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Olá, família. Boa tarde a todos. Boa tarde a todos presentes.
Um dos casos mais absurdos desse ano, tá? Um estudante de direito, Maurício Gonçalves Garcia, de 28 anos, é acusado de tirar a vida da sua própria mãe, uma professora aposentada, a Eliana Rochel, tá? de 61 anos de idade. Um dos casos mais assombrosos que eu vi, tamanha crueldade que foi infringida essa mulher de 61 anos, mãe que doou todo o seu tempo, amor, carinho para o seu filho e teve como resposta isso, tá?
Maurício Gonçalves de 28 anos é este rapaz aqui, este ser que está aqui na tela. Ele no dia 10 de novembro de 2025, há 15 dias atrás, ele discutindo com a sua mãe, estavam discutindo porque ele queria dinheiro, tá? Ele queria dinheiro dela, não trabalha, não faz nada. E por conta disso, por conta de uma discussão financeira que a mãe já cansada, cansada de satisfazer as vontades do filho, um vagabundo, impestável, ele não satisfeito empurra a mãe. A mãe bate com a cabeça na escada, sanga. Sanga demais. E ele tem a coragem, a pachorra, de pegar a mãe, colocar no sofá e sair de casa. Ele sai, passa dois dias fora nas bórnias, consumindo as substâncias que ele quer consumir, fazendo o que ele quer fazer e depois de dois dias ele volta para casa. Quando ele volta encontra a mãe sem vida em cima do sofá.
Essa mesma mãe, Eliana, há dois anos atrás já tinha sido vítima dele. Ele teve a coragem há do anos atrás de amarrar a mãe com fita adesiva, tá? Com fita adesiva e deixá-la presa em uma cadeira para poder roubar seu dinheiro. Exatamente isso. Há do anos atrás, ele já tinha agredido a mãe, já tinha prendido a mãe uma cadeira. Eh, roubado, tirado o dinheiro dela, cartões e afins. E depois de usar a substância, ele retorno para casa, como se nada tivesse acontecido. A mãe quase o expulso de casa, eles conversam, ele diz que vai melhorar, que vai melhorar, ela acredita como mãe, né? De um mais um voto de confiança no filho. Só que aí a situação foi só piorando, piorando, piorando. Ela conseguiu convencê-lo a fazer um curso de direito. Ele já estava estudando, estava ali para se formar. Falta pouco tempo, pouco semestre para se formar. E aí no dia 10 ele comete isso. Aí dia 12 ele vê a mãe sem vida em cima do sofá.
E qual seria a reação de um filho? Isso desespero, dor, tristeza, arrependimento. Seria isso o que seria de se esperar de um ser humano normal, mas não. Ele então vê que não tem o que fazer, que já tinha feito o crime, já tinha tirado a vida da sua própria mãe lá em Parelheiros, São Paulo, tá? Parelheiros. Este é o local do crime. Ele pega então o corpo da sua mãe sem vida, enrola no lençol, passa, mas não sem antes de lembrar que sua mãe tem uma boa continha de dinheiro que ficaria recebendo durante muito tempo. Ele então destrava o celular da mãe com com dedo, descobre qual o dedo que a mãe utilizava para biometria. Faz isso e ele pega e decepa o dedo, tira o dedo da sua mãe, guarda, guarda o dedo na geladeira. É isso mesmo. Era usar quando precisasse. Com o celular desbloqueado, ele começa a responder mensagens das pessoas que querem saber da mãe. Conversas normal se passa pela mãe. E então ele tem mais uma atitude que para mim é chocante.
Após enrolar a mãe no lençol, ele pega, coloca a mãe no carro, sai, sai sem destino, vê uma rua vazia, uma rua de estado de chão, um local erm terreno baldio. Lá ele deposita a sua mãe, coloca a sua mãe naquele terreno baldio, leva consigo materiais para incêndio. Exatamente. Então coloca fogo, deixa o estado ali para não se conseguir reconhecer a sua própria mãe. Vai embora, vai embora. Começa a sua sanha, né? Achando, achando que conseguiria depois de alguns dias conseguia dinheiro da conta bancária da mãe. Mas não é bem assim que funciona a biometria. Eu acho que ele esqueceu que além da leitura tem um desgaste, né, do frio que ele colocou o dedo e o dedo não funcionou mais. Ele não conseguiu fazer as retiradas que ele precisava. Aí bateu o desespero, né? Sem dinheiro, sem mãe, sem nada. Ele então vai para mais uma atitude impensada. Ele vai um posto de gasolina, fica ali rondando o posto. Quando eu não sigo o assalto, bou um posto de gasolina. E é preso.
Momento da poesão, o posto de gasolina, ele conta absolutamente tudo que fez com a mãe da retirada da vida, da forma com que foi, que estariam discutindo, que seria uma discussão que a terminou com empurrão, em que ele não achou que a mãe fosse terminar daquela forma, que ela quando ficou desacordada, ele simplesmente a colocou no sofá para descansar e achou que quando voltasse estaria tudo bem. Ele não não acreditou que quando retornasse sua mãe estaria sem vida. Fato que aconteceu. Ao partir do momento em que ele vê sua mãe sem vida, ele começa a entrar em surtos. Segundo ele, ele faz tudo ali. Mas surto, um surto tão, tão seletivo, né? Um surto que consegue pensar em como retirar o dinheiro da mãe das contas bancárias, que consegue salvar ali a primeira biometria para desbloquear o celular da mãe, que vai então com essa sanha atás do dinheiro, até das contas bancárias, mas ele fala tudo pra polícia no sábado agora, dia 20, dia 22 ele é preso. É preso durante uma prisão temporária de 30 dias, já confessa parte do crime, mas a polícia vai atrás do corpo da senhora encontra encontra de uma forma que seria possível reconhecer devido à quantidade de dias, devido à forma com que ele deixou o corpo, devido a tudo. Ele então se diz arrependido. Alguém acredita no arrependimento deste ser? Porque eu não acredito, tá? Eu não acredito de forma alguma.
