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O Dia em que MINHA MARCA Quase ACABOU (BIANCA ANDRADE) | JOTA JOTA PODCAST #253

Joel Jota2:19:26

Transcription

Alguma coisa que você tinha como certo? Já não é mais certo dois anos para cá.

Do ano passado para cá eu tive um grande aprendizado em relação de rede social versus saúde mental. Eu descobri que eu era uma total viciada em celular.

[música]

Larguei o celular. Eu falei: "Cara, eu vou ficar três meses sem rede social".

São quase 30 milhões de seguidores nas redes sociais. Ela é empresária, estrategista, criadora e mais uma mãe real. Com vocês, Bianca Andrade, a Boca Rosa no JJ Podcast.

Quase perdi a capa da Forbes, senhora.

Por quê?

Será que isso é para você? Será que não é?

Bianca, qual que é a estratégia ou formato que funciona para você no TikTok e que não tem nada a ver com Instagram? Ah, é repetição, volume. Quanto mais você repete uma mensagem, mais chances esse algoritmo chegar em mais pessoas. Os conteúdos estão multiplicando e as pessoas agora não têm mais espaço na mente para acompanhar toda essa semana. Então, o nosso cérebro não tá suportando mais tanta informação. Então, agora eu tenho que explicar um produto em 30 segundos.

Quanto que você quer ser essa mulher de 1 bilhão de 0 a 10?

10.

Mesmo?

Mesmo.

Bem que é o seguinte. Você vai tomar um cafezinho com quem que é? Que pergunta você faria para essa pessoa? O que você acha que ela te responderia?

Cara, a Anita.

Não, pera aí. Sabe o que no meio do caminho eu fiz?

Hã?

Escrevi um pagode.

[risadas]

É blush? É blush o nome disso?

Não, é máscara para cílios. Um homem tão inteligente fora.

Pessoal. A gente já vai começar o JJ Podcast, mas antes quero contar uma história incrível que viveu eu e a Lalas. Essa história. Ano passado a gente e as crianças, a gente decidiu fazer uma viagem diferente no carnaval. A gente reservou uma casa no Airbnb, bem na praia. Nossa, casa linda, maravilhosa. Dava direto assim, ó, na praia, areia bonitona, pé na areia, maravilhosa. E durante o dia a gente brincava, né? A gente brincava, a gente rolava na areia, era folia pra caramba, tinha uma piscina dentro da casa também e à noite rolavam churrascos. Foi meu irmão, foi minha irmã, foi minha mãe, foi a minha sogra, meu sogro foi maravilhoso, foi meus amigos também. Descanso assim na certa. A gente tinha um espaço para churrasco que era incrível, que não atrapalhava a criançada. Tinha um espaço para a gente brincar, tinha churrasco lá fora da galera dormia lá dentro e não atrapalhava. Dava para ver desenho, dava para brincar na areia, dava para ficar na piscina. E eu fui três vezes para essa casa, tá? Três vezes. E todas essas vezes que eu fui, eu fui pelo Airbnb. Por quê? A liberdade tá com todo mundo junto, com espaço para brincar, para cozinhar, para relaxar. Casa maravilhosa, muito bacana. Então, quero te dar uma dica. Se você ainda não planejou o seu carnaval para 2026, já sabe o que você tem que fazer, né? Junta a tua galera, cria um grupo para você compartilhar os links das casas mais legais que você achou ou que você encontrar no Airbnb e já escolhe a sua acomodação. Eu já vou te dar dica, tá? No Airbnb tem um lugar que se chama Selo Preferido dos Hóspedes e é lá que você tem que entrar. É lá que você tem que clicar. O que que acontece lá? São acomodações de maior sucesso da plataforma. Em um Airbnb, vocês aproveitam cada segundo juntos do café da manhã até o jantar com as pessoas que você ama. Então essa é comodidade na veia e o melhor, tá? Dá para parcelar tudo isso em seis vezes sem juros ou apagar no Pix. Então aproveita, entre para o Unidos do Airbnb e vai curtir o seu carnaval junto com as pessoas que você ama. OK? Combinado? Bora. Vamos começar o JJ Podcast agora.

Oi, Bianca.

Olá, Joel J.

Tudo bem? Obrigado por ter vindo.

Eu que te agradeço mais uma vez pelo convite.

Obrigado por ter vindo num formato do J.

Chique.

Chique.

Chique. Uma nova fase, né?

Uma nova era.

Tem dois anos que você veio.

Sim.

Dois anos para trás. Então eu, A gente tem dois anos para falar.

Uhum.

Alguma coisa que você tinha como certo, já não é mais certo dois anos para cá.

Ai, bastante coisa, porque esses dois anos eu lancei a minha marca independente, então assim, acho que foram os anos mais desafiadores da minha vida. Olha que doideira.

Hã.

Mais desafiadores de toda a minha carreira assim profissional. Eh, eu até comparo um pouco a minha maternidade assim, porque para minha cabeça foi tipo, tem muita coragem para desenvolver 50 tons de base num país em que mesmo sendo miscigenado, a gente enfrenta um racismo cosmético muito grande, de marcas grandes. E isso num país como o nosso já passou da hora de de não ser mais permitido, né? Então, eu sei que teria capacidade de confrontar isso, mas eu não sabia a dificuldade que era, o desafio que era. Então, a cada dia o desafio era maior e maior e noite chorando e tentando compreender, porque a primeira vez você faz uma coisa.

Uhum.

É muito mais difícil do que depois que você já tem aquilo já eh treinado, né? Então, mas isso para mim foi muito importante, porque a cada momento que eu via que era muito desafiador, eu dava um sim muito mais forte ainda pro meu futuro, pro meu legado, pro meu propósito, sabe? Eu tinha uma confiança assim do tipo, cara, tô eu tô tô me lascando aqui, aqui tá aqui tá [risadas] difícil. Já dia que minha saúde mental é pro saco assim, porque mãe.

Passando também por uma fase dessa, né, de na minha empresa, uma figura que é exposta também. Então, cada probleminha vira algo, né? Tem uma lente de aumento, mas acima de tudo ali muita coragem, né, de me provocar, de fazer diferente. Eh, já eu já tinha já se anos fazendo a mesma coisa, que para mim é muito.

Mas o que que o que que mudou, Bianca, do da marca pessoal própria para o que você fazia? Você usava uma plataforma? What? Você tinha fornecedores, o que que mudou assim?

Eu era uma, eu tinha uma cocriação com uma outra marca, então eu tinha toda a parte de cadeia produtiva, eu não envolvia praticamente. Claro, eu tinha eh muitas informações, até porque eu sou muito curiosa, então eu jogava junto até para trazer para entender qual seria o ticket do produto. Enfim, eu trazia muito meu olhar. Eles gostavam muito disso, mas eu não tinha experiência.

E assim, era uma marca que tinha mais de 60 anos de experiência. Então é é é diferente, né?

Pouquinha de experiência mais, quase nada. E esse passo que você deu, por que que você deu?

Eu sempre quis dar esse passo. Eu comecei já com essa certeza de que um dia eu seria dona da minha própria marca. Eu falava que eu queria ser a próxima Chanel, eu queria ser a próxima dona D'use, que é a dona da Paiô. Então, a gente finalizou falando isso, né? Eu falei: "Dona D'use, eu quero ser a próxima dona D'use, eu quero contar minha história".

Uhum.

Né? Então,

Eh, eu preciso dar esse próximo passo, sabe? Quem é.

Era algo meu assim de dentro assim de mim. Então, e já era desde o começo, só chegou um momento, ainda adiei ainda, a gente renovou mais dois anos de contrato porque era uma relação boa, era uma relação muito transparente, sou muito transparente no meu trabalho, tanto que eu faço questão de falar, gente, eu não quebrei contrato nenhum, finalizou o contrato, eu não quebro o contrato, é muito difícil eu quebrar um contrato.

Sim.

Então, a gente finalizou de uma forma muito justa, de uma forma muito profissional. E eu fui fui seguir o meu caminho, fui fazer o que eu achava que era que era para mim. Então, assim, a gente fez.

E deu certo.

Deu muito certo. A princípio, eh, foi muito desafiador, assim, o lançamento foi bem desafiador. Eu tive que pausar o lançamento da marca em 4 meses, ou seja, 4 meses sem faturar o que a gente já estava dentro do nosso.

Sim.

Planejamento. Isso. Você imagina o quanto.

Para voltar, para mudar, para para colocar certinho no novo formato que você tinha estabelecido.

Na não, na verdade, desde o gap que eu dei foi de um ano até lançar a nova marca.

Uhum.

Desde quando eu anunciei a saída até lançar a marca, um ano.

Tá? Mas nesse tempo, quando a gente fez o pré-lançamento, a gente teve uma falha de 3% nas embalagens de um produto.

Eu acompanhei.

E 3% pro meu público, que que é um público fiel e também para para esse nicho, né, da internet é muito maior do que numa marca convencional, numa marca tradicional.

Que não tem essa grande exposição. Então é muito bom. Por um lado, né, a gente entende o quanto marcas de de celebridades e de pessoas que têm essa essa eh esse público, né, ali na internet, o quanto isso tem tem dado certo, mas ao mesmo tempo eu falo que é o nosso maior nossa maior vantagem competitiva e nosso maior desafio também, porque.

Quando acontece algo inesperado, isso também é do mesmo impacto positivo quando é bem feito. Então ali eu tive impacto bem forte, não tinha sido a primeira vez, eu já passei por algo parecido quando eu tinha ainda parceria com a outra marca, com a Paiô, eh, a gente teve uma questão também com embalagens e tal, mas eu demorei muito mais tempo para mudar e eu entendi que a minha marca é feita pela minha comunidade, né? Boca Rosa, ela é feita por todas as bocas ali que consomem Boca Rosa, então não faria sentido eu não ouvir naquele momento. A curto prazo não valeria a pena porque foram milhões, né, que a gente deixou de faturar, mas eu sabia que a longo prazo eu estava mostrando para minha consumidora na prática o quanto Boca Rosa é uma marca que está com ela e se ela não está feliz, Boca Rosa não faz sentido, sabe? Então, nesse ponto, valeu a pena e hoje a gente tem aí a nossa comunidade fazendo os lançamentos bombarem. Graças a Deus estamos em todos os lugares realizando muita coisa, tendo produto premiado. Ai, chegou a fase boa, entendeu? Tô tipo, ai gente, graças a Deus, tomara que dure muito essa fase.

Bianca, ó só aqui a turma do J é turma empreendedora, né? As pessoas têm negócio, são interessadas em negócios, são interessadas em criar novos negócios e ampliar os seus negócios. Faz o seguinte, ó. A gente está gravando aqui do anos depois do que você foi na na primeira vez e de toda essa experiência que você teve. Volta até o dia do lanç até esse período desse lançamento, com a cabeça que você tem hoje, o que você faria certo hoje e que pode servir de ensinamento pra turma que está assistindo assim, que você fala assim: "Putz, eu não olhei isso, eu olharia, eu não fiz isso, eu faria".

Sim. Eu teria ainda mais calma. E olha o que eu me achava calma. Quando eu vim aqui a última vez, esse esse rapaz falou: "B, você tem que fazer palestra, fazer eh livro. Só não falou filme. Acho que foi por um descuido dele. Esqueceu.

Esqueci.

É.

E eu falei: "Calma, menino [risadas] da calma se eu vou virar o Joj, rapaz. Essa lá". Então, já me achava calma. Aí hoje em dia quando alguém quer me apressar, eu falo: "Calma, menino", vira nosso bordão lá dentro da da minha companhia. Mas por que que eu teria mais calma? Eu falo, hoje eu entendo que existe um cuidado muito grande, na verdade, um eh um risco muito grande da gente fazer a nossa empresa andar com o ritmo da internet. Eu falo, tempo da internet não é o tempo das coisas. Que eu quero dizer com isso? Eh, antigamente uma tendência ela durava uma estação, duas. Hoje uma tendência muitas vezes dura uma semana, um mês, dependendo, né? Estava todo mundo falando de labubu para cima e para baixo. E hoje estava até duas semanas a gente estava falando de morango do amor.

Antigamente o assunto durava um ano.

Nossa, morango do amor foi rápido, hein?

É, você imagina para uma marca entender, caramba, então vamos fazer um gloss de morango do amor porque é uma tendência até você fazer, até que não dá, não dá tempo.

Foi. É.

Então, isso é um desafio muito grande, porque ao mesmo tempo essas tendências também alavancam muito os nossos negócios, né? Quando a gente trabalha com internet, está no tempo certo, na hora certa, é muito importante.

Sim. Isso já mudou o meu cenário durante muitas vezes, mas há 5 anos eu fiquei praticamente dois anos sem lançar produto, né? Porque no último ano de Paiô também a gente não te eh eh desacelerou um pouquinho porque a minha saída já estava já vista. Então, dois anos depois, a internet já estava em outra velocidade. Então, isso a gente tem que ter um cuidado muito grande, ao mesmo tempo trabalhar a nossa ansiedade, porque eu sei que é uma grande oportunidade pro meu negócio, mas nem toda oportunidade é boa a longo prazo. E foi o que aconteceu comigo. Eu deveria ter esperado mais para lançar, mas eu também, como eu era, né, Bootstrap, tipo, minha própria investidora, eu queria fazer tudo completamente sozinha.

Sim.

Eu também não tinha tanto tempo assim. Entendi.

Então foi bem desafiador ali e faz parte também, né? Eu foi importante para eu aprender e para hoje eu ter essa cabeça. Então hoje eu faço meus negócios de forma diferente, de forma ainda mais madura. Acho que eu amadureci, sei lá, uns 5 anos em um ano, entendeu?

Mas você esperaria mais tempo? Entendi. E concordo. Para fazer o que nesse tempo?

A cartela de 50 cores, o produto em formato stick, porque eu queria lançar antes o formato stick, porque o formato stick é o futuro, certo? Eu cravo isso todos os dias assim, porque é um produto mais democrático, fácil de usar, cada vez mais. Toda e qualquer pessoa está se interessando por conteúdo de maquiagem na internet e maquiagem é uma dor ainda, não é? Qualquer pessoa consegue fazer essa montagem aqui que eu faço e tem muito a ver com autoestima, que é algo muito sério de se mexer. Você trabalha com educação também, com mudança de vida, você sabe.

Então assim, eh, eu sempre eh eu estava já nesse, nesse formato mesmo de lançar produtos à frente do tempo. Isso era uma característica minha. Então, quando chegou o metaverso, lancei uma uma fiz um lançamento dentro de uma plataforma de metaverso, trouxe essa experiência, foi super legal. Eh, quando eu trouxe o Lip Tint também pro Brasil foi super legal. Claro que eu não fui a primeira marca a trazer, tinha também tiveram outras marcas, mas eu trouxe ali muita, muita, muito o holofote para esse produto, né, que antigamente tinha os produtos, as marcas realmente grandes, eram gringas. Quando eu trouxe a base com a com eh a base líquida, com a linha de pele toda, com o meu pó solto, que foi uma das primeiras marcas também de influenciador a trazer o pó solto. Então eu entendia que isso é uma identidade da minha marca, como vou perder isso? E eu queria surpreender muito o meu público. E eu sabia que o produto stick era um produto revolucionário. Uhum. E eu sabia que eu ia ajudar muitas pessoas, eu ia trazer um novo público. A ideia era genial, não tinha como dar errado. Mas aí quando eu lancei uma amiga minha parte que a dona do do Simporganic, ela me ligou e falou: "Amiga, se eu te falasse que o produto em stick é o mais difícil de todos, por que que você não me perguntou?" Falei: "Ai, amiga, enfim, tem coisas que só fazendo mesmo que a gente aprende.

Sim.

E faz parte de empreender. O que eu falo para todas as minhas empreendedoras que me acompanham, tem um público de empreendedoras muito forte, muito forte. Maioria das mulheres que me param, geralmente não me param só para falar: "Ah, eu amo Gudugo". Goodugo também, ele é concorrente, mas assim, não só para falar: "Ah, eu adoro você", é sempre assim, Bianca, você me inspirou, Bianca, você me motiva. Isso para mim é muito forte. Eu sempre falo para elas assim que é muito difícil a gente dar esse tempo ao tempo, né? Entender que tem coisas que precisam, demandam mais tempo. Como você entende que a dificuldade está muito grande, cara, calma aí, para para pensar um pouco. Então, isso eu faria diferente. Eu teria aumentado um pouco mais ali meu deadline e eu teria perdido menos dinheiro, mas talvez não teria ganhado tanta confiança assim do meu público, né? Então depende que que é mais caro.

É, eu acho que você teria mantido a confiança e talvez teria ganhado mais dinheiro.

Vou chorar depois dessa posição fetal. Esse foi o nosso programa. Muito obrigada.

Muito obrigado, Joel, por [risadas] vir aqui e mostrar mesmo assim, pegar na minha ferida e dar aquela, né.

Aquela cutucada marota, aquela.

Mas eu concordo com você. Eu tô te ouvindo e tô e tô aprendendo e também tô compreendendo que eu também muitas vezes eu errei por conta de pô cara, dois mesinho dois meses não é uma eternidade. Em dois meses a gente ajeitaria tanta coisa assim, três meses. Um aquilo que você falou uma vez no podcast foi até do Bruno e da e da Malu. Buzz Marketing. Melhora um pouco Buzz, faz uma antecipação melhor. É, o mundo não vai acabar. Se você esperar um pouquinho, você bootstrap, você conseguiria segurar, né, alguns meses. Eu eu anotei isso aqui. Depois até vou compartilhar uma coisa com você no privado sobre uma decisão, ver o que você acha. Eu não posso falar aqui agora pessoalmente, mas o que que você acha sobre essa questão, Bianca? Vamos falar um pouco do ecossistema.

Vamos.

Como é que é o ecossistema? Eh, qual qual que é a o ecossistema é formado por quais marcas? por quais negócios, por quais modelos de negócio, qual que é o tamanho do teu negócio hoje?

Hoje o principal, meus meu, o meu ecossistema, ele consiste em duas principais eh dois principais negócios, digamos assim. Eu tenho Boca Rosa.

Tá.

E Magnólia. A gente a gente conseguiu colocar dentro dessas duas estruturas.

Uhum.

Então, hoje a gente tem um escritório que é um andar igual igual o Joel andar.

Igual aqui o J.

É, a gente trabalha com andar, pessoal. É, esse é o clima. Eh, eh, e com 50, com 50 pessoas trabalhando dentro desse negócio. E a gente dividiu agora os times justamente porque a cara é muito doido isso. É a primeira vez que eu explico isso num podcast. Ver se eu consigo fazer entender. Mas parece que um está num planeta e outro no outro. Por quê? Um é Boca Rosa, marca de maquiagem, fábrica, outro tipo de processo. O tempo é amigo.

O tempo não é inimigo. Quanto mais, quanto mais antecedência, melhor, mais barato.

O outro é o oposto, que é a Magnólia, na verdade é a minha carreira artística.

Tá?

Então é o contrário. Tem marca que me contrata um dia antes, às vezes vai palestrar um dia antes. O tempo é nosso inimigo. Então se você não responde na hora, se você não faz na hora, como é que uma cultura de uma empresa, como é que você faria dentro, tendo esses dois negócios, tendo o mesmo time? Como é que você conseguiria fazer isso? A mesma cultura para essas duas, para esses dois times diferentes? Eu me perguntei isso durante esse último ano.

Eu faria assim, ó. Primeiro eu definiria qual jogo a gente quer jogar. Para um lado e pro outro. Vamos imaginar assim, cara, eu quero ser a top um aqui e a top um aqui. Então é o jogo da vitória, o jogo de ser 01, tá? E como vencer cada um desses jogos?

Uhum.

Ó, para vencer aqui é desse jeito, para vencer aqui é desse outro jeito, porque eu fui atleta e fui treinador de atletas. Então, o velocista, ele quer ganhar.

Uhum.

O meio fundista, ele também quer ganhar. E o fundista ele também quer ganhar. Mas são três bichos completamente diferentes. [risadas] O velocista é rápido, ele é preciso, ele poucas ideias. Um detalhe tudo minucioso, porque qualquer coisa errada que ele faz, ele perdeu. Então é aqui.

O o fundista não é minha esposa, ela é mais na boa, tal, ela pode começar a prova de um jeito, num ritmo e aí as pessoas, nossa, mas ela está indo meio devagar dela, não, não, não, estou controlando, estou no ritmo e tal. Não, então assim, então eu eu colocaria as características de cada um para vencer o jogo. E aí a cultura é a cultura da vitória.

Então a cultura da vitória está aqui em cima.

Só que cada um tem uma estratégia para vencer. Mas.

