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CASO ESTHER ISABELLY NA CACIMBA

The Exposed Brasil Cortes Oficial21:45

Transcription

São cenas apocalípticas mesmo. Terrível. Avisa mãe. Chama bombeiro. Chama bombeiro. Arromba. Arrasa. Meu Deus do céu. Mostra aqui. Não dá pra ver. Não dá pra ver muita coisa. Calma, gente. Sento, sargento. Bora, bora, bora abrir aqui. Abre aqui, gente. Abre aqui. Bombeiro chegou, gente, tira a tampa. Meu Deus do céu, gente. Pera aí. Calma, Gabriel. Cuidado com a imagem. Cuidado com a imagem. Calma, gente, calma, gente. Vamos ter calma. Pera aí, gente. Vamos ter calma. Calma, gente. Calma. Calma, gente, calma pra gente confirmar, gente. Não, não entra mais ninguém, gente. Vai, vai atrapalhar aqui, gente. Deixa calma, deixa calma. Criança, sai aqui. Pera aí, pera aí. Vamos ter calma, vamos ter calma. Pera aí, gente. Pera aí, gente. Calma. Abre espaço aqui, gente. Abre espaço aqui, gente. O pai tá aqui dentro. Aliás, o tio tá aqui dentro. O tio tá mergulhando aqui. Pera aí. Afasta. Afasta aqui. Meu Deus. Tira a imagem. Tira a imagem. Afasta aqui, gente. Afasta. Vamos sair daqui. Meu Deus, gente. Imagem terrível. Que imagem terrível, gente. Que imagem terrível, gente. Afasta. Não, não, não, não. Tira aqui. Afasta, gente. Sai, sai daqui. Meu Deus, que horror. A criança nua, gente. Gente, que imagem terrível. A criança nua. Meu Deus do céu. Meu Deus do céu. Meu Deus do céu. Gente, tem que ver agora quem tá nessa casa, gente. Calma. Polícia Militar.

Eh, a gente tá em Recife, onde uma menina de 4 anos brincava numa quadra de futebol quando ela desapareceu. No dia do desaparecimento, parentes e vizinhos chegaram a fazer um protesto pedindo resposta sobre o desaparecimento. Um dos homens presos pelo envolvimento na morte foi identificado em um vídeo gravado durante o protesto, o Fernando Santos de Brito. Olha aí, gente. Olha aí, eu vou aumentar aqui para vocês verem melhor. Ele tá ali, ó, a tia fazendo apelo pra imprensa, falando pras câmeras, as pessoas todas fazendo protesto, queimando, eh, colchões, queimando cadeiras ali em protesto e o cara ali em cima atrás vendo que ela tá dando uma entrevista pra imprensa e rindo. Ele tá em cima de um cavalo rindo. Vou mostrar melhor para vocês.

Ela tava brincando no campo, chegou gente falando que apareceu um homem, pegou na mãozinha dela e saiu arrastando. Sei. Mas até agora Adão cheg deu uma notícia, mas nada a gente encontra. Isso aconteceu hoje? Foi aqui no campo do Pichete. No campo do Pichete. Qual que é a idade dela? Cuidado com o cavalo. Ela tem três anos de idade. Tem três anos. E o fato aconteceu hoje. E o motivo desse protesto aqui é porque vocês querem ajuda, né? Queremos ajuda. Até agora ninguém apareceu para ajudar. Vai dar tudo certo, se Deus quiser, ela vai aparecer. A mãe tá aí, tá? Tá, tá, tá passando mal. Vai acalentar ela, Jô. O cara lá atrás parece que ele tem algum tipo de demência, né? Porque não é possível. Ele ri de gargalhar. Parece que ele tá no carnaval. Ele, esse foi preso, esse que tá em cima do cavalo. Aparecer, se Deus quiser, em nome de Jesus. Fique bem, tá? Deus abençoe. É isso aí, ó.

