Transcription
Família, por favor, peço que todos vocês
compartilhem ao máximo agora essa live.
Qualquer informação que chegue, pode
mandar pra polícia civil, pra brigada do
Rio Grande do Sul, para aqui pro canal.
Qualquer informação, chegou a
informação, vamos fazer chegar à frente.
Eu ainda tenho muita esperança, muita
esperança de que essa moça, de que essa
jovem que a Mel ainda esteja conosco
aqui nessa terra.
Olá, família.
A matéria urgente agora que precisamos
realizar o desaparecimento de uma jovem
de 19 anos, a Melchado. Estamos com a
sua mãe aqui agora que vai nos falar
sobre o desaparecimento e pedimos
encarecidamente que todos ajudem no
encontro dessa jovem que cada minuto
conta. Dani,
eu sei que a tarde não tá boa, mas
começa a conversa dessa forma. Eu
gostaria que você me falasse o que
aconteceu hoje, por favor, para as
pessoas conhecerem a sua filha e a gente
poder divulgar para encont.
Então, a minha filha,
ela aparentemente foi a uma festa de
Halloween e lá nessa festa ela viu um
menino que ela gosta com outra menina e
ficou muito triste, bebeu demais, foi
para casa
e
depois
eu recebi uma ligação ontem à noite, por
volta de 1 hora da manhã
de do menino dizendo que ela deixou um
pacote na casa dele e que como ele
chegou muito tarde em casa, ele só foi p
o pacote a 1 hora da manhã e dentro tava
a chave da casa dela e tava um bilhete
pedindo para ele cuidar do gato dela. Aí
ele foi lá verificar o que estava
acontecendo
e
lá dentro da casa tinha uma carta de
despedida de de suicídio.
E depois disso
e eles me ligaram, ligaram pro pai dela.
A gente foi, começou a ligar para
acionar todos os amigos, todas as
pessoas, procuramos ela em todas as
praças, em todos os lugares.
E hoje aí, então eu consegui,
ã, como a linha de telefone pertence a
mim, né, eu consegui acessar o telefone,
a localização,
os as senhas, e eu descobri que largaram
ela aqui na orla de cachoeirinha
por volta das 9 horas, 8, 8:48, 9 horas
da noite e ela mandou no escreveu
Twitter também dizendo que ela tava
feliz, que ela encontra a avó dela. A
avó dela já faleceu faz alguns meses.
>> Meu Deus.
>> Então tá uma tá uma correnteza horrível.
Passei a madrugada inteira praticamente
por aqui.
>> Mas você tá na orla agora?
>> Eu tô aqui na orla. Chegou o bombeiro
agora aqui paraa minha família aqui e a
gente tá tentando alugar um barco
também. Conversei com o vereador de
Canoas Douglas e pedi para ele acionar
os bombeiros lá também para começar as
buscas por lá também, porque daqui a
correnteza leva para lá.
>> Mas vamos lá, Dani, você não tem certeza
se ela fez isso, né? Vamos, vamos, vamos
manter a esperança. Vamos manter espera
da farmácia viu a reportagem de outro de
outro veículo e disse que por volta
desse horário a minha filha comprou dois
vidros de ribotril
>> ontem à noite.
>> Ontem à noite, por volta desse mesmo
horário que ela saiu de casa, que é o
horário que eu consegui ver na câmera,
né, da do condomínio dela.
>> Uhum. E aí ela veio para cá com esses
dois vidros de Ivotrilo.
>> Ela cachoeirinha, ela fica, ela fica há
quanto tempo da capital? É Rio Grande do
Sul, né?
>> Tá. É aqui bem aqui é é justamente na
ponte de Cachoeirinha que faz a divisa
entre Porto Alegre e Cachoeirinha.
Então, o próximo, eh, existe a
possibilidade, já que já que ela passou
para pegar esses dois vidros de
Rivotril, dela não ter ido para Porto
Alegre,
>> não, porque a gente localizou
o, a gente entrou no celular, pegou
localização, tudo, né? A gente conseguiu
acessar os dados porque eu fui na
operadora e peguei um chip com o mesmo
número e aí eu eu acessei tudo.
Mas você conseguiu acessar até o ponto
em que o celular tava de tava ligado,
né?
>> Até o ponto que o celular tava ligado.
Exatamente.
>> Então, qual foi o horário que o outro
celular foi desligado mais ou menos?
Ah, ela, a última mensagem dela foi às
9:18, se não me engano, da noite no
Twitter, dizendo que ela tava feliz
porque encontrar a avó.