Você se separaria esse time ou você colocaria dentro de um lugar só, por exemplo, comercial junto, time de marketing junto ou você separaria?

Separaria.

É, estava junto uma época.

Tu separou?

Eu quase perdi a capa da Forbes por isso, senhor amado.

Por quê? Era meu sonho, a capa da Forbes, né? De lá para cá eu realizei isso.

OK.

E aí um dia o camarote me ligou e falou: "Bianca, lembra que você veio aqui e falou assim: "Camarote, quando você achar que eu mereço a capa, me bota, por favor?" Já tinha sido, né, Undert e tal. E por quê? Pro time que tinha cultura de eh faturamento, fábrica,

O que dá mais dinheiro, o que faz a gente ser número um. Para esse time a capa não faria muita diferença. Então eles deixaram.

Segundo plano. Só que eles esqueceram que a dona dessa empresa também é uma figura artística, também é uma pessoa que trabalha com a imagem, que a imagem também agrega muito para a empresa.

Exato. Aham.

Então eu aqui agrega muito para Boca Rosa, traz muito mais autoridade para a Boca Rosa. Só que esse time não entendia isso, até porque só tinha um ano, é pouco, para conseguir trazer a cultura assim, deixar a cultura pulsando. E aí eu tentei, tentei, tentei, tentei e eu ficava lá e tipo assim, eu sou da companhia, então all hands, eu ali colocando a cultura em todo mundo e tal e acabou que as pessoas, os principais executivos ficaram muito focados em mim, assim, porque eu conseguia dividir.

Aham.

E eles ainda não, porque cada um veio de uma empresa diferente, né? É um um time jovem, novo, né, de de contratação. E aí quando eu separei agora Boca Rosa contrata Magnólia para criar os conteúdos. Inclusive, foi olha eu quebrei cabeça para isso, conversei com tudo quanto é tipo de gente. Por eu estou aproveitando aqui para ter mentoria do meu amigo porque para saber se eu fui pro caminho certo e melhorou muito. Agora os times se falam, se entrosam, mas é diferente. O ritmo é diferente.

É.

A maneira que eles pensam no dia é diferente, a maneira que eles tomam decisão é diferente. Então eu juntava, virava uma loucura.

É.

Porque um está treinado a fazer de uma maneira e o outro treinado para fazer de outra. Isso dava um choque assim de cultura. E agora a gente separou, até separou o andar assim de a gente pegou uma outra sala e colocou a nossa galera criativa.

É cultura da vitória em todo mundo, mas estratégias diferentes para vencer, porque o DNA de cada um é é super diferente e mas todos querem vencer. Porque assim, eu acredito que a função número um de qualquer pessoa que trabalha com a gente, independente do cargo, sabe? É vencer. Vamos vencer, vamos. Ah, depois além de querer vencer, a gente vai vencer usando quais ferramentas e fazendo o quê. Mas aí você separa essas características, porque eu sou um cara também que na minha marca pessoal, eu sou um cara, o que para muitas pessoas é rápido, eu chamo de prático.

Uhum.

Ah, prático. Vamos. Uhum.

Nossa, Joel, como você é prático. Uai, mas tem outro jeito. Mas em outras coisas que não são conglomerados, empresas que a gente tem, a gente não tem a mesma velocidade, mas a gente deixa o tempo também para como ferramenta para eu pensar. Então, vou te dar um exemplo. Eh, quando a gente está gravando aqui, tem duas semanas que eu voltei da Alemanha, eu pedalei 300 km, eu, Caio e Flávio e as esposas. A gente pedalava e a gente pedalava os capacetes com fone, microfone e a gente conversava. E aí a gente levou 50 km para pensar em uma estratégia de um negócio. 50 km pensando, pensando, pensando para 2026. Se o Joel J marca no 2026 agora, agora, agora liga tal, vai e devolve. Mas pro business 50 km depois de 50 km naquele pedal daquele dia, beleza. É isso. No voo mudamos porque a gente tem tempo.

Hum.

A gente sabe quando a gente quer começar, só que a gente pensa, pensa, pensa, pensa, pensa. A gente sabe quando a gente quer startar.

Então, então aqui a gente fica.

Estressando a ideia. Estressa, estressa a ideia, estressa.

Uhum.

Aí quando a gente tem ideia pronta, Bianca. Vamos. Não. Aí a gente desvende a ideia para ver se ela fica em pé.

Hum, entendi. Vamos desvendê-la para nós. A gente coloca tudo que não é para ser. Se ela fica em pé, se ela passou no teste do tempo, no teste do stress, no na metralhadora assim. Isso.

Então esse.

Mesa com o advogado do diabo ali, tudo que poderia dar errado.

Ex. Esse DNA precisa de tempo. Não precisa. É, precisa.

Para um negócio, para aquele negócio do valuation, o negócio do bilhão, o negócio da venda, o negócio do IPO, o negócio do fundo de investimento. Tô até abrindo aqui, né? Aquele negócio, aquelas conversas com fundos de investimento, o negócio da da expansão internacional, o negócio que vai trazer a margem, ah, precisa de mais tempo. Agora, o negócio assim do timing, do agora, do conteúdo,

Eh, da, da atividade chave, esse a gente precisa ter o contexto e ter que ser essa é a cultura da, do velocista. Então eu quando eu fui atleta, eu era velocista, mas agora eu sou velocista, meio fundista, nadador de peito, maratonista, outra maratonista, treinador. A gente tem que pai no meio disso tudo, não [risadas]

É esposo no meio disso tudo. Sou mãe também esposo. Sabe o que no meio do caminho eu fiz?

Hã?

Escrevi um pagode. [risadas]

Pelo amor de Deus, canta.

Compus. Não, não vou cantar, vou tocar.

P de mentira.

Não, pera aí. [risadas] Escrevi um samba, mandei para o Mumuzinho.

Mentira do.

Mumuzinho gravou. Mumuzinho gravou e já assinei contrato com a Universal M.

Mentira.

E agora vai ser lá na no link da bio. Empresário, investidor, palestrante, escritor and. [risadas]

Calma menino. Gente, esse menino é acelerado mesmo. Atleta.

Ainda faço e faço filho, [risadas] namoro, faço filhos.

E cria ainda, né? Vou tanto.

E eu e crio até o final. Eu vou te eu vou te mostrar esse pagode aqui que é segura audiência. Segura seguro.

Tá. E eu tenho 44.

Tá.

Não parece, né?

Não, não. Mas é por é pela experiência. Você você me lembra muito a minha mãe na maneira de pensar. Ela é minha sócia, né? E a gente já viveu muito esse embate. Eu tenho 30.

E empreendendo.

Por favor, faz 30 anos. Você já fez 30?

Cara, 10 anos você não faz 30. Toda hora que eu faço, você tem 20 e pouco, 25. Não fiz 30.

Já fez?

Tô com 30. Cadinho.

Pelo amor de Deus. Faz 30 anos, né, Bianca? Tem quantos anos? 27. Quantos anos? 28.

20. 20 e poucos. Pou.

Pelo amor de Deus, faz 30 anos. Foi tudo.

Foi bom.

Foi ótimo.

Você teve a crise dos 30?

Nada. Eu acho incrível.

Eu tive.

Eu Você teve como foi?

Foi, eu tive minha crise dos 30 com 28.

Ah, então eu tive, eu tive mais cedo.

É. Tu lembra quando você vê no podcast a gente falou do antroposofia?

Sim. Até hoje eu não sei explicar esse negócio. Você me explicou. Foi foi. Achei o máximo.

Maneiro. Foi bom. Eu tive a crise dos Mas eu te achei madura, tá? Você com 28 já tinha uma noção de vida, de experiência, do que queria. E lá você falava: "Eu vou com calma, não é a hora". Porque, cara, é muito difícil a gente aos 28 anos ter a clareza. Não é a hora.

Exato. Por isso, por isso que eu gostei de fazer 30. Eu entendo que quanto mais maturidade a gente tem, quanto mais experiências a gente tem, porque não é nem uma questão de idade, né? É uma questão de experiência. Tanto que, qual é o nome desse, esse quadro que você me apresentou? Isso.

Antroposofia.

Sei explicar. Antroposofia.

Antroposofia.

Isso. Que você estava falando sobre as fases da vida.

De 7 anos.

É.

De a ver com idade e tudo mais. Eh, que eu já estava já um pouco mais adiantada, né? Então assim, eu vivi algumas coisas antes e e eu acho que a experiência é a chave de tudo, assim.

Eu adoro escutar pessoas mais velhas e eu sempre tive essa curiosidade desde o começo. Chego para qualquer pessoa, meu avô que agora está no céu, mas qualquer pessoa sento, gosto de ouvir, adoro ouvir minha mãe, por exemplo, tem 53 anos e assim a cabeça dela é muito mais esclarecida que a minha. Adoro ver eh minha mãe conversando com amigas, amigas delas. É diferente a maneira que elas pensam, a maneira é diferente a maneira que elas se desesperam. Assim, elas não se desesperam com qualquer coisa.

É verdade.

Elas são, elas bancam que elas são. E quando a gente tem 20 e poucos, a gente não banca porque a gente se coloca muito na dúvida, faz parte da fase, né, da vida.

Então foi por isso que eu gostei de fazer 30. Eu me senti mais,

Eu acho que me veio uma calma assim, sabe, do tipo, ah, agora estou ganhando idade, estou ganhando corpo para coisa, sabe? Então eu senti isso, achei bom, não achei ruim, não.

Teve alguma opinião que você mudou dois anos para cá?

Cara, eu falo que eu mudei opinião toda hora assim, mas não de indecisa também, né? Porque eu sou libriana, mas de eu gosto de me provocar e eu gosto de aprender coisas novas do tempo todo. Então, eu vou evoluindo a minha opinião. E tem muitas coisas, como por exemplo, eh, em relação à internet.

Eu comecei de uma maneira muito diferente da que agora eu trabalho, digo até de estratégia de comunicação na época de um lançamento. Foi uma coisa que chamou muita atenção das pessoas para mim, que quando eu comecei eu pensei, bom, vamos lá, como que eu vou chamar a atenção dessas pessoas? Eu tenho uma marca agora, mas as pessoas nunca compraram, ninguém nunca comprou um produto meu. Como eu faço para ganhar confiança, para chamar atenção, para fazer o buzz? Como fazer da minha vida pessoal, que é algo que já gerava buzz, né? Mais ainda na época, algo que convertesse para mim, quem que eu posso estudar, quem pode ser minha referência.

Com tudo isso, eu criei a metodologia Boca Rosa de fazer um countdown de uma semana com de antecedência. Eu criava já um conteúdo com storytelling, com narrativas da minha vida, porque eu sabia que pro público que não era necessariamente uma consumidora de produto final, mas de conteúdo, né? Uma consumidora da minha vida, uma e minha comunidade mesmo, né? Ter o storytelling da Bianca também dentro desse lançamento seria incrível, não só sobre o produto. Então eu trazia essas narrativas e isso foi o que me fez diferente. Isso, isso foi quando isso é.

Comecei em 2018, quando eu lancei a Casa Rosa na Avenida Paulista.

E lancei uma coleção inteira ao invés de começar só com uma uma categoria, por exemplo, só boca, não, lancei já a coleção inteira, marca inteira com Instagram próprio, mesmo sendo uma collab. Então eu sempre fui muito curiosa, assim, sempre gostei de fazer experimentar coisas diferentes. Já tinha trocado a marca para azul, por exemplo, era Boca Rosa. Aí a galera trouxe essa coisa do Boca Cinza, mas antes eu era azul, né? Então e então já tinha tomado bastante várias atitudes assim que me fizeram chegar até aqui, né? Até 2023, que foi quando eu eu encerrei com a Paiô. Nesse gap eu tive que recalcular rota inteira. Porque agora eu entendi que a gente tem tanta informação na internet, né? O nosso a gente está com aquele o brain rot, né? Que é tipo, o nosso cérebro já está apodrecendo com tanta jorrada de informação que os conteúdos estão multiplicando e as pessoas agora não têm mais espaço na mente para acompanhar toda essa semana.

É verdade.

De conteúdo, elas não conseguem mais se aprofundar e aí se elas pegam só um um recorte, elas vão falar: "Nossa, a Bianca está assim, a Bianca está assado". Mas faz parte de uma arte.

Sim.

Que eu criava e eu tive que abrir mão de tudo isso de um de um lançamento pro outro. Porque em uma rede social isso funcionou, na outra não. E assim, não funcionou a ponto das pessoas fazerem eh fazerem conteúdo falando: "Ah, Bianca investiu 1 milhão numa campanha que eu contrato artistas, eu contrato, para mim assim, um trabalho muito sério, eu trabalho pessoas muito boas assim do mercado, sabe? Que às vezes nem tem uma oportunidade de conseguir fazer algo tão profundo. Eh, os melhores fotógrafos, diretores, então trago uma galera muito legal assim para trabalhar, mas não funciona mais. Então, assim, eu sempre falo: "Galera, não vamos escrever nada em pedra porque não vale a pena." É, ó, foi lindo até aqui. Vamos pra próxima.

Não funciona mais por conta do tempo que as pessoas ficam olhando a tela, né? Você.

Antigamente as pessoas seguiam menos pessoas, tinham menos conteúdo. A era do TikTok que é fabulosa assim pro pro negócio, não estou dizendo que é ruim, o excesso que é ruim, mas democratizou muito mais o conteúdo. Então, pessoas comuns que não necessariamente tem uma marca, não necessariamente tem milhões de seguidores, hoje criam conteúdos e esses conteúdos chegam até a gente.

Sim.

Então, o nosso cérebro não está suportando mais tanta informação. Então, agora eu tenho que explicar um produto em 30 segundos e não mais em uma semana de conteúdo. Pensa nisso?

E aí eu falei: "OK, se for para fazer assim, eu vou fazer". Eu falei, eu vou fazer todo mundo entender o meu pincel em 30 segundos. Eu coloquei as bolinhas na cara também. Fiquei revoltada nessa época. Fiquei um pouco doida no começo assim, mas eu falei: "Cara, não é só eu eh a marca é muito sobre uma empreendedora que está se desafiando e querendo fazer o melhor ali o tempo todo."

Então botei as bolinhas no rosto sem edição nenhuma, cru.

Eu nem estava, eu nem estava grande ainda no TikTok, tipo assim, muito presente no TikTok na época. Eu falei: "Isso aqui está me fazendo entrar pro TikTok". Eu entrei no TikTok, falei: "Olha só o que vai acontecer". Gravei assim natural, sem microfone, sem nada. Olha o que vai acontecer. E aí comecei a colocar as aí coloquei as bolinhas no rosto e esfumei a maquiagem inteira contorno, que é a parte mais escura, com corretivo, que é a parte mais clara, com blush, que é a parte mais colorida. Tudo isso em 30 segundos sem cortes com um pincel só. Ali eu viralizei um produto que eu não tinha viralizado até então com a metodologia de antes. E aí o produto estourou, furou bolha. Eu falei, é realmente, gente.

Você.

Obrigada por terem me avisado. Insta.

É a tua é a tua rede que você domina que eu tenho mais seguidores. É Instagram.

Aí, qual a segunda que você mais domina?

Agora? TikTok.

E tem mais uma? Tem alguma?

Tem o YouTube também que está estacionado que são projetos.

Cara, você é das você é precursora de YouTube, né? De maquiagem.

Muito. Uma das primeiras.

Qual que é, Bianca? Eh, qual que é a estratégia, o formato que funciona para você no TikTok e que não tem nada a ver com Instagram?

Ai, olha, várias, né? Várias, vários conteúdos. Na verdade, eu estou numa fase testando conteúdos. Isso é muito interessante de falar, porque.

Conteúdo ou formato, formatos.

Formato. Estou testando vários formatos diferentes dentro do meu nicho, que meu nicho é maquiagem, beleza.

No Instagram também.

Tá? Mas no Instagram a galera já me conhece muito mais, né? Conhece a minha vida, muita gente conhece a minha história, sabe de onde eu vim. É um fã base muito mais forte no TikTok, não. Então o que que eu estou fazendo no TikTok? A gente está, eu estou tendo a coragem de arriscar e lá é repetição, volume. Quanto mais, quanto mais você repete uma mensagem, mais chance de chegar no esse algoritmo chegar em mais pessoas. Completamente diferente do que eu faço no Instagram. O Instagram eu não, eu não coloco muito volume. O Instagram é uma, eu sempre falo que é como se fosse um diário ali. Ali eu sempre seleciono tudo que eu vou escrever. Cada post que eu faço é um post mais intencional. No TikTok é mais presença, é quantidade, é repetição. Aí pensa uma pessoa que vem do Instagram com um engajamento alto, porque isso também interfere em engajamento. Se você faz um post no Instagram e se você faz 50 posts no TikTok, você dilui esse engajamento, né? Então, se no Instagram, por exemplo, tenho 3 milhões de views a cada a cada res vários que eu tenho 50.000.

20.000 e você tem que desapegar do ego.

De ser engajada. Não, porque eu sou uma das pessoas mais engajadas. Quando eu entro em qualquer lugar, as pessoas me apresentam assim, não, porque é um engajamento absurdo. Eu fico assim, não vai no TikTok, então não. Se for TikTok e eu brinco com isso. Eu falo, gente, aqui no TikTok sou pequenininha, consigo ler tudo ainda, consigo, né? Tem tem conteúdos que furam a bolha. E aí, eh, funcionam, mas resumidamente são lugares completamente diferentes e você tem que estar sentadinho na cadeira do aprendiz para entender o que cada plataforma precisa para você crescer. Então, no Instagram a gente testa coisas novas, até porque eu gosto de fazer coisas diferentes, mas dentro ali do que eu já faço, que é muito sobre lifestyle também, nos stories eu entrego muito lifestyle, né? E lá isso funciona já no já no TikTok, o que a gente entendeu que funciona, olha que engraçado, que a gente entendeu que funciona, pelo menos é o que traz mais número, mais view e mais e que senso de comunidade, que é uma coisa que eu amo.

Eu não gosto também só de fazer por fazer.

A pessoa entrou ali e fica só esbarrando no meu vídeo e não tem nada de profundo para me acompanhar, né? Porque comunidade é isso, é você se identificar com as coisas que essa pessoa também faz e você forma uma comunidade ali com ela. Então, vídeos meus sentada, simples, maquiando e fofocando e falando e me vulnerabilizando é o que funciona lá. As pessoas adoram e o tipo de conteúdo que eu mais tenho medo de fazer no Instagram. Olha que louco.

>> Ou seja, ali a turma quer, né, quer esse tipo de formato.

>> Uhum.

>> E você consegue metrificar o quanto isso reverbera no negócio.

>> Sim, com certeza. Porque o TikTok ele dita tendência hoje, né, muito mais do que o Instagram. Apesar de eu amar o Instagram ainda é minha rede social favorita, o TikTok ele é uma um forno de tendência do tempo todo. Então quando eu quero criar uma tendência nova, eu vou para lá. E eu sei que isso reverbera, porque se aquele conteúdo, por exemplo, das bolinhas do pincel, meu pincel foi meu primeiro produto que realmente viralizou. Eu amo quando as pessoas falam assim: "Vamos ver se o produto da Boca Rosa vale o hype". Aí eu falo: "Ai, que bom, ele hypou. Graças a Deus, senhor. Nunca foi sorte, sempre foi muito trabalho." [risadas] E aí então muda muito porque no ponto de venda as pessoas já chegam e falam: "Cadê o pincel do Boca Rosa?" Aquele que em 30 segundos ela faz. Então olha como isso traz resultado, sabe?

>> Então você, olha só, então você usa essa essa rede para testar, para se arriscar mais,

>> muito mais, desapegar muito mais. Hoje em dia,

>> cara, é o que eu falo pro meu namorado, assim, meu namorado ele tem, ele vem de um outro nicho, assim, ele é ator e ele tem um um formato que funciona muito, cada vídeo dele, milhões, engajamento absurdo,

>> tá?

>> Dentro de um formato que é o formato de sketes. Ele cria um personagem, vai,

>> só que ele também quer mostrar um pouco mais de quem ele é,

>> certo? Ele quer também falar um pouco mais dele. E eu falei: "Aí você tem que desapegar, porque o formato você já entendeu como funciona. Dá para para colocar dentro de um roteiro?" A sua vida não. Quanto mais orgânico, quanto mais você desapega e quanto mais você é corajoso, mais funciona. E assim, não que não é uma fórmula também. Às vezes você pode ser o mais vulnerável, mais corajoso e às vezes aquele conteúdo também não funciona.

>> Então é desapegar.

>> Antes eu era muito apegado ao algoritmo, né? Então assim, para mim é, cara, meu meu conteúdo precisa ser bombado, preciso ter muitos números, porque é isso que faz que as marcas venham até mim e assim que eu que eu gero renda para mim antes de ter minha marca própria.

