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Mudanças no IOF, tarifaço, risco fiscal, inflação acima da meta, são todos fatores que têm impactado a instabilidade econômica no Brasil. Para você se proteger disso, você deveria diversificar o seu patrimônio em uma outra moeda. Um estudo da FGV diz que todo brasileiro deveria ter pelo menos 16% do seu patrimônio diversificado em outra moeda.
E aib, que é uma das principais plataformas de investimento dos Estados Unidos, chegou no Brasil trazendo grandes diferenciais, como rendimento de á em dólar, investimento em ações, ETFs e criptomoedas sem corretagem e acesso a opções e IPOs americanos. E para você vir conhecer a BBU, nós trouxemos duas promoções esse mês de setembro. Se você abrir a conta e fizer um primeiro depósito a partir de 500, você vai ter um rendimento de 15% ao ano em dólar nos primeiros 30 dias. É um rendimento como a Selic, mas em dólar. E depósitos acima de $.000, você vai ganhar 2% de cashback. Inclusive, se você transferir os seus fundos de outra corretora acima desses $.000, você ganhar também o reembolso da taxa de $75. Baixe o app da EBU e venha conhecer a plataforma que foi eleita uma das três melhores de investimento dos Estados Unidos.
O mercado de ações ele concentrou demais na questão de inteligência artificial. Eu estimo que, sei lá, 40, 50% do SNP é ligado à inteligência artificial diretamente ou indiretamente, tá? Lógico, você pega as MIG Sens, são hoje o quê? 35% do SP, isso é diretamente ligado, é viva ou morra por inteligência artificial, tá?
Você sabe que programação é a principal aplicação no momento, né? Inclusive, eu tenho amigos programadores que já estão sem emprego em virtude de AI, porque, cara, tá mudando o mercado de trabalho dramaticamente. Você lembra naquela época que Amazon crescia funcionários dramaticamente, que a meta contratava loucamente? O número de funcionários tá parado há quase 3 anos parado, tá? Onde aquele vírus pegou primeiro, que é o setor de tecnologia e programação, naquilo ali ele já fez o estrago. Esse vírus vai se espalhar pra economia inteira, tá? você pegar os jovens em início de carreira, ah, que é quem mais facilmente substitui por AI, e você pega, por exemplo, desenvolvedores de software faixa etária, o número de empregos anunciados já tá 22% abaixo.
Supor que hoje a Opna disse assim: "Eu tenho a ADI, eu tenho a inteligência artificial geral ou tenho a super inteligência, eu fiz, tá? Quanto vale a Open? 10% da economia global. Provavelmente eu eu consegui resolver todos os problemas de trabalhos eh eh de escritório, né, tradicionais. Eu resolvi tudo.
Impossível não falar de política no ano eleitoral. O problema não está em Brasília, o problema não está no STF, o problema não tá no executivo, o problema tá em cada um de nós brasileiros. A verdade é essa. Não menospreo do teu país.
Que que é a diferença do bom investidor e do mau investidor? Vocês t uma capacidade melhor que outros de dado uma série de dados dizer assim: "É mais para esse lado do que para aquele." Toda vez que na empresa eu identifico alguém que quer ser rentista, ah, eu quero fazer análise aqui, eu quero analisar isso aqui melhor, mas eu não quero estar no risco não, né? Digo, meu amigo, ó lá, você pode ser bibliotecário da FRJ, então vai lá, vai pesquisar. Que tomar risco, Salomão, é ruim para [ __ ] Trabalho do trader é sentir dor. Sinto dor todo dia. Agora o preço de você não tá no risco é relevância.
[Música] Sim, sim, sim. Tá começando mais um Marketmaker. Seja bem-vindo ao podcast da família investidora brasileira. Eu sou Thiago Salomão e hoje tenho a honra de receber mais uma vez aqui um dos caras que mais fazem sucesso quando vem aqui no nosso podcast, Rui Alves, gestor da Kine Investimentos. Eh, o Rui fala de tudo, né? Então até gosto quando ele vem aqui que a gente vem com uma pauta pré-definida, porque senão e horário para acabar, senão a gente fala sem fim. E hoje a pauta, eh, pelo menos a primeira parte da conversa, vai ser a pergunta de não trilhão, mas trilhões de dólares. Como ganhar dinheiro com inteligência artificial? Aliás, como que vai se extrair dinheiro da inteligência artificial? Muito se fala da usabilidade, do quanto isso tá sendo eh inserido na sociedade, mas isso também gera muito investimento. E como essas empresas vão de fato eh retirar esse dinheiro, como as pessoas de fato vão conseguir monetizar isso. O Rui fez um estudo proprietário ali na Kineia, quem acompanha todo o conteúdo da Kéia, eles fazem muitos estudos proprietários. Ele trouxe aqui para essa conversa uma reflexão muito interessante sobre isso. Então vale a pena acompanhar. Se você tá chegando agora no Marketmakers, já se inscreve no canal. Deixa seu joinha que a gente sempre faz papos ligados a investimento, mercado financeiro, mas com muita profundidade. Antes de passar a bola pro Rui, recado dos nossos patrocinadores. Eh, bom, vocês já estão vendo aqui na mesa, na tela, a Binance é a maior corretora de criptomoedas do mundo, é patrocinadora do Marketmers e pela Binance você pode comprar mais de 400 criptomoedas, 24 horas por dia, 7 dias por semana com liquidez e segurança. Se você quer entrar na Binance e se juntar com os mais de 280 milhões de usuários no mundo todo, tem um link na descrição do vídeo e tem um Qcode aqui em algum lugar da tela. Você pode passar seu celular e abrir a conta e se juntar com a Binance. E também os nossos super parceiros da Legend, né? Quando o patrimônio cresce, cresce também a complexidade de gerir esse patrimônio, né? Sucessão, proteção, gestão. Muitos ignoram esses problemas até eles baterem na sua porta. Por isso que o Marketmers e a Legend se uniram para que você tenha acesso à mesma inteligência que guia as grandes fortunas do país, agora aplicada ao seu patrimônio. Se você quiser conhecer mais a Legend Capital, entre em contato com dos nossos especialistas e descubra como conquistar o seu legado. O link tá também na descrição aqui do vídeo. E se você quer ver a sua marquinha aqui no Marketmakers, manda o e-mail para comercial@makers.com.br. BR. O Igor vai ficar muito feliz de receber a sua mensagem.
Rui Alves, bem-vindo ao Marketmers mais uma vez. Ó, como você tá vendo, pauta em branco. Já fiz a pergunta e a Brava tá com você. Mas primeiro, obrigado por ter vindo. Eh, eu eu acompanho muito seu trabalho, não só em outros podcasts, mas também na Kineia. Tá sendo muito legal os conteúdos que vocês estão fazendo no canal de vocês. A Kine Néia, a última entrevista quando ela era Rezende, um ponto de divergência. ao que costuma ser dito aqui no mercado. Achei muito valiosa a conversa. Parabéns pelo que você tá fazendo e bem-vindo ao Marketmers.
Obrigado, Salomão. Antes deixa eu devolver alguns elogios, tá? Porque você tá, primeiro que você tá fazendo um trabalho excelente no, eu acho que pr pra comunidade, não só de investimentos brasileiros, pra comunidade brasileira de modo geral, para mim também você tá fazendo um trabalho excelente. Eh, vi recentemente, por exemplo, sua entrevista com o secretário de educação de São Paulo, Renato Feder. Achei muito boa aquela entrevista, cara. Acho que aquela entrevista faz você acreditar mais no Brasil, faz você acreditar mais em trabalhos realmente missionários, de pessoas que querem mudar o país, que é o que a gente é o que a gente quer no final das contas, né? Falou até do Café com Quinelli, com Lara Rezende. Eh, o que a gente faz no Café com Quiné é muito isso também, é trazer gente que mudou o país ou que quer mudar o país, né? Eu vi tua entrevista, eu você tem trazido muito do contrafactual também, né? Que eu gostei muito dessa entrevista, por exemplo, com o Jeromel ali sobre China. Achei super interessante. Eh, eu vi até que você falou: "Ah, vou botar você falar com Rui, que tem uma visão diferente de China." Não tem uma visão diferente de China do Jerome, não tenho. Tipo assim, eu nem sei exatamente as minhas visões. Simplesmente eu estudo mais a cada dia e quero saber mais das coisas a cada dia. Tudo que eu quero. E o que eu quero ver é a antítese, né? A minha tese é tipo assim, uma vez você desenvolveu sua tese, é só com a sua, só com a antítese que você anda pra frente, né? Porque você não vai adicionar nada mais a sua tese. É aquela coisa meio regueliana, né? Dialética. Você tem uma tese, você quer ver as antítes? Eu quero ver no teu canal antítese, quero ver aquilo que eu não sei. Eu sei que você entrevistou o de seu recentemente. Eu vi a entrevista, aprendi muito olhando aquilo ali. Eu vou ver, quero ver o, quero ver a antítese, quero ver o outro lado da história para que a minha tese possa ficar melhor no final das contas, porque se tipo assim, a entrevista do André Lara Rezende foi uma das entrevistas mais elogiadas do canal da gente. Foi mesmo. Eu vi os comentários ali, foi? Mas por quê? Porque tinha antítese. Tinha antítese da taxa de juros, tinha antítese do fiscal. E você concordar ou não concordar, eu acho que essa não é a questão principal. Até a gente recentemente aí teve a morte do do Charlie Kirk, né, que eu acho que para todos nós que nos expos exp expomos com com informação, com passando debate, informação, é é uma coisa pra gente muito forte isso, porque eh o trabalho do cara era debater antítese, era dizer para você, bom, me prova errado, eu quero eu quero te mostrar minha tese, você me mostra a sua e a gente tenta progredir em relação a isso. Então, o que você faz nesse canal para mim é fundamental, né? Me traz antías, me traz aquilo que eu não sei, me traz aquilo que me incomoda. Diz que aquilo que qualquer pessoa que te incomoda te ensina algo sobre você mesmo que você não sabe, né? Então eu quero que me incomode, eu quero que dóe em mim. Os comunicadores em geral que mais me incomodam, eu sei exatamente dentro de mim porque que eles me incomodam e eu quero mudar aquilo, eu quero trabalhar em cima daquilo. Então, parabéns para você também.
Valeu, Rui. Mas só uma coisa sobre o Charlie Kirk. É, eu acho que a coisa mais triste dentro desse episódio para nós que trabalhamos com, a gente gosta dessa, do confronto no bom sentido, o intelectual, né, o debate, a fricção de ideias, eh, que alguém que não concorda com a ideia dele, ao invés de querer debater, fazer a lição de casa e discutir, silenciou ele com a vida. Posso dizer por quê? É, é que é que o o ponto é que você não só silencia ele, mas qualquer pessoa que tem um pensamento diferente pode olhar isso e falar: "Pô, eu vou ficar em silêncio". Porque olha o risco que tem de eu querer me E e o mundo precisa muito mais desse debate. Eh, e acho que é assim, a é a mensagem mais triste que fica disso é o o legado negativo de você se expor, né?
Mas desculpa, falei não, você tocou num ponto fundamental, cara. É um ponto até que eu acho que pra gente, né, que quer o Brasil melhor, que quer trabalhar pro Brasil, eh, e que chega em fase da carreira, que realmente parte do seu trabalho, parte do seu dia, dizer: "Pô, eu quero fazer esse país melhor de uma maneira ou de outra e você tá fazendo informação. Eu tento também fazer eh o meu trabalho com relação a isso. Mas como a gente vai entrar? Vamos celebrar a vida do Charlie Kirk nesse sentido, como a gente vai entrar no ano eleitoral agora, né? E a gente fala muito, é impossível não falar de política no ano eleitoral, vai ser impossível. Vamos ser gentis uns com os outros. Vamos tentar construir em cima das teses das antítes e fazer algo melhor, porque não tem coisa mais desagradável, vamos ser sincero, do que entrar num canal e as pessoas entrarem simplesmente para agredir as pessoas que ou estão sendo entrevistadas ou estão entrevistando sem querer contribuir, sem querer andar pra frente na tese, né, sem querer trazer o novo. E lógico, se você pensar no mercado financeiro, a maioria das pessoas são de direito, a maioria das pessoas são, querem transformar o Brasil, são liberais como eu sou, tá? Uhum. Eh, mas cara, se você não ouviu contra factual, se você não entendeu o outro lado, eh, fica difícil. Então, menos agressões, né? Lembra do Charlie Kirk? Menos agressões, mais construção, né? Trazer o contrafactual, discutir, debater e chegar novas sínteses ali, né? Vamos, vamos celebrar Hegel aí e pensar nesse processo dialético aí de criar novas sínteses e andar sempre paraa frente nos pensamentos.
Maravilha de introdução. Agora vamos para a pauta, Rui. E aí, o que que essa mente brilhante e toda a equipe da Kineia chegou à conclusão sobre inteligência artificial e ganhar dinheiro com isso?