>> Então, se de 9:20 pode ter acontecido
tanta coisa, não vão perder esperança,
Dani. Não vão perder esperança. A gente
não sabe o que aconteceu ainda. Não
quero perder, né? Mas eu só vou ficar
tranquila quando eu ver minha filha.
Dani, eh, a sua filha, ela já tinha
problemas psicológicos, alguma coisa
assim, algo que indicasse que ela
pudesse tirar minha filha sofria de
depressão. Uhum.
>> E esse menino sabia disso, inclusive
esse menino é o usuário de drogas. E ele
sabendo que a minha filha tomava
medicação controlada, ele oferecia
drogas para ela.
>> Meu Deus.
>> E esse menino tem 24 anos.
>> Meu Deus.
E ela foi encontrá-lo na festa e e viu
esse menino com outra garota.
>> É, ele ela já tinha sido internada uma
vez por causa dele, já não é a primeira
vez. E eu sempre pedi para ele, disse:
"Olha, você, por favor, se afasta da
minha filha, porque minha filha gosta de
você e tu não, você não gosta dela." Ele
continuava ficando com ela, porém ele
saía, ia pra noite, ficava com outras
meninas e dava, às vezes dava o acaso
dela ir no mesmo lugar e ver isso. E aí
ela sofria muito por conta disso.
>> Ele não tinha responsabilidade emocional
nenhuma com ela. É isso.
>> Nenhuma, nenhuma. E aí ia lá, dormia com
ela, ficava na casa dela, a a mãe dele
tratava ela como se fosse sogra dela. E
aí ela tinha uma esperança, né?
>> E ela e ela era induzida por ele, né?
Pelo que você tava dizendo, era
dependente emocional dele, né? Ela era
dependente emocional dele e ele sabendo
que ela não podia
tomar álcool e nem drogas, ele levava
ela justamente para lugares assim.
Inclusive ele levou ela na marcha da
maconha e tem uma foto dele segurando
uma maconha, um cigarro que parecia uma
tocha de tão grosso. Eu tenho essa foto
horrível.
>> Meu Deus.
Quando você você disse que ela saiu do
condomínio dela, tem até o vídeo daqui,
posso até botar aqui dela saindo. É esse
vídeo aqui, né? Ela saindo de casa 9
horas da noite.
>> Isso.
>> Você Ela pegou, ela pega o quê para sair
de casa? Ela pega um Uber? Pega o quê?
>> Ela pegou um 99. A gente já entrou em
contato, a gente já tem a placa, a gente
já passou pra polícia.
Ela pegou 99.
H e foi até a casa dele. E da casa dele
ela veio pra orla.
>> Da casa dele até a orla. Qual distância
mais ou menos? Pra gente saber. Depois
>> ele mora no Parque da matriz da ela ele
ela saiu da casa dele exatamente às
8:48. Ela deve ter chegado aqui por
volta de 9 horas.
Meus amigos que são do Rio Grande do Sul
agora, principalmente ali dos limites de
Porto Alegre, de Cachoeirinha, por
favor, vejam o rosto dessa menina. Vamos
passar aqui agora. Eh, vamos continuar
passando essas fotos aqui. Essa é a foto
atual dela. Um uma para mim uma criança,
uma adolescente, 19 anos para mim uma
adolescente
tem os seus problemas. Quem não tem
hoje, principalmente até lá da
depressão, fica vulnerável, muito mais
vulnerável do que qualquer outra pessoa
em seu estado normal. Eh, vemos ali Dani
que ela, apesar da depressão, ela ainda
tem um sorriso de vida, ela tem um um
brilho de olhar ainda.
Ela não era uma uma pessoa que tava aí
totalmente entregue à depressão. Acho
que esse
>> não, ela tinha o apoio de meu, do pai
dela, a gente fazia tudo, era faculdade,
academia, a gente sempre tentou dar o
máximo para para ela conseguir vencer,
estarí disso, sabe? Mas ela não se
amava.
É, ponto de não se amar é um problema
sério, ainda mais acompanhado de uma
pessoa assim que não dá valor. Ela se
sente cada vez mais para baixo. Eu tive
um caso agora na semana passada
retrasada de uma moça também que tava
com problemas psicológicos, grávida de 9
meses
e
ela ficou 10 dias desaparecida. E graças
a Deus reportagem, a mãe já tinha
perdido as esperanças, mas com 10 dias
ela foi encontrada no abrigo e já
próximo de da luz. Então ela ficou
encontrada e a mãe já tinha perdido a
esperança também, já achou que ela tinha
feito o pior e não foi.
