anos e casam. existe. >> Mas mesmo essas pessoas falam: "A gente viveu muita coisa que eu recebi muitos, muitos relatos assim que não precisava a gente ter vivido porque a gente era muito novo e a gente não foi orientado." É aquilo que eu falava antes, os adolescentes, eles parecem adultos, parecem ter a capacidade de decidir. Se eles conversarem, eles falam com você, eles sabem tudo, entende tudo, mas na hora do Vamos ver, >> eles não têm ainda. Eles são muito novos >> até pra vocação também. A gente pode falar isso na vocação também do cibato também não tem nada. >> Claro. Exatamente. Antigamente se assumia vocações muito novas. 14 anos, nossa senhora, 14 anos. Mas de fato a sociedade reclamava deles um outro tipo de postura. A nossa sociedade não é assim. eles ficam eh sob a nossa tutela eh sem
ter a postura de um adulto maduro por muito tempo. Então, é claro, a gente amadurece também na pressão.
>> Sim. Total mais fácil, independentemente tudo mais fácil.
>> Exatamente. Exatamente. Então, é claro, eh, hoje em dia a gente tá numa realidade que os nossos adolescentes não são reclamários nesse sentido, porque eles não precisam fazer trabalho braçal, né? Eles não precisam eh eh arrumar uma casa como uma mulher faria, né? A gente não vive essa realidade. A verdade é essa. Até a legislação nem permite.
>> E a questão que tá falando aqui não é financeira para as pessoas não confundirem. Isso, não é questão financeira. O que a gente tá falando antigamente as crianças iram pro campo trabalho paraa sala, andavam nem de ônibus, cuidava dos irmãos, pegavam ônibus e então para tudo que é lado. Hoje em dia, então tinham realmente um outro tipo de maturidade, né? Então, é claro, a mesma da mesma forma que a gente tá falando que o desenvolve a a ver coisas desenvolve o biológico mais cedo, né? A questão psicológica, ela pode ser acelerada dependendo do que você é hã exposto a ser. Por exemplo, meu filho mais velho, 16, certamente ele é muito mais maduro do que será o meu mais novo, porque ele é mais velho de oito. Então, a vida exige dele outro tipo de maturidade normal, né? Então, eh, é esperado que isso aconteça. Enfim, então, os adolescentes eles passam por esse por esse processo e a gente precisa ajudá-los nesse discernimento, né? Então, faz parte a gente ajudá-los a a ter calma nessas decisões, né? Calma. você tá achando uma menina bonita ou está achando um menino bonito, isso não significa que você tem que decidir que você vai namorar com essa pessoa, porque o namoro é algum, teoricamente é um compromisso ali com aquela pessoa, que você vai ficar um com o outro, que você passa a ter responsabilidade em relação ao outro e que teoricamente ele tá voltado para você conhecer essa pessoa, para você casar com ela. Mas você tem tudo isso na cabeça? Não, não, não é isso que o adolescente tá querendo, né? ele tá só eh querendo ali tá junto e tal. E aí muitas questões vão precisar ser conversadas se um namoro de fato se estabelece, né? Então porque daí é óbvio que é o o que eu dizia, a gente tá com um adolescente que embora possa ter tudo na cabeça, você do coelho, o biológico tá comendo solto, né? Então assim, não dá para você ter completa eh eh como é que eu vou dizer? Completa controle e mais do que controle, você confiar completamente de que a cabeça dele vai mandar nisso.
>> Sim.
>> Porque é é isso que a gente falava do carro, né? Então é isso. Putz, eu eu até sei que a coisa não é certa, mas eu vou lá e faço. Por quê? Porque eu ainda não tenho a virtude necessária. Eu ainda tô desenvolvendo e tal. E ele tem essa questão de doação completa, de querer fazer as coisas até o fim. E por que por quê? Porque ele quer ser um adulto. Então ele fala: "Não, eu consigo, eu eu consigo". Eh, né? Ele fica testando os limites. E aí, imagina isso no namoro. A questão é que esse esse testar os limites no namoro tem consequências muito sérias.
>> É uma exposição para eles. A realidade é esse, né? Uma exposição sem ferramenta ali, né? Exatamente. É um menino de 14, 15 anos, se uma criança nasce desse relacionamento, ele não tem menor condição de educar e e sustentar essa família.
>> É, e aí é todo uma questão realmente, né? E daí coisas vão, problemas novos vão surgindo e aí é anticoncepcional e aí é pelo dia seguinte e é aborto e não sei o quê. E aí você começa a entrar em questões que não precisavam ser entradas, né? Exatamente.
>> Aí é o da questão que eu te quis te trazer aqui exatamente para isso.
>> Pois é, são questões que assim não precisava est acontecendo isso. Isso que a gente começou o podcast falando. Olha, eu tenho meninos que eu recebo que estão com problemas com pornografia por conta da questão de viver a sexualidade como a questão do prazer. a gente tem a Sociedade Brasileira de Pediatria falando sobre masturbação no livro da Sociedade Brasileira de Pediatria, como se esse autoconhecimento fizesse parte do processo, né? Eh, e daí a coisa vai ficando muito complicada, porque a masturbação tá ligada à pornografia, que tá ligada a o prazer próprio. É aquela questão que a gente falava da daquilo que é um meio virar uma finalidade em si,
>> que é o que acontece com a masturbação. É uma finalidade. A minha finalidade é o meu prazer. E aí, se a pessoa que eu me relaciono não me dá prazer com a masturbação, não me dá prazer na hora que eu quero, como acontece com a masturbação, esse relacionamento fica complicado, porque a sexualidade é o relacionamento com outra pessoa que tem os seus gostos, seus desejos, seus momentos. Eh, então é é todo um um desenvolvimento virtuoso dessa questão.
>> Muito difícil pegar um casal. É, é muito triste vou falar assim que no consultório que tem uma vida sexual saudável.
>> É muito difícil. Eu juro para você. E atenção, eu atendo muita gente católica, evangélico e assim e outra questão, a gente fala um pouco sobre a castidade que as pessoas confundem.
>> Eu tendo muitos jovens que viveram a castidade, né? Só que de 10, 15 anos, a castidade achando que é só a relação sexual.
>> Uhum. Uhum.
>> Afundado na por pornografia.
>> Exatamente. É isso mesmo.
>> Casa não consegue. Ou seja, eu tenho casais que querem engravidar e não, o homem não consegue ejacular.
>> Consegue. Aham. Claro.
>> Só na masturbação.
>> É, é isso aí.
>> Isso é uma enchurrada e ninguém fala. E ninguém fala.
>> É claro. Mas imagina a Sociedade Brasileira de Pediatria manda. Isso é prescrito,
>> é tipo, é isso. E aí o pior, achar que uma criança de que tá naquela fase de latência tá se masturbando. Lembra que eu falei? Ela não tá com essa visão, ela não tá. Isso é uma coisa, sabe? Mas a quantidade de vezes que eu recebo mensagens sobre isso, eu falo, não tem como isso tá certo, alguma coisa não está bem de crianças muito pequenas e procurando desejo e prazer. Falam, cara, o óscio, a televisão, o a a dificuldade de controle inibitório, né? E essa questão da dopamina, eh, ansiedade, TDAH, tudo isso é é um prato cheio, realmente.
>> Sim. Eu acho que assim, nós como médicos aí, trazendo aqui pro podcast, que nós temos muito médico seguindo é uma obrigação nossa. Isso tem me aguniado muito, vou fazer até propaganda da FMA, né? Mas é verdade, eu dei lá uma aula de disfunção sexual que eu fiquei 5 horas falando
>> nossa,
>> pros pros psiquiatras sobre todas as disfunções sexuais da parte masculina, disfunção erétil, ejaculação precoce, ejaculação tardia, homem que não consegue ejacular, diminuição do libido, tudo isso em relação à pornografia. Foram cinco aulas. Não, não falei, não precisa, você não precisa falar sobre religião sobre isso. Então, eu só falei de parte de fisiologia.
>> Uhum.
>> Agora isso me incomoda como os médicos vão pro outro lado e a gente tem uma oportunidade de de ajudar essa não só o casal, mas essa família
>> porque é uma enchurrada. do ponto de vista feminino também, que é o que a gente fala em relação ao anticoncepcional, quando essa mãe já chega com esse olhar que o anticoncepcional também muitas vezes entra igual aquela parte ah da tela, é o mais fácil ali naquele momento para aquela mãe, a a principal é uma gravidez, mas ela foi educada assim, então como que foi a educação sexual dela? Eu preciso cuidar para não ficar grávida, para não ter DST, né? e pra eh não ficar grávida, não ter DST, né, especialmente.
>> Então ela ela fala: "Eu tenho que fazer a mesma coisa com a minha filha. Eu não posso que a minha filha tenha eh uma gravidez na adolescência". Só que toda tudo isso assim o que a questão é que eu acho que o anticoncepcional tem muitas coisas que a gente pode falar, mas uma das coisas que mais me pega é que eu acho que você se relacionar com uma pessoa, você usando anticlpcional, você não tá deixando que o homem tenha responsabilidade sobre o que ele tá fazendo com você.
>> Você concorda? Você fala assim: "Poxa vida,
>> e eu tô me relacionando com moleque porque eu tô com medo de engravidar. Eu tô me relacionando com uma pessoa que não é capaz de assumir se alguma coisa acontecer. Por quê? Porque ele não tá nem aí. Porque para ele é só o prazer, assim como para ela também é só o prazer. Então daí quando vem essa criança, eles ficam sem chão, eles ficam sem saber o que fazer, né? Porque eles não se relacionaram para isso. E daí essa criança tá nascendo num lar de duas pessoas que não estavam preparadas para pr para recebê-la, né? e para tudo isso. E aí, especialmente você tá lidando com um cara que, cara, é um moleque, assim, ele tá tendo relação e sem nenhum tipo de responsabilidade. A responsabilidade é dela, os malefícios são dela, aumento de trombose é dela, aumento de câncer dela, tudo é dela, dela, dela, dela, dela.
>> Aumento de chance de aborto é dela, porque ali também quem vai passar por isso, pelo procedimento, é ela. E na realidade, muitas vezes, na adolescência vai ser o que vai ser eh oferecido, entendeu? É isso mesmo. É isso mesmo. É isso mesmo. Então é bem, eu acho bastante complicado. Mas agora aí você fala: "Ah, então você não vai usar anticoncepcional, então então você deveria conseguir formar toda essas essas esses adolescentes, esses seres humanos para conseguir viver saudavelmente a sua sexualidade." Mas aí a gente entra num campo. É assim, complicado no sentido de que
>> é exigente. Exatamente.
>> Por isso, por porque o que está em jogo é uma pessoa que pode nascer desse relacionamento. E quantas mulheres que a gente tem que são mães solteiras,
>> né, que estão vivendo essa situação de pais que abandonam, de homens que não assumem. Por isso a gente tá se relacionando de com a sexualidade de forma irresponsável. Não. E olha só que que o relacionamento com essa criança vai ser responsável.
>> Vai.
>> E olha só que loucura, pensando pela parte da saúde da mulher especificamente, né? Essa mulher ela vai usar o anticoncepcional. O anticoncepcional traz inúmeros riscos da saúde para ela. Olha onde vai chegar no final, né? Então muitas vezes vai mais carar muitas doenças que ela não sabe que ela tem.
>> Sim.