Aí foi o poço, né, onde ela foi encontrada. Eh, voltando um pouco aqui agora, eh, o protesto, esse protesto aconteceu na noite de segunda-feira, na mesma noite que ela desapareceu, dia 20 agora, mesmo dia em que ela havia sido raptada por um homem, segundo o relato da família. Naquele momento, a população ainda mantinha esperança de encontrá-la com vida e usava as redes sociais para mobilizar as autoridades. Os moradores da região se empenharam nas buscas com o corpo de bombeiros e a polícia militar. E o corpo da menina foi encontrado pelo tio no dia seguinte, no dia 21. A Ester Isabele Pereira da Silva tinha quatro aninhos, morava com a família na comunidade Ettor Labanca, no bairro do Pichete, no município de São Lourenço da Mata, no grande, na grande Recife. Eles chamam, eles falam favela ali. Ela desapareceu, então, na segunda-feira e só foi localizada no dia seguinte.

As cenas são apocalípticas, gente. Eles estão procurando, eles olham ali, o tio acho que já tinha pulado nesse momento. Aí a população fica tentando arrombar o portão, entra, eles veem objetos queimados, muita gente em volta, né? Esse tio já tá lá dentro do terreno junto com outras pessoas. Ele viu o vestidinho da sobrinha ali dentro, tentou tirar a tampa dessa cacimba, mas ela tava lacrada. Foi um momento de ansiedade ali, angústia, desespero. A pior cena, acho que da vida dele, né? Ele avistou um pé, não é todo dia que alguém vê uma cena dessas, ainda mais a própria família. Era o pé da sobrinha dele. Ela tava nua, de cabeça para baixo, desfigurada. Ela tava só com a parte de cima e a parte de baixo é que você vê primeiro. Então ele achou que ela estivesse completamente nua e ela, é muita maldade esse caso. É muita maldade. Ela tava desfigurada, ele pulou no poço, tirou o corpinho dela dali, eh, um poço profundo, enquanto a população tentava arrombar o portão ali junto à imprensa local e conseguiu. O primeiro repórter não aguentou ver, ele saiu correndo enquanto o outro repórter tentava entender a situação por trás do muro de uma outra emissora, né? A população ia entrando e conforme se deparava com a cena se chocavam. Era grito de desespero, pessoas passando mal, curiosos, o pai que se aproxima e com os gritos pôde compreender o que acontecia. Ele não conseguia andar, então ele desmaiou e foi levado carregado. Tentou se recuperar na frente do portão, um pouquinho antes de entrar ali o pai, tá? O seu Inaldo, mas ele acabou apagando ali na frente do portão. Não é algo comum de acontecer para um pai, de se deparar. Seu Inaldo não conseguiu ver a filha dele sem vida e ele ficou consternado ao perceber que a frequentar aquela casa, né, que estava para alugar ali, eram dois vizinhos dele, eram duas pessoas que estavam na casa dele, que viviam na casa dele e eram amigos da sua esposa. Nós conversamos com ele agora há pouco através da Dra. Ana Paula, mas ele tá bem confuso, gente. Parece que ele tá meio zonzo, sabe? E essa é a impressão que dá. Não sei.

A tia paterna disse em entrevista que vivia preocupada com a menina, pois a mãe deixava solta, deixava ela solta, é, para ficar bebendo, inclusive com os supostos algozes da pequena. Essa é a outra cena, ó, do outro repórter, acho que da Record, que ele não tem a mesma entrada por lá, ele tenta ver pelo muro, daí como outras pessoas. Eh, muita gente desmaiou, muita gente grita e tem muito curioso também, tá? Era uma menininha de 4 anos, solta na rua à vista de todos, que lembra um pouco o caso Sofia. No dia do desaparecimento, ela ficou horas sozinha num campinho de futebol, campão de futebol, tá? Eu dizia à minha mãe: "Mainha, fale com meu irmão, o seu Inaldo é esse aí. A menina fica solta mais de 10 horas, a mãe fica bebendo." Eu lhe disse: "Olha a menina aí, ninguém acreditou nele." "Criança não pode ter responsabilidade com outro, com outra criança," disse a tia. E ainda mais uma criança especial. São palavras dela, tá? É uma criança especial de 7, 8 anos, mais ou menos. A mãe da criança disse que ela sumiu do nada depois que saiu para encontrar os irmãos que brincavam nesse campo de futebol perto de casa. Ainda de acordo com ele, um dos irmãos da menina, o de 7 anos, contou que viu a criança entrar na residência onde o corpo foi encontrado depois. Então ele não só viu a menina ser pega num saco, como ele viu também aonde que levaram ela. Só que como ele é uma criança especial, fizeram uma pergunta, ele respondeu aquela pergunta e não respondeu outra. É complicado, gente. Criança de 4 anos, 4 anos sozinha na rua, sozinha na rua.