Cara, tu viu aquele filme velocidade máxima? Ah, lógico. Tu viu com o Ken Raves ali com a com a Sandra Bullock, né, cara? A gente tá vivendo velocidade máxima. Deixa eu dizer de onde é que saiu isso. A gente sempre faz os que nem em sites, tá? Que é que a gente faz? a gente faz a carta do gestor, que é sempre eh temática de um livro ou de um filme. Eh, e a gente faz o que nem insighting, né, que é o que sai 15 dias depois da casa do gestor, geralmente, que é um tema específico de mercado. Eh, por que isso? Porque a gente faz muita pesquisa na Kneia, né? E essa pesquisa a gente de uma maneira ou de outra diz como é que a gente externaliza isso, né? Além da carta, né? Então a gente analisa nesse que né, em sites que é uma publicação, a gente fez sobre os mais recentes são sobre inteligência artificial e urânio, que é o Matrix Reloaded. E antes disso a gente teve 1984, que foi sobre o ouro. E a gente, se você entrar no blog da Kineia ali ou no canal Kneia Investimento, você vai ver os vídeos desses eh no YouTube você vai ver os vídeos e você entrar no blog, você vai ver todos esses textos. Então o texto que eu vou falar aqui tá ali no blog da KNE. Quando esse programa for a já vai est publicado ali no blog, tá? Assina o nosso canal que não é investimentos de coração, porque a gente quer trazer mais gente para ir para mudar esse país para melhor, né? Muita coisa que a gente faz ali é é messiânico, sinceramente. É messiânico em termos de não só treinar as pessoas para investimento, treinar para investimento, não é dar recomendação de investimento, treinar para investimento e dar informações sobre o Brasil, contar um pouco da história do Brasil de um jeito em que as pessoas possam aprender e mudar o país pro futuro. Vamos lá. Aquele filme velocidade máxima, qual era a questão do filme? você tinha aquele ônibus e não podia cair de de 80 km/h, senão o ônibus explodia. Cara, a inteligência artificial tá igualzinho. Você tá num processo em que você cada vez tem que botar mais dinheiro no chão, porque se você desacelerar, né, a coisa explode. Então você pea, dentro do ônibus tá os investidores, dentro dos ônibus tá os CEOs, tá toda todo mundo ali, todo stakeholder de inteligência artificial tá dentro do ônibus, né? A Nvidia ali dá o motor do ônibus, né, para para coisa andar com as com as placas e o combustível é esse cash flow das empresas. Porque o que aconteceu? Deixa, deixa. Por que que esse assunto é tão importante? Porque embora a gente fale de um mercado de ações, né? A o mercado de ações ele concentrou demais na questão de inteligência artificial. Uhum. Por quê? Mas tem uma razão, tá? Talvez seja a coisa mais incrível que o ser humano já criou, tá? Então, quando você olha, por exemplo, o Alpha Fold da Google, né, que depois eu posso falar um pouco quem não sabe, mas você pode entrar na internet, dar um olhada o que que é o Alpha Folds, eh, a nova o nova venture da Google na questão da da cura do câncer e tudo que tá sendo feito, né, em programação, por exemplo, quanto já cresceu a a produtividade de programadores e todas as outras áreas, inclusive investimentos que isso vai permear, talvez seja a coisa mais fantástica, que muito provável é a coisa mais fantástica que a civilização vai já criou e vai criar, tá? Só que antigamente e o mercado era muito mais disperso. Hoje mais ou eu estimo, sei lá, 40 50% do SP é ligado à inteligência artificial diretamente ou indiretamente, tá? Lógico, você pega as MI Sens, são hoje o quê? 35% do SNP, isso é diretamente ligado, é viva ou morra por inteligência artificial, tá? Mas daí tem todo o resto da cadeia que se estendeu, você vai pegar ali a geradora de energia dos Estados Unidos, né? Concilation, Vistra, Talen, isso aí virou inteligência artificial. Então você pega a parte elétrica, né, Vernova, turbinas de de gás, você vai pegar Iton, que é transformadores, boa parte do setor industrial virou eh de uma maneira ou de outra, né? Você pensa o seguinte, o capex dos Estados Unidos é mais ou menos uns 4 trilhões, só que 400 bilhões hoje já é diretamente as Macens investindo. Não é que é todo capex inteligência artificial, não. É só as Maxens investindo, tá? Então 10% do CAPEX dos Estados Unidos já é Max 7. Antigamente era muito fácil investir nas MAC 7 do ponto de vista até se você era um um velho investor, tá? Você dizer assim, cara, esse troço me gera 4% de free cash flows, algumas 5% de free cash flow, né? E trade da PI de 20 25. Pô, você é no brander, né? Eu pego uma empresa que trade 20 25, cresce a 20 e me paga um cash flow de quatro. Isso foi grande parte da história das ME. Aliás, eu sou um cara razoavelmente realista e humilde, tá? Eu tô falando aqui com você. Se eu tô aqui sentado é porque lá é por volta de 2010 eu percebi que eu percebi o que seriam o o setor de tecnologia. Salomão, as pessoas pensam que é tipo, as pessoas tm uma visão errada do mercado de ações. Eles pensam assim: "Cara, se eu comprar ações pro longo prazo é fantástico." A maioria do mercado de ações é um deserto enorme, nada acontece, tá? Ele é tipo assim, são empresas que ganham acima do seu custo de capital e gradualmente gravitando pro seu custo de capital. É isso. Elas estão perdendo vantagem competitiva. A razão que o MSI Brasil, né, que é o EWZ, né, o o MSI Brasil, você tem o histórico dele, ele não cresce lucro mais ou menos ali desde 2007, 2008 em dólar? Quer dizer, o crescimento do Bovespa em lucro em real é quase como se fosse uma lesão monetária, porque em dólar ele tá paradinho ali o MSI Brasil. É porque na maioria dos casos do capitalismo, você não tá criando valor no mercado de ações, você tá diluindo o valor por competição no mercado de ações. Onde o mercado de ações se faz? nas poucas empresas em que é é como se fosse lutar contra a entropia natural, contra a segunda lei da termodinâmica. A coisa tá ali é igual o teu corpo faz, né? Teu corpo, ele quer se dcerar o tempo todo, mas o teu processo biológico te mantém vivo. O mercado de ações é isso, mas são poucas ações que fazem isso. São muitas ações que fazem isso. Então você entende a concentração que existe no momento. Mas gradualmente o que que tá acontecendo com essas empresas? Era em 2016, mais ou menos 24% do cash flow delas ia para Capex, tá? Hoje 70% Cash FR tá indo para Capex. E o Capex, só para te dar uma ideia, foi de 30 bilhões em 2016 para estimados 530 ano que vem. De 30 para 530. De 30 para 530, tá? quando você soma o capex dela. Então, esses são os números que a gente tá falando. Então, o investidor que antes olhava assim: "Poxa, cara, eu tô tirando um cash flow dessas empresas, eh, mas ao mesmo tempo com crescimento, o cash flow sumiu, né? E onde é que sumiu esse cash flow?" Fácil TD, grande parte de Chip da Nvidia, né? Ou o TPU da Google com feito pela Broadcom. Eh, grande parte disso, logicamente, são investimentos de data center e toda cadeia, mas uma parte substancial realmente são chips de computador. A curiosidade que você tem é que chips de computador não se pagam, né? Ah, não, eu fiz aqui um data center botei um chips. Quem pagou por isso, né? Quem quem vai pagar por isso no final? Tem que ser eu, você, tem que ser a o marketers, né, o BTG, ou tem que ser a Kneia. Algum consumidor final vai ter que pagar por isso no final das contas, né? Então, hoje a cadeia é é razoavelmente fácil de entender, né? As pessoas demandam capacidade de treinamento de modelos e inferência de modelos, utilização de modelos. Isso precisa de chip de Nvidia, isso precisa de data centers e precisa de cloud providers, no caso a Microsoft ou a Amazon, que vão trazer isso tudo, vão empacotar isso, né? E eh em em data centers e vender essa capacidade para Openii, para Tropic, né? Para empresas que vão no final das contas para Google, né? Google Cloud vendendo para Google para treinar o Gemini, para treinar o o Grock, para treinar todos os modelos de AI que você tem hoje. Mas isso não é a receita final. A receita final vai ter que ser um consumidor pagando por isso. E a pergunta que a gente fez é o seguinte: quanto esse consumidor vai ter que pagar no final das contas para justificar isso tudo? Aí a gente fez uma coisa bem legal. Hum. Ele pensou o seguinte, por que que ele não pega o processo de nuvem de cloud e tenta fazer uma correlação entre o que aconteceu em cloud e o que pode acontecer em EAI? Porque tem similaridades, embora o produto final seja diferente, a intenção final seja diferente, em cloud você tá outourcem capacidade de computação e AI é uma finalidade em si de utilização. A gente pode estimar o quanto de capital vai ser colocado em cima quando estimou na no processo de nuvem e quanto de receita. Deixa te dar um dado. Hoje o capital investido em nuvem é mais ou menos 500 bilhões. Capital acumulado, você investe um ano, deprecia. Investe um ano, deprecia. Capital acumulado é 500, tá? Nuvem deve ter aí um ROI de uns 25% e gera 250 milhões de receita. Por que que a gente não faz semelhante? E diz assim: "Se eu continuar investindo esses 400 bilhões por ano, né, e perguntar o seguinte: quanto de capital vai ficar acumulado F quando CD preciso razoavelmente rápido, tá? que são chips e estruturas de data center. E a gente chegou à seguinte conclusão, a gente vai chegar mais ou menos ali a 1.2 trilhão de capital de base de capital investido, que é só de porque pensa todo esse capex que eles fazem não é só AI, tá? Mas pega uma parte de AI desse capex e diz quanto a gente imagina que vai ser o capital investido na run rate atual, tá? 1 trilhão2 bilhões. Se eu for fazer a mesma conta que a gente fez pra nuvem, a gente vai precisar mais ou menos de 600 bilhões de dólares de receita, tá? Esse é mais ou menos o número. Só para te dar uma ideia, a Google hoje só com search faz 200 bilhões mais ou menos de receita. Então a gente precisa de três Googles. Vai. Ah, quanto tempo precisa dessas Googles? Isso eu não sei te responder, porque na verdade o que vai acontecer é que você vai seguir a famosa curva J, tá? Que é curva J? Qualquer coisa tecnologia é assim, por que que é tão difícil pro investidor pegar essas empresas que sobem muito rápido de repente dentro do índice e se você não tiver elas, você perder o índice completamente? Porque elas normalmente seguem curvas jotas, tá? Vou te dar uns dados. Spotify, 18 anos para fazer dinheiro. Tesla 17 anos para fazer dinheiro, Airbnb. E o J é pelo movimento que dá. O J é porque primeiro faz despesa, né? Perde dinheiro, daí você faz, é um Nike, né? Nike, você perde dinheiro e você sobe. E como a coisa em tecnologia é muito escalável, né? Quando você sai de perder dinheiro para ganhar dinheiro, a aceleração é muito rápida. Aí o cara e e a ação sobe, não é aqui, a ação sobe aqui, né? Porque as pessoas que conseguem o que que é a diferença do bom investidor e do mau investidor? Não é que ele pode prever o futuro, ninguém prevê o futuro, mas a gente tem uma capacidade melhor que outros de dado uma série de dados, dizer assim, é mais para esse lado do que para aquele. Quem vai perceber o que aconteceu, né? Por exemplo, pega ali Uber, 13 anos para fazer dinheiro, tá? Amazon, 9 anos, uma década para fazer dinheiro, tá? Netflix 6 anos para fazer dinheiro. Quem fez dinheiro com Amazon, com Netflix, com Uber, com Airbnb, foi cara que pegou aqui e viu isso aqui vai se transformar lá na frente, tá? Por exemplo, a nuvem da Microsoft começou em 2013. Ela foi fazer dinheiro, o Azure, né? Ele foi fazer dinheiro em 2018. Então você vai ter que ter uma trajetória, uma trajetória que te diga eh quanto tempo é para você fazer isso. Vamos botar o número. O número que você precisa, eu falei para você, 600 bilhões de dólares de receita. Aí você tem que pensar o seguinte, qual é o porque daí você calcula um, vai, calcula um rock de 25%, daí paga esse, paga esse esse investimento. Aí a pergunta que você faz é o seguinte: quanto de valor isso vai gerar, né? Aí você tem vários estudos, né? Você tem no nosso documento, a gente coloca uma série de estudos. Eu vou ser sincero, eu li todos os estudos, achei eles muito modestos, tá? Achei eles muito modestos. Eu vou te dar só um dado. Porque que eu achei estudo modestos de mercadon? É, Miney, grandes empresas, Goldman Sax, grandes empresas que fizeram essa estimativa. Por exemplo, Orton fez essa estimativa, diz assim: "Ah, eu acho que até 2030 adiciona 1,5 pro PIB global. 