>> E mas também numa época diferente. Hoje é o contrário. Hoje eu mesmo quando vou contratar uma influenciadora, eu não quero eh o meu principal eh resultado com essa influenciadora não é o número de cada conteúdo dela, é como ela se envolve com a marca e como ela também forma uma opinião sobre essa marca. quanto mais natural é essa opinião, mais ela consegue converter para mim. Então é muito diferente. Eu entendo que outras marcas também funcionam assim. Então, por exemplo, quando uma marca vai me contratar, eu até entrego escopo porque a gente entende que existe uma área ali de marketing que precisa ter uma, precisa ter números, né, para justificar o investimento.

>> Lógico,

>> mas então eu entrego o que eles pedem, mas o que funciona é porque eu sempre entrego a mais. Então, toda a ideia que eu tenho de orgânico, eu nunca boto dentro do escopo que eu fecho com eles. O que eu tenho de orgânico, eu faço por fora, eu faço a mais. E com isso a marca entende a diferença de conteúdo, porque é sem claim da marca, sem porque a marca precisa também colocar os cla dela, né? Claim, para quem não sabe é tipo os atributos do produto, que que o produto faz, que que ele te entrega. A marca precisa que eu entregue isso, mas às vezes não é sobre o que o produto entrega, que vai fazer a pessoa ficar curiosa com o produto, é sobre a frequência que usa aquele produto, em que lugares eu uso aquele produto. Esses dias fui palestrar

>> eh num evento gigante no Rio de Janeiro com Havaianas, não tava dentro do escopo, mas eu sabia que usar Havaianas naquele dia ia chamar muito mais atenção do que o vídeo meu falando dos clãs de Havaianas.

>> Entendi.

>> Então é isso, assim, a gente

>> Havaianas é a tua patrocinadora?

>> Não, eu tinha feito um prod, eu tô namorando eles, né? Eu ainda não sou embaixadora deles, mas eles fazem já segundo que poder, gente, a o pessoal devo falar assim: "Gente, que menina é, mas é porque não, mas na hora certa vai acontecer".

>> Mas nessa hora não é calma, menina, essa hora é outra é outra empresa. Qualquer empresa cuida da tua marca.

>> Exato. Magnólia.

>> Aqui é a Magnólia falando, tá pessoal? A Magnólia falando.

>> Não, então tanto que a gente botou o chinelo para ir no palco, que é pra gente acontecer, mas tudo também é na sua hora, né? Eles estão investindo muito em moda, então eu entendo que sou beleza, não sou moda, sou mundo diferente, mas eu sou ousada, então a gente eu tô querendo fazer acontecer. Mas, mas é isso, assim, eu bato na porta também, sabe? Eu falo: "Ó, tô querendo trabalhar com vocês, ó". É assim que eu trabalho. Hoje a gente tem a metodologia boca rosa que tá ali, Juliana, coitada aqui. Coitada não, é uma baita profissional. Até falei, tem que parar de falar coitada porque ela é uma baita profissional e assim é muito desafiador. Eu fico, Juliana, não pode ser mais do mesmo. Juliana tem que ser genial. A gente é genial. É o top um, é querer ser, cara, a ideia, essa ideia tá boa, tá? Como é que faz para essa ideia ficar genial? Bora provocar, vamos embora. Boa.

>> Sabe como trazer Bianca para dentro desse desse dessa desse conteúdo, dessa publicidade, desse contrato.

>> Então, a gente vai desenhando cada estratégia assim. E isso é muito diferente do que do que antes, né? Porque antes a marca contratava pelo número, né? Porque no começo era o que realmente interessava.

>> Hoje não mais.

>> Hoje não mais. Então, porque o número é muito mais imprevisível. Então, desapega. Depois que eu coloquei, virei essa chavinha, eu era muito apegada.

>> Se as marcas não contratam mais, as marcas conscientes, né? Nem nem todas estão conscientes ainda, se elas não contratam mais pelo número e sim pelo envolvimento. Então o TikTok, por exemplo, e o volume, o envolvimento, a história, conversa, a proximidade, a a a pouca ou quase nenhuma edição, é um baita lugar pra marca olhar e ela falar: "É, eu quero isso aqui, né? Eu quero esse envolvimento". É para onde eu tô olhando inclusive com Boca Rosa, os nanoinfluenciadores, microinluenciadores.

>> A gente até mudou a nossa estratégia de press kit,

>> agora falando como marca, né? Não como influenciadora, apesar acho que uma bebe da da outra.

>> É porque como influenciador as marcas te contrata.

>> Como empresário você que contrata.

>> Eu que contrato.

>> Aham.

>> Mas enfim, eh como hoje também mudei toda a minha estratégia em relação ao meu press kit, né? Antigamente fazia press kits, eh, que gera muito bus, porque como influenciadora eram os press kits que a marca nem precisava me pagar. Eu queria mostrar aquilo dali. Eu queria mostrar, olha como sou influenciador incrível, ganhei press kit gigante dessa marca tal,

>> tá?

>> E foi assim que eu ganhei e eh stories de graça, né? Entre aspas. Conquistei os stories da Anita, da Ivete Sangalo, da acho que Eliana, da Alione, assim e Ludmila, pessoas que eu imagina eu ali criando a minha marca, dia um criando a minha marca, quem eu gostaria muito que falasse da minha marca, aquilo era meu sonho e esse sonho se realizou. Então esse prk kit era muito importante para mim,

>> criar esse esse zom zom zom, esse burburinho era muito importante para mim. Só que hoje eu entendi que quando esse press kit ele vai só para essas pessoas gigantes, a minha própria comunidade, que hoje eu falo que são meus minhas maiores influenciadoras, né, da minha marca, que cria prova social, que realmente são consumidoras, isso fere muito as minhas consumidoras.

>> Ou e a gente, né, elas pensam: "E eu que tô aqui no fortaleço aqui, mas você agora é, mas você só dá para famoso, tanto que tem muitas ainda que não me acompanham, que ainda escrevem isso." Eu sempre respondo, então você não me acompanha. que é para dar aquela chocada também a pessoa começar a me acompanhar e entender como funciona. Sim. Hoje, o que que eu faço com o mesmo com a mesma verba,

>> tá?

>> Que eu fazia 100 press kits ou 80, dependia do tamanho do press kit, às vezes 50 até pr kits e que eu criava antes, que era um pr kit com uma experiência muito mais impactante. Com a mesma verba eu faço 300 e eu consigo atingir muito mais influenciadoras, muito mais micro e nanoinfluenciadoras que tão vão criar cinco vezes, 10 vezes mais conteúdos com aquele press kit. É um prit mais simples, mas cheio de amor, cheio de storytelling, da mesma maneira, o que é importante tá ali. Eh, eu e aí eu triplico esse tipo de conteúdo, aliás, muito mais do que triplico, porque quem recebe as nano e microinfluenciadoras, já que TikTok é volume, elas fazem muito mais do que um conteúdo, porque para elas aquilo dali é um momento muito especial.

>> Sim.

>> Então elas gravam assim a reação delas recebendo pela primeira vez. Eu sou a primeira vez de muitas delas. Então assim, isso é muito especial. E eu dou o mesmo pras pessoas famosas porque elas pensam, caramba, a mesma, o mesmo press kit, sei lá, que a Anita tá recebendo, eu também tô recebendo. Então isso gera valor também

>> para essa influenciadora que é uma consumidora. E eu falo eh até uma oportunidade aqui, né, para nano e e pequenas influenciadoras para receber um para esse kit Boca Rosa, é consumir a marca, postar com volume, com verdade que a gente tá ali. A gente tem hoje, né, eh eh sistemas, né, que rastreiam essas essas esses conteúdos e tudo mais que antes a gente não tinha, era ali manual, um a um e agora não. Então a gente consegue impactar muito mais. E o último eu ainda fiz de outra maneira. Nossa verba tava ainda menor. Eu falei: "Sabe o que eu vou fazer? Me dá a caixa do do próprio envio do press kit do ah do do unboxing, né? Por exemplo, quando ela compra do meu e-commerce, qual é a caixinha que ela recebe? Essa caixinha vai ser a caixinha do Press Kit,

>> porque quando ela receber esse produto, vai ser o mesmo, ela vai ter a mesma sensação que a Juliet mostrando esse produto. E isso eu acredito tanto que eu eu compartilhei com elas, mandei só para elas, né? Só pro meu fandom. Depois até compartilhei no aberto, mas eu tenho sempre uma conversa com elas no paralelo ali. Falei: "Gente, não sei se vai funcionar, mas para quem é empreendedora, é, eu tô tendo essa sacada e vamos ver se funciona." né? E e funcionou assim, não tive o o produto, ele chegou em todas as pessoas assim e e as consumid eu senti que as consumidoras falavam: "Olha, gente, a mesma caixinha que a Bianca eh eh criou pro prit dela, a mesma caixinha que eu tô recebendo, que legal esse cuidado e tudo mais". E a gente vai variando e vai testando assim, por isso que eu falo que é desapegar e arriscar. E, é claro, sempre pensando em fazer um bom negócio com a minha consumidora. Uma frase que eu ouvi de um cara uma vez, um dono de negócio há muitos anos. Eu morava no Rio de Janeiro. Ele falou: "Banca, deixa eu te falar, a sua consumidora nunca quer perder o jogo com você. Ela quer sempre fazer um bom negócio com você. Então o produto tem que surpreender, tem que ser mais que ela tá pagando." E aí eu até tem uma frase depois disso. Eu falo: "Gente, às vezes eu sou cara quando a marca me contrata, mas eu entrego mais que eu cobro".

>> Então assim, é sobre você entregar mais do que você cobra para seu consumidor. É isso fica na minha cabeça. Como é que eu entrego mais?

>> Aham. E eu consego, eu consigo entregar mais humanizando. Nem sempre é o dinheiro, nem sempre é um um prkit gigantesco. Às vezes é é uma cartinha que eu mesmo escrevi, é o que impacta hoje em dia.

>> Exato. O teu fandom, ele ele representa quantos por do resultado da tua marca?

>> Boa pergunta. Vamos fazer esse dado aí, gente. Não sei, ainda não

>> dá, mas dá um cheiro, dá um chute.

>> Eu acho que assim, ainda uns 70%.

>> Que isso, cara? Eu gostaria que se fosse 50, 40, porque eu queria novas pessoas. Eu ia chutar uns 30.

>> É, então eu tô tô chutando, tá? Mas por que que eu tô trazendo esse número? De onde eu tô tirando isso? Dos outros conteúdos que eu assisto que não são da minha bolha. Eu falo que é o eco. Tipo,

>> não é a pessoa que tá me ouvindo aqui direto, não é a pessoa que convive comigo, não é meu fandom ali que tá,

>> mas que tá me ouvindo de longe, a pessoa que fal, ah, p carroça, deixa eu ver aqui. Ah, deixa eu comprar. Que que elas estão falando, né? Então, geralmente quem cria esse conteúdo são pessoas que já consomem. Aliás, explica pra turma o que que é um fandom, porque deve ter gente deve falar assim: "Meu Deus, eu nunca ouvi isso. O que que é um fandom?"

>> Fandom é quando você tem uma cultura eh com a sua comunidade. Então, por exemplo, a mesma cultura que você cria aqui na sua empresa, que você parou ali com todo mundo, que você reconheceu uma pessoa que fez um bom trabalho na frente das outras pessoas, né? Para servir de inspiração e mostrar sua gratidão, é a mesma relação que você tem que ter com o seu fandom. Fandom, eu falo que é senso de comunidade é muito sobre saber fazer amigos, né? Nem sempre tá ali o tempo todo o dia inteiro e robotizar isso pela quantidade, não é? Meu fundo não funciona assim, é sobre a qualidade mesmo do que eu crio com elas. Ou seja, o próprio ouvir a minha consumidora na hora de desenvolver um produto para elas vale muito. Para elas elas já me olham do tipo, cara, eu amo, eu sou boca roser, é o que elas falam, né? Aham.

>> Eu sou boca rosa. Eu amo. Esses dias eu tava num escritório de uma de uma outra marca gigantesca, uma das maiores do mundo, assim. E aí eu passei, devia ser área de marketing, porque eu já conheço já as minhas meninas. Eu passei numa área, tava mais séria, t mais sério. Oi, Bag, boa tarde. Eu sempre fala, é, boa tarde, hein. Passei no todo mundo, meiaga, sua boca rosa. Olha isso aqui. Aí, mostra o pó, aí mostra o gloss aí, mostra. E é muito legal ver isso. Isso é o reflexo de um fandom mesmo. A pessoa não precisa estar ali também todos os dias te seguindo em todas as redes sociais, mas você criou uma cultura com ela. Ela gosta das mesmas coisas que você gosta. Eu dou dou um exemplo. Corrida.

>> Uhum.

>> Corrida é uma comunidade, é um exemplo de um fondom, por exemplo. São pessoas apaixonadas pela por coisas em comum, pessoas apaixonadas em wellness, que gostam de correr, aquilo conecta aquelas pessoas. Então, qual é a diferença de público para fandom? Público são pessoas que que

>> acompanham você por um motivo que nem sempre ela se identifica. Ou seja, pode ser por uma fofoca, pode ser porque ela vira o Big Brother, pode ser é um público mais distante que te conhece, mas nem sempre realmente já te viu, mas não te conhece. O Fandão te conhece de alguma forma, não precisa conhecer todas as áreas da vida, porque hoje nem dá,

>> tá?

>> Mas mas é de alguma forma ela se identifica com você. É gerar identificação.

>> Você reúne eles em algum lugar?

>> Ah, sempre tava lá em casa esses dias, menino. Passei uma vergonha que eu chamei elas para tomar um café, né? As mais engajadas.

>> Mas você reuniu onde? Você tem um grupo de P? A gente é, a gente tem a tem vários, vários canais com elas, né? E aí desses canais a gente tem também as mais engajadas que são as minhas dinossaurinhas, estão ali desde o começo, desde antes do Big Brother e tudo mais, tá?

>> E são as que, cara, eu sempre falo, é uma troca, né? Igual amizade. Quanto mais a pessoa se doa para você, mais você se doa para ela. Então, falo, caras que estão ali comigo engajando em tudo, me apoiando, não é em volume não, mas pô, tá ali me acompanhando, sabe o que tá acontecendo. Essas são as que vão para dentro da minha casa, porque são minhas amigas, né? por mim mais do que

>> algum amigo aí que eu acho que amigo às vezes nem é.

>> Então essas eu sempre faço dinâmicas, né? A gente tem até um novo um novo nome, como é que é? Lol, gamificação, né? Delas participarem, porque a gente também traz essa essa essa clareza para elas entenderem. Pô, eu quero muito ir pra casa da B, como é que eu faço? Mas é um chamar, né? Um CTA, você chamar a pessoa para para interagir com você. Então, a gente cria essa, tá criando essa gamificação com elas e aí elas entendem, cara, quanto mais eu tô ali acompanhando a Bianca, mais eu tenho chances de estar perto dela, porque eu quero est perto dessas pessoas. Então, a gente seleciona essas fãs e aí esses dias eu dei, eu fiz um café da tarde com elas, né? Mas eu ligo para elas, tipo, no dia do Bial, elas fizeram uma surpresa para mim, eu nem tava sabendo. Cheguei lá e estavam elas na plateia. Foi outro programa. Se elas tiverem, eu vou fazer isso, vou chamar as menin fizer um programa.

>> É porque é outra energia. Outra energia. Chorei no programa porque é outra coisa. E isso é, isso é um fandom, isso é comunidade porque são histórias ali que tão, eu contava alguma história, já olhava para uma que tava ali presente naquele momento, principalmente os de vulnerabilidade, né, que eu falo que o que conecta todo mundo, um de vulnerabilidade, olhava para uma que tava naquele momento, já dá vontade de chorar, é outra coisa. Então eu gosto de ter esses momentos com elas e faço pesquisa também, falo qual que você gosta mais, qual produto, fala a verdade. E eu gosto dessa informalidade. Isso para mim sempre foi muito característico meu.

>> Eu sei que tem momentos que eu preciso ser mais séria, né? Isso é natural também. Nem o tempo todo a gente é eh tá tão à vontade, mas eu faço questão de sempre de não inessar a minha conversa com elas, sabe? Então sempre tento trazer essa coisa mais descontraída, mais humana, porque é isso que faz com que elas pensem: "Ai, não é uma blogueira de tantos milhões de seguidores." Sim.

>> É uma mulher que eu me identifico, que é que é maneira, que quer ter essa conversa comigo. E eu faço vários encontros com elas. Mas minha festa de 18 milhões, por exemplo, não é porque tava todo mundo fazendo festa com vários famosos assim para comemorar, né, seguidores e tal.

>> Falei, gente, não vou fazer só com com as minhas fãs, não. Chamei 18 milhões, não tinha como, mas chamei 150 fãs e a gente curtiu a festa. Criei os story, o storytelling que elas gostavam, né, de azul e rosa, de boss beach, que era uma estratégia que a gente estava usando na época. E eu vou criando assim essa narrativa com elas e elas dão muito, nossa, elas dão muito insumo assim pra gente, né, pra gente criar as estratégias. Tem hora que a gente pede pede bção para algum tipo de projeto, tipo essa série vocês gostam. Ba, por favor, faz isso. Tá, falh, então, então vai dar certo. Lou tá ali, que agora ela é a chefe, né, dessa das minhas redes sociais de de comunidade, de tudo. A gente troca muito, né, Lolô? Tem hora que a Lolô vai um pouco mais para longe, porque agora ela lidera, né? Hoje, agora Lolô é eh foi promovida, né? Só que eu falo: "Lolô, até até hoje a gente conversa, né, Lolô, para entender como é que isso continua". Aí eu falo: "Lolô, não, você vai ter que andar comigo no meu lado, não tem como. Não dá para te explicar uma coisa. Ela tem que ver,

>> sabe? É diferente da da marca.

>> Tem que sentir, tem que ver.

>> Exato. É muito doido isso. A marca não, tem que saber traduzir para 50 pessoas entenderem de forma cristalina

>> pra marca, senão senão da Beyblade, senão não funciona.

>> Uhum.

>> Agora essa mesma energia não faz sentido para pro meu time de criação de conteúdo pra Bianca. Então, até pra Boca Rosa nas redes de Bianca, que são conteúdos diferentes.

>> Sim.

>> Que a gente cria apresentando um produto pra Boca Rosa, é diferente que a gente cria apresentando pra Bianca. E a gente vai todo dia ali se moldando com o tempo da internet, né, que vai mudando também o tempo todo. Ô

>> Bianca, você é uma grande empresária. Afinal de contas, você tem um negócio que tem sucesso, ele cresce, tem resultado, tem escala, tem valuation, tem marca, as grandes marcas vêm atrás de você, você faz anúncio colab produto. Eh, mas com quem que você aprende negócio? Como, como que você aprende, como que você aprende sobre negócios? Como e com quem você aprende sobre negócio?

>> Cara, com a vida, com é da hora que eu acordo até a hora que eu durmo. Eu tô sempre aprendendo sobre negócio, com o negócio dos outros, com o meu próprio. Às vezes com a maternidade eu aprendo sobre negócios.

>> Uhum.

>> Você sabe, né? Nossos nossos gurizinhos, eles vão ensinando pra gente sobre a vida. Bom,

>> às vezes a gente se perde do óbvio, sabe?

>> O óbvio que é tão justo, que não engana ninguém, às vezes a gente se esquece. Então assim, eu antes eu era eu era uma uma viciada em aprender assim, sabe aquela, sabe 20 e poucos anos que fala: "Cara, eu tenho que aprender agora, tenho que saber agora". Então eu nossa, já fui pr caramba casa de Marcos Marcos para aprender para

>> 20 e poucos anos alguns meses atrás, né Bianca? Que você acabou de fazer 30, que não faz 30, né?

>> Respeita minha história.

>> Respeita minha história.

>> Sou mulher 30 mais. Aqui é vivência, [risadas]

>> mas assim,

>> aqui é cancha. É aqui, aqui é cascuda.

>> Aqui é cascuda. Aqui tem casca.

>> É aqui é [ __ ] de guerra. Não vem não. Não vem me enrolar não. Que aqui daqui mesmo não. Aqui é blindada. Eu tô brincando. Eh, mas já fui muito em casa de Marcos Marques, por exemplo, que pô, foi um cara que me ajudou para caramba também, me deu mentoria, deu mentoria pra minha equipe. Sabrina, eh, Nunes, que é minha amiga, passo final de ano com ela,

>> que eu sou apaixonada. Então, assim, eu já fui muito essa

>> ter essa sede assim, cara, não tenho tempo, não tenho tempo. Na hora de contratar executivos, eu quero os melhores assim. Eu falou: "Cara, eh, não quero contratar, cara, tem cargos que a gente consegue contratar pessoas mais próximas, mas um cargo cargo executivo, quero uma pessoa que tem experiência que eu não tenho, quero que ela quero que ela me complemente, não que ela

>> eh não entra numa competição aqui comigo. Então, eu sempre contrato pessoas eh complementares, mas hoje, com 30 anos, eu aprendo de negócio, sobre negócio o tempo todo. Aqui com você, eu tinha que estar com o meu caderninho também.