Geralmente essas tragédias acontecem nessas, nessas, nessas localidades assim, pacatas, ermas, ah, que as pessoas confiam, é onde se tem confiança demais. Ela tinha sinais de espancamento, tava de cabeça para baixo na cacimba. Do lado da cacimba foi encontrado um preservativo e um achocolatado. A polícia investiga se houve violência sexual e ou um possível ritual também, porque muita gente tá falando que tinha uma cruz invertida desenhada no corpinho dela. A polícia não confirmou isso aí, mas investiga ritual. O caso aconteceu em São Lourenço da Mata, no Grande Recife. Ela foi encontrada no Pichete, mesmo bairro em que morava com a família. Dois homens que viviam na casa onde a vítima foi encontrada são suspeitos. São esses dois. Esse do lado direito meu com essas tatuagens é aquele que tava em cima do cavalo que parecia ter problemas, mas talvez não tenha nenhum problema. Eles são suspeitos de praticar o crime. Foram presos em flagrante, passaram por audiência de custódia. Uma mulher também residia na casa. Ela foi ouvida pela polícia e liberada, mas as investigações sobre ela seguem. A investigação tá sob a responsabilidade da 10ª Delegacia de Homicídios, que busca entender o que levou a essa morte brutal da menina que comoveu todo o Brasil.

Segundo o delegado Sérgio Ricardo, além do corpo dela estar de cabeça para baixo, o que demonstra a vontade de que sua cabeça ficasse mergulhada na água, a perícia verificou que a cacimba tem cerca de 3,7 m, quase 4 m de profundidade. O corpo da Ester tinha machucados na cabeça, ela também teria defecado, tá? A menininha teria defecado, o que contribui para que o delegado pense na hipótese do estupro, mas a causa da morte dela mesmo, o que originou o óbito foi um traumatismo cranioencefálico, por ação contundente, pancada na cabeça dela. É um crime extremamente chocante, extremamente cruel e brutal e jamais deveria acontecer com qualquer ser vivo nesse mundo. Quem dirá com uma criancinha tão pequena, delicada e frágil. "Encontramos um preservativo ao lado do corpo da criança. Não significa que ela sofreu violência sexual, mas a gente não pode descartar essa hipótese", declarou o delegado. "Meu Deus, se aconteceu isso, a pessoa não se dá o trabalho nem de ocultar isso." Também encontramos a embalagem de achocolatado que pode ter sido usada para acalmar a criança. Ali eles são muito pobres e sabe, um achocolatado é um doce, então já atrai a criança, já acalma a criança. A gente não pode descartar nenhuma dessas hipóteses, disse o Dr. Sérgio Ricardo.

Fabiano Rodrigues de Lima, de 27 anos, e Fernando Santos de Brito, de 31 anos. Os dois foram autuados em flagrante por ocultação de cadáver, mas a polícia disse que há indícios suficientes para participação deles no homicídio em um determinado veículo, tá? Local. Eu li isso. Mas em outro momento a polícia vai falar que ainda não tem indícios suficientes para indiciar os dois pelo homicídio, apenas pela ocultação de cadáver. Olha a dificuldade da polícia. A casa onde ocorreu a barbárie contra a pequena estava para alugar, para vender e o proprietário registrou um boletim de ocorrência pelo ocorrido no seu imóvel. Inclusive a casa foi toda depredada depois do encontro do corpo. Todos deverão contar como que era a vida dela, Ester, como que foram os momentos anteriores ao desaparecimento dela, né? O relacionamento com esses caras, eh, qual o histórico deles, de onde conheceram. Enfim, vão ter que contar tudo para que a polícia tenha mais propriedade.