>> Né? Apesar de ter inúmeros efeitos colaterais, como você mesmo falou, né? deficiência de monte de micronutrientes, ansiedade, alteração de humor, traz, né, tudo que tá alterado, que tem realmente os malefícios da da do medicamento, que muitas vezes é usado ali como um salvador da pátria para inúmeros sinais e sintomas que aquela menina já tem, desde com cólicas, enxaquecas, né, enfim, acnes e que já um organismo mostrando e aí já entra para tratar algo que não tá tratando, mas tá tudo bem, tranquil tranquilo, porque mal ou bem também já tá namorando. E aí essa menina ela usa o anticoncepcional a vida inteira,
>> mascarando inúmeras doenças que quando de fato talvez elas atinja uma maturidade, tenha um casamento e se prepare realmente para ter os filhos, ela muitas vezes não vai conseguir porque aí descobriu uma doença que ficou lá 20, 25 anos não tratados. Ou seja, olha como a gente só fala da vida o tempo inteiro, do início ao final. E a consequência na vida é o tempo inteiro do início, meio e fim daquilo ali.
>> Sim, sim. Com certeza. É, não é uma coisa bem, é super delicado mesmo, né? Mas eu imagino vocês pegando pessoal no anticoncepcional ou isso na pornografia, masturbação, quando pega no consultório, como que você faz para você dar toda essa explicação e ajudar a pessoa? Porque é uma realmente uma mudança de de mentalidade, né? Sim.
>> Mas ao mesmo tempo, vamos lá, como bom sanguíneo, eh, eu gosto de ver o lado bom das coisas. Por que que eu tô te falando? As pessoas também tm seres da verdade, as pessoas escutam. Então, eu tô aqui, quando você contou aquela história lá, começou a falar sobre a questão das vontades, né, do da questão sexual, como a diferença do animal e nós seres humanos. Eu tive um caso de um paciente que já era do consultório, enfim, e ele veio contando a história sobre não era fazer preventivo de pró normal. Eu perguntei sobre, sempre pergunto vida sexual, enfim, era um paciente que devia ter uns 50 anos e ele falou: "Não, minha vida sexual tá péssima porque eu não tava tendo relação com a mulher dele". Fala: "Me conta aí, até achou estranho, né? Me conta, me conta aí". Vai. Aí conversando.
>> É porque ele fala isso com quem, né?
>> Exatamente. Não. E e acaba que consulta de urologia esse papo não entra assim não. Ent tom toma remedinho e vai, né? Então, mas isso que eu quero dizer que não tem ninguém que escuta, não tem ninguém que escuta. E aí me conta,
>> a não ser que no final que dê tudo errado, aí às vezes vai para um terapeuta de casal e daí todo você já tá com um problemão, né? Você imagina se tiver alguém que escutasse, chega lá,
>> chegasse antes, né?
>> E aí ele não, não, enfim, não tô tendo porque minha mulher não tá tendo relação comigo. Ah, mas que que houve então? Porque ela ela fez uma cirurgia e aí eu fiquei, sei lá, duas semanas sem poder ter relação sexual.
>> Uhum.
>> Aí eu fui no prostíbulo, ela descobriu, ela f ela ficou brava comigo e agora ela não quer ter relação comigo durante um mês. Falei: "Tá certo". Então, então a tu a sua mulher teve uma eh foi eh passou por uma cirurgia, você não aguentou duas semaninhas por ter relação e foi num prostíbulo, você acha que tá certo? É.
>> Eu falei: "Cara, você julgou um cachorro." Eu falei assim,
>> claro.
>> Ele olhou assim para mim, eu falei: "Esse cara não volta mais, né? Cara, ele levantou, ele me abraçou, pediu, apertou minha mão, falou: "Cara, obrigado porque você falou".
>> É, é isso aí.
>> Foi só isso. Eu falei: "Cara, você, qual sua diferença de um animal?"
>> Chegou em casa e pediu desculpa. Com certeza.
>> Mas assim, eu não fui, eu não fui arrogante com ele, sabe? Assim, eu soube usar o tema no momento, falei: "Olha, qual a sua diferença de um animal,
>> né? Porque o cachorro faz isso. Claro,
>> você não aguentou duas semanas e aí você acha que a tua mul a sua mulher está errada porque você foi para um prostíbulo."
>> Isso é isso aí.
>> E é isso.
>> Ou seja, mas é essa, essa pessoa que desde quando tá lá na puberdade é masturbação, né? pornografia e é ele e é ele é o prazer e aí tal. A mulher tem que me servir e nã nã na hora que der ruim é isso. Quantas e quantas pessoas a gente não sabe que a mulher engravida e no puerpéreo
>> sim
>> o cara vai lá e trai porque quando ela tá mais sensível que ela tá com o corpo dela fora ainda voltando e não tem não tem libido não sei o quê, o cara vai lá e faz alguma coisa que não deveria, né? Mas é porque isso deveria ter sido educado. Ele deveria ter entender o valor disso tudo. Ou seja, ele não dá valor pra esposa dele. Ele não entende o valor que tem aquilo tudo, sabe?
>> Sim.
>> Puxa, quanto a gente não deveria ensinar isso pros nossos jovens, entende?
>> E quanto mais cedo, melhor. Eu acho que essa é a mensagem, né? Porque a gente começa ali na tela com dois, tr anos comendo besteirinha, fazendo festa megalomaníac, tudo muito, muito, muito, muito. E aí vai mexendo ali na questão da, das vontades das crianças, que depois para você lutar é muito difícil, né? CL não educar os próprios adultos, né? Porque foi o que a gente falou, a gente não teve essa formação. E trazer essa informação é o mundo já está desse jeito bagunçado. Quem quer fazer diferente tem que entender. O Diogo fala e é real assim, a gente entende, as pessoas elas têm sede da verdade. Será que existe alguma maneira diferente de fazer? Sabe? Então essa formação tem que ser até pra gente ver. Eu vejo assim adolescentes que me seguem, por exemplo, né? É porque tem redes sociais e me seguem e falam: "Caramba, mudou a forma como eu vejo, mudou a forma como eu vejo a maternidade, mudou como a forma como eu vejo quem eu estou procurando para casar", né? Porque isso tudo é bastante importante, mas os adolescentes eles ficam sem o norte. Isso que você falou: "Ah, não tenho e esse esse paciente não tem um outro homem para que ele possa conversar, porque qualquer outro homem vai falar: "Ah, mulher muito fresca, não sei o qu, você tá certo mesmo? Tá tudo bem". Nem tradução, traição. Isso é nem traição. Imagina, homem é assim mesmo, homem não sei o quê. Fala, cara. Não,
>> o homem não pode ficar sem sexo. A realidade é essa. Isso que foi. Homem pode ficar sem ejacular, vamos dizer assim.
>> Exatamente. É, às vezes até falando coisas de que se ficar sem ejacular vai aumentar chance de câncer de pró assim, umas coisas tão loucas que você fala: "Cara, da onde esse povo tá tirando isso, né?" Eh, e às vezes isso, os próprios profissionais de saúde dando essas orientadas, né? A gente realmente fala isso, parece ter, mas quando você dá todo esse panorama, você consegue compreender que lá na frente isso vai fazer uma diferença para que existam relacionamentos minimamente saudáveis.
>> Sim.
>> Minimamente saudáveis. Poxa, uma mulher que consiga respeitar o seu marido, seu marido que possa respeitar a sua esposa, né? Mas isso, essa é a questão, isso dá trabalho. É, é como a gente fala lá com a criança pequenininha, deixar fora da tela dá trabalho. Educar os nossos filhos para que eles consigam conversar com a gente, dá trabalho. Você tá sempre disponível. Você não colocar o seu trabalho profissional em primeiro lugar, porque é importante. Não tô dizendo que não é importante, é importante. A gente trabalha, a gente faz as coisas. No entanto, a gente não pode achar que se eu não estiver, que dá tudo bem, que alguém vai falar, que ele vai aprender na escola. A educação sexual que se dá na escola é uma educação sexual que não é uma educação sexual.
>> Uma educação sexualmente biologia. Totalmente. É. Não. E assim é é de uma forma eh
>> mecânica,
>> não, eu tô falando ainda dos melhores assim, né? É, se for mecânica dessa forma, né, assim, mas de uma forma e eh chula, feia. Lembro uma vez no colégio essa essa fase de de puberdade que dá espinha. Eu lembro de uma coordenadora falar, a gente devia ter 14 anos, 12 anos menino que tava cheio de espinha, tal, ah, tá muito tempo no banheiro.
>> É isso mesmo. É isso.
>> Na faculdade de medicina, medicina de família, eu lembro a a professora medicina de família botando a camiseta com a boca, com pênis com a boca. Você v entrar num posto de saúde, negócio assim surreal. É surreal.
>> Agora imagina esses adolescentes, o que eu falava, os adolescentes eles não estão formados, eles precisam de um acompanhamento adulto, eles precisam de orientação, eles querem fazer as coisas sozinhos, mas eles ainda não têm essa capacidade, eles precisam de ajuda. E aí vem adultos ensinando esse tipo de coisa dessa forma, de uma forma tão descuidada, ceguinho do cego, né? Exatamente. De uma forma, é, não assim, se tivesse,
>> quando não estimula mais ainda,
>> é isso, ensinando vício, ensinando coisas ruins, né? E às vezes as pessoas não conseguem imaginar por que o casamento delas vai mal.
>> Sim.
>> Por que que Por que isso? Você casou com uma pessoa que você não deveria ter casado porque nem você e nem ele estavam preparados para esse casamento, porque foram muito mal educados nesse sentido. É muito, realmente muito complicado, né? Mas assim, conseguir falar pros adolescentes, né? Claro, você falar tudo isso para um adolescente mais sensível no no sentido da sensibilidade estar muito aflorada, claro que vai ser muito mais difícil. Ele vai falar: "Putz, como que eu vou viver isso?" Imagina se já pegar um adolescente que já vive pornografia, que já fica no próprio quarto, que já fica o tempo todo no videogame, o tempo todo nas telas, você conseguir fazer essa manobra. Agora, uma coisa é verdade, quando qualquer pessoa que se sinta olhada e amada e que veja a verdade é capaz de mudar.
>> Então isso que eu ia te falar, porque assim, por exemplo, tem muita gente, obviamente tá ouvindo a gente que já passou da fase da infância, já dá até da adolescência, já tá ali, sei lá, no finalzinho ali da adolescência ou até mesmo na adolescência, mas não teve esse olhar.
>> Sim, sim. E ele falou assim: "Caraca, beleza, eu entendi que se eu tivesse pensado nisso lá quando meu filho nasceu, seria muito bom, mas eu já passei dessa fase,
>> o que que eu faço agora?"