>> Uhum.

>> Porque é assim que eu vou aprendendo, sabe? E sobre se questionar muito também, né? Eu já já assisti muito conteúdo seu

>> sobre como aprender, sobre como aprender, como é que os ricos pensam. Ih, já foi aula de terapia, já te mandei. Acho que te mandei na época já.

>> Eh, então eu gosto muito de aprender, gosto de ouvir as pessoas. E

>> você é perguntadora, né? Você é curiosa?

>> Sou. Sou muit.

>> Você aprendi, você simplifica o aprendizado? Você toma decisão rápido? Você diz não com facilidade?

>> Você acha?

>> Tenho certeza. Você já disse uns três não para mim hoje [risadas]

>> não, porque são coisas que eu tenho certeza absoluta. Outras coisinhas não. Eu tenho, tem coisas que eu ainda dou uma titubeada, ainda penso. Fal

>> como que você aprende sobre negócios com teu filho?

>> Cara, com o meu filho primeiro viver o momento presente. Isso é o que leva qualquer negócio além, assim. Então, às vezes eu tô aqui, mas a minha cabeça tá longe.

>> Sim.

>> Eu já fiz muita coisa assim, sabe? Eu tô aqui, mas não tô aqui. Eu tô aqui, mas tô desesperada com um tempo da internet que eu preciso postar um conteúdo agora. Meu Deus, como assim? a pessoa tá, acabei de postar que tava chegando em algum lugar, não deu tempo de postar o próximo conteúdo, vou perder engajamento, se eu não tiver contínuo ali, meu número vai cair. Ficava nesse nessa febre antes, sabe? Até que teve um dia, eu tava com meu filho, foi na época inclusive que que eu tive o desafio da das embalagens e que eu freiei. Minha cabeça não pensava em outra coisa. Eu dormia e acordava pensando nisso, né? Em como resolver, como resolver, como resolver. Só que eu sou mãe.

>> Sim.

>> Eu tenho que estar presente com o meu filho. Meu filho tinha dois anos, se eu não me engano. Não sei se ele já tinha feito três, mas assim, nenezito, sabe?

>> Fui fazer um piquenique com ele. Que ele que falou: "Mamãe, eu quero tomar café da manhã de piquenique lá embaixo". Falou: "Senhor". Sabe a mãe que ela fala: "Eu não quero, eu não quero, eu quero chamar minha mãe mãe, nem cuidar do meu menino." Mas não, né? Pari o menininho, então vamos embora. Levantei, falei: "Claro, meu filho, vamos". Que ele na terapia depois falou que a infância dele foi dura. Falei: "Bora". Aí fiz o piquenique, tem a foto até hoje desse dia. Fiz esse piquenique e aí teve uma hora que minha cabeça não tava com ele e eu falava: "Meu Deus, a minha cabeça não tá com ele." Aí eu me cobro porque minha cabeça não tá ali, mas eu não tava conseguindo. Ele chegou uma hora, ele levantou o rostinho assim, pensando bebezinho, nossa, mamãe, hum, tá um solzinho tão bom. Fez assim, cara. Ali eu comecei a chorar. Ele não entendeu por quê.

>> Uhum.

>> Porque ali me virou uma chave e eu fiquei grata por ter conseguido virar essa chave de alguma forma porque eu tava muito agoniada assim, tipo, querendo não ficar toda hora pensando no meu negócio, mas me sentindo culpada se eu não pensasse também, porque quem que ia resolver aquilo dali para mim? Ninguém.

>> Só que naquele momento, sabe quando você fala assim, cara, o importante na vida, é meu filho é saúde. O restante pode esperar, sabe? Ninguém vai morrer amanhã porque eu tô vivendo nesse momento presente com o meu filho. E e virou uma chave para mim. Dali, cara, eu levei pra terapia. Mesmo dia eu marquei terapia, falei para você fazer terapia agora. E esse dia ele não queria me deixar sozinha não. Esse dia ele tava ali cuidando de mim, antes da guarda. O Cristva ali comigo, tipo assim, mamãe, sabe? Poxa, eu tenho rede de apoio. Ele não desgrudava de mim, ele já ia pegado a mim, mas naquele dia ele não deixou fazer nada sozinha.

>> Aham.

>> E aí naquele dia, na hora que ele dormiu, marquei terapia, falei: "Cara, preciso falar sobre isso. Isso aqui precisa virar uma chave eterna na minha cabeça. Desde ali, eu até queria conteúdo depois sobre isso, como meu filho me ensinou a viver um momento presente. Como criança vive o momento presente, cara?

>> Nossa, muito,

>> sabe? E como por isso que eles aprendem tão rápido, por isso que eles crescem tão rápido.

>> É, turma, primeira coisa, se inscreve no canal. Todas as semanas a gente coloca conteúdo aqui de extremo valor para você. Então, quando você se inscreve no canal, você recebe em primeira mão, você é notificado e você não perde nada, fica por dentro de tudo. E também todos os vídeos, no podcast e todos os conteúdos que a gente coloca aqui, tem um link para você falar com a Laila. A Laila é minha assistente virtual e aí você fala com ela diretamente no WhatsApp. Então, qualquer dúvida que você tiver, palestra, programa, mentoria, consultoria, eventos, se você quiser tirar alguma dúvida, você fala diretamente com a Laila e precise a gente manda você para alguém do meu time também. Então, a partir de agora você tem acesso a ela diretamente, 24 horas por dia, 7 dias por semana, tá? Eu tive uma experiência semana passada muito importante. Eh, eu acordo os meus filhos, troco e levo pra escola todos os dias. Minha regra, minha rotina, gosto, bacana. E o João

>> não vou. [risadas]

>> Eu amo.

>> Eu amo quando eles tem 30 anos. Eu amo.

>> Se anos parecia que tá barbudo. Ele falou: [risadas] "Não vou". E aí, filho? Filho, filho, vamos pra escola, pô. Filho, levanta. Eu não vou. E pá, chorou. E aí eu lembrei de como que eu fui criado, Bianca. Eu fui criado assim, você vai pra escola porque tenho que ir, porque eu tô mandando, sabe? E, pô, eu eu não tenho nada contra. Inclusive, meu pai, minha mãe, amo de paixão, tá tudo certo.

>> Claro.

>> E a primeira coisa que eu pensei, é, Joel, melhor os argumentos. Eu dentro de mim, melhores os argumentos. Por que ele tava chorando e espneando, não queria. Eu falei, tá com sonha só tá com sono,

>> filho. Vem cá, senta aqui, a gente vai. Só que eu tinha horário, Bianca. É, eu falo que o que atrapalha a criação positiva dos nossos filhos é o horário.

>> Aí eu tinha um [risadas] horário e eu falei: "Vamos lá, tá bom? Vamos lá, filho. Vem cá. E nada." E a Larissa: "Amor, já não tô conseguindo é contigo, tá bom?" E vou no argumento e nada. E vou no argumento e nada. E ele não quer. E eu falo: "O que que vai ter? Vai ter futebol hoje?" E a chuteira? Tem uma chuteira do Cristiano Ronaldo, não tem maravilhosa, não. Não, não sei o quê. Vai ter aula de jodô? O que que foi que você aprendeu? E tô no argumento, tô no argumento, tô no argumento. E cara, eu eu eh eu fui iluminado ali na hora e aí eu comecei a conversar com o meu filho. Eh, pô, cara, me emocionei.

>> E eu eu comecei a falar assim para ele. Aí eu me eu olé, tá tô gaguejando. Eu me desconectei do meu horário e da escola. Eu falei assim: "João, deixa eu te falar uma coisa, meu filho. Nossa, eu te esperei tanto, como eu queria que você tivesse nascido, meu filho. E quando você tava na barriga da mamãe, eu falava com você e eu falava assim: "Ó, essa aqui é a voz do papai, eu te esperei demais. Você, eu tenho tanto orgulho de ti, cara".

>> E a mãe chora também.

>> É, [risadas] você é maior legal, filho. Você é um menino legal. Eu eu reparo você brincando. Todos os meus amigos falam que você é legal. Cara, ele começou a vi, ele começou a me abraçar e ele colocou a cabeça em mim e ele colocou o ouvidinho dele na minha boca. [risadas]

>> Mãe, tu me quebra, pô, pelo amor de Deus, dá água aí.

>> E cara, aí ele colocou o vidinho dele na minha boca e as perninhas dele assim em mim. Eu falava: "Filho, como eu gosto de você, como que eu tô te esperando cara, foi eu, mamãe, a gente te esperou tanto, tanto, tanto, tanto." E aí?

>> Ai, parabéns. Ai, ó, né, gente? Como é que a mãe, como é que ela, a mãe não tem o freio, entendeu? A mãe quando ela vai, ela vai. Ai, que ódio.

>> E aí foi. E aí,

>> sabe porque eu tô me emocionando, J?

>> Foi demais, cara.

>> Olha como é que a gente aprende com eles, né?

>> Foi demais.

>> Obrigada. É Boca Rosa, gente. Fiquem tranquilas a que não vai borrar não. Mas assim,

>> [risadas]

>> corta, usa, põe patrocinado

>> aqui. Já tocar

>> boca. É isso aí, ó. Não borra. Chorou. Não borra. Chorou. Evo vou retocar f hidratada.

>> Então esse negócio de momento presente que você falou, eu vivi vivi semana passada

>> para melhorar os meus argumentos pro meu filho e pra escola, cara.

>> Cara, mas ó que lindo isso. Que que você parabéns, tá? Ser esse pai que muitas vezes a gente é julgado, né? Por

>> é,

>> tem gente que fala: "Cara, pelo amor de Deus, você é o pai ou você é a mãe, né? A criação é antiga, claro, foi tudo que os nossos pais puderam fazer pela gente, mas minha mãe não me julga, tá? Mas a gente é muito julgado, né? Tipo, eh, e por que que eu me emocionei muito? Porque com meu filho eu também tenho aprendido muito sobre o que é acolhimento, o que é você se sentir acolhido.

>> É,

>> às vezes tem, né, tem pessoas que foram criadas em outra geração que pensa, cara, às vezes o pai e a mãe tem que dizer não, o filho tem que entender que é não. Cara, o meu filho não é essa relação que eu quero ter com ele. Eu quero que ele compreenda,

>> eu quero que ele ele eu quero ter uma troca com ele, entendeu? E eu quero, eu sempre falo que maternidade, paternidade é sobre paciência e atenção. É isso. Então, eu tenho muita paciência. Às vezes eu fico, sei lá, 20 minutos quando eu tenho esse tempo. Isso que eu falo que o maior inimigo da da

>> educação positiva é é o cronômetro, né? O tempo. Às vezes eu não tenho esses 20 minutos, cara, mas eu tava no domingo de boa com ele. Eu tinha prometido para ele que ele ia pro zoológico do lugar que a gente estava. E aí ele ele dormiu nesse dia, ficou muito cansado, dormiu, fechou o zoológico. Aí eu falei: "Filho, vamos no dia seguinte de manhã". Aí ele falou: "Poxa, mamãe, mas eu queria muito. Eu sabe quando você sente a frustraçãozinha do seu filho?" "Cara, para eles aquilo era o mais importante do dia dele. E cara, eu quero que ele seja um cara muito feliz e que ele esteja acolhido nesses momentos". Eu falei: "Filho, quer um abraço da mamãe?" "Quero." Tipo assim, revoltado e ele sempre aceita o abraço. Eu abracei ele, eu falei: "Filha, mamãe te entende, mas amanhã assim que a gente acordar a gente nem vai tomar café da manhã a gente vai direto no zoológico". Mas o loja estava fechado, ele só abria depois do café da manhã. Falei: "Caraca, eu deixa eu explicar isso para essa criança". Ele ficou muito frustrado, tipo já a segunda frustração dele. Então eu tive muita empatia para essa frustração dessa criança, sabe? Tipo, mudei, tava acabando ali. E aí eu [risadas]

>> Falei assim: "Criança?" Aí tentei, filho, mas a gente tem que passar lá para buscar a bananinha. Como é que a gente vai dar bananinha pros macaquinhos se não passar lá? Tá, mamãe, mas a gente pode passar e aí depois a gente vai lá e depois toma café. Falei: "Filho, não, cara, eu tava ali tipo, pô, eu errei muito porque eu não não pensei que não tava aberta. Eu só quis me resolver meu problema ali, tipo, a mã a primeira coisa que a gente faz.

>> Sim.

>> Só que não tem certo, não tem errado, acontece essas coisas. Então o diálogo é o que resolve tudo isso.

>> Exato,

>> cara. Fiquei ali 20 minutos até que ele entendeu. Ele falou: "Tá bom, mamãe". Sabe? Tipo assim, muito tempo ali. Isso é, cara, isso é o que a gente tem de mais caro para oferecer pros nossos filhos. Assim, é o tempo de qualidade, é compreender, é abraçar, é ele entender que, cara, eu tenho uma pessoa que me ouve. Às vezes também o não é não. Às vezes não tem tempo muito de explicar as coisas até no meio da rua, no meio de um trânsito, filha. Agora não. Então o meu não, ele é muito importante. Só digo quando não tem como conversar. Já é seu. Não. Tá bom. Entendi. Entendi.

>> Aham.

>> Então assim, é isso me emociona muito porque nesse dia eu fiquei me questionando, será que eu fiquei muito tempo conversando com ele? Será que eu tô ficando boba? Sabe, muitas, ixe, tem alguma mãe aqui, vai se identificar. Será que eu tô ficando boba? Será que a gente tem muita culpa, né? É uma coisa que o homem tem menos do que a mulher. A gente sente culpa de tudo, assim, eu queria aprender mais com os pais. Quando me pergunta até se quando algum homem fala: "Pô, meu sonho é ser pai". Fala: "Pô, o meu também [risadas] é ser pai que vem com menos culpa." Uma vez para do meu filho e falou: "Banca, você pô, eu sinto menos culpa que você mesmo. Realmente queria ter menos culpa. É o que eu tento passar sempre, a gente ter menos culpa.

>> Eu tenho menos culpa que a Larissa,

>> entende? Então é uma coisa que já vem ali com a gente. E aí eu fiquei com essa culpa do tipo, cara, será que eu fiquei tempo demais? Será que era só falar filho, você tem que ouvir a mamãe, vamos embora, não tá aberto, ponto acabou. Se quiser chorar vai ter meu abraço, mas vamos embora. Pô, não me amarrei que 20 minutos ali conversando com ele, deitada na cama e funcionou. Então você trazer esse exemplo foi bom para mim, porque me confirmou que o que eu tenho de mais generoso e de mais valioso para dar pro meu filho é esse tempo, esse colo. Isso nunca vai ser demais. Sabe o que eu penso?

>> Pois é. Foi. Ah, meu pensamento foi Joel, melhor o argumento e eu e não tinha dado certo.

>> E eu sou o homem do argumento.

>> Sim. Deu mais trabalho para você que quantos alunos você tem? Quantas pessoas entendeu? Milhões de pessoas. Eu sou o cara do argumento. E aí eu falei: "Não tem argumento, deixa ele, deixa eu conquistar o coração dele aqui agora". Aí eu fui falando: "Filho, eu te esperei". Tanto cara, ele foi chegando, Bianca,

>> ele foi chegando e eu não queria mais. E aí ele colocou o vidinho, pô, ele tem seis anos. Ele colocou o vidinho assim: "Fala, pai, fala, fala, fala." E eu pa

>> me sentiu amado.

>> E aí naquele dia que eu levei ele pra escola, eu levo os três. Foi o dia que eu dei mais voltas num quarteirão. Nunca contei isso. Dei mais volta no quarteirão e eu falei assim: "Todos os

"outros dois vão ouvir isso." Daí eu falava: "Joca, deixa eu te falar o quanto que eu te esperei."

"Ai que bonitinho." Para não ficar um bocado, Pedro, deixa eu te falar quanto que eu te [risadas] eu te esperei muitos anos.

"Da ele é quadri." E aí, e a gente te esperou.

"Putz, meu, faz muita diferença." É, faz muita diferença.

"Eu aprendo muito." Nossa, é, às vezes a gente ensina, mas muito mais vezes a gente aprende com eles, né?

"É muito mais."

"Doideira, cara." Doideira, maluquice ser pai e mãe é doideira.

"Você quer ter outro filho?"

"Quero hoje." Quero.

"Tá nos planos." Há dois anos eu diria que não, mas hoje eu quero.

"Quer."

"Daqui eu quero ter, eu quero engravidar em 2027, assim, quero me desse 2026 ainda de respiro."

"Tá?"

"E talvez 2027, finalzinho."

"Para nascer em 2028." Aí teu filhinho vai tá com seis, né?

"Seis ou sete."

"Quatro agora."

"Tem." Ah, tem quatro.

"Entendi." É porque eu vi uma vez assim, ó: o melhor presente que você pode dar para um filho é um irmão.

"É, pois é."

"É um irmão ou uma irmãzinha, né?" Eu tenho dois irmãos, né? Então, apresente-se, meu irmão, é meu melhor amigo.

"Eu concordo." Eu e eu sinto que eu vou ser mãe de de uma outra pessoa. Sabe como você sente?

"Uhum."

"Sinto que vai vir uma nova pessoa pra minha vida, assim." Então, já que eu senti isso, falei: "Ixe Maria, lá vai B, vai lá tu engravidar."

"É, esses dias."

"Esses dias me falaram: 'Joel, você não quer ter uma filha?'" Quero. Então, por que que você não tem? Eu falei: "Eu tô tentando. Vieram três meninos."

"É verdade."

"Eu tô [risadas] tentando ter uma filhinha, mas eu quero uma filha também."

"Mas."

"Você quer ter uma filha menina?"

"Quero."

"Por quê?"

"Porque eu sempre quis." Porque eu quero aprender que quer ser pai de menina, né? Aí eu vou ficando mais velho. Aí imagina vem uma filha e eu mais velho. Vai dominar a casa, né? Quem [risadas] manda na casa é a filha e os moleques não tem moleque. A molecada já avisei. Quem manda lá vai ser a menina que ela quiser fazer. Tá feito. Eu nem sei o que. Pai liberado.

"[risadas]"

"Ó o paizinho, imagina, né?" Imagina, paizinho, tá liberado, liberado, tá liberado, liberado. Pô, pai, tu protege ela. Proteja o.

"Mas é de fato."

"Ah."

"Ele tá descarado que eu protejo." Eu sempre quis ser menino.

"Ah, que bom, que legal isso, né?" Porque geralmente os os homens, ah, eu quero ser pai de menino porque eu quero que venha um mini não sei o quê, né? Mini pessoa ali. Eu também como mãe falava, quero uma mini Bianquinha.

"Sim." Aí veio o Cris, na minha cara paga logo eu que na época falava: "Odeio o homem, odeio o homem, ô raça, ô classe, odeio o homem, tudo mentiroso, não sei o quê."

"Pronto."

"Fiz um." [risadas] Eu só convivo com o homem, é uma loucura. É o o Miguel que é meu, né, meu parceiro de vida, que é inclusive padrinho de de Gudugo. É o meu motorista Hernandes. Beijo, Hernandes. Segundo podcast que eu falo do meu motorista.

"E que ele vai ficar feliz, cara." Tá bombando, né? Hernandes tava bombando. Beijo, Hernandes.

"Aí Hernandes."

"E nem odeio homem mais." Olha aqui. Olha que evolução.

"Eu odeio mais."

"É, eu tenho até amigos."

"Você odiava?"

"Eu odiava." Eu tinha muitos gatilhos.

"Essa é a palavra ódio."

"Não, não é a palavra, mas a maneira que eu me expressava pelo meu machucado, sabe? Pelos meus machucados, pelo que eu passei quando era pequena, pela sensação de abandono que eu tive pelo meu pai, que hoje é, pô, é um amigão meu. E consegui, sabe, resolver, pô, resolver. E pô, ele também tava tentando dar o melhor dele, sabe? Pô, o cara é, pô, meu pai é maneiro demais. Pai, te amo também."

"Meu outro pai, Marcos, eu tenho dois pais, né?"

"Aham."

"Maluco para organizar todo mundo, mas que se dão bem, são maravilhosos, que um me criou, né? E o outro me me gerou. E, pô, aprendo demais com eles também. Gosto muito deles."