1,5 pro PIB global. PIB global vai lá, centos trilhões de de dólares, vai ser 2 bilhões de valor adicional. Vamos supor que seja esses 2 bilhões, tá? Então, se forem 2 bilhões, as empresas teriam que capturar mais ou menos aí um pouco mais que um quarto disso em termos de valor para elas, para ter 600 bilhões de receita e deixar 3/4 com a sociedade como um todo. Se for esse o valor. Eu acho que é muito maior que isso, porque se você pegar todo o custo só de programadores, você sabe que programação é a principal aplicação no momento, né? Inclusive, eu tenho amigos programadores que já estão sem emprego em virtude de AI, porque, cara, tá mudando o mercado de trabalho dramaticamente. A principal coisa de AI para mim não é mais o investimento do fundo, é o que eu faço com meus filhos, né? Como é que eu treino meus filhos, como é que eu preparo meus filhos para isso, porque se você olhar, uma das coisas principais que tá gerando já valor para essas empresas é que a o número de funcionários dessas empresas não tá crescendo mais. Você lembra daquela época que Amazon crescia funcionários dramaticamente, que a meta contratava loucamente? O número de funcionários tá parado há quase 3 anos. Parado, tá? Então alguma, como a receita delas não para de crescer, essas empresas crescem receita na casa agregada Megers na casa de 25% ao ano. Se você tá crescendo receita, teus funcionários não estão crescendo, alguma produtividade tá acontecendo, tá? Inclusive os empregos de tecnologia já começaram a cair como um percentual do total dos empregos nos Estados Unidos. Isso me chama muita atenção. Os empregos totais em tecnologia estão caindo em relação ao total de empregos nos Estados Unidos. Quer dizer, onde é como se fosse um vírus, entendeu? Onde aquele vírus pegou primeiro, que é o setor de tecnologia e programação, naquilo ali ele já fez o estrago. Esse vírus vai se espalhar pra economia inteira, tá? Por exemplo, hoje de profissionais, a gente tem falado muito dos números do Fed, do não farm payroll e a gente começa a se perguntar o seguinte: quanto já tá sendo afetado? Porque se você pegar os jovens em início de carreira, ah, que é quem é fácil, mais facilmente substituído por AI, e você pega o, por faixa etária, por exemplo, desenvolvedores de software, faixa etária, o número de empregos anunciados já tá 22% abaixo. Aí você pega profissionais mais expostos, tá? O número de empregos, a de anúncio de emprego já tá caindo 6% ano das áreas mais expostas, né? Essas consultorias separam as áreas mais expostas, as menos expostas. Isso é Estados Unidos, Estados Unidos, tá? Dados dos Estados Unidos. Então você tá, o que tá acontecendo gradualmente é que você tá eh tá realmente acontecendo. Você olha nos dados tá acontecendo. Deixa eu te dar um um dado. Por isso que eu acho que esses estudos são tão subestimados. Se você pegar os custos totais dos programadores do mundo, salários mais os custos deles todos, dá mais ou menos 2 trilhões de dólares, tá, no mundo inteiro. Uhum. Só que programação é uma coisa, é um trpic que tá aí para para ver isso. É um troop que foi, é um trópico, para quem não sabe, é que tem o cloud, né, que tem o modelo cloud, que é muito focado em programação, muito focado em o que a gente chama de APIs, né, de aplicações corporativas. É um troppo que foi de 100.000 para um eh 100 milhões para 1 bilhão de receita, né, de 23 para 24. Agora deve tá indo de 100 bilhões. Eh, 100 milhões para para bilhão. Não, bilhão ela já tá não foi primeiro de 100 milhões para bilhão. Agora deve tá indo de bilhão para 10 bilhões, talvez no final desse ano. E, cara, a Open tá indo de 10, provavelmente para 30 em 2 anos. Nesse sentido, eh, a, e as pessoas vêm muito valor, tá? No inclusive a OPE tá lançando modelo só para programação agora, tá? que possa competir com o Cloud e com Sonet da da Antropic. Cara, se se eu fizer os programadores 50% mais produtivos, que não é não é nada realista com a inteligência artificial, é até conservador, eu gero 1 trilhão de valor. Só disso. Eu não fiz nada na economia. Eu não fiz mais nada. Eu não fiz a economia crescer mais rápido. Eu não fiz a economia ser mais produtiva. Eu só fiz programação ser 50% mais produtiva do que ela é hoje. E eu já gerei valor para caramba. Inclusive, você vê a entrevista do do Amodei, que é o CEO Antropic, ele diz: "Cara, eh, uma parte dos meus umas partes da minha base de cliente, ela tá pegando um valor completamente desproporcional quanto eu cobro dela no momento, né? Mas curvas jão normalmente assim, tá? curva J são processos em que você no começo deixa mais do valor ir na direção do cliente e gradualmente conforme você vai entrando na na inflexão da curva você tá já o cliente já convencido da sua proposta de valor, você pode cobrar melhor por isso, desde que você logicamente mantém e ganhe eh vantagem competitivo. Muito se fala assim do muito se fala do da questão do ah não, mas os modelos são todos iguais. Os modelos já não estão ficando todos iguais, tá? Você vai especializar modelo, por exemplo, eu pego um caso, claro, Antropic, especializou em programa, muito especializado em programação. Daí você pega a Google, que tá fazendo o alfa, que fez o Alpha Fold, que tá fazendo, que lançou a venture dela para cura do eh de de alguns de tipos de câncer, né, e doenças imunológicas, que é uma área que gera bilhões e bilhões na parte de farmacêuticos na Isomorphic. Ele lançou, lançou a venture dele baseado no na aplicação dele que ele criou a partir do Deep Mind, né, da da do Gemini, do Deep Mind, ele criou uma aplicação que na verdade conseguiu mapear como é que era um problema que existia para sempre em biologia, né? A gente tem milhões e milhões de proteínas e não sabia o formato dessas proteínas. É impossível saber o formato tridimensional dessas proteínas e a gente conseguia mopear nem 1% das proteínas. Aí a Google sentou, usou modelos de inteligência artificial e conseguiu modelar todas as proteínas. Eh, isso tem uma aplicação imensa para questões médicas, né? Porque você sabe o formato exato de uma proteína, você sabe onde ela acopla e como ela acopla, tá? Eh, com isso você pode fazer vacinas, com isso você pode fazer aplicações para câncer, para doenças autoimunes, tudo precisa saber, formatação de proteína. Então, é uma coisa completamente nova, pode gerar milhões, milhões, milhões para Google se feito, certo, né? se realmente conseguir já tá em em eh preclinical trials, né, a parte pré-clínica ainda, né? Mas pode ser uma coisa muito. Então os modelos eles vão gradualmente é e essa coisa do modelo de o modelo que busca ADI, que busca inteligência artificial geral, ele vai continuar nesse processo. Por isso que o Zuckerback tá pagando 100 milhões, 200 milhões ali pr pra garotada que sabe fazer isso. Mas ao mesmo tempo que esses modelos eles vão se desenvolvendo, outras aplicações específicas pegar meta, por exemplo, aplicação aplicação de de inteligência artificial na meta é fazer com que o ambiente meta trabalhe melhor no Instagram, por exemplo, que a que consiga identificar melhor o que que o Thiago Salomão quer, que o tempo que você quer ver aquilo, o tempo que você suporta ver aquilo, é que seu advertiser possa desenvolver propostas de páginas, de vídeos eh pra vender o produto dele e com isso vai crescendo gradualmente a receita da meta numa aplicação de inteligência artificial e não no modelo lhama que a meta tem no momento.
A gente identificou quatro maneiras de monetizar, que é isso que eu não falei até agora. Eu disse: "Olha, tem uma cabça precisa de 600 bilhões, né? Como é que você monetiza isso?" A gente resumiu isso em quatro vertentes, tá? Que a gente achou. Primeira vertente pode ser via simplesmente assinaturas. Eu vou fazer assinaturas e dessas assinaturas eu vou tirar o valor, tá? Como eu pago? Eu pago GMNI, eu pago eh Openii, né? Ou chatt e eu pago eh o Grock. Eu pago os três, tá? Então já eu já sou um contribuidor de receita. O, eu posso fazer isso via aplicação corporativa, por exemplo, Sonet Cloud, a questão do da Antrop que faz aplicação de eh corporativas, né, que eu eu a gente tem na a gente paga na a Kéia, por exemplo, a gente tem aplicações corporativas de de inteligência artificial na Kineia. Essa é a segunda maneira. A terceira maneira é take rate, que eu acho que vai ser uma das coisas mais interessantes que você vai monetizar EI, tá? Take rate. Eu vou, você vai eh, qualquer coisa que é e fizer para você que resulte numa compra, que eu acho que vai acontecer muito rapidamente, eu sempre dou exemplo na minha passagem Rio São Paulo, né, que é o inferno, porque você tem que ver quando é o voo mais barato, como é que tá, que horário tem voo. Se ele fizer isso, achar tudo que eu quero e já botar no meu cartão de crédito e já botar no meu wallet, no meu telefone, para que eu possa só embarcar, nossa, valor adicionado é enorme na minha vida. qualquer coisa que me poup tempo é é valor enorme, é valor adicionado enorme. E essas take rates vão acontecer. E o quarto seria advertising, tá? Que a Google, por exemplo, já tá pensando como monetizar o AI overviews dela, que eu vou falar sobre isso, também via advertising, tá? Logicamente o ecossistema Google é muito é muito sujeito a isso. Aí você vai pro primeiro, você diz assim: "Cara, quantos usuários eu posso ter pagando esse negócio?" Só mostra vai ter lote, tá? vai ter lote porque a proposta de valor é muito forte. Eh, tipo assim, hoje a Open Ai dá paraa minha filha, minha meus filhos são muito estudiosos, tá? Não posso reclamar deles de usar inteligência artificial. Mas eu digo, eu digo para eles perguntarem: "Papai, eu devo usar inteligência artificial?" Eu dei os critérios para eles. Digo, nesse sentido acho que você deve usar, que é como o papai usa. Nesse sentido, eu acho que você não deve usar. Mas cara, eu vejo o valor que gera para eles, né, no colégio usar aquilo ali. Eh, e não me assusta, porque também não me assusta da maneira que eu uso inteligência artificial para gerar valor para mim. Cara, é que hoje a Open dá isso de graça para ela. Em algum momento essas coisas vão começar a ser cobradas como qualquer coisa na vida, né? Se você não aquele negócio, né? Se você não é o cliente, você é o produto, então de alguma maneira aquilo vai começar a ser cobrado. Para você ter uma ideia, tem 330 milhões de usuários na Netflix para ver Windwing, para ver séries sem parar que geram muito pouco valor agregado pra tua vida, tá? A Open AI deve ter uns 700 milhões de usuários, 35 milhões são pagantes no momento. 35 só 35 de 700, quase nada, né, cara? Então tem, eu acho que tem muito espaço. É porque assim, o que eu vejo nesse modelo de assinatura é que diferente de um Spotify, de um Netflix, até o YouTube, eh, a assinatura ela tá muito mais uma comodidade. Uhum. Não é um benefício de e você ter um diferencial até em relação à outra pessoa, ou seja, ela corta advertising, ela corta propaganda. Então assim, quando você tem uma ferramenta que ela vai te gerar um diferencial intelectual, é quase como um falar no passado de um curso de inglês, né? Ano passado era fundamental que você falasse inglês e ia ter um grande diferencial. Então eu vejo desse jeito. Se tem 700 milhões de usuários, 35 assinantes, eu vou te dar alguns números, tá? Apple, loja da Apple, 450 milhões de usuários, Netflix, 330 milhões, Spotify 270 milhões, Amazon Prime 250 milhões. Eu acho que você vai ter muito subscriber, inteligência artificial, porque lembra, não vai ser só esses modelos como estão hoje. Modelos vão se especializar. Uhum. Você vai ter um modelo que a gente já já tem na KN especializado em investimento, especializado em ler relatórios trimestrais e anuais de empresa, né, e fazer toda a análise para você daquela coisa que levaria horas e aquele negócio, vou começar a nova análise de uma empresa. Já estudou essa empresa do passado? Não. Pô, vou fazer o quê? Vou pegar 10 anos de relatório trimestral para começar a entender a empresa ou vou pedir para II já estruturar isso para mim para eu começar de um starting point melhor? Você que gosta de um contraponto, você vai ter que ouvir o episódio com o Adriano Almeida, que é o com quem eu gravei ontem, vai ao ar e vai ao ar do dos desse episódio aqui que a gente tá fazendo eh ser publicado, que ele faz exatamente isso que você não faz, porque ele fala: "Eu vejo diferencial em ler 10 anos de histórico de teleconferência, porque hoje ninguém mais faz isso, todo mundo usa AI." Eu acho, eu acho, eu acho, eu acho excelente. Eu acho um contraponto excelente, como que eu falei, tudo na vida tese, antítese e síntese, né? Mas só também o ele não é um gestor que nem você, né? Ele é um gestor de ações, foco em longo prazo. Então assim, ele procura algo que ele vai praticamente casar. Você com uma cabeça mais muito mais
Próxima de um head fund, né? Um cara muito mais tático. Agilidade para você é importante.
Não, e eu acho que são "horses for courses", né? O que a gente fala em inglês de "horse for course", né? Eu acho que outro dia foi interessante, eu estava com o Bruno lá da, eh, o Bruno da Capital, que é muito meu amigo, né? A gente estava discutindo um vídeo do Larry Summers. Daí ele passou esse vídeo. Daí eu disse assim, ele passou para mim e disse assim: "Vê esse vídeo aqui, Rui." Daí eu disse assim: "Putz, tô sem tempo, cara." Daí botei no ChatGPT, no Gemini, né? Disse assim: "Olha, lê para mim esse, vê esse vídeo aqui, vê os pontos principais." Daí ele deu todos os bullet points, eu li os bullet points, passei para ele, ele falou: "Interessante, até o conteúdo tá aí, mas perdeu as nuances, as nuances não estão aí." E eu acho isso interessante, realmente. Realmente, se você pede só para a inteligência artificial, as nuances não vão estar presentes.
Então, como tudo na vida que a gente falou no começo, tem tese, tem antítese, e a gente tem que ter uma síntese no meio do caminho. Mas eu acho que começar com, é, é igual começar a escrever, começar com um draft estruturado de IA sempre ajuda, pelo menos para você saber onde você erraria a lógica de raciocínio, né?
Então, olha só, subscription, eu acho que vai ter muita, tá? Eu mesmo já, a gente assina várias na KNE. Eh, a segunda coisa interessante, cara, essa coisa da "take rate". Eu acho que a "take rate" vai ser enorme, tá? Pensa o seguinte, cara. A gente tem trilhões de dólares de comércio eletrônico no mundo. Trilhões de dólares. Vai chegar aí no final dessa década, talvez a 10 trilhões de dólares de comércio eletrônico. Quantos agentes vão tirar disso? Quantos agentes vão tirar? Eu não sei. Eu sei que cada vez mais o comércio eletrônico tira do, vamos ser sincero, o comércio físico, né? Virou uma coisa muito mais de "entertainment" hoje em dia, né? Você precisa de "entertainment", você sai de dia, você, principalmente roupas, essas coisas, você quer ter um pouco de "entertainment" com shopping. Mas na prática, se você quiser viver de Mercado Livre, Amazon hoje em dia, você vive de Mercado Livre, Amazon, tá? Se com a inteligência artificial cada vez mais automatizando a sua compra, quer dizer, você não tem que saber nem o que você quer direito, né? Só tem que dizer para ela que é uma coisa nesse sentido. Ela vai trazendo as ideias, já conhecendo você, porque o ChatGPT, você já deve ter percebido isso, ele vai conhecendo você. Pergunta pro ChatGPT que ele sabe sobre você, você vai ficar assustado. Aliás, uma coisa bem interessante, não é perguntar o que que ele sabe sobre você, é perguntar assim: "Faz o seguinte, escreve as piores coisas que você sabe sobre mim e me destrua." Nossa, vou fazer isso agora. Nossa, faz isso porque toma cuidado que você vai escutar, tá? Porque ele vai fazer. E depois do episódio, eu já ouvi tanta coisa, Rui. E aí você vai, tipo assim, você vai aprender muito sobre você dessa maneira, ainda mais porque ele tá "less agreeable", ele tá menos "agreeable" que ele era. Mas, cara, se tirar um pedaço disso aí, entendeu? Se tirar, vamos lá, até 2030, ele tira 30% das transações do comércio eletrônico. Não acho. Eu não acho. Eu acho bem realista, tá?