>> Então, mas é necessário ter um e assim para essa pessoa é necessário ter um detox mesmo. Detox, ou seja, você tem que ser isso que o Diogo fala, olha, você vai ter que começar a comer direito, vai ter que começar a fazer atividade física, sair da sua da sua das telas,
>> assim, não dá, não dá para ficar nas telas. E aí a gente entra num campo, num vasto campo em relação ao uso de de telas pelos adolescentes. Por qu que que os pais fazem? Ah, beleza, não dei telas até agora, mas agora meu filho tá precisando sair, eu vou precisar dar telas. Aí que ele fala: "Olha, meu filho, toma aqui o celular". Fim. Não, calma rapidinho. Como assim toma aqui o celular? O celular é um mundo que vai se abrir diante dele, que vai exigir dele bastante. A gente tem dificuldade de lidar com o celular. Então você tem dificuldade de saber a hora que usa, não ficar demais no celular para não deixar de fazer a sua leitura, não deixar de fazer as suas orações, não deixar de falar com as pessoas, não deixar eh não ficar eh super estimulado naquilo ali, fazendo com que o seu nível de dopamina esteja alto demais. Cuidar para horário, você para não ficar com o celular até tarde, deixar o celular amostra, você não deve ter nada para esconder, ensinar aos seus adolescentes a forma como você fala no WhatsApp. Olha, no WhatsApp às vezes a gente acaba falando coisa que a gente não fala presencialmente porque tu não tem coragem, mas no WhatsApp você tem. Então, às vezes você fica zoando as pessoas no WhatsApp, cuidado com as figurinhas que estão no WhatsApp, né? Porque assim, você não deixa de não esquece que é uma pessoa para poder usar o WhatsApp, não esquece que é uma pessoa para usar as redes sociais. E a gente vê as pessoas nas redes sociais fazendo isso.
>> E nosso cérebro não foi preparado para ter aquelas imagens o tempo
>> do WhatsApp. É simples isso, gente. Isso é muito novo.
>> Não foi preparado para isso.
>> Exatamente. Então assim, a gente precisa aprender como ensinar os nossos filhos a usar o celular. Então isso tem que, olha, não pode celular depois das 8 horas da noite, não pode, vai ficar no máximo uma hora no celular. Você não precisa mais do que isso para mandar uma mensagem pr os amigos.
>> Qual a finalidade do celular para começar, né?
>> Se você tá querendo se comunicar com seus amigos, você não precisa mais do que isso. Olha, você não vai ter rede social. Por quê? Porque você está muito exposto a que as pessoas vejam as suas coisas. Então você pode acabar postando coisas só para que os outros vejam, ficar exigindo das pessoas que elas fiquem validando aquilo que você fala, o que você posta, a sua roupa. Isso pode realmente te fazer mal. Se esses adolescentes são afetivamente carentes, pior ainda, né? Então, quando você, se, quando chegar na hora de você usar rede social, você não pode falar qualquer coisa. Você tem que entender que outro lado tem uma pessoa que tá ouvindo aquilo que vocês que tá lendo aquilo que você tá escrevendo, que você pode magoar essa pessoa, que você pode fazer mal essa pessoa, você olhar pessoas que estão postando fotos sem roupa, isso pode te fazer mal. Você está olhando essas pessoas e essas pessoas estão sendo um objeto para você. Então você precisa ensinar os seus filhos a usar o celular. Não é só toma aqui, beijo, tchau, né? Isso assim é é conversa e conversa e mais e não só conversa, mas ação. Olha o celular 8 horas da noite aqui na minha mão, né? Ai, mas meu filho fica até meia-noite no celular. É que essa conversa tinha que ter acontecido antes, né? E e e uma coisa que eu falo
>> e a pornografia vai chegar,
>> ela vai chegar,
>> vai chegar, ela vai chegar,
>> tem que te dar virtude, porque uma hora ela vai chegar, independente disso.
>> Por isso, mais um motivo, por lembra que eu falei que
>> para meninos é meninas,
>> então, lembra que eu falei que na idade de latência que eles não estão ainda pensando nessas coisas e que essa não é eh não é
>> uma pergunta comum ali, né, sexo? Mas se eles tiverem acesso à pornografia, eles não têm maturidade para lidar com isso, porque um adolescente você ainda consegue falar melhor. Uma criança de 8, 7, 8 anos, ele não tem maturidade para lidar com isso. Então é muito mais difícil. Então por isso segura. Se você der o celular, ele vai ter acesso à pornografia. Ele vai ter acesso e o ponto que eu tô falando também é questão de de dar virtudes para esses essas crianças, esses jovens, porque em algum momento que vai chegar na faculdade, isso vai chegar na mão dele, alguém vai mostrar aquilo ali, entende? Ah, cara, não vou ver. Exatamente. É isso aí. E aí a entra uma coisa muito importante, Diogo, que é o bom exemplo dos pais. Assim, eu tô falando porque eu tenho meninos, né? Mas para meninas também, né? Então isso você falar: "Olha, o seu pai quando tem uma conversa ruim, ele manda ou manda todo mundo calar a boca ou sai de perto." Você tem essas duas opções. Isso precisa ser falado com o menino para ele saber como ele age. Ah, os meus amigos começaram a falar, né? Então, outro dia aconteceu com um dos meninos, olha, olha meu filho, cala a boca, não para de falar a besteira, né? Mãe, posso falar palavrão? Olha, nesse nesse caso aí podia, né?
>> Porque imagina um menino na adolescência mandar todo mundo calar a boca porque fala, cara, ele teve ombridade de falar isso não,
>> pô,
>> você educar uma criança para isso, que maravilha,
>> maravilha. E outra coisa, provavelmente um pai não ia falar isso para essas crianças. Então acho que esse é o ápice do momento da desse jovário, né? Muito jovem de sair de si também, né? A importância também, óbvio, que de não eh ficar nesse papo que, enfim, não vale a pena, mas também de já começar a se doar para outras pessoas, para outros amigos, né? A finalidade da amizade ali. Examente.
>> Que isso é muito importante, que como você falou, né? A na adolescência também é muito importante os pares e os grupos. Claro, exatamente. Então, imagina ele,
>> você ter outros amigos também que pensem como você,
>> pensem como você, mas ajuda bastante. Mas imagina você também ter uma educação, você tem que ter muita ali, é, imagina você se portar
>> é
>> e e com algo que tá errado. E e é aquilo, é porque a gente precisa formar os nossos filhos para que eles arrastem as pessoas, não para que eles sejam arrastados que confunde. Exatamente. Então é, e é, é, eu acho engraçado esse papo de bolha, porque o mundo ele vive assim, imagina, é a bolha dos católicos, a bolha dos muçulmanos, é a bolha dos judeus, é a bolha das pessoas que são a favor de excepcional, é, é assim mesmo. Então, não é porque eu sou pares,
>> não é porque eu sou estou falando assim, exatamente, não é porque eu tô falando assim de sexualidade porque eu vivo numa bolha,
>> não, calma aí. Eu vivo com um monte de gente e ajudo um monte de gente a conseguir compreender tudo isso e que mais pessoas possam viver assim. E aí a gente tem que ensinar aos nossos filhos que eles também podem fazer isso e que eles têm esse papel no mundo. Agora, você precisa formar muito e aí essa formação da afetividade tá muito perto, ajudar. E é isso, quando a gente ajuda os nossos amigos, você vai criando um ambiente de outras crianças e adolescentes que estão sendo formados nesse sentido e que podem ser amigos e que estão juntos nessa, né? Então não é tipo: "Ah, não tem jeito, puxa, tá todo mundo mesmo no celular, tá todo mundo mesmo na pornografia". Falou: "Cara, tá todo mundo comendo veneno, tu vai comer também?"
>> Pois é, mas aí você tem que conseguir, sabe?
>> Sim.
>> Mas essa aí minha parte colérica, meu filho, já começa a ficar assim um pouco nervosa aqui. Mas o o e mas essa questão eu falo muito com acho que toda semana tá falando isso. As pessoas eh me dá uma uma pena das pessoas que não conseguem enxergar esse movimento que que vem desses jovens que estão vindo forte, dessa desse papo que a gente tá falando, que existe, isso é muito bonito. E me dá uma pena das pessoas que estão fora, não é que não estão enxergando isso, porque não vem a luz no fim do túnel. É,
>> eu vejo uma luz absurda. Para mim, o túnel tá enorme com uma luz enorme ali que eu tô vendo a formação desses jovens.
>> Sim,
>> totalmente diferenciado.
>> É,
>> mas eu enxergo um pessoal querendo muito jovendo. Tem muitos jovens vivendo bem isso. Nossa,
>> tem muitos jovens vivendo bem isso. Isso que eu falava. Às vezes os jovens não vem, não recebem nem isso de família, mas às vezes estão nas redes sociais
>> e aí encontram pessoas, às vezes adultos,
>> né? E é isso que eu dizia. O jovem ele mira num adulto que ele fala: "Eu quero ser igual a esse cara, eu quero ser igual essa mulher". E aí ele começa a se esforçar. E aí é isso que eu dizia, ele vai confrontar aquilo que ele aprendeu com aquilo que ele vê como valor. Mas como a verdade arrasta, né? Porque se você olha tudo isso e fala: "Cara, isso tudo tem toda uma coerência, tem toda uma beleza nisso tudo". você fala: "Cara, e viver isso é muito satisfatório, não é uma coisa irreal, é muito satisfatório os adolescentes, eles chegam lá, os adolescentes são capazes, os adolescentes são capazes de ajudar os amigos, né? São capazes de falar: "Puxa, não vai por esse caminho, né? Sabe, isso é possível". Então não não não faz isso. Ah, não, mas já que não tem jeito, vamos nessa mes cara não se isso é chamado muito maior.
>> Exatamente. Agora que dá um trabalhão, dá um trabalhão. É isso. É o tempo todo você junto e tal. E isso não, e assim, isso é importante a gente deixar isso claro. Viver a sexualidade assim não é tolir os nossos adolescentes, não é? Essa vivência da sexualidade não é uma vivência negativa, é uma vivência positiva,
>> sem castração.
>> Não é exatamente a vivência da castidade do tipo, olha, você não pode transar antes do casamento, isso é uma coisa ruim, porque você não tá explicando nada. Imagina, você educou o seu filho totalmente sensual a vida inteira, toda a infância e tal, e aí chega na adolescência e fala: "Olha, você não pode ter relação antes do casamento, né?" Ou então não, você não pode sair por causa disso, você não pode fazer isso, não sei quê. Não, não é assim que se educa adolescente, de forma alguma. De forma alguma. Não é proibindo coisas, mas você precisa conversar, mostrar, mostrar uma via. Olha, você pode ir por aqui. Existem pessoas que fazem diferentes e aí através da literatura, através de amigos, através de bons ambientes, isso tudo é possível. Agora, realmente dá um trabalho do cão, né, de você desenvolver boas amizades, estudar, ter respostas, né? Porque não basta dizer dizer você dizer que não pode, que é o que muitas vezes acontecia antigamente,
>> né, em relação à educação religiosa. Ó, não pode com a cidade n na n. Mas cara, calma aí. Tem um um uma coisa, muita coisa que você pode conversar, mostrar a beleza de disso tudo, chamar esses adolescentes para responsabilidade. A adolescência é uma fase da vida que eles querem ser responsáveis. Eles estão desejos por isso. Então, coloca a responsabilidade. Isso que eu falava antes. Olha, chegou na adolescência, a sua responsabilidade, o bom ambiente familiar. E acontece o contrário normalmente nas famílias. Ah, porque meu adolescente bate porta, porque meu adolescente xinga, porque meu adolescente não sei o quê e bota tudo na conta dos hormônios.
>> Você pode me dizer aqui, testosterona significa que você vai ser uma pessoa mal educada?
>> Não,
>> não.
>> Exatamente. Nem test dizer que o cara que o cara vai ser abusivo ou não. Na verdade ele saber controlar.
>> Concorda. É óbvio. Exatamente.
>> Como tem um monte de gente falando besteira com Morco.
>> Exatamente. Não tem nada a ver uma coisa com a outra. Nada. Ah, não, mas começou a adolescência. Nossa, eu vejo muitas muitos posts e e real sobre isso na internet. Ai, de repente eu tenho uma pessoa na minha casa, o meu adolescente, que ele não fala mais comigo, ele grita, ele xinga, ele tá, ele, ele tá totalmente sozinho. Cara, a adolescência ela é um retrato daquilo que você colhe, aquilo que você plantou, você plantou.