O primeiro depoimento da mãe da Fernanda Pereira Ramos, ela disse o seguinte: "Tenho 34 anos." Vamos de novo pra mãe lá. Então, ela disse o seguinte no depoimento dela, no inquérito, tá? Que nós já tivemos acesso. "Tenho 34 anos e sou mãe da Ester Isabele. No dia em que tudo aconteceu, segunda-feira, dia 20, eu estava em casa, como de costume, com meus filhos. Era para ser um dia comum. Mais cedo, um casal de amigos passou lá em casa e me chamou para tomar uma cerveja. A gente ficou conversando, rindo um pouco, tentando distrair a cabeça. Fomos juntos comprar as bebidas e voltamos para casa. Eu estava ali, nossa, durante a semana de dia, né? Logo depois do almoço. Que maravilha. Eu estava ali com eles quando por volta do meio-dia o Fernando, o Fernando Santos de Brito, um daqueles lá, aquele do cavalo, apareceu. Ele é conhecido da gente e acabou se juntando ao grupo. Ficamos bebendo e conversando e nisso o tempo foi passando. Por volta das 4:30 da tarde, o Fernando levantou e saiu. Não disse para onde ia, só foi embora. Meus três filhos mais novos, de 10, 8 e 7, ou seja, ela tem quatro filhos, tinham me pedido para ir jogar bola no campinho que tem ali perto de casa. Eu deixei porque é logo ao lado e eu podia ouvir o barulho deles dali mesmo," disse ela. Não sei se é verdade, dá para ouvir o barulho, tá? Eu fiquei em casa com meu filho mais velho de 12 anos e com a Ester, mas num instante, quando eu me dei conta, ela não estava mais lá. Eu não tinha deixado a Ester ir pro campo e por isso achei estranho. Eu acho que ela mentiu aqui porque a Ester já tava mais de 2 horas desaparecida. Então ela não, ela não teria como não dar conta da Ester por 2 horas. Quem tem uma criança abaixo dos 5, 6 anos, você sabe como é que é. Não tem como, né? A criança não para. Eu criei uma criança e não para. Você não consegue tirar o olho da criança com menos de 6 anos, não consegue. Então, eh, ela desapareceu sem que ela percebesse. É um pouco difícil. Perguntei pro meu filho mais velho se ele tinha visto para onde ela tinha ido. Ele disse que não sabia. Foi quando bateu aquele desespero.

Aqui a tia diz ao contrário. A tia disse que ficou perturbando ela. Inclusive pediu pra mãe dela, que é a sogra da Fernanda, ir lá e falar com a Fernanda. Acho que não sei se a sogra foi, mas ela mesma foi, falou, ô, né? Olhei em volta, procurei dentro de casa e nada. Eram mais ou menos 16:40 quando resolvi ir até o campo. O cara saiu às 16:30. 16:30. E ela saiu às 16:40. Antes de sair ainda guardei as coisas, o som, a mesa, as cadeiras que a gente tinha usado para beber e fui direto para lá. Cheguei no campo por volta das 5 da tarde, só encontrei os meninos. Ou seja, em meia hora ele bêbado, ele vai encontrar uma pessoa antes, que já já vou falar para vocês, e depois ele vai ainda pegar a Ester, ir pra casa dele e aí 5:30 ela vai lá na casa dele e já não vai, não vai encontrar nada lá. Vamos anotando essas coisas para depois a gente continuar essa investigação. Vamos anotando, né? Eh, olha, é muito rápido isso, gente. Vocês estão entendendo? Ele saiu 4:30, 4:40. Ela disse que já tava indo, já tava indo procurar, mas ela só conseguiu chegar no campinho que era do lado às 5 horas, porque ela tava arrumando umas coisas e a menina já não tava mais lá. Só encontrei os meninos. Perguntei para eles se tinham visto a Ester. O meu filho de 8 anos me disse que estava brincando com ela até o momento em que um homem passou e pegou ela pelo braço. Disse que ela chegou a morder o homem, mordeu o braço dele e ele saiu levando ela. Meu filho ainda tentou correr atrás, mas perdeu ela de vista. Foi então que o meu filho de 7 anos falou que tinha visto o homem levando a Ester para uma casa ali perto e apontou o local. Gente, as crianças são tão, que loucura, você não pode confiar nas crianças. As crianças não gritaram, todo mundo fizeram um escândalo, chamaram um adultos. Tava tão perto. Isso tá bem esquisito. Não era perto isso não, tá, gente? Isso aqui não era perto. Esses horários eu não sei se estão certos, tá? Vocês estão, vocês estão entendendo, né? Esses horários fazem toda a diferença numa investigação. Na hora eu fui direto para lá, eu mesma quando cheguei encontrei o Fabiano Rodrigues de Lima dentro da casa. Então ela vai narrar. Perguntei por Ester, ele disse que ela tinha desaparecido. Pedi para procurar, ele deixou, eu olhei tudo nos cômodos, na cacimba, em cada canto da casa, mas não achei nada. Depois, depois de um tempo, quando encontramos, então, contaram o corpo da minha filha, eu soube que os dois, o Fabiano e o Fernando, foram presos, autuados por ocultação de cadáver. Até hoje eu não entendo. Eles disseram que não têm nada a ver com a morte dela, mas foi ali, naquela casa que encontraram a minha filha. E desde aquele dia minha vida parou no tempo. Eu só queria que tivessem me deixado encontrar ela viva.