"Mas foi um machucado assim que eu tive, sabe, de ser mulher não é fácil." Não é todo mundo que é maneiro, não, J. Não é. Tem cara que é muito filho da mãe. Filho da mãe não, ó. Pobre das mães.

"É que é muito sacana assim, sabe?" E vira uma cultura assim que machuca muitas mulheres. Eu tenho um projeto social, até te falei desse projeto, e lá eu descobri o quanto o o quanto a mulher se sente independente financeiramente, o quanto isso fragiliza muitos homens. Eu não fazia ideia disso. Eu tive alunas assim que chegaram.

"Quanto fragiliza os homens?"

"Alguns homens, porque enquanto elas não tinham independência financeira, isso falando aí de contextos de favela, né?"

"Aham."

"Enquanto elas não tinham dependência financeira, eles entendiam que estavam no controle delas."

"E quando elas começaram a controlar suas vidas, do tipo, não, agora eu quero sair tal hora porque agora eu trabalho, agora eu tenho a minha renda, agora tenho essa oportunidade."

"Eles se sentiam desafiados assim."

"Entendi."

"Entendi."

"Agora."

"Não todos, mas."

"Alguns, muitos assim." E foi um recorte que a gente olhou e falou: "Caraca, se eu não tivesse projeto, eu não fazia ideia disso, sabe? De mulheres sofrendo agressão física dentro de casa, tendo que mudar suas vidas, tendo que ou não, outras não conseguiram, tiveram, ficaram dentro desse casamento, porque o casamento era muito importante para elas, mas assim, largando, abrindo mão do seu próprio sonho."

"E você não enxerga isso se você realmente não entrar dentro dessas dores, sabe?" E aí dali que foi pior assim para mim, dali que eu falei: "Caraca, é babado, eu tenho muito privilégio mesmo. Eu escolho muito quem tá do meu lado assim, tem pessoas que não." Então, e eu falo, por isso que eu falo muito da liberdade financeira da mulher, né? Não é toda mulher que é obrigada a ter liberdade financeira, gente. Queria que todas as mulheres pudessem ser esposa, troféu, ia ser maravilhoso, a gente ajudar os outros. A gente ia fazer um monte de coisa maneira pelo mundo, entendeu? Mas não, a gente tem que parir as crianças, tem que cuidar das casas, ter que trabalhar. Então, a gente tem que ser bonita ainda, tem que estar com a unha feita. Não todo lugar, tá, gente? Já tô generalizando. Tem gente que fala: "Ah, minha quebra tá falando." Não, mas no geral assim, tô falando de sociedade, não só das nossas bolhazinhas, sociedade, dados, números, né? Do que mostram pra gente, eh, do que existe, na verdade.

"Então, não é contra, não tô aqui fazendo, ai, nossa, feminista extremista, meu Deus, toda mulher tem que trabalhar." Não, mas são raros os casos de homens que realmente entendem esse formato, tipo, cara, você fica em casa, é o seu trabalho, é um trabalho.

"Uhum."

"Você fica em casa, você cuida da casa, a gente divide, eu vou pra rua, trago dinheiro igual quando caçava, né?"

"Eu caço, trago para dentro de casa, você cuida, tá todo mundo aqui. É uma, é uma, uma família, isso é uma estrutura de família." Nem toda pessoa, nem todo o homem também tá preparado para isso. Nem toda mulher também tá preparada para isso. Mas é o que muita mulher sonha, idealiza e nem sempre elas encontram isso. E isso é muito chato, sabe? Porque eh isso poda muitas vezes, sabe? Mulheres que querem, por exemplo, essa mulher que queria muito sonhar, queria realizar, ela queria coisas diferentes e ela não pôde.

"Então daí que veio meu asco assim de homem, uma época que eu andava com a faca na mão." Eu queria esfaquear todos. Tô brincando.

"Eu queria."

"Não, porque eu não queria ser presa, mas assim, tinha alguns que mereciam mesmo, sabe?"

"Queria ser presa." [risadas]

"É porque se, né, não fosse eu andaria."

"É." Não, os namorados de amiga minha é psicopata. Eu tinha que trancar uma amiga minha dentro de casa, porque o cara era psicopata. Teve um dia que eu tava fantasiadinha. Não, minha, tu tinha me fantasiado de Chuck recentemente. Essa história é ótima.

"Hum."

"Tava, eu tinha me fantasiado de Chuck recentemente, aí virou uma figurinha, eu com a faquinha assim de plástico na mão e aí eu tava ruivinha, cabelo curto, esse cara tava perturbando minha amiga, perturbando e e falso, tipo, vindo para cima de mim e falar que você ciumenta. E eu sabendo as torturas que ele fazia com ela."

"Sim."

"Tipo assim, cara, ó, sabe?" Aí eu falei: "Cara, por favor, eu não vou me meter, só não vem, só não vem para mim, entendeu? Não vem." Ele foi me perturbando, perturbando. Falei: "Cara, na moral, vou te dar uma faca." [risadas] "Para com isso, pelo amor de Deus." Juro, pô, tem uns caras que são muito sem noção. Tem uns caras que, pô, eles acham que agradar uma mulher é é ficar ali dizendo que vai cuidar de tudo para elas, quando na verdade tem que perguntar para ela que que, né? Tipo, tem que se interessar por que ela realmente quer e não mandar no que ela quer, sabe?

"Sim."

"É babado, né?" Mas eu sempre quando tô em lugares assim que eu sei que tem homens assistindo, eu faço questão de falar de uma forma educada, de uma forma gentil, até porque e é eh não é uma guerra, sabe? Pelo contrário, quanto mais educada eu for para explicar e falar, mais chance a gente tem de mulheres realmente sendo felizes, né? Pô, você tem uma família linda, pô, dá para ver que é um casamento que os dois ali são uma parceria, pô. Parceria. E os homens têm que estar preocupados com isso de ficar mais de 10 minutos conversando com o filho, sabe? Da mulher chegar e falar assim, ó, não tô dando conta, você pega para mim.

"É."

"Falar e falar dor."

"Entendeu?" Tem muitos Ja, o que tem de homem são dados, tá?

"Que não criam os filhos." É a mulher fica sozinha abandonada, o cara vai embora, não quer.

"Car, é, tem mesmo." Tem dados de homens que não criam filhos, tem dados de filhos que não foram criados com os pais, o quanto que eles têm tendência de fazer coisas erradas, né? Vandalismos, a droga, para até mesmo na prisão. Olha só o resultado disso, né?

"Não tem referência o quanto que ficam revoltados." Então o pai ele é uma, lógico, o pai e a mãe, né? Mas aqui sobretudo o pai, o papo aqui, o pai ele é um ele é um, ele escreve o destino do filho, ele diz pro filho assim, ó: "Você vai ser isso, você vai atingir isso." E o moleque acredita. Muito importante isso.

"Todos os dias, não sei se você já teve a oportunidade de ver isso." Eu já coloquei isso umas duas vezes na internet. Todos os dias, sem errar, eu planto uma coisa dos meus filhos, eu falava e eu falo assim: "Você é rápido, você é forte, você é inteligente." Que que você é? Ele rápido. E você? Ele muito rápido.

"Tudo."

"Eu sou o quê?" Confiante. E se você quiser ser bom em alguma coisa, que que tem que fazer? Treinar. O que que é amor, filho? Amor é gostar. Então, eu gosto muito de você. Eu te amo. Beleza. Beleza. Por que que você acha que qual é o trabalho do papai? Ajudar as pessoas o dia inteiro. O dia inteiro. O de dois anos, se eu perguntar qual o trabalho do papai, ele ajudar as pessoas.

"Ah, que bonitinho."

"E então eu repito, eu repito, eu repito, porque em algum momento, não é que aconteça, vai acontecer, eles vão estar sozinhos. E quando eles estiverem sozinhos e eles precisarem tomar uma decisão, eles vão precisar de uma ferramenta para decisão. E a voz do pai e a voz da mãe tem que estar lá, faz assim, confio em você, acredito em você, isso aqui é certo, isso aqui não faz e assim por diante. Então eu tenho isso muito claro, muito claro. E eu alimento, alimento, alimento, alimento, alimento o tempo inteiro."

"E e sei que eu faço isso com os outros." Bianca.

"Não vai fazer dentro de casa." Boa, boa, boa.

"Tem uma, tem um monte de pai que faz isso e mãe faz isso com os outros, pô. Outros outros. E não faz dentro de casa."

"E não faz dentro de casa, pô." Caramba, tu dá um tempão pros outros, os outros liga para te pedir uma ajuda, tu vai lá e reserva um tempão para ajudar.

"E aí teu filho te pede uma ajuda, pede um tempo e."

"E pô."

"Palmas." Falou tudo.

"Ano passado, eu não sei se foi ano passado. Acho que foi ano, eu acho que foi ano passado." Visualiza. Peguei férias, fui pro Park Nickelodeon na República Dominicana. Foi a família toda. Chegamos lá, os pais todos de férias, muito legal. E aí tinha um café da manhã, um monte de pai. Fui pegar um ovo, peguei um ovo assim no café da manhã. Quando eu volto para ir pra mesa, a cena que eu vi, uma mãe, um pai, um moleque devia ter uns menininhos devia ter uns 6 anos e um bebezinho de de berço.

"Uhum."

"Um menino com iPad gigante na mesa, o pai e a mãe no telefone." E o bebê no berço com telefone, com o desenho.

"E eu olhei a cena."

"Aí voltei para a Larissa e falei assim: 'Lalas, caramba, vi uma cena ali. O João tinha 4 anos. Eu falei, eu vi uma cena ali que, meu Deus do céu, se acontecer isso, eu vou ser o cara mais arrependido do mundo.'"

"O que que foi?" Um menino que deve ter Larissa no máximo 6 anos, idade do João hoje com iPad a partir de agora eh, não tem, os meninos não vão ver o celular na mesa, não vão ver.

"Tá bom, tá bom."

"Não, tá bom. Beleza." No outro dia eu comecei a reparar, olhei as mesas todos com celular, os pais e os filhos com celular na mesa. E aí tinha um menino, a cena foi o seguinte, assim, ó, o pai no telefone e um menino saía e pegava uma balinha e colocava na mesa, uma por vez, Bianca. E eu assim do lado olhando.

"40 balinhas já na mesa e o pai não viu." [risadas]

"Muitas balinhas." E o pai, eu imagino que o pai tava trabalhando, fazendo o corre dele, entendeu?

"É."

"E ali eu falei, a partir de hoje não tem celular na mesa, eles não vão ver. E nem, não é que assim, meus filhos não vão ter celular, nem eu vou pegar o celular."

"Eles aprendem com exemplo, né?"

"É." Então, meus filhos hoje não tem celular na mesa, o celular fica em outro lugar, não fica nem no bolso. E, cara, e a gente trabalha com celular, né, que a gente quer toda hora ver WhatsApp. Viciante. Instagram, mandaram uma mensagem, será que é aquele negócio res, cara. Trinta, trinta, trinta. Aguenta trinta minutos. Trinta. Fica ali. Aí primeiro dia, meu Deus, parece abstinência. Você fica doido. Do segundo dia, terceiro dia, quando dá uns 15 dias você fala: "Quer saber? É aqui com eles." E é muito legal.

"Tudo isso porque eu porque eu vi, né? Daqui a pouco e daqui a pouco eles crescem, daqui a pouco eles não estão mais com a gente, mas nesse período, nossa, é muito importante."

"Do ano passado para cá, eu tive um grande aprendizado em relação a relação de rede social versus saúde mental, muito por conta do Cris primeiro, porque a gente ouve, né, os pediatras falando, cara, evita a tela ao máximo, evita a tela ao máximo." Vou trazer até um recorte que eu trouxe também quando eu falei de.

"De trou para as redes sociais, que é claro que quando a gente se tem uma mãe de favela aqui me assistindo, por exemplo, que não tem rede de apoio, cara, às vezes é o celular que faz ela conseguir fazer xixi. Então, às vezes a rede de apoio dela é um celular. Então."

"Não é generalizando, né?" Tem, pô, ainda mais eu que falo muito sobre maternidade, eu sei que tem que trazer esse esse olhar, porque tem muitas mães que se culpam assim, sabe? Do tipo minha irmã, por exemplo, que eh teve filho agora recentemente e tava no comecinho ali, no início, muita rede de apoio, porque ela mora longe e tudo mais, né? Eu falo: "Bia, às vezes a tua rede de apoio é isso aí para você ter dignidade de fazer um xixi, você conseguir, sei lá, fazer um arroz para você, sabe?"

"Uhum."

"Então, você trago esse recorte. Mas eu fui tentar entender, eu curiosa, eu falei: 'Cara, deixa eu tentar entender aqui por que meu filho não pode ficar na tela. Porque se ele não pode, um adolescente não pode, o adulto também não pode, né? Que que tá acontecendo?'" E eu fui ler um livro muito bom chamado Foco Roubado. E aí, cara, esse livro me trouxe assim cada tapa na cara de eu me ver das atrocidades que eu fazia sem perceber. Foi na mesma época meu filho falou: "Mamãe, que solzinho gostoso no rosto." Larguei o celular nesse dia. Eu só tirei uma fotinha dele nesse momento para registrar. Larguei o celular. Eu falei: "Cara, eu vou ficar três meses sem rede social." Acho que eu nunca falei isso abertamente. Falei: "Lola, acho que não, né?" Ou seja, nesse gap de de da marca, eu fiquei sem celular, sem rede social, fiquei só com meu WhatsApp.

"Você não postou?"

"Postei, mas não olhou?" Não olhei. Depois de uns dois meses, eu tirava uma hora por dia sentada na mesa. Eu tava completamente viciada. Eu descobri que eu era uma total viciada em celular. E é um vício mesmo, assim como eh só que é o pior que é um vício que não tem cara de vício.

"Uhum."

"Então, por exemplo, assim como a bebida alcoólica é um risco difícil, a rede social também é, porque ela foi feita para isso, pro seu cérebro ficar ali." E aí eu li relatos e pesquisas de vários neurocientistas lá do Vale do Silício, que criaram, né, toda essa toda essa esses gatilhos mentais das redes sociais. Eu me senti um ratinho de laboratório caindo em todas, sabe? Tipo, plim, recompensa, plim, recompensa, plim, recompensa.

"E eu falei: 'Caraca, e agora como é que eu vou sair disso?'" Nossa, hoje lembro que eu chorava assim, me senti mal porque não tinha noção de tempo. Porque pensa só, hoje em dia as pessoas até falam mais sobre isso, porque hoje a maneira de produzir conteúdo ficou muito mais fácil, mais prática.

"Aham."

"Pensa que quando eu comecei com 16 anos, se alguém levasse, levantasse celular para gravar era blogueirinho. Ah, seu blogueirinho." Então, ninguém fazia isso.

"Então, o que as pessoas estão sentindo hoje é o que eu sinto desde os meus 16 anos." Então, foram muitos anos com sensação de depressão. Fui diagnosticada com depressão. Enfim, não quero falar, me aprofundar muito sobre isso porque é um assunto bem bem denso assim, mas superficialmente falando é um vício e muita gente tá viciada sem perceber. Então, e falou isso para acabar o mundo, não, mas é para você ter consciência e aos pouquinhos você entender o que que você pode fazer para você não acordar e dormir com o celular na mão. Tem vários neurocientistas que criaram essa essa esses gatilhos do eh rolamento infinito, né, scroll ali de você nunca mais parar. Eles criaram isso, não sei se você sabe, mas para porque a cada vez que você trocava a página, você escolhia trocar a página, era um momento ali de você escolher se ia continuar ou não. Então isso era menos viciante. Quando você.

"Só rola o dedinho, aquilo ganha o as redes sociais ganham muito mais tempo seu de tela e assim que eles ganham dinheiro."

"Exato."

"E aí a pessoa que fez isso foi a mesma pessoa que perdeu o momento com o filho, porque ele viu que ele também estava se tornando vítima disso." Então assim, é, é um problema muito grande, principalmente pra geração dos nossos filhos, entendeu? E aí eu entrei nisso, falei: "Cara, é perigoso pra geração dos nossos filhos, mas já foi perigoso para mim, já era aqui, para mim já deu ruim." E aí eu fui, fiz muita terapia na época para eu conseguir também não ter uma versão, porque é meu trabalho. Como assim? Isso isso que me fez acender socialmente. A minha vida mudou por conta da rede social. Sim.

"Sou extremamente grata à rede social." Eu amo a rede social.

"Foco roubado."

"Livro Foco Roubado."

"Eu dei esse livro semana passada." Eu não li.

"É, eu dei."

"Eu vou, eu vou te dar um." Eu tenho já vários porque assim, claro, você não precisa ler o livro todo. Tem gente que ama, tem gente que fica, não sei se eu amei tanto, mas são dados ali. Os dados são importantes de você saber, sabe?

"É, um amigão meu ontem mandou mensagem para mim no WhatsApp falando: 'Falou assim: Joel, acabei de ler esse livro, eu lembrei de você. Foca roubado.'"

"Viu?"

"O bush."

"O bush."

"Mas essa aí, vamos lá." Aí tu ficou dois meses.

"Três, três a quatro."

"Tá?" Ia lá, publicava e tchau.

"Não, eu nem abria porque eu não conseguia só abrir."

"Caramba, caramba, caramba, caramba." Forte, hein?

"Abr." E vou te falar também.

"Que que você aprendeu com essa experiência?"

"Primeiro privilégio é que hoje eu posso ter uma equipe para fazer isso." Não é qualquer pessoa que consegue fazer isso não, né? Cai tudo. Várias fãs falam: "Pia, mas você fala: 'Mas eu não posso fazer isso'." Falou: "Realmente hoje não."

"Mas essa aí, cara." Mesmo assim, tendo uma equipe, não dá uma espiada, dá uma olhada, consumir um negocinho.

"Mas sabe o que acontece quando eu fiz um vídeo de posicionamento, isso também virou um virou uma chave." Eh, aconteceu a questão das embalagens e tal e aí virou um um, né, um quase que nacional ali, todo mundo falando sobre isso. E assim, eu aprendi a nem me levar vai descer e nem ficar brava demais com alguma coisa que acontece na internet, porque eu já sei como a máquina funciona, né, principalmente quando as pessoas têm razão ali, né? Um exemplo, fala, não tenho medo de ser cancelado, tem medo das pessoas terem razão. É, ele achou razão, porque estava quebrado, pô. Então assim, ponto. E aí, só que quando eu me posicionei, eu me posicionei com muito respeito às pessoas. Eu gravei esse vídeo quatro vezes até chegar no ponto de falar: "Cara, agora sim, eu tô me fazendo entender. Eu acho que as pessoas vão sentir acolhidas e não vão sentir também." Não parece que porque se eu fosse um pouco muito chorosa, que era o que eu estava no começo, ia aparecer primeiro, estava raivosa com tudo, né? De pô, que merda que eu fiz empresa, fui caçar quem fez, né? Depois vem a cara, não, esse pepino é meu, eu vamos junto resolver, bora para a empresa inteira para resolver.

"Depois."

"Então assim, a cada momento e as pessoas se posiciona agora." Preciso ouvir você, preciso ouvir você, imagina. Então tem que ter muita parcimônia nessas horas assim para você entender qual é o momento certo de falar. Até que eu consegui no quarto vídeo, falei: "Não, agora eu tô pronta para falar." Quando eu postei, foram 16.000 comentários.

"A maioria falando: 'OK, Bianca, dá meu dinheiro de volta. Não sei se eu compro mais'." Mas parabéns pelo posicionamento.

"Uhum."

"E na época eu falei pras meninas, eu falei, eu sou soube disso depois que na hora eu falei: 'Não me conta, não me conta'." Falei, não quero saber porque eu nem quero me envaidecer, nem quero ficar felizona demais por isso e nem quero ficar chateada demais, porque isso é sobre a Bianca empresária. Então eu como empresária eu tenho que imaginar tipo sapo, que a galera de CX é uma galera que toma porrada o dia inteiro.

"E eles lidam com aquilo com paixão assim, cara, como eu vou converter, como eu vou encantar, pô, a gente hoje é um case de sucesso gigante no Reclame Aqui, sabe?" Então que eu botei esse esse esse essa meta pro time. Falei: "Tá, a gente tá sendo aqui esculachado, mas a gente vai fazer isso do limão, uma limonada. Não me chamo Bianca se a gente não for um case de em oito meses mudar isso." Nem falei oito meses de mudar isso em pouquíssimo tempo. Em oito, oito meses já era um case absurdo. As pessoas vão estudar e tal, tudo mais enquanto a gente tem esse encantamento com o nosso público. Mas eh nessa época eu falei: "Cara, eu tenho que ser neutra nisso, porque imagina ficar felizona e se alguém xingasse de novo um novo produto."