>> Po, as pessoas já vem também, eu acho que as famílias já vem falando, vai chegar a pior fase, cara. É aquela coisa, chegar pior, sabe? Uma coisa que eu lembro também é igual o trabalho. Quando eu era criança, eu eu olhava, eu lembro até hoje, impressionante, os adultos amanhã é segunda-feira.
>> Isso aí trabal de trabalhar, amanhã segundafa, não trabalhar. Entendeu? Então é a mesma coisa.
>> O pessoal que vive a vida inteira querendo ganhar na mega cena.
>> Exatamente. Mega cena. Me cena fica querendo sair daqu dia de branco, né? A segunda-feira, [ __ ] Até hoje fiquei marcada. Que loucura isso, né? Mas é a mesma coisa. chega a idade ali da vai chegar a pior fase. Todo mundo fala vai chegar a pior fase quando chegar na adolescência. A fase mais maneira que eu tive, porque eu tive uma educação muito boa assim com meus pais
>> e hoje eu tenho um contato ali, ah, com os meninos, com os amigos dos seus filhos. É um prazer conversarão, gente, surreais são maravilhosos, cara. A gente conversou sobre medicina e aí o outro falando sobre mercado financeiro. Sim, exatamente. Você olha, é legal porque a gente como adulto é legal que você vai analisando ali. Exato. Parece que são adultos mesmo, mas tem aquela aquela inocente ali no fundo, sabe? Você não tem que ter muito cuidado
>> cara. É tão gostoso porque você conversa como homem ali, mas ao mesmo tempo tem que ter um cuidado para falar. Um cuidado para falar. Então assim,
>> porque ele tá te olhando, ele tá vendo como você como você se veste. Alguém já falou outra vez, alguém lá falou: "Ah, não,
>> Diogo, só anda de blazer, não sei que." Caramba, que legal isso, né?
>> Sim. Não, mas então imagina o Ítalo anda de blaze, tá sempre arrumado. Se ele, se eu, se a gente tem pares que andam dessa forma e tal, a gente falar pros meninos: "Olha, vocês precisam se vestir para ir na missa, para isso não soua uma coisa estranha." Ele fala: "Cara, as pessoas se vestem assim, né? As pessoas estão assim". Então isso é muito benéfico pros adolescentes conseguirem olhar para fora e verem uma realidade que é uma realidade boa, né, que eles podem imitar e eles passam a querer fazer aquilo. E não é só porque o meu pai mandou, porque minha mãe mandou, não é? É isso, é ensinar, querer, querer, né? Tá? Tipo,
>> a importância do ambiente, né? A Luía, a Vanessa vai falando das roupas pra Luía. Eu uso assim, a Samia usa assim, a Paula usa assim. E é legal assim, imagina esse ambiente de de ter pessoas foras também da nossa família como exemplo também, né?
>> Exatamente. Exatamente. É, é realmente bastante importante.
>> Pego logo a princesa da Inglaterra. Olha a princesa da Inglaterra. Olha minha filha como ela se veste. Olha quão maravilhosa ela é.
>> É isso mesmo.
>> Mas não se veste melhor que você, meu amor.
>> Não, mas isso realmente faz muita diferença. Eu falo, quando os nossos filhos são pequenos, a gente consegue tirar eles de um lugar, botar para outro, né? a gente vai manda neles assim, né? Quando eles viram adolescentes, a sua autoridade passa a ser uma autoridade moral. O que eles vão procurar em você é coerência.
>> Total
>> o que você fala
>> e o que você faz,
>> o que você faz, né? Então o que eles vão tá procurando o tempo todo. Então quando eles entram na adolescência,
>> cara, é a hora que você tudo eles te pegam, né? pegam em tudo, não por maldade, mas porque eles estão aprendendo e vendo ali.
>> Exatamente. Então não adianta você falar: "Olha, não, porque você tem que ir a missa, você tem que amar a missa. Se você não liga pra missa, se você não tá nem aí, se você não coloca suas intenções na missa, é falar: "Ah, tá bom, né?" Agora, se eles vem claramente que a missa é um valor, que você acorda cedo para ir na missa, que você tá prestando atenção na missa, que você cuida a forma como você se veste na missa, eles vêm e falam: "Cara, não é só da boca para fora, porque adolescente tem horror a isso. Horror, a tipo, você fala uma coisa e e aquilo não tem uma coerência e tá assim de pai que fala coisa e não tem coerência. Daí não adianta você falar sobre a toda essa vivência da sexualidade, se o seu casamento tá ruim, né? Se a sua vivência sexualidade com seu marido está ruim, né? Se eles não conseguem encontrar uma pureza nisso.
>> E como que você vai falar sobre a pureza? Exatamente. Como você vai falar sobre a pureza
>> eh em relação aos nossos filhos se você não vive essa pureza, né?
>> Porque a pureza não é só você não ter ato conjugal, porque parece que o ato conjugal é alguma coisa impura.
>> Sim. Não é a pureza não tem nada a ver com isso. Ter um coração puro é ter um coração reto, ter um coração onde Deus é aquilo que há de mais valor pra gente. E isso é a pureza no coração no sacerdote, é a pureza no coração nas pessoas casadas, né? Ou seja, eu te amo, eu amo o meu cônjuge porque eu amo a Deus e eu desejo que ele vá pro céu. Então, a forma como eu me relaciono com ele, ou seja, o meu primeiro apostolado, meu primeiro
O desejo de santidade é com ele e não com, ah, não, é isso. Eu, eu vou pra paróquia, dou aula de catequese, não sei o quê. Chega em casa, sou um inferno de pessoa, uma pessoa completamente insuportável, uma pessoa tudo muito ruim, né? Tá horrível.
Os nossos filhos vão olhar e falar: "Cara, muito obrigada, esse tipo de religião eu não quero." Sim, eu não quero, né? Então eu realmente preciso pensar, cara, como é que tá a minha vivência da sexualidade com o meu marido? Eu tenho que purificar a minha vivência da sexualidade com o meu marido, porque a gente teve uma vivência ruim e a gente chegou a comentar isso aqui, né? A gente tem que precisar cuidar das coisas que a gente vê, né?
Então, isso. Ah, mas os nossos filhos não podem ver cenas de sexo em filme? Tem gente. A gente também não. Sim. A gente também não. Então, tá vendo um filme só a gente? Eu e meu marido passou uma cena de sexo, pula. Por que que você vai ficar vendo aquilo?
Academia também, homezinho na academia lá tá malhando lá. Mulher tá ali, vira de lado. Exatamente. Exatamente. Mais hoje em dia, duas coisas sensíveis, né? Eu falo isso sempre pras meninas. Fala: "Olha, sei lá, tem Diogo, marido da Vanessa. Eu preciso saber como é que eu vou me importar, né? Não é tipo assim: 'Ah, a gente é amigo, legal, mas cara, vamos lá, vamos se cumprimentar com um certo tipo de decoro, porque é o marido da minha amiga, né?'"
Então, tipo, isso é a gente ter delicadeza de tipo, ah, eu não vou pegar uma carona só eu e o Diogo. Eu não vou mandar uma mensagem pro Diogo. Ou posso até mandar. Fala, Vanessa, vou mandar uma mensagem pro Diogo. São essas delicadezas de cuidado com o nosso coração que a gente precisa conseguir desenvolver, né?
Então, da mesma maneira que a gente tem que falar pros nossos adolescentes que eles não podem dar o coração deles para qualquer pessoa, a gente também tem que cuidar. Porque é engraçado a gente pensar isso, né? Você fala assim, cara, imagina, você casou, as pessoas acham que você casou, você pode se apaixonar por outra pessoa, né? Você fala: "Cara, não, porque o meu coração tem dono, então eu vou cuidar de tudo para que o meu coração continue sendo de uma pessoa."
Os nossos filhos também têm que ter esse poder em relação ao coração deles, né? Né? Ou seja, o nosso coração não é só aquilo que a gente sente. Do nosso coração saem coisas boas e ruins. Então, do nosso coração saem bons pensamentos ou pensamentos ruins, saem boas atitudes, né? Saem todas as coisas boas e ruins. São, na verdade, o nosso o nosso coração é aquilo que há de mais próprio nosso, né?
Então, a gente tem que cuidar para que o nosso coração, a gente tenha posse do nosso coração, daquilo que a gente é, e a gente saiba para quem a gente vai dar o nosso coração. Por isso que o casamento é com uma pessoa e essa pessoa para sempre. Não é possível você dar o seu coração para mais de uma pessoa. É aquilo que você tem de mais precioso.
Então, por isso a gente tem que ajudar os nossos adolescentes a compreenderem que eles também têm que tomar posse do coração e dar o coração deles para quem vai cuidar do coração deles, né? Para quem aquela pessoa, se aquela pessoa vai ser alguém que vai cuidar desse coração, alguém que vai acrescentar a esse coração, alguém que vai ajudar esse coração e não alguém que vai machucar esse coração.
E eu acho que agora chegando lá, que idade que você acha mais ou menos é que esses adolescentes terão ferramentas para entender sobre exatamente isso. De doar o coração sobre castidade, de caramba. Eu acho que assim, eu posso começar a namorar aqui, enfim, um namoro que pode se tornar um casamento lá na frente, né? Que idade? Eu acho, eu acho que é isso, 18 anos. Assim, da mesma forma que a lei entende que com 18 anos ele já é capaz de ser putável, né, imputável, né, receber uma punição, ou seja, ele já tem a capacidade de ao fazer algo assumir uma responsabilidade.
Então, é mais ou menos isso, né? Anos eu tenho a capacidade de de assumir essa responsabilidade de trabalhar, já acabei, já acabei o colégio e aí eu tenho capacidade de de decidir. E aí quando você tá com 18 anos, você já não tá mais com a cabeça de 14, 15. Sim. Você já tem uma outra cabeça, você já passou pra faculdade, né? Você já assumiu algo, você já vai começar uma nova etapa da sua vida e aí você tem a capacidade de pensar melhor aquela aquela bomba de de hormônio.
A transição do Mas a transição do colégio pra faculdade é muito grande. Faculdade. Exatamente. É muito grande. E você realmente muda. Você fala assim: "Ah, putz, agora eu dirijo, agora eu voto, agora eu tô numa faculdade, né? Agora eu tenho capacidade de, né, fazer alguma coisa, né, eh, que que tenha e aí e escolher com um pouco mais de frieza na cabeça."
Sim. E aí, e aí tudo bem. Vai ter repertório. Vai ter repertório. Vai ter repertório. E você já passou por bastante coisa. E é claro que você vai estar mais maduro para isso mesmo, né? Óbvio, a gente não vai esperar chegar 25 anos para namorar às vezes a primeira vez, né? Às vezes isso acontece mais cedo, mas ele já vai ter mais compreensão, sabe? Já passou aquele bom biológico, ele já tá um pouco mais calmo, já já passou por uma por uma fase que é o vestibular, que você já precisou cuidar de tudo isso, já começou a usar o celular, você já tem, sabe, tudo, você já teve tempo de de organizar tudo isso dentro de um bom de uma maturidade, de uma escolha de uma profissão, opa, já tem que dar um up aqui.
