Transcription
Como mulheres saíram disso para isso? O que faz a cultura aplaudir isso e dizer que isso é opressão? Hoje nós vamos explorar como que as mudanças culturais e históricas impactaram a decadência da modéstia e o porquê mulheres cristãs precisam entender isso para então conseguirmos expandir o reino de Cristo com a nossa feminilidade.
Muitos cristãos entendem errado o que é a modéstia. Alguns pensam que é simplesmente cobrir algumas partes do corpo e outros metaforizam tanto que dizem que é apenas uma coisa do coração, sem implicações práticas. Mas a verdade é que a falta de modéstia no vestir é um anúncio público de um coração que está desordenado, buscando agradar mais a homens do que a Deus. E entender isso nos lembra que a modéstia não é apenas uma questão de aparência, mas é um reflexo do coração. E ainda mais do que uma questão do coração, porque nós devemos ter meios práticos e preocupações legítimas com a forma como nós estamos nos vestindo. Não devemos buscar um em detrimento do outro, mas devemos buscar os dois ao mesmo tempo, porque andam juntos.
E é por isso que agora eu quero, junto com você, estar explorando quais foram as correntes culturais e históricas que desencadearam numa maior falta de modéstia, falando de uma forma coletiva, abrangendo toda a sociedade ocidental atual. E um dos pontos principais que nós precisamos prestar atenção é o fato de que, à medida que a sociedade passou a rejeitar os valores e os princípios bíblicos, a consequência foi a falta da modéstia na prática. Então, algo que aconteceu de forma interna no coração se mostrou de forma externa, porque a aparência reflete o nosso interior.
Então, agora vale notar que as mudanças na moda não foram da noite para o dia, porque entre os vestidos vitorianos e os croppeds de hoje em dia, existem várias mudanças. Então, vamos ter como nosso ponto de partida ali a era vitoriana e também a era do Rei Eduardo, em que os valores cristãos eram reconhecidos e celebrados na esfera pública. Isso impactava diretamente a vida pessoal das pessoas e das famílias, e neste caso, ainda impactava as roupas que as pessoas vestiam. E isso inclui a modéstia. Mas nós precisamos também reconhecer que esses tempos não foram perfeitos, mas eu vou deixar esse tópico mais adiante no vídeo.
O que aconteceu então foi que, a partir ali da década de 1920, surgiu uma mudança mais chocante, por assim dizer, porque as roupas tradicionais, ali por volta de 1910, eram os vestidos tradicionais que cobriam até o tornozelo. Mas então, em menos de 10 anos, ali em 1920, teve uma nova moda em que surgiram os vestidos flappers, e que eles marcaram uma ruptura significativa com os padrões vitorianos de recato e modéstia, em que foram introduzidos bainhas mais curtas, ou seja, que começavam a mostrar os joelhos das mulheres.
Se a gente fosse ser um pouquinho mais minucioso, a gente conseguiria observar que entre a era vitoriana e até 1910, os vestidos foram ficando um pouquinho mais curtos, chegando no que hoje a gente chama de mid. Óbvio que a gente olha para esse momento e a gente reconhece que não era categoricamente imodesto, não tinha nenhuma falta de decência ali, mas o ponto foi que essa mudança culminou em roupas ainda mais curtas, até chegarem numa falta de modéstia patente.
Mas agora voltando para 1920, se você já viu um pôster de um filme dessa época, ou se você já viu algum filme que retratava essa época, muito provavelmente as mulheres estão vestindo um vestido flapper, porque ele ficou muito popular na época e ele também marcou essa mudança muito abrupta. E ainda que algumas pessoas possam pensar que, comparando com hoje, esse vestido não é tão assustador assim, a gente precisa entender que essas mudanças na moda refletem uma mudança cultural mais ampla, especialmente ali do que aconteceu no pós-Primeira Guerra Mundial.