"Sim."

"Ficar triste de novo e feliz de novo e triste de novo." Eu falei: "Cara, não." Então esse foi o primeiro estalo. Aí eu sem rede social comecei a ler igual uma louca, virei JJ.

"Não li 12 livros, sei lá em quanto tempo, tipo, falei: 'Lô, Lolô também, então tá doido, ler por causa por causa de mim.'"

"Ah, é, gostou de ler?"

"Não lia." Eu virei, eu virei a a virei a pastora, comecei a evangelizar, eu andava com foco roubado embaixo do braço. Bom dia, tô aqui com a palavra. Vocês precisam ler isso aqui. Ninguém tá falando disso, né?

"Eu acho, eu acho que você me mandou um WhatsApp falando de um livro que você tava lendo."

"Pera aí." Quando eu finalizei esse livro, pronto.

"Você mandou, Joel, lei?"

"É, você mandou um whats com uma foto do livro. Foi isso mesmo?"

"Quando eu finalizei esse livro, primeiro livro de 300 páginas que eu finalizei, porque eu começava, lembra que uma vez eu te falei."

"Jota, me fala uma coisa, os WhatsApp tinha que pegar os WhatsApp que eu te mando. É muito engraçado."

"É, J, deixa eu falar uma coisa. Como é que você lê um livro que você sabe que a pessoa tá te enrolando no meio do livro? Sabe que você entende que ela tem que fazer um de 300 páginas aí que você não tá a fim de ler? Você pula, você faz o quê?" [risadas]

"Cara, se ela tá enrolando, eu ó."

"Aí você falou: 'Ah, eu pulo. Vamos ver assim, né?'"

"Eu pulo."

"Aí até então não, pô. Eu queria fazer direitinho ali, pô. Te olhei direitinho, tal. Às vezes não se pular o é é se é maneiro isso. Será que eu tô muito ansiosa a ponto de querer já chegar no final?" E esse eu mastiguei cada folha, cada página e hora que tinha hora que era densa, chata, acordava, ficava triste que eu acordava 6 da manhã, não tava, eu tava você, tipo assim, 6 da manhã, 5:50 acordava sem rede social. Ele coach, filho, sem rede social. Eu quando 5:50 era tava 6 da manhã, eu e os cavalos que eu moro no Aras, eu e os cavalos se encontrando que eles também chegavam no Aras lá 6 da manhã e eu e eles assim era um encontro. E olhando para eles assim lá uma coisa tão espiritualizada, né? Ficava lendo ali, eu lia, ali, tinha dia que que era tão pesado o assunto que eu ficava triste o resto do dia inteiro, porque eu lia de manhã, mas quando eu finalizei aquele livro, eu chorei porque o que eu cresci só com a leitura, só de ter essa dopamina lenta mesmo, esse estado de flow, né, de você conseguir ler sem pegar celular, deixava o celular fora. Aquela salinha era salinha que nada de de rede de rede social entrava naquela salinha.

"E ali eu aprendi demais." Aquilo dali foi uma mudança, eu acho que desde quando te conheci no último podcast para agora. Agora eu lei assim, ó, fácil. Eu acordo, eu não pego o celular, peg, passo pelo menos a primeira hora sem pegar no celular. Falo, cara, se for.

"Muito bom."

"Né? Que eu falo: 'O que que o celular tem de tão incrível? Para ser a primeira coisa que eu pego e a última.'" Pô, eu quero dar um beijo no meu filho. Última coisa é um beijo no meu filho. A primeira é um beijo do meu filho. Pô, se for para prioridade na minha vida, saúde dele é o que mais importa para mim, pô. E aí eu aprendi muito assim com isso. Esse livro ele me trouxe aprendizado. Eu me emocionei quando eu terminei de ler. Eu falei assim: "Cara, que legal, conseguir para mim era um desafio tão grande, eu não conseguia. Eu não conseguia. Eu tentava ler e eu me culpava, não sabia o porquê. E lendo o livro eu fui entendendo. Olha que safadeza desses neurocientistas. Mas é isso, cada um fazendo seu negócio, né, pô. Um negócio que mudou minha vida também, as redes sociais.

"Mas."

"Exatamente, é, eles sabem, eles sabem fazer certinho o trabalho deles."

"Não, eu queria contratar isso pouco, resolver meus problemas."

"Me que é o seguinte, tem um quadro aqui que é, a gente tem que tomar um cafezinho."

"Amo."

"Ou um chazinho. Que que você quer? Um café ou um chá?"

"Você não tá no café, né?"

"Eu tô tô dando uma segurada no café."

"É porque dá dá ruim, né, gente?"

"Eu vou te falar por quê? Porque eu percebi que eu tava tomando demais."

"Quantos por dia? Tipo."

"Seis."

"É."

"Seis." Eu falei: "Nossa, tô tomando seis cafés por dia. Que que foi?" Então vou vou para um chá agora.

"Vou para um chá."

"Você já."

"É só para ter o quentinho, gostosinho de tomar alguma coisinha, né?"

"É, é o ato." É o ato. E aqui é o seguinte, nós temos um patrocinador aqui que eles são queridíssimos, o Eduardo e o Wilton. Eles são donos da maior rede de cafeterias do Brasil.

"Adoro."

"Cheirinho bom." Aliás.

"Eu ia falar, dito isso, eu quero café mesmo, viu? Já o sexto." Mas é isso.

"É." [risadas]

"Aliás, assim, uma empresa excelente para você se conectar depois se você quiser fazer coisa com você."

"Claro."

"E aí essa turma aqui do Cheirinho Bom é uma turma que tem uma maior ecossistema de franquias de café. Se você quiser aprender sobre café, se você quiser ser um franqueado do café que cheira bom, aí você conhece os caras. E aí eu gosto de fazer esse quadro que é café com conselho."

"Chique."

"Então imagina que você tá no meio da tarde, você vai chamar alguém para um cafezinho. Eu quero saber."

"Ai que delícia." Esse é deles. O grão é deles.

"É deles." É café especial.

"Hum."

"É mais o amor é mais ácido."

"Hum."

"É café especial." Os caras top. Fazenda. Eles tudo grão selecionado. Ó, vem um azedinho. Hum. Amo.

"Bem que é o seguinte." Você vai tomar um cafezinho com quem que é? Que pergunta você faria para essa pessoa? E que o que você acha que ela te responderia? Que é um cafezinho com você. Você você só criou assim um climinha? Vamos tomar um café. Vamos tomar café. Mas porque você quer pedir um conselho para essa pessoa? Você tá passando assim por uma fase que você precisa de um conselho.

"Apareceram três pessoas na minha cabeça. Deixa eu escolher." Cara, a Anita.

"Anita."

"Anita."

"Vai tomar um café com a Anita." Beleza. Anita vai perguntar o que para ela?

"Amiga Anita que é minha amiga, mas eu não pergunto essas coisas para ela. Eu gosto só de falar coisa boba com ela. Mas ela é uma grande referência para mim, né, Anita? Então você que é uma mulher periférica que veio do funk, extremamente ambiciosa, sonhadora, família, em que momento você entendeu que o seu eu pessoal, né, que você chama de Larissa, que você chama não, né, tua mãe, teu pai, teu nome, né, Larissa? É que no meu os eh os altégos eu creio o nome não dela não, dela é dela mesmo. Eh, em que momento a Larissa se tornou suficiente a ponto dela não precisar mais da Anita para se provar pro mundo?" Isso é uma pergunta que eu faço todos os dias. Tipo assim, às vezes eu sinto que eu preciso muito ainda da boca rosa, do poder da boca rosa, de me sentir ali de são situações diferentes, tá? Mas eu me identifico nisso de tá ali sempre de alfaiataria e tentando não errar nunca, sendo extremamente estratégica, inteligente e porque eu acho que é assim que a Bianca se mostra, entendeu? Assim que as pessoas acreditam na Bianca.

"Uhum."

"Que a Bianca, pela Bianca, eu eu sinto que não vim de uma família rica, sou mulher, sou jovem, sou blogueira, vim de redes sociais, eu sinto que tem lugares que não me aceitam ainda, sabe? Mas quando eles sabem da Boca Rosa, é capa da Forbes, do dinheiro, do, aí eles aceitam." Eh, e tem gente que não, tem gente que só já conheci também muito rico, né? Uma galera muito maneira, não só rica, mas pessoas interessantes, que é quando ouve a história da Bianca, favela, que acendeu socialmente, é quando se interessa. Mas quando eu vou parar de de usar a boca rosa como como Bianca ser mais feliz, sabe? Eu faria essa pergunta para ela e o que ela faz para isso não ficar atormentando a cabeça dela o tempo todo?

"E o que que você acha que ela te falaria?"

"Cara, não faço a mínima ideia o que eu me respondo." Tento me responder. Tipo, cara, quando você se sentir segura financeiramente e quando você se sentir segura em relação ao seu propósito, quando você tiver esses dois, você se sentir segura. Por isso que eu acho que vai, para mim vai ser lá pros 50. Eu queria antecipar.

"Falou: 'Mãe, como é que eu faço para ter 50 antes?'" Porque eu queria ter essa calma, sabe?

"Número financeiro que você quer?"

"Não, nem cheguei nesse ponto ainda." Para mim ainda é muito mais sobre querer ainda fazer a minha marca dar certo. Eu quero muito faturar 1 milhão 2030, óbvio. Mas hoje eu tô me permitindo me questionar, será que eu vou ser uma dessas marcas? É uma dessas grandes empresas que, pô, tem um custo muito alto até de velocidade, do que você pode fazer, do que você não pode fazer para se tornar uma multinacional. Cara, eu quero muito isso. Eu quero muito ser Big Corpo, quero muito ser Chanel, sabe? Tipo, história, cada produto chega em qualquer lugar, pô, mina brasileira, periférica, pô, que trouxe diversidade, a maior cartela de base stick do mundo foi a mina periférica que fez, sabe? Pô, eu penso, se tem alguma história que que tem capacidade potencial para ser mundial, por que não a minha? Eu trabalho de noite para isso, sabe? Eu até me emociono quando eu falo porque eu trabalho muito. Eu trabalho, viu, J?

"Eu sou eu sou trabalhadeira." Eu peguei isso da minha mãe. Eu sou muito mais trabalhadeira do que famosa assim, sabe? Até.

"Comigo não tem essa cuidado porque eu sou a boca rosa, porque eu sou famosa, que eu tenho isso." É por isso que eu vou ter as coisas. Não, eu uso isso estrategicamente quando me quando é importante para mim, até porque esse é o jogo, eu sei jogar.

"Sim."

"Mas para mim é muito mais a força do trabalho ali, de estar ali com o meu time, de estar ali criando, de estar ali fazendo acontecer de forma inteligente." Eu acho que vai vir disso. Então é por isso que eu acredito que vai ser uma parada muito gigante. Mas tem dia que isso me confunde tanto mentalmente, sabe? Tem dia que você é tão pesado. Ai que ó. Pera aí menina.

"Café com Deus pai mesmo, né?" [risadas]

"Tô aqui, tô me sentindo um pouco."

"Mas só você quer fazer."

"Era pra ser a pergunta, não era para mim."

"Você quer faturar um bi em 2000?"

"Até ou em."

"Em."

"Tá." Você sabe o caminho que você tem que percorrer para.

"Eu achava que eu sabia."

"Você achava que sabia?"

"Nossa, para mim tava fácil. É só trabalhar muito. É o que eu sei fazer."

"Uhum."

"Mas não é só isso."

"Depende das pessoas que você contrata, depende das pessoas que aparecem no seu caminho, depende das alianças que você cria."

"Modelo de negócio, do timing, do produto, do."

"Mas de modelo de negócio, time produto." Para mim, eu achava que isso aí eu sabia tirar de letra, que as pessoas faziam para mim procurar, mas não é só isso.

"Tá?"

"Tá um pouco, é um pouco mais filosófico também, entende? Um pouco mais de conexão." Será que isso é para você? Será que não é? Acho importante, acho maduro se fazer essa pergunta. E se eu fizer para mim, eu digo que sim. Eu falo para todo mundo aqui, falo, cara, sim, eu sou essa pessoa, quero ser, eu não quero desistir de Boca Rosa nunca. Não tem essa coisa de.

"A então momento, eu vou parar, quero."

"Não."

"Cara, não é comigo."

"Não."

"Nem combina."

"Nem combina."

"Nem combina."

"Mas assim, eu dependo de mais experiência, talvez de mais visão."

"No ritmo que você tá hoje em 2025, você vai chegar?"

"Não sei."

"Se você cresceu, quanto você cresce todos os anos?"

"Ah, não."

"Tá."

"Não." Eu tinha que acelerar mais.

"Então."

"Tá." Então vamos nisso. Você quer um resultado bilionário, então você acredita que para você ter esse resultado você tem que dobrar o.

"Vou fazer outra pergunta."

"É, essa você sabe que eu sei responder que eu sou."

"É, é, vou fazer outra pergunta." Pessoas que têm esse resultado são, sei lá, 10 vezes mais inteligentes do que você?

"Não, claro que não."

"Empresas que têm vezes mais resultado que você é 10 vezes mais."

"Não, não." Elas são mais experientes.

"Tá?" Elas têm mais recursos e ferramentas do que eu, acredito.

"Quanto que você quer ser essa mulher de 1 bilhão de zero a 10?"

"10."

"Mesmo."

"Mesmo."

"Quantas pessoas você conhece que são bilionárias?"

"Poucas."

"Você quer conviver com bilionário?"

"Quero."

"Então tá." Então vamos conviver com o bilionário. Eu convivo com o bilionário.

"É, tem uns que assim, cara, não é sobre o bilhão em si." Você entende o que eu tô falando?

"Eu entendo total." Não é sobre para a minha empresa ter o tamanho que tem, o recurso que eu preciso ter para chegar numa empresa conhecida mundialmente, eu preciso estar preparada para ser desse tamanho e eu preciso estar preparada para abrir mão de muita coisa.

"Uhum."

"Para ser desse tamanho."

"Certo?"

"E cara, eu quero estar preparada." Eu não quero ser uma dessas empresas que pô agem com muito propósito, muito coração, com muita eh com muito propósito, muito coração, que é o que eu sou, que eu comecei assim, né? Esse é meu minha matéria-prima principal. Eh, eu não quero ser só isso, eu quero ser uma empresa, eu quero que Boca Rosa seja uma uma.

Marca, eu quero que seja um case. Eu quero que seja um case de como mulheres conseguem empreender e sair desse desse 10% só de mulheres que têm empresas e negócios bem-sucedidos, sabe?

Sim.

Eh, eu quero saber como funciona isso, mas eu ainda tô, óbvio que eu ainda tô muito machucada do último. É tudo muito recente para mim. Eu tô naquela fase ainda de...

Cada machucadinho dói muito em mim. Dói muito. Então quando eu falo de ser bilionária, eu não sei se eu vou ser esse perfil de ficar esbanjando e me posicionar pelo relógio que eu tenho, pelo jato que eu tenho. Já já pensei nisso uma época, tal. Aí hoje eu falei: "Ai, bobeira grande, meu Deus".

É, já foi, né? Já passou, né?

É, não é, não é sobre isso. Eu não quero ter essa insegurança, sabe? Eu quero, eu quero ter porque eu acredito no negócio Boca Rosa, na alma de Boca Rosa. E tem muitas empresas bilionárias muito legais que eu admiro muito e eu quero ser uma delas. É isso.

É isso. Tem uma frase depois Mal pesquisa de quem quer essa frase que é assim, ó. Por que o topo do Everest? Aí a pessoa responde assim: "Porque ele tá lá?" Então por que o bilhão? É porque tá lá. Eu vou, eu, eu vou, eu vou pegar aquele bilhão. Eu, esse ano, eu descobri que eu tava com uma crença que tava me atrapalhando, que era assim, ó. Olha, cara, esse negócio de falar que vai ser bilionário, é qual que é a diferença entre um homem que tem 900 milhões e um homem que tem 1 bilhão? Ah, cara, ele vai ter tudo que ele quer.

Uhum.

É. E aí eu percebi que eu falei, eu não posso falar desse jeito, porque se eu falar que não tem diferença e que eu não quero ser milionário, então o universo vai ouvir. Beleza. Esse aqui não quer próximo. Quem quer?

Aham.

Você quer, né? Então beleza. O Jó não quer...

Manifestar.

Manifestar. Então eu falei o seguinte, então eu já eu já sei que eu quero fazer o primeiro bilhão. Então a partir de agora assim, quando que eu vou fazer o primeiro bilhão? Então não é bater 1 bilhão. Quanto que eu vou fazer o primeiro bilhão?

Eu convivo com bilionários e eu sei que isso vai acontecer. E o o trabalho não é um objetivo fazer um bilhão, mas é que o o formato que tá o negócio, ele vai acontecer. Então é mais importante formatar a coisa para ela crescer...

E vai romper. Não é uma coisa assim, ah, eu quero romper, entendeu? Igual tinha essa meta.

Exato.

É, é um formato, é um formato, pô, que tem escala, que tem recorrência, que tem múltiplos canais de venda, que tem marca forte, que tem margem, que você e entende a cadeia de valor e você simplifica a cadeia de valor, que você tira os intermediários com o teu trabalho, com o teu esforço, vai romper, vai romper.

Uhum.

Então é melhor a gente pensar nessa questão aqui e que rompe. Agora, uma coisa é importante, quando você convive com bilionário, uma pessoa que é bilionária...

Mas bilionária selfmade ou família de bilionário? Tem a diferença, né?

Selfmate. Selfmate. Quando você convive com bilionário, você entende como que ele pensa e aí você modela a forma como ele pensa. Ah, ele pensa desse jeito. Hum. Então é, essa é a lógica. Ah, deixa eu adaptar essa lógica. Ah, então ele olha para esse tipo de premissa. Ah, tá. Então ele olha para esse tipo de Ah, então pera aí. Então ele já conversa com fundos de investimento agora. Ah, entendi. Ah, então ele já tem um, ele adquire empresas. Ah, ele faz E MNA. Ah, tem fundo de investimento. Ah, entende? Então, a tua linguagem ela começa a operar na camada do bilionário que que ele tem um expertise, você começa a falar um outro idioma.

Uhum.

O idioma existe, você só não sabe falar aquele idioma. Você aprende e aí ele te pergunta, ele te faz uma premissa, ele olha aqui uma coisa, ele reduz uma coisa aqui, ele melhora uma outra coisa lá, aí você fala: "Hum, entendi". Então você não tá a, sei lá, vamos dizer assim, décadas, você tá decisões...

Uhum. Boa.

Que é diferente. Então você faz assim, ó, com o teu navio, vem para cá, vem para cá, vem para cá. E aí tem uma questão da crença do merecimento que você fala de quem que é o nome, Malu? Da frase...

George Mallery. É um opinista. Opinista, né? George Mallery. Eu li, eu não sei onde que eu li, mas eu achei tão bacana. E então aí você tá decisões desse desse jogo e todos os os bilionários eles acho que a maior parte eles não quiseram ser bilionários. Eles construíram uma coisa, algo que tem muito valor pra sociedade.

Hum.

E aí, como aquele negócio teve, vou te dar um exemplo, eu entrevistei há dois anos o Ur Levini. Urri Levini é o fundador do Waze, vendeu em 2013 pro Google, vendeu por 1.6 B de dólar lá em 2013. Então, unicórnio, ele entrou no outro estúdio que você foi, foi curioso, né? Ele entrou, ele ficou assim, tal.

[risadas]

Aí, né, o editor dele, o Marcial, que trouxe ele, me apareceu, olha o Joel, ele ele é o top um de podcast do Brasil, né? Ah, olha que estúdio bonito. Daí ele falou, mas não é isso que ele é topinho. Ele é topinho porque ele gera valor.

Amo.

Ele gera valor.

Uhum.

Aí eu sentei com ele, Ri, eu nervoso, cara. Primeiro podcast em inglês, né? Eu tava lá, faltou um pouco de nervoso, ele fica tranquilo, vamos embora. Aí eu fazia as perguntas e eu tinha um livro dele e tal.

Que legal.

O R. Eh, você ficou bilionário. Eh, certo, certo. Tá bom. Você tem um Waze, cara. Minha mãe usa o Waze. Minha mãe sai de Santos e vem paraa Alfavil me visitar porque ela tem um Waze.

Uhum.

Qual que você considera a principal característica de um negócio bilionário? Ele falou: "Joel, encontra um problema, resolve o problema". Aí é tipo assim, próxima pergunta. Pragmático, sabe? O cara muito pragmático.

Adoro.