E outra coisa, você já tá ali pensando no seu futuro, você já pode ser preso. Essa 18 anos você pode ser preso, acabou. Já pode ser preso. Com 14 anos você não pode. Então, assim, qualquer coisa errada que você faça, você não, né? Então, assim, vai fazer o quê? Namorando. É. E e enfim. E aí começamos o relacionamento e como é que a gente castidade? Que eu acho que as pessoas a gente falou, mas acho que falei assim, como abordar bem nesse momento, porque as pessoas confundem com castração.
Sim, sim. Eu acho que óbvio, vai vir toda daquela base, mas como é que o máximo que esse adulto já, né, 18 anos adulto vai ter ferramenta para viver uma castidade verdadeira? É, então, Diogo, eu acho que é realmente esse contínuo aí, né? Eu acho que vai ter que existir uma nova conversa, sem dúvida, né? De olha, começou a namorar, olha, mãe, comecei a namorar. Então, mais uma vez vai ter uma conversa, né?
Eu acho que com os meninos, eu acho que essa conversa com o pai é uma conversa boa, sabe? Uma mesmo antes o pai entra nessas conversas. Isso que eu falava. Olha, quando vem uma conversa ruim, a gente precisa sair do lugar, a gente não pode permitir, né? Né? Então, assim, lá em casa isso acontece demais da conversa do Ítalo com os meninos em relação ao respeito com os professores, ao respeito com os amigos, ao cuidado com os mais os mais eh os mais fracos, né? Essa questão de bullying mesmo, né? Olha, a gente não quer vocês envolvido nesse tipo de coisa, não pode, a gente precisa prestar atenção no outro.
Eh, e aí, graças a Deus, a gente nunca recebeu nenhum tipo de reclamação da escola, né? Fala: "Puxa, que bom!" E tipo, são pessoas que eh os amigos esperam grandes coisas dele, sabe? Esperam grandes coisas. Tipo, eu eu espero que ele não esteja envolvido em confusão. Se tiver alguma confusão, eles não são alguém que que alguém vai levantar a hipótese de que eles estejam envolvidos. E mais do que isso, eles são amigos, sabe? Os amigos eh têm os meninos como bons amigos, sabe? Então, são estão sempre chamados nos aniversários, tal.
Eu tô falando isso porque não significa que você vai ensinar tudo isso e o nosso filho vai ficar estranho. Muito pelo contrário, eles se transformam em pessoas legais que as pessoas querem estar junto porque são pessoas interessadas no outro. Enfim. Então daí eu acho que o papel do pai é muito importante nesse processo. Até no que a gente conversava sobre as amizades com as meninas e as meninas com os meninos, as mães conversarem com as meninas de mulher para mulher. Olha como que a gente lida com o homem, né, nesse cuidado e também no sentido dos meninos com os o pai com os meninos.
Olha, a gente não faz assim com uma mulher, nossa, você vai num, sei lá, no aniversário de uma menina, como que o pai dessa menina espera que você aja? Cara, isso é conversa de homem, conversa de homem para homem, né? E daí 18 anos, começou a namorar. Claro, nós mães, a gente sempre tem abertura de conversa, mas se é um menino, eu acho que é muito importante essa conversa com o o menino, né? O pai com o menino.
Olha, voltamos, vamos lembrar daquilo, agora você vai começar a namorar e daí você tem responsabilidade e aí cuidado, a castidade, você pode engravidar a menina e aí você vai precisar ter responsabilidade em relação a isso. Então, cuidado. O ideal é que isso aconteça no casamento, porque é no casamento em que tá tudo estruturado para que essa vida possa vir.
Se coloca na situação de você ter nascido num casamento, num numa de um relacionamento que não era família, puxa, você não ter o seu pai perto. Não, traz essa responsabilidade pro pro menino, né? Imagina se você tivesse um filho, né? Como você gostaria que esse filho tivesse lidando com a sua filha, por exemplo? É, então essas essa até pros meus filhos hoje em dia pensar isso por conta da branca é mais fácil, né? Porque agora eu já tenho uma irmã, então eu já penso, pô, como você gostaria que esse menino tivesse lidando com essa menina, né?
Então esse exercício imaginativo, esse tipo de conversa ajuda. E é claro, já com 18 anos eles já estão mais freiados em relação a isso, em relação à a a impulsividade, né? Eh, e já já tão assim mais maduros em relação à responsabilidade, em relação a tudo isso. Pode ser que aconteça, pode ser, né? E aí em acontecendo alguma coisa, a gente também tem que conseguir acolher, sabe?
Porque da mesma forma que ao longo de toda a formação dos nossos filhos, a gente tem que entender que eles podem errar, eles podem errar, eles podem agir de forma errada. E aí essa abertura de conversa também é muito importante. Por isso que quando os nossos filhos fazem uma coisa errada, quando eles são pequenininhos, a nossa atitude não pode ser: "Como você fez um negócio desse? Que absurdo, quantas vezes eu tenho que dizer, né?"
Então, às vezes, eu recebo muitas vezes questionamentos assim: "Poxa, eu já falei com o meu filho várias vezes que ele precisa tirar a roupa e botar no sexto". Cara, quantas vezes você já se propôs a acordar cedo e você não acorda? Inúmeras vezes. Por que que você acha que você vai falar uma vez com seu filho e ele vai fazer, né? E aí em ele fazendo uma coisa errada de novo, qual é o nosso papel? E de novo orientar. Olha, você não pode fazer isso. E colocar pequenas ajudas para ele não esquecer e taranã.
E aí você vai ajudando a essa criança a que compreenda que ele vai errar, porque a nossa vida é um contínuo começar e recomeçar e que a gente vai ter uma nova chance. Então essa ideia de olha, acabou o dia, vamos pensar que que a gente fez bem, que que a gente fez mal e amanhã a gente tem uma nova chance, é uma coisa muito importante e os nossos filhos terem essa vivência, sabe?
Porque às vezes há uma vivência na família muito autoritária. Os pais não querem que os filhos errem. Os pais querem que os filhos acertem o tempo todo ou esperam que a educação deles dê certo. E parece que a educação dá certo. É como se eles tivessem engessados. Isso não é verdade. Isso não é verdade. Nós somos seres humanos e a gente erra, né? E a gente conseguir ter essa tranquilidade no erro é bastante importante.
Então, sei lá, os nossos filhos pequenininhos estão levando o prato. Por quê? Porque eles estão levando o prato? Porque você falou que eles precisam levar o prato. Levou, caiu o prato. Nossa, imagina quanto dinheiro você acha que eu tenho? Que é absurdo. Não sei o quê. Fala. Putz, caraca. Por que que ele deixou o prato cair? Porque ele tá fazendo aluma coisa que ele tem que fazer. Porque ele tá se expondo ao erro. Quem se expõe ao Quem se expõe fazendo alguma coisa tem a possibilidade de errar.
Então vamos lá. Que que a gente faz agora? Quebrou o prato, vamos arrumar o prato. Vamos lá, vamos varrer, vamos cuidar, colocar no lugar, né? Reparar aquilo e e muito bem, né? Então a gente tem que ensinar os nossos filhos dessa forma, essa reparação, sabe? A gente pode fazer coisas erradas porque isso no fim das contas é o mesmo que a confissão. Fala: "Olha, você erra, você vai lá, você pede perdão e você vai reparar o que você fez. Essa é a vida, entende?"
Então, é claro que tem coisas que são mais graves e coisas que são menos graves. E é por isso que a gente tem que acompanhar os nossos adolescentes. Por quê? Porque a ação dele deles namorando é muito grave. Então, por isso que a gente tem que tentar retardar ao máximo, a, eh, ajudar, formar para que eles sejam capazes de lidar, porque no fim das contas eles é que vão utilizar a sua própria liberdade. A gente pode, sem dúvida, orientar, falar, cuidar, né? E eles podem fazer as coisas esconder, né?
Mas a gente não, né? E a gente tem que falar: "Olha, agora que aconteceu, você vai precisar assumir, você vai precisar, né, reparar no sentido de que vamos lá, agora você não tem mais tempo, agora você, né, precisa assumir essas responsabilidade." O que muitas vezes e esses meninos especialmente fogem, deixa a menina sozinha. Então, né, tem que ter responsabilidade com essa pessoa para sempre.
Então, tudo isso e esse só para E o aborto não é solução para nada. Não é solução para nada. Solução. É porque às vezes os pais se você entende a imoralidade da coisa. Então foram pais que não não falaram de sexualidade, foram pais que não foram presentes, às vezes foram ca vai cair nisso. E aí acontece isso. E e assim isso não é infrequente, isso não é só em classes baixas, não é nenhuma. Isso não é, né? Então isso passa a ser solução. Então isso é realmente muito complicado.
Tudo isso precisa ser, né, orientado porque as consequências são muito graves, porque essa criança, pô, ela vai morrer, né? E aí essa menina vai ter matado o próprio filho. A gente precisa falar claramente e esse menino será cúmplice, né? Exatamente. Eh, ou então essa criança vai nascer na melhor das hipóteses. Tomara, né? Não será tomando, mas assim, vai ter as dificuldades de nascer fora de um lar estruturado. E e assim, a gente não pode tapar o sol com a paneira, vai ter as dificuldades. Significa que vai ser uma criança má, significa que vai ser uma pessoa ruim, não significa, mas ela vai precisar de mais cuidados.
Assim como essa mulher que foi mãe na adolescência, que foi mãe e solteira, ela vai precisar de mais cuidados. A sociedade vai precisar cuidar mais dela, porque quem deveria estar ajudando ela nesse processo não tá. Então a gente precisa toda essa formação, sabe? Por isso que a gente falava lá no início, a sexualidade não é ensinar só o lado sexual. Meu Deus, isso é muito muito ridículo. É, a sexualidade é tudo isso, traz uma responsabilidade gigante pro para essas para para todos nós, né? Não só pros adolescentes. E eles precisam ser ensinados nesse sentido e mais do que ensinados, acompanhados.
Então, às vezes os pais falam: "Ah, não, mas teve aula disso na escola." Perdeu o bonde? Não, não é primeiro que você deveria ter ensinado antes e segundo que você deveria ter ensinado como eh como todo nesse contexto. E segundo que a escola não ensinou sobre sexualidade, ela não, porque a escola nem tem esse papel, é que a escola não tentativa de tapar um buraco, ela vai lá e faz isso. Teoricamente, assim, pensando na bondade de uma tentativa de de ajudar, né? Mas a questão é que muita coisa foi deixada de passar. Essa não tá se formando um ser humano e aí a coisa realmente fica muito complicada, né?
E como eu sempre falo, eu sou o final do a ponta do o iceberg, a ponta do iceberg disso, não de tudo, né? De desde da do das complicações que a gente vai pegar, até mesmo a a sexualidade daquele casal que também parou. E eu, e eu falo para você, eu nunca peguei um casal que viveu a verdadeira castidade como um problema sexual. Nunca. Eu tô falando nunca. Eu atendo muita gente. Pois é. Nunca. A verdadeira, sem se machbar, sem nada.
Diferente. Diferente do que diz a Capricho, né? Capricho. Entregou a idade. Entregou ainda. Não, do tipo, não é diferente do que as pessoas falam que tem que ter um sei lá, alguma coisa pra gente se dar bem, conhecer. Não só teste drive, mas assim, que que a gente vai fazer para pimentar a relação, né? Cara, tá tudo errado. Se se é necessário fazer isso, é porque isso é pornografia, é masturbação, né? Aí as mulheres se sentem usadas, é é toda uma coisa.