Mas avançando mais um pouquinho ali nos anos 1960, começaram a ter várias revoluções culturais que aceleraram várias dessas mudanças. Então, houve na década de 60 a revolução sexual, também conhecido como movimento da liberação sexual, que na moda também teve um reflexo muito característico, que foi a introdução da minissaia, que foi popularizada pela Mary Quant em 1965, que foi feito especificamente para desafiar tudo aquilo que era o normal nos anos antes.
E aí, a partir de 1970, as calças começaram a ficar mais justas e as blusas mais curtas, e essas mudanças foram muito influenciadas também pelo movimento feminista, que a gente vai falar já já, mas também pelo movimento hip, que teve a característica de calças apertadas, roupas com muitas estampas diferentes e também a transparência nas roupas. E com o movimento feminista, também cada vez mais a falta de modéstia passou a ser celebrada como algo que representava de alguma forma uma liberação para as mulheres. E muitas delas não entendiam que isso era simplesmente um caminho rápido, um atalho para elas chegarem numa objetificação das mulheres, não enxergando que a falta de modéstia desvaloriza completamente as mulheres.
E aí, avançando para 1990 e pro comecinho dos anos 2000, teve ainda mais uma exposição do corpo e a popularização dos croppeds, que se tornaram uma forma coloquial de mostrar o abdômen feminino. E isso foi popularizado pelas celebridades, pela cultura pop da época, por filmes e artistas que usavam esse tipo de roupa como se fosse algo a ser celebrado e louvado, quando na verdade isso estava desvalorizando as mulheres e também refletindo uma maior rebelião contra Deus.
E vale notar que nesse momento também começou a ter uma masculinização do visual feminino, sejam mulheres que cortavam seus cabelos de uma forma bem curta, ou então mulheres que se vestiam de uma forma parecida com o visual masculino. E tudo isso teve influência direta do movimento feminista. E junto com esse movimento, veio também a legalização do aborto nos Estados Unidos e um movimento a favor do aborto muito grande, e também uma desvalorização da eternidade.
E é óbvio que hoje, quando a gente olha para essas coisas, a gente consegue ver como que tudo isso está muito conectado com uma desvalorização da vida humana de uma forma geral, e como que isso se conecta com toda a decadência da cultura ocidental, porque tudo isso reflete uma rebelião contra Deus e contra o padrão criado por ele, e até mesmo contra as bênçãos de Deus. O que foi que aconteceu por volta da década de 60, quando houve uma desvalorização dos filhos, em que eles começaram a ser vistos como se fossem fardos? E isso era colocado tanto na pauta a favor do aborto, quanto também nas questões de pílulas anticoncepcionais.
Rapidinho, já já o vídeo vai voltar, mas antes eu queria compartilhar uma coisa com você. Você sabia que 64% de vocês que estão assistindo esse vídeo não são inscritos no canal? Pois é, você pode estar ajudando para que o YouTube esteja recomendando mais conteúdos como esse para mais pessoas, ajudando para que a palavra de Deus possa estar alcançando mais pessoas. Basta você dar o seu like, se inscrever aqui no canal e ativar o sininho. Tudo bem fácil, você vê aqui embaixo. Então, muito obrigada pela sua ajuda.
E outra forma de como isso se refletiu na moda e na decadência da modéstia nessa época foi pela popularização do biquíni. Apesar de ter sido criado 20 anos antes, ali por volta de 1946, passou a ser popularizado na década de 60. Então, a gente vê que essa desvalorização da lei moral de Deus está totalmente conectada com uma falta de modéstia. E a gente vê que hoje em dia, muito dessas coisas que nós falamos aqui se potencializaram e se alastraram até mesmo dentro de igrejas.
Mas o nosso chamado como mulheres cristãs é para algo diferente, para algo melhor. Deus não nos salvou para nós sermos iguais ao mundo. Romanos 12:2 nos ensina a não nos conformarmos com este século, mas sermos renovadas pela renovação da nossa mente. Porque aquilo que nós cremos vai impactar as nossas ações, incluindo o nosso visual. Se a nossa mente for terrena, as nossas ações e a nossa aparência serão como de pessoas deste século. Mas se a nossa mentalidade for celestial, então as nossas ações e a nossa aparência serão condizentes com de mulheres que professam ser piedosas.