Encontra um problema, resolve um problema, pensa menos e pensa eficiente, né? Você pega um problema, resolve, pega um problema, resolve e testa. Ele testa pequeno, como rápido, com quem? Com os usuários. E e o problema resolve. O nome Waz. Ele foi o nome que eu criei e depois virei brand.

Outra cabeça, né?

Outra cabeça. Pragmático, sistemático e depois muito usuário, problema. Muita gente testa, resolve. Quando você vê, bum, o unicórnio e o unicórnio dele não, não foi assim. Eu quis pegar um problema e solucionei. Na outra semana eu conversei com a Cris Junqueira no bank. Cris, ela pega um problema e resolve.

[risadas]

Muito bom, né? Parece que eles têm um grupo no WhatsApp.

É, parece que é falar do J. Ele vai fazer essa...

[risadas]

Pergunta e aí você responde. Então, pega um problema e resolve. Pega um problema e resolve. E aí quando você meio que olha, caramba, ó o tamanho do meu negócio, ó o tamanho da minha empresa. Então você pega, você pega a tua empresa hoje, tem um problema, resolve aquele problema para um grupo de pessoas. enorme dentro de um formato que tem escala, quando você olhar a sua empresa vale...

Perfeito, cara.

Vale um B.

Bom, eu tenho, eu acredito muito no flow da vida também, sabe? Tipo, de que cada coisa acontece na hora certa, por isso que às vezes eu tento segurar minha ansiedade e falo meusc menino por aí.

Sim.

Eh, eu, esses dias eu falei exatamente sobre isso, porque a minha marca é de que o que que é isso, né? Deixa eu explicar de que essa é a fase que eu tô vivendo agora. Por quê? Pensa que eu sou uma influenciadora.

Uhum.

E que eu tenho poder de comunicação bizarro desde pequena. Sempre identifiquei isso.

Sempre fui assim.

Na escola eu era fazia lacinho e conseguia vender. Daqui a pouco tava a escola toda fazendo lacinho.

Olhava fal: "Hum, a rendinha vai ser a próxima tendência". Aí usava, começava a usar rendinha, tava todo mundo usando rendia. Isso que eu tô falando de favela, né?

Legal.

Na escola eu já era, eu já tinha esse, essa característica assim. Então o olhar eu tenho, a visão eu tenho, a genialidade, né, que falou ser uma geninha, pô, mudou tua vida, saiu de onde saiu até agora, tal. Isso eu sei que eu tenho. O que eu ainda não tenho...

É o que me complementa, o que eu sempre contratei, que é o que eu não sou boa, digamos assim, né? Quer dizer, eu sempre investi, isso foi um acerto muito grande. Eu sempre investi naquilo que eu sou boa.

Quando falar: "Ai, Bia, você é boa em tudo, né? Você desfila bem, você faz bem, você tudo que você faz, você atua bem, você faz, você faz bem". Eh, mas eu não perco tempo fazendo aquilo que eu sou ruim, porque eu acreditava que eu não tinha esse tempo. Então, e eu até fazia coisas que eu não sou muito boa, mas rapidamente eu já contratava alguém para delegar.

Pronto.

Fluir. Só que não adianta você ter um negócio que tem propósito para caramba, que tem os melhores produtos, que tem o que toda a empresa de agência de marketing procura, que acha que é o que revoluciona.

Uhum.

Cara, o que eu entendi agora eu tô nessa página porque até então é marketing sempre foi o meu principal. Qual é o meu diferencial? Cara, maneira que eu comunico produto primeiro, que eu sou apaixonada desenvolver produto. Se produto fosse ruim, eu não estaria aqui conversando com você.

Sim.

Então, assim, eu sei que eu desenvolvo muito bem um produto e produto é bom, tem qualidade e comunico ele muito bem, né? Eu sou aquela galinha que grita e todo mundo fica sabendo do produto. O produto é bom, se vende, tal. OK. Isso aí eu já entendi que que onde eu tô apanhando é justamente na parte de abrir mão de algumas coisas que eu acredito que são muito importantes pra minha consumidora, para mim, pra empresa, para tudo, para focar em acelerar o meu negócio. Ou seja, tava conversando esses dias, eu trouxe a Viv Pep, que ela veio de Natura, né? Ou seja, não tem não tem para onde contratar a pessoa maior Natura, meu maior concorrente. Sou abusada, meor concorrente da Natura. Eh, mas assim, é, pô, mau grupo que existe, né, de beleza. Então, trouxe porque eu queria, eu falo: "Vivia, eu quero te escutar, me fala, me fala B, também quero te escutar". Só que diferente da das outras pessoas que eu contratava de marketing, ela o meu, minha conversa com ela de, sei lá, de três semanas para cá, que tem dois meses só que ela chegou, tem sido outra. Então, é uma mudança muito grande na minha vida que eu quero passar paraa frente, porque talvez é é importante mulheres falarem sobre isso também, porque a gente fica tanto com a parte do eh soft skills, emoção, humanidade, conexão, eh, de dinheiro também. Eu falo muito bem de dinheiro, sem negociar muito bem, tal, tal, tal, mas... E tá e nas nuances do dia a dia, que que eu tenho que abrir mão pro meu negócio ir além, o tal do bilhão que você quer? É justamente isso. Eu falei 1 bilhão em 2030 que eu preciso visualizar essa e, né, ter um até uma referência de até quando, como, quanto eu tenho que acelerar, porque eu também acho que quando a gente não tem meta, a gente às vezes triplica o tempo daquilo, né? Se a gente não tem uma não constrói, não tem um planejamento.

É isso aí.

Então, eh, e aí a gente tava conversando sobre isso. Falei: "Cara, eu quero expandir, eu quero, eu quero mais clientes, eu quero mais consumidores, porque Boca Rosa, eu trouxe esse novo conceito de marca prática, que era uma coisa que eu queria desde o começo, porque eu não quero só pegar bolha de maquiadora só biancas sou eu, maquiadoras, amantes maquiagem.

Eu quero pegar toda e qualquer pessoa, quero pegar as Mônicas, que é minha sócia, minha mãe que não sabe maquiar, que fala bem que eu dei para solto, sujando aqui meus peitos tudo. Que saco isso aqui, cara. Eu quero pegar essa galera por quê? 90% eh dessas pessoas eu consigo eh sanar a dor delas que você trouxe. Então é uma [ __ ] oportunidade que eu tenho de aumentar, ampliar o meu público trazendo maquiagem democrática, fácil de usar em 30 segundos, pincel prático. Eh, e eu entendo, né, que depois ler sobre futuro, a moeda mais cara do mundo vai ser tempo.

Então, assim, eh, eu quero economizar o tempo delas, sabe? Então, eu quero que uma maquiagem que durava 40, 30, 20 minutos, eu consigo fazer em cinco.

Aham.

Que é mote que a gente tem, que a gente entrega ali em cada lançamento e tal. Então, toda a marca gira em torno disso. Agora, tem gente que não entende ainda, algumas pessoas já sacaram, outras não, que eu tô criando o meu negócio pro futuro. Eu não tô criando meu negócio para uma tendência de agora que vai ser agora. Uma coisa que não vai mudar é a nossa necessidade de sentir que precisa de mais tempo.

Ok.

Ok. Feito isso, tá lindo, né? O brand tá maravilhoso. Marca prática, simples, objetiva, sem muito frufru, sem muito rosa. As cores estão ali dentro da cartela de cores de produto. OK. Tá. Isso aí não tá me trazendo mais gente. Isso aí eu tô, eu tô, eu parei aqui, tô dois anos fora do mercado, tô até aqui.

Não quero mais gente.

Nossa conversa é exatamente sobre isso, Bianca. O processo tem que ser mais rápido. A gente precisa acelerar isso aqui. A gente precisa trazer fórmulas eh mais descomplicadas, que apesar do produto ser descomplicado, a fórmula é muito profunda. Tipo, eu quero trazer dois e um produto híbrido que hidrata ao mesmo tempo que maquia. Então, tá, eu quero trazer mais valor pra minha consumidora. Ela falou: "Será que é isso? Será que a sua concorrente e oferece isso? Não, mas boca Rosa é isso. Tá, mas precisa ser assim o tempo todo.

Aham.

Nossa, que perguntas maravilhosas. Ela tá quebrando a minha cabeça, não tá competindo comigo, ela quer que eu pense além. E aí eu falei: "É, vamos pensar." Ela: "Cara, e aí como é que a gente tá norte, nordeste? Como é que a gente tá nos outros lugares? Como é que a gente tá chegando nessas pessoas?" Então, assim, várias estratégias que eu achava simples. Eu falava: "A gente não tá fazendo isso ainda".

Sim.

É, Bianca, tem que disso, dinheiro, energia, investimento, é outro lugar trazer talvez produtos mais massivos do que o que você tá trazendo.

Pô, mas sabe, eu choro por dentro, mas falo, cara, eu quero, eu quero...

Sim.

Bora. Então, meu próximo passo tá sendo isso para 2027, expandir.

Expandir mesmo assim. Então, talvez boca Rosa mude, mas nunca eu não tenho. Hoje eu entendo que eu não preciso ter medo de perder essência. Eu sempre vou achar uma maneira do meu negócio ser um bom negócio para minha consumidora, sem perder essência, mas um bom negócio para mim também e pra minha equipe, né? Então, processos mais rápidos, mais objetivos, talvez sem tanta criatividade. Como não vou ter tanta criatividade? Cara, as últimas campanhas não tiveram tanto esse que eu já tô colocando isso em prática. Eu quero as coisas com antecedência. Ah, mas agora que tá a tendência do butter skin, que é maquiagem eh eh de maquiagem mais iluminada, falo, cara, a gente faz com um portfólio que a gente já tem, a gente cria um gente tem inúmeras possibilidades de gente criar isso. Você lançar o produto agora por conta disso, gente, pelo amor de Deus.

Sim.

E o mercado às vezes tá preso nisso, nos lançamentos, que que faz burburinho, dá desconto ou não dá desconto.

Qual que é a marca que você mais se inspira para montar boca rosa assim...

Fent?

Hoje.

Hum.

Fenty e rare. Rare porque é da Selena Gomes, tá? Ela não precisa el a marca dela não é sobre a cor da marca, não é sobre é a marca hoje mais pelo menos na nas pesquisas brasileiras, é a marca mais querida de brasileiro. Imagina isso no mundo, né? Eu não sei te falar qual é o dado isso mundial, mas eu fiquei muito chocada com o dado de Brasil, porque é uma o ticket alto, né, dela, do produto dela, mas é uma marca consciente, é uma marca que não abre mão dos valores dela, é uma marca que traz inclusão eh não só de tonalidade de pele, mas inclusão num todo, não só como se fosse só, não é isso, mas ela traz um todo. E ela lançou um perfume agora. não tem a embalagem mais frufru, mais labubu da vida, mas é uma embalagem que traz acesso a pessoas que têm deficiência, que conseguem eh usar essa esse produto também, se beneficiar disso. Então, é uma marca que tem propósito, que tem propósito e ela consegue levar esse propósito em cada produto. E eu imagino a dinâmica para ela conseguir fazer, porque ela é uma mulher de negócio desde sempre. Ela já assinava eh linhas com como diretora criativa, já foi diretora criativa de coach, uma marca de luxo.

Uhum.

Então, assim, eu já acompanho ela tem tempo, sabe? E eu já vi também o um, ela tem um muito interessante, acho que você vai gostar de assistir, ela tem um documentário que ela fala aqui, eu só vou mostrar o meu pior lado. Esse é meu compromisso. Eu achei muito corajoso. Falei: "Caraca, a [ __ ] chora o programa. Adorei essa headline".

Onde é esse documentário da Selena?

Ai, onde tá? Eu nem lembro. Disney, né?

Depois eu vejo onde tá.

Cara, a [ __ ] chora do início até o final, assim, do tanto que ela se sente vulnerável, porque às vezes a gente, a gente sempre, por exemplo, Joj, pô, você é uma referência para um monte de gente, mas qual é o seu momento de maior tristeza que tem? Não tem como não ter.

Tem, pô, lógico que tem.

Não tem. Você sabe sua luta porque você já apanhou, que você...

Sim.

Sabe? Então, alguém expor isso tem que ter muita coragem e tem que ter um senso de propósito acima de qualquer coisa. E ali eu senti ela falando assim: "Cara, sou muito humana e eu me identifico com isso porque a fama ela traz um um é uma massagenzinha no ego tão gostosa, sabe? chegar no lugar e todo mundo saber quem você é e é com serge para cá, com serge para lá, você fica se achando.

E isso é um problema muito grande, porque, cara, uma linha T não é ali, qualquer um que que que chega até a fama pode ficar, pô, um pouco envaidecido com isso, mas quando você se envaidece com isso, você perde a principal, a sua principal inteligência, que é o o se bastar, o se conhecer, que é o seu propósito, o que que você tá fazendo, o que que tá te distraindo. A pergunta que eu faço quase todo dia, que às vezes eu esqueço, mas cara, que que tá me distraindo aqui? Que que não é para fazer...

No trabalho ou na vida?

Vida.

Geralmente, geralmente é o que que chega de resposta?

Cara, às vezes me distrai. Eh, às vezes eu tô numa reunião que eu falo: "Is, que tinha que ter acabado muito tempo, mas eu tô muito preocupada em entregar 100% de mim para essa pessoa."

Sim.

Mas cara, às vezes entregar 100% não é tá com ela aqui 3 horas, às vezes é tá com ela 20 minutos. Que que tá me distraindo?

Entendi.

Mas é isso porque é costume, né? Você vai faz isso todos os dias até você mudar essa crença. Mudar esse costume, é difícil. Mas enfim, então ela é uma grande inspiração assim para mim, porque eu vi as dores dela. Eh, sei que não é fácil fazer o que ela tá fazendo, sei que tem muito, ela abre mão de muita coisa para rare crescer do jeito que tá crescendo. Até reformulou o preço, né, a tabela de preço dela aqui no Brasil. Então, assim, corajosa, sabe, pro negócio ser sustentável. tem que ser dito. E a Riana porque, cara, a marca não depende da imagem dela mais. A marca virou uma grife mesmo. Fente é uma coisa que todo mundo quer fazer parte, entendeu? Ela conseguiu tirar, não tirar, né, gente? Pô, Riana, Riana, óbvio, mas eu quero muito que Boca Rosa seja essa coisa. Tipo, hoje eu gosto de fente independente de Riana e eu sou louca na Riana.

Sim.

Sou, sou a maior hater dela no trazer nosso álbum. Mas assim, brincando, né? Eu sei. Hoje eu sinto, acho, acho que eu sinto um pouquinho do por que ela foi pro, pro cosmético. Hoje ela é mais rica do que quando ela era cantora. Ela é cantora, né? Parou.

Oi.

Por quê?

Não, não sabemos ainda. Mas ela não diz, né? É uma coisa. Vem ou não vem o álbum del? Quer dizer, ela diz que não, né? Que não, não quer. Mãe de três filhos. Feliz da vida.

Um tempo. É tempinho só, pô.

Três filhos. Três não. Dois. Perdi as contas.

Dois, né?

É.

Cara. Mas olhando o meu bastidor, que é bem menor que o dela, eu entendo por ela não precisa se expor o tempo todo. Ela não precisa performar o tempo todo.

Uhum.

Ela consegue levar o propósito dela e ela foi a primeira pessoa a trazer uma cartela de cores diversa para atender o público dela de fato, né? Encarando o racismo cosmético.

Trouxe porque tinha que fazer. É isso, é o que tem, sabe? Zero se envaideceu por isso, sabe? Por isso que até quando eu trago falo, gente, eu não quero fazer marketing social com isso, sabe? E ela faz assim as paradas, mas hoje eu como consumidora, grande fã de Riri e da nossa bad girl, eu vejo que ela, eu eu compro Fent dependente dela. Eu compro Fent porque eu gosto do brand de Fent, tipo assim, olha o Fente no Brasil, falo: "Cara, Fent, como é que no Brasil conseguiram piar bom para cacima, para aqui no Brasil conseguir converter o que ela fez? Eu quero isso no mundo, como é que faz isso?

É, não, você compra porque você gosta do produto, porque você é uma escola, você aprende, você tira proveito de todas as tá sempre na tendência, entende? Ela tá sempre na tendência, mas não necessariamente lançando um produto novo. Às vezes ela muda uma embalagenzinha, uma coisinha, uma corzinha. Eu como tô do outro lado, eu falo: "Bixa safada". Caraca, não precisou inovar. Inventei a roda. Não inventou roda nenhuma, só botou outra corinho e ela vai, entendeu? Ela sabe jogar o jogo. Ah, tá na moda agora as coisas mais labubônicas, né? a gente voltar à nossa adolescência. Os milênios estão muito assim, né, querendo comprar tudo mais coloridinho para ver se volta pra adolescência e tal. Porque a gente sofria menos, né, com ansiedade. E aí e cara, ela dá um jeitinho, ela lançou uma linha de cerejinha que parecia um tazo que mudava ali a cerejinha com não sei o quê, cara. Ela só pegou uma, tipo assim, um time inteligente de como fazer, sabe? Ela pegou ali, mudou a cor da embalagem, mesma embalagem, mudou a cor, colocou ali uma um uma aplicação ali de um, né, de uma de uma etiqueta ali diferente. Trouxe uma nova cor e arrasou. Tipo assim, eu tava doido. Fez o pres kit de cereja, mandou pra casa de todo mundo, era todo mundo quebrando coisa de cereja. Falei: "A [ __ ] é boa em tudo que ódio. Quando é que eu vou chegar lá? acaba com audade, mas ela é uma referência para mim nisso. O branding dela é mais, quer dizer, não, o branding da da Celana é muito forte também, mas a Riana, ela tem uma coisa que eu gosto também, sabe? Eu gosto do pop, eu gosto, eu gosto do que tá acontecendo na hora, eu gosto de falar de assunto que tá acontecendo, eu gosto, como tem os dois, difícil, mas a a Riana ela consegue isso. Mas a Selena ela ela traz ali um, eu acho que a comunidade dela é muito forte, né, da Selena, porque ela é muito vulnerável. Eu, por exemplo, se eu visse, eu ia querer abraçar de longe, né? Porque de perto eu entendo que, pô, acho que eu vou ser um pouco inconveniente, uma pessoa aleatória abraçar ela.

Mas eu tenho vontade de abraçar ela, de falar: "Caraca, você pelo menos conseguiu mostrar". Não sei se todo mundo que ela queria ver o o esse documentário dela, mas ali ela conseguiu me passar qual é a real preocupação dela na vida, né? Depois de tudo que ela passou com Disney, com Justin Bieber, com tudo tão novinha e o que que ela quer pro futuro, assim, eu me inspiro nisso. Então, a hora que ela fala: "Cara, não quero mais ser famosa".

[risadas]

Sabe? Já quis hoje não não faz mais sentido. Eu tô aqui chorando, eu tô triste, sabe? E isso é muito legal assim de você poder acessar um lado que quase ninguém mostra e falar: "Cara, não é sobre isso, entendeu? Quanto antes eu perceber isso vai ser melhor para mim, sabe?"

Exato, exato, exato.

Bianca, indo aqui pro final do nosso papo, duas horas falando.

Ah, eu gosto tanto. Se deixasse, vai que vai, né?

Que que você tem de novo aí pra galera? Que que você vai lançar? Que que você pode falar? Para onde você tá olhando? Projeto, tá? Coisa grandiosa. Que que tá, que que tá, que que tá na mesa aí?

Dito isso, falou você, minha senhora. Compre Boca Rosa, OK? Vou te falar porque...

Manda bala, manda bola.

Ela que vira, que vira a chave. É, então, Boca Rosa é uma marca, vou trazer o contexto, tá? Só para quem me viu da última vez e poder entender agora. Conceito de boca rosa ser uma maquiagem amiga da sua necessári do dia a dia. Não é aquela maquiagem você botar na bancada, ficar ali enfeitando pro R da vida, é uma maquiagem que tá ali na sua necessar. Tanto que todo press kit nosso agora é bolsinha necessária para trazer essa identidade, cara, ela é tua amiga, ela vai andar contigo para cima e para baixo. Essa por que que Boca Rosa essa maquiagem que anda com você no dia a dia? Porque é aquela maquiagem prática que você faz, que acompanha a realidade do seu dia a dia, de, por exemplo, eu como influenciadora, eu tenho tanto tempo do mundo para botar uma luz aqui e gravar um conteúdo para vocês maquiando com a maior calma do mundo, se eu quiser. Mas a Bianca empresária, às vezes ela faz a maquiagem 5 minutos no banheiro antes de entrar numa live.

Sim.