Ah, Maurício Gonçalves, 28 anos, tirou a vida da mãe. Eliana Rochel, professora aposentada de 61 anos de idade em Parelheiros, São Paulo, após uma discussão. Depois de empurrá-la, ele ele a colocou no sofá e fugiu. Retornando dois dias depois, a contar o corpo sem vida, o estudante de direito enrolou a mãe e o lençol, tirou o dedo para acessar o celular e as contas bancárias. Depois colocou o corpo da vítima dentro do carro e desovou numa estrada de terra. Depois colocou fogo. Foi ocorrer dia 10 de novembro, mas só foi descoberto após Maurício assaltar um posto de combustível. Ele foi preso pela polícia civil de São Paulo. Durante cerca desses 10 dias, Maurício usou o celular da mãe, a professora, para manter a rotina e evitar suspeitas, respondendo mensagem em seu nome. Familiares revelaram que há cerca de dois anos ele havia agredido a mãe, amarrando-a com fita adesiva e roubando seu dinheiro, mas ela não registou a ocorrência por acreditar que ele mudaria. Maurício agora foi encaminhado para o centro de detenção provisória de Cambuc, zona central de São Paulo. A justiça decretou prisão temporária de 30 dias enquanto a investigação segue em andamento.
Tá aí eu pergunto, um ser desses, como é que se pode falar chamar de filho? Não pode, né? Não há possibilidade de chamar um ser desse de vida. Como é que podemos falar sobre isso? O mundo tá perdendo o amor. O mundo tá perdendo a compaixão. Só pode ser. Eh, e eu falo que muitas coisas são por conta da internet, né? Ktia, minha amiga, você também é uma vítima da nossa sociedade, né? Cátia Gular tá aqui, Arlete, Josiane, Anice, Pat.
Eu gostaria de aproveitar esse momento e de desabafar um pouco, tá? Eh, todos vocês sabem que volta e meia eu tenho uns problemas, né? E esses dias eu tive mais uma mais uma crise de pânico, mais uma. Tô ainda em crise de ansiedade, crise de pânico, mas procurando ajuda. E eu digo para vocês que a sua rede de apoio é a coisa principal. Crise de pânico dá seu menor motivo. Se vocês perguntarem para mim se tem algum problema acontecendo agora, problemas teveiais, preocupação com dinheiro, financeira, mas saúde bem, saúde tranquila e do nada acontece isso. Para eu fazer essa live aqui agora com vocês, tá sendo um esforço, mas um esforço tão grande, tão grande, vocês não têm ideia. Eu vontade às vezes de chorar, de ficar deitado. Nunca tô conseguindo responder ninguém aqui no WhatsApp. Dá um pânico, um pânico de olhar para essa tela, de olhar para essas imagens, de conversar. Uma coisa absurda. E muitas pessoas às vezes não entendem o quanto é complicado, o quanto é difícil, né, lidar com isso. Voltei a tomar o remédio, estava quase quase um ano sem tomar. Tá bem, mas do nada volta. E eu peço a vocês oração, peço muito porque dói, dói muito. Me segurar aqui agora para não cair pranto, para não desligar, para não deitar e você se sentir impotente, não conseguir trabalhar, não conseguir produzir. Você tá aqui sentindo as pernas tremerem, de sentir o medo bater, de um pânico. Se não fosse aqui a minha filha, minha mãe, Fernanda, as pessoas que estão comigo, não sei o que seria de mim, porque às vezes você pensa que o único jeito que tem é um, vocês sabem qual, né, que eu tô falando. E dá vontade. Pior que dá muita vontade de você acabar com essa dor. E você pensar assim: "Ah, se eu fizer isso, acabou, eu não vou ver, as pessoas não vão ser, vão ver mais sofrimento, não vão se preocupar mais". É, mas aí eu penso, não posso ser fraco, não posso, porque eu tenho uma mãe para cuidar, uma filha para cuidar, uma mulher para cuidar. E agora, apesar deles estarem cuidando de mim, eh, complicado, porque você se sente um fracassado. É isso. Você se sente um fracassado como homem, como chefe de família, como pai, como marido, como filho, porque você não tá dando o seu melhor. Que tá ali, inexistente, apático, sem vontade de fazer nada, eh, sem querer viver essa sensação, sem querer viver. E eu sei que isso é uma doença racionalmente. Eu sei que isso é uma doença, que a parte cerebral é um desequilíbrio, que remédios vão dar jeito. Mas convence o corpo, que o corpo não quer saber disso não. O corpo tá com medo. Corpo tá em pânico. Vontade de ficar passado, embolhado nele mesmo. Um desabafo. Se vocês sentiram minha falta nesses esses dias, vocês sabem porquê, né? Não é porque eu não quero, é porque eu não tô bem.
Com relação a essa matéria de hoje, eh, suas informações foram dadas e é isso, tá bom? Obrigado. Obrigado a todos por essa matéria de hoje. Obrigado mesmo. Fique com Deus. Até a próxima. Se ele assim permitir, ele quiser.