Expande. Porque você pensar a maneira que as Big Techs viraram as Big Techs foi que, por que que, se você olha desde 2010, o crescimento real de lucros do mercado foi o setor de tecnologia. O resto ou foi ilusão financeira de inflação, ou foi, eh, um setor cresceu que não fosse tecnologia, mas outro diminuiu. Por que que isso aconteceu? Por que que todo o crescimento global de lucros, né, as pessoas falam "investimento a longo prazo por causa de crescimento de lucro", só teve no setor de tecnologia no agregado? Por quê? Porque ela foi roubando de todos os outros setores, né?
Posso trazer só uma estatística que tá fresca aqui na memória? Porque semana passada eu fui no Rio de Janeiro, acompanhei o evento, o primeiro evento da TB Capital. Aliás, um abraço pro Davi e pro Savreda, que fizeram uma apresentação incrível. E eles trouxeram um dado muito legal no começo: retorno nos últimos 20, nos últimos 20 anos, de 2005 até 2025. S&P 500, 10,6% ao ano. S&P 493, que são as "Magnificent Seven", 6,6% ao ano. Só como comparação, o DAX 30, que é a bolsa da Alemanha, da Alemanha, 7,9% ao ano. Ou seja, o S&P 493 teve um retorno até abaixo de uma bolsa, de uma bolsa normal, né? Então, como as "Magnificent Seven", elas sugaram bem, elas sugam, elas vão, elas vão matando, né? Elas, é tipo assim, vai tudo transitando para dentro daquele ambiente, né? Google, quantas, quantas redes de televisão, quantos jornais, quantas redes de rádio, quanto, quanto do processo total de quantas, eh, quantos negócios foram mortos pela Google para Google existir da maneira que existe hoje? Quantos negócios foram mortos pela Amazon, né? Quantos "moms and pops"? Como, quantas pequenas lojas foram saíram? Quanto, quantas lojas virtuais existem hoje atreladas à Meta, né? Em que você não consegue mais ter fisicamente, mas você tem ela virtualmente no Instagram, né? Quanto tempo de, de "diversion", qualquer pessoa que vende tempo, né, que vende, eh, "views", né, que vende você, quanto, quanto a essas pessoas tiveram que se vender à Meta, porque a grande parte da vida hoje é ficar vendo "Reels" de Instagram, né? E coisas do gênero, né? Da vida ficar vendo "Reels" de Instagram.
Verdade. Quando, então, o que aconteceu com essas Big Techs foi que essas Big Techs e ela, elas se transformaram na tua vida. Quanto tempo você passa em frente a esse negócio hoje, né? E, e o valor vem disso. Então, eu acho que a inteligência artificial vai tirar mais isso da economia real e vai levar isso mais para economia virtual. Se você acha que é bom ou mau, pras, por exemplo, olha só, esse, esse negócio aqui, eu não compro mais câmera, eu não compro mais gravador, eu não compro mais nada, tela, nem televisão mais, é isso aqui, tá? Só que agora uma série de outras coisas. Por exemplo, você sabe que uma das primeiras empresas a morrer por inteligência artificial é uma empresa que vendia, eh, software para fazer trabalho escolar, ajudar trabalho escolar de crianças nos Estados Unidos. Essa empresa morreu. Veio para cá, tá? Várias coisas vão morrer. A parte tributária vai morrer, vai vir para cá, tá? Tanto tudo que é fácil, que é robotizável, facilmente transformado no algoritmo, né? E você pode perceber grande parte do que a gente faz hoje em dia, por exemplo, para fazer demonstração financeira, tem software à beça para isso, vai vir para cá. Fazer imposto de renda, tem software à beça para isso, vai vir para cá. Então, vai tirar boa parte do, do, da economia como um todo. Isso é um outro fator, não é só o "take rate" do, o "take rate" do e-commerce. Você vai roubar de software. De software você vai roubar muita coisa. Então, várias coisas ali, cara. Adobe, Salesforce, né? É, várias empresas de SaaS, porque a, a, o que existia antes da inteligência artificial, em que chamava atenção muito das pessoas, é chamado "Software as a Service", né? SaaS. S.A.S., né? Eh, esse SaaS chegou a meio trilhão de dólares. Esse SaaS vai morrer, na morrer, não vou dizer morrer, mas ele vai, eh, ele vai sofrer na mão de inteligência artificial, porque a coisa toda, até o Satya Nadella fala muito isso, né? Você vai transformar, né? Inteligência artificial em "software on the spot", né? Capaz de fazer. Hoje em dia, você sabe que tem essa aposta na OpenAI, né? Aberta de quando vai ser o primeiro "one person unicorn", né? Você deve ter ouvido falar isso, né? O unicórnio de uma pessoa só, né? O unicórnio é aquela empresa que chega a 1 bilhão de dólares de valor. Quando é que você vai ter o unicórnio de uma pessoa só? Porque o cara vai usar a inteligência artificial para pesquisar o mercado, vai usar a inteligência artificial para desenvolver a proposta dele, vai usar a inteligência artificial para fazer toda a cadeia de produção, vai usar a inteligência artificial para fazer o app, vai botar o app ao vivo e não vai precisar de absolutamente ninguém para fazer tudo. Os contratos, tudo, vai ser tudo feito por inteligência artificial. Esse é o "one billion unicorn", unicórnio de uma pessoa só, né? E hoje você entra na internet, eu já vi alguns vídeos desses das pessoas fazendo isso, não vale um bilhão ainda, né? Mas a pessoa efetivamente fazendo isso, ele entra sozinho e ele do zero e diz assim: "Vou pesquisar esse mercado." Eu vi até isso com uma aplicação de notebook, que é uma aplicação legal da Google, em que o cara entra ali e começa: "Bom, vou pesquisar esse mercado, eu quero pesquisar esse mercado." Era um mercado, acho que de "blood", de análise de sangue, né? Da, vou pesquisar esse mercado, quantas pessoas precisam desse tipo de análise. Ele vai entrando, vai descobrindo quantas pessoas. Daí ele vê que grupo é esse, quanto esse grupo ganha, eh, qual é a capacidade de pagamento desse grupo, né? Qual é o "profit pool" que ele vai ter dali? Quanto seria razoável pagar? Ele já faz a pesquisa de que serviços similares com tech cobram e ele vai desenvolvendo tudo. Daí ele desenvolve o app. Já tem aplicações que fazem o app para você na hora. Você sai com o app pronto, o app aberto na, para ser usado ali na, na App Store.
Essa conversa me lembrou muito o dia que eu conheci a história do Dollar Shave Club. Você lembra dessa empresa?
Lembro, lembro, lembro sim. Que era uma, ali o vídeo, o vídeo de marketing desse negócio é maravilhoso. É maravilhoso. Aquele vídeo "one take" que ele faz no "one take". Esse vídeo. Você, você viu esse vídeo? Maravilhoso. Não, o estudo de caso é maravilhoso. Que é uma empresa que não era uma empresa de uma pessoa só, mas era simplesmente um gilete que o mote era: "Pô, por que que você precisa de um, de uma lâmina com não sei o quê, não sei o quê lá, se o seu vô usava uma lâmina tradicional e fazia o que você quer fazer quando faz a barba, que, né, pega a mulher e tudo mais?" Enfim, era aquela coisa meio, eh, bem, bem rústica assim, o papo bem chucro. E ele roubou um mercado enorme da, da Gillette, né? Da, e acabou sendo até bidado depois. Então, e a grande conclusão desse estudo de caso, né, como uma marca centenária, né, uma, uma indústria que existe há muito tempo, foi levemente disruptada, mas significativamente disruptada por um pequeno negócio que com o vídeo viralizou. E então esse papo aqui me lembrou muito. Isso é coisa de 10 anos atrás, né? Se jogar aí Dollar Shave Club no YouTube e ver os vídeos da campanha, até a parte que ele fala assim: "Putz, eu não pago, eu, eu posso vender mais barato porque eu não pago Roy pro Roger Federer da, da, da atacada de tênis, né?" É muito legal. Você não precisa pagar Roger Federer para fazer, cara. Fez um negócio bilionário desse jeito, não é?
Esse, eu, eu tenho, eu tenho essa propaganda na minha cabeça, cara, como uma das coisas mais geniais que eu vi na vida, assim, de em termos de de marketing, né? Eh, mas vamos, voltando à nossa vaca fria aqui, cara, eh, a gente falou de comissões sobre "takeouts", tá? De invadir um mercado de software, eh, de assinaturas e tem a parte de publicidade. Você sabe que hoje você entra no Google, você pede uma, uma, eh, pesquisa para ele, se é pesquisa, porque o Google é esperto o suficiente, onde é que o Google faz o dinheiro dele? É principalmente pesquisas que levam a uma venda, tá? Ali que ele faz dinheiro. Tem muitas pesquisas que não levam à venda. Quantos títulos, quanto grandes "lanovits" ganhou? 24. Mas você não sabe. Você entra ali na internet, ele vai dizer para você, eh, a Google sabe que isso é só informativo, não vai levar a uma venda. Então, ele te dá uma coisa chamada "AI Overviews", com muito detalhe no começo, né? Que ele começa como se fosse uma resposta ChatGPT estruturada, né? Você entra ali, ah, como é que se dá a fotossíntese aqui? Cara, vê, provavelmente um aluno de colégio não quer comprar nada, ele vai e descreve tudo para você bonitinho com a saída do Gemini ali, né? Ele já tá pensando em como transformar aquilo em publicidade, né? Não é um "take rate" para uma venda, mas como transformar aquilo em publicidade de alguma maneira. E eu acho que pode ser uma monetização bem interessante.
Aí a gente resolveu fazer uma coisa simples: vamos somar tudo isso, né? Assinaturas. A gente colocou assim: bom, vamos chegar ali a um número que seja condizente com o Spotify, com Amazon Prime, nada aos 100 bilhões. Quando você bota estudo a 100 bilhões, não é nem tão longe da realidade. Você pensar que, eh, se você somar a receita prospectiva, né, de final desse ano aí de OpenAI, Anthropic, tá chegando aos 30 bilhões, tá? E é o começo do, é o começo de tudo, vamos colocar dessa maneira. Da assinatura. A gente botou 100 bilhões de valor. Eh, e cara, isso aqui é dinheiro, é, é nada de dinheiro perto de uma assinatura de Netflix, perto quando você tem de Amazon Prime, perto quando você tem de Spotify, é dinheiro de, tipo assim, pro valor agregado, 100 bilhões a nada. Comissões sobre "take rates", a gente disse: "Poxa, vai ter uma 'take rate' ali 3, 4%. Quanto é que pode pegar no mercado de de e-commerce como um todo?" Eh, fiz algumas comparações, 150 bilhões pareceu razoável pra gente. O maior valor vai vir de aplicações corporativas, porque a corporação paga. E eu volto a dizer, se só o salário dos programadores daria de valor quase 1 trilhão, a gente botou 500 bilhões ali de bandeja, tá? Vamos dividir isso por dois. É uma aplicação só, só isso dá 850 bilhões de receita, vamos falar assim, até 2030 para ser razoável. A verdade é o seguinte, é que é muito monetizável. Uma vez que o valor tá presente, é muito monetizável. Ah, quanto tempo vai ser para isso ser monetizado? Não sei. Eu não posso responder essa pergunta, tá? Eu não tenho. Aliás, uma coisa que certamente nós investidores não temos é bola de cristal de futurologia. A gente não sabe isso. O que a gente tenta dizer é o seguinte: é razoável? Se eu botasse esses números na mesa e saísse números absurdos e digo assim: "Olha, eu tenho que transformar, eh, eu tenho que fazer coisas que não são razoáveis", mas se o que sai é, cara, com o "take rate" que a Amazon tem no mercado 3P dela, mais as assinaturas que a Netflix tem no mercado de assinatura dela, mais o que o mercado de SaaS é hoje se transformando no mercado de AI para aplicações corporativas, que são esses 500 bilhões, tá? Eh, mais metade do que o Google é hoje em advertising e para aplicações globais de AI, que, cara, são coisas muito razoáveis que a gente tá falando aqui, muito razoáveis, né? Dá um potencial de monetização que já mais do que pagaria esses investimentos no momento. E eu acho que o, quando você faz "bottom up", isso é uma conta "bottom up", né? Você sempre tem que matá-la com a "top down", né? A "top down", na verdade, é o seguinte: a economia global é de 100 trilhões, vamos, é mais do que isso, mas 100 trilhões de dólares. Essa economia global, cara, se você consegue gerar 5% de valor da economia global, 1% ao ano, que eu acho que dá para gerar, tá, Salomão? Eu acho que dá para gerar 1% ao ano na economia global mole, tá, cara? Você transforma essa economia global em uma coisa que você tá falando de 5 trilhões. Aí quanto você captura disso, né? Você capturar 20% disso já se pagou. Eu acho que o número pode ser muito maior. E vamos ser sincero, qualquer pessoa que fala do fiscal global, a gente já escreveu várias cartas sobre isso, o que muda o fiscal global é a função de crescimento. Você crescer ou não crescer, produtividade é uma economia. E a gente falou bastante de produtividade recentemente, né? Salomão pode até depois, com o próximo assunto, a gente falar um pouco da produtividade brasileira, que foi um trabalho que a gente fez recentemente, até apresentou no no Fora da Liberdade. Eh, você ter produtividade ou não ter produtividade é o que faz a sua dívida ser impagável ou exponencializar para cima ou ela se estabilizar em algum momento. Se você consegue virar a função de de produtividade do mundo ou do Brasil ou dos Estados Unidos, você virou a situação. Aí, Fahrenheit 451, que foi aquela carta que a gente escreveu, né, sobre a insustentabilidade global, é, das dívidas, não se torna realidade. Você mudou o futuro, viu uma mudança da função de produtividade.