Antes e antes de entrar num call, às vezes no carro, vindo para cá, parte da minha maquiagem eu fiz vindo para cá. Eu sei como é que é no nosso dia a dia, eu sei qual é a tua dor no teu dia a dia de querer sentir bonito, porque a maquiagem faz isso pra gente, né? De cara, agora tô pronta. Eu falo que, tipo assim, antes da maquiagem eu tô às vezes memorch, tem dia que acontece, né? Acontece todo mundo, termina a maquiagem, tô pronta. Falou: "Agora ninguém me tira de idiota aqui esse negócio. Agora, agora é o que mando nisso aqui. Eu sei o quanto isso é importante pra nossa autoestima". Então, pouca rosa, cada produto que eu desenvolvo é pensando nisso e pensando também no teu dinheiro, porque, né, se a gente tá investindo nosso dinheiro en suado no produto que ele vale a pena, que ele seja mais caro do que o que você pagou. E dá para ser quando você pensa nele num todo, sabe? É, tem coisas que vão além até do custo, assim, a intencionalidade às vezes deixa o produto, agrega muito valor no produto. Então, Boca Rosa, é esse produto com marcas e essa marca com produtos democráticos, fáceis de usar, você faz sua maquiagem em 5 minutos. Me acompanha também nas redes sociais que eu faço vários eh várias séries de conteúdos também de cinana maquiada do zero em um minuto, sabe? Eh, usando boca rosa. E pensando nisso, a gente já trouxe, a gente tem um portfólio super legal de produtos que são esses produtos híbridos. Por exemplo, esse gloss aqui é o Hidralabos, é o gloss mais hidratante que você já usou. Você pode usar, inclusive,

Meu amigo, eu trouxe aqui, eu dei o quis pra Lalas.

Tá?

E você pode usar antes de dormir porque ele hidrata a boca pra caramba. Por quê? Ele tem esqualano, ele tem eh manteiga de karité e tem vitamina E. Então assim, a composição dele é muito maravilhosa. Tanto se você olhar o transparente, ele não é transparente igual todos os glosses que são translúcidos 100%. Ele é um pouco turvo porque são os ativos hidratantes que tem neles. Eu falo isso porque as pessoas entendem muito mais rápido quando eu explico assim. Então, assim, é um produto maravilhoso, gente, maravilhoso. E aí, eh, a gente, nossos próximos lançamentos, eu sei que meu fandom vai esperar muito, é, são as nossas máscaras, a minha categoria que eu mais vendo, você acredita?

Máscara.

Não é batom, não é gloss. Gloss tá chegando perto. Máscara para cílios. E você sabe qual foi o meu primeiro vídeo que bombou?

Hã?

Aplicando máscara para cílios. Foi o primeiro vídeo. Eu morava na favela.

Meu Deus, me explica para mim, para um homem, o que que é uma máscara para cílios.

Ai, verdade, gente. Desculpa, você que não usa.

Ó, vamos lá. Máscara. Eu pensei naquele negócio que põe aqui, depois você passa o negócio. Entendi. Amigara...

Não, né? Esqueci, né?

Máscara para cílios, gente. Eu eu não sei.

Vou explicar. Olha meus cílios. Dá para ver? Estão vendo? Não. Tá grande, né? Por quê? Porque eu usei o meu produto que é uma máscara. Que que é uma máscara para cílios? É, é um aplicador que você coloca o produto no...

Ai, você pode entrar, pode entrar. Obrigada, amor. Tcharã. Máscara para cílios. Esse é o meu novo produto. Eu vou lançar agora dia 18. Quer dizer, já lancei, né?

Dia 18. Essa máscara é uma máscara de volume.

Então, qual é o objetivo dela? entregar volume no seu cílio. Se você quer um cílio mais encorpado, um cílio mais, ó, tá vendo que ele até um pouquinho mais grosseirinho, ele sai mais produto no aplicador dele, que é essa escovinha.

Entendi.

Então ele vai entregar mais produto no seu fio. Quando ele entrega mais produto, seu fio se destaca mais. Mas qual o problema disso? Quando você tem uma máscara que não tem uma tecnologia e muito bem desenvolvida, o cílio gruda, sabe? Tipo, ele vira uma coisa só meio pata de aranha demais. O meu brinco que é efeito estrelinha porque ele fica todo pontudinho quando eu aplico porque ele dá volume, mas ele deixa separadinho. Então é uma máscara tem que ter um diferencial muito bom porque eu como maquiadora, eu sempre falo isso, né? Quando a maquiadora desenvolve um produto, se ela não desenvolver o melhor produto, ela tem uma arma contra ela assim. Porque...

Exato, porque fica feio, fica ruim.

Fica ruim, as pessoas vão usar, vão te falar, os maquiadores vão usar, vão falar. Então eu tenho esse peso. Então confia, né? Quem já usa Boca Rosa já entende que qualidade é o nosso principal eh destaque assim em Boca Rosa. E aí eu lancei essa preta que é de volume. A gente não tinha de volume ainda, a gente tinha uma que é um pouco mais leve que eu queria trazer essa coisa de maquiagem mais fácil, né, de...

Volume.

De fazer. E tem a outra que é a marrom, que a gente chama de castanho, que é para aquele dia, sabe quando você quer ir pra academia, você quer destacar o cílio, mas você não quer ficar com aquela, aquele cão, sabe? Tipo, muito montado. Você passa uma marronzinha, ó, ela tá aqui, ó, na academia, Bianca.

Na academia. Poxa, sabe qual o pré-treino da mulher para ir pra academia? É sério? Vocês qual que é o pré-treino? A mulher passa é máscara de cílio.

É o melhor preto. Se você, mulher, amiga minha, tá aqui me assistindo, todas vocês, né? Se você tá com preguiça de ir pra academia, testa se arrumar antes. 10 minutinho, 15 minutinho, escolhe a roupinha maneira, dá um, faça um jatinho no cabelo ou faz aquele coquinho bonitinho, alinhadinho, passa uma maquiagenzinha ali, 5 minutos de boca, você já faz. Autostima muda, minha filha. A gente vira outra, fala: "Agora eu tô pronto para treinar, hein? Agora é ferro que eu vou puxar". Vocês vão ver só. Essa aqui não vai ser a braba da academia.

É mesmo?

É. E aí, só que claro, uma coisa mais leve, né, gente? Não é para todo mundo, tá? Tô falando aqui uma parada que quando eu falo na internet geralmente funciona, porque é isso, a gente brinca, não sou eu, uma galera fala, né, que amarrar.

Caramba, essa, essa é nova para mim. Essa é nova para mim.

Mulher pensa diferente de homem.

Gente, cara, essa é nova para mim. Passar um máscara de cílios pr ir pra academia. Essa é nova para mim.

É. E pode suar, tá? Porque ela é resistente à água, então.

Então pode treinar forte, vai ficar bonito, vai ficar maravilhosa. Po, ó, eu chorei, hein? Tô aqui, ó, com de volume.

Ai.

Aquela deixa eu olhar, né, gente? Será que eu não tô borrada mesmo? Não.

A Malu, a Malu falava isso para mim, que eu acho que quando você tava no BBB, você chorou e não aconteceu nada, não borrou. Ela me falou isso, sei lá, na época do BBB, que ano que foi BBB?

20.

20. Você me falou isso lá, né?

Essa foi minha maior estr. Foi isso que fez triplicar a minha venda. Você acredita? Não foi a estratégia que eu desenhei igual um uma cabeçuda, um crânio de nós todos que eu fiz. Uma estratégia, eu te contei já no outro, né? Estratégia das cores que eu fiz cada domingo lá. Eu tirei a foto antes de ir, botei uma roupa colorida porque eu sabia que cada domingo pelo menos todo mundo ia aparecer na câmera porque era o dia de votação, ia volar cores saturados, que é pro povo me gravar ainda botar coisas na cabeça, que quando você bota coisa na cabeça, um chapéu, um bucket, uma bandana, você se destaca mais.

Nossa, tu usava muito isso.

Viu?

Muito. Eu lembro umas boinas, né?

É, eu lembro disso. Eu lembro disso.

É, aprendi com Chaves. Chaves, [risadas] se você olhar o elenco inteiro, sabe onde é que eu aprendo as coisas? Chaves, olha a turminha inteira. Cada um tá com uma coisa na cabeça. Dona Florinda tem o Bob, Chiquinha tem a Chiquinha, o Kiko tem o chapeuzinho. O Chaves tem o Chapeuzinho. O seu o seu Madruga tem chapeuzinho.

É verdade. Tem um outro, tem um outro que é o o Yon. Tem um bonezinho.

Tem um bonezinho. O seu barriga tem um oclão.

É isso mesmo. Olha.

É, ele é um gênio, tá? Espírito. Ama. Ele é perfeito.

Ah, car. É verdade. Tem uns ícones, né? Tem tem...

É isso para se se trocar a pessoa tem, né, ícones tão fortes dentro da signos tão fortes dentro do personagem que dá para fazer produto, dá para fazer desenho, dá para fazer tudo que eles têm seus. E aí, aí eu fiz isso aí, tava lá eu votando meu time, coitado, meu time tinha quatro pessoa na época, eh, que é o mesmo do comercial, o tesoureiro, todo mundo no mesmo canto. E ele postando ali, falando: "Pera aí, comercial, que eu vou só responder aqui, vou postar aqui a menina". E aí eu subia a foto na hora que eu tava votando e não só a foto ali com o mesmo momento que era pro meu público pensar, pô, Bianca pensou na gente, caramba, a primeira vez que uma influenciadora sai, né, do para de postar diariamente. Não tinha acontecido isso antes, nunca, em nenhum momento.

Falei: "Putz, vou pro Big Brother, mas e aí, né? Vou ficar sem postar esse tempo todo." Aí deixei isso pronto para elas e aproveitei. O começo era isso, não era estratégia de marketing de de marca, era mais pro meu público não não se sentir abandonado. Depois disso, falei: "Tá, que que eu posso agregar? Que que eu posso agregar nessa oportunidade aqui?" Aí falei: "Pô, vou fazer uma trinca de fotos, de três fotos no feed, né, que é para ficar sempre aquela faixa ali no meu feed, chamar atenção, já vai ser uma roupa colorida com acessório de cabeça." Falei: "Pô, na foto do meio vou est usando o produto que eu tô usando, né, de Boca Rosa." Aí eu vou poder ter tagar a marca Boca Rosa ali nesse produto. Quando a pessoa clicasse no no meu Instagram de Boca Rosa, o feed tava todo da cor daquele produto com as fotos eh quer dizer, da cor da minha roupa. Então, por exemplo, você tava de vermelho, ela clicava, o filho tava todo vermelho com fotos de modelos diversas também para, né, para não mostrar só como fica em mim. Mas os produtos ali também, fotos dos produtos que eu tava usando ali naquele naquele dia. Eu criei isso me achando a pessoa mais gêna. Quando eu consegui, eu falei: "Caraca, eu sou grandona". Mas não foi isso que me fez triplicar, [risadas]

Foi chorar.

Foi chorar. Aí eu entendo o dono do do da Waz, entendeu? Não é sobre isso, entende? Também por isso que eu tipo assim, cara, tem é teste o tempo todo. Teste calcular rota. Teste calcular rota. É isso. Eu tenho essa oportunidade nas redes sociais, que eu amo as redes sociais. É maravilhoso. Eu posso criar, ter essa liberdade de criar sem custo, entre aspas, né?

É isso mesmo.

Então, mas não foi isso. Foi esse dia desse choro que chegou até você. Quer ver? Você você soube dessa estratégia das cores? Ficou sabendo?

Se eu soube...

Não d se demorou. Não.

Mas o choro você viu, né?

Total. O eco foi no choro e não do negócio que eu só só me custou a minha saúde mental e um dia que todo mundo falava: "Não sei se eu gosto da boca rosa, mas o produto dela é bom comprar". E aí eu conheci o público brasileiro ali, eu falei: "Cara, o público brasileiro quer produto bom. A gente aqui não pode ficar gastando dinheiro em qualquer coisa, não. É produto bom. Vou focar nisso."

Produto bom, cara. Muito bom. Que aula, viu? Eu fiz, você sabe que no podcast eu tomo decisões, né? Eu tomei 13. Eu não anoto o que você fala, eu...

Ah, você anota as suas decisões com que você com o...

Que você fala. Aí daí você faz o quê? Você passa para quem, por exemplo, como é que como é seu processo?

>> Ah, então tem decisões, tem tem decisões que eu posso compartilhar com o time. Então, quando acaba o podcast, eu já sento com o time. Ó, isso, isso, isso, esses ficam doidinho, né? Acaba o pod que ficar todo mundo desesperado. Eita,

>> tem uma aqui que

>> que o gênio pensou, né?

>> Tem uma aqui que eu quero te perguntar depois qual que é a tua opinião.

>> OK. E as outras aqui são coisas que eu faço sozinho ou que eu compartilho com a Lalas, mas e eu faço isso em todos os podcasts. Tu falou uma coisa, decisão, eu chamo de D, né? Decisão D. Aí tem teve D13. Teve D13 aqui, ó. D1, D2, D3.

>> É, depois você me conta a que mais a que mais

>> pode contar todas.

>> Não, mas assim, que você mais gostou, depois você me conta. Vai que eu aprendo, né? Também às vezes você tem um olhar diferente do meu. Pode agregar pro meu. Que o mais que você falou.

>> Uhum. Não vou ter que falar no privado, tá?

>> Nenhuma boa.

>> Nenhuma. Mas tá bom.

>> Ah, não gostou de nenhuma. [risadas]

>> Nenhuma não. Vou ter que eu vou ter que falar no privado. É aqui.

>> Vou perder o humor. Desculpa. Não é

>> pr perder piada.

>> Ba. Obrigado.

>> Ja. Conta comigo. Cara, eu gosto demais de você. Gosto demais de você. Gosto demais de lá. Elas gostam demais.

>> É ela também. A gente também.

>> Tipo assim, eu me identifico, sabe? cria junto para correr.

>> É verdade. Ainda mais eles são criancinhas, né, que tem atenção, p de pai, mas eles vão se dar também, né?

>> Obrigado. Adorei. Quero te dizer que

>> seu trabalho é incrível,

>> seu negócio cresceu, você, eu enxergo você como uma empresária forte, robusta, com postura, com posicionamento, com

>> autoral, com essência autêntica

>> referência.

>> Eh, você vai bater esse bilhão.

>> Amém. Amém. Amém. Amém.

>> Se você andar comigo, você vai bater antes, tá? Mas

>> tu vai, tu vai, tu vai querer um pedacinho? Vai querer um pedacinho? Não,

>> não. Ah, só conversar comigo assim, né?

>> Não, eu só vou querer um

>> que você vai me dar de boca rosa? Gente,

>> é blush. É blush o nome disso?

>> Não, é máscara para cílios. Um homem tão inteligente não decora uma Não é

>> um blush. Não é blush que fala. Eu ti

>> o blush é esse, ó. Vou te dar mais aulas de maquiagem que é pr você ficar por, eu tinha, eu tinha uma, eu tinha uma tia que falava: "Meu filho, eu quero botar o blush".

>> Sabe o que que era? Era ruj nessa época. Minha avó falava ruje. Vamos passar um ruje.

>> Alguém lembra disso? Não.

>> Eu era muito louca em maquiagem, né? Eu sabia a palavra da minha avó que ela usava para blush.

>> Isso aqui não é blush,

>> não.

>> Isso aqui é

>> Eu não vou falar de novo, viu?

>> Isso aqui é uma máscara.

>> Isso é uma máscara.

>> Rapaziada, só quer uma máscara, compra pras suas esposas, namoradas, noivas, mãe, irmã, tudo.

>> Máscara de cílios, mulherada. Bota máscara de cílios. É castanha. Castanha, né?

>> Isso.

>> Para ir pra academia já. Puxa um ferro, já pode suar, não acontece nada, vai tá tudo legal, linda, maravilhosa, cheipada e o rosto e a foto tudo doideira

>> e testa tudo no TikTok porque lá

>> é posta muito, muito no TikTok. Desapega, desapega. Não se julga, não se julga.

>> Ó, para quem quiser comprar tudo da Boca Rosa, tem um link aqui na descrição, tá?

>> Ah, que querido. Poxa, a gente compra mesmo. Clica aí.

>> Clica.

>> Sabe por quê? Vou te falar uma coisa. Sabe por quê? Eh, agora a gente tá fazendo também uma coisa nova lá no nosso e-commerce, que é essa jornada também da consumidora, que é uma coisa que eu queria muito, tipo assim, pô, a primeira compra, como é que vai ficar sua experiência na segunda, na terceira, na quarta, que você vai ganhando eh brindes progressivos, sabe? Não só desconto também, né? que a gente tá trabalhando desconto, a gente tá entendendo que o desconto é muito importante aqui no nosso mercado brasileiro, mas tem uma jornada muito interessante, então vem aqui, clica que você vai gostar muito. Os boys inclusive eh vocês podem usar também maquiagem porque é uma maquiagem super leve, então se acordou com com olheira, dá nada. Não não vai acontecer nada de de ruim na tua vida se você passar um um blush. Juro pr você, é, não muda a sexualidade, é outra coisa, pode ficar tranquilo. É, e aí, e se você der de presente pro seu namorado, tenho certeza que ela vai gostar muito. Se ela souber maquiar, ela já vai conhecer. E se ela não souber, é uma maquiagem que você pode ter certeza que vai fazer diferença na vida dela, porque ela vai ganhar tempo se maquiando. Ela vai ver que é muito mais facinho, porque é um stickinho, é um creminho, então é bem facinho de usar. E você vai ganhar teu dia. Se tu presentear tua namorada com boca rosa, você vai ser o grandão. Tu vai chegar grandão em casa. Então, o link aqui tá na descrição, comprem e deixa a gente saber se você gostou. Óbvio que você vai gostar marca, marca Bianca, marca a página

>> e ó, feedback também, tá? A gente gosta. Quem não gostou me fala, pelo amor de Deus.

>> Me a última pergunta para finalizar. Você já respondeu ela há dois anos, eu vou fazer ela de novo, que é é a mensagem do outdoor. Se você pudesse mandar uma mensagem para 8 bilhões de pessoas, mensagem curta, rápida, direta, objetiva, que carregue essência e verdade. E essa mensagem, ela vai chegar para todas as pessoas, ela vai chegar e garantir o algoritmo, vai entregar 100% em qualquer lugar. Que mensagem seria essa? Eu vou ser fiel à minha mensagem que eu tenho com a minha comunidade. Nada é tão nosso quantra os nossos sonhos. Essa foi uma frase. Eu já tenho essa mensagem há muito tempo e hoje eu vejo o quanto ela faz ainda mais sentido, porque mesmo depois de ser mãe, mesmo depois de ser empresária, mesmo depois de ser filha, namorada e descobrir todos os meus papéis, nada é tão meu quanto o meu sonho. Então assim, é a gente em primeiro lugar, você mulher que é mãe, que é esposa, que é empresária, é você em primeiro lugar. Porque quando você investe no seu sonho, você impacta todo mundo que tá à tua volta. Sabe a coisa do avião? Primeiro bota a máscara em você para depois ajudar o outro. É o mesmo exercício. Assim, demorei para essa frase entrar mesmo em mim. Eu falava mais, sabe, mais pelo para inspirar do que para mim. E hoje, depois de mãe, eu entendo que até o meu filho, que é uma mãe que vive o sonho dela, sabe? Que seja feliz, independente.

>> Frase linda. Que frase forte,

>> forte, né? Poderosa. Precisava dela hoje, tá?

>> Ah, viu Lalas? Cadê Lalas? Ela tá aqui.

>> É, eu precisava dessa.

>> Trabalhar. Alguém tem que trabalhar nesse lugar, né, gente? [risadas]

>> Acho que é só ficar gravando.

>> É aqui. Pá, fofoquinha, resenha.

>> É fofoquinha, pá. Blush, máscara e sonho. Além, obrigada, tá, pela tua presença. É sempre muito, muito, muito bom falar com você. Sempre aprendo e é sempre

>> grandioso esse finalzinho aqui. Então, nem se fala. Bota as crias lá para tudo para brincar. Gente, esse foi o JJ Podcast. Obrigado mais uma vez pela sua audiência. Deixa a gente saber. Se você não tá inscrito no canal, epa, não perde tempo, cara. Se inscreve no canal também, compartilha, marca que a Bianca, segue a Bianca nas redes sociais, caso você não siga, compra aqui o produto, testa, dá feedback e faz ela sentir o amor, o carinho, faz ela sentir o nosso ecossistema do JJ Podcast,

>> que é muito poderoso e que a gente realmente valoriza os convidados que vem aqui e geram valor na nossa vida, tá bom? Um grande abraço, a gente se vê no próximo JJ Podcast. Valeu, tchau. [música]