>> Então eu vejo, desculpe, ela pode ser
tomado um susto, mas eu vejo no olhar da
sua filha um olhar de vida ainda, não de
uma pessoa integra a depressão, porque
muitas pessoas quando você vê com
depressão, tem um olhar de não ter mais
vida. está naqui na terra, mas a alma
não está. E a sua filha tem olhar de
vida, ainda tem um brilho, tem um brilho
bom no olhar. Então ela pode ter pegado
sim, ter acompado esses remédios, pode
ter tomado e tá dormindo em algum local
aí desacordada, ninguém saber. Pode ter
acontecido isso. Ela pode ter ido para
qualquer local. Enquanto nós não
tivermos ali a confirmação, não virmos,
tudo é possível. Dan a gente tem que se
agarrar sempre na no fiozinho de
esperança. E eu sei, eu muitas vezes eu
não falo isso para pai e mãe, eu sempre
falo o contrário. Eu sempre falo, espere
o pior, mas eu alguma coisa me fala, me
dá essa essa sensação de que ainda
podemos encontrar sua filha com vida. E
bem, que Deus tenha escute as nossas
palavras aqui. Eh, você disse que ela se
ela não se amava, mas por que que ela
não se amava? Ela fazia faculdade, ela
podia estar com esse sentimento que não
era dela, era daão, era da doença, não
era dela. A
>> doença, exatamente. Ela fazia
tratamento, ela sempre fez tratamento.
A gente,
a gente como pai e mãe, a gente tentava
dar todo o apoio para ela, mas
ela tinha um sonho muito grande, que era
o sonho da independência dela e de morar
sozinha já.
E aí a gente não tinha como dizer não,
né? Porque ela já tinha 19 anos,
>> já era maior.
>> Enquanto ela tava morando comigo,
debaixo dos meus olhos, conseguia
cuidar, mas
depois eu não tinha tanto controle,
tanto, né? Mas a gente tava toda hora em
cima.
>> Há quanto tempo que ela tá morando
sozinha?
pouquíssimo tempo. 4 meses
>> que muito pouco tempo. Muito pouco
tempo. Antes, antes dela ir nessa festa,
você teve, você conversou com ela? Como
é que ela tava antes de ir na festa?
>> Eu fui comprar ainda fantasia com ela. A
gente tinha ido passear, a gente tinha
ido no brecho, ela adorava, a gente
tinha ido comer, tava tudo normal.
Quer dizer, até ela ir nessa bendita
festa, tava tudo bem.
>> Tava,
>> família, por favor, peço que todos vocês
compartilhem ao máximo agora essa live.
Qualquer informação que chegue, pode
mandar pra polícia civil, pra brigada do
Rio Grande do Sul, para aqui pro canal.
Qualquer informação, chegou a
informação, vamos fazer chegar à frente.
Eu ainda tenho muita esperança, muita
esperança de que essa moça, que essa
jovem que a Mel ainda esteja conosco
aqui nessa terra.
Embora, embora
possa ter informações, pode se possa dar
essa perspectiva de que ela tenha feito
algo, não se sabe, não se confirma, não
tem imagem nenhuma, ela não foi
encontrada até o presente momento. Então
ela pode sim, ela pode ter tomado os
dois frascos de ribotril e ter apagado.
Pode estar em qualquer local ali
apagada. Ela pode ter sido levada para
algum hospital, recolhido, alguém não
sabe, alguém pode ter levado para casa
para cuidar dela. São várias
informações.
Então, a gente não pode perder
esperança. Isso são vocês que já
ajudaram tanto, tanto no encontro de
tantas outras pessoas que vão fazer
diferença para essa mãe e para essa
família.
Essa jovem,
se ela ainda estiver aqui conosco,
pode ser a sua ajuda que faça diferença
na vida dela.
Pode ser uma ligação. Olha, eu vi essa
menina hoje, eu vi ela ontem.
E mesmo que ela tenha entrado em
qualquer em qualquer local, até no Rio,
nada garante que ela tenha perdido a
vida. até o encontro nada garante. E eu
tenho muita esperança que essa
essa jovem, que a Mel, ela retorneos
braços da mãe, porque sinceramente ver a
Dani da forma com que ela tá, da forma
com que eu liguei para ela, sem
conseguir parar de chorar, isso corta o
coração de qualquer pessoa. Qualquer
pessoa.
O que ela quer agora é abraçar a filha
dela e ver que a filha dela tá bem. É a
única única coisa que ela quer.
>> Então vamos fazer isso,
vamos mandar pra frente, vamos
compartilhar, vamos chegar, vamos fazer
chegar na pessoa certa. Sempre chega na
pessoa certa. Aquela que vai ter
informação e que vai falar: "Olha, eu
vi".
Se for uma notícia ruim, que venha
rápido,
vai acabar com o sofrimento dessa mãe.