A sexualidade masculina é questão de performance. A internet mostra essa questão de performance, é tudo, é tudo muito complicado, mas é é tão legal você pegar um, conversar com um casal. E eu faço a minha, eu brinco que minha consulta é terapia de casal, né, de fertilidade, porque o homem esconde muito. Então eu converso. E ali eu sempre pergunto sobre sexualidade. O casal, o casal maduro, ele leva numa numa numa felicidade essa questão da sexualidade brincando, sabe? E é muito legal, é muito satisfatório ver isso, sabe?
Pois é. É, não é, é muito bom você falar isso porque porque é é possível, né? É possível que as pessoas tenham uma vivência saudável da sexualidade, boa e é assim, a gente conseguir retomar se a nossa sexualidade não foi boa, a gente pode chegar lá, né? Claro que exige de nós, né? Exige de nós o cuidado, isso que a gente falava, com a comida, com a bebida, com o descanso, né? Tudo isso a gente precisa preparar o nosso corpo paraa vivência disso, as coisas que a gente vê, a a não povoar de forma ruim a nossa imaginação, né?
Deixa até contar uma história aqui. Eu adoro contar a história, né? Não tem, é, não, enfim, um um conhecido que, enfim, tinha um um relacionamento e não tava casado, tal, e a coisa ia não ia, sabe aquela coisa turbulenta, você via que, enfim, tinha relação ali, eh, tava desordenada aquele aquele relacionamento. Uma vez falei, eu tenho intimidade, papo vai, papo vem. Falei sobre, cara, castidade, tal, branã. E isso aí dá viagem, óbvio, não toquei mais no assunto assim.
Uhum. Com cuidado. E aí uns 5 meses depois veio falar para mim que, enfim, o relacionamento tava legal, mas não deu certo. Pararã, e começou a viver a castidade, que foi a melhor coisa que viu da vida. Ele tá vendo há 5 meses, né? Isso tem 50 anos. O cara nunca viveu isso. Viu se meses a castidade. Ele falou, ele falou: "Não sou eu, ele falou assim para mim". Sabe uma coisa que eu falei lá? Mas isso me chamou muita atenção, mas assim, a felicidade, cara, o cara tá conseguindo ver a uma castidade assim, não tá não tá se relacionando com ninguém, sabe? E Uhum. Ou seja, é possível qualquer idade, independentemente a gente tá aqui falando tudo que da da questão ruim, mas qualquer idade que você tá vivendo, você pode viver e recuperar isso.
É. E especialmente e especialmente dentro do casamento, que foi o que você falou, esse essas relações sexuais dentro do casamento, onde tem o casamento feliz, é onde vivem realmente uma sexualidade vivendo a castidade dentro desse casamento, que é o olhar ordenado para o prazer, né, em relação ao outro, né, que é esse olhar que a gente tem que ter de não entender que o outro tá ali pro nosso bel prazer, né, tanto um cônjuge contra o outro, né, porque o prazer ele não é pecaminoso, não é errado. Ato sexual não é errado, mas é você ter o seu prazer literalmente ordenado. Isso sim é viver uma verdadeira castidade. você não usar o outro, objetificar o outro, realmente querer que o outro faça milhares de coisas que a tua imaginação ali, né, que às vezes machuca o, né, que às vezes eh são coisas que a gente sabe que são coisas bem ruins e que as pessoas se sentem humilhadas, né, se sentem muito, mas que passa-se como se fosse uma coisa normal, passa como se fosse uma coisa que tá tudo bem, né?
Sim, exatamente. E aí a castidade dentro do casamento, ela tá muito relacionado ao a finalidade do da do ato conjugal dentro do casamento, né? Então, a finalidade do ato conjugal dentro do casamento é a abertura à vida, né? Terem ter terem os filhos. É para isso que o ato conjugal não é uma finalidade, mas ele é um meio, né? A finalidade do ato conjugal é unitivo e é também procreativo, né?
Então, a boa vivência da sexualidade, né, do ato conjugal dentro do casamento, tá relacionado a que os dois consigam viver de acordo com essa realidade. Então, se eles não têm o motivo para não terem filhos, que eles tenham filhos, né? E aí, se eles têm o motivo para não terem filhos, que os motivos podem ser inúmeros, né, eh, psicológicos, financeiros e, enfim, de de vári de natureza, que é uma decisão dos dois, não é uma decisão só dela, não é uma decisão só dele, é uma decisão dos dois, que o ideal do dos mundos é que seja ajudado por alguém de fora, porque a gente tende a ser egoísta em todas as coisas, né?
Então, alguém que esteja de fora que possa nos ajudar nesse ponto, né? Eh, mas e e viver isso de acordo com bem, se a gente precisa espaçar, nos vamos nos abster do ato conjugal, porque a gente não pode ter filhos. E aí os dois serão exatamente, os dois serão cúmplices nesse sentido. E por isso a beleza dos do dos métodos naturais, porque não o ônus não é só dela, o ônibus não é só del participa daudo lindo, né, gente, quando você realmente entende, né?
Por isso que informar, como que a informação liberta? É uma frase que eu sempre falo e em todos os aspectos, porque eu tenho certeza que pode ter gente aqui que não entendeu absolutamente nada, mas vai fazer alguma coisa, um sentido. Vai ter gente que vai falar assim: "Caraca, agora tudo fez sentido na minha cabeça". Vai ter gente falar: "Caramba, existe um caminho". Vão ter inúmeros tipos de pessoas que vão, vai ter gente vai falar que a gente é maluco também.
Agora, a felicidade, ela, a felicidade na na fidelidade daquilo que está relacionado à nossa natureza humana, aquilo para o qual a gente foi chamado, é a única coisa, a fidelidade é a única coisa que nos dá a verdadeira felicidade. Não tem jeito, né? Não tem como. Então, pra gente ser verdadeiramente feliz, a gente precisa viver bem aquilo que a natureza humana existe de nós, né? E é exigente ser felizes, né? Ser fiéis, cumprir a nossa vocação dentro do matrimônio, não é fácil, né? Não é fácil.
Assim como não é fácil para um celibatário, um sacerdote viver a castidade fora do casamento, viver a castidade no matrimônio também não é fácil, porque se a gente não tem motivo e a gente ter os filhos que a gente pode ter, não é fácil. Eu falo, quem tem muitos filhos, não é porque a pessoa não tem nada para fazer, não é porque ela não tem dificuldades, não é porque para ela é tudo mais fácil, não é porque, ah, não, ela tem uma vocação, nada disso. Nossa, ter filhos muito exigente. É exigente fisicamente, é exigente psicologicamente, é um desafio pro casamento, é um desafio em inúmeros sentidos, né?
Mas só isso que de fato traz para nós uma verdadeira abertura de coração mesmo, né? Então, assim, porque a verdade das coisas, isso que você falava, a verdade ela nos chama, né? E ela é muito exigente. Então, a vida de um de um celibatário é exigente. Sim. A vida de um de de de alguém que vive o matrimônio também é exigente. Não há nem o caminho sobre a terra, a porta estreita. Não é assim, né?
Agora também não é verdade que a gente tem que ter 1 milhão de filhos, não é verdade? Também, como eu dizia, o casal precisa avaliar. A gente pode ter esses filhos, a gente não pode ter esses filhos. Isso agora, ordinariamente, um casal católico terá mais filhos ordinariamente. Ou seja, o mais comum é você não ter motivos graves para não ter filhos. Esse é o mais comum, né? Pode ser que você não não possa, pode ser que os filhos não venham, pode ser uma série de coisas, né?
Agora, ordinariamente é o mais comum. Não pode a gente interromper o caminho. A verdade é essa, a gente obstruir o caminho. É que a gente é convidado o tempo todo a avaliar e dar uma resposta de sim. A gente é convidado a dar uma resposta, então a gente pode dar essa resposta ou não pode. Nem sempre dar uma resposta negativa será egoísmo. Nem sempre. Pode ser que não. Pode ser que seja o mais prudente realmente ser feito.
O que que é a prudência? Prudência é agir de acordo com a minha reta razão. Ou seja, eu tenho a minha consciência bem formada e eu avaliei diante de Deus e vi que esse é o melhor caminho. Cara, segue firme, segue firme. Agora, o que não pode é você não pensar ou você tem uma consciência mal formada ou você não decidir por reta intenção, você decidir porque você é egoísta ou você decidir por uma série de outros motivos.
É, te falar, quem não tá está de graça é difícil escolher. Vai dar zebra. É muito difícil, não é uma coisa fácil não. Agora é é isso. Isso que você tava falando da castidade fora do matrimônio que não é fácil. E a castidade no matrimônio também não é fácil. E a vida não é fácil. Exatamente. Exige é muito exigente, né? Então é exigente a educação dos filhos, é exigente a formação da sexualidade, é exigente tudo isso, né? É isso. É isso. É isso.
E cuidar de adolescente é muito bom, né? É bom, cara. Não, isso que foi a melhor mensagem assim. Muito bom, cara. Os adolescentes, eles são pessoas que podem muito e eles querem corresponder, né? A adolescência é essa fase que eles querem dizer um sim. Eles querem dizer um sim. Agora você precisa dar as oportunidades para ele poder dizer sim, o adolescente ele quer mudar o mundo, ele quer fazer as coisas, ele quer, né, achar que ele pode fazer diferente. Isso é maravilhoso. O adolescente é assim, né? Então, né, audaz e tudo e acha que não há não haverá dificuldades, que ele pode dar conta de tudo e tudo bem, isso é maravilhoso, isso faz parte, isso faz parte da juventude. E a gente tem que ser como os adolescentes nessa juventude espiritual mesmo. A gente tem que ter essa audácia mesmo de achar que dá certo mesmo, que vai a gente vai dar conta, tem gente que vai dar conta. É, é, é uma juventude mesmo.
Se você parar para pensar, a gente falava de São José Maria quando fez, por exemplo, o Opus Day, que tinha 26 anos a graça de Deus e muito amor. Fala, cara, qualquer pessoa que faça coisas grandes nessa vida precisa ter um espírito jovem. Qualquer pessoa é Bertal e Kenia, precisa ter espírito jovem Kia, espírito jovem não tem como. Ah, não, vamos pro nordeste, vamos, vamos não sei o que, vamos, vamos, não sei o quê. Não tem essa de tipo e nada é pequeno. Tudo pra Nossa Senhora é grande. E é isso mesmo. Exato. É isso mesmo. É um é um coração fe um casal fecundo. Você entende? É um casal fecundo. É um é um casal que que faz arrasta gente, sabe? Que é um que tem que vivem bem essa maternidade, essa paternidade, esse cuidado com os outros, essa preocupação com as almas, igual você e o Ité. A gente a gente é chamado a isso.
Assim como eu vejo o papa, cara. Pap, 80 e quantas anos, gente. Poxa, o meu avô com 80 e quantas anos, nossa, não conseguia levantar, entendeu? Mas é é espírito jovem, cara. você, se você parar para eh falar com as pessoas, receber as pessoas, eh ouvir o cara, tirar foto, não sei o quê, isso é extremamente cansativo. E você vê todos os papas, vai escreve encíclica e estuda e se lha pra missa e vai é catequese toda quarta-feira e nanã fala, cara. E só só faz isso quem tem um espírito jovem, só faz isso quem tem um espírito, sabe, que que se preocupa com as pessoas. Isso a gente tem que ensinar os nossos adolescentes, sabe? Não tem uma cabeça de boa viver essa cantidade anticoncepcional. Pô, pelo amor de Deus, a gente tem que fazer nossa pensa grande, né? O mundo é o limite. Um apostolado sem margem, sabe? A gente tem que botar fogo nesse adolescente mesmo, só que fogo pro lugar certo, né? Exatamente. Ordenado. Se botar fogo errado, errado. É exatamente, [ __ ] Vai dar errado. Vai dar errado.