Mulheres cristãs são chamadas a rejeitar a mentalidade secular de objetificação e degradação do corpo e escolher um caminho diferente, um caminho de obediência e de santidade, que é o caminho aonde nós valorizamos aquilo que Deus valoriza. Deus não nos deu um espírito de timidez e de medo para ficar com medo do que as pessoas vão achar, para ficar com medo de viver o desígnio de Deus. Deus nos deu um espírito de poder para nós vivermos da maneira como ele instituiu para nós, porque o caminho dele é melhor. Viver para a glória de Deus, viver de forma com que a imagem de Cristo seja resplandecente, Cristo no meio de uma cultura perdida.
Nós temos um convite bíblico de sermos contraculturais, não seguirmos a cultura desta época, mas nós influenciarmos e criarmos uma cultura que vai glorificar a Deus, escolhendo a modéstia como um ato de adoração a Deus. E eu acho interessante a gente mencionar que escolher a modéstia não é ficarmos chorando pelos bons tempos que passaram, como uma nostalgia paralisante sem fim. O nosso chamado não é de simplesmente ficar assistindo filmes de época e ficar reclamando de hoje em dia. O nosso dever é olhar para frente, trabalhar para estabelecer uma modéstia que não vai ser facilmente levada por ventos culturais.
A era vitoriana teve os seus problemas e muitos viviam simplesmente de uma forma culturalmente cristã, mas não tinham as convicções cristãs. Então, quando os novos ventos chegaram, foram levados. 1950, apesar dos vestidinhos fofinhos de poá, tiveram seus grandes problemas, porque sem 1950 do jeito que foi, não haveria 1960 com as tragédias do feminismo e da liberação sexual. Então, não fique chorando e desejando o passado distante, mas trabalhe em prol de um futuro modesto.
Faça isso ao se vestir com modéstia e com alegria, não com o rosto fechado, mas alegre pela forma como Deus estabeleceu coisas melhores do que aquilo que o mundo tenta colocar. E lembrando que o espírito alegre aformoseia o rosto. Ensine jovens meninas, ou até as suas filhas, a amarem a modéstia. Converse com elas como a exposição do corpo é desprezo pelo que Deus deu e a se tratar como um objeto, se gabando de algo que nem é seu. Para início de conversa, nós e o nosso corpo somos de Deus.
Você já deve ter percebido que esse assunto vai além da modéstia, porque nós devemos viver toda a nossa feminilidade alegres pelo que Deus fez e empolgadas pelo futuro, querendo que mais pessoas conheçam a alegria de viver para Deus. Está na hora de nós, como mulheres crentes, reconhecermos que não era só o passado que era bom, mas que tem um futuro bom à nossa frente. E para isso, nós precisamos viver o nosso papel hoje. Uma vida cristã corajosa. Chega de ficarmos com dózinha de nós mesmas ou de ficarmos com vergonha da modéstia. Essa é a hora de mulheres cristãs viverem a sua feminilidade bíblica de verdade e com coragem.
Chega de ficar tentando usar a roupa mais curta que dá, ou de usar desculpas para vestir algo que você sabe que não é modesto. Está na hora de nós nos vestirmos como mulheres que professam ser piedosas, vivendo uma feminilidade bíblica de verdade. Isso é um assunto tão importante porque, no momento que nós passamos a abraçar o propósito de Deus, nós encontramos a alegria de vivermos para Deus em obediência. Nós passamos a perceber como que o caminho de Deus é infinitamente melhor do que tudo aquilo que filmes e a cultura de hoje tenta colocar como se fosse bom. Essas coisas são temporárias e não são boas de verdade. Aquilo que a Bíblia ensina, isso é bom. Viver para Deus, isso que é maravilhoso.
E mudando de assunto, se você quiser entender sobre quais são três tentações que Satanás usa para tentar mulheres, clica nesse vídeo aqui. E eu espero que você tenha gostado. Não esquece de dar o seu like, o seu comentário, de se inscrever e ativar o sininho. Com a graça de Deus, nos vemos na semana que vem. [Música]