Sofrimento não, né? Angústia, porque o
sofrimento vai ficar, mas se não for uma
notícia ruim, que venha mais rápido
ainda.
Que venha mais rápido. Mais rápido.
Eh, Dani, o que que mais você consegue
lembrar
sobre sobre o aparecimento, qualquer
coisa que você falar pode fazer uma
diferença muito grande? Qualquer coisa.
tenta lembrar de toda a história de
sexta até hoje. O que que vocês fizeram
na sexta?
>> Não, eu não tenho muito o que te falar,
assim, ela tava em preparação para isso,
para essa festa, sabe? Então, foi isso
que aconteceu. Eu não consigo falar
muito mais também. Eu não tô me sentindo
bem a tua madrugada inteira aqui.
>> Dani, eu vou eu vou me despedir de você.
Vou continuar aqui falando, posso
continuar passando as fotos dela e vou
te pedir encarecidamente para você falar
com os bombeiros, com os policiais, mas
ir para casa para descansar um
pouquinho, porque você vai precisar. Não
adianta você ficar nessa nessa prisão.
Tenta descansar um pouquinho, porque
senão você não vai aguentar, tá? E deixa
que
Deus vai te dar uma resposta o mais
rápido possível, seja ela qual for. Mas
para você tá preparada para qualquer
tipo de resposta, você tem que tá bem. E
não adianta você ficar tentar ficar
acordado noite porque você não vai
aguentar. Tá bom?
>> Tá bem.
>> Fica com Deus. Qualquer notícia eu te
ligo, tá bom?
>> Tá bom. Obrigada.
>> Fique com Deus.
>> Fique com Deus,
>> família. É muito difícil. É muito
difícil mesmo falar em situações assim,
né?
Que que você fala para mamãe?
tá em busca de um menina para mim, para
mim é uma menina que tá passando por
dificuldades
amorosas, sentimentais, psicológicas,
que talvez possa
possa ter tomado uma decisão errada,
infelizmente,
mas que eu não quero acreditar.
Eu não quero acreditar mesmo, tá?
Chegou aqui paraa minha carta que ela
deixou. Vou ler para vocês. A carta tá
aqui.
É que tá escrito na carta. Achei. Queria
começar dizendo que ninguém tem culpa.
Eu amo todos vocês e sou eternamente
grata por tudo. Queria agradecer
um por um, mas tenho medo de esquecer
alguém.
Mas tenho medo de esquecer alguém agora
e dar uma risada. Kak.
Mas obrigado, família, amigos.
Eu amo infinitamente vocês.
Desculpa não ter conseguido aguentar.
Eu não me sinto mais viva, sabe?
Sinto que nenhum lugar é meu lar.
Mesmo rodeada de pessoas, me sinto
sozinha.
Estar viva me corrói
todo dia
e eu não tenho mais forças e nem saúde.
Se cuidem.
Saibam que isso é melhor para mim.
Eu juro que me esforcei
mais do que nunca. Orei todos os dias.
Eu
fiz o meu melhor.
Quero que, se possível,
doem meus órgãos
e me cremem
e me joguem num mato ou numa praia
linda. E vivam, sobrevivam,
sobrevivam bem sem mim.
Amo todos vocês demais. Mel, carta bem
forte.
Carta bem forte.
Tomara que ela só tenha escrito. Tomara
que ela tenha pegado esses dois frascos
de ribotril, tenha apagado,
esteja em algum local
e acorde seja encontrada,
encontrada por qualquer pessoa,
porque uma carta dessa
pesada.
bem pesada.
Que Deus dê força pra mãe caso uma
notícia ruim venha. Mas eu espero que
não.
Como foi de ontem para hoje, tem horas,
a chance de encontrar ela ainda existe,
mas que ela seja contada o mais rápido
possível.
Seis compartilhamentos
entre você e mais cinco pessoas, chega a
pessoa certa.
Chega, pode chegar um mundo que saque no
Brasil ali em Rio no Rio Grande do Sul,
perto de Porto Alegre.
Quem não ficou triste, compadecido com a
dor dessa mãe?
Quem não quer que essa moça retorne para
casa? Eu quero,
mas essa ajuda depende de todos nós
aqui. Se 100 pessoas compartilharem para
200 e 200 compartilharem para 400, em 4
horas teremos um número imenso de
pessoas procurando a Mel.
trabalho agora de ação social que
necessita ser feito,
trabalho que é nosso, né?
que a Mel
ou retorne para casa ou tenha seu
descanso.
Meu muito obrigado a todos, fiquem com
Deus e até daqui a pouco, se De permitir
e quiser.