O que que, para a pessoa, o que que é mais pé no chão? Ah, cara, eu sou mais pé no chão agora. Tipo assim, Rui, você falou isso aí, mas isso aí, cara, é "blue sky scenario". Eu sou um cara pé no chão e eu quero coisas hoje, tá? Cara, Cloud tá bem interessante, tá? Porque no final das contas, enquanto essa receita final não chega, tem duas coisas, tem duas, eh, "layers", né? Duas camadas que estão por trás, né? Uma logicamente é chips, né? Você precisa de de GPUs e tem duas GPUs hoje que mandam no mercado. Nvidia. Uhum. Né? Que totalmente manda no mercado por uma série de razões. Eh, e é "bifurcar" o melhor, o melhor chip, né? Para o que elas se propõem e a melhor linguagem de programação, porque o problema é que você tem linguagem de programação, né? A a GPU da Nvidia tem várias vantagens, não é só o fato de que ela é melhor GPU, ela é o melhor hub de GPUs, ela se fala melhor entre as GPUs e ela tem o melhor software rodando em cima disso, porque programação é a parte importante disso que é o CUDA, né? Que rola por cima disso tudo. E você tem as TPUs da Google, são feitos pela Broadcom, porque foi, na verdade, foi a Google que começou esse processo, né? Eh, o paper original desses Transformers, né? Que é o "T" do ChatGPT, vem da Google, né? A Google publicou esse paper, que na verdade era uma aplicação para, para advertising, tá? Que é que foi o paper da Google dos Transformers que começou tudo isso, né? E, e as TPUs são muito para, para Google funciona muito bem, mas porque a Google programa essas TPUs desde o começo, né? Ela sabe usar, são eficientes em uso de energia e é o que mandam. Aí você tá tentando novas camadas, novas, sei lá, OpenAI quer fazer a dela, tá tentando fazer a dela, a Amazon tem a Traino. É interessante que a AWS tá ficando um pouco para trás nessa corrida, né? Porque, por exemplo, a AWS tem 44% da participação do mercado de nuvem, mas só tem 20% das GPUs da Nvidia recebidas, né? Começou uma nova onda de novas nuvens que estão entrando, né? Nuvens Coreweave, por exemplo, né? Nuvens secundárias que, eh, Nvidia, Oracle, né? Pô, o resultado da Oracle, você vê isso claramente, né? O quanto ali o o Softbank, né? Mais a Oracle estão investindo no momento para trazer capacidade de treinamento da OpenAI. Então essas, se você quiser continuar investindo em Nvidia, continuar investindo em Broadcom, eu acho que tem investimentos interessantes ali, tá? Eu acho que é "fair game", tá? Tem riscos associados, mas é "fair game", né? O quanto ali é o valor agregado disso e nada funciona sem esses caras.
Mas a segunda camada é essa camada de nuvem, né? Porque o, o primeiro movimento foi muito forte na Nvidia. O pessoal diz assim: "Ah, eu vou comprar a pá, não vou comprar o ouro, eu vou comprar a pá que cava o ouro, que é Nvidia." Agora, a segunda pá que cava o ouro é a parte de nuvem que tá crescendo, que tá vindo agora em "fruition" muito rápido. Se você olhar Azure, se você olhar a Amazon Web Services e a Google Cloud, todas elas estão acelerando. Aliás, é a coisa mais interessante desse processo, né? Porque o que a gente espera é que o lucro das "Magnificent Seven" começa novamente a reacelerar de uma base que já é três, quatro vezes a base do resto do mercado, né? Então elas crescem por volta ali de, vai, 25%. Todo ano o pessoal projeta que elas vão cair o crescimento. Todos os anos ela entrega acima do que as pessoas projetaram, enquanto o resto do mercado tá aí 6, 7%, vai. E se o que tá acontecendo com a Google Cloud, com Azure, que a gente espera que aconteça com a AWS, porque a AWS deve receber agora mais chips, tanto da Nvidia quanto os "trainings" dela para começar a acelerar, porque basicamente a AWS alimenta a Anthropic, né? E a e a Google, o Google Cloud Gemini, né? E a OpenAI e a Azure, a OpenAI, né? Inclusive, não sei se você viu recentemente, o Gemini foi o principal software download que eles fizeram um aplicativo de de imagens, né, recentemente, em que, eh, explodiu a utilização do Gemini. Isso precisa de uma nuvem por trás. Da mesma maneira que aquela aplicação de imagens do ChatGPT explodiu a Azure, né? É, isso precisa de uma nuvem por trás. Então essa receita incremental de nuvem de AI já tá fazendo uma diferença muito grande. Você tá falando aí de receitas de 40 bilhões, talvez pro ano que vem na Azure e 22 bilhões na AWS. Tá falando números grandes, tá falando 60 bilhões de receita.
Para, para quem tá ouvindo, quiser acompanhar de perto essas empresas, quais são, dando nome aos bois aí, eh, quais são as empresas que então nessa segunda perna do do cloud que os investidores deveriam olhar?
É, vamos lá. Olha só, você tem que, tipo assim, você quer olhar, você quer, você quer olhar do, do, da não, cloud, você vai ter que olhar as três principais. Pode olhar para Coreweave também, é mais, vai balançar mais, vai balançar mais, mas é interessante, tá? Eh, eu ficaria tipo assim, para investidores que estão olhando, pode que não são especialistas, né? Eu acho que as as três ali, tá? Eu acho que a, eu acho que a Microsoft tá numa posição interessante, tá? No momento, tá numa posição interessante. Eh, teve um aumento muito forte no resultado, né? Ela entregou um pouco, não sei como é que ela vai estourar quando publicar o programa, mas agora acho que tá num ponto de entrada interessante. Eu acho que a AWS, o problema da AWS é que ela vem junto com a Amazon, né? Que tem uma parte de retail grande no meio, mas eu acho que a AWS vai acelerar no momento recebendo esses chips, tá? E a Google. A Google a gente tem, eh, a gente tem mantido investimentos na Google. Eh, é a melhor, vamos colocar da seguinte maneira, a Google é como se fosse um "incumbent", né, de inteligência artificial. A gente entende a OpenAI como sendo "incumbent", né? Mas a verdade é que a Google é "incumbent", né? Porque eles começaram esse processo todo. A gente viu, a gente tá "bussing", né? "BMW's", como é que eu traduzo isso? A gente tá assombrado com os números da Google, tá? Por quê? Porque o, a parte de search, né, de pesquisa da Google, que a gente esperava que desacelerasse, não tá desacelerando, tá acelerando. Na verdade, a gente recebe dados disso, né? GPT, por exemplo, mercado recebe dados disso, eh, não tá desacelerando no momento e a parte de inteligência artificial de cloud tá acelerando no momento, porque a tese da Google, problema da Google sempre foi: "Vocês iam perder o market share de search, né? Vocês iam ceder search para inteligência artificial." É até interessante, teve um caso recente agora em que teve um julgamento da Google, você deve ter visto o julgamento de antitrust da Google, em que as pessoas tinham medo se ela ia ter que, não poderia pagar pra Apple para ser a search engine principal, teria que vender o Chrome ou não. E nada disso aconteceu. E no despacho do juiz, o que ele falou foi o seguinte: "Eu não preciso fazer isso porque inteligência artificial vai ser um competidor direto para a Google." Então ela não vai ser monopolista. Então o medo da Google é sempre esse, mas no momento, tá? E não é o que tá acontecendo nos números, a search não tá desacelerando. Not yet. Talvez seja aquela máxima, né? Uma vez eu vi uma apresentação com Larry Summers que ele me falou uma analogia que eu nunca esqueci na vida. Diz assim: "Olha, se você tá num ponto de ônibus, esperando um ônibus e ele não passa por muito tempo, tem duas opções. Ou o ônibus moveu de rota, esqueceram de te avisar, ou tem quatro ônibus esperando para dobrar a esquina. Todos eles vão dobrar junto." Para quem já pegou ônibus na vida, eu sei que essa geração nova é Uber, tá? Mas eu já peguei muito buzão na vida. E é assim mesmo, às vezes passava, virava três ali na mesma hora em sequência, né? Eh, então não, eu não sei ainda na Google. Eu sei que eles estão indo para, eles estão conseguindo, eh, estratégia de monetizar esse, eh, AI Overviews. No momento, eles estão andando rápido em inteligência artificial. Não é nem fazer o "catch up" com a OpenAI, cara, porque eles são o modelo deles é muito bom e a capacidade do, o DeepMind, a área do DeepMind. Quem nunca viu o, eh, aquele do AlphaGo, né? O programa do AlphaGo que tá no YouTube aberto, que é um filme na verdade sobre o AlphaGo, daquele jogo de Go em que o DeepMind e ganhou o AlphaGo da Google ganhou do campeão mundial. Quem nunca viu esse programa, veja, porque é muito bem feito, né? E mostra ali do RCI toda a estrutura da Google de inteligência artificial. Eu acho que Google no momento é "game on", tá um pouco esticada no momento, tecnicamente tá um pouco esticada, mas eu acho que a pessoa que quer investir no momento, eh, generalista, tá? Eu ficaria com as "Magnificent Seven" no momento, o resto é um pouco talvez um pouco agressivo.
AlphaGo the Movie da Google DeepMind. É, pô. Eh, e voltando um pouco para trás, você falou "software as a service" vai sofrer na mão do AI. É uma boa. Eu nunca entendi a valuation "software as a service". Vou ser sincero com você. Tem coisas que eu fiz o trabalho sempre de cabeça para baixo, tipo Salesforce e outras coisas, mas eu sempre tive dificuldade de entender, eh, os múltiplos que "software as a service" tradeavam no passado, tá? 10 vezes venda, coisa do gênero. E como isso se encaixa no, e acaba virando um "short" para financiar esses "longs" ou é um "short" arriscado porque é um "double alpha", na verdade, né? O problema que a gente tem que pensar sempre como "hedge fund manager" é se você tá fazendo "long double alpha", tá? Vamos supor, eu compro cíclico para vender defensives, tá? Alguma coisa cíclica para vender defensivo, que ciclos que estão subindo no momento. Defensivo é o meu, é o meu "funding", meu amigo. Quando o mercado virar, você vai, a coisa vai explodir. É o famoso, o famoso. Eu compro nas DAG para vender Russell, vamos supor, tá? Eh, pode parecer um "long short", né? Mas na maioria das vezes você acaba se transformando no "double alpha", porque justamente quando Nasdaq cair é a hora que o Russell vai subir, né? Vamos supor que, eh, a economia, o que foi que aconteceu, por exemplo, quando o Fed, quando o Powell falou: "Olha, eu vou cortar rates e, yes, nós vamos cortar rates." Foi até a capa da nossa carta "Grandes Esperanças", ali do Charles Dickens. E nesse momento o que aconteceu? O Russell explodiu para cima. Nasdaq caiu. Caiu. Por quê? Porque na verdade, eu acho que Nasdaq não caiu. Sempre não subiu, né? Mas se você tivesse "long", teria e sofrido muito. Por quê? Porque nesses momentos, né? Você vai contra o posicionamento do mercado. Às vezes é preferível ter só o "long" e correr o risco do mercado do que tentar fazer o "long short", que você não tem o "long short", na verdade, que você tem um "double alpha" em cima da situação. É, é duro pro "hedge fund manager", mas é, nem sempre tem "hedge" disponível no mercado, nem sempre tem "hedge" disponível no mercado, tá? Então só toma cuidado com isso, porque por muitas vezes fazer vai ter um "double alpha" e que às vezes não é nem, nem fácil de identificar que você tá mantendo um "double alpha". Você só identifica quando o mercado vira em cima de você.
Muito bom. Eh, quer concluir esse assunto? A gente pode dar tempo de falar de Brasil, porque eu queria.