Que que é isso, hein, Dr. Diogo V? Zeramos, zeramos a vida, gente. Não, minha filha, aqui agora. Graças a Deus que a gente veio fazer esse podcast agora, assim, depois de muito tempo ali, porque se fosse no início, sem essa conversa contigo, eu já tinha chorado 30 vezes aqui. Primeiro que eu não consegui nem falar para sério, já nem consegui muito falar, que eu só fico fal. Você sabe que tem alguns colégios que foram formados por causa de você, sa? É, sabia? A contou que legal, né? Poxa, que coisa boa. Poxa, eu queria muito ter trazido aqui, amiga, porque assim, de verdade, muito, muito obrigada, porque eu tenho a graça realmente de ter você próximo a mim, né, com uma formação semanal, né, a gente conversa muito. Eu tenho realmente, eu sempre falo, né, não mereço, mas agradeço. Obrigada senhor, né? Mas assim, eu quis trazer um pouquinho de você para um público que precisa ouvir, sabe? E você sabe a importância que você tem na minha vida, na vida de todas as nossas amigas, né? Não é uma coisa assim que às vezes até essa essa mãe não, não, ela acha que não é bem assim, sabe? Ela não, vocês exageram, não é bem isso, não é bem isso, sim, sabe? Você mudou a minha vida, você mudou a vida da minha família, você muda a vida dos nossos amigos e você muda a vida de muita gente, sabe? Então o mínimo que eu posso fazer aqui é trazer realmente você que é uma pessoa que, cara, a tua reta intenção é linda, sabe? Poucas as pessoas que de fato eu conheci, né, tão profundamente e vejo a alma e o teu coração que é lindo demais, sabe? E eu enxergo essa verdade e eu tô lá, né? Tanto que as pessoas quando eh perguntam assim: "Ah, Vanessa, e aí você é amiga da Sami? Ela é isso tudo mesmo?" Eu falei: "Não, querido, né? Não é muito mais, entendeu? É muito mais."
Vai, Diogo, corta. Não, não, não, porque agora eu vou ter que fazer a minha relação aqui do final, tá? fazer nem chorei, nem chorei. Graças a Deus consegui fazerível. Ai, nem chorei aqui. Acho melhor mulher podcast. Vamos acabar. E é verdade, minha amiga. Muito, muito obrigada mesmo assim de todo meu coração, sabe? Foi ótimo. Adorei. Beijo, tchau, gente. Muito legal. Vocês são ótimos. Branquinha. Branquinha não mama mais. Branquinha tá comendo já. Já essa hora já tá dormindo ali, ó. Já deve tá dormindo. Eu pedi pro Tinho chegar cedo que ele tinha um compromisso. Falei: "Meu filho, você tem que chegar aqui porque aí ele falou o podcast com a com Diogo". Aí eu consegui falar, eu falei para você que você viu que eu me controlei aqui, fi quietinha, deixei só falou o monte. Muito bem. Caraca, vocês estavam numa super sintonia. Foi ótimo, amiga. De verdade, olha só, muito, muito obrigada, tá? Porque trazer essa informação era o que eu sempre falei, eu sempre me falo muito isso para você, né? Eu me sinto muitas vezes mão atada, porque eu pego muitas famílias num final de, né, que, caraca, tá tudo muito errado, aonde a gente tem que agir e essa informação vem de quem sabe de verdade e é muito conhecimento. Essa informação é tão importante, né? Às vezes a vontade de tipo berrar, né? Falar, gente, pelo amor de Deus, tem um caminho, tem um caminho, sabe? Poxa vida, mas não não não dá, né? A gente não consegue fazer isso, mas mas aos pouquinhos a gente vai fazer e que esse podcast chegue a muitos, muitos lugares assim, sabe? É, tomara mesmo que chegue a muita gente, porque com certeza, né? As pessoas vão ver, rever 30 vezes alguma coisa vai entrar de tudo que você fala com tanta coerência, com tanto sentido, com tanta e com tanto respaldo, sabe? E com tanta vivência, porque é isso que você vive na prática de fato. Você literalmente tem uma unidade de vida. O que você fala é o que você vive, gente? Eu posso provar.
Então, olha, mas aqui é muito maravilhoso, gente. Aqui é bom. Sabe por quê? Porque a gente pode falar as coisas mais eh livres assim, né? Porque claro, nem todo porque é óbvio, a gente tava falando, né? A verdade é uma só. Não existe uma verdade católica, uma verdade não existe. A verdade é uma só. É só a gente olhar toda a unidade das coisas que você fala. Cara, não tem como ser diferente. Não é uma questão de religião, mas é óbvio que a religião nos nos ilumina, né? Ilumina a nossa inteligência, a gente compreender as coisas.
Tem alguém que fala, tem alguém que fez o como do cominho, né? Quem que fala isso? Como do cominho? Italo Marcil. Marcilho me fez pensar nisso. Falou, tem alguém que fez o como do cominho. Eu não vou dar roda, cara. Pô, já sou, eu sou ruim demais. Já, pô, alguém que já fez o como do cominho já. Tem o como do cominho do cominho do cominho. É só seguir o negócio. Não, imagina anos e anos falando sobre isso. É claro que a gente precisa atualizar eh não no sentido de fazer diferente, mas no sentido de tornar palatável aquilo que já foi dito. Porque não há nada de diferente, nada disso. Mas às vezes a gente precisa tornar palatável com uma forma mais atual, às vezes de falar para que as pessoas possam entender, mas a verdade é única, né?
Então esse respaldo de toda uma verdade é muito muito bom, porque você fala: "Cara, não tô inventando nada, não fui eu que inventei isso". E isso é muito bom. E a gente vê isso na prática de muitas pessoas, isso que a gente estava falando, nossa, de de tantos meninos, né? De tantas meninas que conseguem viver isso e que são adolescentes saudáveis, que puxa, a gente vê a diferença entre adolescentes saudáveis e adolescentes que não estão saudáveis, né? O quanto que puxa os adolescentes não saudáveis tão ansiosos, né, depressivos e se cortam, tiram a própria vida e nesse sentido de que ah, pode se fazer tudo, qualquer coisa, sem orientação. E não é verdade, né? E esse e e adolescentes que têm uma orientação, a orientação de acordo com a verdade, tão felizes, tão alegres, né? Desejam eh passar eh essas coisas que eles aprendem, essa vivência da verdade para frente. Isso é muito maravilhoso, né? Você fala: "Puxa, eles estão felizes, né? Eles estão felizes, fala: "Cara, são adolescentes felizes, felizes, agráveis, plenos e assim, são adolescentes que isso são fortes, adolescentes inteligentes, bonitos, né? Não são esquisitos e não sei o quê, não. Bonitos, fortes, que convivem com meninas, que se relacionam com meninas, mas assim de uma coisa de forma saudável.
Sabe uma coisa que eu olho para eles assim, sabe? Eu olho para eles assim, é esperança, é a palavra. É uma esperança que eu olho para eles dizer assim, cara, é muito legal. É. Não, e mais bonito que você pega esses adolescentes, eles às vezes são exemplos pros mais novos. Sim. E os mais novos olham para eles e falam: "Puxa, dá para ser assim, né? Coisa boa. E eles assim com uma delicadeza ao falar das coisas, ao falar desses assuntos, você percebe que não é uma coisa externa, colocada de forma externa, sabe? Do tipo, ah, eu ouvi dizer, né? Eles vivem isso, eles vivem essa alegria e aí eles querem levar essa alegria pra frente e e esse cuidado para falar de todos esses assuntos, né?
Então, às vezes eu falo pros meus mais novos, que eu já tô precisando falar de sexualidade, falo: "Olha, pode falar com seus irmãos mais velhos que eles vão saber responder". Então, puxa, olha, se você confiar, né, você pode, pode perguntar que ele vai saber responder e eu confio que ele vai falar de forma delicada e tá preocupado e cuidadoso, né? Isso é maravilhoso. Fala, puxa. E aí não são só meus filhos, não, são vários dos meninos e meninas que podem viver tudo isso, né? Sim, com certeza. Au, muito obrigada. Agradecer também agradecer a sua vida do Ítolo também, porque exatamente, é um grande chamado e isso é legal. Vocês provocam a gente e a gente vai provocando os outros. É isso mesmo. Esse chamado é sensacional, né, cara?
Não, mas o que vocês estão fazendo também, gente? É muito maravilhoso vocês dois com essa fertilidade aí da galera, porque vocês têm um grande papel. Eu falo isso para Vanessa. Poxa, vocês como como médicos podem ajudar muito, que quantos médicos as pessoas não passam e dão uma orientação que é uma orientação às vezes que às vezes está lá até escrito, mas é uma orientação que não está de acordo com a antropologia eh que do homem, né? O que o pior que muitos casais não querem viver uma reprodução assistida e não dão essa oportunidade. Quantos casais nós tiramos de reprodução assistida? Muita coisa. Então, puxa, isso isso é realmente muito maravilhoso. Dão, dão embasamento mesmo e ajudam.
Porque a gente já falou várias vezes, a verdade, ela é, não tem jeito, ela é avassaladora. Assim, você fala, quando você encontra a verdade, você fala: "Que maravilha, eu quero viver isso, né?" Então, ter essa possibilidade, terem médicos vivendo assim é muito, muito importante. Eu não estou vivendo mais a minha medicina, mas eu fico orgulhoso, orgulhosa de vocês. Tá. Muito bem. Maravilha. Muito, muito obrigada. Obrigada. Você agora podia falar do livro, né? Calma aí. Fala, porque na realidade, que que a gente podia falar do curso e do livro? Pois é.
Então, o livro ele chama "Sexualidade Infantil". É um de capa rosa e azul, que ele tem uma pérola na frente, porque é a pérola da sexualidade. É. Sexualidade. E dá para comprar na Amazon. E daí existe um outro livro que foi um livro que foi feito depois, que chama "Sexualidade Infantil" também. Ele tem de capa roxa, mas ele é em diálogos. Então, a ideia era facilitar a vida dos pais. Ora, se perguntar isso, respondi. Exatamente.
E existem um, existe um outro livro que, na época do curso, que a gente conseguiu traduzir esse livro, porque eu li em inglês e eu falei: "Cara, esse livro a gente precisa colocar". Que chama "Mistérios Gozosos da Vida". É um livro laranjinha que não é de minha autoria. O prefácio eu coloquei porque a gente... E é um livro bom. Assim, pode ler com os adolescentes, pode, mas o melhor sempre é que os pais leiam e os pais aprendam como falar. Eh, porque ele conta de uma forma, tipo uma historinha assim, como poderiam falar sobre a sexualidade com os filhos. Então, esse é um livro também que está na venda na Amazon, enfim. E mas o melhor é que os pais leiam sempre e consigam conversar com os seus filhos sobre esse assunto, né? E aí prepara a conversa antes, sabe? Porque eu sei que fica ainda mais a primeira vez que a gente vai conversar, meu Deus, o que que eu falo? Como é que vai ser? Que que ele vai perguntar? Não sei o quê, né? Então, as perguntas, boas crianças, perguntas vão ser tranquilas, calma, né? Não coloca os pés pelas mãos, vai devagarinho.