A Polícia Civil investiga a possível participação de uma mulher de 33 anos também na morte da Ester. Não vamos dar nome por enquanto. Moradores do imóvel em que a menina foi achada negam, então, a participação na morte da Ester e alegam que não estavam em casa no momento em que o corpo foi levado para lá. Alguém pode ter feito isso com a menina, pular do muro da casa, com ela nos braços, aberto uma cacimba, lacrado, a cacimba, que ela estava lacrada, não sei como falar isso, esqueci o nome, gente. Me ajudem aí. Eh, jogado o vestidinho ali, colocado a menina lá dentro, fechado a cacimba e sair. Não sei, será? E aponta que teve contradições, várias contradições nos depoimentos deles dois. Um falava uma coisa que não tinha a ver com o outro. Para a Polícia Civil, só os dois teriam acesso ao local, que é murado e tem um portão de alumínio. Já a cacimba de 3,7 m de profundidade tem tampa de concreto com cerca de 10 kg, o que dificultaria exatamente que um invasor entrasse no local e escondesse o corpo da criança sem ajuda de algum morador. Diz aí o delegado. Também pesa contra os suspeitos a informação de que uma das casas onde o Fernando morava passou por limpeza na segunda-feira. Parece que ele, uma das casas onde ele morava, ou seja, ele já morava em duas casas, então não morava só ali, ele morava em duas casas, o Fernando. Vamos anotando tudo isso aí.

Segundo a investigação, a mulher, essa mulher aí de 33 anos, que eu não vou falar o nome, é ex-companheira do suspeito e já morou naquela casa também. Então, eu acho que essa segunda casa que ele morava era a casa dela. Ela teria ajudado, segundo a polícia, a fazer a faxina e a queimar objetos no local. Então ele pode ter levado essa menina para a casa dela, feito algumas coisas com a menina lá e jogado a menina na cacimba com ajuda dela. A mulher investigada no inquérito, a Polícia Civil trabalha com a hipótese de que ela esteve no imóvel no dia do crime. Ela esteve lá, segundo a polícia. Agora os investigadores querem descobrir se ela sabia da presença do corpo ou ajudou a escondê-la na cacimba. Cenário em que deveria ser responsabilizada criminalmente, né? Em interrogatório, ela negou que tenha entrado no imóvel, mas a polícia diz que ela entrou. Deve ter porquê. Segundo relata, ela também teria se mudado há cerca de um mês e não tinha mais a chave da casa, mas a polícia disse que ela entrou aos policiais. Ela disse que no dia do desaparecimento acordou por volta das 11 horas da manhã, foi à casa da tia, de uma tia dela para almoçar, ficou por lá até o início da noite. Nesse local, ela teria encontrado com o ex que estaria embriagado. Ele já estaria embriagado, então, de manhã, antes de ir pra casa da Fernanda se embriagar. Então, ele já estaria embriagado na casa da Fernanda. Ele já chegou na casa da Ester embriagado. E os dois chegaram a ter um desentendimento. Será que ela não encontrou ele depois, hein? Já embriagado, com saco, não sei como? Mas ela disse que eles tiveram um desentendimento. Tá, vamos ao que ela diz. Por volta das 19 horas, quando já estava na rua, ela teria ouvido, tá? Foi de manhã, mas aí pelas 19 horas, quando ela estava na rua, ela teria ouvido a mãe da Ester gritar que a filha estava desaparecida e teria sido vista sendo levada para a casa do Fabiano e Fernando. Foi quando a mulher teria decidido ir ao local, mas ficou do lado de fora de acordo com a sua versão. A mulher relata ainda que chegou a conversar com Fabiano, que teria negado que uma criança estivesse num local. Ó, quem gosta de investigação, os canais investigativos sabem que vêm aqui, pegam no bruto e depois fazem 800 coisas em cima.