Vamos, vamos falar um pouco de Brasil. Então, eu queria só concluir esse assunto da seguinte maneira, tá? Tá ali na, na nossa carta, tem todas as empresas que a gente investe, tá? A gente investe desde a parte de eletrificação, a gente vai pega lá Iton, pega Talen, pega Siemens Energy, Vistra, Cameco, toda parte de urânio. A gente tem um paper sobre urânio que é "The Matrix Reloaded", onde a gente revisita que a gente tem escrito sobre urânio desde 4 anos atrás, né? Então a gente cada tese, a gente revisita as teses, né? As teses que a gente revisitou recentemente foi como é que urânio é modificado pela inteligência artificial, né? Como é que reabrir Three Mile Island nos Estados Unidos? Como é que é o Japão voltando a ter energia nuclear? A Europa virando a cabeça dela para energia nuclear? O que que significa pro urânio? Então, paper super legal nesse sentido. Um dado que tem nesse paper que me sempre me assusta, Salomão, é que a China de energia elétrica produz mais do que os Estados Unidos e a Europa combinados, né? E o PIB da China não é o PIB dos Estados Unidos e da Europa combinado, né? Você vê a quantidade de energia elétrica disponível na China no momento e o desafio que os Estados Unidos vai ter. Aliás, eu vi uma coisa maravilhosa quando teve aquele a questão do, aquela questão da guerra comercial dos Estados Unidos, né, que viraram ali pro um daqueles secretários do partido na China e perguntaram como é que os Estados Unidos pode competir com a China em produção industrial. Que criatura desvolta. Primeira coisa, ele vai ter que ter um um calhamaço de energia elétrica que ele não tem no momento e que a gente tem, né? Então essa parte de inteligência artificial é muito, vai ser em 2030, vai ser um Japão de energia, né? A inteligência artificial já é perto ali, daqui a pouco tá chegando a uma Alemanha de energia. É muita energia que é usada. Daí tem a parte de nuvem que a gente vai ter Microsoft, tem Amazon no momento e sempre condutores a gente gosta de Nvidia, de TSMC. Uhum. Tá. Eu acho que no final das contas, se você pensar na, se você pensar no extremo, tá? No qual é o qual é o "end game" disso? Vamos supor, só para pensar no cenário extremo, vamos supor que hoje a OpenAI diz assim: "Eu tenho a AGI, eu tenho a inteligência artificial geral ou tenho a super inteligência, eu fiz, tá?" Quanto vale a OpenAI? 10% da economia global, provavelmente inteligência, super inteligência, eu consegui resolver todos os problemas de trabalhos, eh, eh, de escritório, né, tradicionais. Eu resolvi tudo. Quanto vale essa empresa? Vale 10% do mercado global, provavelmente vale, né? Se se atingido hoje, se tivesse um monopólio disso. Então, o valor que isso pode atingir pode ser muito alto. Eh, eu vivi várias fases da minha vida de investidor, Salomão. Eu vi a fase em que eu vi o mercado da Nasdaq implodir, eu vi o mercado se transformar em "value investing", né, depois que a que a Nasdaq implodiu. Eh, eu não cheguei a ver o "value investing" anterior, né, que é o "value investing" meio Philip Fisher do Warren Buffett da década de 80 e 90, que foi quando ele realmente fez uma quantidade desproporcional de dinheiro em relação ao S&P, né, uma quantidade obscena de dinheiro em relação ao S&P. Esse eu não vi, né? Eu cheguei ali, já era crise da Ásia, já era, eu já cheguei em crise, cara. Achei estouro da bolha da Nasdaq. Eh, mas eu vi o mundo se transformar em "value investing" ali no "value investing", não muito Philip Fisher, né, mais tradicional, eh, porque era antítese do "growth" da Nasdaq de 99 e vi depois de 2000, da crise de 2008, o mundo se transformar em "growth investing", né? E eu acho que a pessoa fica sempre perguntando: "Ah, quando é que vai deixar de ser growth?" Talvez não deixe. O bonito do mercado é esse, né? Talvez não deixe. Talvez a gente veja o limite dessa função. E o limite dessa função talvez seja super inteligência. E talvez no momento da superinteligência a concentração do mercado seja mais extrema possível. Não sei. A gente vai ter que, já dizia a Bíblia, né? "Cada dia basta do seu mal", né? A gente vai ter que esperar o mal de cada dia.
Antes de ir para Brasil, eu lembrei de uma pergunta que, eh, em algum momento você estava falando sobre, ah, o uso, eh, hoje obsessivo, né, por redes sociais, né? Como você disse, hoje nossa vida se resume a ficar vendo "Reels" no Instagram. E recentemente a gente fez um episódio sobre isso com o pessoal da da IP. A gente fez uns estudos lá sobre dopamina, investimentos. Eu lembro até, vi muito bom, gostei muito. É, mas você falou assim, eu lembro que a gente conversou sobre esse papo, você falou: "Mas eu não acho que esse papo resume bem o momento atual." Assim, aí pensando até na nossa antítese, né? O quanto essa conversa sobre a obsessão das pessoas em usar redes sociais já é um papo que já tá ficando, eh, para trás, ou ainda é um, como você vê esse ponto, né? Porque você gerou um, um ponto de antítese ali, e quase como se dá para ver mais bônus ou ainda tem muito mais ônus nessa de redes sociais dessas coisas.
Cara, eu acho, eu acho, eu acho uma, tem coisas. Eu vou, eu vou falar em correlação com a inteligência artificial. As pessoas dizem assim: "Ah, você sabia que tinha esse papo dois anos atrás ou um ano atrás? Vamos tentar limitar a velocidade que a inteligência artificial penetra no meio porque pode ser perigoso." Papo do Elon Musk, né? Isso mais ou menos subiu recentemente, né? Eu mesmo, o Elon Musk tá querendo a toda velocidade desenvolver o Grok, que eu acho que ele não quer botar limitações no Grok no momento. Mas tem coisas na na sociedade são certas inevitabilidades, né? Você vê o Japão, eu acho que é um extremo dessa função. Eu estava vendo outro dia que o Japão tá se desmaterializando. Você sabe que a economia desenvolvida ela se desmaterializa cada vez mais, né? Eh, você, você pode ver, por exemplo, consumo de petróleo em plásticos, em países desenvolvidos, eles já já tão entrando numa, numa, num declínio, porque cada vez conforme você vai ficando mais e mais desenvolvido, a sua economia vai ficando cada vez mais intangível e ela vai se desmaterializando, vai precisando de menos aço, menos coisas dessa, você recicla mais aço, essa coisa toda, né? É diferente da China, por exemplo, no estado que tá, né, que ainda determina, ainda precisa de muito, eh, materialização. Eu vi que o Japão tá desmaterializando, que as pessoas estão cada vez demandando menos bens materiais, seja o que for mesa, cadeira, carro e coisas do gênero, porque a grande parte da vida das pessoas acabam acontecendo aqui. Eh, eu vejo que a minha vida desmaterializou muito. Eh, eu brigo muito com a minha filha, né, que é uma pessoa, menina muito estudiosa, mas que eu, eu fico brincando que a entropia dela, né? Ela, ela estuda super CDF, estuda muito mais ao lado, ao redor dela, né? As coisas se acumulam. Então digo assim: "Filha, essa é a sua maneira que você manter a estabilidade do mundo, né? Você é super organizada aqui, mas aqui do lado tá tudo meio bagunçado." Eh, eu não tenho mais esse problema. Eu, tipo assim, você entra no meu escritório, em casa, você abre a porta, só tem um, só tem literalmente um computador, tem o suporte para botar, o telefone para carregar e, e tem o meu fone de ouvido, meu headset que eu boto na cabeça. E é isso, é o que tem no meu, no meu. Eu não tenho carro, eu, eu não tenho nada. Até o tipo de roupa que eu uso é todo dia o mesmo tipo de roupa. Eh, não acho coincidência que os CEOs de de empresa de tecnologia, por exemplo, os "bags", todo dia a mesma camisa bosta, aquela camisa dele custe muito mais que a minha, tá? Aquela camisa dele é de, é de marca, é de, é de luxo. Eu acho que custa 300, 400 cada camisa. Eh, mole tem para pagar, mas o, eu acho que o mundo tá muito se desmaterializando esse tipo. Ah, isso é bom ou isso é ruim? Sabe que eu não sei, Salomão? Eu até hoje eu, eu me pergunto muito isso. Eu olho a vida dos meus filhos, que é uma vida muito de rede social. Tudo bem que se você dizer assim: "Ah, e teus filhos, eh, eh, você logicamente eu tento dar melhor educação possível, tem tento dar melhor direcionamento possível, talvez não seja o melhor exemplo." Eh, não porque qualquer questão material, simplesmente por educação, simplesmente por estar em cima e colocar estudo, aquela visão calvinista do mundo de que estudo é a coisa fundamental, trabalho engrandece, né? Aquela visão weberiana do capitalismo, que eu coloco meus filhos todo dia. Eh, essa questão, eu acho vendo meus filhos extremamente feliz, feliz no sentido de contatos sociais, da maneira que se desenvolve. Eu acho essa geração muito mais informada. Eu acho essa geração muito mais, embora as pessoas briguem muito nessa questão, ah, você é conservador, você é "woke", né? E essa dicotomia, essa preparação que eu não consigo entender, mas eu acho eles muito mais informados do que a minha geração. Eu achei eles muito mais balanceados que a minha geração. E a geração futura, se a gente tiver certo, né, na questão da inteligência artificial, ela vai ter muito mais abundância que a nossa geração tem no momento, pelo menos seria a tendência natural de aumento de produtividade. Se você parar de pensar curva de produtividade, qual é a questão da produtividade no mundo? Tá zero ano zero ou menos 4.000 ali com os sumérios ali até a época de Péricles ali, Guerra do Peloponeso, crescimento da produtividade ou do PIB global per capita zero. Nada acontecia. Aí começou de Péricles até os até os descobrimentos, começou alguma coisa, vai 0.1 por década, uma coisa assim, nada, tá? Mas você começou a usar alguns métodos melhores e em termos de agricultura, a coisa começou a andar um pouquinho. A coisa realmente começa a andar um pouquinho, um pouquinho melhor depois dos descobrimentos, tá? 1500 ali começa os descobrimentos. Daí você teve a peste negra, que destruiu muitas vidas na Europa. Aí você começa uma revolução, eh, da parte da agricultura europeia, principalmente começa ali no Reino Unido. Aí você começa a ter uma função de de produtividade um pouquinho maior, mas eu tô falando em deve ser aqui quem sabe faz ao.
Vivo, né? Eu não lembro o nome, mas vai botar 0.1 ao ano. Uma coisa assim. Só falando números ridículos, números que numa vida você não consegue perceber que a produtividade mudou de uma geração para outra. Você precisa de talvez 200, 300 anos para perceber que algo diferente aconteceu realmente.
Só quando começa a máquina, né? Eh, começa ali a steam engine, né? A máquina a vapor e daí você vai para a eletrificação, você vai para 2% de crescimento de produtividade ano a ano, né? Até que você bate no PC, 1980, que as pessoas perguntam: "Cadê a produtividade do PC?" Só que a linha de produtividade, cara, ela, embora talvez as pessoas não tenham percebido, a linha de produtividade de tecnologia tá acelerando muito rápido, tá?
Você pega o PC que você, eu vivi de 1980 ali até 2000, 1998, 2000, vivendo com o PC. E a única diferença é que, sei lá, eu tinha um windowzinho meio fraco, né? Né? Ou aquela tela verde. Aí entra a internet em 2000. Com a internet em 2000 você coloca todo o conhecimento da humanidade num centro só, mas demora uns 10 anos para isso começar a acelerar. Com o smartphone 2010, vai por aí que começa a acelerar novamente, cara, você tem todo o conhecimento do mundo na tua mão e uma e um aplicativo, milhares de aplicativos que aumentam a produtividade do dia a dia enormemente, né? Uber sendo um deles, eu não tenho carro.
Eh, aí, cara, 2020 chega a inteligência artificial criativa, né? Que que que a grande sacada é que ela fala com você em linguagem natural, cara. A coisa toda tá acelerando, né? O mercado que não era tecnologia se concentra completamente. Gente, olha como é que mudou. 2008 a bolsa brasileira era, eu sempre falo isso, Vale, Petro, Banco do Brasil, AMBEV. 2025, Vale, Petro, Banco do Brasil, AMBEV. Estados Unidos, Chevron, AON, todas as empresas de petróleo. Estados Unidos agora, Nvidia, Microsoft, Google. E daqui a 10 anos eu sei que os Estados Unidos vai ser outras empresas, qual ref, sei lá, vão ser coisas novas que vão aparecer, as novas grandes empresas de inteligência artificial que vão fazer as aplicações para a inteligência artificial, pode ser nenhuma delas. E a coisa vai se transformando de maneira schumpeteriana, né?
Eu, eu acho uma das maiores coisas que eu, que eu luto todo dia em ações, explicar para as pessoas no mercado de ações, é que as pessoas querem ações com retorno de renda fixa. Ah, não, eu quero margin of safety, eu quero comprar essa coisa aqui que vai me pagar 8%, 10% dividendo yield. Olha que dividendo gordo, querido. Vai lá e compra o teu, o teu, o teu produto incentivado que vai te pagar IPCA mais 8, imposto, e você vai dormir tranquilo, não vai ter que viver a agonia do mercado de ações. Se você quer ações, você quer estar no risco. As pessoas querem, as pessoas querem retorno, não querem estar no risco. É a coisa que eu mais reclamo com o pessoal da empresa, né? Toda vez que na empresa eu identifico alguém que quer ser rentista, ah, eu quero fazer análise aqui, eu quero analisar isso aqui melhor, mas eu não quero estar no risco. Não, né? Digo, meu amigo, ó lá, você pode ser bibliotecário da UFRJ, então vai lá, vai pesquisar, senta ali na biblioteca, entendeu? Arruma os livros vermelhos embaixo, os amarelos em cima, tá bom? Vai fazer tua pesquisa, vai pro meio acadêmico, né? Vai fazer pesquisa no meio acadêmico. Aqui você tá tomando risco. E você tem que se sentir confortável com isso. Que tomar risco, Salomão, é ruim para [ __ ]. Dói, dói todo dia. O trabalho do trader é sentir dor. Sinto dor todo dia. Agora o preço de você não estar no risco é relevância. Você ia querer me escutar aqui se eu não tivesse no risco? Exato. Você tá querendo me escutar aqui porque você sabe que eu tô no risco todo dia, né? Você sabe que dói na minha carne. Você sabe que tem skin in the game. Exato. O skin in the game, ele é mais do que falar que está no skin in the game. Você estar no skin in the game já é perceptível a maneira como a gente se envolve quando tá estudando uma empresa, estudando algum ativo.