O virem pode ser azeite. Exatamente. Pode ser o azeite. Não. E todas as nossas amigas que já têm filhos adolescentes, que eu ainda não tô nessa, e que fazem, né, e que seguem exatamente o que você fala pra gente fazer e ler o livrinho. Cara, todas elas falaram que, uf, foi muito tranquilo falar sobre isso. Eu fiz exatamente o que que está escrito no livro da S. Exatamente. Copiei, colei. Copiei e colei e deu super certo. E aí, mas prepara, sabe? Conversa, fala: "Se perguntar isso, que que eu vou responder? Se perguntar isso aqui, que que eu vou responder?" Porque aí você já tipo pensou antes, povoou a sua imaginação para quando vier a conversa, você já sabe como é que, como é que faz, né?
E é legal também indicar os livros também para professores de colégio, indicar isso. Com certeza. Com certeza. Muito bom. Você sabe que teve uma autora de um livro, eu não vou falar, né, para não expor, que ela é uma autora de um livro desse de de de sexualidade que fala sobre, a gente até nem abordou esse assunto, mas eu nem vou abrir, senão a gente vai sobre o cuidado do corpo, como que tem que falar com as crianças, assim, a gente vai ter que no próximo podcast para falar semana que vem. Semana que vem daí. Falar sobre o assunto, né? Coitado, vai falar agora Vanessa? Não, minha filha, 6 horas semana passada, agora mais 3 horas. Não, não. Fica é um questionamento em relação à sexualidade, né? O que que falar em relação ao corpo das crianças, como falar, enfim, né? Mas eh e aí a autora desse livro falou para mim, ela falou: "Puxa, Sam, eu fiz o seu curso de sexualidade depois que de ter escrito o livro". E ela falou: "Eu podia ter escrito tantas outras coisas sobre esse assunto, né?" Foi, muito legal. Foi muito legal. Então, enfim, então é uma visão diferente realmente da sexualidade, não é uma visão só eh veterinária da coisa.
Mas o teu curso de sexualidade tá aberto ou tá dentro da comunidade? Tá aberto. Tá aberto. Na na na comunidade tem bastante aula sobre sexualidade. Eh, porque... Fala um pouquinho também da comunidade um pouquinho pra gente, quem não conhece, explica um pouquinho o que que é. A comunidade é um plano de assinatura que eu dou aula lá semanal na comunidade, mas as aulas que já foram dadas até agora estão todas lá. Então, quando você assina a comunidade de hoje, você tem acesso acesso a todas as aulas. Então, eu falo sobre os mais diversos temas. Tem gravidez, puerpério, como dar banho de recém-nascido, né? Então, eu pego uma banheira mesmo, pego, como é que pega o recém-nascido, como é que faz com a toalha, como é que não faz. É coisa, só tem oito ali. Como é que troca fral? Não. Tem amamentação. Então, tipo, antes de eu de eu de eu ter a Branca, eu fiz um curso de nove aulas sobre amamentação. Então, tem estudo sobre amamentação lá. E daí tem sobre adolescência, tem resenhas de dia, aquele série série de adolescência, eu fiz uma aula só sobre esse esse essa série, aquele Divertidamente dois, eu também fiz uma aula de adolescência baseado no livro. Então, realmente tá muito legal, tem as as sensações, enfim, né? Então, tem um monte de de aulas sobre adolescente agora. Então, minha filha, é aula para caramba de adolescente e namoro e tal. Eh, tem aula sobre desenvolvimento infantil, sobre desenvolvimento da linguagem, tem aula de tudo, né? Sobre como falar sobre mentira com os nossos filhos, tudo. Então, é tipo uma enciclopédia. Você fala: "Eu quero saber sobre não sei o quê lá." Tem aula lá. Então, isso e fora eu, as minhas aulas, né? Tem mais quatro pilares na comunidade, que é um pilar sobre obediência, que quem fala é a Dra. Paula Composan, um pilar sobre sono, então uma pessoa só falando sobre sono, que é a Dra. Alessandra Lessa, um pilar sobre alimentação, que é com a Andreia Kaiser, que é nutricionista, que ela fala só sobre isso, alimentação não só infantil, mas materna. E o Dr. eh Thiago Castro, que fala sobre desenvolvimento. Então, ele fala sobre desenvolvimento normal, fala sobre autismo, TDAH e coisas do tipo, né? Então, a comunidade já tem 4 anos, então tem bastante coisa lá e esses quatro especialistas estão com a gente esses 4 anos, né? Então, eles são ótimos, então sempre nos ajudando lá. Fico muito feliz eles estarem lá esse tempão, né? Então, a comunidade já está robusta e ela continua crescendo e crescendo, crescendo. Então, assim, já passaram muitas, muitas, muitas mães por lá. Algumas ficam um tempo, assistem as aulas, aí dá um tempo, voltam, quando tem uma nova crise, volta pra comunidade. Mas é um plano de assinatura, né? Então, um plano de assinatura que... É um plano de assinatura. Semana você tá lá. Oi. E uma vez por semana você tá lá. E uma vez por semana tá. Mas é um plano de... Explica aqui pro pessoal. É plano de assinatura mensal, anual. Anual não tem aquele mensal. Então, eu acho que tá sem o mensal. Tinha. É, eu não sei se na época de de lançamentos tem. Ah, e além disso, ainda tem os podcasts que a Dra. Vanessa estava lá. Então, tem podcast meu com o Ítalo, tem quatro temporadas que a gente pega dúvidas das alunas e aí a gente elas tiram a dúvida. Ah, meu filho tá assim, assim, assado e aí a gente discute em cima. Então, eu acho bem interessante porque aí eu falo e aí acabo passando a minha visão feminina e a visão de psiquiatra e masculina.
Então, é eu eu eu fazendo podcast, fal é interessante porque sobre a mesma coisa a gente pensa muito parecido em relação à educação, mas a visão é muito diferente, é muito diferente e é interessante para você ver como realmente essa complementaridade de pai e mãe é importante. Você fala: "Cara, é a mesma situação". E a gente, né, vê a embora de formas muito parecidas, mas cada um com uma abordagem diferente. Então, é bem legal. As alunas adoram, adoram. E aí depois a Dra. Paula Camposão, a gente fez um podcast também e a Dra. Vanessa, que foi que a gente falou para... Chegaram tarde, hein? 6 horas de podcast, 6 horas falando. E a Vanessa já estava... Tonta e eu tonta também, né? Gravamos o podcast de saúde agora. Gente, a gente acabou de falar sobre que a gente já estava morta, a glicose estava assim, ó. Então, é isso, a comunidade é tudo isso, né? E aí ainda tem esses cursos avulsos que são da sexualidade, curso de sono, curso lá.
E vamos botar o ar@ que acho que ninguém deve conhecer o ar. É, ninguém conhece a Sam não, porque a Sam é Sam, né? Que eu até esqueci de falar. Fala o seu ar do seu Instagram, por favor. Não, porque assim, imagina a mãe também que tá agora e fala assim: "Caramba, ela abriu minha mente também é uma super oportunidade entrar na comunidade agora. Coisas, não para todas as idades, porque a gente tá falando da de criança, do recém-nascido, de criança dessa fase da adolescente aqui agora, tem tudo, tudo, entendeu? Então, isso foi uma super oportunidade para você agora que fez super sentido." Falou: "Meu Deus do céu, pera aí que eu tenho que me encaixar nesse mundo." Comunidade da S. E aí na comunidade agora a gente tem uma uma IA que porque como é bastante aula, a IA ajuda. Você fala assim: "Eu quero saber não sei quê". Aí a IA vai te dizer: "Ó, você assiste, você vê isso na aula, tal, tal, tal". Então, já te dá uma situada, né? Porque senão a gente, as meninas olham tanta aula lá e fala: "Meu Deus do céu, é um mundo mesmo, né?" Então, ali ajuda para você conseguir eh se localizar e ver o que que você precisa saber naquele. Isso é gente, isso é um pote de ouro, né? Não, pat é um excelente meio de formação, eh, de formação ali da mãe, se ela, que, né, aquela parte que a gente tá falando, a maternidade exigente, né? Nosso trabalhar com os nossos filhos, educar, ou seja, ali é uma formação de muita segurança que ela pode ter.
É, não então. E sabe o que é interessante? Às vezes os pais assistem também. As mães são bem espertinhas. Às vezes elas estão assistindo e assiste perto do marido e aí o marido fica, é, homem difícil. Escutando, escutando. E aí o que acontece? Ela pega, fala: "Ah, não, então hoje eu escutei falar sobre tal, tal, tal. O que que você pensa sobre o assunto?" Que é uma forma de os casais saberem o que que eles pensam sobre as coisas, né? Sim. E porque às vezes você não sabe, né? O que que você pensa, o que que você acha? Olha, o ponto de vista dela foi tal, tal, tal. O que que você acha sobre o assunto, né? Às vezes eles passam a assistir as aulas por conta dessas dessas interações, né? Porque é bem bem legal, porque conversar sobre educação nem sempre a gente consegue, né? Não, com certeza. Então, mulher, aproveite, seja esperta, pega esse podcast e caminho pro marido porque dá no carro, ele vai botar na academia, vai escutando porque viaginha de carro mesmo, cara. Porque acaba ficar tudo em cima da mulher, homem. Você tem que entrar também nesse troço, pô. Acha que é trabalhar, chegar em casa e é mamatinha. Não, total, total. Não. E você vê as coisas que a gente falou como a presença do pai é importante nesse assunto especial, mas tudo, né? Tanto pra menina e quanto menina. Tanto pra menina quanto para menino. Totalmente. Quanto totalmente.
Tá, não vamos terminar não. Vamos terminar. Começar de novo. Vamos começar agora. Agora só falta você. É o... Agora só falta você. Vou falar para ele. Olha, você está sendo intimado. Fala pr ele. Não, intimado. Ainda falei assim, Ítalo, quando você falar vocês não, vocês não me chamam. Eu falei, gente, só te chamou 55 vezes fazendo charme. Tá com medo da pegar o óculos dele. Ai, senhor amado. Muito bem. Aqui. Muito, muito, muito obrigada. Foi maravilhoso. Foi muito bom. Muito obrigada, pessoal. Olha só, encaminha esse podcast, né? Pelo amor de Deus, olha a riqueza que está isso. Ou seja, nossos grupos de WhatsApp, encaminha no grupo da escola, no grupo do prédio, do grupo das amigas. Tem tanta gente, né? Tantos grupos de WhatsApp hoje em dia. Comida adolescente ali, tem que tem que rodar isso aí, gente, pelo amor de Deus. Pelo amor de Deus, gente. Vamos passar essa informação porque teve muita riqueza de informação aqui, né? Então, assistam, reassistam, compartilhem. Ou seja, vamos levar essas informações que eu trouxe para vocês com tanto carinho para chegar muito, muito mais gente. Eu conto com vocês compartilhando esse vídeo, tá? Siga todas as nossas redes sociais, Amazon Prime, Spotify, Deezer, YouTube, YouTube. Nossas redes @dvanessavink@dotor.diogovink. Ou seja, vocês não têm desculpa para não nos ver ou não nos assistir. Estamos em todas as redes sociais. Muito, muito obrigada mais uma vez, querida amiga. Muito obrigada mesmo. Foi maravilhoso. Um beijo, pessoal. Até a próxima quarta. Tchau. Tchau. Cau! Oh.