Eh, eu sempre faço essa, eh, eu sempre lembro dessa historinha que eu li muitos livros sobre o mercado antes de começar a trabalhar no mercado e me apaixonei pelo mercado. Aí minha primeira oportunidade foi quando eu, eu entrei lá no Infomoney em 2009 e eu comecei a escrever sobre o mercado, que já é uma coisa diferente. Mas quando eu comprei a minha primeira ação, é que quando você realmente tá com o seu dinheiro ali, aí você parece que o seu sangue circula de uma maneira diferente. Você quer realmente entender muito mais aquilo, porque você tá com risco. Você tá.
E sabe o que é o mais bonito nisso tudo? Tudo aqui que eu te falei até agora, tudo aqui que a gente estudou, que eu te falei até agora, em 12 meses, nada disso pode ser verdade. Talvez o mercado tenha se transformado e algo completamente diferente. Talvez a coisa tenha ido para uma direção completamente diferente, mas o fato de que você estudou, que você fez a sua tese no momento, permite que quando você encontrar sua antítese, você possa ir para uma nova síntese, porque você entende como a antítese difere da sua tese original e você vai criar uma síntese nova a partir daquilo. Mas se você não tiver a tua tese bem montada, não tem como você identificar a antítese e caminhar para nova síntese, né? Tese, antítese, síntese. Esse é Hegel. Muito legal. Isso é isso é isso é é motriz, né, da sociedade, a motriz do mundo de Hegel, né? Você transformar constantemente teses e antíteses e novas sínteses e andando para frente na sociedade. Isso que a gente precisa até das pessoas que nos assistem, cara. Perceber isso. Não tô aqui para acertar o que vai acontecer nos próximos 12 meses. Eu tô aqui para entender bem o cenário atual e talvez amanhã eu tenha que mudar de opinião. Mas eu mudei de opinião porque eu estudei, senti, sentei, trabalhei, suei em cima disso e posso estar errado. Por que que eu não posso estar errado? Primeira coisa que eu falo todo dia de manhã, quando alguém, quando vou ter que apresentar alguma coisa, ter que falar alguma coisa, é, cara, minha opinião no momento é essa, essa e aquilo, mas eu posso dar errado e eu erro muito. Eu gosto de falar assim, eu erro muito, né? Mas só quem aquela frase máxima, aquela aquela ideia máxima do Roosevelt, né? Do Theodore, não é do Franklin, não, em que ele dizia que pouco importa o crítico, né? O que importa é o cara que tá na arena suando, né? E que tá com a cara suja e que tá com a mão suja e que todo dia tá ali na na batalha buscando a informação. Eh, esse cara entende o valor dessa informação, né?
Rui, temos 15 minutos. Vamos falar de Brasil, porque a gente falou, eh, você já deu um spoiler aí do evento que a gente fez no IFL, Instituto de Formação de Líderes aqui em São Paulo, e você fez uma apresentação muito legal ali junto com o Gustavo Franco e Ana Paula Vescovi. Eh, e você trouxe um estudo sobre a produtividade no Brasil. Uhum. Eh, é legal pela profundidade e não é legal pelo resultado ali. Mas, eh, queria que você compartilhasse um pouco desses insights sobre produtividade, porque é curioso como é um assunto que ele começou a entrar muito nos nossos podcasts, porque parece que a grande solução do Brasil tá no fiscal, né? Vamos resolver o fiscal e pronto, viramos a Suíça. Ou não resolvemos, vamos virar a Venezuela. Mas há um problema latente no Brasil já há décadas chamado produtividade, né? Ou falta de produtividade.
Não, bem legal. Até porque, tipo assim, quando você me convidou para fazer essa apresentação lá no fórum, eu disse: "Qual é o assunto que eu vou trazer, né?" Então, eu resolvi trazer esse assunto da produtividade exatamente pela razão que você falou, né? Quando você vai analisar Coca-Cola, ninguém analisa, vou fazer uma análise de Coca-Cola, deixa eu apresentar minha análise de Coca-Cola. O problema da Coca-Cola é essa dívida dela, né? Que tá em X% ao ano, consome tanto. Ninguém começa uma análise de, já viu alguém começar uma análise de empresa assim? Ninguém começa, né? Quer dizer, bom, isso aqui é o business que existe, vende soft drinks aqui, distribuição, eh, quanto ela faz de margem e aí você depois vai ver a estrutura de capital, né? O Brasil, as pessoas acham que querem ver a estrutura de capital primeiro do que entender o negócio Brasil. E o problema do Brasil é um negócio Brasil. E a gente tem, botou um vídeo no nosso canal, tá, exatamente sobre esse tema, por que que a produtividade do Brasil é tão baixa ou não anda? E no final das contas, Salomão, eu vou falar a razão primeiro, né, e depois vou descrever os os fatos, né? A razão que a produtividade no Brasil tem sido tão baixa por 40 anos, porque se pegar 40 anos de produtividade no Brasil, tirando agro, a gente praticamente não cresceu produtividade. Produtividade cresce 0,5% ao ano, que é o agro basicamente, né, de uma maneira ou de outra. O resto da economia é produtividade estagnada.
E a verdade é que lá em 1980, pega, pega a história do Brasil, tá? O Brasil ele se ele começa ali um processo de industrialização, de participação na economia global depois da Primeira Guerra Mundial, né? Os caras se destruíram ali, né? E precisavam de supply, né? Depois da Primeira Guerra Mundial. O Brasil entra um pouco no como, começa a entrar no comércio global nisso, mas a grande aceleração brasileira se dá depois da Segunda Guerra Mundial, em que eh você foi a nação das principais nações do mundo que mais cresceu de 1950 a 1980, milagre brasileiro ali, né? A gente era o tigre sul-americano. Mas percebe o seguinte, o Brasil cresceu muito em períodos entre guerras e depois da Segunda Guerra Mundial, enquanto o mundo ainda não tinha se integrado. Porque você tinha Belle Époque antes disso, de 1914, né? Você teve a grande integração das economias globais em que as pessoas iam, a Primeira Guerra Mundial não pode acontecer porque as economias já estão tão integradas que não vai ter guerra. Uhum. O Brasil cresce no período entre a Primeira Guerra Mundial e o início da global, realmente o início da globalização. O Gustavo Franco tem essa coisa maravilhosa que ele disse que tá em 1980 lá fora nos Estados Unidos e que sentado com os coreanos e os coreanos perguntaram para ele qual é a estratégia do Brasil, né? Ah, o Brasil a gente tá fazendo protecionismo aqui, a gente tá tentando fazer uma indústria nacional aqui nisso, naquilo. Naquela época [ __ ] começou até Itac, essas coisas todas, né? Eh, como é que é mesmo? Eh, reserva de mercado de informática, né? Era só podia ser conteúdo nacional e informática. Imagina que loucura foi isso. Mas o daí o coreano disse, chegou disse o coreano para ele, isso aí não vai dar certo não. Ah, isso aí não vai dar certo. A gente resolveu se integrar no mundo.
E a verdade é que muitos se questionam, por exemplo, por que que a Europa foi a primeira superpotência global, né? Eh, que realmente dominou o mundo ali de uma maneira ou de outra, né? A China foi a primeira potência, mas a China nunca saiu de ser China. A Europa realmente foi a primeira potência que dominou o mundo. Dizem que uma das razões é o fato de que você pegar a geografia europeia nunca deixou que aquilo ali se consolidasse num só país, né? Você tem ali aquelas Alpes que fazem com que a Itália seja separada. Você tem a Península Ibérica, que naturalmente te dá, o Pirineu te dá alguma defesa ali. Você tem uma ilha grande, que é a Grã-Bretanha, que faz com que dá um equilíbrio de poder. E você não nunca conseguiu na história europeia consolidar aquilo ali, né? Nem os romanos conseguiram. Eles pegaram a faixa do Mediterrâneo, mas lá para cima, meu amigo, a pancada comia solta com os bárbaros, né? Então nem nem os os mongóis que chegaram ali, né? Chegaram às portas ali da Europa, nem Genghis Khan, nem Átila, ninguém ali pegou, conseguiu pegar a Europa inteira. Eh, então você se pergunta, como eram pequenos estados, eles guerreavam entre si, eles lutavam entre si. E essa coisa de você estar em contato constante faz com que você tenha que ser melhor a cada dia. Se você está lutando e se você está brigando, você tem que ser melhor a cada dia. Quando você se isola, eu me lembro quando eu, eu aprendi isso até quando eu era garoto, tinha um jogo chamado Civilization e que as civilizações que estavam ali perto uma das outras, né, elas trocavam, elas brigavam, elas. E se você pegava uma civilização às vezes que ficou isolada, ela ficava muito para trás do processo inteiro. Ela não se desenvolvia porque não tinha troca, não tinha guerra. Razão que a Prússia, né, desde ali do Escritório, aquela coisa. Por que que a Prússia era tão boa de guerra? Porque a Prússia estava entre a Rússia de um lado e a França do outro. Cara, você está entre a Rússia e a França numa numa terra ali que é razoavelmente plana, o cara passa direto por aquilo ali, né, cara? É bom você ser bom de guerra, né? Porque senão você não vai existir enquanto estado.
Então o Brasil, cara, desde 1900, quando o mundo se integrou, o Brasil não se integrou, né? A gente foi ficando cada vez mais isolado. A gente se deu muito bem quando o mundo se desintegrou, né? Então a gente conseguiu ser, dentro da desintegração do mundo, uma economia relevante. Quando o mundo se integra, a gente começa a ficar para trás. Por que isso, né? Uma cabeça protecionista e e a gente, você sabe, a gente tem uma das menores relações do mundo entre PIB e eh e exportação, importação. Acabou o que aconteceu, a gente foi ficando para trás de vários aspectos, né? E e a economia, ela é a soma de vários aspectos pequenos que se formam um aspecto grande, né? Eu vou, eu vou transportar mercadoria, né? Poxa, mas daí o que acontece? O metrô não é bom. No metrô não é bom, o custo aumenta. Arrebenta mola do meu caminhão, o custo aumenta. Eh, o meu motorista não é muito bem treinado porque não teve uma educação adequada, entendeu? Não tem tipo assim, não teve princípios de, porque, cara, educação, dizem que o capitalismo só existe realmente pelo calvinismo, né? Pelos princípios judaicos, cristãos que sejam, né? Por uma ideia. O Weber dizia isso, o capitalismo é uma ideia, não é porque sobrou excedente, é porque foi uma ideia. Por isso que o capitalismo só se cria em algumas geografias do mundo e nas outras geografias a gente tem que mandar ajuda até hoje que ele não consegue se criar. Porque ele não é uma questão de fatores de produção, ele é a questão de uma ideia, né? Uma ideia de transformação da sociedade. Então o Brasil, o você, esse cara não tem educação adequada, né? Aí você tem o problema violência, que é um problema, os maiores problemas, você não tem instituição. O Brasil, o que acontece quando você está na guerra global e você tem que competir? Por que que todo princípio da Ásia é para exportação? Porque quando você está na exportação, você está na guerra global. Na guerra global você está competindo. E quando você está competindo, você tem que ser o melhor, senão você perde. Por isso que o asiático, você pega a coisa chinesa, essa coisa da prova, do de passar na prova, você tem que passar no exame que vem desde a dinastia Tang ali, né? Desde os começos da formação da China, 200 depois de Cristo, em que você tem que passar na prova meritocraticamente. Se você faz para consumo interno, você não vai saber se é bom. Se você faz para exportar, tem que ser bom. Ah, meu amigo, tem que ser bom porque ninguém vai, ninguém vai te elogiar no mundo se não for realmente bom. Então, a Ásia se transforma num hub de exportação, um hub competitivo em relação ao mundo. Por isso que a asiática é tão competitiva e a educação é tão competitiva em tudo que ele faz. E a gente se isola e de maneira isolada as instituições vão se deteriorando.
Outro dia eu vi o Guilherme Freire falar uma coisa interessante assim: "Pega as fotos de 1930 do Rio, pega as imagens de 1930 do Rio de Janeiro. Olha como é que as pessoas eram vestidas, olha o cuidado que as pessoas tinham." Eu vi, eu vi esse vídeo. É, e olha como é que as pessoas andam no Rio de Janeiro, no mesmo lugar hoje em dia, né? Como é que o Rio de Janeiro deteriorou institucionalmente? Como é que você anda na no Rio de Janeiro, por exemplo, anda em São Paulo? As pessoas estão, cara, sou carioca, tá? Aí moro no Rio de Janeiro, não tô aqui falar mal do Rio de Janeiro, não. Amo o Rio de Janeiro, senão não morava no Rio de Janeiro. Me passou pela cidade. Mas a quantidade de gente caminhando no Rio de Janeiro sem um propósito certo, homens, né, em idade produtiva no meio do dia sem um propósito certo, isso não acontece aqui em São Paulo, na grande maioria dos casos. Então o a queda das instituições, né? O Acemoglu, né, que fez, ganhou o prêmio Nobel de economia, ele fala isso, ele diz: "Cara, são instituições e essas instituições são forjadas, né?" O Acemoglu não fala isso, mas eu, eu acredito muito nisso. Elas são forjadas via competição internacional, né? Você tem que ser bom naquilo. E o Brasil se isolou, as instituições foram deteriorando aos poucos, né? A gente fala muito do, a gente reclama muito de uma instituição ou outra, mas a verdade é que a principal instituição a gente não tem, que é eu confio em você, sim ou não, tá? Eu confio em você, sim ou não, é a principal porque o ser humano é o ser humano por colaboração. Ele, a gente é capaz de botar milhões de pessoas para colaborar em direção de um princípio só, de botar o homem na lua, o que quer que seja, né? O chimpanzé não faz isso. Mas quando a gente, se você perguntar brasileiro, você confia em outra pessoa? 3% responde que sim. 80% dos noruegueses respondem que sim. Sem você confiar em outra pessoa, você não faz negócio, você não faz sociedade, você não dá crédito, né? Você não respeita direitos de propriedade, tudo sai disso, né? Sem direito de propriedade, bem definido, por exemplo, eh, sem invasão de terreno, coisas do gênero, eh, sem certeza jurídica, você não dá crédito, porque o crédito é baseado nisso. O crédito é em crer, né? Você não dá isso, né? Sem crédito, você acaba não, e um processo burocrático, você não forma novas empresas. Sem um arcabouço jurídico adequado, você não consegue fazer um sistema tributário funcionando bem. Nosso contencioso tributário é gigantesco e da magnitude 100 vezes as outras economias e coisas do gênero. Então, todas essas as suas instituições colaboram para que você não tenha esse crescimento de produtividade.
Mas o a esperança é o seguinte, existe áreas da economia brasileira que isso acontece e se existem, não é que a gente está fadado a isso. Eu sempre, cara, eu tenho, eu tenho um desprezo por aquela visão negativista do Brasil de que, ah, isso aqui não vai dar certo, eu quero morar fora. Filha, eu morei fora 15 anos da minha vida e eu resolvi voltar para cá e morar aqui. Então, alguma coisa boa tem aqui. Eu conheço lote de gente como eu, que foi morar fora e voltou para morar aqui ou que nunca quis sair daqui com muita informação sobre o que encontraria lá fora, tá? Eh, você sincero, eu tenho um grupo grande de amigos, uma diáspora grande no mundo, né? Gente, amigos meus espalhados pelo mundo inteiro, os que deram mais certo, os que ficaram aqui, tá? Então não menospreza o teu país, não menospreza o teu país. Aqui é um país cheio de possibilidades e possibilidades muito interessantes para quem quer trabalhar, para quem identifica uma necessidade da sociedade e quem é capaz de trabalhar nessa necessidade, nessa resolver essa necessidade da sociedade.
Mas olha só, o agro cresceu 3% por ano por 30, 40 anos. Pô, se o agro cresceu, você fez Embrapa, você teve uma pessoa que, na verdade, eh, promoveu a formação da Embrapa, mas você trabalhou nessa direção no Brasil e cresceu 3% ao ano, que é o que você precisa para se tornar uma economia desenvolvida e crescer 3% ao ano de produtividade por 30, 40 anos. A gente fez no agro, tanto que o agro, lata o censo é 25% da economia. Hoje a gente fez, o Gustavo Franco falar isso muito bem, as empresas de capital que têm capital estrangeiro, que reporta ao Banco Central o número de funcionários, vendas, você pode calcular a produtividade dessas empresas. Elas empregam 3% das pessoas e geram 30% do PIB. Isso é um absurdo, essa estatística que ele trouxe. Então, cara, se dá certo para essas empresas, se você consegue fazer Embraer, que você traz, forma o ITA, traz gente do MIT para cá para fazer a transferir a tecnologia de a a Embraer para mim é o melhor exemplo, cara. Olha só que que beleza de colaboração internacional. Você tem o visionário que faz, que começa o processo. Você traz gente de fora para transferir a tecnologia, você fomenta essa tecnologia num instituto e você forma a empresa do lado e você se torna competitiva global, uma das melhores empresas do mundo de aviação do mundo. Se dá para fazer assim, por que que não dá fazer resto da economia? É lógico que dá, mas a gente precisa o quê? A gente precisa pensar que o problema não tá em Brasília, o problema tá no Rui Alves. Ele tá trabalhando o suficiente? Ele tá estudando o suficiente? Eu sou competitivo com relação ao profissional equivalente no resto do mundo? Eu trabalho tanto contra o profissional equivalente do resto do mundo? Eu estudei tanto contra profissional? Sim ou não? E eu me questiono isso todo dia. E a verdade é que, por exemplo, naquele fórum que a gente estava, se a gente questionar uns aos outros, a gente é em média. Eu não tô me eximindo minha responsabilidade disso, não, tá? Não tô saindo da responsabilidade nisso, não. Eu tô me incluindo nisso. A gente em média estudou menos que nossos pares internacionais, trabalhou menos que nossos pares internacionais, e é menos produtivo que nossos pares tradicionais quando eh internacionais quando trabalhando. E é razão que a gente tá onde tá hoje, entendeu?
Se cada um de nós sentarmos e pensarmos diferente dizendo, cara, quanto eu tô botando esforço em cima disso? Quanto eu tô tentando melhorar o ambiente em que eu vivo e que eu trabalho, entendeu? Eh, como eu me coloco em relação aos meus benchmarks globais e eu quero chegar lá, eu quero ser melhor que meu benchmark global? Se você cria essas microestruturas, porque grande parte de processos econômicos, Marcos Lisboa, que eu tenho uma entrevista com ele lá no Café com Kineia, muito boa, ele fala isso. É o que a diferença entre país desenvolvido e subdesdesenvolvido muitas vezes são microestruturas. Ele fala muito de micro, da microestruturas, não são macroestruturas, são como você desenha um plano, como você desenha um processo de incentivos na economia, como as tuas agências individuais são permitidas trabalhar sem interferência eh do legislativo ou do executivo, mas eh são desenhos microeconômicos dentro da tua economia como um todo que faz com que ela seja grande no final. E a gente tem que pensar nessas bases para mudar o Brasil. O problema não está out there. O problema não está em Brasília, o problema não está no STF, o problema não tá no executivo, o problema tá em cada um de nós brasileiros. A verdade é essa, tá? E eu me questiono todo dia, eu realmente sou bom o suficiente? Eu estou bom o suficiente? Não sei, me questiono. E o meu, o meu objetivo pessoal dizer: "Cara, eu tenho que ser tão bom ou melhor com aquelas pessoas que eu compito internacionalmente." Se cada um de nós pensarmos assim e fizermos a própria cama, né? Aquela máxima do Jordan Peterson, né? Fazer acordar de manhã e fazer a sua própria cama e não entrar no podcast para mandar uma mensagem aqui mal criada agora. Falou que você gerou, querido. Desculpa te dizer zero. Zero. Melhor que você tivesse pego isso, lido um livro ou tentado, ou eu engajasse tipo Charlie Kirk, engajasse numa discussão [ __ ] produtiva, proativa, entendeu? Para gerar novas sínteses. Uhum. É isso que a gente quer nesse país, cara. E só quando a gente acordar para isso que a gente vai fazer isso.
Muito bom, Rui. Eu queria fazer mais perguntas sobre esse assunto, mas como eu falei, a gente está com horário. É bom que a gente tem horário, né? Sabe por quê? Senão a gente vai sempre parar porque da disciplina e sempre tem um outro encontro e deixa aquele gostinho de quero mais. Mas eu não quero te liberar sem antes fazer algumas perguntas do ping-pong, porque eu nunca te perguntei qual a maior gentileza que já te fizeram na vida. E eu comecei a perguntar isso no final. Queria saber se você tem uma resposta, se quiser um tempinho para pensar enquanto isso.
Não, não. Acho, acho que a maior gentileza que fizeram na vida, eu acho que foi a minha esposa que soube lidar com todas as minhas dificuldades, com todos, você pode imaginar que eu não sou uma pessoa fácil, Salomão, entendeu? Sou muito, eu sou muito ativo e soube lidar sempre, soube dar apoio, criou a família, cria as crianças, entendeu? É a maior gentileza. Minha esposa Daniela. Daniela. Então, acho que e que a gente vai fazer 25 anos de casado aí esse ano, pô.
Manda, manda um recado ali então na câmera aí, ô. Pô, que coisa linda. Eh, e deixa uma dica, alguma dica cultural para a nossa audiência. Sempre pergunta de livro, música, então deixar aqui, ó, só uma pergunta em aberto aí. O que que.
Cara, eu acho que, tipo assim, eu acho que uma uma coisa cultural que eu posso dizer para vocês que que eu tento fazer muito, como é que eu vou falar isso, cara? Mas é um processo que eu tenho. Minha minha filha falou outro dia para mim assim: "Pai, você descansa olhando fatos, né?" Eh, eu fico olhando fato, eu eu fico aprendendo sobre fatos, né? No quando eu tô eh naquele domingo à tarde assim, né? Eu geralmente boto um vídeo, sei lá, sobre que eu quero aprender mais sobre a Guerra da Crimeia, que eu não sei o suficiente, né? Vou estudar sobre a Guerra da Crimeia ou vou estudar sobre [ __ ] unificação da Alemanha ou unificação da sei lá, vou estudar sobre assuntos diferentes. A coisa para mim interessante é quando você consegue colocar vários pedaços de conhecimento que aparentemente estão separados num grande framework, né, de relações causais, né, de de como é que você liga. Uma coisa que eu faço muito hoje em dia, eu tento linkar história, história simplesmente, principalmente grande parte da história é militar, né? Porque a grande parte da história são conflitos entre civilizações com a parte filosófica da história, né? Quem estava se desenvolvendo enquanto filosofia naquele período específico, né? Com música, né? Que tipo de música você estava desenvolvendo naquele período específico? Se já no século XX, né? Com que fase do cinema você estava, o que que o cinema trazia naquele período e linkar todas essas ideias, né, num framework maior Uhum. de conhecimento por um prazer de melhor entender o ser humano, né? De melhor entender qual é a figura realmente daquela época, né? Que que era os anos 60, 70, quando você pensa politicamente, quando você pensa em termos de música, quando você tem pensa em termos de cinema naquela época, né? Quando você pensa em termos de filosofia, quem estava escrevendo, né? Eh, e que corrente filosófica estava presente naquele momento. Eu acho isso, por incrível, parece incrivelmente, bater papo com a inteligência artificial sobre um tema que eu tenho. Sabe que eu gosto muito de, as pessoas meditam, né? Eu gosto de bater parede de tênis enquanto eu estou conversando com a inteligência artificial. Boto modo de linguagem, né? Eu digo assim, eu quero aprender hoje, eu quero, acho, acho que sei pouco sobre empiricismo em inglês. Daí eu digo assim, cara, eu hoje eu quero saber sobre empiricismo em inglês. Vamos conversar sobre isso? Vamos. E eu começo a conversar com a inteligência artificial, né? Fala um pouquinho mais de Locke aí, mas desenvolve essa ideia de Locke melhor, me desenvolve essa ideia de Hobbes, me fala um pouco mais sobre essa ideia de Bacon e eu vou formando e eu vou como se fosse formando quebra-cabeças, porque o conhecimento só quando é a leitura, ele ele se desvai muito rápido. Você, ah, eu leio 100 livros por pro ano. Fantástico, você leia 100 livros por ano, mas se você não reter aquilo, ele vai embora. Ele vai embora. Ele é igual uma refeição. Eu não lembro que eu comi ontem. Ah, eu comi, ó. Eu comi ontem. Comi ontem. Eu lembro brócolis e um peixe lá. Tudo bem. Almoço. Eh, toda idade que eu tenho que comer esse negócio, né, velho? Senão fica ruim. Mas o quando você bota isso num numa rede em que você consegue segurar isso, por isso que eu digo, linkar os vários pedaços, essa rede ela vai segurando cada vez mais informação. E ela segurando cada vez mais informação, a informação vira ativo, né? Você quando vai escrever, que eu acho que é muito mais importante do que ler, depois você, logicamente depois você tem um cabedal razoável, acho mais importante escrever do que ler. Eh, isso vai se transformando em conhecimento produtivo para você. Então, essa seria a minha dica, tá? A, eu chamo isso de de rede de conhecimento. Vai linkando fatos diferentes, né? Porque a diferença entre um cérebro treinado e um cérebro não treinado? As pessoas dizem assim: "Como é que você pensa tanta besteira, R?" Besteira que eu digo: "É, [ __ ] o pessoal lê as cartas da Kineia, lê o lê o Stream Site, lê a coisa." De onde você tirou essa analogia, né? Eu digo assim, cara, velocidade máxima, tipo assim, de onde eu tirei velocidade máxima, né? Eh, eu digo, cara, para mente não treinada, parece que as duas coisas são muito separadas, mas conforme você vai treinando a tua mente, essas coisas, na verdade, para mente treinada, essa coisa está muito perto. Musculação cerebral. É igual o pianista, né? Aquele cara, putz, eu queria ter esse dom. Outro dia eu estava muito engraçado, né? Eu gosto de de violão, eu toco violão clássico, né? Eh, aí o estava um amigo meu me viu tocando, diz assim: "Pô, outro dia eu estava com um cara que tocava muito isso aqui e tal". Daí a mulher, a menina chegou para ele, diz assim: "Poxa, eu daria minha vida para tocar assim". Daí o cara vira para ela, diz assim: "Eu dei, eu dei a minha vida para tocar assim". Então não é um desejo, é trabalho duro, né, cara? E outra, tipo assim, nesse sentido, eu queria deixar só essa mensagem, cara. Respeita muito. E essa dica é legal aqui. O paredão falando com AI. Eu ainda não uso AI conversado. Vou começar. Eu tô usando no Grok. O Grok tem uma boa capacidade. O Grok tá cheio de problema ainda, tá? Mas ele tem uma boa capacidade de conversação. Eu, eu uso muito AI para conversar sobre o meu podcast, porque e aliás até depois vou te mostrar o resultado disso, mas eu perguntei aqui da Criticon Direta sobre mim. Ele me trouxe oito tópicos aqui, depois eu te mostro. Nossa, mas bom, ele me destruiu, cara. Ele não parecia de boa. Eu achei legal.
Rui Alves, obrigado por participar mais uma vez. Fortes market makers estão sempre abertos. Parabéns pelo seu trabalho. Obrigado por compartilhar tanto conhecimento. Nossa audiência agradece. Obrigado, quero. E até a próxima aí. Até. Você que viu até o final, joinha no vídeo, se inscreve no canal que a gente tá crescendo e quer crescer ainda mais. Não se esqueça, Marketmakers no YouTube, não podcast também em newsletter. E que nem investimentos, que nem investimentos em tudo também. Se inscreve lá no canal da Kineia, nos blogs da Kineia também vale a pena. Até a próxima aí. Tchau.